quinta-feira, 12 de março de 2026

LUZILÂNDIA: 136 ANOS DE LUZ ÀS MARGENS DO VELHO MONGE - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

Luzilândia não nasceu como tantas cidades que brotam da poeira das estradas: ela surgiu como uma estrela que se desprendeu do céu e repousou às margens do Velho Monge. Desde então, sua claridade não se apagou. Cada aniversário é como o reacender de uma constelação, lembrando que a cidade é feita de fé, de rio e de povo, e que sua origem, na Fazenda Estreito de João Bernardino de Souto Vasconcelos, foi apenas o primeiro lampejo de uma chama que cresceria até se tornar rainha do Piauí. 

O Parnaíba, chamado carinhosamente de Velho Monge, é o guardião silencioso dessa estrela. Suas águas viram nascer a fazenda de gado, viram erguer-se as primeiras casas, viram a devoção a Santa Luzia transformar-se em templo e em nome. O rio não é apenas geografia: é memória líquida, é espelho da cidade que se reflete em suas margens e se reconhece no seu curso.

Na noite de 10 de março de 2026, quando Luzilândia celebrou seus 136 anos de emancipação política, o céu parecia cúmplice da festa. As ruas se tornaram constelações humanas: crianças como estrelas cadentes, idosos como luas cheias de lembranças, jovens como cometas em movimento. A prefeita Fernanda Marques conduziu a celebração como quem segura uma tocha herdada de gerações, mas era o povo quem realmente iluminava a noite. O hino de Luzilândia, com versos de Raimundo Nonato Vale, ecoa como epígrafe de orgulho coletivo, reafirma o título de “Rainha do Piauí”. 

Cada aniversário é também um rito de memória. Lembrar João Bernardino de Souto Vasconcelos é lembrar que a cidade nasceu de trabalho e fé. Lembrar Santa Luzia é lembrar que a luz não é apenas metáfora, mas destino. Lembrar o Velho Monge é lembrar que o rio é testemunha e promessa. A história não é apenas passado: é chama que se reacende em cada geração. 

Mas Luzilândia não é apenas raiz: é horizonte. O futuro se desenha nas escolas, nos projetos culturais, na preservação do rio e da fé. Cada criança que aprende a ler é uma estrela nova no céu da cidade. Cada jovem que dança ou canta é uma constelação que se forma. Cada gesto de cuidado com o Parnaíba é um pacto de eternidade. A luz que deu nome à cidade é também farol para o amanhã. 

E se a crônica pede lirismo, basta olhar para o céu de Luzilândia. As estrelas parecem dialogar com o nome da cidade, como se Santa Luzia tivesse acendido cada uma delas para lembrar que há claridade mesmo nas noites mais escuras. O Velho Monge, silencioso, carrega em suas águas a memória dos que vieram antes, e devolve ao povo a certeza de que a cidade é eterna. Luzilândia é estrela caída do céu, mas também estrela que se levanta todos os dias, iluminando o Piauí.

Cumprimento, assim, meus conterrâneos: Luzilândia é mais que terra natal, é raiz e horizonte. São 136 anos de história, de fé e de cultura, celebrados com o brilho de quem sabe que a luz não se apaga. Que cada aniversário seja também um renascimento, e que o Velho Monge continue a embalar nossas memórias, enquanto Santa Luzia guia nossos passos. 

Luzilândia nasceu de uma fazenda de gado às  margens do Velho Monge, o Rio Parnaíba. Desde então, sua claridade não se apagou. Cada aniversário é como o reacender de uma constelação, lembrando que a cidade é feita de fé, de rio e de povo. 

O português João Bernardino Souto Vasconcelos fundou, em 1890, a Fazenda Estreito, origem da povoação que cresceria até se tornar município. Por influência política do coronel José Francisco de Carvalho e de Augusto Gonçalves do Vale, a vila foi elevada à categoria de sede municipal, com o nome de Porto Alegre. 

No local onde hoje se ergue a Igreja Matriz, construiu-se um pequeno templo em homenagem a Santa Luzia, padroeira que daria destino e nome à cidade. Em 1931, a vila passou a chamar-se Joaquim Távora, mas em 1935 voltou a ser Porto Alegre. Elevada à categoria de cidade em 1938, instalou-se em 1939. A legislação federal proibia duplicidade de nomes, e em 1943, finalmente, Porto Alegre tornou-se Luzilândia,  homenagem definitiva à santa que ilumina os caminhos.

Localizada a 03º27'28" sul e 42º22'13" oeste, a 30 metros de altitude, Luzilândia tem área de 735,90 km². Limita-se ao norte com o Maranhão e Joca Marques; ao sul com Morro do Chapéu e São João do Arraial; a oeste com Madeiro e Matias Olímpio. 

O Rio Parnaíba é sua espinha dorsal. Uma ponte de concreto e ferro permite a travessia para o Maranhão, mas o rio continua sendo mais que fronteira: é memória líquida, guardião da cidade que se reflete em suas águas. 

O clima é quente e úmido, com chuvas concentradas nos primeiros meses do ano. A média anual de precipitação é de 1.400 mm, e a temperatura média gira em torno de 28 °C. O sol brilha por cerca de 2.750 horas anuais, como se reforçasse o destino luminoso da cidade.

Há registros extremos: 16 °C em 1998 e 1999, e 41,6 °C em novembro de 2005. O maior acumulado de chuva em 24 horas foi de 126,8 mm em março de 1996. Março de 2003, com 451,4 mm, foi o mês mais chuvoso da história registrada. O céu de Luzilândia é, portanto, palco de contrastes: ora fogo, ora água, mas sempre luz. 

O hino de Luzilândia, com epígrafe do poeta Raimundo Nonato Vale, ecoa como orgulho coletivo. “Rainha do Piauí”, dizem os que conhecem sua beleza. A fé em Santa Luzia, a música das festas, o encontro das gerações nas ruas: tudo compõe uma constelação cultural que se reacende a cada março.

© Alberto Araújo

 




 

HOMENAGEM A MÁRCIA PESSANHA EM SEU ANIVERSÁRIO – 12 DE MARÇO


No dia 12 de março, a vida se ilumina com a celebração de uma mulher cuja trajetória se confunde com a própria tessitura da cultura, da educação e da literatura fluminense: Márcia Maria de Jesus Pessanha. 

Há aniversários que não se medem em anos, mas em legados. O de Márcia Pessanha é desses: não é apenas a passagem do tempo, mas a reafirmação de uma presença que se tornou farol. Professora, pesquisadora, dirigente cultural, escritora, líder, sua biografia é um mosaico de dedicação e amor às letras, às pessoas e à diversidade.

Graduada, mestra e doutora pela Universidade Federal Fluminense, Márcia fez da sala de aula um espaço de encantamento e transformação. Ao ensinar Português e Francês, ao conduzir práticas de didática e literatura, ela não apenas transmitiu conhecimento: cultivou sementes de sensibilidade, despertou consciências, formou gerações. 

Sua atuação no PENESB e em projetos voltados às relações étnico-raciais revela uma educadora que entende a palavra como instrumento de justiça e inclusão.

Como presidente da Academia Fluminense de Letras, do Elos Clube de Niterói, do Cenáculo Fluminense de História e Letras, da Academia Niteroiense de Letras e de tantas outras casas de saber, Márcia não apenas ocupa cargos: ela os dignifica. 

Cada instituição que dirige ganha o sopro de sua energia criadora, tornando-se espaço vivo de diálogo entre tradição e contemporaneidade. 

Governadora do Distrito 8 do Elos Internacional, Márcia é também cidadã do mundo. Sua atuação transcende fronteiras, levando a cultura brasileira a outros horizontes e trazendo de volta o frescor das trocas humanas. 

Ela é ponte: entre línguas, entre culturas, entre gerações.

Márcia não se limita às grandes instituições. Sua pesquisa sobre literatura infantil, estudos culturais e cotidiano mostra que ela reconhece a poesia escondida nos gestos simples, nos silêncios, nas histórias que brotam da vida comum. 

É nesse olhar que reside sua força: ver grandeza no pequeno, eternidade no efêmero. 

CELEBRAR MÁRCIA PESSANHA EM 12 DE MARÇO É CELEBRAR:

A educadora que fez da sala de aula um palco de emancipação.

A dirigente que transformou academias em casas de afeto e saber.

A pesquisadora que deu voz às questões raciais e culturais.

A mulher que, com delicadeza e firmeza, constrói pontes e abre caminhos. 

PALAVRAS QUE SE TORNAM BÊNÇÃOS 

Que este aniversário seja mais que uma data: seja um cântico.

Que cada flor que se abre neste dia traga consigo a gratidão de todos que foram tocados por sua presença.

Que cada página escrita em sua trajetória seja lida como poesia.

Que cada gesto seu continue a inspirar, a ensinar, a transformar. 

Márcia Pessanha é mais que uma professora, mais que uma presidente de academias, mais que uma governadora cultural. Ela é símbolo. Símbolo de resistência, de ternura, de inteligência e de compromisso. 

No dia 12 de março, celebramos não apenas seu nascimento, mas a permanência de sua luz. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

  

MÁRCIA, SEU NOME É CANTO

É verbo que se faz ponte, 

é raiz que se expande em letras, 

é estrela que guia horizontes. 

 

No sopro do tempo, você é permanência. 

Na travessia das culturas, você é encontro. 

Na delicadeza do ensino, você é ternura. 

Na firmeza da liderança, você é exemplo. 

 

Hoje, 12 de março, celebramos sua vida, 

não como quem conta anos, 

mas como quem celebra eternidades. 

Que sua jornada siga sendo poesia, 

que sua presença siga sendo luz. 

© Alberto Araújo

 


MENSAGEM DE ANIVERSÁRIO PARA MÁRCIA PESSANHA

No dia 12 de março, celebramos a vida de uma amiga a qual a sua trajetória honra a educação, a cultura e a literatura brasileira: Márcia Maria de Jesus Pessanha.

Márcia, neste 12 de março, celebramos não apenas mais um ano de sua vida, mas a grandeza de sua trajetória. Sua dedicação à educação, à literatura e à cultura é inspiração para todos que têm o privilégio de conviver com você. 

Que este aniversário seja marcado pela alegria, pelo carinho dos que a admiram e pela certeza de que sua presença ilumina caminhos e constrói pontes entre pessoas, saberes e gerações. 

Desejamos que sua jornada continue repleta de realizações, que cada novo dia lhe traga paz, saúde e felicidade, e que sua luz siga brilhando intensamente, como estrela que guia e inspira. 

Parabéns, Márcia, por tudo o que você representa e por tudo o que ainda há de realizar. 

Abraços dos amigos:

Shirley & Alberto Araújo






quarta-feira, 11 de março de 2026

11 DE MARÇO DE 2026 – CELEBRAMOS OS 204 ANOS DO NASCIMENTO DE MARIA FIRMINA DOS REIS - EFEMÉRIDES – FOCUS PORTAL CULTURAL



No dia 11 de março de 1822, nascia em São Luís do Maranhão uma mulher destinada a marcar profundamente a história da literatura e da educação brasileira: Maria Firmina dos Reis. Professora, escritora, compositora e pioneira, ela se tornou a primeira romancista negra da América Latina e uma das vozes mais ousadas contra a escravidão em pleno século XIX. Hoje, celebramos os 204 anos de seu nascimento, lembrando sua trajetória de resistência, inovação e legado cultural. 

Maria Firmina cresceu em um Brasil ainda marcado pela escravidão e pelas desigualdades sociais. Filha de Leonor Felipa, uma escrava liberta, e de pai não reconhecido em seus registros de batismo, enfrentou desde cedo os estigmas da origem e da cor. Apesar das dificuldades, destacou-se como autodidata e, em 1847, conquistou a cadeira de primeiras letras na vila de São José de Guimarães, iniciando uma carreira de mais de três décadas como professora. Sua atuação no magistério foi marcada pela dedicação e pela ousadia: em 1870, fundou uma escola mista e gratuita para filhos de lavradores, iniciativa considerada revolucionária para a época, pois defendia a igualdade de acesso à educação entre meninos e meninas. 

Em 1859, Maria Firmina publicou Úrsula, obra que se tornaria um marco da literatura brasileira. Considerado o primeiro romance abolicionista do país, o livro rompeu com os padrões vigentes ao dar protagonismo a personagens negros que denunciavam a crueldade da escravidão e reivindicavam sua humanidade. Mais do que uma narrativa romântica, Úrsula foi um gesto político e literário de resistência, escrito por uma mulher negra em um tempo em que a voz feminina era sistematicamente silenciada. A obra inscreveu Maria Firmina na história como a primeira romancista do Brasil e como pioneira na luta contra a escravidão pela via da literatura.

Sua produção, no entanto, não se limitou a Úrsula. Em 1861, publicou o romance Gupeva, além de poemas e contos em diversos periódicos maranhenses. Em 1887, lançou o conto A Escrava, reafirmando sua posição abolicionista. Também compôs o Hino da Abolição dos Escravos, em 1888, celebrando o fim oficial da escravidão no Brasil. Sua escrita, marcada pela solidariedade e pela identificação com os cativos, antecipou o conceito de escrevivência, mais tarde formulado por Conceição Evaristo, ao transformar sua experiência negra em literatura e resistência. 

Maria Firmina foi descrita como uma mulher de compleição frágil, tímida e melancólica, mas também como uma professora enérgica, respeitada e querida por seus alunos. Nunca se casou, mas dedicou-se à maternidade adotiva, acolhendo e criando diversas crianças. Viveu discretamente, mas sua presença era reverenciada pela comunidade de Guimarães, onde cada passeata popular parava diante de sua casa para saudá-la. Morreu em 11 de novembro de 1917, aos 95 anos, cega e pobre, na casa de uma ex-escrava, Mariazinha, mãe de um de seus filhos de criação. Sua memória, no entanto, permaneceu viva: é a única mulher homenageada com busto na Praça do Pantheon, em São Luís, ao lado de grandes escritores maranhenses. 

O reconhecimento de Maria Firmina dos Reis cresceu ao longo do século XX e XXI. Em 2019, recebeu um doodle do Google em homenagem ao seu 194º aniversário. Em 2022, foi celebrada como grande homenageada da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), consolidando seu lugar no cânone literário brasileiro. Mais recentemente, em 2024, a Prefeitura do Rio de Janeiro nomeou uma biblioteca pública em sua memória, reafirmando sua importância como símbolo de resistência, cultura e educação.

Celebrar os 204 anos de Maria Firmina dos Reis é reconhecer a força de uma mulher que, em tempos de escravidão e exclusão, ousou escrever, ensinar e compor em favor da liberdade e da igualdade. Sua obra permanece como testemunho de que a literatura pode ser instrumento de transformação social e de que a voz das mulheres negras é essencial para compreender a história e construir o futuro. 

Hoje, o Focus Portal Cultural reverencia Maria Firmina dos Reis, lembrando que sua vida e obra continuam a inspirar gerações e a iluminar os caminhos da cultura brasileira. 

LISTA DE OBRAS 

Seleção obtida a partir do livro Escritoras brasileiras do século XIX: Antologia.

LIVROS 

Úrsula: romance original brasileiro. São Luiz: Typographia do Progresso, 1859.

Gupeva. Romance, 1861/1862 (O jardim dos Maranhenses) e 1863 (Porto Livre e Eco da Juventude).

Poemas em: Parnaso maranhense, 1861.

A escrava. Conto, 1887 (A Revista Maranhense n° 3)

Cantos à beira-mar. Poesias, 1871.

Hino da libertação dos escravos. 1888.

POEMAS 

Publicados em: A Imprensa, Publicador Maranhense; A Verdadeira Marmota; Almanaque de Lembranças Brasileiras; Eco da Juventude; Semanário Maranhense; O Jardim dos Maranhenses; Porto Livre; O Domingo; O País; A Revista Maranhense; Diário do Maranhão; Pacotilha; Federalista. 

COMPOSIÇÕES MUSICAIS 

As composições que atualmente temos acesso foram copiadas pelo maestro Zequita, como era conhecido o saxofonista José Soeiro, que transcreveu as composições para a linguagem musical.

Boi Caramba (música) (copista Zequita)

Valsa (letra de Gonçalves Dias e música de Maria Firmina dos Reis) (cop. Zequita)

Auto de bumba-meu-boi (letra e música);

Hino à Mocidade (letra e música) (cop. Zequita)

Hino à liberdade dos escravos - fragmento composto por ocasião do 13 de maio (letra e música) (cop. Zequita)

Rosinha (letra e música)

Chamada dos Pastores (música)

Valsa (música)

Pastor estrela do oriente (letra e música);

Canto de recordação (“à Praia de Cumã”; letra e música).

Canção à Praia do Cumã – letra e música de Maria Firmina dos Reis (cop. Zequita)


O MEU DESEJO

 A UM JOVEM POETA GUIMARAENSE

 

Na hora em que vibrou a mais sensível

Corda de tu'alma - a da saudade,

Deus mandou-te, poeta, um alaúde,

E disse: Canta amor na soledade.

Escuta a voz do céu, - eia, cantor,

Desfere um canto de infinito amor.

 

Canta os extremos duma mãe querida,

Que te idolatra, que te adora tanto!

Canta das meigas, das gentis irmãs,

O ledo riso de celeste encanto;

E ao velho pai, que tanto amor te deu,

Grato oferece-lhe o alaúde teu.

 

E a liberdade, - oh! poeta, - canta,

Que fora o mundo a continuar nas trevas?

Sem ela as letras não teriam vida,

menos seriam que no chão as relvas:

Toma por timbre liberdade, e glória,

Teu nome um dia viverá na história.

 

Canta, poeta, no alaúde teu,

Ternos suspiros da chorosa amante;

Canta teu berço de saudade infinda,

Funda lembrança de quem está distante:

Afina as cordas de gentis primores,

Dá-nos teus cantos trescalando odores.

 

Canta do exílio com melífluo acento,

Como Davi a recordar saudade;

Embora ao riso se misture o pranto;

Embora gemas em cruel soidade...

Canta, poeta, - teu cantar assim,

Há de ser belo enlevador enfim.

 

Nos teus harpejos juvenil poeta,

Canta as grandezas que se encerram em Deus,

Do sol o disco, - a merencória lua,

Mimosos astros a fulgir nos céus;

Canta o Cordeiro, que gemeu na Cruz,

Raio infinito de esplendente luz.

 

Canta, poeta, teu cantar singelo,

meigo, sereno com um riso d'anjos;

Canta a natura, a primavera, as flores,

Canta a mulher a semelhar arcanjos.

Que Deus envia à desolada terra,

Bálsamo santo, que em seu seio encerra.

 

Canta, poeta, a liberdade, - canta.

Que fora o mundo sem fanal tão grato...

Anjo baixado da celeste altura,

Que espanca as trevas deste mundo ingrato.

Oh! sim, poeta, liberdade, e glória

Toma por timbre, e viverás na história.

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Eu não te ordeno, te peço,

Não é querer, é desejo;

São estes meus votos - sim.

Nem outra cousa eu almejo.

E que mais posso eu querer?

Ver-te Camões, Dante ou Milton,

Ver-te poeta - e morrer.

- Maria Firmina dos Reis, no livro "Cantos à beira mar". São Luís do Maranhão, 1871, p. 33-35.


© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 














 

RUBENS CARRILHO FERNANDES: ENTRE HONRARIAS E O COMPROMISSO COM A HISTÓRIA DE NITERÓI - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

O Focus Portal Cultural, sob a direção do jornalista Alberto Araújo, registra com alegria a homenagem prestada ao confrade Rubens Carrilho Fernandes, personalidade de destaque na vida cultural e histórica de Niterói. Reconhecido por sua atuação incansável na preservação da memória institucional da cidade, Rubens tem se consolidado como referência no cuidado com o patrimônio documental da Câmara Municipal de Niterói, especialmente no acervo que leva o nome do jornalista e historiador Divaldo Aguiar Lopes. Sua trajetória, marcada por honrarias e cargos de relevância, reflete o compromisso com a valorização da história e da cultura local, tornando-se motivo de orgulho para todos os que compartilham da missão de preservar e difundir a memória coletiva. 

Nesta postagem celebramos a sua trajetória. Personalidade ímpar na preservação da memória histórica e cultural de nossa cidade. Sua dedicação ao Arquivo da Câmara Municipal de Niterói, que leva o nome do jornalista e historiador Divaldo Aguiar Lopes, é um testemunho vivo de seu compromisso com a valorização da história e da identidade de Niterói. 

Rubens Carrilho Fernandes é historiador, técnico em Recursos Humanos e Marketing, pesquisador e técnico em Arquivo. Funcionário da Câmara Municipal de Niterói, assumiu a responsabilidade pelos documentos iconográficos e pelo cuidado minucioso com o Acervo Divaldo Aguiar Lopes, patrimônio que guarda a memória institucional da Casa Legislativa. Sua atuação vai além da rotina administrativa: é um verdadeiro curador da história, alguém que entende que preservar documentos é preservar a identidade de um povo.

Em 14 de dezembro de 2023, Rubens foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa em História, concedido pela Organização Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos, em solenidade presidida pelo Dr. Iguacy Luiz de Gouveia. Essa honraria internacional reconhece não apenas sua competência técnica, mas também sua relevância como baluarte da memória coletiva. 

Rubens Carrilho Fernandes também recebeu duas distinções de grande significado em cerimônia memorável: uma do Elos Clube de Niterói e outra da Rede Sem Fronteiras, ambas pelo trabalho exemplar realizado no Arquivo da Câmara Municipal em nome do Presidente da Câmara Milton Cal. 

Em sua rede social tem uma foto posando ao lado do presidente da Câmara, Milton Cal, registrando em imagem o reconhecimento público de sua dedicação. Além disso, recebeu o Certificado e a Carteirinha de Membro Oficial da Rede Sem Fronteiras, diretamente de Lisboa, pelas mãos da presidente Dyandreia Portugal, ampliando seu currículo com um feito internacional que reforça sua inserção em redes culturais globais.

Sua trajetória institucional é marcada por cargos de relevância: Diretor de Arquivo Administrativo e Histórico do Elos Internacional, sob a presidência de Matilde Slaibi Conti; Tesoureiro do Elos Clube de Niterói, presidido por Jocelin Marry Nery; e Diretor Patrimonial do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói, novamente sob a liderança de Matilde Slaibi Conti. Essas funções demonstram sua capacidade de liderança e sua confiança junto às instituições culturais e históricas. 

Rubens é também membro titular do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói (IHGN), do Instituto Histórico e Geográfico de Itaboraí (IHGI), onde integra o Conselho Fiscal, e da FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências Letras e Artes, presidida por Dom Alexandre da Silva Camelo Rurikovich Carvalho. Sua presença em tais instituições reforça sua autoridade como historiador e pesquisador comprometido com a valorização da memória nacional. 

Entre suas honrarias, destacam-se o título de Cidadão Benemérito de Niterói, a Medalha 150 de Santos Dumont e a Medalha dos 50 anos de Fundação do IHGN. Cada uma dessas distinções é um marco que reconhece sua contribuição para a cultura e a história, consolidando sua imagem como referência na preservação da memória. 

Sua atuação como curador de exposições merece destaque. Em agosto de 2023, organizou uma mostra que reuniu documentos da Câmara Municipal e obras da artista plástica Matilde Carone Slaibi Conti. Essa iniciativa evidenciou sua sensibilidade em unir história e arte, criando pontes entre o passado institucional e a expressão artística contemporânea. 

Além de sua vida acadêmica e cultural, Rubens participa desde 2017 do movimento religioso “Terço dos Homens”, reunindo-se semanalmente na Igreja Nossa Senhora da Conceição, em Niterói. Essa dimensão espiritual de sua vida revela um homem que, além de historiador e arquivista, é também alguém que valoriza a fé e a comunidade.

Em celebração aos 204 anos da Câmara Municipal de Niterói, Rubens foi convidado pelo presidente Milton Cal para proferir palestra no Plenário Brígido Tinoco. Sua fala reforçou a importância da preservação da memória institucional e reafirmou sua posição como voz ativa na valorização da história da cidade.

Rubens Carrilho Fernandes é, portanto, um exemplo de dedicação, reconhecimento e compromisso com a cultura e a história de Niterói. Sua trajetória é marcada por honrarias, cargos de relevância e uma atuação incansável em prol da preservação da memória. Ao lado do presidente da Câmara Municipal, Milton Cal, sua imagem simboliza o respeito e a gratidão da cidade por um homem que fez da história sua missão de vida. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

















ELOS CLUBE DE SANTOS QUE ESSE ANO CELEBRA 67 ANOS PARTICIPA DE HOMENAGEM ÀS MULHERES EM SESSÃO CULTURAL


No dia 9 de março, em Santos, realizou-se uma celebração que uniu tradição, cultura e reconhecimento. O evento, promovido pelas Lojas Maçônicas A.R.L.S. Gênesis XXV nº 2823, A.R.L.S. Luz do Milênio nº 3495, A.R.L.S. São João nº 4152 e A.R.L.S. Pedra Angular nº 4061, teve como propósito homenagear o Dia Internacional da Mulher e destacar o papel transformador da presença feminina na sociedade. 

Um dos momentos mais emocionantes ocorreu quando se perguntou se havia elistas entre os convidados. Diversas mãos se levantaram, revelando a força e a representatividade da família elista. A cena simbolizou a continuidade de um legado que atravessa gerações e que permanece vivo na valorização da cultura e da fraternidade. Neste ano, o Elos Clube de Santos – Célula Matter celebra 67 anos de existência, reafirmando sua relevância histórica e cultural. 

A noite foi marcada por homenagens a mulheres que se destacam em diferentes áreas, reafirmando o protagonismo feminino na construção de uma sociedade mais justa e solidária. Entre as homenageadas: 

Audrey Kleys, Vice-Prefeita de Santos e Secretária de Educação, que proferiu palestra inspiradora sobre liderança, participação feminina e o papel da educação na transformação social.

Maria de Fátima Pereira Alves, presidente do GAP do Centro Cultural Português de Santos, celebrada como símbolo da dedicação das mulheres da comunidade luso-brasileira. 

Dra. Camila Souza Rodrigues Freire Ribeiro, médica dermatologista, reconhecida por sua atuação na área da saúde.

Maria Ana Fonseca, gerente geral Brasil da ONE, destacada por sua liderança empresarial. 

Lucy Nascimento Gouveia, representante da Confraria Feminina da Loja Gênesis XXV, lembrada por sua contribuição comunitária. 

Melissa Figueira Caetano, presidente do Elos Clube de Santos, que reforçou em seu discurso a importância da gratidão e da valorização da presença feminina na construção de uma sociedade fraterna.

Essas homenagens simbolizaram não apenas conquistas individuais, mas também o esforço coletivo de tantas mulheres que, com sensibilidade e determinação, contribuem diariamente para o desenvolvimento da sociedade. 

O evento foi também um espaço de reflexão sobre os desafios que ainda se impõem à valorização da cultura e ao reconhecimento das mulheres em diferentes esferas. A celebração destacou que reconhecer o papel feminino é fortalecer os pilares de uma sociedade mais humana e solidária.

Entre os destaques, a homenagem à Sra. Maria de Fátima, presidente do GAP do Centro Cultural Português de Santos, trouxe à tona o papel fundamental das mulheres na preservação da identidade cultural da comunidade luso-brasileira. Sua trajetória foi celebrada como símbolo do esforço coletivo que, ao longo dos anos, fortaleceu os laços históricos e culturais entre Brasil e Portugal.

Além da dimensão institucional, o encontro foi permeado por agradecimentos pessoais e emocionais. A oradora destacou a importância da fé e da família como pilares de sua caminhada, mencionando o apoio constante do marido, da família de origem e da família adquirida por meio dos sogros, sempre presentes em sua trajetória. O reconhecimento se estendeu à família elista, cuja confiança e presença contínua fortalecem o trabalho do Elos Clube de Santos. 

O tom da noite foi de união e esperança. A mensagem final, carregada de convicção, reafirmou que juntos, como comunidade, todos são mais fortes. A celebração do Dia Internacional da Mulher transcendeu o caráter festivo e tornou-se um marco cultural e histórico, reafirmando o compromisso das Lojas Maçônicas e do Elos Clube de Santos com a valorização da mulher, da cultura e da tradição luso-brasileira.

 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional


 















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