domingo, 15 de fevereiro de 2026

O FILME E O VENTO LEVOU... (GONE WITH THE WIND) FOI LANÇADO EM 1939, EM 2026 ELE COMPLETA 87 ANOS DESDE SUA ESTREIA NOS ESTADOS UNIDOS - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Em 1939, o cinema testemunhou o nascimento de uma obra-prima: E o Vento Levou. Mais do que um filme, tornou-se um marco cultural, atravessando gerações com sua grandiosidade épica, personagens inesquecíveis e uma narrativa que mistura paixão, guerra e sobrevivência. Em 2026, ao completar 87 anos, continua a ser lembrado como um símbolo da força do cinema clássico, capaz de emocionar e inspirar até hoje. Sua beleza visual, sua música e seus diálogos permanecem vivos, como um vento que nunca se apaga na memória da sétima arte. 

© Alberto Araújo

 


 

O FOCUS PORTAL CULTURAL HOMENAGEIA GIGLIOLA CINQUETTI QUE HÁ 60 ANOS INTERPRETOU DIO, COME TI AMO


Em 1966, Gigliola Cinquetti emocionou o mundo com “Dio, come ti amo”, uma balada intensa que se tornou símbolo da paixão italiana. Vencedora do Festival de Sanremo e representante da Itália na Eurovisão, a canção marcou uma geração com sua força lírica e melódica. Agora, em 2026, celebramos seis décadas dessa obra-prima que continua a ecoar nos corações de quem a ouve. Mais que uma simples música, “Dio, come ti amo” é um testemunho da universalidade do amor e da capacidade da arte de atravessar o tempo. Gigliola, com sua voz doce e poderosa, eternizou um sentimento que permanece vivo, lembrando-nos que a música é ponte entre épocas e emoções. Sessenta anos depois, a canção segue como um hino de entrega e intensidade, reafirmando seu lugar na história cultural e musical da Itália e do mundo.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


 

A LA SPAGNOLA COM GIGLIOLA CINQUETTI

A canção “La Spagnola”, originalmente composta em 1906 por Vincenzo Di Chiara, foi regravada por Gigliola Cinquetti em 1973, dentro do álbum Stasera Ballo Liscio . Em 2026, a versão de Gigliola Cinquetti completa 53 anos desde seu lançamento. Já a composição original, de 1906, chega a impressionantes 120 anos de existência. 

© Alberto Araújo.


 

15 DE FEVEREIRO DE 2026 – HOMENAGEM AOS 462 ANOS DO NASCIMENTO DE GALILEU GALILEI - EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL


No dia 15 de fevereiro de 1564, nasceu em Pisa aquele que viria a ser chamado de pai da ciência moderna: Galileu Galilei. Hoje, em 15 de fevereiro de 2026, celebramos 462 anos de seu nascimento, e é impossível não sentir a força simbólica dessa efeméride. Galileu não foi apenas um cientista; foi um espírito inquieto, um homem que ousou olhar para o céu e enxergar além das fronteiras impostas pela tradição e pelo medo. 

Com sua luneta rudimentar, Galileu abriu janelas para o infinito. Ele viu montanhas na Lua, descobriu as luas de Júpiter, percebeu as fases de Vênus e, com isso, desafiou séculos de certezas. Cada observação era uma revolução silenciosa, um golpe contra a ideia de que a Terra era o centro imutável do universo. 

Mais do que descobertas, Galileu nos deu um novo modo de pensar: a ciência como investigação, como experiência, como diálogo com a natureza. Ele não se contentou com dogmas; quis ver com os próprios olhos, medir com as próprias mãos, comprovar com a razão. 

Defender o sistema heliocêntrico de Copérnico não era apenas uma questão científica, mas também um ato de coragem. Galileu enfrentou a resistência da Igreja, foi julgado, silenciado, mas nunca deixou de acreditar que a verdade se revelava nos números, nas observações, nos experimentos. Sua vida é um testemunho de que o conhecimento exige não apenas inteligência, mas também bravura. 

Galileu é lembrado como pai da ciência moderna porque inaugurou uma nova era: a era em que o ser humano não aceita respostas prontas, mas busca compreender. Ele nos ensinou que o universo é vasto, dinâmico e surpreendente, e que cabe a nós explorá-lo com curiosidade e rigor.

Se hoje sondas viajam para Marte, telescópios captam imagens de galáxias distantes e partículas são estudadas em aceleradores gigantes, é porque um homem, séculos atrás, decidiu apontar uma luneta para o céu e acreditar que poderia ver mais. 

Efemérides como esta não são apenas datas: são convites à memória e à inspiração. Celebrar Galileu é celebrar o espírito humano que ousa questionar, que não se conforma, que busca sempre ir além. É lembrar que a ciência não é apenas técnica, mas também poesia, coragem e esperança.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

ANDRÉ VARELLA - O POEMA VIVO QUE O PALCO NOS DEU - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL


Hoje, o dia 15 de fevereiro amanhece com uma luz diferente, uma claridade que parece vir de dentro, tal como o brilho que você, André Luiz Coutinho Varella, emite sempre que pisa em um palco ou se coloca diante de uma câmera. Celebrar o seu aniversário não é apenas contar o tempo, mas agradecer ao Universo por permitir que nossas trajetórias se cruzassem no Centro Cultural Maria Sabina, esse solo sagrado onde a arte se manifesta em sua forma mais pura. 

Lembro-me, com uma emoção que o tempo não apaga, do momento em que vi você declamar. Ali, não era apenas um homem recitando palavras; era a própria poesia ganhando corpo, voz e alma. E que honra imensa foi sentir os meus próprios versos, da poesia "Abraça-me, meu Pai", ganharem vida através da sua interpretação. Naquele instante, André, a sua voz se tornou o eco de um sentimento profundo, um abraço invisível que envolveu a todos nós. Hoje, sou eu quem estende os braços para lhe dizer: muito obrigado. Obrigado pelo carinho, pela entrega e por ter emprestado sua sensibilidade para dar alma às minhas palavras. 

Sua jornada, André, é um roteiro escrito pelas mãos do talento. Como não se emocionar ao lembrar de sua passagem pela tela da TV Globo, na novela Desejo Proibido? Ali, o Brasil inteiro pôde testemunhar o que o mestre Lima Duarte já sabia desde o ano 2000: que você é um ator de uma grandeza excepcional. A cumplicidade entre o prefeito Viriato e o filho André não era apenas ficção; era o encontro de dois gigantes. Lima, seu ídolo e amigo, não hesitou em dizer ao mundo que o prazer de contracenar era todo dele. E não foi só com ele! Você dividiu o brilho com nomes como Murilo Rosa, Fernanda Vasconcellos, Daniel de Oliveira, Letícia Sabatella, Alexandre Borges, José de Abreu e a eterna Eva Wilma. Você não apenas atuou com eles; você caminhou entre as estrelas sendo uma delas, com o brilho de quem sabe que o palco é o lugar onde a alma se liberta.

Mas, para além dos refletores e da fama, o que nos encanta em você é a sua essência. Você é um jovem especial no sentido mais angelical da palavra, alguém que parece ter um entendimento mais profundo sobre o amor e a amizade. A forma como você declama, como você olha, como você sorri... tudo em você é um convite à ternura. Lima Duarte viu isso naquele evento da APAE, e nós vemos isso em cada gesto seu. Você é o prova viva de que a arte não conhece barreiras; ela só conhece o coração.

Neste seu novo ciclo que se inicia hoje, desejo que as cortinas da vida se abram para cenários de muita paz, saúde e infinitas alegrias. Que você continue sendo esse declamador de esperanças, esse ator que nos faz chorar de emoção e sorrir de orgulho. Que a luz que você carrega, essa mesma luz que aparece na imagem linda que guardamos de você, continue guiando seus passos e inspirando todos os artistas que buscam a verdade na interpretação. 

André, receba hoje o meu abraço mais sincero e a minha gratidão eterna. Que seu aniversário seja um festival de carinho, cercado por aqueles que o amam e o admiram. Você é um tesouro da nossa cultura e um presente para os nossos corações. 

Feliz Aniversário, André Varella! Continue brilhando, continue declamando, continue sendo esse ser de luz que nos faz acreditar que a vida, quando tocada pela arte, é absolutamente divina.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)

O ATOR GLOBAL ANDRÉ VARELLA INTERPRETA A POESIA "ABRAÇA-ME, MEU PAI" UMA POESIA DE ALBERTO ARAÚJO EM FILME HOMENAGEM AOS PAIS


ABRAÇA-ME, MEU PAI

 

Ó meu PAI! É para ti essa melodia!

Abraça-me, meu PAI!

Abraça-me como somente tu sabes abraçar!

Quero me sentir envolvido em teus braços,

e escutar as batidas do teu coração

cheio de amor e alegria.

Ó meu PAI!

Abraça-me! FORTEMENTE.

Sou teu filho e preciso da tua ternura.

TU és meu HERÓI

Quero ser teu filho presente.

E somente em ti

a serenidade está segura.

Abraça-me!

Não me deixes cair.

PAI! Olho-te com admiração

e gosto de ser teu filho.

Tenho teu sangue

e o teu jeito de andar e rir.

Pai! Perdoa as minhas travessuras,

Em vez de brigas, me sorri...

Como gosto de ver o teu sorriso

neste teu rosto que nem sabe ficar sério.

Escuta as minhas palavras

de amizade e amor sincero.

Quero ser teu sagrado Querubim

que nasceu dos Céus

coberto com as bênçãos de Deus.

Quero abraçar-te com meus braços

assim como tu abraças os meus.

Desculpa-me e abraça-me...

Quero olhar para ti,

e sempre encontrar

um rosto complacente,

uma palavra amiga

e um abraço envolvente.

Aceita-me como eu sou...

E foi para ti que eu fiz

essa singela canção...

Abraça-me

e me chama de “MEU FILHO”

e deixa-me chamar-te de “MEU PAI”.

Porque, confesso-te e aclamo, TU,

somente TU, és meu Herói

que chamarei para sempre

de meu querido PAPAI.

Que Deus te abençoe sempre...

E deixa que eu te ame

com todo o amor de meu coração.

By © Alberto Araújo

Niterói - RJ.


Focus Portal Cultural do poeta Alberto Araújo, homenageia a todos os pais, pelo seu dia 14 de agosto.


EDIÇÃO

ALBERTO ARAÚJO 








Antônio Soares – ASO disse em vida: Excelente intérprete ANDRÉ VARELA, com pose de menino comportado e com belo porte, faz vibrar a plateia em sua apresentação. Um dos mais fulgurantes discípulos de NEIDE BARROS RÊGO como aluno do CENTRO CULTURAL MARIA SABINA.

(CLICAR NA IMAGEM PARA VER O VÍDEO)






sábado, 14 de fevereiro de 2026

A EXPRESSÃO QUE ATRAVESSOU SÉCULOS “SÓ SEI QUE NADA SEI”, ATRIBUÍDA A SÓCRATES © ALBERTO ARAÚJO – FOCUS PORTAL CULTURAL

 

A frase “Só sei que nada sei”, atribuída a Sócrates, tornou-se um marco da filosofia ocidental e, ao longo dos séculos, foi reinterpretada em diferentes contextos culturais, acadêmicos e sociais. Mais do que uma simples provocação, ela representa uma postura diante do conhecimento, da vida e da própria condição humana. O que parece uma contradição revela, na verdade, uma das maiores lições da filosofia: reconhecer os limites daquilo que sabemos é o primeiro passo para ampliar nossa compreensão do mundo.

No século V a.C., Atenas era o centro da vida intelectual e política da Grécia. Sócrates, sem deixar escritos próprios, destacou-se por sua prática do diálogo e pela insistência em questionar verdades aparentemente estabelecidas. Enquanto muitos se vangloriavam de possuir respostas definitivas, ele preferia levantar perguntas que desestabilizavam certezas. 

A frase “Só sei que nada sei” surge nesse contexto como uma síntese de sua postura. Sócrates não negava o conhecimento existente, mas apontava para a insuficiência das respostas prontas. Reconhecer a ignorância não era um gesto de fraqueza, mas de coragem intelectual. 

O grande diferencial de Sócrates estava em sua forma de ensinar. Em vez de transmitir conteúdos prontos, ele utilizava a maiêutica, um método baseado em perguntas que levavam o interlocutor a refletir sobre suas próprias ideias. Assim como uma parteira ajuda a dar à luz, Sócrates ajudava seus discípulos a “parir” pensamentos. 

Esse processo mostrava que o conhecimento não é algo estático, mas dinâmico. Cada resposta gera novas questões, e cada dúvida abre caminho para novas descobertas. A frase “Só sei que nada sei” é, portanto, um convite permanente ao diálogo e à investigação. 

Em um mundo que valoriza certezas rápidas, a postura socrática continua atual. Admitir que não sabemos tudo exige humildade, mas também fortalece nossa capacidade de aprender. A arrogância intelectual fecha portas; a humildade abre horizontes. 

Essa lição é especialmente relevante em ambientes acadêmicos e profissionais. Reconhecer limites não significa desistir, mas aceitar que o conhecimento é sempre parcial e provisório. Essa consciência nos torna mais críticos, mais atentos e mais preparados para lidar com a complexidade da realidade. 

A expressão socrática atravessou séculos e inspirou pensadores de diferentes épocas. No Renascimento, por exemplo, a redescoberta dos textos clássicos reforçou a ideia de que o saber deveria ser constantemente revisitado. No Iluminismo, filósofos como Voltaire e Kant retomaram a importância da dúvida como motor do pensamento. 

Mesmo na ciência moderna, a frase encontra eco. Grandes descobertas nasceram justamente da percepção de que teorias anteriores eram insuficientes. A física quântica, a teoria da relatividade e tantas outras revoluções científicas só foram possíveis porque alguém ousou reconhecer que o conhecimento vigente não explicava tudo.

Não é apenas no campo da filosofia ou da ciência que a frase se aplica. No cotidiano, ela nos lembra da importância de ouvir, dialogar e aprender com os outros. Em relações pessoais, admitir que não sabemos tudo fortalece vínculos, porque abre espaço para a escuta e para o respeito às diferenças. 

No ambiente profissional, essa postura favorece a colaboração. Equipes que reconhecem suas limitações tendem a buscar soluções de forma mais criativa e coletiva. A frase socrática, nesse sentido, é quase um manual de convivência. 

Vivemos em uma era marcada pela velocidade da informação. Notícias, opiniões e dados circulam em segundos, muitas vezes sem verificação. Nesse cenário, a frase “Só sei que nada sei” funciona como um antídoto contra a superficialidade. Ela nos lembra que nem tudo que parece verdadeiro resiste ao exame crítico.

Aceitar a dúvida é, portanto, uma forma de resistência. É recusar a passividade diante de discursos prontos e abrir espaço para a reflexão. É reconhecer que a busca pelo conhecimento é infinita e que cada resposta é apenas um degrau em uma escada interminável. 

Em última análise, a frase atribuída a Sócrates não é uma negação do saber, mas uma celebração da curiosidade. Ela nos convida a abandonar a arrogância intelectual e a cultivar uma postura de abertura. O verdadeiro sábio não é aquele que acumula certezas, mas aquele que permanece disposto a aprender.

Assim, “Só sei que nada sei” continua sendo uma expressão que atravessa séculos porque traduz uma verdade universal: o conhecimento humano é limitado, mas a busca por compreender é infinita. Essa consciência nos torna mais humanos, mais críticos e mais preparados para enfrentar os desafios de cada época.

SOBRE A FRASE 

Sócrates não escreveu nada, toda a filosofia socrática chegou até nós por meio de seus discípulos. Platão, na Apologia de Sócrates, relata que Sócrates, ao ser considerado o homem mais sábio de Atenas pelo oráculo de Delfos, concluiu que sua sabedoria estava em reconhecer que não sabia tudo. É daí que nasce a ideia que se transformou na frase “Só sei que nada sei”. Xenofonte também descreve Sócrates como alguém que admitia sua ignorância, mas não há registro literal da frase em seus textos. Então, Platão foi quem registrou a essência dessa ideia nos diálogos, especialmente na Apologia, e é por isso que a frase se consolidou como símbolo do pensamento socrático.


© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


A Morte de Sócrates Tela de Jacques-Louis David 

Sócrates e seus alunos, de Johann Friedrich Greuter 

(obra datada do século XVII).



A Escola de Atenas é uma das mais famosas pinturas do renascentista italiano Rafael e representa a Academia de Atenas. Foi pintada entre 1509 e 1510 na Stanza della Segnatura sob encomenda do Vaticano. A pintura já foi descrita como a obra-prima de Rafael e a personificação perfeita do espírito clássico da Renascença














ROTARY - 70 ANOS DE ESPERANÇA E TRANSFORMAÇÃO NA ETIÓPIA - POSTAGEM ESPECIAL DO FOCUS PORTAL CULTURAL

 

Setenta anos. Uma vida inteira dedicada ao serviço, à solidariedade e à construção de pontes entre povos e culturas. O Rotary comemora sete décadas de atuação na Etiópia, um marco que transcende números e estatísticas: é a celebração de histórias de vidas transformadas, de comunidades fortalecidas e de sonhos que se tornaram realidade. A visita do presidente do Rotary International, Francesco Arezzo, é mais do que uma homenagem institucional; é o reconhecimento de que o trabalho realizado neste país ecoa no coração da humanidade. 

O Rotary nasceu com uma missão simples e poderosa: unir pessoas em torno da ideia de servir. Na Etiópia, essa missão ganhou contornos ainda mais profundos. Ao longo de 70 anos, o Rotary esteve presente em momentos críticos da história do país, oferecendo apoio em áreas como saúde, educação, saneamento básico e desenvolvimento comunitário. Cada projeto realizado é um testemunho da força que surge quando indivíduos se unem em prol do bem comum. 

Um dos maiores legados do Rotary na Etiópia é sua contribuição para a saúde pública. Desde campanhas de vacinação contra a poliomielite até programas de combate à malária e ao HIV, o Rotary ajudou a salvar milhares de vidas. Em vilarejos remotos, onde o acesso à medicina era quase inexistente, voluntários rotarianos levaram esperança em forma de vacinas, medicamentos e conhecimento. A luta contra a poliomielite, em especial, tornou-se símbolo da determinação do Rotary em erradicar uma doença que por décadas ceifou a infância de milhões. 

Educar é libertar. O Rotary compreendeu que sem educação não há progresso sustentável. Por isso, investiu em escolas, bibliotecas e programas de alfabetização. Crianças que antes não tinham acesso a livros agora podem sonhar com carreiras, com a possibilidade de transformar suas comunidades. Professores receberam capacitação, jovens ganharam bolsas de estudo e mulheres encontraram oportunidades para se desenvolver. A educação tornou-se a chave para abrir portas e criar gerações preparadas para liderar. 

A escassez de água potável é um dos maiores desafios da Etiópia. O Rotary enfrentou esse problema com projetos de perfuração de poços, sistemas de filtragem e programas de conscientização sobre higiene. Cada gota de água limpa representa dignidade, saúde e esperança. Famílias que antes caminhavam quilômetros em busca de água agora têm acesso a esse recurso vital em suas comunidades. O impacto é imediato: menos doenças, mais tempo para estudar e trabalhar, mais qualidade de vida. 

O Rotary não apenas oferece ajuda; ele capacita comunidades para que sejam protagonistas de sua própria transformação. Projetos de microcrédito, capacitação profissional e apoio a pequenos empreendedores criaram oportunidades econômicas que mudaram realidades. Mulheres passaram a liderar negócios, jovens encontraram alternativas ao desemprego e comunidades inteiras se tornaram mais resilientes diante das adversidades. 

A presença do presidente do Rotary International, Francesco Arezzo, na Etiópia é carregada de simbolismo. É o reconhecimento internacional de que o trabalho realizado neste país é exemplar, inspirador e digno de ser celebrado. Arezzo não veio apenas para parabenizar; veio para testemunhar de perto o impacto que o Rotary tem na vida das pessoas. Sua visita reforça a mensagem de que o Rotary é uma rede global de solidariedade, onde cada ação local reverbera em escala mundial. 

O Rotary é mais do que uma organização; é um movimento de transformação. Em cada canto do mundo, rotarianos se levantam para enfrentar desafios que parecem intransponíveis. Seja combatendo doenças, promovendo a paz, apoiando a educação ou protegendo o meio ambiente, o Rotary mostra que o bem é uma força capaz de mover montanhas. Na Etiópia, esse bem se materializa em histórias de crianças que voltaram a sorrir, de comunidades que ganharam esperança e de um país que encontrou parceiros para construir um futuro melhor.

Setenta anos não são apenas um número; são uma trajetória de dedicação e amor ao próximo. O Rotary na Etiópia é prova viva de que quando pessoas se unem em torno de valores como solidariedade, respeito e compaixão, o mundo se torna um lugar melhor. A visita de Francesco Arezzo é um marco que reforça esse compromisso e inspira novas gerações a continuar o trabalho. 

PARABÉNS, ETIÓPIA!

Parabéns a todas as pessoas da Etiópia que entram em ação para criar um mundo melhor. Cada voluntário, cada parceiro, cada beneficiário é parte dessa história grandiosa. O Rotary é feito de pessoas, e são essas pessoas que transformam ideias em realidade, desafios em conquistas e sonhos em esperança. Que os próximos 70 anos sejam ainda mais luminosos, e que o exemplo da Etiópia inspire o mundo inteiro. 


Créditos das fotos:

Rotary International

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

MENSAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

 

Há instantes na história em que o espírito humano se revela em sua plenitude. O Rotary, ao celebrar 70 anos de atuação na Etiópia, nos oferece um desses momentos raros, em que a solidariedade se transforma em arte e o altruísmo em poesia. Como editor do Focus Portal Cultural, não posso deixar de me emocionar diante dessa essência sublime: homens e mulheres que, movidos pela generosidade, constroem pontes invisíveis entre culturas e vidas. A visita de Francesco Arezzo, presidente do Rotary International, é mais que um gesto institucional; é a confirmação de que o bem, quando partilhado, torna-se patrimônio universal. Cada ação do Rotary é como um verso escrito no coração da humanidade, lembrando-nos que servir é a mais elevada forma de cultura. Encantado, vejo nesse legado não apenas um marco histórico, mas uma inspiração eterna: a certeza de que o mundo pode ser reinventado pela força da compaixão.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

DON JUAN TENÓRIO - ENTRE SEDUÇÕES E SEDIÇÕES DO DESEJO RESENHA DE © ALBERTO ARAÚJO - A DALMA NASCIMENTO


Prelúdio do Desejo 

O célebre Don Juan Tenório atravessa séculos como um espectro inquietante, um mito que se reinventa e se multiplica em cada época, em cada linguagem, em cada cultura que o acolhe. Desde Tirso de Molina, que lhe deu forma dramática no teatro barroco espanhol, até as releituras contemporâneas que o inserem em cenários urbanos, carnavalescos ou cinematográficos, Don Juan permanece como arquétipo do desejo insaciável, do sedutor que nunca se sacia, do finório que joga com as regras sociais apenas para subvertê-las. 

Dalma Nascimento, em Seduções e Sedições do Finório Don Juan Tenório (2024), nos convida a revisitar esse mito com olhar renovado, articulando erudição e sensibilidade, crítica e poesia, para revelar como o personagem continua a nos interpelar e a nos provocar. A autora percorre tanto os caminhos históricos e literários do mito quanto sua ressignificação diante da ascensão da mulher como sujeito histórico e literário. Don Juan é apresentado como caçador de afetos, mas também como fugitivo da completude, sempre em busca de uma mulher mítica que lhe devolva o paraíso perdido. Essa busca, porém, é marcada pela frustração, pela impossibilidade de fixar o objeto do desejo, pela eterna tensão entre ideal e realidade. Dalma Nascimento ilumina essa dimensão ao aproximar Don Juan da poesia de Vinicius de Moraes, especialmente em “A mulher que passa”, onde o desejo se revela como promessa e ausência, como sonho e desencanto. 

A introdução da obra já anuncia a multiplicidade de Don Juan: ele é o boto sedutor do folclore amazônico, o personagem das marchinhas carnavalescas, o protagonista das óperas europeias, o anti-herói das montagens teatrais contemporâneas. Essa polifonia é explorada com rigor e leveza, mostrando como o mito se adapta às vestes de cada época sem perder sua essência transgressora. Dalma Nascimento destaca ainda a fortuna crítica que acompanha Don Juan, das leituras teológicas às psicanalíticas, das culturais às desconstrutivistas, revelando como o personagem se mantém vivo justamente por sua capacidade de reinvenção. 

Mas o livro não se limita a revisitar o mito: ele o confronta com as transformações sociais e culturais do século XX e XXI, especialmente com a emergência da mulher como sujeito ativo da narrativa. Se antes Don Juan encontrava terreno fértil em uma sociedade que relegava à mulher o papel de objeto passivo, agora ele se vê diante de resistências, de vozes que não se deixam capturar. Essa mudança é analisada com profundidade, revelando como o mito se ressignifica diante da nova mulher, consciente de seu valor e de sua autonomia. Nesse sentido, Seduções e Sedições do Finório Don Juan Tenório é mais do que uma leitura crítica: é uma reflexão sobre o desejo, sobre o amor, sobre a condição humana em sua busca incessante por sentido.

Com toda essa “finura” que somente Dalma Nascimento carrega em sua trajetória literocultural que a especialista em conhecimentos medievos nos convida a revisitar um dos mitos mais inquietantes da cultura ocidental: Don Juan Tenório, em sua obra Seduções e Sedições do Finório Don Juan Tenório. Publicado em 2024 pela H.P. Comunicação Associados, com projeto gráfico do talentoso editor Paulo França, Rio de Janeiro, o livro reúne 200 páginas de reflexões, análises e provocações sobre o eterno sedutor, o “gatuno de corações” que atravessa séculos e linguagens, da literatura à música, do teatro ao cinema. 

Dividido em duas partes, o livro articula conferências e ensaios sobre o mito donjuanesco com uma leitura sensível de obras clássicas brasileiras, como Missa do Galo, de Machado de Assis, e Amar, Verbo Intransitivo, de Mário de Andrade. O fio condutor é o amor, ora como enigma, ora como transgressão, e a figura de Don Juan como símbolo de uma busca incessante por completude, que se revela sempre frustrada, mas nunca abandonada.

A primeira parte da obra é dedicada à figura de Don Juan como arquétipo do desejo insaciável. Dalma Nascimento percorre os caminhos históricos, literários e simbólicos do personagem, desde suas raízes mitológicas em Zeus até sua cristalização no teatro barroco espanhol com Tirso de Molina. Don Juan é apresentado como um ser em perpétua fuga da completude, um caçador de afetos que jamais se sacia, pois sua busca é, na verdade, por uma mulher mítica que lhe revele o paraíso perdido. 

Essa leitura é enriquecida por referências à poesia de Vinicius de Moraes, especialmente ao poema "A mulher que passa", que sintetiza o donjuanismo poético: o desejo por uma mulher que pacifique a angústia existencial, mas que, paradoxalmente, nunca permanece. A autora traça paralelos entre o poeta e o mito, revelando como ambos encarnam a tensão entre o ideal e o real, entre o sonho e a frustração. 

O texto das orelhas já antecipa a multiplicidade de Don Juan, ele aparece nas marchinhas carnavalescas brasileiras, no folclore amazônico como o boto sedutor, nas óperas europeias, nas artes plásticas, no cinema e na literatura. Dalma Nascimento explora essa polifonia com erudição e leveza, mostrando como o personagem se adapta às vestes e ademanes de cada época, mantendo, contudo, sua essência sedutora e transgressora. 

A autora destaca a fortuna crítica de Don Juan, que inclui abordagens teológicas, psicanalíticas, culturais e até desconstrutivistas. A montagem de Gerald Thomas é citada como exemplo de releitura contemporânea que subverte o mito sem perder sua força simbólica. Essa capacidade de reinvenção é, segundo Dalma, o que torna Don Juan uma figura transtemporal, sempre atual e provocadora. 

Um dos méritos da obra é a análise da ascensão da mulher como sujeito histórico e literário. Dalma Nascimento observa que, com o avanço dos movimentos feministas e a valorização da voz feminina, o poder de sedução de Don Juan encontra resistência. A mulher deixa de ser objeto passivo e passa a ser agente de sua própria narrativa. Essa mudança é abordada com sensibilidade e profundidade, revelando como o mito se transforma diante das novas configurações sociais.

A autora também resgata a presença da mulher na poesia de Vinicius de Moraes, como figura alegórica e fonte de inspiração. A mulher é ponte entre o desejo e a realização, entre o sonho e a concretude. Essa leitura é ampliada com referências a Ariadne, Eurídice e outras figuras míticas que simbolizam a salvação, a harmonia e a transcendência.

Dalma Nascimento discute o conceito de emulação, conforme proposto por João Cezar de Castro Rocha, como forma de recriação literária que respeita a obra original. Don Juan, nesse sentido, é um personagem que gera múltiplas versões sem perder sua identidade. A autora cita exemplos como Confissões de Narciso, de Autran Dourado, e Boquinhas Pintadas, de Manuel Puig, que retomam o mito em contextos distintos, revelando sua plasticidade e potência simbólica. 

A análise de Boquinhas Pintadas é particularmente rica, destacando o uso de técnicas cinematográficas, colagens narrativas e paródias de clichês românticos. Manuel Puig dessacraliza o mito e o insere em um universo cotidiano, revelando suas contradições e fragilidades. Essa abordagem dialoga com a proposta de Dalma Nascimento de pensar Don Juan como figura que seduz e é seduzida por sua própria ficção. 

Outro ponto alto da obra é a comparação entre Don Juan e Fausto, dois personagens que fazem pactos, um com o Diabo, outro com o desejo. Dalma Nascimento explora as afinidades entre os dois mitos, mostrando como ambos expressam dilemas existenciais e filosóficos. A autora cita Victor Hugo, que coloca Sganarello ao redor de Don Juan e Mefistófeles ao redor de Fausto, evidenciando a complementaridade entre os dois. 

Essa análise é enriquecida por referências a Mircea Eliade e à ideia de que mitos expressam situações arcaicas e universais. Don Juan e Fausto são, assim, figuras que encarnam o pathos humano, a tensão entre o desejo e a ética, entre a liberdade e a responsabilidade. A leitura de Dalma é profunda e instigante, revelando como esses personagens continuam a seduzir o imaginário contemporâneo. 

Na segunda parte do livro, Dalma Nascimento analisa a transformação da mulher ao longo do século XX e sua emergência como sujeito literário e histórico. A autora traça um panorama das mudanças culturais, políticas e filosóficas que permitiram à mulher romper com os silêncios e assumir seu lugar na narrativa. Essa análise é feita com entusiasmo e rigor, revelando como a mulher passou das matinatas domésticas ao esplendor da participação plena na vida pública. 

A autora celebra a nova mulher como figura antenada, consciente de seu valor e capaz de dialogar com os mitos sem se submeter a eles. Essa leitura é essencial para compreender como o mito de Don Juan se ressignifica diante da presença feminina, que não mais se deixa capturar pelas armadilhas do sedutor. 

Seduções e Sedições do Finório Don Juan Tenório é uma obra rica, multifacetada e provocadora. Dalma Nascimento oferece ao leitor uma viagem pelas múltiplas faces do desejo, da sedução e da busca por sentido. Don Juan emerge como figura que transcende o tempo, os gêneros e as linguagens, revelando tanto os abismos do amor quanto as possibilidades de reinvenção.

A autora alia erudição e sensibilidade, construindo uma narrativa que é ao mesmo tempo crítica e poética. Sua leitura de Don Juan é profunda, abrangente e atual, revelando como o mito continua a nos interpelar, a nos seduzir e a nos desafiar. Uma obra indispensável para quem deseja compreender as tramas do desejo e os enigmas da condição humana. 

Epílogo das Sedições. Ao final da leitura, o que se impõe é a percepção de que Don Juan Tenório não é apenas um personagem literário, mas um espelho das inquietações humanas. Ele encarna o pathos do desejo, a tensão entre liberdade e responsabilidade, entre sonho e frustração, entre sedução e sedução de si mesmo. Dalma Nascimento nos mostra que Don Juan é, ao mesmo tempo, arquétipo e metáfora, mito e realidade, figura que atravessa o tempo porque traduz uma experiência universal: a busca por completude em um mundo marcado pela falta, pela ausência, pela impossibilidade de fixar o objeto do desejo. 

A comparação com Fausto, explorada pela autora, reforça essa dimensão existencial. Ambos fazem pactos, um com o Diabo, outro com o desejo, e ambos revelam dilemas filosóficos que continuam a nos assombrar. Don Juan, como Fausto, é figura transtemporal, capaz de se reinventar em cada contexto, de dialogar com cada geração, de provocar cada leitor. Essa plasticidade é o que garante sua permanência, sua atualidade, sua força simbólica. 

Mas o mérito maior da obra de Dalma Nascimento está em articular essa leitura com a transformação da mulher como sujeito histórico e literário. Ao mostrar como a mulher deixa de ser objeto e passa a ser agente, a autora revela não apenas uma mudança social, mas também uma ressignificação do mito. Don Juan já não pode seduzir impunemente; ele se vê diante de resistências, de vozes que o desafiam, de presenças que o obrigam a se reinventar. Essa tensão é o que torna o mito ainda mais instigante, pois revela como o desejo se transforma diante das novas configurações sociais.

Seduções e Sedições do Finório Don Juan Tenório é, assim, uma obra indispensável para quem deseja compreender não apenas o mito de Don Juan, mas também as tramas do desejo e os enigmas da condição humana. Dalma Nascimento alia erudição e sensibilidade, crítica e poesia, para construir uma narrativa que é ao mesmo tempo análise e celebração, reflexão e provocação. Ao revisitar Don Juan, a autora nos convida a refletir sobre nós mesmos, sobre nossas buscas, nossas frustrações, nossas seduções e nossas seduções de si. Don Juan emerge, ao final, como figura que nos desafia a pensar o amor não como completude, mas como movimento, não como posse, mas como travessia, não como fim, mas como eterno recomeço. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



MENSAGEM

CLÁUDIO NASCIMENTO FILHO DE DALMA NASCIMENTO DISSE EM ÁUDIO, eu transcrevi:  “Meu amigo Alberto Araújo, quando a gente acha que ele não vai conseguir se superar, o cara é enjoado! Ele vai lá e se supera. Ele faz melhor, ele bate o recorde, o recorde mundial já é dele, e ele vai lá e bate o recorde mundial de novo. Ele é impossível! 

Meu querido Alberto Araújo, ficou lindo, lindo, lindo, lindo. A arte ficou linda, o texto ficou lindo. Poxa, que jeito, né? Que inspiração, que jeito, que carinho, que reverência. Muito obrigado, meu amigo. Muito obrigado. É um anão, você sabe disto. Você nasceu no corpo errado, no corpo de anão. Seu espírito não cabe aí, Alberto Araújo. Seu espírito não cabe, seu espírito não cabe nesse corpinho de anão, de pigmeu, não cabe. A grandeza, a generosidade, o brilho... não cabe.

A Shirley acertou, você acertou. Muito obrigado, amigo. Alberto Araújo, você responde o que a gente fez para merecer a amizade de vocês? O que a gente fez para merecer a amizade de vocês? Muito obrigado, muito obrigado. Já vou passar para outros familiares, já vou repassar. Muito obrigado, querido. Parabéns! Ficou lindo. Que palavras, que construções! Ah, e o tempo que você fica para preparar isso... Ficou linda a composição, ficou lindo, lindo, lindo, lindo. 

Obrigado, meu amigo. Você se superou. Quando a gente achava que não era mais possível quebrar o recorde mundial, ele vai lá, de enjoado, e quebra o recorde mundial que já era dele! Ele quebra o próprio recorde mundial de novo. Muito obrigado, muito obrigado, mestre. 

Um grande abraço aí para vocês e bom dia quando vocês receberem essas mal traçadas palavras aqui pelo áudio. Muito obrigado, amigo. E mamãe em vida recebendo esse carinho todo. Muito obrigado.” Claudio Nascimento – 14-02-2026

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Meu caro Claudio Nascimento, confesso que ouvi seu áudio com um nó na garganta. Saber que minha arte e minhas palavras chegaram até você e sua família com essa força é o maior 'recorde' que eu poderia bater. A verdade é que a inspiração vem da admiração que tenho por vocês. Fico feliz demais em saber que a sua mãe, a querida Dona Dalma, recebeu esse carinho em vida; é exatamente para isso que a gente coloca o coração no que faz. Obrigado por ser esse amigo tão generoso nas palavras e por compartilhar esse momento com os seus familiares. Um grande abraço em todos! Alberto Araújo.



Imagem Don Juan Tenório - Pintura de Manet 
lendo a obra de Dalma Nascimento