domingo, 11 de setembro de 2016

O DESERTO DOS TÁRTAROS DE DINO BUZZATI É A OBRA EM DEBATE NO CLIC - CLUBE DE LEITURA DE ICARAÍ. CONFIRA.

 
O DESERTO DOS TÁRTAROS DE DINO BUZZATI
É A OBRA EM DEBATE NO CLIc.
 
 
A exposição acontecerá dia 22 de setembro de 2016, às 19 horas, na varanda do Cine Artes da UFF, na Rua Miguel de Frias, em Icaraí - Niterói - RJ. Brasil.
 
 
Visite o site do CLIc - Niterói - RJ
 
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CLIc: uma janela aberta às mentalidades coletivas.
A literary think tank
Fundado em 28 de Setembro de 1998.
 



 
O DESERTO DOS TÁRTAROS DE DINO BUZZATI
 
 
 
A necessidade humana de dar sentido à vida e o desejo de imortalidade através da glória são o tema, sobre o qual circulam as alegorias desta obra. O enredo se desenrola sobre a narração da espera feita ao longo da vida do personagem Drogo, um militar de carreira, que vive se preparando para uma grande guerra na qual ele acredita que sua vida e existência serão postas à prova.
 
Ao alcançar o posto de tenente, o jovem Giovanni Drogo é designado para o Forte Bastiani, o que crê ser a primeira etapa de uma carreira gloriosa. A má impressão que tem ao chegar ao isolado forte o abala. A espera pelo inimigo, que justifica a permanência do comando militar na região, transforma-se na espera por uma razão de viver, na renúncia da juventude e na mistura de fantasia e realidade.
 
Só muito tarde, Drogo vai percebendo que ao longo dos anos em sua estadia no forte, ele deixou passar anos e décadas e que, apesar de seus velhos amigos, tanto os da cidade, como os militares que passaram pelo forte, terem tido filhos, casado, e vivido uma vida plena, ele em sua longa e paciente vigília veio acabar com nada, exceto a camaradagem militar.
 
Quando finalmente o ataque dos tártaros está para ocorrer de verdade, com as tropas inimigas à vista da fortaleza pela primeira vez em todos os seus anos.
 
Militares apáticos veem aos poucos seus sonhos serem minados numa rotina angustiante e alimentam a ilusão ou o temor de que um dia a batalha de suas vidas aconteça, quando os inimigos finalmente surgirem do deserto.
 


 

 Capa do DVD do filme Il Deserto dei Tartari.
 


Capa da 1ª edição do livro
O deserto dos Tártaros
de Dino Buzzati.
Editora Cavalo de Ferro - Lisboa.


 Dino Buzzati - escritor e jornalista.

 


UM POUCO SOBRE DINO BUZZATI

 

Dino Buzzati nasceu perto de Belluno em uma pequena propriedade rural de sua família. Sua mãe, veterinária, era veneziana e seu pai, professor universitário, era de uma antiga família de Belluno.
 
Buzzati foi o segundo dos quatro filhos do casal. Desde muito jovem manifestou as que iam ser em toda sua vida: escrevia, desenhava, estudava violino e piano, além da paixão pela montanha à que dedicou sua primeira novela, Bárnabo das montanhas (Bàrnabo delle montagne) (1933).

Em 1924 ele entrou para a faculdade de direito da Universidade de Milão, onde seu pai já ensinara. Quando já estava para terminar seu curso de direito.
 
 
 
 
Aos 22 anos, tornou-se jornalista do jornal milanês. Corriere della Sera, onde permaneceria até a sua morte. Não começou como repórter, onde só depois trabalharia como correspondente especial, ensaista, editor e crítico de arte.
 
É comum dizer que sua profissão como jornalista teve forte influência sobre seus escritos, emprestando mesmo para seus contos mais fantásticos uma aura de realismo. Frequentou o Liceo Classico Parini di Milano e laureou-se em jurisprudência com uma tese La natura giuridica del Concordato.

O sucesso obtido com sua primeira novela, a já citada Bárnabo das montanhas, não se repetiu com a seguinte O segredo do Bosque Velho (Il segreto do Bosco Vecchio) (1935), que foi acolhida com indiferença.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Buzzati serviu na África, como jornalista da Marinha italiana. Após a guerra, publicou sua obra-prima, O Deserto dos Tártaros, alcançando fama mundial e tendo grande sucesso de crítica.
 
 
 
Dino Buzzati - escritor e jornalista.
 
 

Desde 1936 escreveu numerosos relatos para o Corriere della Sera e outros jornais, posteriormente recopilados em Os sete mensageiros e outros relatos (I sette messaggeri) (1942), Paura alla Scala (1949), Il crollo della Baliverna (1954), Sessanta racconti (1958, prêmio Strega), Esperimento dei magia (1958), Il colombre (1966), As noites difíceis e outros relatos (Lhe notti difficili) (1971).

Em 1960 saiu O grande retrato (Il grande ritratto), quase um experimento de novela]] de ficção cientifica, onde entra em cena o universo feminino, que até então tinha explorado muito pouco. Três anos depois, em Um amor (Um amore) relatou a história de Antonio Dorigo, um homem que encontra o amor aos cinquenta anos: apresenta prováveis rasgos autobiográficos, já que aos sessenta Buzzati casou-se com Almerina Antoniazzi.

Também elaborou roteiros de cinema, como o de Il viaggio de G. Mastorna, colaborando com Federico Fellini, além de libretos de ópera. Entre vários outros, venceu o prêmio jornalístico Mario Massai (1970) pelo artigo publicado no Corriere della Sera nell'estate (1969), sobre a descida do homem à Lua.

Em 1972 morre em decorrência do câncer, após uma prolongada luta contra a doença, na clínica La Madonnina de Milão.

 

Dino Buzzati nos anos 50.
 
 
 
(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO FILME)
 

Il deserto dei Tartari - Versão em 1976  - DVD.
 
 
 
 
 
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COMENTÁRIOS




 Dino Buzzati,
um ícone da moderna literatura italiana.
Muito boa a postagem.


Luiz Lemme
Presidente do Instituto Esquina da Arte do Ingá.


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Um comentário:

Luiz Lemme disse...

Dino Buzzati, um ícone da moderna literatura italiana. Muito boa a postagem.