domingo, 12 de julho de 2026

MENSAGEM DE OLAYINKA HAKEEM BABALOLA - PRESIDENTE DO ELOS INTERNACIONAL - A MUDANÇA COMEÇA DENTRO DE NÓS


O Presidente do Rotary Internacional, Babalola, nos convida a uma reflexão poderosa: para transformarmos o mundo, precisamos permitir que o Rotary nos transforme primeiro.

 

Em sua recente mensagem, ele reforça que fortalecer nossos clubes e comunidades é o passo fundamental para alcançarmos resultados que perduram. Mais do que apenas realizar projetos, o nosso foco deve ser o impacto duradouro, aquele que continua a transformar vidas mesmo muito tempo após nossa missão terminar.

 

Nossa missão é clara:

Um mundo livre de pólio.

Um mundo em paz.

Acesso universal à educação e oportunidades.

 

Mas, para chegar lá, precisamos nos comprometer com a criação, a companhia e o serviço genuíno. Assista ao vídeo completo e entenda como a administração de Babalola está mobilizando rotarianos ao redor do globo para criar um legado que ultrapassa gerações.

 

Assista ao vídeo e veja como essa visão de paz, educação e um mundo livre de pólio está ganhando força através de cada um de nós.

 

MENSAGEM EM PORTUGUÊS 

Amigos e família do Rotary. Antes de mudarmos o mundo, devemos permitir que a Rotary nos mude.  Quando mudamos para o melhor, fortalecemos nossos clubes, nossas comunidades e nossa habilidade de servir.

Mas a mudança é apenas o primeiro passo. O impacto é o que nos rende.  Como membros da Rotary, compartilhamos uma visão de um mundo melhor. 

Um mundo livre de pólio. Um mundo em paz.  Um mundo em que todos têm acesso à educação e oportunidade.

Para fazer essa visão realidade, devemos nos focar não apenas nas consequências, mas no impacto que permanecerá por muito tempo após o nosso trabalho com a Rotary terminar. Devemos nos comprometermos à criação, companhia e serviço. E, juntos, vamos criar um impacto duradouro ao redor do mundo, em nossas comunidades e, é claro, em nós mesmos.

Obrigado.”





O POETA, O MAR E O ETERNO RETORNO: UMA HOMENAGEM AOS 122 ANOS DE PABLO NERUDA - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Há algo na escrita de Pablo Neruda que não se explica apenas com a razão; sente-se na pele, como a brisa que chega da Baía de Guanabara aqui em nosso refúgio em Icaraí. Hoje, 12 de julho de 2026, quando o calendário marca os 122 anos do nascimento desse gigante chileno, eu me sinto como um aprendiz diante de uma imensidão. Como jornalista e escritor, aprendi que as palavras são pontes, e nenhuma ponte foi tão bem construída, entre o humano e o divino, quanto os versos que ele nos deixou. 

Não é de hoje que Neruda habita minha mesa de trabalho. O meu exemplar de Cem Sonetos de Amor, esse livro que já traz as marcas do manuseio, as páginas amareladas pelo tempo e as dobras que guardam as minhas paradas mais demoradas, é um companheiro de todas as horas. Abrir aquele livro é como abrir uma janela para um oceano particular. Cada verso ali contido não é apenas uma sentença, mas um suspiro, uma confissão, um ato de entrega. Neruda tinha a capacidade alquímica de transformar o cotidiano em ouro puro, tornando o amor um objeto sagrado, palpável, quase material. 

E como não falar daquela outra forma de poesia que é o cinema? Inúmeras vezes, perdi-me nas imagens de O Carteiro e o Poeta (Il Postino). Aquele filme, para mim, é uma das traduções mais belas da força transformadora da literatura. Ver a amizade entre o carteiro Mario e o poeta em sua exilada Isla Negra é entender o que significa o encontro de duas almas. A poesia, naquele filme, não é um objeto de elite, mas algo que respira, que ensina a metáfora como uma forma de enxergar o mundo além da superfície. Cada vez que assisto, reencontro ali a razão de ser do meu próprio ofício: o dever de levar a beleza, de traduzir o invisível para os leitores do Focus Portal Cultural. 

Mas a minha biblioteca, esse território de afetos que cultivo aqui em Icaraí, reserva-me sempre reencontros profundos. Ao folhear hoje o Canto Geral, sinto a pulsação de toda uma América Latina em versos; é uma obra de fôlego, um épico que transcende o tempo e me faz ver a história com a lente da grandiosidade. E há, também, a sutileza de O Rio Invisível, que me lembra de que a poesia mora naquilo que não se diz, naquilo que apenas se intui entre uma margem e outra da vida. Ter essas obras ao alcance das mãos é, para mim, um exercício diário de humildade e deslumbramento. São volumes que conversam entre si, que compõem o mosaico do poeta que não se esgota, e que me ajudam, diariamente, a filtrar o essencial para o Focus Portal Cultural. 

Neruda ensinou-me a observar o mundo com olhos de quem descobre o universo em uma gota de orvalho. Ele foi o poeta das coisas elementares: o sal, o pão, o mar, as mãos que trabalham. Em seus Odes, ele não cantava apenas a glória, mas a dignidade do simples. E é exatamente essa a essência que busco imprimir em minha curadoria: a celebração da cultura como um bem comum, um patrimônio que, tal como as ondas de Isla Negra, nunca param de renovar a costa da nossa existência.

Às vezes, enquanto escrevo aqui do meu escritório, olho para o horizonte, para esse mar que me cerca em Niterói, e me pergunto quantas vezes Neruda olhou para o Pacífico com essa mesma sede de infinito. O poeta nunca morre, porque ele se dispersa na natureza. Ele está no vento, nas estrofes que leio em voz alta, na inspiração que busco para meus próprios textos.

Hoje, celebra-se o homem, mas, sobretudo, celebra-se o que ele despertou em nós. Celebro a minha admiração por esse mentor distante, cujos sonetos moldaram a minha sensibilidade. Celebro a sorte de ter encontrado na poesia um lar, um lugar de paz, um porto seguro contra as intempéries da vida moderna. 

Que os 122 anos de Pablo Neruda sejam um convite para que todos nós, leitores e sonhadores, voltemos às páginas de um livro, que possamos escutar o mar em nossa memória e, acima de tudo, que possamos escrever nossas próprias vidas com a coragem e a delicadeza de quem sabe que a beleza é a única linguagem que, no final das contas, nos mantém vivos. 

A ti, Neruda! Que o teu canto continue a ser a bússola que orienta nossos horizontes. 

© Alberto Araújo

Curadoria – Focus Portal Cultural

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122 ANOS DE PABLO NERUDA: O HORIZONTE ETERNO DA POESIA

 

Hoje, 12 de julho de 2026, o mundo celebra o legado de um homem que transformou a própria linguagem em um elemento da natureza. Pablo Neruda pseudônimo de Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto, completaria 122 anos.

 

Para o Focus Portal Cultural, sob minha curadoria, reverenciar Neruda não é apenas recordar uma data, mas mergulhar na fonte inesgotável de um dos maiores artesãos da palavra que a humanidade já conheceu.

 

Neruda não escrevia sobre a vida; ele parecia descrevê-la como se a estivesse criando no instante em que a tinta encontrava o papel. Desde sua estreia, em 1923, ficou claro que estávamos diante de uma voz que não se contentava com o óbvio. Ele deu nome aos ventos, forma às paixões e dignidade ao cotidiano mais simples.

 

Sua obra é um vasto oceano, e navegar por ela é um exercício de autodescoberta. Seja no lirismo juvenil de Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada, livro que, para muitos de nós, foi a porta de entrada para o despertar dos sentimentos, ou na maturidade de seus Odes Elementares, onde a cebola, o gato, a alcachofra e o mar ganham contornos épicos, Neruda nos ensinou a olhar. Ele nos ensinou que a poesia está escondida nas pequenas coisas, na luz que entra pela janela ou no murmúrio do mar em Isla Negra.


Ao abrir as páginas de Canto Geral, em minha estante, não encontro apenas versos; encontro a geografia da alma latino-americana. É uma obra que ressoa como um hino à natureza, à terra que pulsa e à beleza que nos rodeia. Neruda possuía o dom raro de fazer com que o leitor sentisse o sal do mar na pele e o frescor das chuvas do sul do Chile através das palavras.

 

Sua escrita é universal porque é profundamente humana. Ele celebra a celebração da própria vida. Ao ler seus versos, percebemos que o poeta não buscava apenas a métrica perfeita, mas a vibração exata de um sentimento. Ele capturou a essência do amor, da amizade e da melancolia, transformando-os em arte pura, acessível a todos aqueles que se permitem sentir.

 

No Focus Portal Cultural, acreditamos que a cultura é o tecido que nos une. Neruda é um dos fios mais resistentes e brilhantes desse tecido. Celebrar seus 122 anos é reafirmar nosso compromisso com a beleza e com a arte que eleva o espírito.

 

Que a leitura de Pablo Neruda continue a ser um refúgio para muitos, um convite ao encantamento diário e uma fonte de inspiração. Como ele bem demonstrou, a poesia não é apenas uma forma de arte, é uma forma de estar no mundo.

 

Alberto Araújo

Curadoria – Focus Portal Cultural













(O Carteiro e o Poeta - Completo 
- Clicar na imagem)






CORPUS CHRISTI - CAROL

 

O ENCONTRO NAS ÁGUAS DA GUANABARA - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

A baía é, antes de tudo, um palco. E o que se desenrola nela o cruzar constante, o ir e vir eterno entre Rio e Niterói, não é apenas um deslocamento geográfico, mas um ritual de civilização. No vídeo, vemos o encontro: a Apolo I e a Urca III. Nomes que carregam a mitologia e a geografia, colidindo suavemente no vasto espelho azul da Guanabara. Esse instante, capturado pela lente de um transeunte, é uma metáfora perfeita para o encontro de escritores na cultura brasileira: dois mundos que se cruzam, que se reconhecem e que, por um segundo, dividem o mesmo destino antes de seguirem seus caminhos solitários. 

Na literatura brasileira, o "encontro" raramente é físico. Ele é, quase sempre, uma troca de cartas, um prefácio lido sob a luz de um candeeiro, ou a leitura de um autor que descobre em outro, distante no tempo ou no espaço, a mesma angústia. Pense na correspondência de Clarice Lispector, ou nos encontros casuais (ou formais) entre Drummond e Bandeira. Eles eram como essas barcas. Navegando em rotas distintas, mas dentro do mesmo corpo líquido que é a língua portuguesa, as tradições, as dores e as alegrias do Brasil. 

O que as barcas nos ensinam sobre a escrita é a paciência. Ninguém apressa a travessia. Ela tem o tempo da maré, o tempo do motor, o tempo da espera. O escritor brasileiro, muitas vezes, é um navegador solitário. Ele olha para o horizonte, vê as montanhas que circundam a baía (o Pão de Açúcar, o Corcovado) e escreve como quem tenta desenhar o mapa do que ainda não existe. Mas, quando ele cruza com outro escritor, quando o seu livro encontra a estante de outro, o que acontece é esse "apito" silencioso entre a Apolo I e a Urca III. É o reconhecimento de que, apesar da imensidão, não estamos sós. 

A cultura brasileira é feita desses cruzamentos. É um arquipélago de subjetividades que, de tempos em tempos, se permite a comunhão. Somos um povo que, como as barcas, vive entre margens. O Rio de Janeiro é a margem da euforia, da pressa, do brilho; Niterói, a margem do olhar atento, da contemplação, do recuo. O escritor vive, quase sempre, no meio do caminho, entre as duas margens, sentindo o balanço da água. 

E é nesse balanço que a escrita acontece. O encontro das barcas no vídeo não é uma colisão, é um cumprimento. Uma breve sinfonia metálica que corta o silêncio do mar. Na literatura, é a citação, é a epígrafe, é o diálogo que se estabelece entre um poema de ontem e um romance de hoje. Quando um escritor homenageia o outro, ele está, metaforicamente, diminuindo a velocidade, deixando que a sua embarcação flutue ao lado da outra, reconhecendo a carga, o destino e, sobretudo, a bravura de quem também escolheu a imensidão da escrita como ofício. 

Portanto, que saibamos, como as barcas da Guanabara, transitar entre as nossas próprias margens. Que possamos entender que a nossa solidão de escritor é apenas uma parte da viagem, e que a verdadeira beleza, a beleza que sustenta a nossa cultura, reside na capacidade de, em meio à vastidão do oceano, levantar os olhos, acenar para o outro que passa e continuar, com firmeza e propósito, rumo ao nosso porto.

O encontro das barcas é, afinal, o encontro das nossas vozes. E, enquanto houver alguém para assistir a esse movimento da margem, a literatura brasileira continuará, resiliente, a atravessar o mar. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



sábado, 11 de julho de 2026

CONVITE DA ACADEMIA NACIONAL DE LETRAS E ARTES (ANLA)


A ACADEMIA NACIONAL DE LETRAS E ARTES (ANLA) tem a honra de convidar você e sua família para uma tarde dedicada à cultura, intitulada "Hora de Arte". Este evento especial, que celebra a união entre a literatura e as artes plásticas, acontecerá no dia 13 de julho de 2026, segunda-feira, a partir das 16 horas.

 

O ponto alto da programação será a conferência "TINTAS E LETRAS: Um Encontro Com FRIDA KAHLO", conduzida pelo escritor Dr. Antonio Chibante e pela pintora Pietrina Checcacci. Será uma oportunidade singular para mergulhar no universo criativo e inspirador de uma das maiores ícones das artes visuais, através da perspectiva desses dois renomados convidados.

 

Além da conferência, o evento contará com momentos musicais que prometem encantar os presentes: a apresentação da cantora Malu Garcez, acompanhada pelo violonista Antonio Moreira. A programação também inclui um momento de reconhecimento artístico, onde a acadêmica Vera Gonzalez fará a apresentação da pintora Regina Guimarães.

 

Para celebrar a convivência entre os membros e amigos da instituição, haverá um lanche especial em homenagem aos aniversariantes do mês, proporcionando um momento de confraternização e amizade após as atividades culturais.

 

A cerimônia ocorrerá na Praia de Botafogo, 430, no 2º andar. Para o público em geral, o traje solicitado é "passeio", enquanto os acadêmicos devem trajar passeio e utilizar a Medalha Acadêmica.

 

A presidente da ANLA, Lucia Regina de Lucena, reforça o convite convidando a todos a prestigiarem a cultura com sua honrosa presença. Não perca esta chance de vivenciar uma tarde enriquecedora, repleta de arte, música e literatura em um ambiente de celebração e aprendizado. Sua presença é fundamental para tornar este encontro ainda mais especial.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 



FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE NITERÓI - FLIN - 2026


PARA QUEM JÁ ESTAVA COM SAUDADE, A ESPERA ACABOU!

 

Já pode marcar na agenda: de 13 a 16 de agosto de 2026, o Reserva Cultural, em Niterói, recebe a FLIN 2026 – Festa Literária Internacional de Niterói!

 

Nesta edição, a FLIN convida o público a mergulhar no Territórios das Palavras, um tema que celebra a potência da literatura, da memória, da diversidade e encontros.

 

A homenageada deste ano é Lélia Gonzalez, filósofa, antropóloga, professora e uma das maiores intelectuais brasileiras.

 

E pode se preparar: vem muita gente boa por aí!

 

Grandes nomes da literatura, da cultura, da música e das artes já confirmaram presença e, em breve, você vai conhecer toda a programação.

 

Acompanhe o perfil oficial da FLIN e fique por dentro de todas as novidades. Você não vai querer perder o maior evento literário de Niterói!

 

FLIN 2026

13 a 16 de agosto

Reserva Cultural – Niterói

Nos encontramos no Território das Palavras.



UMA NOITE DE INSPIRAÇÃO E UNIÃO: A 2ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO ROTARY CLUB DE NITERÓI - GESTÃO 2026-27 - PRESIDENTE PAULO BELCHIOR

No dia 09 de julho de 2026, quinta-feira, a Casa da Amizade foi palco de um evento que reafirmou a força, a história e o brilho do Rotary Club de Niterói. Sob a presidência de Paulo Corrêa Belchior, cuja liderança se destaca não apenas pela competência, mas por um carisma genuíno e uma gentileza singular no trato com seus pares, a 2ª Reunião Ordinária da gestão 2026-27 foi um verdadeiro tributo ao ideal de servir. 

Não se pode falar da reunião sem mencionar o solo onde ela germina. O Rotary Club de Niterói é uma instituição pilastra na história do voluntariado brasileiro. Fundado em 04 de setembro de 1928, o clube celebra, com orgulho, os seus 98 anos de existência em 2026. Historicamente reconhecido como o sexto Rotary Club criado em todo o território nacional, o RC de Niterói não é apenas um clube: é uma instituição que abriu caminhos. 

Tendo o ilustre Rotary Club do Rio de Janeiro como seu padrinho em sua gênese, a história se entrelaça com a própria expansão do movimento rotário no Brasil. Cada reunião, cada projeto e cada aperto de mão trocado na Casa da Amizade carrega o peso e a honra de décadas de serviço ininterrupto em prol da comunidade e da paz.

A noite foi pautada por momentos significativos. Além das comunicações da presidência, que guiam os rumos da nossa gestão 2026-27, tivemos a honra de receber o Sr. Omar Luis Rocha da Silva, que trouxe uma exposição esclarecedora sobre o valioso trabalho desenvolvido pela Associação Fluminense de Amparo aos Cegos (AFAC). Conhecer de perto essas iniciativas é o que alimenta o nosso propósito de "Criar Impacto Duradouro". 

Contudo, o ponto alto da noite foi a posse do associado representativo Gustavo Pinto Poeys. A readmissão de Gustavo é um marco que fortalece a nossa estrutura e reforça o valor que damos aos laços humanos dentro do Rotary.

A Mensagem de Sylvinha Fasciotti 

Para compreender a atmosfera daquela noite, nada melhor do que as palavras carregadas de afeto da companheira Sylvinha Fasciotti, que sintetizou perfeitamente a essência do que vivemos no grupo de WhatsApp do RC. 

"Bom dia, meu povo! Obrigada a todos que prestigiaram a reunião de ontem do RC de Niterói, tornando a noite ainda mais especial. Tivemos a grande alegria de receber de volta ao nosso quadro associativo o companheiro Gustavo, cuja readmissão muito nos honra e fortalece o nosso Clube. 

Um agradecimento especial às companheiras Maria Helena e Verinha, que encantaram a todos ao demonstrarem seus talentos culinários, oferecendo sobremesas deliciosas preparadas com muito carinho. Foi um gesto de acolhimento e generosidade que adoçou ainda mais o nosso encontro. Foi uma reunião marcada pela alegria, descontração e, sobretudo, pelo verdadeiro espírito de companheirismo. Conversas, sorrisos e a integração entre os associados mostraram, mais uma vez, que o maior patrimônio do nosso Clube são as pessoas que o constroem com amizade, respeito e dedicação.

Que possamos continuar cultivando esse ambiente fraterno, fortalecendo nossos laços e renovando, a cada encontro, a alegria de servir e de estarmos juntos. Muito obrigado a todos pela presença e por fazerem do RC de Niterói um lugar onde o companheirismo é vivido em sua mais bela essência! Valeuuuu... até o próximo encontro, dia 23/07!"

A gestão de Paulo Belchior começa sob o signo da união. Quando vemos a dedicação de associadas como Maria Helena e Verinha na preparação de sobremesas que, mais do que doces, carregam afeto, percebemos que o Rotary Club de Niterói não é movido apenas por grandes projetos macroestruturais, mas por detalhes, pelo acolhimento, pelo sorriso compartilhado e pela vontade de fazer o outro se sentir parte de uma família. 

O Rotary de Niterói segue firme, honrando os fundadores de 1928 e olhando para o futuro com a mesma coragem daqueles que deram os primeiros passos. Estamos construindo um legado que atravessará as barreiras do tempo, sempre pautados pela amizade, pela ética e pelo compromisso de transformar a realidade à nossa volta.

Que venha o próximo encontro no dia 23 de julho. Que venham os próximos desafios. Enquanto tivermos pessoas dedicadas, líderes gentis e um espírito de servir inabalável, o Rotary Club de Niterói continuará sendo, como sempre foi, uma referência de humanidade e esperança. 

Servir para Transformar. Criar Impacto Duradouro. 

AGRADECIMENTO ESPECIAL

Gostaríamos de expressar nossa profunda gratidão à companheira Cidinha Amim pelas belíssimas fotos registradas durante a nossa 2ª Reunião Ordinária.

Seu olhar sensível e talento foram fundamentais para capturar não apenas os momentos, mas a verdadeira essência e a alegria que permearam nosso encontro na Casa da Amizade. Agradecemos imensamente pela autorização para o uso dessas imagens, que nos ajudam a eternizar a memória e o espírito de união do nosso clube.

Muito obrigado, Cidinha, por contribuir de forma tão especial com o registro da nossa história!

© Alberto Araújo
















CONVITE A UMA IMERSÃO NO MEDITERRÂNEO – PARA MARINA ZARVOS


Companheira Marina Zarvos, conhecendo seu profundo interesse pela mitologia grega e sua sensibilidade como psicanalista e a excelente estudiosa da linguagem, compartilho com você o vídeo que encontrei no Canal Wandering Lyre, no Youtube. Acredito ressoar com o seu olhar: uma curadoria de paisagens e sons do litoral grego. 

Trata-se de uma experiência audiovisual que une a serenidade de melodias folclóricas autênticas à beleza hipnotizante das praias do Mediterrâneo. O conteúdo oferece um refúgio sensorial, onde a música tranquila harmoniza-se perfeitamente com a cinematografia de águas cristalinas e litorais intocados. Estou aqui encantado! 

Esta coleção destaca-se por diversos elementos que elevam a experiência: 

Autenticidade Cultural: Composições tradicionais que capturam a alma do litoral mediterrâneo. 

Harmonia Sensorial: Uma trilha sonora criada especificamente para complementar o esplendor visual das paisagens. 

Refúgio de Tranquilidade: Um convite à pausa, ideal para momentos de desconexão e busca por equilíbrio absoluto.

Acredito que esta fusão entre a riqueza da tradição grega e a serenidade das imagens costeiras possa ser um momento de grande inspiração e descanso para você.

Convido a você e quem interessar a explorar este pequeno "paraíso digital" por intermédio do link:

https://www.youtube.com/watch?v=hfX_EjusPwA&list=RDhfX_EjusPwA&start_radio=1  

Espero que este conteúdo proporcione a você momentos de contemplação tão profundos quanto as histórias e os estudos que você dedica à cultura grega. 



O SENTINELA DE QUATRO FACES: O TEMPO QUE HABITA A CENTRAL - HOMENAGEM AOS 83 ANOS DO RELÓGIO DA CENTRAL DO BRASIL - CRÔNICA CULTURAL DE © ALBERTO ARAÚJO

No coração pulsante do Rio de Janeiro, onde o caos se torna sinfonia e a pressa é o ritmo natural da vida, ergue-se um monumento que poucos cariocas e menos ainda os visitantes, observam com a devida reverência. Não é apenas uma torre; é o guardião do tempo. Lá no alto da Central do Brasil, o imenso relógio de quatro faces não apenas marca as horas; ele dita o compasso da metrópole. Inaugurado em 1943, sob o olhar atento e a égide política de Getúlio Vargas, aquele colosso de concreto e metal consolidou-se como o maior relógio de quatro faces do mundo, um título que carrega com a sobriedade de quem já viu o século mudar, as tecnologias florescerem e gerações inteiras correrem sob suas engrenagens. 

Para compreender a magnitude dessa estrutura, precisamos voltar os olhos para a década de 1940. O Brasil vivia sob o Estado Novo, um período de projetos grandiosos, de arquitetura monumental e de uma busca incessante pela modernidade. A Central do Brasil, o entroncamento ferroviário que conectava a alma do país à sua capital cosmopolita, precisava de um marco. Não bastava que os trens chegassem e partissem; era preciso que houvesse uma autoridade cronométrica, algo que pudesse ser visto de quase todos os pontos do centro da cidade, um bastião de precisão em meio à euforia urbana. 

Quando o relógio foi inaugurado, ele não era apenas um objeto de utilidade pública; era uma declaração de intenções. Imagine o cenário: o Rio de Janeiro fervilhando em meio à Segunda Guerra Mundial, a estação fervilhando de gente, carregadores, soldados, mercadorias. Lá no alto, os ponteiros começaram a girar, movidos por um mecanismo que, na época, era o ápice da engenharia mecânica. Seus mostradores, imensos, exigiam que a cidade olhasse para cima. 

Diferente dos relógios digitais que hoje carregamos no pulso ou no bolso, precisos, invisíveis, desprovidos de alma, o relógio da Central é físico, mecânico e imponente. Seus ponteiros são gigantes de metal que cortam o céu, e o seu tique-taque é um segredo guardado por poucos funcionários que, ao longo das décadas, dedicaram suas vidas à manutenção daquele coração de engrenagens. 

Cada uma das quatro faces possui metros de diâmetro, o que, por si só, já desafia a escala humana. O fato de serem quatro faces, cada uma orientada para um ponto cardeal, confere à torre uma onipresença quase divina. Não importa se você vem da Praça da República, se desce pela Avenida Presidente Vargas ou se emerge dos túneis vindos da Zona Sul; o relógio estará lá, observando, registrando. 

Ele é o maior do mundo em sua categoria. E, ao contrário de outros marcos arquitetônicos que se tornam obsoletos, o relógio da Central adquiriu com o tempo uma camada extra de verniz: a da nostalgia. Hoje, ele é o ponto de encontro implícito. "Nos vemos sob o relógio", dizem os passageiros, sem precisar explicar qual. É o ponto de referência que não falha, a bússola temporal em um mundo que perdeu o sentido do tempo. 

O que a crônica do tempo nos ensina é que ele não é apenas a medida do decorrido, mas a medida da esperança. Sob o relógio da Central, o tempo tem nuances diferentes. Existe o tempo da pressa do trabalhador, que corre para não perder o último trem das 23h. Existe o tempo da espera, daquele que aguarda alguém que vem de longe, com a ansiedade estampada no rosto, olhando constantemente para cima, comparando o relógio do pulso com o gigante da torre. 

Getúlio Vargas, um político que entendia a importância da imagem e da permanência, certamente vislumbrou isso ao autorizar a construção de uma estrutura tão ostensiva. 1943 foi um ano de viradas históricas, e a inauguração daquele símbolo serviu como uma âncora de estabilidade em um mundo em chamas. 

A ironia, contudo, é que os governos passam, os sistemas mudam, as ideologias se transformam, mas o relógio permanece. Ele viu o Rio deixar de ser a capital, viu a estação sofrer reformas, viu a tecnologia substituir o vapor pela eletricidade, e, ainda assim, seus ponteiros continuam a seguir sua rota circular inexorável. Ele é, em última análise, um testemunho da resiliência urbana. 

Há uma beleza melancólica em ser o "maior do mundo". É uma responsabilidade que exige manutenção constante, uma atenção que hoje, muitas vezes, falta às grandes obras. O relógio exige graxa, reparos, cuidados. Ele demanda que o ser humano não o esqueça. Em muitas manhãs cinzentas, quando a neblina envolve a torre, o relógio parece um fantasma de ferro, um gigante adormecido que, mesmo parado no tempo, continua a marcar a história do Rio de Janeiro.

Quem observa o relógio da Central não deve apenas ver a hora. Deve ver a história escrita em números romanos ou arábicos, dependendo da restauração, a história de uma cidade que sempre quis ser grande, que sempre se projetou para o mundo como uma metrópole de monumentos. 

Se pudéssemos perguntar ao relógio o que ele viu, o que ele nos diria? Ele falaria das despedidas emocionantes na plataforma 1. Ele contaria sobre os encontros furtivos nos saguões. Ele descreveria o cheiro do café misturado com a fumaça das composições e o barulho ensurdecedor da massa humana que flui como um rio subterrâneo, alheia ao fato de que, lá em cima, há um sentinela que nunca dorme. 

Hoje, vivemos na era da precisão atômica. Nossos celulares estão sincronizados com satélites que orbitam a Terra a milhares de quilômetros de distância. A necessidade de um relógio público para saber a hora perdeu o sentido prático. E, todavia, o relógio da Central continua essencial. 

Ele nos serve como lembrete de que a nossa existência é feita de momentos, não apenas de dados. Ele é a ponte entre a nossa necessidade de organização e a nossa sede de permanência. Ao passar pela Central, olhe para cima. Não para checar o horário, mas para cumprimentar o veterano de 1943. Reconheça que ali está uma peça viva da nossa identidade. 

Enquanto a cidade lá embaixo se transforma, se reconstrói e se reinventa, o relógio continua a girar. Ele nos lembra de que o Rio de Janeiro, apesar de todas as suas dores e contradições, é uma cidade que tem tempo para ser grandiosa. É o relógio de Getúlio, é o relógio da Central, é o nosso relógio. E, enquanto ele mantiver suas quatro faces voltadas para os quatro cantos da nossa metrópole, o tempo continuará sendo, ironicamente, algo que podemos compartilhar. 

Crédito da foto: Rafa Pereira - Diário do Rio

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

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O RELÓGIO DA CENTRAL DO BRASIL - 83 ANOS DE TEMPO E GLÓRIA NA TORRE DA CENTRAL 

No horizonte vertiginoso do Centro do Rio de Janeiro, onde o caos urbano se funde à história, existe um sentinela que, há mais de oito décadas, observa a cidade mudar, crescer e se reinventar. Não é um monumento estático de pedra, nem uma estátua de bronze. É um gigante de ferro, engrenagens e luz que, mesmo em meio à velocidade do cotidiano, dita o ritmo da metrópole. O Relógio da Central do Brasil ou, mais precisamente, o Relógio do Edifício Dom Pedro II, completa 83 anos de existência, consolidando-se não apenas como um marco da engenharia, mas como um testemunho vivo do projeto de modernidade que o Brasil almejou no século XX. 

Era 1943. O Brasil vivia sob a égide do Estado Novo e o Rio de Janeiro, então capital federal, respirava ares de transformação urbana. Foi nesse contexto que Getúlio Vargas inaugurou o Edifício Dom Pedro II, a sede da Central do Brasil. O prédio, um monumento em estilo art déco, não foi projetado para ser apenas funcional; ele foi pensado para ser um símbolo de progresso. Com seus 135 metros de altura, chegou a ostentar o título de estrutura de concreto mais alta do mundo, uma façanha que ecoava a ambição do país à época. 

No topo dessa torre, a IBM, multinacional que já imprimia sua marca na inovação tecnológica, instalou o que se tornaria a joia da coroa da edificação: um relógio de quatro faces, com dez metros de diâmetro cada. Enquanto o mundo estava voltado para os horrores da Segunda Guerra Mundial, o Rio inaugurava um gigante que, em silêncio, marcava o tempo com uma precisão que viria a definir a pontualidade carioca por gerações. 

É um fato que, por vezes, escapa à memória dos próprios cariocas: o nosso relógio é maior que o emblemático Big Ben de Londres. A comparação não é apenas uma questão de bairrismo, mas de números monumentais. Enquanto o relógio londrino possui sete metros de diâmetro, o da Central ostenta imponentes dez metros. Se olharmos para a estrutura que os abriga, a torre da Central, com seus 32 andares e mais de 100 metros de altura dedicada apenas à torre do relógio, supera a estrutura do parlamento britânico. 

No entanto, o Relógio da Central não carrega a aura de "ponto turístico obrigatório" que o seu equivalente britânico possui. Talvez pela localização, talvez pelo cotidiano apressado que nos impede de olhar para cima, o relógio tornou-se um gigante invisível. Ele permanece ali, imponente, marcando o tempo de quem desce na estação ou caminha pela Praça Cristiano Otoni, muitas vezes ignorado pela sua própria grandiosidade. 

O que muitos desconhecem sobre o funcionamento deste colosso são as histórias escondidas em seus últimos andares. Imagine subir 21 andares para chegar à base das quatro faces do relógio. No passado, este não era um local de manutenção esporádica; era um local de residência. Havia quatro suítes instaladas nas entranhas da torre, onde funcionários viviam e dormiam, em um plantão ininterrupto para garantir que os ponteiros, pesando quase 500 kg no total, não falhassem. 

O ponteiro dos minutos, com seus 7,5 metros de comprimento e 270 kg, movia-se em perfeita sincronia com o ponteiro das horas, de 5,35 metros e 182 kg. O cuidado exigido era quase ritualístico. O relógio não era uma máquina fria; era uma entidade que dependia da presença humana constante para manter a precisão. 

Hoje, a realidade é outra. Desde a reforma de 2018, o sistema foi automatizado. As suítes, que um dia foram o lar dos guardiões do tempo, agora repousam em silêncio, testemunhas de uma era onde a técnica exigia o sacrifício pessoal. A manutenção, embora continue sendo diária e especializada, não exige mais a presença noturna do homem nas alturas. O prédio hoje abriga a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (SEAP), que zelou pela preservação do monumento após anos de descaso.

A história do relógio não é feita apenas de glórias. Na década de 90, o tempo quase parou, literalmente. Pichações, vandalismo e a falta de manutenção fizeram com que o relógio perdesse o seu compasso. O descompasso entre as faces e a hora real tornou-se um símbolo de um Rio de Janeiro que, por vezes, parecia ter perdido o ritmo. 

O tombamento pelo IPHAN, em 1996, não foi apenas um ato burocrático; foi um pedido de socorro e uma declaração de importância cultural. Reconhecer o relógio como patrimônio foi a maneira encontrada para garantir que o gigante voltasse a marcar as horas com a dignidade que a sua arquitetura art déco exige. Desde então, o relógio luta para se manter como um farol no Centro da cidade. 

Ao completar 83 anos, o Relógio da Central do Brasil é mais do que um cronômetro urbano. Ele é um lembrete. Num mundo cada vez mais digital, onde o tempo é medido em frações de segundos em telas de smartphones, a existência de um monstro mecânico que ainda gira suas engrenagens a 100 metros de altura é um ato de resistência poética. 

Ele é o "Guardião de Concreto" que viu a transição da capital para Brasília, a transformação da Central do Brasil em um entroncamento de ferrovias e metrô, e as sucessivas crises e renascimentos do centro da cidade. Ele permanece lá, impassível, enquanto milhares de pessoas, sob seus pés, correm contra o tempo que ele, com tanta soberania, dita. 

Talvez, para comemorar estes 83 anos, não precisemos de festas ou monumentos novos. Talvez o maior presente para esse ícone carioca seja simplesmente voltarmos a olhar para ele. Ao atravessar a praça, ao sair da estação ou ao passar de carro pela Avenida Marechal Floriano, reserve um segundo. Olhe para o topo, para a estrutura que ainda desafia o Big Ben, e reconheça: o gigante ainda respira, o tempo ainda corre, e o Rio, sob o olhar atento deste relógio, continua a sua marcha incansável pela história. 

O relógio é a alma da Central. E, enquanto seus ponteiros girarem, a identidade do Rio de Janeiro estará, sempre, em perfeita hora certa.

Texto e pesquisa

© Alberto Araújo

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