terça-feira, 3 de março de 2026

A PAZ COMO ESSÊNCIA: O CAMINHO ROTÁRIO - TEXTO REFLEXIVO DE © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADO EM TEMA ROTÁRIO

(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)

Falar de paz no contexto do Rotary não é falar de um conceito abstrato ou de uma ausência passageira de guerra. É falar de uma paz ativa, construída com tijolos de educação, saúde, saneamento e, acima de tudo, compreensão mútua. 

Como o vídeo destaca, a "Educação que Transforma" é o pilar central. O Rotary entende que a paz nasce na mente dos homens. Ao capacitar líderes nos Centros Rotary pela Paz, a organização não está apenas enviando mediadores para zonas de conflito; está plantando árvores de esperança em solos antes castigados pelo medo. 

A menção a Enrique Ernesto Febbraro, o criador do Dia do Amigo, não é por acaso. A paz rotária é fundamentada na Amizade com Propósito. Quando pessoas de diferentes nações, culturas e religiões se unem sob o lema "Dar de si antes de pensar em si", as fronteiras se tornam pontes. A paz se manifesta no aperto de mão, no projeto compartilhado e na crença inabalável de que somos uma única família humana.

UMA CONSTRUÇÃO DIÁRIA

A paz que o Rotary carrega em sua essência é:

Solidária: Pois não há paz onde existe fome ou doença.

Educativa: Pois o conhecimento é o maior antídoto contra o preconceito.

Resiliente: Pois não desiste diante das dificuldades geopolíticas. 

Ao celebrar a paz, o Rotary nos convida a ser "Paz no Mundo". Não como espectadores, mas como arquitetos de uma realidade onde a esperança vence o conflito e a amizade transforma o futuro. 

© Alberto Araújo

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UPPES: 80 ANOS DE LUTA E VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO - DR. STELLING JÚNIOR E A MISSÃO DA UPPES NA DEFESA DOS PROFESSORES.

UPPES: A voz histórica da educação pública no Rio de Janeiro. A União dos Professores Públicos no Estado – Sindicato (UPPES) é muito mais do que uma entidade sindical: é um verdadeiro patrimônio da educação fluminense. Com mais de 80 anos de história, a UPPES consolidou-se como a voz firme e incansável dos professores e profissionais da educação da rede pública estadual do Rio de Janeiro, atuando tanto em defesa dos ativos quanto dos aposentados. Hoje, sob a presidência do Dr. Stelling Júnior, a instituição reafirma seu compromisso com a valorização da categoria e com a construção de um futuro mais justo para o magistério. 

A trajetória da UPPES é marcada pela luta constante por melhores salários, condições dignas de trabalho e respeito à profissão docente. Em cada negociação com o governo estadual, o sindicato se coloca como escudo e porta-voz dos educadores, garantindo que suas reivindicações não sejam ignoradas. Além da atuação política, a entidade se destaca pela força jurídica: oferece assistência especializada e promove ações coletivas que asseguram direitos fundamentais, como o cumprimento do piso nacional e questões previdenciárias. 

Mas a UPPES vai além da defesa institucional. Ela cuida de seus filiados com serviços que impactam diretamente a qualidade de vida: convênios médicos, odontológicos e psicológicos, além de atividades culturais e de lazer que fortalecem o vínculo entre os profissionais. Recentemente, inovou ao lançar o Núcleo de Ensino, iniciativa que democratiza o acesso à capacitação e à pós-graduação, oferecendo cursos de qualidade a preços acessíveis. Trata-se de um investimento estratégico na formação contínua dos professores, que são os pilares da educação pública. 

Com sede no Rio de Janeiro, a UPPES permanece firme em sua missão de representar e valorizar os docentes e especialistas em educação. A liderança do Dr. Stelling Júnior simboliza a renovação dessa luta histórica, reafirmando que a educação pública só será forte quando seus profissionais forem respeitados, reconhecidos e apoiados. A UPPES é, portanto, mais do que um sindicato: é a guardiã da dignidade do magistério estadual e uma presença de esperança para todos que acreditam no poder transformador da educação. 

CENTRO UPPES DE MEMÓRIA E PESQUISA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA FLUMINENSE 

A UPPES, sempre comprometida com a valorização do magistério e a defesa da educação pública, dá mais um passo histórico com a criação do Centro de Memória e Pesquisa da Educação Pública Fluminense. Trata-se de uma iniciativa que transforma em realidade uma meta de longa data: oferecer um espaço dedicado à preservação da história, ao estímulo da produção acadêmica e à formação contínua dos profissionais da educação. 

Aberto a pesquisadores e estudantes, o Centro será um ambiente de reflexão, estudo e inovação. Entre suas principais atividades estão: 

CURSOS VOLTADOS PARA CAPACITAÇÃO E ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL 

Palestras com especialistas e lideranças da área educacional.

Rodas de Estudos, que incentivam o diálogo e a construção coletiva do conhecimento.

Concursos que estimulam a produção intelectual e cultural.

Debates que fortalecem a consciência crítica e a participação ativa dos educadores. 

Com o lema “Lux in Tenebris” (Luz na Escuridão), o Centro reafirma a missão da UPPES de iluminar caminhos e oferecer alternativas diante dos desafios da educação pública. Mais do que um espaço físico, é um marco simbólico que celebra a memória da luta sindical e projeta novas possibilidades para o futuro da educação no Rio de Janeiro.

Assim, a UPPES amplia sua atuação: além de defender direitos e oferecer serviços aos filiados, passa a investir na produção de conhecimento e na valorização da história da educação pública fluminense. O Centro é, portanto, um convite à participação, à pesquisa e ao fortalecimento da identidade coletiva dos professores e especialistas em educação.


© Alberto Araújo

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segunda-feira, 2 de março de 2026

REUNIÃO DA DIRETORIA DO ELOS INTERNACIONAL – GESTÃO 2026-2027


Abertura da Sessão. Na noite de 02 de março de 2026, em pontualidade britânica, às 19h30min, deu-se início à reunião da Diretoria do Elos Internacional, gestão 2026-2027. A sessão foi conduzida pela plataforma Google Meet, recurso tecnológico que tem permitido à instituição manter sua dinâmica de encontros e decisões mesmo em tempos de distâncias geográficas. 

O anfitrião da noite foi o vice-presidente da instituição, Sidney Cardoso da França, que, com sua habitual serenidade e firmeza, abriu os trabalhos administrativos. A reunião tinha como objetivo central apresentar e integrar os novos membros da Diretoria, além de discutir projetos e programações culturais que marcarão a gestão recém-iniciada. 

O Elos Internacional é uma entidade cultural e social que se destaca pela sua capacidade de unir pessoas em torno de valores universais de fraternidade, cultura e solidariedade. Sua missão transcende fronteiras, promovendo o diálogo entre povos e incentivando a valorização das tradições culturais de diferentes países. 

Ao longo de sua trajetória, o Elos tem se consolidado como um espaço de convivência e de construção coletiva, onde cada reunião, cada projeto e cada iniciativa refletem o compromisso com a integração e o fortalecimento dos laços humanos. 

À frente da instituição está Matilde Carone Slaibi Conti, presidente eleita para o biênio 2026-2027. Matilde é reconhecida por sua dedicação incansável às causas culturais e pela habilidade em conduzir processos de gestão com equilíbrio e visão estratégica. Sua liderança inspira confiança e motiva os membros da Diretoria a se engajarem em projetos de grande relevância. 

Matilde representa não apenas a continuidade de uma tradição, mas também a renovação de ideias e práticas que fortalecem o Elos Internacional. Sua presença na presidência é um marco que reafirma o compromisso da instituição com a excelência e com a valorização da diversidade cultural. 

O vice-presidente, Sidney Cardoso da França, é personalidade central na dinâmica da instituição. Dotado de grande habilidade organizacional e profundo conhecimento sobre o Elos, Sidney exerce influência significativa na condução das atividades. Sua capacidade de articular ideias, de mediar debates e de propor soluções faz dele um verdadeiro pilar da gestão. 

Na abertura da reunião, Sidney destacou a importância da integração dos novos membros e ressaltou que cada reunião do Elos é mais do que um encontro administrativo: é um espaço de construção de valores e de fortalecimento da missão institucional. 

As reuniões do Elos Internacional possuem uma dimensão que vai além da formalidade administrativa. Elas são momentos de celebração da cultura, de troca de experiências e de reafirmação dos laços que unem os membros da instituição.

Cada encontro é marcado por debates produtivos, pela apresentação de projetos e pela definição de programações que refletem o compromisso da entidade com a promoção cultural. A reunião de 02 de março de 2026 não foi diferente: tratou-se de um encontro produtivo, rico em ideias e em perspectivas para o futuro. 

Durante a reunião, falou-se de projetos que visam ampliar a atuação do Elos Internacional em diferentes áreas culturais. Foram discutidas programações que envolvem eventos literários, musicais e artísticos, além de iniciativas voltadas para o fortalecimento da identidade cultural dos povos.

A Diretoria reafirmou seu compromisso com a promoção de atividades que valorizem a diversidade e que incentivem o diálogo intercultural. A gestão 2026-2027 promete ser marcada por uma agenda intensa e significativa, capaz de consolidar ainda mais o papel do Elos no cenário internacional. 

A reunião contou com a presença de diversos membros da Diretoria e outros importantes membros. Entre os presentes, destacam-se nomes que representam diferentes áreas de atuação e que, juntos, compõem a força coletiva da instituição:  Além, da Presidente Matilde Slaibi Conti, Vice-presidente Sidney Cardoso da França estiveram presentes: Marcia Pessanha – Governadora Distrito 8 do Elos Internacional e os membros elistas: Selma França; Henrique Marcos; Goretti Rocha; Everton Siqueira; Olga Molerinho; Fernanda Pereira; Antônio Santos; Matheus Miranda; Rubens Carrilho Fernandes; Nagib Slaibi Filho; Sue Hellen Oliveira; Celestino Augusto; Adriana Macrini; Maria Panait; Rosina Bezerra Melo Santos, Bernardo Lima; Alberto Araújo. 

A lista de participantes evidencia a pluralidade e a riqueza de talentos que o Elos Internacional reúne em sua estrutura. Cada membro traz consigo experiências e perspectivas que enriquecem o debate e fortalecem a construção de projetos comuns.

O encontro de 02 de março de 2026 foi mais do que uma reunião administrativa: foi um marco na história do Elos Internacional. A integração dos novos membros da Diretoria, a discussão de projetos culturais e a reafirmação dos valores institucionais demonstram a vitalidade da entidade e sua capacidade de se renovar constantemente. 

Sob a liderança de Matilde Carone Slaibi Conti e com o apoio firme de Sidney Cardoso da França, o Elos Internacional inicia sua gestão 2026-2027 com perspectivas promissoras. A reunião deixou claro que a instituição está preparada para enfrentar desafios, para promover a cultura e para fortalecer os laços que unem seus membros em torno de uma missão comum. Encerrando a reunião administrativa foi-se executado o Hino Oficial do Elos Internacional. 

© Alberto Araújo

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HOMENAGEM AO PIANISTA JÚLIO ENRIQUE GOMEZ FOCUS PORTAL CULTURAL – CURADORIA DE ALBERTO ARAÚJO


“Põe toda a tua alma nisso, toca da maneira como sentes a música!”

Frédéric Chopin 

É com essa frase, que atravessa séculos e continua a ecoar como um chamado à autenticidade, que saudamos o pianista Júlio Enrique Gomez, um artista o qual a sua vida se confunde com a própria essência da música. Aos 83 anos, Júlio permanece como um astro de sensibilidade e elegância, encantando plateias e tocando corações com a mesma intensidade de quando iniciou sua jornada artística. 

Sua primeira aparição artística aconteceu nas Acolhidas Musicais e Poéticas, um evento que já trazia no nome a promessa de acolhimento e beleza. Naquela noite memorável, um trio interpretava canções italianas, e ao final, Júlio presenteou o público com clássicos populares e tarantelas napolitanas. Foi nesse instante que o público descobriu não apenas um pianista, mas um intérprete capaz de transformar notas em emoções, melodias em memórias, e o palco em um espaço de comunhão. 

A trajetória de Júlio é marcada por experiências que ultrapassam o comum. Nas décadas de 1960 e 1970, trabalhou no navio da Linea C, na rota Buenos Aires–Itália. Ali, uniu duas de suas grandes paixões: atuou como Chef Stewart, Comissário Chefe e também como pianista. Entre travessias e horizontes marítimos, Júlio levava música, elegância e cultura aos viajantes, transformando cada noite a bordo em um espetáculo de refinamento. O piano, em suas mãos, tornava-se ponte entre continentes, entre línguas, entre almas. 

Mas Júlio não é apenas músico. Sua vida é dedicada às artes e às letras, revelando uma dimensão cultural rara e multifacetada. É membro do Centro de Letras do Paraná, da Academia de Letras José de Alencar, da Academia Sul Brasileira de Letras, da Academia de Cultura de Curitiba, da Academia de Ciências e Artes do Brasil, da Academia Paranaense da Poesia e da Academia Intercontinental de Artistas e Poetas. Essa constelação de instituições evidencia a amplitude de sua contribuição cultural, que vai muito além da música: Júlio é um guardião da palavra, um cultivador da poesia, um embaixador da arte.

Recentemente, no Palco dos 5 Sentidos, Júlio apresentou um repertório que incluía noturnos, mazurkas e polonaises de Chopin. Mas sua arte não se limita ao romantismo polonês: ele se expande por tangos argentinos, melodias francesas e outras surpresas que revelam uma alma moldada pelo mundo, pela poesia e pelo tempo. Cada apresentação é uma viagem, cada acorde é uma revelação.

Júlio é um artista chique, que se apresenta de terno e fraque, porque para ele cada concerto é uma celebração da música e da vida. Sua presença no palco é a de um cavalheiro das artes, alguém que entende que a forma também comunica, que a estética é parte da experiência. O público não vê apenas um pianista: vê um mestre que honra a tradição, que respeita a música e que oferece sua arte como um ritual de beleza. 

Aos 83 anos, Júlio Enrique Gomez continua a nos ensinar que a música é eterna, que a arte não envelhece, que o espírito criativo é capaz de atravessar o tempo e permanecer jovem. Sua trajetória é uma lição de dedicação, de amor à cultura, de fidelidade àquilo que realmente importa.

O Focus Portal Cultural, sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, presta esta homenagem a Júlio Enrique Gomez como reconhecimento de sua trajetória e de sua importância. Celebramos não apenas o pianista, mas o homem que fez da música sua vida, que fez da arte sua missão, que fez da elegância sua marca.

Júlio é mais do que um artista: é um símbolo. Um símbolo da resistência da beleza em tempos difíceis, da permanência da cultura em meio às mudanças, da força da música como linguagem universal. 

Que esta homenagem seja também um convite: que todos nós possamos ouvir Júlio, não apenas com os ouvidos, mas com o coração. Que possamos aprender com sua trajetória que a arte é, acima de tudo, um ato de amor.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


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O pianista argentino Júlio Enrique Gomez interpreta obras-primas do repertório romântico e universal, em um programa que transita entre Chopin, Beethoven, Schubert e melodias populares que atravessam fronteiras e épocas:

 

Waltz in B minor, Op. 69, No. 2 - Chopin

Etude Op. 10, No. 3 (Tristesse)

Três Escocesas, Op. 72, No. 3

Nocturne in E-flat major, Op. 9, No. 2

 

Sonata ao Luar – Beethoven

Six Ecossaises, WoO 83 – Beethoven

Serenata – Schubert

Marcha Militar, Op. 51, Nº 1 – Schubert

 

Fascinação – Carlos Galhardo

Hino ao Amor (L’hymne à l’amour) – Édith Piaf

Lua Branca – Chiquinha Gonzaga

Santa Lucia – tradicional italiana

Tarantella Napolitana – tradicional italiana

Medley de Tangos


PROGRAMAÇÃO DO RECITAL DO PIANISTA JULIO GOMEZ. CLICAR NO LINK:

https://palcodos5sentidos.com.br/eventos-rp/piano-solo-chopin-um-concerto-romantico-com-julio-enrique-gomez/ 




 

UM NOVO CAPÍTULO PARA A CULTURA LUSÓFONA NO CEARÁ COMEÇA A SER ESCRITO


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No dia 26 de fevereiro de 2026, uma quinta-feira memorável, realizou-se a Cerimônia Solene de Homologação da Fundação e Posse da Diretoria do Núcleo Cultural Regional Ceará da Rede Sem Fronteiras, presidida por Evan Bessa. O evento contou com a presença ilustre da Vice-presidente Mundial Cultural da Rede Sem Fronteiras, Ana Maria Tourinho, que representou oficialmente a instituição internacional sediada em Lisboa, Portugal. A solenidade marcou a integração definitiva do núcleo cearense à estrutura global da Rede, consolidando o compromisso com a promoção da língua portuguesa e das culturas lusófonas, fortalecendo pontes entre nações por meio da arte, da literatura e da educação.

A ocasião foi celebrada como um marco histórico, reafirmando o protagonismo do Ceará no cenário cultural internacional. Entre os convidados, destacaram-se nomes de peso da literatura e da gestão cultural, como Dr. Fernando Alves (ACEMES), Suzete Nunes (Biblioteca Pública Estadual do Ceará), Ana Maria Nascimento (IAL e AIAL), Regina Fiúza (Clube de Amassadoras), Jacqueline Teles (Academia Antônio Bezerra de Letras e Artes), Maria Linda Lemos (Aljug), Luciano Dídimo (Academia Fortalezense de Letras), Maura Isidório (Secretaria de Cultura do Ceará), além de representantes da AFELCE e diversas academias femininas e regionais. Também estiveram presentes lideranças como Adriana Torquato Pedrosa, Secretária Executiva da Mulher de Fortaleza, e Rita Andrade, presidente da AFLAAC. 

O evento foi enriquecido pelo lançamento do volume 4 da coletânea Mulheres Extraordinárias, reunindo coautoras que celebraram a força da literatura feminina em um momento de reconhecimento e partilha. O coquetel que se seguiu proporcionou um ambiente de confraternização, fortalecendo laços entre escritores, acadêmicos e convidados. 

Este encontro não apenas simbolizou a união de propósitos, mas também abriu caminho para uma jornada transformadora, em que o Ceará se afirma como protagonista na difusão da cultura lusófona, reafirmando sua vocação de terra fértil para a arte, a literatura e o diálogo entre povos.

© Alberto Araújo

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O FOCUS PORTAL CULTURAL tem a honra de registrar seus cumprimentos e parabenizar o Núcleo da Rede Sem Fronteiras no Ceará, presidido por Evan Bessa, pela condução exemplar da Cerimônia Solene de Homologação da Fundação e Posse da Diretoria do Núcleo Cultural Regional Ceará. A instituição representa a Rede Sem Fronteiras, presidida mundialmente pela eminente jornalista Dyandreia Portugal.

O ato, realizado com grande maestria, simbolizou um marco histórico para a cultura lusófona, reafirmando o compromisso com a valorização da língua portuguesa e com o fortalecimento das artes e da literatura em âmbito internacional. A liderança firme e inspiradora de Evan Bessa, somada à presença de representantes de diversas academias e instituições culturais, evidenciou o protagonismo do Ceará no cenário global. 

O Focus Portal Cultural expressa seu reconhecimento pela excelência do evento e deseja que este seja apenas o início de uma trajetória fecunda, marcada por conquistas, união e difusão da cultura, consolidando ainda mais o papel da Rede Sem Fronteiras como elo entre povos e saberes. Agradecemos à Presidente Mundial da RSF, Dyandreia Portugal; Vice-presidente Mundial Cultural da RSF, Ana Maria Tourinho e ao Núcleo da RSF do Ceará pelos compartilhamentos das fotos e vídeo para nossa editoria. OBRIGADO! 

© Alberto Araújo

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domingo, 1 de março de 2026

05 MEDITAÇÃO DO PEQUENO PRÍNCIPE - SÉRIE DE POEMAS INSPIRADOS EM O PEQUENO PRÍNCIPE DE ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY © ALBERTO ARAÚJO

 

“O essencial é invisível aos olhos.”

Eu aprendi isso quando olhei para minha rosa. Ela parecia frágil, parecia igual a tantas outras. Mas não era. O que a tornava única não estava em suas pétalas, nem no brilho de sua cor, mas no vínculo que nasceu entre nós. 

O essencial não se vê. Está no tempo que dedicamos, na responsabilidade que aceitamos, na ternura que oferecemos sem esperar nada em troca. 

O essencial é invisível, porque só o coração pode enxergar. E quando o coração vê, descobre que o universo inteiro cabe em um gesto simples: um cuidado, um silêncio, uma presença. 

Por isso digo: não olhem apenas com os olhos. Olhem com o coração. É nele que mora o infinito.


05 da Série de Poemas inspirados em

O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry

© Alberto Araújo 


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Dalma Nascimento disse: “Querido amigo Alberto, que papel importante você está fazendo à Cultura em quaisquer horizontes em que ela se manifeste. Vai do mundo erudito ao popular. Parabéns pelo seu grandioso trajeto.” Dalma.

A ACADEMIA BRASILEIRA ROTÁRIA DE LETRAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SEIS ANOS DE CULTURA E QUATRO EDIÇÕES DA REVISTA ABROLENSE

A Academia Brasileira Rotária de Letras do Estado do Rio de Janeiro é hoje um dos braços mais ativos e criativos da cultura rotária nacional. Criada em 16 de junho de 2020, em meio às incertezas de um mundo em isolamento, a seccional fluminense nasceu com a convicção de que a palavra escrita e o pensamento intelectual são pontes capazes de resistir a qualquer adversidade. Seis anos depois, em 2026, a ABROL-RJ se afirma como referência de produção acadêmica e de serviço cultural, irradiando conhecimento e solidariedade. 

À frente dessa trajetória está a liderança firme e inspiradora da presidente Matilde Carone Slaibi Conti. Jurista de carreira e intelectual reconhecida, Matilde imprimiu à instituição uma marca de dinamismo e elegância, transformando a ABROL- Estado do Rio em um espaço vivo de encontro entre Direito, Literatura e o ideal de servir que norteia o Rotary. Sua gestão é marcada pela interiorização da cultura rotária pelo estado, pela realização de eventos e publicações que mantêm o pensamento em constante movimento e pelo reconhecimento dos talentos locais, que encontram na Academia um verdadeiro espaço de pertencimento. 

A relevância conquistada pela ABROL do Estado do Rio não é fruto do acaso, mas de uma base sólida construída desde sua fundação e de um cuidado cotidiano com a liturgia acadêmica. A seccional fluminense tornou-se modelo organizacional e intelectual para outras unidades, além de ser um apoio fundamental à CONMAR - Confederação Mundial das Academias Rotárias. A presença feminina na presidência, personificada em Matilde, acrescenta sensibilidade e visão estratégica, ampliando o alcance social da Academia e reafirmando que a “Letra” só cumpre sua missão quando educa, liberta e une. 

Além de sua atuação acadêmica e institucional, a ABROL-RJ tem se afirmado como protagonista editorial. A publicação da revista Abrolense é um marco nesse percurso: trata-se de uma coleção volumosa, composta por quatro edições, que reúne conteúdos de imenso valor cultural e intelectual. Cada número reflete o compromisso da Academia com a preservação da memória, a valorização dos talentos e a difusão da cultura rotária. 

Essas revistas não apenas registram o pensamento e a produção dos acadêmicos, mas também se tornam instrumentos de diálogo com a sociedade. Todas as edições estão disponibilizadas em um novo site da ABROL-RJ, atualmente em processo de reestruturação, pensado para melhor servir ao acadêmico e ampliar o alcance das publicações. 

A seguir, destacamos a primeira dessas edições, que inaugura a série e simboliza o início de uma jornada editorial marcada pela qualidade e pela relevância cultural.


 

REVISTA 1 

A primeira edição da Revista Abrolense, lançada em dezembro de 2021, marca o início de uma jornada editorial que se tornaria referência dentro da ABROL-RJ. Volumosa e rica em conteúdo, essa publicação inaugura um espaço plural, onde diferentes expressões artísticas e intelectuais se cruzam em diversidade de textos. 

Na capa, a figura de Paul Harris, fundador do Rotary International, simboliza o elo entre tradição e inovação que a Academia busca preservar. A edição contou com a direção de redação de Daniella Vita Carbutti Gomes, o trabalho da comissão formada por Matilde Carone Slaibi Conti e Waldenir de Bragança, a revisão de Christiane Braga Victer e o projeto gráfico e arte de Cleide Villela Abib. 

Em suas palavras de apresentação, a presidente Matilde Slaibi Conti destacou que a revista nasce como um espaço dinâmico e aberto, reunindo temas variados, saúde, bem-estar, fatos históricos, notícias do Rotary e dos rotarianos, sempre com a intenção de espalhar cultura e divulgar conhecimento. A edição foi lançada em clima natalino, reforçando o espírito de alegria, religiosidade e compromisso social que permeia a missão da ABROL-RJ.

Todas as edições da Revista Abrolense, incluindo essa primeira, estão disponibilizadas em um novo site da Academia, atualmente em processo de reestruturação, pensado para melhor servir ao acadêmico e ampliar o alcance cultural da instituição.

REVISTA 2 

A segunda edição da Revista Abrolense, publicada em agosto de 2022, reafirma o caráter volumoso e culturalmente valioso das produções da ABROL-RJ. Na capa, a figura de Ernesto Imbassahy de Mello homenageia um dos grandes nomes da história rotária brasileira. Imbassahy de Mello presidiu o Rotary Club de Niterói em 1942-1943, foi Governador do Distrito 27 em 1943-1944 e, mais tarde, presidente mundial do Rotary International no período de 1975-1976, sendo o segundo brasileiro a ocupar esse cargo. Seu lema, “Dignificar o ser Humano”, ecoa até hoje como inspiração para o movimento rotário. 

Essa edição digital, concebida como publicação eletrônica, amplia o alcance da Academia ao divulgar artigos, ensaios, entrevistas e resenhas de seus associados e convidados, tanto do universo rotário quanto do meio acadêmico em geral. Em sua mensagem de abertura, a presidente Matilde Carone Slaibi Conti ressalta que este é um tempo de cultura, resistência e reinvenção, e que a revista cumpre o papel de guardiã da memória e da história, valorizando a criatividade e a reflexão em um mundo em constante transformação.

Com textos de autores consagrados e ideias multifacetadas, a edição convida a sociedade a refletir sobre as demandas contemporâneas e reafirma o compromisso da ABROL-RJ em se manter firme como guardiã das instituições democráticas. Assim como as demais edições, está disponível no novo site da Academia, em processo de reestruturação para melhor servir ao acadêmico e ampliar o alcance cultural da instituição.

 

REVISTA 3 

A terceira edição da Revista Abrolense, lançada em junho de 2023, reafirma o caráter volumoso e culturalmente valioso das publicações da ABROL-RJ. A capa homenageia Acácia Brazil de Mello, renomada harpista brasileira que presidiu por três vezes a seção brasileira da American Harp Society e se destacou internacionalmente como camerista e recitalista. Sua presença na capa simboliza a valorização da arte e da música como expressões universais de cultura e sensibilidade. 

Em sua mensagem de abertura, a presidente Matilde Carone Slaibi Conti celebra o lançamento de mais um número da revista digital com palavras de alegria e reverência à instituição, tratada como um verdadeiro santuário de conhecimento e brasilidade. A edição destaca o papel da ABROL em semear cultura e escrever a história do Rotary, comparando esse trabalho a flores que perfumam o caminho do saber. 

Inspirada por reflexões filosóficas, como as de Friedrich Nietzsche, e pela poesia imortal de Camões, a edição de junho de 2023 dialoga com o mês dos namorados, trazendo fragmentos de um dos mais belos sonetos de amor da literatura portuguesa. Assim, une literatura, filosofia e afetividade em uma publicação que reafirma o compromisso da Academia com a cultura e com todos os tipos de saberes. 

Assim como as demais edições, este número está disponível no novo site da ABROL-RJ, em processo de reestruturação para melhor servir ao acadêmico e ampliar o alcance cultural da instituição. 

REVISTA 4 

A quarta edição da Revista Abrolense traz como destaque de capa Levi Fernandes Carneiro, um dos maiores nomes da advocacia brasileira. Fundador e primeiro presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também presidiu o Instituto dos Advogados do Brasil, consolidando-se como figura essencial na história jurídica nacional. Sua presença na capa simboliza a valorização da ética e da justiça como pilares da sociedade. 

O editorial desta edição aborda de forma contundente o tema da Ética, ressaltando sua urgência diante das condutas antiéticas que se multiplicam e da crescente intolerância da sociedade em relação a tais práticas. A reflexão proposta pela presidente Matilde Carone Slaibi Conti enfatiza que os jovens precisam de esperança e que a virtude deve ser reafirmada como alternativa à barbárie. O texto convida à coragem de resgatar valores tradicionais, ao contato com a natureza e à religação com a divindade como caminhos para o equilíbrio individual e coletivo. 

Inspirada por pensadores como José Saramago, a edição reforça que não há verdadeiro progresso sem progresso moral, e que a crise da humanidade é, antes de tudo, uma crise ética. Assim, a revista se coloca como espaço de resistência cultural e de estímulo à reflexão crítica, reafirmando o compromisso da ABROL-RJ com a construção de uma sociedade mais justa e consciente.

Tal como as demais edições, este número está disponível no novo site da Academia, em processo de reestruturação para melhor servir ao acadêmico e ampliar o alcance cultural da instituição. 

Com quatro edições já publicadas, a Revista Abrolense consolida-se como instrumento de memória, reflexão e difusão cultural. Cada número reafirma o papel da ABROL-RJ como resguardadora da cultura rotária e da intelectualidade fluminense, sempre sob a liderança inspiradora de Matilde Carone Slaibi Conti.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

01 DE MARÇO DE 2026 – CELEBRAMOS OS 461 ANOS DO RIO DE JANEIRO. DA FORTALEZA COLONIAL AO CORAÇÃO CULTURAL DO BRASIL – EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL

No dia 1º de março de 1565, às margens da baía de Guanabara, o jovem fidalgo português Estácio de Sá fincava o marco inicial da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. A fundação não foi um ato pacífico: tratava-se de uma estratégia militar para consolidar o domínio português sobre o território, em meio às disputas com os franceses e seus aliados indígenas. O Rio nasceu, portanto, como fortaleza, como trincheira, como palco de embates que definiriam os rumos da colonização. 

Hoje, 461 anos depois, o Rio de Janeiro é muito mais do que uma cidade: é um mito, um imaginário coletivo, uma síntese de contrastes que fascina o mundo. É a capital simbólica da brasilidade, mesmo tendo perdido o título político em 1960. É a paisagem que se tornou cartão-postal universal, mas também o espaço onde se revelam as tensões sociais mais profundas do país. 

A presença francesa na região, com a chamada França Antártica, ameaçava o domínio português. Estácio de Sá, sobrinho do governador-geral Mem de Sá, foi encarregado de expulsar os invasores. Em 1565, ergueu o núcleo inicial da cidade, dedicado a São Sebastião, santo protetor escolhido por Dom Sebastião, rei de Portugal. Dois anos depois, em 1567, após intensas batalhas, os franceses foram derrotados e o Rio consolidou-se como posto estratégico da Coroa.

A cidade cresceu lentamente, mas sua posição geográfica privilegiada, entre o mar e a montanha, com porto natural e acesso ao interior, logo a transformaria em centro vital da colônia. 

Capital do Brasil colonial, 1763: O Rio substituiu Salvador como sede administrativa, tornando-se o coração político e econômico do país. 

Chegada da Corte portuguesa, 1808: Com a fuga da família real diante das tropas de Napoleão, o Rio se tornou capital do Império português. Foi um salto civilizatório: surgiram bibliotecas, teatros, instituições científicas. 

Independência e Império: A cidade foi palco de episódios decisivos, como a aclamação de D. Pedro I e a vida cultural efervescente do século XIX. 

República e modernização: O Rio manteve-se como capital até 1960, quando Brasília assumiu o posto. Ainda assim, permaneceu como centro cultural e turístico de projeção internacional.

Poucas cidades no mundo possuem uma geografia tão espetacular. O encontro do mar com a montanha, a baía de Guanabara, o Pão de Açúcar, o Corcovado, as praias de Copacabana e Ipanema, tudo compõe um cenário que inspirou artistas, poetas e músicos. O Rio é, ao mesmo tempo, natureza e cultura.

O samba, nascido nos morros e quintais, tornou-se linguagem universal. O carnaval, com seus desfiles monumentais, é espetáculo que mistura tradição popular e arte contemporânea. O futebol, com o Maracanã como templo, reforça a identidade carioca como paixão coletiva. 

Mas o Rio também é marcado por contrastes. A cidade que encanta turistas com sua beleza é a mesma que enfrenta graves problemas sociais: desigualdade, violência urbana, crises políticas. O Rio é espelho do Brasil em suas contradições, riqueza e pobreza lado a lado, modernidade e precariedade convivendo no mesmo espaço. 

Esses desafios, porém, não diminuem sua força simbólica. Ao contrário, fazem do Rio um território de resistência cultural, onde a criatividade popular floresce mesmo diante das adversidades. 

Desde o século XIX, viajantes estrangeiros descrevem o Rio como uma das cidades mais belas do planeta. A imagem consolidou-se com a difusão da música brasileira, da bossa nova à MPB, e com a projeção internacional do carnaval. O Cristo Redentor, inaugurado em 1931, tornou-se ícone global, eleito uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo. 

O Rio é, portanto, mais do que uma cidade: é uma ideia. É a representação da alegria, da sensualidade, da hospitalidade. É também símbolo de luta e de esperança. 

Neste 1º de março de 2026, ao completar 461 anos, o Rio de Janeiro reafirma sua condição de cidade única. Não é apenas a história que se celebra, mas a vitalidade de um povo que construiu, ao longo dos séculos, uma identidade própria. O Rio é palco de encontros, de diversidade, de cultura viva.

Celebrar o aniversário do Rio é celebrar o Brasil. É reconhecer que, apesar das dificuldades, a cidade continua sendo fonte de inspiração. É lembrar que sua fundação, em meio a batalhas, deu origem a um espaço que hoje é patrimônio da humanidade.

Rio de Janeiro é uma cidade que nasceu da guerra, cresceu como capital, reinventou-se como mito e permanece como coração cultural do Brasil. Aos 461 anos, continua desafiando o tempo, os problemas e as crises, mantendo-se como símbolo de beleza, criatividade e resistência. 

Mais do que efeméride, o aniversário do Rio é convite à reflexão: sobre nossa história, nossas contradições e nosso futuro. Porque, afinal, como disse o poeta, “o Rio é mais do que cidade, é estado de espírito”. 

© Alberto Araújo

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