domingo, 18 de outubro de 2015

CÂMARA CASCUDO PERMEIA A HISTÓRIA E O FOLCLORE - PALESTRA DA ACADÊMICA FRANCI MACHADO DARIGO NA ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS. CONFIRA.

 
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CÂMARA CASCUDO
PERMEIA  A HISTÓRIA E O FOLCLORE
Esse foi o tema da conferência que a ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS realizou na quarta-feira, dia 14 de outubro de 2015, às 17 horas, no projeto  CICLO DE PALESTRAS, que a nobre entidade de Cultura, Casa de Horácio Pacheco apresenta mensalmente em Niterói.
A acadêmica, historiadora e professora FRANCI MACHADO DARIGO foi quem proferiu a palestra sobre as obras do escritor potiguar Luiz Câmara Cascudo, que é considerado para todos, um dos maiores folcloristas brasileiros e deixou uma obra ampla e fundamental.
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Segundo Franci Darigo que há muitos anos pesquisa o seu Patrono da Cadeira nº 6 na Academia Brasileira de Literatura, a grande e singular importância de Câmara Cascudo foi fazer um vasto trabalho de documentação das ascendências étnicas do Brasil  ao longo de décadas de ação. Um trabalho que procedeu em extenso auxílio para a reflexão de muitos pensadores brasileiros.
A historiadora também repassou, o memorialista estava sempre voltado para a evocação de episódios da vida dos sertanejos, homens que viveram a saga do despovoado, das cantorias e das danças folclóricas.
Câmara Cascudo escreveu mais 150 livros, 300 artigos e 1.500 cartas. Era fascinado pela sensualidade das palavras e praticava frases com a mesma facilidade com que construía amizades extremas, como a que compartilhou com o escritor, músico e pesquisador Mário de Andrade.
O memorialista tomou contato com Mário de Andrade por intermédio do poeta pernambucano Joaquim Inojosa, que lhe mandou o recorte de um artigo do folclorista. A partir de então tiveram início a correspondência e amizade entre os dois – registrada em parte no livro Cartas de Mário de Andrade a Luís da Câmara Cascudo, que abrange o período de 1924 até perto de 1940.
Sobre o livro mais famoso: Dicionário do Folclore Brasileiro (Global, 798 páginas), de 1954. Oficialmente foram dez anos de pesquisa, e estava destinado, inicialmente, a ser uma enciclopédia da cultura brasileira. É uma obra fabulosa, que para escrever seus verbetes contou com uma espécie de "rede de amigos estudiosos", de norte a sul do Brasil. É um verdadeiro registro folclórico com variados temas brasileiros.
 
IMAGENS DO EVENTO

 

 
 
 
 
SOBRE FRANCI MACHADO DARIGO


 
 


 

A palestrante é pós-graduada em Filosofia Especializada na Santa Úrsula, em Pesquisa da História pela Fundação Casa de Ruy Barbosa e em Pesquisa Sociológica pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro – IUPERJ. Dedica-se à elaboração de ensaios historiográficos, filosóficos e literários. Entre 1983 e 1990, publicou estudos, crônicas e pesquisa historiográfica em jornais da cidade de Niterói.
Possui o título de Protetora da Biblioteca do Real Gabinete Português de Leitura. Exerceu, em Nova Friburgo (RJ), a vice-presidência da Sociedade Dante Alighieri e da Academia Friburguense de Letras, entre 2000 e 2005.
Integra, como titular, o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói, o Cenáculo Fluminense de História e Letras, a Academia Brasileira de Literatura e Academia Niteroiense de Letras.
Realizou pesquisa biográfica sobre Juan Gutierrez para o livro Juan Gutierrez: imagens do Rio de Janeiro (1892-1896) de George Ermakoff, texto em português e inglês, ilustrado com reproduções de fotografias do século XIX, álbum de capa dura em policromia, com pesquisa iconográfica de Pedro Karp Vasquez, Coleção da Editora Capivara, Visões do Brasil, 2 edições – 264 páginas (2002), São Paulo - SP. Ao desenvolver esta pesquisa sobre a até então figura enigmática do fotógrafo Juan Gutierrez de Padilla, foi trazida à luz documentação inédita a respeito do assunto.
É autora do ensaio Antônio Conselheiro — revisitado, publicado em 2ª edição revisada e ampliada em 2002 (Primyl Editora) e do livro de poemas Manhãça das lembranças do amor, publicado em 2002 (Primyl Editora). Ensaios Historiográficos (2011-Primyl Editora).
 
 

 
 
 

FALANDO MAIS UM POUCO SOBRE CÂMARA CASCUDO
O antropólogo nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, em 30 de dezembro 1898. É um dos mais importantes pesquisadores das raízes étnicas do Brasil. Aos seis anos já sabia ler. Estudou Latim durante três anos com o mestre João Tibúrcio. Em 1922, aprendeu a ler inglês, para acompanhar os viajantes pela África e Ásia. É dele a tradução comentada do livro Travels in Brazil, de Henry Koster, viajante inglês, obra das mais valiosas para o conhecimento e interpretação do Brasil, no início do século XIX.
Sua trajetória profissional teve início como jornalista do periódico A Imprensa, de propriedade de seu pai, o coronel Francisco Cascudo. N’A Imprensa, em 18 de outubro de 1918, publicou sua primeira crônica, O Tempo e Eu, na coluna intitulada Bric-a-Brac.
Foi colaborador de vários jornais de Natal e de algumas cidades do País. Manteve, inclusive, seções diárias nos periódicos A República e Diário de Natal, no período de 1939 a 1952 e de 1959 a 1960. Em 1920, na antologia poética de Lourival Açucena, Versos Reunidos, escreveu a introdução e as notas.
Publicou seu primeiro livro aos vinte e três anos de idade, Alma Patrícia(1921), um estudo crítico e biobibliográfico de 18 escritores e poetas norte-rio-grandenses ou radicados no Estado.
Foi professor de Direito Internacional Público, na Faculdade de Direito do Recife e de Etnologia Geral, na Faculdade de Filosofia, em Natal. Escreveu sobre os mais variados assuntos. Sua especialização foi na etnografia e no folclore, mas sua predileção era pelas áreas de história, geografia e biografia, especialmente do Rio Grande do Norte. O intelectual faleceu em Natal- RN em 30 de julho 1986 aos 87 anos.  É considerado o Papa do folclore brasileiro. Publicou, entre outros, as seguintes obras:
Alma patrícia (1921);
Joio: página de literatura e crítica (1924);
Conde D´Eu (1933);
Vaqueiros e cantadores: folclore poético do sertão de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará (1939);
Antologia do folclore brasileiro (1943);
Geografia dos mitos brasileiros (1947);
Os holandeses no Rio Grande do Norte (1949);
Meleágro: depoimento e pesquisa sobre a magia branca no Brasil (1951); Dicionário do folclore brasileiro (1954);
História do Rio Grande do Norte (1955);
Geografia do Brasil holandês (1956);
Jangadas: uma pesquisa etnográfica (1957);
Rede de dormir (1959);
A cozinha africana no Brasil (1964);
Made in África: pesquisa e notas (1965);
História da República no Rio Grande do Norte (1965);
Prelúdio da cachaça (1968);
História da alimentação no Brasil (1967-1968);
Ensaios de etnografia brasileira (1971);
Sociologia da açúcar: pesquisa e dedução (1971);
A vaquejada nordestina e suas origens (1974);
Antologia da alimentação no Brasil (1977). 
 
 
 REALIZAÇÃO
 
 
APOIO CULTURAL
 
 
 
 
 
COMENTÁRIOS
 
 
 
 
 
Maravilhoso!!!
 
Matilde Conti.
 


Matilde C.Slaibi Conti
é escritora e presidente do CFHL.
 
 
 
 
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