sábado, 11 de abril de 2026

MUSEU ANTONIO PARREIRAS GANHA ELEVADOR PANORÂMICO E AMPLIA ACESSIBILIDADE

O Museu Antonio Parreiras, em Niterói, está passando por uma nova fase de revitalização. Como parte da segunda etapa das obras de restauração, será instalado um elevador panorâmico que permitirá o acesso de visitantes com mobilidade reduzida a todos os espaços do museu, incluindo o histórico atelier do pintor. O equipamento terá capacidade para quatro pessoas e, além de cumprir um papel funcional, oferecerá uma vista privilegiada do conjunto arquitetônico. 

O investimento, de pouco mais de R$ 5 milhões, é realizado em parceria com a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (EMOP-RJ). O foco principal desta etapa é o atelier de Antonio Parreiras, situado na parte superior do terreno, onde está preservado um acervo valioso de arte brasileira dos séculos XIX e XX, além de obras estrangeiras dos séculos XVII ao XIX. 

A iniciativa integra o programa Acelera FUNARJ, voltado para a modernização da infraestrutura cultural, e o projeto Arte e Cultura Para Todos, que busca ampliar a acessibilidade nos museus administrados pela Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ). Para Jackson Emerick, presidente da FUNARJ, a obra representa um salto de qualidade: “Um museu que não garante acesso pleno ao seu acervo perde parte de sua função. Agora, o atelier de Parreiras estará aberto a todos, e isso coloca o museu em outro patamar”. 

O Museu Antonio Parreiras ficou fechado por mais de dez anos e reabriu em janeiro de 2025, após a conclusão da primeira etapa das obras de restauração. Nesse processo, o prédio principal, antiga residência do artista, foi cuidadosamente recuperado. As telhas foram lavadas uma a uma, o piso recomposto em sua disposição original e a pintura refeita com tinta mineral específica, preservando a cor histórica do edifício.

Segundo Fátima Marotta Henriques, diretora do museu, o trabalho foi minucioso: “O cuidado em cada detalhe garantiu que o espaço voltasse a ter a mesma atmosfera de antes. Foi emocionante devolver o museu à cidade”. 

Fundado em 1942, o Museu Antonio Parreiras foi pioneiro no estado do Rio de Janeiro: o primeiro dedicado à memória de um único artista e também o primeiro museu de arte do estado. Hoje, além de abrigar obras, documentos e objetos pessoais do pintor, o espaço empresta quadros importantes para outras instituições culturais, mantendo viva a relevância de seu acervo. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 











19 - O PÊNDULO DA ETERNIDADE – ENSAIO SOBRE O GABINETE, A ESCRITA E A RESSONÂNCIA DO SER - ENSAIO LITERÁRIO INTERTEXTUAL E MEMORIALÍSTICO © ALBERTO ARAÚJO

 

EDITORIAL: Nesta edição, compartilho com vocês uma reflexão que atravessa oceanos e toca o âmago do meu processo criativo. Parto de um encontro visual com o Monument al Llibre, em Barcelona, para abrir as portas do meu próprio refúgio: o meu escritório. Convido-os a mergulhar comigo neste "Pêndulo da Eternidade", um ensaio onde tento decifrar como a resistência do aço de Joan Brossa se funde à melodia das palavras que componho no silêncio do meu gabinete. É mais do que um texto sobre livros; é um convite para que conheçam o meu mundo e a minha forma de habitar o tempo. 

APRESENTAÇÃO: O que você encontrará nestas páginas é o resultado de um diálogo que travei entre a arquitetura de Barcelona e a intimidade da minha mesa de trabalho em Niterói. Ao contemplar a resiliência do monumento de Joan Brossa, percebi que o meu escritório não é apenas um cômodo, mas um universo de equilíbrio. Neste ensaio, abro meu gabinete para mostrar como a música, a literatura e a vida acadêmica se entrelaçam na minha escrita. Proponho a você uma reflexão sobre o livro como um "tentetieso",  aquele que, mesmo balançado pelas tempestades do mundo, insiste em permanecer de pé. Deixo aqui a minha assinatura e o meu convite: entre e sinta a ressonância das palavras que, como o aço inoxidável, buscam vencer o esquecimento. 

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O PÊNDULO DA ETERNIDADE – ENSAIO SOBRE O GABINETE, A ESCRITA E A RESSONÂNCIA DO SER 

I. A Geometria do Equilíbrio: O Monumento como Espelho 

No coração pulsante de Barcelona, onde a Gran Via de les Corts Catalanes encontra o Passeig de Gràcia, repousa uma profecia de aço. O Monument al Llibre, de Joan Brossa, não é uma estrutura estática; é um poema visual que desafia a gravidade. O livro, entreaberto sobre uma semiesfera azul, evoca o tentetieso, o brinquedo que, por mais que seja golpeado pelo destino, recusa-se a permanecer caído. 

Esta imagem ressoa com uma força telúrica para quem fez da palavra e da cultura o seu ofício. O livro ali exposto é uma metonímia da própria condição humana. A base azul representa o imenso e incerto mar da existência, e o livro, equilibrado em seu centro, é a bússola que nos permite navegar sem naufragar. Para mim, essa escultura não é um ponto turístico em um mapa europeu; é a representação física do que sinto ao cruzar o batente da porta do meu escritório. Ali, o mundo exterior se cala para que o universo interior possa, finalmente, falar. 

II. O Gabinete: O Microcosmo da Alquimia 

Se em Barcelona o monumento é público e urbano, no silêncio do meu refúgio ele se torna íntimo e sagrado. Meu escritório não é um local de trabalho no sentido burocrático; é um gabinete de curiosidades, um laboratório de alquimia onde a matéria-prima é o pensamento. É o meu "mundo", o território onde sou, simultaneamente, o explorador e a terra descoberta. 

Neste espaço, o tempo assume uma cronologia distinta. Ao fechar a porta, o ruído das ruas de Niterói se desvanece. As estantes, carregadas de lombadas que guardam segredos seculares, formam as muralhas de uma fortaleza de papel. É neste microcosmo que componho. E a composição, aqui, é um ato de resistência. Em um mundo que exige pressa e superficialidade, o ato de sentar-se à mesa para tecer um texto ou organizar uma edição do "Focus Portal Cultural" é o meu modo de dizer que o livro, assim como o monumento, sempre volta a se endireitar.

III. A Melodia das Palavras: O Piano Invisível da Escrita 

A ampliação deste ensaio exige que falemos da música que habita o silêncio. Como um jornalista que respira a cultura e um apreciador das harmonias clássicas, sei que a escrita é, em sua essência, uma forma de musicar o pensamento. Se o monumento de Brossa tem uma estrutura metálica, a minha escrita busca a estrutura de uma sonata ou a fluidez de um improviso de jazz.

Muitas vezes, enquanto componho minhas crônicas, sinto que as teclas do computador se transformam nas teclas de um piano. Existe um ritmo na frase, uma pausa necessária, o sustenido de uma exclamação, o bemol de uma reticência. Amo os livros porque eles são partituras de vidas alheias que eu aprendo a tocar com os olhos. No meu escritório, a presença da música não é apenas sonora; é estrutural. A harmonia que busco entre as estantes é a mesma que um mestre procura ao sentar-se diante de um Steinway: a nota exata que faz a alma vibrar.

IV. A Metamorfose da Matéria: Da Ferrugem à Imortalidade 

A história da obra de Brossa nos ensina sobre a vulnerabilidade. Originalmente feito de ferro, o monumento sofreu a corrosão do tempo e do clima marítimo, exigindo uma restauração em aço inoxidável em 2002. Essa transição é uma metáfora poderosa para a trajetória de um escritor e jornalista. 

Quantas vezes nossas ideias iniciais são feitas de um ferro bruto, suscetíveis à oxidação das críticas, do cansaço ou da desesperança? No entanto, a convivência diária com a literatura opera em nós uma restauração. O amor pelos livros é o que impede que o espírito oxide. No meu escritório, cercado por obras de Clarice Lispector, Nélida Piñon e tantos outros mestres que considero mentores silenciosos, eu me refaço em "aço". A cultura é o verniz que protege a memória contra o esquecimento. Cada página que leio é uma demão de resistência. 

V. A Genealogia do Afeto: Placas na Calçada da Memória 

Ao redor do monumento em Barcelona, placas de metal eternizam assinaturas de grandes escritores catalães. No pavimento do meu escritório, as placas são feitas de afeto e memória. Ali estão as presenças invisíveis daqueles que moldaram meu olhar: a erudição acadêmica das instituições que integro, a amizade dos amigos da Academia Fluminense de Letras, e o apoio constante da minha "musa", Shirley, cuja arte e poesia coloram os meus dias. 

Amo os livros porque eles são o elo de uma corrente que não se quebra. Quando escrevo sobre a história da música, sobre a beleza da Praia de Icaraí ou sobre a força de um soneto, estou apenas adicionando a minha assinatura ao pé de uma página que começou a ser escrita séculos atrás. O meu escritório é o ponto de encontro entre o meu "eu" mais profundo e o "nós" da cultura universal. 

VI. O Tentetieso da Alma 

O Monument al Llibre termina onde a minha página em branco começa. Se o livro é um boneco que não cai, a nossa vontade de criar é a força que o empurra de volta para cima. O mundo pode tentar derrubar a cultura, pode tentar banalizar a escrita, mas enquanto houver um homem em seu escritório, cercado por seus livros e movido pela melodia interna das palavras, o equilíbrio será mantido. 

Barcelona tem sua praça; eu tenho minha mesa. Barcelona tem o aço de Brossa; eu tenho a tinta da minha alma. E, no fim de cada dia de composição, olho para as minhas estantes e percebo que, como o monumento sobre a esfera azul, eu também me sinto flutuar, ancorado apenas pelo peso sagrado de um livro entreaberto. Porque no meu escritório, que é o meu mundo, o livro nunca cai. Ele apenas aguarda o próximo leitor, o próximo acorde, o próximo sonho. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

  1. Fontes sobre o Monumento e Arte Urbana:

BROSSA, Joan. Poemas Visuais. Barcelona: Edicions 62, 1994.

GRÊMIO DE LIVREIROS DE ANTIGUIDADES DA CATALUNHA. História do Monument al Llibre. Barcelona: Arquivo Histórico de Barcelona, 2026.

GOOGLE. Monument al Llibre: História e Simbolismo. Pesquisa digital realizada em 2026.

 

  1. Influências Literárias e Estilísticas:

LISPECTOR, Clarice. Água Viva. Rio de Janeiro: Rocco, 1973.

PIÑON, Nélida. Livro das Horas. Rio de Janeiro: Record, 2012.

SERRANO, Marne; LUCAS, Lícia. A Genealogia do Piano. Niterói: Edição dos Autores, 2010.

 

  1. Filosofia e Crítica Cultural:

BENJAMIN, Walter. Desempacotando minha biblioteca. In: Obras Escolhidas. São Paulo: Brasiliense, 1987.

PORTAL CULTURAL, Focus. Arquivos e Crônicas de Niterói. Edição Dirigida por Alberto Araújo. Niterói, 2025-2026.

Nota do Autor:¹ ¹ Este ensaio configura-se como um "Diálogo Intertextual" entre a arte urbana de Barcelona e a vivência literária fluminense. Através da análise da obra Monument al Llibre, de Joan Brossa, o texto busca traçar um paralelo fenomenológico entre a resiliência do objeto físico e a subjetividade do espaço de criação, unindo a tradição catalã à sensibilidade contemporânea do Rio de Janeiro.

 








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UM POUCO SOBRE O AUTOR 

José Maria da Costa é graduado em Direito, Letras e Pedagogia. Foi o primeiro colocado no concurso da Magistratura paulista, é advogado, Mestre e Doutor em Direito pela PUC/SP. Atuou como professor de Língua Latina, Português, Linguagem Forense e Direito Civil em instituições renomadas. É membro da Academia Ribeirãopretana de Letras Jurídicas e sócio-fundador do escritório Abrahão Issa Neto e José Maria da Costa Sociedade de Advogados.

 






A FLOR DA GRATIDÃO - UMA EPIFANIA DE LUZ EM NITERÓI MINHA GRATIDÃO AO ROTARY CLUB DE NITERÓI


Ana Paula Aguiar – Presidente do Rotary de Niterói; 
Mateus Sá: Excelentíssimo Cônsul Geral da República 
de Angola; Alberto Araújo – Homenageado; 
Sylvia Fasciotti – Secretária do RCN e Matilde Carone Slaibi Conti 
– Vice-presidente do Rotary Club de Niterói e Presidente de várias  instituições. 

"Vivendo cada momento do dia desse reconhecimento

e sob a proteção de Deus!"

É com esse sentimento, compartilhado no pulsar das redes sociais e ainda profundamente impactado e emocionado, que desperto para a magnitude desta jornada. Há momentos na vida em que o tempo resolve descansar sua marcha habitual, em um hiato sagrado, para nos permitir contemplar a beleza do que semeamos ao longo de décadas. Ontem, dia 09 de abril de 2026, durante a histórica 17ª Reunião do Rotary Club de Niterói, vivi uma dessas epifanias que transbordam a alma e reafirmam, com vigor renovado, o propósito de uma existência inteiramente dedicada ao jornalismo, às letras, à cultura e ao próximo. 

Receber o título de Membro Honorário do Rotary Club de Niterói é uma honraria que não cabe, meramente, na moldura de um diploma ou na polidez das formalidades. É um galardão que se aloja na intimidade do meu peito, fazendo o coração florescer em uma gratidão que as palavras, por mais líricas e lapidadas que sejam, apenas tentam, em vão, traduzir em sua totalidade. 

Naquela noite de luz, a parceria harmoniosa entre o Rotary, o Elos Internacional e o Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói criou uma atmosfera de comunhão poucas vezes vista em nossas comunidades fluminenses. É sob a égide dessas instituições de prestígio que o serviço deixa de ser uma obrigação protocolar para se tornar uma linguagem universal de amor e entendimento. 

A indicação, vinda da estimada Vice-presidente e condutora cultural, Matilde Carone Slaibi Conti, que com maestria e incansável grandeza também preside o Elos e a RSF, é para mim como a semente rara que encontra o solo perfeito para germinar. Matilde, sua visão é o horizonte onde a cultura e o humanismo se encontram em um abraço fraterno; sua confiança em meu nome é o adubo intelectual e espiritual que fortalece meu compromisso com as causas que abraçamos juntos.

Sob a presidência da dinâmica Ana Paula de Souza Aguiar, o Rotary de Niterói se apresenta como esse solo fértil e acolhedor, onde a liderança é exercida com a suavidade e a precisão de quem conduz um jardim de raras espécies. E, no momento solene da entrega, as mãos da adorável Sylvinha Fasciotti foram como a água cristalina que rega a vida, entregando-me a honraria com a elegância, a fidalguia e o carinho que lhe são natos e tão admirados por todos. 

Ao olhar para a galeria de Membros Honorários desta instituição centenária, sinto um profundo e reverente tremor. Ver meu nome, o nome de um operário das letras, um jornalista que busca a verdade e um poeta que persegue o belo, ladeado por personalidades de tamanha relevância para a história da humanidade, é um exercício constante de humildade e espanto. 

É o reconhecimento de que o Rotary enxerga, no fazer cotidiano do jornalismo e da poesia, um serviço essencial à paz mundial e ao entendimento entre os povos. Essa honra imensa transborda as margens do ego; ela escorre pelos olhos em forma de emoção contida, manifesta-se no sorriso de quem se sente em casa e se transforma nesta prece escrita que agora compartilho com meus leitores e amigos. 

O MANIFESTO DO CULTIVO 

Meus caros companheiros de Rotary, do Elos Internacional do Elos e amigos da RSF: 

No dia 09 de abril de 2026, recebi este título como quem recebe uma flor rara, daquelas que só desabrocham sob cuidados constantes, sol pleno e afeto genuíno. Recebam, em troca, esta flor invisível de amor e alegria que lhes entrego através deste texto. Que ela seja regada pela certeza de que, a partir de agora, meu caminhar está ainda mais entrelaçado ao de vocês, em uma simbiose de ideais e ações. 

Na cultura rotária, aprendemos que o "Dar de si antes de pensar em si" é o perfume que exala de nossas melhores ações. Ao ser oficialmente acolhido nesta família, assumo a responsabilidade de cultivar, com a ternura de um jardineiro e a dedicação de um escriba, os valores que nos unem. Que cada encontro posterior, cada projeto solidário nas encostas e bairros de nossa amada Niterói, e cada gesto de amizade seja a água que mantém viva esta aliança inquebrantável. 

Agradeço a Deus por me permitir viver este momento de reconhecimento pleno e por colocar em meu caminho pessoas de luz. Agradeço à minha família, esteio de todas as minhas horas, e em especial à minha doce Shirley, minha musa e companheira de todas as jornadas, que caminha ao meu lado sob o sol e sob a chuva. Agradeço aos amigos de longa data e, muito especialmente, a este colegiado de líderes que vê na minha trajetória um reflexo dos ideais de Paul Harris. 

Presidente Ana Paula, Vice-presidente Matilde e adorável Sylvinha e todos os valorosos companheiros: vocês são o sol que faz esta flor da gratidão se abrir em sua plenitude máxima. Caminharemos juntos, regando o jardim da esperança e da solidariedade, transformando o mundo, um gesto de cada vez, uma palavra de cada vez, um coração de cada vez. 

Com o coração em festa e a alma em prece, deixo aqui selada o meu respeito e o meu mais profundo e eterno OBRIGADO.

Alberto Araújo

Membro Honorário do Rotary Club de Niterói

Niterói, 09 de abril de 2026 – Dia da Homenagem












STATUS DO DIA

Vivendo cada momento de hoje desse reconhecimento, sob a proteção de Deus!' É com essa alegria que celebro o título de Membro Honorário do Rotary de Niterói. Uma honra que não cabe no peito! Ser acolhido como Membro Honorário desta instituição centenária que é o Rotary Club de Niterói reafirma minha missão com a palavra e o próximo. Obrigado Matilde Slaibi Conti pela indicação e Ana Paula pela acolhida calorosa. O jornalismo e a poesia agradecem! Gratidão eterna! 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




sexta-feira, 10 de abril de 2026

10 DE ABRIL DE 2026 - EFEMÉRIDES – CORA CORALINA: 41 ANOS DE SAUDADES

 

Em 10 de abril de 1985, o Brasil se despedia de Cora Coralina, uma das vozes mais singulares da literatura nacional. Passadas quatro décadas e um ano de sua partida, sua obra continua a ecoar com força e atualidade, reafirmando o lugar que conquistou como símbolo da persistência, da simplicidade e da resistência feminina. A efeméride de sua morte é mais do que uma lembrança: é um convite à reflexão sobre o poder da palavra e sobre a capacidade de transformar o cotidiano em poesia. 

Nascida em 20 de agosto de 1889, em Goiás Velho, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que o Brasil consagrou como Cora Coralina,  viveu grande parte de sua vida longe dos círculos literários oficiais. Mulher simples, doceira de profissão, mãe dedicada, enfrentou preconceitos e limitações sociais que, por muito tempo, a mantiveram à margem da vida cultural. Ainda assim, nunca deixou de escrever. Guardava em cadernos e papéis os versos que brotavam de sua observação atenta da vida, dos becos, das ruas, das mulheres anônimas e dos trabalhadores que compunham o cenário de sua cidade. 

Foi apenas em 1965, aos 75 anos, que publicou seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. A estreia tardia não diminuiu o impacto de sua obra. Pelo contrário, tornou-se exemplo de coragem e persistência, mostrando que nunca é tarde para dar voz aos sonhos. A partir daí, sua produção literária ganhou reconhecimento nacional, sendo celebrada por críticos e escritores consagrados, como Carlos Drummond de Andrade, que a considerava uma das maiores poetas do país. 

A escrita de Cora Coralina é marcada pela oralidade, pela simplicidade e pela força da vida cotidiana. Seus versos transformam o ordinário em extraordinário, revelando beleza nos gestos mais simples. Ao falar das mulheres, dos humildes, das pedras e flores, das cozinhas e quintais, ela construiu uma poesia universal, capaz de dialogar com leitores de diferentes gerações. Sua obra é também um testemunho da resistência feminina, pois reafirma o direito da mulher de ocupar espaços de criação e de expressão, mesmo em contextos adversos. 

O impacto cultural de Cora Coralina ultrapassa a literatura. Sua casa em Goiás Velho, transformada em museu, é hoje patrimônio cultural e ponto de referência para visitantes e estudiosos. Sua figura inspira movimentos literários e educacionais, sendo lembrada como símbolo da valorização da cultura popular e da força da simplicidade. Em escolas e universidades, seus textos continuam a ser estudados, recitados e celebrados, reafirmando sua atualidade. 

Quarenta e um anos após sua partida, a memória de Cora Coralina permanece viva. Sua obra é constantemente reeditada, e seus versos circulam em redes sociais, palestras e eventos culturais, alcançando novas gerações. A efeméride de sua morte é, portanto, um momento de celebração e de reafirmação de sua importância para a cultura brasileira. Mais do que uma poeta, Cora Coralina é um exemplo de vida, de coragem e de esperança. Sua trajetória nos lembra que a grandeza pode nascer dos gestos simples e que a poesia pode brotar da terra, da cozinha, do quintal. 

Ao recordar sua partida em 1985, o Focus Portal Cultural presta homenagem a uma mulher que transformou sua própria existência em obra literária. Cora Coralina nos deixou há 41 anos, mas sua voz continua presente, ensinando que a verdadeira poesia é aquela que nasce da alma humana em sua essência. Sua memória é patrimônio do Brasil, e sua obra, eternamente atual, segue iluminando caminhos e inspirando corações.


© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 








A PALAVRA COMO ETERNA TRAVESSIA - O TRIUNFO DO VI ENCONTRO NACIONAL E V INTERNACIONAL DA AJEB EM SINOP

O coração de Mato Grosso pulsando mais forte entre os dias 9 e 12 de abril de 2026. SINOP não é apenas uma localização geográfica, mas o epicentro de um movimento que engrandece fronteiras: o VI Encontro Nacional e V Encontro Internacional da AJEB, Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil. 

O evento, que celebra com galhardia os 56 anos de fundação da entidade, consolida-se como um rito de passagem e uma travessia coletiva onde vozes femininas se entrelaçam para reafirmar a literatura como abrigo e espelho da alma. 

A delegação do Rio de Janeiro (AJEB-RJ) marcando presença histórica. Sob a liderança da presidente estadual Márcia Schweizer, um grupo de mentes brilhantes, Ana Maria Tourinho, incluindo a jornalista Nina Fernandes, as ajebianas Edilde Cândido e Glaudia Mamede partiu rumo ao Centro-Oeste carregando na bagagem não apenas livros, mas o compromisso de registrar e reinventar mundos através da escrita. 

A programação é uma verdadeira imersão cultural. Durante quatro dias intensos, as ajebianas ocuparão espaços diversos da academia ao comércio, do campo ao cinema. Aconteceu o rigor intelectual das palestras na universidade, a efervescência do Salão Internacional do Livro no shopping, o protocolo solene na Câmara Municipal e o contato revigorante com a natureza no parque ecológico e em fazendas locais. 

Entre as honrarias e os cafés compartilhados, o evento também foi palco de momentos de descontração e afeto, como as sessões de karaokê e a contemplação de artes expostas, provando que a literatura é uma manifestação viva que dialoga com a música, a imagem e o gesto.

Um dos pontos altos do encontro foi a posse da Nova Diretoria Nacional. Nesse cenário de renovação, destaca-se a nossa companheira Ana Maria Tourinho que se encontra ladeada de seu muso o companheiro Euderson Kang Tourinho. Ana Maria é Membro atuante da AJEB-RJ,  a acadêmica assumiu oficialmente sua Cadeira no Conselho Fiscal Nacional, um reconhecimento à sua dedicação e competência. Sua alegria, compartilhada com entusiasmo durante os dias de evento, tornou-se símbolo do espírito de união que move a associação. 

Além de sua atuação institucional, Ana Maria brilha no campo literário com o lançamento da obra "Alma em Palavras: A Literatura como Abrigo, Espelho e Travessia". Parte da prestigiada Coletânea Internacional da AJEB, o livro é um manifesto sobre a escrita como ferramenta de sobrevivência e liberdade. No Salão Internacional do Livro, o lançamento foi mais que um protocolo; foi um convite à reflexão sobre como a palavra escrita serve de ponte entre o "eu" e o "outro". O encerramento desse encontro deixará um rastro de pertencimento.

Cada certificado entregue, como o que celebra a participação da Coordenadoria do Rio de Janeiro é o testemunho de uma jornada de sucesso organizada pela Presidente Nacional Irislene Castelo Branco Morato e pela Presidente Coordenadora Fundadora da AJEB-MT, Leni Chiarello Ziliotto.

SINOP nos prova que, em tempos de ruídos digitais e dispersão, o encontro presencial e a força da literatura são essenciais. Certamente sairão de Mato Grosso com a certeza de que fizeram feitos de histórias e que, ao contá-las e registrá-las, as mulheres da AJEB garantirão a perenidade do pensamento.

FICHA TÉCNICA E CRÉDITOS:

Registros Fotográficos: Euderson Kang Tourinho e Ana Maria Tourinho (Imagens referentes aos dias 09 e 10 de abril)

Realização: AJEB Nacional e AJEB Mato Grosso

Data do Evento: 09 a 12 de abril de 2026

Texto Base: © Alberto Araújo / Focus Portal Cultural