sábado, 7 de março de 2026

SOLENIDADE DE ABERTURA DAS ATIVIDADES DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS – 2026

 

Com abertura oficial pela presidente Marcia Pessanha, na manhã deste 07 de março de 2026, a sede da Academia Fluminense de Letras (AFL), em Niterói, foi palco de uma celebração memorável: a solenidade de abertura das atividades acadêmicas do ano. 

O evento, marcado por uma programação literomusical em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, reuniu acadêmicos, escritores, artistas e representantes da sociedade civil em um ambiente de grande entusiasmo cultural. 

A ocasião foi marcada por momentos de emoção e confraternização, reforçando o compromisso da AFL em promover a cultura e valorizar a diversidade de vozes que compõem o cenário literário fluminense. 

Um dos pontos altos da celebração foi a apresentação das acadêmicas: A cantora lírica Magda Belloti e a pianista Gisela Peçanha e do bolo personalizado, cuidadosamente preparado para marcar a abertura das atividades de 2026. O gesto, além de simbólico, reforçou o clima de acolhimento e celebração, tornando o encontro ainda mais especial. A mesa de confraternização reuniu acadêmicos e convidados em torno de um espírito de união e partilha, fortalecendo os laços entre os presentes. 

A solenidade também foi marcada pela presença de importantes personalidades do mundo cultural, que prestigiaram a Academia e reconheceram sua relevância como instituição centenária e como Patrimônio Imaterial Cultural de Niterói. A AFL reafirmou, assim, sua posição como guardiã da memória literária e como espaço de diálogo entre tradição e contemporaneidade. 

Sob a presidência da escritora Márcia Pessanha, ladeada por uma diretoria composta por nomes de grande expressão intelectual, a Academia segue firme em sua missão de difundir a literatura e fortalecer a vida cultural da cidade e do Estado. A gestão atual tem se destacado pela abertura a novas linguagens e pela valorização da memória, promovendo eventos que unem arte, reflexão e convivência. 

O registro da solenidade recebeu os créditos da acadêmica Maria Otilia Camillo, que acompanhou de perto os momentos marcantes da celebração e contribuiu para eternizar a memória deste encontro. 

Com esse início vibrante, a Academia Fluminense de Letras dá o tom de suas atividades para 2026, reafirmando-se como espaço de resistência cultural e de celebração da arte, da literatura e da reflexão crítica. 

Créditos das fotos: Maria Otilia Camillo


© Alberto Araújo

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sexta-feira, 6 de março de 2026

CONVITE ESPECIAL: A MODINHA QUE NÃO SAI DE MODA

Entre serenatas, salões e lembranças, a modinha brasileira ressurge em toda sua delicadeza e força cultural. No dia 18 de março de 2026, quarta-feira, às 19h, o Centro Cultural São Judas Tadeu abre suas portas para um espetáculo que promete emocionar e transportar o público a um universo de tradição, memória e beleza musical: “A Modinha que não sai de moda”. 

A modinha é um dos gêneros mais marcantes da música brasileira. Nascida no século XVIII, atravessou gerações como expressão de sentimentos íntimos, serenatas apaixonadas e encontros nos salões aristocráticos. É uma música que fala de amor, saudade e delicadeza, mas também de identidade cultural. Sua permanência até hoje mostra que, apesar das transformações do tempo, certas melodias nunca envelhecem. 

Este espetáculo é uma verdadeira viagem pela história da modinha, revelando como ela se mantém viva e atual, dialogando com diferentes épocas e sensibilidades. 

Sob a criação e roteiro de Magda Belloti, direção cênica de Sérgio di Paula e direção musical da pianista Rejane Ruas, o espetáculo reúne quatro grandes intérpretes: Lily Driaze, Magda Belloti, Rejane Ruas e Tina França, que dão voz e corpo a essa tradição. 

Mais do que um concerto, é uma experiência teatral e musical, em que cada canção se transforma em narrativa, cada gesto em memória, cada acorde em emoção. 

Este evento integra o Projeto Música da São Judas, coordenado por Louise Ever de Jesus que há anos promove a valorização da música brasileira em suas múltiplas formas. O projeto é um espaço de encontro entre artistas e comunidade, fortalecendo a identidade cultural e abrindo caminhos para novas gerações conhecerem e se apaixonarem por nossa herança musical. 

A iniciativa acontece sob a diretoria do Teatro de Licia Lucas, que tem sido fundamental para manter viva a chama da arte e da música em Niterói, oferecendo ao público espetáculos de qualidade e relevância cultural.

INFORMAÇÕES DO EVENTO

Espetáculo: A Modinha que não sai de moda

Data: Quarta-feira, 18 de março de 2026.

Horário: 19h

Local: Centro Cultural São Judas Tadeu

Endereço: R. Comendador Queirós, 33,Icaraí,Niterói

Entrada: 1 kg de alimento não perecível. 

© Alberto Araújo

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A ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS ABRE OFICIALMENTE SUAS ATIVIDADES PARA O ANO DE 2026

No próximo dia 7 de março de 2026,sábado, às 10h30min, a Academia Fluminense de Letras, AFL sob a presidência da acadêmica Márcia Pessanha abre oficialmente suas atividades acadêmicas do ano com uma programação literomusical em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. A solenidade contará com a participação especial da psicóloga e escritora Sol de Paula, além de convidados, em um encontro que une literatura, música e reflexão sobre o papel da mulher na sociedade contemporânea. O evento será realizado na sede da AFL, localizada na Praça da República, nº 7, Centro de Niterói, no edifício conjunto com a Biblioteca Parque. 

A ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS – PATRIMÔNIO CULTURAL DE NITERÓI

Fundada há mais de um século, a Academia Fluminense de Letras é uma instituição que se consolidou como baluarte da memória literária e cultural do Estado do Rio de Janeiro. Ao longo de sua trajetória, a AFL tornou-se referência na promoção da literatura, da crítica e da reflexão intelectual, reunindo escritores, poetas, ensaístas e pensadores que marcaram a vida cultural fluminense. 

O reconhecimento de sua relevância histórica e cultural culminou na concessão do título de Patrimônio Imaterial Cultural de Niterói, honraria que reforça o papel da Academia como espaço de preservação da identidade e da tradição literária da região. Esse título não apenas celebra sua longevidade, mas também destaca sua contribuição contínua para o fortalecimento da cultura e da educação. 

A PRESIDÊNCIA DE MÁRCIA PESSANHA 

À frente da instituição, a escritora e acadêmica Márcia Pessanha exerce a presidência com dedicação e visão estratégica. Sua gestão é marcada pela valorização da memória literária e pela abertura da Academia a novas vozes e linguagens, promovendo o diálogo entre tradição e contemporaneidade.

Márcia Pessanha tem conduzido a AFL com firmeza e sensibilidade, fortalecendo sua presença na vida cultural de Niterói e do Estado. Sob sua liderança, a Academia tem ampliado sua programação, promovendo eventos que vão além da literatura, abraçando também a música, as artes visuais e o pensamento crítico. 

A presidente é ladeada por uma diretoria composta por nomes de grande relevância intelectual e cultural, que juntos formam o corpo dirigente da Academia. Essa equipe, composta por escritores, professores, pesquisadores e artistas, garante que a AFL mantenha sua vitalidade e continue a ser um espaço de encontro e produção cultural. 

Cada membro da diretoria contribui com sua experiência e saber, fortalecendo o caráter plural da instituição. Essa diversidade de trajetórias e áreas de atuação enriquece os debates e amplia o alcance das atividades promovidas, reafirmando o compromisso da Academia com a difusão da cultura e da literatura. 

Mais do que uma instituição literária, a Academia Fluminense de Letras é um espaço de resistência cultural. Em tempos de transformações sociais e tecnológicas, ela se mantém fiel à sua missão de preservar a memória e estimular a criação artística. 

Seus eventos, como a solenidade de abertura de 2026, são oportunidades de celebrar a literatura e a arte, mas também de refletir sobre questões contemporâneas, como a valorização da mulher na sociedade. A programação literomusical que marca o início das atividades acadêmicas é exemplo dessa postura: unir arte e reflexão, tradição e inovação.

A Academia Fluminense de Letras, sob a presidência de Márcia Pessanha e com o apoio de sua diretoria, reafirma-se como uma instituição centenária que honra o passado e projeta o futuro. Reconhecida como Patrimônio Imaterial Cultural de Niterói, a AFL segue desempenhando papel essencial na preservação e promoção da cultura fluminense. 

O evento de abertura das atividades de 2026 é mais do que uma solenidade: é um convite à sociedade para participar de um espaço de celebração da arte, da literatura e da reflexão crítica. A Academia continua a ser, portanto, um holofote cultural, iluminando caminhos e inspirando gerações.

© Alberto Araújo

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CURIOSIDADES: PAPA-GOIABA – FOCUS PORTAL CULTURAL

Se você é de Niterói ou do interior do estado do Rio de Janeiro, com certeza já ouviu esse termo!"Papa-goiaba" é o apelido carinhoso e às vezes provocativo dado aos nascidos no interior do estado do Rio de Janeiro ou, mais especificamente, aos habitantes de Niterói. 

Aqui está o porquê desse nome e como ele é usado: A Origem do Termo.

Existem duas versões principais para o surgimento desse apelido: 

A Abundância de Goiabeiras: Antigamente, o litoral fluminense e a região de Niterói eram repletos de goiabeiras silvestres. Diz a lenda que os moradores locais tinham o hábito de comer as frutas direto do pé, o que gerou o apelido por parte dos vizinhos cariocas, os nascidos na capital. 

Diferenciação Regional: O termo serve para diferenciar o Fluminense, quem nasce no estado, do Carioca, quem nasce apenas na cidade do Rio de Janeiro.

Para o carioca da gema, quem atravessa a ponte ou vem do interior acaba entrando na classificação de "papa-goiaba".

Quem é quem no Rio? 

Para não confundir mais, a divisão geralmente funciona assim: 

Termo: Quem é Carioca: Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, Capital.

Fluminense: Nasceu em qualquer cidade do Estado do Rio. 

Papa-goiaba - Apelido para o Fluminense, especialmente o Niteroiense. 

Curiosidade: Apesar de ter começado como uma "zoeira" dos cariocas, muitos niteroienses e moradores do interior adotaram o termo com orgulho, usando-o como uma marca de identidade regional. 

Significados e Contextos: 

A expressão é usada para apelidar naturais ou residentes de cidades do estado do Rio de Janeiro, como Campos dos Goytacazes e São Gonçalo.

Historicamente, foi utilizada para diferenciar o morador da cidade grande, Carioca do morador de áreas rurais ou "interior", Papa-goiaba. 

Também se refere a uma linha popular de estojos escolares, bolsas e mochilas conhecidos pela sua resistência e cores, frequentemente associados a materiais de papelaria. 

Existe também a "Frente Papa Goiaba" em Niterói e São Gonçalo, que atua na promoção dos direitos da juventude negra.

Música: Existe um baião chamado "Papa Goiaba", lançado por Luiz Wanderley em 1961. 

© Alberto Araújo

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O SABER COMO MISSÃO: UM OLHAR SOBRE A MINHA PRÓPRIA JORNADA - TEXTO INSPIRADO EM UM VÍDEO DO PROFESSOR MATEUS SALVADORI

 

Sempre que vejo alguém dizer "se eu fosse rico, nunca mais estudava", sinto um aperto no peito, acompanhado de uma profunda reflexão. Para muitos, o estudo é um fardo, uma obrigação para alcançar um fim. Para mim, é exatamente o oposto. Se a vida me desse toda a fortuna do mundo, meu primeiro passo seria o que já faço hoje: me cercar de livros e passar meus dias mergulhado neles. No meu escritório, entre as estantes que guardam inúmeras vozes, é onde sinto que o meu mundo finalmente se completa. 

Escrevo e produzo conteúdo não por vaidade intelectual, mas por um dever de honestidade. Como jornalista e escritor, carrego a responsabilidade de informar o que é original e o que tem fundamento. Meus leitores chegam ao meu portal cultural em busca da cultura brasileira e universal, e eu não teria a coragem de lhes entregar nada menos que a verdade atualizada. Por isso, leio todos os dias; não por status, mas para não falhar com quem me lê e, ao mesmo tempo, para conhecer e entender o poder da linguagem e a expressividade do outro. 

Para Jorge Luis Borges, o paraíso era uma espécie de biblioteca. Filosoficamente, isso significa que o espaço físico dos livros deixa de ser apenas uma sala e torna-se um espaço ontológico. Ali, o tempo não é o cronológico, aquele do relógio e da produtividade desenfreada, mas Kairós: o tempo da qualidade e da revelação. Neste contexto, o estudo diário cumpre duas funções essenciais: 

A Atualização, o Devir: O mundo muda a cada instante. Estudar é acompanhar o fluxo da vida para não oferecer ao leitor uma visão obsoleta da realidade.

A Permanência, o Ser: Através dos clássicos em minha biblioteca, mantenho os pés no que é perene. É essa base sólida que me permite interpretar a cultura popular e a educação sem cair no superficialismo das "trends" passageiras. 

No entanto, houve algo que demorei a perceber sozinho. Durante muito tempo, apenas segui minha intuição de buscar o saber. Foi preciso que a minha mestra, a professora e escritora Dalma Nascimento, me mostrasse algo que eu ainda não tinha enxergado sobre o meu próprio caminho. Ela me disse, com aquela sabedoria que lhe é própria, que eu "passeio em todos os universos, do lírico ao popular, da cultura à educação".

Eu não percebia essa minha transição entre mundos até ela verbalizá-la. Foi um verdadeiro despertar de humildade. Entendi que o meu papel não é estar "acima" do conhecimento, mas ser um eterno aprendiz que transita entre a poesia mais refinada e a cultura do povo, tentando ser a ponte que une esses dois extremos. 

Hoje, quando me sento para escrever para o portal, sinto o peso e a leveza desse aprendizado. Humildemente, reconheço que sei muito pouco diante da imensidão dos livros que me cercam, mas é justamente essa "falta" que me move. Continuo estudando, me atualizando e lendo, porque só assim posso honrar a confiança de quem busca no meu trabalho um reflexo fiel da nossa imensa cultura. Como bem disse Mateus Salvadori, o estudo não é o que nos cansa; é o que nos liberta para sermos quem realmente somos.

© Alberto Araújo

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(VÍDEO  PROFESSOR MATEUS SALVADORI)

A provocação de Mateus Salvadori, que ecoa na sua rotina cercada de livros, toca no nervo exposto da nossa sociedade contemporânea: a confusão entre o estudo como instrumento de ascensão econômica e o estudo como exercício de liberdade. Quando alguém diz que "se fosse rico, não estudaria mais", essa pessoa revela que enxerga o conhecimento apenas como um "pedágio" necessário para o conforto material. No entanto, para o intelectual, para o jornalista e para o escritor, a riqueza não é o que nos afasta dos livros, mas o que deveria nos permitir mergulhar neles sem as interrupções do utilitarismo pragmático.


MENSAGEM DAPROFESSORA DALMA NASCIMENTO

Querido amigo Alberto, que papel importante você está fazendo à Cultura em quaisquer horizontes em que ela se manifeste. Vai do mundo erudito ao popular. Parabéns pelo seu grandioso trajeto. Dalma.





quinta-feira, 5 de março de 2026

ELOS INTERNACIONAL APRESENTA SUA DIRETORIA GESTÃO 2025-2027

O Elos Internacional da Comunidade Lusíada, em continuidade à sua missão de expansão, fortalecimento e integração cultural entre os povos de língua portuguesa, tem a honra de anunciar a composição de sua nova Diretoria para o triênio 2025-2027. 

Esta gestão reafirma o compromisso com os ideais de fraternidade, preservação da língua portuguesa e valorização do patrimônio histórico-cultural que une Brasil, Portugal e demais nações lusófonas. 

DIRETORIA EXECUTIVA 

Presidente: Matilde Carone Slaibi Conti – Elos de Niterói

Vice-Presidente: Sidney Cardoso da França – Elos Praia Grande

Secretária Geral: Márcia Maria de Jesus Pessanha – Elos de Niterói

Tesoureira: Selma Cristina Dias da França – Elos Praia Grande

Assessora Especial da Presidência: Maria Inês Botelho – Elos Mandaguari 

CONSELHO FISCAL

MEMBROS TITULARES 

Márcia Maria Rodrigues – Elos Clube Grande ABC

Olga Elizabeth Moleirinho – Elos Clube de Maringá

Geraldo Faria Rodrigues Junior – Elos Clube Grande ABC

SUPLENTES 

Rosina Bezerra de Mello Santos Rocha – Elos Clube de Petrópolis

Alina Trindade Maximiniano Trindade – Elos Clube de Praia Grande

Simone Cristiane Schiavon Ayres – Elos ABC 

DIRETORIAS ESPECÍFICAS 

Maria Goretti Rocha da Silva – 1ª Tesoureira – Elos

Matheus Miranda – Diretor de Tecnologia e Assistência do CDME – Elos Praia Grande

Celestino Domingos – Diretor de Expansão e Fortalecimento – Elos São Vicente

Rubens Carrilho Fernandes – Diretor de Arquivo Administrativo e Histórico – Elos de Niterói

Nagib Slaibi Filho – Diretor Jurídico – Elos de Niterói

Angela Maria Riccomi de Paula – Diretora do Patrimônio Histórico e Cultural – Elos de Niterói

Alberto Araújo – Diretor de Divulgação Cultural – Elos de Niterói 

COLABORADORES E APOIO

Antonio José Santos – Elos Belo Horizonte – Indicado Representante Governador DE-O6 

Fernanda Ferreira – Elos São Paulo-Sul

Henrique – Governador DE-O1 

COMPROMISSO DA GESTÃO 2025-2027

A nova diretoria assume com entusiasmo a responsabilidade de:

Fortalecer os laços entre os clubes Elos no Brasil e no exterior.

Promover a difusão da língua portuguesa como patrimônio cultural e identidade comum.

Incentivar projetos de intercâmbio cultural e acadêmico entre países lusófonos.

Preservar e divulgar a memória histórica do movimento elista.

Expandir a presença do Elos Internacional em novas regiões, consolidando sua relevância global. 

A Gestão 2025-2027 representa a continuidade de um sonho iniciado em 1959, que permanece vivo e pulsante. Sob a liderança da presidente Matilde Carone Slaibi Conti e do vice-presidente Sidney Cardoso da França, o Elos Internacional reafirma sua vocação de ser ponte de união, cultura e fraternidade entre os povos que compartilham a língua portuguesa. 

FEDERAÇÃO ELOS INTERNACIONAL DA COMUNIDADE LUSÍADA

Nossa História, Nossa Missão, Nossa Cultura

Raízes e Fundação 

Por volta de 1956, o médico santista Eduardo Dias Coelho reuniu amigos ligados às tradições luso-brasileiras para discutir a necessidade de criar uma entidade que estreitasse os laços entre Brasil e Portugal. A ideia era preservar o patrimônio cultural herdado da civilização portuguesa e cultivar o humanismo que une os povos de língua portuguesa. 

Três anos depois, em 8 de agosto de 1959, treze homens se reuniram na Av. Saturnino de Brito, em São Vicente, diante da enseada histórica onde aportaram as caravelas de Martim Afonso de Souza em 1532. Ali nasceu o movimento que viria a se tornar o Elos Clube, inicialmente chamado de Clube das Oliveiras, símbolo da paz e da união. 

Entre os fundadores estavam nomes como Manoel Antonio Marçal, Hermes Barsotti, José de Souza, Mario de Almeida Nunes, Joaquim da Rocha Brittes, Arimondi Falconi, Aires Pedro dos Santos, Adelino Migués Picado, Waldemar da Cruz, Luiz Espinha e Henrique Martins, todos liderados por Eduardo Dias Coelho. 

Pouco depois, o nome foi alterado para Elos Clube, e o distintivo criado por Marco Antonio Coelho foi ajustado por Nelson Duarte Barbosa: dois ramos de oliveira entrelaçados por elos, simbolizando a união e a paz. 

Expansão e Internacionalização

O movimento cresceu rapidamente. Em 1960 chegou a São Paulo, em 1961 a Curitiba e Belo Horizonte, e em 1962 realizou sua primeira Convenção em Santos, que oficializou o Elos Internacional da Comunidade Lusíada. 

Nos anos seguintes, surgiram clubes em Lisboa (1963), Rio de Janeiro (1965), Beira – Moçambique (1968), Fortaleza (1969), Luanda – Angola (1969), Brasília (1974), entre outros. A corrente se expandiu também para Macau (1989), Faro e Tavira em Portugal, e diversas cidades brasileiras. 

Apesar de algumas células terem encerrado atividades por motivos políticos ou econômicos, o movimento manteve sua vitalidade, realizando convenções internacionais a cada dois anos.

SÍMBOLOS E IDEAIS 

O Elismo é mais do que uma associação cultural: é um movimento de congregação de valores humanos, predispostos a defender a aliança e promover a boa compreensão entre os povos de língua portuguesa. 

O símbolo dos ramos de oliveira entrelaçados por elos representa a paz, a união e a continuidade histórica. A língua portuguesa, veículo de cultura e identidade, é o eixo central da missão do Elos: difundir, preservar e fortalecer o idioma de Camões. 

RECONHECIMENTO OFICIAL 

Em 2015, o Brasil reconheceu oficialmente a importância do movimento. A Lei nº 13.108, de 25 de março de 2015, instituiu o Dia Nacional do Elos Internacional da Comunidade Lusíada, celebrado em 8 de agosto, data da fundação do Clube das Oliveiras. 

Essa lei reforça o papel do Elos como guardião da cultura luso-brasileira e como ponte de integração entre nações que compartilham a língua portuguesa.

LIDERANÇA ATUAL

Hoje, a Federação Elos Internacional é presidida por Matilde Carone Slaibi Conti, que conduz a instituição com dedicação e visão cultural. Ao seu lado, o vice-presidente Sidney Cardoso da França desempenha papel fundamental na articulação e expansão das atividades.

Ambos lideram um seleto grupo de elistas, homens e mulheres comprometidos com a preservação da memória histórica, a valorização da cultura e a promoção da fraternidade entre os povos lusófonos. 

O SONHO QUE CONTINUA 

Mais de seis décadas após sua fundação, o Elos Internacional segue firme em sua missão. As convenções, encontros e atividades culturais mantêm viva a chama da amizade luso-brasileira e da integração da comunidade lusíada.

O movimento não é apenas uma organização: é um ideal de união, paz e cultura, que transcende fronteiras e gerações.

(Hino Oficial do Elos Internacional)


ALICE FONTANELLA E A VOZ FEMININA NA TRADIÇÃO LÍRICA - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

(CLICAR NA IMAGEM PARA VER O VÍDEO)

A história da música lírica é também a história da voz feminina. Desde os tempos em que as mulheres eram proibidas de cantar em palcos sacros, substituídas por castrati, até o momento em que se tornaram protagonistas absolutas das grandes óperas, a voz feminina carrega em si uma luta, uma conquista e uma revelação. 

Nesse panorama, Alice Fontanella surge não apenas como intérprete, mas como símbolo de continuidade e renovação: sua trajetória inscreve-se na longa genealogia das cantoras que transformaram o canto em resistência, arte e transcendência. 

A voz feminina na ópera sempre foi mais do que som: é corpo, é presença, é finura. 

No século XIX, sopranos como Maria Malibran e Pauline Viardot desafiaram convenções sociais, tornando-se ícones de liberdade. No século XX, figuras como Montserrat Caballé e Maria Callas redefiniram a expressividade, mostrando que a técnica não basta sem emoção. 

Assim, há artistas que se limitam a interpretar partituras. E há aqueles que, ao cantar, recriam o mundo como se cada nota fosse uma centelha capaz de incendiar o tempo e abrir frestas no silêncio. Alice Fontanella pertence a esta segunda linhagem: não apenas uma mezzo-soprano, mas uma sacerdotisa da música, cuja voz se ergue como ponte entre o humano e o divino. 

Alice Fontanella, ao ser escolhida para uma masterclass com Caballé, inscreve-se nessa linhagem. Sua voz não é apenas instrumento: é memória de todas as vozes femininas que vieram antes, ecoando lutas e conquistas. 

O título que lhe foi dado: “A voz que habita os silêncios da alma” não é mero ornamento. Ele revela uma dimensão estética e filosófica: O silêncio, na tradição lírica, é tão importante quanto o som. 

Alice compreende que cantar é também saber calar, deixar que a pausa fale, que o vazio se torne espaço de transcendência. 

Assim, sua arte dialoga com o pensamento de filósofos como Gaston Bachelard, que via no silêncio uma forma de plenitude, e com poetas como Rilke, que entendiam o canto como revelação do invisível. 

Historicamente, o repertório lírico foi marcado por papéis femininos que oscilam entre a fragilidade e a força: Carmen, de Bizet, é liberdade e tragédia. Tatiana, de Tchaikovsky, é introspecção e destino. Ariadne, de Strauss, é abandono e renascimento. 

Alice, ao interpretar essas obras, não apenas revive personagens: ela os recria à luz de sua própria sensibilidade. Sua voz grave, aveludada, confere nova densidade às figuras femininas, deslocando-as do estereótipo da fragilidade para o território da potência.

Alice canta em diversos idiomas, mas sua voz transcende fronteiras linguísticas. 

Em russo, transmite a melancolia de Rachmaninoff.

Em francês, revela a delicadeza impressionista.

Em italiano, encarna a dramaticidade visceral da ópera.

Essa pluralidade insere-a na tradição das grandes intérpretes que compreendem a música como idioma universal da alma. 

Do ponto de vista crítico, Alice representa uma síntese rara:

Técnica impecável: fruto de anos de estudo disciplinado.

Expressividade emocional: que não se ensina, mas nasce da entrega.

Consciência estética: sua interpretação não é apenas execução, mas reflexão sobre o papel da música no mundo contemporâneo. 

Em tempos de consumo rápido e superficialidade, sua arte é resistência: exige atenção, exige silêncio, exige contemplação. 

Alice Fontanella não é apenas uma cantora lírica: é ensaísta sonora, filósofa do canto, guardiã de uma tradição que atravessa séculos. Sua voz é testemunho de que a música não é apenas entretenimento, mas também experiência espiritual e cultural.

Na história da voz feminina, Alice é mais uma estrela que se acende, não para competir com outras, mas para compor uma constelação infinita. 

E quando sua voz ecoa, não ouvimos apenas Alice: ouvimos todas as mulheres que, ao longo da história, transformaram o silêncio em canto e o canto em eternidade. 

Nascida em Niterói, cidade de mares inquietos e horizontes que se confundem com o infinito, Alice cresceu entre o rumor das ondas e o sopro dos ventos que atravessam a Baía de Guanabara. Aos 14 anos, guiada pelo maestro Romeo Savastano, descobriu que sua voz não era apenas um dom, mas um destino.

Primeiros concertos, Aos 15 anos, já encantava plateias em espaços culturais do Rio de Janeiro. 

Repertório inicial: árias de Bizet e canções de Tchaikovsky, que revelavam sua capacidade de transitar entre a força dramática e a delicadeza lírica. 

Alice não se contentou com os limites geográficos. Sua busca por aperfeiçoamento levou-a a Zaragoza, onde foi escolhida para uma masterclass com Montserrat Caballé — encontro que se tornou rito de passagem.

2015: única brasileira selecionada para Caballé.

2016: em Milão, estudou com Vittorio Terranova, mergulhando no repertório operístico italiano. 

Cada experiência internacional não foi apenas aprendizado técnico, mas também expansão espiritual: Alice absorveu culturas, idiomas e tradições musicais, transformando-os em matéria viva de sua interpretação. 

O que distingue Alice não é apenas a tessitura vocal, grave, aveludada, de contralto que se abre em mezzo-soprano, mas a maneira como ela habita o silêncio. 

Em cada pausa, há respiração cósmica.

Em cada nota, há memória ancestral.

Em cada frase, há entrega absoluta. 

Sua interpretação do Stabat Mater de Pergolesi, em 2022, no Teatro Bruno Nitz, foi descrita como uma experiência mística: a dor da Virgem transformada em canto que atravessa séculos. 

Alice já percorreu: Teatro Municipal de Niterói – onde sua voz ecoou como se dialogasse com as colunas históricas. 

Fundação Cultural Avatar – espaço em que sua interpretação de Rachmaninoff fez o público suspender o tempo. 

Conservatório de Música de Niterói – palco de sua juventude, onde cada apresentação era promessa de futuro. 

Alice Fontanella não é apenas intérprete: é criadora de atmosferas. Sua voz não termina quando o concerto acaba; ela continua reverberando na memória dos ouvintes, como se fosse tatuagem sonora. 

Repertório plural: de Villa-Lobos a Richard Strauss, de Grieg a Bizet. 

Idiomas diversos: canta em russo, francês, alemão, italiano e português, sempre com dicção impecável e emoção genuína. 

O Focus Portal Cultural celebra Alice como Foculista, presença luminosa que ilumina páginas e palcos. Sua trajetória é testemunho de que a música não é apenas arte, mas também destino, missão e transcendência. 

Alice é mais do que cantora:

É voz que se torna templo.

É silêncio que se torna oração.

É presença que se torna eternidade.

Alice Fontanella é como um vitral sonoro: cada nota é um fragmento de luz que, ao atravessar o silêncio, colore a alma. Sua música não se limita a ser ouvida; ela é sentida, vivida, respirada. 

E quando o concerto termina, o público descobre que não saiu do teatro, saiu de si mesmo, transformado pela experiência de ter habitado, ainda que por instantes, o universo que sua voz revela. 

© Alberto Araújo

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