segunda-feira, 12 de setembro de 2016

QUANDO COMECEI A AMAR-ME... POEMA DE CHARLIE CHAPLIN. HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL. CONFIRA.

 

Este é um poema de Charlie Chaplin, escrito em seu 70º aniversário, em 16 de Abril de 1959. É um lembrete inspirador que me tocou muito quando eu o li pela primeira vez.
 
Era como se o ícone das grandes telas estivesse se comunicando com o meu espírito, entendendo exatamente sobre o que é a jornada da vida.
 
Eu tinha que compartilhar esse poema com vocês, porque eu sei que ele vai soar verdadeiro para muitas pessoas que, como eu, compreendem a maturidade.
 
 
Charlie Chaplin - pensador.
 




 
 
QUANDO COMECEI A AMAR-ME...
Charlie Chaplin.
 


 
Quando comecei a amar-me,
eu entendi que em qualquer momento da vida,
estou sempre no lugar certo na hora certa.
Compreendi que tudo o que acontece está correto.
Desde então, eu fiquei mais calmo.
Hoje eu sei que isso se chama
CONFIANÇA.

Quando eu comecei a amar-me,
entendi o quanto pode ofender alguém
quando eu tento impôr minha vontade
sobre esta pessoa,
mesmo sabendo que não é o
momento certo e a pessoa não
está preparada para isso,
e que, muitas vezes, essa pessoa era eu mesmo.
Hoje, sei que isto significa
DESAPEGO.

Quando comecei a amar-me,
eu pude compreender que dor emocional
e tristeza são apenas avisos para que
eu não viva contra minha própria verdade.
Hoje, sei que a isso se dá o nome de
AUTENTICIDADE.

Quando comecei a amar-me,
eu parei de ansiar por outra vida
e percebi que tudo ao meu redor é um convite ao crescimento.
Hoje eu sei que isso se chama
MATURIDADE.
 
Quando comecei a amar-me,
parei de privar-me do meu tempo livre
e parei de traçar magníficos projetos para o futuro.
Hoje faço apenas o que é diversão e alegria para mim,
o que eu amo e o que deixa meu coração contente,
do meu jeito e no meu tempo.
Hoje eu sei que isso se chama
HONESTIDADE.

Quando comecei a amar-me,
tratei de  fugir de tudo o que não é saudável para mim,
de alimentos, coisas, pessoas, situações
e de tudo que me puxava para baixo
e para longe de mim mesmo.
No início, pensava ser "egoísmo saudável",
mas hoje eu sei que trata-se de 
AMOR PRÓPRIO.

Quando comecei a amar-me
parei de querer  ter sempre razão.
Dessa forma, cometi menos enganos.
Hoje, eu reconheço que isso se chama
HUMILDADE.

Quando comecei a amar-me,
recusei-me a viver no passado
e preocupar-me com meu futuro.
Agora eu vivo somente  
este momento onde tudo acontece.
Assim que eu vivo todos
os dias e isto se chama CONSCIÊNCIA.
 
 
Charlie Chaplin - pensador.



Sir Charlie Chaplin com a Rainha Elizabeth
em 1975 - NY Daily News.
 
 
Charlie e a esposa Oona Chaplin em 1975.
 


 

Charles Spencer Chaplin, KBE, mais conhecido como Charlie Chaplin nasceu em Londres, 16 de abril de 1889 foi um ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico britânico. Chaplin foi um dos atores da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão.
 
É bastante conhecido pelos seus filmes O Imigrante, O Garoto, Em Busca do Ouro (este considerado por ele seu melhor filme), O Circo, Luzes da Cidade, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Luzes da Ribalta, Um Rei em Nova Iorque e A Condessa de Hong Kong.

Charlie Chaplin atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes, sendo fortemente influenciado por um antecessor, o comediante francês Max Linder, a quem dedicou um de seus filmes. Sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos.

Seu principal e mais famoso personagem foi The Tramp, conhecido como Charlot na Europa e igualmente conhecido como Carlitos ou "O Vagabundo" no Brasil. Consiste em um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro (gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e - sua marca pessoal - um pequeno bigode-de-broxa.


Em 2008, em uma resenha do livro Chaplin: A Life, Martin Sieff escreve: "Chaplin não foi apenas 'grande', ele foi gigantesco. Em 1915, ele estourou um mundo dilacerado pela guerra trazendo o dom da comédia, risos e alívio enquanto ele próprio estava se dividindo ao meio pela Primeira Guerra Mundial.
 
Durante os próximos 55 anos, através da Grande Depressão e da ascensão de Hitler, ele permaneceu no emprego. Ele foi maior do que qualquer um. É duvidoso que algum outro indivíduo tenha dado mais entretenimento, prazer e alívio para tantos seres humanos quando eles mais precisavam."

Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d 'Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).
 
O artista faleceu em  Corsier-sur-Vevey no dia 25 de dezembro de 1977.

 
 
 
(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)
 

Charlie Chaplin receiving an Honorary Oscar®
- 44th Annual Academy Awards®.




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https://www.youtube.com/watch?v=J3Pl-qvA1X8



 
 
 
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FONTE:






 

Um comentário:

ALBERTO ARAÚJO disse...

Este poema de Chaplin é muito expressivo e encantador. Alberto Araújo