terça-feira, 29 de setembro de 2015

PIMENTEL TIROU O CHAPÉU PARA OS COMPANHEIROS NO CÉU... E AGORA TIRA PARA SÁVIO SOARES DE SOUSA.

 
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 PAINEL DA SAUDADE EM LOUVOR À MEMÓRIA
DE LUÍS ANTÔNIO PIMENTEL NA
ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS.
 
 
 
 
 
PIMENTEL TIROU O CHAPÉU PARA OS COMPANHEIROS NO CÉU...
E AGORA TIRA PARA SÁVIO SOARES DE SOUSA.
 
 
E do seu ambiente familiar e poético-literário ele PARTIU!. Retirou-se em plena manhã de maio. É, tinha os olhos tristes! - mesmo assim, despediu-se de todos os que ele amara aqui na terra. Isso mesmo! Todos que ele apreciou e apreciará para toda eternidade. Foi triste! Mas  talvez tenha sido melhor assim.   O ROMPER do luzir da sua intensa alegria e dos versos que compunha - antecipada hora em que o ponteiro e a cortina cerraram-se  e escureceram-se as nossas horas de alegrias. Foi o FIM...  São coisas da vida! - pois, o Criador o chamara para se juntar aos seus outros companheiros no CÉU...
PIMENTEL  viajou primeiro para o Parnaso para cumprimentar os poetas da Grécia antiga.  Foi tão festejado por eles.  E continuou o trajeto até o  CÉU, onde foi  recebido por São  Pedro. Lá encontrou todos os amigos e coniventes da arte ou quem sabe de afetividade que partiram antes: Julio Cezar Vanni, Gabriel Garcia Marquez, Rubens Alves, João Ubaldo Ribeiro, Ivan Junqueira, Ariano Suassuna, Manoel de Barros e o português Vasco Graça Moura... Lá, risonho e olhando lá de cima a Terra, presenteou nesse instante com o seu posto,  até então vitalício, de Poeta Fluminense ao também haicaísta Sávio Soares de Sousa, para o representar e falar de seus atos sodalícios naquela cátedra
Ofertou-lhe a cátedra, não para que Sávio seja o seu substituto, uma vez que Pimentel com seu coração amoroso e artista polivalente, é e será insubstituível. Porém, para arvorar apenas a arte haicaísta  para que ela jamais seja esquecida e se torne algo brilhante, pulsante e secular entre seus confrades.
Triste leveza de uma partida como às vezes advém em uma estação de trem e cais. Houve um impacto que se rompeu  ao despedir-se e ele, o grande Pimentel  foi-se embora. Detonou-se a comum cadência do viver.
No entanto, ao seu lado houve momentos perfeitos, que não se perderão jamais.  Algo bom ficou em nossas vidas. Ele está com a paz, o sossego e a indefinível calma.
Nós que ficamos, foi-nos permitido guardar os momentos bons e depois aderi-los ao coração. Essa é a melhor forma de conservar as lembranças boas e após a plenitude da amizade pousá-los na alma.
Temos razões para sentir saudades: da convivência feliz e aberta, das falas camaradas, do simples apertar de mãos. Com isso, percebíamos  o ecoar da sua voz modulando as palavras conhecidas e até as banais, mas que significavam sempre a certeza da segura amizade.
Ficaram, em nossa memória, as últimas vezes em que nos encontramos e sorrimos muito — valeu a pena! Sentimos o cantar de uma ave haicaísta nas manhãs de domingo.
Depois, pusemo-nos a colar todos os instantes de amizade no mais valioso recôndito dos nossos peitos.
Sem dúvida, não haverá outros verões, nos quais Pimentel venha a nos sorrir. E por falar em verão, com ele se foram as cigarras e as andorinhas — flores e cantos.
Ah, como valeu a pena, dizer: repouse em nosso ombro amigo e como foram felizes os momentos de sua alegria.
Portanto, lembremo-nos dos episódios dourados e digamos apenas a palavra: ADEUS. E, quando o sopro ventilar nosso corpo e nos despertar, perceberemos que você não estará mais aqui... Sentiremos SAUDADE, querido amigo Pimentel, a cada segundo, a cada minuto, a cada hora..
E com certeza o nosso consolo será escutar  seu nome, que nos chegará brilhando  em uma gota de orvalho e veremos, para sempre, o cintilar da sua estrela...

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
By © Alberto Araújo.
Niterói (RJ), 19 de agosto de 2015.
Texto inspirado na exposição do Painel da Saudade em louvor à memória de Luís Antônio Pimentel. Apresentado pelo escritor e acadêmico Sávio Soares de Sousa na Academia Niteroiense de Letras, em 19 de agosto de 2015.
ALGUMAS IMAGENS DO EVENTO
 
 
Marcia Pessanha
presidente da ANL em exercício.
Momento em que inicia o evento.
 
Wanderlino T. Netto sec. da ANL
orienta a  Zuleika Hallais (esposa do homenageado)
a colocar o quadro de Pimentel na parede
juntos com os outros imortais que faleceram.
 
 
Paulo Roberto Cecchetti
curador e poeta
faz homenagem ao Pimentel.
 
Público presente a evento
frisando as duas moças,
Angela Backer Pimentel e Ana Cristina Pimentel
que são sobrinhas/netas de Pimentel.
 
Wanderlino T. Netto - sec. da ANL
momento em que faz homenagem ao Pimentel.
 
Ana Regina Seixas declamadora.
 
Antônio Soares- Aso
escritor e poeta.

Gentil da Costa Lima jornalista.

Gilda declamadora
 
 Neide Barros Rêgo
declamadora e poetisa.
 
 


Zuleika Hallais esposa de Pimentel,
momento em que agradece a todos as homenagens. 

Zuleila Hallais, Ana Cristina Pimentel,
Angela Backer Pimentel e Sávio Soares de Sousa.

Paulo Roberto Cecchetti, Zuleila Hallais, Ana Cristina Pimentel,
Angela Backer Pimentel, Sávio Soares de Sousa e
Márcia Pessanha.
 
Sávio Soares de Sousa, Paulo Roberto Cecchetti, Zuleila Hallais,
Alberto Araújo,  Márcia Pessanha,  Ana Cristina Pimentel,
Angela Backer Pimentel.
 
 
 
 
 
 
Luís Antônio Pimentel para sempre estará inserido na memória da cidade de Niterói. Um dos fundadores da Sociedade Fluminense de Fotografia e membro das academias Fluminense e Niteroiense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói, o jornalista é antes de tudo uma figura cativante. Além de periodista é professor, folclorista, pesquisador, historiador, fotógrafo, haicaísta, , poeta e, principalmente, apaixonado por Niterói escreveu cerca de 15 livros. Faleceu em 06 de maio de 2015 aos 103 anos, completos em 29 de março de 2012.
Pimentel, que nasceu em Miracema, mudou-se para Niterói aos 2 anos e vive desde os 5 anos na mesma casa. Na escola, aprendeu o ofício de entalhador e marceneiro e mostra com orgulho a placa comemorativa feita na escola, que hoje adorna a escadaria da Biblioteca Pública de Niterói. Em 1935, foi trabalhar em jornal.
Num plantão de carnaval na Gazeta de Notícias, viu o anúncio de uma bolsa de estudo no Japão. Foi para lá em 1937, único brasileiro em um bairro só de japoneses. Na volta, trouxe seu livro Namida no kito, de 1940, o primeiro de um poeta de língua portuguesa traduzido e publicado em japonês. Trouxe também a paixão pelo haicai, pequenos poemas típicos do país.
Formou-se em 1952, na terceira turma do curso de Jornalismo no Brasil. Seu patrono na formatura é o mesmo da cadeira que ocupa na Academia Niteroiense de Letras desde 1973, José do Patrocínio.
Obras:
Contos do velho nippon (de 1940), 14 Igrejas que contam a história de Niterói (1986) Topônimos Tupis de Niterói, um glossário de verbetes em tupi, de 1980. Foi ainda o jornalista mais antigo em atividade, como colunista da área de cultura fluminense do jornal A Tribuna desde a década de 1950.
 
 
 
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Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns, confrade Alberto Araújo, por mais um registro acadêmico. A nossa ANL, no futuro, terá - para outras gerações de acadêmicos e pesquisadores em geral - a memória viva da nossa Academia Niteroiense de Letras! Abç, PRCecchetti