terça-feira, 4 de abril de 2017

CONVITE PARA SESSÃO EM HOMENAGEM A ANTÔNIO CALLADO, NA ACADEMIA NITEROIENSE SE LETRAS.


 
 
 
 
A Academia Niteroiense de Letras convida para a sessão em homenagem a Antônio Callado, por ocasião de seu centenário.
 
 
 
 
A oradora será a Sr.ª  Ana Arruda Callado, viúva do homenageado.
Data- dia 05 de abril (4ª feira)
Horário - 17 horas
Local - Auditório Prof. Amaury Pereira Muniz, na Fundação Municipal de Educação de Niterói, rua Visconde do Uruguai, nº 414, Centro, Niterói, ao lado da Academia Niteroiense de Letras.( Ponto de referência: Jardim São João)
 
 
 
 
 
Antônio Callado (Antônio Carlos Callado), jornalista, romancista, biógrafo e teatrólogo, nasceu em Niterói, RJ, em 26 de janeiro de 1917, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28 de janeiro de 1997.
 
Ingressou na Faculdade de Direito em 1936 e, no ano seguinte, começou a trabalhar, como repórter e cronista, em O Correio da Manhã. Iniciava aí uma carreira jornalística que lhe proporcionou muitas viagens e contato com alguns dos temas de sua obra.
 
Diplomou-se em Direito em 1939. Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, foi contratado pela BBC de Londres como redator, lá trabalhando até maio de 1947.
 
Num período intermediário, de novembro de 1944 a outubro de 1945, trabalhou também no serviço brasileiro da Radio-Diffusion Française, em Paris (a sede do Serviço ficava nos Champs-Elysées e seu chefe era o escritor Roger Breuil). Em 1943, casou-se com a inglesa Jean M. Watson, com quem teve três filhos. Casou-se, em 1977, com a professora e jornalista Ana Arruda Callado.
 
Ao retornar ao Brasil voltou a trabalhar n’O Correio da Manhã e também passou a colaborar em O Globo. Foi redator-chefe do Correio da Manhã de 1954 a 1960, quando foi contratado pela Enciclopédia Britânica para chefiar a seção de uma nova enciclopédia, a Barsa, publicada em 1963.
 
Foi em seguida redator do Jornal do Brasil, que o enviou, em 1968, ao Vietnã em guerra. Em 1974 esteve como Visiting Scholar em Corpus Christi College, Universidade de Cambridge, Inglaterra. Passou o segundo semestre de 1981 lecionando, como Visiting Professor, na Columbia University, Nova York. Aposentou-se como jornalista em 1975, mas continuou a colaborar na imprensa. Em abril de 1992 tornou-se colunista da Folha de S. Paulo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Além das atividades jornalísticas, dedicou-se sempre à literatura. Ainda jovem pôde ler, na biblioteca do pai, os autores europeus que mais tarde marcariam seu trabalho, sobretudo franceses e ingleses, como Proust e Joyce, ao lado de alguns brasileiros, como Machado de Assis e José de Alencar.
 
Nos seus dois primeiros romances, Assunção de Salviano (1954) e A madona de cedro (1957), persiste uma nítida preocupação religiosa a informar e até mesmo a condicionar o transcurso da aventura e a temática.
 
Mas o encontro entre o escritor e os principais temas de sua obra deu-se através do jornalismo, que o levou, além dos anos passados na Europa, a lugares como Bogotá, Washington, Xingu e Havana, que enriqueceram a sua bibliografia com livros de reportagem e obras literárias engajadas com as grandes questões de seu tempo.
 
Entre os mais importantes, estão Quarup (1967), Bar Don Juan (1971), Reflexos do baile (1976), Sempreviva (1981), que apresentam um retrato do Brasil durante o regime militar, do ponto de vista dos opositores. Seu engajamento lhe custou duas prisões: uma em 1964, logo após o golpe militar, e outra em 1968, após o fechamento do Congresso com o AI-5.
 
Teatrólogo, reuniu quatro de suas peças no volume A Revolta da Cachaça, em 1983. Uma delas, Pedro Mico, encenada em muitas ocasiões, foi transformada em filme que teve como ator principal o ex-jogador de futebol Pelé. Em março de 1987 participou, em Paris, do Salon du Livre, a convite do Ministério da Cultura da França. Em novembro de 1990 representou o Brasil na semana “De Gaulle en son siècle”, comemorativa do centenário do General Charles de Gaulle.
 
Em 1958 recebeu, na Embaixada da Itália no Rio de Janeiro, a medalha da Ordem do Mérito da República Italiana. Em 1982 foi à Alemanha, como vencedor do Prêmio Goethe, do Goethe Institut do Rio de Janeiro, com o romance Sempreviva.
 
Em setembro de 1985 recebeu, pelo conjunto de suas obras, o Prêmio Brasília de Literatura, da Fundação Cultural do Distrito Federal.
 
Em outubro de 1985 recebeu, na Embaixada da França em Brasília, a Medalha das Artes e das Letras, das mãos do Ministro da Cultura Jack Lang; em maio de 1986, o prêmio Golfinho de Ouro, de Literatura, outorgado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro; em 1989, o troféu Juca Pato, da União Brasileira dos Escritores, por ter sido eleito “Intelectual do Ano”.
 
Era membro da The Corpus Association, do Corpus Christi College, Cambridge (Inglaterra).
 
Quarto ocupante da cadeira 8, foi eleito em 17 de março de 1994, na sucessão de Austregésilo de Ataíde, e recebido pelo acadêmico Antônio Houaiss em 12 de julho de 1994.

 
 
 
 
 
APOIO NA DIVULGAÇÃO
 
 
 
 
 



 

 

 
 
 

Um comentário:

Luiz Carlos Lemme disse...

Um ícone incontestável da literatura nacional, Antonio Callado é também um marco de cidadania e de ativismo na causa política das humanidades.
Revisitá-lo, ciceroniados pela viúva, Ana Arruda Callado, é uma oportunidade rara de testemunhar um trecho autêntico da história e de adquirirmos um pedaço vivo da memória cultural brasileira.