terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

INTELECTUAL DO ANO - UMA HONRARIA QUE MARCA A HISTÓRIA CULTURAL FLUMINENSE

O Título Intelectual do Ano nasceu em Niterói em 1987 como uma iniciativa visionária do Grupo Mônaco de Cultura e da Livraria Ideal, sob a liderança de Carlos Silvestre Mônaco. Mais do que uma simples homenagem, a honraria foi concebida como um gesto de reconhecimento àqueles que, por meio da palavra, da arte, da pesquisa ou da ação cultural, contribuíram para o fortalecimento da identidade fluminense e brasileira. Desde o primeiro agraciado, o jornalista Alberto Francisco Torres, até os nomes que se seguiram ao longo das décadas, o prêmio consolidou-se como um marco de valorização da cultura e da intelectualidade. A cada dezembro, a solenidade reafirmava a importância do pensamento crítico e da produção cultural como pilares de uma sociedade mais consciente e plural. Com o passar dos anos, a honraria atravessou instituições, passando do Grupo Mônaco ao IFEC – Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência, e mais recentemente à Academia Fluminense de Letras, sem jamais perder sua essência: celebrar o saber e eternizar em memória coletiva aqueles que se destacaram na vida cultural da “Cidade Sorriso” e do estado do Rio de Janeiro.

Em dezembro de 1987, Niterói viu nascer uma tradição que se tornaria uma das mais significativas expressões de reconhecimento cultural do estado do Rio de Janeiro: o Título de Intelectual do Ano. Criado pelo Grupo Mônaco de Cultura e pela Livraria Ideal, sob a liderança de Carlos Silvestre Mônaco, o prêmio surgiu com o propósito de homenagear personalidades que se destacaram pela contribuição intelectual, artística e social, não apenas na cidade, mas também no cenário nacional. Desde então, a honraria consolidou-se como um marco de valorização da cultura fluminense, atravessando décadas e instituições, sempre mantendo viva a chama do reconhecimento público àqueles que dedicaram suas vidas ao saber e à arte.

O primeiro agraciado foi o jornalista Alberto Francisco Torres, figura de grande relevância na imprensa e na vida cultural brasileira. A escolha não poderia ser mais simbólica: Torres representava o compromisso com a palavra, com a reflexão crítica e com o papel transformador da comunicação. A partir dali, a cada dezembro, uma nova personalidade seria celebrada, reforçando a ideia de que o conhecimento e a cultura são pilares fundamentais da sociedade.

No ano seguinte, em 1988, a escritora Maria Jacintha Trovão da Costa Campos recebeu o título, confirmando a vocação plural da honraria, que não se restringia a uma única área, mas abrangia diferentes manifestações culturais e intelectuais. A cada edição, o prêmio ampliava seu alcance e se tornava mais respeitado, ganhando status de verdadeira instituição cultural. 

Durante 27 anos, de 1987 a 2014, o Grupo Mônaco de Cultura, em parceria com a Livraria Ideal, foi o responsável por organizar e conceder o título. Sob o comando de Carlos Mônaco, o grupo tornou-se referência em iniciativas voltadas para a valorização da produção intelectual e artística de Niterói e do estado do Rio de Janeiro. A honraria não era apenas uma cerimônia: era um ato de afirmação da identidade cultural fluminense, um gesto que colocava em evidência nomes que, muitas vezes, permaneciam à margem do reconhecimento oficial. 

O Grupo Mônaco de Cultura compreendia que a cultura é um patrimônio coletivo e que o intelectual, seja ele escritor, jornalista, professor, artista ou pesquisador, desempenha um papel essencial na formação da consciência crítica da sociedade. Por isso, o título de Intelectual do Ano tornou-se um símbolo de resistência e de valorização da cultura em tempos de transformações sociais e políticas.

Em 2015, após quase três décadas sob a coordenação do Grupo Mônaco, a honraria passou a ser organizada pelo IFEC – Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência, sob a liderança do chanceler Raymundo Nery Stelling Junior. O IFEC deu continuidade ao legado, ampliando o alcance da premiação e reforçando sua dimensão internacional, sem perder de vista o compromisso com a cultura fluminense. Entregando o renomado Título e além a Comenda IFEC de Cultura. 

Mais recentemente, a partir de 2025, a responsabilidade pela outorga foi assumida pela Academia Fluminense de Letras sob o comando da presidente Márcia Maria de Jesus Pessanha, instituição que representa a tradição literária e intelectual do estado. Essa transição reafirma o caráter perene da honraria, que se adapta às circunstâncias, mas mantém intacta sua essência: reconhecer e valorizar aqueles que contribuem para a vida cultural da sociedade. 

Receber o título de Intelectual do Ano é mais do que uma distinção honorífica. Para os agraciados, representa o reconhecimento público de uma trajetória dedicada ao saber, à arte e à cultura. É a consagração de um trabalho que, muitas vezes, se desenvolve de forma silenciosa, mas que impacta profundamente a vida coletiva. A honraria confere visibilidade, legitima o esforço intelectual e reforça a importância da cultura como elemento transformador. 

Ser Intelectual do Ano é inscrever-se em uma galeria de nomes que compõem a memória cultural de Niterói e do estado do Rio de Janeiro. É tornar-se parte de uma tradição que valoriza o pensamento crítico, a criatividade e o compromisso com a sociedade. É, em suma, receber um título que transcende o indivíduo e se projeta como símbolo de uma coletividade que reconhece e celebra seus protagonistas culturais. 

A GALERIA DOS HOMENAGEADOS

Ao longo de quase quatro décadas, a lista de agraciados com o título de Intelectual do Ano revela a diversidade e a riqueza da vida cultural fluminense. Entre jornalistas, escritores, professores, artistas e pesquisadores, cada nome representa uma contribuição singular para o patrimônio cultural da região. 

De 1987 a 2014 – Grupo Mônaco de Cultura 

1987 – Alberto Francisco Torres

1988 – Maria Jacintha L. Trovão de Campos

1989 – Raul de Oliveira Rodrigues

1990 – Ângelo Longo

1991 – Luís Antônio Pimentel

1992 – Lou Pacheco

1993 – Horácio Pacheco

1994 – Lyad Sebastião Guimarães Almeida

1995 – Alaôr Eduardo Scisínio

1996 – Almanir Grego

1997 – Geraldo Mantedônio B. de Meneses

1998 – Carlos Tortely Rodrigues da Costa

1999 – Miguel Coelho da Silva

2000 – Nilo Neves

2001 – Edmo Rodrigues de Lutterbach

2002 – Maria da Conceição Pires de Mello

2003 – Milton Nunes Loureiro

2004 – Wanderlino Teixeira Leite Netto

2005 – Aloysio Tavares Picanço

2006 – Carlos Silvestre Mônaco

2007 – Aníbal Bragança

2008 – Jorge Fernando Loretti

2009 – José Inaldo Alves Alonso

2010 – Neide Barros Rêgo

2011 – Waldenir de Bragança

2012 – Roberto Santos Almeida

2013 – Sávio Soares de Sousa

2014 – Sandro Pereira Rebel

 

De 2015 a 2024 – IFEC

2015 – Márcia Maria de Jesus Pessanha

2016 – Matilde Carone Slaibi Conti

2017 – Maximiano de Carvalho e Silva

2018 – Marco Lucchesi

2019 – Dalma Nascimento

2020 – Não houve solenidade

2021 – Não houve solenidade

2022 – Leda Mendes Jorge

2023 – Alba Helena Corrêa

2024 – Nagib Slaibi Filho

 

A partir de 2025 – Academia Fluminense de Letras

2025 – Célio Erthal Rocha

 

Uma tradição que se renova

O Título de Intelectual do Ano é mais do que uma lista de nomes: é um testemunho da vitalidade cultural de Niterói e do estado do Rio de Janeiro. É a prova de que, mesmo diante das adversidades, a cultura resiste e se reinventa. A cada novo homenageado, reafirma-se o compromisso com a valorização do saber e da arte, com a preservação da memória e com a construção de um futuro mais consciente e mais humano.

Ao longo de sua trajetória, a honraria tornou-se um espelho da sociedade fluminense, refletindo suas inquietações, suas conquistas e seus sonhos. E, ao projetar o reconhecimento sobre os intelectuais, projeta também a esperança de que a cultura continue a ser o alicerce de uma sociedade mais justa e mais solidária. 

O percurso do Título Intelectual do Ano é, em si, um retrato da resistência e da vitalidade da cultura fluminense. Ao longo de quase quatro décadas, a honraria construiu uma galeria de nomes que representam não apenas trajetórias individuais, mas também o esforço coletivo de manter viva a chama da arte, da literatura, da ciência e da reflexão crítica. Ser agraciado com o título significa inscrever-se em uma tradição que transcende o tempo e reafirma a cultura como patrimônio essencial da sociedade. Mais do que uma distinção, é um chamado à responsabilidade de continuar produzindo, inspirando e transformando. Ao passar pelas mãos do Grupo Mônaco de Cultura, do IFEC e da Academia Fluminense de Letras, o prêmio mostra sua capacidade de se renovar sem perder o vínculo com sua origem. Assim, o Intelectual do Ano permanece como símbolo de reconhecimento e esperança, lembrando-nos que, em cada geração, haverá sempre aqueles que, com sua obra e sua dedicação, iluminam os caminhos da coletividade e reforçam o papel da cultura como fundamento da vida social.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




ELOS INTERNACIONAL E UNIVERSO ITAIPU FUNÇÃO SOCIAL DO DIREITO - AULA MAGNA COM MATILDE SLAIBI CONTI ELOS INTERNACIONAL E UNIVERSO ITAIPU ABREM O ANO LETIVO COM PALESTRA DE MATILDE SLAIBI CONTI

Da Diretoria de Cultura do Elos Internacional. O Elos Internacional e a Universo Itaipu informam que acontece oficialmente a abertura do calendário acadêmico da UNIVERSO – Campus Niterói/Itaipu, com uma programação que une reflexão, solidariedade e protagonismo estudantil. 

A iniciativa marca o início das atividades do ano letivo e será coordenada pela Professora Michele Penha da Silva Araújo de Oliveira, atual coordenadora do curso de Direito da instituição. O ponto alto do encontro será a palestra da Professora Matilde Slaibi Conti, presidente do Elos Internacional e decana da UNIVERSO, que abordará o tema “A Função Social do Direito”. 

Mais do que uma recepção acadêmica, o encontro pretende apresentar aos novos estudantes de Direito o Fundamento Social Universitário, reforçando o papel da universidade como espaço de transformação e cidadania. A entrada simbólica será a doação de 1kg de alimento, que será destinado a famílias da Região Oceânica de Itaipu, fortalecendo o compromisso da instituição com a solidariedade e o engajamento comunitário. 

Além disso, os alunos terão acesso a campanhas sociais já tradicionais do Elos Universitário, como arrecadação de leite e brinquedos, e contarão com o incentivo de horas complementares reconhecidas pela coordenação, estimulando a participação ativa desde o início da jornada acadêmica. 

A Professora Matilde Slaibi Conti, referência nacional e internacional na área jurídica e cultural, conduzirá a palestra inaugural sobre a Função Social do Direito. O tema destaca como a advocacia transcende a aplicação técnica das normas, atuando como instrumento de paz social, inclusão e justiça equitativa. 

Entre os pontos centrais da exposição estarão: 

Consultoria preventiva e compreensão - práticas que evitam litígios e fortalecem a segurança jurídica. 

Mediação e conciliação - mecanismos que resgatam o papel pacífico do Direito.

Educação jurídica - orientação cidadã para prevenir abusos e garantir direitos fundamentais. 

Advocacia pro bono e defesa de vulneráveis: ações que asseguram acesso à justiça e combatem desigualdades. A advocacia pro bono (do latim "para o bem") é a prestação gratuita, eventual e voluntária de serviços jurídicos a pessoas físicas ou jurídicas sem fins econômicos que não possuem recursos para contratar um advogado, conforme regulamentado pelo Código de Ética da OAB.

Matilde reforçará que o advogado moderno é um agente de transformação social, indispensável à democracia e à cidadania, conforme consagrado no artigo 133 da Constituição Federal.

A coordenação do evento está sob a responsabilidade da Professora Michele Penha da Silva Araújo de Oliveira, que desde 2024 vem conduzindo com firmeza e sensibilidade a liderança do curso de Direito da UNIVERSO – Niterói/Itaipu. Sua chegada à coordenação marcou um novo ciclo na instituição, trazendo frescor, dinamismo e uma visão estratégica que rapidamente conquistou o respeito e a admiração de alunos, professores e colegas. 

Advogada de sólida carreira, Michele é doutoranda em História, mestre em História Social e Política do Brasil e possui múltiplas especializações em Direito Privado e Público. Sua formação acadêmica robusta se alia a uma prática profissional consistente, que lhe confere autoridade e credibilidade. Mas o que mais a distingue não é apenas o currículo extenso, e sim a forma como transforma conhecimento em inspiração. 

Professora dedicada, Michele atua em diversas pós-graduações e projetos de extensão, sempre com o olhar voltado para a formação integral do estudante. Sua didática é reconhecida por unir rigor técnico e sensibilidade humana, estimulando os alunos a compreenderem o Direito não apenas como instrumento jurídico, mas como ferramenta de cidadania e transformação social. Essa postura ética e apaixonada pelo ensino a tornou referência dentro e fora da sala de aula. 

Na coordenação, Michele simboliza renovação e compromisso com a excelência acadêmica. Sua liderança é marcada pela capacidade de ouvir, dialogar e construir coletivamente, valorizando o protagonismo estudantil e incentivando a participação em ações culturais e sociais. Admirada por sua competência e pela energia contagiante, ela inspira confiança e motiva aqueles que a cercam a buscar sempre mais. 

Michele é vista como uma nova liderança que não apenas administra, mas também sonha junto com seus alunos e colegas. Sua trajetória é um exemplo de dedicação e de como o conhecimento pode ser colocado a serviço da comunidade. Ao assumir a coordenação do curso de Direito da UNIVERSO Itaipu, ela reafirma que a educação é, acima de tudo, um ato de compromisso com o futuro e com a transformação da sociedade.

A presidente do Elos Internacional, Matilde Slaibi Conti, é uma das mais respeitadas profissionais da advocacia e da cultura fluminense, reconhecida por sua trajetória marcada pela excelência acadêmica, pela defesa incansável dos direitos humanos e pela promoção da cidadania através do conhecimento. Professora decana da UNIVERSO, Matilde é referência incontornável na formação de gerações de juristas, transmitindo não apenas o domínio técnico do Direito, mas também a consciência de sua função social e transformadora. 

Sua atuação vai além dos limites da sala de aula. Ao longo de sua carreira, Matilde acumulou cargos de grande relevância, como presidente da Academia Brasileira Rotária de Letras do Estado do Rio (ABROL) e do Cenáculo Fluminense de História e Letras, além de Procuradora e Vice-presidente da OAB-Niterói. Esses postos refletem sua capacidade de liderança e sua vocação para unir o universo jurídico à cultura, criando pontes entre saberes e fortalecendo o papel da advocacia como instrumento de justiça e inclusão. 

Em março de 2026, Matilde será empossada como presidente do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói, ampliando ainda mais sua atuação cultural e institucional. Esse novo desafio simboliza a continuidade de uma vida dedicada ao fortalecimento das instituições e à valorização da literatura e da história como pilares da identidade social. 

Admirada por colegas, alunos e instituições, Matilde é vista como uma profissional que inspira confiança e respeito. Sua trajetória é marcada pela capacidade de transformar ideias em ações concretas, sempre com o olhar voltado para o bem comum. Ao unir Direito e cultura, ela reafirma que a advocacia não é apenas uma profissão, mas uma missão de compromisso com a democracia, a cidadania e a dignidade humana. 

Matilde representa, assim, um verdadeiro baluarte para aqueles que iniciam sua jornada acadêmica e profissional. Sua presença no evento inaugural da UNIVERSO Itaipu é mais do que simbólica: é um convite para que os novos estudantes compreendam que o Direito, quando exercido com ética e responsabilidade, é capaz de iluminar caminhos e construir uma sociedade mais justa e solidária.

O evento de abertura do ano letivo da UNIVERSO Itaipu não se limita a uma cerimônia acadêmica. Ele representa um chamado à ação, convidando os novos estudantes a compreenderem o papel transformador do Direito e a se engajarem em práticas solidárias e culturais. 

Ao unir a experiência da Professora Matilde e a liderança da Professora Michele, o encontro inaugura um ciclo de aprendizado que valoriza tanto o conhecimento técnico quanto a responsabilidade social. Trata-se de uma oportunidade única para que os alunos iniciem sua trajetória acadêmica inspirados por exemplos de dedicação, excelência e compromisso com a justiça.

 

Editorial

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional 



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

09 DE FEVEREIRO DE 2026 – UM ANO DA LÍNGUA GREGA COMO LÍNGUA OFICIAL DA HUMANIDADE - EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Nesta data memorável, o mundo celebra não apenas o Dia Internacional da Língua Grega, mas também o primeiro aniversário desde que a UNESCO reconheceu oficialmente o grego como patrimônio e língua oficial da humanidade. É uma efeméride que transcende fronteiras e nos lembra que a língua grega não pertence apenas a um povo, mas a todos nós. 

Há mais de três mil anos, Homero recitava versos que ainda hoje nos emocionam. Platão e Aristóteles moldaram conceitos que sustentam o pensamento moderno. Hipócrates lançou as bases da medicina. Tudo isso em grego. Essa continuidade extraordinária é o que torna o grego único: uma língua que atravessou eras, mares e civilizações, permanecendo viva e vibrante até os nossos dias. 

O reconhecimento oficial da Língua Grega pela UNESCO em 2025 foi mais do que um gesto simbólico. Foi a confirmação de que o grego é um patrimônio coletivo da humanidade. Em 2026, ao celebrarmos o primeiro aniversário dessa conquista, reafirmamos que o grego é uma ponte entre passado e futuro, um elo que conecta gerações e culturas. 

O grego está presente em nossas palavras cotidianas. Quando falamos em democracia, evocamos Atenas e o poder do povo. Quando estudamos filosofia, lembramos de Sócrates e da busca pela verdade. Quando falamos em ética, história, teatro ou lógica, estamos usando diretamente termos que nasceram no grego e que moldaram a civilização ocidental. Essa presença constante mostra que o grego não é apenas uma língua antiga: é uma língua oficial da humanidade, porque está entranhada em nossa cultura global. 

Na ciência, o grego é a base de grande parte da terminologia moderna. Palavras como “astronomia”, “biologia”, “matemática” e “física” nasceram do grego. Prefixos e sufixos como “micro”, “macro”, “geo”, “neuro”, “cosmo” e “chrono” estruturam conceitos universais que permitem a comunicação científica entre povos. Essa herança linguística é o que torna possível que cientistas de diferentes países se entendam, mesmo quando falam idiomas distintos. 

Na política, o grego nos legou o conceito de democracia. A ideia de que o poder pertence ao povo, de que as decisões devem ser tomadas coletivamente, nasceu em Atenas. Essa contribuição é uma das maiores heranças da língua e da cultura grega para o mundo. Celebrar o grego é também celebrar os valores democráticos que sustentam sociedades modernas.

Na arte, o grego inaugurou formas de expressão que ainda hoje nos inspiram. O teatro grego, com suas tragédias e comédias, estabeleceu modelos narrativos que continuam presentes no cinema, na literatura e na dramaturgia contemporânea. Palavras como “drama”, “cena” e “coro” são testemunhos dessa herança. Cada vez que assistimos a uma peça ou a um filme, estamos, de alguma forma, dialogando com a tradição grega. 

O grego é, portanto, uma língua oficial da humanidade. Não porque tenha sido decretado apenas por uma instituição, mas porque sua presença está entranhada em nossas palavras, em nossas ideias, em nossas instituições. Ele é oficial porque, sem ele, não compreenderíamos plenamente quem somos e de onde viemos. 

Celebrar o Dia Internacional da Língua Grega em 2026 é celebrar a memória e a continuidade. É reconhecer que o grego é uma língua que nos une, que nos conecta com filósofos, cientistas, artistas e cidadãos que moldaram o mundo em que vivemos. É compreender que preservar e valorizar o grego é preservar a própria história da civilização. 

Ao longo dos séculos, o grego atravessou mares e fronteiras, foi falado em impérios e repúblicas, resistiu a guerras e transformações. Hoje, continua vivo, não apenas na Grécia, mas em cada palavra que usamos, em cada conceito que pensamos, em cada valor que defendemos. O grego é uma língua que nos lembra que somos parte de uma história maior, que começou há milênios e que continua a ser escrita. 

Por isso, neste 9 de fevereiro de 2026, ao celebrarmos o Dia Internacional da Língua Grega e o primeiro aniversário de seu reconhecimento oficial pela UNESCO, celebramos também a nossa própria humanidade. Celebramos a capacidade que temos de transmitir ideias, de construir conhecimento, de criar beleza e de defender valores. Celebramos uma língua que é, ao mesmo tempo, antiga e atual, nacional e universal, histórica e viva.

O grego é mais do que uma língua. É um patrimônio. É uma herança. É uma ponte. É uma voz que atravessa os séculos e que continua a nos falar. E nós, ao celebrarmos esta efeméride, respondemos a essa voz, reafirmando que o grego é, e sempre será, uma língua oficial da humanidade.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

Zeus - Deus grego

O poeta romano Virgílio, aqui retratado no manuscrito do século XV Vergilius Romanus, preservou muitos detalhes da mitologia grega em suas composições


Homero - Filósofo Grego




Aquiles (esq.) mata um prisioneiro de Troia diante de Caronte Pintura-vermelha etrusca, realizada no fim do século IV e início do século III a.C.


As Dafnefórias. Eram um festival dedicado a Apolo celebrado pelos gregos a cada nove anos, em Tebas, Beócia. Óleo sobre tela de Frederic Leighton, 1876

O Amor Conquista Tudo Representação do deus Eros, pelo pintor do barroco Caravaggio

Cronos Mutilando Urano por Giorgio Vasari e Gherardi Christofano (século XVI). Palácio Velho, Florença

Os Doze Deuses Gregos (Zeus no trono), por Nicolas-André Monsiau (1754- 1837), finais do século XVIII


Olimpo de Giovanni Battista Tiepolo, século XVIII, Museu do Prado


O Casamento de Peleu e Tétis Hans Rottenhammer, 1600, Museu Hermitage

Em A Fúria de Aquiles, de Tiepolo (1757, afresco, Villa Valmarana, Vicenza), Aquiles está enfurecido pela ameaça de Agamenão tirar seu despojo da guerra, Briseis, e desembainha sua espada para acertá-lo. A súbita aparição de Minerva, que no afresco segura os cabelos de Aquiles, evita o assassinato

O Triunfo da Civilização Pintura por Jacques Réattu, 1793


Hermes Logios, Atribuído a Fídias. Cópia romana, século I. Museu Nacional Romano, Roma


Zeus

Deuses Gregos 

Hera: esposa de Zeus, mas lembrada principalmente por seus episódios de vingança e ciúmes. Isso porque Zeus tinha vários episódios de adultério, fazendo com que a deusa se revoltasse contra suas amantes e bastardos. 

Atena: da mãe Métis, Atena herdou a sabedoria, enquanto do pai Zeus, herdou a força e o poder. Por causa disso, era cultuada como deusa da guerra e da sabedoria ao mesmo tempo. 

Ares: assim como Atena, Ares também era deus da guerra. No entanto, ele não tinha o mesmo comportamento dela e era muito mais agressivo, sentindo prazer em ferir e agredir suas vítimas e adversários. 

Deméter: deusa da agricultura e responsável pelas estações do ano. Assim que sua filha Perséfone foi sequestrada por Hades, Deméter ficou reclusa e chateada, gerando períodos de infertilidade, que nada mais era do que o inverno. 

Apolo: Apolo foi um dos principais filhos de Zeus, assumindo também o papel de deus grego da caça, no Olimpo. Além disso, simbolizava a música com sua harpa que tocava sem parar na residência divina.

Ártemis: irmã gêmea de Apolo e, por isso, também era deusa da caça. Ártemis também era cultuada como deusa da virgindade, uma vez que se dedicava somente a suas habilidades de caça e não se entregava a prazeres carnais. 

Hefesto: o principal talento de Hefesto era sua habilidade de forja e construção. Por causa disso, era responsável por fabricar as armas de todos os deuses, além de ter construído o próprio palácio do Olimpo. 

Afrodite: a beleza de Afrodite era tão superior que a deusa do amor foi motivo de vários conflitos entre humanos e deuses ao longo da mitologia grega. 

Hermes: Hermes era deus da agilidade e velocidade, o que o fez mensageiro dos deuses. Ele também era muito cultuado entre ladrões, uma vez que eles valorizavam muito a agilidade para realizar seus crimes.

Dionísio: Dionísio era o deus grego das festas e da loucura, além de associado ao vinho. Quando foi absorvido pela mitologia romana, ganhou o nome de Baco, que deu origem ao nome da festa bacanal, repleta de álcool e orgias.




ANA CLARA - A ESSÊNCIA DE UM CORAÇÃO QUE SE TORNA PROFISSÃO

Teresina viveu, no dia 06 de fevereiro de 2026, uma noite que ficará marcada na memória cultural da cidade. Mais do que uma solenidade acadêmica, a formatura de Ana Clara em Medicina Veterinária foi a celebração de uma trajetória que une disciplina, ternura e vocação. O Sunset 86 tornou-se palco de um encontro de afetos e conquistas, onde familiares e amigos se reuniram para testemunhar não apenas a entrega de um diploma, mas a consagração de uma essência que sempre acompanhou Ana Clara: o chamado para cuidar da vida em todas as suas formas. 

Entre os presentes, destacava-se a mãe, Adélia Araújo, cuja força e dedicação foram pilares na caminhada da filha, e a tia Sônia Lima, que, ao lado de inúmeros amigos, testemunhou o brilho de uma jovem que fez da ternura sua marca registrada. Mais do que uma cerimônia, o evento tornou-se um mosaico de afetos, onde cada olhar refletia orgulho e esperança. 

Ana Clara sempre foi reconhecida por sua presença luminosa. Não apenas pela inteligência e disciplina que a conduziram ao êxito acadêmico, mas pela maneira como sua vida se confunde com metáforas da natureza. Ela é como um rio que segue seu curso, mesmo diante das pedras; como uma estrela que insiste em brilhar, mesmo quando o céu se cobre de nuvens. Sua trajetória é marcada pela constância de quem sabe que a missão não é apenas conquistar títulos, mas transformar vocação em prática cotidiana. 

A Medicina Veterinária, para Ana Clara, não é apenas ciência. É cultura, é poesia, é a tradução de uma sensibilidade rara em profissão. Sua escolha reflete uma visão de mundo em que cada ser vivo tem valor, em que cada gesto de cuidado é também um ato de resistência contra a indiferença. Ao longo dos anos, construiu uma identidade que une estudo rigoroso e delicadeza humana, mostrando que o conhecimento só se torna completo quando se alia à compaixão.

O ambiente festivo da formatura, seguido de comemoração no Restaurante Facheiro, foi mais do que celebração: foi a confirmação de que Ana Clara não caminha sozinha. Sua história é também a história de uma rede de apoio que inclui familiares, amigos e mestres. Cada presença naquela noite simbolizava um capítulo de sua jornada, um incentivo que se somou ao esforço pessoal para tornar possível o sonho que agora se concretiza. 

Do ponto de vista cultural, a trajetória de Ana Clara dialoga com uma tradição que valoriza o cuidado como expressão máxima da humanidade. Em tempos em que a pressa e a tecnologia muitas vezes afastam o homem da natureza, sua escolha profissional resgata a importância de olhar para os animais não apenas como objetos de estudo, mas como companheiros de existência. É um gesto que reafirma a necessidade de se reconectar com o essencial, de reconhecer que a vida pulsa em múltiplas formas e merece respeito em todas elas. 

Jornalisticamente, sua formatura é notícia porque representa mais do que uma conquista individual. É símbolo de uma geração que busca unir ciência e sensibilidade, técnica e afeto. Ana Clara emerge como representante de um novo perfil de profissional: aquele que entende que a medicina veterinária não se limita a diagnósticos e tratamentos, mas se expande para o campo da ética, da cultura e da responsabilidade social.

Ao receber o título de Dra. Ana Clara, a jovem não apenas concluiu um ciclo acadêmico. Ela inaugurou uma etapa em que sua essência se tornará prática diária. Cada animal que cruzar seu caminho encontrará não apenas uma veterinária competente, mas uma mulher que carrega em si a capacidade de transformar dor em cuidado, silêncio em escuta, fragilidade em força. 

A noite de 06 de fevereiro de 2026 ficará marcada na memória de todos os presentes. Não apenas pelo brilho da solenidade, mas pela certeza de que Ana Clara é mais do que uma profissional recém-formada. É uma presença que inspira, uma voz que ecoa valores de ternura e dedicação, uma essência que se tornou profissão. Sua jornada, agora oficializada pelo diploma, é também um convite para que todos nós aprendamos a olhar o mundo com mais respeito, mais cuidado e mais amor. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

06 de fevereiro de 2026




















MENSAGEM AO CORAÇÃO DE ANA CLARA 

Ana Clara, minha sobrinha querida, hoje seu nome ecoa como símbolo de vitória e de vocação. A formatura em Medicina Veterinária não é apenas um diploma em suas mãos, mas a tradução de uma essência que sempre a acompanhou: o dom de cuidar da vida em todas as suas formas. 

Como tio, sinto-me honrado em testemunhar este momento. Vejo em você não apenas a profissional que nasce, mas a mulher que floresce, que transforma ternura em missão e disciplina em conquista. Seu caminho é feito de passos firmes, mas também de poesia, porque cada gesto seu carrega a beleza de quem sabe que cuidar é também amar.

Que esta etapa seja apenas o início de uma jornada ainda maior. Que sua profissão seja ponte entre ciência e sensibilidade, técnica e afeto. Que cada animal que cruzar seu caminho encontre em você não apenas uma veterinária competente, mas uma alma que escuta, acolhe e protege. 

Ana Clara, receba meu abraço fraterno e meu orgulho imenso. Que sua estrela continue brilhando, iluminando não só os seus dias, mas também os de todos que tiverem a sorte de caminhar ao seu lado. Hoje celebramos sua conquista, mas também celebramos a certeza de que sua vida será sempre um canto de esperança e de amor. 

Com carinho e admiração,

Teu tio, Alberto Araújo

06 de fevereiro de 2026