terça-feira, 3 de março de 2026

CONCERTO DA TEMPORADA DE CLÁSSICOS, NO TEATRO AMAZONAS COM LICIA LUCAS

 

Uma noite que ecoa no tempo: o vídeo da apresentação de Licia Lucas, resgatado para celebrar os 130 anos do Teatro Amazonas, os 29 anos da Orquestra Filarmônica do Amazonas e os 25 anos daquela inesquecível noite em que a música de Tchaikovsky encontrou o coração da Amazônia.

Clicar no link: 

https://youtu.be/E8oIrsJXjVU?si=8gDDLZH0iTDXCLvH


"A música é memória viva: no palco do Teatro Amazonas,

cada acorde de Licia Lucas continua a ecoar

como celebração da arte, da história e da eternidade."

— Alberto Araújo



O Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, é um dos símbolos mais marcantes da cultura brasileira e da história da cidade de Manaus. Construído durante o ciclo da borracha, tornou-se um ícone arquitetônico e artístico, projetado para ser um espaço de encontro entre a riqueza da floresta amazônica e a tradição cultural europeia. Sua cúpula colorida, adornada com mosaicos, e sua sala de espetáculos majestosa, com capacidade para mais de 700 pessoas, fazem dele um dos teatros mais belos e reconhecidos do mundo. 

Ao longo do século XX, o Teatro Amazonas passou por períodos de glória e de silêncio, até que, na década de 1990, foi revitalizado e devolvido à cidade como centro ativo da vida cultural. Nesse contexto, nasceu a Orquestra Amazonas Filarmônica, em 1997, consolidando o projeto de criar corpos artísticos estáveis e de promover temporadas regulares de música erudita. 

A Temporada de Clássicos foi concebida como parte desse movimento de revitalização, trazendo ao público manauara e aos visitantes internacionais uma programação de alto nível, com obras do repertório sinfônico universal e a participação de solistas e maestros renomados. Cada concerto é pensado para unir tradição e inovação, oferecendo experiências musicais que dialogam com a história e com o presente. 

No dia 28 de setembro de 2001, o Teatro Amazonas recebeu um dos concertos mais memoráveis dessa temporada, reunindo a Orquestra Amazonas Filarmônica, a pianista brasileira Licia Lucas e o maestro mexicano Eduardo Alvarez. O programa incluiu três obras de grande impacto: a abertura A Grande Páscoa Russa, de Rimsky-Korsakov; o Concerto nº 1 em Si bemol menor para piano e orquestra, de Tchaikovsky; e a Sinfonia nº 5 em mi menor, também de Tchaikovsky.

Esse encontro artístico reafirmou o papel do Teatro Amazonas como palco de excelência, capaz de receber produções de nível internacional e de emocionar o público com interpretações memoráveis. A Temporada de Clássicos, ao longo dos anos, consolidou-se como um dos pilares da vida cultural da região, projetando Manaus no cenário da música erudita mundial. 

Assim, na mágica noite de 28 de setembro de 2001, o monumental Teatro Amazonas, em Manaus, abriu suas portas para mais uma apresentação memorável da Temporada de Clássicos, reunindo a Orquestra Amazonas Filarmônica, a pianista brasileira Licia Lucas e o maestro mexicano Eduardo Alvarez. O evento marcou não apenas um encontro artístico de altíssimo nível, mas também reafirmou o papel do Teatro Amazonas como centro irradiador da cultura erudita no Brasil e na América Latina.

O PROGRAMA DA NOITE 

Às 20h o palco foi tomado pela presença da solista Licia Lucas, que interpretou o monumental Concerto nº 1 em si bemol menor, opus 23, de Piotr Ilitch Tchaikovsky. Esta obra, uma das mais populares do repertório pianístico, exige da intérprete não apenas virtuosismo técnico, mas também profundidade expressiva. Estruturado em três movimentos: Allegro non troppo e molto maestoso - Andante semplice – Prestissimo e Allegro con fuoco, o concerto é um verdadeiro desafio, que Licia enfrentou com maestria, conquistando o público com sua sonoridade refinada e sua interpretação vigorosa. 

Após o intervalo, a orquestra retornou ao palco para executar a Sinfonia nº 5 em mi menor, opus 64, de Tchaikovsky, sob a regência de Eduardo Alvarez. Esta sinfonia, marcada pelo tema do destino que perpassa todos os movimentos, é uma das obras mais dramáticas e intensas do compositor russo. Do Andante - Allegro con Anima inicial até o grandioso Finale – Andante majestoso - Allegro vivace e Presto, a interpretação da Amazonas Filarmônica revelou maturidade artística e coesão sonora, conduzida com firmeza e sensibilidade pelo maestro Alvarez.

A SOLISTA – LICIA LUCAS

Nascida em São Paulo, Licia Lucas construiu uma carreira internacional de destaque. Laureada com a Medalha de Ouro por Arturo Benedetti Michelangeli no Concurso Internacional Viotti, na Itália, Licia apresentou-se em diversos países, consolidando-se como uma das grandes damas do piano brasileiro. 

Sua formação musical foi ampla e diversificada: estudou no Brasil com Homero de Magalhães e, posteriormente, na Itália com Vincenzo Vitale, herdeiro da tradição pianística de Thalberg, no Conservatório de Santa Cecília de Roma. Aperfeiçoou-se ainda com Bruno Seidhofer e Hans Graf, da escola vienense, o que lhe conferiu uma sólida base técnica e estilística. 

Nos Estados Unidos, obteve grande sucesso como solista da Miami Symphony Orchestra, recebendo elogios da crítica especializada, que destacou sua sonoridade especial e sua capacidade de transitar entre os tons brilhantes e os matizes mais delicados. 

Ao longo de sua trajetória, Licia apresentou-se com importantes orquestras, como a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a UCF Central Florida Orchestra, a Orquestra Sinfônica do Estado do México e diversas sinfônicas brasileiras. Participou de festivais internacionais e teve suas apresentações patrocinadas por instituições de prestígio, como a UNESCO, a OEA e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. 

Reconhecida por sua versatilidade, Licia gravou obras de Chopin e o CD “Il Barocco” além de realizar turnês internacionais em países da Europa, América Latina e Estados Unidos. Sua presença no palco do Teatro Amazonas, em 2001, reafirmou sua posição como uma intérprete de excelência, capaz de dialogar com o repertório romântico de Tchaikovsky com intensidade e lirismo. 

O REGENTE – EDUARDO ALVAREZ 

O maestro Eduardo Alvarez, responsável pela regência da noite, é uma figura de destaque no cenário musical internacional. Fundador da Orquestra Filarmônica de Acapulco em 1998, Alvarez reuniu músicos de diversas partes do mundo e rapidamente consolidou a orquestra como uma das mais respeitadas do México. 

Sua formação inclui estudos na Escola Nacional de Música da Universidade Nacional Autônoma do México e no Conservatório Nacional da Cidade do México, onde se graduou em violino e regência orquestral em 1976. Aperfeiçoou-se na Itália, na Accademia Musicale Chigiana, sob a orientação do lendário maestro Franco Ferrara, experiência que lhe abriu portas para reger a Orquestra Sinfônica de Sofia. 

Ao longo de sua carreira, Alvarez colaborou com importantes orquestras dos Estados Unidos e da Europa, além de ter fundado a primeira companhia privada de ópera do México em 1994. Sua atuação é marcada pela versatilidade e pela capacidade de conduzir grandes produções, sempre com rigor técnico e sensibilidade artística. 

No concerto de 2001 em Manaus, Alvarez demonstrou sua habilidade ao também extrair da Amazonas Filarmônica uma sonoridade coesa e expressiva. 

A ORQUESTRA AMAZONAS FILARMÔNICA

Criada em novembro de 1997, a Orquestra Amazonas Filarmônica rapidamente se destacou como um dos principais grupos orquestrais da América do Sul. Idealizada pelo governador Amazonino Mendes, a orquestra foi concebida como parte de um projeto de revitalização cultural do Estado do Amazonas, tendo o Teatro Amazonas como sede e símbolo.

A seleção de seus músicos ocorreu por meio de audições nacionais e internacionais, incluindo provas na Bulgária, Bielorrússia e São Petersburgo, o que garantiu a presença de instrumentistas de altíssimo nível. Desde sua fundação, a orquestra tem se apresentado em importantes palcos brasileiros, como a Sala São Paulo e o Teatro da Paz, em Belém, além de participar do Festival Amazonas de Ópera, considerado o mais importante evento operístico do Brasil. 

Sob a direção artística de Luiz Fernando Malheiro, a Amazonas Filarmônica consolidou-se como um corpo estável de excelência, capaz de interpretar repertórios variados e de colaborar com solistas e maestros de renome internacional. 

O SIGNIFICADO DO CONCERTO 

O concerto da Temporada de Clássicos em 28 de setembro de 2001 foi mais do que uma apresentação musical: representou a convergência de talentos internacionais e nacionais em um espaço histórico e simbólico. A presença de Licia Lucas, pianista brasileira com carreira internacional, e de Eduardo Alvarez, maestro mexicano de prestígio, reforçou o caráter cosmopolita da programação do Teatro Amazonas. 

A execução de obras de Rimsky-Korsakov e Tchaikovsky proporcionou ao público uma viagem pelo repertório russo, marcado por intensidade dramática e riqueza orquestral. A interpretação da Amazonas Filarmônica, aliada ao virtuosismo de Licia Lucas e à regência firme de Alvarez, resultou em uma noite inesquecível, que permanece na memória cultural da cidade de Manaus e do Brasil. 

O CONCERTO Nº 1 EM SI BEMOL MENOR DE TCHAIKOVSKY 

Entre as obras mais célebres do repertório pianístico universal, o Concerto nº 1 em Si bemol menor, opus 23, de Piotr Ilitch Tchaikovsky, ocupa um lugar de destaque absoluto. Composto em 1874-1875, este concerto tornou-se rapidamente um dos mais executados e amados pelo público, não apenas pela grandiosidade de sua escrita, mas também pela combinação entre virtuosismo técnico e intensidade emocional. 

A GÊNESE DA OBRA 

Tchaikovsky iniciou a composição do concerto em Moscou, em um momento de grande efervescência criativa. Originalmente, o compositor apresentou a obra ao pianista e professor Nikolai Rubinstein, esperando que este fosse o intérprete ideal para a estreia. No entanto, Rubinstein criticou severamente a peça, chamando-a de “impossível de tocar” e “sem valor artístico”. Ferido, mas convicto de sua inspiração, Tchaikovsky recusou-se a alterar substancialmente a obra e dedicou-a ao pianista e maestro alemão Hans von Bülow, que a estreou em Boston em 1875. O sucesso foi imediato, e o concerto passou a ser reconhecido como uma das joias do repertório romântico. 

ESTRUTURA E CARACTERÍSTICAS MUSICAIS 

O concerto é dividido em três movimentos, cada um com características próprias que revelam a genialidade de Tchaikovsky: 

1. Allegro non troppo e molto maestoso O primeiro movimento abre com uma das introduções mais famosas da música clássica: um tema majestoso, apresentado pela orquestra e acompanhado por acordes poderosos do piano. Curiosamente, este tema nunca retorna ao longo da obra, funcionando como uma espécie de portal sonoro que conduz o ouvinte ao universo dramático do concerto. O movimento desenvolve-se em forma sonata, com passagens de grande virtuosismo, contrastes entre lirismo e energia, e diálogos intensos entre piano e orquestra. 

2.Andante semplice – Prestissimo O segundo movimento oferece um contraste delicado. O piano inicia com uma melodia simples e lírica, que evoca uma atmosfera intimista. No entanto, o clima é interrompido por uma seção central marcada por um ritmo vivo e dançante, quase como uma peça de salão. Essa alternância entre simplicidade e brilho confere ao movimento uma beleza particular, revelando o lado mais poético de Tchaikovsky. 

3.Allegro con fuoco O terceiro movimento é uma explosão de energia. Inspirado em danças populares russas e ucranianas, apresenta um ritmo vibrante e contagiante. O piano assume papel protagonista, com passagens de grande dificuldade técnica, enquanto a orquestra sustenta o clima festivo e arrebatador. O concerto culmina em um final triunfante, que deixa o público em êxtase.

A INTERPRETAÇÃO DE LICIA LUCAS 

Na noite de 28 de setembro de 2001, no Teatro Amazonas, a pianista Licia Lucas assumiu o desafio de interpretar esta obra monumental diante da Orquestra Amazonas Filarmônica, sob a regência de Eduardo Alvarez. Sua execução foi marcada por equilíbrio entre força e delicadeza, virtuosismo e sensibilidade.

No primeiro movimento, Licia destacou-se pela clareza dos acordes iniciais e pela capacidade de manter o diálogo intenso com a orquestra, sem perder a fluidez da linha melódica. No segundo movimento, sua interpretação revelou um lirismo refinado, com toques suaves e expressivos que encantaram o público. Já no terceiro movimento, Licia demonstrou domínio técnico absoluto, enfrentando as passagens rápidas e vigorosas com segurança e brilho, conduzindo a obra até o seu desfecho triunfal.

O IMPACTO DA OBRA E SUA RECEPÇÃO

O Concerto nº 1 de Tchaikovsky é considerado um marco no repertório pianístico por sua capacidade de unir elementos populares e eruditos, virtuosismo e emoção. Sua popularidade transcende fronteiras culturais, sendo executado por pianistas de diferentes gerações e nacionalidades. 

Na apresentação de 2001, o concerto ganhou uma dimensão especial: interpretado por uma pianista brasileira de carreira internacional, em um dos palcos mais emblemáticos da América Latina, acompanhado por uma orquestra jovem e vibrante, sob a batuta de um maestro de renome internacional. O resultado foi uma noite memorável, que reafirmou a universalidade da música de Tchaikovsky e sua capacidade de emocionar públicos diversos. 

Mais do que um espetáculo musical, o concerto reafirmou o papel do Teatro Amazonas como palco de excelência internacional, capaz de acolher artistas de renome e de oferecer ao público experiências estéticas profundas. A Orquestra Amazonas Filarmônica, jovem mas já consolidada, demonstrou maturidade e vigor, confirmando sua posição entre os principais grupos orquestrais da América do Sul.

A Temporada de Clássicos de 2001, com este concerto em especial, mostrou que a música erudita é capaz de transcender fronteiras geográficas e temporais, conectando Manaus ao mundo e unindo plateias diversas em torno da beleza universal da arte. Foi uma noite em que cada acorde, cada gesto e cada silêncio se transformaram em celebração da vida, da cultura e da memória.

COMENTÁRIO DE LICIA LUCAS

Concerto No. 1 em Si bemol menor foi composto por Tchaikovsky em Novembro de 1874. Entusiasmado com a nova criação, no Natal do mesmo ano ele a tocou para seu amigo, o pedagogo e Diretor do Conservatório de Moscou, Nikolai Rubinstein a quem tinha intenção de dedicar a obra. As coisas não foram muito bem, porque Tchaikovsky, tendo tido que escutar as severas críticas de Nikolai Rubinstein (o qual considerava que somente 2 ou 3 páginas poderiam se salvar), saiu repentinamente da sala, muito aborrecido dizendo que não mudaria uma única nota do concerto. O concerto foi então dedicado ao pianista Hans von Bülow quem o tocou por primeira vez em Boston em 1875, com um tão grandioso sucesso que o próprio Nikolai admitiu rapidamente seu erro inicial de apreciação e o incorporou a seu repertório em “tournées” de grande sucesso. Para Stravinsky, “Tchaikovsky demonstrou ser profundamente russo e destacou-se pelo esplendor de seu poderoso engenho, encontrando sua verdadeira forma de expressão em generoso abraço ao mundo ocidental”.

O Concerto No. 1 de Tchaikovsky e o concerto em Lá menor de Grieg, são sem dúvida dois dos mais conhecidos e populares já compostos. Os artistas e os compositores tornam-se realmente populares quando conseguem transmitir aos seres humanos a essência da vida, transcendendo o tempo e a condição humana da própria existência, transformando o finito em eterno; e por meio da misteriosa forma de comunicação da música são capazes de induzir nos seres humanos os melhores sentimentos, guiados pela beleza e pela sinceridade que preside a criação das grandes obras.”


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"Na memória do Teatro Amazonas, cada nota de Licia Lucas é como uma chama que nunca se apaga, iluminando 130 anos de história e 29 anos de música  com a força de um instante eterno. O destino da arte é permanecer: naquela noite de 2001, o piano de Licia Lucas uniu passado e futuro, e hoje, 25 anos depois, ainda ressoa como  celebração da vida e da cultura amazônica."  — Alberto  Araújo

 








A PAZ COMO ESSÊNCIA: O CAMINHO ROTÁRIO - TEXTO REFLEXIVO DE © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADO EM TEMA ROTÁRIO

(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)

Falar de paz no contexto do Rotary não é falar de um conceito abstrato ou de uma ausência passageira de guerra. É falar de uma paz ativa, construída com tijolos de educação, saúde, saneamento e, acima de tudo, compreensão mútua. 

Como o vídeo destaca, a "Educação que Transforma" é o pilar central. O Rotary entende que a paz nasce na mente dos homens. Ao capacitar líderes nos Centros Rotary pela Paz, a organização não está apenas enviando mediadores para zonas de conflito; está plantando árvores de esperança em solos antes castigados pelo medo. 

A menção a Enrique Ernesto Febbraro, o criador do Dia do Amigo, não é por acaso. A paz rotária é fundamentada na Amizade com Propósito. Quando pessoas de diferentes nações, culturas e religiões se unem sob o lema "Dar de si antes de pensar em si", as fronteiras se tornam pontes. A paz se manifesta no aperto de mão, no projeto compartilhado e na crença inabalável de que somos uma única família humana.

UMA CONSTRUÇÃO DIÁRIA

A paz que o Rotary carrega em sua essência é:

Solidária: Pois não há paz onde existe fome ou doença.

Educativa: Pois o conhecimento é o maior antídoto contra o preconceito.

Resiliente: Pois não desiste diante das dificuldades geopolíticas. 

Ao celebrar a paz, o Rotary nos convida a ser "Paz no Mundo". Não como espectadores, mas como arquitetos de uma realidade onde a esperança vence o conflito e a amizade transforma o futuro. 

© Alberto Araújo

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UPPES: 80 ANOS DE LUTA E VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO - DR. STELLING JÚNIOR E A MISSÃO DA UPPES NA DEFESA DOS PROFESSORES.

UPPES: A voz histórica da educação pública no Rio de Janeiro. A União dos Professores Públicos no Estado – Sindicato (UPPES) é muito mais do que uma entidade sindical: é um verdadeiro patrimônio da educação fluminense. Com mais de 80 anos de história, a UPPES consolidou-se como a voz firme e incansável dos professores e profissionais da educação da rede pública estadual do Rio de Janeiro, atuando tanto em defesa dos ativos quanto dos aposentados. Hoje, sob a presidência do Dr. Stelling Júnior, a instituição reafirma seu compromisso com a valorização da categoria e com a construção de um futuro mais justo para o magistério. 

A trajetória da UPPES é marcada pela luta constante por melhores salários, condições dignas de trabalho e respeito à profissão docente. Em cada negociação com o governo estadual, o sindicato se coloca como escudo e porta-voz dos educadores, garantindo que suas reivindicações não sejam ignoradas. Além da atuação política, a entidade se destaca pela força jurídica: oferece assistência especializada e promove ações coletivas que asseguram direitos fundamentais, como o cumprimento do piso nacional e questões previdenciárias. 

Mas a UPPES vai além da defesa institucional. Ela cuida de seus filiados com serviços que impactam diretamente a qualidade de vida: convênios médicos, odontológicos e psicológicos, além de atividades culturais e de lazer que fortalecem o vínculo entre os profissionais. Recentemente, inovou ao lançar o Núcleo de Ensino, iniciativa que democratiza o acesso à capacitação e à pós-graduação, oferecendo cursos de qualidade a preços acessíveis. Trata-se de um investimento estratégico na formação contínua dos professores, que são os pilares da educação pública. 

Com sede no Rio de Janeiro, a UPPES permanece firme em sua missão de representar e valorizar os docentes e especialistas em educação. A liderança do Dr. Stelling Júnior simboliza a renovação dessa luta histórica, reafirmando que a educação pública só será forte quando seus profissionais forem respeitados, reconhecidos e apoiados. A UPPES é, portanto, mais do que um sindicato: é a guardiã da dignidade do magistério estadual e uma presença de esperança para todos que acreditam no poder transformador da educação. 

CENTRO UPPES DE MEMÓRIA E PESQUISA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA FLUMINENSE 

A UPPES, sempre comprometida com a valorização do magistério e a defesa da educação pública, dá mais um passo histórico com a criação do Centro de Memória e Pesquisa da Educação Pública Fluminense. Trata-se de uma iniciativa que transforma em realidade uma meta de longa data: oferecer um espaço dedicado à preservação da história, ao estímulo da produção acadêmica e à formação contínua dos profissionais da educação. 

Aberto a pesquisadores e estudantes, o Centro será um ambiente de reflexão, estudo e inovação. Entre suas principais atividades estão: 

CURSOS VOLTADOS PARA CAPACITAÇÃO E ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL 

Palestras com especialistas e lideranças da área educacional.

Rodas de Estudos, que incentivam o diálogo e a construção coletiva do conhecimento.

Concursos que estimulam a produção intelectual e cultural.

Debates que fortalecem a consciência crítica e a participação ativa dos educadores. 

Com o lema “Lux in Tenebris” (Luz na Escuridão), o Centro reafirma a missão da UPPES de iluminar caminhos e oferecer alternativas diante dos desafios da educação pública. Mais do que um espaço físico, é um marco simbólico que celebra a memória da luta sindical e projeta novas possibilidades para o futuro da educação no Rio de Janeiro.

Assim, a UPPES amplia sua atuação: além de defender direitos e oferecer serviços aos filiados, passa a investir na produção de conhecimento e na valorização da história da educação pública fluminense. O Centro é, portanto, um convite à participação, à pesquisa e ao fortalecimento da identidade coletiva dos professores e especialistas em educação.


© Alberto Araújo

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segunda-feira, 2 de março de 2026

REUNIÃO DA DIRETORIA DO ELOS INTERNACIONAL – GESTÃO 2026-2027


Abertura da Sessão. Na noite de 02 de março de 2026, em pontualidade britânica, às 19h30min, deu-se início à reunião da Diretoria do Elos Internacional, gestão 2026-2027. A sessão foi conduzida pela plataforma Google Meet, recurso tecnológico que tem permitido à instituição manter sua dinâmica de encontros e decisões mesmo em tempos de distâncias geográficas. 

O anfitrião da noite foi o vice-presidente da instituição, Sidney Cardoso da França, que, com sua habitual serenidade e firmeza, abriu os trabalhos administrativos. A reunião tinha como objetivo central apresentar e integrar os novos membros da Diretoria, além de discutir projetos e programações culturais que marcarão a gestão recém-iniciada. 

O Elos Internacional é uma entidade cultural e social que se destaca pela sua capacidade de unir pessoas em torno de valores universais de fraternidade, cultura e solidariedade. Sua missão transcende fronteiras, promovendo o diálogo entre povos e incentivando a valorização das tradições culturais de diferentes países. 

Ao longo de sua trajetória, o Elos tem se consolidado como um espaço de convivência e de construção coletiva, onde cada reunião, cada projeto e cada iniciativa refletem o compromisso com a integração e o fortalecimento dos laços humanos. 

À frente da instituição está Matilde Carone Slaibi Conti, presidente eleita para o biênio 2026-2027. Matilde é reconhecida por sua dedicação incansável às causas culturais e pela habilidade em conduzir processos de gestão com equilíbrio e visão estratégica. Sua liderança inspira confiança e motiva os membros da Diretoria a se engajarem em projetos de grande relevância. 

Matilde representa não apenas a continuidade de uma tradição, mas também a renovação de ideias e práticas que fortalecem o Elos Internacional. Sua presença na presidência é um marco que reafirma o compromisso da instituição com a excelência e com a valorização da diversidade cultural. 

O vice-presidente, Sidney Cardoso da França, é personalidade central na dinâmica da instituição. Dotado de grande habilidade organizacional e profundo conhecimento sobre o Elos, Sidney exerce influência significativa na condução das atividades. Sua capacidade de articular ideias, de mediar debates e de propor soluções faz dele um verdadeiro pilar da gestão. 

Na abertura da reunião, Sidney destacou a importância da integração dos novos membros e ressaltou que cada reunião do Elos é mais do que um encontro administrativo: é um espaço de construção de valores e de fortalecimento da missão institucional. 

As reuniões do Elos Internacional possuem uma dimensão que vai além da formalidade administrativa. Elas são momentos de celebração da cultura, de troca de experiências e de reafirmação dos laços que unem os membros da instituição.

Cada encontro é marcado por debates produtivos, pela apresentação de projetos e pela definição de programações que refletem o compromisso da entidade com a promoção cultural. A reunião de 02 de março de 2026 não foi diferente: tratou-se de um encontro produtivo, rico em ideias e em perspectivas para o futuro. 

Durante a reunião, falou-se de projetos que visam ampliar a atuação do Elos Internacional em diferentes áreas culturais. Foram discutidas programações que envolvem eventos literários, musicais e artísticos, além de iniciativas voltadas para o fortalecimento da identidade cultural dos povos.

A Diretoria reafirmou seu compromisso com a promoção de atividades que valorizem a diversidade e que incentivem o diálogo intercultural. A gestão 2026-2027 promete ser marcada por uma agenda intensa e significativa, capaz de consolidar ainda mais o papel do Elos no cenário internacional. 

A reunião contou com a presença de diversos membros da Diretoria e outros importantes membros. Entre os presentes, destacam-se nomes que representam diferentes áreas de atuação e que, juntos, compõem a força coletiva da instituição:  Além, da Presidente Matilde Slaibi Conti, Vice-presidente Sidney Cardoso da França estiveram presentes: Marcia Pessanha – Governadora Distrito 8 do Elos Internacional e os membros elistas: Selma França; Henrique Marcos; Goretti Rocha; Everton Siqueira; Olga Molerinho; Fernanda Pereira; Antônio Santos; Matheus Miranda; Rubens Carrilho Fernandes; Nagib Slaibi Filho; Sue Hellen Oliveira; Celestino Augusto; Adriana Macrini; Maria Panait; Rosina Bezerra Melo Santos, Bernardo Lima; Alberto Araújo. 

A lista de participantes evidencia a pluralidade e a riqueza de talentos que o Elos Internacional reúne em sua estrutura. Cada membro traz consigo experiências e perspectivas que enriquecem o debate e fortalecem a construção de projetos comuns.

O encontro de 02 de março de 2026 foi mais do que uma reunião administrativa: foi um marco na história do Elos Internacional. A integração dos novos membros da Diretoria, a discussão de projetos culturais e a reafirmação dos valores institucionais demonstram a vitalidade da entidade e sua capacidade de se renovar constantemente. 

Sob a liderança de Matilde Carone Slaibi Conti e com o apoio firme de Sidney Cardoso da França, o Elos Internacional inicia sua gestão 2026-2027 com perspectivas promissoras. A reunião deixou claro que a instituição está preparada para enfrentar desafios, para promover a cultura e para fortalecer os laços que unem seus membros em torno de uma missão comum. Encerrando a reunião administrativa foi-se executado o Hino Oficial do Elos Internacional. 

© Alberto Araújo

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HOMENAGEM AO PIANISTA JÚLIO ENRIQUE GOMEZ FOCUS PORTAL CULTURAL – CURADORIA DE ALBERTO ARAÚJO


“Põe toda a tua alma nisso, toca da maneira como sentes a música!”

Frédéric Chopin 

É com essa frase, que atravessa séculos e continua a ecoar como um chamado à autenticidade, que saudamos o pianista Júlio Enrique Gomez, um artista o qual a sua vida se confunde com a própria essência da música. Aos 83 anos, Júlio permanece como um astro de sensibilidade e elegância, encantando plateias e tocando corações com a mesma intensidade de quando iniciou sua jornada artística. 

Sua primeira aparição artística aconteceu nas Acolhidas Musicais e Poéticas, um evento que já trazia no nome a promessa de acolhimento e beleza. Naquela noite memorável, um trio interpretava canções italianas, e ao final, Júlio presenteou o público com clássicos populares e tarantelas napolitanas. Foi nesse instante que o público descobriu não apenas um pianista, mas um intérprete capaz de transformar notas em emoções, melodias em memórias, e o palco em um espaço de comunhão. 

A trajetória de Júlio é marcada por experiências que ultrapassam o comum. Nas décadas de 1960 e 1970, trabalhou no navio da Linea C, na rota Buenos Aires–Itália. Ali, uniu duas de suas grandes paixões: atuou como Chef Stewart, Comissário Chefe e também como pianista. Entre travessias e horizontes marítimos, Júlio levava música, elegância e cultura aos viajantes, transformando cada noite a bordo em um espetáculo de refinamento. O piano, em suas mãos, tornava-se ponte entre continentes, entre línguas, entre almas. 

Mas Júlio não é apenas músico. Sua vida é dedicada às artes e às letras, revelando uma dimensão cultural rara e multifacetada. É membro do Centro de Letras do Paraná, da Academia de Letras José de Alencar, da Academia Sul Brasileira de Letras, da Academia de Cultura de Curitiba, da Academia de Ciências e Artes do Brasil, da Academia Paranaense da Poesia e da Academia Intercontinental de Artistas e Poetas. Essa constelação de instituições evidencia a amplitude de sua contribuição cultural, que vai muito além da música: Júlio é um guardião da palavra, um cultivador da poesia, um embaixador da arte.

Recentemente, no Palco dos 5 Sentidos, Júlio apresentou um repertório que incluía noturnos, mazurkas e polonaises de Chopin. Mas sua arte não se limita ao romantismo polonês: ele se expande por tangos argentinos, melodias francesas e outras surpresas que revelam uma alma moldada pelo mundo, pela poesia e pelo tempo. Cada apresentação é uma viagem, cada acorde é uma revelação.

Júlio é um artista chique, que se apresenta de terno e fraque, porque para ele cada concerto é uma celebração da música e da vida. Sua presença no palco é a de um cavalheiro das artes, alguém que entende que a forma também comunica, que a estética é parte da experiência. O público não vê apenas um pianista: vê um mestre que honra a tradição, que respeita a música e que oferece sua arte como um ritual de beleza. 

Aos 83 anos, Júlio Enrique Gomez continua a nos ensinar que a música é eterna, que a arte não envelhece, que o espírito criativo é capaz de atravessar o tempo e permanecer jovem. Sua trajetória é uma lição de dedicação, de amor à cultura, de fidelidade àquilo que realmente importa.

O Focus Portal Cultural, sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, presta esta homenagem a Júlio Enrique Gomez como reconhecimento de sua trajetória e de sua importância. Celebramos não apenas o pianista, mas o homem que fez da música sua vida, que fez da arte sua missão, que fez da elegância sua marca.

Júlio é mais do que um artista: é um símbolo. Um símbolo da resistência da beleza em tempos difíceis, da permanência da cultura em meio às mudanças, da força da música como linguagem universal. 

Que esta homenagem seja também um convite: que todos nós possamos ouvir Júlio, não apenas com os ouvidos, mas com o coração. Que possamos aprender com sua trajetória que a arte é, acima de tudo, um ato de amor.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)






O pianista argentino Júlio Enrique Gomez interpreta obras-primas do repertório romântico e universal, em um programa que transita entre Chopin, Beethoven, Schubert e melodias populares que atravessam fronteiras e épocas:

 

Waltz in B minor, Op. 69, No. 2 - Chopin

Etude Op. 10, No. 3 (Tristesse)

Três Escocesas, Op. 72, No. 3

Nocturne in E-flat major, Op. 9, No. 2

 

Sonata ao Luar – Beethoven

Six Ecossaises, WoO 83 – Beethoven

Serenata – Schubert

Marcha Militar, Op. 51, Nº 1 – Schubert

 

Fascinação – Carlos Galhardo

Hino ao Amor (L’hymne à l’amour) – Édith Piaf

Lua Branca – Chiquinha Gonzaga

Santa Lucia – tradicional italiana

Tarantella Napolitana – tradicional italiana

Medley de Tangos


PROGRAMAÇÃO DO RECITAL DO PIANISTA JULIO GOMEZ. CLICAR NO LINK:

https://palcodos5sentidos.com.br/eventos-rp/piano-solo-chopin-um-concerto-romantico-com-julio-enrique-gomez/ 




 

UM NOVO CAPÍTULO PARA A CULTURA LUSÓFONA NO CEARÁ COMEÇA A SER ESCRITO


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No dia 26 de fevereiro de 2026, uma quinta-feira memorável, realizou-se a Cerimônia Solene de Homologação da Fundação e Posse da Diretoria do Núcleo Cultural Regional Ceará da Rede Sem Fronteiras, presidida por Evan Bessa. O evento contou com a presença ilustre da Vice-presidente Mundial Cultural da Rede Sem Fronteiras, Ana Maria Tourinho, que representou oficialmente a instituição internacional sediada em Lisboa, Portugal. A solenidade marcou a integração definitiva do núcleo cearense à estrutura global da Rede, consolidando o compromisso com a promoção da língua portuguesa e das culturas lusófonas, fortalecendo pontes entre nações por meio da arte, da literatura e da educação.

A ocasião foi celebrada como um marco histórico, reafirmando o protagonismo do Ceará no cenário cultural internacional. Entre os convidados, destacaram-se nomes de peso da literatura e da gestão cultural, como Dr. Fernando Alves (ACEMES), Suzete Nunes (Biblioteca Pública Estadual do Ceará), Ana Maria Nascimento (IAL e AIAL), Regina Fiúza (Clube de Amassadoras), Jacqueline Teles (Academia Antônio Bezerra de Letras e Artes), Maria Linda Lemos (Aljug), Luciano Dídimo (Academia Fortalezense de Letras), Maura Isidório (Secretaria de Cultura do Ceará), além de representantes da AFELCE e diversas academias femininas e regionais. Também estiveram presentes lideranças como Adriana Torquato Pedrosa, Secretária Executiva da Mulher de Fortaleza, e Rita Andrade, presidente da AFLAAC. 

O evento foi enriquecido pelo lançamento do volume 4 da coletânea Mulheres Extraordinárias, reunindo coautoras que celebraram a força da literatura feminina em um momento de reconhecimento e partilha. O coquetel que se seguiu proporcionou um ambiente de confraternização, fortalecendo laços entre escritores, acadêmicos e convidados. 

Este encontro não apenas simbolizou a união de propósitos, mas também abriu caminho para uma jornada transformadora, em que o Ceará se afirma como protagonista na difusão da cultura lusófona, reafirmando sua vocação de terra fértil para a arte, a literatura e o diálogo entre povos.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


O FOCUS PORTAL CULTURAL tem a honra de registrar seus cumprimentos e parabenizar o Núcleo da Rede Sem Fronteiras no Ceará, presidido por Evan Bessa, pela condução exemplar da Cerimônia Solene de Homologação da Fundação e Posse da Diretoria do Núcleo Cultural Regional Ceará. A instituição representa a Rede Sem Fronteiras, presidida mundialmente pela eminente jornalista Dyandreia Portugal.

O ato, realizado com grande maestria, simbolizou um marco histórico para a cultura lusófona, reafirmando o compromisso com a valorização da língua portuguesa e com o fortalecimento das artes e da literatura em âmbito internacional. A liderança firme e inspiradora de Evan Bessa, somada à presença de representantes de diversas academias e instituições culturais, evidenciou o protagonismo do Ceará no cenário global. 

O Focus Portal Cultural expressa seu reconhecimento pela excelência do evento e deseja que este seja apenas o início de uma trajetória fecunda, marcada por conquistas, união e difusão da cultura, consolidando ainda mais o papel da Rede Sem Fronteiras como elo entre povos e saberes. Agradecemos à Presidente Mundial da RSF, Dyandreia Portugal; Vice-presidente Mundial Cultural da RSF, Ana Maria Tourinho e ao Núcleo da RSF do Ceará pelos compartilhamentos das fotos e vídeo para nossa editoria. OBRIGADO! 

© Alberto Araújo

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