domingo, 31 de março de 2013

O PROJETO CONVERSA LITERÁRIA DA ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS COM O ESCRITOR BRUNO RANGEL PESSANHA. CONFIRA ABAIXO.

 
Sede da Academia Niteroiense de Letras
(Bico-de-pena – Miguel Coelho)
 
 
 
Um dos eventos mais importantes da Academia Niteroiense de Letras acontece na última quarta feira de cada mês: é o projeto “Conversa Literária”. Na realidade, um bate-papo legal e descontraído, com escritores, poetas e historiadores. E o objetivo é deixar que o público conheça mais profundamente o entrevistado, um dos membros da Casa, com isso colaborando para que o escritor popularize mais a sua arte literária. Assim sendo, nessa interação, explicitando seu processo criativo, o escritor pode se familiarizar integralmente com seu público; os trabalhos têm a mediação do escritor Gilson Rangel Rolim. E neste dia 27 de março, a Niteroiense trouxe uma das personalidades marcantes do mundo cultural fluminense,  escritor  Bruno Marcus Rangel Pessanha. O renomado escritor, com admirável simplicidade e atenciosamente, respondeu todas as perguntas que lhe foram dirigidas.


 
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BRUNO MARCUS  RANGEL PESSANHA - Escritor


Embora de origem campista, não só familiar, mas por vivência, pois na tradicional cidade fluminense de Campos dos Goitacazes passou a infância e adolescência, Bruno Marcus Rangel Pessanha, é mineiro, de Belo Horizonte. Profissionalmente, é engenheiro agrônomo, formado pela Escola Nacional de Agronomia, com pós-graduação em administração de empresas na EAE-FGV/SP. Interessou-se pela literatura ainda adolescente, com muita leitura e alguns trabalhos, mantendo tal interesse ao longo de sua vida. Residindo em Niterói já algum tempo, Bruno  integrou-se ao movimento literário da cidade tornando-se membro da: Academia de Letras Rio - Cidade Maravilhosa (Cadeira nº 23 – patronímica de Érico Veríssimo) e da Academia Niteroiense de Letras (Cadeira nº 03 – patronímica de. Alberto Torres). É autor de “Contos da Universidade Rural” (2009), livro publicado pela Edur – Seropédica  e de “Poemas Redondos e Versos Desencontrados” (2010), publicado pela mesma editora. Em preparo, tem: “Maitê e outros contos” e “O Clarão e outros contos”, que espera publicar brevemente. Entre outros de seus trabalhos, publicados e em vias de publicação, podemos citar: Prefácio de “Puxando Conversa” livro de contos de Gílson Rangel Rolim  (2011);  Apresentação e depoimento em “Capagatos, Verdureiros e Patioba” - livro de Luiz Ferreira da Silva,  Grupo Editorial Scorttecci – São Paulo (SP/ 2012.);  Poema “Perguntas”, que obteve o primeiro lugar no Concurso de Poesia Sylvestre Mônaco (ANE/2012) e que será publicada na revista da Academia de Letras - Rio Cidade Maravilhosa (2013);  “Primavera” e “Reencontro”, poemas a serem publicados na Antologia Literária da Associação Niteroiense de Escritores (comemorativa de seus 30 anos) - Editora Parthenon  (2013); conto “As Vertigens do Sono” (2003) e “A Foto”, publicado em “Todas as Estações” ed. Peirópolis (2003). Vários são os prêmios recebidos  por nosso entrevistado, com destaque para: Poema “Momento 5” - 1º prêmio no III Concurso de Poesia Livre (homenagem a Lima Barreto), promoção do jornal de bairro “Germinal”, com apoio da livraria “Só Letrando” – 2001; os referidos contos “As Vertigens do Sono” (premiado no I Concurso de Contos da Prefeitura de Niterói, constando da coletânea) e “A Foto”,  premiado no Concurso Talentos da Maturidade; os poemas  “Da Inutilidade do Arco-Íris”, 2º lugar no 3º Festival da Poesia “Amélia Pereira de Abreu” - AMORJ – Niterói – 2005 e  “A Pipa e a Ave”, 3º lugar no ano subsequente, também na AMORJ.  
 
 
 
 
Gilson Rolim - mediador do Conversa Literária
 

Márcia Pessanha - Pres. da ANL

Momento em que inicia os trabalhos

 

Wanderlino T. Netto - Escritor e Sec. da ANL
Momento em que faz perguntas ao entrevistado


Edel Costa - escritora
Momento em que faz perguntas ao entrevistado


Marcia Pessanha - escritora e Pres. da ANL
Momento em que faz perguntas ao entrevistado

Luiz Calheiros - escritor
Momento em que faz perguntas ao entrevistado



Wanderlino Teixeira Netto- Sec. ANL

Lauro Gomes, Alberto Araújo, Bruno Pessanha, Marcia Pessanha
Wanderlino Teixeira, Luiz Calheiros, Edel Costa e Gilson Rolim
 
 Alberto Araújo e Bruno Pessanha
 
 
 
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ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS
 
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Resumo da história
 
           
     Em seu livro de memórias, O boi e o padre, Brígido Tinoco menciona a fundação da Academia Niteroiense de Letras em fins de 1931, o que de fato aconteceu, mas a instituição logo se desestruturou. Seus integrantes dispersaram-se, à medida que se foram formando, casando, assumindo funções e responsabilidades públicas, abrindo caminho em suas carreiras profissionais. A Academia Niteroiense de Letras que vingou foi fundada no dia 11 de junho de 1943, em sessão realizada na sala onde funcionava o gabinete do diretor do Departamento de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Rubens Falcão, situado no edifício da Biblioteca do Estado, Praça da República, sem número.

      Compareceram à reunião e foram considerados sócios fundadores: Antônio Santa Cruz Lima, Brígido Tinoco, Carlos Alberto Lúcio Bittencourt, Dulcydides de Toledo Piza, Francisco Martins de Almeida, Francisco Pimentel, Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes, Guaracy de Albuquerque Souto Mayor, Heitor Luiz do Amaral Gurgel, Horácio Pacheco, Jefferson d’Ávila Júnior, José Pinto Nazareth, Lealdino Soares Alcântara, Macário de Lemos Picanço, Marcos Almir Madeira, Myrtharístides de Toledo Piza, Raul de Oliveira Rodrigues, Rubens Falcão, Ruy Buarque de Nazaré, Serafim Silva, Sylvio Lago e Walfredo Martins.

      Durante o encontro, elegeu-se uma diretoria provisória, assim constituída: Myrtharístides de Toledo Piza – presidente, Francisco Pimentel – secretário, Lealdino Soares de Alcântara – tesoureiro.


      Para elaborar o estatuto, designou-se uma comissão integrada por Myrtharístides de Toledo Piza, Raul de Oliveira Rodrigues e Guaracy de Albuquerque Souto Mayor. O projeto, após amplamente discutido, foi aprovado por unanimidade, em sessão realizada no dia 23 de junho de 1944. O registro em cartório deu-se somente no dia 10 de janeiro de 1957, no Quinto Ofício de Justiça da comarca de Niterói.


      No dia 10 de julho de 1943, em reunião mais uma vez realizada no gabinete do diretor do Departamento de Educação, os que a ela compareceram confirmaram os nomes sugeridos pelo presidente Myrtharístides como patronímicos das quarenta cadeiras da Academia. Em assembleia-geral realizada no dia 19 de junho de 1973, 10 novas cadeiras seriam criadas.


      Ainda no gabinete do diretor do Departamento de Educação, em 20 de julho de 1943, por aclamação, foi eleita e empossada a primeira diretoria da ANL, em substituição à provisória, composta dos seguintes nomes: Myrtharístides de Toledo Piza – presidente, Rubens Falcão – vice-presidente, Marcos Almir Madeira – secretário, Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes – tesoureiro, Horácio Pacheco – bibliotecário.

      A solenidade de instalação da Academia aconteceu no dia 27 de abril de 1944, no salão nobre do Instituto de Educação, atual Liceu Nilo Peçanha.

      Eleito na assembleia geral realizada no dia 4 de setembro de 1957, o médico e homem de letras José de Araújo Júnior tomou posse na presidência da Academia Niteroiense de Letras no dia 22 de outubro do mesmo ano. Prometeu cuidadosa e dinâmica atuação. Com disposição e euforia, afirmou que sua gestão seria “uma verdadeira maratona intelectual”. Tudo indicava um período áureo para os destinos acadêmicos. Porém, o presidente adoeceu. Na esperança do restabelecimento de Araújo Júnior, no respeito à sua doença sem melhoras, a Academia manteve-se desativada por quinze anos. Em novembro de 1972, por iniciativa de Guaracy de Albuquerque Souto Mayor, a ANL foi reativada.

      Se em sua primeira fase (1943/57) a Niteroiense sediou-se aqui e ali, depois de reativada não foi diferente. Após abrigar-se no Museu Antônio Parreiras, onde realizou suas reuniões por especial deferência do acadêmico Jefferson d’Ávila, diretor daquela casa de arte, com o consentimento do arcebispo D. Antônio de Almeida Moraes Júnior teve sede provisória em ampla sala do edifício D. João da Martha, até então utilizada pelo Departamento de Ensino Diocesano. Após o afastamento de D. Antônio, por enfermo, o administrador apostólico apresentou exigências para a continuidade da utilização das dependências da Cúria Diocesana, julgadas inatendíveis.

      Houve, então, frustrada tentativa no sentido de a Academia abrigar-se no Palácio Nilo Peçanha, sede do governo estadual antes da fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara.

      Acolhida temporariamente numa sala do Serra Clube, iluminaram-se os horizontes da Niteroiense quando, por comodato, no final da gestão do prefeito Ronaldo Fabrício, em meados de 1977, pôde sediar-se num dos salões do prédio da antiga Câmara dos Vereadores, então administrado pela Fundação Atividades Culturais de Niterói (FAC). Com promessas sedutoras de melhores instalações, o que não se concretizou, a FAC transferiu a sede provisória da ANL para uma acanhada salinha na Rua Presidente Pedreira, levando-a, mais adiante, a desistir da ocupação e ao consequente desabrigo.

      Em junho de 1979, quando ainda se comprimia no pequeno espaço que a FAC lhe destinara, a Academia encaminhou ofício ao então secretário de Justiça do estado do Rio de Janeiro, Erasmo Martins Pedro. Pleiteou, na oportunidade, instalar-se no sétimo andar do Edifício das Secretarias, onde havia área em disponibilidade. Não foi atendida em suas pretensões. Nova tentativa de obter abrigo no mencionado prédio ocorreu em setembro de 1982, dessa feita no espaço que a Associação Fluminense de Magistrados deixara vago. Arnaldo Niskier, à época secretário de Educação e Cultura, consultado, não se pronunciou. Por fim, em novembro de 1987, o apelo dirigiu-se ao governador Wellington Moreira Franco, mas também não foi atendido.

      Enquanto batalhavam pela sede, os acadêmicos velaram-se de uma sala, onde realizaram suas reuniões de diretoria, bem como de um auditório, para suas sessões solenes, dependências cedidas sem qualquer ônus pelo Serviço Social do Comércio (SESC).

      Em junho de 1988, ao comemorar quarenta e cinco anos, a ANL finalmente sediou-se, por comodato, no anexo do antigo prédio da Câmara Municipal de Niterói, Rua Visconde do Uruguai, 456, num ato de gestão do então prefeito Waldenir de Bragança.

      A data de 27 de dezembro de 1973 é marcante na história da Academia Niteroiense de Letras. Registra o dia em que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decretou e o governador Raymundo Padilha sancionou a Lei 7.349, pela qual a instituição foi considerada de utilidade pública.
     Na solenidade comemorativa do seu cinquentenário, ocorrida no dia 11 de junho de 1993, no auditório Amaury Pereira Muniz, pertencente à Fundação Municipal de Educação de Niterói, a A.N.L. desfraldou pela primeira vez sua bandeira, criação do acadêmico Alberto Valle.

      A ANL estrutura-se em quatro classes: membros efetivos (50), beneméritos, honorários e correspondentes.

  Já presidiram a ANL: Myrtharístides de Toledo Piza, Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes, Sylvio Lago, Luiz Palmier, Horácio Pacheco, Jorge Picanço Siqueira e Sávio Soares de Sousa. Desde janeiro de 2007, a presidência é exercida por Jorge Fernando Loretti. José de Araújo Júnior, eleito e empossado, não exerceu o mandato, por motivo de doença, ocasionando o grande recesso já mencionado.


     Maiores informações sobre a ANL poderão se obtidas no livro Dança das cadeiras: história da Academia Niteroiense de Letras (LEITE NETTO, Wanderlino Teixeira. Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro, Niterói, 2001. 411p.)




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FONTE: Texto Biográfico de Bruno Pessanha por Gilson Rolim -
- Academia Niteroiense de Letras

quinta-feira, 28 de março de 2013

LUÍS ANTÔNIO PIMENTEL - O BALUARTE DA CULTURA FLUMINENSE COMEMORA 101 ANOS DE VIDA. PARABÉNS...


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EM HOMENAGEM AO ESCRITOR
LUÍS ANTÔNIO PIMENTEL

CONFIRA...

 
 
 
 
MENSAGENS DOS AMIGOS
 



Luís Antônio Pimentel, sem dúvidas é um ícone que ressoa atos febris na cultura fluminense, um cidadão do bem, um verdadeiro baluarte com dons primaveris e gentis. Tenho orgulho de ser parceiro dele na arte literária, e está atento sempre aos seus ensinamentos, Parabéns Pimentel, que você permaneça conosco por mais uns grandiosos anos.  Abraços fraternos.   ALBERTO ARAÚJO

 
Parabéns Alberto! Bela homenagem. Abc. P.R. Cecchetti
 
 
 
Alberto, meu amigo, homenagem de tamanha riqueza de imagens e palavras ao nosso Pimentel só podiam partir de você. O nosso querido mestre Luís Antônio Pimentel merece tudo quanto você fez e disse, e muito mais. Olhe, você é o nosso Pimentel do futuro, com toda essa bagagem cultural que conhecemos. Pena que não estarei mais aqui para abraçá-lo, na ocasião! Agora, vou passar o meu e-mail ao Pimentel. Receba o abraço do  Manuel José de Souza.

           
 
 
 
Parabéns, mais uma vez, Alberto Araújo. O filme está muito bom. Pimentel merece! Que Deus o conserve por alguns anos mais junto de nós! Um abraço Neide Barros Rêgo

 
 
Alberto.
Vi sua matéria sobre o aniversário do Pimentel, por sinal muito ilustrativa. Quanto ao homenageado, Luís Antônio Pimentel, penso ser ele merecedor de todas essas honrarias. São 101 anos de uma humanista, um intelectual na acepção da palavra.
Abc.. Gilson








Que emoção ! Obrigada, Mestre! Alberto, um abraço por mais esse trabalho maravilhoso. Belvedere

 

Que mais dizer sobre o emérito Luís Antônio Pimentel? Hoje, 29 de Março de 2013, fará 101 anos. Através dos anos, seus conterrâneos, amigos,  membros de fundações culturais e não só, prestaram-lhe as devidas homenagens. Queria eu dizer algo mais, porém, não tenho bagagem para tal. Tudo já foi dito.  Lembro, no dia do seu centenário, elaborei a poesia-soneto -  que exponho.   Abraços do José Pais.


 
LUÍS ANTÔNIO PIMENTEL
-- seu centenário -
 
O vento passa, passou, tanto destruiu,
não o Papa da literatura, fotografia...
Anos tão idos onde nasceu, de lá saiu.
Niterói - aqui estudou - inda sua moradia.
 
De passagem alguns anos no longínquo Japão,
com afinco aprendeu haicais, do seu labor.
Sempre benévolo, modesto, seu abraço de união,
e expondo suas fotos, dos versos... Professor!...
 
A memória que realça inda ativada,
tão humano, simplicidade enraizada.
O Papa que referi aqui presente!
 
É, Pimentel baluarte, relicário...
Ao ídolo, salve, salve o centenário.
Orgulho: Miracema, Niterói... Será lembrado eternamente!...
29/março/1912 nascimento
29/março/2012 centenário

 
José Pais de Moura Simões


 
 
 
 
Luís Antônio Pimentel (Miracema, 29 de março de 1912) é um poeta, professor, jornalista e memorialista brasileiro. É membro da Academia Fluminense de Letras - AFL; Academia Niteroiense de Letras - ANL e presidente de honra no Grupo Mônaco de Cultura.
 
Sobrinho por parte de pai do literato Figueiredo Pimentel, de quem reconhece a influência da obra sobre os primeiros trabalhos literários. Tendo sido aluno bolsista em intercâmbio no Japão, residiu lá entre os anos de 1937-1942, familiarizando-se com o haicai ao ter contato com autoridades como Hagiwara Sakutarô e Takamura Kôtarô. Pimentel tem sua poesia traduzida para o inglês, o alemão, o francês, o espanhol e o sueco.
 
 
Pimentel é um dos precursores do haicai no Brasil, responsável pela divulgação deste estilo de poesia ao lado de Olga Savary e Helena Kolody. Tem parte na cunhagem definitiva do termo “haicai” em língua portuguesa quando, estudante da faculdade de filosofia da Universidade do Brasil, encaminhou a Aurélio Buarque de Holanda, por intermédio do gramático Celso Cunha, o pedido de dicionarização, evitando que o termo se dispersasse em outras transliterações como hai-cai, hai-kai, haikai, haiku, hai-ku e hokku. Com seu livro Namida no Kito, obra escrita em português no japão e traduzida para o japonês no ano de 1940, Pimentel se tornou o primeiro autor brasileiro traduzido para o japonês que se tem notícia.
 
 
 
 
O autor reconhece ter se permitido inovar o haicai ao tratar de temas tropicais, criando também o haicai erótico, o engajado politicamente e o étnico. Contudo, estas pequenas transgressões não corrompem o cânon estético inaugurado por Matsuô Bashô como a rigorosa métrica e a exigência da indicação da estação do ano (Kigo) e dos fenômenos da natureza.
 
Sua vasta obra literária, conta com livros como: Contos do velho Nipon (1940), Tankas e haicais (1953), Cem haicais eróticos e um soneto de amor nipônico (2004). E se encontra reunida em três volumes publicados pela editora Niterói Livros, que contém o texto integral de Tankas e haicais, tal como coordenada pelo professor Nelson Eckhardt em 1953.
 
A obra reunida, em acurada edição crítica de três volumes, conta também com poesias compiladas inéditas até 2004, data desta edição e versões para diversas línguas, entre elas o japonês, na tradução de Yonekura Teruo.
 
 
 
Além da primeira biografia, assinada por Alaôr Eduardo Scisínio, a obra do poeta recebeu diversos estudos, como o escrito pelo filósofo brasileiro R.S. Kahlmeyer-Mertens, que nos últimos anos vem dedicando trabalhos sobre a produção de haicais do poeta, destacando o relevo do pensamento de Pimentel para a contemporaneidade.

 
 
LEIA HAICAIS DE LUÍS ANTÔNIO PIMENTEL
 
 
Luar na neblina.
Dentro da cabana escura,
Um ranger de redes
 
O vento levanta
a névoa fina do vale,
despertando a aurora.
Chove: chia a chuva
E, de chofre, o chão enxuto.
Encharca-se e se enxágua.
A onda, na bruma,
côncava, redonda, estronda.
Explodindo espuma
Predador perene,
pula o sapo-pipa e parte
o espelho do poço.
Que é um haicai?
É o cintilar das estrelas
num pingo de orvalho.
O cego pergunta:
como é o luar? E a jovem
beija-o na fronte.
Completa a ternura:
tira os espinhos da rosa,
antes de ofertá-la.
A jovem romântica
tirou todos os espinhos
do balcão florido.
Lagarta, hoje verme,
amanhã, em altos voos,
vai sugar as flores.
 

 
 
OBRAS DE LUÍS ANTÔNIO PIMENTEL
 
 
PIMENTEL, Luís Antônio. Obras Reunidas. Aníbal Bragança (org.). 3.vol.
Niterói: Niterói Livros, 2004.
 
Haicais Onomásticos. Niterói: Nitpress, 2007
 
Contos do Velho Nipon. Niterói: Nitpress, 2009.
 
Na Beira da baia Maria embala seu filho Sem berço
 
Deus enviou seu filho A Terra Foi um Deus nos acuda!
 
 
 
 
 
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COM DOIS CLIQUES TELA INTEIRA
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: WIKIPÉDIA.COM 

quarta-feira, 27 de março de 2013

ANDREA FERRER NO SOLAR DE BOTAFOGO DIA 03 DE ABRIL. CONFIRA

 

 

Andrea Ferrer encerra tournée de seu segundo disco no Solar de Botafogo, dia 03 de abril.

 

Após aclamado show no fim do ano, artista baiana volta ao Rio  para apresentar composições autorais e cantar de Raul Seixas a Villa-Lobos

 

O sucesso da apresentação no fim do ano passado levou Andrea Ferrer a pensar sobre uma nova data no Solar de Botafogo, desta vez para encerrar a temporada de shows do seu segundo e homônimo disco. No próximo dia 03, às 21:30h, o público carioca poderá assistir à curiosa e empolgante mistura que a cantora baiana deu forma a partir de suas próprias composições e interpretações de matizes diferentes da música brasileira – de Raul Seixas a Villa-Lobos, com direito a Lobão, Chico Buarque e muito mais. Sob o arranjo do maestro João Carlos Coutinho, também pianista e acordeonista do grupo, a cantora vai contar com o mesmo time de músicos: César Machado (bateria), Adriano Giffoni (baixo) e Felipe Poli (violão/guitarra). “Uma noite para celebrar o fim de um ciclo e o início de novos projetos”, diz Andrea.

 

A pluralidade da artista, evidente em todo o seu último CD, produzido pela cantora junto com Beto Benjamin e Luca Maciel, será o norte deste show. No repertório, composições como “Marina dos Mares”, parceria de Carlinhos Brown com Géo Benjamin, uma homenagem ao mundo marítimo de Dorival Caymmi. A Bahia será lembrada ainda com Raul Seixas (“Gita” e “Maluco Beleza”), além dos clássicos “Arrastão” (Vinícius de Mores/Edu Lobo) e “Meu Pai Oxalá” (Vinícius de Moraes/Toquinho).  As melodias folk de Lobão ganham versão jazz-funk em “Chorando no Campo”, e sobra também para Chico Buarque, cuja canção “Vida” ganha um formato meio tango, meio pop. Na fronteira com a erudição, em “Melodia Sentimental” (parceria com Dora Vasconcelos), Villa-Lobos renasce com o piano de João Carlos Coutinho. 

 

 

As composições autorais de Andrea Ferrer, em parceria com Luca Maciel, também são destaque na avalanche multicultural que a cantora promete apresentar no Solar de Botafogo. O pop, o samba, o rock e o folk, estão em músicas como “Poder Insano” e o romantismo é a marca em “Pertinho” ( segundo a cantora, uma canção sobre o “encontro homem-mulher”) e “O Que Ficou”, relatando os reversos do amor (“pra você me dei / doei / doeu demais”). As autorais se completam ainda com “Nas Nuvens”.

 
 
            Crescida embalada por óperas italianas (cantadas pelo pai tenor) e clássicos da MPB (na voz da mãe), flertando com o pop (mas sem abrir mão da sofisticação e das boas referências), a carreira de Andrea Ferrer se divide também com o teatro e a televisão (gravou comerciais, participou de novelas, aprofundou-se nos estudos cênicos). Através da tournée “Caetaneando”, cantando e recitando letras do cantor baiano, Andrea realizou uma série de shows que reverberou seu nome para diferentes cantos do país. No Rio, apresentou-se no Mistura Fina, Mika’s,  Merci Piano Bar, Vinícius, Bastidores, Casa Julieta de Serpa, Teatro Café Pequeno e os teatros do SESC. Curitiba, Florianópolis, Brasília e Salvador também receberam a cantora com sucesso de público. Lançou seu CD de estreia “Séculos” em 2003, fruto de uma parceria com o baixista e produtor musical Luca Maciel, e já gravou dois videoclipes: “Marina dos Mares”, de Carlinhos Brown, e “Pertinho”, também uma parceria com o então produtor Maciel.

 

 
SERVIÇO: Show Andrea Ferrer no Solar de Botafogo
03/04 – quarta-feira – às 21:30h
End.: Rua General Polidoro, 180 - Botafogo
Informações: 21-25435411
Ingressos: R$40,00 (inteira), R$20,00 (meia) 
 
 


Ela vai fazer uma noite dedicada a Bahia, cantando Carlinhos Brown, Raul Seixas e Dorival Caymmi, e também dedicada ao centenário de Vinícius de Moraes, cantando
“Arrastão” (Vinícius/ Edu Lobo) e “Meu Pai Oxalá” (Vinícius/Toquinho).
 
 
 
Abaixo, videoclipes da cantora, ou se preferir outro canal,
clicar nos links abaixo
para assisti-los no YouTube.
 
 
 
 
 
 
 
   

 
 
 

terça-feira, 26 de março de 2013

HOMENAGEM AO PIANISTA MARCO AURÉLIO SILVA DE FARIA. CONFIRA

 
 
 
O FOCUS - PORTAL CULTURAL
 
 
CELEBRA JUNTO AO PIANISTA
 
 
MARCO AURÉLIO SILVA DE FARIA
 
O ANIVERSÁRIO NATALÍCIO
 
25 DE MARÇO
 
 
PARABÉNS, MUITOS ANOS DE VIDA,
 
SUCESSO SEMPRE...
 
 
 
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PROJETO MÚSICA NA SÃO JUDAS APRESENTA O CONJUNTO DE MÚSICA ANTIGA DA UFF. CONFIRA

 
 
ASSISTA AO VÍDEO COM FRAGMENTOS DE IMAGENS
 
DO CONJUNTO MÚSICA ANTIGA DA UFF
 
 
BASTA CLICAR AQUI
 
 
 
 
O repertório português de músicas renascentistas constitui-se de pérolas da polifonia ibérica e sobreviveu em poucos manuscritos, preservados em bibliotecas em Portugal e na França. Além desses, existem os cancioneiros castelhanos que igualmente preservaram uma parte da música da corte portuguesa.

 
No tempo dos descobrimentos, Portugal era o grande mercador da Europa e D. Manuel I, rei na época, travou sangrentas batalhas nas costas da África, para solidificar o Império Português. Lisboa era o centro desse burburinho e atraía a atenção de todos pela sua imensa riqueza. De Lisboa, no dia 8 de março de 1500, partiam as caravelas que descobririam o novo mundo.

O reinado de D. Manuel foi rico em festividades. Todos os domingos e dias santos eram organizados serões no paço e ao som dos instrumentos musicais dançavam as damas e os moços fidalgos além do próprio rei. A corte de D. Manuel foi palco de intensos debates poéticos e ricas encenações teatrais produzidas por Gil Vicente, principal dramaturgo do reino.   
 
 
Espaço Cultural e Centro Pastoral

São Judas Tadeu

Rua Comendador Queiroz, 33 - Icaraí - Niterói - RJ
 
 
 
Louise Eyer de Jesus - coordenadora
 
 

MÚSICA NA SÃO JUDAS
APRESENTOU
 
Aconteceu dia 20 DE MARÇO DE 2013  às 20 h
 
Composto por
Leandro Mendes, Lenora Pinto Mendes, Márcio Paes Selles,
Mario Orlando, Sônia Leal Wegenast (convidada especial)
e Virgínia Van der Linden.
 
 
PROGRAMA

Amor loco, amor loco (Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa)

Soy serranica (Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa)

Antonilha es desposada (Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa)

Que he o que vejo (Cancioneiro D'Elvas)

Cuydados meus tãos cuydados (Cancioneiro D'Elvas)

Vós senhora (Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa)

Nina era Ia lnfanta (Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa)

Não tragais borzeguis pretos (Cancioneiro da Biblioteca Nac. de Lisboa)

 Propifiñán de Melyor  (Cancioneiro Colombina)

Senhora deI mundo (Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa)

Puestos estan frente li frente (Cancioneiro da Biblioteca Nac. de Lisboa)

Todos los bienes del mundo (Cancioneiro do Palácio)


 
Leandro Mendes
 
 Lenora Pinto Mendes
 
Márcio Paes Selles
 
Mario Orlando, Sônia Leal Wegenast (convidada especial)
e Virgínia Van der Linden.
 

Objetivo do conjunto é recriar a sonoridade da Idade Média e do Renascimento, sempre buscando entreter o espectador com o fascínio e a magia presentes nesse repertório: o conjunto Música Antiga da UFF vem cumprindo este papel há trinta anos, resgatando e transmitindo não apenas a música, mas a própria visão de mundo daquela época. Composto por Leandro Mendes, Lenora Pinto Mendes, Márcio Paes Selles, Mário Orlando, Sonia Leal Wegenast e Virgínia van der Linden, o grupo continua pesquisando e descobrindo novas formas de levar ao conhecimento do público a música que encantou a Europa Ocidental durante quase seis séculos. Dessa forma, seus seis integrantes trabalham com pesquisa bibliográfica e discográfica, apresentando-se com réplicas dos instrumentos utilizados naqueles períodos.

Ao longo de sua carreira, o grupo gravou sete CDs temáticos e um LP que já somam mais de 15 mil cópias vendidas: Lope de Vega - Poesias cantadas, Cânticos de amor e louvor, Música no Tempo das Caravelas, A chantar - Trovadoras medievais, O Canto da Sibila, Medievo Nordeste e o mais recente, Carmina Burana; realizou mais de 500 concertos por todo o Brasil, trilhas sonoras, videoclipes, além da organização de cursos, festivais e feiras medievais e renascentistas na Universidade Federal Fluminense. Seus integrantes estão capacitados a ministrar workshops, palestras e oficinas,  como, por exemplo, de canto e dança deste período e suas técnicas, música medieval, evolução da escrita musical, bem como oficinas dos vários instrumentos de época tocados pelo grupo.
 
 
 

A Música na Corte de D. Manuel I
À época dos descobrimentos de além-mar, Portugal era um dos grandes países mercadores da Europa e D. Manuel I, rei de Portugal na época, mais conhecido como "o Venturoso", empreendeu diversas batalhas nas costas da África, com o objetivo de ampliar e manter o Império Português. Lisboa era, então, o centro do Império e atraía a atenção de todos por sua imensa riqueza. Foi de lá que, no dia 8 de março de 1500, partiram as caravelas que chegariam ao novo mundo. D. Manuel I, conhecido como O Venturoso por causa das conquistas e da manutenção do reino, também promoveu o incremento da cultura e apreciava as comemorações religiosas e a boa música. Em todos os domingos e dias santos eram organizados serões no paço e, ao som dos instrumentos musicais, dançavam damas e moços fidalgos, além do próprio rei. A corte de D. Manuel foi ainda palco de intensos debates poéticos e ricas encenações teatrais, a maioria produzida pelo dramaturgo Gil Vicente. O repertório musical renascentista português, composto durante o reinado de D. Manuel, constitui-se de pérolas da polifonia ibérica e sobreviveu em poucos cancioneiros manuscritos, preservados em bibliotecas em Portugal e na França. Além desses, existem também os cancioneiros castelhanos que igualmente preservaram uma parte da música de corte portuguesa, quase que exclusivamente de autores anônimos.
 








público presente




Márcio Selles - músico














Leandro Mendes, Márcio Selles - músicos
Alberto Araújo - editor do FOCUS

Alberto Araújo - Espaço Cultural São Judas Tadeu

 
 
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FONTE:  http://www.noticias.uff.br