sexta-feira, 4 de março de 2016

MARÍLIA SOARES MARZULLO PÊRA - FOTOBIOGRAFIA É A OBRA INDICADA PARA O MÊS DE MARÇO DE 2016, NA VITRINE DO FOCUS PORTAL CULTURAL. CONFIRA.

 
MARÍLIA SOARES MARZULLO PÊRA - FOTOBIOGRAFIA
É A OBRA INDICADA PARA O MÊS DE MARÇO,
NA VITRINE DO FOCUS PORTAL CULTURAL.
 
 
 
CAPA DO LIVRO: MARÍLIA SOARES MARZULLO PÊRA - FOTOBIOGRAFIA
 
 
 
DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: MARILIA SOARES MARZULLO PERA: FOTOBIOGRAFIA
título original:ISBN: 9788560504664
IDIOMA: Português
ENCADERNAÇÃO: Capa dura
FORMATO: 23,5 x 28,5
PÁGINAS: 304
coleção:ANO DE EDIÇÃO: 2015
ano copyright:EDIÇÃO: 1ª
 
 
 
Marília Pêra foi mais que um nome do nosso teatro e televisão. Ela é um dos grandes ícones da história da dramaturgia brasileira. Seu legado único pode ser conferido nas páginas dessa fotobiografia inédita escrita pela própria Marília, durante seu último ano de vida, e por sua irmã Sandra Pêra e tem organização da escritora Nélida Piñon. 
 
Marília  Soares Marzullo Pêra -
atriz, cantora e diretora teatral.
 
 
A obra passeia por todas as fases da vida da artista, mostra suas origens em fotos da família Marzullo Pêra e coloca em foco seus principais momentos pessoais e profissionais. São mais de 300 páginas para deleite de seus fãs, um livro para guardar e recordar.

O livro tem projeto gráfico de Victor Burton e conta a história da saga não só de Marília, mas da família Marzullo Pêra, abordando os pais de Marília e Sandra, Manuel Pêra e Dinorah Marzullo, nos palcos e depois a infância e carreira das duas, passando pelo nascimento de Marília e depois Sandra. Marília não tinha o sobrenome da mãe em seu registro oficial, mas decidiu incluí-lo no título do livro como homenagem a uma das linhagens artísticas que a originou.

 
Marília Pêra na peça 'Alô, Dolly' (2012)
(Foto: Caio Gallucci/Divulgação)

As fotografias expõem a versatilidade da atriz, que representou personalidades como Carmen Miranda, Dalva de Oliveira, Maria Callas, Coco Chanel, além de inúmeras personagens de ficção memoráveis graças à sua atuação. O livro inclui também depoimentos e bilhetes carinhosos recebidos por Marília.


 

Marília Marzullo Pêra nasceu no Rio de Janeiro em 22 de janeiro de 1943  e faleceu no Rio de Janeiro em 5 de dezembro de 2015 foi uma premiada atriz, cantora e diretora teatral brasileira. Marília Pêra conquistou ao longo de sua carreira cerca de 80 prêmios, e atuou em 49 peças, 29 novelas e 24 filmes.

Filha dos atores Manuel Pêra e Dinorah Marzullo, Marília pisou no palco de um teatro pela primeira vez aos quatro anos de idade, ao lado dos pais, que integravam o elenco da companhia de Henriette Morineau.

Dos 14 aos 21 anos atuou como bailarina e participou de musicais e revistas, entre eles, Minha Querida Lady (1962), protagonizado por Bibi Ferreira. Segundo Marília, ela passou porque os diretores estavam procurando alguém que poderia fazer acrobacias, o que era raro naquela época. Outras peças como: O Teu Cabelo Não Nega (1963), biografia de Lamartine Babo, no papel de Carmen Miranda. Voltaria a viver o papel da cantora no espetáculo A Pequena Notável (1966), dirigido por Ary Fontoura; no A Tribute to Carmen Miranda no Lincoln Center, em Nova Iorque (1975), dirigido por Nelson Motta; na única apresentação A Pêra da Carmem no Canecão em 1986, em 1995 e no musical Marília Pêra canta Carmen Miranda (2005), dirigido por Maurício Sherman.

A primeira aparição na televisão foi em Rosinha do Sobrado, na Rede Globo, em 1965 e, em seguida, em A Moreninha. Em 1967 fez sua primeira apresentação em um espetáculo musical, A Úlcera de Ouro, de Hélio Bloch.

Em 1969, conquistou grande sucesso no papel da protagonista do drama Fala Baixo Senão eu Grito, com direção de Clóvis Bueno, primeira peça teatral da dramaturga paulista Leilah Assumpção. Pela interpretação da complexa personagem Mariazinha, solteirona virgem que vive em um pensionato de freiras, Marília recebeu o prêmio Molière e também o prêmio da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT) (atual Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA)). Seu futuro marido Paulo Villaça interpretou do ladrão que numa noite pula a janela do quarto com a intenção de roubar. Na conversa entre os dois, que dura a noite toda, a solteirona revela ao público e a si mesma suas frustrações.

Em 1964, Marília derrotou Elis Regina num teste para o musical Como Vencer na Vida sem Fazer Força, ambas ainda não eram conhecidas na época. Logo depois, em 1975, gravou o LP Feiticeira, lançado pela Som Livre.

Marília é a atriz que mais atuou sozinha nos palcos, conseguindo atrair o público infantil para a difícil arte do monólogo. Além de Carmen Miranda, desempenhou nas telas e no palco papéis de mulheres célebres, como Maria Callas, Dalva de Oliveira, Coco Chanel e a ex-primeira dama do Brasil Sarah Kubitschek. A estreia como diretora aconteceu em 1978, na peça A Menina e o Vento, de Maria Clara Machado.
 
Nos anos 60, chegou a ser presa durante a apresentação da peça Roda Viva (1968) de Chico Buarque e obrigada a correr nua por um corredor polonês. Foi presa uma segunda vez, visto que era tida como comunista, quando policias invadiram a residência, assustando a todos, inclusive o filho de sete anos, que dormia.

Em 1992, apresentou o musical Elas por Elas, para a TV Globo. Ao lado da cantora Simone e de Cláudia Raia tornou público o apoio ao candidato Fernando Collor de Mello,nas eleições de 1989.

Em 2008, foi protagonista do longa-metragem, Polaróides Urbanas, de Miguel Falabella, onde interpreta duas irmãs gêmeas.

Em 2009, foi escalada para viver a hippie Rejane Batista na minissérie Cinquentinha, de Aguinaldo Silva. Após várias cenas gravadas, a atriz desistiu do papel, causando mal estar nos corredores da TV Globo. No lugar de Marília, entrou a atriz Betty Lago que se encaixou perfeitamente no papel, sendo muito elogiada pela crítica. Algumas notícias dizendo que o motivo para não querer seguir com a interpretação foi não se sentir à vontade com o papel, circularam na época.

Desde abril de 2010 integra o elenco da série A Vida Alheia, de Miguel Falabella, na Rede Globo, como Catarina.

Em janeiro de 2013, ocorreu a estreia do seriado Pé na Cova, em que Marília Pêra interpreta Darlene, que é maquiadora da funerária do ex-esposo Ruço (Miguel Falabella), e que vive no subúrbio. Em abril de 2014, por conta de problemas pessoais, a atriz deixou o seriado, retornando às gravações no dia 11 de junho de 2014.

No carnaval de 2015, Marília foi homenageada pela Escola de Samba Mocidade Alegre, de São Paulo. Em agosto do mesmo ano, ela foi a grande homenageada do Festival de Cinema de Gramado, onde recebeu o prestigiado Troféu Oscarito.


ALGUMAS IMAGENS INSERIDAS NO LIVRO
 
 
 
Marília Pêra (com menos de 1 ano de idade) e seus pais,
Dinorah Marzullo e Manuel Pêra, em 1943
(Foto: Acervo pessoal Marília Pêra/Divulgação).
 
 
Marília Pêra e Grande Otelo nos bastidores da novela
 'Uma Rosa Com Amor', na TV Globo, em 1972
(Foto: Acervo pessoal Marília Pêra/Divulgação).
 
 
Marília Pêra com 3 anos
(Foto: Acervo pessoal Marília Pêra/Divulgação).
 
 
Marília Pêra no Carnaval de 1951
(Foto: Acervo pessoal Marília Pêra/Divulgação).
 
 
Sandra Pêra e Dinorah Marzullo
 (Foto: Acervo pessoal Marília Pêra/Divulgação).
 
 
Marília e Procópio Ferreira (à direita)
recebendo a visita de Paulo Autran no camarim,
após apresentação da peça
'Como Vencer na Vida Sem Fazer Força' (1964)
(Foto: Acervo pessoal Marília Pêra/Divulgação).
 
 
Capa da revista 'O Cruzeiro' de 1972,
com Marília Pêra na capa
(Foto: Acervo pessoal Marília Pêra/Divulgação).
 
 
Marília Pêra no show 'A Feiticeira',
o primeiro show em que ela atua como cantora (1975)
(Foto: Acervo pessoal Marília Pêra/Divulgação).
 
 
Marília posa grávida de Nina
para Antônio Guerreiro, 1980
(Foto: Acervo pessoal Marília Pêra/Antônio Guerreiro/Divulgação).
 
 
Marília Pêra é homenageada pela
Mocidade Alegre no Carnaval 2015
(Foto: Acervo pessoal Marília Pêra/Divulgação).
 

UM POUCO SOBRE A PREFACIADORA


 

NÉLIDA PIÑON
Nélida Piñon nasceu em Vila Isabel, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, no dia 3 de maio de 1937. Formou-se em Jornalismo em 1956 na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.
Colaborou em vários jornais e revistas literários e foi correspondente no Brasil da revista Mundo Nuevo, de Paris, e editora assistente de Cadernos Brasileiros. Nélida publicou seu primeiro romance em 1961, Guia mapa de Gabriel Arcanjo.
O início dos anos 70 é marcado pelo lançamento, em 1972, de um de seus melhores e mais conhecidos romances, A casa da paixão, que recebeu o Prêmio Mário de Andrade. Em 1989 é eleita para a Academia Brasileira de Letras e recebe o título de Personalidade do Ano, deferido pela União Brasileira de Escritores.
Autora de mais de 20 livros, entre romances, contos, crônicas e infantojuvenis, é uma escritora consagrada e admirada. Sua obra já foi traduzida em inúmeros países, tendo recebido vários prêmios nacionais e internacionais. Entre os prêmios ganhos, destacam-se o Prêmio Internacional Juan Rulfo de Literatura Latino-Americana e do Caribe, em 1995 (pela primeira vez para uma mulher e para um autor de língua portuguesa); o Bienal Nestlé, categoria romance, pelo conjunto da obra, em 1991; e o da APCA e o Prêmio Ficção PEN Clube, ambos em 1985, pelo romance A república dos sonhos.
 
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COMENTÁRIOS
 
 
 
Como sempre, Alberto, você não "relaxa..." Bela a fotobiografia que a sua revista FOCUS PORTAL CULTURAL nos repassa.
Parabéns!
O abraço gordo para você e sua doce mulher.
 
Helena.
 
Helena Ferreira é professora da UFRJ,
escritora e membro do PEN Clube do Brasil.
 
 
 
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FONTE:
 
 
 
 

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