sábado, 22 de agosto de 2026

FOCUS PORTAL CULTURAL HOMENAGEIA ÂNGELA RICCOMI EM SEU ANIVERSÁRIO

Com uma história marcada pela generosidade e pelo compromisso com o bem-estar social, a cirurgiã-dentista paulistana e niteroiense de coração completa mais um ciclo de conquistas. 

Quando a vida é pautada pela doação, o tempo deixa de ser mera contagem de dias para se tornar um hino de esperança. Hoje, 22 de agosto, celebramos a jornada abençoada de Ângela Riccomi de Paula, cirurgiã-dentista, alma paulistana reencontrada no encanto niteroiense, mulher de têmpera forte, doçura ímpar e liderança exemplar. Em nome do Focus Portal Cultural, o jornalista e editor Alberto Araújo traz a público o eco de seu afeto e gratidão, felicitando esta importante presença cuja sua benevolência dignifica e transforma o meio em que vive. 

Ângela não ocupa a presidência de um clube rotariano por simples ofício ou títulos transitórios; ela é, em essência, uma semeadeira de auroras e esperança. Sua história no servir não começou ontem: remonta a 1985, quando passou a caminhar lado a lado com o Rotary junto ao seu amado esposo, José Célio de Paula. Ali, naquele entrelaçar de propósitos, germinava a semente que desabrocharia em sua admissão oficial em 1995. Desde então, sua trajetória tem sido uma partitura harmônica de compromisso com o próximo, generosidade sem alarde e o mais nobre e desinteressado servir, provando que a verdadeira nobreza reside na arte de estender a mão sem esperar nada além do florescer do outro.

À frente do Rotary Club Niterói Novos Tempos, Ângela transforma a sensibilidade em poesia viva e a compaixão em ação concreta. Sua liderança é melodia suave: traduz-se na escuta atenta que acolhe o silêncio do outro, no incentivo que desperta asas adormecidas e na inspiração que acende caminhos. Cada projeto que desenha, cada iniciativa que semeia e cada abraço que troca guardam o olhar atento às dores e sonhos da comunidade. Nela, a valorização da cultura, da ética e da dignidade humana não são meros conceitos, mas o ar que respira. Sob a batuta do seu coração, o clube não apenas funciona, ele floresce como um jardim de inclusão, um refúgio de solidariedade e um farol inabalável de esperança. 

Neste dia feito para a celebração, desejamos a você, Ângela, a plenitude dos risos, a firmeza da saúde, a mansidão da paz e a profusão do amor. Que cada instante deste novo ciclo seja banhado por uma luz radiante, que a gratidão seja o eco dos seus passos e que sua energia continue a transformar o ordinário em extraordinário para todos que têm a bênção de orbitar seu convívio. Que os anos que se anunciam tragam conquistas ainda mais altivas, encontros revestidos de poesia e infinitos motivos para celebrar a vida com essa intensidade que transborda e essa leveza que encanta.

Parabéns, Ângela Riccomi! Que a sua luz interior continue a desabrochar como primavera contínua, guiando vidas, entrelaçando laços afetivos e gravando pegadas inapagáveis de generosidade no coração do mundo. Pois, como bem ensina a sabedoria dos seus dias: Liderar é plantar esperança onde muitos já haviam desistido de sonhar. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




 

ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS EM CELEBRAÇÃO DOS 109 ANOS PROMOVE DEBATE DO CICLO "PUBLICAR A GENTE BRASILEIRA"

A Academia Fluminense de Letras (AFL) representa um dos pilares mais sólidos e vistosos do patrimônio intelectual do Estado do Rio de Janeiro. Transcendendo o mero papel de guardiã da memória literária, a instituição, reconhecida como Patrimônio Imaterial Cultural de Niterói, firma-se como um organismo vivo de pulsação crítica, poética e social. 

Ao celebrar mais de um século de existência e marcar, neste mês de julho, seus 109 anos de fundação, a AFL renova o compromisso de projetar o passado para o presente, vocalizando as múltiplas identidades da cultura brasileira. 

Essa vitalidade centenária reflete-se na firmeza pedagógica e na sensibilidade administrativa de sua presidente, Márcia Pessanha. À frente do sodalício, a gestora e acadêmica tem impulsionado uma agenda de abertura, onde a tradição não atua como redoma, mas sim como ponte para o debate público. Sob sua liderança, a AFL reitera que a solenidade dos ritos acadêmicos ganha verdadeiro significado quando aliada ao ecossistema cultural contemporâneo, acolhendo pensadores, pesquisadores e a comunidade leitora em dinâmicas de formação contínua. 

Exemplo incisivo dessa postura transformadora ocorreu sábado, 22 de agosto, quando a sede da instituição acolheu a 2ª edição do Ciclo de Conferências "Publicar a Gente Brasileira". Fruto de uma parceria estratégica entre a AFL e a Niterói Livros sob a coordenação do pesquisador e gestor cultural Jordão Pablo de Pão, a iniciativa reuniu intelectuais para discutir os rumos da produção editorial, da preservação e da difusão do pensamento no país. 

Com o instigante tema "Publicar Indivíduos Coletivos", o encontro debateu as tensões e convergências entre a voz singular do autor e as subjetividades comunitárias que atravessam o ato de escrever. As conferências contaram com as contribuições do professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Carlos Henrique Juvêncio, e do escritor e editor Marcelo Aceti. A mediação esteve a cargo do acadêmico Railson Barboza, responsável por tecer o fio condutor de um debate rigoroso, densamente fundamentado e sensível às complexidades do cenário literário contemporâneo. 

Ao articular o ecossistema universitário da UFF, o saber prático do mercado editorial e a chancela institucional da AFL, o evento demonstrou que publicar a gente brasileira exige uma escuta atenta dos processos coletivos. Afinal, a literatura escrita no Brasil é fruto de um trânsito perpétuo entre memórias individuais e territórios sociais.

Com iniciativas dessa envergadura, a Academia Fluminense de Letras reafirma sua posição de protagonismo no cenário cultural de Niterói e do Brasil, demonstrando que seus 109 anos de história servem de alicerce para erguer os debates do futuro. 

Créditos das fotos: Christiane Victer 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

Márcia Pessanha - Presidente da AFL

Railson Barboza - Mediador

Marcelo Aceti - escritor e editor

Jordão Pablo de Pão - Diretor Niterói Livros

Carlos Henrique Juvêncio - Professor da UFF












RAFAEL LEMES SABINO: A LUZ ETERNA DE UM PEQUENO GÊNIO, AUTOR E CAMPEÃO DA VIDA

Uma homenagem In memoriam ao nosso eterno Comendador-Mirim, cuja trajetória de afetividade, imaginação e superação continuará para sempre a iluminar o mundo. 

Em 23 de junho de 2015, a cidade de Niterói ganhava um de seus filhos mais iluminados e apaixonantes: Rafael Lemes Sabino. Desde os seus primeiros passos, ficou claro que a sua presença traria uma energia transformadora para todos ao seu redor. 

Aos 11 anos de idade, completados recentemente, Rafael jamais ocupou o papel de mero espectador da própria história. Ele não apenas viveu a infância: ele a protagonizou com uma maestria radiante, com um brilho no olhar que desarmava qualquer adversidade e com uma sabedoria afetuosa que transformava a rotina de todos em um verdadeiro cenário de infinitas possibilidades. 

Centro gravitacional de alegria e coração pulsante da família que construiu ao lado de seus amorosos e dedicados pais, Daniela e Fernando, Rafael foi a mais pura tradução do amor incondicional. Ao redor dele, o lar não era apenas um espaço físico; era um porto seguro de cumplicidade, onde cada sorriso do menino ganhava eco e cada conquista por menor ou maior que fosse era celebrada como uma vitória coletiva. A simbiose entre Rafael e seus pais forneceu o alicerce inabalável para que ele se sentisse plenamente fortalecido a ser exatamente quem ele nasceu para ser: um realizador, um sonhador e um campeão inesquecível. 

Rafael era a definição perfeita e acabada da personalidade afetiva. Ele equilibrava, com uma graça absolutamente única e cativante, a doçura e a ternura de um filho extremoso com a energia contagiante de quem entendia, na essência, que a vida é um dom precioso que deve ser celebrado e vivido com máxima intensidade. 

Sua faceta alegre, brincalhona e vibrante era, sem dúvida alguma, o seu verdadeiro superpoder. Rafael possuía aquele dom raro, concedido a pouquíssimas almas, de conquistar instantaneamente qualquer pessoa que cruzasse o seu caminho. Bastava alguns minutos em sua companhia para perceber a leveza que ele irradiava. Onde havia gravidade, Rafael trazia o riso; onde havia silêncio, ele trazia o ritmo e a vibração de sua alma generosa. 

Essa afetividade pura não era apenas um traço de temperamento, mas a sua forma de se relacionar com o cosmos. Para Rafael, cada ser humano era um amigo em potencial e cada dia, uma oportunidade para espalhar carinho. A limitação motora, que para muitos poderia soar como um obstáculo, para Rafael nunca passou de um detalhe menor diante da imensidão do seu espírito. Ele encarou cada barreira física não como um muro intransponível, mas como um degrau a ser superado com a leveza de quem sabe que o verdadeiro limite só existe na mente. Ele ensinou a todos nós que a verdadeira força de vontade é a ferramenta mais poderosa e libertadora de que o ser humano pode dispor. 

A curiosidade era o motor incansável da mente brilhante de Rafael. Seu olhar atento e perspicaz observava a realidade de uma perspectiva profundamente poética e analítica, enxergando além das aparências imediatas e buscando constantemente a próxima grande aventura.

Quando não estava desbravando fascinantes mundos digitais através dos jogos eletrônicos de ação, onde exercitava seu raciocínio rápido e seu espírito de estratégia, Rafael mergulhava de cabeça na magia cinematográfica das grandes telas. Fã confesso de filmes de suspense e aventura, ele encontrava nessas narrativas o alimento ideal para sua imaginação fértil e sem fronteiras. 

Contudo, era no silêncio acolhedor da noite que o ritual mais sagrado e belo se cumpria. Antes de dormir, os livros ganhavam vida sob seus olhos atentos e curiosos. A leitura noturna não era apenas um hábito, mas uma viagem de expansão de horizontes, onde Rafael absorvia palavras, conceitos e universos que mais tarde se refletiriam em suas próprias criações literárias. 

Essa vasta sensibilidade artística se traduzia igualmente em um gosto musical refinado e dinâmico. Rafael encontrava ritmo, energia e inspiração nas batidas envolventes de grandes fenômenos do K-pop mundial, como as bandas coreanas Blackpink e BTS. A música o fazia sorrir, cantar e sonhar acordado. E, claro, essa paixão avassaladora pela arte e pela vida não estaria completa sem o seu amor ardoroso pelo Tricolor das Laranjeiras: o Fluminense Futebol Clube. Como torcedor apaixonado, Rafael acompanhava o seu time do coração com a mesma garra, esperança e entusiasmo vibrante que dedicava a absolutamente tudo o que fazia.

Estudante destacado do quinto ano na prestigiada escola bilíngue Estação do Aprender, Rafael construiu uma trajetória acadêmica marcada pela excelência, pelo rigor intelectual e por uma dedicação admirável. 

No ano de 2024, sua capacidade cognitiva e seu empenho nos estudos do idioma inglês foram oficialmente chancelados ao conquistar seu primeiro certificado internacional emitido pela mundialmente renomada Universidade de Cambridge. Tal feito, alcançado ainda tão jovem, demonstrou não apenas sua aptidão para as línguas, mas sua busca constante por superar seus próprios horizontes.

Mas foi no ano de 2025 que o seu talento como criador e narrador desabrochou de forma inesquecível para o mundo. Com apenas 10 anos, Rafael escreveu e ilustrou a obra literária intitulada “Era uma vez... no 4º ano!”. Com uma sensibilidade ímpar, uma dose exata de humor e uma capacidade narrativa surpreendente, ele eternizou em páginas coloridas as suas memórias, suas vivências e a dinâmica de sua turma escolar. 

A obra revelou ao público o que sua família e mestres já sabiam: Rafael tinha o dom nato da escrita, a capacidade de transformar afetos em palavras e o talento de ilustrar sentimentos com a pureza da infância. Ao publicar seu livro, ele não apenas realizou um sonho pessoal, mas abriu portas e pontes, tornando-se uma prova viva de que a criatividade humana é absolutamente livre e não reconhece qualquer tipo de barreira. 

A genialidade e a contribuição de Rafael Lemes Sabino não ficaram restritas às paredes da escola ou ao aconchego do lar. A maturidade de seu pensamento de jovem talentoso e a beleza de sua produção literária logo alcançaram os mais altos e rigorosos círculos culturais e acadêmicos do Estado do Rio de Janeiro. 

O ano de 2026 marcou a consagração oficial desse talento precoce. Em um gesto de justo reconhecimento à sua sensibilidade, à sua determinação e à sua obra literária, Rafael foi agraciado com a prestigiada Comenda Waldenir de Bragança, sob a digníssima indicação e chancela do ilustre cenaculista Levy Pinto de Castro Filho, honraria outorgada pela secular e respeitada instituição Cenáculo Fluminense de História e Letras, presidida pela nossa admirável e talentosa Matilde Carone Slaibi Conti. 

A outorga da sua Comenda na categoria Literatura, também concedida ao seu parceiro André Neves Abreu na Categoria Artes, foi entregue em um momento engalanado no dia 20 de junho de 2026, durante a solene sessão de posse no Cenáculo da acadêmica Idalina Andrade Gonçalves, nossa distinta confreira que integra o Real Gabinete Português de Leitura e tantas outras egrégias instituições. 

Naquela manhã memorável, cercado do carinho das mais altivas luzes da cultura fluminense, Rafael foi imortalizado como o nosso Comendador-Mirim. A honraria selou o pacto entre a sua jovem literatura e a história cultural de Niterói, eternizando o menino que transformou sonhos em palavras e coragem em poesia. 

Ao receber essa distinção honorífica, Rafael passou a ser carinhosamente e eternamente reconhecido como o nosso Comendador-Mirim. A honraria representou o testemunho de que a sua imaginação ultrapassara as fronteiras da infância para se inscrever com letras de ouro na história cultural da cidade de Niterói. Ele provou que a literatura não exige idade para ser profunda, mas sim verdade, coração e alma, virtudes que sobravam em cada gesto do pequeno autor.

O ciclo terreno do nosso querido Rafael encerrou-se no dia 21 de agosto de 2026. A notícia de sua partida deixou corações desolados e uma saudade profunda que ecoa por toda a cidade de Niterói e entre todos aqueles que tiveram a bênção de conhecê-lo. Contudo, como nos ensina a sabedoria da fé e a posteridade da arte, Consummatum est — tudo está cumprido. 

A missão de Rafael na Terra, embora breve aos olhos humanos, foi plenamente realizada em amor, lições e beleza.

Nosso eterno Comendador-Mirim foi chamado para os braços amorosos de Deus. Se a dor da despedida é inevitável, a certeza de sua imortalidade através das memórias que deixou é a nossa maior consolação. O compromisso que assumimos hoje, familiares, amigos, professores, leitores e admiradores, é o de resguardar o seu talento extraordinário, a sua alegria contagiante e a sua profunda afetividade em nossos corações para sempre. 

Aos seus pais, Daniela e Fernando, cujos braços sempre foram o ninho de amor de Rafael, dirigimos os nossos mais sinceros e profundos sentimentos de solidariedade e afeto. A dedicação de vocês permitiu que o mundo conhecesse a imensidão do espírito de Rafael. Que Deus guarde Rafael em Seu Coração Divino e conceda o conforto celestial a toda a família e aos amigos neste momento de saudade.

Rafael Lemes Sabino deixa um legado indelével. Ele não foi apenas um menino que passou entre nós; ele foi um autor do próprio destino, um sonhador incansável e, acima de tudo, um campeão da vida. Sua história continuará a ecoar como uma fonte inesgotável de inspiração, lembrando-nos diariamente de que a força de vontade e o amor são capazes de vencer qualquer limite.

"Que a sua determinação continue a iluminar o caminho, Rafael. O mundo é pequeno demais para a imensidão da sua imaginação e a força do seu coração."

 

Informações sobre as Homenagens e Despedida 

Convidados parentes, amigos e admiradores para a celebração da vida e despedida do nosso querido Rafael:

Data: 23 de agosto de 2026 (Domingo)

Horário: 11h às 13h (Velório e Sepultamento)

Local: Cemitério Parque da Colina

Endereço: Estrada Francisco da Cruz Nunes, 987 – Pendotiba, Niterói – RJ

Homenagens com flores: (21) 97733-2626 / (21) 96423-9752

O sorriso e a alegria do Rafael estarão para sempre guardados em nossos corações.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

22 de agosto de 2026



sexta-feira, 21 de agosto de 2026

A POÉTICA DO AFETO: "HISTÓRIAS DE AMOR NO VALE DO GIRASSOL" - CRÔNICA-CRÍTICA © ALBERTO ARAÚJO

 

Falar de amor na contemporaneidade tornou-se um exercício quase arqueológico. Em meio à velocidade imposta pelas telas e à efemeridade das relações líquidas, o cinema romântico, muitas vezes rotulado de forma simplista como "água com açúcar", cumpre um papel fundamental: ele nos devolve o direito à pausa, ao suspiro e à crença genuína na alteridade. É exatamente sob essa ótica que eu e minha Shirley nos deparamos recentemente com "Histórias de Amor no Vale do Girassol" (Love Stories in Sunflower Valley, 2021). Dirigido por Robert Lieberman e roteirizado por Rebeca Hughes, o longa não se propõe a revolucionar a estética cinematográfica, mas abraça com extrema dignidade uma missão muito mais nobre: tocar o coração do espectador através da simplicidade bem contada.

O filme já nos conquista nos primeiros minutos ao resgatar um dos tropos mais clássicos e deliciosos da comédia romântica: o encontro casual impulsionado pelo caos cotidiano. Kate (interpretada com muita empatia por Erin Cahill), uma dedicada jornalista de Seattle, vê sua rotina virar de cabeça para baixo quando, em um tropeço distraído, derrama café na camisa impecável de Drew (Marcus Rosner). 

Esse pequeno acidente não é apenas um artifício cômico; ele funciona como uma metáfora sutil para o próprio amor. Afinal, o afeto genuíno raramente avisa quando vai chegar. Ele irrompe desorganizando a nossa rota, mancha a nossa rigidez e exige que a gente baixe a guarda. A química imediata entre a dupla de coprotagonistas estabelece o tom de um romance leve, acolhedor e profundamente envolvente, daqueles que nos fazem torcer pelos personagens desde o primeiro olhar trocado. 

A trama ganha fôlego quando a missão profissional de Kate a obriga a retornar às suas raízes em Sunflower Valley, uma cidade natal que pulsa sob o amarelo vibrante dos campos de girassóis e guarda segredos do passado. Acompanhada por seu charmoso colega de redação (o próprio Drew, que embarca nessa jornada ao seu lado), Kate mergulha na investigação dos diários de Olívia Klein, uma moradora lendária que, ao longo do século XX, atuou informalmente como o cupido da região, unindo dezenas de corações. 

Ao desvendarem essas memórias afetivas dos antigos habitantes, Kate e Drew não estão apenas produzindo uma matéria jornalística; eles estão fazendo uma imersão na arqueologia do sentimento. O filme transita com muita sensibilidade entre o passado e o presente, mostrando que, independentemente da época, as dores e as delícias de amar permanecem as mesmas. Sob a batuta de Lieberman, a cidade fictícia de Sunflower Valley deixa de ser apenas um cenário pitoresco e se transforma em um refúgio temporal, um espaço onde o tempo desacelera para dar lugar à escuta e à entrega emocional. 

Eu e minha Shirley assistimos a essa obra com aquela sensação rara de aconchego que poucos filmes conseguem proporcionar hoje em dia. Em uma época em que o cinema muitas vezes aposta na distopia, no cinismo ou na complexidade excessiva, "Histórias de Amor no Vale do Girassol" nos lembra do valor do cinema como um abraço. 

A atuação cativante do elenco, que ainda conta com a sólida presença de Colleen Wheeler  sustenta uma narrativa que celebra o amor em todas as suas dimensões: o amor romântico, o amor comunitário e o amor pelas lembranças que nos constituem. É uma crítica cultural positiva a se fazer: precisamos de mais obras que nos permitam sonhar acordados, que valorizem a delicadeza e que nos encorajem a olhar para o lado e enxergar, no outro, um porto seguro.

Que o vale dos girassóis sirva de lembrete constante para todos nós: amar é, acima de tudo, a arte de permitir que a nossa história seja reescrita pelo outro. 

APÊNDICE: SOBRE O FILME 

Para quem deseja se aventurar por Sunflower Valley, aqui estão alguns detalhes técnicos e um resumo mais detalhado sobre a narrativa que embalou nossa sessão: 

Sinopse: Kate, uma assistente em um jornal de Seattle há cinco anos, vê a chance de brilhar ao propor uma matéria sobre os diários secretos de Olívia Klein, uma lendária casamenteira de sua cidade natal. No entanto, o projeto é entregue a Drew, um escritor recém-chegado. A contragosto, Kate aceita o papel de guia e assistente, embarcando em uma viagem que revela segredos do passado e, inevitavelmente, o florescer de uma paixão entre eles enquanto investigam o verdadeiro significado de "almas gêmeas".

Ficha Técnica:

Título Original: Love Stories in Sunflower Valley (2021)

Direção: Robert Lieberman

Roteiro: Rebeca Hughes

Duração: 1h 30min 

Elenco Principal:

Kate Francis: Erin Cahill

Drew Hutton: Marcus Rosner

Linda Francis: Colleen Wheeler

Joe Francis: Brent Stait 

©Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


(Assistir ao filme completo)









ELOS INTERNACIONAL EM MOVIMENTO CULTURAL

A presidente do Elos Internacional, Matilde Carone Slaibi Conti, segue em suas inspiradoras andanças culturais, reafirmando o compromisso da instituição com a arte, a inclusão e o diálogo entre culturas. Após prestigiar o lançamento do livro de nossa confreira Mimi Lück, Matilde marcou presença, na noite de 21 de agosto, na Sociedade Fluminense de Fotografia, em Niterói, para participar da palestra “Acessibilidade em Espaços Expositivos”, conduzida por Ana Paula Campos e Gislana Vale. 

O evento, promovido pela Prefeitura de Niterói e pela Secretaria Municipal das Culturas, trouxe reflexões sobre o papel da acessibilidade na democratização dos espaços artísticos, ampliando o olhar para quem pode participar, circular e expor sua produção nesses ambientes. 

A presença de Matilde reforça o protagonismo do Elos Internacional na promoção da diversidade cultural e da acessibilidade artística, valores que sustentam sua missão de conectar pessoas e ideias em torno da cultura como instrumento de transformação social.

O Elos Internacional da Comunidade Lusíada é uma entidade que promove o intercâmbio cultural entre países de língua portuguesa, incentivando a arte, a literatura e o diálogo entre povos. A atuação de sua Diretoria de Cultura reafirma que cultura é um direito e um elo que une fronteiras. 

© Alberto Araújo

Diretor do Elos Internacional 


 







A PRESIDENTE DO ELOS INTERNACIONAL MATILDE CARONE SLAIBI CONTI PRESTIGIA MIMI LÜCK

A Diretoria de Cultura do Elos Internacional tem a alegria de informar que nossa presidente, Matilde Carone Slaibi Conti, marcou presença no lançamento literário de “Em Direção ao Sol Posto”, obra da escritora Mimi Lück, realizado hoje, 21 de agosto de 2026, na Igreja Presbiteriana Betel, em Niterói. O evento foi um verdadeiro encontro de cultura e emoção, reunindo amigos, leitores e admiradores em uma atmosfera de celebração à literatura e à vida. 

A nova obra de Mimi Lück, composta por trovas delicadas e cheias de significado, é um tributo à maturidade, às lembranças e à esperança que acompanham nossa jornada. Em versos sensíveis, a autora convida o público a refletir sobre o tempo, o amor e a fé, transformando memórias em poesia e sentimentos em arte. 

Durante a noite, os presentes puderam participar de uma sessão de autógrafos e de um bate-papo enriquecedor com a autora, que compartilhou inspirações e experiências por trás de sua escrita. A presença da presidente Matilde, reforçou o compromisso do Elos Internacional com a valorização da cultura e da literatura, apoiando iniciativas que promovem a arte como expressão de identidade e união.

O lançamento de “Em Direção ao Sol Posto” foi marcado por emoção, boas conversas e momentos de profunda conexão, celebrando não apenas um livro, mas também a força da palavra e da memória. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional 











PRESENÇA-AUSENTE: ECOS DE MARIA AMÉLIA PALLADINO - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADA EM FOTOGRAFIA DE MARIA AMÉLIA PALLADINO POSTADA POR WYLMA GUIMARÃES

 

É impossível olhar essa imagem e não sentir o sopro suave da saudade. Daqui do terceiro andar, observo o mar lá fora, e ele parece murmurar o nome de Maria Amélia Palladino, como se cada onda trouxesse de volta um fragmento de sua voz firme e acolhedora. O horizonte se abre em azul profundo, e nele repousa a lembrança de sua presença, como um canto que nunca se cala. 

As ondas se erguem e se desfazem em espuma, lembrando o ritmo de sua fala, ora serena, ora vibrante, sempre carregada de paixão pela cultura. Cada brisa que atravessa a janela traz consigo a sensação de que Maria Amélia ainda nos guia, soprando coragem e ternura em nossos corações. Na luz que invade o espaço, há algo de sua energia, aquela força tranquila que unia pessoas, ideias e sonhos em torno da cultura luso-brasileira. É como se o sol, ao se debruçar sobre o mar, revelasse o brilho de seu sorriso, e cada raio fosse um gesto de afeto que ela deixou espalhado entre nós. 

A fotografia, postada por Wylma Guimarães no grupo da Rede Sem Fronteiras, é um gesto de carinho e reverência. Nela, Maria Amélia surge sorridente, diante do horizonte azul, como quem contempla o infinito e o transforma em poesia. Sua expressão traduz serenidade e sabedoria, marcas de quem viveu para servir à arte, à literatura e à amizade. 

Como eterno discípulo de Maria Amélia, confesso que fiquei profundamente comovido ao ver essa imagem. Ela não é apenas uma lembrança; é um convite à reflexão sobre o legado que permanece. A ausência física se dissolve diante da presença espiritual que ainda guia tantos de nós. 

Maria Amélia era a alma da Academia Luso-Brasileira, não apenas por sua liderança competente, mas por sua capacidade de fazer da simplicidade um instrumento de grandeza. Com amor e dedicação, ela transformava encontros em pontes, palavras em abraços, e projetos em sementes de cultura entre Brasil e Portugal. 

Hoje, ao ver os acadêmicos unidos, dando continuidade aos trabalhos, sinto que sua missão segue viva. Cada texto, cada evento, cada diálogo é uma forma de manter acesa a chama que ela acendeu. A presença ausente de Maria Amélia é, paradoxalmente, o que mais nos une, porque sua essência permanece impregnada em cada gesto de quem acredita na força da cultura e da amizade. 

O mar, testemunha silenciosa de tantas histórias, parece guardar o eco de sua risada. E nós, que seguimos seus passos, aprendemos que a verdadeira eternidade não está no tempo, mas na memória que se renova a cada lembrança.

Parabéns a todos os acadêmicos que continuam realizando os propósitos de contribuir para a cultura de Brasil e Portugal. Que essa foto, compartilhada com tanto afeto por Wylma, seja um símbolo de continuidade, um lembrete de que a saudade também pode ser uma forma de presença.


© Alberto Araújo

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OAB NITERÓI FIRMA PARCERIA COM HONDA BRASIL E REFORÇA COMPROMISSO COM A ADVOCACIA E A SOCIEDADE

A Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Niterói, presidida por Pedro Gomes, acaba de firmar um convênio com a Honda Brasil, por intermédio da concessionária Hayasa Niterói, que garante condições especiais na compra de veículos diretamente de fábrica. A iniciativa oferece descontos exclusivos de 12% nos modelos HR-V e WR-V e de 9% no Honda City, benefícios que só podem ser concretizados mediante negociação direta com a fábrica Honda através da Hayasa Niterói. 

Mais do que uma vantagem comercial, essa parceria simboliza o cuidado da OAB-Niterói com seus inscritos e a busca constante por oferecer benefícios que valorizem o exercício da advocacia. A Subseção, que representa milhares de advogados e advogadas da cidade, tem se destacado por iniciativas que vão além da defesa das prerrogativas profissionais: atua como ponte entre a classe e a sociedade, promovendo cidadania, justiça e inclusão. 

Sob a liderança de Pedro Gomes, a OAB-Niterói tem reforçado seu papel institucional e social. A advocacia niteroiense não se limita ao espaço dos tribunais; ela está presente em projetos comunitários, em ações de orientação jurídica gratuita e em campanhas de conscientização que impactam diretamente a vida dos cidadãos. A Subseção tem sido protagonista em debates sobre direitos humanos, igualdade de gênero, combate à violência doméstica e defesa das minorias, mostrando que o advogado é, antes de tudo, um agente transformador da realidade. 

Pedro Gomes, à frente da 16ª Subseção, tem pautado sua gestão pela valorização da classe e pela aproximação com a comunidade. Sua atuação busca fortalecer a imagem da advocacia como essencial à democracia e ao Estado de Direito. A OAB-Niterói, sob sua presidência, tem promovido cursos de atualização, palestras e eventos culturais, criando um ambiente de constante aprendizado e integração. 

A parceria com a Honda Brasil é apenas um exemplo da visão moderna e abrangente da instituição. Ao oferecer benefícios concretos, como descontos em veículos, a OAB demonstra que está atenta às necessidades práticas dos advogados, que muitas vezes dependem de mobilidade para exercer sua profissão com eficiência. Esse cuidado com o cotidiano da advocacia reflete o compromisso da Subseção em estar ao lado de seus inscritos em todas as dimensões da vida profissional.

A advocacia niteroiense, representada pela OAB, é um patrimônio da cidade. Ela contribui para a construção de uma sociedade mais justa, orienta cidadãos em momentos de dificuldade e defende direitos fundamentais. A 16ª Subseção agradece à concessionária Hayasa Niterói pela parceria e reafirma sua missão de ser uma instituição que não apenas protege os advogados, mas também serve à comunidade com ética, responsabilidade e dedicação.

 

Créditos das fotos 

e vídeo https://www.instagram.com/reels/DcPIs-CP3BY/

© Alberto Araújo

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