quinta-feira, 9 de abril de 2026

A PALAVRA QUE ABRAÇA A CULTURA: UMA GRATIDÃO IMORTAL À ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS - AGRADECIMENTO DE © ALBERTO ARAÚJO


No sábado, 28 de março de 2026, o calendário marcou mais do que uma data; ele registrou um dos momentos mais sublimes da minha trajetória como operário da comunicação e da cultura. Sob as luzes da Academia Fluminense de Letras (AFL), instituição que completa seus gloriosos 109 anos de existência, fui agraciado com uma Moção de Homenagem e Reconhecimento. Um gesto que, para além do papel timbrado e da elegância do selo acadêmico, carrega o peso da história e o sopro da imortalidade. 

Falar da AFL é falar de um santuário. Como bem define o texto da moção, esta Casa é o "Templo da Palavra, Guardiã da Memória e da História do Estado do Rio de Janeiro". Estar naquele recinto não é apenas cruzar um portal físico, é conectar-se com o pensamento de gerações que moldaram a identidade fluminense através do rigor literário e da sensibilidade artística.

Neste cenário de tamanha relevância, a presença da Presidente, Márcia Pessanha, emerge como o epítome da competência e da elegância intelectual. Sob sua égide, a Academia não apenas preserva o passado, mas pulsa no presente, reconhecendo aqueles que, mesmo fora do ambiente acadêmico estrito, dedicam suas vidas à difusão do saber. A generosidade de seu olhar e a firmeza de sua gestão são luzes para todos nós. Receber esta honraria de suas mãos é uma distinção que guardarei como um tesouro pessoal e profissional. 

O jornalismo cultural é, muitas vezes, um trabalho de formiguinha, como bem falou o “muso” de Márcia Pessanha, o amigo Aldo Pessanha, em uma ocasião, assim que comecei essa labuta gloriosa na cultura brasileira e universal. É um exercício diário de resistência, especialmente em tempos de efemeridade digital. O Focus Portal Cultural, ao longo desses mais de quinze anos, nasceu e cresceu com a missão de ser vitrine para o talento alheio, de dar voz aos poetas, aos pintores, aos dramaturgos e aos pensadores do nosso universo literocultural. 

Ser notado por uma instituição do calibre da AFL é a validação definitiva de que esse "incansável trabalho de divulgação", como citado na moção, atingiu o seu propósito mais nobre: o serviço à coletividade. Quando a Academia me cita como merecedor desta honraria por "exemplar zelo e dedicação", sinto que cada madrugada editando textos e cada cobertura de evento literário valeram a pena. 

"A cultura é o que nos resta quando esquecemos tudo o que aprendemos." Este reconhecimento prova que a cultura fluminense não é apenas aprendizado, é vivência, é sangue, é alma. 

Embora o nome grafado na moção seja Alberto Araújo, este reconhecimento é, em essência, compartilhado. Ele pertence a cada colaborador do Focus Portal Cultural, a cada leitor que busca em nossas páginas um respiro intelectual e, acima de tudo, aos artistas fluminenses. Sem a produção efervescente do nosso Estado, o jornalismo cultural seria um deserto. 

Reporto-me ao Padre Fábio de Melo, que disse: “Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou. Pela sua capacidade de me olhar devagar, já que nessa vida muita gente já me olhou depressa demais.” 

ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS: MOÇÃO DE HOMENAGEM E RECONHECIMENTO 

"A ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS tem a honra de apresentar ao ilustre Jornalista ALBERTO ARAÚJO, Diretor do Portal Cultural Focus, esta MOÇÃO DE HOMENAGEM E RECONHECIMENTO pelo incansável trabalho de divulgação do movimento cultural fluminense que vem promovendo há mais de quinze anos, através do Portal Focus e de outros instrumentos de mídia digital, com exemplar zelo e dedicação — constituindo inestimável serviço prestado às atividades desta e de outras instituições dedicadas às Letras, à Literatura e às Artes. Por sua elevada disposição em servir à Cultura do Estado do Rio de Janeiro, o homenageado é merecedor das homenagens desta Casa — Templo da Palavra, Guardiã da Memória e da História do Estado do Rio de Janeiro." 

Niterói, 28 de março de 2026.

Márcia Pessanha – Presidente

Agradeço à Presidente Márcia Pessanha pela sensibilidade de enxergar o valor do jornalismo digital como ferramenta de preservação da memória literária. Agradeço aos acadêmicos que compõem esta Casa Centenária pela acolhida calorosa em um sábado que se tornou eterno. Receber entre tantas personalidades exponenciais da cultura fluminense uma Moção de Reconhecimento não é um ponto de chegada, mas um novo ponto de partida. Aumenta-se a responsabilidade. Ao ser chamado de "merecedor das homenagens desta Casa", assumo o compromisso renovado de continuar sendo um baluarte na defesa das nossas letras e das nossas artes.

Niterói, no dia 28 de março, foi o cenário de uma comunhão entre o jornalismo e a imortalidade acadêmica. Sai do evento com a alma leve e o coração transbordando de gratidão. Que a Academia Fluminense de Letras continue sendo este baluarte de luz sob a condução magistral de Márcia Pessanha, e que nós, do Focus, possamos sempre ser o espelho que reflete essa luz para o mundo. À Academia, à Márcia, e a todos os que acreditam no poder transformador da Cultura: o meu mais profundo e sincero muito OBRIGADO. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural  

(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)






CONVITE ESPECIAL DO ROTARY CLUB DE NITERÓI, EM PARCERIA COM O ELOS CLUBE E O NÚCLEO DA REDE SEM FRONTEIRAS EM NITERÓI

O ROTARY CLUB DE NITERÓI, EM PARCERIA COM O ELOS CLUBE E O NÚCLEO DA REDE SEM FRONTEIRAS EM NITERÓI, tem a honra de convidar para a 17ª Reunião Conjunta, um encontro que promete ser memorável pela relevância de seus participantes e pela força das ideias que serão compartilhadas. O Rotary, instituição centenária que se destaca mundialmente pelo compromisso com a ética, a solidariedade e o serviço comunitário, reafirma em Niterói sua vocação de unir pessoas em prol de causas maiores, promovendo o diálogo e a cooperação entre culturas e nações. 

À frente do Rotary Club de Niterói está a talentosa Ana Paula Aguiar, presidente para o biênio 2025-26. Reconhecida por sua energia, liderança e dedicação, Ana Paula tem se destacado como uma voz firme na defesa de projetos sociais e culturais que impactam positivamente a comunidade. Sua presença neste evento simboliza o compromisso do Rotary com a inclusão, a diversidade e a valorização de lideranças femininas que inspiram e transformam. 

À frente do Elos Internacional e do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói está a incansável Matilde Carone Slaibi Conti. Mulher de visão e energia, Matilde tem dedicado sua trajetória à integração cultural e ao fortalecimento de laços entre povos e instituições. Sua liderança firme e inspiradora é o motor que impulsiona projetos de relevância internacional, tornando cada encontro uma oportunidade de união e crescimento coletivo.

O encontro contará também com a participação de Mateus Sá, Cônsul Geral da República de Angola no Rio de Janeiro. Sua presença reforça o caráter internacional e diplomático da reunião, trazendo ao diálogo a perspectiva de uma nação irmã, com laços históricos e culturais profundos com o Brasil. O cônsul Mateus Sá é reconhecido por sua atuação em prol da aproximação entre povos, fortalecendo pontes de cooperação e amizade que transcendem fronteiras. 

Somando ainda mais prestígio ao evento, estará presente o comandante da Marinha Mercante André Ricardo Araújo Silva, atualmente, responsável pelo Grupo de Mulheres da Força. Sua atuação é marcada pela valorização da participação feminina em áreas tradicionalmente masculinas, abrindo caminhos e ampliando horizontes para novas gerações. André Ricardo traz ao encontro não apenas sua experiência como líder militar, mas também sua visão de futuro, pautada na equidade e no fortalecimento da cidadania.

Este será, portanto, um momento único de celebração e reflexão, em que diferentes instituições e lideranças se unem para reafirmar valores universais de paz, solidariedade e cooperação. A 17ª Reunião Conjunta do Rotary Club de Niterói, Elos Clube e Rede Sem Fronteiras será mais do que um encontro: será um marco de integração cultural e diplomática, um espaço de diálogo que honra o passado e projeta um futuro de esperança e união. 

DATA: 09 de abril de 2026-quinta-feira, às 20h.

LOCAL: Casa da Amizade de Niterói.

Endereço: Rua Murilo Portugal, 1130- Charitas, Niterói. 



quarta-feira, 8 de abril de 2026

A PALAVRA COMO TRAVESSIA - O VI ENCONTRO NACIONAL E V INTERNACIONAL DA AJEB CONTARÁ COM A PRESENÇA DE ANA MARIA TOURINHO

 

Entre os dias 9 e 12 de abril de 2026, SINOP, no coração de Mato Grosso, se transforma em palco de um encontro que transcende fronteiras e celebra a força da palavra. O VI Encontro Nacional e V Encontro Internacional da AJEB não é apenas uma reunião de jornalistas e escritoras: é um rito de passagem, uma travessia coletiva em que vozes se entrelaçam, histórias se revelam e a literatura se afirma como abrigo e espelho da alma. O evento, organizado pela Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, fundada em 1970, reúne mulheres que carregam em suas trajetórias o poder de narrar, de registrar e de reinventar mundos. 

Do Rio de Janeiro e de outros estados, seguirão inúmeras ajebianas, inclusive,  a presidente da AJEB-Rio Márcia Márcia Schweizer, a jornalista Nina Fernandes, Edilde Cândido, que também faz parte da diretoria e Glaudia Mamede rumo a SINOP para o VI Encontro Nacional e V Encontro Internacional da AJEB.

Cada uma leva consigo sua história, sua voz e sua contribuição para esse grande mosaico de literatura e jornalismo que se desenha em abril. É uma presença coletiva que engrandece o evento e reafirma a força da AJEB como espaço de união e partilha. 

Entre tantas mulheres que se preparam para viver esses dias intensos, escolhemos destacar a alegria de Ana Maria Tourinho, Membro da AJEB-RJ, que compartilhou com entusiasmo os cards de divulgação e declarou-se honrada em participar, onde, inclusive, acontecerá a posse da nova diretoria nacional da qual faz parte do Conselho Fiscal. Agradecemos a Ana Maria, a consideração em compartilhar conosco, no particular, esse seu importante projeto. 

Sua felicidade traduz o espírito que move todas nós: o orgulho de estar presente, de lançar palavras ao mundo e de celebrar juntas a literatura como abrigo, espelho e travessia. 

A programação se estende por quatro dias intensos, em espaços que vão da universidade ao shopping, da fazenda ao cinema, da Câmara Municipal ao parque ecológico. Cada ambiente se torna cenário de uma experiência singular: palestras que iluminam, lançamentos de livros que eternizam, apresentações culturais que encantam, homenagens que reconhecem. Há o calor humano da acolhida, o brilho das honrarias, o sabor do café compartilhado, o riso no karaokê, o silêncio reverente diante das artes expostas. É uma celebração plural, onde a palavra escrita dialoga com a música, com a imagem, com o gesto, compondo um mosaico de brasilidade e universalidade. 

Nesse contexto vibrante, a presença de Ana Maria Tourinho, coordenadora da AJEB-RJ, ganha contornos de símbolo. Jornalista e escritora, ela traz consigo não apenas sua trajetória, mas também o lançamento de uma obra que já nasce com a marca da coletividade: “Alma em Palavras: A Literatura como Abrigo, Espelho e Travessia”, parte da Coletânea Internacional da AJEB. O título é, por si só, um manifesto. Fala de literatura como refúgio diante das intempéries, como reflexo das inquietações humanas, como ponte que conduz ao outro e a si mesmo. 

O encontro com Ana Maria está marcado para a sexta-feira, 10 de abril, às 13h30min, no Salão Internacional do Livro. Mais do que um lançamento, será um convite à reflexão. Ao falar de alma e literatura, Ana Maria nos lembra que escrever é também sobreviver, é resistir, é se reinventar. Sua voz ecoa como a de tantas mulheres que, ao longo da história, encontraram na palavra um espaço de liberdade e de afirmação. 

Assim, o evento em SINOP se desenha como um grande ritual de pertencimento. Cada atividade, cada gesto, cada livro lançado compõe uma narrativa maior: a de que a literatura é viva, pulsante, necessária. E a presença de Ana Maria Tourinho, com sua obra e sua sensibilidade, reforça essa certeza. Em tempos de ruídos e dispersões, o encontro da AJEB nos devolve à essência: a palavra como abrigo, como espelho, como travessia.

No fim, o que se celebra não é apenas a literatura, mas a própria vida. A vida que se escreve, que se canta, que se compartilha. A vida que se reconhece na diversidade e que se fortalece na união. Em Sinop, durante esses dias de abril, a AJEB nos lembra de que somos feitos de histórias, e que, ao contá-las, nos tornamos eternos. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





O MILAGRE DA QUARTA-FEIRA - POESIA DE ALBERTO ARAÚJO


 


Não me detenho nos arcos da história,

nem nas coroas que se desfazem em pó.

Os impérios desmoronam em silêncio,

como livros esquecidos em estantes frias.

A espada se rende à ferrugem,

e a métrica de ferro se abre em fenda,

enquanto o sol, impaciente, rasga a cortina

e derrama rios de luz pelo chão da sala.

 

A verdade de viver não é tese,

não repousa nos claustros da filosofia.

Ela vibra no sol doméstico do pão que doura,

na névoa de lembranças que sobe da xícara,

no milagre secreto de acordar e ser chamado à existência.

 

Esqueça o banimento. O exílio real

é não perceber o beijo da luz que insiste.

O amor não é vigília, não é peso,

é pássaro que nos leva em voo exato,

à certeza de que o dia, sim, floresce em nós.

 

O fim não é sombra, é claridade.

O instante é relâmpago, um trovão jubiloso.

Abrir a janela é rasgar o véu do mundo.

E lá fora, a vida, em sua glória simples,

proclama que o jasmim nunca foi tão doce.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





EXPOSIÇÃO ATLÂNTICO SERTÃO

Com participação de mais de 70 artistas, mostra no CCBB São Paulo propõe releitura do sertão como espaço ampliado de resistência em defesa dos direitos humanos por meio da arte contemporânea

    O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP) apresenta, a partir de 15 de abril, a exposição inédita Atlântico Sertão. São mais de 70 artistas, de diferentes regiões, para apresentar o sertão como um território ampliado de resistência. O projeto ocupa todos os andares do edifício com pinturas, esculturas, fotografias e instalações que, sob uma perspectiva decolonial, transforma a arte em memória e afirmação. A mostra articula os conceitos simbólicos de “Atlântico” e “Sertão” em uma narrativa crítica sobre espaços historicamente marcados por violência e exclusão, reconfigurando-os como um campo de criação e defesa de direitos humanos.

    “O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar diferentes narrativas sobre o país”, explica Ariana Nuala, que assina a curadoria ao lado de Marcelo Campos, Amanda Rezende, Jean Carlos Azuos, Rita Vênus e Thayná Trindade. “Sertão é uma palavra construída, inventada para lugares distantes", destaca Marcelo Campos. “Na exposição, atualizado pelos artistas, apresentamos o sertão da tecnologia, do couro, aquele que reflete sobre ecologia e preservação ambiental”, completa o curador.

        Atlântico Sertão se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina Maciel, responsável pela direção geral e concepção do projeto. “Adotamos o sentido metafórico de Guimarães Rosa: ‘O sertão está em toda parte’. Esse espaço irrestrito é ressignificado como lugar de resistência e (re)existência de grupos historicamente minorizados que, pelas veredas artísticas, rompem as cadeias da opressão colonial em defesa dos direitos humanos”, pontua Marina Maciel.

           O projeto expográfico é assinado por Gisele de Paula, primeira mulher negra a assinar a expografia da 36ª Bienal de São Paulo. Sua proposta cria um percurso imersivo pelos pavimentos do CCBB, utilizando cores intensas inspiradas na paisagem cromática da região: “Refletimos sobre um sertão vivo. A intenção é transformar o espaço expositivo em uma experiência sensorial que conecta as diversas narrativas presentes nas obras”, comenta a arquiteta.

O impacto durante a visita ocorre tanto pela presença das obras de arte quanto pela transição simbólica das cores das paisagens sertanejas. O percurso inicia-se com o verde profundo das vegetações que resistem e brotam nas veredas sertanejas, representando a força da vida que teima em florescer. Em seguida, o olhar é conduzido pela imensidão do azul absoluto do céu, que reflete a liberdade e a espiritualidade contida nos horizontes abertos. A jornada culmina no calor do laranja, vermelho e amarelo vibrantes do pôr do sol, tonalidades que banham o sertão ao fim do dia e simbolizam o fogo das lutas e a esperança que se renova em cada entardecer.

Os seis núcleos curatoriais 

Estruturada em seis eixos, a mostra reúne diferentes perspectivas curatoriais que, juntas, constroem uma leitura múltipla e contemporânea do sertão como território vivo, colorido, atravessado por dimensões históricas, espirituais, políticas e ambientais. 

No núcleo Sertão Atlântico, com curadoria de Marcelo Campos, a mostra parte da relação entre terra e mar para abordar heranças indígenas, africanas e populares. Em Cosmologias em Movimento, da curadora Rita Vênus, os destaques são as práticas espirituais como formas de organização da vida e leitura do mundo. Em Ecologias Ancestrais e Futuros da Terra, de Thayná Trindade, está o sertão como um campo de conhecimento ancestral que resiste a lógicas externas e projeta possibilidades de continuidade. 

A dimensão coletiva ganha centralidade em Comunidade, Retomada e Sertões Negros, com curadoria de Amanda Rezende, que evidencia modos de vida baseados na partilha, na oralidade e na memória. Em Arquivos Vivos, Grafias e Inscrições da Terra, a curadora Ariana Nuala propõe o sertão como um sistema ativo de registro, onde inscrições ancestrais dialogam com tecnologias contemporâneas e novas formas de arquivo. 

Encerrando o percurso, Sertão Atlântico, Travessias e Poeiras que Vêm do Saara, de Jean Carlos Azuos, amplia a perspectiva ao conectar Brasil e África por meio de relações geológicas, históricas e culturais. O núcleo evidencia fluxos de pessoas e saberes que atravessam o Atlântico, reforçando a ideia de que o sertão é também um território de circulação e permanência, onde diferentes tempos e geografias seguem em diálogo. 

Os trabalhos apresentados em Atlântico Sertão são majoritariamente originários das regiões Norte e Nordeste, comunidades afrodescendentes e indígenas. Entre os participantes estão os artistas Antonio Obá, Ayrson Heráclito, Aline Motta, Dalton Paula, Denilson Baniwa, Jaime Lauriano, Lidia Lisboa, Maria Macedo, Nádia Taquary, Rafael Bqueer, Rosana Paulino, Tunga, Ziel Karapotó e muitos outros (confira a lista completa no final deste texto). 

A mostra apresenta trabalhos inéditos comissionados especialmente para a exposição, com destaque para a instalação da premiada artista multimídia biarritzzz. Projetada para o térreo do CCBB São Paulo, a obra reúne múltiplas telas digitais em uma estrutura triangular que dialoga com o imaginário do sertão, em referência ao triângulo, instrumento icônico dos trios de forró. 

Concebida especialmente para o circuito CCBB, Atlântico Sertão permite uma experiência ampliada por meio de uma programação paralela que inclui visitas guiadas, debates com artistas e atividades educativas focadas no direito ao sonho, na reparação histórica e no papel da arte na defesa dos direitos humanos. Para Cláudio Mattos, Gerente Geral do CCBB São Paulo, “a mostra promove reflexões sobre identidade, inclusão e diversidade, por apresentar o sertão como espaço de invenção, resistência e multiplicidade cultural de forma potente e plural, demonstrando que a arte é instrumento de pensamento crítico e construção de novas narrativas sobre o Brasil’. Após a temporada paulista, a exposição segue para o CCBB Salvador, em setembro, e para o CCBB Brasília, no início de 2027.

Coletivo Atlântico navega pela arte decolonial para avançar na defesa dos direitos humanos 

A reflexão sobre a defesa dos direitos humanos pela arte tem origem na pesquisa de Marina Maciel, iniciada no mestrado e aprofundada em seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), sob o tema “Direitos Humanos Achados na Arte” (MACIEL, 2024).

Essa investigação ultrapassou o campo teórico ao focar em ações concretas de transformação por intervenções artísticas. Em 2023 iniciaram-se as articulações do Coletivo Atlântico, como um movimento social, artístico, jurídico, político e filosófico. 

Sob essa construção coletiva, a escolha da nomenclatura “Atlântico” se deu em virtude de o oceano representar morte e sofrimento por empreitadas coloniais. Agora, pela arte decolonial, ele é ressignificado como um mar de vida e resistência. 

As intervenções do Coletivo consolidam-se como um projeto contínuo de mobilização. O percurso teve início com a edição “Atlântico Vermelho”, título inspirado na obra da artista Rosana Paulino, que utiliza a cor para denunciar o massacre e a escravização da população negra em um espaço não apenas geográfico, mas histórico. Nessa ocasião, pela primeira vez na história, o prédio principal da ONU em Genebra recebeu uma exposição com 22 artistas afro-brasileiros e uma delegação de 50 pessoas que realizaram palestras, performances e apresentações musicais. Ao final, os integrantes do Projeto Atlântico Vermelho construíram coletivamente uma sugestão de recomendação internacional que foi entregue na ONU. 

A repercussão internacional levou à idealização da segunda edição: “Atlântico Floresta”. Inaugurada em novembro de 2024 no Museu de Arte do Rio (MAR), durante a cúpula do G20, a mostra reuniu cerca de 50 expoentes da arte contemporânea para denunciar o genocídio e o servilismo impostos aos povos originários. As ações serviram como plataforma de mobilização em defesa das demarcações de terras e do meio ambiente equilibrado, manifestando oposição às práticas exploratórias do agronegócio. 

Como desdobramento prático, o Coletivo articulou também a minuta do Projeto de Lei nº 1.928/2024, que visa regulamentar a profissão de artista visual no Brasil e tramita no Congresso Nacional desde maio de 2024. 

A exposição Atlântico Sertão foi selecionada no Edital CCBB 2026-2027 e viabilizada por meio da Lei Rouanet. O projeto conta com o apoio da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), do Instituto Guimarães Rosa, Ministério das Relações Exteriores (IGR/MRE) e Museu de Arte do Rio (MAR). 

Artistas participantes de Atlântico Sertão: Abiniel João Nascimento (PE), Adenor Gondim (BA), Alessandro Fracta (AM), Aline Motta (RJ), Amanda Melo (PE), Ana Neves (PE), Ana V. Lopes (RJ), André Vargas (RJ), Antonio Obá (DF), Antônio Sandes (AL), Aura do Nascimento (PE), Ayrson Heráclito (BA), biarritzzz (PE), Clemilton (AL), Dalton Paula (DF), Denilson Baniwa (AM), Eliana Amorim (PE), Fykyá Pankararu (PE), Genauro (AL), George Teles (BA), Gervane de Paula (MT), Gilson Plano (GO), Gonçalves (AL), Gustavo Caboco (PR), J. Cunha (BA), Jaime Lauriano (SP), Jonas Van (CE) / Juno B (CE), Joaci do Pandeiro (AL), Joaci Lima (AL),  José Alves (PE), José Cícero (AL), José Rufino (PB), Juraci Dórea (BA), Juniara (PE), Leonardo França (BA), Lidia Lisbôa (PR), Lita Cerqueira (BA), Lucélia Maciel (BA), Luiz Barroso (PB), Maria Lira Marques (MG), Maria Macêdo (CE), Maré de Matos (MG), Marlene Almeida (PB), Marcos da Matta (BA), Márvila Araújo (BA), Mayra Carvalho (RJ), Mestre Benon (AL), Mitsy Queiroz (PE), Moara Tupinambá (PA), Mônica Barbosa (PI), Nádia Taquary (BA), Naywá Moura (PI), Rafa Bqueer (PA), Rafael Chavez (RN), Rebeca Miguel (MG), rOnA (RJ), Rodrigo Braga (AM), Rose Afefé (BA) / Bysmarke Vaqueiro (BA), Rosana Paulino (SP), SouPixo (CE), Tainan Cabral (RJ), Thaís Iroko (RJ), Thiago Costa (PB), Trojany (CE), Tunga (PE), Ventura Profana (BA), Véio (SE), William Maia (RJ), Wisrah Villefort (MG), Xamânica (RJ) / Tayná Uràz (RJ), Yacunã Tuxá (BA), Yhuri Cruz (RJ), Zé di Cabeça (BA), Ziel Karapotó (AL), Zumví Arquivo Afro Fotográfico (BA), Àwọn arákùnrin oníṣẹ́-ọnà mẹ́ta (BA) 

CCBB SÃO PAULO 

O Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, iniciou suas atividades há mais de 20 anos e foi criado para formar novas plateias, democratizar o acesso e contribuir para a promoção, divulgação e incentivo da cultura. A instalação e manutenção de nosso espaço, em pleno centro da capital paulista, reflete também a preocupação com a revitalização da área, que abriga um inestimável patrimônio histórico e arquitetônico, fundamental para a preservação da memória da cidade. Temos como premissa ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura, em suas diferentes formas. Essa conexão se estabelece mais genuinamente quando há desejo de conhecer, compreender, pertencer, interagir e compartilhar. Temos consciência de que o apoio à cultura contribui para consolidar sua relevância para a sociedade e seu poder de transformação das pessoas. Acreditamos que a arte dialoga com a sustentabilidade, uma vez que toca o indivíduo e impacta o coletivo, olha para o passado e faz pensar o futuro. Com uma programação regular e acessível a todos os públicos, que contempla as mais diversas manifestações artísticas e um prédio, que por si só já é uma viagem na história e arquitetura, o CCBB SP é uma referência cultural para os paulistanos e turistas da maior cidade do Brasil. 

SERVIÇO

Exposição: Atlântico Sertão

Local: CCBB São Paulo  

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro  

Data: 15 de abril a 3 de agosto de 2026

Horário: das 9h às 20h, exceto às terças

Gratuito

Informações CCBB São Paulo

Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças

Contato: (11) 4297-0600 | E-mail: ccbbsp@bb.com.br

Estacionamento: O CCBB possui estacionamento conveniado na Rua da Consolação, 228 (R$ 14 pelo período de 6 horas - necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB). O traslado é gratuito para o trajeto de ida e volta ao estacionamento e funciona das 12h às 21h.

Van: Ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h.

Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Pesquise linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.

Táxi ou aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

Entrada acessível CCBB SP: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e outras pessoas que necessitem da rampa de acesso podem utilizar a porta lateral localizada à esquerda da entrada principal. 

 

bb.com.br/cultura

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Contato Coletivo Atlântico

Site: www.projetoatlantico.com.br

Redes sociais: www.instagram.com/coletivoatlantico/

 

Assessoria de imprensa CCBB SP

Bruno Borges: brunoborges@bb.com.br

Telefone/Whatsapp: (11) 4297-0603

 

Assessoria de imprensa: Agência Galo

Contato: atlanticosertao@agenciagalo.com

Atendimento: Mariana Nepomuceno, Thiago Rebouças e Tales Rocha

Imagens e materiais:

www.agenciagalo.com/atlanticosertao

 

Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico - São Paulo - SP


 


CONVITE ESPECIAL – SEMINÁRIO POLÍTICAS PÚBLICAS NAS CIDADES DA OAB-NITERÓI

A Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Niterói, sempre valorizada e motivada, tem a honra de anunciar o Seminário “Políticas Públicas nas Cidades”, um encontro que reunirá grandes nomes do Direito e da reflexão acadêmica para debater os rumos das políticas urbanas no Brasil contemporâneo. 

A abertura será conduzida por Pedro Gomes, Presidente da OAB Niterói, e Matilde Slaibi, Vice-Presidente da subseção. 

Entre os expositores, destacam-se:

Nagib Slaibi, Pós-Doutor em Direito pela UFF e Consultor Especial da Comissão de Direito e Políticas Públicas; Maurício Mota, Doutor em Direito e Procurador do Estado do RJ; Márcio Condeixa, Presidente da Comissão de Direito e Políticas Públicas; Felipe Campana, Mestre em Direito da Cidade (UERJ) e Advogado da Firjan; Leandro Martins, Mestre em Direito da Cidade (UERJ) e Procurador do Município de Mesquita; Michele Penha, Doutoranda em História e Coordenadora do Curso de Direito da UNIVERSO.

O cerimonial estará a cargo de Maria Regina da Costa Duarte, Vice-Presidente da Comissão de Direito e Políticas Públicas. 

Local: Auditório da OAB Niterói

Data: 15 de abril de 2026

Horário: das 17h às 20h 

Uma realização da Comissão de Direito e Políticas Públicas, com participação da OAB ESA Niterói.




 

CONVITE DA ANLA – ACADEMIA NACIONAL DE LETRAS E ARTES PARA REUNIÃO DE ABRIL DE 2026

A Academia Nacional de Letras e Artes – ANLA, fundada em 17 de outubro de 1975, tem a honra de convidar V. Sa. e família para a Palestra e Show de Tati Vidal, cantora, escritora, pedagoga vocal e musicoterapeuta, especialista em voz e expressividade, com o tema: “A Voz do Texto – Quando a Oralidade Valoriza a Escrita”. 

Ao piano, Leandro Canejo. 

A Acadêmica Vera Gonzalez apresentará o pintor Ed Falcão. 

Em seguida, teremos a tradicional Hora de Arte e o lanche dos aniversariantes do mês.

Data: segunda-feira, 13 de abril de 2026

Horário: 16 horas

Local: Praia de Botafogo, 430 – 2º andar

Traje: passeio

Acadêmicos: passeio e medalha acadêmica

“Prestigie a cultura com sua honrosa presença.” 

Lúcia Regina de Lucena 

Presidente – ANLA




 

ENTREVISTA DA PRESIDENTE NACIONAL DO MDB MULHER KÁTIA LOBO

 

ASSISTA AO PODCAST GENTE EM FOCO COM O PROFESSOR MOACYR ENTREVISTANDO KÁTIA LOBO

 


Uma conversa inspiradora com a Presidente Nacional do MDB Mulher, Kátia Lobo, conduzida pelo Professor Moacyr. Descubra a trajetória política e a vida pessoal de uma líder que representa a essência da mulher brasileira.

Disponível no canal YouTube Gente em Foco Podcast.

Clicar no link: 

https://www.youtube.com/watch?v=FH_Nvzzaahw

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(Você poderá assistir por aqui também

Clicar na imagem para assistir ao Podcast nº 1)





SOM DOCE DA GROTA APRESENTA CONCERTO “BRASIL DE TODOS OS TEMPOS” NO SOLAR DO JAMBEIRO

Apresentação em Niterói integra mobilização que viabiliza intercâmbio do grupo na Alemanha. 

O grupo de flautas Som Doce da Grota se apresenta nesse domingo (12), às 11h, no Solar do Jambeiro, em São Domingos, Niterói, com o concerto “Brasil de todos os tempos”. A apresentação propõe uma viagem sensível pela música brasileira, reunindo diferentes estilos e épocas em um repertório que valoriza a diversidade e a riqueza cultural do País. 

Sob a liderança da professora e flautista Lenora Mendes, o grupo leva ao público interpretações marcadas pela delicadeza e pela expressividade, características que consolidaram o Som Doce da Grota como um dos destaques do trabalho desenvolvido pelo Espaço Cultural da Grota, projeto social de inclusão por meio da música, com sede em Niterói e polos em São Gonçalo, Itaboraí e Nova Friburgo. 

Formado por jovens músicos oriundos do projeto social, o Som Doce traduz no palco a combinação entre formação técnica e vivência artística, resultado de mais de 30 anos de atuação do Espaço Cultural da Grota. 

Além da experiência musical, o concerto também ganha um significado especial ao integrar a campanha de arrecadação que busca viabilizar a participação do Som Doce da Grota em um intercâmbio internacional na Alemanha. O grupo foi convidado para se apresentar nas cidades de Bochum e Duisburg, além de participar do festival Blockflötenfesttage, em uma oportunidade inédita de levar o trabalho desenvolvido em comunidades de Niterói para o cenário cultural europeu. 

A apresentação no Solar do Jambeiro, com entrada franca, convida o público não apenas a apreciar a música, mas também a apoiar essa jornada. Durante o evento, será possível contribuir com a campanha por meio de doações via PIX, fortalecendo a realização da viagem e ampliando os horizontes dos jovens músicos. 

SERVIÇO 

“Brasil de Todos os Tempos” – Som Doce da Grota

Data: Domingo, 12 de abril de 2026

Horário: 11h

Local: Solar do Jambeiro

Rua Presidente Domiciano, 195 – São Domingos, Niterói

Entrada franca


Como colaborar:

Doações via PIX

Chave: (21) 99532-3337 (Michelle da Silva Pinheiro) 

Assessoria de imprensa

Paulo Marcio Vaz / Papel Cultural Comunicação









 

BRASILEIROS CONQUISTAM ESPAÇO NA AMAZON COM LIVROS SOBRE CARREIRA E TRABALHO

Nos últimos anos, escritores brasileiros têm ampliado sua presença no mercado editorial internacional, especialmente por meio da Amazon. A plataforma digital se tornou vitrine para obras que unem experiências pessoais e reflexões sobre carreira, empreendedorismo e desenvolvimento profissional, dialogando com tendências globais de trabalho. 

O crescimento da leitura digital no Brasil acompanha esse movimento. Segundo dados da Amazon, usuários do Kindle no país chegaram a consumir cerca de 1,7 bilhão de páginas por mês em 2025, um número que evidencia a força das plataformas online e a abertura para novos autores alcançarem visibilidade além das fronteiras nacionais. 

Entre os títulos que se destacam, há uma linha comum: relatos de trajetória combinados com orientações práticas, voltados a leitores que buscam reposicionamento de carreira, liderança e reinvenção profissional. 

OBRAS EM EVIDÊNCIA 

MULHERES QUE CONSTROEM MARCAS, DE OLGA BRITTO 

A autora explora como valores, escolhas e posicionamento moldam a marca pessoal de profissionais em um cenário cada vez mais digital. O livro alcançou destaque em categorias como Desenvolvimento Pessoal e Empreendedorismo, trazendo reflexões sobre reputação e influência. 

BELEZA PROTAGONISTA, DE GÉSSICA SCHUAB 

A obra mistura relato pessoal e prática profissional no setor da beleza. Além de conceitos técnicos como visagismo e análise de imagem, Schuab discute como estética e autoestima se conectam à identidade, em um mercado em expansão. 

MUITO ALÉM DO CORTE, DE DANILO REIS 

Reis narra sua transição da engenharia de produção para a barbearia, mostrando como organização e método podem transformar o atendimento e a rotina profissional. O livro conquistou posições de destaque na Amazon tanto no Brasil quanto no Reino Unido. 

Essas obras revelam como experiências individuais podem se transformar em conteúdo relevante para um público global. Ao unir vivências pessoais com práticas aplicáveis, os autores brasileiros não apenas compartilham suas trajetórias, mas também se inserem em debates contemporâneos sobre carreira e mercado de trabalho. O sucesso na Amazon mostra que o alcance internacional está cada vez mais próximo de quem decide transformar sua história em livro.

FONTE: Queissada Comunicação - Agência de RP & Digital Full Service

© Alberto Araújo

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