quarta-feira, 15 de junho de 2016

CONVITE PARA LANÇAMENTO DO LIVRO LIVRARIA IDEAL: HISTÓRIA DE UM PONTO DE ENCONTRO DOS INTELECTUAIS DE NITERÓI DE JUBER BAESSO.

CONVITE

 
A Câmara Municipal de Niterói
Vereador Bruno Lessa
Grupo Mônaco de Cultura
Associação Niteroiense de Escritores
Centro Cultural Maria Sabina
Parthenon Centro de Arte e Cultura
convidam para lançamento do livro

LIVRARIA IDEAL:
HISTÓRIA DE UM PONTO DE ENCONTRO
DOS INTELECTUAIS DE NITERÓI

DO ESCRITOR E ADVOGADO JUBER BAESSO

DATA: 20 DE JUNHO DE 2016
(SEGUNDA-FEIRA)
ÀS 18 HORAS.

LOCAL: CÂMARA MUNICIPAL DE NITERÓI
ENDERÊÇO: Av. Amaral Peixoto nº 625 - Centro
Niterói -  RJ - Brasil



 

 

INTRODUÇÃO:

 

Ao olharmos para dentro de uma cidade podemos observar alguns ou vários aspectos ora divergentes, ora convergentes; veremos numa contemplação a distância uma bela e uniforme urbe, ou um emaranhado de construções e uma população que se engalfinha no dia a dia na luta pela sobrevivência.

O historiador busca fatos que foram a base da atualidade. Ou que deram rumo diverso do que seria sem aqueles acontecimentos.

O poeta capta a dor, a lágrima ou a alegria de sua gente, retratando-as em seus versos bem entalhados, que mostram sua sensibilidade e criatividade.

Já o trovador faz em poucas linhas um mergulho no interior do ser e mostra pelas janelas da alma o brilho ou o cinzento de cada um.

O prosador, seja ele cronista, contista, novelista, romancista, cria imagens muitas vezes metafóricas, que traduzem o imaginário que povoa a mente humana, desde a pessoa mais humilde até o mais brilhante intelectual.

O pesquisador busca a realidade mais próxima possível da verdade real para contextualizar e apresentar ao leitor uma mostra do que foi o evoluir dos povos ou de um povo especificamente, até chegarem aos dias atuais.

Quando a Vila Real da Praia Grande foi vista pelos nobres portugueses que se instalaram do outro lado da baía, logo ficaram encantados com a beleza observada por sobre o espelho d’água.

Desde as disputas travadas pela dominação das terras do Novo Mundo, Niterói segue seu rumo vencendo os obstáculos e estabelecendo novas metas.

Mostrando em expressivos poemas e textos a vida cotidiana da cidade, busca-se com o presente trabalho apontar os valores reconhecidos ao longo de décadas de atividades sociais e culturais. Para tanto é mister imergir na vida da cidade para vê-la do lado de dentro e sentir o pulsar dos mais variados segmentos que a compõem, observando-se a índole do povo, sua criação literária e artística, as marcas que a diferem de outras cidades, próximas ou distantes.

O leitor, ao folhear estas páginas, espera o autor, terá uma pers¬pectiva da vida cultural da cidade desde fins do século XIX. Vislumbrará a vida cotidiana e palaciana dos dias em que por estas bandas passaram os membros da Família Real e seus cortesãos e com isso imaginará a vida da população nativa e chegantes. Conhecerá a vida pachorrenta do velho Estado do Rio de Janeiro com sua capital romântica – Niterói.
 
Verificará a imposição política que não diferia em essência dos dias atuais. Passará em revista nomes de escritores, poetas, pintores, trovadores, musicistas, agitadores culturais e outros envolvidos com a literatura escrita de nossa terra.
 
Perceberá os efeitos benéficos e os transtornos causados pela fusão da velha Capital da República transformada em Estado da Guanabara com a Capitania hereditária que se transformara em província, e depois em Estado do Rio de Janeiro e também a efervescência e rebuliço cultural que pontua com as mais variadas instituições voltadas para o saber poético, romântico ou prosaico da Cidade Sorriso. Conhecerá algo sobre poetas de outrora e a pujança dos intelectuais que se reuniram em torno do maior livreiro que a cidade já oportunizou aos amantes da boa leitura: Silvestre Mônaco.

Ao longo da história cultural de Niterói, terá o apreciador das boas obras um significativo encontro com 29 expoentes agraciados com Placa de Prata e Título de Intelectual do Ano. Viajará pela saga da dinastia Mônaco desde a chegada ao Brasil até a mais recente sucessão familiar na Livraria Ideal.


Juber Baesso

 

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PREFÁCIO:


Eduardo Luís Gomes Filho nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1904, e faleceu em Niterói, em 1970. Foi poeta, boêmio dos tempos do Café Paris, jornalista, dedicou-se a atividades radiofônicas, foi compositor e professor. Membro da Academia Campista de Letras, da Academia Niteroiense de Letras e de outras instituições.

Pensará o leitor: qual será a razão de abrirmos esse prefácio com breves dados sobre Gomes Filho? Para os niteroienses da gema e para os “niteroienses de nascença e de coração”, como dizia o mestre Pimentel, a cidade deve a Gomes Filho o epíteto de “Cidade Sorriso”. Esse cognome não é apenas uma sugestão de duração efêmera. Veio para ficar e entrou no título de um dos trabalhos mais sérios e profundos sobre Niterói, de autoria de um médico especialista no assunto, Carlos Wehers, e que recebeu a denominação de “Niterói, Cidade Sorriso (a história de um lugar)”, obra que consta da bibliografia do presente trabalho de Juber Baesso.

Na introdução ao livro “Niterói pede passagem – Antologia de uma cidade”, declaramos que a Cidade Sorriso pede passagem para niteroienses como Lili Leitão, cariocas como Machado de Assis, saquaremenses como Alberto de Oliveira, miracemenses como Luís Antônio Pimentel, e muitos outros.

Juber Baesso, de certa forma, também pede passagem para escritores, intelectuais e pessoas aqui nascidas que tenham dado sua contribuição para o progresso desta cidade. Assim, temos:

Cantagalenses como Edmo Rodrigues Lutterbach, bacharel em Direito, especialista em Euclydes da Cunha e Maria Jacintha, professora, crítica, ensaísta, jornalista, tradutora e, acima de tudo, teatróloga.

Os ítalo-brasileiros integrantes da família Mônaco.

O miracemense-niteroiense Luís Antônio Pimentel: escritor, memorialista, pesquisador de história fluminense e do Japão, artista plástico, compositor bissexto e fotógrafo, conforme se lê nos dados bibliográficos em Haicais Onomásticos, de Pimentel.

Os niteroienses em destaque são:

– Lili Leitão: figura emblemática do movimento do Café Paris, autor de Vida Apertada.
– Lyad de Almeida: jurista, professor, jornalista, teatrólogo, cineasta, escritor, conferencista, poeta.
– Almanir Grego: jornalista, compositor e veterinário.
– Alberto Francisco Torres: jornalista, político, advogado.
– Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes: orador, jurista, professor, escritor.
– Manita: poeta, professora, trovadora, louvadora.
– Carlos Silvestre Mônaco: destacado bibliófilo, proprietário da Livraria Ideal.
– Sávio Soares de Sousa: bacharel em Direito, jornalista, poeta, orador, crítico de literatura e cinema, ensaísta, tradutor.
 
Campistas:

– Lou Pacheco: jornalista, ativista social e cultural.
– Milton Nunes Loureiro: advogado, poeta, trovador, delegado de polícia aposentado.
– Sandro Pereira Rebel: advogado, prosador e poeta, procurador do Estado aposentado. Autor do originalíssimo Minidicionário Anticonvencional.
– Márcia Maria de Jesus Pessanha: professora, escritora, poeta.

Macabuense:

– Aloysio Tavares Picanço: advogado, jurista, tribuno, escritor.

Espírito-santense:

– Nilo Neves: professor, jornalista, advogado, cronista, conferencista.

Saquaremense:

– Raul de Oliveira Rodrigues: político, advogado, jornalista, escritor e biógrafo.

Rio-bonitense:

– Angelo Longo: sociólogo, professor, pedagogo, advogado, economista, jornalista, escritor, editor e poeta.

Paulista:

– Horácio Pacheco: professor, literato, advogado, orador, ensaísta, pensador, poeta e jornalista.

Cordeirense:

– Alaôr Eduardo Scisínio: advogado, professor universitário, escritor, jornalista, pesquisador, poeta e biógrafo (escreveu “Um tupiniquim na terra do sol nascente” – biografia de Luís Antônio Pimentel.

Itaperunense:

– Carlos Tortellly: médico, escritor e poeta.

Mineiros:

– Miguel Coelho: artista plástico, pintor, desenhista, programador visual, cenógrafo, jornalista, poeta, contista, compositor, escultor.
– Neide Barros Rêgo: professora, poetisa, declamadora, cantora lírica, esperantista.

Luso-niteroiense:

– Aníbal Bragança: nasceu em Santa Maria da Feira, Portugal, em 1944; desde 1956 vive e reside em Niterói: portanto, o autor do indispensável “Livraria Ideal: do cordel à bibliofilia” é luso-niteroiense.

Mageense:

– José Inaldo Alves Alonso: advogado, professor, poeta, historiador, jornalista.

Araruamense:

– Waldenir de Bragança: advogado, médico, professor, escritor, orador.

Cariocas:

– Jorge Loretti: bacharel em Direito e orador de grande versatilidade.

– Roberto dos Santos Almeida: cronista, articulista, professor, biógrafo, geólogo, administrador escolar.

Carioca-niteroiense:

– Wanderlino Teixeira Leite Netto: poeta, administrador, professor, escritor. Autor de instigantes títulos como Café Pingado e Beijo de Língua.


Juber, ao empreender sua pesquisa, acrescentou uma série de informações de extrema importância para aqueles que desejam conhecer um pouco mais da história de Niterói em seu passado mais ou menos recente. Juber dá destaque a um recital bem recente comemorando os 20 anos de lançamento de “Água Escondida”, descreve o encontro com Luís Antônio Pimentel, por mais de uma vez, realça a realização da Bienal do Livro em nossa cidade, etc..

Pode parecer um chavão o que vamos agora dizer, mas é algo necessário. Juber Baesso – estamos certos disso – gostaria de ter estudado e até mesmo entrevistado muitos outros intelectuais de Niterói. Na impossibilidade de fazê-lo, reuniu nomes representativos e de excelentes currículos, que certamente representarão de forma condigna os intelectuais que não puderam ser estudados neste livro. O autor esclarece que possui um critério norteador do presente trabalho: focar os vinte e nove intelectuais que têm sido agraciados com o título de “Intelectual do Ano”, iniciativa do livreiro Carlos Mônaco.

Sucesso, Juber Alves Baesso! Já faz tempo que Niterói te deu passagem!


Luiz Antonio Barros
Professor e escritor

 
 
 
 

 
LIVRARIA IDEAL:
HISTÓRIA DE UM PONTO DE ENCONTRO DOS INTELECTUAIS DE NITERÓI
de Juber Baesso.
 
Editora – PARTHENON Centro de Arte e Cultura
Assunto: Literatura brasileira.
Contém 236 páginas.
 
 
 
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