segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

O SOL DE PONTA NEGRA - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO



Em Ponta Negra, o céu se veste de laranja como quem se prepara para uma festa silenciosa. O sol, majestoso e paciente, desce devagar atrás das montanhas, como se soubesse que sua despedida é aguardada por todos. Há algo de ritual nesse instante: os pescadores recolhem suas redes, os moradores diminuem o ritmo das conversas, os turistas param para fotografar, e até os pássaros parecem ajustar o voo para não perder o espetáculo. É como se a cidade inteira respirasse mais leve, suspensa entre o fim e o começo.

O mar, que durante o dia é inquieto e cheio de vozes, agora se aquieta. As ondas se tornam mais compassadas, como se acompanhassem o ritmo lento do sol que se despede. O horizonte se pinta em camadas: primeiro o dourado, depois o vermelho intenso, e por fim o violeta que anuncia a noite. Cada cor é uma promessa, cada nuance é uma lembrança. Quem observa entende, sem precisar de palavras, que a vida é feita de ciclos, e que cada pôr do sol é uma nova chance de tentar de novo.

Há quem diga que o pôr do sol em Ponta Negra é diferente de todos os outros. Talvez seja exagero, talvez seja verdade. Mas quem já esteve ali sabe que há uma energia única, uma espécie de convite silencioso para agradecer. Agradecer por estar vivo, por ter chegado até aquele momento, por poder testemunhar a beleza gratuita que a natureza oferece. Não é preciso muito: basta estar presente, basta deixar-se tocar pela luz que se desfaz no mar.

Enquanto o sol se esconde, a cidade parece se transformar. As ruas ganham um tom mais íntimo, os bares começam a se encher de vozes, e os primeiros acordes de violão ecoam de alguma varanda. É o prenúncio da noite, mas também é o prolongamento do dia. Em Maricá, o tempo não se divide em horas exatas: ele se mede em sensações. O dia termina quando o sol se despede, e a noite começa quando os olhos se acostumam ao brilho das estrelas.

E é nesse instante, entre o fim e o começo, que surge a reflexão inevitável: quantas vezes deixamos de perceber a beleza que nos cerca? Quantas vezes nos esquecemos de que estar vivo já é motivo suficiente para agradecer? O pôr do sol em Ponta Negra parece nos lembrar disso. Ele nos ensina que não é preciso grandes conquistas para sentir plenitude. Basta estar ali, diante do espetáculo gratuito, e deixar que a luz nos atravesse.

Talvez seja por isso que tantos escolhem esse lugar para recomeçar. Ponta Negra é mais do que uma praia: é um símbolo de esperança. Cada fim de tarde é como uma página em branco, pronta para ser escrita com novos sonhos, novas promessas, novas conquistas. Quem observa o sol se despedindo entende que a vida é feita de tentativas, e que sempre haverá uma nova oportunidade de fazer diferente.

O vento que sopra do mar traz consigo histórias antigas. Fala dos pescadores que desafiam as ondas, das famílias que se reúnem para celebrar, dos jovens que descobrem o amor à beira da praia. Cada sopro é uma memória, cada brisa é um segredo. E quem se deixa envolver por esse vento percebe que a vida é feita de encontros: encontros com pessoas, com lugares, com momentos. O pôr do sol é um desses encontros, talvez o mais democrático de todos, porque pertence a todos e não cobra nada em troca.

E assim, enquanto o céu se apaga lentamente, nasce dentro de cada um a certeza de que o amanhã pode ser melhor. Que este seja, oficialmente ou não, o começo de um ano maravilhoso. Com mais paz, mais conquistas, mais saúde e muitos fins de tarde assim, daqueles que lembram a gente de agradecer só por estar aqui. Porque, no fundo, é isso que importa: estar presente, sentir, viver. O resto é detalhe.

O sol se despede, mas deixa sua marca. O céu guarda o laranja como lembrança, o mar reflete o dourado como promessa, e a cidade se prepara para a noite com a leveza de quem sabe que amanhã tudo recomeça. Em Ponta Negra, cada pôr do sol é um convite: viver mais devagar, sentir mais profundamente, agradecer mais intensamente. E quem aceita esse convite descobre que a vida, afinal, é feita de instantes. Instantes que, como o sol, se repetem todos os dias, mas nunca são iguais.

 

Foto de Lúcio Azevedo, extraída de sua página no Facebook.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





 

ROTARY INTERNATIONAL: 121 ANOS DE SERVIÇO À HUMANIDADE - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, o Focus Portal Cultural presta sua homenagem ao Rotary International, que em 2026 celebra 121 anos de existência. Uma trajetória marcada pela dedicação à paz, à amizade entre os povos e ao compromisso inabalável com o serviço humanitário.



O legado de Paul Harris 

Em 23 de fevereiro de 1905, em Chicago, Paul Harris reuniu três amigos: Gustavus Loehr, Silvester Schiele e Hiram Shorey, para formar um círculo de amizade e apoio mútuo. Nascia ali o primeiro Rotary Club, que rapidamente se expandiria para além das fronteiras dos Estados Unidos, tornando-se uma organização internacional. Harris acreditava que profissionais unidos em torno de valores éticos poderiam transformar comunidades e promover a paz. Sua visão se tornou realidade e continua a inspirar milhões de rotarianos em todo o mundo. 

Já em 1910, o Rotary se consolidava como uma associação nacional e, pouco depois, internacional. A criação da Rotary Foundation, em 1917, foi um marco decisivo: um fundo destinado a apoiar projetos educacionais, de saúde e de desenvolvimento comunitário. Desde então, milhares de iniciativas foram financiadas, levando esperança e progresso a regiões carentes. 

O Rotary esteve presente em momentos históricos cruciais. Em 1945, rotarianos participaram da Conferência de São Francisco, contribuindo para a fundação da Organização das Nações Unidas. Essa ligação com a diplomacia e a paz mundial reforça o papel da instituição como ponte entre culturas e povos. 

Um dos capítulos mais notáveis da história do Rotary é a campanha pela erradicação da poliomielite. Em 1979, o primeiro projeto de vacinação foi realizado nas Filipinas. Em 1985, nasceu o programa PolioPlus, que se tornou uma das maiores iniciativas de saúde pública da história. Graças ao esforço conjunto do Rotary, da OMS, do UNICEF e da Fundação Bill & Melinda Gates, milhões de crianças foram imunizadas, e a pólio está hoje próxima da erradicação definitiva. 

Em 1989, o Rotary abriu suas portas para mulheres, ampliando a diversidade e fortalecendo ainda mais sua rede global. Essa decisão foi fundamental para que a organização refletisse os valores de igualdade e inclusão que defende. 

Com mais de 1,2 milhão de membros em mais de 200 países, o Rotary continua a ser uma força transformadora. Projetos de combate à fome, acesso à água potável, educação de qualidade e promoção da paz são desenvolvidos diariamente por clubes locais, conectados por uma missão global.

Durante a pandemia de COVID-19, o Rotary mostrou sua capacidade de resposta rápida, apoiando comunidades com equipamentos médicos, campanhas de conscientização e auxílio social. Essa atuação reforçou sua relevância contemporânea.

DE PAUL HARRIS A BABALOLA 

Se Paul Harris foi o visionário que plantou a semente, líderes como Rotary International President Gordon McInally (2023-24) e Rotary International President Babalola (2025-26) representam a continuidade desse legado. Babalola, com sua liderança inspiradora, reafirma o compromisso do Rotary com a paz, a amizade e o desenvolvimento sustentável, guiando a organização em um mundo cada vez mais interconectado e desafiador.

Uma celebração de 121 anos 

Em 2026, o Rotary celebra 121 anos de serviço à humanidade. São mais de doze décadas de histórias de solidariedade, amizade e impacto positivo. Cada rotariano, em cada canto do planeta, é parte dessa narrativa grandiosa. O Rotary não é apenas uma organização: é um movimento que une pessoas em torno de valores universais.

O Focus Portal Cultural, sob a curadoria de Alberto Araújo, saúda todos os rotarianos, do passado, do presente e do futuro. A cada clube, a cada voluntário, a cada liderança que dedica tempo e energia para transformar vidas, nosso reconhecimento e gratidão.  

Que o exemplo de Paul Harris continue a iluminar o caminho. Que a liderança de Babalola inspire novas gerações. Que o Rotary siga sendo, por muitos séculos, um farol de paz, amizade e serviço.


@Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




















domingo, 22 de fevereiro de 2026

MAGDA BELLOTI & TALITHA PERES - THE MAN I LOVE DE GEORGE GERSHWIN

(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)

 

O vídeo apresenta a performance de Magda Belloti, voz e Talitha Peres, piano para o clássico "The Man I Love", de George e Ira Gershwin.

 

LETRA

Someday he'll come along

The man I love

And he'll be big and strong

The man I love

And when he comes my way

I'll do my best to make him stay

 

He'll look at me and smile

I'll understand

And in a little while

He'll take my hand

And though it seems absurd

I know we both won't say a word

 

Maybe I shall meet him Sunday

Maybe Monday, maybe not

Still I'm sure to meet him one day

Maybe Tuesday will be my good day

 

He'll build a little home

Just meant for two

From which I'll never roam

Who would? Would you?

And so all else above

I'm waiting for the man I love

 

Maybe I shall meet him Sunday

Maybe Monday, maybe not

Still I'm sure to meet him one day

Maybe Tuesday will be my good day

 

He'll build a little home

Just meant for two

From which I'll never roam

Who would? Would you?

And so all else above

I'm waiting for the man I love


Esta versão destaca-se pelo arranjo íntimo e sofisticado. A interpretação de Magda Belloti foca no controle emocional e na clareza da dicção, enquanto o acompanhamento de Talitha Peres traz harmonias ricas que remetem tanto ao cancioneiro americano o Great American Songbook, quanto a toques sutis de música de câmara. 

GERSHWIN SOB A LENTE DE MAGDA BELLOTI E TALITHA PERES

A música, quando atinge o estado de arte pura, deixa de ser uma sucessão de notas para se tornar um documento do tempo. No vídeo em questão, o que testemunhamos não é apenas uma "cover" de um clássico, mas um encontro de linhagens. De um lado, o gênio que rompeu as barreiras entre o popular e o erudito no século XX; do outro, duas artistas brasileiras que tratam o som com a precisão de um cirurgião e a alma de um poeta. 

GEORGE GERSHWIN - O ARQUITETO DO SONHO AMERICANO 

Falar de George Gershwin é falar da própria invenção da modernidade musical. Nascido no Brooklyn, filho de imigrantes, Gershwin foi o alquimista que conseguiu fundir o ritmo sincopado do Jazz das ruas de Nova York com a sofisticação estrutural da música clássica europeia.

"The Man I Love", composta originalmente em 1924 para o musical Lady, Be Good, é o exemplo perfeito de sua maestria. A canção quase foi descartada após ser cortada de três produções diferentes antes de se tornar um standard global. O que Gershwin criou aqui não foi apenas uma melodia, mas uma atmosfera de expectativa. A harmonia de Gershwin é melancólica, mas carrega uma "blue note" de esperança. Ele não escrevia apenas para o ouvido; ele escrevia para a saudade de algo que ainda não aconteceu. 


O DUO MAGDA BELLOTI E TALITHA PERES 

Quando artistas do calibre de Magda Belloti (voz) e Talitha Peres (piano) se debruçam sobre uma obra dessas, o resultado é uma construção respeitosa e profunda. 

MAGDA BELLOTI: A VOZ COMO INSTRUMENTO NARRATIVO 

Magda não se limita a cantar as notas; ela as habita. Sua interpretação de "The Man I Love" foge do óbvio. Enquanto muitas cantoras de jazz optam pelo improviso virtuosístico excessivo (o scat), Belloti escolhe a economia do sentimento. Cada palavra é enunciada com uma clareza que revela a vulnerabilidade da letra de Ira Gershwin. 

Sua técnica vocal é impecável, permitindo que ela transite por dinâmicas suaves sem perder o apoio ou a sustentação. Ela entende que, nesta canção, o silêncio e as pausas são tão importantes quanto o som. Ela canta como quem conta um segredo ao ouvinte, transformando o palco ou o estúdio em um confessionário íntimo. 

TALITHA PERES: A MAESTRIA NAS TECLAS 

Ao piano, Talitha Peres prova por que é uma das pianistas mais respeitadas em seu gênero. O piano de Talitha não é um mero acompanhamento; é uma segunda voz. Ela possui o toque "perolado" necessário para Gershwin, mas também a força rítmica para sustentar a estrutura da canção sem a necessidade de uma seção rítmica completa, baixo e bateria.

As harmonizações e os preenchimentos que Talitha insere entre as frases de Magda mostram uma profunda compreensão do vocabulário do piano jazzístico e erudito. Ela utiliza o pedal de sustentação para criar ressonâncias que envolvem a voz, criando uma "cama" harmônica onde a melodia pode flutuar com liberdade. 

O IMPACTO DA INTERPRETAÇÃO: POR QUE ESTE VÍDEO É RELEVANTE? 

Vivemos em uma era de saturação sonora, onde a música muitas vezes é produzida para ser descartável. O encontro de Magda Belloti e Talitha Peres é um antídoto para isso. Elas nos lembram de que a música de câmara, esse formato reduzido e focado na interação humana direta, ainda é a forma mais poderosa de comunicação artística. 

Ao escolherem o repertório de Gershwin, elas estabelecem uma ponte entre o Brasil e o mundo. Elas mostram que a música brasileira, rica em sua essência, tem total afinidade com o Jazz de vanguarda, pois ambos bebem da mesma fonte: a liberdade de expressão através do rigor técnico. 

A ausência de artifícios tecnológicos coloca o foco na qualidade do timbre e da interpretação. É possível notar a troca de olhares e a antecipação mútua. Elas respiram juntas. Ao interpretar Gershwin com tamanha qualidade, elas ajudam a manter viva a chama da música que exige escuta atenta. 

George Gershwin ficaria orgulhoso. "The Man I Love" é uma promessa de encontro, e o encontro entre Magda Belloti e Talitha Peres é a realização dessa promessa no campo da música. Elas não apenas executam uma partitura; elas dão vida a um mito, provando que, enquanto houver artistas dessa magnitude, o "homem, ou a arte, que amamos" sempre estará presente. 

O vídeo é, em última análise, uma aula de elegância, técnica e paixão. É a prova de que o talento, quando aliado ao estudo profundo, resulta em algo que o tempo não pode apagar. Incrivelmente belo! 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




21 DE FEVEREIRO DE 2026 – CELEBRAMOS OS 162 ANOS DO NASCIMENTO DE COELHO NETO – EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Há datas que não se apagam da memória cultural de um povo. O 21 de fevereiro de 1864, em Caxias, Maranhão, é uma dessas marcas indeléveis: nasceu Henrique Maximiano Coelho Neto, personalidade monumental da literatura brasileira, cuja obra atravessou fronteiras e séculos. Hoje, 21 de fevereiro de 2026, celebramos 162 anos de seu nascimento, reafirmando a vitalidade de um autor que soube traduzir em palavras a alma múltipla do Brasil. 

Coelho Neto era fruto de uma união simbólica: filho do português António da Fonseca Coelho e da indígena Ana Silvestre Coelho. Essa fusão de raízes europeias e indígenas moldou sua sensibilidade e deu à sua escrita uma riqueza que dialogava com o universal sem perder o vínculo com o nacional. 

Poucos escritores brasileiros tiveram uma produção tão vasta e diversificada. Coelho Neto foi:

Romancista que explorou os dramas humanos e sociais.

Contista e cronista atento ao cotidiano e às nuances da vida urbana.

Folclorista que valorizou as tradições populares.

Teatrólogo e crítico que contribuiu para o desenvolvimento das artes cênicas.

Professor e político, sempre engajado na formação cultural e cívica do país. 

Sua pena era incansável, e sua obra, volumosa, conquistou leitores em todo o Brasil e em Portugal. No final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, foi considerado um dos autores mais lidos e celebrados. 

Reconhecimento e Legado

Membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, ao lado de nomes como Machado de Assis;  Indicado ao Prêmio Nobel de Literatura, representando Brasil e Portugal; Reverenciado por gerações de leitores e estudiosos, que viam nele um verdadeiro arquiteto da palavra. 

Em 1964, a Biblioteca Nacional celebrou o centenário de seu nascimento com uma exposição especial, cujo catálogo permanece disponível na BN Digital. Já em 2016, inaugurou a série “Documentos Literários”, tendo como primeira postagem o manuscrito do conto Os Pombos, reafirmando a relevância de sua obra para a memória literária nacional. 

Mais do que escritor, Coelho Neto foi intérprete da alma brasileira. Sua obra reflete: A pluralidade cultural do país. A valorização das tradições populares. A busca por uma identidade literária que dialogasse com o mundo sem perder suas raízes. 

Ele compreendia que a literatura é ponte entre passado e futuro, entre o íntimo e o coletivo, entre o Brasil e o mundo.

Hoje, ao celebrarmos os 162 anos de Coelho Neto, não apenas lembramos o nascimento de um escritor. Celebramos a permanência de uma voz que ecoa através do tempo, lembrando-nos que a literatura é força viva, capaz de moldar consciências e inspirar gerações. 

Coelho Neto não foi apenas um homem de letras: foi um construtor de imaginários, um guardião da memória e um visionário da cultura brasileira. Sua obra continua a nos desafiar e a nos encantar, reafirmando que o Brasil é terra fértil de grandes criadores. 

Que esta efeméride seja não apenas uma lembrança, mas um convite: ler Coelho Neto é reencontrar o Brasil em sua essência, é ouvir o pulsar de uma nação que se constrói pela palavra. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 










A PRESIDENTE MATILDE SLAIBI CONTI RECEBE VISITA DE SUA NETA CAROLINA CONTI

 

Em meio às festividades do Carnaval carioca, a presença de Carolina Conti no Rio de Janeiro trouxe não apenas alegria, mas também um profundo significado afetivo. A jovem geneticista, que construiu uma trajetória acadêmica brilhante nos Estados Unidos, fez questão de dedicar parte de sua permanência para visitar sua avó, a presidente Matilde Slaibi Conti. Esse gesto, carregado de ternura e respeito, revela a essência dos laços familiares que se fortalecem na convivência e no carinho mútuo.

Carolina, filha de Ricardo Augusto Conti e Poliana Conti, representa uma nova geração que honra o legado de seus pais e avós. Seu percurso acadêmico, marcado pelo mestrado em Genética e pela atuação na Universidade de Columbus, em Ohio, é reflexo de disciplina, talento e paixão pela ciência. Mas, acima de tudo, sua visita demonstra que, por mais longe que a vida profissional a leve, o coração permanece enraizado nas origens e nos afetos familiares. 

Seu pai o Dr. Ricardo Augusto Conti, médico formado pela UFF e doutorado pela USP, consolidou sua carreira nos Estados Unidos, onde há duas décadas é referência em clínica geral. Diretor Médico do Saint Agnes Hospital, em Baltimore, foi reconhecido como o melhor clínico geral de Maryland. Seu primogênito, Lucas, já formado em Medicina pela Universidade de Boston, segue os passos do pai, enquanto Carolina trilha sua própria jornada acadêmica, reafirmando o espírito de excelência que caracteriza a família.

A mãe Poliana Conti, por sua vez, é exemplo de liderança e visão estratégica. Com quase três décadas de experiência em Recursos Humanos e Estratégia de Pessoas, atuou em mais de 44 países, transformando culturas organizacionais em empresas globais. Fundadora e CEO da Partners4Growth®, dedica-se a criar ambientes de confiança e alto desempenho, sendo reconhecida internacionalmente como mentora e arquiteta de culturas inovadoras. 

No centro dessa constelação de talentos e realizações está a presidente Matilde Slaibi Conti, sua vida é marcada pela dedicação à cultura, à literatura e ao fortalecimento dos laços humanos. Líder do Elos Internacional, preside também o Cenáculo Fluminense de História e Letras e a Academia Brasileira Rotária de Letras do Estado do Rio de Janeiro. Em breve, assumirá a presidência do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói, ampliando ainda mais sua atuação em prol da integração cultural e da amizade entre povos.

A visita de Carolina, portanto, não é apenas um encontro familiar, mas um símbolo da continuidade de valores que unem gerações. O carinho da neta pela avó Matilde é expressão de gratidão e reconhecimento por uma trajetória que inspira e abre caminhos. Entre os momentos de celebração do Réveillon nos Estados Unidos e a vivência cultural em Miami, a família Conti reafirma sua identidade marcada pela união, pelo afeto e pela busca constante de conhecimento. 

Matilde, mesmo em momentos de descanso e convivência familiar, mantém viva sua missão de promover integração e amizade além-fronteiras. Sua liderança é exemplo de que a vida pública e a vida pessoal podem se entrelaçar em harmonia, fortalecendo tanto os vínculos familiares quanto os compromissos culturais. A visita de Carolina é, assim, um capítulo luminoso dessa história, em que o amor e a dedicação se tornam pontes entre gerações e territórios.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural








RAFAEL SANZIO HISTORIADOR, MESTRE DA PINTURA E DA ARQUITETURA DA ESCOLA DE FLORENÇA DURANTE O RENASCIMENTO ITALIANO.

 


Celebrado pela perfeição e suavidade das suas obras. Juntamente, com Michelangelo e Leonardo da Vinci forma a tríade de grandes mestres do Alto Renascimento.

Rafael Sanzio, frequentemente, referido apenas como Rafael, foi um Rafael fez uso das grandes inovações introduzidas na pintura de Da Vinci como o claro-escuro, contraste de luz e sombra que empregou com moderação, e o esfumado, sombreado levemente batido em vez de traços para delinear as formas. 

Segundo historiadores e mestres da arte, o mais adequado é chamá-lo de Raffaello Santi, já que Sanzio fazia referência apenas ao seu local de nascimento e Santi era o sobrenome de seu pai, Giovanni Santi, nascido em Lucca, na Toscana. 

Admirado pela aristocracia e pela corte papal, que o viam como o "príncipe dos pintores", foi encarregado pelo papa Júlio III de decorar com afrescos as salas do Vaticano hoje conhecidas como as "Stanze di Raffaello". 

Rafael era filho de Giovanni Santi, poeta  que escreveu uma Crônica famosa em rima e também pintor para a corte de Mântua. Quando o nascimento de Rafael, ele dirigia um famoso estúdio em Urbino. 

Giovanni ensinou seu filho a pintar e o introduziu à corte humanista de Urbino, que, ao final do século XV, havia se tornado um dos mais ativos centros culturais da Itália, sob a regência de Federico da Montefeltro, falecido sete meses antes do nascimento de Rafael. Lá, Rafael pode conhecer os trabalhos de Paolo Uccello, Luca Signorelli, e Melozzo da Forlì. Precoce, aos dezessete anos, em 1500 Rafael já era considerado um mestre. 

De acordo com Giorgio Vasari, Rafael foi levado pelo pai aos onze anos para ser aprendiz de Pietro Perugino, em Perúgia, mas esta informação é discutida por algumas autoridades no assunto. É de consenso geral que Rafael estava na Úmbria a partir de 1492, ano do falecimento de seu pai. Com Perugino, Rafael aprendeu a técnica do afresco ou pintura mural.

Em sua primeira obra de realce, o Casamento da Virgem, 1504, a influência de Perugino evidencia-se na perspectiva e na relação proporcional entre as figuras, de um doce lirismo, e a arquitetura. A disposição das figuras é, no entanto, mais informal e animada que a do mestre. 

Em Florença, Rafael tornou-se amigo de vários pintores locais, destacando-se Fra Bartolommeo, um proponente do idealismo renascentista. A influência de Fra Bartolomeo o levou a abandonar o estilo suave e gracioso de Pietro Perugino e abraçar a grandiosidade e formas mais poderosas. Entretanto, a maior influência sobre a obra de Rafael durante seu período florentino veio de Leonardo da Vinci e suas composições, figuras e gestuais, bem como suas técnicas inovadoras como o chiaroscuro e o sfumato. 

O primeiro trabalho, registrado de Rafael foi um altar para a Igreja de San Nicola da Tolentino na cidade de Castello, entre Perúgia e Urbino. A peça foi encomendada em 1500 e terminada um ano depois. Foi muito danificada por um terremoto em 1789, restando atualmente somente alguns fragmentos na Pinacoteca Tosio Martenigo, em Bréscia. 

Outra peça importante de seus primeiros anos foi o altar de Oddi para a capela de mesmo nome na igreja de Francisco de Assis de Perúsia. Rafael, provavelmente como membro da oficina de Pietro Perugino, trabalhou também nos afrescos do Collegio del Cambio. 

O Casamento da Virgem, de 1504, foi sua principal obra desse período, ainda influenciado pelo estilo de Perugino. Logo depois Rafael concluiu três pequenos quadros: Visão de um Cavaleiro, As Três Graças e São Miguel. Neles já se expunha o seu estilo amadurecido e o frescor que lhe acompanharia a vida toda. 

O primeiro trabalho arquitetônico conquistado por Rafael foi a posição de arquiteto da nova Basílica de São Pedro, cuja construção começou em 1506. A posição havia sido vagada pela morte de Bramante em 1514. Rafael mudou a planta de um desenho de inspiração grega para um design longitudinal. Contudo este projeto foi modificado novamente após sua morte. 

Dois anos depois ele projetou as linhas da importante Villa Madama em Roma. Construída para o papa, era uma imitação das villas que existiam por toda a Roma clássica e cuja descrição Rafael encontrou nos textos de Plínio, o Velho.

Villa Madona – a mais antiga foi projeto inacabado de Rafael, onde repete com muito cuidado aquilo que vinha descrito nos textos. O projeto original era majestoso e complexo, envolvendo uma ampla extensão de terreno que seria necessário graduar com uma sucessão de terraços, perspectivas renascentistas e jardins à italiana até o rio Tibre. Para a realização dos respectivos contrafortes também foi pedida a colaboração de Antonio da Sangallo, conhecido pelas suas capacidades técnicas nas fortificações. 

Rafael morreu em Roma no seu aniversário de 37 anos, alegadamente apenas algumas semanas depois de Leão X apontá-lo como cardeal, acometido por uma febre causada por uma doença pulmonar após um encontro à meia-noite, e foi profundamente lamentado por todos aqueles que reconheciam sua grandeza. Seu corpo repousou por certo tempo em uma das salas na qual

ele havia demonstrado sua genialidade e foi honrado com um funeral público. Sua obra Transfiguração precedeu seu corpo durante a procissão fúnebre. 

A "incansável mão da morte" (nas palavras de seu biógrafo) pôs um limite em suas conquistas e privou o mundo de um benefício maior de seus talentos, na idade em que a maioria dos outros homens começa a ser útil. 

Rafael foi enterrado no Panteão de Roma, o mais honorável mausoléu na Itália, atendendo seu próprio pedido. 

Em sua tumba foi colocada uma frase de Pietro Bembo em latim que diz: "Aqui jaz Rafael, que fez temer à Natureza por si fosse derrotada, em sua vida, e, uma vez morto, que morresse consigo".

 

SEQUENCIAL DE  IMAGENS

 







01  - Pintura Rafael Sanzio, Auto-retrato

02 - Transfiguração 1518-1520, Museus Vaticanos

03 - Madona e o Menino Entronados com Santos, 1505, Metropolitan Museum of Art.

04 - Ressurreição de Cristo, c. 1499/1502 Museu de Arte de São Paulo, São Paulo.

05 - A Sagrada Família Canigiani, 1518 Antiga Pinacoteca, Munique.

06 - Stanza dell'Incendio di Borgo Museus Vaticanos.

07 - Escola de Atenas, 1509 Stanza della Segnatura Museus Vaticanos.

 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

NAGIB SLAIBI FILHO – PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO NÚCLEO DA REDE SEM FRONTEIRAS EM NITERÓI


O anúncio da composição da diretoria do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói marca um momento histórico para a cidade e para a própria instituição. Sob a presidência da admirável Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, o núcleo contará com uma equipe plural e comprometida, formada por nomes que representam diferentes áreas da cultura, da educação e da vida pública. Entre eles, destaca-se a presença do Desembargador Dr. Nagib Slaibi Filho, que assume o posto de 1º Vice-Presidente, trazendo consigo uma trajetória que transcende o Direito e se inscreve na própria história intelectual e cultural do Brasil. 

A composição da diretoria é um reflexo da diversidade e da força da Rede Sem Fronteiras. Cada nome representa não apenas uma função administrativa, mas um compromisso pessoal com a missão de difundir cultura e promover integração. Ao lado da presidente Matilde Conti e do vice-presidente Nagib Slaibi Filho, estão Karin Rangel, Marli Marinho, Ana Paula Aguiar, Sabrina Campos da Cunha, Jocelin Marry Viana Nery, Ângela Maria Riccomi de Paula, Rubens Carrilho Fernandes e o Conselho Fiscal formado por Maria da Conceição Panait, Luciane Queiroz e Maria Otília Marques Camillo. Juntos, formam um corpo diretivo que une experiência, juventude, tradição e inovação. 

Professor respeitado, mestre em Direito Público, doutor, livre-docente e pós-doutor pela Universidade Federal Fluminense, Nagib Slaibi Filho construiu sua carreira acadêmica com rigor e generosidade. Na Universidade Salgado de Oliveira, onde continua a lecionar, suas aulas são pontes entre teoria e prática, entre a letra fria da lei e a vida pulsante dos cidadãos. Mais do que ensinar normas, ele ensina valores: justiça, ética, responsabilidade e humanidade. 

Na magistratura, sua atuação ultrapassou quatro décadas, culminando no posto de Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde presidiu a 3ª Câmara de Direito Público. Sua aposentadoria não significou afastamento, mas sim expansão: continuou presente em academias literárias, institutos culturais, conferências e livros, sempre como alguém que se recusa a estagnar. Sua vida é testemunho de que o verdadeiro intelectual não se aposenta: ele se reinventa. 

Nagib Slaibi Filho é presidente da Academia Niteroiense de Letras e membro de diversas instituições culturais, como a Academia Fluminense de Letras, a Academia Rio-Branquense de Letras, a Academia Brasileira de Letras da Magistratura e o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói. Sua presença nessas entidades não é apenas protocolar: é ativa, vibrante, transformadora. Ele é um semeador de cultura, alguém que planta ideias e colhe diálogos, que constrói pontes entre gerações e entre saberes. 

Em 2024, foi aclamado Intelectual do Ano, reconhecimento que se soma a outras distinções, como a Comenda IFEC de Cultura e a Medalha Pedro Ernesto, maior honraria concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Esses títulos não são apenas medalhas: são símbolos de uma vida dedicada ao bem comum, à justiça e à cultura.

Autor de livros jurídicos fundamentais, Nagib também se revela como escritor de ensaios e memórias que expõem sua faceta humanista. Não é apenas o magistrado que escreve: é o homem que pensa, que reflete, que compreende a vida como espaço de diálogo entre justiça e beleza. Sua obra literária é testemunho de que o Direito pode ser mais do que norma: pode ser poesia, pode ser filosofia, pode ser caminho de luz.

O nome de Nagib Slaibi Filho ressoa hoje não apenas no Direito, mas também na Literatura, na História, na Educação e na vida pública. Sua presença é serena e firme, capaz de unir mundos que, em muitos casos, se apartam: o da razão jurídica e o da sensibilidade poética. Ele é, ao mesmo tempo, juiz e poeta, professor e escritor, intelectual e cidadão. Sua vida é exemplo de que a verdadeira grandeza está na capacidade de servir, de ensinar e de inspirar.

Assumir a vice-presidência do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói é mais do que um cargo: é um gesto simbólico. Significa que a instituição reconhece em Nagib Slaibi Filho não apenas um líder, mas um guia, alguém capaz de conduzir projetos culturais e sociais com a mesma seriedade com que conduziu processos jurídicos. Sua presença na diretoria é garantia de que o núcleo terá não apenas administração, mas também visão, inspiração e profundidade.

Assim, Nagib Slaibi Filho se inscreve definitivamente entre os grandes humanistas brasileiros. Um homem que fez do Direito um caminho de luz e das Letras um altar de permanência. Sua vida é testemunho de que a justiça e a cultura não são mundos separados, mas faces de uma mesma moeda: a moeda da dignidade humana. Ao assumir a 1ª vice-presidência da Rede Sem Fronteiras em Niterói, ele reafirma seu compromisso com a cidade, com a cultura e com o futuro. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



MENSAGEM

Parabéns, companheiro Nagib Slaibi Filho! 

Você é exemplo vivo de moral ilibada e saber notório, um verdadeiro Humanista que honra a tradição da justiça e engrandece a cultura brasileira. Sua trajetória inspira e dignifica, mostrando que conhecimento e integridade podem caminhar lado a lado.

Receba meu abraço fraterno e minha admiração sincera.

© Alberto Araújo