quarta-feira, 22 de abril de 2026

O MANIFESTO DO DIA MUNDIAL DO LIVRO: POR QUE AINDA ABRIMOS PÁGINAS EM UM MUNDO DE TELAS? - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL NO DIA 23 DE ABRIL DIA MUNDIAL DO LIVRO

 

No dia 23 de abril, o mundo pausa para reverenciar o objeto mais revolucionário já inventado pela humanidade. Não foi a roda, não foi o motor a vapor, nem o silício dos computadores. Foi o livro.

Desde 1996, por decisão da UNESCO, esta data marca o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor. Mas o que celebramos hoje vai muito além de papel e tinta; celebramos a única tecnologia capaz de nos permitir conversar com os mortos, viajar para o futuro e viver mil vidas em uma única existência. 

A origem desta celebração é tingida de romance e bravura. Na Catalunha, o dia de Sant Jordi (São Jorge) não é apenas uma data religiosa, é o pulsar de uma cultura. Diz a lenda que, do sangue do dragão derrotado pelo cavaleiro, brotou uma roseira de flores vermelhas intensas. Jorge colheu a mais bela e entregou-a à princesa. 

Essa imagem atravessou séculos e se transformou em um gesto de civilidade: o intercâmbio entre a beleza da rosa e a sabedoria do livro. É um simbolismo poderoso: a rosa representa a efemeridade e a paixão; o livro representa a imortalidade e o intelecto. Ao trocar um pelo outro, reconhecemos que a vida precisa tanto de sentimento quanto de conhecimento. O livro é o "testemunho das aventuras", o registro das nossas batalhas internas e a prova de que a inteligência é a nossa espada mais afiada contra o "dragão" da ignorância. 

Há uma mística que envolve o 23 de abril. Em 1616, o mundo perdia quase simultaneamente as mentes que moldaram a alma do Ocidente: 

Miguel de Cervantes: O homem que inventou o romance moderno e nos ensinou que a loucura de Dom Quixote era, na verdade, a forma mais nobre de lucidez. 

William Shakespeare: O bardo que mapeou cada centímetro das contradições humanas, do amor de Julieta à ambição de Macbeth. 

Embora o mistério dos calendários (Juliano vs. Gregoriano) nos diga que Shakespeare e Cervantes não partiram no mesmo instante cronológico, a história decidiu que eles deveriam dividir o mesmo dia no altar da memória. Eles não morreram; eles se transmutaram em páginas. Hoje, quando você abre Hamlet ou o Quixote, você não está lendo; você está ressuscitando gênios. 

Vivemos na era da hiperconectividade, do conteúdo de 15 segundos e do consumo frenético de informações superficiais. Nesse cenário, o livro tornou-se um ato de resistência. 

A Escrita é o Pensamento Organizado: Sem livros, nosso vocabulário encolhe. Quando nosso vocabulário encolhe, nossa capacidade de pensar e questionar o mundo também diminui. Quem lê com profundidade não é facilmente manipulado. 

A Empatia Radical: Um livro é a única máquina que nos permite entrar na cabeça de alguém totalmente diferente de nós, de outra raça, gênero, época ou classe social. Ler é o antídoto para a intolerância. 

O Silêncio Terapêutico: Em um mundo que grita o tempo todo, o silêncio de um livro é um refúgio. É o momento em que você deixa de ser um espectador passivo de algoritmos para se tornar o diretor da sua própria imaginação. 

Celebrar o Dia Mundial do Livro é também lutar pelo Direito de Autor. É reconhecer o trabalho árduo de escritores, editores, tradutores e livreiros que mantêm viva a chama da cultura, muitas vezes contra todas as probabilidades econômicas. 

Atrás de cada parágrafo que te emociona, existe a vida de alguém que dedicou anos ao ofício da palavra. Valorizar o livro é valorizar o pensamento humano original. 

Não deixe que o 23 de abril seja apenas um post em sua rede social. Que ele seja um chamado à ação: 

Ofereça um livro: Surpreenda alguém com uma história que mudou sua vida.

Visite uma livraria ou biblioteca: Sinta o cheiro do papel, perca-se nas estantes. Apoie o comércio local de ideias. 

Leia para uma criança: Plante a semente da curiosidade. Quem ganha um livro na infância ganha um mundo inteiro para explorar.

Comece aquele capítulo: Aquele livro que está na sua mesa de cabeceira há meses? Ele está esperando por você. 

O livro é um espelho. Se um tolo olha para dentro dele, não é um gênio que olha de volta. Mas se você o abre com sede de descoberta, ele se torna uma janela infinita. 

Neste Dia Mundial do Livro, troquemos rosas por palavras, e palavras por ações. Que a nossa história nunca deixe de ser escrita.

"A leitura de todos os bons livros é como uma conversa com as melhores mentes dos séculos passados." — René Descartes. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




O PLANETA NÃO PRECISA DE PROMESSAS. ELE PRECISA DE NÓS

Hoje, 22 de abril, é o Dia da Terra (ou Dia Internacional da Mãe Terra). 

A data foi criada para conscientizar sobre a preservação dos recursos naturais e a importância da sustentabilidade. É um momento em que organizações e comunidades em todo o mundo se reúnem para discutir e agir contra as mudanças climáticas e a poluição. 

Para o Rotary, é uma oportunidade de destacar a Sustentabilidade e o Meio Ambiente, que se tornaram uma das áreas de enfoque oficial da organização nos últimos anos. 

Assim, neste 22 de abril, o Rotary reafirma que a sustentabilidade não é um conceito abstrato, mas uma construção coletiva. Somos mais de um milhão de solucionadores de problemas que entenderam uma verdade simples: não existe "fazer o bem" sem proteger o solo que pisamos. Enquanto muitos discutem o futuro, os associados do #Rotary estão no terreno:

Recuperando a força de nossas costas e águas.

Blindando comunidades contra a fúria do clima.

Lutando por uma saúde pública que nasce de um ambiente equilibrado. 

O impacto duradouro não é um evento isolado; é o resultado de uma persistência silenciosa e inabalável. Não esperamos pelo amanhã para agir, pois o amanhã é o que edificamos com nossas mãos hoje.

Neste DIA DA TERRA celebramos a ação que transforma o mapa e a consistência que salva vidas. 

Rotary: Onde a liderança encontra a natureza. Por serem pessoas em ação, os rotarianos direcionam o diálogo sobre meio ambiente há anos. O primeiro Dia da Terra foi celebrado há exatos 50 anos, em 22 de abril de 1970, iniciando uma onda de esforços de proteção ao meio ambiente, como leis ambientais aprovadas nos Estados Unidos. O Rotary é uma rede global de mais de 1,4 milhão de líderes comunitários e voluntários, unidos para causar mudanças duradouras em si mesmos, nas comunidades e no mundo. Focada em serviços humanitários, a organização atua em áreas como promoção da paz, combate a doenças (incluindo poliomielite), água limpa, saúde materno-infantil, educação e desenvolvimento econômico. 

© Alberto Araújo

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CONFERÊNCIA PROFÉTICA 2026 - IGREJA NOVA EM NITERÓI - PASTOR MAHATMA LOPES


A CONFERÊNCIA PROFÉTICA 2026 IGREJA NOVA DE NITERÓI - PASTOR MAHATMA LOPES E O INUNDAR DO ESPÍRITO SANTO


Falar sobre a Conferência Profética de 2026 exige, antes de tudo, compreender o que significa o verdadeiro Avivamento. No Reino de Deus, o avivamento não é um evento marcado no calendário humano ou uma simples euforia emocional; é o despertar espiritual soberano. 

É aquele momento sagrado onde o céu inunda a terra, trazendo nova vida a uma igreja que, por vezes possa encontra-se espiritualmente sem avivamento. Como bem define a tradição cristã, o avivamento é marcado por um intenso temor a Deus, pela transformação radical de caráter e por uma oração fervorosa que transborda as paredes do templo para impactar a sociedade.

O alicerce de tudo o que vivemos no dia 21 de abril em que participamos da Conferência, encontra-se na poderosa promessa de Joel 2:28: “E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos sonharão, e os vossos jovens terão visões”. Este versículo não é apenas uma memória histórica, mas uma ativação para o "agora". Quando o Espírito Santo é derramado, Ele não traz apenas crescimento numérico, mas uma restauração da paixão por Jesus, levando a Igreja a um estado de vigor e fervor deslembrado.

Na Conferência, testemunhamos os principais aspectos desse mover divino. A Ação Soberana, percebemos que não estávamos apenas em um evento programado por homens, mas em uma intervenção divina que restaurava a vida espiritual de cada presente. O ambiente nos impelia à santidade, combatendo o pecado e ajustando o coração. A transformação coletiva, o derramar do Espírito gerou um amor renovado pela Palavra. E, por fim, o impacto pessoal, pois, saímos da Igreja Nova de Niterói, conscientes de que a luz ungida recebida ali deve influenciar nosso ambiente, nossa cidade e nossas raízes. 

Ainda extasiados, afirmamos que existem momentos em nossa caminhada que não podem ser explicados apenas por palavras humanas. Sim, no último dia 21 de abril, eu e minha esposa Shirley vivemos um momento memorável. Como definir essa experiência? Impactante, extasiante e emocionante são as palavras ungidas que definem toda a conferência. 

O templo estava lotado de irmãos e irmãs, reunidos onde todos professavam a mesma fé. Um ambiente de alinhamento, transição e avanço. Estávamos ali para discernir o que já foi liberado, atravessar para uma nova dimensão em Deus e viver revelação, ativação e milagres. Sabedores que a presença da Escola Profética e da Escola de Intercessão proveu o fundamento necessário para aprendermos a manifestar o Reino de forma intencional e sobrenatural. O céu responde a quem se posiciona, e aquele era o tempo de avançar. 

A noite de 21 de abril teve seu início às 19h30min, marcada por uma juventude abrasada pelo amor divino que, através do louvor, abriu as janelas do céu. As vozes ecoavam: “Uma vez coloquei os meus olhos em Ti... Se passam os anos e Sua eterna beleza fascina os meus dias... Para que não me perca à procura de outro. Yeshua, saudades...” 

Em seguida, o Pastor Mahatma Lopes, que administra a Igreja com maestria ao lado de sua esposa, a Pastora Sênior Cintia Lopes, anunciou os ministrantes da noite. Foi um momento de honra familiar, com parentes do Pastor presentes para testemunhar o mover profético. Um dos pontos mais altos de emoção foi a homenagem ao Pastor Mahatma no palco, celebrando seus 45 anos de vida, um testemunho de serviço e dedicação ao Reino. 

A Conferência foi o palco de uma convergência profética sem precedentes, reunindo homens de Deus que não apenas portam títulos, mas que carregam o som do céu para esta geração. O Apóstolo Valdir Reis, líder do Ministério Fogo para as Nações, trouxe de Ipatinga-MG uma unção de rompimento que estremeceu as estruturas da Igreja Nova de Niterói. Com uma voz firme, revestida de uma autoridade que só o deserto e a oração podem forjar, ele liberou uma mensagem que foi muito além do intelecto: foi um decreto de governo espiritual. 

Baseando-se em Atos 3:1-10 e Joel 2:19, o Apóstolo destravou o entendimento da igreja sobre 'Força e Recurso'. Ele nos lembrou, sob um céu aberto, que o Deus que responde ao Seu povo não entrega apenas migalhas, mas derrama uma abundância que restaura os anos consumidos. Houve uma ativação de 'força' para os cansados e a liberação de 'recursos' celestiais para aqueles que estavam travados em seus propósitos. Foi um momento de avivamento puro, onde a Palavra se tornou vida, e o eco de sua pregação serviu como um combustível divino, acendendo em cada coração a certeza de que a carência terminou e o tempo da frutificação plena chegou. 

Após a poderosa fundamentação trazida pelo Apóstolo Valdir, a atmosfera na Igreja Nova de Niterói já estava inundada com a presença de Deus, mas o que estava por vir levaria a congregação a um nível ainda mais profundo de glória. Quando o Apóstolo chileno Victor Hugo Inostroza assumiu o púlpito, não foi apenas um homem que subiu ao altar; foi um porta-voz de mistérios eternos. Fundador da Prophetic Conference e Pastor Sênior da Ives Church, Victor Hugo trouxe consigo uma postura impecável, marcada por uma unção de autoridade que silenciou a alma e despertou o espírito. 

Mergulhando nos textos de 1 Reis 19:5-8, ele trouxe a essência do Profeta Elias para o centro espiritual da Conferência. Não era apenas uma leitura bíblica; era uma convocação profética. Com uma precisão cirúrgica e uma unção de ativação que parecia rasgar o véu, ele exaltou a soberania do Senhor. Aquele que conhece cada estrela pelo nome e cujas mãos sustentam a imensidão dos oceanos. À medida que as palavras de conhecimento eram liberadas, o ambiente foi tomado por um puro êxtase espiritual.

Irmãos e irmãs, tomados pelo impacto da unção divina, rendiam-se ao mover do Espírito Santo. O que se via eram mãos levantadas, rostos em lágrimas e um clamor uníssono que transformou o templo em uma extensão direta do Trono de Deus. A força do Espírito era tão palpável que o parou naquele momento. Era o cumprimento visível da promessa: o céu não estava apenas "perto", ele estava ali, a se derreter conosco. Foi uma experiência de ativação onde destinos foram destravados e corações foram curados sob o peso da glória. 

Diante dessa dimensão ungida, afirmamos que Deus está sim, acordando uma geração que não se contenta mais em apenas ouvir falar d'Ele; Ele está levantando filhos que criam o ambiente necessário para que o Reino se manifeste na terra. Para mim e para Shirley, este momento foi mais do que um aprendizado, foi uma bússola profética. Entendemos, com clareza espiritual, que algo monumental está sendo liberado neste momento, que as bênçãos de deus estão vivas em nós. Quando o Pai transforma um filho, Ele não apenas muda sua mente, mas o reveste com a Sua Força, o Seu Poder e a Sua Glória. Tornamo-nos portadores dessa chama. 

Ao final, como era um dia celebrativo, comemoramos o aniversário do pastor Mahatma Lopes em um lugar aprazível e feliz, com direito a um bolo de aniversário e cantar de parabéns pra você... 

A Conferência Profética 2026 não pode ser reduzida a um evento que passou ou a uma data no calendário. Ela foi, na verdade, uma poderosa semente de avivamento plantada no solo fértil do coração de Niterói. Saímos daquela imersão com a convicção inabalável de que o ministério profético revelou tesouros que estavam escondidos para este tempo, ativando propósitos que ecoarão por toda a eternidade. 

O céu se manifestou de forma irrevogável entre nós. Não há como voltar ao comum. Saímos dali sabendo que, de agora em diante, o nosso estilo de vida é o sobrenatural, nossa linguagem é a profética e nossa morada é a própria presença de Deus. O avivamento começou, e a chama que foi acesa naquele dia arderá até que a Sua glória encha toda a terra. 

NOVA: UMA FAMÍLIA PARA PERTENCER, UM MOVIMENTO PARA AVANÇAR 

A Igreja Nova de Niterói não é apenas um lugar; é uma expressão viva do Reino de Deus em constante movimento. Nascida em fevereiro de 2010 sob o lema "Encorajados por uma palavra, movidos por um propósito", a instituição floresceu a partir de um "sim" corajoso de seus pastores. Com um coração inteiramente voltado para as pessoas, a Nova consolidou-se como uma igreja simples em sua essência, mas profunda em sua fé, servindo com alegria e influenciando através do amor e da intencionalidade. 

Centrada em Cristo e apaixonada pela Presença, a cultura da Nova pulsa em cada ação. O fundamento é a Palavra, e a prática constante é a intimidade com Deus. Mais do que uma organização, ela se define como uma família onde os relacionamentos são moldados pela honra e pela generosidade. O objetivo é claro: viver o sobrenatural e expandir o Reino, alcançando do sertão à África, movendo-se sempre por vidas.

Com marcos históricos como a conquista da sede própria em 2018 e a fundação do Instituto George Müller em 2022, a igreja reafirma seu compromisso com a educação e a ação social. Sob a visão de Isaías 43:19, a Nova declara que não está pronta, mas em transformação. É um ambiente de crescimento e um movimento de avanço que, como em Atos, compartilha a fé, a mesa e a missão, convidando cada um a pertencer a algo maior: um destino traçado pelo próprio Deus.

© Alberto Araújo

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22 DE ABRIL - DIA INTERNACIONAL DA MÃE TERRA - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

No dia 22 de abril, o mundo celebra o Dia Internacional da Mãe Terra, uma data que transcende fronteiras e culturas, convidando a humanidade a refletir sobre sua relação com o planeta. Instituído oficialmente pela Resolução 63/278 da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2009, o dia tem raízes mais antigas: foi criado em 1970 pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, como resposta às crescentes preocupações ambientais da época. 

O Dia da Terra nasceu em meio a protestos contra a poluição industrial, o uso indiscriminado de pesticidas e a degradação dos ecossistemas. Desde então, tornou-se um marco anual de mobilização social e política em defesa da natureza. Mais do que uma efeméride, é um espaço de conscientização coletiva sobre temas urgentes: contaminação ambiental, conservação da biodiversidade, mudanças climáticas e a necessidade de práticas sustentáveis. 

A escolha da expressão “Mãe Terra” pela ONU reforça uma dimensão cultural e espiritual. Diversas tradições ancestrais reconhecem a Terra como entidade viva, fonte de alimento, abrigo e equilíbrio. Ao adotar essa visão, o dia convida não apenas à ação política, mas também à reconexão simbólica com o planeta como lar comum da humanidade.

Em 2026, o Dia da Terra ganha ainda mais relevância diante dos desafios contemporâneos: incêndios florestais devastadores, crises hídricas, perda acelerada de espécies e a urgência de transições energéticas. A data é um lembrete de que cada gesto individual, da redução do consumo de plástico ao apoio a políticas ambientais, compõe uma resposta coletiva.

Celebrar o Dia Internacional da Mãe Terra é, portanto, um ato cultural e político. É reconhecer que a arte, a educação e a memória histórica têm papel fundamental na construção de uma consciência ecológica. É também reafirmar que proteger o planeta não é apenas uma questão científica, mas um compromisso ético e civilizatório.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




 

EDITORIAL: UM BRINDE À FRATERNIDADE TRANSATLÂNTICA - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL À COMUNIDA LUSO-BRASILEIRA


​O Focus Portal Cultural veste-se de gala neste 22 de abril para saudar a Comunidade Luso-Brasileira. Mais do que uma data histórica, hoje celebramos a força de um laço indissolúvel que une duas margens do mesmo oceano em um abraço de cultura, afeto e ancestralidade.

​Nesta efeméride que marca o encontro de destinos entre Brasil e Portugal, expressamos nossa mais profunda admiração a todos aqueles que, com seu trabalho, talento e dedicação, mantêm viva a herança lusitana em solo brasileiro e a alma brasileira em terras portuguesas.

Somos povos irmãos, amparados por uma língua comum que é, acima de tudo, nossa pátria de sentimentos.

​Aos  aos membros e amigos  das instituições que zelam por essa integração, como os Elos Clubes, as Academias de Letras e os Gabinetes de Leitura enviamos nossos mais calorosos cumprimentos. 

Que a luz deste dia continue a iluminar os caminhos da nossa cooperação cultural e da nossa amizade eterna.

​Feliz Dia da Comunidade Luso-Brasileira!

​Alberto Araújo
Editor do Focus Portal Cultural



22 DE ABRIL: O ABRAÇO DE DOIS MUNDOS E O VIGOR DA COMUNIDADE LUSO-BRASILEIRA - HOMENAGEM DO ELOS INTERNACIONAL

O calendário, em sua marcha silenciosa, muitas vezes nos entrega datas que são muito mais do que simples marcações cronológicas; são portais para a nossa própria essência. Hoje, 22 de abril, o Brasil e Portugal não apenas relembram o passado, mas celebram uma simbiose viva. O Dia da Comunidade Luso-Brasileira é a celebração de um parentesco que atravessou o Atlântico, venceu tempestades e se enraizou em solo fértil para florescer em uma das identidades mais ricas do planeta. 

Tudo começou com o horizonte. Em 1500, o grito de "Terra à Vista!" não foi apenas o anúncio de um novo território, mas o prólogo de uma epopeia humana sem precedentes. O encontro das caravelas de Pedro Álvares Cabral com o litoral sul da Bahia deu início a um processo de hibridismo que moldaria o caráter de ambos os povos. 

Portugal trouxe a língua de Camões que aqui ganharia novos ritmos e cores, a arquitetura das igrejas barrocas, o direito e a religiosidade. O Brasil, em contrapartida, ofereceu a imensidão, a exuberância da natureza e a força de uma terra que aprendeu a acolher. Ao longo dos séculos, essa relação deixou de ser metrópole e colônia para se tornar uma fraternidade de iguais, unidos por um cordão umbilical que nem o tempo, nem a política, foram capazes de romper. 

Celebrar esta data é, sobretudo, honrar os milhões de portugueses que, em diferentes levas migratórias, escolheram o Brasil como pátria. Eles chegaram com pouco na bagagem, mas com uma vontade inquebrantável de construir. Foram padeiros, sapateiros, intelectuais, comerciantes e artistas. Suas mãos calejadas ajudaram a erguer as grandes metrópoles brasileiras, enquanto seu espírito nostálgico, o eterno "saudosismo", fundava os Gabinetes Portugueses de Leitura, os Elos Clubes e as Casas de Portugal. 

Essa comunidade não é um bloco estático de história; ela é um organismo pulsante. Nas ruas de Niterói, Rio de Janeiro, São Paulo ou Salvador, o sotaque pode ter mudado, mas a alma permanece. O luso-brasileiro é aquele que sente a melancolia do fado e a alegria do samba com a mesma intensidade. É aquele que sabe que o mar, que um dia separou, é o mesmo que hoje une as margens de um pensamento comum.

Como bem disse Fernando Pessoa: "Minha pátria é a língua portuguesa". Este é, talvez, o maior legado dessa união. O português é a nossa ferramenta de construção de mundo. É através dele que escrevemos nossa poesia, que relatamos nossas crônicas e que contamos a história de um povo que não se rende. No Brasil, a língua ganhou a malícia, a musicalidade e a doçura do povo; em Portugal, mantém a sobriedade e a profundidade de suas raízes. Juntas, formam uma das comunidades linguísticas mais poderosas e criativas do globo. 

Neste 22 de abril, a reflexão que se impõe é sobre o futuro. A Comunidade Luso-Brasileira enfrenta os desafios da modernidade, da globalização e da necessidade de renovação constante. No entanto, a base é sólida. A cooperação nas artes, na ciência e na literatura, simbolizada por personalidades que transitam entre os dois países, mostra que o diálogo nunca esteve tão vivo. 

Seja na reverência às efemérides literárias, na admiração pela fotografia que captura o pôr do sol em Icaraí ou no Tejo, ou na paixão pela música que embala nossas noites, o que celebramos hoje é a vitória da cultura sobre a distância.

Portanto, que este dia seja de celebração e, acima de tudo, de reconhecimento. Reconhecimento aos nossos antepassados, aos nossos mestres e aos que continuam a escrever os capítulos desta história. O Brasil é, em grande parte, o sonho de Portugal realizado em dimensões continentais; e Portugal é, para os brasileiros, o porto seguro de nossas origens.

Neste abraço transatlântico, renovamos o compromisso de manter viva a chama da lusofonia. Que a fraternidade luso-brasileira continue a ser fonte de inspiração, para que possamos, como eternos navegadores, continuar descobrindo novos mundos dentro de nós mesmos. 

Viva a Comunidade Luso-Brasileira! 

Matilde Carone Slaibi Conti

Presidente de Elos Internacional 









 

terça-feira, 21 de abril de 2026

A MORTE DE ARTHUR – AUTOR: THOMAS MALORY, ARTUR AVELAR - TRADUTOR, RACKHAM ARTHUR – ILUSTRADOR - VOLUME ÚNICO


Hic iacet Arthurus, rex quondam rexque futurus; Aqui jaz Arthur, rei que foi, rei que será. Com essa frase gravada em seu túmulo, terminava o reinado de Arthur Pendragon, enquanto prenunciava seu futuro retorno como monarca da ilha britânica. Porém, para compreender a grandiosidade de sua lenda, não é só necessário contar sua história, mas também as aventuras de Sir Lancelot, Sir Tristão e dos vários outros cavaleiros da Távola Redonda. 

Lançado em 1485, Sir Thomas Malory, com a intenção de criar um livro com início, meio e fim da lenda Arthuriana, utilizou as várias histórias avulsas disponíveis na época e criou uma obra única e completa do portador de Excalibur. Seu trabalho levou a um novo patamar de reconhecimento e influência as sagas cavaleirescas, a busca pelo Santo Graal, o amor proibido de Lancelot e Guinevere e todas as outras aventuras do Rei Arthur.

Esta edição traz uma novíssima tradução da lenda de Arthur e dos cavaleiros da Távola Redonda, até então indisponível na língua portuguesa brasileira em sua versão completa, seguindo toda a formatação feita por William Caxton no século XV. Além disso, há a adição de várias ilustrações de Arthur Rackham feitas especialmente para uma edição do início do século XX. Este livro traz uma das mais famosas e influentes obras das sagas Arthurianas para uma atual e moderna experiência, dando nova vida ao eterno Rei da Inglaterra. 

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RAINHA ISABEL II — 100 ANOS DE LEGADO E CONSTÂNCIA 21 DE ABRIL DE 2026 — EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL

 

No dia 21 de abril de 1926 nascia, em Londres, Isabel Alexandra Mary Windsor, filha do duque e da duquesa de York. À época, poucos poderiam imaginar que aquela menina se tornaria uma das figuras mais marcantes da história contemporânea. O destino, porém, reservava-lhe um papel singular: ser a soberana que atravessaria quase um século de transformações, mantendo viva a tradição monárquica e adaptando-a às exigências de um mundo em constante mudança. 

Isabel II cresceu em meio às responsabilidades da Casa de Windsor, marcada pela disciplina e pelo senso de dever. Com a morte de seu pai, o rei Jorge VI, em 1952, assumiu o trono aos 25 anos de idade. Desde então, tornou-se símbolo de estabilidade e continuidade, conduzindo a monarquia britânica por sete décadas. Sua imagem, sempre associada à discrição e ao trabalho incansável, foi moldada por um profundo compromisso com o serviço público.

Durante seu reinado, Isabel II foi testemunha de eventos que transformaram o mundo: a reconstrução do pós-guerra, a descolonização, a Guerra Fria, a integração europeia, a revolução tecnológica e as mudanças sociais que redefiniram o papel da mulher e da família. Em meio a tudo isso, manteve-se como referência de constância, oferecendo à sociedade britânica e à Commonwealth uma presença firme e serena. 

Casou-se em 1947 com Philip Mountbatten, príncipe da Grécia e da Dinamarca, que se tornaria seu companheiro de vida e de missão. Juntos, construíram uma família com quatro filhos, Charles, Anne, Andrew e Edward e compartilharam mais de sete décadas de união. O casamento, celebrado na Abadia de Westminster, foi um marco de esperança no pós-guerra e consolidou a imagem da jovem rainha como símbolo de renovação. 

Isabel II visitou diversos países, estreitando laços diplomáticos e culturais. Em Portugal, esteve duas vezes: em 1957 e em 1985, sendo recebida com grande entusiasmo. Essas visitas reforçaram o papel da monarquia britânica como ponte entre tradições e nações, cultivando respeito e admiração. 

Ao longo de seu reinado, convidou quinze primeiros-ministros a formar governo, desde Winston Churchill até Liz Truss. Essa sucessão de líderes evidencia a longevidade de sua presença e a capacidade de atravessar diferentes eras políticas sem perder relevância. Em 2022, celebrou o Jubileu de Platina, tornando-se a única monarca britânica a alcançar 70 anos de reinado. 

Isabel II foi também a primeira mulher soberana da Casa de Windsor e a Governadora Suprema da Igreja da Inglaterra. Sua fé, aliada ao senso de dever, sustentou sua atuação como chefe de Estado e líder espiritual.

O legado da Rainha Isabel II não se resume ao protocolo ou às cerimônias. Ela se tornou ícone cultural, inspirando artistas, escritores e cineastas. Sua imagem, com chapéus coloridos e expressões discretas, tornou-se familiar em todo o mundo. Mais do que uma soberana, foi uma presença constante, capaz de transmitir segurança em tempos de incerteza.

No entanto, a vida da rainha também foi marcada por desafios pessoais e institucionais. Escândalos familiares, crises políticas e questionamentos sobre o papel da monarquia exigiram dela resiliência e capacidade de adaptação. Isabel II enfrentou tudo com a mesma postura: firmeza silenciosa, sem perder a dignidade. 

Em 08 de setembro de 2022, no Castelo de Balmoral, na Escócia, Isabel II faleceu aos 96 anos. Sua morte encerrou um dos reinados mais longos da história, deixando um vazio profundo na vida britânica e mundial. Foi sucedida por seu filho Charles, que assumiu como Carlos III. 

Ao celebrarmos os 100 anos de seu nascimento, recordamos não apenas a soberana, mas a mulher que dedicou sua existência ao serviço. Isabel II permanece como símbolo de constância, dignidade e devoção ao dever. Sua memória transcende fronteiras e o próprio tempo, perpetuando-se como referência de liderança e humanidade. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural































A FORÇA DAS LETRAS E DA IMPRENSA: MÁRCIA PESSANHA REASSUME A AFL E A HISTÓRIA É PUBLICADA EM EDIÇÃO HISTÓRICA DO JORNAL GENTE

 

O cenário cultural de Niterói viveu um momento de rara elegância e relevância institucional. A Academia Fluminense de Letras (AFL), centenária sentinela da nossa memória intelectual, reafirmou seu compromisso com a cultura ao empossar sua diretoria para o biênio 2026-2028. Sob a batuta firme e inspirada da acadêmica Márcia Pessanha, que assume seu terceiro mandato, a solenidade não foi apenas um rito de passagem, mas uma celebração da continuidade de uma gestão marcada pelo dinamismo. 

O evento memorável ganhou o devido destaque na mídia através da cobertura do jornalista e cinematográfica de Alberto Araújo, do Focus Portal Cultural. A matéria, que captura a essência lírica e cívica da posse, foi publicada com exclusividade na edição de estreia do Jornal Gente, Ano I – Nº 01, o novo impresso que já nasce como referência em Niterói sob a cuidadosa editoria de Barbara Tostes.

O Jornal Gente surge com uma proposta inovadora, unindo a tradição do papel à modernidade de uma diagramação belíssima e arejada. É um projeto que impressiona pelo vigor visual e pela qualidade editorial, fruto de uma iniciativa louvável da Associação dos Ex-professores, Ex-funcionários, Ex-alunos e Amigos da Associação Educacional Plínio Leite. Sob a presidência de Moacyr Chagas de Souza, a publicação se posiciona como um elo vital entre a história da instituição Plínio Leite e o futuro da comunicação local.

A reportagem de Alberto Araújo detalha momentos de profunda emoção, como as "Moções de Reconhecimento" conferidas às auxiliares Cleide Villela Abib e Christiane Victer, o "coração invisível" da AFL. A presença de nomes exponenciais como Eduardo Klausner, Célio Erthal, Lucia Romeu e outros aliada à trilha sonora do Coral Cantate Diem, transformou a posse em um verdadeiro sarau de cidadania. 

A união entre a Academia Fluminense de Letras e o Jornal Gente simboliza o que Niterói tem de melhor: o respeito ao passado e o entusiasmo pelo que há de vir. Para quem busca cultura com substância e informação com estética, essa parceria entre o Focus Portal Cultural e o novo impresso da cidade é, sem dúvida, um presente para o leitor. 

© Alberto Araújo




segunda-feira, 20 de abril de 2026

PARA ALÉM DAS PALAVRAS: A HOMENAGEM MUSICAL QUE MARCOU A POSSE DE DALMA NASCIMENTO - LEON NASCIMENTO HOMENAGEIA DALMA NASCIMENTO - © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL

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Há datas que o calendário registra burocraticamente, mas que a alma faz questão de emoldurar em ouro. O dia 29 de maio de 2019 foi um desses hiatos no tempo. No Salão Nobre da Academia Fluminense de Letras, o ar não estava apenas carregado com o perfume do papel antigo e a solenidade das becas; havia algo mais vibrante, uma eletricidade doce que pairava entre as colunas e os bustos de bronze. Era a manhã de Dalma Nascimento. 

Dalma, mestre das palavras e tecelã de sentidos, estava ali para ocupar seu lugar de direito entre os imortais. Mas a imortalidade, naquela manhã, não veio apenas pelo discurso acadêmico ou pelo reconhecimento dos pares. Ela veio através de um som. Do toque de uma tecla. Da voz de seu neto, Leon Nascimento. 

Imagine a cena: Leon ao piano. A juventude dele em encontro com a tradição do ambiente. E Dalma, a homenageada, a mulher da palavra, escolhendo o silêncio. Ela encostou-se ao piano, um gesto de entrega e de suporte, transformando a madeira do instrumento em um elo físico entre gerações. Naquele momento, ela não era a acadêmica; era a avó, a musa e a espectadora de um legado que transbordava o papel e ganhava melodia. 

Quando as primeiras notas de "My Way" ecoaram pelo Salão Nobre, o tempo no ambiente parou e suspendeu a respiração. 

Escolher "My Way" para aquele momento foi de uma precisão poética absoluta. A música, imortalizada por Frank Sinatra, fala sobre uma trajetória vivida com integridade, sobre enfrentar os desafios e as belezas da vida sob os próprios termos. 

I've lived a life that's full / I traveled each and every highway / And more, much more than this / I did it my way.” 

Enquanto Leon cantava, cada verso descrevia com delicadeza a jornada de Dalma. Sua dedicação à literatura, seu amor pelo ensino e sua postura firme diante da vida estavam ali, traduzidos pela voz de seu próprio sangue. Leon estava devolvendo a ela, em forma de música, todas as histórias que ela um dia lhe contou. 

O registro que agora ganha as redes sociais e o YouTube não é apenas um vídeo de uma performance musical. É um documentário afetivo. Ver Dalma encostada naquele piano, ouvindo o neto, é entender o que significa a palavra "transmissão". 

O Orgulho: Visível no leve inclinar de cabeça.

A Memória: Presente no olhar que parece viajar por décadas enquanto a música flui.

A Continuidade: Leon não estava apenas cantando uma canção; ele estava honrando a história de sua avó no ponto mais alto de sua carreira literária. 

Para quem assiste agora, a sensação é de estar invadindo, com permissão da beleza, um santuário de amor familiar. É um momento memorável porque nos lembra de que, por trás de toda grande intelectual, de toda grande escritora, bate um coração que se derrete com o talento de um neto.

A Academia Niteroiense de Letras já viu posses memoráveis, discursos eloquentes e celebrações grandiosas. Mas aquele 29 de maio de 2019 guardou um segredo que o vídeo revela ao mundo: a cultura só faz sentido quando ela toca o coração.

A crônica daquela manhã termina com o último acorde de Leon, mas a ressonância daquele momento continua. Dalma Nascimento, em sua posse, nos ensinou que a literatura é importante, sim, mas que o amor é a gramática fundamental de todas as coisas. 

Que este registro circule, que emocione quem não estava lá e que sirva de lembrete: a vida vale a pena quando podemos olhar para trás e dizer que fizemos do nosso jeito e que, no caminho, deixamos música nos ouvidos de quem amamos. 

Para assistir e se emocionar: O vídeo deste momento singular está disponível em nossas redes sociais e no YouTube. Prepare o coração para um encontro entre a imortalidade das letras e a pureza do afeto.

© Alberto Araújo

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