sexta-feira, 5 de junho de 2026

LICIA LUCAS E MARNE SERRANO - ENTRE NOTAS E VERSOS: O ENCONTRO DA ARTE BRASILEIRA E LATINA EM MIAMI

A cultura, em sua essência mais pura, atua como uma linguagem universal, capaz de transpor fronteiras geográficas e conectar almas por meio da sensibilidade e da criação. É exatamente esse o espírito que tem permeado a temporada de férias da renomada pianista brasileira Licia Lucas e de seu esposo, o empresário Marne Serrano, em Miami, nos Estados Unidos. O casal, que tem retorno ao Brasil agendado para o dia 23 de junho, tem aproveitado sua estadia para prestigiar importantes eventos culturais na região. 

Como parte de sua agenda cultural durante a viagem, Licia e Marne marcaram presença em uma prestigiada "Velada Literária" organizada pelo CEPI – Círculo de Escritores e Poetas Iberoamericanos. O evento, realizado no The Vintage Room Performing Arts Lounge, em Doral, Miami, foi dedicado à apresentação das obras do escritor nicaraguense William González Guevara, reconhecido pela Forbes como uma das "30 Promessas de Centroamérica 2025" e vencedor do VIII Premio Espasa de Poesía 2025. 

A noite foi marcada por diálogos profundos e pela sinergia entre diferentes linguagens: a música clássica, a literatura e a promoção cultural. Durante o evento, a presença de Licia Lucas, carinhosamente aclamada como a "Dama do Piano", elevou o tom da ocasião. A pianista, qual a trajetória é pautada por um virtuosismo técnico e uma entrega emocional arrebatadora, encontrou na plateia e entre os convidados presenças de destaque. 

Nas fotos compartilhadas gentilmente com esta editoria cultural, é possível observar a harmonia entre os artistas. Além de marcar presença no encontro com o escritor William González Guevara, Licia Lucas também registrou momentos com a poetisa, escritora e promotora cultural Ligia Guerrero e com a escritora Lesbia Espinoza. 

Esses registros não são apenas lembranças de uma viagem, mas o testemunho de uma rede de colaboração que ultrapassa o mapa, unindo o talento brasileiro à efervescência cultural de Miami. 

Falar de Licia Lucas é revisitar uma história de amor incondicional pela música. Sua trajetória é marcada por uma formação sólida, uma disciplina de ferro e um ouvido capaz de interpretar os mais sutis matizes das composições que apresenta. Ao longo de sua carreira, Licia não apenas se consolidou como uma intérprete de referência, mas também como uma embaixadora da cultura brasileira, levando a alma do nosso piano para palcos internacionais com uma sofisticação que poucos conseguem alcançar. 

A "Dama do Piano" sempre pautou sua carreira pelo equilíbrio entre a tradição e a contemporaneidade. Ela compreende que o palco não é apenas um local de exibição, mas um espaço de conexão com o ouvinte. Essa é a marca de sua longevidade artística: a capacidade de manter-se relevante, técnica e emocionalmente, ao longo de décadas, sem nunca perder a chama do encantamento pelo seu instrumento. 

Ao lado de Marne Serrano, seu companheiro de vida e grande incentivador de seus projetos, Licia construiu não apenas uma carreira, mas um legado. Marne, com sua visão empresarial e sensibilidade para a importância da cultura como pilar social, tem sido um parceiro fundamental na trajetória de sucesso da pianista. Juntos, eles formam um casal que entende que a arte precisa de espaços para florescer, e que a promoção cultural é, em última análise, um ato de resistência e construção de pontes. 

O evento no The Vintage Room Performing Arts Lounge é um exemplo claro de como a arte atua como um facilitador de conexões. Em um mundo cada vez mais digital e, por vezes, fragmentado, o encontro presencial entre uma pianista brasileira de renome e escritores latino-americanos em Miami reafirma a importância dos "encontros presenciais" na manutenção do tecido cultural.

Para a pianista, estas férias em Miami têm sido muito mais do que um período de descanso. Têm sido um tempo de recarregar as energias em meio a conversas inspiradoras e a uma atmosfera de celebração da diversidade artística. Ao observarmos as imagens compartilhadas, percebemos que o sorriso de Licia e a postura atenta de Marne diante das manifestações artísticas ali apresentadas refletem um casal que vive a cultura não como um acessório, mas como parte integrante de seu modo de existir no mundo. Eles retornam ao Brasil trazendo não apenas o descanso merecido, mas também novas ideias, contatos e o fortalecimento de laços que, certamente, se refletirão em seus futuros projetos musicais e culturais. 

A passagem de Licia Lucas e Marne Serrano por Miami reafirma, em última instância, que a arte é o único território onde todos somos compatriotas. Enquanto aguardamos o retorno da pianista ao solo brasileiro, celebramos essa sua faceta de viajante e observadora, sempre pronta a encontrar beleza onde quer que a melodia ou a palavra escrita se façam presentes. 

© Alberto Araújo

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A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS SEGUE COM A PROGRAMAÇÃO DO CICLO "CAMINHOS DA FICÇÃO" COM A PALESTRA "DOMÍCIO PROENÇA FILHO: INCURSÕES FICCIONAIS"

 

DOMÍCIO PROENÇA FILHO REFLETE SOBRE SUA OBRA FICCIONAL 

A ABL dá sequência ao ciclo "Caminhos da Ficção" com a conferência "Domício Proença Filho: incursões ficcionais", terça-feira, dia 09 de junho de 2026, às 16h. O evento tem coordenação do Acadêmico Edgard Telles Ribeiro e a entrada é franca. 

As inscrições podem ser feitas pelo link:

https://www.even3.com.br/domicio-proenca-filho-incursoes-ficcionais-746172/. 

A ABL também transmite a conferência pelo seu canal de Youtube:

https://www.youtube.com/live/yrxc1OwS-1o?si=uwb1dCTM8k_9G08w

Domício traçará um panorama das suas obras no âmbito da ficção: Breves estórias de Vera-Cruz das Almas (1991), Prêmio da Fundação Cultural de Brasilía, 1990; Estórias da mitologia: o cotidiano dos deuses (1994), uma “extravagância ficcional” com versão juvenil em três volumes: I – Eu, Zeus, o Senhor do Olimpo; II – Nós, as deusas do Olimpo; III- Os deuses menos o pai; Capitu- Memórias Póstumas, romance (1998); Histórias de um contador de histórias, no prelo.

No dia, 16 de junho, às 16h, a Acadêmica e escritora Ana Maria Machado falará sobre "Os passos fazem o caminho". Na sequência, a professora titular de Literatura Brasileira, Anélia Pietrani, apresentará a palestra “Reflexões sobre a poesia brasileira de autoria feminina”, às 17h30min, com coordenação do Acadêmico Godofredo de Oliveira Neto.

Sobre Domício Proença Filho 

Domício Proença Filho, nascido no Rio de Janeiro em 25 de janeiro de 1936, é uma das figuras de maior relevância no cenário acadêmico brasileiro, consolidando-se como um renomado professor e pesquisador de língua portuguesa e literatura brasileira. 

A base intelectual de Domício foi construída em instituições de ensino tradicionais. Sua trajetória escolar teve início no primário, na Escola Joaquim Manuel de Macedo, na Ilha de Paquetá, local onde viveu sua infância e adolescência. Posteriormente, cursou o ensino ginasial e o clássico no prestigiado Colégio Pedro II (Internato). 

Bacharel e licenciado em Letras Neolatinas pela antiga Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Possui curso de especialização em Língua e Literatura Espanhola. É doutor em Letras e livre-docente em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). 

A carreira docente de Domício Proença Filho é marcada por uma dedicação de quase quatro décadas. Ele é Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF), onde atuou como titular de Literatura Brasileira, lecionando em cursos de graduação e pós-graduação até sua aposentadoria, após 38 anos de serviços prestados. 

Além de sua marcante passagem pela UFF, o professor expandiu sua atuação para inúmeros outros estabelecimentos de ensino médio e superior, tanto no Brasil quanto no exterior, contribuindo para a formação de diversas gerações de estudiosos e para o fortalecimento da pesquisa em literatura brasileira. 

OBRAS DIDÁTICO-PEDAGÓGICAS 

Estilos de Época na Literatura. 20.ª ed. rev. São Paulo: Prumo, 2012.

A Linguagem Literária. 8.ª ed. rev. São Paulo: Ática, 2007.

Pós-Modernismo e Literatura. 3.ª ed. São Paulo: Ática, 1999. (Esgotado)

Língua Portuguesa, Literatura Nacional e a Reforma do Ensino. Rio de Janeiro: Liceu, 1974. Esgotado.

Um Romance de Adonias Filho (Uma leitura de Corpo vivo). Tese de Livre-Docência. Rio de Janeiro, 1974 (mimeo).

Manual de estilo da Enciclopédia Século XX (circulação interna), 1969.

Português e Literatura. Rio de Janeiro: Liceu, 1974. (Esgotado)

Comunicação em Português. São Paulo: Ática, 1979. 4 vols. (Esgotado)

Português. Rio de Janeiro: Liceu, 1969-70. 4 vols. (Esgotado)

Comunicação em Português. Livro do Professor. São Paulo: Ática, 1979. 4 vols. (Esgotado)

Noções de Gramática da Língua Portuguesa em tom de conversa. São Paulo: Editora do Brasil, 2003.

Por Dentro das Palavras da Nossa Língua Portuguesa. 1.ª e 2.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.

Língua Portuguesa, Comunicação, Cultura. 4 vols. São Paulo: Ed. do Brasil, 2004.

Roteiro de Dom Casmurro. Em fase de pré-publicação.

Nova Ortografia da Língua Portuguesa - Guia prático. Rio de Janeiro: Ed. Record, 2009.

Nova ortografia-Manual de consulta. Rio de Janeiro: Ed.Record, 2013.

Muitas línguas, uma língua − A trajetória do português brasileiro. Editora José Olympio, 2017. 

POESIA 

O Cerco Agreste. Belo Horizonte: Comunicação, 1979. (Esgotado)

Dionísio Esfacelado (Quilombo dos Palmares). Rio de Janeiro: Achiamé, 1984. (Esgotado)

Oratório dos Inconfidentes. 1.ª e 2.ª ed. Rio de Janeiro: Leo Christiano Ed. 1989. Ilustrado com inéditos de Portinari. (Esgotado)

O risco do jogo. São Paulo: Prumo, no prelo.

Vários poemas integrantes dessas obras, traduzidos para o italiano, figuram em antologia organizada por Sílvio de Castro. 

FICÇÃO 

Breves estórias de Vera Cruz das Almas. Rio de Janeiro: Fractal, 1991. 1.º lugar no Concurso Literário da Secretaria de Cultura e da Fundação do Distrito Federal, 1990. Esgotado.

Estórias da Mitologia – O cotidiano dos deuses. Rio de Janeiro: Leviatã, 1995.Uma extravagância ficcional. Esgotado.

Capitu – Memórias Póstumas. Romance. Rio de Janeiro: Artium, 1998. 2.ª ed., outubro de 1999. 3.ª ed., 2005.

Eu, Zeus. Narrativa ficcional. São Paulo: Global, 2000. 2.ª ed. 2005.

Nós, as deusas do Olimpo. São Paulo: Global, 2000. 2.ª ed. 2005.

Os Deuses, menos o Pai. São Paulo: Global, 2000. 2.ª ed. 2005.

Capitù – Memorie postume. Cagliari: Fabula, 2006.Trad e Pref. de Guia Boni.

Capitu - Memórias Póstumas. Texto para Leitura dramatizada. 2008.

Cinema

Conceito e definição de conteúdo do filme "Português, a língua do Brasil", dirigido por Nelson Pereira dos Santos, produzido pela Moviarte.

Televisão

Conceito, texto e a apresentação da Série de programas LER e RELER, produzida pelo CIEE para a UTV. (20 programas) 2009.

TEXTOS PUBLICADOS EM OBRAS COLETIVAS 

Enciclopédia Século XX. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura / J. Olympio, 1971. Verbetes e monografias das áreas de Teoria Literária e de Literatura Brasileira.

CASTRO Sílvio, dir. História da Literatura Brasileira. Lisboa: Alfa, 1999, vol. 2. 5 capítulos: sobre Manuel Antônio de Almeida; Bernardo Guimarães; Visconde de Taunay; Aluísio Azevedo; Graça Aranha e a continuidade da prosa impressionista.

MOTA, Lourenço Dantas & ABDALLA JR., Benjamin, org. Personae – Grandes Personagens da Literatura Brasileira. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2001: Capitu, a moça dos olhos de água.

SANT’ANNA, Afonso Romano de et al. Brasilianische Literatur: Einzgartig und umfassend – Brazilian Literature: Singular and Plural – Literatura Brasileira: Singular e Plural. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1994. Panorama da Literatura Brasileira do Século XVI ao Século XX. 1994.

© Alberto Araújo

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quinta-feira, 4 de junho de 2026

04 - A GEOMETRIA DA ALEGRIA - Nº 04 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS: UMA JORNADA LITERÁRIA © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL



04 - A GEOMETRIA DA ALEGRIA

 

Ocupas todo o espaço das horas,

habitas o centro do que digo e do que celebro.

És a luz que o sol desenha no chão,

uma arquitetura radiante

erguida pelo brilho do nosso agora.

 

Aprendi que o amor não se mede em metros,

nem se confina em gramáticas de posse.

Ele é o ritmo entre duas respirações,

o momento exato em que o relógio sorri

e decide pausar, só para viver o presente.

 

Sempre que estás, o mundo se ilumina;

ele ganha uma intensidade nova,

como uma música que, ao ecoar,

vibra feliz nas paredes da casa,

nos móveis, na poeira que dança no sol,

numa geometria de harmonia

que é, plenamente, a forma mais pura

de estarmos juntos.

 

Nº 04 da SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS:

UMA JORNADA LITERÁRIA

 

© Alberto Araújo

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ANA MARIA TOURINHO LADEADA DE OUTRAS COMPANHEIRAS BRILHA NA EXPOSIÇÃO: "ELAS: DO OLHAR AO VERBO – UMA CELEBRAÇÃO DA ARTE E DO FEMININO"

 

No coração pulsante de Lisboa, o histórico Palácio Baldaya torna-se o cenário de um encontro memorável. A exposição coletiva "Elas: Do Olhar ao Verbo", que marca as celebrações dos 13 anos da Rede Sem Fronteiras (RSF), é um convite profundo à reflexão sobre a força, a sensibilidade e a pluralidade da expressão artística feminina contemporânea. 

Com curadoria assinada por Dani Remião, a mostra, que teve sua abertura no dia 3 de junho e segue em cartaz até 15 de junho de 2026, é um mosaico de vozes. Sob a égide da RSF e da Chat Noir .Art, a exposição reúne um coletivo de artistas notáveis que transformam o "olhar",  a percepção do mundo, em "verbo",  a ação, a poética, a transformação materializada em obra. 

Dentre este prestigiado grupo de expositoras, um destaque especial ilumina a mostra: Ana Maria Tourinho. Mais do que uma artista expositora, Ana Maria é uma presença central na Rede Sem Fronteiras. Como nossa companheira elista, cenaculista e atual Vice-presidente Cultural Mundial da RSF, ela personifica a filosofia da rede: a construção de pontes por meio da cultura e o fortalecimento de laços transcontinentais. 

Para Ana Maria, a arte não é apenas um exercício estético, é uma extensão de seu compromisso intelectual e humano. Sua presença em "Elas: Do Olhar ao Verbo" reforça sua trajetória como uma defensora incansável da valorização da mulher nas artes. Ela traz, em cada obra, a profundidade de quem entende que o papel da mulher na cultura é protagonista, capaz de ditar novos ritmos e novos significados para a contemporaneidade.

A exposição no Palácio Baldaya, Estrada de Benfica, 701A é um convite a lisboetas e visitantes para uma imersão completa. Além da visitação às obras, o dia 14 de junho reserva um momento de encontro especial: uma conversa exclusiva com as artistas e o lançamento do catálogo oficial da exposição, celebrando a permanência e a memória desse encontro singular. 

Convidamos a todos a percorrerem este caminho onde o olhar se faz verbo, prestigiando a obra de Ana Maria Tourinho e de todo este coletivo que, com maestria, continua a elevar o nome da Rede Sem Fronteiras no cenário artístico global. 

© Alberto Araújo

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TEXTO DE ANA MARIA TOURINHO 

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA "ELAS - DO OLHAR AO VERBO"

Há lugares de passagem que nos convidam a ficar. Num aeroporto em Florianópolis, o tempo parou, nos mostrou o momento e registramos. Na imagem, mãe e filho habitam um mundo só seu, um universo inteiro criado pela força serena do feminino. Ali, o amor é a única língua e o brincar, o mais puro diálogo. É uma cena que transcende a fotografia para tocar a alma, evocando o poder do afeto e a doce melodia da infância.

No centro da imagem, um balanço verde é mais do que um objeto: é a materialização do refúgio. É o colo materno que embala, a promessa do feminino de que, mesmo no movimento do mundo, existe um lugar seguro. Ao seu redor, as cores conversam. O verde da esperança e da brincadeira encontra o aconchego dos tons terrosos, pintando um quadro de ternura e cumplicidade. 

Esta fotografia é a nossa contribuição para a exposição “Elas - Do Olhar ao Verbo", pois representa a essência desse conceito. Tudo começa com o olhar feminino; o nosso, que viu a poesia na cena, e o dela, que nutre e protege. Esse olhar se materializa nos verbos essenciais da mulher: cuidar, guiar, amar. É um poema visual sobre os gestos que estabelecem nossas bases, a beleza escondida na rotina e a alegria que floresce nos instantes mais simples.

Por isso, pedimos que não apenas olhe, mas que sinta. Deixe que esta imagem o leve de volta a um tempo seu, a memórias que o tempo guardou. Permita-se parar, respirar e recordar o poder contido num momento de pura e simples conexão. 

Ana Maria Tourinho




Destacamos as expositoras: ALE RAMOS; ANA MARIA TOURINHO; ANDRÉA BRÄCHER; ANGELA GUERRA; ASCENSIÓN CHANQUÉS; BEBEL RITZMANN; CARMEN F. FONSECA; CYNTHIA JAPPUR; DANI REMIÃO; DEBORA PIO; DELISE RENCK; EDINA DE AZEVEDO; FRANCIÉLLEN BÚRIGO; HELOÍSA BIASUZ; ISABEL NECTOUX; JUSSARA MOREIRA; MADDI MATTOS; MARIA INÊS NECTOUX REMIÃO; MARITA VALVERDE PORTUGAL; MARTA VERÔNICA; REGINA CREMA; ROSE AGUIAR; SANDRA SILVA; SMV; TAFINIS SAID; ZORAVIA BETTIOL








NAS AREIAS DO EGITO - A JORNADA DE FÉ E MISSÃO DO PASTOR MAHATMA LOPES

Sob a égide de um horizonte onde a história da humanidade se entrelaça com as raízes mais profundas da fé cristã, o Pastor Mahatma Lopes, líder da Igreja Nova de Niterói, empreende atualmente uma jornada de imersão missionária no Egito. A viagem, que se estende até o próximo dia 05 de junho, não se configura apenas como um deslocamento geográfico, mas como uma verdadeira expedição espiritual e cultural, marcada pelo confronto com realidades que desafiam a resiliência humana e testificam a persistência da crença em contextos de adversidade.

O Egito, berço de civilizações que moldaram o pensamento ocidental, torna-se, para Mahatma Lopes, o cenário de um aprendizado inestimável. Acompanhado pela sensibilidade de quem compreende a missão como um chamado inadiável, o pastor tem percorrido regiões emblemáticas, com destaque para sua estadia em Alexandria, a cidade que já foi o epicentro do saber antigo e que hoje, no silêncio de seus becos e comunidades, guarda o testemunho de fiéis cuja identidade permanece envolta em um necessário manto de discrição por questões de segurança. 

A experiência de Mahatma não é a de um observador externo, mas a de um ouvinte atento. Em suas interlocuções, o pastor tem captado relatos que ecoam a profundidade do sacrifício pessoal. "Estou em uma base missionária, ouvindo histórias que têm me marcado profundamente", compartilha o líder. São relatos sobre missionários que atuam nas margens, pessoas alcançadas pela mensagem do Evangelho em cenários de extrema hostilidade e irmãos que, contra todas as estatísticas, mantêm a chama da fé acesa em meio à perseguição. 

À frente da Igreja Nova de Niterói, ao lado de sua esposa, a pastora senior, Cintia Lopes, Mahatma tem conduzido um ministério pautado pela sensibilidade social e pelo compromisso com o próximo. A gestão compartilhada do ministério não é apenas um arranjo eclesiástico, mas um exemplo de parceria que reflete, na prática, a complementariedade dos dons e a visão de uma igreja aberta às dores e às esperanças do mundo contemporâneo. 

Em Niterói, essa vocação se traduz no cotidiano, mas é no Egito que o pastor expande os horizontes dessa missão. A pergunta que, segundo ele, tem "queimado em seu coração": Como podemos responder ao grande amor de Deus pelo mundo? funciona como o fio condutor de seu itinerário. Ao refletir sobre as palavras do Apóstolo Paulo em Atos 20:24. "Em nada considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus", Mahatma reitera seu propósito: a vida, em sua visão de mundo, encontra significado pleno quando colocada a serviço de algo maior, que transcende fronteiras e preconceitos.

O relato do pastor, mediado pelas redes sociais e pelo acompanhamento de sua congregação no Brasil, é permeado por dois sentimentos distintos que, na prática, se retroalimentam: a gratidão e a urgência. A gratidão é voltada para a soberania do que ele reconhece como a ação divina na história; a urgência surge da consciência de que a missão ainda está inacabada e que milhões de pessoas permanecem alheias a essa narrativa de esperança. 

Para os leitores do Focus Portal Cultural, o olhar de Mahatma Lopes sobre o Egito serve como um convite à reflexão: a fé não é apenas um dogma, mas uma disposição de escuta e de ação. Ele não busca apenas o registro turístico ou histórico, mas a conexão humana com aqueles que, muitas vezes, são invisibilizados pelos grandes relatos oficiais. 

Ao retornar ao Brasil, após o término desta etapa da missão em 5 de maio, o Pastor Mahatma Lopes trará na bagagem não apenas as impressões de uma terra antiga, mas o peso da responsabilidade de quem se tornou testemunha viva da resiliência dos cristãos perseguidos. Espera-se que, com o reatamento dos encontros religiosos em Niterói, essas vivências se convertam em combustível para um novo tempo no ministério que lidera com Cintia Lopes.

Mais do que uma simples viagem de retorno, o desembarque do Pastor Mahatma marcará a reativação de uma agenda de compromissos que visa, primordialmente, despertar a Igreja para sua responsabilidade social e espiritual. O questionamento deixado por ele: "Senhor, como posso ser parte de tudo o que Tu queres fazer na Terra?" ecoa como uma interrogação aberta a todos, convidando a uma postura mais ativa, empática e consciente diante do mundo.

Enquanto encerra sua estada nas terras do Nilo, Mahatma deixa uma mensagem que transcende a religião, tocando o âmago da condição humana: a urgência de se encurtar distâncias, de se sensibilizar com a alma do outro e de entender que o ministério, em última análise, é o ato de servir com a própria vida. 

Créditos da fotos: Mahatma Lopes compartilhadas  em seu Instagram. 

© Alberto Araújo

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BOLETRAS – BOLETIM DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS – PRESIDENTE MÁRCIA PESSANHA EDIÇÃO 53 – MAIO DE 2026 - RESENHA CULTURAL © ALBERTO ARAÚJO

AS CORES E AS VOZES DE MAIO: UM OLHAR SOBRE O BOLETRAS Nº 53

O Boletras nº 53, referente ao mês de maio de 2026, apresenta-se não apenas como um registro documental das atividades da Academia Fluminense de Letras (AFL), mas como uma componente editorial que entrelaça a sensibilidade poética com o registro institucional. Sob a coordenação da Presidente Márcia Maria de Jesus Pessanha e com o primoroso trabalho de redação e diagramação de Christiane Victer, esta edição convida o leitor a uma jornada que começa na contemplação estética e se desdobra no engajamento cívico e cultural. 

O Editorial da presidente Márcia Pessanha 

O editorial, intitulado As Cores de Maio na Tela das Significações e nas Campanhas de Conscientização, estabelece o tom do número. Ao abrir com o "Soneto de Maio" de Vinícius de Moraes, o texto cria uma ponte entre a literatura clássica brasileira e a vivência contemporânea. A análise de maio não é estática; ela é filtrada pelo espectro das cores das campanhas sociais, o amarelo do trânsito, o cinza da prevenção ao câncer cerebral, o laranja da proteção à infância e o roxo das doenças inflamatórias intestinais. Esta articulação mostra uma Academia atenta ao tempo presente, capaz de enlaçar o lirismo de Castro Alves com a urgência das causas sociais que definem o mês. A reflexão poética da própria presidente, através de seus versos em "Tardes de maio", sintetiza esse espírito de acolhimento e beleza. 

As matérias internas refletem uma instituição pulsante. O Chá de Confraternização entre a AFL e a UPPES (União dos Professores Públicos no Estado - Sindicato) destaca a importância dos laços entre entidades congêneres. O depoimento do Acadêmico Erthal Rocha é particularmente rico, ao resgatar a memória histórica da contribuição de Alberto Francisco Torres para a consolidação da sede da UPPES, provando que a Academia é também guardiã da memória cívica niteroiense. 

A edição também dá voz à diversidade de produções dos acadêmicos. Desde a palestra de Marcelo Moraes Caetano na Academia Brasileira de Letras sobre a evolução da língua portuguesa, até a participação de Guto Mello na Academia de Letras da Bahia, percebe-se um trânsito intenso de saber que ultrapassa as divisas geográficas do Estado do Rio de Janeiro. A menção às atividades da Acadêmica Licia Lucas sobre a história do piano e da Acadêmica Amanda Almeida na educação social demonstra a pluralidade artística e filantrópica do corpo acadêmico. 

A diagramação de Christiane Victer merece destaque pela clareza e elegância. O projeto gráfico do BOLETRAS utiliza o suporte visual das fotografias não apenas como adorno, mas como extensão da narrativa. A cobertura fotográfica dos eventos, o Chá na Casa do Professor, as visitas estudantis na sede da AFL e os momentos solenes, confere um caráter humano e vibrante ao boletim. 

As frases inspiradoras como: “cor é um poder que influencia diretamente a alma” de Wassily Kandinsky” e “O propósito da Educação é substituir uma mente vazia por uma mente aberta” de Malcolm Forbes elevam a leitura, proporcionando pausas reflexivas que dialogam com os textos.

A coordenação de Márcia Pessanha imprime um ritmo consistente ao boletim, equilibrando a agenda institucional, como as datas significativas de junho e os aniversariantes do mês, com o conteúdo literário, como as trovas de Alba Helena Corrêa e os haicais de Uyára Schiefer. 

O BOLETRAS nº 53 é um reflexo do momento vivido pela Academia Fluminense de Letras. Ao conseguir integrar o rigor do registro histórico com a leveza do fazer poético, sob a condução técnica de Christiane Victer e a liderança de Márcia Pessanha, a publicação cumpre seu papel de ser a voz oficial da instituição. É um documento que celebra a tradição, ao homenagear patronos e precursores enquanto abraça a modernidade, seja através das campanhas de conscientização, da tecnologia das ilustrações, ou do intercâmbio contínuo com a sociedade fluminense. Em suma, esta edição é um convite a sentir o mês de maio sob a luz das letras, da ciência e da cidadania, consolidando a AFL como um baluarte cultural ininterrupto no Estado do Rio de Janeiro. 

© Alberto Araújo

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REVISTA ROTARY BRASIL, EDIÇÃO 1.248: ONDE A EXCELÊNCIA ENCONTRA A ESSÊNCIA DO SERVIR

A edição de junho de 2026 da Revista Rotary Brasil chega aos nossos lares não apenas como um veículo de comunicação, mas como um verdadeiro mosaico do impacto rotário. Ao folhearmos a revista, somos imediatamente capturados por um projeto gráfico impecável, onde a diagramação moderna harmoniza a força das imagens com a clareza do conteúdo. É uma experiência visual que honra a magnitude das histórias nela contadas. 

O coração desta edição bate forte logo na página 19. É lá que encontramos o fenomenal texto de Ricardo Franco Teixeira, intitulado "Isso é Rotary na sua essência!". Com a maestria de quem compreende a profundidade do nosso movimento, o autor nos conduz por uma reflexão necessária sobre o que realmente significa ser rotariano, destilando o ideal de servir e o companheirismo em sua forma mais pura e transformadora. 

Esta edição é um convite constante à inspiração: 

Descubra como os Grupos de Companheirismo transcendem o lazer, unindo pessoas por hobbies e interesses comuns para fortalecer a nossa organização e expandir nossa visão de mundo.

Emocione-se com o compromisso de clubes que abraçam causas vitais, desde a proteção aos idosos até projetos de saúde bucal infantil, mostrando que o Rotary está em constante movimento, onde o serviço encontra a paixão. 

A Revista Rotary Brasil continua sendo o nosso elo mais forte com a história e a ação rotária. Convidamos você a dedicar um tempo especial para a leitura desta edição, especialmente às palavras de Ricardo Franco Teixeira, que nos lembram, de forma brilhante, por que estamos aqui: para deixar um legado duradouro de ética, companheirismo e serviço. 

LEIA A REVISTA COMPLETA NO LINK:

https://issuu.com/revistarotarybrasil/docs/junho2026 

Boa leitura e que a essência do Rotary continue a iluminar nossas ações!

© Alberto Araújo

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O DIA DE CORPUS CHRISTI EM NITERÓI: RAÍZES DE FÉ, DO PASSADO AO PRESENTE

Hoje, 04 de junho de 2026, Dia de Corpus Christi em Niterói, o céu impôs um desafio inesperado. A chuva que caiu sobre a cidade pela manhã testou a permanência das obras de arte que, durante horas de dedicação e vigília, foram meticulosamente confeccionadas sobre o asfalto da Avenida Amaral Peixoto. A visibilidade dos tapetes de sal, antes vívida e precisa, talvez tenha se convertido em um novo desenho, sutilmente moldado pelas águas. Contudo, a essência deste rito permanece intacta; afinal, o que sobrepuja qualquer intempérie é a intenção daqueles que se dedicaram ao fazer. Diante da inevitabilidade da natureza, compreendemos que a beleza não reside apenas no objeto final, mas no gesto de entrega, na união comunitária e na fé que, assim como a chuva, se espalha, contorna obstáculos e continua sua trajetória. Os tapeceiros não desistiram; após a breve tempestade, o zelo prevaleceu, reafirmando que o compromisso com o sagrado é mais forte do que as variações do tempo.

Esta celebração transcende a esfera dogmática para se afirmar como um dos fenômenos mais vibrantes da cultura popular brasileira. Mais do que um rito, o feriado é uma manifestação estética e antropológica que transforma a paisagem urbana em uma galeria de arte efêmera. Ao analisar o contraste entre a aridez do concreto e o colorido vibrante dos tapetes, percebemos que o evento é uma celebração da potência humana em criar beleza coletivamente.

A origem da festa remonta ao século XIII, na Bélgica. Santa Juliana de Cornillon, uma freira mística, relatou visões onde o próprio Cristo pedia uma celebração dedicada à Eucaristia. Contudo, foi um evento dramático que catalisou a instituição oficial: o Milagre de Bolsena, em 1263, onde uma hóstia consagrada começou a sangrar sobre o corporal durante a missa. Diante do prodígio, o Papa Urbano IV, que residia em Orvieto, promulgou em 1264 a bula Transiturus de hoc mundo, estendendo a solenidade a toda a Igreja Católica. Ele confiou a São Tomás de Aquino a tarefa de compor os textos litúrgicos e hinos, como o sublime Lauda Sion Salvatorem, que até hoje ressoam nas catedrais, sustentando a teologia eucarística. 

O fervor em torno da presença real de Cristo é sustentado também pela memória de prodígios como o Milagre de Lanciano, na Itália. Relatado no século VIII, o evento narra a dúvida de um monge que, durante a consagração, viu o pão se transformar em carne viva e o vinho em sangue humano. O que torna Lanciano singular, além da tradição, é o rigor do olhar científico: em 1971, estudos confirmaram que a relíquia consiste em tecido muscular do miocárdio humano e sangue do tipo AB. É o paradoxo da fé: o alimento da alma submetido ao veredito da ciência, reafirmando que, na Eucaristia, o próprio Coração de Cristo se oferece. 

Ao aterrissarmos essa tradição em Niterói, a Avenida Amaral Peixoto deixa de ser, por algumas horas, um corredor de fluxo cotidiano. A confecção dos tapetes é o apogeu dessa cultura: é o momento em que o cidadão comum, ao misturar pigmentos, café e sal, transforma o asfalto em tela. Esse esforço conjunto não é meramente decorativo; é uma demonstração de pertencimento e uma assinatura da identidade niteroiense. Quando o bispo, em procissão, conduz o ostensório sobre as imagens sagradas, Niterói reafirma que a presença de Cristo não está confinada aos templos: ela caminha entre o povo, abençoa a cidade e santifica o dia. 

O tapete de sal é, portanto, a metáfora perfeita da nossa existência urbana. Ele é construído com paciência, admira-se por um breve instante durante a passagem do cortejo e, logo após, dissolve-se, entregando-se ao tempo. Essa efemeridade é o que lhe confere um valor cultural precioso: ensina-nos que a beleza, mesmo sendo passageira e suscetível aos caprichos do clima, possui o poder de transformar o espaço público em um lugar de encontro e humanidade. Assim, o Corpus Christi em Niterói firma-se como um patrimônio vivo, uma crônica desenhada no chão que, a cada ano, renova nossa capacidade de admirar o belo e de conviver em comunhão. 

Para aprofundar seu conhecimento sobre o evento milagroso mencionado, você pode assistir ao vídeo: "A ciência e o Milagre de Lanciano".

https://www.youtube.com/watch?v=MGzXii2QHjk  

© Alberto Araújo

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