segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

"OBRA REUNIDA" DE VINÍCIUS DE MORAES - CAIXA - CAPA DURA. EM TODAS AS LIVRARIAS DO PAÍS.


 
 

 
 
 
Vinicius de Moraes dispensa apresentações. O escritor vem encantando gerações com seus poemas, suas músicas gravadas por incontáveis intérpretes, seus textos em prosa, suas peças de teatro. Diante de um conteúdo variado e vasto, optou-se por dividir a obra em dois volumes, para uma leitura mais confortável. O primeiro abriga a poesia e a prosa poética de Vinicius, introduzidas pelo belo texto de sua irmã Laetitia Cruz de Moraes. O segundo é dedicado à prosa, ao teatro e ao conhecidíssimo cancioneiro do autor. Coube a Eucanaã Ferraz a tarefa de organizar a obra, estabelecendo o texto e corrigindo erros que vinham se perpetuando ao longo dos anos. Um trabalho criterioso, que se evidencia em todos os detalhes e faz brilhar o gigante das nossas letras que é Vinicius de Moraes.
 
No último dia 31 de outubro, Dia Nacional da Poesia, a Editora Nova Fronteira lançou “A Obra Reunida de Vinicius de Moraes”, um nome que dispensa apresentações. Em linhas gerais, trata-se de toda a produção em música, poesia, prosa e teatro do escritor. Um vasto material reunido numa bela caixa com dois volumes em capa dura que foram organizados pelo professor e pesquisador Eucanaã Ferraz. Aliás, em 2004, ele já fora requisitado pela Nova Aguilar, para realizar um trabalho semelhante que, esgotado nas livrarias, ainda pode ser facilmente encontrado em sebos.
 
Com treze anos de diferença, as duas edições possuem vantagens e desvantagens e é importante conhecê-las, para decidir qual comprar. Por exemplo, a Fortuna Crítica da Nova Aguilar é bastante extensa, enquanto que a da Nova Fronteira resume-se à Cronologia e ao texto introdutório “Vinicius, Meu Irmão”, de Laetitia Cruz de Moraes. Em contrapartida, os dois novos volumes possuem a mais completa seleção de poemas não publicados em livros pelo escritor; um capítulo inédito, inteiramente dedicado ao seu cancioneiro; e outra novidade: toda a estrutura do que deveria ser o musical “Pobre Menina Rica”. Vinicius jamais deu o texto como acabado, mas, pelo que há dele, é possível ser montado.
 
Excetuando as letras das canções que estão em ordem alfabética, toda a obra obedece a sequência cronológica, logo, é possível observar sua evolução, isto é, de como o poeta foi do sagrado ao profano, ou melhor, passou de uma clara preocupação religiosa no início da carreira para temas mais mundanos tal como o cotidiano e, em especial, as relações amorosas.
 
Outro aspecto que merece atenção é que o todo o texto está corrigido, isento de erros que vinham se perpetuando ao longo dos anos através de antigas publicações. Para tal, Eucanaã contou com a ajuda de Daniel Gil, doutorando em literatura brasileira e especialista em Vinicius.
 
Com relação aos aspectos físicos da edição, o papel escolhido é de boa qualidade e atendeu minhas expectativas assim como a diagramação, apesar do tamanho da fonte ser um pouco menor do que a habitual. Os projetos gráfico e visual primam pela elegância, contudo, senti falta de fotografias que sempre enriquecem a leitura.
 

 

Esta publicação da "Obra reunida de Vinicius de Moraes", pela Nova Fronteira, com a organização de Eucanaã Ferraz, ficou um primor! Em certos pontos, até superou a "Poesia Completa e Prosa de Vinicius", editada em papel bíblia pela Editora Nova Aguilar e organizada por Alexei Bueno. A presente edição, embora não traga uma extensa fortuna crítica, corrige erros das edições anteriores e traz, pela primeira vez numa obra reunida, o livro de poesias "História natural de Pablo Neruda" e a peça de teatro "Pobre menina rica". Esta é uma edição muito caprichada e rica em conteúdo. Reúne a poesia, a prosa, o teatro e as músicas de Vinicius de Moraes. São mais de vinte livros reunidos! O conteúdo é tão amplo que a letra teve o seu tamanho reduzido para caber nos dois volumes! A meu ver, a edição ficou agradável para a leitura: a tipografia das letras é limpa e as páginas são amareladas e em papel de boa qualidade, em um box e com capa dura! Traz ainda uma introdução de quase trinta páginas com o belíssimo e clássico texto "Vinicius, meu irmão", escrito por Laetitia Cruz de Moraes. Esta edição faz jus à importância do "Poetinha", apelido carinhoso que Vinicius recebeu por gostar de falar no diminutivo, mesmo em situações difíceis! Dizem que, certa feita, ele ligou do hospital para um amigo, justificando a impossibilidade de comparecer a um encontro, com a seguinte justificativa: "Sofri um enfartinho!". Recomendo demais a leitura desta Obra reunida de Vinicius, que, além do mais, tem um preço super acessível! Para quem tiver interesse, indico também a leitura do livro "Vinicius de Moraes, o poeta da paixão", de José Castello, que é a melhor biografia deste poeta que viveu em eterna poesia e por quem é impossível não se apaixonar!   
Marcus Sander Júnior.













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