quarta-feira, 19 de abril de 2017

CONVITE PARA CINE CLUBE LITERÁRIO: EM PAUTA A POESIA DE ANA CRISTINA CÉSAR, NO SOLAR DO JAMBEIRO, NITERÓI.

 
 
 
A Assessoria de Projetos do Solar do Jambeiro, em parceria com o selo Niterói Filmes e o Núcleo de Produção Digital de Niterói, tem o orgulho de trazer um novo espaço para se pensar a literatura e o cinema, em relação. Com vocês, o CineClube Literário.
 
ENTRADA FRANCA! Na estreia, estará na tela o documentário "Bruta Aventura em Versos", dirigido por Letícia Simões.
 
 
 
 
Sinopse - A escritora Ana Cristina César foi um ícone da poesia marginal dos anos 1970 no Rio de Janeiro. Ela se matou em 1983, aos 31 anos, deixando inúmeros leitores e adeptos. Partindo da apropriação de sua obra por outros artistas, o documentário procura captar a beleza e a originalidade de sua escrita através do olhar de atores, dançarinos, poetas e amigos. O filme une, pela primeira vez, imagens históricas de Ana Cristina enquanto constrói uma narrativa audiovisual a partir de seus poemas.
 
 
 
 
 
 
 
UM POUCO SOBRE ANA CRISTINA CESAR
 
 
 
Ana Cristina Cruz Cesar nasceu em Niterói, 2 de junho de 1952 foi uma poeta e tradutora brasileira, conhecida como Ana Cristina Cesar (ou Ana C.). É considerada um dos principais nomes da geração mimeógrafo da década de 1970, e tem o seu nome muitas vezes vinculado ao movimento de Poesia Marginal. Em 2016, foi homenageada na Festa Literária Internacional de Paraty.
 

 
Filha do sociólogo e jornalista Waldo Aranha Lenz Cesar (fundador da Editora Paz e Terra) e de Maria Luiza Cruz, Ana Cristina nasceu em uma família culta e protestante de classe média. Irmã de Flávio (viúvo de Gabriela Leite, fundadora da Daspu) e Filipe.
 
Antes mesmo de ser alfabetizada, aos seis anos de idade, já ditava poemas para sua mãe. Em 1969, Ana Cristina Cesar viajou à Inglaterra em intercâmbio e passou um período em Londres, onde travou contato com a literatura em língua inglesa.
 
Quando regressou ao Brasil, com livros de Emily Dickinson, Sylvia Plath e Katherine Mansfield nas malas, dedicou-se a escrever e a traduzir, entrando para a Faculdade de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), aos dezenove anos.
 
 
Cesar começou a publicar poemas e textos de prosa poética na década de 1970 em coletâneas, revistas e jornais alternativos. Seus primeiros livros, Cenas de Abril e Correspondência Completa, foram lançados em edições independentes.
 
As atividades de Ana Cristina não pararam: pesquisa literária, mestrado em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), outra temporada na Inglaterra para um mestrado em tradução literária (na Universidade de Essex), em 1980, e a volta ao Rio, onde publicou Luvas de Pelica, escrito na Inglaterra.
 
Em suas obras, Ana Cristina Cesar mantém uma fina linha entre o ficcional e o autobiográfico.
 
Cometeu suicídio aos trinta e um anos, atirando-se pela janela do apartamento dos pais, no sétimo andar de um edifício da Rua Toneleros, em Copacabana.
 
Armando Freitas Filho, poeta brasileiro, foi o melhor amigo de Ana Cristina Cesar, para quem ela deixou a responsabilidade de cuidar postumamente das suas publicações. O acervo pessoal da autora está sob tutela do Instituto Moreira Salles. A família fez a doação mediante a promessa de os escritos ficarem no Rio de Janeiro. Contudo, sabe-se que muitas cartas de Ana Cristina Cesar foram censuradas pela família, principalmente as recebidas do escritor Caio Fernando Abreu.  Faleceu no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 1983.
 
 
 
 

Principais obras

 

 

Poesia

Cenas de abril (1979)

Correspondência completa (1979)

Luvas de pelica (1980)

A Teus Pés(1982)

Inéditos e Dispersos (1985)

Novas Seletas (póstumo,

organizado por Armando Freitas Filho).

Poética (obra completa, 2015).


 






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