sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

13º GIRO CULTURAL DE DEZEMBRO / 12 - TODO A PÉ - TROUXE LANÇAMENTO DE LIVRO E PEÇA INFANTIL

 
 
 
Na manhã do dia 08 de dezembro (sábado). Aconteceu o 13º O Giro Cultural, e esta edição de dezembro de 2012 marcou o fechamento do ano dos eventos que movimentou o Calçadão Cultural da Livraria Ideal de Niterói.
 
O escritor Renato Augusto Farias de Carvalho, fez o  lançamento de seu livro:
 
"…haja, ainda, partículas de sol".
 
Estiveram presentes amigos e muitos acadêmicos da área literária fluminense. Logo após a manhã de autógrafos com Renato Augusto,
 
A Sala de Cultura Leila Diniz foi palco de apresentação teatral com a peça infantil “O bom mundo de Nicolau”, que fez um enorme sucesso. Além disso, no final da peça, as crianças tiveram a alegria de receber o Papai Noel para fotos e presentes.
 
 
 
ASSISTA AO VÍDEO
 
13º GIRO CULTURAL - TUDO A PÉ
 
DEZEMBRO DE 2012
 
 
 

 
 
 
 
 
Capa do livro Renato Augusto F. Carvalho
(designer Will Martins)
 
 
 
O livro está dividido em duas partes:

1ª Parte: Retrata “Poemas em Claridade”
2ª Parte: Retrata “Luares”

Prefácio de Sonia Peçanha

A primeira orelha foi assinada pelo filósofo Roberto Kahlmeyer-Mertens

 
"Na gênese, Deus criou o céu e a terra, e a terra era desordem e deserto, uma treva sobre as faces do abismo. Mas um sopro sagrado planava sobre a face das águas. Deus disse: ‘Haja luz’ e houve luz”. (Gen.1, 1-3) À imitação do verbo divino, intromisso, o poeta acrescenta: “...Haja, ainda, partículas de sol”, e a tarefa de ultimar a obra divina passa sem mediações do criador à criatura. Não enquanto o simplório legado de Adão, mas como a herança de Orfeu, que bem sabe da idealidade poética do verba tene, res sequentur.
 
Ao tanger sua lira, o filho de Calíope (musa da memória e da expressão) afina homem-mundo e o verbo poético faz aflorar os trastes. Como soa uma tal lira? Para saber, basta abrir o presente livro (seria pouco chamá-lo apenas de livro!) e entregar-se à prosa e à poesia de Renato Augusto Faria de Carvalho.
Inundado de afetos – alegrias, amizades, amores, prazeres e um feixe de religiões e sabedorias instintivas – repetidos com a mesma mestria dos livros que os antecederam, Renato renasce enquanto discurso possível desde a memória da infância, no anelo íntimo com seus pares e nos relatos de suas viagens de individuação. Estão todos lá: o viandante num hotel em Cartagena (ou seria Veneza?), o escritor no bucólico quintal de sua casa em Itaipu, as imagens meninamente feéricas das águas amazônicas, das lucíolas e dos arrebóis... Estão todos lá.
Dessa última, que se ressalte um registro quase fotográfico: “O barco, esbelto e orgulhoso,/era empurrado pela magnanimidade da incansável/roda traseira./E navegava, altivo, pelo Tapajós,/ Sem dar valor ao esforço da retaguarda./As crianças transbordavam seu espanto/e não percebiam/o quanto era orgulhoso o velho barco:/um Lord,/induzido pela coragem do fiel criado.”
Notável escritor do verbo e da terra, das águas e da luz, Renato poética-admirada-eloquentemente, crônica-perplexa-mnemonicamente nos desvela um horizonte e nos abre um espaço no qual é possível recordar o quanto a literatura é (re)criadora.
 
Literatura que não se expunge, não faz intertexto e não sacia quem a bebe aos sorvos. Nesse gesto, o leitor se compraz em “pranto, delícia, canção e oração”, como nos diz o poeta, ressalvando da luz sua nitidez etérea.
Não há, aqui, como não recorrer a Shakespeare, em algum lugar de seu The Tempest, quando este assevera sermos feitos da mesma matéria de nossos sonhos. Diante da matéria literária que Renato Augusto Faria de Carvalho nos oferece, é quase um imperativo alçarmos, por meio desta, o devaneio estético da literatura encetada pelo poeta e desenvolvida em consonância (afinação) com a gênese. Celebremos, assim, este canto órfico ao repetir: ...Haja, ainda, partículas de sol; haja, ainda, partículas de sol...      


Roberto S. Kahlmeyer-Mertens

                                                                           
 
 
 
 
Renato Augusto - escritor
 
 
Nasceu em Manaus/AM no dia 30 de junho de 1935. Em sua terra natal, estudou no Colégio Salesiano Dom Bosco. Na cidade do Rio de Janeiro/RJ, para onde se mudou em janeiro de 1952, continuou seus estudos no Colégio Andrews, tendo participado do Grêmio Acadêmico, que ajudou a fundar. No início de 1978, passou a residir em Niterói/RJ.
 
Graduou-se em Letras (Língua e Literatura – Português/Francês) na então Faculdade de Humanidades Pedro II (FAHUPE). Pós-graduou-se em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas. Exerceu diversas funções e cargos na Previdência Social (Direção Geral – RJ), aposentado-se em 1989. Ocupante da cadeira nº 6 da Academia Niteroiense de Letras, também é membro do Cenáculo Fluminense de História e Letras e da Associação Niteroiense de Escritores. Publicou os seguintes livros: Porto de Ocasos (ficção/memórias. 1998. Editora Cromos), Poesia-do-que-eu-quis (poemas. 2002. Editora Cromos) e Vinho e Verso (poemas. 2005. Ed. Valer). Entre as diversas medalhas já recebidas, destacam-se a José Cândido de Carvalho (conferida pela Câmara Municipal de Niterói) e a do Mérito Cultural Belas Artes (conferida pala Associação Fluminense de Belas Artes).
 
Participou, como entrevistado, do projeto “Personalidades de Niterói”, iniciativa da Associação Atlética do Banco do Brasil – AABB/Niterói. Autor dos enredos carnavalescos “Jorge Amado – do País do Carnaval à Tieta do Agreste” (1978) e “E agora malandro? – Você ganhou a loteria!” (1979), desenvolvidos para Escolas de Samba de Niterói, e de monografia sobre o Clube da Madrugada (movimento cultural de escritores amazonenses nos anos 1950). Das muitas palestras proferidas, destacam-se: “Teatros do Brasil” (participação de Beatriz Chacon e Thuany Feu de Carvalho), “Fagundes Varela”, “Cora Coralina e Manoel de Barros (participação de Gracinda Rosa e Lena Jesus Ponte), “Xavier Placer, 50 anos de literatura”, “Adelino Magalhães, e o pré-modernismo”, “Cora Coralina e Florbela Espanca, um encontro tão possível”, “Articulação poética aproximando Luiz Barcellar e Jorge Tufic” e “Lindalva Cruz e suas composições amazônicas”. É autor de contos e crônicas publicados em jornais e revistas e de alguns prefácios. Possui textos em antologias.
 
Livros publicados:
 
Porto de Ocaso - 1998
Poesia-do-que-eu-quis - 2000
Vinho e Verso - 2005
Uma Tela na Parede - 2010
Eu ainda não disse tudo  2011
 
Em preparo:
Fagundes Varela - Coleção Clássicos Fluminense (Editora NitPress)
A Inconstância do Poeta Belmiro
 
 
 
Carlos Rosa e Renato Augusto

Alberto Araújo - editor do FOCUS
momento em recebe livro autografado por Renato Augusto


 




 
 

 
 
Depois de prestigiarem o evento do Giro Cultural na Livraria Ideal com o escritor Renato Augusto, o público conferiu a peça teatral “O bom mundo de Nicolau”, às 12h na Sala de Cultura Leila Diniz. E a vinda de Papai Noel para a criançada.
 

 
 
Cida Palmerin (atriz e produtora) e sua equipe (Reynaldo Dutra (ator e produtor), Márcia Haubriche (atriz), e Célfora Medeiros (produtora), contou que foi um trabalho que a ArteCorpo Teatro & Cia tem realizado desde março de 2012 na Rodoviária Roberto Silveira, e que vieram para a Sala de Cultura Leila Diniz. As peças têm sempre trazido sonho e a realidade. “O trabalho tem sido gratificante. A divulgação tem sido feita pelo espaço, que é muito agradável. Temos feito o Giro Cultural desde março de 2012. E nossas peças tem sempre mostrado o sonho e a realidade. A peça Nicolau mostrou esse contraste. Isto é, o mundo é consumista e não pensa nos sonhos. No “O bom mundo de Nicolau” mostrou que temos que sonhar e refletir para ser feliz com o pouco, acima de tudo ser feliz com o que tem. E não acima das nossas capacidades”, disse a produtora e atriz Cida Palmerin.

 
 
APOIO CULTURAL
 
 
 
Mais fotos? veja o filme acima...
 
 
 
 
 
 
FONTE: SALA DE CULTURA LEILA DINIZE GRUPO MÔNACO DE CULTURA

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