sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O ATOR OSMAR PRADO INTERPRETA O VELHO DO RIO

 


O ATOR OSMAR PRADO INTERPRETA O VELHO DO RIO. Novela: Pantanal, no remake exibido pela TV Globo em 2022.

O Velho do Rio é uma das entidades e figuras mais emblemáticas da teledramaturgia brasileira. Ele é o protetor da natureza, dos rios e dos animais no Pantanal, além de ser a forma mística que Joventino (o avô da família Leôncio) assumiu após desaparecer na mata anos antes.

O Velho do Rio fala no vídeo: "Eu posso não ter nada, mas eu sou livre. Liberdade é entender que se não tem vento, não cai semente; se não tem terra, ela não finca; se não tem água, ela não brota; e se não tem sol, ela não cresce. Sem ela... você não tava aqui. E mexer, você pode ter tanta certeza disso... porque o fruto não cai longe do pé. E se cair, não vingará." 

© Alberto Araújo

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CAROLINA – QUARTO DE DESPEJO: A FORÇA E A POESIA DE CAROLINA MARIA DE JESUS NAS TELAS

Dirigido por Jeferson De e roteirizado por Maíra Oliveira, o longa-metragem Carolina – Quarto de Despejo surge como uma homenagem vibrante e necessária a uma das maiores escritoras da literatura brasileira. Com produção de Clélia Bessa e Maria Gal, e produção associada de Cris Arenas, Rosane Svartman e Sara Silveira, o filme adapta a obra homônima de Carolina Maria de Jesus para ir além da imagem consagrada pelo diário, mergulhando fundo na humanidade plural de sua autora.

 

A narrativa rompe com reducionismos ao destacar aspectos menos conhecidos da trajetória de Carolina, como seus afetos, desejos, vaidade, a experiência da maternidade e sua aguda consciência política. Fundamentada em trechos de seus diários, a trama acompanha o período crucial transcorrido entre a escrita do livro e o impacto de sua publicação, revelando as dores e as belezas de uma mulher à frente de seu tempo. Lançamento ano 2027.

 

Elenco e Realização

 

Dando vida a essa história marcante, o filme reúne um elenco de peso liderado por Maria Gal, Raphael Logam, Clayton Nascimento, Liza Del Dala, Carla Cristina Cardoso, Ju Colombo, Fábio Assunção, Caio Manhente, Jack Berraquero e Alan Rocha, acompanhados por um grande elenco de apoio.

 

A realização da obra é fruto da parceria entre as produtoras Move Maria, Raccord Produções e Buda Filmes, com coprodução da Globo Filmes e distribuição assinada pela Elo Studios. Mais do que um registro biográfico, o filme promete eternizar a voz incisiva e sensível de Carolina Maria de Jesus para novas gerações.

 

Crédito do teaser: 

https://www.youtube.com/watch?v=MsZ9kuS6Zn0



 

O HORIZONTE FELIZ - © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL



 

O horizonte amanhece tingido de um azul profundo, onde a linha tênue do oceano se funde ao céu em um abraço silencioso. As ondas quebrando suavemente contra as rochas antigas entoam uma melodia constante, esculpindo a costa com a paciência inesgotável do tempo. Sobre a areia úmida, os primeiros raios de sol desenham reflexos dourados, despertando a vida que pulsa discretamente entre as conchas e a vegetação rasteira das dunas.

 

Ao fundo, a imponência das montanhas coroa a paisagem, guardando vales sombreados por brumas matinais que teimam em resistir ao calor do dia. Árvores seculares, de copas densas e raízes profundas, testemunham há gerações a dança das estações, abrigando o canto breve e melodioso dos pássaros que cruzam o espaço aéreo em bandos livres.

 

Cada elemento dessa imensidão parece perfeitamente colocado, numa harmonia que desafia a pressa do mundo moderno. É um convite tácito à contemplação, um lembrete de que a beleza do mundo muitas vezes reside apenas na capacidade de parar, respirar e observar a grandiosidade silenciosa do que sempre esteve aqui.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 


 

A POÉTICA DO INÉDITO - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

Existe uma beleza indescritível guardada nas esquinas que nunca dobramos, nos livros que continuam intocados na estante à espera de uma tarde chuvosa e nos abraços que ainda habitam o campo das intenções. Carlos Drummond de Andrade, com aquela precisão cirúrgica de quem entendia a alma humana como ninguém, sabia que o tempo não perdoa a inércia, mas também nos legou uma verdade consoladora: o futuro está repleto de vazios férteis, prontos para serem semeados. Sentir falta do que não vivemos não precisa ser um exercício de melancolia cinzenta; pode ser, antes de tudo, a mais pura celebração da esperança. 

Pense nisso como um mapa do tesouro que se expande a cada passo que você dá. Se a vida fosse apenas a repetição exata do que planejamos, perderíamos o encanto soberano do imprevisto. As melhores memórias da nossa existência são, muitas vezes, aquelas que nem sequer sabíamos que estábamos colecionando. Aquele café tomado numa cidade estranha porque o trem atrasou, a conversa despretensiosa com um desconhecido na fila da padaria que mudou o seu dia, ou a decisão impulsiva de mudar a rota para ver o pôr do sol do outro lado da baía. São fragmentos de um universo paralelo de possibilidades que escolhemos habitar. 

Mas o que dizer daquilo que ainda está por vir? O que dizer daquelas versões de nós mesmos que ainda não tiveram tempo de nascer? 

A nostalgia preventiva, longe de ser um peso, funciona como um convite à audácia. Ela nos lembra de que a nossa capacidade de amar, de nos espantar e de nos encantar é inesgotável. Cada amanhecer traz consigo uma nova safra de experiências que, se não forem vividas agora, permanecerão como promessas sussurradas pelo vento. É reconfortante saber que a nossa história não está pronta, engessada ou terminada. Há sempre uma página em branco nos esperando, exigindo apenas a coragem da nossa tinta. 

Portanto, em vez de lamentar as rotas alternativas que ficaram para trás, que tal olharmos para o horizonte com a curiosidade de uma criança? A vida não economiza espetáculos para quem se dispõe a prestar atenção. O mundo está cheio de músicas que ainda não ouvimos, de sabores que vão nos surpreender na primeira garfada e de sorrisos que ainda vão iluminar dias que hoje parecem cinzentos.

Sinta falta, sim. Sinta aquela coceira boa na alma que pede movimento, que deseja o mundo, que quer desbravar o desconhecido. Deixe que essa saudade antecipada seja o motor que te empurra para fora da zona de conforto, que te faz dizer "sim" para um convite inesperado ou que te encoraja a começar aquele projeto que você tanto adiou. O porvir é um oceano imenso e a sua embarcação é forte. Navegue sem medo do que ainda não viu, porque o melhor da sua história ainda está por ser escrito. 

© Alberto Araújo

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ESTHER FERREIRA GOMES RECEBE A CARTEIRA DA OAB-NITERÓI

Em uma manhã marcada por emoção, renovação e esperança, a OAB Niterói realizou, na sexta-feira, dia 10 de setembro de 2026, a sua 15ª solenidade de entrega de carteiras do ano. Sob a liderança inspiradora de Pedro Gomes, o auditório da entidade pulsou com a energia daqueles que agora assumem o compromisso solene de defender a justiça, a cidadania e a Constituição. Mais do que um documento, cada carteira entregue simboliza um passaporte para a transformação social e um convite vibrante para ocupar os espaços da Ordem com coragem e entusiasmo. 

Realizada no auditório da entidade, a solenidade conduzida pelo Dr. Pedro Gomes teve a mesa composta pela vice-presidente Matilde Carone Slaibi Conti, o Reverendo Carlos Henrique Ferreira Gomes e outros membros essenciais da mesa diretora. A abertura da cerimônia ficou marcada pelas palavras vibrantes do presidente, que inspirou a todos ao destacar o verdadeiro sentido da nossa profissão: 

Esta carteira é o passaporte para o seu futuro profissional, e a OAB é o grande refúgio de relacionamentos, união e network. Precisamos de cada novo advogado e advogada caminhando junto conosco dentro da Ordem, trazendo gás novo, coragem e renovada energia para enfrentarmos unidos os desafios que nos aguardam.” 

A cerimônia ganhou um contorno de profunda ternura e significado histórico quando a nossa querida vice-presidente, Matilde, assumiu com imenso orgulho o papel de madrinha da nova estagiária Esther Gomes. Filha do estimado Reverendo Carlos Henrique Ferreira Gomes, líder da Igreja Presbiteriana Betel de Niterói e da artista plástica Angela Cavalcante, Esther recebeu das mãos de Matilde, entre sorrisos e abraços luminosos, o seu diploma e documento profissional. 

Que este novo ciclo traga a todos os recém-chegados a certeza de que a advocacia é um ato de coragem diária e escuta sensível. Sejam muito bem-vindos à nossa casa. Que a justiça seja a bússola de suas caminhadas e que vocês encontrem na OAB Niterói um porto seguro para crescer e transformar o mundo. Parabéns! 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional











(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)


MENSAGEM 


Esther ✨um sonho que se realiza✨🙏🤍

Hoje quero deixar uma homenagem muito especial a você, Esther.querida✨

Seu nome, tradicionalmente associado a “estrela”,💫 parece ainda mais bonito neste momento em que você inicia uma nova etapa da sua vida profissional.

Receber a carteira de estagiária é muito mais do que receber um documento. 🙏✨

É ver um sonho ganhar forma depois de anos de estudo, dedicação e perseverança.🤍✨

Na solenidade, ouvi seu pai, o Pastor, falar sobre guardar Deus no coração, inspirar-se em homens e mulheres que deixaram grandes legados e, sobretudo, sobre a responsabilidade de que, quando nosso nome for mencionado, sejamos reconhecidos como pessoas dignas dos nossos deveres.🙏✨

Essas palavras tocaram meu coração.💜

Pensei imediatamente no meu filho. ✨🩵

Como magistrado, ele também teve seu dia de sonho realizado. E dizia, com uma convicção que jamais esquecerei:

“Realizar o sonho é possível.”💫

Ele acreditou, perseverou e realizou.✨✨✨

Por isso, Esther, ao ver você vivendo hoje esse momento, pensei também nele.✨🩵🫶

 Talvez porque algumas conquistas nos lembrem que os sonhos continuam encontrando caminhos para se realizar.

Aristóteles falava em areté, a busca pela excelência, pela virtude, por tornar-se o melhor que se pode ser. 🌺💫

É isso que desejo para você: que seja uma excelente advogada, mas, sobretudo, uma mulher de valores, ética, coragem e humanidade.🌷✨

Que Deus guarde seu coração e ilumine cada escolha.🙏🤍

E que seu nome ✨Esther, estrela ✨seja sempre lembrado não apenas pelo brilho de suas conquistas, mas pela luz que você deixar na vida das pessoas.✨✨✨

Receba meu carinho, minha admiração e minha alegria por esse dia tão bonito.😘✨

Parabéns, Esther. ✨✨✨Que este seja apenas o começo de muitos sonhos realizados. ❤️🙏🏻

Carinhosamente Nohra💜

Regina Nohra
Pedagoga, psicóloga clínica e hipnoterapeuta.






A FOTOGRAFIA DO INSTANTE E A PERMANÊNCIA DA MEMÓRIA - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADA EM FOTOGRAFIA DE EUDERSON KANG TOURINHO

 

Uma fotografia pode ser muito mais do que um registro visual. Em determinadas ocasiões, ela se converte em testemunho histórico, documento afetivo e elo entre o presente e a memória. Foi exatamente essa vocação que o olhar sensível de Euderson Kang Tourinho revelou ao registrar o lançamento de Viagem ao Encantador Universo dos Haicais, da acadêmica, escritora e presidente da Academia Fluminense de Letras, Márcia Pessanha. 

Na manhã dourada de 09 de agosto de 2025, Niterói despertou sob a inspiração das letras. As ruas do centro da cidade, banhadas pela luz suave de um sábado luminoso, pareciam convidar à contemplação, como se a própria paisagem se harmonizasse com o espírito dos haicais, gênero literário que encontra grandeza justamente na delicadeza dos pequenos instantes. 

Naquele dia, a tradicional Sociedade Fluminense de Fotografia, presidida por Antônio Machado e situada na Rua Dr. Celestino, transformou-se em um vibrante espaço de encontro da inteligência, da sensibilidade e da cultura. Acadêmicos, escritores, professores, artistas, representantes de instituições culturais e admiradores da literatura reuniram-se para celebrar o lançamento de Viagem ao Encantador Universo dos Haicais, obra que reafirma a presença de Márcia Pessanha entre os mais importantes nomes da produção literária fluminense contemporânea. 

Mais do que um simples lançamento editorial, o evento assumiu a dimensão de uma verdadeira celebração da palavra. Cada presença, cada diálogo e cada gesto compartilhado contribuíam para compor um ambiente marcado pelo respeito à cultura e pelo reconhecimento de uma trajetória construída com dedicação, elegância intelectual e profundo compromisso com a difusão do conhecimento.

Os haicais, por sua natureza, ensinam a perceber o extraordinário oculto nas manifestações mais simples da existência. Em poucas palavras, são capazes de revelar paisagens inteiras, emoções profundas e reflexões duradouras. Não por acaso, a obra apresentada naquela manhã encontrou acolhida calorosa entre os presentes, que reconheceram em suas páginas não apenas a técnica refinada da autora, mas também sua capacidade singular de transformar observação em poesia. 

Foi nesse cenário que ocorreu um momento de especial significado. A fotografia compartilhada por Euderson Kang Tourinho registra a entrega de um documental produzido por mim, em homenagem à própria Márcia Pessanha. Mais do que a simples entrega de um trabalho, o gesto representou um encontro entre memória e reconhecimento. 

O documental, concebido como tributo à sua trajetória cultural e literária, reúne elementos destinados a preservar e divulgar aspectos importantes de sua contribuição para o universo das letras. Entre seus destaques encontra-se uma resenha especial sobre Viagem ao Encantador Universo dos Haicais, ampliando o alcance da obra e oferecendo um registro complementar de seu lançamento. 

Observando a imagem, compreendemos que determinados acontecimentos ultrapassam sua dimensão imediata. O que ali se vê não é apenas um momento protocolar ou uma troca simbólica de lembranças. O que a fotografia nos apresenta é o encontro de diferentes formas de expressão cultural. 

De um lado, a escritora que transforma palavras em pontes entre a realidade e o imaginário. De outro, o autor de um trabalho documental que busca preservar trajetórias e acontecimentos para as gerações futuras. 

E, entre ambos, a presença silenciosa da fotografia, convertendo aquele encontro em patrimônio visual. É justamente nesse ponto que se destaca o talento de Euderson Kang Tourinho. 

Os grandes fotógrafos distinguem-se não apenas pela técnica, mas pela capacidade de perceber a relevância de um instante antes mesmo que ele seja reconhecido pelos demais. Eles possuem a sensibilidade de compreender que certos acontecimentos merecem não apenas ser vistos, mas preservados. 

A fotografia compartilhada em 11 de setembro de 2026 por Euderson revela essa percepção. Seu olhar ultrapassa o registro meramente informativo e alcança uma dimensão documental. Ao enquadrar aquele momento, ele construiu um testemunho visual de um acontecimento que integra a história cultural contemporânea de Niterói.

Com o passar dos anos, muitos detalhes daquela manhã poderão se diluir naturalmente na memória daqueles que estiveram presentes. As conversas reaparecerão fragmentadas nas lembranças. Os reencontros ganharão contornos cada vez mais afetivos.

A fotografia, entretanto, permanecerá. Ela continuará testemunhando a celebração da literatura, o prestígio de Márcia Pessanha, a valorização da cultura fluminense e o espírito de fraternidade intelectual que marcou aquele encontro. 

Tal permanência possui valor inestimável. Afinal, a memória cultural de uma cidade não se constrói apenas por meio de livros, arquivos e instituições. Ela também se forma através das imagens que documentam seus acontecimentos, revelam seus protagonistas e preservam suas histórias. 

Nesse sentido, a fotografia de Euderson Kang Tourinho transcende o simples registro de um evento. Ela integra um conjunto de narrativas visuais que ajudam a contar a história cultural de Niterói, acompanhando a trajetória de pessoas que dedicam suas vidas à literatura, à educação, à arte e à construção de uma sociedade mais sensível ao conhecimento.

Ao mesmo tempo, a imagem reafirma a relevância do trabalho desenvolvido por Márcia Pessanha, cuja atuação à frente da Academia Fluminense de Letras e cuja produção intelectual continuam contribuindo para o fortalecimento da vida cultural em nosso estado. 

Assim, entre haicais, homenagens, reencontros e celebrações, aquela manhã de agosto deixou de pertencer apenas ao calendário para ocupar um espaço legítimo na memória afetiva e cultural da cidade. 

E se a literatura teve naquele dia a missão de encantar os presentes, coube à fotografia a responsabilidade igualmente nobre de preservar esse encantamento.

Por isso, esta crônica registra um agradecimento especial ao amigo Euderson Kang Tourinho, cuja sensibilidade e competência permitiram que esse momento permanecesse vivo para além do instante em que aconteceu. Sua imagem não apenas ilustra uma lembrança. Ela preserva uma página significativa da história cultural fluminense.

Nosso sincero agradecimento a Euderson Kang Tourinho pela generosa partilha desta bela fotografia, transformada em valioso testemunho de um encontro marcado pela literatura, pela amizade e pelo compromisso com a preservação da memória cultural.

© Alberto Araújo

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Márcia Pessanha e Alberto Araújo
Fotografia de Euderson Kang Tourinho


O CAMINHO DAS LETRAS: UMA CELEBRAÇÃO DE RESISTÊNCIA E DIÁLOGO CULTURAL - FOTO-MEMÓRIA: ALBERTO ARAÚJO NA CALÇADA DA CULTURA, NITERÓI.

Esta imagem captura um instante precioso de convergência. Nela, vê-se o articulador cultural, jornalista e escritor Alberto Araújo na Calçada da Cultura, diante da icônica Livraria Ideal, em Niterói. Este não é apenas um registro fotográfico; é um manifesto visual sobre a persistência da palavra impressa e o papel vital dos espaços de resistência intelectual.

Ao fundo, a fachada da Livraria Ideal, com seus letreiros que nos remetem a "Letras Fluminenses" e "Natal de 1990", evoca a longa história deste espaço. Desde que Carlos Mônaco abriu suas portas, este local não foi apenas um ponto comercial, mas um verdadeiro caldeirão de ideias, um refúgio para o pensamento crítico e um ponto de encontro para a comunidade literária de Niterói e do Rio de Janeiro. É um "ideal" que resiste, uma âncora em meio à maré da obsolescência digital. Esse espaço ainda sobrevive, guardando em seus alfarrábios uma página viva de memórias. 

Nas mãos de Alberto Araújo, o Jornal Rede Sem Fronteiras não é apenas um objeto informativo, mas um símbolo de expansão. A própria palavra "fronteiras" ganha um significado especial neste contexto. As fronteiras físicas e culturais são dissolvidas pelo fluxo das letras e pela troca de experiências que o jornal promove. Sob a presidência inspiradora de Dyandreia Portugal, a Rede Sem Fronteiras destacou-se por sua missão de construir pontes, ligando escritores, artistas e pensadores de diferentes nações e realidades, especialmente na Lusofonia. 

A faixa dourada na cabeceira do jornal, datada de 2015, marca um momento histórico específico, um período de intensa atividade cultural que o veículo documentou. No entanto, a relevância deste registro suplanta a data. Ele nos lembra de que a cultura é um tecido vivo, e cada exemplar do saudoso Rede Sem Fronteiras, como cada livro nas prateleiras da Livraria Ideal, é um fio que conecta o passado ao presente e projeta o diálogo para o futuro. 

Nesta cena, vemos a síntese do ideal cultural: um homem dedicado que, na calçada, transita entre a solidez da livraria e a fluidez da rede de comunicação. A Livraria Ideal é o lugar onde a cultura se enraíza; o Jornal Rede Sem Fronteiras, eternizado em suas páginas, é o lugar onde ela floresce e se espalha pelo mundo. Esta foto-memória é uma celebração de ambos, e um convite para que continuemos a caminhar, ler e dialogar, pois, como bem demonstra esta imagem, a cultura não tem fronteiras. 

Crédito das fotos: Arquivo particular de Shirley Araújo 

© Alberto Araújo

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Alberto Araújo - Livraria Ideal - 2015





 

ORGULHO UNIVERSO: ALUNO DO POLO SÃO GONÇALO CONQUISTA MEDALHA DE BRONZE NA 3ª OLIMPÍADA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO

O curso de Administração da Universo celebra uma importante conquista acadêmica com a premiação do aluno Cesar Augusto dos Santos Lopes Junior, estudante da modalidade EAD do polo São Gonçalo. O acadêmico foi reconhecido com a medalha de bronze na 3ª Olimpíada Brasileira de Administração (OBA), destacando-se entre os cerca de 49 mil participantes inscritos em todo o Brasil. 

A cerimônia oficial de homenagem e premiação aconteceu em 10 de setembro de 2026, durante o ENCAD CRA-RJ, realizado no EXPO RIO, reunindo profissionais, estudantes e representantes da área da Administração de diversas regiões do país. O evento foi marcado pelo reconhecimento dos talentos que se destacaram na olimpíada, considerada uma importante iniciativa para incentivar a excelência acadêmica e o desenvolvimento de competências na área da gestão. 

Para a professora Valmira Cristofori, docente do curso e coordenadora de um dos polos de Administração da Universo em São Gonçalo, a conquista representa um momento de grande satisfação e orgulho. Segundo ela, o desempenho do aluno demonstra o comprometimento com os estudos e a qualidade da formação oferecida pela instituição. 

“Estou muito orgulhosa do Cesar por essa importante conquista. Receber uma medalha de bronze em uma competição nacional com cerca de 49 mil participantes é um feito que merece ser celebrado. Como professora e coordenadora, sinto-me lisonjeada e profundamente agradecida por acompanhar a trajetória de um aluno tão dedicado e comprometido com sua formação”, destaca Valmira. 

A conquista de Cesar Augusto dos Santos Lopes Junior reforça a importância da dedicação acadêmica e do aperfeiçoamento constante para os futuros administradores. Além do reconhecimento individual, a medalha também evidencia o potencial dos estudantes da Universo, que seguem se destacando em iniciativas de alcance nacional.

A comunidade acadêmica da Universo parabeniza Cesar por esse resultado expressivo e deseja que essa seja apenas uma das muitas conquistas que marcarão sua trajetória profissional e pessoal. Seu desempenho inspira colegas e demonstra que esforço, disciplina e dedicação podem abrir portas para grandes realizações.

© Alberto Araújo

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MATILDE CARONE SLAIBI CONTI E A TRAVESSIA DA MEMÓRIA: O LÍBANO COMO HERANÇA, CULTURA E IDENTIDADE - RESENHA CULTURA POR © ALBERTO ARAÚJO

A literatura possui a rara capacidade de transformar lembranças em permanência, sentimentos em reflexão e experiências individuais em patrimônio coletivo. É exatamente essa força que encontramos na participação de nossa presidente do Elos Internacional, presidente do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói e outras instituições, Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, na Coletânea Literária Internacional Lusófona Sem Fronteiras pelo Mundo, Volume 9, organizada pela escritora e jornalista Dyandreia Portugal. 

Entre coautoras de diferentes países e culturas, Matilde marca sua presença nas páginas 324 a 327 com o texto “Viagem ao País dos Cedros”, uma narrativa que transcende o simples relato de viagem para se transformar em um encontro entre história, ancestralidade e consciência cultural. 

O texto conduz o leitor ao Líbano, terra de origem de seus antepassados, revelando não apenas um território geográfico, mas uma paisagem da memória. A autora percorre caminhos onde a história milenar dialoga com a experiência pessoal, oferecendo uma visão ampla de um país que, ao longo dos séculos, tornou-se símbolo de resistência, diversidade e intercâmbio entre civilizações.

Ao narrar sua chegada à Terra dos Cedros, Matilde resgata uma busca iniciada ainda na juventude, alimentada pelas histórias ouvidas de familiares e compatriotas. A viagem torna-se, então, uma jornada de reconhecimento. Não se trata apenas de conhecer um lugar, mas de compreender as raízes que ajudam a formar a própria identidade. Nesse sentido, sua escrita revela uma dimensão universal: todos os seres humanos são, em alguma medida, viajantes em direção às suas origens. 

O Líbano apresentado pela autora surge como um extraordinário mosaico de culturas, religiões e tradições. Berço de influências que atravessaram continentes, o país é descrito como uma ponte entre Oriente e Ocidente, um espaço onde pensamentos distintos coexistem e se enriquecem mutuamente. Tal visão nos convida a refletir sobre o valor do diálogo entre as diferenças, tema especialmente relevante em um mundo frequentemente marcado pela fragmentação e pela intolerância. 

Em sua abordagem, Matilde demonstra sensibilidade ao destacar que as grandes civilizações não são construídas pelo isolamento, mas pelas trocas culturais. O Líbano, voltado para o Mediterrâneo e historicamente conectado a diferentes povos, simboliza essa vocação para o encontro. Sua capital, Beirute, aparece como expressão viva dessa característica: uma cidade que reúne modernidade e tradição, memória e renovação, Oriente e Ocidente.

Do ponto de vista filosófico, “Viagem ao País dos Cedros” suscita uma reflexão profunda sobre o significado do pertencimento. Em um tempo em que fronteiras físicas parecem cada vez mais permeáveis e identidades tornam-se múltiplas, a autora recorda que conhecer nossas origens não significa limitar-nos ao passado, mas compreender melhor quem somos no presente. A memória, longe de ser mera nostalgia, transforma-se em instrumento de autoconhecimento. 

Outro aspecto marcante do texto é sua valorização do patrimônio histórico e cultural libanês. Museus, bibliotecas, universidades, monumentos e tradições são apresentados não apenas como registros de uma época, mas como testemunhos da capacidade humana de criar conhecimento, arte e beleza. Ao contemplar esses legados, a autora ressalta a responsabilidade das gerações atuais em preservar aquilo que receberam como herança. 

Especial significado adquire a referência aos cedros, árvore que se tornou símbolo nacional do Líbano. Mais do que um elemento da natureza, o cedro representa permanência, força e renovação. Sua presença atravessa séculos, resistindo ao tempo e às transformações históricas. Da mesma forma, as raízes culturais permanecem vivas quando cultivadas pela memória, pelo conhecimento e pela transmissão dos valores entre gerações. 

A contribuição de Matilde Carone Slaibi Conti para esta importante coletânea internacional reafirma o papel da literatura como ponte entre povos e culturas. Sua narrativa demonstra que escrever é também um ato de preservação da identidade e de valorização da diversidade humana. Ao compartilhar sua experiência e sua herança libanesa, a autora oferece aos leitores não apenas informações sobre um país admirável, mas uma reflexão sensível sobre a condição humana, a memória e o pertencimento. 

Sua participação na Coletânea Literária Internacional Lusófona Sem Fronteiras pelo Mundo representa, portanto, muito mais do que uma contribuição literária. É um testemunho de amor às origens, de respeito à história e de compromisso com a cultura como instrumento de aproximação entre os povos. Em tempos que exigem compreensão mútua e diálogo intercultural, textos como “Viagem ao País dos Cedros” lembram que as verdadeiras fronteiras não estão nos mapas, mas na capacidade humana de reconhecer no outro parte de sua própria história. 

Assim, ao percorrer as páginas escritas por Matilde, o leitor também realiza sua própria viagem: uma jornada através da memória, da cultura e da sabedoria acumulada por civilizações que continuam a iluminar o presente. E, como os antigos cedros que inspiram gerações há milênios, permanece a certeza de que as raízes mais profundas são aquelas que nos permitem alcançar horizontes mais amplos. 

SOBRE A OBRA

Matilde Carone Slaibi Conti participa da Coletânea Literária Internacional Lusófona Sem Fronteiras pelo Mundo, Volume 9, organizada por Dyandreia Portugal, com o texto “Viagem ao País dos Cedros”, publicado nas páginas 324 a 327, compartilhando este espaço literário com coautores de diferentes nacionalidades lusófonas e reafirmando os laços entre literatura, memória e interculturalidade. Temas da escrita: ancestralidade, identidade cultural, patrimônio histórico, diálogo entre civilizações, memória, pertencimento e valorização das raízes libanesas.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


 







SEXTA-FEIRA: UM CONVITE PARA CELEBRAR A VIDA E RENOVAR AS ESPERANÇAS


Chegamos a mais uma sexta-feira, aquele momento especial de olhar para trás com gratidão e para frente com fé. Independentemente dos desafios enfrentados durante a semana, cada dia trouxe aprendizados, crescimento e novas oportunidades para recomeçar. 

Como escreveu Clarice Lispector, "Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece". Que possamos acolher o novo com coragem e confiança. Fernando Pessoa nos lembra de que "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena", reforçando que nossos sonhos merecem dedicação e persistência. 

Também vale recordar as palavras de Mário Quintana: "Não desperdice sua única vida tentando ser outra pessoa". Que esta sexta-feira seja um convite para abraçar nossa autenticidade e reconhecer o valor que existe em cada passo da nossa jornada. 

E, inspirados por William Shakespeare, que dizia que "É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada", possamos escolher a gentileza, a empatia e a positividade em nossas relações.

Que a sua sexta-feira seja leve, produtiva e repleta de boas energias. Leve consigo o que houve de melhor nesta semana e permita que o fim de semana renove suas forças para conquistar novos horizontes.

Feliz sexta-feira! Que a alegria, a paz e a esperança acompanhem cada momento do seu dia.

© Alberto Araújo

 


XXI ARTE E PORTAS ABERTAS EM LARANJEIRAS E COSME VELHO AMAL-2026


XXI ARTE E PORTAS ABERTAS EM LARANJEIRAS E COSME VELHO AMAL-2026 
22/9/2026 - terça-feira 
Restaurante Baixo-Gago 
Rua: Gago Coutinho, 51. Laranjeiras 

EXPOSIÇÃO DE POESIA VISUAL- Homenagem a Tchello D'Barros 
EXPOSIÇÃO de Fotopoema e Fotografia
VARAL POÉTICO 
RODA DE CONVERSA 

19h RODA DE CHORINHO
XXI ARTE E PORTAS ABERTAS EM LARANJEIRAS E COSME VELHO AMAL-2026 
Inscrições Abertas 
Trabalhos em A4 ou A3
Dia 22/9/2026 - das 15h às 18:30
Coordenação: Juçara Valverde e Lydia Simonato 
Divulgação Nina Fernandes
Enviar p jucvalverde@gmail.com 
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XXI ARTE E PORTAS ABERTAS EM LARANJEIRAS E COSME VELHO AMAL-2026 - 22/9/2026 . Terça-feira 
Restaurante Baixo-Gago 
Rua: Gago Coutinho, 51. Laranjeiras 
EXPOSIÇÃO DE POESIA VISUAL 
Ficha de Inscrição 
Nome:
ZAP:
E-MAIL:
Título do trabalho:



135 ANOS DO ENCANTAMENTO DE ANTERO DE QUENTAL: A PERMANÊNCIA DE UMA VOZ QUE MARCOU A LITERATURA PORTUGUESA

Efemérides do Focus Portal Cultural 

Neste 11 de setembro, assinalam-se 135 anos do encantamento de Antero de Quental, uma das presenças mais importantes da literatura e do pensamento portugueses do século XIX. Nascido em Ponta Delgada, nos Açores, em 18 de abril de 1842, e falecido na mesma cidade em 11 de setembro de 1891, Antero deixou uma obra que ultrapassa o seu tempo e continua a dialogar com as inquietações humanas, filosóficas e sociais da contemporaneidade. 

Poeta, ensaísta e intelectual de extraordinária sensibilidade, Antero de Quental foi um dos grandes protagonistas da renovação cultural portuguesa. A sua passagem pela Universidade de Coimbra transformou-o numa figura lendária entre estudantes, escritores e pensadores. Foi ali que consolidou a sua formação intelectual e assumiu uma posição de destaque na chamada Geração de 70, um grupo de jovens intelectuais que procurava modernizar a cultura portuguesa e aproximá-la das grandes correntes europeias do pensamento. 

Reconhecido como um dos maiores mestres do soneto em língua portuguesa, Antero imprimiu à sua poesia uma rara combinação de rigor formal e profundidade existencial. Os seus versos refletem uma permanente busca pela verdade, pelo sentido da vida e pela compreensão dos grandes dilemas da condição humana. Entre momentos de esperança e desencanto, a sua obra tornou-se um testemunho singular das tensões espirituais e intelectuais do seu tempo. 

Mas Antero foi muito mais do que poeta. Foi também uma consciência crítica da sociedade portuguesa. Defensor de ideias progressistas, participou ativamente nos debates sobre educação, política, religião e justiça social. A sua intervenção intelectual revelou um espírito inconformado, sempre disposto a questionar estruturas ultrapassadas e a promover uma visão mais moderna e humanista do mundo. 

Ao longo da vida, enfrentou profundas crises interiores e travou intensos combates filosóficos consigo mesmo. Essa dimensão humana, marcada por dúvidas, fragilidades e reflexões constantes, contribuiu para que a sua obra permanecesse tão atual. Em Antero encontramos não apenas um autor do século XIX, mas um pensador universal que continua a falar ao coração e à consciência dos leitores do século XXI. 

Os seus sonetos, frequentemente considerados entre os melhores da literatura portuguesa, revelam uma impressionante capacidade de unir emoção e pensamento, sentimento e razão. Através deles, construiu um legado literário que influenciou gerações de escritores e ajudou a definir os rumos da poesia moderna em Portugal. 

Passados 135 anos da sua partida, a presença de Antero de Quental permanece viva na memória cultural lusófona. O seu legado constitui um patrimônio de reflexão, beleza e questionamento permanente. Celebrar esta data é recordar não apenas a morte de um grande escritor, mas, sobretudo, a permanência de uma obra que continua a iluminar caminhos e a inspirar leitores em diferentes épocas e geografias.

Antero de Quental não pertence apenas à história literária portuguesa. Pertence à tradição dos grandes espíritos que fizeram da palavra um instrumento de conhecimento, de transformação e de busca incansável pela verdade. E é por isso que, 135 anos após o seu encantamento, a sua voz continua viva, atual e necessária. 

© Alberto Araújo

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