sexta-feira, 15 de maio de 2026

15 DE MAIO DE 2026: 135 ANOS DA RERUM NOVARUM E A TRADIÇÃO DAS ENCÍCLICAS SOCIAIS - EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL

No dia 15 de maio de 1891, o Papa Leão XIII publicou a encíclica Rerum Novarum (“Das coisas novas”), um documento que se tornaria marco inaugural da Doutrina Social da Igreja.  O documento destacou a importância da dignidade do trabalho humano e da justiça nas relações sociais, tornando-se referência ética e espiritual para gerações. A data de 15 de maio passou a simbolizar a continuidade dessa reflexão, sendo retomada em outros momentos históricos. 

A Rerum Novarum não apenas inaugurou uma nova fase na reflexão da Igreja sobre os problemas sociais, mas também estabeleceu uma tradição: a de publicar documentos de grande impacto em torno da mesma data, o 15 de maio, evocando sua memória e atualizando seus princípios diante das “coisas novas” de cada época. 

Quarenta anos após a Rerum Novarum, reafirmou seus princípios e introduziu o princípio da subsidiariedade, defendendo que as instâncias menores da sociedade não devem ser absorvidas por estruturas maiores sem necessidade. Foi também uma crítica contundente ao totalitarismo e às ideologias que ameaçavam a dignidade humana. 

Mater et Magistra em 1961, Papa João XXIII. Setenta anos depois, trouxe à tona a questão da justiça social em escala global, abordando desigualdades entre países ricos e pobres e defendendo maior participação dos trabalhadores na gestão das empresas. Publicada também em 15 de maio, reforçou a simbologia da data. 

Outras encíclicas sociais, como a Laborem Exercens (1981, João Paulo II) e a Caritas in Veritate (2009, Bento XVI), ampliaram o horizonte da reflexão, incluindo temas como tecnologia, globalização e ética no desenvolvimento. 

Em 15 de maio de 2026, o Papa Leão XIV retomou a tradição ao lançar sua primeira encíclica, intitulada Magnifica Humanitas. O documento trouxe para o centro da reflexão questões contemporâneas como a inteligência artificial, a crise do direito internacional e os desafios da paz mundial. Assim como Leão XIII em 1891, Leão XIV buscou responder às “coisas novas” de nosso tempo, reafirmando que a dignidade humana deve ser o critério fundamental diante das transformações tecnológicas e geopolíticas. 

Celebrar os 135 anos da Rerum Novarum é reconhecer que a Igreja Católica, por meio de suas encíclicas sociais, construiu um patrimônio de reflexão ética que atravessa gerações. Cada documento, publicado em momentos históricos distintos, dialoga com os dilemas de seu tempo, mas todos convergem para um mesmo núcleo: a defesa da dignidade humana, da justiça social e da solidariedade. 

De 1891 a 2026, o fio condutor permanece: diante das “coisas novas” que surgem, a Igreja reafirma que o ser humano não pode ser reduzido a instrumento de produção, nem a mero dado estatístico em sistemas tecnológicos. A Rerum Novarum abriu caminho; a Magnifica Humanitas atualiza esse percurso, mostrando que a tradição continua viva e necessária.

O 15 de maio tornou-se uma data emblemática, símbolo da continuidade e da renovação da Doutrina Social da Igreja. De Leão XIII a Leão XIV, passando por Pio XI e João XXIII, cada Papa reafirmou que a fé cristã não se limita ao âmbito espiritual, mas se compromete com a construção de uma sociedade mais justa e humana. 

Ao recordar os 135 anos da Rerum Novarum, não celebramos apenas um documento, mas uma herança viva que atravessa séculos e continua a inspirar. De Leão XIII a Leão XIV, cada encíclica social é como uma chama que se reacende, iluminando os caminhos da humanidade diante das “coisas novas” de cada tempo. Hoje, essa tradição nos lembra de que a dignidade humana é sempre o ponto de partida e de chegada, e que a justiça e a solidariedade são os pilares de uma sociedade verdadeiramente fraterna. 

Que o 15 de maio permaneça como uma luz cultural e espiritual, convidando-nos a olhar para o futuro com esperança e coragem, sem perder de vista o valor eterno da pessoa humana. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural












O FUTURO CHEGOU À ADVOCACIA NITEROIENSE - UM MARCO NA GESTÃO VALORIZADA E MOTIVADA - INAUGURAÇÃO DO ESPAÇO DIGITAL DA ESA-NITERÓI – 15 DE MAIO DE 2026

Hoje, a advocacia de Niterói não apenas celebra 31 anos de uma história gloriosa da sua Escola Superior de Advocacia a ESA; ela inaugura um novo capítulo de modernidade e inclusão tecnológica. Sob o lema "Tradição que inspira, Inovação que conecta", foi oficialmente entregue o novo Espaço Digital da ESA-Niterói, um marco que redefine o suporte institucional ao advogado na era da informação.

A solenidade, ocorrida no 9º andar da icônica Casa do Advogado, na Avenida Amaral Peixoto, contou com a presença da cúpula da OAB-Niterói, demonstrando a união de propósitos em prol do aperfeiçoamento da classe. O Dr. Pedro Gomes, Presidente da OAB-Niterói, reafirmou seu compromisso com uma gestão que prioriza ferramentas reais de trabalho para o cotidiano do advogado. Ao seu lado, a Dra. Matilde Slaibi Conti, Vice-Presidente, destacou o valor humanístico e cultural que a escola mantém vivo há mais de três décadas, agora potencializado pelo ambiente digital. 

"Este espaço não é apenas físico; é um portal de oportunidades. A tecnologia é o meio, mas o conhecimento jurídico de excelência continua sendo o nosso fim principal." 

O grande anfitrião do evento, o Diretor-Geral da ESA-Niterói, Dr. Júnior Rodrigues, foi amplamente elogiado pelo trabalho primoroso que vem desenvolvendo. Sob sua batuta, a ESA tem se tornado um baluarte de atualização técnica, oferecendo cursos e infraestrutura que permitem ao advogado niteroiense competir em pé de igualdade no mercado globalizado. A entrega do Espaço Digital é o coroamento de uma visão estratégica que entende a necessidade de ambientes equipados para o peticionamento, pesquisas e cursos híbridos. 

O evento também contou com a participação fundamental do Dr. Antônio Marconi, Secretário-Geral, e de outras autoridades da Ordem, que testemunharam a materialização de um projeto que une a solidez dos 31 anos da ESA com as demandas da advocacia moderna. A ESA, criada em 15 de maio de 1995, prova que é possível envelhecer com vigor, renovando-se a cada ciclo para servir com ética e inteligência. 

O novo Espaço Digital simboliza o respeito ao investimento feito pelos advogados em sua instituição. Como uma entidade sem fins lucrativos, a ESA reafirma sua missão de reaplicar cada recurso em benefício da própria classe, seja na modernização das instalações ou na contratação de professores de alto nível. Com este novo capítulo, a ESA-Niterói convida todos os advogados, estagiários e acadêmicos a usufruírem de um ambiente pensado para o sucesso profissional. Presenças Notáveis: Dr. Pedro Gomes – Presidente da OAB-Niterói; Dra. Matilde Carone Slaibi Conti – Vice-Presidente da OAB-Niterói; Dr. Júnior Rodrigues – Diretor-Geral da ESA-Niterói;  Dr. Antônio Marconi – Secretário-Geral da OAB-Niterói.


A NOVA FRONTEIRA DA ADVOCACIA: ESA NITERÓI CONSOLIDA A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL NA GESTÃO 2025-2027 

A advocacia contemporânea não comporta a estagnação. Em um cenário de profundas e velozes transformações legislativas, tecnológicas e sociais, o aperfeiçoamento técnico deixa de ser um mero diferencial para se tornar um imperativo de sobrevivência e sucesso profissional. É exatamente nesse ponto de inflexão que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subseção Niterói, sob a liderança do presidente Dr. Pedro Gomes ladeado da vice-presidente Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, reafirma o seu papel de vanguarda institucional. O grande motor dessa engrenagem de transformação cultural e científica atende por um nome histórico: a Escola Superior de Advocacia (ESA) de Niterói, que, sob a condução primorosa de seu Diretor-Geral, Dr. Júnior Rodrigues, vivencia um de seus capítulos mais brilhantes. 

Fundada em um momento de consolidação democrática e de reestruturação do ecossistema jurídico fluminense, precisamente aos 15 dias de maio de 1995, a ESA Niterói nasceu com a missão sagrada de promover a atualização, o aperfeiçoamento e o aprimoramento profissional e cultural da advocacia. Ao longo de mais de três décadas de uma trajetória irretocável, a instituição se consolidou como uma das escolas de braço institucional mais antigas e respeitadas do país. O seu escopo estatutário abrange desde a realização de cursos tradicionais, conferências magnas, seminários temáticos, palestras dinâmicas e congressos de grande porte, até a produção de estudos e pesquisas empíricas voltadas à difusão do conhecimento perante toda a comunidade jurídica.

O sucesso da ESA Niterói na atual gestão (biênio 2025-2027) não é fruto do acaso, mas sim do alinhamento estratégico de três mentes brilhantes que compreendem as dores e as aspirações da classe. O presidente da Subseção, Dr. Pedro Gomes, tem se destacado por uma administração agregadora e moderna, abrindo as portas da Casa do Advogado para a inovação e garantindo que a advocacia niteroiense tenha à sua disposição uma infraestrutura de ponta e representatividade ativa. Ao seu lado, a vice-presidente Dra. Matilde Carone Slaibi Conti aporta uma bagagem acadêmica e humanística de valor inestimável. Pós-doutora, professora universitária e autora de relevo, Dra. Matilde é o elo perfeito entre a sensibilidade institucional e o rigor científico, servindo de inspiração para as novas gerações de advogadas e advogados. 

Na linha de frente da execução desse projeto educacional está o Diretor-Geral da ESA, Dr. Júnior Rodrigues. Com uma gestão qualificada universalmente como primorosa, Dr. Júnior Rodrigues transformou a escola em um canteiro de inovações pedagógicas e de inclusão social. Sua atuação enérgica, dinâmica e extremamente técnica elevou o padrão dos cursos oferecidos, otimizando recursos e estreitando laços com a comunidade acadêmica. Sob sua batuta, a ESA Niterói não apenas cumpre o seu papel estatutário, mas antecipa as tendências do mercado de trabalho, entregando aos profissionais ferramentas reais para o enfrentamento dos desafios cotidianos nos tribunais. 

O pilar de sustentação da atual gestão da ESA é o aclamado PEC – Projeto de Educação Continuada. Essa diretriz básica estabelece um ecossistema de aprendizado orgânico, no qual as atividades da instituição são meticulosamente direcionadas no sentido da atualização constante e permanente não apenas de advogados veteranos, mas também de estagiários, acadêmicos e demais estudiosos do Direito. O PEC compreende que o diploma de graduação é apenas o ponto de partida. A verdadeira maestria jurídica exige um fluxo contínuo de oxigenação teórica e prática. 

Um dos aspectos mais nobres da operação da ESA Niterói diz respeito à sua saúde financeira e ao seu compromisso ético: a escola não possui fins lucrativos. Toda a receita auferida por meio de suas atividades é integralmente reaplicada na própria instituição. Esse modelo de autossustentabilidade visa diretamente à melhoria contínua e ao desenvolvimento de suas instalações físicas e digitais, assegurando um ambiente de estudos digno, moderno e confortável. O restante dos recursos arrecadados é integralmente disponibilizado para honrar e remunerar o corpo docente, composto por renomados juristas, magistrados, defensores, procuradores e advogados de notório saber, garantindo que o nível de ensino ministrado na Casa do Advogado permaneça no topo da pirâmide educacional do estado. 

Estruturalmente, a ESA é diretamente subordinada à Presidência da Subseção e administrada com rigor corporativo e pedagógico por um Conselho Diretor. Este conselho, desenhado para equilibrar a eficiência operacional e a qualidade didática, é composto pelo Diretor-Geral, por um Diretor Administrativo e por um Coordenador Pedagógico, garantindo que cada decisão estratégica passe por um severo crivo de viabilidade e relevância científica. 

O ápice dessa política de democratização do conhecimento e compromisso com o desenvolvimento regional materializa-se no atual programa de pós-graduação promovido pela ESA Niterói. Rompendo com o elitismo que historicamente afasta o jovem profissional das especializações de alto nível, a atual gestão consolidou uma parceria pioneira e de profundo impacto social com a Universidade Salgado de Oliveira (Universo). 

O Curso de Pós-Graduação Atual, com foco nas áreas de Cognição, Jurisdição, Mediação e Arbitragem, representa uma resposta direta às novas exigências do Poder Judiciário e do mercado corporativo. Em um momento histórico em que os métodos adequados de solução de conflitos (MASCs) ganham força e o contencioso tradicional se mostra sobrecarregado, especializar profissionais em mediação e arbitragem é um ato de responsabilidade social e inteligência estratégica. 

Esse programa destaca-se por seu formato inovador e de alto nível: Formato Híbrido e Dinâmico: Organizado em quatro módulos estruturados, com duração total de oito meses, combinando aulas síncronas e assíncronas com encontros presenciais marcantes nas salas de aula da própria ESA.

Sob a coordenação acadêmica direta de nomes históricos do direito fluminense, o curso oferece uma imersão teórica e prática que prepara o aluno para atuar tanto na esfera extrajudicial quanto nos tribunais. 

O caráter gratuito e de cunho social dessa pós-graduação democratiza o acesso ao título de especialista, permitindo que a advocacia do Leste Fluminense se qualifique sem comprometer o orçamento de seus escritórios em início de carreira. É o conhecimento de ponta funcionando como ferramenta de ascensão social e fortalecimento institucional. 

A ESA Niterói convida toda a comunidade jurídica a fazer parte desta revolução cultural e educacional. A programação mensal de cursos, palestras e eventos do PEC pode ser integralmente consultada e acompanhada pelos canais oficiais de comunicação da instituição:

Site Oficial: Por meio do portal eletrônico da OAB Niterói.

Correio Eletrônico: Envio de dúvidas, inscrições e sugestões pelo e-mail esa.nit@oabrj.org.br. 

Atendimento Presencial: Diretamente na secretaria da ESA, um espaço planejado para acolher o profissional, situado estrategicamente no 9º andar da Casa do Advogado, localizada na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, nº 507, Centro, Niterói/RJ. 

Sob a égide da gestão do Dr. Pedro Gomes e da Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, e com a execução magistral do Dr. Júnior Rodrigues, a ESA Niterói prova que a tradição e a modernidade caminham juntas quando o objetivo final é a valorização intransigente da advocacia e a defesa cidadã do ordenamento jurídico. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


















DEUS NOSTER REFUGIUM" (PSALM 46) | MAJESTIC GREGORIAN CHANT

 

38 - DEUS NOSTER REFUGIUM — A MÚSICA COMO REFÚGIO DIVINO - ENSAIO HISTÓRICO-TEOLÓGICO-CULTURAL © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADO EM VÍDEO DO GREGORIAN-SERENITY_OFICIAL

 


Poucas obras conseguem unir a força da tradição bíblica, a profundidade da música sacra e a majestade da orquestra como o cântico “Deus Noster Refugium”, inspirado no Salmo 46. Este vídeo coral, apresentado sob a aura do Gregorian-Serenity_Official, não é apenas uma execução musical: é uma experiência espiritual que transcende o tempo, evocando séculos de fé, arte e devoção. 

Contexto Histórico 

Jean-Philippe Rameau (1683–1764), mestre barroco francês, é apontado como o compositor desta versão monumental. Rameau foi um dos grandes inovadores da harmonia, e sua música sempre buscou unir ciência e emoção.

A edição posterior, possivelmente realizada por Camille Saint-Saëns, acrescenta refinamento romântico e densidade instrumental, ampliando o impacto da obra. 

A tradição gregoriana, que remonta ao século VI, fornece a base espiritual: um canto monódico, puro, que aqui se expande em seis vozes, órgão e instrumentos, criando uma ponte entre o minimalismo medieval e a grandiosidade barroca. 

Estrutura Musical 

Canto gregoriano: a linha vocal principal mantém a simplicidade meditativa, evocando a oração coletiva.

Orquestra sinfônica: acordes profundos e evolutivos simbolizam a firmeza de Deus diante do caos do mundo. 

Afinação em 432 Hz: escolhida para promover enraizamento e segurança interior, reforçando a sensação de paz e estabilidade. 

Harmonia fluida: ao contrário de cânticos estáticos, esta obra se move como um rio, refletindo o próprio versículo do salmo: “Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus.” 

O Texto Sagrado 

O Salmo 46 é um dos mais poderosos da Bíblia. Sua mensagem central é a confiança absoluta em Deus como refúgio e fortaleza. 

Trechos como “Portanto, não temeremos, ainda que a terra se abale” ecoam com força especial em tempos de crise, lembrando que a fé é capaz de sustentar o espírito mesmo quando tudo ao redor parece ruir.

Em latim, a sonoridade das palavras: “Deus noster refugium et virtus, carrega uma musicalidade própria, que se torna ainda mais impactante quando cantada em coro. A tradução para o português mantém o vigor: “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso amparo.”

Significado Espiritual

Refúgio divino: a música simboliza a fortaleza espiritual que protege contra as tribulações. 

Universalidade: o salmo fala de guerras cessadas, armas quebradas e paz estabelecida,  uma mensagem que atravessa culturas e épocas.

Contemplação: o convite final, “Aquietai-vos e vede, porque eu sou Deus”, é uma chamada à meditação, ao silêncio interior e à confiança plena. 

Impacto Estético 

Assistir ao vídeo é ser envolvido por uma atmosfera de majestade:

O coro, em perfeita harmonia, transmite a sensação de comunidade e união.

O órgão e os instrumentos sustentam a base sonora, como pilares de uma catedral invisível. 

A alternância entre intensidade e suavidade reflete o próprio movimento da vida: caos e ordem, medo e esperança, trevas e luz. 

O ensaio de “Deus Noster Refugium” não é apenas uma análise musical, mas um testemunho da força que a arte sacra possui. Ao unir tradição gregoriana, genialidade barroca e espiritualidade bíblica, esta obra nos lembra que a música pode ser um verdadeiro refúgio divino.

Cantar louvores ao Altíssimo é, em si, um ato de resistência contra o desespero. É bom dar graças ao Senhor e proclamar:

O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso amparo.” 

O Salmo 46, expresso no cântico “Deus Noster Refugium”, une teologia, história da música sacra e psicologia do canto gregoriano em uma experiência que fortalece a fé e promove bem-estar mental. Ele afirma a soberania de Deus em meio ao caos, enquanto a música sacra e o canto gregoriano moldaram séculos de espiritualidade e ainda hoje são reconhecidos por seus efeitos terapêuticos.

Análise Teológica do Salmo 46 

Refúgio e fortaleza: Deus é descrito como abrigo seguro em meio às tribulações, reforçando a confiança em Sua presença. 

Cidade de Deus: a imagem do rio que alegra a cidade simboliza a paz divina em contraste com o tumulto das nações.

Aquietai-vos e vede: o chamado à quietação (harpu) é uma exortação à entrega e contemplação, reconhecendo a soberania divina. 

Aplicação prática: o salmo é usado em crises pessoais e coletivas como fonte de esperança e coragem, inspirando obras como o hino de Lutero Castelo Forte é o Nosso Deus. 

História da Música Sacra 

Origens antigas: já presente em rituais da Mesopotâmia e Egito, usada para invocar divindades. 

Idade Média: consolidada pela Igreja Católica, com destaque para o canto gregoriano, sistematizado por Gregório Magno. 

Renascimento e Barroco: compositores como Palestrina, Bach e Handel expandiram a música sacra com polifonia e oratórios.

Século XIX e XX: Verdi, Brahms e, mais tarde, Arvo Pärt trouxeram novas sonoridades, mantendo a música sacra viva e relevante. 

Características centrais: elevação espiritual, foco na glória de Deus e uso de técnicas musicais eruditas sem perder a função litúrgica. 

Efeitos Psicológicos do Canto Gregoriano 

Redução do estresse: pesquisas mostram que o ritmo lento e modal diminui níveis de cortisol e estabiliza a pressão arterial. 

Melhoria da concentração: induz ondas cerebrais alfa, associadas ao relaxamento e criatividade, favorecendo memória e foco. 

Energia e saúde: estudos relatam que monges recuperaram vigor físico ao retomar o canto gregoriano em sua rotina. 

Ambiente meditativo: a reverberação em mosteiros cria imersão sonora, facilitando estados de contemplação profunda. 

Dimensão espiritual: além dos efeitos psicológicos, o canto é visto como oração pura, elevando a alma a Deus. 

O vídeo coral “Deus Noster Refugium” é mais que uma obra musical: é uma síntese de fé, arte e ciência. 

Teologicamente, reafirma a soberania de Deus.

Historicamente, conecta-se à tradição da música sacra que moldou a cultura ocidental.

Psicologicamente, mostra como o canto gregoriano pode trazer paz, foco e saúde.

Assim, cada nota entoada é um convite à confiança: “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso amparo.” 

A Música como Voz dos Anjos 

Minha esposa disse: “Essa música certamente, é tocada pelos anjos no céu. A densidade espiritual é tão intensa que parece vir do próprio céu.” Realmente, quando pensamos no canto gregoriano, sua simplicidade e pureza sonora evocam algo que ultrapassa o humano. A ausência de ornamentos excessivos, o ritmo lento e a ressonância profunda criam uma atmosfera que muitos descrevem como celestial. É natural que ouvintes sintam que tais melodias são ecoadas pelos próprios anjos, pois: 

Pureza sonora: a linha melódica única, sem distrações, lembra a ideia de uma oração perfeita. 

Verticalidade espiritual: cada nota parece subir como incenso, aproximando o coração da eternidade. 

Cura da alma: a densidade espiritual da música atua como bálsamo, trazendo paz interior e sensação de acolhimento divino.

Dimensão Teológica

O Salmo 46 já carrega em si a promessa de proteção divina. Ao ser cantado em coro, essa promessa se torna experiência coletiva. A frase de minha esposa se conecta diretamente com a teologia cristã: os anjos são mensageiros e cantores da glória de Deus. Assim, entoar “Deus Noster Refugium” é participar, ainda que simbolicamente, do mesmo cântico celestial descrito em Apocalipse 4: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso.” 

História e Psicologia 

Na história da música sacra, muitos compositores buscavam imitar o “coro angelical” em suas obras. Rameau e Saint-Saëns, ao expandirem o canto gregoriano com orquestra, criaram uma ponte entre o humano e o divino. 

Do ponto de vista psicológico, o canto gregoriano induz estados de calma e contemplação que podem ser percebidos como experiências de transcendência. Essa sensação de “cura da alma” é relatada em estudos sobre música meditativa e espiritual.

A percepção de minha esposa é mais do que uma metáfora: é uma intuição espiritual que muitos compartilham ao ouvir obras como “Deus Noster Refugium”. A densidade da música, sua harmonia fluida e sua força bíblica realmente nos fazem sentir que estamos em sintonia com o coro dos anjos. 

Assim, podemos dizer que este cântico não apenas ecoa nas paredes de uma igreja ou nos alto-falantes de um vídeo, mas ressoa no céu e na alma: “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso amparo.” 

Letra (Latim):

Deus Noster Refugium - Psaume 45


Deus noster refugium et virtus : adjutor in tribulationibus quoe invenerunt nos nimis.

Propterea non timebimus dum turbabitur terra,

et transferentur montes in cor maris.

Sonuerunt et turbatoe sunt aquoe eorum conturbati sunt montes in fortitudine ejus

 

Fluminis impetus loetificat civitatem Dei :

sanctificavit tabernaculum suum Altissimus.

Deus in medio ejus, non commovebitur : adjutavit eam Deus mane diluculo.

Conturbatoe sunt gentes, et inclinata sunt regna :

dedit vocem suam, mota est terra.

Dominus virtutum nobiscum :

susceptor noster Deus Jacob ;

Venite, et videte opera Domini : quoe posuit prodigia super terram, auferens bella usque ad finem terrae.

Arcum conteret, et confriget arma, et scuta comburet igni.

Vacate et videte, quoniam ego swm Deus :

exaltabor in gentibus, et exaltabor in terra.

Dominus virtutum nobiscum :

susceptor noster Deus Jacob.

 

TRADUZIDA PARA PORTUGUÊS

Deus Nosso Refúgio - Salmo 45


O nosso Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas angústias que nos sobrevêm. 

Portanto, não temeremos, ainda que a terra se perturbe,

e os montes se transportem para o meio dos mares. 

As suas águas bramaram e se agitaram, os montes se perturbaram com o seu poder. 

O murmúrio do rio alegra a cidade de Deus;

o Altíssimo santificou o seu tabernáculo.

Deus está no meio dela; ela não será abalada; Deus a ajudou de madrugada. 

As nações se perturbam, e os reinos se abalam;

ele fez ouvir a sua voz, e a terra tremeu. 

O Senhor dos Exércitos está conosco;

o Deus de Jacó é o nosso auxílio. 

Venham e vejam as obras do Senhor, como ele tem realizado prodígios na terra, fazendo cessar as guerras até os confins da terra. 

Ele quebra o arco, quebra as armas e queima os escudos no fogo. 

Aquietai-vos e vede, porque eu sou Deus;

serei exaltado entre as nações e serei exaltado na terra.

O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso amparo.

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HINO ANGELICAL — CANTADO NO CÉU

Deus nosso, essas músicas são dos anjos, 

ecoam nas alturas eternas, 

como rios de luz que correm 

pelas muralhas da Cidade Santa. 

 

Cada nota é asa que se abre, 

cada acorde é sopro divino, 

e o coro humano se une ao celeste, 

numa só voz que proclama: 

Deus é o nosso refúgio e fortaleza.  

 

No silêncio entre os sons, 

há cura para a alma cansada, 

há bálsamo para o coração ferido, 

há esperança que não se abala. 

 

E quando o órgão ressoa profundo, 

é como o trovão da glória, 

mas suave como o abraço eterno 

do Altíssimo que nos guarda. 

 

Cantam os anjos, cantamos nós, 

numa mesma melodia infinita, 

até que o céu e a terra se encontrem 

na paz do Senhor dos Exércitos. 


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA 

RAMÉAU, Jean-Philippe. Deus Noster Refugium (Psalm 46). Edição possivelmente revisada por Camille Saint-Saëns. Paris: Biblioteca Sacra, 1764. Partitura para coro, órgão e instrumentos. 

BÍBLIA. Português. Salmos. In: Bíblia Sagrada. Tradução Almeida Revista e Atualizada. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993. 

© Alberto Araújo

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Link do vídeo da inspiração:

Clicar aqui ou clicar na imagem do vídeo 

https://www.youtube.com/watch?v=jE3rAs5GTwA&list=RDjE3rAs5GTwA&index=1   


É bom dar graças ao SENHOR e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo para sempre e sempre. Amém 





quinta-feira, 14 de maio de 2026

BRASIL EM PARIS: CULTURA, LITERATURA E A HERANÇA DE MACHADO DE ASSIS - O REFÚGIO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO CORAÇÃO DE PARIS - TEXTO DE CURADORIA CULTURAL © ALBERTO ARAÚJO


No epicentro intelectual de Paris, onde as pedras do Quartier Latin ecoam séculos de filosofia, literatura e revoluções, resiste um enclave de sotaques quentes e páginas vibrantes. A poucos metros da imponência do Pantheon, onde a França repousa seus grandes homens, a Librairie Portugaise et Brésilienne ergue-se não apenas como um comércio de livros, mas como um manifesto de resistência cultural e um porto seguro para a lusofonia em solo europeu. 

Ao cruzar o umbral desta livraria, o visitante é imediatamente transportado. A atmosfera parisiense cede lugar a uma brasilidade tátil e visual. A presença do Brasil é magnética, pulsando já na decoração que desafia o cinza clássico das fachadas vizinhas. Entre as estantes, a bandeira verde-amarela convive com esculturas de aves típicas, trazendo o sopro da fauna tropical para o inverno francês. As paredes narram histórias através de ilustrações de cordel e cartazes que estampam personalidades icônicas da nossa história, transformando o espaço em uma embaixada informal do afeto e do intelecto.

A gênese deste projeto é o amor. Foi fundada por Michel Chandeigne, um francês que, após viver em Lisboa, permitiu que o idioma português se infiltrasse em sua alma de forma irreversível. Para Michel, a livraria foi a solução para um dilema pessoal: como manter vivo o contato com a cultura lusófona após o retorno à França? O que começou como um trabalho de tradução e o fascínio por relatos magníficos, como a Carta de Pero Vaz de Caminha, floresceu em um dos mais importantes centros de difusão da nossa língua no mundo. 

Mais do que revender, a Librairie Portugaise et Brésilienne é uma produtora de cultura. Com um selo editorial próprio que ostenta mais de 200 títulos, a casa garante que a voz de gigantes como Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa reverbere em francês e português. É um trabalho de curadoria minucioso que apresenta ao público europeu a densidade psicológica do sertão e a delicadeza metafísica da poesia mineira. 

Entretanto, há um soberano indiscutível na preferência dos leitores que frequentam o Quartier Latin. Segundo Michel, o título mais procurado é "O Alienista", de Machado de Assis. O interesse francês pela ironia fina e pela crítica social ácida de Machado prova que a genialidade do "Bruxo de Cosme Velho" é universal e atemporal, encontrando eco perfeito na pátria de Voltaire e Flaubert. 

A relevância da livraria é atestada pela estatura dos nomes que por lá passaram. Seus eventos são marcos na agenda cultural de Paris, tendo recebido desde figuras de Estado, como o sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, até as vozes contemporâneas que estão renovando a literatura brasileira, como o premiado Itamar Vieira Junior. Esses encontros transformam o espaço em uma ágora viva, onde a língua portuguesa é debatida, celebrada e projetada para o futuro.

Contudo, manter as portas abertas no coração de uma das cidades mais caras do mundo é um ato de bravura. Michel observa com uma mistura de orgulho e melancolia a paisagem ao redor: 

"Não há mais nenhuma livraria para a língua espanhola na França, e a população de língua espanhola é enorme. É uma resistência ano após ano."

Essa constatação torna o trabalho da Librairie Portugaise et Brésilienne ainda mais vital. Em um mundo cada vez mais digital e padronizado, onde grandes livrarias de idiomas vizinhos sucumbem, o reduto de Michel Chandeigne permanece firme. É a prova de que a língua portuguesa, com sua "geografia de sentimentos", como diria Fernando Pessoa, possui uma força própria, capaz de sustentar um território de papel e tinta no centro nervoso da cultura ocidental. 

A Librairie Portugaise et Brésilienne é, em última análise, um monumento à hospitalidade da palavra. Ela lembra aos passantes que a língua portuguesa não é apenas uma ferramenta de comunicação, mas uma forma de ver o mundo, cheia de aves, cordéis, saudades e uma capacidade infinita de se reinventar. Quem caminha pelo Quartier Latin e avista aquela vitrine, encontra mais do que livros; encontra uma pátria que se estende para além das fronteiras, resistindo com elegância, página por página. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural







Rue des Fossés-Saint-Jacques, Michel Chandeigne criou há 30 anos a livraria portuguesa e brasileira, então uma editora especializada em literatura lusófona. LP/ES.