quarta-feira, 20 de maio de 2026

ALEJANDRO SERRANO CALDERA: O LEGADO CULTURAL DE UM INTELECTUAL NICARAGUENSE - ENSAIO HISTÓRICO-FILOSÓFICO © ALBERTO ARAÚJO

O filósofo e jurista nicaraguense Alejandro Serrano Caldera, nascido em 5 de outubro de 1938 na cidade de Masaya, vizinha a Manágua, deixou uma marca profunda na vida cultural e acadêmica da Nicarágua e da América Latina. Reconhecido internacionalmente como um dos pensadores mais influentes de seu tempo, Serrano construiu uma obra que atravessa filosofia, ética, democracia e identidade nacional, sempre com o olhar voltado para a busca de consensos e para a construção de uma sociedade plural. 

Professor universitário desde 1965, Serrano Caldera exerceu papel fundamental na formação de gerações de estudantes. Sua atuação não se limitou à Nicarágua: foi professor visitante em diversas universidades da América Latina, dos Estados Unidos e da Europa, levando consigo reflexões sobre a realidade centro-americana e dialogando com tradições filosóficas universais. Essa presença internacional consolidou sua imagem como intelectual comprometido com o pensamento crítico e com a difusão de ideias que ultrapassam fronteiras. 

Entre 1990 e 1995, foi reitor da sede de Manágua da Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua, período em que fortaleceu o papel da instituição como espaço de debate e de produção de conhecimento. Também dirigiu o Conselho Nacional de Universidades da Nicarágua e presidiu o Conselho Centro-Americano de Universidades Superiores (CSUCA), ampliando sua influência na integração acadêmica regional. Sua visão era clara: a universidade deveria ser motor de transformação social, capaz de formar cidadãos conscientes e comprometidos com valores democráticos.

A trajetória de Serrano Caldera também incluiu relevantes funções diplomáticas. Representou a Nicarágua como embaixador na França e junto à UNESCO, entre 1979 e 1985, e posteriormente como embaixador nas Nações Unidas, em Nova York, de 1988 a 1990. Nessas funções, levou ao cenário internacional a voz de um país em busca de reconhecimento cultural e político, sempre defendendo princípios de diálogo e cooperação. Sua atuação diplomática refletia o mesmo espírito que permeava sua obra filosófica: a crença na possibilidade de construir pontes entre diferentes realidades e culturas. 

Membro da Academia Nicaraguense de Língua desde 2002, ocupando a Cadeira A, Serrano Caldera contribuiu para o fortalecimento da reflexão sobre identidade e linguagem. Sua produção intelectual inclui obras como A Possível Nicarágua, Projeto de Nação e Unidade na Diversidade, textos que se tornaram referência para pensar os dilemas históricos e sociais do país. O conceito de “A Possível Nicarágua” sintetiza sua visão de futuro: uma proposta ética e democrática para superar crises recorrentes e construir uma sociedade baseada na pluralidade e na justiça. 

Em seus escritos, Serrano insistia na necessidade de enfrentar duas tendências históricas que, segundo ele, marcavam a Nicarágua: o caudilhismo e a concentração de poder, de um lado, e a fragmentação social e política, de outro. Sua célebre frase: “há caudilhismo não só porque há caudilhos, mas porque há uma sociedade que os produz”,  revela sua capacidade de analisar criticamente a cultura política nacional e propor caminhos de superação. Para ele, a democracia não poderia ser apenas um sistema formal, mas deveria enraizar-se na cultura e na prática cotidiana dos cidadãos. 

Além de sua produção acadêmica e diplomática, Serrano Caldera foi também uma figura de referência no campo jurídico. Atuou como presidente do Supremo Tribunal de Justiça da Nicarágua entre 1985 e 1988 e integrou o Comitê de Direitos Humanos da ONU de 1982 a 1992. Nessas funções, reafirmou seu compromisso com a defesa das instituições e com a promoção de valores universais de dignidade e liberdade. Sua visão jurídica estava sempre entrelaçada com sua filosofia: o direito, para ele, deveria ser instrumento de justiça e não apenas de regulação. 

A influência de Serrano Caldera ultrapassou o âmbito acadêmico e institucional. Sua obra inspirou intelectuais, políticos e líderes religiosos, como o bispo nicaraguense Sílvio Báez, que destacou sua paixão pela democracia e sua qualidade humana. O legado de Serrano é, portanto, múltiplo: um pensador que soube unir reflexão filosófica, ação institucional e compromisso ético, deixando à Nicarágua e ao mundo uma herança de ideias que continuam a iluminar debates contemporâneos.

Ao longo de sua vida, Alejandro Serrano Caldera foi reconhecido internacionalmente. A revista de Filosofia de Aachen, na Alemanha, o incluiu entre os 100 pensadores mais influentes do mundo, reconhecimento que confirma a relevância de sua obra além das fronteiras nacionais. Sua metáfora da bicicleta estacionária, “aquela que não para de girar e não avança, gira sobre seu eixo”, tornou-se uma imagem poderosa para descrever a história da Nicarágua, marcada por movimentos repetitivos que não conduzem ao progresso. Mas, ao mesmo tempo, sua obra ofereceu caminhos para romper esse ciclo e avançar em direção a uma sociedade mais justa e democrática.

Alejandro Serrano Caldera faleceu em 18 de maio de 2026, aos 87 anos, em sua residência em Manágua. Sua partida deixa um vazio na vida cultural da Nicarágua, mas também um legado duradouro. Seus livros, suas ideias e sua trajetória permanecem como testemunho de um intelectual que acreditou na força do pensamento para transformar a realidade. Mais do que um filósofo, foi um mestre que ensinou, com sua vida e obra, que a cultura é o alicerce sobre o qual se pode construir uma nação livre, plural e justa. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

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O IMPACTO DO SERVIR PERMANECE - TEXTO REFLEXIVO © ALBERTO ARAÚJO – INSPIRADO EM FRASE DA GOVERNADORA DIVA PRADO HORTA FONSECA

“Porque no Rotary, cargos passam… mas o impacto do servir permanece...” A frase afirmativa de Diva Prado Horta Fonseca Governadora Distrito 4563 traduz com precisão a essência do movimento rotário. E ela está certa. 

Todo rotariano tem o dom do altruísmo. Esse dom não se limita a cargos ou funções, não se esgota com o tempo e não depende de títulos. É uma vocação que se manifesta em gestos simples e em ações que transformam vidas. A benevolência que nasce do coração de cada rotariano é permanente, atravessa gerações e se renova a cada ciclo de liderança. 

O Rotary é feito de pessoas que acreditam que servir é mais do que uma responsabilidade: é um propósito. Em cada projeto, em cada reunião e em cada iniciativa, o que permanece não é o nome de quem ocupa um cargo, mas o impacto do servir. Esse impacto se traduz em comunidades fortalecidas, em crianças que recebem educação, em famílias que encontram esperança e em oportunidades que se multiplicam. 

Exemplos não faltam. Existem mais de 46.000 Rotary Clubs espalhados por mais de 200 países e regiões geográficas. Uma rede global que é formada por mais de 1,4 milhão de voluntários que atuam em prol de causas como a promoção da paz, o combate a doenças e o apoio à educação. Todos os membros desses clubes espalhados pelo mundo desenvolvem ações de combate à fome, programas de alfabetização, campanhas de vacinação e projetos de acesso à água potável. 

No Brasil, iniciativas de apoio a hospitais, escolas e comunidades carentes mostram que o altruísmo rotariano não conhece fronteiras. Globalmente, o Rotary já investiu bilhões de dólares em causas humanitárias, sendo protagonista na luta pela erradicação da poliomielite, uma das maiores campanhas de saúde pública da história.

A liderança rotariana não se mede pela autoridade, mas pela inspiração. É marcada pela capacidade de unir pessoas em torno de um ideal comum e pela coragem de transformar ideias em resultados. Quando um ciclo de um governador, presidente termina, outro começa, o que se mantém é a chama do compromisso com o bem coletivo. Cada dirigente que assume um posto traz consigo a responsabilidade de manter viva essa chama, conduzindo o Rotary com integridade e inspiração.

O verdadeiro legado do Rotary não está nos cargos, mas nas vidas tocadas pelo altruísmo e pela benevolência. Está nas crianças que recebem educação, nas famílias que encontram esperança e nas comunidades que se fortalecem. Esse legado é o que permanece quando os cargos passam. É o que faz do Rotary uma instituição que transcende o tempo e as fronteiras. 

Porque cargos passam, mas o impacto do servir permanece e continuará a permanecer enquanto houver rotarianos dispostos a liderar com o coração e a transformar o mundo com suas ações. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 



CONVITE ESPECIAL DO CENTRO DE LITERATURA DO FORTE DE COPACABANA SOB A COORDENAÇÃO DE MARA JOAQUIM E ANTÔNIO MACHADO


O Centro de Literatura do Forte de Copacabana, em parceria com o Museu Histórico do Exército, convida todos os amantes da cultura, da história e das letras para o grande evento do mês de maio de 2026, celebrando 20 anos de Artilheiros da Cultura, um marco de dedicação à memória literária e à valorização da arte brasileira. 

Data: 28 de maio de 2026 (quinta-feira)

Horário: 16h

Local: Auditório do Forte de Copacabana

Palestra com Lucia Regina de Lucena 

A presidente da ANLA – Academia Nacional de Letras e Artes, Lucia Regina de Lucena, será a palestrante principal deste encontro. Figura de destaque na cena literária brasileira, Lucia Regina é reconhecida por sua trajetória intelectual e por seu compromisso com a difusão da literatura como instrumento de transformação social. 

Com o tema “Mary Shelley e seu personagem Frankenstein”, ela propõe uma reflexão sobre o poder criativo feminino e a força simbólica da obra que revolucionou o imaginário literário mundial. A palestra promete unir erudição e sensibilidade, revelando como Shelley, ao criar Frankenstein, antecipou debates sobre ciência, ética e humanidade que permanecem atuais. 

Lucia Regina, à frente da ANLA, tem conduzido projetos que aproximam escritores, artistas e pesquisadores, promovendo intercâmbio cultural e incentivo à produção literária contemporânea. Sua atuação é marcada pela valorização da mulher na literatura e pela defesa da arte como patrimônio da identidade nacional. 

O evento contará também com a exibição do documentário “Chiquinha Gonzaga”, uma homenagem à primeira maestrina do Brasil e pioneira na luta pelos direitos autorais e pela emancipação feminina. A apresentação terá participação especial de Nina Fernandes, cuja sensibilidade musical dialoga com o legado de Chiquinha, reafirmando o papel da mulher como protagonista na história da arte brasileira. 

Em um momento de celebração e reconhecimento, será realizada a cerimônia de entrega das medalhas “Honra e Mérito à Mulher Brasileira”, destinada a personalidades que se destacam por suas contribuições à cultura, à educação e à sociedade. Essa homenagem simboliza o compromisso do Centro de Literatura com a valorização da mulher como agente de transformação e inspiração. 

Concurso Literário “O futuro que desejamos ter 

Encerrando o evento, o Concurso Literário convida escritores e estudantes a refletirem sobre o tema “O futuro que desejamos ter”. A iniciativa busca estimular o pensamento crítico e criativo sobre os caminhos da humanidade, a sustentabilidade e os valores que devem nortear as próximas gerações. 

Sob a coordenação de Mara Joaquim e Antônio Machado, o Forte de Copacabana tem se consolidado como um polo de cultura viva, onde história e arte se entrelaçam. Entre os projetos em destaque estão: 

Artilheiros da Cultura – iniciativa que há duas décadas promove encontros literários, exposições e debates sobre o papel da arte na sociedade. 

Memória e Tradição – programa que preserva o patrimônio histórico e incentiva a pesquisa sobre figuras marcantes da cultura brasileira. 

Mulheres na Literatura – projeto que destaca autoras e pensadoras que moldaram o imaginário nacional, fortalecendo o protagonismo feminino nas artes. 

Mara Joaquim e Antônio Machado têm atuado com dedicação na integração entre o Museu Histórico do Exército e o Centro de Literatura, transformando o Forte em um espaço de convivência intelectual e artística, aberto ao público e às novas gerações.

UM CONVITE À INSPIRAÇÃO 

Este evento é mais do que uma celebração é um chamado à reflexão sobre o papel da cultura na construção do futuro. Cada palestra, cada homenagem e cada obra apresentada reafirmam o compromisso do Forte de Copacabana com a educação, a arte e a memória brasileira. 

Participe deste encontro que une passado e futuro, tradição e inovação, emoção e conhecimento. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 





41 - DO CAFÉ DA MANHÃ AO ATLÂNTICO: A REDESCOBERTA DO TSUNÂMI EM LISBOA QUE ATINGIU O BRASIL EM 1755 - ENSAIO HISTÓRICO-CULTURAL © ALBERTO ARAÚJO

 

Foi numa manhã comum, entre goles de café e conversas leves, que surgiu um tema que atravessa séculos. Minha esposa, lembrando de sua passagem por Portugal, comentou sobre um episódio pouco conhecido: o terremoto de Lisboa de 1755 e o impacto que ele teria tido até mesmo no Brasil. 

A princípio, soou como uma curiosidade distante, quase improvável. Mas aquela frase ficou ecoando. Ainda com o gosto do café na boca, mergulhei em pesquisas, cruzando relatos históricos, cartas coloniais e estudos científicos contemporâneos. O que parecia apenas uma conversa revelou-se um capítulo esquecido da nossa história: o raro tsunâmi que atingiu o litoral nordestino brasileiro no século XVIII. 

Essa descoberta não foi apenas fruto de arquivos e dados, mas nasceu de uma conversa íntima, de uma memória compartilhada à mesa. E é justamente essa ponte entre o cotidiano e o extraordinário que torna a narrativa ainda mais fascinante.

O resultado dessa investigação, que agora registro no Focus Portal Cultural, é a tentativa de dar voz a um acontecimento que atravessou oceanos e séculos, conectando Lisboa e o Brasil em um mesmo instante de tragédia e transformação.

O TSUNAMI ESQUECIDO QUE TOCOU O BRASIL EM 1755

No dia de Todos os Santos, 1º de novembro de 1755, Lisboa foi sacudida por um dos maiores terremotos já registrados na história da Europa. A cidade, então centro do império português, viu igrejas ruírem durante a missa, palácios desmoronarem e incêndios devastarem bairros inteiros. O tremor, estimado entre magnitude 8,8 e 9,1, não apenas destruiu a capital lusitana: ele desencadeou uma onda gigante que atravessou o Atlântico e deixou marcas também no Brasil.

Poucos brasileiros sabem que o Nordeste foi atingido por um tsunami histórico, capaz de invadir quilômetros de terra firme, arrastar casas simples e provocar mortes. O episódio, por muito tempo relegado às páginas de cartas coloniais e crônicas esquecidas, hoje ganha nova luz graças a pesquisas científicas que unem universidades brasileiras e portuguesas.

Documentos guardados no Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa revelam testemunhos preciosos. O arcebispo da Bahia, governadores de Pernambuco e da Paraíba, além de um militar, registraram em cartas o que viram e ouviram: águas que avançaram sobre vilas costeiras, moradores em fuga e a perda de vidas. 

Pesquisadores da UERJ, liderados pelo professor Francisco Dourado, em parceria com especialistas da Universidade de Coimbra, Universidade de Lisboa e Instituto Português do Mar e da Atmosfera, decidiram investigar se o Brasil realmente havia sido atingido. 

O trabalho de campo percorreu 270 quilômetros de litoral, entre o Rio Grande do Norte e o sul de Pernambuco. Em 22 praias, foram coletadas amostras de sedimentos. O resultado surpreendeu: elementos químicos típicos de águas profundas e microfósseis marinhos foram encontrados em locais onde jamais deveriam estar. 

Uma carta datada de maio de 1756 descreve: “As águas transcenderam os seus limites e fizeram fugir os habitantes das praias”. Outra, escrita em março do mesmo ano, relata que em Lucena e Tamandaré a enchente avançou “uma légua terra adentro”, levando casas de palha e ceifando a vida de um rapaz e de uma mulher. 

Também quatro cartas escritas à época, e que atualmente encontram-se no Arquivo Histórico Ultramarino de Lisboa, comprovam o evento, sendo elas escritas pelo então arcebispo da Bahia, pelos governadores de Pernambuco e da Paraíba e por um militar.

Uma outra comprovação do evento que foi encontrada por pesquisadores brasileiros e portugueses foi vestígios de microanimais e de elementos químicos que só poderiam ter sido trazidos a determinadas praias brasileiras por grandes ondas. O primeiro passo foi fazer uma simulação matemática de como teria sido o tsunâmi. Baseado nessa simulação, os pesquisadores foram a campo. Na praia de Pontinhas, na Paraíba, eles identificaram uma camada de areia grossa que teria vestígios do fenômeno.

Ao todo, foram 270 quilômetros de trabalho de campo em 22 praias entre Rio Grande do Norte e o sul de Pernambuco, com quatro pontos de coleta de amostras. Mas a onda gigante atingiu toda a costa nordestina, com relatos de ter chegado também ao Rio de Janeiro, no sudeste do País.

No material coletado, a gente vê elementos químicos que não eram pra ser encontrados ali. Eram pra ser encontrados em regiões com mais profundidade. Ou seja, algo trouxe aqueles elementos até ali. Da mesma forma, há vestígios de microanimais que não deveriam ser encontrados na praia. 

Na região da praia de Lucena, na Paraíba, as ondas variaram entre 1,8 e 1,7 m de altura. Na região de Pitimbu, no mesmo estado, a altura das ondas ficou entre 1,5 e 1,1 m; na região pernambucana de Tamandaré, variou entre 1,9 e 1,8 m. As ondas não chegaram muito altas, mas o volume de água foi grande.

As ondas inundaram até 4 quilômetros distantes da linha de costa, principalmente em locais com influência de rios, nas proximidades da Ilha de Itamaracá (PE). Em Tamandaré a inundação foi de até 800 metros. Já em Lucena foi de aproximadamente 300 metros. 

Esses relatos, por muito tempo considerados curiosidades históricas, agora se confirmam como evidência de um fenômeno natural de proporções raras. 

Esses vestígios confirmam que uma onda gigante trouxe materiais do fundo do oceano até a costa. Em Lucena, na Paraíba, as ondas chegaram a quase 2 metros de altura. Em Tamandaré, Pernambuco, a inundação avançou até 800 metros. Em áreas próximas a rios, como na Ilha de Itamaracá, a água penetrou até 4 quilômetros terra adentro. 

O terremoto de Lisboa não foi apenas uma tragédia local. Ele devastou o sul da Espanha e do Marrocos, gerou tsunamis que alcançaram a Irlanda e o Caribe, e deixou entre 20 mil e 100 mil mortos. 

O impacto cultural foi imenso: filósofos como Voltaire e Kant refletiram sobre o desastre, que se tornou símbolo da fragilidade humana diante da natureza. Para a ciência, o episódio inaugurou uma nova era nos estudos sismológicos. 

No Brasil, porém, a memória do tsunami permaneceu adormecida. Talvez porque o país não esteja em zonas de grandes falhas geológicas, o imaginário coletivo nunca associou nossas praias a ondas gigantes. Mas a história mostra que até aqui, em terras tropicais, o Atlântico pode trazer surpresas. 

As comunidades atingidas em 1755 eram pequenas, formadas por pescadores e agricultores. Casas de palha e madeira foram arrastadas, e famílias perderam tudo. O mar avançou sobre áreas que hoje são pontos turísticos, como Lucena e Tamandaré, transformando o cotidiano em caos. 

O episódio não deixou marcas monumentais como em Lisboa, mas foi suficiente para entrar na memória oral e nos registros oficiais. Ainda assim, ao longo dos séculos, a narrativa se apagou, até ser resgatada por historiadores como Alberto Veloso, autor de “Tremeu a Europa e o Brasil também”, e pelos cientistas que hoje confirmam a veracidade do fenômeno. 

O tsunâmi de 1755 no Brasil é mais que um dado geológico: é parte da nossa cultura esquecida. Ele mostra como o país, mesmo distante dos epicentros sísmicos, não está imune a desastres naturais globais. 

A arte da época registrou o terremoto de Lisboa em quadros e gravuras, mas pouco se falou sobre o reflexo no Brasil. Agora, com a ciência trazendo provas físicas, abre-se espaço para que museus, escolas e meios culturais resgatem essa memória. 

Recontar essa história é também um ato de prevenção: lembrar que o mar pode ser força destrutiva e que a preparação para desastres deve ser parte da nossa realidade.

O tsunami que atingiu o Brasil em 1755 não é mito, mas fato histórico e científico. Ele atravessou o oceano, invadiu praias nordestinas, destruiu casas e tirou vidas. Por séculos, ficou escondido em cartas e memórias. Hoje, retorna como símbolo da conexão entre continentes e da vulnerabilidade humana diante da natureza. 

LINHA DO TEMPO DO TERREMOTO DE LISBOA E O TSUNÂMI NO BRASIL 

O terremoto de Lisboa de 1755 não foi apenas um evento sísmico isolado. Ele se transformou em um marco histórico que atravessou fronteiras, oceanos e séculos. Para compreender como o Brasil foi atingido, é preciso olhar para a sequência de acontecimentos que conectam Lisboa às praias nordestinas. 

1º de novembro de 1755 – Lisboa treme:  

Um terremoto de magnitude próxima a 9 devasta a capital portuguesa. Igrejas desmoronam durante a missa de Dia de Todos os Santos, incêndios se espalham e milhares morrem. 

O tremor gera ondas gigantes que atingem o litoral europeu, alcançando Espanha, Marrocos e até a Irlanda.

As ondas atravessam o oceano e chegam ao Caribe. No Brasil, relatos coloniais descrevem o mar invadindo vilas costeiras no Nordeste.

Autoridades coloniais enviam correspondências a Lisboa relatando o fenômeno. O arcebispo da Bahia, governadores de Pernambuco e da Paraíba e um militar descrevem casas destruídas e duas mortes.

O episódio permanece esquecido, sem espaço nos livros escolares ou na cultura popular brasileira.

Pesquisadores da UERJ e de universidades portuguesas encontram evidências físicas nas praias nordestinas: sedimentos de águas profundas e microfósseis marinhos. O mito se transforma em fato científico. 

O terremoto de Lisboa inspirou reflexões profundas na Europa. Filósofos como Voltaire questionaram a ideia de um mundo ordenado e justo diante da catástrofe. Kant iniciou estudos sobre sismologia, buscando compreender os mecanismos da Terra. 

No Brasil, porém, o reflexo cultural foi tímido. O tsunami não entrou no imaginário coletivo, talvez por ter atingido comunidades pequenas e por estar distante dos grandes centros coloniais. Hoje, ao recuperar essa memória, abre-se espaço para novas interpretações sobre nossa relação com o mar e com os desastres naturais. 

AS PRAIAS QUE GUARDAM A HISTÓRIA 

Lucena (PB): ondas de até 1,8 m, inundação de 300 m.

Tamandaré (PE): ondas de quase 2 m, água avançando 800 m.

Itamaracá (PE): inundação de até 4 km, favorecida pela presença de rios.

Pitimbu (PB): ondas entre 1,1 m e 1,5 m.

Esses locais, hoje destinos turísticos, guardam em suas camadas de areia e sedimentos a memória de um mar que um dia ultrapassou todos os limites. 

A linha do tempo do terremoto de Lisboa e do tsunâmi no Brasil mostra como um evento europeu se transformou em uma catástrofe transatlântica. Mais que números e dados, é uma história de conexões culturais, científicas e humanas.

Resgatar esse episódio é dar ao Brasil um capítulo esquecido de sua história natural, lembrando que o Atlântico não apenas nos une a Portugal, mas também pode trazer consigo forças capazes de mudar destinos. 

Para o Focus Portal Cultural, contar essa história é dar voz a um capítulo esquecido da nossa trajetória, lembrando que o Brasil também já enfrentou o poder avassalador de um tsunami. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

Erupção do vulcão nas Ilhas Canárias despertou preocupações entre algumas pessoas de um tsunami no Brasil

Distrito de Alfama, em Lisboa, foi o único que escapou do terremoto de 1755, o maior já registrado na Europa.

Praia de Lucena, na Paraíba, foi um dos lugares atingidos por tsunami em 1755, segundo pesquisadores.

Terremoto de 1755 em Lisboa foi o mais forte registrado na Europa e gerou tsunami no Brasil, segundo pesquisadores





Registros históricos contam como um tsunami atingiu o litoral brasileiro em 1755, incluindo a Paraíba — Foto: Centro de Pesquisas e Estudos sobre Desastres (CEPEDES)/UERJ/Divulgação



Tsunami em 1755 atingiu quase toda a costa nordestina. Na Paraíba, as praias de Lucena e Pitimbu sofreram com as ondas gigantes. — Foto: Centro de Pesquisas e Estudos sobre Desastres (CEPEDES)/UERJ/Divulgação


Terremoto em Lisboa (1755), pintura de João Glama (1708-1792). — Foto: Getty Images via BBC


o desastre que mudou a história em 1755. (Clicar na imagem para assistir ao vídeo)




terça-feira, 19 de maio de 2026

O RELÓGIO DE VIDRO E A LABAREDA INVISÍVEL - CRÔNICA SOBRE VELHICE DE © ALBERTO ARAÚJO

Há um erro de cálculo na arquitetura do tempo. Uma espécie de ironia fina, desenhada por um dom que aprecia o contraste, ou por uma física que ainda não soubemos batizar. O mundo, em sua pressa utilitária, insiste em olhar para as rugas como quem olha para as ruínas de um prédio antigo. Veem o reboco que cede, a pintura que descasca, a marcha mais lenta que os passos de ontem. Mas esquecem-se, por pura distração dos sentidos, de que os templos mais antigos são aqueles que guardam os fogos mais sagrados.

Fica velho apenas o estojo. A joia, lapidada pelo atrito dos anos, permanece intocada, brilhando no escuro de uma caixa que o tempo teima em desgastar.

O espelho é um mentiroso superficial. Pela manhã, ele me devolve uma geografia que mal reconheço: linhas de expressão que parecem rios secos, fios de prata que colonizaram a cabeça, e uma gravidade que, aos poucos, vai cobrando seu imposto sobre a carne. O corpo é esse relógio de vidro. Ele conta as horas de forma implacável. A pele perde o viço como a folha de outono perde a clorofila; as articulações protestam contra a umidade; o fôlego encurta na subida da ladeira.

É o corpo dizendo, em seu dialeto de dores mansas, que ele é feito de terra. E à terra retorna.

No entanto, basta que eu feche os olhos por dois segundos para que o milagre da insurreição aconteça. Atrás das pálpebras, não há rugas. Não há bengalas, não há remédios na mesa de cabeceira, não há a lentidão dos passos. Ali, na cidadela do pensamento, eu ainda tenho dezessete anos e corro descalço pela grama úmida. Ali, tenho trinta anos e sinto o coração acelerar diante do primeiro amor, com a mesma urgência febril de quem acabou de descobrir o fogo.

A mente não tem rugas. O pensamento não claudica. A alma, essa substância misteriosa que nos habita, ignora solenemente o calendário. Ela é uma labareda invisível que arde com a mesma intensidade, quer o candeeiro seja de bronze novo ou de barro trincado.

O paradoxo da velhice é este: ser um jovem prisioneiro de uma armadura que enferruja. O espírito permanece ágil, faminto de novidades, capaz de indignação, de paixão e de poesia. Mas o veículo que o transporta pede repouso. É como se colocássemos o motor de um jato supersônico dentro da fuselagem de um biplano da Primeira Guerra. O motor quer voar além da velocidade do som; as asas de lona e madeira tremem com o esforço.

Se a juventude é a primavera barulhenta, cheia de flores que ainda não sabem se virarão frutos, cheia de polens que causam alergia e promessas exageradas, a velhice é o outono mais maduro.

Não há menor beleza na árvore que perde as folhas. Pelo contrário. É quando as folhas caem que a arquitetura dos galhos se revela. É possível ver a força do tronco, a direção que as ramificações tomaram para buscar o sol, as cicatrizes dos invernos passados. A árvore despida mostra sua verdadeira essência. Ela não precisa mais do artifício da folhagem para ser majestosa.

A pele envelhecida não é feia; ela é um pergaminho onde a vida escreveu suas melhores histórias. Cada linha ao redor dos olhos é o registro de um milhão de sorrisos; cada sulco na testa é o rastro de uma preocupação superada, de um luto que se transformou em saudade, de uma batalha que nos deixou mais sábios.

Enquanto a superfície do mar, o corpo, sofre com as tempestades, as ondas que quebram e a erosão da costa, as profundezas do oceano, a mente, permanecem em uma calmaria azul e imensa. Lá embaixo, onde a luz do sol chega filtrada pela experiência, guardam-se os tesouros naufragados, as pérolas que só o tempo sabe cultivar.

É preciso uma imensa coragem para aceitar que somos dois seres em um único invólucro. Um que caminha em direção ao poente, e outro que teima em olhar para o nascer do sol.

Se você quiser saber a verdadeira idade de alguém, nunca olhe para as mãos, nem para o pescoço, nem para a curvatura das costas. Olhe nos olhos. Os olhos são a única parte do corpo que o tempo não consegue colonizar.

Há velhos de oitenta anos cujo olhar guarda uma vivacidade infantil, uma faísca de curiosidade que faz tremer os jovens mais apáticos. São olhos que ainda buscam o espanto. Que se emocionam com o desabrochar de uma rosa, com o acorde de uma música antiga, com a injustiça do mundo. E há, infelizmente, jovens de vinte anos cujos olhos já estão cobertos pela poeira do tédio e do cinismo, velhos antes do tempo porque permitiram que a mente se aposentasse antes da carne.

Ficar velho é um processo biológico; tornar-se ancião é uma obra de arte. A mente que não envelhece é aquela que mantém as janelas abertas. Ela continua acumulando livros que talvez não tenha tempo de ler; continua fazendo planos para o próximo ano; continua aprendendo uma palavra nova, um idioma novo, uma forma nova de compreender o vizinho. Ela não se esconde no "no meu tempo", porque compreende que o único tempo que existe é o agora. O passado é uma biblioteca de consulta; o futuro é uma hipótese; o presente é o palco onde a alma continua dançando.

Há dias, no entanto, em que o peso da matéria se faz notar com mais força. Dias em que a neblina do cansaço físico tenta invadir a sala da mente. É nesses dias que a memória atua como a melhor das alquimistas.

Sentado na poltrona que já tem o desenho do meu corpo, posso viajar sem pagar passagem. Posso caminhar pelas ruas de uma cidade onde morei há cinquenta anos, sentir o cheiro do café que minha mãe passava na cozinha da minha infância, ouvir a voz de amigos que o tempo já levou para o outro lado do mistério. Essas pessoas não morreram; elas habitam o condomínio fechado da minha memória, onde não há IPTU, nem desgaste, nem esquecimento.

A velhice do corpo nos dá esse superpoder: a capacidade de viver em várias dimensões simultaneamente. Enquanto mastigo um pedaço de pão no café da manhã, estou, ao mesmo tempo, jantando em Paris em 1984, e correndo atrás de uma bola de gude em 1965. Quem tem uma mente ativa nunca está sozinho, e nunca está preso a um único espaço.

"O tempo é um rio que me arrebata, mas eu sou o rio", já dizia o poeta. Somos a água que passa e a margem que fica. Somos o fluxo constante de pensamentos que se recusa a congelar, mesmo quando o inverno do corpo se aproxima.

Há uma dignidade secreta em envelhecer que a juventude, em sua soberba colorida, não consegue alcançar. A juventude corre porque não sabe para onde vai; a velhice caminha devagar porque já conhece o caminho e prefere saborear a paisagem.

Somos como os vinhos finos. O cântaro de barro ou a garrafa de vidro podem ficar empoeirados na adega. O rótulo pode desbotar, a rolha pode ressecar e exigir cuidado ao ser extraída. Mas o líquido lá dentro... ah, o líquido concentrou os açúcares, apurou o aroma, perdeu a adstringência, a secura da pele agressiva dos primeiros anos e transformou-se em veludo. É preciso paciência para beber um vinho velho. É preciso silêncio para escutar o que ele tem a dizer.

O corpo que envelhece é apenas o preço que pagamos por termos vivido histórias demais. Cada dor na coluna é o eco de um abraço apertado ou de um fardo que carregamos para salvar alguém. Cada esquecimento bobo, o nome de um ator, a chave esquecida na porta, é apenas a mente fazendo uma limpeza no arquivo morto para abrir espaço para as novas sensações que ainda hão de vir.

Não há o que lamentar. A decadência física é o tributo inevitável da matéria. Mas o espírito, esse pássaro de fogo que não conhece gaiolas, continua a bater asas em direção ao infinito.

Quando o meu corpo finalmente decidir que a caminhada terminou e que é hora de se deitar na terra para virar árvore ou poeira de estrelas, ele o fará com a certeza de que cumpriu sua missão de casca. Mas eu, a mente desse cronista que escreveu estas linhas, o ser que riu, que chorou, que amou sem garantias, estarei alhures, em algum canto do universo, ainda jovem, ainda imenso, rindo do tempo e de suas vãs tentativas de me apagar.

Porque o tempo, com toda a sua prepotência, só consegue tocar naquilo que é poeira. O que é luz, meu adorável amigo, essa permanece.

© Alberto Araújo

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VII CONFERÊNCIA DISTRITAL DO ROTARY – UM MARCO DE TRANSIÇÃO - DIAS 14 A 17 DE MAIO DE 2026 - HOTEL FAZENDA RAPOSO - ITAPERUNA- RJ

Entre os dias 14 e 17 de maio de 2026, o Hotel Fazenda Raposo, em Itaperuna-RJ, foi palco da VII Conferência Distrital do Rotary Internacional - Distrito 4751. O evento reuniu rotarianos, rotaractianos, interactianos, representantes das Casas da Amizade e intercambistas em um ambiente de celebração, aprendizado e companheirismo. A programação foi marcada por palestras inspiradoras, apresentações culturais, premiações de clubes com destaque em diversas áreas e momentos de confraternização que reforçaram o lema da gestão: “Unidos para Fazer o Bem”.

O ponto alto da conferência aconteceu no domingo, dia 17, quando ocorreu a cerimônia de posse do novo governador distrital para o período 2026-2027. O companheiro GD Roney Correa Ribeiro, do Rotary Club de Bom Jesus do Itabapoana, recebeu oficialmente o bastão da liderança das mãos da governadora GD Maria Luzia Borges Amaral Ramos, que encerrou sua gestão 2025-2026. A passagem de comando simbolizou não apenas a continuidade do trabalho realizado, mas também a renovação da esperança e do compromisso com os ideais rotários.

Em um ambiente carregado de emoção, Maria Luzia destacou os avanços conquistados durante sua gestão, especialmente nas áreas de imagem pública, projetos humanitários e fortalecimento do quadro associativo. Já Roney Correa Ribeiro assumiu o compromisso de dar sequência a esse legado, trazendo sua visão e energia para ampliar o impacto do Rotary na comunidade. A cerimônia foi acompanhada por autoridades rotárias, familiares e convidados, que testemunharam a transição de liderança e celebraram o espírito de união que caracteriza o Distrito 4751.

A conferência encerrou-se com a saída das bandeiras em desfile, coroando quatro dias de intensa programação e reafirmando o papel do Rotary como força transformadora na sociedade. Mais do que um encontro distrital, o evento simbolizou a continuidade de uma missão: servir acima de si mesmo e fortalecer os laços que unem os clubes em prol do bem comum. 

PROGRAMAÇÃO DA VII CONFERÊNCIA DISTRITAL DO ROTARY – DISTRITO 4751 14 A 17 DE MAIO DE 2026, RAPOSO/ITAPERUNA-RJ 

SEXTA-FEIRA – 15/05/2026 

14h30mim – 15h30min Reunião ABROL RJ e ES (apenas membros e convidados)

16h - Abertura Distrital

16h05min Entrada das bandeiras dos clubes e formação da frente de autoridades

16h25min Palavras do Diretor do RI 2025-27 César Luís Scherer (vídeo) 

16h45min Palavras da Representante do Presidente do RI 2025-26 Anne Gomes da Silva Cavali

17h10min Apresentação do Patrono da Conferência Canavarro Gontijo Filho e Rotary Itaperuna

17h20min Orquestra Retocando + palavras da Governadora GD Maria Luzia

18h Encerramento do 1º dia

21h Festa de Boas-Vindas – Noite da Alegria (Espaço Raposo)

SÁBADO – 16/05/2026 (MANHÃ)

09 – 17h Evento paralelo – reunião candidatos e familiares do PIJ

06h30min – 08h30min Alvorada Fanfarra Feminina Rotary Club de Colatina / Corrida e Caminhada Rotary

08h40min Palavras da Representante do PRI 2025-26 Francesco Arezzo

09h Palestra GD Ângela Rezende

09h20min Cases de sucesso + premiação RC em desenvolvimento de Rotary

09h30min Palestra GD Irma Mariotti Meneghel Paiva – “O Aroma que nos Une”

09h50min Sorteio quadro associativo DQA + premiação (GD Ricardo Pinho)

10h Show do Mágico Pipoca

10h10min Palestra Comp. George Carvalho

10h30min Case de sucesso + premiação RC em EPN e entrega de Paul Harris (Coord. Almiro Schimidt)

10h50min Apresentação projetos de subsídios distritais 2025-26

11h00min Cases de sucesso + premiação FR (Comp. Brunilda Provenzano, GD Celso Gonçalves, GD Denise Vieira)

11h20min Entrega do reconhecimento Amigos do Distrito

11h40min Apresentação Fanfarra Feminina RC Colatina

12h Intervalo para almoço

SÁBADO – 16/05/2026 (TARDE) 

14h Reabertura da Conferência – Orquestra Primeiro Acorde (PM)

14h25min Premiação dos clubes – plantio de árvore e divulgação

14h45min Case de sucesso + premiação RC em DEI (GD Hélvio Pichamone)

15h05min Animação com Mirelle Simões de Aguiar

15h25min Cases de sucesso + premiação RC em Imagem Pública (Coord. Carlos Daniel)

15h45min Posse ABROL RJ e ES

16h Reconhecimento de presidentes e governadores assistentes

16h25min Divulgação do Projeto EME (Comp. Allan Johnys)

16h45min Reconhecimento dos projetos 2025-26 (GD Maria Luzia)

17h05min Divulgação da Convenção Internacional RI (GD Lesio Pires da Luz)

17h15min Palestra Ten. Cel. Michelle

17h30min Palavras da Representante do PRI 2025-26 GD Anne Gomes da Silva Cavali

17h50min Palavras da GD Maria Luzia Ramos

18h Encerramento do 2º dia

19h Assembleia Geral Ordinária ADR 4751 (Presidentes e representantes habilitados)

20h45min Baile de Máscaras – Espaço Raposo 

DOMINGO – 17/05/2026 

09h Reabertura da VII Conferência (Espaço Raposo)

09h10min Apresentação intercambistas (Comp. Eduardo Sancho e Comp. Raquel Piacenza)

09h30min Apresentação GDE, GDI, GDD, RDR e RDI 2026-27

09h45min Premiação clubes e caravanas

10h10min Posse GD Roney e Equipe Distrital

11h20min Estatística e protocolo

11h30min Agradecimentos

11h40min Palavras da Representante do PRI 2025-26 GD Anne Gomes da Silva Cavali

11h55min Encerramento da VII Conferência Distrital (GD Maria Luzia Borges Amaral Ramos)

12h Saída das bandeiras em desfile

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DIRETORIA DISTRITAL 2026-2027 

Governador – Roney Correa Ribeiro (Bom Jesus do Itabapoana)

Vice-Governador – GD Almiro Schimidt (Colatina)

1º Secretário – Hugo Leonardo Ribeiro Ávila (Bom Jesus do Itabapoana)

2ª Secretária – Sylvia Fasciotti (Niterói)

3ª Secretária – Maria Aparecida de Oliveira Vargas (Itaperuna)

Secretária Executiva – Alexandra Ferreira de Sousa (Vitória)

Presidente de Finanças – GD Hélvio Augusto Pichamone Candido Jr (Vitória Praia do Canto)

2º Tesoureiro – Bárbara Gomes Vicente (Vitória Rotaract Praia do Canto)

Comissões e Subcomitês

Facilitador de Aprendizagem Distrital / Pres. do CADRE – GD Hélvio Pichamone Juniores (Vitória Praia do Canto)

Doações e Arrecadação de Fundos – Neuza da Conceição Medeiros Biolchini (Teresópolis)

Sociedade Paul Harris – Miguel Mendonça Pinheiro (São Gonçalo do Paraíso)

Embaixador da Hepatite C – Elizabete Pinto Andrade (Vitória Vila Velha)

Filiação Distrital DQA – GD Ricardo Fonseca de Pinho (Niterói)

Desenvolvimento de Novos Clubes – Joel Coelho dos Santos Jr (Niterói), Claudio Pires de Paula (São Fidélis), Wilson Aguiar (Vitória Praia do Canto)

Fundo Anual do Distrito – GD Celso Gonçalves Alves (Cachoeiro de Itapemirim)

Imagem Pública – GD Maria Luzia Borges Amaral Ramos (Itaperuna), Patrick Veloso (Magé Piabéta), Wilson Aguiar (Vitória Praia do Canto), Hugo Leonardo Ribeiro Ávila (Bom Jesus do Itabapoana), Maria Aparecida Amim (Niterói)

Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) – GD Flavio Alejandro Zárate Chabluk (E-Club Distrito 4751), Allan Johnys da Silva (Campos São Salvador)

Serviço Internacional – GD Denise Vieira dos Santos (Cachoeiro de Itapemirim), GD Elias Cauerk Moyses (Vitória Praia Comprida)

Proteção à Juventude – GD Hélvio Augusto Pichamone Candido Jr (Vitória Praia do Canto)

Convenção Internacional RI – GD Lesio Pires da Luz (Vitória Praia Comprida)

Comissão Jurídica – Filipe Matos Monteiro de Castro (Bom Jesus do Itabapoana), Rosângela Monteiro de Castro (Bom Jesus do Itabapoana), Claudinier Neves (Campos São Salvador), Rosa Claudia da Silva Ribeiro (Niterói), GD Elias Cauerk Moyses (Vitória Praia Comprida), Rosângela Caterina Cessano (Nova Friburgo)

Companheirismo – Alice do Carmo Leite de Souza (Campos Guarus), Marily Tenório Ney (Bom Jesus do Itabapoana), Luiza Figueiredo Salles (Campos), Maria Dulce A. Bersot (Conceição de Macabu).

Portanto a VII Conferência Distrital do Rotary Internacional – Distrito 4751, realizada em Raposo/Itaperuna entre os dias 14 e 17 de maio de 2026, foi marcada por momentos de celebração, reconhecimento e fortalecimento do espírito rotário. Durante quatro dias, rotarianos e parceiros se reuniram em torno de palestras, apresentações culturais, premiações e atividades que reforçaram o lema da gestão: “Unidos para Fazer o Bem”. Cada instante da programação demonstrou o poder transformador do Rotary, seja na valorização dos clubes que se destacaram em projetos humanitários, na promoção da diversidade e inclusão, ou na integração das novas gerações através do Rotaract, Interact e intercambistas. 

O ápice do evento ocorreu no domingo, 17 de maio, com a posse do novo governador distrital GD Roney Correa Ribeiro (2026-2027), do Rotary Club de Bom Jesus do Itabapoana. Em uma cerimônia emocionante, ele recebeu o bastão da liderança das mãos da governadora GD Maria Luzia Borges Amaral Ramos (2025-2026), que encerrou sua gestão com a marca de avanços significativos em imagem pública, fortalecimento do quadro associativo e projetos de impacto comunitário. A transição simbolizou não apenas a continuidade de um trabalho sólido, mas também a renovação da esperança e da energia para ampliar o alcance do Rotary no distrito e no mundo. 

Esse momento de passagem de comando reafirma o caráter global da organização: cada distrito, ao fortalecer suas ações locais, contribui para o impacto coletivo do Rotary Internacional, que há mais de um século promove paz, saúde, educação e desenvolvimento sustentável em escala mundial. A união demonstrada em Itaperuna ecoa além das fronteiras, lembrando que o compromisso de servir acima de si mesmo é o elo que conecta rotarianos em todos os continentes. 

Por fim, cabe um agradecimento especial à Maria Panait, cujo generoso compartilhamento de informações e registros fotográficos possibilitou ilustrar e enriquecer esta postagem no Focus Portal Cultural. Sua colaboração reforça a importância de preservar e divulgar os momentos que constroem a história do Rotary e inspiram futuras gerações a seguir o caminho do serviço e da amizade. 

© Alberto Araújo

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Roney Correia e a esposa Carla Azevedo.