sábado, 18 de abril de 2026

A ACADEMIA TERESOPOLITANA DE LETRAS CELEBRA 65 ANOS EM NOITE DE GALA E RECONHECIMENTO CULTURAL - AS PRESIDENTES: MATILDE SLAIBI CONTI E MÁRCIA PESSANHA MARCAM PRESENÇA


O cenário cultural fluminense viveu um momento de rara distinção e reverência às letras na noite deste sábado, 18 de abril de 2026. A Academia Teresopolitana de Letras (ATL), baluarte da resistência intelectual e da produção literária da Região Serrana, celebrou seu 65º aniversário em uma solenidade marcante realizada na histórica Casa de Cultura Adolpho Bloch, no Bairro de Fátima. 

O evento, capitaneado pelo Presidente da ATL, o dinâmico e respeitado acadêmico Delmo Ferreira, não foi apenas uma efeméride cronológica, mas um testemunho da vitalidade das instituições literárias no Rio de Janeiro. Sob a gestão de Ferreira, a ATL tem se destacado por uma abertura constante à comunidade e pelo estreitamento de laços com outras agremiações de prestígio, consolidando Teresópolis como um polo irradiador de cultura. 

A relevância do jubileu de 65 anos da ATL foi atestada pela presença de personalidades exponenciais do cenário cultural e social. Entre os destaques, a Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, Presidente do Elos Internacional, marcou presença, levando o prestígio da comunidade lusófona mundial ao evento. Conhecida por sua incansável defesa da língua portuguesa e dos laços de amizade entre as nações, Matilde Conti personificou a integração entre as instituições de elite da cultura. 

Ao seu lado, a Governadora D-8 e Presidente da Academia Fluminense de Letras (AFL), Márcia Pessanha, representou o reconhecimento oficial da "Academia Mãe" do estado. A presença de Márcia Pessanha simboliza o diálogo federativo entre as letras fluminenses, reforçando que a literatura produzida em Teresópolis é parte indissociável da identidade cultural do Rio de Janeiro. A integração entre a ATL e a AFL, sob o olhar atento dessas lideranças, demonstra um fortalecimento mútuo em tempos de desafios para o setor cultural. 

O corpo acadêmico também esteve brilhantemente representado por nomes como Eurídice Hespanhol, o eminente Erthal Rocha e sua esposa, Mânia, que prestigiaram a cerimônia, compartilhando da alegria e do entusiasmo que dominaram o ambiente.

A noite foi estruturada em torno de quatro pilares fundamentais que refletem a missão da ATL: premiar a excelência, honrar o passado e projetar o futuro. A programação incluiu: A Entrega do Troféu Tiradentes: Um reconhecimento aos valores cívicos e àqueles que lutam pela liberdade de expressão e pelo desenvolvimento social; A Entrega da Comenda Arthur Dalmasso: Uma homenagem que carrega o nome de um dos maiores vultos da história de Teresópolis, destinada a personalidades que contribuíram de forma indelével para a cultura local; Homenagem aos Veteranos: Em um dos momentos mais emocionantes da noite, os acadêmicos com mais de 25 anos de dedicação à ATL foram homenageados, celebrando a continuidade do pensamento e a fidelidade à instituição; Inauguração do Panteão Atualizado: A ATL reafirmou seu compromisso com a memória institucional ao inaugurar a atualização de seu Panteão, garantindo que os nomes que construíram a base da academia jamais sejam esquecidos pelas futuras gerações. 

Fundada em 1961, a Academia Teresopolitana de Letras atravessou décadas mantendo-se fiel ao propósito de cultivar o vernáculo e promover as belas-artes. Sob a presidência de Delmo Ferreira, a instituição vive um período de notável renovação. Ferreira é amplamente reconhecido por sua capacidade de aglutinar talentos e por promover uma gestão que equilibra a tradição acadêmica com a necessidade de diálogo com a sociedade contemporânea.

Em seu discurso, o presidente enfatizou que "os 65 anos da ATL representam a solidez de um sonho que sobreviveu ao tempo e que se renova a cada nova obra publicada, a cada novo acadêmico que toma posse e a cada evento que une a classe intelectual em prol do bem comum". 

Após os ritos solenes, os convidados foram brindados com um elegante coquetel, momento em que a troca de ideias e o planejamento de futuros projetos culturais deram o tom. A Presidente Matilde Conti, visivelmente feliz e entusiasta, compartilhou registros fotográficos da noite, celebrando a união e a força do movimento cultural. 

A Casa de Cultura Adolpho Bloch, emoldurada pela beleza natural de Teresópolis, foi o cenário perfeito para uma noite que entrou para os anais da história da cidade. O aniversário de 65 anos da ATL não foi apenas uma festa de gala; foi a reafirmação de que as letras são a alma de um povo, e que, em Teresópolis, essa alma está mais viva e vibrante do que nunca.

© Alberto Araújo

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ONDE O RIO BEIJA A POEIRA: MEMÓRIAS DA RUA DO FIO - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADA EM FOTO COMPARTILHADA PELO ESCRITOR LUZILANDENSE JOÃO PINTO

 

A imagem, tingida pelos tons sépia do tempo, é mais que um registro fotográfico; é um portal. Quando meus olhos pousam naquela esquina da Casa Pescadora, em Luzilândia, não vejo apenas paredes de alvenaria e telhas de barro. Vejo o palco da minha existência, o cenário onde a vida se desenrolou entre o mormaço do Piauí e o frescor das águas do Velho Monge. Aquela é a Rua do Fio, a nossa Rua José de Melo, onde o horizonte parecia findar no pé de amêndoa da casa de Dona Olegária e Sr. Turíbio, pais da minha querida amiga de infância, Ana Sávia e onde a eternidade cabia no espaço de um entardecer. 

Na foto, a solidão da rua é visível, quase palpável. João Pinto, com a precisão de quem guarda a alma da cidade no bolso, descreveu o registro: um porco solitário cruzando o leito da via e a silhueta de Dona Bedeta, a avó de José Renato, caminhando talvez em direção à padaria dos Lisboa. Mas, para mim, aquela imagem é povoada por fantasmas barulhentos e queridos. Se eu fechar os olhos, consigo ouvir o som das vozes ecoando dentro daquela casa de nº 496, a umas cinco portas da esquina da Pescadora. 

Ali, sob o teto onde meu pai, Waldemir, e minha mãe, Maria, residiam com uma dignidade que conferia à casa a segurança de uma fortaleza, a vida pulsava em abundância. Era um lar nobre, não de posses, mas de afeto familiar transbordante. Éramos muitos, éramos um. Vejo as sombras de Sônia, Conceição, Adélia, Decy e Mica correndo pelos cômodos, preenchendo o ar com o riso da descoberta. Naquela casa, o nascimento era um rito de renovação; cada irmão que chegava trazia consigo um novo pedaço de esperança. Morávamos colados ao Hotel Santa Teresinha, de Teresinha Rocha, um marco de hospitalidade que emprestava à nossa rua um ar de passagem, de mundo que vinha e voltava, enquanto nós permanecíamos ali, fincados como as raízes da amendoeira. 

O despertar na Rua do Fio trazia consigo o ritmo dos trabalhadores e o movimento dos que buscavam a água barrenta e vital do Parnaíba. Mas a minha jornada de menino tinha outro sabor: o sabor da cana-de-açúcar. Lembro-me das incursões sob o sol a pino, acompanhado por Boinha, Careca e Cláudio, os filhos do saudoso Sr. Antônio Lisboa. 

Não éramos apenas vizinhos; éramos cúmplices na aventura de crescer. Ir cortar cana era um exercício de liberdade. O estalar dos colmos sendo quebrados, o caldo doce escorrendo pelas mãos sujas de terra e a algazarra que fazíamos pelo caminho são memórias que o tempo não consegue apagar. Nessas andanças, forjamos uma amizade que tinha a força do povo luzilandense. O Sr. Antônio, homem bondoso e de alma linda, era o pilar daquela padaria que alimentava o corpo e o espírito da rua. 

Ao seu lado, brilhava Dona Eliza Cordeiro, uma senhora adorável e cheia de alegria. Leitora voraz da Bíblia, ela era o nosso farol espiritual. Com uma paciência divina e um entusiasmo contagiante, ela nos transmitia os saberes sagrados, plantando sementes de fé e ética em nossos corações juvenis. Sua partida, ainda naquela época, deixou uma lacuna irreparável, mas suas palavras continuam a ecoar como um salmo suave em nossas lembranças. 

Caminhar pela Rua do Fio era navegar por uma geografia de laços profundos. A Casa Pescadora, de Durval e José Leite, foi minha segunda escola. Ali trabalhei por muitos anos, atravessando praticamente toda a minha mocidade. Era um tempo de aprendizado, de balcão e de gente. Os amigos daquela época, em sua maioria, já partiram para o "andar de cima", deixando um vazio que só é preenchido pela gratidão de ter partilhado a vida com eles. 

Ao lado, o Hotel Santa Teresinha era o epicentro da vida social. Teresinha, filha da saudosa Dona Socorro, a Dadá, comandava o lugar com maestria. Dali guardo a amizade preciosa com seus filhos, Cristina e Kilson. Com Cristina, dividi os bancos do colegial por muitos anos; uma parceria que nasceu na infância e que continua viva e pulsante até hoje, vencendo as décadas. 

A direção que Dona Bedeta toma na foto, em direção ao pé de figueira, representa o caminho de todos nós. O pé de figueira era o nosso ponto de convergência, a sombra generosa que acolhia as conversas e os segredos da juventude. Era o destino final para quem buscava o pão quente na padaria do Sr. Antônio Lisboa. Aquele aroma de pão, misturando-se ao cheiro da terra molhada pelas primeiras chuvas, é, para mim, o verdadeiro perfume da felicidade. 

Hoje, ao olhar para essa imagem compartilhada por João Pinto, um nobre companheiro da Rua do Fio, em seu perfil no Facebook, percebo que a Rua do Fio não é apenas um endereço; é um estado de espírito. Luzilândia mudou, o asfalto certamente silenciou o som dos passos de outrora, e as vozes de meus pais e de tantos amigos agora ecoam em uma dimensão sagrada. Mas a essência permanece intacta.

A Rua do Fio é o fio que tece a colcha da minha memória. É o lugar onde a inocência se transformou em juventude, onde aprendi o valor da família com Maria e Waldemir, e onde entendi que a vida é feita desses momentos simples: o corte da cana, o pão compartilhado e a amizade serena de uma vizinha ao entardecer. 

Esta crônica é o meu abraço demorado em cada tijolo da casa nº 496 e em cada alma que caminhou comigo. Somos feitos das ruas onde corremos descalços. E eu, com o coração transbordando saudade, sou eternamente um filho da Rua do Fio, guardião de memórias que teimam em não secar, tal como as águas do Parnaíba que continuam a correr, imponentes, em direção ao mar da eternidade. 

© Alberto Araújo

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ENCONTRO CULTURAL DO NÚCLEO DA REDE SEM FRONTEIRAS - CULTURA, ARTE E UNIÃO NO RIO DE JANEIRO


A Rede Sem Fronteiras (RSF) organização que nasceu com o propósito de difundir a literatura e a cultura em língua portuguesa, conectando artistas, escritores e intelectuais em diversos países. Com núcleos espalhados por diferentes regiões, a RSF se consolidou como uma ponte entre culturas, promovendo eventos que celebram a arte em suas múltiplas formas.

No dia 17 de abril de 2026, o Núcleo Cultural da Rede Sem Fronteiras no Rio de Janeiro realizou sua primeira grande reunião, um marco histórico para a instituição. O encontro aconteceu na Igreja Presbiteriana de Botafogo, reunindo palestras, dramatizações, homenagens, música, poesia e celebrações. Sob a liderança da presidente do núcleo carioca, Angela Guerra, o evento simbolizou não apenas a força da cultura local, mas também a integração com a RSF Mundial, presidida por Dyandreia Valverde Portugal. 

A programação teve início com a palestra de Mário Moreira, que abordou o tema “O divino e o feminino na tragédia grega”. A reflexão trouxe à tona a importância das figuras femininas na dramaturgia clássica, revelando como a presença do sagrado e do feminino moldou narrativas que atravessaram séculos. 

O evento contou com a presença de inúmeras personalidades da cultura e acadêmica, em especial da Vice-presidente Cultural Mundial da Rede Sem Fronteiras, Ana Maria Tourinho, que representou a presidente mundial Dyandreia Portugal. Em sua fala, Ana Maria destacou a importância da criação do núcleo carioca e exaltou o trabalho de Angela Guerra e sua diretoria.

Trecho de seu discurso: “Hoje, não estamos apenas inaugurando um evento; estamos materializando um sonho: o nascimento de um núcleo forte, atuante e pulsante da nossa RSF aqui no Rio de Janeiro, nossa cidade maravilhosa.” Ana Maria reforçou que o encontro seria divulgado pela RSF Mundial, alcançando todos os países lusófonos e os 25 núcleos espalhados pelo mundo. Sua fala trouxe entusiasmo e esperança, consolidando o evento como um marco de união cultural.

Em seguida, a Cia dos Lobos, dirigida por Antonio Sciamarelli e com a participação da atriz Priscilla Lanter, apresentou uma leitura dramatizada de obras que dialogam com a tradição trágica e com a força da literatura universal. Entre os títulos encenados, destacaram-se: 

Antígona, de Sófocles – um clássico da tragédia grega que expõe os dilemas entre lei divina e lei humana.

Antônio José ou o Poeta e a Inquisição, de Gonçalves de Magalhães – obra que resgata a memória do primeiro dramaturgo brasileiro, vítima da intolerância inquisitorial. 

No entanto, o ponto alto da dramatização foi a interpretação de dois textos de William Shakespeare, que trouxeram à cena a complexidade do amor e da condição humana: Soneto 116. Um dos mais célebres sonetos da literatura ocidental, o Soneto 116 define o amor verdadeiro como imutável e eterno. A leitura destacou a ideia de que o amor não se altera diante dos obstáculos nem se desgasta com o tempo. Foi um momento de lirismo e contemplação, em que o público pôde refletir sobre a essência do afeto idealizado.

Otelo – A Tragédia do Mouro de Veneza. Na sequência, a dramatização de Otelo trouxe à tona o lado sombrio do amor. A peça expõe como o ciúme e a manipulação podem destruir a confiança e a vida de um casal. O vilão Iago, ao instilar dúvidas em Otelo, leva o protagonista a acreditar na infidelidade de Desdêmona. A encenação ressaltou os temas universais da inveja, da traição e da fragilidade das relações humanas diante da dúvida. 

Além das dramatizações e palestras, o evento contou com homenagens a personalidades que contribuem para a cultura e a literatura. Houve também espaço para música e poesia, em formato de microfone aberto, permitindo que os presentes compartilhassem suas vozes e sentimentos.

O encontro terminou em clima festivo, com bolo e brindes em celebração às aniversariantes do mês, entre elas Telma Moreira, Chaja Finkelsztain, Glaudia Mamede, Maeva Santiago e Márcia Schweizer, que comemorou seu aniversário justamente no dia do evento.

A presidente mundial da RSF, Dyandreia Valverde Portugal, foi lembrada com carinho e respeito, sendo representada por Ana Maria Tourinho. Dyandreia é reconhecida por sua dedicação à literatura e por sua capacidade de articular uma rede global de cultura. 

No Rio de Janeiro, a liderança de Angela Guerra foi exaltada como fundamental para o sucesso do núcleo. Sua sensibilidade artística e sua determinação foram descritas como a alma da iniciativa, inspirando todos os presentes. 

O evento de 17 de abril de 2026 não foi apenas uma reunião, mas um verdadeiro ato de celebração da cultura, da literatura e da arte. A palestra, as dramatizações, as homenagens e as celebrações criaram um mosaico de intelecto e afeto, mostrando que a Rede Sem Fronteiras é mais do que uma instituição: é um movimento vivo, pulsante e global. 

O Núcleo do Rio de Janeiro nasce com força e brilho, reafirmando que a arte é capaz de unir pessoas, transcender fronteiras e ecoar por toda a comunidade lusófona. 

© Alberto Araújo

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O SEQUENCIAL SÃO PEQUENOS VÍDEO, 
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Ana Maria Tourinho interpreta Marina - Dorival Caymmi



Discurso de Ana maria Tourinho

durante a 1ª Reunião da Rede Sem Fronteiras 

Rio de Janeiro


Boa tarde a todos!

Senhoras e senhores, ilustres membros desta mesa de trabalho, amigos e amigas da Rede Sem Fronteiras. 

Que dia memorável e auspicioso! Ao olhar para esta mesa constituída e para este auditório vibrante, sinto uma felicidade imensa. Hoje, não estamos apenas inaugurando um evento; estamos materializando um sonho: o nascimento de um núcleo forte, atuante e pulsante da nossa RSF aqui no Rio de Janeiro, nossa cidade maravilhosa. 

É com profundo orgulho que testemunho este trabalho, fruto da dedicação e da sinergia de uma diretoria unida, coesa, em prol de um único ideal: o fortalecimento da nossa literatura e cultura. À frente desta orquestra, temos a honra de contar com a liderança inspiradora da nossa querida presidente, Angela Guerra, uma mulher que personifica a arte em suas múltiplas facetas, cuja determinação, sensibilidade e força são a alma deste núcleo. Parabéns Angela, a você e a toda a sua diretoria pelo trabalho que realizam e que ainda virão a realizar.

A programação de hoje é um reflexo fiel da riqueza que almejamos. Iniciaremos com um mergulho na sabedoria clássica, com a palestra de Mário Moreira sobre ‘O divino e o feminino na tragédia grega'. Em seguida, a palavra ganhará corpo e alma na Leitura Dramatizada de trechos de tragédias, não necessariamente gregas, com os talentosos Antonio Sciamarelli e Priscila Lanter. Teremos também o momento de celebrar quem nos inspira, com as Homenagens, e de abrir o coração e a voz no espaço de Música e Poesia. E, claro, celebraremos a vida, com os brindes aos nossos queridos aniversariantes do mês, dentre os quais: Telma Moreira (5),  Chaja Finkelsztain e Glaudia Mamede (10), Maeva Santiago (16) e hoje 17/04 Márcia Schweizer. 

É uma tarde de intelecto, arte e afeto. E é fundamental que todos aqui presentes compreendam a importância deste momento. Esta celebração não se encerra nestas paredes. Este evento, esta nossa união, será divulgada com destaque pela RSF Mundial, alcançando todos os países lusófonos. Nossas vozes, ideias e arte ecoarão por toda a comunidade de língua portuguesa, chegando a cada um dos 25 núcleos da RSF espalhados pelo mundo. 

Portanto, o que fazemos aqui hoje serve de inspiração e fortalece uma rede global de cultura. Que tenhamos momentos magníficos, à altura do que a literatura e a arte merecem. 

Trago a todos, de além-mar, um forte abraço de nossa presidente mundial, Dyandreia Valverde Portugal. 

Muito obrigada!









 

EM 18 DE ABRIL DE 2026, O FOCUS PORTAL CULTURAL CELEBRA NO QUADRO EFEMÉRIDES OS 184 ANOS DO NASCIMENTO DE ANTERO DE QUENTAL

 

No dia 18 de abril de 1842 nasceu em Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, Açores, Antero Tarquínio de Quental, figura central da literatura e do pensamento português do século XIX. Poeta, filósofo e militante político, Antero foi um dos grandes nomes da chamada Geração de 70, grupo de intelectuais que buscou renovar a cultura e a sociedade portuguesa, trazendo ao debate ideias modernas, socialistas e republicanas. Sua vida, marcada por intensidade criativa e inquietação intelectual, tornou-se símbolo de uma época de transição e de luta contra o atraso cultural e político. 

Filho de Fernando de Quental, combatente liberal, e de Ana Guilhermina da Maia, Antero cresceu em uma família numerosa, mas assolada por tragédias pessoais, mortes prematuras e episódios de loucura. Desde cedo revelou inclinação para os estudos e para a reflexão filosófica. Aos 16 anos mudou-se para Coimbra, onde ingressou no curso de Direito. Foi ali que se destacou como líder estudantil e literário, fundando a Sociedade do Raio, que tinha como objetivo transformar Portugal através da literatura e da crítica social. Coimbra foi o palco inicial de sua lenda: o jovem poeta, de espírito combativo, tornou-se mestre do soneto e defensor da modernidade. 

Em 1861 publicou seus primeiros sonetos, revelando já a força lírica que o tornaria célebre. Poucos anos depois, em 1865, lançou as Odes Modernas, obra influenciada pelo socialismo experimental de Proudhon, exaltando a revolução e a transformação social. Nesse mesmo período, envolveu-se na célebre Questão Coimbrã, polêmica literária que opôs jovens escritores a António Feliciano de Castilho, defensor de uma literatura conservadora e oficial. Antero respondeu com textos incisivos como Bom Senso e Bom Gosto e A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, defendendo a liberdade criativa e a dignidade da arte. O episódio culminou em um duelo com Ramalho Ortigão, em 1866, no Jardim de Arca d’Água, no Porto, episódio que reforçou sua imagem de homem de ação e coragem. 

A inquietação de Antero não se limitava à literatura. Em Lisboa, experimentou a vida operária, trabalhando como tipógrafo, e em Paris também exerceu essa profissão. Em 1868, de volta a Lisboa, reuniu em torno de si o Cenáculo, grupo de intelectuais que incluía nomes como Eça de Queirós, Guerra Junqueiro e o próprio Ramalho Ortigão. O Cenáculo tornou-se espaço de debate e criação, irradiando novas ideias que marcariam profundamente a cultura portuguesa. 

Em 1869, Antero embarcou para a América, visitando Halifax e Nova Iorque. Embora não tenha deixado relatos próprios dessa viagem, ela demonstra sua curiosidade pelo mundo e sua busca por horizontes mais amplos. No ano seguinte, fundou em Lisboa o jornal A República – Jornal da Democracia Portuguesa, em parceria com Oliveira Martins, reforçando sua militância política. Em 1871, participou de reuniões com delegados da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), aproximando-se das ideias anarquistas e socialistas. Nesse mesmo ano, proferiu um discurso polêmico em uma conferência iberista, analisando as razões do atraso de Portugal e Espanha desde o século XVII, demonstrando sua lucidez crítica e coragem intelectual. 

A trajetória de Antero de Quental é marcada por uma constante tensão entre o ideal e a realidade. Sua poesia reflete essa luta interior: sonetos que oscilam entre o desencanto e a esperança, entre o pessimismo existencial e a busca por sentido. Obras como os Sonetos Completos revelam um espírito atormentado, mas profundamente humano, capaz de transformar a dor em beleza literária. Sua escrita, impregnada de filosofia e reflexão, transcende o mero lirismo e se aproxima da meditação sobre a condição humana. 

A vida de Antero, no entanto, foi curta e trágica. Sofrendo de crises de depressão e de saúde, faleceu em Ponta Delgada, em 11 de setembro de 1891, aos 49 anos. Sua morte, por suicídio, chocou o país e reforçou a imagem de um poeta mártir, cuja existência foi consumida pela intensidade de seu pensamento e pela angústia de sua alma. Apesar disso, seu legado permanece vivo: Antero de Quental é lembrado como um dos maiores poetas portugueses, mestre do soneto e símbolo da modernidade literária. 

Celebrar os 184 anos de seu nascimento, em 18 de abril de 2026, é reconhecer a importância de sua obra e de sua vida para a cultura portuguesa. Antero não foi apenas um poeta; foi um pensador que ousou questionar, um militante que buscou transformar, um homem que viveu intensamente as contradições de seu tempo. Sua figura continua a inspirar gerações, lembrando-nos que a literatura pode ser instrumento de liberdade e que a poesia pode iluminar os caminhos da reflexão e da mudança.

Assim, o Focus Portal Cultural, ao registrar esta efeméride, presta homenagem a um dos maiores nomes da literatura portuguesa. Antero de Quental permanece como referência incontornável, não apenas pela beleza de seus versos, mas pela coragem de suas ideias e pela força de sua presença na história intelectual de Portugal. Sua memória é um convite à reflexão sobre o papel da arte e do pensamento na construção de uma sociedade mais justa e consciente. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 








O SOL DO BELO

 

O sol do Belo a todos ilumina!

Sua auréola envolve cada fronte,

Assim como o rei do dia, ao despontar,

Dá luz igual a todo ser criado.

 

Esse batismo santo envolve e lava

Todos na mesma onda inspiradora!

Queima com a mesma chama abrasadora,

Orvalha em igual pranto derramado.

 

Juntas as almas, que o sentir enlaça,

Comungam, como irmãs, na mesma taça.

 

Vê-os agora, artista — eles te estendem

Os seus braços, e o afeto é que os impele!

Esse braço, que mil vezes repele

O laço que em vão tenta escravizá-lo...

 

A corrupção hipócrita de tantos,

Que sabe resistir a quem o oprime...

É esse que, num ímpeto sublime,

Se ergue a ti, se ergue ao irmão para estreitá-lo.

 

Mas quem de amor nos lábios traz doçura,

Esse é que leva a flor de uma alma pura!

 

ANTERO DE QUENTAL 






sexta-feira, 17 de abril de 2026

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL APRESENTA A GRANDIOSA SINFONIA DOS MIL, DE GUSTAV MAHLER

Com estreia no feriado do Dia do Trabalhador, sendo uma excelente opção de cultura para o público da capital paulista, a obra conhecida por sua grande quantidade de músicos no palco, a Sinfonia nº 8, de Mahler, foi seu último trabalho estrado em vida. Além disso, o concerto contará com When the World as You’ve Known It Doesn’t Exist, da compositora norte-americana Ellen Reid, vencedora do Prêmio Pulitzer. 

No início do mês de maio, o Theatro Municipal de São Paulo apresenta o concerto Mahler: Sinfonia dos Mil, nos dias 1, sexta-feira, e 2, sábado, às 17h, na Sala de Espetáculos. Sob regência de Roberto Minczuk, a Orquestra Sinfônica Municipal se une ao Coro Lírico Municipal, ao Coral Paulistano e ao Coro Infantojuvenil da Escola Municipal de Música de São Paulo, além de um elenco de oito solistas, para interpretar a Sinfonia nº 8, de Gustav Mahler. Os ingressos custam R$100, a classificação é livre e a duração de 110 minutos, com intervalo. 

Conhecida como Sinfonia dos Mil, a obra exige forças musicais ampliadas e raramente é apresentada devido à sua complexidade. Por requerer um contingente muito amplo de músicos e cantores, acabou ficando conhecida como Sinfonia dos Mil. Ainda assim, costuma ser apresentada com um número inferior a mil intérpretes, e o próprio Mahler nunca endossou essa denominação. Essa foi a última obra que Mahler estreou em vida, sendo um sucesso de crítica e de público na estreia em Munique, em 1910.

Além de Roberto Minczuk, o concerto terá Hernán Sánchez Arteaga, na regência do Coro Lírico Municipal, Maíra Ferreira, na regência do Coral Paulistano, e Regina Kinjo, como regente do Coro Infanto Juvenil. Entre os solistas estarão: Ludmilla Bauerfeldt, Magna Peccatrix, Maria Carla Pino Cury, Una Poenitentium, Carolina Morel, Mater Gloriosa, Juliana Taino, Mulier Samaritana, Carolina Faria, Maria Aegyptiaca, Giovanni Tristacci, Doctor Marianus, Licio Bruno, Pater Ecstaticus, e Sávio Sperandio, Pater Profundus. 

O repertório conta com When the World as You’ve Known It Doesn’t Exist, da compositora norte-americana Ellen Reid, vencedora do Prêmio Pulitzer, em uma abertura que também coloca a voz em evidência. A peça integra o Projeto 19 da Filarmônica de Nova York, que celebrou o centenário do voto feminino. 

SERVIÇO

Sinfonia nº 8 “Sinfonia dos Mil”

Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo 

ORQUESTRA SINFÔNICA MUNICIPAL

CORO LÍRICO MUNICIPAL

CORAL PAULISTANO

CORO INFANTOJUVENIL DA ESCOLA MUNICIPAL DE MÚSICA DE SÃO PAULO

Datas e horários

01 de maio, sexta-feira, às 17h

02 de maio, sábado, às 17h 

Regência

Roberto Minczuk 

Regência do Coro Lírico Municipal

Hernán Sánchez Arteaga 

Regência do Coral Paulistano

Maíra Ferreira 

Regência do Coro Infantojuvenil

Regina Kinjo

Solistas

Ludmilla Bauerfeldt – Magna Peccatrix

Maria Carla Pino Cury – Una Poenitentium

Carolina Morel – Mater Gloriosa

Juliana Taino – Mulier Samaritana

Carolina Faria – Maria Aegyptiaca

Giovanni Tristacci – Doctor Marianus

Licio Bruno – Pater Ecstaticus

Sávio Sperandio – Pater Profundus

Programa

Ellen Reid

When the World as You’ve Known It Doesn’t Exist (10’)

Editor original: Chester (WMG)

Representante exclusivo: Barry Editorial 

Gustav Mahler

Sinfonia nº 8 em Mi bemol maior “Sinfonia dos Mil”

Hino: Veni, creator spiritus (25’)

Intervalo (20’)

2. Cena final de Fausto, de Goethe (60’) 

Ingressos a partir de R$ 13,00 (inteira)

Duração de 110 minutos (com intervalo)

Classificação: Livre para todos os públicos 

SOBRE O COMPLEXO THEATRO MUNICIPAL DE SÃO PAULO 

O Theatro Municipal de São Paulo é um equipamento da Prefeitura da Cidade de São Paulo ligado à Secretaria Municipal de Cultura e à Fundação Theatro Municipal de São Paulo. 

O edifício do Theatro Municipal de São Paulo, assinado pelo escritório Ramos de Azevedo em colaboração com os italianos Claudio Rossi e Domiziano Rossi, foi inaugurado em 12 de setembro de 1911. Trata-se de um edifício histórico, patrimônio tombado, intrinsecamente ligado ao aperfeiçoamento da música, da dança e da ópera no Brasil. O Theatro Municipal de São Paulo abrange um importante patrimônio arquitetônico, corpos artísticos permanentes e é vocacionado à ópera, à música sinfônica orquestral e coral, à dança contemporânea e aberto a múltiplas linguagens conectadas com o mundo atual (teatro, cinema, literatura, música contemporânea, moda, música popular, outras linguagens do corpo, dentre outras). 

Oferece diversidade de programação e busca atrair um público variado. Além do edifício do Theatro, o Complexo Theatro Municipal também conta com o edifício da Praça das Artes, concebido para ser sede dos Corpos Artísticos e da Escola de Dança e da Escola Municipal de Música de São Paulo. 

Sua concepção teve como premissa desenhar uma área que abraçasse o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e que constituísse um edifício moderno e uma praça aberta ao público que circula na área. 

Inaugurado em dezembro de 2012 em uma área de 29 mil m², o projeto vencedor dos prêmios APCA e ICON AWARDS é resultado da parceria do arquiteto Marcos Cartum (Núcleo de Projetos de Equipamentos Culturais da Secretaria da Cultura) com o escritório paulistano Brasil Arquitetura, de Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.

Quem apoia institucionalmente nossos projetos, via Lei de Incentivo à Cultura: Bradesco, CAIXA Vida e Previdência, Elevadores Atlas Schindler, Mobilize, igc Partners, Scotiabank, CAIXA Seguridade. Pessoas físicas também fortalecem nossas atividades através de doações incentivadas. 

SOBRE A SUSTENIDOS 

A Sustenidos é uma organização referência na concepção, implantação e gestão de políticas públicas na área cultural que já impactou a vida de mais de 2 milhões de pessoas em 25 anos de atuação. Atualmente, é gestora do Complexo Theatro Municipal de São Paulo, do Conservatório de Tatuí e do Musicou, além do projeto especial MOVE e o festival Big Bang. De 2004 a 2021, também foi gestora do Projeto Guri, maior programa sociocultural brasileiro. Eleita pelo prêmio Melhores ONGs a Melhor ONG de Cultura em 2018 e uma das 100 Melhores ONGs do Brasil em 2022, a Sustenidos conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, da Prefeitura Municipal de São Paulo e outras, de empresas e pessoas físicas. As instituições interessadas em investir na Sustenidos podem contribuir por verba livre ou através das Leis de Incentivo à Cultura (Federal e Estadual). Pessoas físicas também podem ajudar de diferentes maneiras. Saiba como contribuir no site da Sustenidos.

https://www.sustenidos.org.br  

 


PROJETO GRATUITO OFERECE FORMAÇÃO QUE AMPLIA ACESSO A FINANCIAMENTO CULTURAL EM NOVOS TERRITÓRIOS



 A Caravana Energia da Cultura 2026 promove atividades formativas gratuitas para quatro estados e Distrito Federal com encontros presenciais em 10 cidades do interior do país  

A democratização do acesso à formação e aos mecanismos de financiamento cultural no Brasil ganha novo impulso a partir deste mês de abril, quando tem início o calendário 2026 do projeto Caravana Energia da Cultura. São Paulo, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco e DF receberão um ciclo gratuito de mentorias, workshops e aulas on-line para fortalecer artistas, produtores e gestores e viabilizar projetos culturais para além dos grandes centros. Todas as informações sobre as atividades formativas são encontradas no site 

caravana.culturaemercado.com.br 

e no Instagram @caravana_energiadacultura

 

Idealizado em parceria entre Cultura e Mercado e Instituto Neoenergia, e realizado por meio da Lei Rouanet com patrocínio da Neoenergia, o calendário da Caravana Energia da Cultura 2026 acaba de dar início às suas atividades com a abertura das Inscrições para Mentorias On-Line e Chamamentos para Espaços Anfitriões, Produtores Locais, Pesquisadores, Facilitadores. Poderão concorrer às vagas os interessados dos quatro estados e DF.

 

Maior alcance - Nos anos de 2024 e 2025, 790 pessoas de oito cidades do interior do Brasil foram beneficiadas diretamente com 224 horas de formação oferecidas pela Caravana Energia da Cultura. Em 2026, com atuação ampliada, o projeto avança no seu objetivo de contribuir para a descentralização dos recursos e o fortalecimento da produção cultural para que iniciativas criativas floresçam em diferentes territórios do Brasil, sobretudo no interior. 

 

“Em 2026, a Caravana Energia da Cultura amplia sua atuação e passa a incluir Pernambuco, chegando a cinco territórios, fortalecendo a formação cultural para além das capitais. Essa ampliação acompanha um processo de escuta e análise das edições anteriores para aprimorar a metodologia, mantendo as atividades presenciais e ampliando as ações online. A Caravana é uma construção coletiva e um processo de melhoria continuada, baseado na inteligência avaliativa e no conhecimento dos territórios, o que permite uma atuação cada vez mais consistente”, avalia Larissa Biasoli, coordenadora geral do projeto. 

 

Quatro frentes de formação - As mentorias e aulas on-line síncronas (ao vivo) são uma oportunidade de formação para coletivos de qualquer cidade de São Paulo, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e DF. Já os workshops presenciais acontecem para residentes de 10 cidades do interior, sendo elas Limeira (SP), Itanhaém (SP), Camaragibe (PE), Garanhuns (PE), São Gonçalo do Amarante (RN), Caicó (RN), Simões Filho (BA), Santo Antônio de Jesus (BA), , Samambaia (DF) e Taguatinga (DF). Como legado de alcance nacional, o projeto também disponibilizará, gratuitamente no YouTube, aulas gravadas com especialistas sobre diferentes temas da gestão cultural.  

 

Os temas das atividades formativas percorrem diferentes dimensões do fazer cultural, como gestão e elaboração de projetos culturais, acesso a mecanismos de financiamento e políticas públicas, profissionalização do trabalhador da cultura, além de comunicação, inovação e o contexto dos territórios onde as iniciativas se desenvolvem. 

 

"Descentralizar recursos e ações por meio de iniciativas como a Caravana Energia da Cultura é uma maneira dar vez e voz a diversas manifestações culturais, expressões artísticas e legados tradicionais que merecem oportunidade", comenta Renata Chagas, diretora-presidente do Instituto Neoenergia. 

 

Calendário 2026 - Entre as primeiras ações da Caravana da Cultura 2026 já em andamento está a abertura das Inscrições para as Mentorias On-line, voltadas a indivíduos que atuam em coletivos culturais e buscam fortalecer a aplicação prática do conhecimento em seus territórios, estimulando a formação em rede e a multiplicação dos aprendizados. Entre os temas, estão a formalização e os processos burocráticos na área da cultura, a organização de coletivos culturais e a compreensão das políticas públicas do setor, como a Lei Rouanet e a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). 

 

Também estão abertos o Chamamento para Espaços Anfitriões, onde acontecerão os workshops presenciais, e os Chamamentos para Produtores Locais, Pesquisadores, Facilitadores, para seleção de profissionais que irão trabalhar junto com equipe nacional do projeto em cada estado, numa iniciativa de valorização da mão-de-obra local e formação de rede. 

 

Entre junho e julho, a Caravana realiza os workshops presenciais, com vagas para até 60 participantes em cada uma das 10 cidades. A carga horária de 6 horas é voltada para elaboração de projetos culturais e prevê a participação de facilitadores locais para garantir a abordagem sobre especificidades de cada território. 

 

O segundo semestre começa com o lançamento de uma série de aulas gravadas com especialistas em cultura, disponibilizadas via YouTube para todo o Brasil. Na sequência, entre os meses de agosto e setembro, turmas com 100 participantes por estado participarão de 12 horas de aulas síncronas, com conteúdo pensado como uma trilha de conhecimento, trazendo também especificidades de cada território. Os encontros abordarão temas da gestão cultural, como oportunidades locais, captação de recursos e a incorporação de questões ambientais nos projetos, com certificação para participantes com, no mínimo, 75% de presença. 

 

Com foco em acessibilidade e na participação de mulheres cis, trans e negras, a Caravana Energia da Cultura também atua no fortalecimento de redes locais e redes de cultura. A primeira ocorre por meio da valorização de profissionais das localidades, que apoiam as atividades e a análise de impactos do projeto. A segunda se dá por meio da Cult_B (https://cultb.art/), plataforma digital por onde as inscrições serão realizadas e que estimulará a conexão e articulação entre os agentes do setor participantes do projeto.

 

Sobre o Instituto Neoenergia: Integra o investimento social privado da Neoenergia, com o propósito de fomentar iniciativas que estimulem a transformação das pessoas e do planeta, nas regiões onde a empresa opera seus negócios. O Instituto desenvolve e apoia programas e projetos que colaboram com a redução das desigualdades sociais e a luta contra as mudanças climáticas. Por meio de cinco pilares de atuação: Educação, Formação e Pesquisa, Biodiversidade e Meio Ambiente, Arte e Cultura, Ação Social e Novas Tecnologias, fomenta transformação social a partir da descentralização territorial, onde comunidades vulnerabilizadas e mulheres negras estão no centro das mudanças. Em 2025, beneficiou mais de 3,12 milhões de pessoas.  

 

Saiba mais: https://www.institutoneoenergia.org.br   

 

Sobre a Neoenergia: Parte do grupo espanhol Iberdrola, a empresa atua no Brasil desde 1997, sendo atualmente uma das líderes do setor elétrico do país. Presente em 18 estados e no Distrito Federal, seus negócios estão divididos nas áreas de geração, transmissão, distribuição e comercialização. As suas distribuidoras, Neoenergia Coelba (BA), Neoenergia Pernambuco (PE), Neoenergia Cosern (RN), Neoenergia Elektro (SP/MS) e Neoenergia Brasília (DF) atendem a cerca de 17 milhões de clientes, o equivalente a uma população de quase 40 milhões de pessoas.  

 

A Neoenergia possui 4,2 GW de capacidade instalada em geração, sendo 87% de energia renovável. Em transmissão, são mais de 8 mil km de linhas. Por meio do Instituto Neoenergia, fomenta ações socioambientais que contribuem para a melhoria da qualidade de vida das comunidades onde a empresa atua, sobretudo, pessoas mais vulneráveis, visando sempre pelo desenvolvimento sustentável. Como parte do compromisso para ampliar a participação da mulher na sociedade, a Neoenergia patrocina o Comitê Olímpico do Brasil (COB), beneficiando principalmente aquelas que representam o Time Brasil. Desde janeiro de 2021, integra a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3 –  Brasil, Bolsa, Balcão – que reúne companhias que possuem as melhores práticas de governança e sustentabilidade corporativa.  

 

Sobre o Cultura e Mercado - O Cultura e Mercado é uma plataforma pioneira na discussão do setor cultural brasileiro, atuando desde 1998 na produção de conteúdo, formação e qualificação profissional para os mercados de cultura, entretenimento, economia criativa e terceiro setor. Referência nacional na área, reúne notícias, análises e serviços especializados voltados a artistas, produtores e gestores públicos e privados, além de promover cursos, mentorias e iniciativas que contribuem para o desenvolvimento e a profissionalização do setor cultural no Brasil. 

 

SERVIÇO I Para Participar:

 

Mentorias On-Line

Público: Pessoas, grupos, coletivos, organizações e iniciativas culturais.

Link de

 Inscrições: 

https://cultb.art/inicio?page=oportunidade&nome=mentoriacaravana2026

 

Prazo: 4 de maio

Resultado: 6 de maio

 

Chamamentos: 

Público: Espaços Anfitriões – Produtores – Pesquisadores – Facilitadores

Link de Inscrições: https://cultb.art/portal/caravana

Prazo: 27 de abril

Resultado: 30 de abril