sábado, 1 de agosto de 2026

NO MÊS DE AGOSTO, O CLUBE DE LITERATURA CLÁSSICA CONVIDA PARA REVIVER "OS TRÊS MOSQUETEIROS"


Convida você para uma das maiores aventuras da literatura: Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. 

O romance acompanha o jovem D'Artagnan, que deixa sua terra natal rumo a Paris com o sonho de se tornar um mosqueteiro do rei. No caminho, uma sucessão de encontros improváveis o une a Athos, Porthos e Aramis em uma história de amizade, honra, intrigas políticas e duelos inesquecíveis. 

Publicado originalmente em 1844, em capítulos nos folhetins, o romance tornou-se um fenômeno editorial. Ajudou a estabelecer o romance histórico como gênero e transformou a forma como lemos e assistimos a histórias até hoje. 

Um clássico de leitura leve, divertida e envolvente. Não por acaso, o lema "Um por todos e todos por um" atravessou gerações e fez de Os Três Mosqueteiros uma das obras mais conhecidas da literatura universal. 

Nossa edição contempla: 808 páginas com tradução inédita de Mário Vilela, acompanhada de notas de contextualização histórica e linguística. 

158 ilustrações de Maurice Leloir, produzidas em 1890, reconhecidas pelo rigor histórico na representação da França do século XVII.

Brindes exclusivos da edição. E entrando no Plano Mecenas do Clube em agosto, você também ganha de presente nossa edição exclusiva de Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo, edição bilíngue francês-português com tradução de Machado de Assis. 

Dois grandes clássicos franceses reunidos em um único box, em uma condição exclusiva para novos membros. 

Os Três Mosqueteiros - Lançamento 

https://www.youtube.com/watch?v=pJ1acskBkGY&t=11s 






 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

JÁ PAROU PARA PENSAR NO SEU PROPÓSITO? - RESENHA DA MATÉRIA DE RICARDO FRANCO TEIXEIRA DA REVISTA ROTARY BRASIL


Resenha da Mensagem do Presidente da Revista Rotary Brasil — Ricardo Franco Teixeira (agosto 2026) © Alberto Araújo 

Em sua inspiradora mensagem de agosto de 2026, Ricardo Franco Teixeira provoca a reflexão profunda de cada leitor rotariano ou não sobre a essência de suas ações na vida adulta. O autor aponta que, enquanto algumas pessoas têm clareza absoluta de seus objetivos e vivem com entusiasmo contagiante, outras caminham sem perceber a falta de um rumo definido.

No contexto do Rotary, essa premissa ganha ainda mais força: “Quando falamos do Rotary para não rotarianos e não rotarianas, será que deixamos claro o nosso propósito, as nossas ideias, os nossos objetivos e a visão de futuro que temos?”. 

A clareza na comunicação é apontada como a chave para atrair novas mentes e corações para a causa. "Falta mesmo... Falta propósito. E com os nossos clubes? Seria diferente?" — Ricardo Franco Teixeira. 

Ricardo destaca a importância dos grandes eventos rotários como catalisadores de engajamento e companheirismo. Ele convoca todos a participarem do 49º Instituto Rotary do Brasil, que acontecerá em Recife, uma cidade rica em história e cultura. Durante o evento, destaca-se a presença de grandes lideranças globais e regionais, como: 

Tom Gump: Presidente 2025-26 da Comissão de Crescimento do Quadro Associativo e diretor do Rotary International, que reforça a meta ambiciosa de atingir 1,25 milhão de associados até 2030.

José Ubiracy Silva e Yinka (Presidente do Rotary International): Símbolos de liderança e inspiração para novas parcerias e conversas transformadoras. 

Desafio Prático: Você sabe indicar, na sua cidade ou distrito, o melhor clube para um novo associado interessado em educação, saúde, relações internacionais ou paz? O engajamento começa na capacidade de conectar o perfil do novo membro ao propósito ideal do clube. 

Com a chegada do inverno rigoroso em algumas regiões, o Rotary demonstra mais uma vez sua agilidade e eficácia humanitária. O destaque da edição de capa, intitulada "Solidariedade que aquece", joga luz sobre o apoio inestimável às populações vulneráveis durante os meses frios. Além disso, o texto celebra importantes iniciativas paralelas programadas para agosto: Hepatite Zero no Brasil: O grupo coordenado pelo Grupo Rotary em Ação (liderado por Humberto Silva, Nadir Zacarias e Alexandre Ferreira) promove grandes eventos de divulgação e testagem rápida.

Dia Nacional das Artes (12 de agosto): A cultura como vetor fundamental de transformação social e desenvolvimento humano, integrada às ações dos clubes.

A mensagem de Ricardo Franco Teixeira encerra-se com um chamado urgente e motivador. O tempo voa, e o propósito só ganha valor real quando colocado em prática. Que cada leitor e rotariano possa refletir sobre seu papel, inspirar sua rede de contatos e fortalecer o impacto duradouro do Rotary na sociedade. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 



O VELHO MONGE E A ETERNIDADE DAS ÁGUAS - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO A LEVY PINTO DE CASTRO FILHO

A palavra tem o poder misterioso de rasgar o tempo. Quando meu confrade Levy Pinto De Castro Filho lançou ao vento digital a sua bênção poética, desejando que o Velho Monge ainda estivesse em condições favoráveis para um mergulho nas águas divinas que abençoaram a minha infância, algo em mim estremeceu. Não foi um simples comentário de rede social; foi uma chave enferrujada que girou no portal da memória, escancarando os porões da saudade mais profunda. 

O Velho Monge não é apenas um acidente geográfico, tampouco um mero acidente de curso d'água traçado nos mapas escolares. Para quem nasceu sob a sua tutela, o Rio Parnaíba é uma entidade viva, um patriarca ancestral que carrega nos ombros largos da correnteza a história, o suor e a alma de dois estados irmanados: Piauí e Maranhão. Ele é a fronteira que une, o espelho que reflete o céu escaldante do trópico e o ventre líquido que embalou os sonhos de menino que hoje habitam a minha maturidade.

Responder ao Levy de forma protocolar seria trair a grandiosidade desse amor. Eu disse a ele, num impulso matinal, que o Velho Monge continua com a sua imponência. E continua. Serpenteando altaneiro de norte a sul, cortando as terras piauienses e maranhenses como uma cicatriz luminosa de prata e barro. Mas as palavras iniciais pareceram curtas, quase tímidas diante do oceano de afeto que sinto por aquelas margens.

Falar do Parnaíba é falar de sobrevivência e poesia. É lembrar do som abafado das matas ciliares ao amanhecer, do balé silencioso dos barcos de pesca deslizando sobre o espelho d'água, do cheiro da terra molhada quando a primeira chuva de inverno beija a caatinga sedenta. Nas águas turvas e fortes do Velho Monge, eu não apenas aprendi a nadar; eu aprendi a contemplar a permanência. Enquanto tudo ao redor muda, as cidades crescem, os rostos envelhecem, os amigos partem e os ipês florescem e caem, o rio permanece. Ele passa, mas fica. É o eterno retorno.

A infância da gente nunca morre de todo; ela apenas se refugia no curso das coisas que nos formaram. Cada mergulho de outrora, quando o sol escaldante do Piauí feria a pele e a água morna trazia o alívio imediato, está cravado na minha espinha dorsal. E saber que essas mesmas águas continuam alimentando o meu povo, regando a lavoura, saciando a sede, alimentando o imaginário dos poetas e embalando os ribeirinhos,  me dá a certeza de que há algo sagrado que resiste ao tempo.

Por isso, a provocação carinhosa do confrade Levy Filho ecoa como um chamado. Sim, o Velho Monge ainda está lá. E enquanto eu tiver fôlego para alinhavar palavras e coragem para olhar para dentro, mergulharei de cabeça nessas mesmas águas divinas. Porque um homem pode deixar as margens do seu rio, mas o rio, ah, esse jamais sai de dentro dele.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural








 

O ECO DO VELHO MONGE E A GEOGRAFIA DA ALMA CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO A GILDA UZEDA

Em nossa vida existem sons que permanecem adormecidos até que o aceno de uma sensibilidade rara os desperte. Que a alma guarda em uma gaveta secreta, esperando apenas o sopro de uma brisa mansa para destrancá-la. A sua mensagem, Gilda, foi essa brisa. Quando os seus olhos tocaram as minhas linhas e as suas mãos teceram aquela resposta, não foi um simples comentário digital que cruzou o espaço; foi o perfume da terra molhada após a primeira chuva de dezembro ou janeiro que invadiu o meu quarto. 

As palavras que você escolheu carregavam o peso leve da poesia. Elas me trouxeram de volta a infância, o barulho do vento nas folhas de carnaúba, o estalar do chão seco sob os pés descalços. E, de repente, a distância física evaporou-se. Fui tragado de volta ao Piauí com a força de um abraço saudoso, revivendo cada palmo daquele chão que nos habita. 

A filosofia nos ensina que o homem é um ser de horizontes, mas a poesia nos lembra de que o horizonte mais vasto é sempre o de dentro. Você, com essa imensa sensibilidade que transborda, revelou-se muito mais do que uma leitora atenta: revelou-se uma Geógrafa de Alma. 

Enquanto a ciência dos mapas mede distâncias, demarca rios e calcula altitudes com a frieza dos números, a sua geografia é a arte de cartografar os afetos. Você mapeia o invisível. Encontrou no meu texto não apenas letras dispostas em sequência, mas o relevo da nossa saudade, a hidrografia das nossas lágrimas e a seiva que alimenta a nossa essência mais profunda.

Olhar para as nossas raízes é um exercício sagrado de autoconhecimento. No sertão que nos pariu em espírito, a existência não é um dado abstrato; ela é esculpida a ferro e fogo, ou melhor, a sol e poeira. A seca, que a nomeou com tanta propriedade, veste-se de uma categoria metafísica. Ela é a grande lapidadora da nossa têmpera. 

Onde a terra racha e o sol escalda, a vida não desiste; ela apenas se recolhe ao silêncio fértil da raiz, guardando forças para o tempo da graça. 

Há uma beleza quase dolorosa nessa paciência do sertanejo. É o estoicismo de quem compreende os ciclos do cosmos sem perder a esperança na promessa da chuva. Quando você leu o meu texto e o devolveu banhado dessa compreensão, percebi que a saudade não é um poço de melancolia, mas um altar. O saudosista é o guardião do sagrado. Ele olha para trás não para estacionar no tempo, mas para recolher a luz que o guiará na travessia. Em um mundo tão líquido e apressado, fincar os olhos nas nossas origens é um ato de profunda resistência lírica. 

E como não me render à imagem poética que você evocou ao falar da "paciência perene do Velho Monge"? 

Heráclito dizia que nunca nos banhamos no mesmo rio. Mas o Parnaíba, na sua majestade secular, parece desafiar a pressa do filósofo grego. Ele corre, silencioso e soberano, lavando as margens da nossa história, levando consigo os segredos de um povo, mas mantendo intacta a sua alma. O Velho Monge é o próprio tempo transformado em água. 

Sentar-se às margens desse rio, embalado pelas suas palavras, foi um exercício de purificação. O sol ensolarado que você descreveu, esse calor que aquece a alma e não apenas o corpo, é a luz da verdade que nos desnuda. No sertão, não há espaço para máscaras. Sob a claridade implacável daquele sol, a vida é nua, crua e intensamente verdadeira. O rio ensina a contornar os obstáculos com a suavidade da persistência, lembrando-nos de que a força verdadeira nunca faz alarde; ela apenas flui, inexorável e mansa. 

Você encerra a sua mensagem com uma verdade que pulsa como um segundo coração: "um interior sertanejo que jamais deixa de pulsar nas veias dos seus filhos".

Como explicar que a poeira de uma estrada vicinal se transforme em hemoglobina? Como pode a vastidão de um horizonte seco ajustar o ritmo das batidas do nosso peito, mesmo quando vivemos longe? 

É a Topofilia em seu estado mais puro, o amor visceral pelo chão que nos viu nascer ou que adotou os nossos sonhos. O Piauí não é um ponto no mapa que se visita nas férias; é um estado de espírito que viaja dentro de nós. Ele mora no sotaque que teima em escapar, na forma como olhamos o pôr do sol, na ânsia por horizontes livres. 

Essa pulsação que você identificou foi o que me arrebatou. Fiquei profundamente saudosista, sim, mas foi uma saudade bonita, daqueles que brotam nos olhos como orvalho e se transformam em gratidão.

Gilda, a sua sensibilidade foi o espelho que capturou a luz da minha escrita e a devolveu amplificada. Quando escrevemos, lançamos uma semente ao vento; quando lemos uma resposta como a sua, sabemos que a terra era fértil. 

Você provou que a verdadeira geografia não estuda apenas o solo, mas o que o homem faz com a saudade desse solo. Obrigado por me devolver a minha própria pátria em forma de poesia. As suas palavras agora correm juntas com o Velho Monge, regando as minhas raízes e mantendo o sertão vivo, pulsante e eterno dentro de mim. Com carinho e a alma banhada pelo sol da nossa terra, 

 © Alberto Araújo













BRILHO DA CULTURA FLUMINENSE: PROFA. DRA. MÁRCIA PESSANHA É AGRACIADA COM A MEDALHA DE HONRA E MÉRITO À MULHER BRASILEIRA

É com alegria que a comunidade cultural e literária celebra a outorga da Medalha de Honra e Mérito à Mulher Brasileira à ilustre Profa. Dra. Márcia Pessanha, presidente da tradicional Academia Fluminense de Letras (AFL), da FALERJ e governadora do D-8 Elos Internacional. 

A honraria foi entregue durante a solene cerimônia dos Artilheiros da Cultura, sob a coordenação de Mara Joaquim e Antônio Pereira. O evento reuniu grandes personalidades dos meios cultural, social e educacional fluminense. Na ocasião, oito mulheres de expressivo destaque receberam a comenda, sendo indicadas pela jornalista e acadêmica Nina Fernandes, idealizadora do projeto Mosaico Cultural. 

A trajetória acadêmica e literária da professora Márcia foi celebrada com aplausos emocionados pelo público presente, simbolizando a perfeita união entre a erudição intelectual e a vibrante militância poética que marcam sua vida pública. Em um momento de forte emoção e significado familiar, Márcia compartilhou o brilho da conquista ao lado de seu esposo, Aldo Pessanha, que simbolicamente exibiu a medalha que coroa uma caminhada dedicada à valorização das artes e da educação no estado do Rio de Janeiro. 

O Focus Portal Cultural parabeniza a nossa confreira por esta justa e memorável homenagem, que eleva ainda mais o nome da cultura fluminense e inspira novas gerações de mulheres a liderarem com paixão, talento e sabedoria. Que este reconhecimento seja mais um marco luminoso em sua brilhante trajetória! 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




 

DIREITO ANIMAL, MAUS-TRATOS E POLÍTICAS PÚBLICAS ANIMALISTAS: ABORDAGENS PRÁTICAS E JURÍDICAS. EVENTO REALIZADO PELA OAB-NITERÓI E NOSSA PRESIDENTE MATILDE CARONE SLAIBI CONTI MARCOU PRESENÇA

 

O Auditório da OAB Niterói foi palco, no dia 31 de julho de 2026, do grandioso evento "Direito Animal, Maus-Tratos e Políticas Públicas Animalistas: Abordagens Práticas e Jurídicas". O encontro reuniu advogados, estudantes, ativistas e grandes autoridades da área para debater os rumos da proteção e da defesa dos animais em nossa região. Tivemos a imensa honra de contar com a participação ativa e de destaque da nossa presidente do Elos Internacional, Matilde, que também desempenha um papel fundamental como Vice-Presidente da OAB Niterói. 

A abertura do evento contou com palestras e exposições enriquecedoras de renomados profissionais: Pedro Gomes (Presidente da OAB Niterói), Matilde Slaibi (Vice-Presidente da OAB Niterói e Presidente do Elos Internacional), Giovana Poker (Presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais) e Marcio Condeixa (Presidente da Comissão de Políticas Públicas).

A realização de um evento com essa magnitude representa um avanço inestimável para a comunidade. Discutir o direito animal e o combate aos maus-tratos sob uma rigorosa ótica jurídica e prática fortalece as redes de proteção, educa a sociedade e impulsiona a consolidação de políticas públicas municipais e estaduais mais eficientes. É um passo essencial para garantir justiça e dignidade aos animais, além de engajar cidadãos na construção de uma comunidade muito mais consciente, humanizada e justa.

 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional

Editor do Focus Portal Cultural









CRÔNICA DE UMA VIAGEM: O CONGRESSO MEDVEP 2026 E AS MARAVILHAS DO SUL. A VIAGEM INESQUECÍVEL DA FAMÍLIA LOPES.

 

Entre Congressos, História e Afeto. A inesquecível jornada da Família Lopes pelo Sul e Sudeste do Brasil 

Viajar é, antes de tudo, permitir-se criar memórias que o tempo não apaga. No dia 21 de julho de 2026, com a noite já estendida sobre o céu, uma caravana muito especial partiu rumo a novas experiências. O destino final era Curitiba, no Paraná, mas a estrada reservava paradas e descobertas capazes de transformar uma simples viagem em uma verdadeira narrativa de afeto e cultura. O grupo, vibrante e unido, era formado por Swami Junior, sua esposa Kelly, a dedicada mãe de Junior, Márcia Lopes, e os três jovenzinhos da família: Vitória, Vicente e Valentina. 

Antes de alcançar a capital paranaense, o roteiro incluiu uma parada histórica no litoral do estado, na charmosa e imponente cidade de Paranaguá. Fundada em 1648, Paranaguá ostenta o título de cidade mais antiga do Paraná e principal porto de sua costa. De acordo com o censo demográfico de 2022, abriga uma população de 145.829 habitantes, sendo a 13ª maior cidade do estado. A hospedagem na cidade permitiu que a família mergulhasse na atmosfera local, visitando lugares históricos e culturais. Além de seu inestimável patrimônio histórico e religioso, Paranaguá abriga o maior porto do Brasil em exportação de grãos, desempenhando um papel logístico fundamental na economia nacional ao movimentar grãos, fertilizantes, contêineres, cargas líquidas, automóveis, madeira, papel, sal e açúcar.

Prosseguindo com o itinerário, a viagem seguiu por estradas repletas de paisagens exuberantes até alcançar Morretes, a charmosa cidade turística famosa nacionalmente por seu icônico passeio de trem que desce a serra a partir de Curitiba e por sua culinária reconfortante, cujo ápice é o tradicional e saboroso barreado. Cada recanto da cidadezinha exala uma beleza rústica e acolhedora que encantou tanto os adultos quanto as crianças.

A rota continuou em direção a Curitiba, fazendo ainda uma parada enriquecedora na histórica Lapa. Localizada a cerca de 70 quilômetros da capital paranaense, a Lapa é um verdadeiro museu a céu aberto, famosa por seu riquíssimo acervo arquitetônico que remonta à áurea época dos tropeiros e aos episódios marcantes do Cerco da Lapa. Entre uma caminhada e outra, o grupo registrou momentos especiais diante da imponente Igreja de Santo Antônio e do fascinante Museu Histórico, absorvendo a densa bagagem cultural do sul do país.

Enfim, a caravana chegou a Curitiba, palco principal da viagem profissional de Swami Junior e Kelly. Entre os dias 23 e 25 de julho de 2026, o Viasoft Experience sediou o renomado Congresso Medvep Internacional de Especialidades Veterinárias 2026. O evento consagrou-se como um grandioso sucesso, reunindo entre 5.000 e 8.000 profissionais da área e mais de 120 expositores, consolidando-se como um dos encontros científicos e comerciais mais importantes da medicina veterinária contemporânea.

Enquanto Junior e Kelly mergulhavam nas intensas e enriquecedoras palestras, debates e atualizações científicas do congresso, os momentos de folga ganhavam um significado ainda mais especial. Afinal, viajar em família é sinônimo de partilha, e o casal fez questão de aproveitar cada intervalo livre para levar os filhos: Vitória, Vicente e Valentina a explorarem os pontos mais icônicos de Curitiba e seus arredores, unindo o rigor acadêmico ao lazer e à diversão em família.

Viajar com três jovenzinhos: Vitória, Vicente e Valentina  é uma experiência rica em gargalhadas, descobertas e surpresas, mas que, sem sombra de dúvida, exige uma dose extraordinária de paciência, planejamento minucioso, resiliência e, acima de tudo, um amor transbordante. Em meio a essa jornada dinâmica e cheia de movimento, a presença de Márcia Lopes, mãe de Swami Junior, revelou-se um verdadeiro porto seguro e o pilar emocional de toda a família.

Desde o momento da partida, na noite de 21 de julho, até o retorno ao lar, Márcia assumiu com maestria e alegria a missão de cuidar de tudo e de todos a cada instante. Seu olhar atento e seu zelo incansável não apenas garantiram o conforto e a segurança dos netos, mas transformaram cada pequeno desafio da estrada em uma oportunidade de demonstrar afeto. Com um sorriso constante no rosto, ela se antecipava às necessidades dos pequenos, organizava os pertences, contava histórias para entretê-los e mantinha o ambiente sempre harmonioso. Era impressionante ver como a sua importante presença irradiava paz e confiança, fazendo com que todos se sentissem protegidos e amados.

Mas o que tornava a convivência com Márcia ainda mais especial era a sua profunda essência espiritual. Sendo uma família profundamente religiosa, temente e obediente aos princípios de Deus, a fé caminhava lado a lado com eles em cada quilômetro percorrido. Dentro do carro, enquanto a paisagem do sul e do sudeste do Brasil desfilava pela janela, o som predominante não era o cansaço da estrada, mas sim a harmonia de belas canções de louvor e adoração. As vozes se uniam em hinos de gratidão ao Criador, transformando o veículo em um verdadeiro santuário itinerante de comunhão e louvor. Márcia, com sua voz carinhosa e coração agradecido, liderava e incentivava esses momentos de exaltação, ensinando aos netos, pelo exemplo vivo, a importância de buscar a Deus em todos os momentos, seja na alegria de uma conquista ou na calmaria de uma viagem em família.

Essa atmosfera de adoração e cumplicidade blindava o grupo contra qualquer estresse. O carro era tomado por uma atmosfera de leveza e alegria genuína. As crianças, contagiadas por esse ambiente de paz e pelo carinho inesgotável da avó, respondiam com carinho, brincadeiras saudáveis e muita harmonia. A habilidade ímpar de Márcia em gerenciar o ritmo da criançada, mediando pequenos conflitos com sabedoria e transformando qualquer momento de tédio em uma lembrança afetuosa, fez com que ela se tornasse a verdadeira heroína dos bastidores.

Foi justamente essa energia contagiante, unida a uma capacidade sobre-humana de organizar a rotina, zelar pela disciplina com ternura e manter o sorriso mesmo nos momentos mais longos da estrada, que rendeu a ela um apelido carinhoso e muito divertido de sua filha Michele: ela foi coroada, com muito mérito, como a nossa "Supernanny". A alcunha bem-humorada faz uma referência afetuosa ao famoso reality show brasileiro produzido e exibido pelo SBT entre 2006 e 2014, comandado com firmeza e amor pela pedagoga Cris Poli. Assim como no programa, mas com um toque único de avó dedicada e mulher de oração, Márcia exercia uma liderança amorosa que colocava ordem, paz e muita alegria no ambiente.

Mais do que cuidar dos netos, Márcia Lopes cuidou da alma da viagem. Ela personificou o verdadeiro significado de matriarca: aquela que intercede, que acolhe, que ensina o caminho da fé através da música e da obediência a Deus, e que faz do amor a sua principal ferramenta de trabalho. Sua presença ficou eternizada no coração de cada membro da família como o símbolo maior de que uma viagem em família só é perfeita quando é guiada pela fé, sustentada pela paciência e banhada por um amor que não mede esforços para ver os seus familiares felizes.

Com o encerramento oficial do congresso no sábado, o domingo seguinte amanheceu com promessa de pura adrenalina e magia. A família inteira partiu rumo a Santa Catarina para passar o dia inteiro no Beto Carrero World, o maior parque temático da América Latina, localizado no litoral norte catarinense. Brinquedos emocionantes, espetáculos teatrais e o encanto nos olhos de Vitória, Vicente e Valentina coroaram o fim de semana com gargalhadas e momentos inesquecíveis.

No caminho de volta para casa, a estrada ainda reservava uma última parada mágica em Campos do Jordão, a charmosa estância climática conhecida carinhosamente como a "Suíça Brasileira". Destacando-se por ser a cidade mais alta do país, situada a cerca de 1.628 metros de altitude no topo da Serra da Mantiqueira, no estado de São Paulo, o município encantou a todos com seu clima de inverno, sua refinada arquitetura de inspiração europeia e sua rica gastronomia de montanha.

A chegada ao lar, ocorrida no dia 27 de julho à noite, marcou o encerramento de um ciclo perfeito. Foi, sem dúvida, uma viagem verdadeiramente maravilhosa, marcada pela fusão harmoniosa entre o desenvolvimento profissional, a imersão cultural, o turismo de lazer e, sobretudo, a elevação da qualidade de vida ao lado de quem mais se ama.

Crônica de © Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


O CANTO SOLENE DOS ARTILHEIROS DA CULTURA NO FORTE DE COPACABANA E A PRESIDENTE MÁRCIA PESSANHA É HOMENAGEADA

No coração da cena cultural brasileira, há espaços onde a história se ergue como guardiã da memória. Em 30 de julho de 2026, o Forte de Copacabana transformou-se em palco de celebração, reunindo o movimento Artilheiros da Cultura em mais uma jornada de poesia, música e reverência à arte. Entre muralhas centenárias e o sopro do Atlântico, ergueu-se um pacto coletivo: defender a sensibilidade humana contra o esquecimento. 

Logo na entrada, a atmosfera era de fraternidade. Abraços demorados, sorrisos cúmplices e conversas que tinham a literatura como pátria comum criaram um ambiente de rara comunhão. O tempo parecia suspenso, embalado pelo som das ondas e pela vibração das palavras. 

A solenidade ganhou corpo com o Hino Nacional e o Hino dos Artilheiros da Cultura, entoados sob a abóbada do Auditório Santa Bárbara. Era o Brasil profundo, que se afirma não apenas pela geografia, mas pelo espírito criador.

Em seguida, o palco iluminou-se com a presença magnética do ator português Tony Correia, que conduziu a plateia por uma travessia atlântica de versos e memórias. Sua voz, herdeira de fados e epopeias, fez Portugal e Brasil se reencontrarem no abraço da língua. 

O momento mais vibrante veio com a entrega dos certificados do Concurso Literário e, sobretudo, com a outorga da Medalha de Honra e Mérito à Mulher Brasileira. Entre as homenageadas, destacou-se a Profa. Dra. Márcia Pessanha, presidente da tradicional Academia Fluminense de Letras, cuja trajetória acadêmica e literária foi celebrada com aplausos emocionados. Sua presença simbolizou a união entre erudição e militância poética. 

Na solenidade dos Artilheiros da Cultura, oito mulheres de destaque receberam a Medalha de Honra e Mérito à Mulher Brasileira, indicadas pela jornalista e acadêmica Nina Fernandes, do projeto Mosaico Cultural. 

Foram agraciadas: Profª Dra Márcia Pessanha, Talita Batista, Miriam de Oliveira Pitta, Dra Eunice Ortego, Aristo de Carvalho, Dra Elizabeth Fernandes Pinho, Catarina Santos e Hela Castro, personalidades que representam diferentes áreas da cultura, educação e arte, compondo um verdadeiro mosaico dos múltiplos valores da mulher brasileira.

O evento reuniu inúmeros amigos e acadêmicos da presidente Márcia Pessanha, entre eles Antonio Machado, presidente da Sociedade Fluminense de Fotografia; Matilde Carone Slaibi Conti, presidente do Elos Internacional; Aldo da Silva Pessanha, esposo da homenageada; Ana Maria Tourinho, vice-presidente cultural mundial da Rede Sem Fronteiras e seu esposo Dr. Euderson Kang Tourinho, membro da AMRJ - Academia de Medicina do Rio de Janeiro; Idalina Andrade Gonçalves, do Real Gabinete Português de Leitura; e o ator Tony Corrêa, além de muitos outros admiradores. 

Destacamos Márcia Pessanha, presidente da Academia Fluminense de Letras, por sua atuação constante nas páginas culturais e por transformar a erudição em um baluarte cultural e a poesia em trincheira de liberdade. 

Nada disso seria possível sem a dedicação dos fundadores do movimento, Mara Joaquim e Antonio Pereira. Com sensibilidade e firmeza, conduziram cada detalhe como maestros de uma orquestra de corações. Sob sua batuta, o evento encerrou-se não com um fim, mas com a promessa de continuidade, eternizada em sorrisos, fotografias e na memória viva da cultura brasileira.

As imagens que eternizam o momento têm créditos de Nina Fernandes e Aldo da Silva Pessanha, que registraram com sensibilidade o brilho das homenageadas.

Apoio cultural: Mosaico Cultural – Nina Fernandes

Texto © Alberto Araújo

Focus Portal Cultural
















(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)







 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

CONCEIÇÃO LIMA, AUTORA HOMENAGEADA DA 7ª EDIÇÃO DO PENA DE OURO

Em maio de 2026, a Casa Brasileira de Livros recebeu com tristeza a notícia da morte de Conceição Lima, poeta santomense que integrou, em duas edições, o júri internacional dos finalistas do Pena de Ouro. Generosa com o seu tempo, conhecimento e sensibilidade poética, Conceição dedicou aos autores o mesmo cuidado que marcou toda a sua vida literária. Dessa perda surgiu a vontade de honrá-la, criando algo duradouro. Afinal, não é isso que a arte faz? Compensa o que a vida deixa descompensado? Por isso, a partir deste ano, o Pena de Ouro, o nosso maior e mais tradicional evento literário, dedicará cada edição a um autor ou autora, o Autor Homenageado, lançando luz sobre vidas e obras que merecem ser celebradas e lidas. E nada mais justo que a primeira homenageada seja quem, sem saber, inspirou a iniciativa. 

Mas não só é justo, como parece haver coincidências que excedem a mera coincidência. Ao revisitarmos a obra de Conceição Lima, percebemos o que o destino parece ter armado em silêncio. O livro de estreia da poeta, publicado em 2004, chama-se “O Útero da Casa”. Nele, há versos como estes, do poema “Mátria”: 

Quero-me desperta

se ao útero da casa retorno

para tactear a diurna penumbra

das paredes

na pele dos dedos rever a maciez

dos dias subterrâneos

os momentos idos 

Ou, ainda, estes, do poema “A casa”, os quais, para nós da Casa Brasileira de Livros, parecem um lema editorial involuntário: 

Aqui projetei a minha casa:

alta, perpétua, de pedra e claridade.

Como não reconhecer, nesse vocabulário, o que a Casa Brasileira de Livros entende ser a sua vocação? Ainda mais na associação entre “casa” e útero” — gestar autores, gestar arte literária, abrigar sob o mesmo teto as vozes de toda a língua portuguesa... 

Não escolhemos Conceição Lima por causa desse diálogo possível; descobrimos o diálogo por tê-la escolhido. E talvez seja essa a marca das homenagens verdadeiras: quando o gesto encontra, na obra de quem se homenageia, uma casa que já o esperava.

As inscrições para a 7ª edição do Pena de Ouro estão abertas. A partir deste ano, elas serão realizadas no Portal da Casa o novo espaço para os eventos da Casa Brasileira de Livros. 

Para ficar por dentro, criar sua conta de usuário e participar tanto do Pena de Ouro quanto dos outros tradicionais eventos literários da Casa Brasileira de Livros, acesse a página do Pena de Ouro no Portal da Casa:

www.portaldacasa.com/eventos/pena-de-ouro-7



CONVITE ESPECIAL – MEDALHA SOBRAL PINTO EM HOMENAGEM A CÉLIO ERTHAL ROCHA

A trajetória de Célio Erthal Rocha é um testemunho vivo de dedicação à Justiça, à ética e à comunicação pública. Jornalista e defensor público, Erthal construiu uma carreira marcada pela integridade e pelo compromisso com o Estado Democrático de Direito, valores que o tornam um símbolo de resistência e de fé na força transformadora da palavra e da lei. 

Nascido com o dom da comunicação e movido pela vocação de servir, Célio Erthal Rocha sempre acreditou que o jornalismo e o Direito são pilares complementares na construção de uma sociedade mais justa. Ao longo de mais de cinco décadas, sua atuação ultrapassou fronteiras profissionais: foi voz ativa na defesa dos direitos humanos, mentor de jovens comunicadores e referência ética para colegas de imprensa e operadores do Direito.

A Medalha Sobral Pinto, que lhe será outorgada pela OAB – Seção Niterói, presidida por Pedro Gomes, é mais do que uma condecoração. É o reconhecimento de uma vida dedicada à causa pública, à Advocacia e à Justiça. Inspirada na figura de Sobral Pinto, jurista que enfrentou regimes autoritários e defendeu a dignidade humana com coragem, essa medalha representa o elo entre gerações que acreditam na força do Direito como instrumento de liberdade. 

A cerimônia, marcada para o dia 4 de agosto, às 19h, na Sala Nelson Pereira dos Santos, Reserva Cultural, Niterói, celebra também o aniversário dos Cursos Jurídicos no Brasil, instituídos por Dom Pedro I em 11 de agosto de 1827. Nesse contexto histórico, a homenagem a Erthal Rocha ganha ainda mais significado: ele personifica o ideal de uma Justiça humanista, comprometida com o bem comum e com o diálogo entre saberes 

Receber a Medalha Sobral Pinto é, para Célio Erthal Rocha, um marco de gratidão e continuidade. Gratidão por ter podido servir à sociedade com ética e paixão; continuidade porque sua trajetória inspira novas gerações a seguir acreditando na força da verdade e na importância de defender os princípios democráticos. 

Mais do que um evento, essa solenidade é um tributo à história de um homem que fez da palavra e da lei instrumentos de esperança. 

© Alberto Araújo

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