No dia 15 de maio de 1891, o Papa Leão
XIII publicou a encíclica Rerum Novarum (“Das coisas novas”), um documento que
se tornaria marco inaugural da Doutrina Social da Igreja. O documento destacou a importância da
dignidade do trabalho humano e da justiça nas relações sociais, tornando-se
referência ética e espiritual para gerações. A data de 15 de maio passou a
simbolizar a continuidade dessa reflexão, sendo retomada em outros momentos
históricos.
A Rerum Novarum não apenas inaugurou
uma nova fase na reflexão da Igreja sobre os problemas sociais, mas também
estabeleceu uma tradição: a de publicar documentos de grande impacto em torno
da mesma data, o 15 de maio, evocando sua memória e atualizando seus princípios
diante das “coisas novas” de cada época.
Quarenta anos após a Rerum Novarum,
reafirmou seus princípios e introduziu o princípio da subsidiariedade,
defendendo que as instâncias menores da sociedade não devem ser absorvidas por
estruturas maiores sem necessidade. Foi também uma crítica contundente ao
totalitarismo e às ideologias que ameaçavam a dignidade humana.
Mater et Magistra em 1961, Papa João
XXIII. Setenta anos depois, trouxe à tona a questão da justiça social em escala
global, abordando desigualdades entre países ricos e pobres e defendendo maior
participação dos trabalhadores na gestão das empresas. Publicada também em 15
de maio, reforçou a simbologia da data.
Outras encíclicas sociais, como a
Laborem Exercens (1981, João Paulo II) e a Caritas in Veritate (2009, Bento
XVI), ampliaram o horizonte da reflexão, incluindo temas como tecnologia,
globalização e ética no desenvolvimento.
Em 15 de maio de 2026, o Papa Leão XIV
retomou a tradição ao lançar sua primeira encíclica, intitulada Magnifica
Humanitas. O documento trouxe para o centro da reflexão questões contemporâneas
como a inteligência artificial, a crise do direito internacional e os desafios
da paz mundial. Assim como Leão XIII em 1891, Leão XIV buscou responder às
“coisas novas” de nosso tempo, reafirmando que a dignidade humana deve ser o
critério fundamental diante das transformações tecnológicas e geopolíticas.
Celebrar os 135 anos da Rerum Novarum
é reconhecer que a Igreja Católica, por meio de suas encíclicas sociais,
construiu um patrimônio de reflexão ética que atravessa gerações. Cada
documento, publicado em momentos históricos distintos, dialoga com os dilemas
de seu tempo, mas todos convergem para um mesmo núcleo: a defesa da dignidade
humana, da justiça social e da solidariedade.
De 1891 a 2026, o fio condutor
permanece: diante das “coisas novas” que surgem, a Igreja reafirma que o ser
humano não pode ser reduzido a instrumento de produção, nem a mero dado
estatístico em sistemas tecnológicos. A Rerum Novarum abriu caminho; a Magnifica
Humanitas atualiza esse percurso, mostrando que a tradição continua viva e
necessária.
O 15 de maio tornou-se uma data
emblemática, símbolo da continuidade e da renovação da Doutrina Social da
Igreja. De Leão XIII a Leão XIV, passando por Pio XI e João XXIII, cada Papa
reafirmou que a fé cristã não se limita ao âmbito espiritual, mas se compromete
com a construção de uma sociedade mais justa e humana.
Ao recordar os 135 anos da Rerum
Novarum, não celebramos apenas um documento, mas uma herança viva que atravessa
séculos e continua a inspirar. De Leão XIII a Leão XIV, cada encíclica social é
como uma chama que se reacende, iluminando os caminhos da humanidade diante das
“coisas novas” de cada tempo. Hoje, essa tradição nos lembra de que a dignidade
humana é sempre o ponto de partida e de chegada, e que a justiça e a solidariedade
são os pilares de uma sociedade verdadeiramente fraterna.
Que o 15 de maio
permaneça como uma luz cultural e espiritual, convidando-nos a olhar para o
futuro com esperança e coragem, sem perder de vista o valor eterno da pessoa
humana.
Hoje,
a advocacia de Niterói não apenas celebra 31 anos de uma história gloriosa da
sua Escola Superior de Advocacia a ESA; ela inaugura um novo capítulo de modernidade
e inclusão tecnológica. Sob o lema "Tradição que inspira, Inovação que
conecta", foi oficialmente entregue o novo Espaço Digital da ESA-Niterói,
um marco que redefine o suporte institucional ao advogado na era da informação.
A
solenidade, ocorrida no 9º andar da icônica Casa do Advogado, na Avenida Amaral
Peixoto, contou com a presença da cúpula da OAB-Niterói, demonstrando a união
de propósitos em prol do aperfeiçoamento da classe. O Dr. Pedro Gomes, Presidente
da OAB-Niterói, reafirmou seu compromisso com uma gestão que prioriza
ferramentas reais de trabalho para o cotidiano do advogado. Ao seu lado, a Dra.
Matilde Slaibi Conti, Vice-Presidente, destacou o valor humanístico e cultural que
a escola mantém vivo há mais de três décadas, agora potencializado pelo ambiente
digital.
"Este
espaço não é apenas físico; é um portal de oportunidades. A tecnologia é o meio,
mas o conhecimento jurídico de excelência continua sendo o nosso fim principal."
O
grande anfitrião do evento, o Diretor-Geral da ESA-Niterói, Dr. Júnior Rodrigues,
foi amplamente elogiado pelo trabalho primoroso que vem desenvolvendo. Sob sua
batuta, a ESA tem se tornado um baluarte de atualização técnica, oferecendo
cursos e infraestrutura que permitem ao advogado niteroiense competir em pé de
igualdade no mercado globalizado. A entrega do Espaço Digital é o coroamento de
uma visão estratégica que entende a necessidade de ambientes equipados para o
peticionamento, pesquisas e cursos híbridos.
O
evento também contou com a participação fundamental do Dr. Antônio Marconi,
Secretário-Geral, e de outras autoridades da Ordem, que testemunharam a
materialização de um projeto que une a solidez dos 31 anos da ESA com as demandas
da advocacia moderna. A ESA, criada em 15 de maio de 1995, prova que é possível
envelhecer com vigor, renovando-se a cada ciclo para servir com ética e inteligência.
O
novo Espaço Digital simboliza o respeito ao investimento feito pelos advogados em
sua instituição. Como uma entidade sem fins lucrativos, a ESA reafirma sua missão
de reaplicar cada recurso em benefício da própria classe, seja na modernização
das instalações ou na contratação de professores de alto nível. Com este novo
capítulo, a ESA-Niterói convida todos os advogados, estagiários e acadêmicos a
usufruírem de um ambiente pensado para o sucesso profissional. Presenças
Notáveis: Dr. Pedro Gomes – Presidente da OAB-Niterói; Dra. Matilde Carone Slaibi
Conti – Vice-Presidente da OAB-Niterói; Dr. Júnior Rodrigues – Diretor-Geral da
ESA-Niterói;Dr. Antônio Marconi – Secretário-Geral
da OAB-Niterói.
A NOVA FRONTEIRA DA ADVOCACIA: ESA NITERÓI CONSOLIDA
A EXCELÊNCIA EDUCACIONAL NA GESTÃO 2025-2027
A
advocacia contemporânea não comporta a estagnação. Em um cenário de profundas e
velozes transformações legislativas, tecnológicas e sociais, o aperfeiçoamento
técnico deixa de ser um mero diferencial para se tornar um imperativo de
sobrevivência e sucesso profissional. É exatamente nesse ponto de inflexão que
a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subseção Niterói, sob a liderança do
presidente Dr. Pedro Gomes ladeado da vice-presidente Dra. Matilde Carone
Slaibi Conti, reafirma o seu papel de vanguarda institucional. O grande motor
dessa engrenagem de transformação cultural e científica atende por um nome
histórico: a Escola Superior de Advocacia (ESA) de Niterói, que, sob a condução
primorosa de seu Diretor-Geral, Dr. Júnior Rodrigues, vivencia um de seus
capítulos mais brilhantes.
Fundada
em um momento de consolidação democrática e de reestruturação do ecossistema
jurídico fluminense, precisamente aos 15 dias de maio de 1995, a ESA Niterói
nasceu com a missão sagrada de promover a atualização, o aperfeiçoamento e o
aprimoramento profissional e cultural da advocacia. Ao longo de mais de três
décadas de uma trajetória irretocável, a instituição se consolidou como uma das
escolas de braço institucional mais antigas e respeitadas do país. O seu escopo
estatutário abrange desde a realização de cursos tradicionais, conferências
magnas, seminários temáticos, palestras dinâmicas e congressos de grande porte,
até a produção de estudos e pesquisas empíricas voltadas à difusão do
conhecimento perante toda a comunidade jurídica.
O
sucesso da ESA Niterói na atual gestão (biênio 2025-2027) não é fruto do acaso,
mas sim do alinhamento estratégico de três mentes brilhantes que compreendem as
dores e as aspirações da classe. O presidente da Subseção, Dr. Pedro Gomes, tem
se destacado por uma administração agregadora e moderna, abrindo as portas da
Casa do Advogado para a inovação e garantindo que a advocacia niteroiense tenha
à sua disposição uma infraestrutura de ponta e representatividade ativa. Ao seu
lado, a vice-presidente Dra. Matilde Carone Slaibi Conti aporta uma bagagem
acadêmica e humanística de valor inestimável. Pós-doutora, professora
universitária e autora de relevo, Dra. Matilde é o elo perfeito entre a
sensibilidade institucional e o rigor científico, servindo de inspiração para
as novas gerações de advogadas e advogados.
Na
linha de frente da execução desse projeto educacional está o Diretor-Geral da
ESA, Dr. Júnior Rodrigues. Com uma gestão qualificada universalmente como
primorosa, Dr. Júnior Rodrigues transformou a escola em um canteiro de
inovações pedagógicas e de inclusão social. Sua atuação enérgica, dinâmica e
extremamente técnica elevou o padrão dos cursos oferecidos, otimizando recursos
e estreitando laços com a comunidade acadêmica. Sob sua batuta, a ESA Niterói
não apenas cumpre o seu papel estatutário, mas antecipa as tendências do
mercado de trabalho, entregando aos profissionais ferramentas reais para o
enfrentamento dos desafios cotidianos nos tribunais.
O
pilar de sustentação da atual gestão da ESA é o aclamado PEC – Projeto de
Educação Continuada. Essa diretriz básica estabelece um ecossistema de
aprendizado orgânico, no qual as atividades da instituição são meticulosamente
direcionadas no sentido da atualização constante e permanente não apenas de
advogados veteranos, mas também de estagiários, acadêmicos e demais estudiosos
do Direito. O PEC compreende que o diploma de graduação é apenas o ponto de
partida. A verdadeira maestria jurídica exige um fluxo contínuo de oxigenação
teórica e prática.
Um
dos aspectos mais nobres da operação da ESA Niterói diz respeito à sua saúde
financeira e ao seu compromisso ético: a escola não possui fins lucrativos.
Toda a receita auferida por meio de suas atividades é integralmente reaplicada
na própria instituição. Esse modelo de autossustentabilidade visa diretamente à
melhoria contínua e ao desenvolvimento de suas instalações físicas e digitais,
assegurando um ambiente de estudos digno, moderno e confortável. O restante dos
recursos arrecadados é integralmente disponibilizado para honrar e remunerar o
corpo docente, composto por renomados juristas, magistrados, defensores,
procuradores e advogados de notório saber, garantindo que o nível de ensino
ministrado na Casa do Advogado permaneça no topo da pirâmide educacional do
estado.
Estruturalmente,
a ESA é diretamente subordinada à Presidência da Subseção e administrada com
rigor corporativo e pedagógico por um Conselho Diretor. Este conselho,
desenhado para equilibrar a eficiência operacional e a qualidade didática, é
composto pelo Diretor-Geral, por um Diretor Administrativo e por um Coordenador
Pedagógico, garantindo que cada decisão estratégica passe por um severo crivo
de viabilidade e relevância científica.
O
ápice dessa política de democratização do conhecimento e compromisso com o
desenvolvimento regional materializa-se no atual programa de pós-graduação
promovido pela ESA Niterói. Rompendo com o elitismo que historicamente afasta o
jovem profissional das especializações de alto nível, a atual gestão consolidou
uma parceria pioneira e de profundo impacto social com a Universidade Salgado
de Oliveira (Universo).
O
Curso de Pós-Graduação Atual, com foco nas áreas de Cognição, Jurisdição,
Mediação e Arbitragem, representa uma resposta direta às novas exigências do
Poder Judiciário e do mercado corporativo. Em um momento histórico em que os
métodos adequados de solução de conflitos (MASCs) ganham força e o contencioso
tradicional se mostra sobrecarregado, especializar profissionais em mediação e
arbitragem é um ato de responsabilidade social e inteligência estratégica.
Esse
programa destaca-se por seu formato inovador e de alto nível: Formato Híbrido e
Dinâmico: Organizado em quatro módulos estruturados, com duração total de oito
meses, combinando aulas síncronas e assíncronas com encontros presenciais
marcantes nas salas de aula da própria ESA.
Sob
a coordenação acadêmica direta de nomes históricos do direito fluminense, o
curso oferece uma imersão teórica e prática que prepara o aluno para atuar
tanto na esfera extrajudicial quanto nos tribunais.
O
caráter gratuito e de cunho social dessa pós-graduação democratiza o acesso ao
título de especialista, permitindo que a advocacia do Leste Fluminense se
qualifique sem comprometer o orçamento de seus escritórios em início de
carreira. É o conhecimento de ponta funcionando como ferramenta de ascensão
social e fortalecimento institucional.
A
ESA Niterói convida toda a comunidade jurídica a fazer parte desta revolução
cultural e educacional. A programação mensal de cursos, palestras e eventos do
PEC pode ser integralmente consultada e acompanhada pelos canais oficiais de
comunicação da instituição:
Site
Oficial: Por meio do portal eletrônico da OAB Niterói.
Correio
Eletrônico: Envio de dúvidas, inscrições e sugestões pelo e-mail esa.nit@oabrj.org.br.
Atendimento
Presencial: Diretamente na secretaria da ESA, um espaço planejado para acolher
o profissional, situado estrategicamente no 9º andar da Casa do Advogado,
localizada na Avenida Ernani do Amaral Peixoto, nº 507, Centro, Niterói/RJ.
Sob
a égide da gestão do Dr. Pedro Gomes e da Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, e
com a execução magistral do Dr. Júnior Rodrigues, a ESA Niterói prova que a
tradição e a modernidade caminham juntas quando o objetivo final é a
valorização intransigente da advocacia e a defesa cidadã do ordenamento
jurídico.
Poucas
obras conseguem unir a força da tradição bíblica, a profundidade da música
sacra e a majestade da orquestra como o cântico “Deus Noster Refugium”,
inspirado no Salmo 46. Este vídeo coral, apresentado sob a aura do Gregorian-Serenity_Official,
não é apenas uma execução musical: é uma experiência espiritual que transcende
o tempo, evocando séculos de fé, arte e devoção.
Contexto
Histórico
Jean-Philippe
Rameau (1683–1764), mestre barroco francês, é apontado como o compositor desta
versão monumental. Rameau foi um dos grandes inovadores da harmonia, e sua
música sempre buscou unir ciência e emoção.
A
edição posterior, possivelmente realizada por Camille Saint-Saëns, acrescenta
refinamento romântico e densidade instrumental, ampliando o impacto da obra.
A
tradição gregoriana, que remonta ao século VI, fornece a base espiritual: um
canto monódico, puro, que aqui se expande em seis vozes, órgão e instrumentos,
criando uma ponte entre o minimalismo medieval e a grandiosidade barroca.
Estrutura
Musical
Canto
gregoriano: a linha vocal principal mantém a simplicidade meditativa, evocando
a oração coletiva.
Orquestra
sinfônica: acordes profundos e evolutivos simbolizam a firmeza de Deus diante
do caos do mundo.
Afinação
em 432 Hz: escolhida para promover enraizamento e segurança interior,
reforçando a sensação de paz e estabilidade.
Harmonia
fluida: ao contrário de cânticos estáticos, esta obra se move como um rio,
refletindo o próprio versículo do salmo: “Há um rio cujas correntes alegram a
cidade de Deus.”
O
Texto Sagrado
O
Salmo 46 é um dos mais poderosos da Bíblia. Sua mensagem central é a confiança
absoluta em Deus como refúgio e fortaleza.
Trechos
como “Portanto, não temeremos, ainda que a terra se abale” ecoam com força
especial em tempos de crise, lembrando que a fé é capaz de sustentar o espírito
mesmo quando tudo ao redor parece ruir.
Em
latim, a sonoridade das palavras: “Deus noster refugium et virtus, carrega uma
musicalidade própria, que se torna ainda mais impactante quando cantada em
coro. A tradução para o português mantém o vigor: “O Senhor dos Exércitos está
conosco; o Deus de Jacó é o nosso amparo.”
Significado
Espiritual
Refúgio
divino: a música simboliza a fortaleza espiritual que protege contra as
tribulações.
Universalidade:
o salmo fala de guerras cessadas, armas quebradas e paz estabelecida,uma mensagem que atravessa culturas e épocas.
Contemplação:
o convite final, “Aquietai-vos e vede, porque eu sou Deus”, é uma chamada à
meditação, ao silêncio interior e à confiança plena.
Impacto
Estético
Assistir
ao vídeo é ser envolvido por uma atmosfera de majestade:
O
coro, em perfeita harmonia, transmite a sensação de comunidade e união.
O
órgão e os instrumentos sustentam a base sonora, como pilares de uma catedral
invisível.
A
alternância entre intensidade e suavidade reflete o próprio movimento da vida:
caos e ordem, medo e esperança, trevas e luz.
O
ensaio de “Deus Noster Refugium” não é apenas uma análise musical, mas um
testemunho da força que a arte sacra possui. Ao unir tradição gregoriana,
genialidade barroca e espiritualidade bíblica, esta obra nos lembra que a
música pode ser um verdadeiro refúgio divino.
Cantar
louvores ao Altíssimo é, em si, um ato de resistência contra o desespero. É bom
dar graças ao Senhor e proclamar:
“O
Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso amparo.”
O
Salmo 46, expresso no cântico “Deus Noster Refugium”, une teologia, história da
música sacra e psicologia do canto gregoriano em uma experiência que fortalece
a fé e promove bem-estar mental. Ele afirma a soberania de Deus em meio ao
caos, enquanto a música sacra e o canto gregoriano moldaram séculos de
espiritualidade e ainda hoje são reconhecidos por seus efeitos terapêuticos.
Análise
Teológica do Salmo 46
Refúgio
e fortaleza: Deus é descrito como abrigo seguro em meio às tribulações,
reforçando a confiança em Sua presença.
Cidade
de Deus: a imagem do rio que alegra a cidade simboliza a paz divina em
contraste com o tumulto das nações.
Aquietai-vos
e vede: o chamado à quietação (harpu) é uma exortação à entrega e contemplação,
reconhecendo a soberania divina.
Aplicação
prática: o salmo é usado em crises pessoais e coletivas como fonte de esperança
e coragem, inspirando obras como o hino de Lutero Castelo Forte é o Nosso Deus.
História
da Música Sacra
Origens
antigas: já presente em rituais da Mesopotâmia e Egito, usada para invocar
divindades.
Idade
Média: consolidada pela Igreja Católica, com destaque para o canto gregoriano,
sistematizado por Gregório Magno.
Renascimento
e Barroco: compositores como Palestrina, Bach e Handel expandiram a música
sacra com polifonia e oratórios.
Século
XIX e XX: Verdi, Brahms e, mais tarde, Arvo Pärt trouxeram novas sonoridades,
mantendo a música sacra viva e relevante.
Características
centrais: elevação espiritual, foco na glória de Deus e uso de técnicas
musicais eruditas sem perder a função litúrgica.
Efeitos
Psicológicos do Canto Gregoriano
Redução
do estresse: pesquisas mostram que o ritmo lento e modal diminui níveis de
cortisol e estabiliza a pressão arterial.
Melhoria
da concentração: induz ondas cerebrais alfa, associadas ao relaxamento e
criatividade, favorecendo memória e foco.
Energia
e saúde: estudos relatam que monges recuperaram vigor físico ao retomar o canto
gregoriano em sua rotina.
Ambiente
meditativo: a reverberação em mosteiros cria imersão sonora, facilitando estados
de contemplação profunda.
Dimensão
espiritual: além dos efeitos psicológicos, o canto é visto como oração pura,
elevando a alma a Deus.
O
vídeo coral “Deus Noster Refugium” é mais que uma obra musical: é uma síntese
de fé, arte e ciência.
Teologicamente,
reafirma a soberania de Deus.
Historicamente,
conecta-se à tradição da música sacra que moldou a cultura ocidental.
Psicologicamente,
mostra como o canto gregoriano pode trazer paz, foco e saúde.
Assim,
cada nota entoada é um convite à confiança: “O Senhor dos Exércitos está
conosco; o Deus de Jacó é o nosso amparo.”
A
Música como Voz dos Anjos
Minha
esposa disse: “Essa música certamente, é tocada pelos anjos no céu. A densidade
espiritual é tão intensa que parece vir do próprio céu.” Realmente, quando
pensamos no canto gregoriano, sua simplicidade e pureza sonora evocam algo que
ultrapassa o humano. A ausência de ornamentos excessivos, o ritmo lento e a
ressonância profunda criam uma atmosfera que muitos descrevem como celestial. É
natural que ouvintes sintam que tais melodias são ecoadas pelos próprios anjos,
pois:
Pureza
sonora: a linha melódica única, sem distrações, lembra a ideia de uma oração
perfeita.
Verticalidade
espiritual: cada nota parece subir como incenso, aproximando o coração da
eternidade.
Cura
da alma: a densidade espiritual da música atua como bálsamo, trazendo paz
interior e sensação de acolhimento divino.
Dimensão
Teológica
O
Salmo 46 já carrega em si a promessa de proteção divina. Ao ser cantado em
coro, essa promessa se torna experiência coletiva. A frase de minha esposa se
conecta diretamente com a teologia cristã: os anjos são mensageiros e cantores
da glória de Deus. Assim, entoar “Deus Noster Refugium” é participar, ainda que
simbolicamente, do mesmo cântico celestial descrito em Apocalipse 4: “Santo,
santo, santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso.”
História
e Psicologia
Na
história da música sacra, muitos compositores buscavam imitar o “coro
angelical” em suas obras. Rameau e Saint-Saëns, ao expandirem o canto gregoriano
com orquestra, criaram uma ponte entre o humano e o divino.
Do
ponto de vista psicológico, o canto gregoriano induz estados de calma e
contemplação que podem ser percebidos como experiências de transcendência. Essa
sensação de “cura da alma” é relatada em estudos sobre música meditativa e
espiritual.
A
percepção de minha esposa é mais do que uma metáfora: é uma intuição espiritual
que muitos compartilham ao ouvir obras como “Deus Noster Refugium”. A densidade
da música, sua harmonia fluida e sua força bíblica realmente nos fazem sentir
que estamos em sintonia com o coro dos anjos.
Assim,
podemos dizer que este cântico não apenas ecoa nas paredes de uma igreja ou nos
alto-falantes de um vídeo, mas ressoa no céu e na alma: “O Senhor dos Exércitos
está conosco; o Deus de Jacó é o nosso amparo.”
Letra
(Latim):
Deus
Noster Refugium - Psaume 45
Deus
noster refugium et virtus : adjutor in tribulationibus quoe invenerunt nos
nimis.
Propterea
non timebimus dum turbabitur terra,
et
transferentur montes in cor maris.
Sonuerunt
et turbatoe sunt aquoe eorum conturbati sunt montes in fortitudine ejus
Fluminis
impetus loetificat civitatem Dei :
sanctificavit
tabernaculum suum Altissimus.
Deus
in medio ejus, non commovebitur : adjutavit eam Deus mane diluculo.
Conturbatoe
sunt gentes, et inclinata sunt regna :
dedit
vocem suam, mota est terra.
Dominus
virtutum nobiscum :
susceptor
noster Deus Jacob ;
Venite,
et videte opera Domini : quoe posuit prodigia super terram, auferens bella
usque ad finem terrae.
Arcum
conteret, et confriget arma, et scuta comburet igni.
Vacate
et videte, quoniam ego swm Deus :
exaltabor
in gentibus, et exaltabor in terra.
Dominus
virtutum nobiscum :
susceptor
noster Deus Jacob.
TRADUZIDA
PARA PORTUGUÊS
Deus
Nosso Refúgio - Salmo 45
O
nosso Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas angústias
que nos sobrevêm.
Portanto,
não temeremos, ainda que a terra se perturbe,
e
os montes se transportem para o meio dos mares.
As
suas águas bramaram e se agitaram, os montes se perturbaram com o seu poder.
O
murmúrio do rio alegra a cidade de Deus;
o
Altíssimo santificou o seu tabernáculo.
Deus
está no meio dela; ela não será abalada; Deus a ajudou de madrugada.
As
nações se perturbam, e os reinos se abalam;
ele
fez ouvir a sua voz, e a terra tremeu.
O
Senhor dos Exércitos está conosco;
o
Deus de Jacó é o nosso auxílio.
Venham
e vejam as obras do Senhor, como ele tem realizado prodígios na terra, fazendo
cessar as guerras até os confins da terra.
Ele
quebra o arco, quebra as armas e queima os escudos no fogo.
Aquietai-vos
e vede, porque eu sou Deus;
serei
exaltado entre as nações e serei exaltado na terra.
O
Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso amparo.
**********************
HINO
ANGELICAL — CANTADO NO CÉU
Deus
nosso, essas músicas são dos anjos,
ecoam
nas alturas eternas,
como
rios de luz que correm
pelas
muralhas da Cidade Santa.
Cada
nota é asa que se abre,
cada
acorde é sopro divino,
e
o coro humano se une ao celeste,
numa
só voz que proclama:
Deus
é o nosso refúgio e fortaleza.
No
silêncio entre os sons,
há
cura para a alma cansada,
há
bálsamo para o coração ferido,
há
esperança que não se abala.
E
quando o órgão ressoa profundo,
é
como o trovão da glória,
mas
suave como o abraço eterno
do
Altíssimo que nos guarda.
Cantam
os anjos, cantamos nós,
numa
mesma melodia infinita,
até
que o céu e a terra se encontrem
na
paz do Senhor dos Exércitos.
REFERÊNCIA
BIBLIOGRÁFICA
RAMÉAU,
Jean-Philippe. Deus Noster Refugium(Psalm 46). Edição possivelmente
revisada por Camille Saint-Saëns. Paris: Biblioteca Sacra, 1764. Partitura para
coro, órgão e instrumentos.
BÍBLIA.
Português. Salmos. In: Bíblia
Sagrada. Tradução Almeida Revista e Atualizada. São Paulo: Sociedade Bíblica do
Brasil, 1993.
No epicentro intelectual de Paris,
onde as pedras do Quartier Latin ecoam séculos de filosofia, literatura e
revoluções, resiste um enclave de sotaques quentes e páginas vibrantes. A
poucos metros da imponência do Pantheon, onde a França repousa seus grandes
homens, a Librairie Portugaise et Brésilienne ergue-se não apenas como um
comércio de livros, mas como um manifesto de resistência cultural e um porto
seguro para a lusofonia em solo europeu.
Ao cruzar o umbral desta livraria, o
visitante é imediatamente transportado. A atmosfera parisiense cede lugar a uma
brasilidade tátil e visual. A presença do Brasil é magnética, pulsando já na
decoração que desafia o cinza clássico das fachadas vizinhas. Entre as
estantes, a bandeira verde-amarela convive com esculturas de aves típicas,
trazendo o sopro da fauna tropical para o inverno francês. As paredes narram
histórias através de ilustrações de cordel e cartazes que estampam
personalidades icônicas da nossa história, transformando o espaço em uma
embaixada informal do afeto e do intelecto.
A gênese deste projeto é o amor. Foi
fundada por Michel Chandeigne, um francês que, após viver em Lisboa, permitiu
que o idioma português se infiltrasse em sua alma de forma irreversível. Para
Michel, a livraria foi a solução para um dilema pessoal: como manter vivo o
contato com a cultura lusófona após o retorno à França? O que começou como um
trabalho de tradução e o fascínio por relatos magníficos, como a Carta de Pero
Vaz de Caminha, floresceu em um dos mais importantes centros de difusão da
nossa língua no mundo.
Mais do que revender, a Librairie
Portugaise et Brésilienne é uma produtora de cultura. Com um selo editorial
próprio que ostenta mais de 200 títulos, a casa garante que a voz de gigantes
como Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa reverbere em
francês e português. É um trabalho de curadoria minucioso que apresenta ao
público europeu a densidade psicológica do sertão e a delicadeza metafísica da
poesia mineira.
Entretanto, há um soberano
indiscutível na preferência dos leitores que frequentam o Quartier Latin.
Segundo Michel, o título mais procurado é "O Alienista", de Machado
de Assis. O interesse francês pela ironia fina e pela crítica social ácida de
Machado prova que a genialidade do "Bruxo de Cosme Velho" é universal
e atemporal, encontrando eco perfeito na pátria de Voltaire e Flaubert.
A relevância da livraria é atestada
pela estatura dos nomes que por lá passaram. Seus eventos são marcos na agenda
cultural de Paris, tendo recebido desde figuras de Estado, como o sociólogo e
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, até as vozes contemporâneas que estão
renovando a literatura brasileira, como o premiado Itamar Vieira Junior. Esses
encontros transformam o espaço em uma ágora viva, onde a língua portuguesa é
debatida, celebrada e projetada para o futuro.
Contudo, manter as portas abertas no
coração de uma das cidades mais caras do mundo é um ato de bravura. Michel
observa com uma mistura de orgulho e melancolia a paisagem ao redor:
"Não há mais nenhuma livraria
para a língua espanhola na França, e a população de língua espanhola é enorme.
É uma resistência ano após ano."
Essa constatação torna o trabalho da
Librairie Portugaise et Brésilienne ainda mais vital. Em um mundo cada vez mais
digital e padronizado, onde grandes livrarias de idiomas vizinhos sucumbem, o
reduto de Michel Chandeigne permanece firme. É a prova de que a língua
portuguesa, com sua "geografia de sentimentos", como diria Fernando
Pessoa, possui uma força própria, capaz de sustentar um território de papel e
tinta no centro nervoso da cultura ocidental.
A Librairie Portugaise et Brésilienne
é, em última análise, um monumento à hospitalidade da palavra. Ela lembra aos
passantes que a língua portuguesa não é apenas uma ferramenta de comunicação,
mas uma forma de ver o mundo, cheia de aves, cordéis, saudades e uma capacidade
infinita de se reinventar. Quem caminha pelo Quartier Latin e avista aquela
vitrine, encontra mais do que livros; encontra uma pátria que se estende para
além das fronteiras, resistindo com elegância, página por página.
Rue des Fossés-Saint-Jacques,
Michel Chandeigne criou há 30 anos a livraria portuguesa e brasileira, então
uma editora especializada em literatura lusófona. LP/ES.