sexta-feira, 13 de março de 2026

COMUNIDADE ELISTA: UNIÃO QUE SE RENOVA. A FORÇA VIVA DAS CÉLULAS ELISTAS

 

A comunidade elista segue firme, irmanada e ativa, demonstrando em cada encontro, cada convite e cada celebração, a força de um movimento que transcende fronteiras e se mantém vivo pelo compromisso de seus membros. A multiplicidade de festivas que se espalham pelas diferentes cidades e clubes é a prova concreta de que o Elos não é apenas uma instituição, mas sim uma rede pulsante de amizade, cultura e solidariedade.

Cada card, cada convite, carrega em si mais do que informações práticas de data, local e horário. Eles são testemunhos da vitalidade das células elistas, que se organizam com dedicação para manter acesa a chama da convivência e da fraternidade. Seja em São Paulo, São Bernardo, Praia Grande, Lisboa, Teresópolis ou São Vicente, o que se vê é uma comunidade que não se deixa abater pelo tempo, mas que se renova constantemente, reafirmando sua identidade e seus valores. 

Os encontros gastronômicos, como os jantares e pizzadas, revelam o lado acolhedor e festivo do Elos. São momentos em que o sabor da mesa se mistura ao sabor da amizade, criando memórias que fortalecem os laços entre companheiros e convidando novos membros a se integrarem. Mais do que simples refeições, são celebrações da vida comunitária, onde cada detalhe, do cardápio ao ambiente, é pensado para reforçar a união. 

As festivas temáticas, como as homenagens às mulheres ou os eventos culturais ligados à língua materna e à literatura, mostram a dimensão intelectual e social da atuação elista. O Elos não se limita ao convívio; ele se abre para o mundo, promovendo reflexões, palestras e debates que enriquecem a comunidade e a sociedade. Ao trazer convidadas especiais, como representantes da Polícia Militar, ou ao dedicar espaço para a obra de Clarice Lispector, o movimento reafirma seu compromisso com a valorização da cultura, da educação e da cidadania.

A diversidade dos eventos também revela a amplitude da atuação das células. Cada clube imprime sua marca, sua identidade, mas todos convergem para o mesmo propósito: manter viva a essência do Elos. Seja na reinauguração de um salão de festas, na posse de uma nova diretoria ou na celebração de datas simbólicas, o que se vê é uma comunidade que se expande e se fortalece, sem perder de vista seus princípios fundadores. 

Essa multiplicidade de convites é, portanto, um retrato da dimensão da comunidade elista. Cada evento é uma peça de um mosaico maior, que mostra como o Elos se mantém ativo e relevante. A soma dessas iniciativas revela uma rede que não apenas sobrevive, mas floresce, adaptando-se aos tempos e às necessidades, sem perder sua essência de fraternidade e união.

O que impressiona é a constância e a regularidade dessas festivas. Elas não são esporádicas, mas sim parte de um calendário vivo, que pulsa em diferentes cidades e países. Essa continuidade é a prova de que o Elos é mais do que uma ideia: é uma prática cotidiana, sustentada pelo esforço coletivo e pela dedicação de seus membros. Cada convite é um lembrete de que a comunidade está viva, que os laços estão firmes e que a chama da amizade continua acesa.

Assim, ao observarmos a dimensão das festivas, temos a clara noção da atuação das células elistas. Elas são o motor que mantém o movimento em marcha, garantindo que a tradição se renove e que os valores se perpetuem. A comunidade elista não é estática; ela é dinâmica, criativa e resiliente, capaz de se reinventar sem perder sua essência.

Em tempos em que tantas instituições enfrentam desafios para manter sua relevância, o Elos se destaca por sua capacidade de mobilizar pessoas, de criar espaços de convivência e de promover cultura e solidariedade. A cada convite, a cada card, vemos não apenas um evento, mas um testemunho da força de uma comunidade que permanece unida e ativa.

O Elos é, portanto, uma comunidade que se constrói no dia a dia, nos encontros, nas celebrações e nas reflexões. É uma rede que se fortalece pela diversidade de suas células e pela unidade de seus propósitos. E é justamente essa combinação, diversidade e unidade, que garante sua vitalidade e sua permanência.

Que cada festiva continue sendo um marco dessa trajetória, reafirmando que a comunidade elista segue irmanada, ativa e comprometida com seus valores. Que cada convite seja mais do que um chamado: seja um símbolo da força de um movimento que não se apaga, mas que se renova a cada encontro, a cada celebração, a cada gesto de fraternidade.

 

© Alberto Araújo

Diretor Cultural do Elos Internacional














VÍDEO DA POSSE DA DIRETORIA DO ELOS CLUBE DE NITERÓI - PRESIDENTE JOCELIN MARRY VIANA NERY DA SILVA

(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)

Na noite de 9 de março de 2026, a Câmara Municipal de Niterói transformou-se em palco de um dos mais significativos eventos culturais da cidade: a solenidade de posse da nova diretoria do Elos Clube de Niterói. A cerimônia, realizada com rigor protocolar e emoção contagiante, reuniu autoridades, representantes culturais e membros da comunidade, reafirmando o papel da cidade como polo de integração da lusofonia e da cultura internacional. 

Pontualmente às 19h, a cerimonialista Irma Lasmar Sirieiro deu início à sessão solene, convidando personalidades para compor a mesa presidencial: Matilde Slaibi Conti, presidente honorária e referência cultural; Márcia Pessanha, governadora do Distrito 8 do Elos Internacional; Jocelin Marry Nery, presidente do Elos Clube de Niterói; e Nagib Slaibi Filho, diretor jurídico do Elos Internacional.

Em seu discurso inicial, Matilde Slaibi Conti emocionou os presentes ao destacar a importância da cultura como elo de união entre povos e como patrimônio vivo da cidade. Recordou as palavras do Apóstolo Paulo em sua célebre carta aos Coríntios: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine... O amor tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” Este hino ao amor nos lembra que, sem amor, nada vale. E é justamente o amor,  pela cultura, pela língua portuguesa, pela amizade entre os povos, que sustenta e guia o Elos Clube. 

O jornalista Alberto Araújo, ao definir a epígrafe da gestão, sintetizou o espírito que conduzirá o biênio 2026-2027: “Unidos pela Língua, Fortalecidos pelo Elismo!” Um lema que traduz a missão de fortalecer os laços da lusofonia e celebrar a diversidade cultural.

Coube à governadora do Distrito 8, Márcia Pessanha, a honra de conduzir um dos momentos mais simbólicos da cerimônia. Com firmeza e delicadeza, dirigiu-se à nova diretoria, destacando a relevância da missão que cada membro assume ao integrar a gestão. Em seguida, convidou todos os diretores ao centro do salão, onde receberam seus certificados e realizaram a assinatura do livro de posse. Esse gesto, carregado de significado, oficializou não apenas a responsabilidade administrativa, mas também o compromisso coletivo com os valores do elismo: amizade, solidariedade e cultura. 

Momento em que a elista Jocelin Marry profere seu discursode posse como presidente. 

A nova diretoria do Elos Clube de Niterói para o biênio 2026-2027 foi assim oficializada: 

Presidente: Jocelin Marry Viana Nery da Silva

Vice-presidente: Karin Ferreira Dias Rangel

1ª Secretária: Flávia Cristina Rosário da Silva

2ª Secretária: Ana Maria Felicidade Coimbra Tourinho

Tesoureiro: Rubens Carrilho Fernandes 

O Conselho Deliberativo, formado por Zeneida Apolônio Seixas, Riva Maria Leite Costa e Francisco Carlos de Souza Vignoli, reforça a solidez da gestão e a continuidade da tradição elista. 

Recentemente reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, o Elos Clube de Niterói reafirma sua missão de promover amizade, paz e cultura entre os povos de língua portuguesa. 

A noite foi enriquecida pela apresentação musical do maestro Joabe Ferreira e da Companhia Artística Cantate Diem, que emocionaram os presentes com repertório de excelência. O coquetel de encerramento, preparado pela chef Beth Schueler, proporcionou momentos de confraternização e celebração.

Mais do que um ato administrativo, a solenidade foi um marco cultural. Representou a continuidade de uma trajetória de dedicação à cultura e à amizade, valores que sustentam o Elos Clube desde sua fundação. A nova presidente, Jocelin Marry Nery, destacou em seu discurso a missão do elismo em fortalecer os laços de solidariedade e honrar a história de Niterói, reafirmando que o clube seguirá como corrente de união e esperança.

A noite de 9 de março de 2026 ficará registrada como um momento de emoção, reconhecimento e esperança. A posse da nova diretoria do Elos Clube de Niterói consolidou a cidade como espaço de integração cultural e de celebração da diversidade.

Mais do que uma cerimônia, foi a celebração de um sonho coletivo, que une vozes e talentos em torno da arte, da literatura e da amizade entre os povos. O Elos Clube de Niterói, fortalecido por sua nova gestão, reafirma que a cultura é ponte, é diálogo e é amor, virtude suprema que guia nossos passos e ilumina o futuro da lusofonia. 

CRÉDITOS DAS FOTOS


Alberto Araújo

Aldo da Silva Pessanha

Euderson Kang Tourinho

Sergio Gomes – ASCOMCMN





ACADEMIA NACIONAL DE MEDICINA: UMA TARDE DE HOMENAGENS E SABERES - FOCUSPORTAL CULTURAL

 

Na tarde de 12 de março de 2026, a Academia Nacional de Medicina (ANM) viveu um encontro marcado pela emoção, pela memória e pela celebração do conhecimento. Em sua reunião semanal, os acadêmicos se reuniram para prestar tributo e, ao mesmo tempo, celebrar novos frutos da produção científica e literária que engrandecem a medicina brasileira. 

O momento inicial foi dedicado à lembrança do ilustre acadêmico Omar da Rosa Santos, médico nefrologista de reconhecida excelência, escritor de rara sensibilidade e presença marcante em diversas instituições culturais e científicas. Imortal da ANM, da Academia de Medicina do Rio de Janeiro (AMRJ), da Academia Brasileira de Médicos Escritores (ABMM) e da Academia Brasileira de Médicos Escritores e Artistas (ABRAMES), entre outras, Omar  partiu para o Parnaso, em novembro de 2025 e deixou um legado que ultrapassa a prática médica, alcançando a literatura e o pensamento humanista. Sua memória foi evocada com respeito e gratidão, reafirmando o papel da ANM como guardiã da tradição e da história da medicina nacional. 

Na sequência, durante o tradicional Chá dos Acadêmicos, a tarde ganhou contornos de celebração com o lançamento da obra Patologia da Tireoide – Fundamentos e Conceitos Básicos, organizada pelo acadêmico Prof. Dr. Carlos Alberto Basílio de Oliveira, renomado patologista. O livro, fruto de um esforço coletivo, contou com a colaboração de 22 coautores, entre eles nomes de destaque como Denise Pires de Carvalho, Euderson Kang Tourinho, Rosita Fontes e Teresa Gutman. Trata-se de um tratado que busca oferecer fundamentos sólidos e conceitos essenciais sobre a patologia da glândula tireoide, contribuindo para a formação de médicos e pesquisadores e consolidando o papel da ANM como espaço de difusão do saber científico. 

O lançamento foi também ocasião de reencontros calorosos. A presença da professora Denise Pires de Carvalho, ex-reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atual presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e professora titular da UFRJ, trouxe alegria e simbolizou a união entre academia e gestão pública da educação superior. Ao lado dela, estiveram personalidades queridas como Ernesto Rymer, Marilza de Abreu Fialho, Tito de Abreu Fialho Filho, Marcelo Daher, Maurício e Ana Magalhães, Antônio e Teresa Gutman, Euderson Kang Tourinho e Ana Maria Tourinho entre outros amigos e colegas que reforçam o espírito comunitário e afetivo que permeia a vida acadêmica.

A reunião da ANM, portanto, não se limitou a ser um encontro protocolar. Foi uma celebração da memória de um mestre que partiu, mas cuja obra permanece viva, e ao mesmo tempo um ato de afirmação da vitalidade da medicina brasileira, que segue produzindo conhecimento de ponta e formando redes de colaboração. A homenagem a Omar da Rosa Santos e o lançamento da obra de Carlos Alberto Basílio de Oliveira se entrelaçaram em um mesmo gesto: o de reconhecer o passado e projetar o futuro, mantendo viva a chama da ciência e da cultura.

Esse encontro reafirma a vocação da Academia Nacional de Medicina como espaço de diálogo entre tradição e inovação, entre memória e criação. Ao recordar seus imortais e celebrar novas obras, a ANM cumpre sua missão de ser guardiã da história e promotora do avanço científico, sempre em sintonia com os valores humanistas que dão sentido à prática médica.

Créditos das fotos:

Compartilhadas por Ana Maria Tourinho 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural































ELOS INTERNACIONAL: A FORÇA VIVA DA LUSOFONIA A BANDEIRA DA LUSOFONIA TREMULA NO CORAÇÃO DE QUEM ACREDITA NA FORÇA DA PALAVRA!

O Elos Internacional reafirma sua vitalidade e relevância no cenário da cultura lusófona. A instituição, que há décadas se dedica à preservação e difusão da língua portuguesa como instrumento de união entre povos, vive um momento de renovação e força, consolidando-se como referência no diálogo cultural entre comunidades espalhadas pelo mundo. Suas células elistas permanecem pulsantes e irmanadas, fortalecendo o coração da palavra lusófona. 

Sob a presidência de Matilde Slaibi Conti, o movimento elista encontra uma liderança firme e visionária. Matilde tem conduzido o Elos com dedicação e sensibilidade, promovendo iniciativas que reforçam o papel da língua portuguesa como patrimônio imaterial e como elo de identidade entre diferentes nações. Sua atuação é marcada pela valorização da tradição, sem perder de vista os desafios contemporâneos, garantindo que o Elos se mantenha atual e necessário. 

Ao lado da presidente, o vice-presidente Sidney Cardoso da França desempenha papel essencial na consolidação das ações da instituição. Sua presença ativa e comprometida fortalece a estrutura diretiva, assegurando que cada projeto seja sustentado por bases sólidas e que o movimento avance com consistência. Sidney representa a continuidade e a energia que impulsionam o Elos a expandir sua atuação e a alcançar novos públicos. 

A diretoria do Elos Internacional, composta por nomes que compartilham a mesma paixão pela cultura lusófona, merece igualmente destaque. São homens e mulheres que, com trabalho constante e muitas vezes silencioso, constroem os alicerces que permitem ao movimento florescer. Cada iniciativa, cada encontro e cada publicação reforçam o compromisso coletivo de manter viva a chama da lusofonia. 

O movimento elista nasceu do ideal de unir povos pela língua, e hoje esse ideal se mostra mais atual do que nunca. Em tempos de globalização e de desafios culturais, o Elos Internacional surge como espaço de encontro e de celebração, reafirmando que a língua portuguesa é ponte de diálogo e de paz. A instituição demonstra que a cultura pode ser instrumento de aproximação e que a lusofonia é um patrimônio que merece ser exaltado e protegido.

Matilde Slaibi Conti e Sidney Cardoso da França, junto com toda a diretoria, são guardiões dessa bandeira que tremula no coração da lusofonia. Eles representam a certeza de que o Elos não é apenas memória, mas também futuro. É um movimento que se reinventa, que se abre às novas gerações e que permanece fiel à sua essência: unir pela língua, celebrar pela cultura e fortalecer pela amizade.

Ao parabenizar o Elos Internacional, celebramos também a esperança de que a língua portuguesa continue a ser instrumento de união entre continentes, de que o movimento elista siga inspirando novas vozes e de que a bandeira do Elos permaneça erguida, firme e altiva, no coração de todos que acreditam na força da cultura.

© Alberto Araújo

Diretor Cultural – Elos Internacional


 

quinta-feira, 12 de março de 2026

09 - O TEMPO, A CIDADE E A MEMÓRIA - ENSAIO LITERÁRIO-CULTURAL DE © ALBERTO ARAÚJO


Há algo de profundamente humano na tentativa de capturar o tempo. Desde os primeiros mitos, passando pelas epopeias, até os romances modernos, a literatura sempre se ocupou de dar forma ao que escapa: o instante, o gesto, a lembrança. O tempo é o grande protagonista invisível da cultura, e a cidade, sua arena. É nesse espaço urbano que se entrelaçam memórias individuais e coletivas, que se erguem monumentos e se apagam rastros, que se escreve, em pedra, em papel ou em pixels, a narrativa da civilização. 

A cidade é um texto em constante reescrita. Cada rua, cada praça, cada edifício carrega camadas de histórias, como um palimpsesto que nunca se apaga por completo. O Rio de Janeiro, por exemplo, é simultaneamente a cidade colonial, a capital imperial, a metrópole modernista e o palco da cultura popular. Caminhar por suas ruas é atravessar séculos em minutos. O mesmo vale para Lisboa, Paris ou Buenos Aires: cidades que se reinventam sem jamais apagar o que foram. 

A literatura urbana, de Baudelaire a João do Rio, soube captar esse movimento. O flâneur, figura que observa e se perde na multidão, é metáfora do leitor moderno: alguém que recolhe fragmentos, que encontra sentido no acaso, que transforma o banal em poesia. A cidade é, portanto, não apenas cenário, mas personagem. 

O tempo como matéria estética 

Se a cidade é o palco, o tempo é o enredo. A arte sempre buscou formas de resistir à sua erosão. A pintura congela o instante, a música o dilata, a literatura o reinventa. Proust, em sua monumental busca pelo tempo perdido, mostrou que a memória não é simples registro, mas recriação. O sabor da madeleine não devolve o passado tal qual foi, mas o reinventa, dando-lhe nova vida. 

Na cultura contemporânea, marcada pela aceleração digital, o tempo parece ainda mais fugidio. As redes sociais transformam o presente em espetáculo contínuo, em que cada segundo é consumido e descartado. Mas, paradoxalmente, essa mesma velocidade gera uma nostalgia precoce: lembramos de ontem como se fosse uma era distante. O tempo, mais do que nunca, é tema central da experiência cultural. 

A memória como resistência 

Se o tempo escapa e a cidade se transforma, a memória é o fio que nos ancora. Ela não é apenas lembrança individual, mas também construção coletiva. Museus, arquivos, bibliotecas e até festas populares são formas de preservar e transmitir experiências. A literatura, nesse sentido, é uma das mais poderosas máquinas de memória já inventadas. 

Machado de Assis, ao narrar o Rio do século XIX, não apenas descreveu uma cidade, mas fixou um modo de pensar, de sentir, de ironizar. Ler Machado hoje é reencontrar não apenas personagens, mas também uma atmosfera cultural que, sem sua obra, estaria perdida. O mesmo vale para García Márquez e sua Macondo, para Joyce e seu Dublin, para Clarice Lispector e sua introspecção carioca. 

Cultura como diálogo entre tempos 

A cultura é, em última instância, um diálogo entre tempos. O presente lê o passado e projeta o futuro. O cinema revisita mitos antigos, a música sampleia melodias esquecidas, a literatura reescreve narrativas clássicas. Esse movimento não é repetição, mas reinvenção. Cada geração encontra novas formas de dizer o que já foi dito, porque cada tempo exige sua própria linguagem.

O samba, por exemplo, nasceu como expressão marginal, mas tornou-se símbolo nacional. O hip-hop, surgido nas periferias urbanas, hoje dialoga com a alta cultura. Ambos mostram como o tempo transforma o que era resistência em patrimônio, sem que perca sua força original.

O ensaio como forma de pensar 

Este próprio texto, um ensaio, é também parte dessa tradição. O ensaio é a forma literária que melhor traduz a inquietação cultural: não busca conclusões definitivas, mas abre caminhos, propõe diálogos, lança perguntas. É uma escrita que se move como o flâneur, recolhendo fragmentos e tentando dar-lhes sentido. É, portanto, uma forma de resistência ao tempo: ao invés de fixar verdades, preserva a dúvida, que é sempre atual.

Conclusão: o tempo que nos habita

No fim, talvez seja o tempo que nos habita, e não o contrário. Somos feitos de memórias, de cidades, de culturas que nos atravessam. A literatura e a arte não vencem o tempo, mas o transformam em matéria viva. A cidade, com seus muros e suas vozes, é testemunha dessa luta. E a memória, frágil e poderosa, é o que nos permite continuar a contar histórias. 

Assim, o ensaio literário-cultural é também um gesto de esperança: ao escrever, ao pensar, ao lembrar, resistimos à erosão do tempo. E, nesse ato, criamos não apenas cultura, mas humanidade. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

CARVALHO, C. P. J. Memória e literatura: reflexões a partir das biografias. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 21, p. 1–14, 2025.

OLIVEIRA, H. S.; CAVALCANTE, L. E. Memória, cidade e bibliofilia. Informação em Pauta, Fortaleza, v. 4, n. 2, p. 137–155, 2019.

PESAVENTO, S. J. Cidade, espaço e tempo: reflexões sobre a memória e o patrimônio urbano. Revista da UFRGS, Porto Alegre, 2003.










 

HOMENAGEM AOS BIBLIOTECÁRIOS – GUARDIÕES DO CONHECIMENTO - © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL

No dia 12 de março, celebramos uma das profissões mais nobres e essenciais para a sociedade: o bibliotecário. Esta data, instituída em 1980, marca o nascimento de Manuel Bastos Tigre, considerado o primeiro bibliotecário concursado do Brasil, e simboliza o reconhecimento da importância desses profissionais que dedicam suas vidas à organização, preservação e disseminação da informação. 

O bibliotecário é muito mais do que o responsável por prateleiras e estantes. Ele é o mediador entre o saber e o cidadão, o elo que conecta pessoas às ideias, às histórias e às descobertas que moldam nossa cultura e nosso futuro. Em um mundo cada vez mais inundado por informações, muitas vezes desencontradas ou superficiais, o bibliotecário se destaca como o guia seguro que orienta o caminho para o conhecimento verdadeiro e confiável. 

Nas bibliotecas escolares, universitárias, comunitárias e digitais, o trabalho do bibliotecário é silencioso, mas profundamente transformador. Ele organiza acervos, cataloga obras, preserva documentos históricos e, sobretudo, promove o acesso democrático à informação. Cada livro bem localizado, cada artigo científico disponibilizado, cada dado preservado é fruto de um trabalho minucioso que exige dedicação, técnica e paixão pelo conhecimento. 

O papel do bibliotecário, no entanto, não se limita ao espaço físico das bibliotecas. Com a revolução digital, esses profissionais expandiram sua atuação para plataformas virtuais, bases de dados, repositórios acadêmicos e sistemas de informação. Hoje, eles são protagonistas na curadoria de conteúdos digitais, na gestão de informação em empresas e órgãos públicos, e na luta contra a desinformação que ameaça a sociedade contemporânea. Sua missão permanece a mesma: garantir que o conhecimento esteja acessível, organizado e preservado para todos. 

Celebrar o Dia do Bibliotecário é reconhecer que sem eles nossa memória coletiva estaria dispersa, nossa cultura fragmentada e nosso acesso ao saber comprometido. É lembrar que cada estudante que encontra o livro certo para sua pesquisa, cada cidadão que descobre sua história em um documento antigo, cada pesquisador que acessa uma base de dados confiável, deve parte dessa conquista ao trabalho incansável de um bibliotecário.

Neste 12 de março, rendemos nossas mais sinceras homenagens a todos os bibliotecários do Brasil. Que este dia seja marcado por gratidão e reconhecimento. Vocês são guardiões da memória, construtores de pontes entre gerações e defensores do direito à informação. Em cada biblioteca, seja ela física ou digital, pulsa o coração de um bibliotecário comprometido com a educação, a cultura e a cidadania. 

Parabéns, bibliotecários! Que sua profissão continue sendo valorizada e que sua dedicação inspire novas gerações a compreenderem que o conhecimento é a maior riqueza que podemos compartilhar. Que cada estante organizada, cada acervo preservado e cada usuário atendido seja um testemunho vivo da importância de sua missão. Hoje celebramos vocês, mas na verdade, todos os dias são dias em que sua presença faz diferença no mundo. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



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MENSAGEM DE HOMENAGEM – DIA DO BIBLIOTECÁRIO 

Neste 12 de março, data em que celebramos o Dia do Bibliotecário, o Focus Portal Cultural, sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, presta uma calorosa homenagem às bibliotecárias que enriquecem nossos grupos com sabedoria, dedicação e sensibilidade: Uyára Schiefer e Cleide Villela Abib. 

A vocês, que são arqueiras da memória, mediadoras do saber e incansáveis promotoras da cultura, nossa mais profunda admiração. O trabalho do bibliotecário transcende o ato de organizar livros, ele é um compromisso com a preservação da história, com o acesso democrático à informação e com a formação de uma sociedade mais consciente e crítica.

Uyára e Cleide, suas trajetórias são exemplos vivos da importância dessa profissão que transforma vidas silenciosamente, mas com impacto duradouro. Em cada acervo cuidado, em cada leitor orientado, em cada projeto cultural apoiado, vocês deixam marcas que reverberam para além das páginas dos livros. 

Que este dia seja celebrado com orgulho e reconhecimento. Que a luz do conhecimento, que vocês ajudam a manter acesa, continue iluminando caminhos e inspirando novas gerações. O Focus Portal Cultural se orgulha de tê-las como parte de sua rede de colaboradores e celebra com entusiasmo o legado que vocês constroem diariamente. 

Parabéns pelo Dia do Bibliotecário!

Com respeito, carinho e gratidão,

Focus Portal Cultural

Curadoria: Alberto Araújo




A NOITE: UM OLHAR CULTURAL



"A noite é a prova de que a luz não é a única coisa que brilha." Victor Hugo.

 

A noite sempre foi mais do que a simples ausência de sol; ela é o território do mistério, do sonho e da introspecção. Culturalmente, a noite é o momento em que as máscaras sociais caem e o indivíduo se volta para o seu mundo interior.

 

Na literatura, no cinema e nas artes visuais, o período noturno é frequentemente usado para simbolizar o desconhecido, o amor proibido ou a busca espiritual.

 

Enquanto o dia é o tempo do trabalho e da clareza, a noite é o tempo da inspiração. Muitos artistas encontram no silêncio noturno a voz necessária para criar, transformando a escuridão em um palco para a imaginação.

 

O ALTAR DA NOITE

SONETO DE © ALBERTO ARAÚJO

 

Despede-se o clarão, o dia morre,

A luz se esvai em tons de rubro e ouro.

A pressa se calou, o tempo corre,

E a sombra nos revela seu tesouro.

 

Cai a máscara, a alma se liberta,

No silêncio que o místico convida.

Não há ruído mais, a mente aberta,

Sente a voz mais interna desta vida.

 

Se o dia é o tempo do suor e lida,

A noite é o palco da imaginação,

Onde a esperança encontra sua medida.

 

Pois no escuro que traz introspecção,

A prova se faz em paz recebida:

A luz brilha também na escuridão.

 

© Alberto Araújo

 

 



LEIF OVE ANDSNES NO MUNICIPAL: UM ENCONTRO ÚNICO COM A ARTE DO PIANO

 


O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, palco histórico que já recebeu alguns dos maiores nomes da música mundial, abre suas portas para uma noite que promete ser memorável. No dia 17 de março de 2026, o público carioca terá a rara oportunidade de assistir ao pianista norueguês Leif Ove Andsnes, artista consagrado internacionalmente e reconhecido como um dos intérpretes mais sensíveis e completos de sua geração. 

Leif Ove Andsnes construiu uma carreira marcada pela excelência e pela busca constante de novas formas de expressão musical. Com mais de cinco dezenas de álbuns lançados, sua discografia é um verdadeiro panorama da história do piano, abrangendo desde obras barrocas até composições contemporâneas. Cada gravação revela não apenas sua técnica impecável, mas também uma capacidade rara de transmitir emoção e profundidade artística. 

Ao longo de sua trajetória, Andsnes foi convidado a atuar como artista residente em instituições de prestígio, como a Filarmônica de Berlim, a Filarmônica de Nova York e a Sinfonia de Gothenburg. Nessas experiências, deixou sua marca não apenas como intérprete, mas também como curador de programas que desafiaram convenções e ampliaram horizontes musicais. Sua atuação em festivais nos Estados Unidos e na Europa consolidou ainda mais sua reputação como um músico que une rigor técnico e espírito criativo. 

A lista de prêmios recebidos por Andsnes é extensa e significativa. Entre eles estão o Hindemith Prize Frankfurt, o Preis der Deutschen Schallplattenkritik e o Royal Philharmonic Society Music Awards. Além disso, o pianista já foi laureado sete vezes com o Gramophone Awards, uma das distinções mais importantes do universo fonográfico. Esses reconhecimentos não são apenas símbolos de prestígio, mas testemunhos da relevância de sua contribuição para a música clássica. 

No recital do Municipal, Andsnes propõe um diálogo entre dois universos musicais distintos: Frédéric Chopin e Leoš Janáček. De um lado, a poesia romântica de Chopin, com sua delicadeza melódica e riqueza harmônica; de outro, a intensidade emocional e a linguagem inovadora de Janáček, que transporta o ouvinte para paisagens sonoras cheias de dramaticidade e originalidade. Essa combinação promete oferecer ao público uma experiência estética única, capaz de revelar novas conexões entre tradição e modernidade. 

A vinda de Leif Ove Andsnes ao Brasil representa mais do que um concerto: é um acontecimento cultural de grande relevância. Em um país que valoriza a diversidade artística, receber um intérprete desse porte reforça o papel do Rio de Janeiro como centro de efervescência cultural e musical. O Theatro Municipal, com sua arquitetura imponente e sua história centenária, será o cenário perfeito para esse encontro entre artista e público. 

Os ingressos para o recital já estão em fase final de venda, e a expectativa é de casa cheia. Para os amantes da música, trata-se de uma oportunidade rara de testemunhar ao vivo a arte de um pianista que se tornou referência mundial. Mais do que um espetáculo, será uma celebração da música em sua forma mais pura e intensa.

SERVIÇO:

Data: 17 de março de 2026

Abertura das portas: 18h

Início do concerto: 19h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano, Centro


© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)

LEIF OVE ANDSNES - BALLADE IN G MINOR, OP. 23, NO.1 OFFICIAL VIDEO

O pianista norueguês Leif Ove Andsnes interpreta a Balada em Sol Menor, Op. 23, nº 1, de Frédéric Chopin. Gravação para o seu álbum "Chopin Ballades & Nocturnes".

► Adquira o álbum completo aqui:

https://LeifOveAndsnes.lnk.to/ChopinAY

"A primeira balada é uma de suas peças mais famosas. Você pode ir a qualquer conservatório ou universidade de música do mundo e ouvirá todos esses alunos praticando-a. Ela exerce um certo fascínio sobre todos os pianistas, e isso é compreensível. É simplesmente uma peça perfeita para piano. É apenas uma linha, uma linha em uníssono, subindo, ambas as mãos tocando a mesma coisa, não exatamente uma melodia, nada, e aos poucos você chega a alguns acordes e, de repente, uma porta se abre e você se depara com essa melodia incrivelmente bela e realmente memorável." - Leif Ove Andsnes

Lançamento do álbum: 7 de setembro de 2018


Clicar aqui para a compra de ingressos:

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