quinta-feira, 7 de maio de 2026

07 DE MAIO DE 2026 – DUPLAS EFEMÉRIDES – 186 ANOS DO NASCIMENTO DE TCHAIKOVSKY E 193 ANOS DO NASCIMENTO DE BRAHMS - FOCUS PORTAL CULTURAL

 

No dia 07 de maio de 2026, o quadro “Efemérides” do Focus Portal Cultural abre suas páginas para uma celebração dupla e memorável: os 186 anos do nascimento de Pyotr Ilyich Tchaikovsky e os 193 anos de Johannes Brahms. Dois nomes que moldaram o período romântico da música e que permanecem vivos em cada acorde, em cada sinfonia, em cada coração que pulsa ao som da música clássica.

Para tornar esta homenagem ainda mais grandiosa, convidamos a Dama do Piano, a pianista Licia Lucas, a qual sua trajetória é marcada por recitais inesquecíveis e interpretações que unem técnica refinada e emoção profunda. Sua presença nesta celebração não é apenas uma escolha artística, mas um gesto simbólico: a música de Tchaikovsky e Brahms encontra eco na sensibilidade de uma intérprete que sabe transformar notas em sentimentos.

REVISITANDO OS RECITAIS DE LICIA LUCAS

Entre os momentos memoráveis de sua carreira, destaca-se o Concerto da Temporada de Clássicos no Teatro Amazonas, quando Licia Lucas, acompanhada pela Orquestra Filarmônica do Amazonas, trouxe ao coração da Amazônia a música de Tchaikovsky. Foi uma noite em que a arte se fundiu com a natureza, em que o piano dialogou com a floresta, e em que a música se tornou ponte entre culturas e emoções.

Outro marco foi o Concerto Speciale no Fazioli Concert Hall, em 02 de fevereiro de 2011, que reafirmou sua posição como uma das intérpretes mais respeitadas do repertório romântico. Sua trajetória, registrada em diversas edições e publicações, é testemunho de uma vida dedicada ao piano e à difusão da música clássica.

PYOTR ILYICH TCHAIKOVSKY

Nascido em Vótkinsk, Rússia, em 07 de maio de 1840, Tchaikovsky tornou-se o primeiro compositor russo a conquistar fama internacional. Sua formação no Conservatório de São Petersburgo o colocou em contato com o estilo musical ocidental, mas sua alma permaneceu profundamente enraizada nas tradições russas. Dessa fusão nasceu um estilo único, capaz de emocionar plateias em todo o mundo.

Apesar de crises pessoais e de uma vida marcada por conflitos internos, Tchaikovsky produziu obras que se tornaram eternas: os balés O Lago dos Cisnes, O Quebra-Nozes e A Bela Adormecida; a Abertura 1812; a abertura-fantasia Romeu e Julieta; e suas sinfonias, que ainda hoje ecoam como testemunhos de sua genialidade.

Sua música, inicialmente alvo de críticas ambíguas, conquistou o público e permanece entre as mais executadas do repertório clássico. Tchaikovsky é, até hoje, símbolo da capacidade da arte de transcender fronteiras e tocar o íntimo da alma humana.

JOHANNES BRAHMS

Nascido em Hamburgo, em 07 de maio de 1833, Brahms foi pianista, maestro e compositor que se estabeleceu em Viena, tornando-se um dos pilares da música romântica. Conhecido como um dos “Três B” da música, ao lado de Bach e Beethoven, Brahms foi ao mesmo tempo tradicionalista e inovador.

Sua obra abrange sinfonias, concertos, música de câmara e peças para piano, muitas das quais ele próprio estreou como virtuoso. Amigo íntimo de Clara Schumann e Joseph Joachim, sua vida foi marcada por parcerias artísticas que enriqueceram o repertório musical da época.

Brahms foi admirado por sua habilidade em unir rigor estrutural e emoção romântica. Sua música, considerada por alguns excessivamente acadêmica, revelou-se fonte de inspiração para gerações posteriores, influenciando compositores como Arnold Schönberg e Edward Elgar.

(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)

ou clicar no link: https://www.youtube.com/watch?si=8gDDLZH0iTDXCLvH&v=E8oIrsJXjVU&feature=youtu.be

A INTERPRETAÇÃO DE LICIA LUCAS SOBRE TCHAIKOVSKY

No dia 28 de setembro de 2001, o Teatro Amazonas recebeu um dos concertos mais memoráveis dessa temporada, reunindo a Orquestra Amazonas Filarmônica, a pianista brasileira Licia Lucas e o maestro mexicano Eduardo Alvarez. O programa incluiu três obras de grande impacto: a abertura A Grande Páscoa Russa, de Rimsky-Korsakov; o Concerto nº 1 em Si bemol menor para piano e orquestra, de Tchaikovsky; e a Sinfonia nº 5 em mi menor, também de Tchaikovsky.

Esse encontro artístico reafirmou o papel do Teatro Amazonas como palco de excelência, capaz de receber produções de nível internacional e de emocionar o público com interpretações memoráveis. A Temporada de Clássicos, ao longo dos anos, consolidou-se como um dos pilares da vida cultural da região, projetando Manaus no cenário da música erudita mundial.

Assim, na mágica noite de 28 de setembro de 2001, o monumental Teatro Amazonas, em Manaus, abriu suas portas para mais uma apresentação memorável da Temporada de Clássicos, reunindo a Orquestra Amazonas Filarmônica, a pianista brasileira Licia Lucas e o maestro mexicano Eduardo Alvarez. O evento marcou não apenas um encontro artístico de altíssimo nível, mas também reafirmou o papel do Teatro Amazonas como centro irradiador da cultura erudita no Brasil e na América Latina.

(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)

ou clicar no link: https://www.youtube.com/watch?v=szV7HWt-Fjs&feature=youtu.be

A INTERPRETAÇÃO DE LICIA LUCAS SOBRE BRAHMS

Entre os grandes desafios da literatura pianística, poucas obras se destacam tanto quanto as Variações sobre um Tema de Paganini, Op. 35, compostas por Johannes Brahms em 1863. Baseadas no célebre Capricho nº 24 em Lá menor de Niccolò Paganini, essas variações são consideradas um verdadeiro monumento técnico e artístico para o piano. Clara Schumann, amiga íntima de Brahms, apelidou-as de “Hexenvariationen”, as “variações da bruxa”,  tamanha a dificuldade que impõem ao intérprete.

É nesse terreno de virtuosismo e profundidade que se inscreve a interpretação da pianista Licia Lucas, registrada no Concerto Speciale no Fazioli Concert Hall, em 02 de fevereiro de 2011 e celebrada como um marco de sua carreira. Sua leitura das Variações não é apenas uma demonstração de técnica impecável, mas um mergulho na essência da obra, revelando o equilíbrio entre rigor estrutural e emoção romântica que Brahms soube construir.

As Variações de Brahms são divididas em dois livros de 14 variações cada, ambos encerrados com finais vibrantes e intensos. Embora publicadas como Estudos para Piano, elas transcendem o caráter meramente didático: cada variação é um microcosmo de invenção, humor e sentimento.

Estrutura: Cada livro inicia com o tema de Paganini, seguido por variações que exploram diferentes problemas técnicos, terças, sextas, oitavas, trinados, staccato, legato.

Natureza: São exercícios de independência das mãos, exigindo do pianista não apenas força e agilidade, mas também clareza e musicalidade.

Dificuldade: Consideradas uma das obras mais difíceis do repertório pianístico, exigem “dedos de aço, coração de lava ardente e coragem de leão”, como descreveu o crítico James Huneker.

O resultado é uma obra que une o virtuosismo italiano de Paganini ao rigor alemão de Brahms, criando um diálogo entre culturas e estilos.

LICIA LUCAS E AS VARIAÇÕES

Na interpretação de Licia Lucas, as Variações ganham vida com intensidade e clareza. Seu toque revela não apenas o domínio técnico necessário para enfrentar os desafios da obra, mas também a sensibilidade para destacar o lirismo escondido em meio às passagens mais diabólicas.

Ao longo do Concerto, cada variação é apresentada como uma pequena joia, em que a pianista alterna entre momentos de delicadeza, como nas passagens marcadas molto dolce e explosões de energia, nas variações feroce, energico. Essa alternância cria uma narrativa musical que prende o ouvinte e transforma o estudo técnico em espetáculo artístico.

Sua interpretação reafirma o caráter paradoxal da obra: ao mesmo tempo estudo e concerto, rigor e emoção, disciplina e liberdade. Licia Lucas consegue unir esses elementos em uma leitura que honra a tradição e, ao mesmo tempo, imprime sua marca pessoal.

O contexto histórico da obra também merece destaque. Brahms, conhecido por seu germanismo austero, surpreendeu ao se inspirar na vivacidade de Paganini e no virtuosismo de Liszt. O resultado foi uma peça que destoa de sua produção habitual, mas que se tornou referência na literatura pianística.

A estreia ocorreu em Zurique, em 1865, com o próprio Brahms ao piano. Desde então, as Variações têm sido desafio e inspiração para gerações de pianistas. Mais de 19 compositores escreveram variações sobre o mesmo tema de Paganini, mas a versão de Brahms permanece como uma das mais célebres, ao lado da Rapsódia sobre um Tema de Paganini de Rachmaninov.

A interpretação de Licia Lucas das Variações sobre um Tema de Paganini, Op. 35 é mais que uma execução técnica: é uma celebração da música como arte viva. Ao enfrentar uma das obras mais complexas do repertório, ela demonstra não apenas virtuosismo, mas também a capacidade de transformar estudo em poesia, disciplina em emoção, rigor em beleza.

Assim, sua performance é um testemunho da grandeza da pianista e da eternidade da obra de Brahms. É a prova de que, quando talento e sensibilidade se encontram, a música transcende o tempo e continua a inspirar gerações.


O PIANO FAZIOLI

Desde que Bartolomeo Cristofori inventou o piano entre 1702 e 1711, em Pádua, na Itália, o instrumento passou por uma longa evolução. Cada século trouxe avanços técnicos e artísticos, sempre com um objetivo comum: alcançar o som ideal. Essa busca incessante encontrou um novo capítulo na cidade de Sacile, próxima a Pádua, berço do piano, onde nasceu a ideia de construir um instrumento que unisse perfeição acústica e excelência artesanal o Fazioli Pianoforti.

O engenheiro e pianista italiano Paolo Fazioli, descendente de uma família de industriais da madeira, foi o responsável por transformar essa visão em realidade. Em 1978, reuniu especialistas em acústica, física e música para repensar a arte da construção do piano. O resultado foi apresentado em 1981: o primeiro piano de cauda Fazioli, modelo F183, que imediatamente chamou atenção pela clareza sonora e potência extraordinária.

Um dos segredos do piano Fazioli está na escolha da madeira. Utiliza-se o abeto vermelho da região do Val di Fiemme, conhecido como as “Árvores da Música”. Essa madeira é a mesma utilizada na construção dos lendários violinos Stradivarius, célebres por sua ressonância única.

Esse detalhe revela a filosofia da marca: unir tradição e inovação. Cada piano Fazioli é resultado de um trabalho artesanal minucioso, aliado a rigorosos estudos científicos e tecnológicos. O objetivo não é apenas construir um instrumento, mas criar uma obra de arte sonora.

A estreia mundial da marca ocorreu em 1981, na Feira Internacional Musikmesse de Frankfurt, onde o piano Fazioli impressionou pela qualidade de timbre. Poucos anos depois, em 1987, o modelo F308 estreou no Carnegie Hall, em Nova York, com o pianista russo Lazar Berman interpretando o Concerto nº 2 de Liszt, acompanhado pela Filarmônica de São Petersburgo.

Em 1989, a revista Diapason classificou o modelo F212 como o melhor piano em sua categoria, consolidando a reputação da marca. Desde então, os pianos Fazioli têm sido escolhidos por grandes intérpretes e instituições musicais em todo o mundo.


O FAZIOLI CONCERT HALL

Em 2005, foi inaugurado o Fazioli Concert Hall, parte integrante da fábrica em Sacile. O espaço foi projetado em colaboração com o Departamento de Física e Engenharia da Universidade de Pádua, seguindo critérios arquitetônicos e acústicos rigorosamente científicos.

O revestimento especial das paredes permite controlar a reflexão e absorção do som, criando condições ideais para recitais e gravações. É nesse ambiente que muitos pianistas, incluindo Licia Lucas, realizaram performances memoráveis, registradas em gravações que se tornaram referência.

O piano Fazioli não é apenas um instrumento, mas um símbolo da busca pela perfeição sonora. Sua clareza, potência e personalidade própria o tornam digno representante do perfeccionismo da arte e da tecnologia italianas.

Cada modelo é exclusivo, resultado de um processo artesanal que combina tradição secular e inovação contemporânea. Para os intérpretes, tocar em um Fazioli é experimentar uma nova dimensão da música: cada nota ganha profundidade, cada acorde se expande com riqueza harmônica, cada silêncio se torna parte da narrativa sonora.

O Piano Fazioli é mais que um instrumento: é um legado cultural. Ele representa a continuidade da tradição italiana iniciada por Cristofori, mas também a ousadia de Paolo Fazioli em reinventar o piano para o século XXI.

Ao ser escolhido para gravações e recitais de artistas como Licia Lucas, o Fazioli reafirma sua posição como um dos pianos mais exclusivos e respeitados do mundo. Sua voz única ecoa nos palcos e salas de concerto, lembrando-nos que a música é uma arte em constante evolução, sempre em busca do som ideal.

A homenagem do Focus Portal Cultural não é apenas uma lembrança histórica, mas um convite à reflexão sobre o poder da música. Tchaikovsky e Brahms, cada um à sua maneira, traduziram em notas os dilemas, as paixões e as esperanças de sua época. Hoje, suas obras continuam a dialogar com o presente, mostrando que a música é uma linguagem universal e atemporal.

Ao trazer a pianista Licia Lucas para esta celebração, reafirmamos que a arte não é apenas memória, mas também presença viva. Sua interpretação é ponte entre passado e futuro, entre tradição e inovação, entre emoção e técnica.

Assim, neste 07 de maio de 2026, celebramos não apenas os aniversários de dois gigantes da música, mas também a continuidade de sua obra através de intérpretes como Licia Lucas, que mantêm acesa a chama da música clássica. Que cada acorde seja um tributo, que cada nota seja uma oração, e que cada recital seja um testemunho da eternidade da arte.

 

Licia Lucas posa ao lado do Paolo Fazioli presidente 
e fundador da Fábrica Fazioli








quarta-feira, 6 de maio de 2026

CONVITE ESPECIAL – 19ª REUNIÃO FESTIVA DO ROTARY CLUB DE NITERÓI

 

O Rotary Club de Niterói tem a honra de convidar seus associados, familiares e amigos para a 19ª Reunião Festiva, que acontecerá no dia 7 de maio de 2026-quinta-feira, às 20h, em celebração ao Mês dos Serviços à Juventude e em especial homenagem ao Dia das Mães. 

A sessão na ocasião será presidida pela estimada Vice-presidente Matilde Carone Slaibi Conti, que com sua dedicação e liderança tem contribuído de forma exemplar para o fortalecimento da instituição. 

Ao lado da atual presidente, Ana Paula Aguiar, que conduz o clube com firmeza e sensibilidade, esta diretoria vem realizando um trabalho esplendoroso, pautado na união, na solidariedade e no compromisso de servir à comunidade. 

Nesta noite festiva, teremos momentos de emoção e reconhecimento:

Sorteio da Mãe do Ano, celebrando o carinho e a dedicação das mães que inspiram nossas vidas; Homenagem às mães realizada pelos companheiros Valmira Cristofori, Maria Panait e Clério, reforçando o espírito de fraternidade e gratidão; Comemoração dos aniversariantes do mês, em clima de alegria e confraternização.

O Rotary Club de Niterói, ao longo de sua trajetória, tem se destacado pelo impacto positivo em nossa cidade, promovendo projetos sociais, culturais e educacionais que transformam vidas. Esta diretoria, liderada por Ana Paula Aguiar e apoiada por Matilde Carone Slaibi Conti, reafirma o compromisso de manter viva a missão rotária: “Unidos para fazer o bem”. 

Será uma noite inesquecível, marcada pela celebração da vida, da família e do espírito de servir. Contamos com sua presença para juntos fortalecermos os laços de amizade e solidariedade que caracterizam o Rotary. 

Ana Paula Aguiar

Presidente - 2025-2026





CONVITE DA ACADEMIA NACIONAL DE LETRAS E ARTES – ANLA

A Academia Nacional de Letras e Artes – ANLA tem a honra de convidar V. Sa. e família para a Comemoração do Dia das Mães, ocasião em que a Acadêmica Vera Gonzalez será homenageada como “Mãe do Ano de 2026” da ANLA. 

O evento contará com o tema “Literatura Infantojuvenil”, com apresentações das escritoras Angela Guerra e Lydia Simonato, além da participação especial do escritor João Miguel Miyaki Correia Gomes. O evento também marcará o lançamento do Hino Oficial da ANLA, de autoria do poeta Abílio Kac, interpretado por Nina Fernandes.

Haverá também a tradicional Hora de Arte e o Lanche dos Aniversariantes do mês. 

Data: segunda-feira, 11 de maio de 2026

Horário: 16 horas

Local: Praia de Botafogo, 430 – 2º andar

Traje: passeio 

Acadêmicos: passeio e medalha acadêmica

“Prestigie a cultura com sua honrosa presença” 

Lucia Regina de Lucena

Presidente









 

06 DE MAIO DE 2026 CELEBRAMOS OS 131 ANOS DO NASCIMENTO DE MALBA TAHAN, NO QUADRO “EFEMÉRIDES” DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Dia Nacional da Matemática – Uma Celebração à Ciência que nos ensina a pensar 

No dia 6 de maio, o Brasil celebra oficialmente o Dia Nacional da Matemática, instituído pela Lei nº 12.835/2013 em homenagem ao nascimento de Júlio César de Mello e Souza, mais conhecido pelo pseudônimo Malba Tahan. 

Escritor, educador e apaixonado pela arte de ensinar, Malba Tahan transformou a matemática em narrativa, em aventura, em desafio intelectual. Sua obra mais célebre, O Homem que Calculava, continua a encantar gerações ao mostrar que números e equações podem ser tão fascinantes quanto histórias de reis, sábios e viajantes. 

A escolha desta data não é apenas uma lembrança biográfica. É um convite para refletirmos sobre o papel da matemática em nossas vidas. Ela está presente em cada gesto cotidiano: no cálculo do tempo, na organização das finanças, na arquitetura das cidades, na música que nos emociona, na tecnologia que nos conecta. A matemática é, ao mesmo tempo, linguagem universal e ferramenta de criação. Sem ela, não haveria ciência moderna, não haveria avanços tecnológicos, não haveria sequer a possibilidade de compreender o cosmos. 

Muitas vezes, a matemática é vista como uma disciplina árida, difícil, inacessível. Mas essa visão é injusta. A matemática é também cultura, arte e imaginação. Malba Tahan compreendeu isso ao criar personagens árabes que resolviam problemas com engenho e poesia. Ele mostrou que aprender matemática pode ser uma experiência estética, uma jornada de descobertas. Ao transformar cálculos em histórias, ele aproximou a ciência das pessoas e revelou sua dimensão humana. 

Celebrar o Dia Nacional da Matemática é reconhecer que essa ciência não pertence apenas às salas de aula ou aos laboratórios. Ela faz parte da nossa identidade cultural. Está nos mosaicos das igrejas coloniais, na cadência das escolas de samba, na precisão dos engenheiros que constroem pontes e edifícios. Está na lógica dos programadores que desenvolvem softwares e na criatividade dos artistas que exploram simetrias e proporções. 

Nenhuma ciência se sustenta sem aqueles que a ensinam e a aplicam. Professores, pesquisadores, contadores, engenheiros, estatísticos, programadores, físicos e tantos outros profissionais carregam a matemática em suas rotinas. São eles que traduzem números em soluções, que transformam abstrações em práticas concretas. O Dia Nacional da Matemática é também um tributo a esses homens e mulheres que dedicam suas vidas a multiplicar conhecimento. 

Cada equação resolvida em sala de aula, cada gráfico interpretado em uma empresa, cada algoritmo desenvolvido em um laboratório é parte de uma grande construção coletiva. A matemática é uma obra humana, feita de esforço, paciência e criatividade. E cada profissional que a utiliza contribui para que essa obra continue crescendo. 

Vivemos em um mundo cada vez mais orientado por dados e tecnologia. Inteligência artificial, big data, criptografia, estatística avançada, tudo isso depende da matemática. Mais do que nunca, precisamos valorizar essa ciência, pois dela depende nossa capacidade de compreender e transformar a realidade. A matemática nos ensina a pensar de forma lógica, a buscar soluções criativas, a enfrentar problemas complexos com rigor e imaginação. 

Ao mesmo tempo, ela nos lembra da humildade. Cada teorema é fruto de séculos de esforço coletivo. Cada descoberta abre novas perguntas. A matemática é infinita, e por isso nos desafia a nunca parar de aprender. 

UMA HOMENAGEM PESSOAL 

Neste 6 de maio, o Focus Portal Cultural, sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, parabeniza todos os que trabalham e trabalharam com a matemática. Professores que dedicaram suas vidas ao ensino, pesquisadores que avançaram fronteiras do conhecimento, profissionais que aplicaram a ciência em diferentes áreas da sociedade. A todos, nossa gratidão e reconhecimento. 

E aqui cabe uma nota pessoal: eu, Alberto Araújo, também trilhei esse caminho. Trabalhei por mais de 20 anos com essa singular ciência, tendo formação técnica em Contabilidade. Sei, pela experiência, que a matemática é mais do que números, é disciplina, é raciocínio, é clareza de pensamento. É uma companheira que nos ensina a organizar o mundo e a compreender sua lógica. Hoje, ao celebrar o Dia Nacional da Matemática, sinto orgulho de ter feito parte dessa história e de poder homenagear todos aqueles que, como eu, encontraram na matemática uma forma de vida e de trabalho.

Que este 6 de maio seja um dia de celebração, reflexão e inspiração. A matemática é nossa herança e nosso futuro. Que possamos continuar a valorizá-la, ensiná-la e aplicá-la, para que siga iluminando caminhos e construindo pontes entre o conhecimento e a vida. 

BIOGRAFIA DE MALBA TAHAN

Júlio César de Mello e Souza nasceu no Rio de Janeiro, 6 de maio de 1895 e faleceu no Recife, 18 de junho de 1974, mais conhecido pelo pseudônimo Malba Tahan, foi professor, pedagogo, conferencista, matemático e escritor do modernismo brasileiro. Através de seus romances infantojuvenis, tornou-se um dos maiores divulgadores da matemática no Brasil e no exterior. Viveu quase toda a infância em Queluz (SP). Filho de João de Deus de Mello e Souza e Carolina de Mello e Souza, ambos professores, cresceu em uma família numerosa e de recursos modestos. Desde criança demonstrava imaginação criativa, escrevendo histórias com personagens de nomes absurdos e sem função no contexto. Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro (1906–1909) e depois no Colégio Pedro II, onde começou a vender redações aos colegas por 400 réis, iniciando sua trajetória como escritor. 

Em 1912, iniciou sua vida profissional como auxiliar da Biblioteca Nacional. Concluiu o curso normal na Escola Normal do Distrito Federal (atual ISERJ). Diplomou-se em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da UFRJ em 1913. Lecionou em diversas instituições e se destacou como educador inovador, defendendo métodos criativos para o ensino da matemática. 

O pseudônimo Malba Tahan

Criou o personagem Ali Iezid Izz-Edim ibn Salim Hank Malba Tahan, ou simplesmente Malba Tahan, como heterônimo literário. 

Para dar verossimilhança às histórias, estudou cultura e língua árabes por sete anos (1918–1925). Inventou também um “tradutor” fictício, o Professor Breno Alencar Bianco, reforçando a ilusão de que os contos eram árabes autênticos. O nome “Malba Tahan” significa “O Moleiro de Malba”: Malba era o nome de uma aldeia árabe e Tahan veio do sobrenome de uma aluna sua. 

OBRAS 

Publicou mais de 120 livros, sendo cerca de 50 dedicados à matemática. Seu livro mais famoso, O Homem que Calculava (1938), apresenta problemas e curiosidades matemáticas em forma de narrativa, ao estilo das Mil e Uma Noites. Suas obras buscavam ensinar matemática de forma divertida e diferente, com desafios que estimulavam a criatividade e a descoberta. Foi pioneiro em métodos didáticos que uniam literatura, recreação matemática e pedagogia.

RECONHECIMENTO 

Ocupou a Cadeira nº 8 da Academia Pernambucana de Letras. Tornou-se referência internacional em recreação matemática e literatura infantojuvenil. Faleceu em 1974, aos 79 anos, vítima de ataque cardíaco, deixando um legado duradouro para a educação e cultura brasileiras. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 













terça-feira, 5 de maio de 2026

UM MERGULHO NA CULTURA PORTUGUESA: 5ª FESTA DE PORTUGAL AGITA PETRÓPOLIS EM MAIO

O evento terá entrada franca, gastronomia típica, apresentações folclóricas, shows musicais e programação para toda a família. 

A Casa de Portugal de Petrópolis, no Quitandinha, abre suas portas para celebrar as raízes lusitanas com muita música, dança e o melhor da gastronomia típica. 

Em sua quinta edição, o evento já se consolidou como parada obrigatória no calendário imperial, unindo moradores e turistas em uma celebração que exalta a tradição dos antepassados com um toque de modernidade. 

O evento já entrou no calendário cultural da cidade e reúne gastronomia típica, bebidas portuguesas, artesanato, apresentações folclóricas e shows musicais. 

A festa acontece nas dependências da instituição e terá entrada franca. A abertura será na quinta-feira, 14, às 17h, com coquetel para convidados. A partir das 18h, o evento será aberto ao público, seguindo até 22h. De sexta a domingo, a programação acontece das 12h às 22h. 

Entre os destaques estão as barracas de alimentação, com batatas rústicas, sardinhas, bolinho de bacalhau, pastéis de nata, queijadinhas, embutidos, pães e outros petiscos. Também haverá bebidas como vinhos portugueses e chopp de vinho, além de produtos artesanais. 

A programação artística é um espetáculo à parte. Grupos folclóricos de Niterói, Juiz de Fora e Rio de Janeiro trarão o colorido e a energia das danças tradicionais ao Salão Nobre. Além disso, shows de música ao vivo garantirão que ninguém fique parado, com destaque para a sanfona de Claudio dos Santos e a voz de Roberto Gomes. 

Segundo ele, a proposta da diretoria é oferecer uma atração para moradores e turistas, com gastronomia, música e atividades voltadas para toda a família. 

PROGRAMAÇÃO TERÁ FOLCLORE PORTUGUÊS E SHOWS 

A programação musical começa na sexta-feira (15), com apresentação de Claudio dos Santos e Amigos, às 18h. No sábado (16), o grupo volta ao palco em diferentes horários, intercalando com apresentações folclóricas no Salão Nobre. 

Entre as atrações de sábado estão o Rancho Folclórico Luis de Camões do Clube Português de Niterói e o Grupo Folclórico Luiz de Camões da Associação Portuguesa, de Juiz de Fora. 

No domingo (17), a festa terá apresentações de Fernando Santos da Concertina Nota Dez, do Grupo Folclórico Fausto Neves da Casa de Espinho e show de Roberto Gomes, às 19h. 

Programação

Quinta-feira — 14/05

17h — Abertura do evento com coquetel para convidados

18h — Início da festa com funcionamento das barracas

 

Sexta-feira — 15/05

12h — Início da festa

18h — Música ao vivo para dançar com Claudio dos Santos e Amigos

22h — Encerramento

 

Sábado — 16/05

12h — Início da festa

13h — Música ao vivo para dançar com Claudio dos Santos e Amigos

16h — Rancho Folclórico Luis de Camões do Clube Português de Niterói, no Salão Nobre

17h — Música ao vivo para dançar com Claudio dos Santos e Amigos

19h — Rancho Folclórico Luis de Camões do Clube Português de Niterói, no Salão Nobre

20h — Música ao vivo para dançar com Claudio dos Santos e Amigos

21h — Grupo Folclórico Luiz de Camões da Associação Portuguesa — Juiz de Fora, no Salão Nobre

22h — Encerramento

 

Domingo — 17/05

12h — Início da festa

13h — Música ao vivo para dançar com Fernando Santos da Concertina Nota Dez

15h — Grupo Folclórico Fausto Neves da Casa de Espinho, no Salão Nobre

16h — Música ao vivo para dançar com Fernando Santos da Concertina Nota Dez

18h — Grupo Folclórico Fausto Neves da Casa de Espinho, no Salão Nobre

19h — Show com Roberto Gomes.

 

SERVIÇO

 

5ª Festa de Portugal de Petrópolis

Data: 14 a 17 de maio

Casa de Portugal de Petrópolis (Rua General Rondon, 715 — Quitandinha).

Entrada: Gratuita.

Estacionamento: Disponível no local (Valet por R$ 20).

Informações:

www.festadeportugalpetropolis.com.br  

https://www.instagram.com/casadeportugaldepetropolis/  


Celebre a cultura, o sabor e a alegria de Portugal no coração da Cidade Imperial! 

Editorial © Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

 


NAVEGAR É PRECISO: UMA CELEBRAÇÃO À LÍNGUA PORTUGUESA E À MEMÓRIA DE MARIA ALCINA NO RIO DE JANEIRO


No coração histórico do Rio de Janeiro, onde o asfalto da Avenida Rio Branco respira a memória da Belle Époque carioca, a cultura lusófona encontrou um porto seguro na terça-feira, 05 de maio de 2026. Em uma noite marcada pela emoção e pelo intercâmbio diplomático, o Teatro do Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) abriu suas cortinas para a 3ª edição do recital “Navegar é Preciso”, uma homenagem vibrante ao Dia Mundial da Língua Portuguesa. 

O evento, realizado pelo Instituto Cultural Marinha Mercante (ICMM), reafirmou que o idioma que nos une, falado em quatro continentes é, acima de tudo, um organismo vivo que pulsa através da arte, da poesia e da solidariedade.

A noite ganhou um brilho institucional de peso com a presença de nossa presidente Elos Internacional Matilde Carone Slaibi Conti, que também preside: Cenáculo Fluminense de História e Letras; Academia Brasileira Rotária de Letras do Estado do Rio e o prestigiado Núcleo Sem Fronteiras em Niterói. Conhecida por sua atuação incansável na promoção das artes e das letras em Niterói e além-mar, Matilde esteve ladeada por membros centrais da diretoria do Núcleo da RSF: Sabrina Campos e Marli Marinho. 

O encontro proporcionou registros históricos de união entre instituições. Matilde Carone Slaibi Conti foi fotografada ao lado do protagonista da noite, o ator Tony Correia, e da anfitriã do evento, a Comandante Andrea de Fátima da Paz Pereira Barcala, Presidente do Instituto Cultural Marinha Mercante. A relevância internacional da celebração foi chancelada pela presença ilustre do Cônsul-Geral de Angola no Rio de Janeiro, Mateus de Sá Miranda Neto, simbolizando o laço indissolúvel entre as nações que compartilham a "Última Flor do Lácio". 

O recital “Navegar é Preciso”, concebido e apresentado por Tony Correia, ultrapassa a mera leitura dramática. Em sua terceira edição, o espetáculo propôs uma viagem sensorial pelas nuances da língua portuguesa, utilizando a metáfora do mar para conectar o passado colonial à modernidade cosmopolita. 

Nesta edição, o tom foi de profunda saudade e reverência. O espetáculo dedicou uma homenagem especial à saudosa fadista Maria Alcina. A voz que outrora ecoou o fado com a alma brasileira foi recordada como um símbolo da ponte cultural que Tony Correia tão bem representa. Entre versos e prosas, o ator conduziu a plateia por um itinerário de identidade e pertencimento. 

"Mais do que um espetáculo, trata-se de um encontro com a nossa identidade, cultura e história", destacou a Comandante Andrea de Fátima durante o protocolo de abertura. 

À frente desta iniciativa está a Comandante Andrea de Fátima da Paz Pereira Barcala. Com uma trajetória de mais de três décadas dedicada à Marinha Mercante, Andrea é o exemplo da "visão estratégica de integração". Sua gestão no Instituto Cultural Marinha Mercante tem sido pautada pela preservação da memória marítima, mas com um olhar atento ao poder transformador da cultura. 

O evento não teve apenas um caráter celebrativo. Seguindo o compromisso social do Instituto, todos os valores arrecadados foram integralmente revertidos para o fortalecimento dos projetos culturais do ICMM. É a Marinha Mercante atuando como um baluarte, cintilando o desenvolvimento do setor através do fomento às artes. 

APOIO E ESTRUTURA

O sucesso da noite contou com pilares institucionais fundamentais:

Apoio Institucional: Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) e Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE).

A cobertura fotográfica, que imortalizou os encontros entre a presidência do Núcleo Sem Fronteiras em Niterói e o corpo consular, leva a assinatura de Sabrina Campos. 

A celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa em 2026 deixa um legado claro: a língua é o nosso maior patrimônio imaterial. Quando instituições como o Núcleo Sem Fronteiras e o Instituto Cultural Marinha Mercante se unem sob o comando de lideranças como Matilde Carone Slaibi Conti e Andrea Barcala, o resultado é uma rede de apoio que sustenta a nossa soberania cultural. 

Navegar, de fato, é preciso. E, se o mar separa as terras, a língua portuguesa  e a arte de Tony Correia encarrega-se de unir os corações.

 

Editorial

© 2026 Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional

Editor do Focus Portal Cultural