quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

PALESTRA ESCRITOR MARCO LUCCHESI POR OCASIÃO DOS 90 ANOS DO CENÁCULO FLUMINENSE DE HISTÓRIA E LETRAS. CONFIRA

 
(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)
 

 
PALESTRA ESCRITOR E ACADÊMICO
 
MARCO LUCCHESI
 
E LANÇAMENTO DO LIVRO
 
"O BIBLIOTECÁRIO DO IMPERADOR"
 
POR OCASIÃO DOS 90 ANOS
 
DO CENÁCULO FLUMINENSE DE HISTÓRIA E LETRAS
 
 
 
SEQUENCIAL DE ALGUMAS
IMAGENS DO EVENTO


Julio Cezar Vanni - Pres. CFHL
(Momento em que inicia o evento)
 

Julio Cezar Vanni - Pres. CFHL
 
 

Marco Lucchesi - Escritor



Marco Lucchesi e William Douglas

Liane Arêas e Marco Lucchesi


Marco Lucchesi e Gracinda Rosa

Marco Lucchesi e Eneida Fortuna Barros


 
Marco Lucchesi e a Professora Felisberta

Marco Lucchesi e Eugênio Simões Filho


Marco Lucchesi e Paulo Roberto Cecchetti

Marco Lucchesi, e os irmãos Giovanna e Vitor Sassi

Marco Lucchesi e Dionilce Faria

Marco Lucchesi e Alberto Araújo




Istituto Italiano di Cultura di Rio de Janeiro
 
 
O Bibliotecário do Imperador
Autor: Marco Lucchesi
Gênero: Romance
Páginas: 112
Formato: 14 x 21 cm
ISBN: 978-85-250-5531-6



O Acadêmico, ensaísta, professor e tradutor Marco Lucchesi lançou, pela Editora Globo, o livro O bibliotecário do imperador. A organização da obra é do Instituto Italiano di Cultura do Rio de Janeiro, com a colaboração da Biblioteca Azul.

Na trama, o autor revisita antigas paixões. Frequentador, pesquisador e curador de importantes exposições sobre o acervo da Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi homenageia a instituição e faz uma declaração de amor a todos os bibliófilos e leitores.
 

Lucchesi volta ao mesmo século XIX de O dom do crime, romance em que dialogava com a obra de Machado de Assis. Agora, seu personagem é Ignácio Augusto Cesar Raposo, bibliotecário de dom Pedro II. Este homem real, que foi testemunha dos bastidores do Palácio de Petrópolis e da Corte no Rio de Janeiro, é usado pelo autor como um fio-condutor, para que ele apresente as alterações no tabuleiro de poder e na vida cotidiana do Rio de Janeiro a partir da Proclamação da República.
 
O bibliotecário do imperador não é, no entanto, um romance histórico típico. A narrativa muito ágil e cheia de referências montada por Lucchesi funciona como um jogo, em que personagens reais, como Ignácio e Pedro II, se misturam a figuras fictícias, como o barão de Jurujuba. O leitor é convidado a percorrer um fluxo de muitas vozes, no qual é tão difícil quanto fascinante discernir o que é dado real e o que é ficção.
 
Lucchesi tira partido da metalinguagem: o livro é aberto por uma nota de um suposto revisor, que critica o autor. Logo depois dela, vemos uma carta de Ignácio Augusto para Adriano Ferreira, um de seus desafetos. Este documento, que não se sabe se realidade ou ficção, tem a assinatura fac-similada do bibliotecário, pesquisada por Lucchesi em documentos da Biblioteca Nacional e do Museu Imperial de Petrópolis. O narrador de O bibliotecário do imperador  só entra em cena depois destas duas intervenções. Ele avisa ao leitor que precisa percorrer um “labirinto de cartas e insultos” para contar sua história e chega a discutir com os personagens ao longo dos capítulos. Tudo é montado para que não se perceba exatamente quem está falando ou em quem se pode confiar, exatamente como ocorria nos tempos de transição entre o Império e a República, época em que vive o bibliotecário Ignácio Augusto.
 
A obra de Jorge Luís Borges, com labirintos espelhando livros e cidades, é uma das pistas bibliófilas deixadas por Lucchesi. Unamuno, Pirandello e o próprio Machado de Assis também aparecem ao longo das páginas. Figura controvertida, quase anônima e nada épica, Ignácio Augusto é apresentado por Lucchesi como um herói pouco comum, já que é ele quem procura dar destino nobre para a vasta biblioteca que dom Pedro II deixa aqui antes de partir para o exílio na Europa. Ignácio é um protagonista que tem como pano de fundo uma trama apoiada em uma espécie de “vocabulário” presente em edições e bibliotecas – a figura do revisor, as fichas catalográficas, os ex-libris, a conversa do narrador com seus leitores. Elementos que são transformados em personagens nesta trama sobre homens e livros.


A orelha do livro é assinada pelo romancista, contista e tradutor Alberto Mussa que, em seu texto, lembra ao leitor que o mistério da biblioteca de Dom Pedro é o mesmo que sentencia o destino trágico de seu guardião:

“Marco descobre as chaves desse duplo enigma quando se deixa levar nas correntezas de um obscuro rio, que passa por livrarias, museus e endereços célebres da cidade do Rio de Janeiro. Resta, assim, convidar aquele que me lê a compartilhar das magias do verbo e da ficção – matrizes de uma alegria que só pode existir na verdadeira inteligência”.
 

 
 
MARCO LUCCHESI - ESCRITOR 

Marco Lucchesi –  nasceu no Rio de Janeiro em 09 de dezembro de 1963, professor da UFRJ e da Fio Cruz, membro da Academia Brasileira de Letras e da Accademia Lucchese delle Scienze, Lettere e Arti. É escritor , poeta, ensaísta e tradutor brasileiro.

Recebeu o Prêmio Alceu pelo conjunto da obra poética, o prêmio Marin Sorescu, na Romênia e o Prêmio do Ministero dei Beni Culturali, da Itália.
 

Publicou, dentre outras obras: Teatro alquímico (Prêmio Eduardo Frieiro), Sphera (menção honrosa do Prêmio Jabuti), A memória de Ulisses (Prêmio João Fagundes de Meneses), Meridiano celeste & bestiário ( Prêmio Alphonsus de Guimaraens), Ficções de um gabinete ocidental (Premio Ars Latina de Ensaio e Prêmio Origenes Lessa), O dom do Crime (finalista do prêmio São Paulo e Prêmio Machado de Assis), A sombra do amado (Prêmio Jabuti), A Ciência Nova (Prêmio União Latina, Prêmio Prometeo d´Argento), Poemas à Noite (Prêmio Paulo Ronai), Bizâncio (finalista do Prêmio Jabuti) A Ilha do dia anterior (finalista do Prêmio Jabuti), Baudolino (Finalista do Prêmio Jabuti).
Foi eleito para a cadeira de número 15, fundada pelo poeta Gonçalves Dias, da Academia Brasileira de Letras, em eleição realizada em 3 de março de 2011. O Bibliotecário do Imperador é seu segundo romance.

O LANÇAMENTO DO LIVRO O BIBLIOTECÁRIO DO IMPERADOR
ACONTECEU NO  INSTITUTO ITALIANO DE CULTURA DO RIO DE JANEIRO
SEDE - NITERÓI
 Av. Presidente Roosevelt, 1063 - São Francisco.
DATA: 19 DE NOVEMBRO DE 2013
HORA: 17 HORAS

Realização
Istituto Italiano di Cultura di Rio de Janeiro
Apoio
Cenáculo Fluminense de História e Letras  e Biblioteca Azul
 
FONTE:
 
      http://globolivros.globo.com      
 

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