sexta-feira, 21 de agosto de 2026

A POÉTICA DO AFETO: "HISTÓRIAS DE AMOR NO VALE DO GIRASSOL" - CRÔNICA-CRÍTICA © ALBERTO ARAÚJO

 

Falar de amor na contemporaneidade tornou-se um exercício quase arqueológico. Em meio à velocidade imposta pelas telas e à efemeridade das relações líquidas, o cinema romântico, muitas vezes rotulado de forma simplista como "água com açúcar", cumpre um papel fundamental: ele nos devolve o direito à pausa, ao suspiro e à crença genuína na alteridade. É exatamente sob essa ótica que eu e minha Shirley nos deparamos recentemente com "Histórias de Amor no Vale do Girassol" (Love Stories in Sunflower Valley, 2021). Dirigido por Robert Lieberman e roteirizado por Rebeca Hughes, o longa não se propõe a revolucionar a estética cinematográfica, mas abraça com extrema dignidade uma missão muito mais nobre: tocar o coração do espectador através da simplicidade bem contada.

O filme já nos conquista nos primeiros minutos ao resgatar um dos tropos mais clássicos e deliciosos da comédia romântica: o encontro casual impulsionado pelo caos cotidiano. Kate (interpretada com muita empatia por Erin Cahill), uma dedicada jornalista de Seattle, vê sua rotina virar de cabeça para baixo quando, em um tropeço distraído, derrama café na camisa impecável de Drew (Marcus Rosner). 

Esse pequeno acidente não é apenas um artifício cômico; ele funciona como uma metáfora sutil para o próprio amor. Afinal, o afeto genuíno raramente avisa quando vai chegar. Ele irrompe desorganizando a nossa rota, mancha a nossa rigidez e exige que a gente baixe a guarda. A química imediata entre a dupla de coprotagonistas estabelece o tom de um romance leve, acolhedor e profundamente envolvente, daqueles que nos fazem torcer pelos personagens desde o primeiro olhar trocado. 

A trama ganha fôlego quando a missão profissional de Kate a obriga a retornar às suas raízes em Sunflower Valley, uma cidade natal que pulsa sob o amarelo vibrante dos campos de girassóis e guarda segredos do passado. Acompanhada por seu charmoso colega de redação (o próprio Drew, que embarca nessa jornada ao seu lado), Kate mergulha na investigação dos diários de Olívia Klein, uma moradora lendária que, ao longo do século XX, atuou informalmente como o cupido da região, unindo dezenas de corações. 

Ao desvendarem essas memórias afetivas dos antigos habitantes, Kate e Drew não estão apenas produzindo uma matéria jornalística; eles estão fazendo uma imersão na arqueologia do sentimento. O filme transita com muita sensibilidade entre o passado e o presente, mostrando que, independentemente da época, as dores e as delícias de amar permanecem as mesmas. Sob a batuta de Lieberman, a cidade fictícia de Sunflower Valley deixa de ser apenas um cenário pitoresco e se transforma em um refúgio temporal, um espaço onde o tempo desacelera para dar lugar à escuta e à entrega emocional. 

Eu e minha Shirley assistimos a essa obra com aquela sensação rara de aconchego que poucos filmes conseguem proporcionar hoje em dia. Em uma época em que o cinema muitas vezes aposta na distopia, no cinismo ou na complexidade excessiva, "Histórias de Amor no Vale do Girassol" nos lembra do valor do cinema como um abraço. 

A atuação cativante do elenco, que ainda conta com a sólida presença de Colleen Wheeler  sustenta uma narrativa que celebra o amor em todas as suas dimensões: o amor romântico, o amor comunitário e o amor pelas lembranças que nos constituem. É uma crítica cultural positiva a se fazer: precisamos de mais obras que nos permitam sonhar acordados, que valorizem a delicadeza e que nos encorajem a olhar para o lado e enxergar, no outro, um porto seguro.

Que o vale dos girassóis sirva de lembrete constante para todos nós: amar é, acima de tudo, a arte de permitir que a nossa história seja reescrita pelo outro. 

APÊNDICE: SOBRE O FILME 

Para quem deseja se aventurar por Sunflower Valley, aqui estão alguns detalhes técnicos e um resumo mais detalhado sobre a narrativa que embalou nossa sessão: 

Sinopse: Kate, uma assistente em um jornal de Seattle há cinco anos, vê a chance de brilhar ao propor uma matéria sobre os diários secretos de Olívia Klein, uma lendária casamenteira de sua cidade natal. No entanto, o projeto é entregue a Drew, um escritor recém-chegado. A contragosto, Kate aceita o papel de guia e assistente, embarcando em uma viagem que revela segredos do passado e, inevitavelmente, o florescer de uma paixão entre eles enquanto investigam o verdadeiro significado de "almas gêmeas".

Ficha Técnica:

Título Original: Love Stories in Sunflower Valley (2021)

Direção: Robert Lieberman

Roteiro: Rebeca Hughes

Duração: 1h 30min 

Elenco Principal:

Kate Francis: Erin Cahill

Drew Hutton: Marcus Rosner

Linda Francis: Colleen Wheeler

Joe Francis: Brent Stait 

©Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


(Assistir ao filme completo)









ELOS INTERNACIONAL EM MOVIMENTO CULTURAL

A presidente do Elos Internacional, Matilde Carone Slaibi Conti, segue em suas inspiradoras andanças culturais, reafirmando o compromisso da instituição com a arte, a inclusão e o diálogo entre culturas. Após prestigiar o lançamento do livro de nossa confreira Mimi Lück, Matilde marcou presença, na noite de 21 de agosto, na Sociedade Fluminense de Fotografia, em Niterói, para participar da palestra “Acessibilidade em Espaços Expositivos”, conduzida por Ana Paula Campos e Gislana Vale. 

O evento, promovido pela Prefeitura de Niterói e pela Secretaria Municipal das Culturas, trouxe reflexões sobre o papel da acessibilidade na democratização dos espaços artísticos, ampliando o olhar para quem pode participar, circular e expor sua produção nesses ambientes. 

A presença de Matilde reforça o protagonismo do Elos Internacional na promoção da diversidade cultural e da acessibilidade artística, valores que sustentam sua missão de conectar pessoas e ideias em torno da cultura como instrumento de transformação social.

O Elos Internacional da Comunidade Lusíada é uma entidade que promove o intercâmbio cultural entre países de língua portuguesa, incentivando a arte, a literatura e o diálogo entre povos. A atuação de sua Diretoria de Cultura reafirma que cultura é um direito e um elo que une fronteiras. 

© Alberto Araújo

Diretor do Elos Internacional 


 







A PRESIDENTE DO ELOS INTERNACIONAL MATILDE CARONE SLAIBI CONTI PRESTIGIA MIMI LÜCK

A Diretoria de Cultura do Elos Internacional tem a alegria de informar que nossa presidente, Matilde Carone Slaibi Conti, marcou presença no lançamento literário de “Em Direção ao Sol Posto”, obra da escritora Mimi Lück, realizado hoje, 21 de agosto de 2026, na Igreja Presbiteriana Betel, em Niterói. O evento foi um verdadeiro encontro de cultura e emoção, reunindo amigos, leitores e admiradores em uma atmosfera de celebração à literatura e à vida. 

A nova obra de Mimi Lück, composta por trovas delicadas e cheias de significado, é um tributo à maturidade, às lembranças e à esperança que acompanham nossa jornada. Em versos sensíveis, a autora convida o público a refletir sobre o tempo, o amor e a fé, transformando memórias em poesia e sentimentos em arte. 

Durante a noite, os presentes puderam participar de uma sessão de autógrafos e de um bate-papo enriquecedor com a autora, que compartilhou inspirações e experiências por trás de sua escrita. A presença da presidente Matilde, reforçou o compromisso do Elos Internacional com a valorização da cultura e da literatura, apoiando iniciativas que promovem a arte como expressão de identidade e união.

O lançamento de “Em Direção ao Sol Posto” foi marcado por emoção, boas conversas e momentos de profunda conexão, celebrando não apenas um livro, mas também a força da palavra e da memória. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional 










PRESENÇA-AUSENTE: ECOS DE MARIA AMÉLIA PALLADINO - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADA EM FOTOGRAFIA DE MARIA AMÉLIA PALLADINO POSTADA POR WYLMA GUIMARÃES

 

É impossível olhar essa imagem e não sentir o sopro suave da saudade. Daqui do terceiro andar, observo o mar lá fora, e ele parece murmurar o nome de Maria Amélia Palladino, como se cada onda trouxesse de volta um fragmento de sua voz firme e acolhedora. O horizonte se abre em azul profundo, e nele repousa a lembrança de sua presença, como um canto que nunca se cala. 

As ondas se erguem e se desfazem em espuma, lembrando o ritmo de sua fala, ora serena, ora vibrante, sempre carregada de paixão pela cultura. Cada brisa que atravessa a janela traz consigo a sensação de que Maria Amélia ainda nos guia, soprando coragem e ternura em nossos corações. Na luz que invade o espaço, há algo de sua energia, aquela força tranquila que unia pessoas, ideias e sonhos em torno da cultura luso-brasileira. É como se o sol, ao se debruçar sobre o mar, revelasse o brilho de seu sorriso, e cada raio fosse um gesto de afeto que ela deixou espalhado entre nós. 

A fotografia, postada por Wylma Guimarães no grupo da Rede Sem Fronteiras, é um gesto de carinho e reverência. Nela, Maria Amélia surge sorridente, diante do horizonte azul, como quem contempla o infinito e o transforma em poesia. Sua expressão traduz serenidade e sabedoria, marcas de quem viveu para servir à arte, à literatura e à amizade. 

Como eterno discípulo de Maria Amélia, confesso que fiquei profundamente comovido ao ver essa imagem. Ela não é apenas uma lembrança; é um convite à reflexão sobre o legado que permanece. A ausência física se dissolve diante da presença espiritual que ainda guia tantos de nós. 

Maria Amélia era a alma da Academia Luso-Brasileira, não apenas por sua liderança competente, mas por sua capacidade de fazer da simplicidade um instrumento de grandeza. Com amor e dedicação, ela transformava encontros em pontes, palavras em abraços, e projetos em sementes de cultura entre Brasil e Portugal. 

Hoje, ao ver os acadêmicos unidos, dando continuidade aos trabalhos, sinto que sua missão segue viva. Cada texto, cada evento, cada diálogo é uma forma de manter acesa a chama que ela acendeu. A presença ausente de Maria Amélia é, paradoxalmente, o que mais nos une, porque sua essência permanece impregnada em cada gesto de quem acredita na força da cultura e da amizade. 

O mar, testemunha silenciosa de tantas histórias, parece guardar o eco de sua risada. E nós, que seguimos seus passos, aprendemos que a verdadeira eternidade não está no tempo, mas na memória que se renova a cada lembrança.

Parabéns a todos os acadêmicos que continuam realizando os propósitos de contribuir para a cultura de Brasil e Portugal. Que essa foto, compartilhada com tanto afeto por Wylma, seja um símbolo de continuidade, um lembrete de que a saudade também pode ser uma forma de presença.


© Alberto Araújo

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OAB NITERÓI FIRMA PARCERIA COM HONDA BRASIL E REFORÇA COMPROMISSO COM A ADVOCACIA E A SOCIEDADE

A Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Niterói, presidida por Pedro Gomes, acaba de firmar um convênio com a Honda Brasil, por intermédio da concessionária Hayasa Niterói, que garante condições especiais na compra de veículos diretamente de fábrica. A iniciativa oferece descontos exclusivos de 12% nos modelos HR-V e WR-V e de 9% no Honda City, benefícios que só podem ser concretizados mediante negociação direta com a fábrica Honda através da Hayasa Niterói. 

Mais do que uma vantagem comercial, essa parceria simboliza o cuidado da OAB-Niterói com seus inscritos e a busca constante por oferecer benefícios que valorizem o exercício da advocacia. A Subseção, que representa milhares de advogados e advogadas da cidade, tem se destacado por iniciativas que vão além da defesa das prerrogativas profissionais: atua como ponte entre a classe e a sociedade, promovendo cidadania, justiça e inclusão. 

Sob a liderança de Pedro Gomes, a OAB-Niterói tem reforçado seu papel institucional e social. A advocacia niteroiense não se limita ao espaço dos tribunais; ela está presente em projetos comunitários, em ações de orientação jurídica gratuita e em campanhas de conscientização que impactam diretamente a vida dos cidadãos. A Subseção tem sido protagonista em debates sobre direitos humanos, igualdade de gênero, combate à violência doméstica e defesa das minorias, mostrando que o advogado é, antes de tudo, um agente transformador da realidade. 

Pedro Gomes, à frente da 16ª Subseção, tem pautado sua gestão pela valorização da classe e pela aproximação com a comunidade. Sua atuação busca fortalecer a imagem da advocacia como essencial à democracia e ao Estado de Direito. A OAB-Niterói, sob sua presidência, tem promovido cursos de atualização, palestras e eventos culturais, criando um ambiente de constante aprendizado e integração. 

A parceria com a Honda Brasil é apenas um exemplo da visão moderna e abrangente da instituição. Ao oferecer benefícios concretos, como descontos em veículos, a OAB demonstra que está atenta às necessidades práticas dos advogados, que muitas vezes dependem de mobilidade para exercer sua profissão com eficiência. Esse cuidado com o cotidiano da advocacia reflete o compromisso da Subseção em estar ao lado de seus inscritos em todas as dimensões da vida profissional.

A advocacia niteroiense, representada pela OAB, é um patrimônio da cidade. Ela contribui para a construção de uma sociedade mais justa, orienta cidadãos em momentos de dificuldade e defende direitos fundamentais. A 16ª Subseção agradece à concessionária Hayasa Niterói pela parceria e reafirma sua missão de ser uma instituição que não apenas protege os advogados, mas também serve à comunidade com ética, responsabilidade e dedicação.

 

Créditos das fotos 

e vídeo https://www.instagram.com/reels/DcPIs-CP3BY/

© Alberto Araújo

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

PARA MÁRCIA PESSANHA

(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)

PARA MÁRCIA PESSANHA, 

Ao contemplar este voo azul, uma dança de pétalas aladas sobre o vale, não pude deixar de pensar na sua Literatura. Há algo profundamente poético na maneira como as borboletas recortam o horizonte, um movimento que é, simultaneamente, leveza e transformação. Impossível não associar esse espetáculo a você, nossa eterna "Borboletranda" da cultura fluminense.

Em suas mãos e em sua escrita, a literatura ganha a mesma volúpia, a mesma capacidade de alçar voo. Quando lemos o seu "Borboletrando", não apenas folheamos poemas; presenciamos o desabrochar de uma sensibilidade que, como estas borboletas, sabe encontrar cor mesmo nos dias mais cinzentos. Você transpõe para o papel a essência da metamorfose constante, o ímpeto de se refazer a cada verso, a cada capítulo. Que este vídeo seja um abraço, um pequeno tributo à sua trajetória luminosa. Que a sua poesia continue a transbordar, como este vale que agora se faz morada para o infinito azul.

Abraços © Alberto Araújo.


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Presidente Márcia Pessanha disse: Prezado Alberto.  Em uma luminosa manhã, céu azul, mar azul, com reflexos dourados do sol, nas espumas das ondas da praia de Icaraí, recebo com carinho seu simbólico abraço azul, com as borboletas azuis. 

E me sinto em pleno êxtase poético, conforme já expressei em meus versos: " Quando o corpo se libera e a alma alça voo, a vida é poesia." E você soube captar minha essência anímica ao traduzir com sensibilidade a minha escrita "borboletrante."

Entrando na atmosfera mágica da criação, transcrevo, em forma de agradecimento, alguns versos que bailam ao som das "Palavras Aladas. Liberta do casulo/ a libélula solta-se no azul/ buscando a luz./ Renasce Mulher Palavra/ no útero do poema./ Poema feito de carne/ de sensações vividas/ metamorfoseadas em palavras./ Palavras aladas/ dançando ao vento/palavras escolhidas/ buriladas pelo tempo (...) pois requer do iniciado/ os estágios da metamorfose./Palavras, palavras/ asas da liberdade/ voando  bem alto/ a perfumar a vida/ e a embelezar o infinito. "

E foi neste voo da imaginação poética que recebi o abraço da sua Amizade, envolto nas asas das borboletas azuis.

Márcia Pessanha.





 

A PRESENÇA DE MATILDE CARONE SLAIBI CONTI NO EVENTO “VIAGEM MUSICAL”

A Diretoria de Cultura do Elos Internacional tem a honra de informar que sua presidente, Matilde Carone Slaibi Conti, também Vice-presidente da OAB Niterói, marca presença no concerto “Viagem Musical”, realizado pela OAB Niterói em homenagem aos 199 anos da criação dos cursos jurídicos no Brasil. Além de prestigiar o evento, Matilde integra a equipe de coordenação, reafirmando seu compromisso com a valorização da cultura e da arte como instrumentos de união, sensibilidade e inspiração.

Com sua reconhecida dedicação e empatia, Matilde é exemplo de liderança que transcende fronteiras. Sua atuação no Elos Internacional reflete uma visão humanista e integradora, que acredita na harmonia entre o conhecimento jurídico e a expressão artística como pilares para a construção de uma sociedade mais justa, solidária e consciente. Em cada projeto, ela demonstra que o verdadeiro poder da gestão está em ouvir, acolher e transformar ideias em ações que promovem o bem comum. 

No palco do Theatro Municipal de Niterói, onde o som do coral se mistura à simbologia da justiça, a presença de Matilde representa o elo entre o direito e a arte, entre o rigor técnico e a emoção que move o ser humano. Sua trajetória é marcada por uma incansável busca por harmonia e equilíbrio, seja nas relações institucionais, nas causas sociais ou nas iniciativas culturais que fortalecem o espírito coletivo.

Assim, o Elos Internacional celebra não apenas a participação de sua presidente nesse evento memorável, mas também o legado de empatia, sensibilidade e comprometimento que ela imprime em cada gesto. Matilde Carone Slaibi Conti é, sem dúvida, uma inspiração para todos que acreditam que a arte e o direito podem caminhar juntos, compondo uma mesma sinfonia de valores e humanidade. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional












 

O ROTARY CLUB DE LOGAN, OHIO (EUA)


O ROTARY CLUB DE LOGAN, OHIO (EUA), está criando oportunidades para que as crianças da região aproveitem atividades ao ar livre e se divirtam.

Todos os anos, o evento de pesca do clube, chamado "Get Hooked on Rotary" (algo como "Encante-se com o Rotary"), oferece aos jovens a chance de pescar e explorar a natureza. Esse espírito de investir na juventude permeia todo o trabalho do clube, desde o apoio a programas de acolhimento familiar e auxílios financeiros para inserção no mercado de trabalho até a concessão de bolsas de estudo e uma doação de US$ 20.000 para um centro esportivo coberto local.

E eles ajudam a tornar tudo isso possível com panquecas. Há mais de 50 anos, o café da manhã anual com panquecas promovido pelo clube reúne a comunidade e arrecada fundos para projetos que ajudam os jovens a prosperar.






CAMPANHA NACIONAL INDIQUE A PEÇA QUE FALTA! ULTRAPASSAMOS 2 MIL INDICAÇÕES!

A campanha nacional Indique a Peça Que Falta já alcançou 2.002 indicações em todo o Brasil! 

Confira o ranking completo dos clubes e distritos que mais indicaram até agora! 

E ainda dá tempo de participar: indique aquela pessoa que pode ser a peça que falta para fortalecer o seu Rotary Club.

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Indique agora e ajude a ampliar o impacto do Rotary no Brasil!


 

BNB RECEBE INSCRIÇÕES PARA EDITAIS SOCIAIS 2026 COM APORTE DE ATÉ R$ 1,5 MILHÃO POR PROJETO

O Banco do Nordeste (BNB) recebe, até 13 de setembro, inscrições para os Editais Sociais 2026. A instituição financeira de desenvolvimento regional deverá investir em projetos voltados à infância e adolescência, idosos, esporte, atenção oncológica e saúde da pessoa com deficiência. Os aportes podem chegar a R$ 1,5 milhão por projeto, a depender do programa. Na edição anterior, foram disponibilizados R$ 23,6 milhões em recursos não reembolsáveis. 

As propostas aptas à captação de recursos por meio de incentivos fiscais devem ser cadastradas pelo sistema ConveniosWeb, disponível no portal da instituição. 

Os limites de apoio variam conforme a modalidade. Os projetos podem captar até R$ 350 mil por meio dos editais do Fundo da Infância e Adolescência (FIA) e do Fundo da Pessoa Idosa. Na linha de Incentivo ao Esporte, o aporte é de até R$ 500 mil.

Além dessas linhas, o Banco dará continuidade, em 2026, à terceira etapa do processo de seleção de projetos dos programas Pronon e Pronas-PCD, iniciado em 2025, com as inscrições abertas até 30 de setembro. As iniciativas apoiam com até R$ 1,5 milhão ações voltadas à atenção oncológica e à saúde da pessoa com deficiência. 

Para o diretor de Planejamento do BNB, José Aldemir Freire, os projetos sociais desempenham um importante papel de levar soluções de forma ágil e objetiva. “As propostas patrocinadas pelo BNB possuem uma ação e um público muito bem definidos, além de serem executadas por instituições estruturadas que conseguem dar agilidade. Com isso, o Banco está apoiando a criação de oportunidades de educação, saúde e assistência a quem tem urgência em ser atendido”, afirma. 

Quem concorre 

Os editais são destinados a entidades sem fins lucrativos e organizações com atuação na área de abrangência do Banco do Nordeste – estados nordestinos e partes de Minas Gerais e do Espírito Santo. O objetivo é ampliar o alcance de projetos com impacto social, fortalecendo ações de proteção à infância e adolescência, promoção dos direitos da pessoa idosa, inclusão por meio do esporte e atenção à saúde. 

Para participar, as entidades devem estar com situação cadastral regular e sem pendências relativas a projetos anteriormente apoiados pelo Banco. Nos editais FIA e Pessoa Idosa, os projetos precisam contar com a chancela dos respectivos conselhos de direitos. Já os projetos vinculados ao Incentivo ao Esporte e aos programas Pronon e Pronas-PCD devem atender às exigências previstas na legislação específica de cada modalidade.

Instituições que já receberam apoio do Banco em anos anteriores podem utilizar o cadastro existente, atualizando as informações sempre que necessário. Os editais, formulários e orientações para participação estão disponíveis na seção Investimentos Sociais e Esportivos do portal do Banco do Nordeste.

 

Clicar no link

 https://www.bnb.gov.br/sustentabilidade/investimentos-sociais-e-esportivos




 

ESCOLA MUNICIPAL SANTOS ANJOS RECEBE EXPOSIÇÃO BRASILIDADES, COM FOTOGRAFIAS DE IMPORTANTES ARTISTAS BRASILEIROS

Realizada pela ArtRio em parceria com o Shopping Leblon e com a ONG Parceiros da Educação Rio, ação quer levar para os alunos a diversidade da produção artística brasileira

Democratizar o acesso à arte, levando conhecimento e informações sobre o trabalho de grandes artistas a novos públicos, em especial crianças e adolescentes. Essa é a essência do ArtRio Educação, que em 2026 traz a mostra Brasilidades. A primeira parada é na Escola Municipal Santos Anjos, no Leblon. 

Com curadoria de Domi Valansi, essa mostra traz fotografias produzidas por importantes artistas visuais que refletem diferentes aspectos do Brasil: suas múltiplas paisagens, as vivências, os encontros e as relações entre seus habitantes. O Rio de Janeiro tem lugar de destaque em algumas dessas narrativas, em razão de sua histórica influência na formação cultural do país. 

O conceito de brasilidade engloba um conjunto de características que definem a identidade cultural, os costumes, o jeito de ser e a essência de quem nasce ou vive no país. Diante de um Brasil marcado por tantas diferenças, o que nos aproxima? Como nos relacionamos com o que nos é pouco ou nada conhecido? De que maneira podemos construir pontes entre experiências, perspectivas e modos de vida distintos? 

Domi Valansi selecionou obras de sete artistas de gerações, origens e trajetórias distintas, que, em comum, lançam seu olhar crítico e poético sobre o Brasil. São eles: Anna Bella Geiger, Fernando Young, Joelington Rios, Luiz Braga, Maria Baigur, Miguel Rio Branco e Vik Muniz. 

A exposição Brasilidades, parte do projeto ArtRio Educação, é realizada pela ArtRio em parceria com o Shopping Leblon e apoio da ONG Parceiros da Educação Rio. A mostra permanece na Escola até o dia 25 de agosto. 

CONHEÇA OS ARTISTAS DA MOSTRA BRASILIDADES 

Anna Bella Geiger

Como foi escrita a nossa história? A chegada dos portugueses ao Brasil em 1500 ainda é contada como uma “descoberta”, como era há algumas décadas? Filha de imigrantes poloneses, a artista Anna Bella Geiger questiona, neste trabalho, nossas origens e as narrativas que construímos sobre elas. Como saber se o que ouvimos é verdadeiro? E, se nem tudo é o que parece, será que podemos julgar alguém apenas pela primeira impressão? 

"Eu gostei de brincar com a ideia de dois Brasis: o nativo, onde viviam e ainda vivem os povos indígenas, os primeiros habitantes do nosso país; e o alienígena, palavra que significa alguém que não é originalmente daquele lugar. E que somos nós, que viemos viver nesta terra desde o século XVI, vindos de Portugal e de outros países da Europa, e nos tornamos também brasileiros. Também criei essas imagens para mostrar que elas nem sempre contam toda a verdade. Quando me visto como uma guerreira, fingindo ser uma indígena, quero mostrar que não podemos saber quem uma pessoa é, apenas olhando para sua aparência ou para a roupa que ela veste. As pessoas são diferentes e não cabem em rótulos ou estereótipos." - Anna Bella Geiger 

Fernando Young 

Quais festas populares você conhece e frequenta? Já pensou sobre a origem delas, suas músicas, fantasias, máscaras e significados? Neste trabalho, o fotógrafo Fernando Young viajou até uma cidadezinha em Goiás para registrar uma celebração que remonta a fatos históricos de mais de 800 anos. Vale também refletir sobre como narrativas históricas e religiosas foram construídas e transmitidas ao longo do tempo.

Todos os anos, centenas de pessoas mascaradas percorrem as ruas da cidade de Pirenópolis, montadas em cavalos, como parte de um festejo popular chamado de Cavalhadas. Parte da Festa do Divino Espírito Santo, elas encenam, de forma teatral, as batalhas entre cristãos e mouros ocorridas durante a Idade Média na Península Ibérica. Nos três dias de encenações, dois grupos distintos, um representando os mouros (vestidos de vermelho), o outro os cristãos (vestidos de azul) encenam repetidamente as batalhas sobre seus cavalos. Nos intervalos, um terceiro grupo, os mascarados, também chamados de cucurucus, anima o público com máscaras divertidas e roupas coloridas, destoando, com seu comportamento irreverente, do gestual solene da encenação das batalhas. 

Joelington Rios

Ao longo de sua história, o Rio de Janeiro recebeu povos de diferentes origens. Muitos chegaram por vontade própria, enquanto outros foram trazidos à força durante o período colonial. Como o maior porto de entrada de africanos escravizados nas Américas, a cidade recebeu cerca de dois milhões de pessoas entre os séculos XVI e XIX. Você conhece o Cais do Valongo? Localizado na Zona Portuária, o sítio ganhou o título de Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2017, por ser o único vestígio material desta chegada na América e um marco fundamental para a preservação da memória desse período da história. 

Nascido no quilombo Jamary dos Pretos, no Maranhão, Joelington Rios chega também ao Rio de Janeiro, mas, a partir de sua arte, passa a criar novas narrativas da história e a relação de pessoas racializadas com a cidade. Sua pesquisa tem como objetivo revelar outras corporalidades, criar significado, ressignificar memórias e elaborar outras formas de existência. 

Luiz Braga 

O cotidiano pode ser poético? O que merece ser registrado em imagens? Você tem o hábito de tirar fotos de coisas e das pessoas do seu cotidiano? O premiado fotógrafo Luiz Braga nasceu em Belém do Pará, e aos 11 anos começou a fotografar. Durante muito tempo, suas imagens foram principalmente em preto e branco. Até que ele descobriu as cores da visualidade popular amazônica e sua fotografia ficou ainda mais vibrante. Um dado interessante é que ele tem uma relação de proximidade com seus fotografados: mantém com eles um contato constante ao longo dos anos. 

“A obra “A Preferida” retrata uma cena comum na periferia ribeirinha de Belém (Pará), vemos a cena sendo iluminada pelas diversas cores. Na cena onde a família está reunida em frente a sua casa podemos observar vários cenários, no centro vemos o churrasquinho posto à mesa, ao fundo vemos uma caixa de som que toca enquanto as pessoas conversam, a luz vermelha a direita sinaliza que ainda tem o açaí, fruto típico da região amazônica, para vender na barraquinha A Preferida. A imagem é subvertida pelas cores e a luz artificial dando movimento a vida que pulsa no ambiente, um povo singelo que tem a cor como identidade é um retrato rico da nossa Brasilidade” - Luiz Braga 

Maria Baigur 

Quanto vale uma vista para o mar? No Rio de Janeiro, muitas das áreas mais valorizadas estão localizadas ao longo da orla, onde a paisagem se transforma em um símbolo de status. Ao mesmo tempo, há um contraste marcante: diversas favelas também ocupam morros com vistas privilegiadas, mas seus moradores convivem diariamente com a falta de infraestrutura, serviços públicos e oportunidades. A mesma paisagem que representa luxo para alguns é apenas o cenário de uma vida marcada por desigualdades para outros. 

Nesta imagem de Maria Baigur, a cidade ainda não é ocupada por personagens, ela é a própria paisagem que se torna personagem. Não se trata de uma imagem sobre arquitetura, trata de estados de passagem. O muro não separa apenas um dentro e um fora; ele interrompe a visão e, ao mesmo tempo, a projeta para um horizonte sem medida. A parabólica aponta para um céu vazio. É nesse deslocamento do olhar que a paisagem deixa de funcionar como cenário e passa a existir como personagem, revelando uma dimensão metafísica escondida nas formas mais comuns da cidade. Quais são os limites e quais deles podemos ultrapassar? 

Miguel Rio Branco 

No Brasil do começo do século XX, o banho de mar deixou de ser apenas um ato terapêutico, indicado para tratar doenças, e passou a ser visto como uma atividade de lazer e convivência social. Todo mundo se encontra lá. O que você acha bonito em uma visita à praia e o que não gosta? 

Miguel Rio Branco é um dos nomes mais importantes da fotografia contemporânea brasileira, com grande projeção internacional. Ele também atua como pintor e diretor de cinema. É neto do cartunista J. Carlos, bisneto do Barão do Rio Branco e tataraneto do Visconde de Rio Branco. Você conhece esses nomes? Suas obras são marcadas por cores fortes e intensas e registram momentos da vida cotidiana de maneira muito poética. Esta imagem única se cria a partir da junção de nove fotos. Como um filme é feito de vários pedacinhos. Misturando diferentes momentos, ele cria um grande quebra-cabeça de lembranças e ideias que nos convidam a olhar com atenção e imaginar nossas próprias histórias. 

Vik Muniz 

Quando não havia ainda e-mail, aplicativo de mensagens ou redes sociais, quando as pessoas viajavam, elas mandavam pelo correio um cartão-postal. Um pedaço de papel com uma foto de uma paisagem ou um ponto turístico de um lado e do outro um espaço para escrever uma mensagem rápida e enviar, sem a necessidade de um envelope. Você já enviou uma carta ou um cartão postal?

Nesta série, o artista Vik Muniz recria paisagens icônicas globais utilizando colagens gigantescas feitas exclusivamente a partir de fragmentos de cartões-postais antigos que ele coleciona. Em vez de utilizá-los prontos, ele os corta em pequenos fragmentos e monta grandes colagens. Mas será que o mundo não é mais ou menos assim? De quantos lugares é feita a nossa cidade? Quantas construções, pessoas, veículos, coisas? Tudo isso não está junto, ao mesmo tempo? Este trabalho também brinca com a percepção visual: de longe, as obras parecem fotografias nítidas. Quando nos aproximamos, a imagem revelando a infinidade de pequenos pedaços sobrepostos. 

Fonte: Ipê Amarelo Comunicação