terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

HOMENAGEM DE ANIVERSÁRIO A MATILDE CARONE SLAIBI CONTI

(Clicar na imagem para ver o pequeno vídeo)

No dia 24 de fevereiro celebramos o aniversário de Matilde Carone Slaibi Conti, personalidade de destaque no cenário cultural, acadêmico e jurídico brasileiro. Sua trajetória é marcada pela dedicação, competência e compromisso com a cultura, a educação e a ética profissional. Reconhecida pela seriedade e pelo empenho em fortalecer instituições e valores, Matilde é referência de liderança e companheirismo, inspirando colegas, amigos e familiares com sua postura firme e ao mesmo tempo acolhedora. 

Nascida em Visconde do Rio Branco, Minas Gerais, filha de Nagib Slaibi e Helena Carone Slaibi, Matilde construiu uma carreira multifacetada. Graduada em Odontologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora e em Direito pela Universidade Candido Mendes, possui doutorado e pós-doutorado em Ciências Jurídicas e Sociais. Sua atuação profissional abrange desde a odontologia até o direito, com destaque para sua expertise em Direito Civil e Processo Civil. É autora de obras relevantes como Direito Odontológico, Da Pedofilia: Aspectos Psicanalíticos, Jurídicos e Sociais do Perverso Sexual e Biodireito: A Norma da Vida, além de títulos que abordam temas históricos e literários, como Epopeia da Imigração Libanesa e A História do Rotary Niterói. 

Sua produção literária e acadêmica é vasta, contribuindo para o debate jurídico e cultural, e consolidando seu papel como intelectual de referência. Em reconhecimento, recebeu títulos como Intelectual do Ano 2016 e Personalidade Gold 2024, além de homenagens da Rede Sem Fronteiras e da Academia de Letras e Artes de Portugal (ALA), onde foi empossada como membro correspondente. 

No campo cultural, Matilde exerce liderança como Presidente do Elos Internacional da Comunidade Lusíada, da Academia Brasileira Rotária de Letras - Estado do Rio de Janeiro e do Cenáculo Fluminense de História e Letras, Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói instituições que promovem o diálogo entre culturas, preservam tradições e incentivam a produção intelectual. 

Sua atuação também se estende ao Rotary Club de Niterói, onde é vice-presidente, e à Casa da Amizade de Niterói, como diretora, sempre pautada pela solidariedade e pelo fortalecimento da amizade. 

Na esfera jurídica, como Procuradora e Vice-presidente da OAB-Niterói, Matilde defende a ética e a valorização da advocacia, reafirmando o papel essencial da justiça como instrumento de cidadania. Sua atuação é marcada pela seriedade e pelo compromisso com princípios que sustentam a vida pública e profissional. 

No campo acadêmico, como Professora decana da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), Matilde tem dedicado décadas à formação de profissionais e intelectuais, transmitindo não apenas conhecimento técnico, mas também valores humanos que moldam gerações. Sua contribuição ultrapassa a sala de aula, alcançando a vida cultural e social da comunidade acadêmica.

Em cada espaço que ocupa, Matilde demonstra companheirismo e generosidade, equilibrando rigor e humanidade. Sua liderança é sempre acompanhada de respeito e acolhimento, tornando-a uma figura admirável e inspiradora. 

Neste aniversário, celebramos uma trajetória que une cultura, educação, ética e solidariedade. Matilde Carone Slaibi Conti é exemplo de liderança comprometida com o bem comum e de companheirismo que fortalece laços humanos. Sua vida é testemunho de que o conhecimento, quando aliado à empatia, transforma não apenas instituições, mas também pessoas e comunidades. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

A FUNDAÇÃO DO NÚCLEO DA REDE SEM FRONTEIRAS EM NITERÓI - UM MARCO CULTURAL EM NOSSA CIDADE


No dia 23 de fevereiro de 2026, às 19h, Niterói viveu um momento histórico para a cultura e a integração internacional: a Live de Fundação do Núcleo da Rede Sem Fronteiras (RSF). Conduzida com elegância e simpatia pela Vice-presidente Cultural Mundial da RSF, Ana Maria Tourinho, representante da instituição no estado do Rio de Janeiro, a cerimônia foi realizada de forma privada pela plataforma Google Meet e marcou o início de uma nova etapa de expansão da Rede Sem Fronteiras no Brasil. 

Logo após a abertura conduzida por Ana Maria Tourinho, foi apresentada a presidente local do Núcleo de Niterói, Matilde Carone Slaibi Conti, que assumiu oficialmente a liderança da nova diretoria. Sua presença deu o tom de seriedade e inspiração ao evento, simbolizando o compromisso da cidade com a missão global da RSF.

Mais do que um ato formal, a Fundação do Núcleo da RSF em Niterói é um gesto simbólico de união e compromisso com a cultura, a educação e a cidadania. A transmissão online permitiu que todos os membros participassem e testemunhassem este marco, reforçando o caráter inclusivo e global da instituição.

Com Matilde Slaibi Conti à frente e uma diretoria comprometida, o núcleo nasce com vigor e credibilidade, pronto para desenvolver projetos culturais e sociais que ampliem o alcance da Rede Sem Fronteiras no estado do Rio de Janeiro.

A Fundação do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói é um capítulo memorável na história da cultura brasileira e internacional. Liderado por duas mulheres inspiradoras, Dyandreia Valverde Portugal e Matilde Slaibi Conti,  este movimento reafirma que a cultura é o caminho mais poderoso para unir povos e construir um futuro de solidariedade e cooperação. 

Estiveram presentes todos os membros da diretoria, que foram anunciados e celebrados como parte fundamental desta jornada: 

Presidente: Matilde Carone Slaibi Conti

1ª Vice-Presidente: Nagib Slaibi Filho

2ª Vice-Presidente: Karin Rangel

1ª Diretora Financeira: Marli Marinho

2ª Diretora Financeira: Ana Paula Aguiar

Diretora Institucional: Sabrina Campos da Cunha

Secretária: Jocelin Marry Viana Nery

Diretora Cultural e de Eventos: Ângela Maria Riccomi de Paula

Conselho Fiscal: Maria da Conceição Panait, Luciane Queiroz e Maria Otília Marques Camillo

Diretor de Marketing: Rubens Carrilho Fernandes 

Cada nome representa não apenas uma função administrativa, mas um compromisso pessoal com a missão da Rede Sem Fronteiras. A diversidade de experiências reunidas nessa diretoria é reflexo da pluralidade que caracteriza a instituição e será a base para o desenvolvimento de projetos culturais e sociais em Niterói. 

A FORÇA DA LIDERANÇA DE DYANDREIA VALVERDE PORTUGAL 

A presidente mundial da RSF, Dyandreia Valverde Portugal, é uma personalidade de destaque no cenário cultural internacional. Jornalista e escritora, ela tem dedicado sua trajetória à promoção da literatura e das artes, sempre com uma visão integradora e de valorização das diferenças. Sob sua liderança, a Rede Sem Fronteiras se consolidou como uma plataforma global, capaz de reunir escritores, artistas e gestores culturais em torno de um ideal comum: a cultura como linguagem universal. 

MATILDE SLAIBI CONTI: UMA LIDERANÇA MULTIFACETADA 

A presidente do Núcleo de Niterói, Matilde Slaibi Conti, é uma figura de destaque no cenário cultural, acadêmico e jurídico. Sua trajetória é marcada por dedicação e competência em múltiplas áreas: Presidente do Elos Internacional da Comunidade Lusíada, da Academia Brasileira Rotária de Letras – seção Rio de Janeiro e do Cenáculo Fluminense de História e Letras.

Vice-presidente do Rotary Club de Niterói e Diretora da Casa da Amizade de Niterói.Procuradora e Vice-presidente da OAB-Niterói, atuando em defesa da ética e da valorização da advocacia. Professora decana da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), contribuindo há décadas para a formação de profissionais e intelectuais. 

Aceitar o desafio de presidir o Núcleo da RSF em Niterói é mais uma demonstração de sua disposição em servir à sociedade e à cultura. Sua liderança é marcada pela capacidade de unir pessoas e instituições em torno de objetivos comuns, sempre com foco na valorização da cultura e na promoção da cidadania. 

Portanto, a Fundação do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói não é apenas um ato administrativo ou uma cerimônia protocolar: é um símbolo vivo de transformação cultural. Sob a inspiração de duas líderes que se tornaram referências, Dyandreia Valverde Portugal, com sua visão global e integradora, e Matilde Slaibi Conti, com sua força local e multifacetada, este núcleo nasce como um farol que ilumina caminhos de diálogo, arte e cidadania.

O que se inaugurou em Niterói é mais do que um capítulo da história cultural brasileira e internacional: é um movimento de continuidade e esperança, que reafirma que a cultura não conhece fronteiras e que a união de talentos e instituições pode construir pontes sólidas entre povos. 

Assim, o núcleo de Niterói surge como uma promessa de futuro: um espaço onde a literatura, a arte e a memória se encontram para gerar solidariedade, cooperação e criatividade. Um marco que não apenas celebra o presente, mas projeta um amanhã em que a cultura será sempre a linguagem universal capaz de unir corações e transformar sociedades.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




 

BOLETRAS – BOLETIM DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS – PRESIDENTE MÁRCIA PESSANHA EDIÇÃO Nº 50 – JANEIRO E FEVEREIRO DE 2026.

EDITORIAL – MÁRCIA PESSANHA

JANEIRO E FEVEREIRO - RÉVEILLON E CARNAVAL, ESPERANÇA E ALEGRIA NO DESFILE DO TEMPO.

Janeiro, do latim “januaris”, homenageia o deus romano Jano, protetor das portas e das transições, que possui duas faces: uma olha o passado, outra o futuro, daí a euforia do réveillon, com esperanças para o novo ano.

A seguir, com as máscaras da folia carnavalesca vem Fevereiro, do latim “februaris”, alusivo ao festival romano “Februalia”, assim sua ligação com o Carnaval, de raízes em rituais antigos, incluindo celebrações pagãs e tradições cristãs. 

Dentre os festivais da Antiguidade destacam-se as Saturnais romanas e as Dionisíacas gregas, marcadas por banquetes, danças e inversões de papéis sociais, permitindo que as pessoas se libertassem de normas e padrões e se entregassem à diversão. As máscaras lhes possibilitavam ocultar a identidade, então se sentiam livres para extravasar sentimentos. 

Vale acrescentar que o profano e o sagrado se mesclaram com a ascensão do cristianismo, quando tradições pagãs foram adaptadas ao calendário litúrgico. E o Carnaval passa a ser celebrado como despedida da carne antes da Quaresma, período de jejum e abstinência antecedendo a Páscoa. Isto porque a palavra carnaval vem do latim “carnis levale”, que significa retirar a carne (cortar o que pesa, liberar o corpo e o espírito) para entrar de alma “limpa” na Quaresma – refletindo a conexão com a abstinência no período quaresmal. 

No século XVII, os colonizadores portugueses trouxeram o Carnaval para o Brasil com o “entrudo”, brincadeira que consistia em jogar água, farinha, tinta etc. uns nos outros. Esse folguedo se expandiu na cultura popular e chegou a vez de jogar confetes, serpentinas e lança-perfumes, organizar blocos de rua, dos sujos, desfiles... 

Com o tempo, essa prática foi evoluindo e se misturou com tradições africanas, pois os escravizados se divertiam ao som de batuques e ritmos trazidos da África, que se misturaram com os gêneros musicais portugueses. O samba e a marchinha emergiram dessa fusão.

No início do século XX, o Carnaval passou a se organizar de forma mais estrutural. Atualmente grandes escolas de samba desfilam com aparato espetacular, disputando classificação. Embora se apresentem com muita beleza e esplendor, perderam a espontaneidade dos carnavais de outrora, deixando passos de saudade nas passarelas. 

De qualquer forma, o Carnaval é um rico mosaico de influências culturais e históricas, que refletem a diversidade e a criatividade do povo brasileiro.

A marchinha “O Primeiro Clarim” bem expressa a euforia, o deixar-se levar pela contagiante animação carnavalesca, em que o folião supera fronteiras, faz uma “catarse”, deixa a tristeza de lado:

 

Hoje eu não quero sofrer

Hoje eu não quero chorar

Deixei a tristeza lá fora

Mandei a saudade esperar, lá-rá-rá...

 

Hoje eu não quero sofrer

Quem quiser que sofra em meu lugar.

Quero me afogar em serpentinas

quando ouvir o primeiro clarim tocar

 

Quero ouvir milhões de Colombinas

a cantar trá-lá-lá-lá-lá-lá

Quero me perder de mão em mão

Quero ser ninguém na multidão

E viva a folia momesca!

Márcia Pessanha 

Presidente da AFL









 

O SOL DE PONTA NEGRA - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO



Em Ponta Negra, o céu se veste de laranja como quem se prepara para uma festa silenciosa. O sol, majestoso e paciente, desce devagar atrás das montanhas, como se soubesse que sua despedida é aguardada por todos. Há algo de ritual nesse instante: os pescadores recolhem suas redes, os moradores diminuem o ritmo das conversas, os turistas param para fotografar, e até os pássaros parecem ajustar o voo para não perder o espetáculo. É como se a cidade inteira respirasse mais leve, suspensa entre o fim e o começo.

O mar, que durante o dia é inquieto e cheio de vozes, agora se aquieta. As ondas se tornam mais compassadas, como se acompanhassem o ritmo lento do sol que se despede. O horizonte se pinta em camadas: primeiro o dourado, depois o vermelho intenso, e por fim o violeta que anuncia a noite. Cada cor é uma promessa, cada nuance é uma lembrança. Quem observa entende, sem precisar de palavras, que a vida é feita de ciclos, e que cada pôr do sol é uma nova chance de tentar de novo.

Há quem diga que o pôr do sol em Ponta Negra é diferente de todos os outros. Talvez seja exagero, talvez seja verdade. Mas quem já esteve ali sabe que há uma energia única, uma espécie de convite silencioso para agradecer. Agradecer por estar vivo, por ter chegado até aquele momento, por poder testemunhar a beleza gratuita que a natureza oferece. Não é preciso muito: basta estar presente, basta deixar-se tocar pela luz que se desfaz no mar.

Enquanto o sol se esconde, a cidade parece se transformar. As ruas ganham um tom mais íntimo, os bares começam a se encher de vozes, e os primeiros acordes de violão ecoam de alguma varanda. É o prenúncio da noite, mas também é o prolongamento do dia. Em Maricá, o tempo não se divide em horas exatas: ele se mede em sensações. O dia termina quando o sol se despede, e a noite começa quando os olhos se acostumam ao brilho das estrelas.

E é nesse instante, entre o fim e o começo, que surge a reflexão inevitável: quantas vezes deixamos de perceber a beleza que nos cerca? Quantas vezes nos esquecemos de que estar vivo já é motivo suficiente para agradecer? O pôr do sol em Ponta Negra parece nos lembrar disso. Ele nos ensina que não é preciso grandes conquistas para sentir plenitude. Basta estar ali, diante do espetáculo gratuito, e deixar que a luz nos atravesse.

Talvez seja por isso que tantos escolhem esse lugar para recomeçar. Ponta Negra é mais do que uma praia: é um símbolo de esperança. Cada fim de tarde é como uma página em branco, pronta para ser escrita com novos sonhos, novas promessas, novas conquistas. Quem observa o sol se despedindo entende que a vida é feita de tentativas, e que sempre haverá uma nova oportunidade de fazer diferente.

O vento que sopra do mar traz consigo histórias antigas. Fala dos pescadores que desafiam as ondas, das famílias que se reúnem para celebrar, dos jovens que descobrem o amor à beira da praia. Cada sopro é uma memória, cada brisa é um segredo. E quem se deixa envolver por esse vento percebe que a vida é feita de encontros: encontros com pessoas, com lugares, com momentos. O pôr do sol é um desses encontros, talvez o mais democrático de todos, porque pertence a todos e não cobra nada em troca.

E assim, enquanto o céu se apaga lentamente, nasce dentro de cada um a certeza de que o amanhã pode ser melhor. Que este seja, oficialmente ou não, o começo de um ano maravilhoso. Com mais paz, mais conquistas, mais saúde e muitos fins de tarde assim, daqueles que lembram a gente de agradecer só por estar aqui. Porque, no fundo, é isso que importa: estar presente, sentir, viver. O resto é detalhe.

O sol se despede, mas deixa sua marca. O céu guarda o laranja como lembrança, o mar reflete o dourado como promessa, e a cidade se prepara para a noite com a leveza de quem sabe que amanhã tudo recomeça. Em Ponta Negra, cada pôr do sol é um convite: viver mais devagar, sentir mais profundamente, agradecer mais intensamente. E quem aceita esse convite descobre que a vida, afinal, é feita de instantes. Instantes que, como o sol, se repetem todos os dias, mas nunca são iguais.

 

Foto de Lúcio Azevedo, extraída de sua página no Facebook.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





 

ROTARY INTERNATIONAL: 121 ANOS DE SERVIÇO À HUMANIDADE - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, o Focus Portal Cultural presta sua homenagem ao Rotary International, que em 2026 celebra 121 anos de existência. Uma trajetória marcada pela dedicação à paz, à amizade entre os povos e ao compromisso inabalável com o serviço humanitário.



O legado de Paul Harris 

Em 23 de fevereiro de 1905, em Chicago, Paul Harris reuniu três amigos: Gustavus Loehr, Silvester Schiele e Hiram Shorey, para formar um círculo de amizade e apoio mútuo. Nascia ali o primeiro Rotary Club, que rapidamente se expandiria para além das fronteiras dos Estados Unidos, tornando-se uma organização internacional. Harris acreditava que profissionais unidos em torno de valores éticos poderiam transformar comunidades e promover a paz. Sua visão se tornou realidade e continua a inspirar milhões de rotarianos em todo o mundo. 

Já em 1910, o Rotary se consolidava como uma associação nacional e, pouco depois, internacional. A criação da Rotary Foundation, em 1917, foi um marco decisivo: um fundo destinado a apoiar projetos educacionais, de saúde e de desenvolvimento comunitário. Desde então, milhares de iniciativas foram financiadas, levando esperança e progresso a regiões carentes. 

O Rotary esteve presente em momentos históricos cruciais. Em 1945, rotarianos participaram da Conferência de São Francisco, contribuindo para a fundação da Organização das Nações Unidas. Essa ligação com a diplomacia e a paz mundial reforça o papel da instituição como ponte entre culturas e povos. 

Um dos capítulos mais notáveis da história do Rotary é a campanha pela erradicação da poliomielite. Em 1979, o primeiro projeto de vacinação foi realizado nas Filipinas. Em 1985, nasceu o programa PolioPlus, que se tornou uma das maiores iniciativas de saúde pública da história. Graças ao esforço conjunto do Rotary, da OMS, do UNICEF e da Fundação Bill & Melinda Gates, milhões de crianças foram imunizadas, e a pólio está hoje próxima da erradicação definitiva. 

Em 1989, o Rotary abriu suas portas para mulheres, ampliando a diversidade e fortalecendo ainda mais sua rede global. Essa decisão foi fundamental para que a organização refletisse os valores de igualdade e inclusão que defende. 

Com mais de 1,2 milhão de membros em mais de 200 países, o Rotary continua a ser uma força transformadora. Projetos de combate à fome, acesso à água potável, educação de qualidade e promoção da paz são desenvolvidos diariamente por clubes locais, conectados por uma missão global.

Durante a pandemia de COVID-19, o Rotary mostrou sua capacidade de resposta rápida, apoiando comunidades com equipamentos médicos, campanhas de conscientização e auxílio social. Essa atuação reforçou sua relevância contemporânea.

DE PAUL HARRIS A BABALOLA 

Se Paul Harris foi o visionário que plantou a semente, líderes como Rotary International President Gordon McInally (2023-24) e Rotary International President Babalola (2025-26) representam a continuidade desse legado. Babalola, com sua liderança inspiradora, reafirma o compromisso do Rotary com a paz, a amizade e o desenvolvimento sustentável, guiando a organização em um mundo cada vez mais interconectado e desafiador.

Uma celebração de 121 anos 

Em 2026, o Rotary celebra 121 anos de serviço à humanidade. São mais de doze décadas de histórias de solidariedade, amizade e impacto positivo. Cada rotariano, em cada canto do planeta, é parte dessa narrativa grandiosa. O Rotary não é apenas uma organização: é um movimento que une pessoas em torno de valores universais.

O Focus Portal Cultural, sob a curadoria de Alberto Araújo, saúda todos os rotarianos, do passado, do presente e do futuro. A cada clube, a cada voluntário, a cada liderança que dedica tempo e energia para transformar vidas, nosso reconhecimento e gratidão.  

Que o exemplo de Paul Harris continue a iluminar o caminho. Que a liderança de Babalola inspire novas gerações. Que o Rotary siga sendo, por muitos séculos, um farol de paz, amizade e serviço.


@Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




















domingo, 22 de fevereiro de 2026

MAGDA BELLOTI & TALITHA PERES - THE MAN I LOVE DE GEORGE GERSHWIN

(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)

 

O vídeo apresenta a performance de Magda Belloti, voz e Talitha Peres, piano para o clássico "The Man I Love", de George e Ira Gershwin.

 

LETRA

Someday he'll come along

The man I love

And he'll be big and strong

The man I love

And when he comes my way

I'll do my best to make him stay

 

He'll look at me and smile

I'll understand

And in a little while

He'll take my hand

And though it seems absurd

I know we both won't say a word

 

Maybe I shall meet him Sunday

Maybe Monday, maybe not

Still I'm sure to meet him one day

Maybe Tuesday will be my good day

 

He'll build a little home

Just meant for two

From which I'll never roam

Who would? Would you?

And so all else above

I'm waiting for the man I love

 

Maybe I shall meet him Sunday

Maybe Monday, maybe not

Still I'm sure to meet him one day

Maybe Tuesday will be my good day

 

He'll build a little home

Just meant for two

From which I'll never roam

Who would? Would you?

And so all else above

I'm waiting for the man I love


Esta versão destaca-se pelo arranjo íntimo e sofisticado. A interpretação de Magda Belloti foca no controle emocional e na clareza da dicção, enquanto o acompanhamento de Talitha Peres traz harmonias ricas que remetem tanto ao cancioneiro americano o Great American Songbook, quanto a toques sutis de música de câmara. 

GERSHWIN SOB A LENTE DE MAGDA BELLOTI E TALITHA PERES

A música, quando atinge o estado de arte pura, deixa de ser uma sucessão de notas para se tornar um documento do tempo. No vídeo em questão, o que testemunhamos não é apenas uma "cover" de um clássico, mas um encontro de linhagens. De um lado, o gênio que rompeu as barreiras entre o popular e o erudito no século XX; do outro, duas artistas brasileiras que tratam o som com a precisão de um cirurgião e a alma de um poeta. 

GEORGE GERSHWIN - O ARQUITETO DO SONHO AMERICANO 

Falar de George Gershwin é falar da própria invenção da modernidade musical. Nascido no Brooklyn, filho de imigrantes, Gershwin foi o alquimista que conseguiu fundir o ritmo sincopado do Jazz das ruas de Nova York com a sofisticação estrutural da música clássica europeia.

"The Man I Love", composta originalmente em 1924 para o musical Lady, Be Good, é o exemplo perfeito de sua maestria. A canção quase foi descartada após ser cortada de três produções diferentes antes de se tornar um standard global. O que Gershwin criou aqui não foi apenas uma melodia, mas uma atmosfera de expectativa. A harmonia de Gershwin é melancólica, mas carrega uma "blue note" de esperança. Ele não escrevia apenas para o ouvido; ele escrevia para a saudade de algo que ainda não aconteceu. 


O DUO MAGDA BELLOTI E TALITHA PERES 

Quando artistas do calibre de Magda Belloti (voz) e Talitha Peres (piano) se debruçam sobre uma obra dessas, o resultado é uma construção respeitosa e profunda. 

MAGDA BELLOTI: A VOZ COMO INSTRUMENTO NARRATIVO 

Magda não se limita a cantar as notas; ela as habita. Sua interpretação de "The Man I Love" foge do óbvio. Enquanto muitas cantoras de jazz optam pelo improviso virtuosístico excessivo (o scat), Belloti escolhe a economia do sentimento. Cada palavra é enunciada com uma clareza que revela a vulnerabilidade da letra de Ira Gershwin. 

Sua técnica vocal é impecável, permitindo que ela transite por dinâmicas suaves sem perder o apoio ou a sustentação. Ela entende que, nesta canção, o silêncio e as pausas são tão importantes quanto o som. Ela canta como quem conta um segredo ao ouvinte, transformando o palco ou o estúdio em um confessionário íntimo. 

TALITHA PERES: A MAESTRIA NAS TECLAS 

Ao piano, Talitha Peres prova por que é uma das pianistas mais respeitadas em seu gênero. O piano de Talitha não é um mero acompanhamento; é uma segunda voz. Ela possui o toque "perolado" necessário para Gershwin, mas também a força rítmica para sustentar a estrutura da canção sem a necessidade de uma seção rítmica completa, baixo e bateria.

As harmonizações e os preenchimentos que Talitha insere entre as frases de Magda mostram uma profunda compreensão do vocabulário do piano jazzístico e erudito. Ela utiliza o pedal de sustentação para criar ressonâncias que envolvem a voz, criando uma "cama" harmônica onde a melodia pode flutuar com liberdade. 

O IMPACTO DA INTERPRETAÇÃO: POR QUE ESTE VÍDEO É RELEVANTE? 

Vivemos em uma era de saturação sonora, onde a música muitas vezes é produzida para ser descartável. O encontro de Magda Belloti e Talitha Peres é um antídoto para isso. Elas nos lembram de que a música de câmara, esse formato reduzido e focado na interação humana direta, ainda é a forma mais poderosa de comunicação artística. 

Ao escolherem o repertório de Gershwin, elas estabelecem uma ponte entre o Brasil e o mundo. Elas mostram que a música brasileira, rica em sua essência, tem total afinidade com o Jazz de vanguarda, pois ambos bebem da mesma fonte: a liberdade de expressão através do rigor técnico. 

A ausência de artifícios tecnológicos coloca o foco na qualidade do timbre e da interpretação. É possível notar a troca de olhares e a antecipação mútua. Elas respiram juntas. Ao interpretar Gershwin com tamanha qualidade, elas ajudam a manter viva a chama da música que exige escuta atenta. 

George Gershwin ficaria orgulhoso. "The Man I Love" é uma promessa de encontro, e o encontro entre Magda Belloti e Talitha Peres é a realização dessa promessa no campo da música. Elas não apenas executam uma partitura; elas dão vida a um mito, provando que, enquanto houver artistas dessa magnitude, o "homem, ou a arte, que amamos" sempre estará presente. 

O vídeo é, em última análise, uma aula de elegância, técnica e paixão. É a prova de que o talento, quando aliado ao estudo profundo, resulta em algo que o tempo não pode apagar. Incrivelmente belo! 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




21 DE FEVEREIRO DE 2026 – CELEBRAMOS OS 162 ANOS DO NASCIMENTO DE COELHO NETO – EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Há datas que não se apagam da memória cultural de um povo. O 21 de fevereiro de 1864, em Caxias, Maranhão, é uma dessas marcas indeléveis: nasceu Henrique Maximiano Coelho Neto, personalidade monumental da literatura brasileira, cuja obra atravessou fronteiras e séculos. Hoje, 21 de fevereiro de 2026, celebramos 162 anos de seu nascimento, reafirmando a vitalidade de um autor que soube traduzir em palavras a alma múltipla do Brasil. 

Coelho Neto era fruto de uma união simbólica: filho do português António da Fonseca Coelho e da indígena Ana Silvestre Coelho. Essa fusão de raízes europeias e indígenas moldou sua sensibilidade e deu à sua escrita uma riqueza que dialogava com o universal sem perder o vínculo com o nacional. 

Poucos escritores brasileiros tiveram uma produção tão vasta e diversificada. Coelho Neto foi:

Romancista que explorou os dramas humanos e sociais.

Contista e cronista atento ao cotidiano e às nuances da vida urbana.

Folclorista que valorizou as tradições populares.

Teatrólogo e crítico que contribuiu para o desenvolvimento das artes cênicas.

Professor e político, sempre engajado na formação cultural e cívica do país. 

Sua pena era incansável, e sua obra, volumosa, conquistou leitores em todo o Brasil e em Portugal. No final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, foi considerado um dos autores mais lidos e celebrados. 

Reconhecimento e Legado

Membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, ao lado de nomes como Machado de Assis;  Indicado ao Prêmio Nobel de Literatura, representando Brasil e Portugal; Reverenciado por gerações de leitores e estudiosos, que viam nele um verdadeiro arquiteto da palavra. 

Em 1964, a Biblioteca Nacional celebrou o centenário de seu nascimento com uma exposição especial, cujo catálogo permanece disponível na BN Digital. Já em 2016, inaugurou a série “Documentos Literários”, tendo como primeira postagem o manuscrito do conto Os Pombos, reafirmando a relevância de sua obra para a memória literária nacional. 

Mais do que escritor, Coelho Neto foi intérprete da alma brasileira. Sua obra reflete: A pluralidade cultural do país. A valorização das tradições populares. A busca por uma identidade literária que dialogasse com o mundo sem perder suas raízes. 

Ele compreendia que a literatura é ponte entre passado e futuro, entre o íntimo e o coletivo, entre o Brasil e o mundo.

Hoje, ao celebrarmos os 162 anos de Coelho Neto, não apenas lembramos o nascimento de um escritor. Celebramos a permanência de uma voz que ecoa através do tempo, lembrando-nos que a literatura é força viva, capaz de moldar consciências e inspirar gerações. 

Coelho Neto não foi apenas um homem de letras: foi um construtor de imaginários, um guardião da memória e um visionário da cultura brasileira. Sua obra continua a nos desafiar e a nos encantar, reafirmando que o Brasil é terra fértil de grandes criadores. 

Que esta efeméride seja não apenas uma lembrança, mas um convite: ler Coelho Neto é reencontrar o Brasil em sua essência, é ouvir o pulsar de uma nação que se constrói pela palavra. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural