quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CONCERTO ROMÂNTICO DE CHOPIN


CONCERTO ROMÂNTICO DE CHOPIN

Uma noite inesquecível de pura emoção e alta arte ao piano solo. 

O pianista Júlio Enrique Gomez convida você para embelezar a sua noite com as melodias marcantes e a sensibilidade única das obras de Frédéric Chopin. Deixe-se levar pela música em uma atmosfera intimista e acolhedora. 

Data: Hoje, 23 de Setembro de 2026

Horário: 20h30min

Local: Palco dos 5 Sentidos (Rua Barão do Rio Branco, 438 - Centro, Curitiba - PR)

Couvert / Valor: R$ 35,00 por pessoa

Ingressos e Reservas: Acesse o site oficial do Palco dos 5 Sentidos e garanta o seu lugar!

 

Abraços musicais,

Júlio Enrique Gomez 


 

TRAILER DE “ELZA” REVELA ELZA SOARES NARRANDO A PRÓPRIA HISTÓRIA EM NOVO DOCUMENTÁRIO DIRIGIDO POR ERYK ROCHA

Filme percorre trajetória da cantora a partir de arquivos raros e registros feitos ao longo de oito anos; produção terá estreia mundial no Festival do Rio. 

É a voz de Elza Soares quem conta a própria história em “ELZA”, novo documentário dirigido por Eryk Rocha. O trailer, inédito, antecipa o tom do longa-metragem: inteiramente narrado na primeira pessoa. Com estreia prevista para os cinemas brasileiros ainda em 2026, o filme revisita a trajetória de uma das maiores artistas da música brasileira a partir de imagens inéditas, arquivos raros e conversas realizadas entre a cantora e o diretor ao longo de oito anos de filmagens. 

Elza revisita momentos marcantes de sua trajetória, revelando, com sua voz marcante, as diferentes fases de uma vida que atravessa quase um século e suas quase sete décadas dedicadas à música. O documentário parte da artista consagrada para chegar também à mulher por trás do ícone, acompanhando suas transformações, desafios, perdas, conquistas e reinvenções. 

A voz de Elza Soares é elemento central de “ELZA”. Ao longo do processo de filmagem, Eryk Rocha acompanhou a cantora durante seus últimos anos de vida e registrou conversas que agora se somam a materiais de arquivo para construir um retrato íntimo e profundo de Elza Soares, tendo a música como fio condutor. 

O documentário terá sua estreia mundial na Première Brasil do Festival do Rio, no próximo mês. 

“ELZA” é uma produção da Aruac Filmes e Maria Farinha Filmes, com coprodução Globo Filmes e GloboNews. A distribuição é da Gullane+ e da Maria Farinha Filmes. O filme conta com o apoio da Prefeitura de São Paulo, por meio da Spcine, e Itaú Cultural e foi realizado com recursos do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), em articulação com o Sistema Nacional de Cultura, e com investimento do Fundo Setorial Audiovisual e apoio institucional do Ministério da Cultura e da ANCINE. 

Sobre “ELZA” 

Com sua voz radical, improvisação visceral e rouquidão inconfundível, Elza Soares criou uma linguagem única e atravessou gerações se reinventando como uma das maiores artistas do Brasil. No documentário que carrega seu nome, Elza é narradora de si mesma, tecendo um diário que une memórias, desejos e reflexões a partir da música, em confluência com filmes brasileiros históricos. Através de Elza e seu quase um século de vida, o filme revela a radiografia de um país em ebulição. A mulher do fim do mundo cantou até o fim.

Sobre Aruac Filmes

A ARUAC FILMES, fundada em 2002, uma produtora independente brasileira que atua em obras performáticas e cinematográficas com foco em narrativas autorais, decoloniais e indígenas. Reconhecida por excelência artística e compromisso com questões sociais urgentes, Aruac produz as obras de realizadores renomados como Eryk Rocha, Paula Gaitán e Gabriela Carneiro da Cunha.

Com uma longa e consistente atuação no mercado audiovisual, teve seus filmes distribuídos comercialmente em cinemas do Brasil e outros países. Além dos principais festivais de cinema do Brasil, teve seus filmes selecionados em festivais internacionais de grande importância, como Cannes, Berlinale, Veneza, Telluride, IDFA e Rotterdam, Sundance, BAFICI, Locarno, New Directors/New Movies, MoMA, e Tribeca, Guadalajara, CPH:DOX, Havana, DMZ Docs, Doc NY e recebeu mais de 200 prêmios ao longo dessa trajetória, entre eles o prêmio de "L'oeil d'Or" de melhor documentário no Festival de Cannes com o filme “CINEMA NOVO” (2016). 

Em 2024, a “A Queda do Céu” teve sua estreia mundial em Cannes na Quinzaine dos Realizadores - uma coprodução com França e Itália', filme baseado na obra literária homônima do xamã e líder Yanomami Davi Kopenawa, e do antropólogo francês Bruce Albert e com direção de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha. O filme circulou mundialmente recebendo mais de 30 prêmios internacionais. 

Em produção para TV, já realizou séries e programas em parceria com o Canal Brasil, Canal Curta!, GloboNews, TV SESC e CineBrasil TV. Seus filmes também estão presentes nas principais plataformas de streaming, como Netflix, Amazon Prime Video, Dafilms e GloboPlay.

Sobre Maria Farinha Filmes 

A Maria Farinha Filmes é uma empresa líder em entretenimento de impacto na América Latina, focada em criar histórias inspiradoras que emocionam e engajam grandes audiências. Com mais de 50 produções e 18 anos de experiência, a produtora com sede no Brasil, se destaca por produções aclamadas, como a série “Aruanas” (Globo), vista por 35 milhões de pessoas por episódio, e a franquia de documentários “O Começo da Vida 1 e 2″ (lançada globalmente no Netflix), que desencadeou um movimento envolvendo mais de 100 parceiros ao redor do mundo, juntando organizações e marcas. 

Em 2024, a Maria Farinha Filmes expandiu sua atuação global com a criação da MFF & CO, um estúdio internacional de entretenimento com sede em Los Angeles. Miura Kite, ex-Participant Media, atua como Presidente de Conteúdo Global da MFF & CO. No mesmo ano, a MFF & CO adquiriu uma participação na Violet Films, produtora sediada em Londres e quatro vezes indicada ao Oscar®, fundada pela cineasta vencedora do Oscar® Joanna Natasegara.



terça-feira, 22 de setembro de 2026

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS RECEBE A CERIMÔNIA DE PREMIAÇÃO DO CONCURSO INTERNACIONAL DE LITERATURA DA UBE-RJ

No dia 21 de setembro de 2026, segunda-feira, a histórica sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, foi palco de mais uma celebração da literatura nacional e internacional com a realização da cerimônia de premiação do Concurso Internacional de Literatura da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro (UBE-RJ). 

A mesa de honra da solenidade foi composta por expressivas personalidades do meio literário e cultural: a Vice-Presidente da UBE-RJ e Vice-Presidente Mundial Cultural da Rede Sem Fronteiras, Ana Maria Tourinho; a coordenadora do concurso, Professora Isis Proença; a Diretora Jurídica da Instituição Matilde Carone Slaibi Conti; além das ilustres Eurídice Hespanhol e Ângela Guerra. A presença das consagradas líderes conferiu ainda mais prestígio e brilho à cerimônia na Academia Brasileira de Letras. 

O evento foi brilhantemente coordenado e organizado pela Diretora de Concursos Isis Proença, acompanhada pela secretária Vera Regina, Eurídice Hespanhol e pela Vice-presidente da Instituição, Ana Maria Tourinho. 

A solenidade teve início com um minuto de silêncio em respeito e homenagem à escritora e colaboradora dos concursos Jaci Leonor Simões de Castro e à poeta Thereza Christina Rocque da Motta.

A condução dos trabalhos ficou a cargo da Vice-Presidente da UBE-RJ e Vice-Presidente Cultural Mundial da Rede Sem Fronteiras, Ana Maria Tourinho. Com sua “finesse” habitual, postura refinada e delicadeza marcante, virtudes que a têm feito se destacar amplamente no meio cultural, presidiu a cerimônia com impecável elegância e maestria. 

Após a execução do Hino Nacional Brasileiro, a abertura destacou a relevância histórica do Concurso Internacional de Literatura, promovido anualmente pela UBE-RJ, alternando a avaliação entre obras inéditas e publicadas. 

Nesta edição, foram analisados livros editados nos anos de 2024 e 2025, submetidos ao criterioso julgamento de uma comissão composta pelos escritores Sonia Plácido, Marcella Giannini, Maria Helena Nina, Nádia Farage, Ivan C. Proença e Roberto Petti Pinheiro, aos quais a instituição registrou especial agradecimento pelo rigoroso trabalho realizado. 

A premiação contemplou diversos gêneros literários, reafirmando a pluralidade da produção contemporânea: 

Crônicas - Prêmio Maria Heloísa Penteado: O primeiro lugar foi concedido a Viviane Ferreira Santiago pela obra Espaços que Contam Histórias: Crônicas do Largo da Sé. Regina Guimarães conquistou o segundo lugar com A Folha da Samambaia, enquanto Perpétua Amorim recebeu a terceira colocação por Falas Azuis. A Menção Honrosa foi entregue a Ronaldo Dória Júnior por Martírio Diário. 

Ensaio  - Prêmio Paulo Freire: Teve como vencedor Edson Iura, autor de Em Volta do Lago: Antologia de Haicais Japoneses Comentados. Em segundo lugar ficaram Andrei Cunha e Meiko Shimon, com História da Literatura Clássica Japonesa, e em terceiro, Neide Hissae Nagae e Fernando Carlos Chamas com Tosa Nikki: O Diário de Tosa. Receberam Menções Honrosas Patrícia Neves, Eliana Bueno Ribeiro, Mabel Knust Pedra e Fábio Akamine. 

Contos - Prêmio Mário de Andrade: Gustavo Alkmim foi o grande vencedor com A Culpa Deve Ser do Sol. A Menção Honrosa coube a Sylvio Massa de Campos pela obra Des~contos Bem Contados. 

Infantil - Prêmio Stella Leonardos: Distinguiu O Vendedor de Palavras, de Luiz Otávio Oliani, com o primeiro lugar. Pedro Peloso conquistou a segunda posição com O Sapo-Foguetinho, seguido de Bebel Ritzmann, terceira colocada com A Família Arretada da Mel, Tchê!. 

Infantojuvenil - Prêmio Professora Maria Antonia da Costa Lobo: Tatiana Alves recebeu o primeiro lugar por Sob a Bênção da Lua. André Kondo obteve o segundo lugar com O Silêncio de Kazuki e José Alexandro de Araújo Nascimento o terceiro com O Coelho da Colina. Foram concedidas Menções Honrosas a Liniane Haag Brum, Thoshio Katsurayama e Henriette Effenberger.

Infantojuvenil - 12 a 18 anos – Poesia - Prêmio Cecília Meireles: A jovem escritora Isabela Daher Marques recebeu Menção Especial com o livro Faces de Mim. 

Poesia - Prêmio Marcus Vinicius Quiroga: André Kondo conquistou mais uma distinção, garantindo o primeiro lugar com Cantigas de Ninar Pedras. Marcelo Mourão ficou em segundo lugar com Union, e Reneu do Amaral Berni em terceiro com Haicais Sazonais Brasileiros Ilustrados. Ascensión Chanqués recebeu Menção Especial, enquanto Júlio Polidoro e Eliana Zandonade foram agraciados com Menções Honrosas. 

Romance - Prêmio Júlia Lopes de Almeida: Consagrou Bebel Ritzmann com a obra A Vida em Ponto Cruz Contado. Otacílio Monteiro conquistou o segundo lugar com Pau Para Toda Obra, seguido de Simone Athayde, terceira colocada por O Chão Sobre as Águas. Renato Moura recebeu Menção Especial, e Paulo Azevedo, Geny Teodoro de Assis e Cris Dakinis foram reconhecidos com Menções Honrosas.

Trova - Prêmio Luiz Otávio: Foi concedida Menção Especial a Abílio Kac pela obra Trovamando Lírica e Filosoficamente. Impossibilitado de comparecer, o escritor foi representado na cerimônia pela acadêmica Nina Fernandes, convidada especialmente para receber a homenagem em seu nome. 

Ao final da solenidade, ficou evidente que a literatura continua sendo um espaço de encontro entre diferentes culturas, gerações e olhares. Os livros premiados demonstraram a riqueza temática da produção contemporânea, conduzindo os presentes por paisagens brasileiras e japonesas, reflexões sociais urgentes, universos poéticos, narrativas infantis imaginativas e romances profundamente humanos. 

Eventos como este ultrapassam o significado de uma simples cerimônia de entrega de prêmios. São, sobretudo, espaços de legitimação da produção literária, de encontro entre gerações de escritores, de fortalecimento da cultura e de preservação da memória intelectual brasileira. Ao reunir autores, acadêmicos, críticos, jurados e representantes das mais diversas instituições culturais, o Concurso Internacional de Literatura da UBE-RJ reafirma sua importância como uma das mais significativas iniciativas de valorização da escrita e do pensamento em língua portuguesa.

O êxito desta edição refletiu também o trabalho criterioso de sua coordenadora e organizadora, a Professora Isis Proença, cuja reconhecida competência, sensibilidade cultural e dedicação permitiram a realização de uma solenidade marcada pela excelência. Com habilidade singular na condução dos preparativos e na articulação de cada etapa do evento, Isis Proença reuniu um seleto grupo de personalidades das letras e da cultura, escolhidas com rigor e elevado senso institucional, contribuindo para que a programação transcorresse de forma harmoniosa, elegante e plenamente exitosa. 

Em uma tarde dedicada à celebração da literatura, a Academia Brasileira de Letras transformou-se em um verdadeiro palco de reconhecimento, onde o talento encontrou acolhida, a cultura encontrou voz e os livros encontraram seus merecidos protagonistas. Ao final da cerimônia, permaneceu entre todos a certeza de que investir na literatura é investir na formação humana, na preservação da identidade cultural e na construção de um futuro mais sensível, crítico e consciente.

Assim, a UBE-RJ cumpre, mais uma vez, sua missão de estimular, difundir e honrar a produção literária, mantendo viva a chama da criação artística e fortalecendo os laços que unem escritores e leitores em torno da palavra. E, como tão bem expressou o espírito desta celebração, que a escrita continue sendo, para todos nós, o chão sobre as águas. 

Créditos das fotos: Marcos Alves

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 









































(vídeo das fotos)



VIA-LÁCTEA – OLAVO BILAC - DECLAMAÇÃO: SITE MUNDO DOS POEMAS



 

Ora (direis) ouvir estrelas! Certo

Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,

Que, para ouvi-las, muita vez desperto

E abro as janelas, pálido de espanto...

 

 E conversamos toda a noite, enquanto

A via-láctea, como um pálio aberto,

Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,

Inda as procuro pelo céu deserto.

 

Direis agora: “Tresloucado amigo!

Que conversas com elas? Que sentido

Tem o que dizem, quando estão contigo?”

 

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!

Pois só quem ama pode ter ouvido

Capaz de ouvir e de entender estrelas.

 

                                                     (Poesias, Via Láctea, 1888.)




 

O DESPERTAR DA VARANDA: A PRIMAVERA QUE CHEGA AO TERCEIRO ANDAR - CRÔNICA © ALBERTO ARAÚJO

 

Há na arquitetura do tempo certas fronteiras invisíveis que nos interpelam sobre a efemeridade e a insistência do ser. O equinócio não é mera cifra astronômica ou dado de calendário; é o exato ponto de inflexão em que o cosmos redimensiona a luz e a sombra, suspendendo o mundo por um breve instante de balanço ontológico. Hoje, dia 22 de setembro, às 21h05min, a estação mais colorida do ano cruza oficialmente esse limiar temporal. Mas aqui do alto do meu terceiro andar em Icaraí, a promessa da primavera recusa a subordinação ao relógio. Ela se antecipa como uma intuição metafísica, anunciando-se na consistência morna do ar, na modulação oblíqua da luz sobre a alvenaria e, sobretudo, nessa persistência irredutível da physis que teima em brotar, desafiando a lógica estéril do asfalto e do concreto.

 

Mirando a rua lá embaixo, a perspectiva se transfigura em cartografia urbana e existencial. Icaraí pulsa com seu ritmo sincopado, uma sinfonia metropolitana embalada pelo trânsito da Ary Parreiras e da Avenida Alberto Francisco Torres, pontuada pelo murmúrio atemporal das ondas que lambem a orla. Contudo, contemplada desta altura intermediária, a calçada redime-se em poesia. Os ipês e as amendoeiras que estruturam o relevo do bairro ensaiam uma coreografia silenciosa, preparando suas copas para a eclosão cromática que converterá o cinismo do cinza em texturas impressionistas de amarelo, roxo e rosa.

 

A primavera que se instaura nesta noite transcende o fito puramente estacional; constitui-se como um imperativo categórico à alegria. Se o inverno atua como força centrípeta, encolhendo os corpos, amortecendo os passos e sepultando os sorrisos sob a rigidez dos casacos e o sopro gélido do oceano, a primavera opera como abertura irrestrita. Foi esse chamamento que me compeliu a escancarei a varanda. Deixei que a brisa vespertina invadisse o espaço trazendo consigo o hibridismo olfativo da terra úmida e da maresia visceral de Niterói.

 

Olhando para o jardim da Shirley na varanda, contemplo o milagre cotidiano em sua manifestação mais sincera. Ali, o vaso de primavera, a bougainville que parecia adormecida em seu silêncio invernal, ostenta agora suas primeiras brácteas vibrantes, quais estandartes coloridos a saudar a festa iminente. A natureza desconhece a pressa, mas jamais abdica de seu desígnio. Ela nos legado a mais bela lição filosófica: por mais rigoroso, austero e aparentemente infindável que tenha sido o inverno, seja ele climático ou existencial, subsiste em nós uma força interior irredutível que nos impele inexoravelmente ao recomeço.

 

Festejar a primavera a partir do terceiro andar é exercitar uma fenomenologia da esperança. É reconhecer que, mesmo sob o império da técnica, dos prédios espelhados e da urgência contemporânea, a beleza nos intercepta à revelia. Basta o refinamento do olhar para flagrar a renovação nos interstícios do real: no sobressalto límpido do canto dos bem-te-vis ao alvorecer, na cadência cromática das vestes de quem caminha apressado no plano térreo, na respiração que subitamente se desata e se faz leve.

 

Quando o relógio marcar 21h05min e o equinócio se consumar no zênite, farei um brinde silencioso ao alto, ao asfalto e a este mirante particular. Que venha a estação das flores, da dilatação dos dias, da porosidade dos afetos e da alegria irrefreável. O concreto ao redor impõe sua dureza, mas a vida,  ah, a vida, persiste em sua insubstituível teimosia de florir.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





CONVENÇÃO INTERNACIONAL DO ROTARY - BARCELONA - ESPANHA 26-30 DE JUNHO DE 2027


Sempre acreditei que as ideias mais poderosas do Rotary começam com uma conversa.

Na Convenção Internacional do Rotary de 2027, em Barcelona, teremos a oportunidade de aprender uns com os outros, fortalecer amizades e descobrir novas maneiras de Criar um Impacto Duradouro em nossas comunidades.”
— Yinka Babalola, Presidente do Rotary International em 2026-27

E já começamos com uma marca impressionante: entre 17 e 21 de setembro, chegamos a 19.646 inscrições!

Parabéns a todos que contribuíram para esse resultado. Agora é hora de manter o ritmo, porque as inscrições continuam abertas! 🌍💙💛

Esperamos que você se junte a milhares de associados do Rotary de todo o mundo para viver essa experiência inesquecível.

✈️ #Rotary27
📍 Barcelona, Espanha
📅 26 a 30 de junho de 2027
🔗 https://on.rotary.org/4zuMUQ7

Barcelona já começou. Nos vemos lá!

 


segunda-feira, 21 de setembro de 2026

RESENHA DO INFORMATIVO - EDIÇÃO DE JULHO DE 2026 ROTARY ICARAÍ – PRESIDENTE FELIPE CAMPOS DE CARVALHO

O informativo nº 01 edição de julho de 2026 apresenta um panorama abrangente das atividades, valores e ações que marcaram o início de mais um ano rotário no Rotary Club de Niterói Icaraí. A publicação reúne reflexões inspiradoras, informações sobre a liderança rotária internacional, registros de eventos significativos do clube e relevantes ações comunitárias desenvolvidas ao longo do mês. 

A matéria de destaque aborda o mês de julho, dedicado à Saúde Materno-Infantil, uma das áreas prioritárias de atuação do Rotary em todo o mundo. O texto relembra uma história ocorrida na Nigéria, na qual o treinamento e a capacitação de agentes comunitários de saúde foram decisivos para salvar a vida de uma mãe e de seus filhos durante um parto de risco. O relato reforça a importância da preparação, do fortalecimento dos sistemas de saúde e da atuação preventiva como instrumentos capazes de transformar realidades e proteger vidas. A mensagem destaca o compromisso humanitário do Rotary e sua capacidade de promover mudanças sustentáveis nas comunidades mais vulneráveis. 

Outro tema de grande relevância nesta edição é a apresentação de Olayinka Hakeem Babalola, presidente do Rotary International para o período 2026-2027. A matéria traça um perfil de sua trajetória profissional e rotária, destacando sua experiência na área de engenharia, sua atuação empresarial e sua longa caminhada dentro da organização, iniciada ainda no Rotaract. O texto evidencia sua liderança e seu histórico de dedicação ao ideal rotário, ressaltando também o significado de ser o segundo africano a assumir a presidência da entidade internacional. 

O informativo dedica amplo espaço à cerimônia de posse do novo Conselho Diretor do Rotary Club de Niterói Icaraí. Em ambiente marcado pela confraternização e pelo espírito de renovação, foi realizada a transmissão do cargo de presidente de Carlos Alberto de Paula Chagas para Felipe Campos Carvalho, que passa a conduzir os trabalhos do clube no ano rotário 2026-2027. A matéria registra os momentos solenes da cerimônia, os agradecimentos prestados à gestão anterior e a apresentação dos integrantes do novo Conselho Diretor, responsáveis por conduzir as diversas áreas de atuação do clube. 

A publicação também destaca as reuniões realizadas ao longo do mês. Merece especial atenção o encontro voltado ao planejamento participativo para o novo ano rotário, oportunidade em que os associados contribuíram com ideias, sugestões de projetos e propostas de fortalecimento do quadro associativo e das ações comunitárias. Entre os temas discutidos estiveram iniciativas de capacitação profissional em parceria com a Casa da Amizade e o resgate de atividades voltadas à integração e ao conhecimento mútuo entre os companheiros. 

Uma seção bastante interessante apresenta curiosidades sobre a história do Rotary. O texto relembra a origem da organização em Chicago, em 1905, explica como surgiu o nome “Rotary” e destaca personagens importantes dos primeiros anos da instituição. A matéria demonstra como uma iniciativa fundada na amizade entre profissionais evoluiu para uma das maiores redes de prestação de serviços comunitários do mundo. 

O boletim registra ainda a participação do clube em eventos promovidos por clubes coirmãos da cidade, reforçando os laços de companheirismo e integração existentes no movimento rotário local. As visitas às solenidades do Rotary Club de Niterói e do Rotary Club de Niterói Novos Tempos evidenciam a importância da união entre os clubes na construção de projetos e objetivos comuns.

Em um momento de emoção e homenagem, a edição presta tributo à companheira Jonice Vitola da Hora Macedo, destacando sua dedicação ao Rotary e o legado deixado junto à comunidade rotária. A manifestação de pesar demonstra o espírito de solidariedade e fraternidade que caracteriza a organização. 

As atividades da Casa da Amizade também recebem destaque especial. A tradicional Tarde de Prêmios reuniu amigos e convidados em um ambiente de alegria e confraternização, fortalecendo vínculos entre os participantes. Já a grande ação social realizada em 25 de julho demonstrou o compromisso da instituição com a comunidade, contabilizando 592 atendimentos e mobilizando diversos parceiros em ações de acolhimento e cidadania.

Encerrando a edição, o informativo reforça a importância da amizade como um dos pilares do movimento rotário e relembra as sete Áreas de Enfoque do Rotary, que orientam os projetos humanitários desenvolvidos em todo o mundo. O conjunto das matérias retrata uma organização comprometida com o serviço, a solidariedade, a formação de lideranças e a construção de comunidades mais fortes e acolhedoras. Trata-se de uma edição que celebra realizações, homenageia pessoas inspiradoras e renova o compromisso de todos os associados com o lema de servir para transformar vidas. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural