segunda-feira, 17 de outubro de 2016

NESTE FINAL DE SEMANA, DOIS LANÇAMENTOS ERUDITOS NA SALA CECÍLIA MEIRELES, NO RIO DE JANEIRO.

 
 
Biedermeiers
Foto - Stefano Aguiar.
 
 
 
      The Biedermeiers lança CD de estreia na Sala Cecília Meireles, sábado, dia 22, ressuscitando instrumentos do século XIX inéditos no país e repertório focado no Romantismo.
 
Com formação única no mundo, duo reúne a guitarra romântica, pouco tocada no Brasil, com o flageolet francês e csakan, instrumentos de sopro sem registros na história da música brasileira
 
Se faltam novidades, ousadias e excentricidades no cenário musical brasileiro, pode-se afirmar que o The Biedermeiers vem trazer frescor, especialmente ao circuito erudito, mesmo que suas fontes sejam remotas, bem remotas, datadas do século XIX, pelo menos.

Formado pelo potiguar Max Riccio (guitarra romântica) e pelo carioca Rubens Küffer (flageolet / csakan), o duo lança seu primeiro disco de carreira no sábado, dia 22 de outubro, às 18h30min, no Espaço Guiomar Novaes (Sala Cecília Meireles), dentro da programação da XIII Mostra de Violão Fred Schneiter.
 
 
Produzido por Sergio Roberto de Oliveira (A CASA Discos), o disco chega causando alvoroço por suas idiossincrasias: traz na formação a guitarra romântica, difundida na Europa daquela época e hoje resgatada por alguns músicos europeus, em diálogo com o flageolet francês – um “primo” da flauta doce – e o csakan, tido como “morto” por volta de 1850, quando caiu em desuso. Único duo no mundo reunindo os três instrumentos com este repertório romântico, pode-se dizer ainda que o The Biedermeiers é responsável pelo resgate e ineditismo em solo brasileiro, uma vez que não há registros oficiais da utilização destes instrumentos de sopro na história musical brasileira. 
 
O disco traz no repertório compositores românticos europeus do fim do século XVIII a primeira metade do século XIX. O disco abre com a “Fantasia sobre o hino nacional inglês, Opus 102”, de Ferdinando Carulli para flageolet francês e guitarra romântica. Segue com “Introdução e variações sobre um tema original, Opus 32”, para csakan e guitarra romântica, de Ernest Krähmer.

Outra obra para a mesma formação, “Nas asas da canção, Opus 34/2” de Felix Mendelssohn dá sequência ao repertório romântico, com arranjos dentro dos padrões da época,  e o flageolet francês volta a dialogar com a guitarra romântica em “6 variações, Opus 81”,  de Mauro Giuliani. Na “Introdução  e variações sobre um tema de Mozart, Opus 9”, de Fernando Sor, a guitarra romântica de Max Riccio reina absoluta nesta obra solo.

Variações sobre a ária “Ontem à noite o primo Miguel esteve aqui”, de Carl Scheindienst, reúne o csakan e a guitarra romântica, encerrando o repertório do disco.
 
Assim, as obras de Krähmer e de Scheindienst ganham, neste disco, a primeira gravação da história com seus instrumentos originais, e é a primeira vez que se grava um flageolet francês original dotado de sistema Boehm – o mesmo das clarinetas atuais.
 
 
Capa CD The Biedermeiers.

 

A influência da música romântica nos séculos XX e XXI foi tão grande que, até os dias de hoje, boa parte dos métodos e escolas utilizados para o aprendizado técnico dos instrumentos ainda pertence ao século XIX.

Somente muito recentemente passamos a perceber que os cerca de 200 anos que nos separam do início do Romantismo não poderiam mais ser deixados de lado no que se refere a uma estética que vai desde a concepção acústica dos instrumentos até o seu fraseado musical.
 
 
De fato, são ainda muito poucos os conjuntos e orquestras que se dedicam à música do século XIX com instrumentos do período e, no entanto, é muito claro percebermos que ao se ouvir ou se tocar um instrumento original daquela época, assim como em todos os outros períodos da história da música ocidental, seu timbre e suas características expressivas são muito peculiares. The Biedermeiers procura não só reviver essa sonoridade perdida no tempo, como toda a atmosfera de delicadeza, elegância simples e liberdade, tão características da primeira metade do século XIX.
 
 
Compositores de Hoje
com Cristiano Menezes e Aloysio Fagerlande.
 
 
Com distribuição nacional da Tratore, o disco é mais um lançamento da gravadora carioca A CASA Discos, com atuação permanente no cenário da música contemporânea, buscando trazer ao público novidades. “Há uma perspectiva musicológica nesse trabalho. Assim como já lançamos um CD com uma música que nunca tinha sido gravada em 200 anos, trazemos agora esse trabalho do duo The Biedermeiers, que gravam em instrumentos históricos – originais e réplicas – uma música que foi escrita originalmente para eles, mas que normalmente nos chega em instrumentos modernos.
 
Assim, podemos nos transportar ao ambiente do século XIX – assim como eles fazem com seu figurino – e ouvir esta música com a sonoridade que compositores e intérpretes pensaram, tocaram e vivenciaram quando foi criada. Viajemos!”, aponta Sergio Roberto de Oliveira, produtor, compositor e diretor da gravadora.
 
 
 
SERVIÇO:
22/10, sábado – The Biedermeiers lança
CD de estréia na Sala Cecília Meireles,
dentro da XIII Mostra de Violão Fred Schneiter.
Local: Espaço Guiomar Novaes
Horário: 18:30h
Endereço: Largo da Lapa, 47, Centro – Rio de Janeiro
Ingressos: R$10,00
Informações: 21 2332-9223 e 2332-9224
Capacidade: 150 lugares
Faixa etária: livre
 
 
 
 
CD The Biedermeiers
Preço médio: R$30,00
Gravadora: A Casa Discos
Distribuição nacional: Tratore
 
 
 
OS BIEDERMEIERS, guitarra romântica, csakan e flageolet francês (Max Riccio/ guitarra romântica e Rubens Küffer/ csakan e flageolet francês).

 
 
 

Capa do CD OSN interpreta
Compositores de Hoje.
 
 
 
 
 
 

Orquestra Sinfônica Nacional lança CD na Sala Cecília Meireles no domingo, 23 de outubro, interpretando compositores contemporâneos e celebrando mais de cinco décadas de carreira
 
Fundada em 1961, na Rádio Nacional, orquestra de Niterói interpreta, em novo disco, obras inéditas de importantes compositores em atividade, como Marisa Rezende, Rami Levin, Pauxy Gentil-Nunes, Alexandre Schubert e Sergio Roberto de Oliveira
 
Há projetos que nascem de oportunidades e outros que nascem simplesmente de uma enorme vontade de realizar junto. E esse projeto surgiu exatamente desta última forma: a compositora americana Rami Levin e o compositor e produtor carioca Sergio Roberto de Oliveira queriam realizar um CD juntos, além do desejo deste em sacramentar em disco a parceria com a Orquestra Sinfônica Nacional, bem como poder reunir outros nomes expoentes da composição erudita contemporânea.
 
 
Orquestra Sinfônica Nacional.
 
 
 
Assim, a Orquestra Sinfônica Nacional, integrada ao Centro de Artes da Universidade Federal Fluminense (Niterói – RJ), em parceria com a gravadora A CASA Discos, lança neste momento seu mais novo CD “Orquestra Sinfônica Nacional interpreta Compositores de Hoje”, trazendo no repertório um importante recorte da cena erudita, a partir de obras inéditas de compositores vivos e atuantes, como Marisa Rezende, Pauxy Gentil-Nunes e Alexandre Schubert, além dos próprios Sergio Roberto de Oliveira e Rami Levin.

Com direção artística e regência do maestro Tobias Volkmann, o disco, que conta ainda com participações especiais dos solistas Cristiano Alves (clarinetista) e Aloysio Fagerlande (fagote), será lançado com um grande concerto reunindo todos os participantes no próximo dia 23 de outubro, domingo, às 17h, na Sala Ceclília Meireles, Lapa.

O concerto faz parte da 4º edição do Festival Internacional Compositores de Hoje, que há quatro anos traz compositores e intérpretes de todo o mundo, e, desta vez, dedica sua programação exclusivamente ao lançamento do disco.
 
O CD abre com “Phoenix”, uma obra autobiográfica de Sergio Roberto de Oliveira, compositor e produtor por duas vezes indicado ao Grammy Latino em categorias de Música Clássica, que aborda as mortes e renascimentos na vida do autor.
 
Composta e dedicada ao clarinetista Cristiano Alves e à própria orquestra, após uma introdução, a obra alterna momentos de júbilo, em quase 15 minutos de duração, que celebram o renascimento e os momentos difíceis do compositor.
 
Construída em dois momentos contrastantes, embora guardem similaridades,  “Expressões”, da compositora Rami Levin, foi escrita em 2015, também dedicada à orquestra e começa com o primeiro movimento (“Refletivo”) caracterizando um ambiente de calma e reflexão.

O acorde inicial revela-se lentamente nas cordas e flauta, nota por nota, sobre o tímpano leve ao fundo. Uma melodia aparece na flauta, acompanhada por acordes nos sopros e metais, e passada em seguida para o fagote. O mesmo acorde do inicio reaparece sob forma retrógrada na flauta e cordas.
 
O movimento termina com uma retomada da melodia original na flauta acompanhada pelas cordas e tímpano, sempre preservando o ambiente inicial. Já o segundo movimento (Efusivo) revela um estado de espírito que combina o resoluto e indócil ao audacioso, expressando determinação e destemor.
 
Três motivos musicais são desenvolvidos de formas distintas durante o movimento.
 
O primeiro é uma série de notas repetidas, inicialmente nos trompetes e percussão, depois nos sopros e cordas.
 
O segundo consta de acordes revelados uma nota por vez (como no primeiro movimento), apresentados nos metais e sopros, e depois nas cordas.
 
O terceiro, rítmico usando quiálteras de três, permeia todo o movimento. Efusivo abre energicamente apresentando sucessivamente os motivos. Após a uma seção mais leve com melodias nos sopros, a energia de início do movimento retorna, cresce, e a peça conclui-se com brilho atingindo seu ponto culminante.
 
Para orquestra de câmera, “Fragmentos”, da carioca e consagrada compositora e pianista Marisa Rezende – premiada neste ano com a medalha Villa-Lobos da Academia Brasileira de Música como reconhecimento por sua obra - é inspirada pela oposição entre o músico, em seu anseio por liberdade, e a orquestra, dominadora. Campos harmônicos distintos marcam seus pequenos trechos, expostos à expansões e retrações da massa sonora, pontuando também essa oposição.
 
Outro nome de relevo da cena contemporânea, Pauxy Gentil-Nunes dedica ao fagotista Aloysio Fagerlande sua composição  “Variações para fagote e orquestra”, escrita em 2014.
 
Como o título indica, é uma coleção de variantes de uma estrutura fixa, composta por 12 sonoridades, que se apresentam em ordem inalterada por toda a obra e sem sofrer nenhum tipo de derivação. 

Este procedimento, aparentado da chacona e da passacaglia, tem sido usado desde 1985 em algumas peças como uma maneira de produzir superfícies e texturas variadas, em concepção rapsódica e eclética, porém conectadas por um princípio unificador forte, que se situa entre uma série e um sistema harmônico. A distribuição das texturas foi organizada de forma sistemática com o uso da Análise Particional, teoria analítica e composicional do mesmo autor.
 
Em “Jornada fantástica num trem de ferro”, Alexandre Schubert propõe uma viagem imaginária por meio da música, vista como uma metáfora de nossos sonhos, nos transportando a lugares e situações que fazem parte de nosso inconsciente.

Divide-se em cinco movimentos. “Estrada de Ferro” descreve o nosso transporte, a máquina que se move em trilhos que dão a impressão de um único caminho possível: ir em frente. “Ermo” é um olhar para fora, para a vastidão da paisagem imaginária, que nos remete ao nosso interior.
 
Nesse interior surge o “Jeca-Tatu”, a figura lúdica da simplicidade, da pureza de sentimentos e ações. Encontramos um “Santuário”, onde depositamos nossas esperanças, como oferendas, e desejamos estar em harmonia com o Cósmico.
 
Surgem “Lembranças” que nos levarão de volta ao caminho para a “Metrópole”, ao burburinho da vida e à “Estação Final”.
 
 
 
ORQUESTRA SINFÔNICA NACIONAL DA UFF
 
 
 
A Orquestra Sinfônica Nacional nasceu em janeiro de 1961, pela assinatura do então presidente da República, Juscelino Kubitschek. A OSN era parte da Rádio MEC e atuou por muitos anos no sistema de radiofusão, desempenhando uma importante função social de divulgação da música brasileira de concerto.
 
Em 1984, a orquestra foi integrada à Universidade Federal Fluminense, onde dá continuidade à sua missão de preservar e apresentar para o público obras de compositores nacionais e estrangeiros.
 
 
Em 2009, a OSN UFF deu início a uma nova fase. Sem deixar de lado seus objetivos principais, a orquestra optou por trabalhar com regentes convidados, além de solistas especializados nos mais variados instrumentos.
 
Junto com os tradicionais concertos abertos ao público, a OSN UFF desenvolve também projetos como o Sons da Orquestra, voltado para formação de plateia, que se apresenta em escolas da rede pública com uma mistura de música e contação de histórias, e a série Rio, que visa ocupar espaços da música de concerto na cidade do Rio de Janeiro.
 
 
 
SERVIÇO
 
 
 
 
23/10, domingo – Lançamento do CD
“Orquestra Sinfônica Nacional da UFF
interpreta Compositores de Hoje”
no Festival Internacional Compositores de Hoje
Local: Sala Cecília Meireles
Horário: 17h
Endereço: Largo da Lapa, 47,
Centro – Rio de Janeiro
Ingressos: (À venda na bilheteria da
Sala ou pelo site Ingresso.com.)
Preço: R$40,00 (R$20,00 meia / R$2,00
estudantes de música)
Informações: 21 2332-9223 e 2332-9224
Capacidade: 835 lugares
Faixa etária: livre
 
CD “Orquestra Sinfônica Nacional
interpreta Compositores de Hoje”
Preço médio: R$30,00
Gravadora : A CASA Discos
Distribuição nacional: Tratore.
 


Orquestra Sinfônica Nacional.




 
 
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FONTE
 
Cezanne Comunicação - Assessoria de Imprensa em Cultura e Arte.
 
INFORMAÇÕES: (21)-99197-7465 / (21)-3439-0145.
 
 
 
 
 

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