terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

CELEBRAÇÃO: O ANIVERSÁRIO DA PRESIDENTE MATILDE SLAIBI CONTI

O dia de hoje foi marcado por alegria, reconhecimento e o calor da família para a presidente Matilde Slaibi Conti. Celebrando mais um ano de vida, Matilde viveu momentos de pura emoção, começando pelo carinho recebido em seu ambiente de trabalho na OAB. Entre visitas constantes ao seu gabinete e mimos especiais, como o delicado gesto da funcionária Cleide Villela, que preparou um bolo diet, e o presente atencioso de seu assistente Michel, a atmosfera foi de total festividade.

Para selar a data com chave de ouro, o almoço foi um encontro de gerações e afetos. Matilde desfrutou da companhia de seu filho, o ortodontista Rodrigo Otávio Slaibi Conti, e de seu irmão, o eminente Desembargador Nagib Slaibi Filho. 

A celebração também é um reflexo do sucesso e da união da família Conti. O orgulho transborda ao mencionar os netos, que seguem trilhando caminhos de excelência: Luiza Conti: Que se forma este ano em Medicina. Henrique Conti: Também formando do ano, em Engenharia Elétrica pela PUC. Casado com Mariana Conti, Rodrigo Otávio e Matilde formam o pilar dessa família que, entre conquistas profissionais e momentos de gratidão a Deus, celebram a vida da matriarca com toda a honra que ela merece. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



CARTA ABERTA DO FOCUS PORTAL CULTURAL À REDE SEM FRONTEIRAS À PRESIDENTE MUNDIAL DYANDREIA VALVERDE PORTUGAL, À PRESIDENTE DO NÚCLEO DE NITERÓI, MATILDE CARONE SLAIBI CONTI, AOS MEMBROS DA DIRETORIA RECÉM-EMPOSSADA, E A TODOS QUE ACREDITAM NA FORÇA TRANSFORMADORA DA CULTURA.

No dia 23 de fevereiro de 2026, às 19h, Niterói tornou-se cenário de um acontecimento histórico: a Fundação do Núcleo da Rede Sem Fronteiras. A cerimônia, conduzida pela Vice-presidente Cultural Mundial da RSF, Ana Maria Tourinho, e realizada pela plataforma Google Meet, inaugurou uma nova etapa de expansão da instituição em território brasileiro. 

A Rede Sem Fronteiras, sob a liderança da jornalista e escritora Dyandreia Valverde Portugal, consolidou-se como uma organização internacional dedicada à difusão cultural e à valorização da literatura e das artes. Sua atuação ultrapassa fronteiras geográficas e simbólicas, promovendo o diálogo intercultural e fortalecendo laços de solidariedade entre povos. 

A presidente mundial da RSF, Dyandreia Valverde Portugal, é referência no cenário cultural internacional. Sua visão integradora transformou a Rede Sem Fronteiras em uma plataforma de alcance global, reunindo escritores, artistas e gestores culturais em torno de um ideal comum: a cultura como linguagem universal. 

A criação do núcleo em Niterói é mais uma demonstração de sua capacidade de transformar ideias em realidade e de ampliar o protagonismo do Brasil no cenário cultural mundial. 

À frente do Núcleo de Niterói, Matilde Carone Slaibi Conti assume a presidência com a força de sua trajetória multifacetada. Líder cultural, acadêmica e jurídica, Matilde é presidente do Elos Internacional da Comunidade Lusíada, da Academia Brasileira Rotária de Letras – Estado do Rio de Janeiro e do Cenáculo Fluminense de História e Letras. 

Sua atuação se estende ao Rotary Club de Niterói, à Casa da Amizade de Niterói, à OAB-Niterói, onde exerce o cargo de procuradora e vice-presidente, e à Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), onde é professora decana. Sua liderança é garantia de credibilidade e vigor, unindo pessoas e instituições em torno da valorização da cultura e da promoção da cidadania. 

Estiveram presentes todos os membros da diretoria, que representam diferentes áreas de atuação e reforçam a pluralidade da instituição: 

Presidente: Matilde Carone Slaibi Conti

1ª Vice-Presidente: Nagib Slaibi Filho

2ª Vice-Presidente: Karin Rangel

1ª Diretora Financeira: Marli Marinho

2ª Diretora Financeira: Ana Paula Aguiar

Diretora Institucional: Sabrina Campos da Cunha

Secretária: Jocelin Marry Viana Nery

Diretora Cultural e de Eventos: Ângela Maria Riccomi de Paula

Conselho Fiscal: Maria da Conceição Panait, Luciane Queiroz e Maria Otília Marques Camillo

Diretor de Marketing: Rubens Carrilho Fernandes

Cada nome representa não apenas uma função administrativa, mas um compromisso pessoal com a missão da Rede Sem Fronteiras. A diversidade de experiências reunidas nesta diretoria será a base para o desenvolvimento de projetos culturais e sociais em Niterói. 

Reconhecida por sua atuação em prol da difusão cultural, da valorização da literatura e das artes, e da construção de pontes entre países e comunidades, a Rede Sem Fronteiras reafirma sua missão ao criar núcleos locais. Cada núcleo contribui com sua identidade e riqueza cultural para o grande mosaico internacional que a instituição representa.

O núcleo de Niterói nasce como espaço de diálogo e celebração, ampliando a atuação da RSF no Brasil e reforçando o caráter inclusivo e global da instituição.

A Fundação do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói é um marco memorável na história cultural brasileira e internacional. Liderado por duas mulheres inspiradoras, Dyandreia Valverde Portugal e Matilde Slaibi Conti, este movimento reafirma que a cultura é o caminho mais poderoso para unir povos e construir um futuro de solidariedade e cooperação. 

Mais do que cargos e funções, o que se inaugurou foi um espaço de esperança e continuidade, onde a arte, a literatura e a memória se tornam ferramentas de transformação. O núcleo de Niterói surge como referência de futuro, capaz de unir talentos, promover cidadania e fortalecer o papel da cultura como linguagem universal.


© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural






 

CARTA ABERTA DO FOCUS PORTAL CULTURAL À ATRIZ JESSIE BUCKLEY - PROTAGONISTA DE HAMNET: A VIDA ANTES DE HAMLET


Estimada Jessie Buckley, 

Como editor do Focus Portal Cultural, sinto a necessidade de registrar publicamente nossa admiração pela sua entrega visceral em Hamnet. Ainda que o Oscar Americano de Melhor Atriz possa não lhe ser concedido, é fundamental que você receba o abraço caloroso e o reconhecimento sincero de nossa revista cultural. Porque há interpretações que não cabem em estatuetas: elas pertencem à eternidade da arte. 

Desde os primeiros minutos do filme, quando Agnes Hathaway surge como figura central, é impossível não perceber que você “entrega-se totalmente a cena”. Impetuosa, doce, mística, você encarna uma protagonista que carrega em si a força das mulheres shakespearianas, mas também a delicadeza das pequenas emoções cotidianas. Sua atuação é o fio condutor que nos guia pela narrativa, transformando o espectador em cúmplice de sua jornada.

O roteiro, escrito por Chloe Zhao em parceria com Maggie O’Farrell, constrói com paciência e envolvimento a história de uma família que nasce no interior da Inglaterra. É nesse cenário que você floresce, dando vida a uma Agnes que não é apenas personagem, mas símbolo. Símbolo da resistência, da maternidade, da espiritualidade e da dor. Cada gesto, cada olhar, cada silêncio é carregado de significados que ecoam muito além da tela. 

E se há alguém capaz de ir ao cinema sem saber a sinopse de Hamnet, essa pessoa se surpreenderá ao descobrir, já na metade do filme, que o “Will” das cenas é ninguém menos que William Shakespeare. Mas o verdadeiro protagonista é Agnes, e é você quem nos faz acreditar nisso. Sua performance não é apenas interpretação: é revelação. É como se dissesse que por trás da genialidade de Shakespeare havia uma mulher que também transformava dor em arte, silêncio em poesia, vida em legado.

No auge do terceiro ato, você e Paul Mescal protagonizam uma cena sem palavras, apenas olhares. Quinze segundos bastam para condensar toda a trajetória de amor, perda e resiliência. É nesse instante que compreendemos que o cinema, quando encontra intérpretes como você, torna-se uma linguagem universal, capaz de comunicar o indizível. Não há Oscar que consiga medir a intensidade desse momento. 

O filme concorre em oito categorias na maior premiação de Hollywood, e você já conquistou troféus no Critics Choice Awards e no Globo de Ouro. Mas, mais do que prêmios, você conquistou o público. Conquistou-nos. E é por isso que esta carta aberta existe: para afirmar que, mesmo que o Oscar não lhe seja entregue, você já é vencedora. Vencedora porque nos fez sentir. Vencedora porque nos fez pensar. Vencedora porque nos fez acreditar que a arte ainda pode ser visceral, humana e transformadora.

Chloe Zhao, com sua direção sublime, e Jacobi Jupe, com sua interpretação impressionante, completam o mosaico de talentos que fazem de Hamnet uma obra-prima. Mas é você quem nos guia, quem nos envolve, quem nos abraça.

E agora, é nossa vez de abraçá-la. Que você se sinta amada, reconhecida e celebrada pelo Focus Portal Cultural, porque sua entrega merece ecoar em cada canto onde a arte é respeitada. 

Assim, deixo registrado: Jessie Buckley não precisa do Oscar para ser eterna. Sua Agnes Hathaway já está gravada na memória do cinema como uma das interpretações mais impactantes desta década. E nós, como revista cultural independente, temos o dever e a honra de reconhecer isso. 

Mas quero ir além: esta carta não é apenas um elogio, é uma celebração. É uma declaração de amor à arte que você representa. Porque quando uma atriz consegue transformar silêncio em poesia, dor em beleza e olhar em narrativa, ela não está apenas atuando, está criando mundos. Você nos lembra que o cinema é mais do que técnica, mais do que indústria, mais do que prêmios. O cinema é encontro. É comunhão. É a capacidade de tocar o invisível e torná-lo palpável. 

E é por isso que, mesmo sem a estatueta dourada, você já conquistou algo maior: a eternidade no coração dos que acreditam que a arte é capaz de nos salvar. Que esta carta seja um abraço simbólico, um testemunho de que sua entrega não passou despercebida. Que você se sinta amada, celebrada e reconhecida por nós, porque sua Agnes Hathaway é agora parte da nossa própria história cultural. 

Com admiração, gratidão e poesia,

Alberto Araújo

Editor do Focus Portal Cultural

 

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Open Letter from Alberto, Editor of Focus Portal Cultural, to Actress Jessie Buckley

 

Esteemed Jessie Buckley

 

As editor of Focus Portal Cultural, I feel compelled to publicly express our admiration for your visceral and unforgettable performance in Hamnet. Even if the American Academy Award for Best Actress may not be placed in your hands, it is essential that you receive the warm embrace and sincere recognition of our cultural magazine. For there are interpretations that cannot be contained in statuettes: they belong to the eternity of art.

 

From the very first minutes of the film, when Agnes Hathaway emerges as the central figure, it is impossible not to notice that you “steal the scene.” Yet it is not theft—it is surrender. Impetuous, tender, mystical, you embody a protagonist who carries within herself the strength of Shakespearean women, but also the delicacy of everyday emotions. Your performance is the guiding thread that leads us through the narrative, transforming the audience into accomplices of your journey.

 

The screenplay, written by Chloe Zhao in partnership with Maggie O’Farrell, patiently and compellingly builds the story of a family born in the English countryside. It is in this setting that you flourish, giving life to an Agnes who is not merely a character, but a symbol. A symbol of resistance, of motherhood, of spirituality, and of grief. Every gesture, every glance, every silence is laden with meanings that resonate far beyond the screen.

 

And if someone were to enter the cinema unaware of Hamnet’s synopsis, they would be astonished to discover halfway through that the “Will” on screen is none other than William Shakespeare. Yet the true protagonist is Agnes, and it is you who makes us believe this. Your performance is not simply acting—it is revelation. It is as though you remind us that behind Shakespeare’s genius stood a woman who also transformed pain into art, silence into poetry, life into legacy.

 

At the height of the third act, you and Paul Mescal deliver a scene without words, only glances. Fifteen seconds suffice to condense an entire trajectory of love, loss, and resilience. In that instant, we understand that cinema, when it finds interpreters like you, becomes a universal language, capable of communicating the unspeakable. No Oscar can measure the intensity of that moment.

 

The film competes in eight categories at Hollywood’s grandest award ceremony, and you have already triumphed at the Critics Choice Awards and the Golden Globes. But more than trophies, you have conquered audiences. You have conquered us. And that is why this open letter exists: to affirm that even if the Oscar is not bestowed upon you, you are already a winner. A winner because you made us feel. A winner because you made us think. A winner because you made us believe that art can still be visceral, human, and transformative.

 

Chloe Zhao, with her sublime direction, and Jacobi Jupe, with his remarkable performance, complete the mosaic of talents that make Hamnet a masterpiece. Yet it is you who guides us, who envelops us, who embraces us. And now, it is our turn to embrace you. May you feel loved, celebrated, and recognized by Focus Portal Cultural, for your surrender deserves to echo wherever art is revered.

 

Thus, let it be recorded: Jessie Buckley does not need the Oscar to be eternal. Your Agnes Hathaway is already inscribed in the memory of cinema as one of the most impactful performances of this decade. And we, as an independent cultural magazine, have both the duty and the honor to acknowledge this.

But I wish to go further: this letter is not merely praise, it is celebration. It is a declaration of love for the art you embody. Because when an actress can transform silence into poetry, grief into beauty, and a glance into narrative, she is not merely acting—she is creating worlds. You remind us that cinema is more than technique, more than industry, more than awards. Cinema is encounter. It is communion. It is the ability to touch the invisible and make it tangible. 

And that is why, even without the golden statuette, you have already achieved something greater: eternity in the hearts of those who believe that art can save us. May this letter be a symbolic embrace, a testimony that your surrender has not gone unnoticed. May you feel loved, celebrated, and recognized by us, because your Agnes Hathaway is now part of our own cultural history.

 

With admiration, gratitude, and poetry,

Alberto  Araújo

Editor of Focus Portal Cultural




 

ACADEMIA NACIONAL DE MÚSICA – 59 ANOS DE HISTÓRIA, MEMÓRIA E FUTURO HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

 

Em 2026, a Academia Nacional de Música (ANM) celebra 59 anos de existência, reafirmando sua posição como uma das mais importantes instituições culturais do Brasil. Fundada em 1967, no Rio de Janeiro, por iniciativa da maestrina, pianista, educadora e feminista Joanídia Sodré (1903–1975), a Academia nasceu como espaço de reflexão crítica, valorização da memória musical e reconhecimento de trajetórias artísticas e intelectuais. Joanídia, pioneira na luta feminista e primeira mulher formada em Regência no país, deixou como legado não apenas sua atuação pedagógica e artística, mas também a marca de uma instituição comprometida com a transformação do ensino musical e a afirmação da identidade cultural brasileira. 

A história da ANM é marcada pela presença de grandes mulheres que, como Joanídia, abriram caminhos em um cenário historicamente dominado por homens.

Nesta homenagem especial do Focus Portal Cultural, destacamos três pianistas que se tornaram referências nacionais e internacionais, ocupando Cadeiras na Academia e contribuindo para a consolidação de sua missão cultural. 

MARIA DAS GRAÇAS SILVA NEVES A GRACINHA – CADEIRA Nº 25

Patrono: Godofredo Leão Velloso. Ocupantes: Arnaldo Rebello, 1967; Maria das Graças Silva Neves, desde 1990, Acadêmica Emérita. 

Maria das Graças Silva Neves é reconhecida por sua trajetória como pianista e educadora, tendo se dedicado à difusão da música erudita e à formação de novas gerações de músicos. Sua atuação na Cadeira nº 25 simboliza a continuidade de uma tradição que valoriza a excelência artística e o compromisso com a memória musical brasileira. 

LÍCIA LUCAS – CADEIRA Nº 32

Patrono: Cândido Ignácio da Silva. Ocupantes: Heitor Alimonda, 1967, Acadêmico Emérito; Lícia Lucas, desde 2009. 

Lícia Lucas é uma das pianistas brasileiras mais respeitadas internacionalmente. Sua carreira inclui apresentações em importantes salas de concerto e colaborações com grandes orquestras. Além de sua atuação artística, Lícia também presidiu a ANM entre 2013 e 2016, reforçando o papel das mulheres na liderança institucional e na projeção da música brasileira no cenário mundial. 

MIMI LÜCK – CADEIRA Nº 43

Patrono: Henrique Alves de Mesquita. Ocupantes: Ana Maria Porto, 1970; Maria de Lourdes Sekeff, 1970; Semiramis Lück, desde 2014. 

Mimi Lück, nascida Semiramis Lück, maestrina representa a continuidade de uma linhagem na área no campo do Canto e Regência Coral que se destacaram pela dedicação ao repertório brasileiro e internacional. Sua presença na Cadeira nº 43 reafirma o compromisso da Academia com a diversidade estética e com a valorização de artistas que transitam entre tradição e inovação.

 

A PRESIDÊNCIA DE OSMÁRIO ESTEVAM JÚNIOR 

Atualmente, a ANM é presidida por Osmário Estevam Júnior, 2025–2028, ocupante da Cadeira nº 69 – Albertina da Fonseca. Sua trajetória como pianista e educador reflete o espírito da Academia: unir excelência artística, compromisso institucional e valorização da memória cultural. Osmário sucede uma longa lista de presidentes que marcaram a história da entidade, desde Joanídia Sodré até Regina Maria Meirelles Santos, consolidando a continuidade de uma liderança voltada para o fortalecimento da música brasileira. 

Desde seus primeiros anos, a ANM mantém a Revista da Academia Nacional de Música, publicação institucional que reúne artigos, ensaios, documentos históricos, discursos de posse e estudos musicológicos. A revista é fonte documental essencial para pesquisadores e historiadores, registrando não apenas a vida institucional da entidade, mas também aspectos relevantes da música brasileira. A última edição destacou a trajetória de Joanídia Sodré, reafirmando sua importância como fundadora e referência intelectual. 

Presidentes da ANM – uma linha do tempo

Joanídia Sodré (1967–1972)

Santino Parpinelli (1972–1976)

Yara Coutinho Camarinha (1976–1979)

Lubélia Brandão (1979–1982; 1986–1988)

Judith M. da Cruz Cocarelli (1984–1986)

Andrely Quintella De Paola (1989–1992; 1998–2001)

Virgílio Medeiros de Carvalho (1992–1995; 2003–2004)

Marysa Maia (1995–1998)

Heitor Alimonda (2001–2002)

Jaques Nirenberg (2002–2004)

Sérgio Bittencourt-Sampaio (2004–2007)

Eliane Maria Oliveira Sampaio (2007–2013)

Lícia Lucas (2013–2016)

Maria Carolina Murta Ribeiro (2016–2019)

Helena Rosa Trope (2019–2022)

Regina Maria Meirelles Santos (2022–2025)

Osmário Estevam Júnior (2025–2028) 

Ao longo de quase seis décadas, a ANM consolidou-se como espaço de diálogo entre tradição e modernidade, memória e criação. Sua missão vai além da preservação da história: é também a de estimular novas gerações de músicos, promover debates sobre estética e identidade cultural, e fortalecer a presença da música brasileira no cenário internacional. 

O Art. 8º do Estatuto da ANM reforça esse compromisso ao estabelecer critérios rigorosos para a concessão do título de Membro Honorário, garantindo que apenas músicos com notório saber e reconhecido valor técnico sejam incorporados à instituição. 

Celebrar os 59 anos da Academia Nacional de Música é celebrar a força da cultura brasileira, a memória de suas pioneiras e a vitalidade de seus atuais representantes. É reconhecer que a música, como linguagem universal, encontra na ANM um espaço de resistência, reflexão e projeção.

A nossa homenagem às pianistas Maria das Graças Silva Neves, Lícia Lucas e Mimi Lück, juntamente com o atual presidente Osmário Estevam Júnior, reafirma o papel da Academia como resguardadora da memória e promotora da inovação. 

Contato da ANM 

E-mail: academianacionalmus@gmail.com 

Telefone: (21) 96968-2323

Endereço: R. da Lapa, 120 – sala 708 – Lapa, Rio de Janeiro – RJ, 20021-170, Brasil.

 

Texto, Arte e Pesquisa

© Alberto Araújo

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HOMENAGEM DE ANIVERSÁRIO A MATILDE CARONE SLAIBI CONTI

(Clicar na imagem para ver o pequeno vídeo)

No dia 24 de fevereiro celebramos o aniversário de Matilde Carone Slaibi Conti, personalidade de destaque no cenário cultural, acadêmico e jurídico brasileiro. Sua trajetória é marcada pela dedicação, competência e compromisso com a cultura, a educação e a ética profissional. Reconhecida pela seriedade e pelo empenho em fortalecer instituições e valores, Matilde é referência de liderança e companheirismo, inspirando colegas, amigos e familiares com sua postura firme e ao mesmo tempo acolhedora. 

Nascida em Visconde do Rio Branco, Minas Gerais, filha de Nagib Slaibi e Helena Carone Slaibi, Matilde construiu uma carreira multifacetada. Graduada em Odontologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em Direito pela Universidade Candido Mendes, possui doutorado e pós-doutorado em Ciências Jurídicas e Sociais. Sua atuação profissional abrange desde a odontologia até o direito, com destaque para sua expertise em Direito Civil e Processo Civil. É autora de obras relevantes como Direito Odontológico, Da Pedofilia: Aspectos Psicanalíticos, Jurídicos e Sociais do Perverso Sexual e Biodireito: A Norma da Vida, além de títulos que abordam temas históricos e literários, como Epopeia da Imigração Libanesa e A História do Rotary Niterói. 

Sua produção literária e acadêmica é vasta, contribuindo para o debate jurídico e cultural, e consolidando seu papel como intelectual de referência. Em reconhecimento, recebeu títulos como Intelectual do Ano 2016 e Personalidade Gold 2024, além de homenagens da Rede Sem Fronteiras e da Academia de Letras e Artes de Portugal (ALA), onde foi empossada como membro correspondente. 

No campo cultural, Matilde exerce liderança como Presidente do Elos Internacional da Comunidade Lusíada, da Academia Brasileira Rotária de Letras - Estado do Rio de Janeiro e do Cenáculo Fluminense de História e Letras, Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói instituições que promovem o diálogo entre culturas, preservam tradições e incentivam a produção intelectual. 

Sua atuação também se estende ao Rotary Club de Niterói, onde é vice-presidente, e à Casa da Amizade de Niterói, como diretora, sempre pautada pela solidariedade e pelo fortalecimento da amizade. 

Na esfera jurídica, como Procuradora e Vice-presidente da OAB-Niterói, Matilde defende a ética e a valorização da advocacia, reafirmando o papel essencial da justiça como instrumento de cidadania. Sua atuação é marcada pela seriedade e pelo compromisso com princípios que sustentam a vida pública e profissional. 

No campo acadêmico, como Professora decana da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), Matilde tem dedicado décadas à formação de profissionais e intelectuais, transmitindo não apenas conhecimento técnico, mas também valores humanos que moldam gerações. Sua contribuição ultrapassa a sala de aula, alcançando a vida cultural e social da comunidade acadêmica.

Em cada espaço que ocupa, Matilde demonstra companheirismo e generosidade, equilibrando rigor e humanidade. Sua liderança é sempre acompanhada de respeito e acolhimento, tornando-a uma figura admirável e inspiradora. 

Neste aniversário, celebramos uma trajetória que une cultura, educação, ética e solidariedade. Matilde Carone Slaibi Conti é exemplo de liderança comprometida com o bem comum e de companheirismo que fortalece laços humanos. Sua vida é testemunho de que o conhecimento, quando aliado à empatia, transforma não apenas instituições, mas também pessoas e comunidades. 

© Alberto Araújo

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A FUNDAÇÃO DO NÚCLEO DA REDE SEM FRONTEIRAS EM NITERÓI - UM MARCO CULTURAL EM NOSSA CIDADE


No dia 23 de fevereiro de 2026, às 19h, Niterói viveu um momento histórico para a cultura e a integração internacional: a Live de Fundação do Núcleo da Rede Sem Fronteiras (RSF). Conduzida com elegância e simpatia pela Vice-presidente Cultural Mundial da RSF, Ana Maria Tourinho, representante da instituição no estado do Rio de Janeiro, a cerimônia foi realizada de forma privada pela plataforma Google Meet e marcou o início de uma nova etapa de expansão da Rede Sem Fronteiras no Brasil. 

Logo após a abertura conduzida por Ana Maria Tourinho, foi apresentada a presidente local do Núcleo de Niterói, Matilde Carone Slaibi Conti, que assumiu oficialmente a liderança da nova diretoria. Sua presença deu o tom de seriedade e inspiração ao evento, simbolizando o compromisso da cidade com a missão global da RSF.

Mais do que um ato formal, a Fundação do Núcleo da RSF em Niterói é um gesto simbólico de união e compromisso com a cultura, a educação e a cidadania. A transmissão online permitiu que todos os membros participassem e testemunhassem este marco, reforçando o caráter inclusivo e global da instituição.

Com Matilde Slaibi Conti à frente e uma diretoria comprometida, o núcleo nasce com vigor e credibilidade, pronto para desenvolver projetos culturais e sociais que ampliem o alcance da Rede Sem Fronteiras no estado do Rio de Janeiro.

A Fundação do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói é um capítulo memorável na história da cultura brasileira e internacional. Liderado por duas mulheres inspiradoras, Dyandreia Valverde Portugal e Matilde Slaibi Conti,  este movimento reafirma que a cultura é o caminho mais poderoso para unir povos e construir um futuro de solidariedade e cooperação. 

Estiveram presentes todos os membros da diretoria, que foram anunciados e celebrados como parte fundamental desta jornada: 

Presidente: Matilde Carone Slaibi Conti

1ª Vice-Presidente: Nagib Slaibi Filho

2ª Vice-Presidente: Karin Rangel

1ª Diretora Financeira: Marli Marinho

2ª Diretora Financeira: Ana Paula Aguiar

Diretora Institucional: Sabrina Campos da Cunha

Secretária: Jocelin Marry Viana Nery

Diretora Cultural e de Eventos: Ângela Maria Riccomi de Paula

Conselho Fiscal: Maria da Conceição Panait, Luciane Queiroz e Maria Otília Marques Camillo

Diretor de Marketing: Rubens Carrilho Fernandes 

Cada nome representa não apenas uma função administrativa, mas um compromisso pessoal com a missão da Rede Sem Fronteiras. A diversidade de experiências reunidas nessa diretoria é reflexo da pluralidade que caracteriza a instituição e será a base para o desenvolvimento de projetos culturais e sociais em Niterói. 

A FORÇA DA LIDERANÇA DE DYANDREIA VALVERDE PORTUGAL 

A presidente mundial da RSF, Dyandreia Valverde Portugal, é uma personalidade de destaque no cenário cultural internacional. Jornalista e escritora, ela tem dedicado sua trajetória à promoção da literatura e das artes, sempre com uma visão integradora e de valorização das diferenças. Sob sua liderança, a Rede Sem Fronteiras se consolidou como uma plataforma global, capaz de reunir escritores, artistas e gestores culturais em torno de um ideal comum: a cultura como linguagem universal. 

MATILDE SLAIBI CONTI: UMA LIDERANÇA MULTIFACETADA 

A presidente do Núcleo de Niterói, Matilde Slaibi Conti, é uma figura de destaque no cenário cultural, acadêmico e jurídico. Sua trajetória é marcada por dedicação e competência em múltiplas áreas: Presidente do Elos Internacional da Comunidade Lusíada, da Academia Brasileira Rotária de Letras – seção Rio de Janeiro e do Cenáculo Fluminense de História e Letras.

Vice-presidente do Rotary Club de Niterói e Diretora da Casa da Amizade de Niterói.Procuradora e Vice-presidente da OAB-Niterói, atuando em defesa da ética e da valorização da advocacia. Professora decana da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), contribuindo há décadas para a formação de profissionais e intelectuais. 

Aceitar o desafio de presidir o Núcleo da RSF em Niterói é mais uma demonstração de sua disposição em servir à sociedade e à cultura. Sua liderança é marcada pela capacidade de unir pessoas e instituições em torno de objetivos comuns, sempre com foco na valorização da cultura e na promoção da cidadania. 

Portanto, a Fundação do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói não é apenas um ato administrativo ou uma cerimônia protocolar: é um símbolo vivo de transformação cultural. Sob a inspiração de duas líderes que se tornaram referências, Dyandreia Valverde Portugal, com sua visão global e integradora, e Matilde Slaibi Conti, com sua força local e multifacetada, este núcleo nasce como um farol que ilumina caminhos de diálogo, arte e cidadania.

O que se inaugurou em Niterói é mais do que um capítulo da história cultural brasileira e internacional: é um movimento de continuidade e esperança, que reafirma que a cultura não conhece fronteiras e que a união de talentos e instituições pode construir pontes sólidas entre povos. 

Assim, o núcleo de Niterói surge como uma promessa de futuro: um espaço onde a literatura, a arte e a memória se encontram para gerar solidariedade, cooperação e criatividade. Um marco que não apenas celebra o presente, mas projeta um amanhã em que a cultura será sempre a linguagem universal capaz de unir corações e transformar sociedades.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




 

BOLETRAS – BOLETIM DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS – PRESIDENTE MÁRCIA PESSANHA EDIÇÃO Nº 50 – JANEIRO E FEVEREIRO DE 2026.

EDITORIAL – MÁRCIA PESSANHA

JANEIRO E FEVEREIRO - RÉVEILLON E CARNAVAL, ESPERANÇA E ALEGRIA NO DESFILE DO TEMPO.

Janeiro, do latim “januaris”, homenageia o deus romano Jano, protetor das portas e das transições, que possui duas faces: uma olha o passado, outra o futuro, daí a euforia do réveillon, com esperanças para o novo ano.

A seguir, com as máscaras da folia carnavalesca vem Fevereiro, do latim “februaris”, alusivo ao festival romano “Februalia”, assim sua ligação com o Carnaval, de raízes em rituais antigos, incluindo celebrações pagãs e tradições cristãs. 

Dentre os festivais da Antiguidade destacam-se as Saturnais romanas e as Dionisíacas gregas, marcadas por banquetes, danças e inversões de papéis sociais, permitindo que as pessoas se libertassem de normas e padrões e se entregassem à diversão. As máscaras lhes possibilitavam ocultar a identidade, então se sentiam livres para extravasar sentimentos. 

Vale acrescentar que o profano e o sagrado se mesclaram com a ascensão do cristianismo, quando tradições pagãs foram adaptadas ao calendário litúrgico. E o Carnaval passa a ser celebrado como despedida da carne antes da Quaresma, período de jejum e abstinência antecedendo a Páscoa. Isto porque a palavra carnaval vem do latim “carnis levale”, que significa retirar a carne (cortar o que pesa, liberar o corpo e o espírito) para entrar de alma “limpa” na Quaresma – refletindo a conexão com a abstinência no período quaresmal. 

No século XVII, os colonizadores portugueses trouxeram o Carnaval para o Brasil com o “entrudo”, brincadeira que consistia em jogar água, farinha, tinta etc. uns nos outros. Esse folguedo se expandiu na cultura popular e chegou a vez de jogar confetes, serpentinas e lança-perfumes, organizar blocos de rua, dos sujos, desfiles... 

Com o tempo, essa prática foi evoluindo e se misturou com tradições africanas, pois os escravizados se divertiam ao som de batuques e ritmos trazidos da África, que se misturaram com os gêneros musicais portugueses. O samba e a marchinha emergiram dessa fusão.

No início do século XX, o Carnaval passou a se organizar de forma mais estrutural. Atualmente grandes escolas de samba desfilam com aparato espetacular, disputando classificação. Embora se apresentem com muita beleza e esplendor, perderam a espontaneidade dos carnavais de outrora, deixando passos de saudade nas passarelas. 

De qualquer forma, o Carnaval é um rico mosaico de influências culturais e históricas, que refletem a diversidade e a criatividade do povo brasileiro.

A marchinha “O Primeiro Clarim” bem expressa a euforia, o deixar-se levar pela contagiante animação carnavalesca, em que o folião supera fronteiras, faz uma “catarse”, deixa a tristeza de lado:

 

Hoje eu não quero sofrer

Hoje eu não quero chorar

Deixei a tristeza lá fora

Mandei a saudade esperar, lá-rá-rá...

 

Hoje eu não quero sofrer

Quem quiser que sofra em meu lugar.

Quero me afogar em serpentinas

quando ouvir o primeiro clarim tocar

 

Quero ouvir milhões de Colombinas

a cantar trá-lá-lá-lá-lá-lá

Quero me perder de mão em mão

Quero ser ninguém na multidão

E viva a folia momesca!

Márcia Pessanha 

Presidente da AFL









 

O SOL DE PONTA NEGRA - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO



Em Ponta Negra, o céu se veste de laranja como quem se prepara para uma festa silenciosa. O sol, majestoso e paciente, desce devagar atrás das montanhas, como se soubesse que sua despedida é aguardada por todos. Há algo de ritual nesse instante: os pescadores recolhem suas redes, os moradores diminuem o ritmo das conversas, os turistas param para fotografar, e até os pássaros parecem ajustar o voo para não perder o espetáculo. É como se a cidade inteira respirasse mais leve, suspensa entre o fim e o começo.

O mar, que durante o dia é inquieto e cheio de vozes, agora se aquieta. As ondas se tornam mais compassadas, como se acompanhassem o ritmo lento do sol que se despede. O horizonte se pinta em camadas: primeiro o dourado, depois o vermelho intenso, e por fim o violeta que anuncia a noite. Cada cor é uma promessa, cada nuance é uma lembrança. Quem observa entende, sem precisar de palavras, que a vida é feita de ciclos, e que cada pôr do sol é uma nova chance de tentar de novo.

Há quem diga que o pôr do sol em Ponta Negra é diferente de todos os outros. Talvez seja exagero, talvez seja verdade. Mas quem já esteve ali sabe que há uma energia única, uma espécie de convite silencioso para agradecer. Agradecer por estar vivo, por ter chegado até aquele momento, por poder testemunhar a beleza gratuita que a natureza oferece. Não é preciso muito: basta estar presente, basta deixar-se tocar pela luz que se desfaz no mar.

Enquanto o sol se esconde, a cidade parece se transformar. As ruas ganham um tom mais íntimo, os bares começam a se encher de vozes, e os primeiros acordes de violão ecoam de alguma varanda. É o prenúncio da noite, mas também é o prolongamento do dia. Em Maricá, o tempo não se divide em horas exatas: ele se mede em sensações. O dia termina quando o sol se despede, e a noite começa quando os olhos se acostumam ao brilho das estrelas.

E é nesse instante, entre o fim e o começo, que surge a reflexão inevitável: quantas vezes deixamos de perceber a beleza que nos cerca? Quantas vezes nos esquecemos de que estar vivo já é motivo suficiente para agradecer? O pôr do sol em Ponta Negra parece nos lembrar disso. Ele nos ensina que não é preciso grandes conquistas para sentir plenitude. Basta estar ali, diante do espetáculo gratuito, e deixar que a luz nos atravesse.

Talvez seja por isso que tantos escolhem esse lugar para recomeçar. Ponta Negra é mais do que uma praia: é um símbolo de esperança. Cada fim de tarde é como uma página em branco, pronta para ser escrita com novos sonhos, novas promessas, novas conquistas. Quem observa o sol se despedindo entende que a vida é feita de tentativas, e que sempre haverá uma nova oportunidade de fazer diferente.

O vento que sopra do mar traz consigo histórias antigas. Fala dos pescadores que desafiam as ondas, das famílias que se reúnem para celebrar, dos jovens que descobrem o amor à beira da praia. Cada sopro é uma memória, cada brisa é um segredo. E quem se deixa envolver por esse vento percebe que a vida é feita de encontros: encontros com pessoas, com lugares, com momentos. O pôr do sol é um desses encontros, talvez o mais democrático de todos, porque pertence a todos e não cobra nada em troca.

E assim, enquanto o céu se apaga lentamente, nasce dentro de cada um a certeza de que o amanhã pode ser melhor. Que este seja, oficialmente ou não, o começo de um ano maravilhoso. Com mais paz, mais conquistas, mais saúde e muitos fins de tarde assim, daqueles que lembram a gente de agradecer só por estar aqui. Porque, no fundo, é isso que importa: estar presente, sentir, viver. O resto é detalhe.

O sol se despede, mas deixa sua marca. O céu guarda o laranja como lembrança, o mar reflete o dourado como promessa, e a cidade se prepara para a noite com a leveza de quem sabe que amanhã tudo recomeça. Em Ponta Negra, cada pôr do sol é um convite: viver mais devagar, sentir mais profundamente, agradecer mais intensamente. E quem aceita esse convite descobre que a vida, afinal, é feita de instantes. Instantes que, como o sol, se repetem todos os dias, mas nunca são iguais.

 

Foto de Lúcio Azevedo, extraída de sua página no Facebook.

© Alberto Araújo

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