sexta-feira, 29 de maio de 2026

MARCELO MORAES CAETANO BRILHA NA CADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS


 

ANA MARIA TOURINHO: O TRIUNFO DA POESIA NO CORAÇÃO DOS ARTILHEIROS DA CULTURA

No universo das letras e da sensibilidade, poucos momentos são tão gratificantes quanto o reconhecimento de uma obra que toca a alma. Foi com imensa honra e emoção que a escritora e poetisa Ana Maria Tourinho que é elista pertence junto com o seu esposo Euderson Tourinho ao Elos Clube Cidade Maravilhosa – presidente Ana Paula Aguiar, Cenáculo Fluminense de História e Letras - Presidente Matilde Carone Slaibi Conti, Vice-presidente da UBE do Rio de Janeiro – Presidente Luiza Lobo e faz parte da AJEB - Rio – presidente Márcia Schweiser e Vice-presidente cultural mundial da Rede Sem Fronteiras celebrou, recentemente, uma conquista memorável: o primeiro lugar no Concurso Literário promovido pelos Artilheiros da Cultura do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana. 

A trajetória até este prêmio começou com a convocação para o concurso, que propôs o tema inspirador “A Poesia da Minha Vida”. Com um olhar introspectivo e a delicadeza de quem domina as palavras, Ana Tourinho compôs a obra homônima ao tema, um poema que não apenas descreve vivências, mas traduz a essência de sua própria jornada pessoal. A qualidade lírica e a profundidade de seu texto conquistaram a banca avaliadora, destacando-se entre os diversos talentos que compõem o grupo. Também na época receberam homenagens: Matilde Carone Slaibi Conti, Sabrina Campos, Marli Marinho e outras personalidades. 

Embora a reunião do dia 30 de abril, onde o tema foi lançado e discutido, tenha sido um marco para os integrantes dos Artilheiros da Cultura, o destino reservou uma surpresa ainda mais especial para a poetisa. 

Ana Maria Tourinho viveu, no dia 28 de maio de 2026, o apogeu dessa celebração. Em uma Reunião Comemorativa realizada no prestigiado Clube Monte Líbano, em meio às festividades dos aniversários do mês de maio, a autora foi formalmente consagrada. A entrega do diploma de primeiro lugar foi um momento de grande celebração cívica e cultural. O reconhecimento, conferido pelo Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, sob a liderança do Cel Artilheiro João Felippe Alves Ribeiro Galvão, Comandante do Forte, reafirma o lema da instituição: “Canhões que atiram civismo e cultura para a sociedade”. A dedicação incansável dos idealizadores do Centro de Literatura, Mara Joaquim e Antônio Pereira, foi fundamental para que este concurso pudesse florescer e proporcionar um palco de destaque para talentos como o de Ana.

Receber o primeiro lugar neste concurso é um testemunho da capacidade criativa de Ana Maria Tourinho. Sua vitória não é apenas um troféu de um concurso, mas o reconhecimento de uma vida dedicada à arte da escrita e à preservação da cultura. Ao compartilhar a sua visão de mundo em versos, Ana nos convida a todos a refletir sobre a beleza que existe na simplicidade dos dias e na força inabalável da poesia. 

Que esta premiação sirva de inspiração para que a escritora continue a traçar, com sua pena precisa e seu coração aberto, os caminhos que unem a história à literatura, fortalecendo os laços que fazem do grupo dos Artilheiros da Cultura um verdadeiro celeiro de luz e conhecimento. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural














quinta-feira, 28 de maio de 2026

MATILDE CARONE SLAIBI CONTI – UMA MARATONA CULTURAL MEMORÁVEL: DE NITERÓI AO CORAÇÃO DA CULTURA NACIONAL

Informativo da Diretoria Cultural do Elos Internacional

No dia 28 de maio de 2026, nossa presidente, a Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, protagonizou uma jornada de dedicação e prestígio que nos inspira profundamente. Como Diretor Cultural, acompanhei esta verdadeira maratona em um "plantão" atento, observando com admiração a energia inesgotável com que ela tece, passo a passo, a rede de relações que sustenta o nosso Elos Internacional.

A jornada de nossa presidente começou pela manhã, na OAB-Niterói, onde, na qualidade de vice-presidente da instituição, esteve ao lado do presidente, Dr. Pedro Gomes, durante a solene entrega de carteiras aos novos advogados e advogadas. Logo na sequência, cumprindo com o rigor que a caracteriza, a Dra. Matilde realizou um atendimento a uma cliente em seu gabinete na própria OAB-Niterói, demonstrando sua prontidão profissional antes de um breve e necessário momento de pausa para o almoço em família, ocasião em que cuidou de pormenores pessoais com seu filho, Rodrigo Otavio, em Botafogo. 

Após esse intervalo, ela retomou sua trajetória com um ritmo que nos causa espanto e profunda admiração. À tarde, movida pelo compromisso inabalável com a valorização da produção intelectual, a Dra. Matilde marcou presença no Centro de Literatura do Forte de Copacabana. Lá, foi agraciada com a Medalha em Honra e Mérito à Mulher Brasileira, um reconhecimento à altura de sua trajetória. Sem deixar a intensidade diminuir, seguiu prontamente para a Academia Brasileira de Letras (ABL), onde prestigiou o notável conferencista Marcelo Moraes Caetano. Sob a coordenação diplomática e segura do acadêmico Godofredo de Oliveira Neto, Marcelo apresentou a palestra “Língua Portuguesa do Brasil: passado e presente a explicar a nossa (multi)cultura”, consolidando-se como um fenômeno cultural de nosso tempo. 

Encerrando este ciclo de forma magistral, nossa presidente dirigiu-se ao Clube Central, em Icaraí, para prestigiar a solenidade de comemoração dos 75 anos da ACHUAP. Neste ambiente de tradição niteroiense, ela foi fotografada ao lado de Jocelin Marry, presidente do Elos de Niterói, e da companheira elista Luciane Queiroz, consolidando o prestígio de nossa instituição junto à comunidade social e cultural da cidade.

Observar a Dra. Matilde transitar com tamanha elegância entre o rigor da advocacia, a consagração literária na ABL e a celebração comunitária em nossa Niterói é um privilégio. Como seu Diretor Cultural, permaneci em constante observação e apoio à distância, consciente de que testemunhava não apenas uma agenda cumprida, mas uma lição viva de liderança, dedicação e amor à cultura. 

Para o Elos Internacional, ter uma líder que se faz presente com tamanha vitalidade em espaços de memória e reconhecimento nacional é motivo de inesgotável orgulho. Seguimos firmes, sob sua batuta, tecendo laços e celebrando a inteligência que nos une enquanto povo. 

© Alberto Araújo

Diretor Cultura do Elos Internacional

28 de maio de 2026


 










INFORMATIVO DA DIRETORIA DE CULTURA DO ELOS INTERNACIONAL. PRESIDENTE MATILDE CARONE SLAIBI CONTI MARCA PRESENÇA NO ANIVERSÁRIO DE 75 ANOS DA ACHUAP

 

28 de maio de 2026. A DIRETORIA DE CULTURA DO ELOS INTERNACIONAL comunica aos nossos membros e à comunidade que nossa presidente, DRA. MATILDE CARONE SLAIBI CONTI, marcou presença na solenidade de comemoração dos 75 anos da ACHUAP, realizada no tradicional Clube Central, em Icaraí. 

Em um gesto que evidencia seu dinamismo e compromisso com o cenário cultural fluminense, Dra. Matilde compareceu ao evento logo após ter prestigiado a conferência na Academia Brasileira de Letras (ABL), na tarde desta quinta-feira. Sua participação constante em eventos sociais e culturais reforça o prestígio e o papel central de nossa presidente junto à comunidade de Niterói, fortalecendo os laços que definem a essência do Elos Internacional.

Durante a celebração dos 75 anos da associação, a Dra. Matilde foi fotografada ao lado da presidente do Elos de Niterói, Jocelin Marry, e da companheira elista Luciana, em um momento de integração que celebra a união e a força da nossa rede. 

O Elos Internacional celebra a trajetória de nossa presidente, cujo empenho em estar presente nos eventos mais significativos de nossa cidade demonstra, na prática, a valorização da cultura e das instituições que constroem a história de Niterói.


© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional










A ELOQUÊNCIA E O SOM: MARCELO MORAES CAETANO E A CELEBRAÇÃO DA LÍNGUA NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

Na tarde de hoje, 28 de maio de 2026, quinta-feira, o auditório da Academia Brasileira de Letras foi palco de uma conferência memorável, que não apenas iluminou as raízes da nossa identidade linguística, mas também promoveu um diálogo sensível com a arte musical. O evento, integrante da programação "Quinta é Cultura", teve como protagonista o intelectual Marcelo Moraes Caetano, que discorreu sobre o instigante tema: “Língua Portuguesa do Brasil: passado e presente a explicar a nossa (multi)cultura”.

A atuação de Marcelo Caetano reafirmou sua posição como um fenômeno cultural contemporâneo. Com a erudição de quem domina os estudos da linguagem, ele conduziu o público por uma jornada geo-histórica, articulando de forma precisa como a evolução do latim até o presente moldou a complexidade multicultural brasileira. A palestra transcendeu a teoria acadêmica ao conectar a filologia à vivência antropológica do nosso país, demonstrando uma capacidade rara de tornar o conhecimento técnico acessível e profundamente envolvente.

A condução do evento coube ao acadêmico Godofredo de Oliveira Neto, cuja presença na coordenação trouxe a segurança e a diplomacia necessárias para guiar uma discussão de tamanha envergadura. Com a elegância que lhe é peculiar, o imortal da ABL soube mediar o debate, assegurando que a fluidez do pensamento de Marcelo Caetano encontrasse o espaço adequado entre o rigor da instituição e a necessária abertura ao debate contemporâneo. A harmonia entre a exposição do palestrante e o suporte diplomático do coordenador criou uma atmosfera de absoluto prestígio literário.

O ápice do encontro ocorreu ao final, quando o rigor intelectual deu lugar à emoção. Em um momento de rara beleza, Marcelo Caetano encerrou sua participação exibindo um vídeo onde ele mesmo interpreta, ao piano, obra do mestre Heitor Villa-Lobos. A transição da palavra para a música não foi gratuita; serviu como uma extensão perfeita do seu argumento. Se a língua portuguesa explica a nossa (multi)cultura, a música de Villa-Lobos, interpretada com a sensibilidade de Caetano, encarnou a própria alma desse Brasil diverso, lírico e complexo que ele acabara de descrever.

Para o grupo de acadêmicos da Academia Fluminense de Letras presente – incluindo os confrades Erthal Rocha e Márcia Pessanha, além da presidente do Elos Internacional, Matilde Slaibi Conti, o evento foi uma demonstração da vitalidade e da integração contínua entre as instituições literárias do nosso estado e a ABL. A presença de Matilde Conti, que mais cedo havia sido honrada no Forte de Copacabana, atesta a importância dessa rede de apoio cultural que Marcelo Caetano mobiliza.

Em suma, a tarde na ABL não se resumiu a uma palestra sobre gramática ou história; foi um exercício de cidadania cultural. Marcelo Moraes Caetano, com a maestria de quem domina tanto a palavra quanto o teclado do piano, e Godofredo de Oliveira Neto, com a sabedoria de quem cuida dos ritos da imortalidade, proporcionaram aos presentes uma experiência que confirma a perenidade da nossa cultura. É essa união de saber e sensibilidade que mantém viva a chama da língua portuguesa, fazendo-a pulsar no passado, no presente e no futuro que almejamos para o Brasil.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural






(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR À PALESTRA COMPLETA
NO CANAL YOUTUBE DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS)




MATILDE CARONE SLAIBI CONTI - UM GIRO CULTURAL MEMORÁVEL: DO FORTE DE COPACABANA À ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

 

Informativo do Elos Internacional 

No dia 28 de maio de 2026, quinta-feira a nossa presidente do Elos Internacional, Dra. Matilde Slaibi Conti, protagonizou uma verdadeira jornada de celebração e prestígio cultural. Com seu incansável compromisso em valorizar a produção intelectual e artística, ela iniciou sua tarde marcando presença no evento realizado no Centro de Literatura do Forte de Copacabana, onde foi agraciada com a Medalha em Honra e Mérito à Mulher Brasileira. Após este momento de reconhecimento e celebração, nossa elista-mor seguiu em direção à Academia Brasileira de Letras (ABL). O objetivo era prestigiar outro brilhante expoente da cultura contemporânea: nosso estimado companheiro, Marcelo Moraes Caetano. 

Sob a coordenação do acadêmico Godofredo de Oliveira Neto, o palestrante Marcelo apresentou a palestra intitulada “Língua Portuguesa do Brasil: passado e presente a explicar a nossa (multi)cultura”. Marcelo Caetano não é apenas um conferencista; ele se firma hoje como um verdadeiro fenômeno cultural. Sua capacidade de articular as raízes da nossa língua com a diversidade da nossa identidade nacional transforma suas explanações em eventos essenciais para quem deseja compreender a complexidade e a beleza da cultura brasileira. 

A presença de nossa presidente Matilde na ABL, logo após sua emocionante participação no Forte de Copacabana, reflete a energia e a dedicação que ela imprime à frente do Elos Internacional. É essa postura de estar sempre presente, apoiando e prestigiando talentos e instituições de peso como a Academia Brasileira de Letras, que torna a liderança de Matilde um pilar tão fundamental para a nossa organização. 

Para o Elos Internacional, acompanhar a trajetória de figuras como Marcelo Caetano e ver nossa presidente sendo homenageada em espaços de memória nacional é motivo de imenso orgulho. Seguimos firmes em nossa missão de tecer esses laços, celebrando a inteligência, a literatura e a cultura que nos unem enquanto povo. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultural do Elos Internacional

 




UMA TARDE DE CELEBRAÇÃO CULTURAL FOI MARCADA PELO PRESTÍGIO DOS ACADÊMICOS DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS, que se uniram para acompanhar a brilhante palestra de Marcelo Moraes Caetano na Academia Brasileira de Letras. O encontro, que discutiu as nuances da nossa língua e cultura, contou com as presenças ilustres dos confrades Erthal Rocha, Márcia Pessanha e da nossa presidente elista-mor, Matilde Slaibi Conti, prestigiando o trabalho do próprio Marcelo Caetano. A união destes nomes em um dos templos máximos da literatura nacional reafirma a vitalidade e a integração entre as instituições literárias, celebrando o talento e o reconhecimento de figuras que tanto contribuem para o cenário intelectual brasileiro.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

28 de maio de 2026











CELEBRAÇÃO DA CULTURA E RECONHECIMENTO NO CENTRO DE LITERATURA DO FORTE DE COPACABANA E NOSSA PRESIDENTE MATILDE SLAIBI CONTI MARCA PRESENÇA


Informativo do Elos Internacional 

28 de maio de 2026. A diretoria do Elos Internacional  compartilha com todos os nossos membros e amigos colaboradores os destaques do prestigiado evento ocorrido no Centro de Literatura do Forte de Copacabana.

Com grande a alegria que nossa presidente, Matilde Carone Slaibi Conti, deslocou-se de Niterói para prestigiar este encontro cultural de grande relevância. Sua presença reafirma o compromisso do Elos Internacional com o fortalecimento de laços e o reconhecimento de talentos que enaltecem a nossa cultura. Na ocasião, Matilde foi agraciada com a Medalha em Honra e Mérito à Mulher Brasileira, um reconhecimento merecido por sua trajetória e dedicação constante ao fomento cultural e social. 

O evento, brilhantemente organizado por Mara Joaquim e Antônio Pereira, foi um verdadeiro celeiro de talentos. Embora a palestrante anunciada, Lucia Regina de Lucena, não tenha comparecido para abordar o tema "Mary Shelley e seu personagem Frankenstein", a programação seguiu com momentos marcantes e celebrações literárias. 

Tivemos a alegria de ver o talento do grupo de amigos da Rede Sem Fronteiras brilhar intensamente: Ana Maria Tourinho, Vice-presidente Cultura mundial da Rede Sem Fronteiras, conquistou o primeiro lugar no concurso de poesia “Minha vida em poesia”. Ângela Guerra, presidente do Núcleo da Rede Sem Fronteiras do Rio, alcançou o terceiro lugar na mesma competição.

Além disso, a cultura brasileira foi honrada com uma belíssima performance da jornalista Nina Fernandes, que trouxe à vida a memória de Chiquinha Gonzaga, enriquecendo a programação do dia.

O Elos Internacional parabeniza a todos os envolvidos, especialmente à nossa presidente Matilde por levar o nome de nossa instituição a patamares de tamanha distinção, e aos talentosos poetas que nos representaram com excelência nesta celebração realizada no Forte de Copacabana. Seguimos juntos, construindo pontes e celebrando a literatura e a arte brasileira! 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional











46 - LOU PACHECO: ENTRE A MEMÓRIA, A HISTÓRIA E O AFETO UM TRIBUTO “IN MEMORIAM” À TRAJETÓRIA DA SAUDOSA JORNALISTA LOU PACHECO - TEXTO DEDICADO À PROFESSORA DALMA NASCIMENTO E AO JORNALISTA GUADÁ.

A escrita, quando genuína, tem o poder de despertar tempos que julgávamos adormecidos. Recentemente, ao publicar em meu Focus Portal Cultural, no dia 11 de maio de 2026, o ensaio intitulado “LE PETIT PARIS – UM MARCO NA NOITE NITEROIENSE”, fui surpreendido por uma mensagem do colega jornalista Guadá. Ao fazer referência à icônica Lou Pacheco em seu comentário, ele não apenas reagiu ao meu texto, mas abriu uma porta para um passado vibrante da nossa cidade. 

A saudosa jornalista Lou Pacheco conheci também nos anos 90, quando ela era colunista do Jornal LIG e eu fui colunista no Jornal OPINIÃO do saudoso jornalista Carlos Silva, o 'caneta de ouro' de Niterói!” — Guadá.

Ao ler essas palavras, fui transportado para os meus primeiros dias em Niterói. Foi um encontro que guardo com carinho; tenho, inclusive, uma fotografia daquele Natal nos Escritores Ao Ar Livro, um registro que hoje ganha contornos de relíquia. Relembrar Lou Pacheco é, inevitavelmente, reverenciar a própria história da crônica social e política da nossa região. 

A relevância de Lou Pacheco para a memória fluminense foi magistralmente registrada pela professora Dalma Nascimento, minha mestra e guia nesta jornada intelectual. Em seu livro Memórias em Jornais (Editora Tempo Brasileiro, 2014, pp. 231-232), Dalma dedica um ensaio sensível à figura de Lou. É nesse espaço que compreendemos a essência de uma amizade que transcendia o papel e a tinta. Maria de Lourdes de Freitas Pacheco, a nossa Lou, era natural de Campos dos Goytacazes. Filha de Julieta Gallo de Freitas Pacheco e Gastão Meirelles de Freitas Pacheco, cresceu em uma família numerosa e vibrante, ao lado de seus irmãos: Aidée, Célia, Jacy, Lígia, Nellie, Mario, Eli e Luiz Carlos. Essa base familiar forjou o caráter resiliente que a acompanharia por toda a vida. 

A carreira de Lou Pacheco foi tecida entre o compromisso com a verdade e o amor incondicional por Niterói. Ela deu seus primeiros passos no extinto jornal O Estado, trilhando um caminho que passaria pelo Diário de Notícias e pela fundação do Última Hora, onde permaneceu por doze anos. 

Ler hoje o registro da professora Dalma, publicado originalmente em agosto de 2000, é observar como Lou Pacheco, mesmo após sua partida, continuou a ser a "hospedeira de utopias" que Niterói tanto precisou. Segue abaixo a transcrição integral da homenagem feita por Dalma: 

“DOUTORES NA RIBALTA” MAIS UMA VEZ EM NITERÓI 

In memoriam da grande amiga Lou Pacheco.

Niterói viverá, em 18 de agosto próximo, a sétima edição de “Doutores na Ribalta”, um dos mais tradicionais e concorridos espetáculos beneficentes da cidade, idealizados e promovidos pela jornalista Lou (Maria de Lourdes) Pacheco, a carismática guerrilheira das causas humanitárias fluminenses. O evento, que ultrapassa até as fronteiras do Estado, mobiliza, em vários anos, grande público. Os “doutores” são médicos, advogados, economistas, engenheiros, dentistas, educadores, que sobem ao palco, para um show de dança, música e poesia, demonstrando suas “escondidas” aptidões artísticas. O sucesso do projeto tem feito com que o “Doutores na Ribalta” se mantenha como um marco na cultura da cidade desde 1959, quando à porta do Teatro Municipal de Niterói, o então governador do Estado, Roberto Silveira e sua esposa, Ismélia Saad Silveira, inauguraram o espetáculo, em noite de gala, com expressiva assistência e casa lotada. 

Incansável incentivadora dos autênticos valores, a jornalista Lou Pacheco, certa feita, ao frequentar a Associação Médica Fluminense, notou o elevado número de intelectuais e artistas entre os seus filiados. Eram escritores, instrumentistas, cantores, artistas plásticos e até bailarinos que ali “artistavam” despretensiosamente em busca de companheirismo. 

Percebendo-os afinados artisticamente e colegas de profissão, ela, com generosidade e espírito congregador, elaborou um fichário dos talentos, desde o oftalmologista Paulo Pimentel, poeta e tradutor de Baudelaire, a Hélio Rosa, psiquiatra e psicanalista, que mereceu de Vinícius de Moraes a referência a seu “violão de cauda”. 

Diante de tais descobertas, Lou Pacheco, para divulgar e interpretar o papel da nascente Associação Fluminense de Reabilitação, organizou o primeiro “Doutores na Ribalta”, em 24/4/59, no Teatro Municipal de Niterói, para uma plateia em traje a rigor. Outras reapresentações, sempre com enorme sucesso, ocorreram em 74, 84, 86, 96 e 99, com pausas necessárias, para depois ressurgirem com sempre maior vigor. (...)

O Correio cumprimenta mais esta iniciativa da ilustre jornalista Lou Pacheco, hospedeira de utopias, que, com exemplar personalidade, engrandecesse Niterói. Publicado em O Correio, edição “Aquarela de assuntos”, em 5 de agosto de 2000.

LOU PACHECO: O RECONHECIMENTO DE UMA VIDA PLENA E RESISTENTE 

A trajetória de Lou Pacheco não se encerrou com sua partida; ela se perpetua nos anais da nossa história cultural e política. Em 1992, essa relevância foi consagrada quando Lou recebeu o título de Intelectual do Ano, outorgado pelo Grupo Mônaco de Cultura. A distinção, concedida por Carlos Silvestre Mônaco, proprietário da icônica Livraria Ideal, que por décadas serviu como o grande ponto de encontro da intelectualidade fluminense, foi um reconhecimento justo à sua contribuição inestimável para a vida pública.

O reconhecimento oficial de sua dimensão para Niterói veio de forma contundente em 23 de agosto de 2012. Naquele momento, o Prefeito Municipal de Niterói, Jorge Roberto Silveira, ao decretar luto oficial de três dias pelo seu falecimento, pontuou com precisão os motivos que tornaram Maria de Lourdes de Freitas Pacheco uma presença imortal. O decreto ressaltou que a perda de Lou Pacheco representava um vazio lamentável para o Estado e para a Cidade, considerando os seus "inestimáveis serviços prestados à causa pública, à liberdade de expressão, à democracia e à cultura". 

Mais do que uma profissional exemplar, o poder público reconheceu sua luta e resistência em defesa da liberdade. A sua memória segue sendo cultivada por meio de homenagens que eternizam seu nome, como o projeto de lei para batizar logradouros da cidade, reforçando que sua história de vida e luta pela humanidade não será esquecida.

Ao redigir meu ensaio sobre o Le Petit Paris, percebo que figuras como Lou Pacheco são os verdadeiros pilares da nossa crônica urbana. Homenageá-la é manter viva a chama da imprensa que lutou pela liberdade e pela cultura. Que estas linhas sirvam para que as novas gerações saibam quem foi a mulher que tanto amou, escreveu e lutou por Niterói.

O Focus Portal Cultural, sob a direção de seu editor Alberto Araújo, reverencia e subscreve integralmente a importância dessa trajetória. Cultuar a memória de Lou Pacheco é um ato de resistência contra o esquecimento e um compromisso com os valores democráticos que ela, com tanta coragem, defendeu. Niterói, ao honrar o nome de Lou, honra a sua própria vocação de cidade aberta, culta e, acima de tudo, livre. Sua lembrança, para nós, é uma bússola que continua a guiar a nossa missão editorial. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural