sábado, 28 de fevereiro de 2026

TRÊS VOZES, QUATRO ESTAÇÕES EM HAICAI - ENSAIO LITERÁRIO-CRÍTICO © ALBERTO ARAÚJO

Não é apenas um livro que chega às mãos do leitor, mas uma experiência que se abre como flor ao sol. Quatro Estações – Haicais, de Leda Mendes Jorge, Liane Arêas e Uyára Schiefer, nasce como celebração da poesia breve e da beleza efêmera que se revela no ciclo das estações. 

Com 80 páginas publicadas sob o selo da OPUS Editora, dirigida por Ricardo Ribeiro, a obra reúne três perspectivas poéticas que se cruzam e se complementam na celebração o haicai. Este lançamento é mais do que um anúncio: é um convite à contemplação, à pausa necessária no ritmo apressado da vida, à escuta do tempo e à percepção do invisível. 

O livro é resultado de um trabalho coletivo que se manifesta em cada detalhe:  Capa concebida pelo designer Will Martins, que traduz visualmente a essência do livro: um círculo vermelho evocando o sol nascente, sobreposto por ideogramas japoneses que representam primavera, verão, outono e inverno.

Cada elemento editorial reforça a ideia de que o livro é um mosaico de vozes e olhares, unidos pela paixão pelo haicai. 

A capa de Quatro Estações – Haicais logo de cara merece atenção especial. O círculo vermelho, reminiscente do sol do Japão, é símbolo de energia, renovação e ciclo. Sobre ele repousam os ideogramas das quatro estações: (primavera), (verão), (outono), (inverno), que não apenas nomeiam o tema central, mas também funcionam como portais visuais para o universo poético do livro. O design minimalista dialoga com a própria natureza do haicai: brevidade, clareza e intensidade. Assim como o haicai sugere mais do que diz, a capa não se entrega de imediato; ela convida à contemplação, à leitura dos sinais, à percepção do invisível. Will Martins conseguiu sintetizar em imagem o que os versos fazem em palavras: transformar o instante em eternidade. 

A Orelha assinada por Ricardo Ribeiro, que convida o leitor a uma leitura lenta, como quem observa o desabrochar de uma flor. Destaca a simplicidade e profundidade dos versos, lembrando que o haicai é pausa em meio ao excesso do cotidiano. 

Uyára Schiefer, na apresentação, explica que a escolha do título se deve à obrigatoriedade, na tradição japonesa, de referir-se a fenômenos naturais, explícitos ou subjetivos. Liane Arêas, na contracapa, narra com delicadeza o encontro das amigas em torno de um café, momento em que nasce a ideia do livro, uma cena que já se transforma em haicai espontâneo.  Originado no Japão do século XVII, com Bashô Matsuo, o haicai é considerado o poema mais breve do mundo. Sua força reside na capacidade de capturar um instante da natureza e transformá-lo em experiência estética. No Brasil, essa tradição foi transmitida por mestres como Luís Antônio Pimentel, que viveu no Japão e trouxe para Niterói a delicadeza dessa arte.

Na contracapa de Quatro Estações – Haicais, Liane Arêas nos conduz a uma cena íntima e luminosa: três amigas reunidas em uma cafeteria, conversando sobre livros, autores e a paixão comum pela poesia breve. Entre xícaras de café e palavras espontâneas, surge a percepção de que cada frase dita poderia se transformar em um haicai. Dessa descoberta nasce a ideia de escrever um livro dedicado às quatro estações, celebrando em versos a primavera, o verão, o outono e o inverno. O texto de Liane é singular porque não apenas apresenta o livro, mas revela sua origem, mostrando como a amizade e a partilha se transformaram em poesia. A lembrança de Luís Antônio Pimentel, mestre que trouxe o haicai do Japão para o Brasil, reforça o elo entre tradição e contemporaneidade. A narrativa é acompanhada pela fotografia de Will Martins, que registra o encontro e dá rosto às autoras, tornando visível a cumplicidade que deu origem ao projeto. Assim, a contracapa não é apenas uma apresentação: é um retrato vivo da gênese do livro, um convite caloroso para que o leitor se junte a essa celebração poética. 

O texto de Liane nos transporta para uma cena cotidiana: três amigas reunidas em uma cafeteria, conversando sobre literatura, autores preferidos e a paixão comum pelo haicai. É nesse ambiente de intimidade e espontaneidade que surge a percepção de Uyára, cada frase dita poderia se transformar em um haicai. A partir daí, nasce a ideia de escrever um livro dedicado às quatro estações. 

Humaniza o projeto, em vez de apresentar o livro de forma abstrata, Liane mostra o momento concreto em que ele foi concebido. Cria uma atmosfera de proximidade, o leitor se sente convidado a participar da conversa, como se estivesse à mesa com as autoras. Transforma a gênese em poesia, o haicai improvisado durante o café (“Tarde luminosa! / Afinal, é Primavera! / Perfume no ar!”) já antecipa o tom da obra. Homenageia a tradição, ao lembrar Luís Antônio Pimentel, mestre que trouxe o haicai do Japão para o Brasil, o texto conecta passado e presente. 

Além disso, a contra capa é acompanhada pela fotografia de Will Martins, responsável pela edição visual. A imagem das três amigas em torno da mesa de café reforça a ideia de cumplicidade e celebração, funcionando como testemunho visual da cena narrada. É um recurso que dá corpo e rosto à narrativa, tornando o livro ainda mais próximo do leitor. 

Esses textos funcionam como camadas de leitura: a orelha abre o convite, a apresentação contextualiza, a contracapa narra a gênese. Juntos, eles criam um percurso que prepara o leitor para mergulhar nos haicais. 

Encerrando o livro, o posfácio de Alberto Araújo oferece uma leitura crítica e jornalística, situando a obra no panorama da literatura brasileira contemporânea. Ao destacar a importância cultural do haicai e sua permanência como forma de contemplação, o posfácio reforça o caráter atemporal da obra. É como se o livro fosse um ciclo completo: começa com o convite, passa pela apresentação e pela narrativa da gênese, percorre os haicais e se encerra com a reflexão crítica. 

CADA ESTAÇÃO É CELEBRADA EM VERSOS BREVES QUE CAPTURAM SUA ESSÊNCIA 

Primavera: renovação, flores, perfumes.

Verão: intensidade, calor, luminosidade.

Outono: transição, vento, melancolia.

Inverno: silêncio, recolhimento, contemplação. 

Os haicais não descrevem apenas; eles sugerem, evocam, despertam imagens claras e inesquecíveis. São palavras simples e precisas que acessam os sentidos e convidam à pausa.

As autoras: Leda, Liane e Uyára, se inserem nessa linhagem, mas acrescentam a ela uma sensibilidade contemporânea. Seus haicais não apenas descrevem fenômenos naturais; eles evocam sensações, sugerem atmosferas, convidam à contemplação. O vento do outono, a luz da primavera, o silêncio do inverno e o calor do verão são mais do que imagens: são experiências que habitam o leitor. 

Quatro Estações – Haicais não é apenas um livro de poesia. É um convite à contemplação, à escuta do tempo, à percepção do invisível, ao reconhecimento da beleza no efêmero. É uma obra para ser lida devagar, como quem observa o desabrochar de uma flor.

© Alberto Araújo

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LANÇAMENTO DO LIVRO: QUATRO ESTAÇÕES – HAICAIS 

A Opus Editora e as autoras Leda Mendes Jorge, Liane Arêas e Uyára Schiefer convidam você para uma celebração da poesia breve e intensa dos haicais.

Cada autora traz sua sensibilidade única: Explorando a delicadeza dos instantes das estações, revelando beleza no simples. Mergulham na natureza e nos ciclos da vida, traduzindo emoções em versos mínimos. Imprimindo lirismo e frescor, transformando o efêmero em eternidade poética. 

Vale conferir: O livro Quatro Estações é um passeio pelas transformações da natureza e da alma humana, em haicais que capturam o silêncio, o movimento e a essência de cada estação do ano. 

Lançamento: Quatro Estações – Haicais 

Data: 19 de março de 2026 (quinta-feira), das 17 às 19h30min

Local: Da Vinci's Cafeteria Gourmet 

Endereço: Rua Pereira da Silva, 76 – Loja 2 – Icaraí, Niterói, RJ

Um encontro para celebrar a poesia breve, mas infinita, que cabe em três versos e abre mundos inteiros. 


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

SOLENIDADE DE HOMOLOGAÇÃO DA FUNDAÇÃO E POSSE DIRETORA DA RSF – NÚCLEO CEARÁ

A tarde de 26 de fevereiro de 2026 ficou registrada como um marco na história literária e cultural do Ceará. Sob o teto imponente e centenário do Palácio da Luz, sede da Academia Cearense de Letras (ACL), a mais antiga do Brasil, realizou-se a Solenidade de Homologação da Fundação e Posse Diretora da Rede Sem Fronteiras (RSF) – Núcleo Ceará. 

O ambiente, carregado de simbolismo, reunia intelectuais, escritores e representantes da cultura lusófona. Entre bustos de imortais e telas que narram a identidade do povo alencarino, a efervescência era palpável: tratava-se da consolidação de um núcleo que promete conectar o talento cearense ao mundo, ampliando horizontes e fortalecendo laços culturais. 

Um dos grandes destaques foi a presença da Vice-presidente Mundial Cultural da RSF, Ana Maria Tourinho, que veio a Fortaleza representando oficialmente a instituição. Mais do que cumprir protocolo, Ana Maria trouxe consigo o espírito de união que caracteriza a Rede Sem Fronteiras. Sua trajetória respeitada e seu olhar sensível reforçaram o elo entre os ideais de internacionalização da cultura e a realidade vibrante dos escritores e artistas locais.

Ana Maria atuou como enviada especial da presidente mundial da RSF, Dyandreia Portugal, cuja liderança visionária tem consolidado a Rede como uma ponte entre culturas, promovendo eventos, intercâmbios e iniciativas que ultrapassam fronteiras geográficas e linguísticas. Dyandreia inspira pela energia incansável e pela dedicação à causa cultural, e sua representação nesta solenidade reafirmou o compromisso da instituição com cada núcleo regional que nasce e floresce. 

No Ceará, a RSF inicia sua trajetória sob a condução da nova presidente do núcleo, Evan Bessa, que assume a missão de liderar projetos locais com o mesmo espírito de integração e valorização cultural que caracteriza a Rede. Evan traz consigo uma trajetória marcada pela paixão pela literatura e pela crença na cultura como instrumento de transformação social. Sua posse simboliza confiança e esperança em um futuro de grandes realizações. 

Ao lado dela, a vice-presidente Elinalva Oliveira soma sua experiência e sensibilidade, fortalecendo a gestão e ampliando o alcance das ações da RSF no estado. Reconhecida por sua dedicação às causas culturais, Elinalva representa o compromisso com a diversidade e a condução plural que o núcleo cearense pretende exercer. 

A solenidade foi marcada por discursos emocionados, cumprimentos calorosos e uma atmosfera de celebração. As palavras de congratulação às novas dirigentes ecoaram como reconhecimento da importância de mulheres que se dedicam à cultura e que assumem papéis de liderança em instituições de alcance internacional. “Congratulações, senhoras!” tornou-se a expressão que sintetizou o sentimento coletivo de orgulho e esperança. 

O Núcleo Ceará da RSF nasce com a missão de ser um espaço de encontro, diálogo e construção de pontes culturais. Mais do que um ato protocolar, a posse representou um marco histórico que inscreve o Ceará no mapa da Rede Sem Fronteiras, ampliando as possibilidades de intercâmbio e valorização da produção artística local. 

Com Evan Bessa na presidência, Elinalva Oliveira na vice-presidência e o respaldo da liderança mundial de Dyandreia Portugal e Ana Maria Tourinho, o núcleo cearense inicia sua trajetória com bases sólidas e perspectivas promissoras. A união dessas mulheres, cada uma com sua história e sua força, é um exemplo de que a cultura se constrói com coragem, dedicação e espírito coletivo.

Que esta solenidade seja lembrada como o início de uma caminhada luminosa, em que literatura, arte e cultura se tornem instrumentos de transformação e união. A Rede Sem Fronteiras segue firme em sua missão de integrar, valorizar e celebrar talentos, e o Ceará agora faz parte dessa grande rede que não conhece limites geográficos, apenas horizontes de possibilidades. 













Dyandreia Portugal é o coração pulsante da Rede Sem Fronteiras (RSF). Escritora, gestora cultural e empreendedora de ideias, ela construiu ao longo dos anos uma trajetória marcada pela ousadia de sonhar grande e pela capacidade de transformar projetos em realidades que atravessam países e culturas.

Sua visão é clara: a cultura não deve conhecer limites. Para Dyandreia, a literatura, a arte e a educação são pontes que unem povos, fortalecem identidades e promovem diálogos capazes de transformar sociedades. É nesse espírito que a RSF nasceu e se consolidou como uma instituição internacional, presente em diversos países e reconhecida por seu papel de integração cultural.

Dyandreia acredita que cada escritor, cada artista e cada educador carrega em si uma centelha de universalidade. Ao criar espaços de intercâmbio e promover eventos que conectam talentos de diferentes nações, ela reafirma que a palavra e a arte são instrumentos de paz, solidariedade e progresso. Sua liderança é marcada pela energia incansável, pela sensibilidade em ouvir e pela firmeza em conduzir projetos que ampliam horizontes.

Mais do que presidente, Dyandreia é uma visionária. Sua atuação inspira mulheres e homens a acreditarem no poder transformador da cultura e a se engajarem em iniciativas que ultrapassam fronteiras geográficas e linguísticas. Sob sua direção, a RSF não é apenas uma rede de pessoas: é um movimento vivo, que celebra a diversidade e promove o encontro de vozes em escala global. 

Ao olhar para o futuro, Dyandreia Portugal reafirma sua missão: fazer da Rede Sem Fronteiras um espaço de união, valorização e celebração de talentos, onde cada núcleo regional é parte essencial de um organismo maior que pulsa em favor da arte e da literatura. Sua visão transcende o presente e projeta um amanhã em que a cultura será sempre o elo mais forte entre os povos.

Créditos das fotos:

Compartilhadas pela presidente Dyandreia Portugal

© Alberto Araújo

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

UMA CELEBRAÇÃO À ANCESTRALIDADE E AO ELO BRASIL-LÍBANO: O LANÇAMENTO DA COLETÂNEA DA AMIZADE 2026

 

No crepúsculo de 26 de fevereiro de 2026, o Clube Monte Líbano, situado no coração da Lagoa, no Rio de Janeiro, transformou-se no epicentro de uma das mais significativas celebrações culturais do ano. Sob a égide da fraternidade e do reconhecimento histórico, o evento marcou o lançamento da Coletânea da Amizade 2026 e da aguardada obra "Ode à Ancestralidade – A Escola de Direito de Beirute", de autoria da eminente escritora e pesquisadora Matilde Carone Slaibi Conti. 

O encontro não foi apenas uma formalidade literária, mas um verdadeiro rito de união entre as culturas brasileira e libanesa, reafirmando os laços indissolúveis que conectam estas duas nações através da história, da ética e do afeto. 

Organizado com maestria por Mara Joaquim e Antonio Moreira, o evento de lançamento da Coletânea da Amizade 2026 serviu como um cenário vibrante para a exaltação da cultura árabe e libanesa. O Presidente do Conselho Diretor do Clube Monte Líbano, Dr. Paulo Cezar Assed, abriu as portas da instituição para acolher intelectuais, juristas e acadêmicos em uma noite de "Traje Esporte Fino", onde a elegância dos convidados refletia a importância das obras apresentadas. 

A atmosfera era de celebração mútua. O Departamento de Cultura Árabe e Libanesa do clube reafirmou seu papel essencial na preservação da memória, proporcionando um espaço onde o passado e o presente se encontraram para planejar um futuro de paz e colaboração cultural. 

O grande destaque da noite foi a presença magnética de Matilde Slaibi Conti, que além de presidente de importantes núcleos culturais, revelou ao público sua mais nova joia literária: "Ode à Ancestralidade – A Escola de Direito de Beirute". 

Publicado pela conceituada Editora Comunità, de Niterói, o livro é muito mais do que um registro acadêmico; é um mergulho profundo nas águas da identidade e do pertencimento. Nele, Matilde não se limita a narrar fatos; ela revive o prestígio da antiga Escola de Beirute, conhecida mundialmente como o "Relicário das Constituições". 

A obra estabelece uma ponte fascinante entre os juristas milenares cujas leis ainda fundamentam o pensamento jurídico moderno e personalidades ilustres, como São Gregório, conectando-os diretamente às raízes da linhagem familiar da autora. Para Matilde, a ancestralidade não é uma herança passiva, mas uma responsabilidade viva. O livro defende que: 

"O futuro só se constrói com alicerces sólidos no passado. Conhecer nossos antepassados é compreender a grandeza que carregamos em nosso próprio sangue." 

Com a essência libanesa pulsando em cada página, Matilde Slaibi Conti demonstrou como o Direito pode, sim, encontrar o afeto em sua totalidade, transformando uma pesquisa histórica em um manifesto de amor às origens.

A noite reservou momentos de grande emoção para a autora. Em reconhecimento à sua incansável dedicação às letras e à promoção da cultura, Matilde Slaibi Conti foi condecorada com o Diploma e a Medalha de Destaque Cultural. 

A imagem da presidente sentada à mesa de autógrafos, ladeada por um imponente banner decorativo, simbolizou a solidez de sua trajetória. Cada assinatura nos exemplares entregues representava um compromisso renovado com a preservação dos valores que atravessam séculos. 

A relevância do evento pôde ser medida pela qualidade dos presentes, registrados com olhar atento pela correspondente Maria Otilia Camillo. O prestígio acadêmico e jurídico foi representado por figuras de proa da sociedade fluminense: 

O Desembargador Nagib Slaibi Filho: Que ao lado de sua esposa e musa, Karin Dias, compõe a vice-presidência do Núcleo da Rede Sem Fronteiras (RSF) de Niterói, sob a liderança da própria Matilde. 

Maria Otilia Camillo: Membro da diretoria do Núcleo da RSF, cujo trabalho foi essencial para o registro da memória do evento. 

Lideranças Femininas e Acadêmicas: Marcaram presença Luisa Lobo (Presidente da UBE-RJ), Marcia Schweizer (Presidente da AJEB-RJ) e Idalina Andrade (Membro do Real Gabinete Português de Leitura). O evento contou ainda com a participação dos acadêmicos Karla Julia, Tchello d’Barros, Marli Lopes, Geraldo Bezerra de Menezes e Regina Guimmaraes, além de diversas outras personalidades do meio literário que foram prestigiar este lançamento duplo e muitos outros. 

O lançamento da Coletânea da Amizade 2026 e de Ode à Ancestralidade não foi apenas um evento de calendário; foi uma afirmação de que a cultura é o fio que tece a história da humanidade. Entre abraços, autógrafos e discursos emocionados, o Clube Monte Líbano testemunhou o poder da palavra escrita em unir povos e honrar antepassados.

Matilde Slaibi Conti, com sua elegância e sabedoria, entregou ao público uma obra que promete ser referência para pesquisadores e para todos aqueles que buscam entender que somos, acima de tudo, a soma das histórias que vieram antes de nós.

(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)

PALAVRAS DE ANCESTRALIDADE: O DISCURSO DE MATILDE SLAIBI CONTI NO CLUBE MONTE LÍBANO 

A escritora e jurista Matilde Slaibi Conti tomou a palavra para celebrar suas raízes e a grandiosidade da história libanesa. Com a autoridade de quem carrega o Direito no sangue e a literatura no coração, Matilde compartilhou passagens que emocionaram o público presente. 

"Que orgulho eu tenho de ser descendente de libaneses", declarou a autora, ao relembrar o significado profundo de seu sobrenome. Ela destacou que os Slaibi remontam aos primeiros cristãos, aqueles que tiveram a sagrada missão de auxiliar no descida de Jesus da Cruz, uma herança de fé que molda sua identidade e sua visão de mundo. 

Ao comentar sobre o mestre Khalil Gibran, Matilde trouxe um olhar lúdico sobre a infância do poeta nas montanhas do Líbano. Recordou as crianças de Bsharri, mencionada como Ramehalla no contexto das brincadeiras que pulavam entre os telhados planos das casas, espaços que, no verão, tornavam-se dormitórios sob o céu estrelado.

A autora também reverenciou a força histórica de sua terra ancestral ao citar Alexandre, o Grande. O general macedônio, que conquistou quase todo o mundo conhecido, encontrou em Tiro sua resistência mais formidável, sendo esta uma das poucas cidades a desafiar sua hegemonia por tanto tempo. 

Como advogada militante e vice-presidente da OAB de Niterói, Matilde dedicou um momento especial à Escola de Direito de Beirute. Ela ressaltou que a instituição era equiparada em prestígio à Escola de Roma. Foi lá que grandes mentes foram forjadas, incluindo o Papa Gregório, que nela atuou como aluno e professor.

A autora transportou os ouvintes ao império de Justiniano, o responsável pela codificação do Direito Romano. Em passagens fascinantes, narrou como os conflitos de normas da época eram resolvidos através da sabedoria de Papiniano, o maior jurista daquele tempo, cujas correntes de pensamento guiavam as decisões imperiais. Emílio Papiniano foi um dos maiores juristas da Roma Antiga, frequentemente chamado de "Príncipe da Jurisprudência". 

Encerrando sua fala com o brilho nos olhos de quem vive em constante estado de encantamento pela história, Matilde Slaibi Conti agradeceu o carinho e a atenção de todos os presentes. 

"Deixo um beijo no coração de cada um. Que a minha felicidade acompanhe a todos vocês, sob a proteção e a luz divina do nosso Senhor Jesus Cristo."

Créditos das fotose vídeo:

Maria Otilia Camillo

© Alberto Araújo

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O INCRÍVEL MONT SAINT-MICHEL - UMA CRÔNICA DE PEDRA E MAR - CRÉDITO DA FOTO: LUGARES DO MUNDO – FACEBOOK. CRÔNICA © ALBERTO ARAÚJO


 

Não é apenas uma ilha. É um sonho petrificado no horizonte da Normandia. Quem se aproxima pela planície alagada vê surgir, como miragem, uma silhueta que desafia o tempo: muralhas que se erguem contra o vento, torres que apontam para o céu, e uma abadia que parece suspensa entre o divino e o terreno. Mont Saint-Michel não se apresenta de imediato como um monumento; ele se revela como uma aparição, um segredo que o mar ora guarda, ora entrega. 

Há lugares que parecem ter escapado das páginas de um romance medieval ou de uma pintura renascentista. Mont Saint-Michel é um desses raros espaços onde o real se confunde com o imaginário. Ao caminhar em direção à ilha, o viajante sente que está prestes a atravessar não apenas uma ponte, mas um limiar entre séculos. O vento carrega histórias, e cada pedra parece guardar uma memória. 

A origem do monte remonta ao século VIII, quando, segundo a tradição, o arcanjo São Miguel apareceu ao bispo Aubert de Avranches e ordenou a construção de um santuário. Desde então, o local tornou-se palco de peregrinações, batalhas e resistências. Durante a Guerra dos Cem Anos, Mont Saint-Michel resistiu bravamente às forças inglesas, tornando-se símbolo da tenacidade francesa. Mais tarde, foi também prisão, testemunhando os altos e baixos da história nacional. 

A abadia, coroando o cume da ilha, é uma obra-prima da arquitetura gótica. Seus arcos elevados e vitrais filtram a luz como se o próprio céu se derramasse sobre os claustros silenciosos. As muralhas e casas medievais que se espremem nas encostas criam ruas estreitas, onde o passado se revela em cada esquina. É como se o espaço fosse uma partitura, e cada pedra, uma nota que compõe a sinfonia da eternidade.

Se a abadia é o coração espiritual do Mont, as marés são sua alma natural. Em poucas horas, o cenário se transforma: o que era terra firme torna-se mar revolto, e o que era isolamento vira ponte. Essa dança constante entre água e pedra reforça a ideia de que o monte é um espaço liminar, um portal entre mundos. O visitante que observa essa metamorfose compreende que Mont Saint-Michel não é estático; é um ser vivo, em diálogo permanente com o oceano.

Mont Saint-Michel transcende fronteiras. É patrimônio da humanidade, reconhecido pela UNESCO, e símbolo da busca humana pelo sublime. Representa a fé, mas também a engenhosidade, a capacidade de resistir e de criar beleza em meio às adversidades. É um monumento que fala tanto ao espírito quanto à razão, tanto ao devoto quanto ao curioso.

Visitar Mont Saint-Michel é mais do que turismo: é uma experiência sensorial e espiritual. O som das gaivotas misturado ao vento, o cheiro salgado do mar, o toque frio das pedras antigas, tudo contribui para criar uma atmosfera única. Ao subir as escadarias em direção à abadia, o visitante sente-se parte de uma peregrinação secular, mesmo que sua motivação seja apenas curiosidade. 

Mont Saint-Michel é uma crônica viva. Uma narrativa escrita em pedra, água e fé. É um lembrete de que a humanidade, quando guiada por sonhos e crenças, é capaz de erguer monumentos que desafiam o tempo. Mais do que um destino turístico, é um convite à contemplação: sobre o poder da natureza, a persistência da história e a busca incessante pelo sublime. 

Crédito da foto: Lugares d Mundo – Facebook.

Crônica © Alberto Araújo

 




CEARÁ INAUGURA EXPANSÃO GLOBAL DA REDE SEM FRONTEIRAS COM PRIMEIRO NÚCLEO CULTURAL REGIONAL - ASSISTA AO ANÚNCIO DA PRESIDENTE DYANDREIA PORTUGAL

(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)

Niterói. O cenário cultural brasileiro ganha um novo e vigoroso capítulo na quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026. O Focus Portal Cultural, sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, ajuda a divulgar destacando com alegria o vídeo da presidente Dyandreia Portugal que anuncia a fundação do primeiro Núcleo Cultural Regional da Rede Sem Fronteiras (RSF), sediado no estado do Ceará. 

A escolha do território cearense como ponto de partida para este projeto internacional não é por acaso: o estado, berço da primeira Academia de Letras do país, reafirma sua vocação histórica de pioneirismo nas artes. Sob a liderança da Presidente Mundial da RSF, Dyandreia Valverde Portugal, a iniciativa visa integrar talentos lusófonos entre Brasil, África e Europa, consolidando uma identidade cultural transcontinental. 

O novo núcleo será conduzido pelo Presidente Evan Bessa e pela Vice-Presidente Enalva Oliveira, à frente de uma diretoria estratégica que promete dinamizar o intercâmbio literário e artístico. 

"Acompanhamos e apoiamos institucionalmente este movimento que, além de democratizar o acesso à cultura, estabelece uma ponte sólida para a eternização de legados intelectuais," afirma Alberto Araújo, editor do Focus Portal Cultural. 

Este é o primeiro de 25 núcleos previstos para serem instalados ainda no primeiro semestre de 2025, marcando uma era de expansão sem precedentes para a organização. 

LEIA AS PALAVRAS DE DYANDREIA VALVERDE PORTUGAL

"Olá, malta cultural da Rede Sem Fronteiras! E eu estou dando uma passadinha por aqui para convidar vocês a acompanharem, ficarem atentos neste dia 26 de fevereiro, quando acontecerá a fundação, né, oficial do primeiro Núcleo Cultural Regional da Rede Sem Fronteiras, que acontecerá no Ceará.

Esse estado que, na verdade, é aí um estado histórico, de muitos primeiros acontecimentos culturais como, por exemplo, a primeira Academia de Letras do Brasil. Então, nós vamos ter aí a fundação do nosso primeiro Núcleo Cultural no Ceará, tendo como Presidente Evan Bessa, Vice-Presidente Enalva Oliveira e uma diretoria de peso.

Esse é o primeiro de 25 núcleos que serão fundados nesse primeiro semestre de 2025. Nesse primeiro semestre, nós temos núcleos no Brasil, na África e na Europa. Mas vem muito mais por aí, porque nós estamos formando uma rede forte, porque juntos somos mais fortes aqui na Rede Sem Fronteiras. Junte-se a nós, venha fazer história também, venha criar um legado dentro da cultura!"

© Alberto Araújo

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A FORÇA DA LITERATURA NO PALÁCIO DA LUZ - REDE SEM FRONTEIRAS CONSOLIDA NÚCLEO NO CEARÁ

A tarde de 26 de fevereiro de 2026 ficará marcada nos anais da história literária cearense. Sob o teto centenário do Palácio da Luz, a Academia Cearense de Letras (ACL), a mais antiga do Brasil, abre suas portas para um evento de magnitude internacional: a consolidação do Núcleo Ceará da Rede Sem Fronteiras (RSF). 

O relógio marca as 15h, mas os preparativos, carregados de simbolismo e dedicação, começaram muito antes. O ambiente é de efervescência intelectual. Entre os bustos de grandes imortais e as telas que narram a identidade do povo alencarino, figuras exponenciais da cultura lusófona se reúnem para um marco de expansão que promete conectar o talento cearense ao resto do mundo. 

A presença de Ana Maria Tourinho, com a certeza da diplomacia cultural em Fortaleza. Um dos grandes destaques desta solenidade é a presença da Vice-Presidente Mundial Cultural da Rede Sem Fronteiras, Ana Maria Tourinho. Já em solo fortalezense, a acadêmica não apenas representa a cúpula da instituição, mas leva consigo o espírito de união que define a RSF.

Ana Maria, com sua vasta experiência e olhar sensível, atua como a enviada especial da Presidente Mundial da Rede, Dyandreia Portugal. Sua missão em Fortaleza vai além do protocolo; ela é o elo vivo entre os ideais de internacionalização da cultura e a realidade pulsante dos escritores e artistas locais. Com o intuito de conhecer a Academia. A pedido desta publicação, a nossa correspondente Ana Maria disponibilizou um acervo fotográfico exclusivo, capturando os bastidores e a beleza arquitetônica do Palácio da Luz, evidenciando o cuidado com que cada detalhe da cerimônia de hoje foi planejado.

Não se pode falar deste evento sem mencionar a força motriz por trás da instituição. Sob a liderança da Presidente Mundial Dyandreia Portugal, a Rede Sem Fronteiras tornou-se uma das maiores potências de fomento cultural em língua portuguesa no mundo. Presente em dezenas de países, a RSF não é apenas uma associação, mas uma ponte. 

A decisão de Dyandreia em estabelecer um núcleo formal no Ceará reflete o reconhecimento da importância estratégica do estado. O Ceará sempre foi um celeiro de mentes brilhantes, da "Padaria Espiritual" aos romancistas contemporâneos. Ao abrir este núcleo, Dyandreia Portugal reafirma o compromisso da rede em democratizar o acesso à vitrine cultural global, garantindo que o "Ceará Moleque" e o "Ceará Erudito" tenham eco em Portugal, na África e nas Américas. 

Para capitanear este ambicioso projeto em solo cearense, a Rede Sem Fronteiras conta com dois nomes de peso e dedicação inquestionáveis. 

A Presidente do Núcleo Ceará/Brasil, Evan Bessa, assume o comando com a responsabilidade de quem entende a alma literária da região. Sua gestão promete ser pautada pela inclusão e pela valorização da identidade local, servindo como uma curadora de talentos que buscam novos horizontes.

Ao seu lado, a Vice-Presidente Elinalva Oliveira traz o dinamismo necessário para a execução dessa expansão. Juntas, Evan e Elinalva formam um binômio de força e sensibilidade. Nas imagens que ilustram esta edição, é possível vê-las em meio aos "últimos preparativos", ajustando cada detalhe na Academia Cearense de Letras. O entrosamento entre as duas e a Vice-Presidente Mundial, Ana Maria Tourinho, demonstra que o Núcleo Ceará nasce sob a égide da harmonia e do profissionalismo. 

A escolha do local para a solenidade de hoje não poderia ser mais apropriada. O Palácio da Luz, localizado na Rua do Rosário, nº 01, no Centro de Fortaleza, é o epicentro da inteligência cearense desde 1894. Realizar a cerimônia da Rede Sem Fronteiras neste espaço é um gesto de respeito à tradição, enquanto se projeta o futuro. 

Os salões, adornados com mobília histórica e quadros que retratam a vida cearense, servem como o cenário ideal para a posse e para o início das atividades do núcleo. É um encontro de gerações; a história da ACL abraçando a modernidade da Rede Sem Fronteiras. 

A expansão cultural é um esforço coletivo. A solenidade desta tarde não é apenas um evento para acadêmicos, mas um convite a toda a sociedade fortalezense e cearense para celebrar a palavra escrita e a arte em todas as suas formas.

Contar com a sua presença neste marco histórico é fundamental. É o momento de prestigiar o esforço de mulheres como Dyandreia Portugal, Ana Maria Tourinho, Evan Bessa e Elinalva Oliveira, que trabalham incansavelmente para que a cultura não tenha fronteiras, mas tenha, acima de tudo, alma e pertencimento.

Serviço:

Evento: Solenidade de Expansão Cultural da Rede Sem Fronteiras no Ceará

Data: Hoje, 26 de fevereiro de 2026

Horário: 15h

Local: Academia Cearense de Letras - Palácio da Luz

Endereço: Rua do Rosário, nº 01 - Centro, Fortaleza/CE 

Créditos das fotos: Compartilhadas por Ana Maria Tourinho 

© Alberto Araújo

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