No crepúsculo de 26 de fevereiro de 2026, o Clube Monte Líbano, situado no coração da Lagoa, no Rio de Janeiro, transformou-se no epicentro de uma das mais significativas celebrações culturais do ano. Sob a égide da fraternidade e do reconhecimento histórico, o evento marcou o lançamento da Coletânea da Amizade 2026 e da aguardada obra "Ode à Ancestralidade – A Escola de Direito de Beirute", de autoria da eminente escritora e pesquisadora Matilde Carone Slaibi Conti.
O encontro não foi apenas uma formalidade literária, mas um verdadeiro rito de união entre as culturas brasileira e libanesa, reafirmando os laços indissolúveis que conectam estas duas nações através da história, da ética e do afeto.
Organizado com maestria por Mara Joaquim e Antonio Moreira, o evento de lançamento da Coletânea da Amizade 2026 serviu como um cenário vibrante para a exaltação da cultura árabe e libanesa. O Presidente do Conselho Diretor do Clube Monte Líbano, Dr. Paulo Cezar Assed, abriu as portas da instituição para acolher intelectuais, juristas e acadêmicos em uma noite de "Traje Esporte Fino", onde a elegância dos convidados refletia a importância das obras apresentadas.
A atmosfera era de celebração mútua. O Departamento de Cultura Árabe e Libanesa do clube reafirmou seu papel essencial na preservação da memória, proporcionando um espaço onde o passado e o presente se encontraram para planejar um futuro de paz e colaboração cultural.
O grande destaque da noite foi a presença magnética de Matilde Slaibi Conti, que além de presidente de importantes núcleos culturais, revelou ao público sua mais nova joia literária: "Ode à Ancestralidade – A Escola de Direito de Beirute".
Publicado pela conceituada Editora Comunità, de Niterói, o livro é muito mais do que um registro acadêmico; é um mergulho profundo nas águas da identidade e do pertencimento. Nele, Matilde não se limita a narrar fatos; ela revive o prestígio da antiga Escola de Beirute, conhecida mundialmente como o "Relicário das Constituições".
A obra estabelece uma ponte fascinante entre os juristas milenares cujas leis ainda fundamentam o pensamento jurídico moderno e personalidades ilustres, como São Gregório, conectando-os diretamente às raízes da linhagem familiar da autora. Para Matilde, a ancestralidade não é uma herança passiva, mas uma responsabilidade viva. O livro defende que:
"O futuro só se constrói com alicerces sólidos no passado. Conhecer nossos antepassados é compreender a grandeza que carregamos em nosso próprio sangue."
Com a essência libanesa pulsando em cada página, Matilde Slaibi Conti demonstrou como o Direito pode, sim, encontrar o afeto em sua totalidade, transformando uma pesquisa histórica em um manifesto de amor às origens.
A noite reservou momentos de grande emoção para a autora. Em reconhecimento à sua incansável dedicação às letras e à promoção da cultura, Matilde Slaibi Conti foi condecorada com o Diploma e a Medalha de Destaque Cultural.
A imagem da presidente sentada à mesa de autógrafos, ladeada por um imponente banner decorativo, simbolizou a solidez de sua trajetória. Cada assinatura nos exemplares entregues representava um compromisso renovado com a preservação dos valores que atravessam séculos.
A relevância do evento pôde ser medida pela qualidade dos presentes, registrados com olhar atento pela correspondente Maria Otilia Camillo. O prestígio acadêmico e jurídico foi representado por figuras de proa da sociedade fluminense:
O Desembargador Nagib Slaibi Filho: Que ao lado de sua esposa e musa, Karin Dias, compõe a vice-presidência do Núcleo da Rede Sem Fronteiras (RSF) de Niterói, sob a liderança da própria Matilde.
Maria Otilia Camillo: Membro da diretoria do Núcleo da RSF, cujo trabalho foi essencial para o registro da memória do evento.
Lideranças Femininas e Acadêmicas: Marcaram presença Luisa Lobo (Presidente da UBE-RJ), Marcia Schweizer (Presidente da AJEB-RJ) e Idalina Andrade (Membro do Real Gabinete Português de Leitura). O evento contou ainda com a participação dos acadêmicos Karla Julia, Tchello d’Barros, Marli Lopes, Geraldo Bezerra de Menezes e Regina Guimmaraes, além de diversas outras personalidades do meio literário que foram prestigiar este lançamento duplo e muitos outros.
O lançamento da Coletânea da Amizade 2026 e de Ode à Ancestralidade não foi apenas um evento de calendário; foi uma afirmação de que a cultura é o fio que tece a história da humanidade. Entre abraços, autógrafos e discursos emocionados, o Clube Monte Líbano testemunhou o poder da palavra escrita em unir povos e honrar antepassados.
Matilde Slaibi Conti, com sua elegância e sabedoria, entregou ao público uma obra que promete ser referência para pesquisadores e para todos aqueles que buscam entender que somos, acima de tudo, a soma das histórias que vieram antes de nós.
PALAVRAS DE ANCESTRALIDADE: O DISCURSO DE MATILDE SLAIBI CONTI NO CLUBE MONTE LÍBANO
A escritora e jurista Matilde Slaibi Conti tomou a palavra para celebrar suas raízes e a grandiosidade da história libanesa. Com a autoridade de quem carrega o Direito no sangue e a literatura no coração, Matilde compartilhou passagens que emocionaram o público presente.
"Que orgulho eu tenho de ser descendente de libaneses", declarou a autora, ao relembrar o significado profundo de seu sobrenome. Ela destacou que os Slaibi remontam aos primeiros cristãos, aqueles que tiveram a sagrada missão de auxiliar no descida de Jesus da Cruz, uma herança de fé que molda sua identidade e sua visão de mundo.
Ao comentar sobre o mestre Khalil Gibran, Matilde trouxe um olhar lúdico sobre a infância do poeta nas montanhas do Líbano. Recordou as crianças de Bsharri, mencionada como Ramehalla no contexto das brincadeiras que pulavam entre os telhados planos das casas, espaços que, no verão, tornavam-se dormitórios sob o céu estrelado.
A autora também reverenciou a força histórica de sua terra ancestral ao citar Alexandre, o Grande. O general macedônio, que conquistou quase todo o mundo conhecido, encontrou em Tiro sua resistência mais formidável, sendo esta uma das poucas cidades a desafiar sua hegemonia por tanto tempo.
Como advogada militante e vice-presidente da OAB de Niterói, Matilde dedicou um momento especial à Escola de Direito de Beirute. Ela ressaltou que a instituição era equiparada em prestígio à Escola de Roma. Foi lá que grandes mentes foram forjadas, incluindo o Papa Gregório, que nela atuou como aluno e professor.
A autora transportou os ouvintes ao império de Justiniano, o responsável pela codificação do Direito Romano. Em passagens fascinantes, narrou como os conflitos de normas da época eram resolvidos através da sabedoria de Papiniano, o maior jurista daquele tempo, cujas correntes de pensamento guiavam as decisões imperiais. Emílio Papiniano foi um dos maiores juristas da Roma Antiga, frequentemente chamado de "Príncipe da Jurisprudência".
Encerrando sua fala com o brilho nos olhos de quem vive em constante estado de encantamento pela história, Matilde Slaibi Conti agradeceu o carinho e a atenção de todos os presentes.
"Deixo um beijo no coração de cada um. Que a minha felicidade acompanhe a todos vocês, sob a proteção e a luz divina do nosso Senhor Jesus Cristo."
Créditos das fotose vídeo:
Maria Otilia Camillo
©
Alberto Araújo
Focus
Portal Cultural

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