segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A SINGULARIDADE DE AUSTEN PERMANECE - @ ALBERTO ARAÚJO - FOCUS PORTAL CULTURAL

JANE AUSTEN — UMA BIOGRAFIA, DE CLAIRE TOMALIN (tradução de José Miguel Silva), está disponível em Relógio D’Água. 

As obras de Jane Austen editadas pela Relógio D’Água podem ser encontradas

 aqui.https://www.relogiodagua.pt/produto/jane-austen-uma-biografia/?utm_source=copilot.com

Esta é a biografia definitiva de uma das romancistas mais estimadas do Reino Unido, escrita por Claire Tomalin, biógrafa de figuras como Charles Dickens, Thomas Hardy, Samuel Pepys e Mary Wollstonecraft. Reconhecida pela crítica internacional, a obra recebeu elogios como:

Uma biografia que reflete os elevados padrões de Jane Austen. Um livro que irradia inteligência, humor e perspicácia.” — The New York Times 

Brilhante e viciante.” — The New Yorker 

Uma biografia perfeita: detalhada, espirituosa e calorosa. Tomalin envolve-nos de tal forma que a doença e a morte de Austen surgem quase como uma tragédia pessoal para o leitor.” — Daily Telegraph, Livros do Ano

Não creio que venha a ser escrita, durante muitos anos, uma biografia de Jane Austen melhor do que a de Claire Tomalin.” — Mail on Sunday 

De todas as biografias de Austen, esta é a melhor.” — Harpers & Queen

O QUE TORNA AUSTEN SINGULAR

Tomalin mostra como Jane Austen cresceu num ambiente fértil para a imaginação: filha de um reitor do Hampshire, teve acesso a uma vasta biblioteca e a uma vida social animada, marcada por bailes e peças de teatro. Desde cedo escrevia e lia suas produções em voz alta para a família, hábito que manteve na vida adulta. Esse exercício constante de partilha e escuta moldou sua escrita, tornando-a íntima e universal.

A biografia explica tudo porque revela como uma jovem inteligente, rodeada de livros e estímulos culturais, encontrou na literatura o seu caminho natural. E não explica nada porque, mesmo com todas as circunstâncias favoráveis, a genialidade de Austen continua a ser um mistério, um talento que transcendeu o seu tempo e permanece vivo até hoje.


SOBRE A AUTORA

Claire Tomalin nasceu em Londres, em 20 de junho de 1933, filha da compositora Muriel Herbert e do académico Émile Delavenay. Estudou em instituições prestigiadas como a Hitchin Girls’ Grammar School, a Dartington Hall School e o Newnham College, em Cambridge. Trabalhou como jornalista e destacou-se pelas suas biografias de grandes nomes da literatura e da cultura inglesa, entre eles Dickens, Hardy, Pepys, Wollstonecraft e Austen.



BIOGRAFIA DE JANE AUSTEN

Jane Austen nasceu em Steventon, 16 de dezembro de 1775 e faleceu em Winchester, 18 de julho de 1817 foi uma das mais influentes romancistas inglesas, célebre por seus seis romances que interpretam, criticam e comentam a pequena nobreza rural inglesa no final do século XVIII. Suas obras exploram com ironia e inteligência a dependência das mulheres do casamento como meio de alcançar posição social e segurança econômica, ao mesmo tempo em que marcam a transição entre os romances de sensibilidade e o realismo literário do século XIX. 

PRIMEIRAS OBRAS E PUBLICAÇÕES 

Durante sua vida, Austen publicou anonimamente quatro romances:

Razão e Sensibilidade (1811)

Orgulho e Preconceito (1813)

Mansfield Park (1814)

Emma (1816) 

Esses livros tiveram sucesso modesto, mas garantiram-lhe reconhecimento. Após sua morte, em 1817, foram publicados Northanger Abbey e Persuasion. Austen ainda deixou inacabados Sanditon e The Watsons, além de escritos juvenis e o breve romance epistolar Lady Susan.

Embora tenha recebido pouca fama em vida, sua reputação cresceu rapidamente após a republicação dos romances em 1833 na série Standard Novels de Richard Bentley. Em 1869, o sobrinho de Austen lançou A Memoir of Jane Austen, obra que consolidou sua imagem pública. Desde então, seus livros nunca saíram de catálogo e inspiraram inúmeros ensaios críticos, antologias e adaptações. 

Adaptações

Os romances de Austen foram adaptados para cinema e televisão, entre eles:

Sense and Sensibility (1995)

Orgulho e Preconceito (2005)

Emma (2020)

Amor e Amizade (2016), baseado em Lady Susan

Persuasão (BBC, 1995)

Pride and Prejudice (BBC, minissérie de 1995) 

A escrita de Austen combina realismo, crítica social, ironia e humor refinado. Sua capacidade de retratar personagens complexos e situações cotidianas com profundidade e leveza fez dela uma autora atemporal, cuja obra continua a dialogar com leitores e estudiosos em todo o mundo.


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© Alberto Araújo

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

O CREPÚSCULO NA CURVA DO MUNDO - UMA ODE AO OLHAR DE LEON HANSEN - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

 


A Leon Hansen Portugal - Neto de Dalma Nascimento 

Houve um tempo em que os homens acreditavam que o mundo terminava onde a vista alcançava. Olhando para esta captura de Leon Hansen Portugal, é difícil não lhes dar razão. Do alto, a Praia de Icaraí se curva como um abraço de areia branca, protegendo a cidade que assiste, em silêncio reverente, ao espetáculo diário da luz que se esvai. 

Niterói tem essa nuance elegante: ela não precisa gritar para ser notada. Enquanto o Rio de Janeiro, logo ali do outro lado da Baía de Guanabara, ostenta seus contornos naturais, o Pão de Açúcar, o Corcovado, as serras que recortam o céu como dentes de um gigante, Niterói se coloca como a plateia de ouro. É a cidade que possui a melhor vista do mundo, justamente porque o mundo, para ser belo, precisa ser visto de certa distância. 

A luz que Hansen capturou não é uma luz comum. É aquele âmbar líquido que só ocorre quando o ar está carregado de promessas e o dia decide que não quer ir embora sem antes deixar uma cicatriz de beleza na retina de quem observa. A trilha de fogo que corta o centro da baía parece um caminho pavimentado para divindades. No espelho das águas, a agitação urbana se dissolve. Os prédios, enfileirados como sentinelas de concreto, parecem pequenos diante da magnitude do que acontece no horizonte.

Observe as embarcações que riscam o mar. Pequenos pontos que cortam a seda líquida, deixando rastros que desaparecem segundos depois. É uma metáfora da nossa própria passagem: fazemos barulho, deixamos sulcos, mas a imensidão logo se fecha, impassível e eterna. 

A fotografia de Leon Hansen nos força a uma pausa metafísica. À direita, a densidade urbana de Niterói, com seus bairros pulsantes e a vida que corre em cada janela iluminada. À esquerda, a natureza bruta, as montanhas que são monumentos naturais, testemunhas de séculos de navegações, batalhas e poesias. 

Neste ângulo, a Ponte Rio-Niterói aparece ao fundo, uma linha tênue que tenta costurar dois mundos. Mas a luz do entardecer ignora as construções humanas. Ela prefere se demorar nas nuvens, transformando o céu em uma pintura impressionista onde o azul, o rosa e o dourado duelam em uma harmonia impossível. 

Viver em Niterói é saber que, ao final de cada jornada de trabalho, existe o consolo do horizonte. É descer para o calçadão de Icaraí e ver que a luz nivela a todos. O executivo, o pescador, o turista e o morador antigo, todos ficam com o rosto tingido pela mesma cor. 

A crônica de uma cidade não se escreve apenas com fatos históricos ou estatísticas econômicas. Ela se escreve com o ângulo de visão. E o ângulo que Leon Hansen nos oferece é o da esperança. É o lembrete visual de que, apesar do caos das metrópoles e da pressa dos dias, o sol ainda sabe como se pôr com dignidade. Ele ainda sabe como transformar o mar em um altar.

Ao olharmos para esta imagem, somos convidados a ser mais do que apenas observadores. Somos convidados a ser herdeiros dessa beleza. Niterói, sob o olhar sensível de Leon, deixa de ser um ponto no mapa para se tornar um estado de espírito. É o lugar onde a alma descansa enquanto os olhos se perdem no brilho do poente. 

Que sorte a nossa, que temos a fotografia para congelar o que o tempo, em sua crueldade, insiste em levar. O sol já se pôs desde que este clique foi feito, mas aqui, nesta crônica e nesta imagem, ele continua a brilhar para sempre. 

Créditos Fotográficos: Leon Hansen

© Alberto Araújo 





O INSTANTE EM QUE DUAS ESCRITAS SE ENCONTRAM - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

Na livraria, o tempo parecia suspenso. Entre estantes coloridas e flores vermelhas que se abriam como testemunhas silenciosas, duas mulheres se encontravam em torno de um livro, durante o lançamento do livro, "Uma furtiva lágrima", em 16 de maio de 2019, na Livraria Travessa, do Leblon. 

Nélida Piñon, senhora da palavra, com sua voz que atravessou décadas e continentes, inclinava-se sobre a página branca para deixar sua marca. Dalma Nascimento, leitora e também autora, segurava o volume como quem segura um relicário. O gesto era simples: uma assinatura, um sorriso, o ombro companheiro. Mas naquele instante, condensava-se a história de duas escritas que se reconheciam. 

Nélida, filha de imigrantes galegos, sempre soube que a literatura era uma pátria possível. Sua obra é feita de travessias: da memória ao mito, da intimidade ao universal. Em cada romance, em cada ensaio, ela costurou a identidade brasileira com fios de imaginação e reflexão. 

Dalma, por sua vez, constrói sua escrita como quem ergue uma casa de afetos. Seus textos respiram o feminino, a Idade Média e a memória cultural universal. Quando Dalma segura o livro de Nélida, não é apenas uma leitora diante de uma autora consagrada. É uma escritora diante de outra, reconhecendo que a palavra é ponte, não muro.

A cena poderia passar despercebida para quem apenas atravessava a livraria. Mas quem se detivesse veria que ali se encenava uma espécie de rito. Nélida, com sua caligrafia firme, inscrevia mais do que um nome: inscrevia a continuidade da literatura, a passagem de um bastão invisível. Dalma, sorridente, exibia o livro como quem exibe uma conquista, mas também como quem celebra uma comunhão. O autógrafo não era apenas lembrança; era símbolo de pertencimento a uma linhagem de mulheres que ousaram escrever, que ousaram dizer o mundo com suas próprias palavras.

A escrita de Nélida é marcada pela densidade. Ela não teme o excesso, porque sabe que a vida é feita de camadas. Seus romances, como A República dos Sonhos, são verdadeiros mosaicos de memória e imaginação. Ao narrar a saga de imigrantes, ela narra também a saga de um país que se inventa a cada geração. Dalma, em contraste, prefere a delicadeza dos detalhes. Sua prosa se aproxima da crônica, do poema em prosa, do olhar que captura o instante e o transforma em revelação. Se Nélida ergue catedrais de palavras, Dalma constrói jardins de memórias. Mas ambas sabem que a literatura é, antes de tudo, uma forma de resistência contra o esquecimento.

Naquele encontro, o que se via era a alegria de Dalma. Um sorriso aberto, quase infantil, diante da grande dama da literatura brasileira. Mas havia também algo mais: a consciência de que a escrita é diálogo. Dalma não apenas recebia o autógrafo; ela oferecia sua própria obra, sua própria voz, como quem diz: “Estamos juntas nessa travessia.” E Nélida, ao assinar, parecia reconhecer: “Sim, a literatura é feita de encontros, e cada autora que surge amplia o território da palavra.” 

As flores vermelhas, dispostas como cenário, lembravam que a literatura é também celebração. Não apenas celebração da beleza, mas celebração da vida. Porque escrever é insistir que a vida merece ser narrada, merece ser pensada, merece ser reinventada. Nélida sempre disse que a literatura é uma forma de salvar o mundo. Dalma, com sua escrita mais íntima, mostra que salvar o mundo começa por salvar os pequenos gestos, os afetos cotidianos, as histórias que poderiam se perder se não fossem registradas. 

O autógrafo, portanto, é metáfora. É a marca de que a palavra circula, de que a palavra se compartilha. Nélida escreve, Dalma lê. Dalma escreve, Nélida reconhece. E assim a literatura se perpetua, não como monumento estático, mas como corrente viva. Cada livro autografado é uma promessa: a promessa de que a palavra continuará a viajar, continuará a tocar outras vidas, continuará a construir sentidos. 

Na livraria, o murmúrio dos leitores, o tilintar das páginas, o perfume das flores compunham uma sinfonia discreta. Mas no centro da cena, duas mulheres mostravam que a literatura é também gesto. O gesto de escrever, o gesto de ler, o gesto de compartilhar. E esse gesto, por mais simples que pareça, é revolucionário. Porque num mundo que tantas vezes tenta silenciar, escrever é gritar. Ler é resistir. Autografar é afirmar que a palavra tem dono, mas também tem destino. 

Dalma exibia o livro como quem exibe um troféu. Mas não era vaidade. Era gratidão. Gratidão por poder estar diante de Nélida, gratidão por poder partilhar da mesma seiva literária, gratidão por saber que sua própria escrita dialoga com uma tradição maior. E Nélida, ao assinar, parecia dizer: “A literatura é de todos que ousam escrevê-la. Bem-vinda.”

Assim, a cena se tornava crônica. Porque a crônica é isso: transformar o instante em eternidade. O que poderia ser apenas um autógrafo vira narrativa, vira reflexão, vira metáfora. A crônica é o gênero que melhor traduz esse encontro, porque é feita da matéria do cotidiano, mas sempre com um olhar que transcende. E foi exatamente isso que se deu ali: um cotidiano transformado em símbolo, um gesto transformado em rito, uma assinatura transformada em legado. 

Ao final, Dalma saiu com o livro nas mãos, mas também com algo mais: saiu com a certeza de que sua própria escrita tem lugar no mundo. Nélida permaneceu, assinando outros livros, sorrindo para outros leitores. Mas naquele instante, entre as duas, a literatura brasileira ganhou mais um capítulo. Um capítulo feito de reconhecimento, de alegria, de comunhão. Um capítulo que mostra que escrever é sempre um ato coletivo, mesmo quando se escreve sozinho.

E nós, que testemunhamos a cena, sabemos que não se tratava apenas de um encontro entre autora e leitora. Tratava-se de um encontro entre duas escritas, entre duas formas de ver o mundo, entre duas mulheres que, com suas palavras, insistem que a vida merece ser narrada. E essa insistência é, talvez, o maior legado da literatura. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


Nélida Piñon e Dalma Nascimento


ANGELA GUERRA HOMENAGEIA DALMA NASCIMENTO COM “DIO, COME TI AMO” À CAPELA

Angela Guerra, com sua voz delicada e intensa, ofereceu recentemente um presente especial à amiga Dalma Nascimento em ocasião de seu aniversário: uma interpretação à capela da canção imortal “Dio, come ti amo” à capela. O gesto, carregado de afeto e arte, transcende o momento íntimo e se abre agora ao público como uma celebração maior. 

O Focus Portal Cultural publica hoje essa gravação, não apenas como registro de amizade e talento, mas também como homenagem a uma marca histórica: os 60 anos da célebre interpretação de Gigliola Cinquetti, que em 1966 encantou o mundo com a pureza de sua voz e a força de sua juventude. Ao unir presente e passado, Angela Guerra reafirma o poder da música como ponte entre gerações, lembrando-nos que cada nota pode carregar tanto memória quanto emoção. Assim, o tributo se torna duplo: à amizade que inspira e à arte que permanece viva, renovando-se a cada nova voz que se entrega ao canto.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 


ABRAÇO PERFEITO - A ALMA QUE REVESTE O CORPO - REFLEXÃO DE ALBERTO ARAÚJO, INSPIRADA EM LÚCIA ROMEU

Novembro nos recorda a esperança da vida eterna e a memória dos que partiram. Somos convidados a lembrar de que não somos apenas corpo que abriga uma alma, mas uma alma que se reveste de corpo. O corpo se desgasta, mas a alma, alimentada pela fé e pelo amor, floresce em alegria e esperança. Na comunhão entre corpo e alma, abençoados por Deus, encontramos a verdadeira harmonia da existência.

Somos chamados a recordar que nossa essência não é apenas um corpo que abriga uma alma, mas sim uma alma que se reveste de corpo. Essa consciência muda a forma como entendemos a vida: coloca em primeiro lugar aquilo que realmente nos dá sentido e eternidade. 

O corpo, limitado, perde gestos e hábitos com o tempo. Mas a alma, quando alimentada pela fé e pelo amor, floresce em segurança, respirando esperança e alegria.

As ausências que a vida nos impõe tornam-se menos dolorosas quando a memória afetiva nos consola, permitindo que o corpo abrace a alma e que a alma, por sua vez, dê vida e sentido ao corpo.

Assim se revela a perfeita harmonia: corpo e alma em comunhão, unidos e abençoados por Deus, que nos chama a viver não apenas a matéria, mas, sobretudo o espírito. 

Assim como a alma dá vida ao corpo, também a cultura dá identidade ao povo. Nossas tradições, nossas festas, nossos cantos e nossas memórias são expressões vivas dessa comunhão entre corpo e alma. No mês de novembro, quando recordamos nossos entes queridos e celebramos a esperança da vida eterna, somos convidados a perceber que a fé se manifesta não apenas na oração, mas também na arte, na música, na poesia e nos gestos comunitários que nos unem.  

TEXTO ORIGINAL – LÚCIA ROMEU 

Abraço perfeito É urgente lembrar que não somos um corpo com Uma Alma, e sim Uma Alma com Um corpo. Isso faz toda a diferença da importância a se considerar com o que vem em primeiro lugar na existência. O corpo desaprende quando os gestos se despedem da sequência de um hábito contínuo... A alma floresce em segurança com o oxigênio ininterrupto como reflexo de uma colheita de vivências felizes... Certas ausências só doem menos enquanto a memória afetiva respira duplamente, por isso o corpo protege e abraça a alma, enquanto ela dá vida e alento ao seu invólucro. Perfeita harmonia em acordo, criada e abençoadas por Deus! 

Lucia Romeu




 

O FILME E O VENTO LEVOU... (GONE WITH THE WIND) FOI LANÇADO EM 1939, EM 2026 ELE COMPLETA 87 ANOS DESDE SUA ESTREIA NOS ESTADOS UNIDOS - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Em 1939, o cinema testemunhou o nascimento de uma obra-prima: E o Vento Levou. Mais do que um filme, tornou-se um marco cultural, atravessando gerações com sua grandiosidade épica, personagens inesquecíveis e uma narrativa que mistura paixão, guerra e sobrevivência. Em 2026, ao completar 87 anos, continua a ser lembrado como um símbolo da força do cinema clássico, capaz de emocionar e inspirar até hoje. Sua beleza visual, sua música e seus diálogos permanecem vivos, como um vento que nunca se apaga na memória da sétima arte. 

© Alberto Araújo

 


 

O FOCUS PORTAL CULTURAL HOMENAGEIA GIGLIOLA CINQUETTI QUE HÁ 60 ANOS INTERPRETOU DIO, COME TI AMO


Em 1966, Gigliola Cinquetti emocionou o mundo com “Dio, come ti amo”, uma balada intensa que se tornou símbolo da paixão italiana. Vencedora do Festival de Sanremo e representante da Itália na Eurovisão, a canção marcou uma geração com sua força lírica e melódica. Agora, em 2026, celebramos seis décadas dessa obra-prima que continua a ecoar nos corações de quem a ouve. Mais que uma simples música, “Dio, come ti amo” é um testemunho da universalidade do amor e da capacidade da arte de atravessar o tempo. Gigliola, com sua voz doce e poderosa, eternizou um sentimento que permanece vivo, lembrando-nos que a música é ponte entre épocas e emoções. Sessenta anos depois, a canção segue como um hino de entrega e intensidade, reafirmando seu lugar na história cultural e musical da Itália e do mundo.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


 

A LA SPAGNOLA COM GIGLIOLA CINQUETTI

A canção “La Spagnola”, originalmente composta em 1906 por Vincenzo Di Chiara, foi regravada por Gigliola Cinquetti em 1973, dentro do álbum Stasera Ballo Liscio . Em 2026, a versão de Gigliola Cinquetti completa 53 anos desde seu lançamento. Já a composição original, de 1906, chega a impressionantes 120 anos de existência. 

© Alberto Araújo.


 

15 DE FEVEREIRO DE 2026 – HOMENAGEM AOS 462 ANOS DO NASCIMENTO DE GALILEU GALILEI - EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL


No dia 15 de fevereiro de 1564, nasceu em Pisa aquele que viria a ser chamado de pai da ciência moderna: Galileu Galilei. Hoje, em 15 de fevereiro de 2026, celebramos 462 anos de seu nascimento, e é impossível não sentir a força simbólica dessa efeméride. Galileu não foi apenas um cientista; foi um espírito inquieto, um homem que ousou olhar para o céu e enxergar além das fronteiras impostas pela tradição e pelo medo. 

Com sua luneta rudimentar, Galileu abriu janelas para o infinito. Ele viu montanhas na Lua, descobriu as luas de Júpiter, percebeu as fases de Vênus e, com isso, desafiou séculos de certezas. Cada observação era uma revolução silenciosa, um golpe contra a ideia de que a Terra era o centro imutável do universo. 

Mais do que descobertas, Galileu nos deu um novo modo de pensar: a ciência como investigação, como experiência, como diálogo com a natureza. Ele não se contentou com dogmas; quis ver com os próprios olhos, medir com as próprias mãos, comprovar com a razão. 

Defender o sistema heliocêntrico de Copérnico não era apenas uma questão científica, mas também um ato de coragem. Galileu enfrentou a resistência da Igreja, foi julgado, silenciado, mas nunca deixou de acreditar que a verdade se revelava nos números, nas observações, nos experimentos. Sua vida é um testemunho de que o conhecimento exige não apenas inteligência, mas também bravura. 

Galileu é lembrado como pai da ciência moderna porque inaugurou uma nova era: a era em que o ser humano não aceita respostas prontas, mas busca compreender. Ele nos ensinou que o universo é vasto, dinâmico e surpreendente, e que cabe a nós explorá-lo com curiosidade e rigor.

Se hoje sondas viajam para Marte, telescópios captam imagens de galáxias distantes e partículas são estudadas em aceleradores gigantes, é porque um homem, séculos atrás, decidiu apontar uma luneta para o céu e acreditar que poderia ver mais. 

Efemérides como esta não são apenas datas: são convites à memória e à inspiração. Celebrar Galileu é celebrar o espírito humano que ousa questionar, que não se conforma, que busca sempre ir além. É lembrar que a ciência não é apenas técnica, mas também poesia, coragem e esperança.

© Alberto Araújo

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ANDRÉ VARELLA - O POEMA VIVO QUE O PALCO NOS DEU - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL


Hoje, o dia 15 de fevereiro amanhece com uma luz diferente, uma claridade que parece vir de dentro, tal como o brilho que você, André Luiz Coutinho Varella, emite sempre que pisa em um palco ou se coloca diante de uma câmera. Celebrar o seu aniversário não é apenas contar o tempo, mas agradecer ao Universo por permitir que nossas trajetórias se cruzassem no Centro Cultural Maria Sabina, esse solo sagrado onde a arte se manifesta em sua forma mais pura. 

Lembro-me, com uma emoção que o tempo não apaga, do momento em que vi você declamar. Ali, não era apenas um homem recitando palavras; era a própria poesia ganhando corpo, voz e alma. E que honra imensa foi sentir os meus próprios versos, da poesia "Abraça-me, meu Pai", ganharem vida através da sua interpretação. Naquele instante, André, a sua voz se tornou o eco de um sentimento profundo, um abraço invisível que envolveu a todos nós. Hoje, sou eu quem estende os braços para lhe dizer: muito obrigado. Obrigado pelo carinho, pela entrega e por ter emprestado sua sensibilidade para dar alma às minhas palavras. 

Sua jornada, André, é um roteiro escrito pelas mãos do talento. Como não se emocionar ao lembrar de sua passagem pela tela da TV Globo, na novela Desejo Proibido? Ali, o Brasil inteiro pôde testemunhar o que o mestre Lima Duarte já sabia desde o ano 2000: que você é um ator de uma grandeza excepcional. A cumplicidade entre o prefeito Viriato e o filho André não era apenas ficção; era o encontro de dois gigantes. Lima, seu ídolo e amigo, não hesitou em dizer ao mundo que o prazer de contracenar era todo dele. E não foi só com ele! Você dividiu o brilho com nomes como Murilo Rosa, Fernanda Vasconcellos, Daniel de Oliveira, Letícia Sabatella, Alexandre Borges, José de Abreu e a eterna Eva Wilma. Você não apenas atuou com eles; você caminhou entre as estrelas sendo uma delas, com o brilho de quem sabe que o palco é o lugar onde a alma se liberta.

Mas, para além dos refletores e da fama, o que nos encanta em você é a sua essência. Você é um jovem especial no sentido mais angelical da palavra, alguém que parece ter um entendimento mais profundo sobre o amor e a amizade. A forma como você declama, como você olha, como você sorri... tudo em você é um convite à ternura. Lima Duarte viu isso naquele evento da APAE, e nós vemos isso em cada gesto seu. Você é o prova viva de que a arte não conhece barreiras; ela só conhece o coração.

Neste seu novo ciclo que se inicia hoje, desejo que as cortinas da vida se abram para cenários de muita paz, saúde e infinitas alegrias. Que você continue sendo esse declamador de esperanças, esse ator que nos faz chorar de emoção e sorrir de orgulho. Que a luz que você carrega, essa mesma luz que aparece na imagem linda que guardamos de você, continue guiando seus passos e inspirando todos os artistas que buscam a verdade na interpretação. 

André, receba hoje o meu abraço mais sincero e a minha gratidão eterna. Que seu aniversário seja um festival de carinho, cercado por aqueles que o amam e o admiram. Você é um tesouro da nossa cultura e um presente para os nossos corações. 

Feliz Aniversário, André Varella! Continue brilhando, continue declamando, continue sendo esse ser de luz que nos faz acreditar que a vida, quando tocada pela arte, é absolutamente divina.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)

O ATOR GLOBAL ANDRÉ VARELLA INTERPRETA A POESIA "ABRAÇA-ME, MEU PAI" UMA POESIA DE ALBERTO ARAÚJO EM FILME HOMENAGEM AOS PAIS


ABRAÇA-ME, MEU PAI

 

Ó meu PAI! É para ti essa melodia!

Abraça-me, meu PAI!

Abraça-me como somente tu sabes abraçar!

Quero me sentir envolvido em teus braços,

e escutar as batidas do teu coração

cheio de amor e alegria.

Ó meu PAI!

Abraça-me! FORTEMENTE.

Sou teu filho e preciso da tua ternura.

TU és meu HERÓI

Quero ser teu filho presente.

E somente em ti

a serenidade está segura.

Abraça-me!

Não me deixes cair.

PAI! Olho-te com admiração

e gosto de ser teu filho.

Tenho teu sangue

e o teu jeito de andar e rir.

Pai! Perdoa as minhas travessuras,

Em vez de brigas, me sorri...

Como gosto de ver o teu sorriso

neste teu rosto que nem sabe ficar sério.

Escuta as minhas palavras

de amizade e amor sincero.

Quero ser teu sagrado Querubim

que nasceu dos Céus

coberto com as bênçãos de Deus.

Quero abraçar-te com meus braços

assim como tu abraças os meus.

Desculpa-me e abraça-me...

Quero olhar para ti,

e sempre encontrar

um rosto complacente,

uma palavra amiga

e um abraço envolvente.

Aceita-me como eu sou...

E foi para ti que eu fiz

essa singela canção...

Abraça-me

e me chama de “MEU FILHO”

e deixa-me chamar-te de “MEU PAI”.

Porque, confesso-te e aclamo, TU,

somente TU, és meu Herói

que chamarei para sempre

de meu querido PAPAI.

Que Deus te abençoe sempre...

E deixa que eu te ame

com todo o amor de meu coração.

By © Alberto Araújo

Niterói - RJ.


Focus Portal Cultural do poeta Alberto Araújo, homenageia a todos os pais, pelo seu dia 14 de agosto.


EDIÇÃO

ALBERTO ARAÚJO 








Antônio Soares – ASO disse em vida: Excelente intérprete ANDRÉ VARELA, com pose de menino comportado e com belo porte, faz vibrar a plateia em sua apresentação. Um dos mais fulgurantes discípulos de NEIDE BARROS RÊGO como aluno do CENTRO CULTURAL MARIA SABINA.

(CLICAR NA IMAGEM PARA VER O VÍDEO)






sábado, 14 de fevereiro de 2026

A EXPRESSÃO QUE ATRAVESSOU SÉCULOS “SÓ SEI QUE NADA SEI”, ATRIBUÍDA A SÓCRATES © ALBERTO ARAÚJO – FOCUS PORTAL CULTURAL

 

A frase “Só sei que nada sei”, atribuída a Sócrates, tornou-se um marco da filosofia ocidental e, ao longo dos séculos, foi reinterpretada em diferentes contextos culturais, acadêmicos e sociais. Mais do que uma simples provocação, ela representa uma postura diante do conhecimento, da vida e da própria condição humana. O que parece uma contradição revela, na verdade, uma das maiores lições da filosofia: reconhecer os limites daquilo que sabemos é o primeiro passo para ampliar nossa compreensão do mundo.

No século V a.C., Atenas era o centro da vida intelectual e política da Grécia. Sócrates, sem deixar escritos próprios, destacou-se por sua prática do diálogo e pela insistência em questionar verdades aparentemente estabelecidas. Enquanto muitos se vangloriavam de possuir respostas definitivas, ele preferia levantar perguntas que desestabilizavam certezas. 

A frase “Só sei que nada sei” surge nesse contexto como uma síntese de sua postura. Sócrates não negava o conhecimento existente, mas apontava para a insuficiência das respostas prontas. Reconhecer a ignorância não era um gesto de fraqueza, mas de coragem intelectual. 

O grande diferencial de Sócrates estava em sua forma de ensinar. Em vez de transmitir conteúdos prontos, ele utilizava a maiêutica, um método baseado em perguntas que levavam o interlocutor a refletir sobre suas próprias ideias. Assim como uma parteira ajuda a dar à luz, Sócrates ajudava seus discípulos a “parir” pensamentos. 

Esse processo mostrava que o conhecimento não é algo estático, mas dinâmico. Cada resposta gera novas questões, e cada dúvida abre caminho para novas descobertas. A frase “Só sei que nada sei” é, portanto, um convite permanente ao diálogo e à investigação. 

Em um mundo que valoriza certezas rápidas, a postura socrática continua atual. Admitir que não sabemos tudo exige humildade, mas também fortalece nossa capacidade de aprender. A arrogância intelectual fecha portas; a humildade abre horizontes. 

Essa lição é especialmente relevante em ambientes acadêmicos e profissionais. Reconhecer limites não significa desistir, mas aceitar que o conhecimento é sempre parcial e provisório. Essa consciência nos torna mais críticos, mais atentos e mais preparados para lidar com a complexidade da realidade. 

A expressão socrática atravessou séculos e inspirou pensadores de diferentes épocas. No Renascimento, por exemplo, a redescoberta dos textos clássicos reforçou a ideia de que o saber deveria ser constantemente revisitado. No Iluminismo, filósofos como Voltaire e Kant retomaram a importância da dúvida como motor do pensamento. 

Mesmo na ciência moderna, a frase encontra eco. Grandes descobertas nasceram justamente da percepção de que teorias anteriores eram insuficientes. A física quântica, a teoria da relatividade e tantas outras revoluções científicas só foram possíveis porque alguém ousou reconhecer que o conhecimento vigente não explicava tudo.

Não é apenas no campo da filosofia ou da ciência que a frase se aplica. No cotidiano, ela nos lembra da importância de ouvir, dialogar e aprender com os outros. Em relações pessoais, admitir que não sabemos tudo fortalece vínculos, porque abre espaço para a escuta e para o respeito às diferenças. 

No ambiente profissional, essa postura favorece a colaboração. Equipes que reconhecem suas limitações tendem a buscar soluções de forma mais criativa e coletiva. A frase socrática, nesse sentido, é quase um manual de convivência. 

Vivemos em uma era marcada pela velocidade da informação. Notícias, opiniões e dados circulam em segundos, muitas vezes sem verificação. Nesse cenário, a frase “Só sei que nada sei” funciona como um antídoto contra a superficialidade. Ela nos lembra que nem tudo que parece verdadeiro resiste ao exame crítico.

Aceitar a dúvida é, portanto, uma forma de resistência. É recusar a passividade diante de discursos prontos e abrir espaço para a reflexão. É reconhecer que a busca pelo conhecimento é infinita e que cada resposta é apenas um degrau em uma escada interminável. 

Em última análise, a frase atribuída a Sócrates não é uma negação do saber, mas uma celebração da curiosidade. Ela nos convida a abandonar a arrogância intelectual e a cultivar uma postura de abertura. O verdadeiro sábio não é aquele que acumula certezas, mas aquele que permanece disposto a aprender.

Assim, “Só sei que nada sei” continua sendo uma expressão que atravessa séculos porque traduz uma verdade universal: o conhecimento humano é limitado, mas a busca por compreender é infinita. Essa consciência nos torna mais humanos, mais críticos e mais preparados para enfrentar os desafios de cada época.

SOBRE A FRASE 

Sócrates não escreveu nada, toda a filosofia socrática chegou até nós por meio de seus discípulos. Platão, na Apologia de Sócrates, relata que Sócrates, ao ser considerado o homem mais sábio de Atenas pelo oráculo de Delfos, concluiu que sua sabedoria estava em reconhecer que não sabia tudo. É daí que nasce a ideia que se transformou na frase “Só sei que nada sei”. Xenofonte também descreve Sócrates como alguém que admitia sua ignorância, mas não há registro literal da frase em seus textos. Então, Platão foi quem registrou a essência dessa ideia nos diálogos, especialmente na Apologia, e é por isso que a frase se consolidou como símbolo do pensamento socrático.


© Alberto Araújo

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A Morte de Sócrates Tela de Jacques-Louis David 

Sócrates e seus alunos, de Johann Friedrich Greuter 

(obra datada do século XVII).



A Escola de Atenas é uma das mais famosas pinturas do renascentista italiano Rafael e representa a Academia de Atenas. Foi pintada entre 1509 e 1510 na Stanza della Segnatura sob encomenda do Vaticano. A pintura já foi descrita como a obra-prima de Rafael e a personificação perfeita do espírito clássico da Renascença