sexta-feira, 28 de outubro de 2016

QUARTO DE DESPEJO DE CAROLINA MARIA DE JESUS É A OBRA EM DEBATE PELO CLIc - CLUBE DE LEITURA DE ICARAÍ EM 10 DE NOVEMBRO. CONFIRA.




Em 10 de novembro de 2016 - às 19 horas, na Varanda do Cine Artes da UFF, na Rua Miguel de Frias, 09, em Icaraí, Niterói, RJ, acontecerá o debate sobre o livro: Quarto de despejo: Diário de uma favelada da escritora Carolina Maria de Jesus - a obra foi indicada para explanação pela escritora e cliciana Cyana Maria Leahy-Dios e votada por Gracinda Rosa e Evandro Paiva de Andrade.
 
 
Quarto de despejo: Diário de uma favelada é um livro de 1960 escrito por Carolina Maria de Jesus.
 
A autora nasceu no estado de Minas Gerais em 14 de março de 1914, mudando-se para a cidade de São Paulo em 1947. Segundo consta, desde nova era interessada em leituras, tendo depois iniciado a escrita de um diário.
 
Em 1960, um jornalista brasileiro chamado Audálio Dantas visitou a favela do Canindé, local onde vivia Carolina Maria de Jesus, e ficou encantado com a autora, que apesar de ser uma mulher extremamente pobre e simples, demonstrava uma grande lucidez crítica.
 
No livro, Carolina Maria de Jesus, uma favelada, escreve um diário narrando o seu dia a dia nas comunidades pobres da cidade de São Paulo. Em sua narrativa, Carolina descreve a dor, o sofrimento, a fome e as angústias dos favelados. Seu texto é considerado um dos marcos da escrita feminina no Brasil.
 
 
 
 
Quarto de Despejo foi traduzido para mais de treze idiomas. O diário descreve as vivências da autora no período de 1955 a 1960.
'"15 de julho de 1955. Aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu pretendia comprar um par de sapatos para ela."'
E termina com:
“1.º de janeiro de 1960. Levantei as 5 horas e fui carregar água.”


 
Carolina Maria de Jesus - escritora.

  
 
Carolina Maria de Jesus foi uma escritora brasileira que nasceu em 14 de março de 1914 em Sacramento, Minas Gerais, numa comunidade rural onde seus pais eram meeiros. Moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo, ela trabalhava como catadora e registrava o cotidiano da comunidade em cadernos que encontrava no lixo. Ela é considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil.
 
Aos sete anos, a mãe de Carolina forçou-a a frequentar a escola depois que a esposa de um rico fazendeiro decidiu pagar os estudos dela e de outras crianças pobres do bairro. Carolina parou de frequentar a escola no segundo ano, mas aprendeu a ler e a escrever. A mãe de Carolina tinha dois filhos ilegítimos, o que ocasionou sua expulsão da Igreja Católica quando ainda era jovem. No entanto, ao longo da vida, ela foi uma católica devota, mesmo nunca tendo sido readmitida na congregação. Em seu diário, Carolina muitas vezes faz referências religiosas.
 
Em 1937, sua mãe morreu, e ela se viu impelida a migrar para a metrópole de São Paulo. Carolina construiu sua própria casa, usando madeira, lata, papelão e qualquer coisa que pudesse encontrar. Ela saía todas as noites para coletar papel, a fim de conseguir dinheiro para sustentar a família.
 
Quando encontrava revistas e cadernos antigos, guardava-os para escrever em suas folhas. Começou a escrever sobre seu dia adia, sobre como era morar na favela. Isto aborrecia seus vizinhos, que não eram alfabetizados, e por isso se sentiam desconfortáveis por vê-la sempre escrevendo, ainda mais sobre eles.
 
Carolina mudou-se para a capital paulista em 1947, momento em que surgiam as primeiras favelas na cidade. Apesar do pouco estudo, tendo cursado apenas as séries iniciais do primário, ela reunia em casa mais de 20 cadernos com testemunhos sobre o cotidiano da favela, um dos quais deu origem ao livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, publicado em 1960. Após o lançamento, seguiram-se três edições, com um total de 100 mil exemplares vendidos, tradução para 13 idiomas e vendas em mais de 40 países.
 
Teve vários envolvimentos amorosos quando jovem, mas sempre se recusou a casar-se, por ter presenciado muitos casos de violência doméstica. Preferiu permanecer solteira. Cada um dos seus três filhos era de um pai diferente, sendo um deles um homem rico e branco. Em seu diário, ela detalha o cotidiano dos moradores da favela e, sem rodeios, descreve os fatos políticos e sociais que via. Ela escreve sobre como a pobreza e o desespero podem levar pessoas boas a trair seus princípios simplesmente para assim conseguir comida para si e suas famílias.  A escritora faleceu em São Paulo em 13 de fevereiro de 1977.
 


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RARIDADE, UMA RELÍQUIA!!!
CAROLINA MARIA DE JESUS
TAMBÉM FOI CANTORA,
VEJA QUE ENCONTREI NO YOU TUBE.
CLICAR NA IMAGEM.

 
 

 
 
 
Seguindo o sucesso do livro Quarto de Despejo - Diário de uma favelada a mineira Carolina Maria de Jesus, catadora de papel que se tornou escritora, gravou no ano seguinte, o disco homônimo pela gravadora RCA Victor.

Todas composições são de autoria de Carolina e foi acompanhada pelo Maestro Francisco Moraes nos arranjos e a direção artística de Júlio Nagib.

Faixas:
01.
00:00 Rá, ré, ri, ro, rua
02.
02:07 Vedete da favela
03.
04:28 Pinguço
04.
06:58 Acende o fogo
05.
09:14 O pobre e o rico
06.
12:00 Simplício
07.
14:27 O malandro
08.
16:34 Moamba
09.
19:29 As granfinas
10.
21:47 Macumba
11.
24:22 Quem assim me ver cantando
12.
26:46 A Maria veio.
 


 
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O que fala Luiz Lemme - Presidente da Esquina da Arte em Niterói,  sobre a escritora Carolina Maria de Jesus:


Carolina de Jesus é um marco na literatura brasileira, não unicamente pelo estilo, despojado e realista, mas pelo significado histórico de sua produção. A obra da escritora - mulher, negra, pobre e sub-letrada - venceu as enormes barreiras sociais e culturais de seu tempo e explodiu, no Brasil e no mundo, como um ícone moderno da superação intelectual. O debate sobre Carolina é um tributo ao seu valioso legado, e mais, uma importante contribuição do Clube de Leitura de Icaraí para a disseminação dos valores literários de nossa cultura.

Lemme.




 
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Muito importante esse debate desejo sucesso absoluto. Postei no SITE da ALACE, para o conhecimento dos internautas.

CLICAR NO LINK:


Bjs.
Socorro Cavalcanti

 



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Matéria postada também no
Focus Cultural no Portal Sem Fronteiras:
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Um comentário:

Luiz Carlos Lemme disse...

Carolina de Jesus é um marco na literatura brasileira, não unicamente pelo estilo, despojado e realista, mas pelo significado histórico de sua produção. A obra da escritora - mulher, negra, pobre e sub-letrada - venceu as enormes barreiras sociais e culturais de seu tempo e explodiu, no Brasil e no mundo, como um ícone moderno da superação intelectual. O debate sobre Carolina é um tributo ao seu valioso legado, e mais, uma importante contribuição do Clube de Leitura de Icaraí para a disseminação dos valores literários de nossa cultura.