sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

CONVITE PARA LANÇAMENTO DO LIVRO "MOVIDOS PELO DESEJO" - EMMA BOVARY E DR. FAUSTO - A DANAÇÃO DA VIAGEM DA ESCRITORA DÍLIA GOUVEIA.

 
 
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Local do Lançamento
 
Livraria Gutenberg
 
R. Cel. Moreira Cesar 211 – Icaraí  –  Tel.: 2714-7750
Dia 16 de dezembro de 2013 às 18h30min.
 
 
 

Movidos pelo desejo
 Emma Bovary e Dr. Fausto –
 a danação da viagem -
Da filosofa e escritora Dília Gouveia

 

 

Este é o 2º volume da coleção “Encontros Literários”, que nasceu movida pela força instigante de uma primeira experiência de ensaio literário a partir de “Nas Malhas do Devaneio – O dia em que Fernando Pessoa nos reinventou” (1º volume da coleção, agosto de 2013, também editado pela Parthenon).
Pretende-se que, em cada um dos ensaios, dois personagens dialoguem entre si, trazendo seus autores ou seus protagonistas para debaterem questões relacionadas com a intemporalidade do drama humano.
Neste volume, Emma Bovary e Dr. Fausto se interrogam diante dos mistérios do ser e se espantam perante o vazio e a angústia do viver.

 
 

 
Prefácio
 
 
Emma e Fausto: dois pedaços arrancados de mim e de tantos de nós. Emma não é só Gustave Flaubert, como ele mesmo nos disse. Emma somos eu e você, e o mesmo se dá em relação a Fausto. Podemos não ter consciência deste fato, como Emma também não tinha consciência de si mesma ou, em outros instantes, termos a consciência asséptica de Fausto, proveniente da racionalização radical na qual nos refugiamos.
O que não é compreendido, o inexplicável, o que ainda não pode ser nomeado, que não se tornou ainda palavra, é mortal. Sempre será mortal, pois contra aquilo de que não temos consciência, mesmo que a nós pertença, não temos armas.
Fausto, homem da ciência, se aventurou no universo das paixões à procura, fora de si, do sentido da vida, da completude, que não pertencia a outro sítio que não ele próprio. Mas Fausto teve a chance de, mesmo mergulhado na culpa, procurar a salvação que oferece à desnorteada Emma.
O encontro de tais personagens, promovido por Dília, é inusitado, original, de uma pertinência cirúrgica, possível apenas àqueles que transitam pela literatura com intimidade de amante. Ressalta nossa própria dicotomia, nossas ambivalências, nossa humanidade. Favorece assim, que não ocupemos lugares comuns, que pertenceram a outros já retirados da vida, que não saiamos de nós a procura da essência que não é outra senão nós mesmos. É o poder transformador das palavras cerzidas por quem as conhece, é a literatura nos lendo   a nós. Dília nos convoca, não oferece a visitação descompromissada, quer-nos protagonistas que somos, não leitores-espectadores.
Obrigada, Emma, obrigada, Fausto por nos emprestarem suas vidas despedaçadas que espelham as nossas.
 
Renata Candido
 
 
 
Posfácio
 
 
Uma história de paradoxos, um diálogo impossível, mas rico em situações de confronto de realidade: a espera da vida, as decisões sobre o futuro, o implacável passar do tempo. Emma Bovary tenta confrontar o Dr. Fausto em alternativas sobre os rumos de sua vida.
Não há como fugir ao destino gerado pelas atrações entre pessoas às vezes díspares, mas que buscam, umas nas outras, a si mesmas.
Fausto e Emma tentam arrazoar suas atitudes e, com isso, justificá-las no diálogo imaginário composto por Dília Gouveia. O universo lúdico transparece no jogo de palavras, mesmo que fora do tempo real – o tempo marcado pela espera do trem –, na Gare du Nord, em Paris. No lugar, predestinado para os encontros mágicos, as imagens fumacentas encobrem a realidade ora lúgubre da partida ora esperançosa da chegada.
O diálogo descrito por Dília traz realidades encobertas pela névoa, da fumaça ou da percepção, e leva a devaneios num partir e chegar constantes.
 
Fausto: Desconhecia a sua habilidade com a poesia. Quem sabe, a poesia chega para tocá-la mais fundo e a salve?
Emma: E como poderia? Como poderia a poesia me salvar se é ela que me condena?
 
Condenado e salvo pela poesia, eu me vejo, igualmente, arrastado pelos tropeços da vida e não busco a cura, mas – em conformidade ao diálogo – também busco uma janela para melhor poder me olhar e me reconhecer.
Quase acredito que esse encontro fosse real e me sinto parte da trama. Tal como o Dr. Fausto, temi não chegar a tempo para participar do enigmático encontro.
 
Mauro Carreiro Nolasco (Editor)
 
 
 
 
Texto da Quarta Capa
 
Ao ganharem vida, Emma e Fausto são personagens que recriaram seus autores e leitores, pelo desvelar de uma busca peregrina, por atravessar estilhaços de inquietações e vazios e ir além.
Dília os convida a dialogar. São vozes vivas e vibrantes que já não é possível saber se deles ou nossas, se chegam de fora ou dos abismos interiores, que se encontram no desejo inexorável de ser e transcender.
 
Cristiana Seixas
 
Dília Gouveia
 
Radicada em Niterói, é professora de filosofia e literatura. É autora de “Nas Malhas do Devaneio – o dia em que Fernando Pessoa nos reinventou”. Considera os diálogos entre a filosofia e a literatura essencialmente instigantes e provocadores, capazes de fomentar uma humanidade mais consciente e imaginativa, mais lúcida e generosa.
 
 
 
Movidos pelo desejo :
Emma Bovary e Dr. Fausto – a danação da viagem
De Dília Gouveia
Editora – PARTHENON Centro de Arte e Cultura
66 páginas
Assunto: Literatura, Ensaio, Filosofia, Madame Bovary, Gustave Flaubert, Fausto, Goethe
Ilustração: Veronica Debellian Accetta

 
 

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