terça-feira, 24 de março de 2026

CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO LANÇA CAMPANHA NACIONAL E CRIA FUNDO PATRIMONIAL PARA VALORIZAR O LIVRO NO BRASIL

 


“Meu Livro, Meu Estilo” marca nova fase da CBL e coloca livros e autores de volta à conversa; campanha foi criada em parceria com a AlmapBBDO. 

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anuncia o lançamento da campanha nacional “Meu Livro, Meu Estilo”, uma iniciativa voltada a recolocar o livro no centro do dia a dia das pessoas, como escolha pessoal, expressão de identidade e parte da cultura contemporânea. 

A campanha faz parte de uma estratégia institucional de longo prazo aprovada pela Diretoria da entidade, que inclui a criação do Fundo Patrimonial CBL de Valorização do Livro, pensado para garantir recursos permanentes e dar escala a ações contínuas de valorização do livro e dos autores brasileiros. 

A proposta é simples e ambiciosa: fazer o livro circular mais, aparecer mais e ser mais comentado nas redes, nas conversas, nas referências culturais. O objetivo é ampliar o espaço do livro nos ambientes onde hoje se constroem tendências, gostos e comportamentos. 

A iniciativa nasce da Comissão de Valorização do Livro da CBL, formada por representantes de diferentes elos da cadeia editorial, com o objetivo de criar ações permanentes que fortaleçam a presença do livro no imaginário coletivo, destaquem autores e editoras e aproximem novas pessoas do universo da leitura. 

Integram a Comissão Alexandre Fonseca, da Editora Perspectiva; Carolina Riedel Diomelli, do Grupo Editorial Pensamento/Cultrix; Cláudia Machado, da Catavento Distribuidora; Daniel Pinsky, das editoras Pinsky e Contexto; James Antonio Misse, da Editora Pé da Letra; Luís Antonio Torelli, da RM Perez Editora e Trilha Educacional; Luciana Borges, da Companhia das Letras; Renata Sturm, da Maquinaria Sankto Editora e Distribuidora; Thiago Oliveira, da Amazon Brasil; Karine Gonçalves Pansa, da Girassol Brasil Edições; e Isis Valeria Gomes. Também participam Alfredo Weiszflog, Fernanda Gomes Garcia, Cinthia Favilla e Lis Ribeiro, da Câmara Brasileira do Livro. A coordenação da Comissão é de Diego Drumond e Lima, da Drummond Livraria. 

O Fundo Patrimonial foi aprovado como um instrumento permanente para mobilizar recursos privados e sustentar projetos de valorização do livro ao longo do tempo, com governança, transparência e visão de futuro. “Estamos estruturando algo que vai além de uma campanha. É um compromisso permanente da CBL com o livro, com os autores e com o fortalecimento do setor editorial brasileiro”, afirma Sevani Matos, presidente da CBL. 

Campanha nacional com foco digital

Desenvolvida pela AlmapBBDO, a campanha estreou em 18 de março, com foco inicial nas redes sociais, por meio do perfil @meulivromeuestilo, e contará com a participação de influenciadores digitais, que serão anunciados posteriormente. Os conteúdos vão dialogar tanto com quem já gosta de livros quanto com quem ainda não tem esse hábito. 

Para a presidente da CBL, Sevani Matos, o problema não é falta de interesse, é falta de presença: “O livro precisa voltar a aparecer. Hoje, muita coisa vira desejo porque está nas redes, nas conversas, nas indicações. Queremos colocar o livro nesse lugar, como algo que faz parte do estilo de vida das pessoas.” 

A campanha nasce de uma provocação simples: se a moda, a música e o que consumimos dizem tanto sobre quem somos, por que o livro não pode ocupar esse mesmo lugar de expressão? Por isso, convidamos o público a enxergar o livro como parte de uma identidade, de repertório e estilo de vida. Nosso papel foi traduzir esse movimento em uma linguagem contemporânea, digital e próxima da cultura, recolocando o livro no centro das conversas”, afirma Christiane Estrela, Head de Operações Live Marketing da AlmapBBDO.

Estratégia e posicionamento

A campanha fala com diferentes públicos e realidades, usando linguagem leve, atual e próxima com foco em estimular o aumento do número de pessoas leitoras. 

A ATUAÇÃO SE ORGANIZA EM TRÊS FRENTES 

Livro como expressão individual – posicionando o livro como um item que ajuda a traduzir diferentes estilo. 

Descomplicando – dicas práticas para aproximar ou reaproximar as pessoas da leitura 

Tendências – inserindo os livros e a leitura em temas atuais da cultura e nas conversas

Os conteúdos serão publicados em perfis próprios da campanha no TikTok, Instagram e Facebook. 

A estratégia aposta na identificação emocional com o livro e no suporte prático para dar ferramentas que estimulem a leitura na prática, mostrando caminhos possíveis, quebrando barreiras do dia a dia e criando uma comunidade em torno da leitura.

SOBRE A CBL 

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) é uma associação sem fins lucrativos que representa editores, livreiros, distribuidores e demais profissionais do setor. Há 77 anos, atua em diversas frentes sempre com o propósito de promover o acesso ao livro e a democratização da leitura em todo o país, além de divulgar a literatura brasileira no mercado internacional. Desde março de 2020, a CBL é a Agência Nacional do ISBN e, no mesmo período, lançou uma plataforma digital que reúne seus serviços de maneira integrada e dinâmica. Outra atuação forte da entidade está ligada a uma agenda de relacionamento com as mais diversas esferas públicas e governamentais para debater pautas e políticas importantes para o setor. Todas as ações da entidade são pensadas com um olhar estratégico e sensível de quem acredita no poder transformador dos livros para a sociedade. 

Para mais informações:

Assessoria de imprensa

Danthi Comunicação Integrada




14ª FESTA DO LIVRO DA USP LESTE EACH ACONTECE DE 7 A 9 DE ABRIL DE 2026.

Evento gratuito reunirá mais de 50 editoras com livros disponíveis a descontos de 50% 

A 14ª edição da Festa do Livro da USP Leste EACH está marcada para os dias 7, 8 e 9 de abril (de terça a quinta-feira), no horário das 9h30 às 21h00. O evento é aberto ao público e acontece gratuitamente na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), localizada na USP Leste, em São Paulo. 

Com descontos mínimos de 50%, 51 editoras estarão distribuídas em 75 bancadas. A organização do evento destaca a importância da Festa do Livro para a região, distante dos principais centros comerciais de livros da cidade. Dentre as editoras que participarão pela primeira vez estão a Editora UnB, Editora Mandaçaia, Pallas Editora, Darkside, Ars et Vita e Revista Cult. Além da Edusp, estão presentes diversas editoras universitárias, como a Editora Unesp, a EdUFSCar e a Edipro. 

O evento contará com uma programação cultural que estará disponível em breve no site da festa. Até o momento, foram confirmadas as presenças de Ignacio de Loyola Brandão, no dia 9 de abril, às 19h, e a participação da cineasta Tata Amaral, da diretora de arte Vera Hamburger e da pesquisadora Ana Paula Cavalcanti Simioni no dia 8 de abril, às 19h, em uma mesa intitulada "Mulheres artistas no Brasil: iluminando obras e trajetórias". 

Os visitantes terão à disposição algumas opções de alimentação no local, dentre elas um restaurante, uma lanchonete e alguns food trucks.

A Festa do Livro da USP Leste EACH é organizada pela Edusp e pela EACH-USP, com apoio do Cursinho EACH-USP. O acesso ao evento pode ser feito pela estação USP Leste da Linha 12 – Safira da CPTM, que faz o trajeto entre os terminais Brás e Calmon Viana. 

Serviço

14ª Festa do Livro da USP Leste EACH

Data: 7, 8 e 9 de abril de 2026 (de terça a quinta-feira)

Horário: das 9h30 às 21h00

Local: EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades) – USP Leste

Endereço: Av. Arlindo Béttio, nº 1000 – Ermelino Matarazzo, São Paulo/SP

Acesso: Estação USP Leste (Linha 12 – Safira)

Site: https://festadolivro.edusp.com.br/uspleste




 

24 DE MARÇO DE 2026 - EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL 137 ANOS DO NASCIMENTO DE OLEGÁRIO MARIANO

 


No dia 24 de março de 1889, nascia em Recife o poeta, político e diplomata Olegário Mariano Carneiro da Cunha, figura de destaque na literatura e na vida pública brasileira. Primo do poeta Manuel Bandeira, Mariano construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade lírica e pelo compromisso com a cultura nacional. 

Conhecido como o “poeta das cigarras”, foi eleito em 1938, em concurso promovido pela revista Fon-Fon, como Príncipe dos Poetas Brasileiros, sucedendo Alberto de Oliveira. Sua obra poética, iniciada em 1911 com Angelus, percorreu temas de amor, saudade e contemplação da vida, reunida mais tarde nos dois volumes de Toda uma vida de poesia (1957). Além da poesia, destacou-se como cronista mundano sob o pseudônimo João da Avenida, publicando versos humorísticos em revistas como Careta e Para Todos, posteriormente reunidos em livros como Bataclan e Vida, Caixa de brinquedos. 

Na vida pública, Olegário Mariano foi deputado constituinte em 1934, embaixador do Brasil em Portugal (1953-1954) e delegado da Academia Brasileira de Letras na Conferência Interacadêmica de Lisboa para o Acordo Ortográfico de 1945. 

Eleito para a Cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras em 1926, consolidou sua presença entre os grandes nomes da literatura nacional. 

Filho de José Mariano Carneiro da Cunha e Olegária da Costa Gama, ambos heróis da Abolição e da República, Olegário Mariano herdou o espírito de luta e dedicação à pátria. Sua obra e sua atuação diplomática permanecem como testemunho de uma vida dedicada à poesia, à língua portuguesa e ao Brasil. 

OBRAS

Gabinete de Olegário Mariano.

Angelus (1911)

Sonetos (1921)

Evangelho da sombra e do silêncio (1913)

Água corrente, com uma carta prefácio de Olavo Bilac (1917)

Últimas Cigarras (1915)

Castelos na areia (1922)

Cidade Maravilhosa (1922)

Bataclan, crônicas em verso (1927)

Canto da minha terra (1931)

Destino (1931)

Poemas de amor e de saudade (1932)

Teatro (1932)

Antologia de tradutores (1932)

Poesias escolhidas (1932)

O amor na poesia brasileira (1933)

Vida Caixa de brinquedos, crônicas em verso (1933)

O enamorado da vida, com prefácio de Júlio Dantas (1937)

Abolição da escravatura e os homens do norte, conferência (1939)

Em louvor da língua portuguesa (1940)

A vida que já vivi, memórias (1945)

Quando vem baixando o crepúsculo (1945)

Cantigas de encurtar caminho (1949)

Tangará conta histórias, poesia infantil (1953)

Toda uma vida de poesia, 2 vols. (1957)

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural







Mário de Alencar e Olegário Mariano (1909)





SOBERANO JAZZ CLUB RECEBE BIANCA GISMONTI, VERÔNICA SABINO E TRIBUTO A EMÍLIO SANTIAGO

 

Bianca Gismonti e o violonista português Manuel de Oliveira - Divulgação

Quem escolher Itaipava como destino no último fim de semana de março terá uma programação cultural de peso. O Soberano Jazz Club, referência na cena musical da Serra de Petrópolis, preparou três noites especiais que transitam entre o jazz, a MPB e homenagens a grandes nomes da música brasileira.

QUINTA-FEIRA, 26/03 – BIANCA GISMONTI E MANUEL DE OLIVEIRA 

A pianista Bianca Gismonti, herdeira da inventividade de Egberto Gismonti, se une ao violonista português Manuel de Oliveira para um encontro de piano e violão que mistura jazz, fado e ritmos brasileiros. O repertório traz composições próprias e releituras de clássicos, com participações de Fred Martins, José Staneck e Diogo Duque. O espetáculo começa às 20h30min.

Verônica Sabino - Divulgação

SEXTA-FEIRA, 27/03 – VERÔNICA SABINO INTERPRETA CHICO BUARQUE

Na sexta, às 21h, Verônica Sabino apresenta o show “Todo Sentimento”, dedicado ao universo poético de Chico Buarque. Em formato intimista, acompanhada pelo violonista Fernando Caneca, a cantora revisita canções como Carolina, Sabiá e Samba do Grande Amor, oferecendo novas nuances a obras que marcaram gerações.


SÁBADO, 28/03 – GUI VALENÇA CELEBRA EMÍLIO SANTIAGO 

Encerrando a programação, Gui Valença sobe ao palco às 21h com o espetáculo “Aquarelas”, uma homenagem ao “Príncipe da Voz”, Emílio Santiago. A apresentação promete emoção e elegância, trazendo à tona a riqueza do repertório que consagrou o intérprete como um dos maiores nomes da MPB. 

O clube abre as portas às 18h, mas quem chegar antes pode aproveitar o happy hour a partir das 17h, com promoções em chope e petiscos. O Radamés Bistrô oferece jantar com pratos que valorizam a gastronomia local, e o Espaço Havana completa a experiência com uma varanda dedicada aos apreciadores de charutos. 

SERVIÇO

Local: Soberano Jazz Club (Estação Locanda)

Endereço: Estrada União e Indústria, 11.000 – Itaipava, Petrópolis – RJ

Horários: Quinta às 20h30min; sexta e sábado às 21h (abertura da casa às 18h)

Ingressos: Site/App Sympla ou bilheteria do Soberano (a partir das 17h nos dias de show)

Promoção: Moradores do RJ e Juiz de Fora têm tarifa especial mediante comprovante de residência

Esse roteiro une música de qualidade, gastronomia e o charme da serra, consolidando Itaipava como destino cultural imperdível.

© Alberto Araújo

Focus  Portal Cultural




segunda-feira, 23 de março de 2026

JORNADA EUCLIDIANA DE CANTAGALO: PRESENÇA MARCANTE DA PRESIDENTE DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS, MÁRCIA PESSANHA

Nos dias 20 e 21 de março, a cidade de Cantagalo, interior do Rio de Janeiro, recebeu a Jornada Euclidiana, uma das mais relevantes celebrações culturais dedicadas à memória de Euclides da Cunha. O evento reuniu escritores, acadêmicos e instituições culturais, reafirmando o papel da cidade na preservação da tradição literária brasileira. 

A Academia Fluminense de Letras esteve presente sob a liderança de sua presidente, Márcia Pessanha, que desempenhou papel central em toda a programação. Sua participação reforçou o compromisso da AFL com a difusão da cultura fluminense e com o fortalecimento dos laços entre instituições literárias e a comunidade local. 

PRIMEIRO DIA: HOMENAGENS E LANÇAMENTOS 

O primeiro dia foi marcado por atividades que resgataram aspectos da vida e da obra de Euclides da Cunha; Palestra “A infância de Euclides da Cunha”, ministrada por Marcel Beliene; Lançamento do concurso de desenhos e prêmio para professores, iniciativa da Secretaria Municipal de Educação; Lançamento da 2ª edição do livro A Eternidade de Euclides da Cunha, pelo selo editorial da AFL, com a presença de Márcia Pessanha e do acadêmico José Huguenin; Homenagem ao Dr. Edmo Rodrigues Lutterbach, recebida por sua sobrinha Ana Beatriz; Sarau da ACL, com leituras interpretadas por Ludmar, Ludmilla e Fabiana. 

A presidente da AFL esteve presente em todas essas atividades, prestigiando os lançamentos e reforçando o elo entre a Academia e os movimentos culturais locais. 

SEGUNDO DIA: DEBATES E REFLEXÕES

O segundo dia foi dedicado a mesas-redondas que aprofundaram o estudo da obra euclidiana: “Mão de Luva e Euclides da Cunha: criação e imortalização de Cantagalo”, com Igor Ferreira (ACL) e Sheila de Castro Faria (UFF), mediada por Márcia Pessanha; “Euclides Leitor”, com Godofredo de Oliveira Neto (ABL) e Lais Peres Rodrigues (SEEDUC/UFRJ), mediada por Anabelle Loivos (ACL/UFRJ). 

A atuação de Márcia Pessanha como mediadora destacou sua contribuição intelectual e institucional, promovendo o diálogo entre pesquisadores e escritores e reafirmando a relevância da AFL no cenário cultural. 

O evento contou com apoio da Secretaria Municipal de Educação, Secretaria de Cultura e Turismo, Prefeitura de Cantagalo, Euclides em Foco, FUNARJ, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e Governo do Estado do Rio de Janeiro. 

Registros fotográficos de Aldo Pessanha documentaram momentos marcantes, como:

Márcia Pessanha ao lado da Secretária de Educação de Cantagalo, Fabiana Molini; Entrega do retrato de Euclides da Cunha, desenho de Carmita Alcântara, ofertado por Erthal Rocha e entregue por Márcia Pessanha e José Huguenin ao diretor da Casa de Euclides da Cunha, Vinicius Stael Guedes Oliveira; Participação da presidente em mesas de debate com Igor Ferreira e Sheila de Castro Faria. 

A Jornada Euclidiana não foi apenas uma celebração, mas um espaço de reflexão sobre a relevância de Euclides da Cunha para a literatura e para a identidade cultural de Cantagalo. A presença ativa da presidente da AFL, Márcia Pessanha, em ambos os dias, simbolizou a força da literatura fluminense e sua capacidade de dialogar com diferentes gerações, mantendo viva a chama da cultura e da memória histórica.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 


Márcia Pessanha posa ao lado do gigante porta-retratos 
com a foto de Euclides da Cunha





Na Casa museu de Euclides da Cunha. Márcia Pessanha, ( AFL) 
Laís Peres Rodrigues (SEEDUC/UFRJ), Godofredo de Oliveira Neto (ABL), 
José Henrique ( AFL)

Márcia Pessanha com a Secretária de Educação de Cantagalo, Fabiana Molini.


Presidente da AFL participando de mesa de debate 
na Jornada Euclidiana com Igor Ferreira 
da  Academia Cantagalense de Letras e Sheila de Castro (UFF)

Entrega do retrato de Euclides da Cunha, desenho de Carmita Alcântara, ofertado por Erthal Rocha para a Casa de Euclides da Cunha.

Márcia Pessanha e Huguenin fazendo a entrega do retrato 
ao Diretor da Casa de Euclides da Cunha    
Vinicius Stael Guedes Oliveira.




José Huguenin, Igor Ferreira, Godofredo Oliveira, 
Lais Peres, Márcia Pessanha



domingo, 22 de março de 2026

BACH 341 ANOS: A ARTE DO PIANO COM LICIA LUCAS - HOMENAGEM DA ARTISTA AO GRANDE GÊNIO

(CLICAR NA IMAGEM PARA VER O VÍDEO)

Focus Portal Cultural apresenta a Dama do Piano em uma celebração que une tradição, memória e cultura, homenageando Johann Sebastian Bach em seus 341 anos.

Uma iniciativa marcante da revista cultural, que apresenta Licia Lucas em um tributo de alcance universal, celebrando Bach e reafirmando a música como patrimônio eterno da humanidade. 

A música, em sua essência mais profunda, é uma linguagem que transcende o tempo. Ela não pertence apenas ao instante em que é executada, mas se projeta como memória coletiva, como herança espiritual da humanidade. Johann Sebastian Bach, ao nascer há 341 anos, não apenas inaugurou uma vida: inaugurou uma forma de pensar o som como arquitetura, como filosofia, como ponte entre o humano e o divino. Sua obra é um testemunho de que a arte pode ser simultaneamente racional e sensível, rigorosa e transcendente. 

Celebrar Bach é celebrar a própria ideia de cultura como permanência. É reconhecer que a música não é apenas entretenimento, mas um espaço de reflexão, de encontro e de identidade. Nesse contexto, o Focus Portal Cultural traz à cena a pianista internacional Licia Lucas, cuja trajetória artística se confunde com a missão de dar vida às grandes obras do repertório universal. Licia não apenas interpreta: ela traduz, recria, devolve ao presente a densidade histórica que cada nota carrega. 

Entre os destaques, o Concerto para Piano em Fá menor de Bach, gravado com a Orquestra de Câmara Arpeggione (Áustria), sob regência do maestro James Brooks-Bruzzese, mostra a força da tradição barroca reinterpretada pela sensibilidade contemporânea de Licia. O rigor contrapontístico de Bach encontra na pianista uma intérprete que compreende que cada nota é também uma ideia, cada acorde é também uma filosofia. 

Estas interpretações de alta qualidade foram gravadas pela pianista Licia Lucas em salas de concertos de renome, com orquestras prestigiadas. 

01 - JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750)

Piano Concerto in F minor

1. I                      3’ 43”

2. II Largo           3’ 08”

3. III Presto         3’ 31”

Orquestra de Câmara Arpeggione (Áustria)

James Brooks-Bruzzese, maestro. Lícia Lucas, piano


SOBRE A ARPEGGIONE KAMMERORCHESTER 

Fundada em 1991 pelo violinista e atual Diretor Artístico Irakli Gogibedaschiwili, a Arpeggione Kammerorchester tem sua sede no histórico Palácio da Renascença de Hohenems, na Áustria, e desde então se consolidou como uma das formações camerísticas mais respeitadas da Europa. O nome da orquestra remete ao arpeggione, instrumento raro do século XIX, símbolo de refinamento e singularidade, refletindo o espírito da instituição: preservar a tradição e, ao mesmo tempo, abrir-se ao diálogo com o presente.

Ao longo de mais de três décadas, a Arpeggione Kammerorchester realizou cerca de 700 concertos em todos os continentes, levando sua sonoridade a plateias dos Estados Unidos, América Central e do Sul, Brasil, Rússia e Israel. Essa trajetória internacional reafirma sua vocação cosmopolita e sua capacidade de construir pontes culturais por meio da música. 

Desde março de 2011, a direção musical está a cargo do maestro Robert Bokor, que assumiu como Regente Titular. Sob sua batuta, a orquestra ampliou ainda mais seu repertório, transitando com naturalidade entre o barroco, o clássico e o contemporâneo, sempre com a marca da excelência interpretativa. 

A Arpeggione Kammerorchester é reconhecida não apenas pela qualidade técnica de seus músicos, mas também pela sensibilidade artística que imprime a cada apresentação. Sua missão vai além da execução impecável: é um projeto cultural que busca tornar a música de concerto acessível, relevante e viva para públicos diversos. 

Em cada performance, a orquestra reafirma que a música é uma linguagem universal, capaz de atravessar fronteiras e épocas. Seja em palcos históricos da Europa ou em turnês internacionais, a Arpeggione Kammerorchester mantém o compromisso de celebrar a herança musical e, ao mesmo tempo, renovar sua vitalidade. 

Assim, a orquestra austríaca se inscreve como protagonista no cenário cultural contemporâneo, perpetuando o legado da música clássica e mostrando que tradição e inovação podem caminhar juntas em harmonia.

 


UM POUCO SOBRE JAMES BROOKS-BRUZZESE

O maestro James Brooks-Bruzzese é uma das figuras mais marcantes da música sinfônica contemporânea. Fundador e Diretor Artístico da prestigiada Symphony of the Americas, ele construiu uma carreira que se estende por todos os continentes, sempre pautada pela excelência interpretativa e pelo compromisso de tornar a música clássica acessível a públicos diversos. 

Formado pela Washington University em St. Louis, onde obteve o Doutorado em Ópera, Regência e Musicologia, Brooks-Bruzzese aprofundou sua especialização em Bach sob a orientação de ninguém menos que Pablo Casals, o lendário violoncelista e maestro catalão. Essa formação sólida e refinada moldou sua visão artística, marcada pela busca da perfeição técnica e pela compreensão filosófica da música como linguagem universal. 

Sua trajetória foi reconhecida em diversas ocasiões, incluindo a homenagem recebida no Kennedy Center em Washington, onde foi laureado com o prêmio da Hispanic Heritage Foundation em reconhecimento a uma vida dedicada à arte da música. Essa distinção reafirma seu papel como embaixador cultural, capaz de unir tradição e inovação em cada apresentação. 

Ao longo de sua carreira, Brooks-Bruzzese apresentou-se com renomadas orquestras internacionais, entre elas a Berlin Symphony, a Cappella Istropolitana, a Arpeggione Chamber Orchestra e a Orquestra do Festival de Roma. Em cada colaboração, deixou sua marca de rigor e sensibilidade, conduzindo interpretações que revelam tanto a força estrutural das obras quanto sua dimensão espiritual. 

Mais do que um regente, James Brooks-Bruzzese é um verdadeiro construtor de pontes culturais. Sua atuação transcende fronteiras geográficas e linguísticas, reafirmando que a música é um patrimônio universal. Ao fundar e dirigir a Symphony of the Americas, consolidou um espaço de diálogo entre tradições musicais diversas, aproximando públicos e repertórios em uma celebração contínua da arte. 

Assim, sua trajetória se inscreve como testemunho de que a música, quando conduzida com paixão e excelência, é capaz de transformar vidas e perpetuar valores culturais. James Brooks-Bruzzese não apenas rege: ele inspira, educa e celebra a música como filosofia em som e como herança espiritual da humanidade. 

UM POUCO SOBRE A PIANISTA LICIA LUCAS 

Nascida em Itu, São Paulo, Licia Lucas é uma das mais notáveis intérpretes brasileiras da música clássica. Desde cedo, revelou talento incomum ao iniciar seus estudos de piano em família, sob a orientação da professora Nayl Cavalcante Lucas, e mais tarde diplomando-se na Escola Nacional de Música, na classe da professora Neida Cavalcante Montarroyos. 

Críticos e conhecedores da execução pianística a comparam à lendária Guiomar Novaes, destacando que o brilho de ambas reside no encanto que emerge do interior da música: “é como se os sons adquirissem personalidades próprias, distintas de sua natureza física, frutos da magia inexplicável que preside a construção da beleza intangível”. 

Dotada de sólida formação artística, Licia aperfeiçoou-se em prestigiados conservatórios europeus. No Brasil, estudou com Homero de Magalhães, discípulo de Alfred Cortot. Na Itália, formou-se no Conservatório de Santa Cecília de Roma com Vincenzo Vitale, herdeiro da tradição pianística de Thalberg e Cesi, este último diretor da escola de São Petersburgo a convite de Anton Rubinstein. Sua educação musical foi ainda enriquecida pela escola vienense, com mestres como Bruno Seidhofer e Hans Graf. 

A carreira internacional começou com brilho: conquistou o Primeiro Lugar no Concurso para Solistas da Orquestra Sinfônica Brasileira, interpretando o Concerto “Coroação” de Mozart sob regência de Eleazar de Carvalho. Pouco depois, na Itália, venceu o Concurso Internacional Viotti de Vercelli, recebendo a Medalha de Ouro das mãos de Arturo Benedetti Michelangeli, sendo a mais jovem concorrente. 

Desde então, Licia Lucas se apresentou como recitalista e solista de mais de 50 orquestras sinfônicas na Europa, Estados Unidos e América Latina. Foi aclamada na lendária Sala Tchaikovsky em Moscou, como solista da Orquestra Sinfônica Estatal da Filarmônica de Moscou, recebendo aplausos entusiásticos da crítica. A revista América Latina, em texto de Natalia Constantinova, registrou:

Logo que seus dedos tocaram os primeiros acordes, a audiência sentiu que intervinha uma brilhante pianista, capaz de competir com os mais destacados pianistas do mundo... Somente a explosão de aplausos e júbilo pode devolver o mundo para a realidade do acontecido”. 

Em 2003, nas comemorações dos 300 anos de São Petersburgo, Licia foi solista convidada da Orquestra do Teatro e da Ópera e Ballet do Conservatório de São Petersburgo, gravando os concertos de Tchaikovsky nº 1 e Grieg em Lá menor. Em 2004, inscreveu seu nome no seleto grupo de artistas que se apresentaram na Grande Sala da Filarmônica de São Petersburgo, ao interpretar Beethoven nº 3 e Chopin nº 2, gravados em CD com lançamento internacional. 

Entre suas gravações destacam-se registros com a Orquestra Estatal da Sociedade Filarmônica de Moscou, a Filarmônica de Turim, a Arpeggione Kammerorchester da Áustria, além da gravação do Concerto nº 2 de Bartók para a TV Globo. Seus CDs incluem Il Barocco, os 24 Prelúdios de Chopin, Licia Lucas in Italy e Licia Lucas in Russia, este último com a Orquestra Sinfônica da Rádio & TV de Moscou. 

Além da carreira artística, Licia dedicou-se à pedagogia e à gestão cultural. Foi Coordenadora do Departamento de Música Clássica do Ministério da Cultura da Nicarágua, Chefe da Cátedra de Piano da Escola Nacional de Música de Manágua e fundadora da Academia Nicaraguense da Música. Recebeu a Medalha de “Amiga e Mecenas da Arte e da Cultura Nacional” e apoiou projetos de orquestras jovens no Brasil e na Nicarágua.

No Brasil, é Presidente da Academia Nacional de Música, membro do Comité d’Honneur da Fundação João de Souza Lima e da Fundação Franz Liszt, na França. Sua atuação pedagógica inclui palestras e masterclasses em diversos países da América Latina, Estados Unidos e Europa. 

A crítica internacional não poupa elogios: o jornal L’Osservatore Romano destacou sua “inteligência e admirável intuição poética... sensibilidade agógica e dinâmica, limpidez de toque”. O Diário Popular de São Paulo escreveu: “Magnífica, gloriosamente sincera. Sua interpretação emparelha a dos maiores pianistas, como Vladimir Horowitz”. 

Familiar aos palcos do mundo, Licia Lucas é hoje reconhecida como uma das grandes intérpretes brasileiras da música clássica. Sua trajetória é marcada pela fusão entre técnica impecável e lirismo profundo, pela capacidade de transformar cada nota em filosofia e cada acorde em eternidade. 

Celebrar Licia Lucas é celebrar a própria ideia de música como patrimônio universal. Sua arte transcende fronteiras, reafirmando que o piano, em suas mãos, é voz da cultura, memória viva e herança espiritual da humanidade. 

Celebrar os 341 anos de Johann Sebastian Bach é mais do que recordar a data de nascimento de um compositor: é reconhecer a permanência de uma obra que se tornou sinônimo de eternidade. Bach não é apenas um nome inscrito na história da música; é uma presença viva, que atravessa séculos e continua a dialogar com intérpretes, ouvintes e culturas diversas. Sua música é arquitetura sonora, filosofia em notas, espiritualidade transformada em contraponto. 


O Focus Portal Cultural, ao trazer a pianista internacional Licia Lucas para esta homenagem, reafirma que a arte é memória viva e que a música de Bach permanece como patrimônio universal. Licia, conhecida como a Dama do Piano, não apenas interpreta: ela recria, devolve ao presente a densidade histórica que cada acorde carrega. Sua trajetória, marcada por consagrações em palcos da Europa, Rússia e América, encontra em Bach um ponto de convergência, o encontro entre rigor e lirismo, entre técnica e transcendência.

Nesta celebração, o piano de Licia Lucas se torna voz da eternidade. Ao interpretar o Concerto para Piano em Fá menor, acompanhada pela Orquestra de Câmara Arpeggione (Áustria) sob regência do maestro James Brooks-Bruzzese, a pianista revela que cada nota de Bach é também uma ideia, cada acorde é também uma filosofia. O diálogo entre solista e orquestra reafirma a força da tradição barroca, reinterpretada pela sensibilidade contemporânea. 

A homenagem não é apenas um tributo musical, mas um gesto cultural. É reconhecer que Bach, ao nascer em 1685, inaugurou uma forma de pensar o som como ponte entre o humano e o divino. Sua obra é testemunho de que a arte pode ser simultaneamente racional e sensível, rigorosa e transcendente. Celebrar Bach é celebrar a própria ideia de cultura como permanência e transformação.

O Focus Portal Cultural, ao promover esta audição, inscreve-se na missão de preservar e difundir a música como herança espiritual da humanidade. A iniciativa não se limita a recordar um aniversário: ela reafirma que Bach continua a pulsar, inspirando intérpretes como Licia Lucas, que fazem da música não apenas espetáculo, mas experiência de transcendência.

Assim, a conclusão desta homenagem é clara: Bach não é apenas lembrado, é revivido. Sua música continua a ser ponte entre épocas, entre povos, entre sensibilidades. E Licia Lucas, com sua interpretação magistral, nos lembra que a música é filosofia em som, cultura em movimento e eternidade em cada nota. 

Celebrar os 341 anos de Bach é celebrar a própria essência da arte: aquilo que resiste ao tempo, que se renova em cada execução, que se transforma em memória coletiva. É reconhecer que, enquanto houver intérpretes como Licia Lucas e iniciativas como o Focus Portal Cultural, Bach continuará vivo, não apenas nos livros de história, mas no coração da humanidade.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural