quarta-feira, 10 de junho de 2026

A LENTE QUE GUARDAVA A NOSSA HISTÓRIA: O LEGADO DE MARLENE FONSECA

Hoje, 10 de junho de 2026, o ambiente das nossas academias, eventos e encontros culturais ficou com uma luz diferente. Uma luz que, embora mais suave, ainda guarda o brilho inconfundível de quem, por décadas, foi a responsável por transformar o efêmero em eterno. Marlene Fonseca, a nossa querida fotógrafa, aquela que via o mundo através de uma lente sempre atenta e um sorriso sempre pronto, Deus a convidou para encerrar seu ciclo terreno. Como bem disse a Angela Guerra, ela acaba de virar estrelinha. Mas, para quem a conhecia, ela sempre foi, na verdade, uma das estrelas mais brilhantes que circulavam entre nós, armada com seu equipamento e uma energia que desarmava qualquer formalidade. 

Não é um dia de tristeza profunda, dessas que silenciam a alma. É um dia de celebração, agridoce, é verdade, de uma vida que se dedicou a colecionar sorrisos, olhares, discursos e abraços. Marlene não apenas tirava fotos; ela documentava a alma das nossas instituições. Cada acadêmico, cada poeta, cada confrade que teve a honra de ser registrado por ela, carrega hoje um pedaço de sua história imortalizado em um clique. 

É impossível dissociar a história das nossas academias do trabalho de Marlene. Como observou, com muita sensibilidade, o nosso Luiz Poeta, Marlene não foi apenas uma profissional que acompanhava o enredo das nossas entidades; ela foi uma célula viva desse tecido anímico chamado fraternidade. Ela compreendia, como poucos, o valor de um momento. Sabia que a foto de um evento não era apenas o registro de quem estava lá, mas a prova física de que aquele instante de cultura, de troca, de amizade, realmente existiu e deixou uma marca indelével na nossa jornada coletiva. 

Quem nunca se sentiu, por um segundo, uma celebridade diante da Marlene? Ela tinha o dom de nos fazer sentir importantes. Seja em um grande evento ou em uma pequena reunião, ela chegava com sua câmera, aquela ferramenta que, nas mãos dela, parecia uma extensão do seu próprio coração e capturava o que havia de melhor em nós. 

E como esquecer da sua humanidade? A Marlene era feita de gente, de riso, de provocação saudável.  Trago uma lembrança que traduz perfeitamente quem ela era: alguém que, mesmo exercendo uma profissão que exige seriedade e técnica, não perdia a chance de uma brincadeira. O comentário sobre a minha câmera ser pequena perto da “poderosa” câmera dela é um retrato fiel da sua personalidade solar. Ela tinha esse jeito de nos aproximar, de quebrar o gelo, de tornar o ambiente acadêmico, muitas vezes sisudo, em um espaço de descontração e calor humano. 

Marlene Fonseca não se foi por completo. Ela está presente em cada porta-retratos sobre nossas mesas de cabeceira. Está nas pastas digitais que guardamos como tesouros. Está nos álbuns que folhearemos daqui a dez, vinte ou cinquenta anos, e onde veremos, através dos seus olhos, que fomos jovens, que fomos poetas, que fomos, acima de tudo, amigos. 

Hoje, prestamos a ela todas as honras, como pediu a Angela. Pedimos que a paz envolva seus familiares, que dividem conosco a dor da partida, mas também o privilégio de ter compartilhado a vida com uma mulher tão especial.

Marlene, admirável companheira, o seu “clique” agora ressoa em outra dimensão, onde a luz é eterna e não precisa de ajustes de ISO ou foco. Você cumpriu sua missão com mestria. Você deu rosto, nome e eternidade aos nossos melhores momentos. O seu legado não está apenas nas fotos, mas na gratidão que cada um de nós, que foi tocado pela sua lente, carrega no peito. 

Descanse em paz, nossa eterna fotógrafa. Obrigado por ter nos mostrado, tantas vezes, que o nosso melhor ângulo sempre foi aquele que revelava a nossa humanidade. Você faz parte da nossa história, e a sua história, a partir de agora, é um livro de memórias que nunca deixaremos de reler. 

© Alberto Araújo

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terça-feira, 9 de junho de 2026

A BORBOLETRANDA DA RAZÃO: O VOO DE MÁRCIA PESSANHA - ENSAIO LITERÁRIO © ALBERTO ARAÚJO

Ao observarmos a delicadeza iconográfica presente na imagem, somos confrontados com uma coreografia que supera o biológico: o voo das borboletas que ornam o vestido desta jovem não é apenas um adorno, é uma linguagem. É nessa dimensão, onde a erudição encontra a leveza, que situamos Márcia Pessanha, nossa "borboletranda" da intelectualidade. 

A metáfora da borboleta, frequentemente reduzida ao lugar-comum da metamorfose, exige, sob a lente da análise, uma revisão. A borboleta não muda apenas de forma; ela altera sua relação ontológica com o mundo. O processo de "borboletar" de Márcia, este neologismo que cunhamos para descrever seu trânsito fluido entre ideias, campos do saber e profundidades reflexivas, guarda uma semelhança intrínseca com o cromatismo vibrante e a diversidade das asas que compõem sua veste intelectual. 

Márcia Pessanha não habita o pensamento como quem ocupa um território estático; ela o habita como quem voa. Assim como as criaturas que habitam o vestido da jovem na imagem, cuja luminescência irradia um encanto absoluto, a produção intelectual de Márcia atua como um feixe de luz em meio à névoa das certezas dogmáticas. Ela pratica uma intelectualidade que se recusa a ser pesada. Ela é, em essência, uma "borboletranda": aquela em cujo processo de aprendizagem e construção de saber vive um constante estado de emergência, um eterno tornar-se. 

Assim como cada asa de borboleta é estruturada por uma geometria invisível que garante o sustento do voo, o discurso de Márcia é sustentado por uma rigorosa arquitetura lógica, ainda que apresentada com a fluidez de uma intuição poética. O colorido intenso que emana de seu pensamento, como uma trilha de pó luminoso, espelha o legado que Márcia deixa em cada debate. É uma marca que não pressiona o intelecto com o peso da autoridade, mas que o ilumina de dentro para fora, transformando a audiência. 

A figura na imagem, envolta em sua própria miríade de vida alada, não tenta aprisionar o voo; ela o contempla em sua totalidade. Esta é a postura de Márcia perante o conhecimento. Ela compreende que, para ser uma pensadora livre, é preciso oferecer ao pensamento o espaço necessário para a sua manifestação. O seu "borboletar" intelectual é, na verdade, uma forma de hospitalidade: ela acolhe as ideias, permite que orbitem o seu centro e, eventualmente, as libera para que transformem o ambiente ao redor. 

A intelectualidade, quando exercida com a profundidade de Márcia, torna-se uma arte da transição. Ela transita entre o rigor acadêmico e a sensibilidade lírica com a mesma naturalidade com que as cores transbordam da imagem, desafiando as fronteiras físicas e os limites impostos pelo senso comum. Ao compararmos Márcia Pessanha a esta miríade de cores, não buscamos apenas um elogio estético, mas uma definição de sua práxis. Ela é a prova viva de que a inteligência não precisa ser um fardo de pedra; ela pode ser um fenômeno aéreo, uma força da natureza que eleva a todos que a rodeiam. 

Ao celebrarmos a trajetória de Márcia Pessanha, é impossível não evocar a figura de Vladimir Nabokov. O autor de Lolita e Pálido Fogo, que dedicou grande parte de sua vida ao estudo rigoroso das borboletas, afirmava que a curiosidade intelectual é, em última instância, uma forma de arte. Para Nabokov, observar uma borboleta exigia a precisão de um cientista e a alma de um poeta, exatamente o que observamos na práxis de Márcia. Assim como Nabokov via na diversidade das asas a própria complexidade da experiência humana, Márcia compreende que o saber não é uma coleção de fatos fixos em alfinetes, mas um organismo vivo que precisa de espaço para alçar voo. Ela nos lembra de que, como diria o mestre da escrita e da lepidopterologia, o maior prazer do intelecto reside na "deliciosa surpresa" do próximo movimento. 

Márcia é, portanto, a nossa borboletranda nabokoviana: alguém que, entre a ciência do rigor e a arte da intuição, entende que o pensamento, para ser verdadeiramente livre, deve ser, acima de tudo, uma celebração da luz. Ela jamais se sente completa no casulo das definições prontas; está sempre pronta para o próximo voo, disposta a transformar a quietude da estagnação em um espetáculo de luz intelectual. Que seu voo continue sendo essa nota vibrante no horizonte, um lembrete constante de que, no pensamento, como na natureza, o mais belo é o movimento que nos liberta. 

© Alberto Araújo

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9 - A ANATOMIA DO INVISÍVEL - Nº 09 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS: UMA JORNADA LITERÁRIA © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL

 

 

9 - A ANATOMIA DO INVISÍVEL


O amor não se escreve com tinta,

nem se explica em manuais de lógica.

Ele é o que sobra quando o dia se despede

e a urgência do mundo perde a voz.

 

É uma anatomia sutil,

um segundo sistema circulatório

que corre paralelo ao sangue,

levando o teu nome para cada extremo

do meu corpo.

 

Não me pediste permissão para habitar,

entraste como a luz que não pede licença

para dourar as paredes ao entardecer.

E agora, cada gesto meu é um reflexo teu,

cada pensamento, um diálogo silencioso

que travamos no escuro,

entre o pulsar das estrelas

e a cadência do nosso repouso.

 

Somos, enfim, o que não pode ser nomeado,

o intervalo perfeito entre o que fomos

e a eternidade que ainda nos espera.

 

Nº 09 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS:

UMA JORNADA LITERÁRIA

 

© Alberto Araújo

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8 - O ELO INFINITO - Nº 08 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS: UMA JORNADA LITERÁRIA © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL



8 - O ELO INFINITO

 

Não é o tempo quem dita o fim da estrada,

Nem o relógio quem marca o que sentimos,

Pois somos, nesta vida em que partimos,

A chama viva que a alma tem guardada.

 

O amor é voz na noite silenciada,

O norte eterno por onde nos guiamos,

É o porto onde, em paz, sempre ancoramos,

Em cada curva, em cada caminhada.

 

Se o mundo mudar de cor e de feição,

Se o sol perder o brilho no horizonte,

O nosso laço segue em prontidão;

 

Bebendo a vida nesta mesma fonte,

Que faz pulsar, em plena pulsação,

O amor que nasce, firme, em cada monte.

 

Nº 08 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS:

UMA JORNADA LITERÁRIA


© Alberto Araújo

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08 de junho de 2026

 


 



 

10 DE JUNHO - O ELO PERMANENTE QUE UNE A ALMA LUSÓFONA - HOMENAGEM DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL ELOS DA COMUNIDADE LUSÍADA

O dia 10 de junho não é apenas uma efeméride no calendário; é o batimento cardíaco de uma civilização que ultrapassou fronteiras geográficas para se tornar um estado de espírito: a Lusofonia. Ao celebrarmos hoje o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o Elos Internacional, em nome de todos os seus Elos Clubes espalhados pelos cinco continentes, curva-se diante da magnitude de uma herança que nos define, nos orienta e nos irmana. 

Nesta data, evocamos a memória de Luís Vaz de Camões, o épico poeta que, em Os Lusíadas, não apenas narrou a aventura marítima de um povo, mas esculpiu a própria essência da língua portuguesa. Camões é a bússola que orienta a nossa identidade; ao eternizar a "língua de Camões", ele ofereceu ao mundo um veículo de pensamento, de poesia e de humanismo que hoje é partilhado por milhões de pessoas, de diferentes latitudes e culturas. 

A nossa identidade, iniciada na coragem dos navegadores e na pena imortal do nosso maior poeta, é um patrimônio que se renova a cada geração. O legado de Camões é, em essência, o legado da própria Língua Portuguesa: um idioma que se tornou pátria de todos os que o falam e que nos confere um sentido de pertença, independentemente do lugar onde estejamos no mapa. Ser parte da Comunidade Lusíada é carregar esse patrimônio como um facho que ilumina o presente e projeta o futuro.

Para o Elos Internacional, esta data é o símbolo máximo da nossa missão. Somos uma rede que acredita no poder do "Elo", o elo que nos liga aos nossos antepassados, o elo que nos une aos nossos contemporâneos e o elo que deixaremos às gerações futuras. As nossas Comunidades Portuguesas, espalhadas pelo planeta, são o exemplo vivo de como a cultura portuguesa se adaptou, integrou e enriqueceu as nações que as acolheram, sem nunca perder a chama da sua origem. 

Celebrar o 10 de junho sob a égide do Elos é reafirmar que a cultura é o nosso ativo mais precioso. Num mundo por vezes fragmentado, a nossa voz lusófona deve ser um instrumento de diálogo, de ética e de construção de pontes. Como presidente desta instituição, orgulho-me de ver os nossos Elos Clubes empenhados em manter viva a literatura, a música, o pensamento e, acima de tudo, o afeto que caracteriza o povo português e todos os que com ele comungam. 

Viva Portugal. Viva a nossa língua. Viva a fraternidade que nos une em cada Elos Clube pelo mundo afora.  Matilde Carone Slaibi Conti  - Presidente



UM TRIBUTO À IDENTIDADE E AO LEGADO - ELOS CLUBE PRAIA GRANDE E AMIGOS E A CELEBRAÇÃO DO DIA DE PORTUGAL EM PRAIA GRANDE

 

No dia 09 de junho de 2026, a Praça Elos, em Praia Grande, foi palco de um encontro memorável que ultrapassou a simples comemoração de uma data. O "Dia de Portugal e Tributo a Luís de Camões e Fernando Pessoa" não foi apenas uma reverência ao passado, mas uma vibrante afirmação da nossa herança cultural comum, reunindo vozes, gerações e instituições em torno dos pilares que sustentam a identidade lusófona. 

Sob o brilho da bandeira portuguesa, o evento reafirmou a importância da poesia e da história na construção dos povos. Ao celebrar Camões, o épico da nossa língua e Fernando Pessoa, o mestre da multiplicidade da alma, o evento lembrou a todos os presentes que ser lusófono é carregar consigo uma bagagem imensa de sabedoria, sensibilidade e resiliência. 

A perfeição desta solenidade teve a assinatura visionária do Vice-presidente do Elos Internacional, Sidney Cardoso da França representando toda a diretoria da instituição e todos os demais Elos Clubes do planeta. Com uma dedicação incansável, Sidney orquestrou cada detalhe para que o evento fosse um tributo à altura da nossa história. Sob seu comando, o cenário foi impecável: as bandeiras do Brasil, de São Paulo, de Praia Grande e de Portugal tremulavam majestosas, emoldurando a histórica Placa de Camões do Elos Internacional. A cena tornou-se ainda mais viva e vibrante com a participação dos alunos do Colégio França, que, com suas bandeiras em punho, deram o tom de juventude e esperança à celebração. 

Ao lado de Sidney, sua esposa Selma França, Diretora do Colégio e Tesoureira Internacional, foi a força motriz que uniu inteligência, zelo e paixão em cada etapa da organização. Juntos, eles transformaram o ato solene em um momento de profunda emoção, permeado por cantos, poemas inspiradores e homenagens que ecoaram o orgulho de nossa herança lusófona. 

A força da comunidade foi representada pelas lideranças dos Elos Clubes: Maria Goretti Rocha (Praia Grande), Celestino Domingues (São Vicente) e Melissa Caetano (Santos), pilares que mantêm acesa a chama da lusofonia em nossa região. 

A diversidade institucional foi brilhantemente representada por Celso Correa (Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande), Sonia Delsin (Soroptimist Internacional e Academia Vicentina de Letras Madre de Deus), Fátima Jaguanharo (Academia de Letras e Artes de Praia Grande), além de Lita Moniz, Rosa Simão e Terezinha de Souza e a Soroptimista Maria Norma da Silva mulheres e homens que constroem a história cultural da comunidade. 

Um dos pontos mais emocionantes foi a presença vibrante da juventude e do corpo educacional. O Elos Jovem de Praia Grande, o Núcleo Jovem Acadêmico da ALAPG, o Governador DE 1, Marcos Henrique, o Vice-Presidente do Elos de Praia Grande, Alex Peixoto, e o Diretor João Morgado demonstraram que o legado de Camões e Pessoa está em boas mãos. A participação da diretora do Colégio França e Tesoureira Internacional, Selma França, ao lado de sua dedicada equipe de professores, estudantes e os pequenos do França Kids, foi a prova viva de que a educação é a ferramenta essencial para o futuro dessa herança. 

Este encontro, que contou com o essencial apoio da Guarda Municipal de Praia Grande para garantir a segurança e a organização, foi mais do que um evento formal. Foi um momento de comunhão, onde a poesia se fez presente em cada detalhe, lembrando-nos da força da língua portuguesa como elo inquebrável entre continentes e gerações. 

Agradecemos a todos que, com sua presença e dedicação, transformaram este dia 9 de junho em um marco indelével na memória de Praia Grande. Que o espírito de Camões continue a nos guiar pelos mares do conhecimento e que a sensibilidade de Pessoa siga nos permitindo sentir, criar e ser, sempre, parte desta grande e inesquecível Comunidade Lusíada. 

Vida longa à nossa cultura, à nossa língua e ao eterno vínculo que nos une. 

Créditos e vídeo compartilhados por Selma França

Editorial © Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional

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Presidente Matilde Carone Slaibi Conti disse: “Foi muito emocionante ver a todos, brindando essa data, tão especial. Meu coração encheu-se de orgulho e muito amor diante da exuberância do momento. Felicitações aos nobres elistas que souberam mostrar o que guardam de mais bonito no coração, o amor à Língua Portuguesa. Para o meu vice-presidente, Sydney França,  o meu carinho e eterna admiração.” Matilde.




LANÇAMENTO DO GRUPO AUTÊNTICA “DIÁRIO DO GRANDE SERTÃO” – BRUNA LOMBARDI


Junho traz uma seleção de lançamentos que dialoga entre memória, literatura e questões contemporâneas, de Diário do Grande Sertão, de Bruna Lombardi, E uma seleção que reúne diferentes vozes, gêneros e perspectivas para leitores de todas as idades.

SOBRE O LIVRO

Durante as gravações da histórica adaptação da obra-prima Grande sertão: veredas para a TV Globo, em 1985, Bruna Lombardi atravessa o norte de Minas Gerais, percorrendo o mesmo caminho que Guimarães Rosa, junto a uma equipe de mais de trezentas pessoas, uma das maiores produções da televisão brasileira. Em meio à poeira, às longas jornadas de estrada e à intensidade da experiência sertaneja, a atriz registra impressões, sentimentos, reflexões e trechos do livro de Guimarães Rosa em papéis avulsos que, mais tarde, deram origem a este diário.

Mais do que um relato de bastidores, esta obra acompanha a transformação radical da atriz ao interpretar Diadorim, personagem central desse grande romance. Aos poucos, Bruna se vê profundamente transformada pela aridez e beleza do sertão e diante da complexidade de uma personagem marcada pela contenção, ambiguidade e força.

Durante o processo de realizar o aparentemente impossível – traduzir para a televisão o universo de Guimarães Rosa –, Bruna escreve para compreender a travessia que vive por dentro, revelando uma experiência de despojamento e descoberta em que vida e ficção se misturam.

Publicado originalmente em 1986 e relançado em 2026, ano em que se comemora 70 anos do Grande sertão: veredas e 40 anos do lançamento desta obra e da minissérie, Diário do Grande Sertão é um testemunho sensível de uma artista em transformação e, ao mesmo tempo, documento histórico sobre uma produção marcante da dramaturgia brasileira.

Link para comprar a obra:

https://aboxx.r.a.d.sendibm1.com/mk/mr/sh/SMJz09SDriOHUnNpuWYO1EjKCLEz/z5H2lrupqxoV

© Alberto Araújo

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BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO ESTREIA SEGUNDA TEMPORADA COM AS OBRAS INÉDITAS “CORO UMBRAL” E “ATÉ QUE SE ABRA TUDO”

 

Ambas são criações de duas coreografas em grande fase de suas carreiras: a colombiana Andrea Peña e a brasileira Michelle Moura. Nas estreias dessas duas novas obras, o público poderá mergulhar em trabalhos que imaginam um corpo coletivo em transformação. A partir de junho, a companhia terá direção de Luiz Bongiovanni 

Em sua segunda temporada de 2026, após uma turnê de grande sucesso no México, entre os dias 20 e 28 de junho, o Balé da Cidade de São Paulo apresenta duas estreias: CORO UMBRAL, da coreógrafa Andrea Peña, e até que se abra tudo, de Michelle Moura. As apresentações serão realizadas nas datas: 20, sábado, e 21, domingo, às 17h; 25, quinta-feira, e 26, sexta-feira, às 20h; 27, sábado, e 28, domingo, às 17h, na Sala de Espetáculos. Os ingressos custam de R$13 a R$100, a classificação é de 16 anos e a duração aproximada é de 90 minutos, com intervalo. 

Segundo Andrea Peña, a coreografia de CORO UMBRAL “se desdobra como um encontro coreográfico em que corpos se reúnem à beira da transformação”. A artista acredita que a obra parte de imaginários latino-americanos, arquiteturas rituais e forças estéticas do Sul Global para construir “uma paisagem em constante deslocamento, na qual o corpo coletivo se torna simultaneamente indivíduo e monumento”. 

Ela explica que, interpretada por um grande elenco, a obra acompanha estados de acúmulo, resistência e ressurgimento. “Os corpos se fundem, fraturam, sustentam e desestabilizam uns aos outros por meio de sistemas coreográficos densamente físicos, que borram as fronteiras entre indivíduo e coro; entre caos e cerimônia”, pontua. 

CORO UMBRAL tem direção e concepção de Andrea Peña, e assistência de coreografia de Rebecca Margolick. A trilha sonora é assinada por Rodolfo Rueda (CIBER1A) e Coppélia LaRoche-Francoeur. A iluminação é de Caetano Vilela, com assistência de Nicolas Marchi; a cenografia é de Jonas Soares, com adereço de cenografia de Victor Ley e costura de cenário de Enrique Casas. O figurino é de Marina Dalgalarrondo, com assistência de Gabrielle Gobetti, e a perucaria é de Malonna.

Andrea Peña é uma artista multidisciplinar, nascida na Colômbia e radicada em Montreal, que articula coreografia, design e arte instalativa. Fundadora e diretora artística da Andrea Peña & Artists (2014), desenvolve uma prática que investiga interseções entre corpos, materialidades e singularidades em contextos performativos, marcada por sua herança indígena e formação em design industrial e moda. 

Sobre a criação de até que se abra tudo, Michelle Moura afirma que “o corpo é matéria porosa” e que “somos constantemente atravessados por forças que nos sustentam e às quais não controlamos”. Segundo ela, a obra parte da ação de abrir como elemento mobilizador da gestualidade, dos estados emocionais e da coreografia. “Além de um ato físico, abrir é um processo de transformação e metamorfose”, diz. 

A coreógrafa relaciona a obra a um contexto em que emoções e desejos são constantemente explorados. “Num tempo em que emoções e desejos são extraídos e capitalizados, servindo de combustível a uma máquina extenuante, o petróleo e o lítio somos nós. O buraco na terra é o buraco no peito”, afirma. 

Michelle Moura descreve ainda a cena como um conjunto de “corpos em bando inclinados na beira de um abismo”, em uma trajetória marcada por pulsações, metamorfoses sutis e composições em que “o espelho humano oscila e desconhece suas formas”. 

Além da concepção e coreografia de Michelle Moura, a obra tem dramaturgia de Maikon K e assistência de coreografia de Clarissa Rêgo. A trilha sonora e execução ao vivo ficam a cargo de Kaj Duncan. O design de luz é assinado por Mirella Brandi, o figurino por Thales Cristovão e o acompanhamento de luz por Giorgia Tolaini. 

Michelle Moura, bailarina e coreógrafa brasileira radicada em Berlim, começou sua formação em dança na Universidade Estadual do Paraná (Unespar), continuou no CNDC d’Angers (França) e Das Choreography (Holanda). Em suas coreografias, explora deslocamentos ligados às representações do feminino e do humano, criando composições marcadas por repetições, distorções e estados de estranhamento. 

No início do mês de junho, o Balé da Cidade de São Paulo foi apresentado ao seu novo diretor artístico Luiz Fernando Bongiovanni. Bailarino por mais de 20 anos, metade deles passados na Europa: Cullberg Ballet e Ballet da Ópera de Gotemburgo, na Suécia; Scapino Ballet, na Holanda; e Ballet da Ópera de Zurique, na Suíça. Antes disso, atuou no Brasil, no Balé da Cidade de São Paulo. Trabalhou com coreógrafos como Mats Ek, William Forsythe, Jiří Kylián, Ohad Naharin, Nacho Duato, Oscar Araiz, Luis Arrieta, Jacopo Godani, Didi Veldman, entre outros. 

Desde que retornou ao Brasil, em 2004, trabalha na coordenação de projetos culturais, na execução de oficinas de improvisação e composição, e como coreógrafo em companhias como o Balé da Cidade de São Paulo, São Paulo Companhia de Dança, Balé Municipal do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Balé Teatro Guaíra, Balé Teatro Castro Alves, Balé da Cidade de Niterói e Corpo de Baile Jovem do Theatro Municipal. 

Tem também realizado trabalhos fora do país, no Balé Nacional Chileno, em Santiago, e nos balés Hagen e im Revier, na Alemanha. É diretor e coreógrafo do Núcleo de Pesquisas Mercearia de Ideias, grupo dedicado à investigação em dança e artes cênicas. No âmbito da gestão pública, foi mestre de balé (2008) e diretor assistente (2009) do Balé da Cidade de São Paulo, e coordenador artístico da Escola de Dança do Theatro Municipal de São Paulo (2019).

De 2021 a 2026, dirigiu o Balé Teatro Guaíra. Além da gestão artística e administrativa da companhia, criou obras de destaque do repertório, entre elas Romeu e Julieta, Carmen, O Lago dos Cisnes, Lendas Brasileiras, O Quebra-Nozes e Orfeu e Eurídice. Em 2025, o Balé Teatro Guaíra recebeu o Prêmio APCA de Melhor Elenco sob sua direção. No âmbito acadêmico, é graduado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduado em Artes da Cena, área de concentração em Teatro, Dança e Performance, pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). 

SERVIÇO 

CORO UMBRAL e até que se abra tudo

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo

BALÉ DA CIDADE DE SÃO PAULO 

Datas e horários

20 de junho (sábado), às 17h

21 de junho (domingo), às 17h

25 de junho (quinta-feira), às 20h

26 de junho (sexta-feira), às 20h

27 de junho (sábado), às 17h

28 de junho (domingo), às 17h 

CORO UMBRAL 

Direção e concepção

Andrea Peña

 

Coreografia

Andrea Peña e elenco

 

Assistência de coreografia

Rebecca Margolick

 

Trilha sonora

Coppélia LaRoche-Francoeur e Rodolfo Rueda CIBER1A

 

Design de luz

Caetano Vilela

 

Assistente de iluminação

Nicolas Marchi

 

Cenografia

Jonas Soares

 

Adereço de cenografia

Victor Ley

 

Costuras de cenário

Enrique Casas

 

Figurino

Marina Dalgalarrondo

 

Assistente de figurino

Gabrielle Gobetti

 

Perucaria

Malonna

 

Elenco

Alyne Mach, Bruno Rodrigues, Camila Ribeiro, Carolina Martinelli, Cléia Santos, Fernanda Bueno, Isabela Maylart, Leonardo Hoehne Polato, Leonardo Silveira, Luiz Oliveira, Manuel Gomes, Marcel Anselmé, Marcio Filho, Marina Giunti, Odu Ofá, Renée Weinstrof e Victor Hugo Vila Nova. 

até que se abra tudo

Direção, concepção e coreografia

Michelle Moura

 

Pesquisa dramatúrgica

Maikon K

 

Assistência de coreografia

Clarissa Rêgo

 

Trilha sonora

Kaj Duncan

 

Gravação e mixagem de som

Rodrigo Lemos

 

Design de luz

Mirella Brandi

 

Supervisão de luz

Muep Etmo

 

Acompanhamento de luz

Giorgia Tolaini

 

Figurino

Thales Cristovão

 

Assistente de figurino

Mauricio Schneider

 

 

Elenco

Ana Beatriz Nunes, Ariany Dâmaso, Cleber Fantinatti, Erika Ishimaru, Fabiana Ikehara, Fabio Pinheiro, Gutielle Ribeiro, Harry Gavla, Jéssica Fadul, Leonardo Muniz, Luiz Crepaldi, Marisa Bucoff, Rebeca Ferreira, Renata Bardazzi e Silvia Kamyla.

 

Ingressos de R$ 13 a R$ 100 (inteira)

Duração de aproximadamente 1h40 (com intervalo)

Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos – pode conter histórias com consumo de drogas explícito, agressão física acentuada e insinuação de sexo acentuada. 

SOBRE O COMPLEXO THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento da Prefeitura da Cidade de São Paulo ligado à Secretaria Municipal de Cultura e à Fundação Theatro Municipal de São Paulo.

 

O edifício do Theatro Municipal de São Paulo, assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi, foi inaugurado em 12 de setembro de 1911. Trata-se de um edifício histórico, patrimônio tombado, intrinsecamente ligado ao aperfeiçoamento da música, da dança e da ópera no Brasil. O Theatro Municipal de São Paulo abrange um importante patrimônio arquitetônico, corpos artísticos permanentes e é vocacionado à ópera, à música sinfônica orquestral e coral, à dança contemporânea e aberto a múltiplas linguagens conectadas com o mundo atual (teatro, cinema, literatura, música contemporânea, moda, música popular, outras linguagens do corpo, dentre outras).

Oferece diversidade de programação e busca atrair um público variado. Além do edifício do Theatro, o Complexo Theatro Municipal também conta com o edifício da Praça das Artes, concebido para ser sede dos Corpos Artísticos e da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São Paulo.

Sua concepção teve como premissa desenhar uma área que abraçasse o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e que constituísse um edifício moderno e uma praça aberta ao público que circula na área.

Inaugurado em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m², o projeto vencedor dos prêmios APCA e ICON AWARDS é resultado da parceria do arquiteto Marcos Cartum (Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura) com o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz. 

Quem apoia institucionalmente nossos projetos, via Lei de Incentivo à Cultura: Bradesco, CAIXA Vida e Previdência, Elevadores Atlas Schindler, Mobilize, igc Partners, Scotiabank, CAIXA Seguridade. Pessoas físicas também fortalecem nossas atividades através de doações incentivadas. 

SOBRE O INSTITUTO BACCARELLI

Com 30 anos de trajetória, o Instituto Baccarelli é hoje uma das principais organizações sociais sem fins lucrativos do Brasil, promovendo educação, cultura e inclusão social. Com sede em Heliópolis, atende gratuitamente cerca de 1.650 alunos por ano, utilizando a música como ferramenta de transformação de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. A instituição também é responsável pela gestão do Theatro Municipal de São Paulo e, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, administra 12 unidades dos CEUs e as atividades do Programa Escola Aberta em 10 EMEFs, ampliando o acesso à cultura e ao ensino em 23 territórios periféricos da cidade.

A educação musical de excelência é o principal pilar do Baccarelli, oferecendo desenvolvimento pessoal e reais oportunidades de profissionalização. Entre os destaques da organização estão a construção do Teatro Baccarelli, a primeira sala de concertos em território de favela no mundo, a Orquestra Sinfônica Heliópolis, sob direção artística do renomado maestro Isaac Karabtchevsky, e o Coral Jovem Heliópolis, todos reconhecidos nacional e internacionalmente. 

Assessoria de imprensa

André Santa Rosa - (82) 99329-6928

andre.lima@theatromunicipal.org.br

Letícia Santos - (11) 97446-0462

leticia.dossantos@theatromunicipal.org.br