segunda-feira, 12 de outubro de 2026

A LUZ INTERMINÁVEL DO OLHAR: UMA ODE À CRIANÇA E AO NOSSO MENINO INTERIOR

Antes que o tempo nos ensinasse a medir as horas, o mundo era feito de puro espanto, o deslumbramento de quem descobre o mundo pela primeira vez. O sobressalto bonito diante das coisas simples: a surpresa, o impacto do novo, a curiosidade sem filtros. Não havia distância entre o desejo e a imaginação: bastava fechar os olhos para voar, erguer as mãos para tocar as estrelas e inventar um universo inteiro no quintal de casa. Olhar para a vida com os olhos de uma criança é resgatar essa capacidade de se maravilhar com o invisível e de encontrar poesia onde o mundo adulto vê apenas pressa.

Guardamos no peito a memória de um tempo em que os dias pareciam infinitos e o abraço de quem amávamos era um abrigo inexpugnável contra qualquer tempestade. Um tempo de pés descalços na terra, gargalhadas sem motivo e sonhos tão altos que desafiavam a própria gravidade. Relembrar a infância não é olhar para o passado com nostalgia, mas reacender a chama do encanto no presente.

Neste Dia 12 de outubro, celebramos esse território sagrado chamado infância. Mais do que uma simples fase da vida registrada em fotografias amareladas pelo tempo, a infância é um estado de espírito, uma sabedoria límpida que o mundo, na sua afobação diária, muitas vezes nos faz esquecer. 

Ser criança é carregar na alma a nobreza da simplicidade. É ter os joelhos ralados como medalhas de coragem e o sorriso solto, sem a maquiagem da etiqueta. A criança não calcula o tempo pelo relógio, mas pelo tamanho do entusiasmo; não mede o valor das coisas pelo preço, mas pela alegria que elas despertam. Para ela, o vento não é sopro de ar, é mistério; uma joaninha na mão é um milagre vivo; e o abraço de quem ama é o refúgio mais seguro contra qualquer tempestade. As crianças nos ensinam, diariamente, que a vida não precisa ser complicada para ser extraordinária. 

Mas a magia não para quando crescemos. O maior segredo da existência, aquele que os poetas sussurram e os sábios buscam nos livros, é que a infância nunca realmente vai embora. Ela não morre com a chegada da maturidade; apenas adormece quietinha em um canto quentinho do nosso peito, esperando pelo momento certo de despertar. 

A criança que fomos continua viva dentro de cada um de nós. Ela está lá quando a gente ri até a barriga doer por uma bobagem qualquer; quando sentimos aquele arrepio gostoso de expectativa antes de uma surpresa; quando olhamos para as nuvens no céu e, por um breve segundo, voltamos a enxergar nelas dragões, castelos e passarinhos. É a nossa criança interior que nos devolve a capacidade de se indignar contra as injustiças, de amar com pureza desarmada e de recomeçar do zero sem carregar o peso do passado.

Quando abafamos a nossa criança interna, a vida fica cinzenta, pesada e mecânica. Viramos prisioneiros das certezas e esquecemos a beleza das perguntas. Por isso, neste dia tão especial, o convite não é apenas para presentear os pequenos que correm pela casa com seus risos cristalinos e pés descalços. O convite é também para estender a mão à sua própria criança interior. 

Abrace a sua história. Perdoe seus tropeços com a mesma leveza com que a criança se levanta após uma queda no parque, limpa a poeira da roupa e volta a correr. Permita-se ter momentos de puro encanto despretensioso. Corra na chuva sem medo de se molhar, coma o seu doce favorito sem culpa, olhe para as estrelas e faça um pedido de coração aberto, acreditando, nem que seja por um instante, que o impossível é apenas uma questão de imaginação.

Que hoje possamos proteger as crianças do nosso presente,  garantindo-lhes amor, segurança, brincadeiras e o direito sagrado de sonhar. E que, ao mesmo tempo, possamos libertar a criança do nosso passado, deixando que ela ilumine os nossos passos de adultos com a sua luz interminável, sua curiosidade bonita e sua fé inabalável no amanhã. 

Feliz Dia das Crianças a todas as infâncias: as que florescem lá fora e a que brilha eternamente do lado de dentro. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

 

A HISTÓRIA POR TRÁS DO DIA DAS CRIANÇAS: DA CONSCIENTIZAÇÃO AO CALENDÁRIO AFETIVO 

A celebração da infância é um gesto universal, mas a forma de registrá-la no calendário revela particularidades históricas e culturais em cada canto do planeta. Enquanto no português europeu convencionou-se dizer “Dia da Criança” e no Brasil predomina o plural “Dia das Crianças”, a escolha das datas reflete caminhos que mesclam diplomacia internacional, políticas públicas e estratégias comerciais. 

O compromisso global com a proteção dos pequenos ganhou força em 1925, quando a Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança, realizada em Genebra, proclamou o Dia Internacional da Criança. Desde então, nações como Portugal, Angola e Moçambique adotaram o dia 1º de junho para marcar a ocasião.

Décadas mais tarde, as Nações Unidas (ONU) estabeleceram o 20 de novembro como o Dia Mundial da Criança. A escolha remete a marcos fundamentais dos direitos humanos: a aprovação da Declaração Universal dos Direitos da Criança, em 1959, e a promulgação da Convenção sobre os Direitos da Criança, em 1989. 

No Brasil, o 12 de outubro possui uma trajetória singular. A ideia original partiu do deputado federal Galdino do Valle Filho em 1924, sendo oficializada pelo presidente Arthur Bernardes por meio do Decreto nº 4.867. Contudo, durante décadas, a data permaneceu praticamente esquecida no cotidiano da população.

Em 1940, no Estado Novo, o presidente Getúlio Vargas tentou remanejar a celebração para 25 de março, vinculando-a às políticas estatais de assistência à maternidade, saúde e educação juvenil. Mais do que uma festa, a intenção era "trazer à memória" e avivar a consciência pública para o dever de proteção social à família. 

A virada definitiva do 12 de outubro como grande celebração popular só ocorreu a partir da década de 1950. Movidos pelo sucesso de campanhas publicitárias como a "Semana do Bebê Robusto", promovida em conjunto pela Fábrica de Brinquedos Estrela e pela Johnson & Johnson, os fabricantes do setor infantil decidiram resgatar o antigo decreto de 1924. A estratégia comercial unificou a data, transformando o dia das crianças em um dos momentos mais aguardados do ano.

 


CRISTO REDENTOR 95 ANOS DE BRAÇOS ABERTOS PARA O MUNDO - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

​Hoje, 12 de outubro de 2026, o Focus Portal Cultural, sob a liderança do jornalista Alberto Araújo, presta uma sincera e emocionante homenagem ao maior símbolo do nosso país: o Cristo Redentor completa 95 anos de história, fé e acolhimento sobre a Baía de Guanabara! 

​Há quase um século, do alto do Corcovado, essa majestosa escultura abraça o Rio de Janeiro e o Brasil, tornando-se o coração pulsante da nossa cultura e identidade. 

Não celebramos apenas um monumento, mas 95 anos de memórias transformadas em arte, de orações silenciosas e de encontros que conectam pessoas de todas as partes do planeta em um só abraço fraterno. 

​O jornalismo cultural do Focus celebra esta data reafirmando a importância da preservação da nossa memória e das nossas tradições.

O Cristo Redentor é um símbolo de esperança, inspirando gerações e projetando o Brasil para o mundo com beleza e fraternidade. 

​O jornalista Alberto Araújo e toda a equipe do Focus Portal Cultural parabenizam o Rio de Janeiro e celebram estes 95 anos de vida, cultura e inspiração contínua. Viva o Cristo Redentor!

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural






domingo, 11 de outubro de 2026

ANA MARIA TOURINHO ACOMPANHA O CÍRIO FLUVIAL 2026 E COMPARTILHA MOMENTOS DE FÉ EM BELÉM

Nossa querida companheira Ana Maria Tourinho ainda se encontra em Belém do Pará, onde participa das celebrações do Círio de Nazaré ao lado de seu esposo, Dr. Euderson Kang Tourinho. A escritora compartilhou belas imagens da tradicional festividade, registrando momentos marcados pela fé, devoção e emoção que tomam conta da capital paraense nesta época do ano. 

Sábado, 10 de outubro de 2026, aconteceu o tradicional Círio Fluvial, uma das mais emocionantes romarias da programação do Círio de Nazaré. A celebração teve início por volta das 9 horas, após a Romaria Rodoviária e a saída da procissão náutica do Terminal Hidroviário de Icoaraci. 

O percurso reuniu milhares de fiéis e embarcações ao longo de aproximadamente 18,5 quilômetros pelas águas da Baía do Guajará. A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, conduzida pelo navio Garnier Sampaio, seguiu cercada por demonstrações de fé e gratidão. A chegada ocorreu por volta das 11 horas, na Escadinha do Cais do Porto, nas proximidades da Estação das Docas, onde uma multidão aguardava para receber a Santa. 

As fotografias compartilhadas por Ana Maria revelam a grandiosidade da romaria fluvial e a forte religiosidade que transforma Belém em um grande cenário de fé, tradição e esperança, reafirmando a importância do Círio como uma das maiores manifestações religiosas do Brasil. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

































STHEPHANNY LILIAN ARAÚJO: CELEBRAÇÃO DE VIDA, AMOR E ORGULHO

Hoje, 11 de outubro, é um dia verdadeiramente abençoado, em que o sol brilha com uma luz diferente para iluminar a passagem de mais um ano da sua vida. Celebrar o seu aniversário é, para todos nós, renovar a alegria de ver o seu caminhando sereno, firme e repleto de luz. 

Nesta data tão marcante, os nossos pensamentos voltam-se inevitavelmente para o momento em que você veio ao mundo, trazendo uma promessa de felicidade e preenchendo o coração da sua mãe, a nossa querida Ceicinha Araújo, com uma emoção indescritível. A chegada de um filho é sempre um milagre, mas a sua chegada trouxe certamente uma graça única. 

Lembramo-nos com profundo afeto da alegria transbordante da sua mãe no dia do seu nascimento, um momento em que o amor de mãe se fez infinito, renovando todas as esperanças e desenhando no rosto dela o sorriso mais bonito e radiante que poderíamos testemunhar. Desde aquele primeiro instante em que a teve nos braços, soube-se que você é e será para sempre uma bênção preciosa.

Ao longo dos anos, ver você crescer foi um privilégio incomparável. Você se tornou uma mulher extraordinária, cuja presença é sinônimo de aconchego, generosidade e caráter. Hoje, estabelecida em Brasília, onde constrói com coragem, empenho e dedicação o seu caminho profissional e pessoal, você continua a orgulhar cada um de nós. Saber que enfrenta os desafios do cotidiano com determinação e graça, honrando sempre a sua essência, enche os nossos corações de uma admiração profunda. 

Mais do que o seu sucesso e a sua dedicação ao trabalho, o que verdadeiramente a destaca é o seu coração nobre. Você é a definição perfeita de uma filha dedicada, amorosa e sempre presente. O companheirismo que oferece à sua mãe, Ceicinha, é algo bonito de se ver: um vínculo puro, construído com diálogo, carinho diário e uma lealdade incondicional que nem a distância física consegue enfraquecer. A sua mãe guarda no peito um orgulho imenso da mulher que você se tornou, e não há um só dia em que ela não agradeça pelo presente extraordinário de ser sua mãe. 

Esse orgulho, Sthephany, não é só dela; é de toda a família. Vemos em você, bem como no lindo laço de fraternidade que mantém com o seu irmão Arthur Fabrício, a continuidade dos valores mais belos que nos unem: a união, o respeito, a empatia e o amor familiar. Saber que o Arthur Fabrício conta com você e que compartilham essa cumplicidade de irmãos torna a nossa família ainda mais forte e abençoada. 

Neste seu dia especial, queremos lhe desejar um mundo de coisas boas. Que o seu caminho continue a ser iluminado pela sabedoria, que a saúde nunca lhe falte e que a paz habite permanentemente no seu coração. Desejamos que Brasília e todos os lugares por onde você passar reconheçam a sua luz e o seu valor, e que realize cada um dos seus sonhos mais profundos, porque você merece colher os frutos mais doces da sua dedicação e da sua bondade. 

Que a vida a presenteie com momentos de imensa felicidade, rodeada daqueles que a amam, e que você nunca se esqueça do quanto é querida, estimada e fundamental na vida de todos nós. Continue a ser essa pessoa iluminada, que transforma a vida de quem está ao seu redor com a sua doçura e a sua força.

Receba o nosso abraço mais apertado, repleto de carinho, saudades e das nossas mais sinceras orações por um novo ciclo cheio de prosperidade e alegria. 

Com todo o nosso amor e orgulho,

Dos seus tios que a amam muito, 

Shirley & Alberto Araújo

11 de outubro de 2026




 

FICAS TÃO BONITO A DORMIR! - SOPHIA DE MELLO BREYNER

 


FICAS TÃO BONITO A DORMIR! - SOPHIA DE MELLO BREYNER

 

Quero nos teus quartos forrados de luar

onde nenhum dos meus gestos faz barulho a voltar.

 

E sentar-me um instante

na beira da janela contra os astros

e olhando para dentro, contemplar-te,

tu dormindo, antes de jamais teres acordado,

tu como um rio adormecido e doce

seguindo a voz do vento e a voz do mar

subindo as escadas que sobem pelo ar.

 

PARAFRASEANDO O POEMA

FICAS TÃO BONITO A DORMIR! - SOPHIA DE MELLO BREYNER.

 

TU DORMINDO, ANTES DE JAMAIS TERES ACORDADO

 

Quero avançar pelo teu quarto velado de luar,

onde cada movimento meu é um silêncio

que regressa sem quebrar a noite.

 

E deter-me um instante no limiar da luz,

na fronteira exata entre os astros e o infinito,

para, do lado de fora, olhar para dentro

e contemplar o teu repouso intacto:

tu, suspensa no tempo,

antes de qualquer sobressalto ou alvorada,

tu, como um curso de água calmo e límpido

que cede sem resistência à voz do vento

e ao rumor distante do oceano.

 

Minha musa, você é uma presença que se eleva sem ruído,

subindo os degraus invisíveis do ar.

 

© Alberto Araújo

 

 

BIOGRAFIA DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

Sophia de Mello Breyner nasceu a 6 de novembro de 1919, no Porto. Passou a infância e a adolescência entre o Porto e Lisboa, cidade onde frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras.

A sua poesia acompanhou este compromisso cívico, erguendo-se como uma voz de liberdade (com especial destaque para a obra O Livro Sexto).

Contemporânea de autores como Jorge de Sena, Eugénio de Andrade, Alexandre O’Neill e David Mourão-Ferreira, integrou a geração de Cadernos de Poesia (1940-42) e colaborou nas revistas Távola Redonda e Árvore.

Modernidade Clássica: Equilíbrio entre a busca pelo mistério poético e uma rigorosa depuração formal.

Distanciamento do Neo-realismo e Surrealismo: A sua técnica serve a celebração poética, sem se limitar à mera representação do real (neo-realismo) nem ao jogo estrito de intuições imediatas (surrealismo).

Tonalidade Mediterrânica: Presença constante da cultura grega, da luminosidade, da transparência, da luz, da verticalidade e de uma forte ligação ao mar.

Literatura Infantil: Inicialmente escritas para os seus cinco filhos, as suas histórias tornaram-se clássicos da literatura para crianças em Portugal, marcando gerações de leitores com obras como O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana e A Menina do Mar.

Traduções: Traduziu para português obras de autores como Claudel (Anunciação a Maria), Dante (Purgatório), Shakespeare (Hamlet e Muito Barulho por Nada) e Eurípedes (Medeia). Traduziu também para francês poemas de Camões, Cesário Verde, Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa.

Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa. Exatamente dez anos após o seu falecimento, a 2 de julho de 2014, o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 




THEATRO MUNICIPAL JOÃO CAETANO - 142 ANOS DE HISTÓRIA, ARTE E MEMÓRIA DE NITERÓI - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL - © ALBERTO ARAÚJO

O Focus Portal Cultural, por meio de seu jornalista e editor Alberto Araújo,  presta homenagem ao Theatro Municipal João Caetano, um dos mais importantes símbolos da cultura, da memória e da identidade de Niterói. Ao celebrar os 142 anos de sua atual edificação, reverenciamos não apenas um monumento histórico, mas um espaço que atravessa gerações, preservando a arte, a criatividade e o patrimônio cultural de nossa cidade.

Que esta data especial seja motivo de orgulho para todos os niteroienses e para aqueles que reconhecem no Theatro Municipal um verdadeiro templo das artes, onde passado, presente e futuro se encontram sob a magia do palco e da emoção dos espetáculos. Parabéns ao Theatro Municipal João Caetano por sua trajetória extraordinária e por sua inestimável contribuição à cultura brasileira. 

THEATRO MUNICIPAL JOÃO CAETANO 

Poucos lugares traduzem tão bem a alma cultural de Niterói quanto o Theatro Municipal João Caetano. Mais do que um edifício histórico, ele representa a permanência da arte, da memória e da identidade de uma cidade que, ao longo de quase dois séculos, encontrou nos palcos um espaço para sonhar, refletir e celebrar sua própria história. Em 2026, quando a atual edificação completa 142 anos, a cidade tem motivos de sobra para homenagear um de seus mais importantes patrimônios culturais. 

A trajetória do teatro começa em 1827, quando surgiu no local uma pequena casa de espetáculos conhecida como Sociedade do Theatrinho ou Sociedade Filodramática da Praia Grande. Em uma época em que o Brasil ainda construía suas instituições culturais, aquele espaço já demonstrava a vocação artística da então Praia Grande, nome pelo qual Niterói era conhecida. O teatro nascia como um ponto de encontro para a comunidade, reunindo apresentações, encontros sociais e manifestações culturais que ajudariam a formar a identidade da cidade.

Poucos anos depois, em 1833, o local entrou definitivamente para a história do teatro brasileiro ao sediar a estreia da Companhia Dramática Nacional de João Caetano dos Santos. Considerado um dos maiores nomes das artes cênicas do país, João Caetano desempenhou papel fundamental na profissionalização do teatro nacional e na valorização da dramaturgia brasileira. Sua ligação com Niterói e com o espaço que daria origem ao atual Theatro Municipal transformou o local em uma referência para a cultura brasileira. 

Em 1842, João Caetano adquiriu a casa de espetáculos, rebatizando-a como Teatro Santa Tereza. Sob sua influência, o espaço consolidou sua importância cultural, fortalecendo-se como palco para apresentações artísticas que contribuíram para o desenvolvimento do teatro no Brasil. A presença de João Caetano marcou profundamente a história do local, a ponto de seu nome se tornar, anos mais tarde, parte oficial da identidade do teatro.

O grande marco arquitetônico ocorreu em 8 de agosto de 1884, com a inauguração da edificação que permanece de pé até os dias atuais. O novo prédio representava a modernização da vida cultural de Niterói e refletia a prosperidade de uma cidade em crescimento. Sua construção reafirmava o compromisso da sociedade niteroiense com a arte e oferecia um espaço à altura das grandes produções e eventos culturais da época. 

Entre 1888 e 1889, o edifício passou por uma importante reforma que conferiu à fachada os elegantes traços neoclássicos que ainda hoje encantam moradores e visitantes. A arquitetura do teatro tornou-se um símbolo da cidade, destacando-se pelo equilíbrio, pela beleza e pela imponência típicos desse estilo. Mais do que um espaço de apresentações, o prédio passou a ser também uma referência visual e histórica da paisagem urbana de Niterói.

Em 1900, veio o reconhecimento definitivo de sua trajetória com a adoção oficial do nome Theatro Municipal João Caetano. A homenagem eternizou a memória do artista que ajudou a moldar a história do teatro brasileiro e consolidou a ligação entre sua obra e a cultura niteroiense. Desde então, gerações de espectadores atravessaram suas portas para assistir a espetáculos de teatro, música, dança e inúmeras manifestações artísticas. 

Ao longo do século XX, o Theatro Municipal testemunhou profundas transformações na sociedade brasileira. Sobreviveu às mudanças urbanas, às novas tecnologias de entretenimento e aos desafios de preservação enfrentados por edifícios históricos. Sua resistência demonstra não apenas o valor arquitetônico do imóvel, mas também o carinho e o reconhecimento da população por sua importância cultural. 

Entre 1991 e 1995, o teatro passou por uma ampla restauração histórica que devolveu ao prédio seu esplendor original e garantiu sua preservação para as futuras gerações. A reinauguração, em 19 de dezembro de 1995, representou a renovação de um compromisso coletivo com a memória, a cultura e o patrimônio histórico da cidade. Graças a esse trabalho, o Theatro Municipal segue vivo, acolhendo artistas e públicos de diferentes gerações. 

Celebrar os 142 anos da atual edificação é celebrar muito mais do que a longevidade de um prédio. É reconhecer um espaço que acompanhou o crescimento de Niterói, preservou histórias, revelou talentos e manteve acesa a chama da cultura em diferentes épocas. O Theatro Municipal João Caetano é um dos mais preciosos patrimônios da cidade, um elo entre passado, presente e futuro. 

Que seus palcos continuem recebendo novas vozes, novas histórias e novas gerações de artistas e espectadores. Porque enquanto suas cortinas se abrirem e suas luzes se acenderem, continuará viva a tradição que começou em 1827 e que faz do Theatro Municipal João Caetano um verdadeiro símbolo cultural de Niterói. Hoje, aos 142 anos de sua atual edificação, o teatro não celebra apenas sua própria história: celebra a história de toda uma cidade. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 









TRADIÇÃO E INOVAÇÃO JURÍDICA: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO LANÇA A 129ª EDIÇÃO DE SUA REVISTA DE DIREITO

​Uma referência consolidada na disseminação de conhecimento científico e doutrinário no país, a Revista de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) alcança sua 129ª edição. 

A cerimônia oficial de lançamento ocorreu no Foyer do Órgão Especial  segunda-feira, dia 5 de outubro, reunindo magistrados, juristas e representantes da comunidade acadêmica. 

​Publicada ininterruptamente desde 1985, a obra atua como uma ponte estratégica entre a teoria acadêmica e a prática forense. 

Ela se estabeleceu como uma ferramenta indispensável de consulta e reflexão crítica para juízes, desembargadores, advogados, pesquisadores, professores e acadêmicos do Direito. 

​Um dos principais destaques do periódico é o seu credenciamento formal como repositório oficial de jurisprudência junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Com isso, a publicação disponibiliza uma criteriosa seleção de decisões da Corte Superior que impactam diretamente a atuação da Justiça Estadual fluminense.​

Nesta 129ª edição, os leitores também encontram um acervo completo que reúne:

​Doutrina jurídica de elevado rigor científico;

​Súmulas e precedentes atualizados do TJRJ;

​Resolução de conflitos de competência;

​Enunciados aprovados pelo Centro de Estudos e Debates (Cedes), fortalecendo a uniformização de entendimentos na Corte.

Durante o evento, o presidente do TJRJ e governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, enfatizou a relevância cultural e o papel institucional do periódico no encerramento de seu ciclo diretivo. 

​"A consolidação da Revista de Direito é de suma importância no plano cultural. A minha palavra aqui é de alegria por ter uma revista bem completa e por estar deixando, na reta final desta gestão do Tribunal, um ambiente de harmonia", ressaltou o presidente. 

​Na ocasião, o presidente também parabenizou o empenho da liderança editorial composta pelo editor-chefe da Revista, desembargador Elton Martinez Carvalho Leme, e pelos editores das áreas de doutrina e jurisprudência, desembargadores Eduardo Antônio Klausner e Marcos Alcino de Azevedo Torres.

​Ao avaliar o processo de produção, o desembargador Elton Leme destacou que a excelência dos artigos e acórdãos selecionados decorre da criteriosa atuação do corpo de pareceristas e da comissão editorial. Segundo o magistrado, o acervo reflete o que se conceitua como "Direito concreto".

​"É através dele que nós, julgadores, contribuímos para moldar a sociedade de forma dinâmica e permitir que as decisões judiciais reflitam as novas demandas do jurisdicionado", pontuou Leme. 

​De acordo com o editor-chefe, a Revista apoia-se em três pilares fundamentais para a judicatura contemporânea:

a densidade teórica do conhecimento doutrinário, a efetividade do Direito concreto e a previsibilidade promovida pela uniformização da jurisprudência.

​Durante a solenidade, o desembargador Elton Leme anunciou uma importante novidade para o calendário editorial do Tribunal: atendendo a uma proposta do desembargador Ricardo Couto, o TJRJ lançará, no dia 16 de novembro, uma edição especial em homenagem à memória da desembargadora Maria Aglaé Tedesco Vilardo. 

​A publicação comemorativa fará um resgate abrangente da trajetória jurídica e humanista da magistrada, reunindo artigos doutrinários, relatórios, jurisprudências emblemáticas, entrevistas e sua biografia, com destaque para sua atuação na defesa dos Direitos Humanos e na preservação do meio ambiente. 

Alinhada aos princípios de democratização da informação jurídica, a Revista de Direito do TJRJ possui acesso inteiramente aberto, gratuito e imediato para toda a sociedade através dos canais digitais do Tribunal. 

Leia a Revista completa no link:

https://www3.tjrj.jus.br/.../RevistadeDi.../issue/view/25/27

 

© Alberto Araújo

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