O filósofo e jurista nicaraguense
Alejandro Serrano Caldera, nascido em 5 de outubro de 1938 na cidade de Masaya,
vizinha a Manágua, deixou uma marca profunda na vida cultural e acadêmica da
Nicarágua e da América Latina. Reconhecido internacionalmente como um dos
pensadores mais influentes de seu tempo, Serrano construiu uma obra que
atravessa filosofia, ética, democracia e identidade nacional, sempre com o
olhar voltado para a busca de consensos e para a construção de uma sociedade
plural.
Professor universitário desde 1965,
Serrano Caldera exerceu papel fundamental na formação de gerações de
estudantes. Sua atuação não se limitou à Nicarágua: foi professor visitante em
diversas universidades da América Latina, dos Estados Unidos e da Europa,
levando consigo reflexões sobre a realidade centro-americana e dialogando com
tradições filosóficas universais. Essa presença internacional consolidou sua
imagem como intelectual comprometido com o pensamento crítico e com a difusão
de ideias que ultrapassam fronteiras.
Entre 1990 e 1995, foi reitor da sede
de Manágua da Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua, período em que fortaleceu
o papel da instituição como espaço de debate e de produção de conhecimento.
Também dirigiu o Conselho Nacional de Universidades da Nicarágua e presidiu o
Conselho Centro-Americano de Universidades Superiores (CSUCA), ampliando sua
influência na integração acadêmica regional. Sua visão era clara: a
universidade deveria ser motor de transformação social, capaz de formar
cidadãos conscientes e comprometidos com valores democráticos.
A trajetória de Serrano Caldera também
incluiu relevantes funções diplomáticas. Representou a Nicarágua como
embaixador na França e junto à UNESCO, entre 1979 e 1985, e posteriormente como
embaixador nas Nações Unidas, em Nova York, de 1988 a 1990. Nessas funções,
levou ao cenário internacional a voz de um país em busca de reconhecimento
cultural e político, sempre defendendo princípios de diálogo e cooperação. Sua
atuação diplomática refletia o mesmo espírito que permeava sua obra filosófica:
a crença na possibilidade de construir pontes entre diferentes realidades e culturas.
Membro da Academia Nicaraguense de
Língua desde 2002, ocupando a Cadeira A, Serrano Caldera contribuiu para o
fortalecimento da reflexão sobre identidade e linguagem. Sua produção
intelectual inclui obras como A Possível Nicarágua, Projeto de Nação e Unidade
na Diversidade, textos que se tornaram referência para pensar os dilemas
históricos e sociais do país. O conceito de “A Possível Nicarágua” sintetiza
sua visão de futuro: uma proposta ética e democrática para superar crises
recorrentes e construir uma sociedade baseada na pluralidade e na justiça.
Em seus escritos, Serrano insistia na
necessidade de enfrentar duas tendências históricas que, segundo ele, marcavam
a Nicarágua: o caudilhismo e a concentração de poder, de um lado, e a
fragmentação social e política, de outro. Sua célebre frase: “há caudilhismo
não só porque há caudilhos, mas porque há uma sociedade que os produz”, revela sua capacidade de analisar criticamente
a cultura política nacional e propor caminhos de superação. Para ele, a democracia
não poderia ser apenas um sistema formal, mas deveria enraizar-se na cultura e
na prática cotidiana dos cidadãos.
Além de sua produção acadêmica e
diplomática, Serrano Caldera foi também uma figura de referência no campo
jurídico. Atuou como presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Nicarágua
entre 1985 e 1988 e integrou o Comitê de Direitos Humanos da ONU de 1982 a
1992. Nessas funções, reafirmou seu compromisso com a defesa das instituições e
com a promoção de valores universais de dignidade e liberdade. Sua visão
jurídica estava sempre entrelaçada com sua filosofia: o direito, para ele,
deveria ser instrumento de justiça e não apenas de regulação.
A influência de Serrano Caldera
ultrapassou o âmbito acadêmico e institucional. Sua obra inspirou intelectuais,
políticos e líderes religiosos, como o bispo nicaraguense Sílvio Báez, que
destacou sua paixão pela democracia e sua qualidade humana. O legado de Serrano
é, portanto, múltiplo: um pensador que soube unir reflexão filosófica, ação
institucional e compromisso ético, deixando à Nicarágua e ao mundo uma herança
de ideias que continuam a iluminar debates contemporâneos.
Ao longo de sua vida, Alejandro
Serrano Caldera foi reconhecido internacionalmente. A revista de Filosofia de
Aachen, na Alemanha, o incluiu entre os 100 pensadores mais influentes do
mundo, reconhecimento que confirma a relevância de sua obra além das fronteiras
nacionais. Sua metáfora da bicicleta estacionária, “aquela que não para de
girar e não avança, gira sobre seu eixo”, tornou-se uma imagem poderosa para
descrever a história da Nicarágua, marcada por movimentos repetitivos que não
conduzem ao progresso. Mas, ao mesmo tempo, sua obra ofereceu caminhos para
romper esse ciclo e avançar em direção a uma sociedade mais justa e democrática.
Alejandro Serrano Caldera faleceu em
18 de maio de 2026, aos 87 anos, em sua residência em Manágua. Sua partida
deixa um vazio na vida cultural da Nicarágua, mas também um legado duradouro.
Seus livros, suas ideias e sua trajetória permanecem como testemunho de um
intelectual que acreditou na força do pensamento para transformar a realidade.
Mais do que um filósofo, foi um mestre que ensinou, com sua vida e obra, que a
cultura é o alicerce sobre o qual se pode construir uma nação livre, plural e
justa.
“Porque no Rotary, cargos passam… mas
o impacto do servir permanece...” A frase afirmativa de Diva Prado Horta Fonseca Governadora
Distrito 4563 traduz com precisão a essência do movimento rotário. E ela está
certa.
Todo rotariano tem o dom do altruísmo.
Esse dom não se limita a cargos ou funções, não se esgota com o tempo e não
depende de títulos. É uma vocação que se manifesta em gestos simples e em ações
que transformam vidas. A benevolência que nasce do coração de cada rotariano é
permanente, atravessa gerações e se renova a cada ciclo de liderança.
O Rotary é feito de pessoas que
acreditam que servir é mais do que uma responsabilidade: é um propósito. Em
cada projeto, em cada reunião e em cada iniciativa, o que permanece não é o
nome de quem ocupa um cargo, mas o impacto do servir. Esse impacto se traduz em
comunidades fortalecidas, em crianças que recebem educação, em famílias que
encontram esperança e em oportunidades que se multiplicam.
Exemplos não faltam. Existem mais de
46.000 Rotary Clubs espalhados por mais de 200 países e regiões geográficas.
Uma rede global que é formada por mais de 1,4 milhão de voluntários que atuam
em prol de causas como a promoção da paz, o combate a doenças e o apoio à
educação. Todos os membros desses clubes espalhados pelo mundo desenvolvem
ações de combate à fome, programas de alfabetização, campanhas de vacinação e
projetos de acesso à água potável.
No Brasil, iniciativas de apoio a
hospitais, escolas e comunidades carentes mostram que o altruísmo rotariano não
conhece fronteiras. Globalmente, o Rotary já investiu bilhões de dólares em
causas humanitárias, sendo protagonista na luta pela erradicação da
poliomielite, uma das maiores campanhas de saúde pública da história.
A liderança rotariana não se mede pela
autoridade, mas pela inspiração. É marcada pela capacidade de unir pessoas em
torno de um ideal comum e pela coragem de transformar ideias em resultados.
Quando um ciclo de um governador, presidente termina, outro começa, o que se
mantém é a chama do compromisso com o bem coletivo. Cada dirigente que assume
um posto traz consigo a responsabilidade de manter viva essa chama, conduzindo
o Rotary com integridade e inspiração.
O verdadeiro legado do Rotary não está
nos cargos, mas nas vidas tocadas pelo altruísmo e pela benevolência. Está nas
crianças que recebem educação, nas famílias que encontram esperança e nas
comunidades que se fortalecem. Esse legado é o que permanece quando os cargos
passam. É o que faz do Rotary uma instituição que transcende o tempo e as
fronteiras.
Porque cargos passam, mas o impacto do
servir permanece e continuará a permanecer enquanto houver rotarianos dispostos
a liderar com o coração e a transformar o mundo com suas ações.
O Centro de Literatura do Forte de
Copacabana, em parceria com o Museu Histórico do Exército, convida todos os
amantes da cultura, da história e das letras para o grande evento do mês de
maio de 2026, celebrando 20 anos de Artilheiros da Cultura, um marco de
dedicação à memória literária e à valorização da arte brasileira.
Data: 28 de maio de 2026
(quinta-feira)
Horário: 16h
Local: Auditório do Forte de
Copacabana
Palestra com Lucia Regina de Lucena
A presidente da ANLA – Academia
Nacional de Letras e Artes, Lucia Regina de Lucena, será a palestrante
principal deste encontro. Figura de destaque na cena literária brasileira,
Lucia Regina é reconhecida por sua trajetória intelectual e por seu compromisso
com a difusão da literatura como instrumento de transformação social.
Com o tema “Mary Shelley e seu
personagem Frankenstein”, ela propõe uma reflexão sobre o poder criativo
feminino e a força simbólica da obra que revolucionou o imaginário literário
mundial. A palestra promete unir erudição e sensibilidade, revelando como
Shelley, ao criar Frankenstein, antecipou debates sobre ciência, ética e
humanidade que permanecem atuais.
Lucia Regina, à frente da ANLA, tem
conduzido projetos que aproximam escritores, artistas e pesquisadores, promovendo
intercâmbio cultural e incentivo à produção literária contemporânea. Sua
atuação é marcada pela valorização da mulher na literatura e pela defesa da
arte como patrimônio da identidade nacional.
O evento contará também com a exibição
do documentário “Chiquinha Gonzaga”, uma homenagem à primeira maestrina do
Brasil e pioneira na luta pelos direitos autorais e pela emancipação feminina.
A apresentação terá participação especial de Nina Fernandes, cuja sensibilidade
musical dialoga com o legado de Chiquinha, reafirmando o papel da mulher como
protagonista na história da arte brasileira.
Em um momento de celebração e
reconhecimento, será realizada a cerimônia de entrega das medalhas “Honra e
Mérito à Mulher Brasileira”, destinada a personalidades que se destacam por
suas contribuições à cultura, à educação e à sociedade. Essa homenagem
simboliza o compromisso do Centro de Literatura com a valorização da mulher como
agente de transformação e inspiração.
Concurso Literário “O futuro que desejamos
ter”
Encerrando o evento, o Concurso
Literário convida escritores e estudantes a refletirem sobre o tema “O futuro
que desejamos ter”. A iniciativa busca estimular o pensamento crítico e
criativo sobre os caminhos da humanidade, a sustentabilidade e os valores que
devem nortear as próximas gerações.
Sob a coordenação de Mara Joaquim e
Antônio Machado, o Forte de Copacabana tem se consolidado como um polo de
cultura viva, onde história e arte se entrelaçam. Entre os projetos em destaque
estão:
Artilheiros da Cultura – iniciativa
que há duas décadas promove encontros literários, exposições e debates sobre o
papel da arte na sociedade.
Memória e Tradição – programa que
preserva o patrimônio histórico e incentiva a pesquisa sobre figuras marcantes
da cultura brasileira.
Mulheres na Literatura – projeto que
destaca autoras e pensadoras que moldaram o imaginário nacional, fortalecendo o
protagonismo feminino nas artes.
Mara Joaquim e Antônio Machado têm
atuado com dedicação na integração entre o Museu Histórico do Exército e o
Centro de Literatura, transformando o Forte em um espaço de convivência
intelectual e artística, aberto ao público e às novas gerações.
UM CONVITE À INSPIRAÇÃO
Este evento é mais do que uma celebração
é um chamado à reflexão sobre o papel da cultura na construção do futuro. Cada
palestra, cada homenagem e cada obra apresentada reafirmam o compromisso do
Forte de Copacabana com a educação, a arte e a memória brasileira.
Participe deste encontro que une
passado e futuro, tradição e inovação, emoção e conhecimento.
Foi numa
manhã comum, entre goles de café e conversas leves, que surgiu um tema que
atravessa séculos. Minha esposa, lembrando de sua passagem por Portugal,
comentou sobre um episódio pouco conhecido: o terremoto de Lisboa de 1755 e o
impacto que ele teria tido até mesmo no Brasil.
A
princípio, soou como uma curiosidade distante, quase improvável. Mas aquela
frase ficou ecoando. Ainda com o gosto do café na boca, mergulhei em pesquisas,
cruzando relatos históricos, cartas coloniais e estudos científicos contemporâneos.
O que parecia apenas uma conversa revelou-se um capítulo esquecido da nossa
história: o raro tsunâmi que atingiu o litoral nordestino brasileiro no século
XVIII.
Essa
descoberta não foi apenas fruto de arquivos e dados, mas nasceu de uma conversa
íntima, de uma memória compartilhada à mesa. E é justamente essa ponte entre o
cotidiano e o extraordinário que torna a narrativa ainda mais fascinante.
O
resultado dessa investigação, que agora registro no Focus Portal Cultural,
é a tentativa de dar voz a um acontecimento que atravessou oceanos e séculos,
conectando Lisboa e o Brasil em um mesmo instante de tragédia e transformação.
O TSUNAMI ESQUECIDO QUE TOCOU O BRASIL
EM 1755
No dia de Todos os Santos, 1º de
novembro de 1755, Lisboa foi sacudida por um dos maiores terremotos já
registrados na história da Europa. A cidade, então centro do império português,
viu igrejas ruírem durante a missa, palácios desmoronarem e incêndios
devastarem bairros inteiros. O tremor, estimado entre magnitude 8,8 e 9,1, não
apenas destruiu a capital lusitana: ele desencadeou uma onda gigante que
atravessou o Atlântico e deixou marcas também no Brasil.
Poucos brasileiros sabem que o
Nordeste foi atingido por um tsunami histórico, capaz de invadir quilômetros de
terra firme, arrastar casas simples e provocar mortes. O episódio, por muito
tempo relegado às páginas de cartas coloniais e crônicas esquecidas, hoje ganha
nova luz graças a pesquisas científicas que unem universidades brasileiras e
portuguesas.
Documentos guardados no Arquivo
Histórico Ultramarino de Lisboa revelam testemunhos preciosos. O arcebispo da
Bahia, governadores de Pernambuco e da Paraíba, além de um militar, registraram
em cartas o que viram e ouviram: águas que avançaram sobre vilas costeiras,
moradores em fuga e a perda de vidas.
Pesquisadores da UERJ, liderados pelo
professor Francisco Dourado, em parceria com especialistas da Universidade de
Coimbra, Universidade de Lisboa e Instituto Português do Mar e da Atmosfera,
decidiram investigar se o Brasil realmente havia sido atingido.
O trabalho de campo percorreu 270
quilômetros de litoral, entre o Rio Grande do Norte e o sul de Pernambuco. Em
22 praias, foram coletadas amostras de sedimentos. O resultado surpreendeu:
elementos químicos típicos de águas profundas e microfósseis marinhos foram
encontrados em locais onde jamais deveriam estar.
Uma carta datada de maio de 1756
descreve: “As águas transcenderam os seus limites e fizeram fugir os habitantes
das praias”. Outra, escrita em março do mesmo ano, relata que em Lucena e
Tamandaré a enchente avançou “uma légua terra adentro”, levando casas de palha
e ceifando a vida de um rapaz e de uma mulher.
Também quatro cartas escritas à época,
e que atualmente encontram-se no Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa,
comprovam o evento, sendo elas escritas pelo então arcebispo da Bahia, pelos
governadores de Pernambuco e da Paraíba e por um militar.
Uma outra comprovação do evento que
foi encontrada por pesquisadores brasileiros e portugueses foi vestígios de
microanimais e de elementos químicos que só poderiam ter sido trazidos a
determinadas praias brasileiras por grandes ondas. O primeiro passo foi fazer
uma simulação matemática de como teria sido o tsunâmi. Baseado nessa simulação,
os pesquisadores foram a campo. Na praia de Pontinhas, na Paraíba, eles
identificaram uma camada de areia grossa que teria vestígios do fenômeno.
Ao todo, foram 270 quilômetros de
trabalho de campo em 22 praias entre Rio Grande do Norte e o sul de Pernambuco,
com quatro pontos de coleta de amostras. Mas a onda gigante atingiu toda a
costa nordestina, com relatos de ter chegado também ao Rio de Janeiro, no sudeste
do País.
No material coletado, a gente vê
elementos químicos que não eram pra ser encontrados ali. Eram pra ser
encontrados em regiões com mais profundidade. Ou seja, algo trouxe aqueles
elementos até ali. Da mesma forma, há vestígios de microanimais que não
deveriam ser encontrados na praia.
Na região da praia de Lucena, na
Paraíba, as ondas variaram entre 1,8 e 1,7 m de altura. Na região de Pitimbu,
no mesmo estado, a altura das ondas ficou entre 1,5 e 1,1 m; na região
pernambucana de Tamandaré, variou entre 1,9 e 1,8 m. As ondas não chegaram
muito altas, mas o volume de água foi grande.
As ondas inundaram até 4 quilômetros
distantes da linha de costa, principalmente em locais com influência de rios,
nas proximidades da Ilha de Itamaracá (PE). Em Tamandaré a inundação foi de até
800 metros. Já em Lucena foi de aproximadamente 300 metros.
Esses relatos, por muito tempo
considerados curiosidades históricas, agora se confirmam como evidência de um
fenômeno natural de proporções raras.
Esses vestígios confirmam que uma onda
gigante trouxe materiais do fundo do oceano até a costa. Em Lucena, na Paraíba,
as ondas chegaram a quase 2 metros de altura. Em Tamandaré, Pernambuco, a
inundação avançou até 800 metros. Em áreas próximas a rios, como na Ilha de
Itamaracá, a água penetrou até 4 quilômetros terra adentro.
O terremoto de Lisboa não foi apenas
uma tragédia local. Ele devastou o sul da Espanha e do Marrocos, gerou tsunamis
que alcançaram a Irlanda e o Caribe, e deixou entre 20 mil e 100 mil mortos.
O impacto cultural foi imenso:
filósofos como Voltaire e Kant refletiram sobre o desastre, que se tornou
símbolo da fragilidade humana diante da natureza. Para a ciência, o episódio
inaugurou uma nova era nos estudos sismológicos.
No Brasil, porém, a memória do tsunami
permaneceu adormecida. Talvez porque o país não esteja em zonas de grandes
falhas geológicas, o imaginário coletivo nunca associou nossas praias a ondas
gigantes. Mas a história mostra que até aqui, em terras tropicais, o Atlântico
pode trazer surpresas.
As comunidades atingidas em 1755 eram
pequenas, formadas por pescadores e agricultores. Casas de palha e madeira
foram arrastadas, e famílias perderam tudo. O mar avançou sobre áreas que hoje
são pontos turísticos, como Lucena e Tamandaré, transformando o cotidiano em
caos.
O episódio não deixou marcas
monumentais como em Lisboa, mas foi suficiente para entrar na memória oral e
nos registros oficiais. Ainda assim, ao longo dos séculos, a narrativa se
apagou, até ser resgatada por historiadores como Alberto Veloso, autor de
“Tremeu a Europa e o Brasil também”, e pelos cientistas que hoje confirmam a
veracidade do fenômeno.
O tsunâmi de 1755 no Brasil é mais que
um dado geológico: é parte da nossa cultura esquecida. Ele mostra como o país,
mesmo distante dos epicentros sísmicos, não está imune a desastres naturais
globais.
A arte da época registrou o terremoto
de Lisboa em quadros e gravuras, mas pouco se falou sobre o reflexo no Brasil.
Agora, com a ciência trazendo provas físicas, abre-se espaço para que museus,
escolas e meios culturais resgatem essa memória.
Recontar essa história é também um ato
de prevenção: lembrar que o mar pode ser força destrutiva e que a preparação
para desastres deve ser parte da nossa realidade.
O tsunami que atingiu o Brasil em 1755
não é mito, mas fato histórico e científico. Ele atravessou o oceano, invadiu
praias nordestinas, destruiu casas e tirou vidas. Por séculos, ficou escondido
em cartas e memórias. Hoje, retorna como símbolo da conexão entre continentes e
da vulnerabilidade humana diante da natureza.
LINHA DO TEMPO DO TERREMOTO DE LISBOA
E O TSUNÂMI NO BRASIL
O terremoto de Lisboa de 1755 não foi
apenas um evento sísmico isolado. Ele se transformou em um marco histórico que
atravessou fronteiras, oceanos e séculos. Para compreender como o Brasil foi
atingido, é preciso olhar para a sequência de acontecimentos que conectam Lisboa
às praias nordestinas.
1º de novembro de 1755 – Lisboa
treme:
Um terremoto de magnitude próxima a 9
devasta a capital portuguesa. Igrejas desmoronam durante a missa de Dia de
Todos os Santos, incêndios se espalham e milhares morrem.
O tremor gera ondas gigantes que
atingem o litoral europeu, alcançando Espanha, Marrocos e até a Irlanda.
As ondas atravessam o oceano e chegam
ao Caribe. No Brasil, relatos coloniais descrevem o mar invadindo vilas
costeiras no Nordeste.
Autoridades coloniais enviam
correspondências a Lisboa relatando o fenômeno. O arcebispo da Bahia,
governadores de Pernambuco e da Paraíba e um militar descrevem casas destruídas
e duas mortes.
O episódio permanece esquecido, sem
espaço nos livros escolares ou na cultura popular brasileira.
Pesquisadores da UERJ e de universidades
portuguesas encontram evidências físicas nas praias nordestinas: sedimentos de
águas profundas e microfósseis marinhos. O mito se transforma em fato
científico.
O terremoto de Lisboa inspirou
reflexões profundas na Europa. Filósofos como Voltaire questionaram a ideia de
um mundo ordenado e justo diante da catástrofe. Kant iniciou estudos sobre
sismologia, buscando compreender os mecanismos da Terra.
No Brasil, porém, o reflexo cultural
foi tímido. O tsunami não entrou no imaginário coletivo, talvez por ter
atingido comunidades pequenas e por estar distante dos grandes centros
coloniais. Hoje, ao recuperar essa memória, abre-se espaço para novas
interpretações sobre nossa relação com o mar e com os desastres naturais.
AS PRAIAS QUE GUARDAM A HISTÓRIA
Lucena (PB): ondas de até 1,8 m,
inundação de 300 m.
Tamandaré (PE): ondas de quase 2 m,
água avançando 800 m.
Itamaracá (PE): inundação de até 4 km,
favorecida pela presença de rios.
Pitimbu (PB): ondas entre 1,1 m e 1,5
m.
Esses locais, hoje destinos
turísticos, guardam em suas camadas de areia e sedimentos a memória de um mar
que um dia ultrapassou todos os limites.
A linha do tempo do terremoto de
Lisboa e do tsunâmi no Brasil mostra como um evento europeu se transformou em
uma catástrofe transatlântica. Mais que números e dados, é uma história de
conexões culturais, científicas e humanas.
Resgatar esse episódio é dar ao Brasil
um capítulo esquecido de sua história natural, lembrando que o Atlântico não
apenas nos une a Portugal, mas também pode trazer consigo forças capazes de
mudar destinos.
Para o Focus Portal Cultural, contar
essa história é dar voz a um capítulo esquecido da nossa trajetória, lembrando
que o Brasil também já enfrentou o poder avassalador de um tsunami.
Erupção do vulcão nas Ilhas Canárias
despertou preocupações entre algumas pessoas de um tsunami no Brasil
Distrito de Alfama, em Lisboa, foi o
único que escapou do terremoto de 1755, o maior já registrado na Europa.
Praia de Lucena, na Paraíba, foi um
dos lugares atingidos por tsunami em 1755, segundo pesquisadores.
Terremoto de 1755 em Lisboa foi o mais
forte registrado na Europa e gerou tsunami no Brasil, segundo pesquisadores
Registros históricos contam como um
tsunami atingiu o litoral brasileiro em 1755, incluindo a Paraíba — Foto:
Centro de Pesquisas e Estudos sobre Desastres (CEPEDES)/UERJ/Divulgação
Tsunami em 1755 atingiu quase toda a
costa nordestina. Na Paraíba, as praias de Lucena e Pitimbu sofreram com as
ondas gigantes. — Foto: Centro de Pesquisas e Estudos sobre Desastres
(CEPEDES)/UERJ/Divulgação
Terremoto em Lisboa (1755), pintura de
João Glama (1708-1792). — Foto: Getty Images via BBC
O terremoto de Lisboa: o desastre que mudou a história em 1755. (Clicar na imagem para assistir ao vídeo)
REFERÊNCIAS DE PESQUISA
BBC News Brasil – O raro tsunâmi que atingiu o Brasil em 1755 Reportagem que explica como o terremoto em Lisboa provocou ondas que chegaram ao litoral nordestino brasileiro, com base
em estudos recentes.
G1 – Terremoto devastador que atingiu Portugal em 1755 provocou tsunami na costa do Brasil Matéria jornalística que detalha os trabalhos de campo realizados por pesquisadores da UERJ e parceiros portugueses.
Hypeness – Brasil foi atingido por tsunami em 1755
provocado por maior terremoto da Europa Texto cultural que aborda o impacto do evento e sua redescoberta no imaginário brasileiro.
Wikipédia – Terremoto de Lisboa de 1755 - Entrada enciclopédica com informações sobre o terremoto, o tsunami e seus efeitos globais, incluindo referências bibliográficas.
Artigo científico – Tsunamis no Brasil: os terremotos de Lisboa de 1755 e da República Dominicana de 1964.
Publicação acadêmica de Francisco Dourado e colaboradores, que apresenta modelagens numéricas e confirma a chegada das ondas ao Brasil.
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Gilda Uzeda disse: História e Geografia caminham
juntas. São inseparáveis porque se complementam. O resgate de fatos
histórico-geográficos enriquecem a nossa cultura. Parabéns, Alberto, por trazer
a útil lembrança de um sério acontecimento que atingiu povos de vários lugares
da Terra. Abraço Gilda
**************
Olá, Gilda, suas palavras
traduzem com sensibilidade a essência da união entre História e Geografia. De
fato, compreender os fatos em seus contextos geográficos amplia nossa visão de
mundo e fortalece nossa identidade cultural. Fico feliz que tenha valorizado
essa lembrança é no diálogo entre passado e espaço que encontramos caminhos
para compreender melhor o presente. Muito obrigado pelo carinho e pela
partilha! Abraços do Alberto Araújo
Há um
erro de cálculo na arquitetura do tempo. Uma espécie de ironia fina, desenhada
por um dom que aprecia o contraste, ou por uma física que ainda não soubemos
batizar. O mundo, em sua pressa utilitária, insiste em olhar para as rugas como
quem olha para as ruínas de um prédio antigo. Veem o reboco que cede, a pintura
que descasca, a marcha mais lenta que os passos de ontem. Mas esquecem-se, por
pura distração dos sentidos, de que os templos mais antigos são aqueles que
guardam os fogos mais sagrados.
Fica velho apenas o estojo. A joia, lapidada pelo
atrito dos anos, permanece intocada, brilhando no escuro de uma caixa que o
tempo teima em desgastar.
O espelho é um mentiroso superficial. Pela manhã,
ele me devolve uma geografia que mal reconheço: linhas de expressão que parecem
rios secos, fios de prata que colonizaram a cabeça, e uma gravidade que, aos
poucos, vai cobrando seu imposto sobre a carne. O corpo é esse relógio de
vidro. Ele conta as horas de forma implacável. A pele perde o viço como a folha
de outono perde a clorofila; as articulações protestam contra a umidade; o
fôlego encurta na subida da ladeira.
É o corpo dizendo, em seu dialeto de dores mansas,
que ele é feito de terra. E à terra retorna.
No entanto, basta que eu feche os olhos por dois
segundos para que o milagre da insurreição aconteça. Atrás das pálpebras, não
há rugas. Não há bengalas, não há remédios na mesa de cabeceira, não há a
lentidão dos passos. Ali, na cidadela do pensamento, eu ainda tenho dezessete
anos e corro descalço pela grama úmida. Ali, tenho trinta anos e sinto o
coração acelerar diante do primeiro amor, com a mesma urgência febril de quem
acabou de descobrir o fogo.
A mente não tem rugas. O pensamento não claudica. A
alma, essa substância misteriosa que nos habita, ignora solenemente o
calendário. Ela é uma labareda invisível que arde com a mesma intensidade, quer
o candeeiro seja de bronze novo ou de barro trincado.
O paradoxo da velhice é este: ser um jovem
prisioneiro de uma armadura que enferruja. O espírito permanece ágil, faminto
de novidades, capaz de indignação, de paixão e de poesia. Mas o veículo que o
transporta pede repouso. É como se colocássemos o motor de um jato supersônico
dentro da fuselagem de um biplano da Primeira Guerra. O motor quer voar além da
velocidade do som; as asas de lona e madeira tremem com o esforço.
Se a juventude é a primavera barulhenta, cheia de
flores que ainda não sabem se virarão frutos, cheia de polens que causam alergia
e promessas exageradas, a velhice é o outono mais maduro.
Não há menor beleza na árvore que perde as folhas.
Pelo contrário. É quando as folhas caem que a arquitetura dos galhos se revela.
É possível ver a força do tronco, a direção que as ramificações tomaram para
buscar o sol, as cicatrizes dos invernos passados. A árvore despida mostra sua
verdadeira essência. Ela não precisa mais do artifício da folhagem para ser
majestosa.
A pele envelhecida não é feia; ela é um pergaminho
onde a vida escreveu suas melhores histórias. Cada linha ao redor dos olhos é o
registro de um milhão de sorrisos; cada sulco na testa é o rastro de uma
preocupação superada, de um luto que se transformou em saudade, de uma batalha
que nos deixou mais sábios.
Enquanto a superfície do mar, o corpo, sofre com as
tempestades, as ondas que quebram e a erosão da costa, as profundezas do
oceano, a mente, permanecem em uma calmaria azul e imensa. Lá embaixo, onde a
luz do sol chega filtrada pela experiência, guardam-se os tesouros naufragados,
as pérolas que só o tempo sabe cultivar.
É preciso uma imensa coragem para aceitar que somos
dois seres em um único invólucro. Um que caminha em direção ao poente, e outro
que teima em olhar para o nascer do sol.
Se você quiser saber a verdadeira idade de alguém,
nunca olhe para as mãos, nem para o pescoço, nem para a curvatura das costas.
Olhe nos olhos. Os olhos são a única parte do corpo que o tempo não consegue
colonizar.
Há velhos de oitenta anos cujo olhar guarda uma
vivacidade infantil, uma faísca de curiosidade que faz tremer os jovens mais
apáticos. São olhos que ainda buscam o espanto. Que se emocionam com o
desabrochar de uma rosa, com o acorde de uma música antiga, com a injustiça do
mundo. E há, infelizmente, jovens de vinte anos cujos olhos já estão cobertos
pela poeira do tédio e do cinismo, velhos antes do tempo porque permitiram que
a mente se aposentasse antes da carne.
Ficar velho é um processo biológico; tornar-se
ancião é uma obra de arte. A mente que não envelhece é aquela que mantém as
janelas abertas. Ela continua acumulando livros que talvez não tenha tempo de
ler; continua fazendo planos para o próximo ano; continua aprendendo uma
palavra nova, um idioma novo, uma forma nova de compreender o vizinho. Ela não
se esconde no "no meu tempo", porque compreende que o único tempo que
existe é o agora. O passado é uma biblioteca de consulta; o futuro é uma
hipótese; o presente é o palco onde a alma continua dançando.
Há dias, no entanto, em que o peso da matéria se
faz notar com mais força. Dias em que a neblina do cansaço físico tenta invadir
a sala da mente. É nesses dias que a memória atua como a melhor das
alquimistas.
Sentado na poltrona que já tem o desenho do meu corpo,
posso viajar sem pagar passagem. Posso caminhar pelas ruas de uma cidade onde
morei há cinquenta anos, sentir o cheiro do café que minha mãe passava na
cozinha da minha infância, ouvir a voz de amigos que o tempo já levou para o
outro lado do mistério. Essas pessoas não morreram; elas habitam o condomínio
fechado da minha memória, onde não há IPTU, nem desgaste, nem esquecimento.
A velhice do corpo nos dá esse superpoder: a
capacidade de viver em várias dimensões simultaneamente. Enquanto mastigo um pedaço
de pão no café da manhã, estou, ao mesmo tempo, jantando em Paris em 1984, e
correndo atrás de uma bola de gude em 1965. Quem tem uma mente ativa nunca está
sozinho, e nunca está preso a um único espaço.
"O tempo é um rio que me arrebata, mas eu sou o
rio", já dizia o poeta. Somos a água que passa e a margem que fica. Somos
o fluxo constante de pensamentos que se recusa a congelar, mesmo quando o
inverno do corpo se aproxima.
Há uma dignidade secreta em envelhecer que a
juventude, em sua soberba colorida, não consegue alcançar. A juventude corre
porque não sabe para onde vai; a velhice caminha devagar porque já conhece o
caminho e prefere saborear a paisagem.
Somos como os vinhos finos. O cântaro de barro ou a
garrafa de vidro podem ficar empoeirados na adega. O rótulo pode desbotar, a
rolha pode ressecar e exigir cuidado ao ser extraída. Mas o líquido lá
dentro... ah, o líquido concentrou os açúcares, apurou o aroma, perdeu a
adstringência, a secura da pele agressiva dos primeiros anos e transformou-se
em veludo. É preciso paciência para beber um vinho velho. É preciso silêncio
para escutar o que ele tem a dizer.
O corpo que envelhece é apenas o preço que pagamos
por termos vivido histórias demais. Cada dor na coluna é o eco de um abraço
apertado ou de um fardo que carregamos para salvar alguém. Cada esquecimento
bobo, o nome de um ator, a chave esquecida na porta, é apenas a mente fazendo
uma limpeza no arquivo morto para abrir espaço para as novas sensações que
ainda hão de vir.
Não há o que lamentar. A decadência física é o
tributo inevitável da matéria. Mas o espírito, esse pássaro de fogo que não
conhece gaiolas, continua a bater asas em direção ao infinito.
Quando o meu corpo finalmente decidir que a
caminhada terminou e que é hora de se deitar na terra para virar árvore ou
poeira de estrelas, ele o fará com a certeza de que cumpriu sua missão de
casca. Mas eu, a mente desse cronista que escreveu estas linhas, o ser que riu,
que chorou, que amou sem garantias, estarei alhures, em algum canto do
universo, ainda jovem, ainda imenso, rindo do tempo e de suas vãs tentativas de
me apagar.
Porque o tempo, com toda a sua prepotência, só
consegue tocar naquilo que é poeira. O que é luz, meu adorável amigo, essa
permanece.
Entre
os dias 14 e 17 de maio de 2026, o Hotel Fazenda Raposo, em Itaperuna-RJ, foi
palco da VII Conferência Distrital do Rotary Internacional - Distrito 4751. O
evento reuniu rotarianos, rotaractianos, interactianos, representantes das
Casas da Amizade e intercambistas em um ambiente de celebração, aprendizado e
companheirismo. A programação foi marcada por palestras inspiradoras,
apresentações culturais, premiações de clubes com destaque em diversas áreas e
momentos de confraternização que reforçaram o lema da gestão: “Unidos para
Fazer o Bem”.
O
ponto alto da conferência aconteceu no domingo, dia 17, quando ocorreu a
cerimônia de posse do novo governador distrital para o período 2026-2027. O
companheiro GD Roney Correa Ribeiro, do Rotary Club de Bom Jesus do Itabapoana,
recebeu oficialmente o bastão da liderança das mãos da governadora GD Maria
Luzia Borges Amaral Ramos, que encerrou sua gestão 2025-2026. A passagem de
comando simbolizou não apenas a continuidade do trabalho realizado, mas também
a renovação da esperança e do compromisso com os ideais rotários.
Em
um ambiente carregado de emoção, Maria Luzia destacou os avanços conquistados
durante sua gestão, especialmente nas áreas de imagem pública, projetos
humanitários e fortalecimento do quadro associativo. Já Roney Correa Ribeiro
assumiu o compromisso de dar sequência a esse legado, trazendo sua visão e
energia para ampliar o impacto do Rotary na comunidade. A cerimônia foi
acompanhada por autoridades rotárias, familiares e convidados, que
testemunharam a transição de liderança e celebraram o espírito de união que
caracteriza o Distrito 4751.
A
conferência encerrou-se com a saída das bandeiras em desfile, coroando quatro
dias de intensa programação e reafirmando o papel do Rotary como força
transformadora na sociedade. Mais do que um encontro distrital, o evento
simbolizou a continuidade de uma missão: servir acima de si mesmo e fortalecer
os laços que unem os clubes em prol do bem comum.
PROGRAMAÇÃO
DA VII CONFERÊNCIA DISTRITAL DO ROTARY – DISTRITO 4751 14 A 17 DE MAIO DE 2026,
RAPOSO/ITAPERUNA-RJ
SEXTA-FEIRA
– 15/05/2026
14h30mim
– 15h30min Reunião ABROL RJ e ES (apenas membros e convidados)
16h
- Abertura Distrital
16h05min
Entrada das bandeiras dos clubes e formação da frente de autoridades
16h25min
Palavras do Diretor do RI 2025-27 César Luís Scherer (vídeo)
16h45min
Palavras da Representante do Presidente do RI 2025-26 Anne Gomes da Silva
Cavali
17h10min
Apresentação do Patrono da Conferência Canavarro Gontijo Filho e Rotary
Itaperuna
17h20min
Orquestra Retocando + palavras da Governadora GD Maria Luzia
18h
Encerramento do 1º dia
21h
Festa de Boas-Vindas – Noite da Alegria (Espaço Raposo)
SÁBADO
– 16/05/2026 (MANHÃ)
09
– 17h Evento paralelo – reunião candidatos e familiares do PIJ
06h30min
– 08h30min Alvorada Fanfarra Feminina Rotary Club de Colatina / Corrida e
Caminhada Rotary
08h40min
Palavras da Representante do PRI 2025-26 Francesco Arezzo
09h
Palestra GD Ângela Rezende
09h20min
Cases de sucesso + premiação RC em desenvolvimento de Rotary
09h30min
Palestra GD Irma Mariotti Meneghel Paiva – “O Aroma que nos Une”
Facilitador
de Aprendizagem Distrital / Pres. do CADRE – GD Hélvio Pichamone Juniores (Vitória Praia do
Canto)
Doações e
Arrecadação de Fundos – Neuza
da Conceição Medeiros Biolchini (Teresópolis)
Sociedade
Paul Harris – Miguel
Mendonça Pinheiro (São Gonçalo do Paraíso)
Embaixador
da Hepatite C –
Elizabete Pinto Andrade (Vitória Vila Velha)
Filiação
Distrital DQA – GD
Ricardo Fonseca de Pinho (Niterói)
Desenvolvimento
de Novos Clubes – Joel
Coelho dos Santos Jr (Niterói), Claudio Pires de Paula (São Fidélis), Wilson
Aguiar (Vitória Praia do Canto)
Fundo
Anual do Distrito – GD
Celso Gonçalves Alves (Cachoeiro de Itapemirim)
Imagem
Pública – GD
Maria Luzia Borges Amaral Ramos (Itaperuna), Patrick Veloso (Magé Piabéta),
Wilson Aguiar (Vitória Praia do Canto), Hugo Leonardo Ribeiro Ávila (Bom Jesus
do Itabapoana), Maria Aparecida Amim (Niterói)
Diversidade,
Equidade e Inclusão (DEI) – GD Flavio Alejandro Zárate Chabluk (E-Club Distrito 4751), Allan
Johnys da Silva (Campos São Salvador)
Serviço
Internacional – GD
Denise Vieira dos Santos (Cachoeiro de Itapemirim), GD Elias Cauerk Moyses
(Vitória Praia Comprida)
Proteção
à Juventude – GD
Hélvio Augusto Pichamone Candido Jr (Vitória Praia do Canto)
Convenção
Internacional RI – GD
Lesio Pires da Luz (Vitória Praia Comprida)
Comissão
Jurídica – Filipe
Matos Monteiro de Castro (Bom Jesus do Itabapoana), Rosângela Monteiro de
Castro (Bom Jesus do Itabapoana), Claudinier Neves (Campos São Salvador), Rosa
Claudia da Silva Ribeiro (Niterói), GD Elias Cauerk Moyses (Vitória Praia
Comprida), Rosângela Caterina Cessano (Nova Friburgo)
Companheirismo – Alice do Carmo Leite de Souza
(Campos Guarus), Marily Tenório Ney (Bom Jesus do Itabapoana), Luiza Figueiredo
Salles (Campos), Maria Dulce A. Bersot (Conceição de Macabu).
Portanto a
VII Conferência Distrital do Rotary Internacional – Distrito 4751, realizada em
Raposo/Itaperuna entre os dias 14 e 17 de maio de 2026, foi marcada por
momentos de celebração, reconhecimento e fortalecimento do espírito rotário.
Durante quatro dias, rotarianos e parceiros se reuniram em torno de palestras,
apresentações culturais, premiações e atividades que reforçaram o lema da
gestão: “Unidos para Fazer o Bem”. Cada instante da programação demonstrou o
poder transformador do Rotary, seja na valorização dos clubes que se destacaram
em projetos humanitários, na promoção da diversidade e inclusão, ou na
integração das novas gerações através do Rotaract, Interact e intercambistas.
O ápice
do evento ocorreu no domingo, 17 de maio, com a posse do novo governador
distrital GD Roney Correa Ribeiro (2026-2027), do Rotary Club de Bom Jesus do
Itabapoana. Em uma cerimônia emocionante, ele recebeu o bastão da liderança das
mãos da governadora GD Maria Luzia Borges Amaral Ramos (2025-2026), que
encerrou sua gestão com a marca de avanços significativos em imagem pública,
fortalecimento do quadro associativo e projetos de impacto comunitário. A
transição simbolizou não apenas a continuidade de um trabalho sólido, mas
também a renovação da esperança e da energia para ampliar o alcance do Rotary
no distrito e no mundo.
Esse
momento de passagem de comando reafirma o caráter global da organização: cada
distrito, ao fortalecer suas ações locais, contribui para o impacto coletivo do
Rotary Internacional, que há mais de um século promove paz, saúde, educação e
desenvolvimento sustentável em escala mundial. A união demonstrada em Itaperuna
ecoa além das fronteiras, lembrando que o compromisso de servir acima de si
mesmo é o elo que conecta rotarianos em todos os continentes.
Por fim,
cabe um agradecimento especial à Maria Panait, cujo generoso compartilhamento
de informações e registros fotográficos possibilitou ilustrar e enriquecer esta
postagem no Focus Portal Cultural. Sua colaboração reforça a importância de
preservar e divulgar os momentos que constroem a história do Rotary e inspiram
futuras gerações a seguir o caminho do serviço e da amizade.