quarta-feira, 29 de abril de 2026

28 - A ARTE DE COMPREENDER A MARCHA: UM CONVITE À VIDA ENSAIO LITERÁRIO © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADO EM VÍDEO QUE DULCE MATTOS COMPARTILHOU EM NOSSO GRUPO.


Viver é, talvez, a tarefa mais complexa e, simultaneamente, a mais bela que recebemos. Muitas vezes nos perdemos no ruído da modernidade, no imediatismo das telas e na pressão invisível de "chegar a algum lugar". Mas, como a canção nos ensina, a vida não é um destino; é a própria marcha. 

Temos o hábito de medir o sucesso pela velocidade. Queremos a carreira pronta aos vinte, a estabilidade aos trinta e o descanso imediato. No entanto, a natureza, que o vídeo tão bem retrata, não tem pressa, e ainda assim tudo nela se realiza. Uma árvore não força seus frutos a amadurecerem no inverno; ela compreende a marcha das estações. 

Quando Almir Sater diz que "anda devagar porque já teve pressa", ele nos oferece uma libertação. Ele nos diz que está tudo bem não estar na frente. Está tudo bem saborear o caminho. A pressa é a inimiga da percepção; quando corremos, as paisagens da alma tornam-se borrões. Só quem caminha devagar consegue notar as "manhas e as manhãs". 

Muitas vezes, olhamos para os nossos momentos de tristeza como erros de percurso. Tentamos deletar as lágrimas ou esconder as cicatrizes. Mas a sabedoria da vida reside em entender que "é preciso a chuva para florir". Sem as tempestades, o solo da nossa alma permaneceria seco e infértil. 

As dores que enfrentamos não são punições, são preparações. O sorriso mais bonito não é aquele que nunca conheceu o choro, mas aquele que, após atravessar o deserto, encontrou o valor de uma única gota de água. Aceitar a nossa vulnerabilidade e as nossas falhas é o que nos torna verdadeiramente "fortes e felizes". 

Vivemos na era da informação, onde todos sentem a obrigação de ter opiniões formadas sobre tudo. Admitir "que muito pouco eu sei" é um ato de coragem intelectual e espiritual. Quando reconhecemos nossa pequenez diante do universo, abrimos as portas para o aprendizado contínuo. O mestre não é aquele que sabe tudo, mas aquele que nunca deixou de ser aluno. 

No final de tudo, a canção nos devolve o protagonismo. "Cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz". Não espere que o mundo lhe dê permissão para ser feliz. A felicidade não é um evento externo, é uma composição interna. Você é o maestro da sua própria história. Suas escolhas, por menores que pareçam, são as notas que formam a melodia da sua existência. 

Tocar em frente não significa ignorar o passado, nem temer o futuro. Significa estar presente no agora, com os pés firmes no chão e o coração aberto para o que vier. Compreenda o seu ritmo. Respeite o seu tempo. E, acima de tudo, nunca pare de caminhar. 

Que hoje você possa olhar para sua trajetória com mais ternura, sabendo que cada tropeço foi um passo, e cada lágrima foi adubo para a alegria que ainda vai brotar. Siga tocando, pois a canção é sua, e ela é linda. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

  

TOCANDO EM FRENTE, A CANÇÃO DA VIDA

 

Algumas músicas não são apenas canções, são poesias que traduzem a alma humana. E foi em 1990, no álbum Sul de Minas, que Almir Sater e Renato Teixeira nos presentearam com uma das maiores obras da música brasileira: "Tocando em Frente".

Desde então, essa canção tem atravessado gerações, tocando corações, inspirando vidas, trazendo conforto e reflexão. 

Mas o que faz essa música ser tão especial? O que há por trás de cada verso? Almir Sater não apenas canta, ele nos convida a uma jornada de autoconhecimento, a um olhar mais profundo sobre a vida quando ele diz:

"Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais." 

Ele fala sobre maturidade. Sobre como no início da vida corremos, nos afobamos, queremos tudo para ontem; mas com o tempo aprendemos que a pressa rouba a beleza do caminho. 

O sorriso que carregamos hoje é fruto das lágrimas que já derramamos, das dores que nos moldaram. E então ele segue:

"Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe..." 

Aqui ele reconhece que a felicidade vem com o tempo, com as batalhas vencidas, mas também com a aceitação de que nem tudo está sob o nosso controle. A vida tem seus mistérios, suas incertezas, e aprender a conviver com isso nos torna mais fortes. E o que ele quer dizer com:

 "Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou nada sei."?

Esse é um dos versos mais profundos da canção, porque a verdadeira sabedoria está em conhecer que sempre há algo a aprender. Quanto mais vivemos, mais percebemos o quanto ainda não sabemos. 

Depois a música nos ensina algo essencial: "Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs."

Aqui ele nos fala sobre sentir a vida. As manhãs são os recomeços, os dias claros que surgem depois da tempestade. E as massas e as maçãs são os pequenos prazeres: o gosto da comida, o cheiro da terra, a simplicidade das coisas que realmente importam.

Então ele nos entrega um ensinamento precioso: "É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir."

Nada floresce sem amor, nada cresce sem paz. E as dificuldades da vida, ah, elas vem como a chuva. Às vezes assustam, às vezes parecem demais, mas são elas que fazem a vida renascer. São as dores que nos fazem evoluir, que nos tornam mais fortes. 

E aí Almir Sater nos dá um conselho valioso: "Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente." 

O que ele quer nos dizer aqui: que a vida não é sobre correr sem destino, mas sobre entender o seu próprio ritmo. Aceitar os altos e baixos e seguir com fé, porque cada um tem seu tempo, sua história, sua caminhada.

E então ele nos lembra de algo essencial: "Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz." 

Aqui ele nos mostra que ninguém pode viver a nossa vida por nós. Que cada escolha, cada passo, cada sonho, tudo faz parte de nossa própria história. E que dentro de cada um de nós existe força, coragem, capacidade e um caminho único para a felicidade. 

No fim, "Tocando em Frente" não é apenas uma música. É um lembrete de que a vida deve ser vivida com calma, com gratidão, com aceitação.

E a maior lição que Almir Sater e Renato Teixeira nos deixam é essa: não tenha pressa, não se desespere, não tema a chuva. Apenas compreenda a marcha da vida e siga sempre tocando em frente!






(Vídeo da inspiração - clicar na imagem)




30 DE ABRIL : CELEBRAMOS O DIA MUNDIAL DO JAZZ EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL

O som que emerge do improviso não é apenas música; é o eco de uma busca incessante pela dignidade humana. Neste 30 de abril, o Focus Portal Cultural celebra o Dia Internacional do Jazz, uma data que transcende as partituras para celebrar a liberdade, a diversidade e a resiliência do espírito artístico. 

Instituído pela UNESCO em 2011 e celebrado pela primeira vez em 2012, o Dia Internacional do Jazz nasceu sob a égide de um mestre: o pianista e embaixador da boa vontade, Herbie Hancock. Mais do que uma efeméride no calendário, a data foi concebida para destacar o papel diplomático do Jazz em unir pessoas em todos os cantos do globo. 

O Jazz não conhece fronteiras. Ele nasceu no caldeirão cultural de Nova Orleães no final do século XIX, mas sua linguagem é universal. Ao longo das décadas, provou ser uma ferramenta poderosa para o diálogo intercultural, a tolerância e, acima de tudo, o respeito mútuo. 

Falar de Jazz é falar de resistência. Suas raízes mergulham profundamente na experiência afro-americana, surgindo como uma resposta criativa e vital à opressão. O gênero carrega em seu DNA o lamento e a esperança dos povos escravizados, transformando o sofrimento em uma forma de arte que exigia, e conquistava, espaço e voz. 

Historicamente, o Jazz foi a trilha sonora de movimentos civis e da luta pela liberdade. Ele desafiou a segregação e provou que, na harmonia de um conjunto, não importa a cor da pele do músico, mas sim a pureza de sua entrega e a sinceridade de sua improvisação. 

A essência do Jazz reside no improviso. Diferente de outros estilos onde a rigidez da composição é absoluta, o Jazz convida o músico a compor no agora. É a "música do momento". 

A Criatividade Individual: Cada performance é única; nunca se ouve o mesmo solo duas vezes.

A Escuta Coletiva: Para improvisar juntos, os músicos devem praticar a forma mais elevada de empatia: a escuta ativa.

A Quebra de Barreiras: O Jazz incentiva a experimentação e o diálogo entre diferentes tradições musicais, do Blues à música erudita, do Bossa Nova aos ritmos africanos. 

Não poderíamos celebrar esta data sem reverenciar os ícones que moldaram o gênero. Suas vidas foram tão intensas quanto as notas que tocaram: 

Louis Armstrong: A personificação do Jazz, que levou o trompete a novos patamares de expressão; Miles Davis: O camaleão que reinventou o gênero múltiplas vezes, do Bop ao Jazz Fusion; Billie Holiday & Ella Fitzgerald: As vozes que deram alma e técnica insuperáveis ao canto jazzístico; John Coltrane: A busca espiritual através do saxofone, elevando a música ao status de oração; Nina Simone: A "Sacerdotisa do Soul" que usou sua arte como uma arma política e social; Duke Ellington: O mestre da orquestração que provou que o Jazz é a música clássica da América. Chet Baker, Dizzy Gillespie e tantos outros: Cada um adicionou uma cor única a esta tapeçaria sonora vibrante.

Hoje, o Dia Internacional do Jazz é marcado por uma explosão global de eventos. De grandes salas de concerto a pequenos clubes esfumaçados, de escolas de música a praças públicas, o objetivo é o mesmo: democratizar o acesso à cultura. 

A celebração em 2026 reforça a necessidade de levar o Jazz aos jovens. Através da educação musical, promove-se não apenas o aprendizado de um instrumento, mas a compreensão de valores fundamentais: a colaboração, a autoconfiança e a aceitação das diferenças.

Em um mundo frequentemente fragmentado, o Jazz surge como uma ponte. Ele nos ensina que o erro pode ser o início de uma nova melodia e que a beleza surge quando permitimos que o outro se expresse plenamente.

O Focus Portal Cultural convida você a aumentar o som, fechar os olhos e deixar-se levar pela sincopação de um ritmo que mudou o mundo. Que as notas de liberdade do Jazz ressoem não apenas hoje, mas em todos os dias de nossas vidas. 

Viva o Jazz! Viva a Liberdade! 

Redação © Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

30 de Abril de 2026









 

27 - STABAT MATER: HISTÓRIA, MÚSICA E SIMBOLISMO - ORIGEM HISTÓRICA E A FÉ FRANCISCANA - ENSAIO ACADÊMICO-LITERÁRIO © ALBERTO ARAÚJO

O hino Stabat Mater surgiu no século XIII, em plena Idade Média, e é atribuído ao frade franciscano Jacopone da Todi. Poeta e homem das letras antes de se tornar religioso, Jacopone conseguiu transformar a dor teológica em poesia pura. O texto reflete a espiritualidade franciscana, marcada pela compaixão e pela humanização da fé. Ao colocar Maria diante da cruz, o hino convida o fiel a participar do sofrimento, não como espectador distante, mas como alguém que compartilha a dor. 

O hino começa com as palavras: Stabat Mater dolorosa iuxta Crucem lacrimosa — “Estava a mãe dolorosa, em lágrimas, junto à cruz”. A figura de Maria não é apresentada apenas como mãe do Cristo divino, mas como mulher que sofre a perda do filho. O termo dolorosa enfatiza a profundidade desse sofrimento humano. O hino é penitencial porque convida o fiel à compaixão (cum-passio, “sofrer com”), estimulando uma identificação íntima com a dor de Maria e, por consequência, com o sacrifício de Jesus. 

A poesia do Stabat Mater é uma meditação sobre a empatia. O fiel pede para sentir a dor de Maria, para que, ao compartilhar esse sofrimento, possa compreender melhor o sacrifício de Cristo. Essa dimensão poética transcende o texto religioso e se torna uma obra literária de grande impacto, capaz de atravessar séculos e culturas. 

O Stabat Mater tornou-se um dos textos mais musicados da tradição cristã. Entre os compositores que se dedicaram a ele, destacam-se:

Giovanni Battista Pergolesi (1736): Sua versão é talvez a mais célebre. Escrita nas últimas semanas de vida, para soprano, contratenor, violinos, viola e baixo contínuo, carrega uma intensidade emocional única. 

Gioachino Rossini: Criou uma versão mais operística e dramática, que reflete o estilo teatral característico de sua obra. 

Antonín Dvořák: Compôs sua versão após a perda de seus filhos, conferindo à música uma dor pessoal e profunda. 

Essas obras demonstram como o texto medieval se transformou em monumentos sonoros, cada qual refletindo a sensibilidade de seu autor.

Para além da religião, o Stabat Mater tornou-se um símbolo universal da resiliência materna. Representa a mãe que não abandona, que permanece presente mesmo diante da tragédia. É uma imagem de força silenciosa, dignidade e amor incondicional. A figura de Maria ao pé da cruz transcende o contexto cristão e se torna metáfora da maternidade em sua forma mais radical: a presença constante, mesmo na dor. 

O poder do Stabat Mater é tal que ultrapassou os limites das igrejas e alcançou as salas de concerto. Sua poesia e sua música continuam a inspirar artistas, teólogos e ouvintes. Ao longo dos séculos, tornou-se não apenas um hino religioso, mas um patrimônio cultural da humanidade. Através dele, compreendemos que a dor pode ser transformada em beleza, e que a fé pode se expressar em compaixão e arte. 

O Stabat Mater é, ao mesmo tempo, oração, poesia e música. Nasceu da espiritualidade franciscana, ganhou vida na pena de Jacopone da Todi e encontrou expressão sublime nas composições de Pergolesi, Rossini e Dvořák. Mais do que um hino, é um testemunho da força da maternidade e da capacidade humana de transformar sofrimento em arte. Sua permanência ao longo dos séculos prova que a dor compartilhada pode se tornar fonte de beleza e esperança.

 

SOBRE A IMAGEM

Stabat Mater. ca. 1500. Autor desconhecido. Atualmente no Museu de Belas Artes de Dijon, na França.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BECKERMAN, Michael. Dvořák and His World. Princeton: Princeton University Press, 1993.

CLAPHAM, John. Antonín Dvořák: Musician and Craftsman. New York: St. Martin’s Press, 1966.

HILEY, David. Western Plainchant: A Handbook. Oxford: Oxford University Press, 1993.

JACOPONE da Todi. Laude e poesie spirituali. Edições críticas diversas.

OSBORNE, Richard. Rossini. Oxford: Oxford University Press, 1986.

PELIKAN, Jaroslav. Mary Through the Centuries: Her Place in the History of Culture. New Haven: Yale University Press, 1996.

RANDEL, Don M. The Harvard Biographical Dictionary of Music. Cambridge: Harvard University Press, 1996.

SADIE, Stanley (Ed.). The New Grove Dictionary of Music and Musicians. London: Macmillan, 2001.

YOUNG, Percy M. The Choral Tradition: An Historical and Analytical Survey. London: Hutchinson, 1961.

Beckerman, M. (1993). Dvořák and His World. Princeton University Press.

Clapham, J. (1966). Antonín Dvořák: Musician and Craftsman. St. Martin’s Press.

Hiley, D. (1993). Western Plainchant: A Handbook. Oxford University Press.

Jacopone da Todi. (séc. XIII). Laude e poesie spirituali. Edições críticas diversas.

Osborne, R. (1986). Rossini. Oxford University Press.

Pelikan, J. (1996). Mary Through the Centuries: Her Place in the History of Culture. Yale University Press.

Randel, D. M. (1996). The Harvard Biographical Dictionary of Music. Harvard University Press.

Sadie, S. (Ed.). (2001). The New Grove Dictionary of Music and Musicians. Macmillan.

Young, P. M. (1961). The Choral Tradition: An Historical and Analytical Survey. Hutchinson.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


(STABAT MATER - O HINO - clicar na imagem para ouvir)

STABAT MATER - COMPOSIÇÃO: JACOPONE DA TODI


Stabat mater dolorosa

Iuxta crucem lacrimosa

Dum pendebat filius

Cuius animam gementem

Contristantam et dolentem

Pertransivit gladius

O quam tristis et afflicta

Fuit illa benedicta

Mater unigeniti

Quae maerebat et dolebat

Et tremebat, cum videbat

Nati poenas incliti

Quis est homo qui non fleret

Matrem christi si videret

In tanto supplicio?

Quis non posset contristari

Piam matrem contemplari

Dolentem cum filio?

Pro peccatis suae gentis

Iesum vidit in tormentis

Et flagellis subditum

Vidit suum dulcem natum

Morientem desolatum

Dum emisit spiritum

Eia mater fons amoris

Me sentire vim doloris

Fac ut tecum lugeam

Fac ut ardeat cor meum

In amando christum deum

Ut sibi complaceam

Sancta mater, istud agas

Crucifixi fige plagas

Cordi meo valide

Tui nati vulnerati

Tam dignati pro me pati

Poenas mecum divide!

Fac me vere tecum flere

Crucifixo condolere

Donec ego vixero

Iuxta crucem tecum stare

Te libenter sociare

In planctu desidero

Virgo virginum praeclara

Mihi iam non sis amara

Fac me tecum plangere

Fac ut portem christi mortem

Passionis eius sortem

Et plagas recolere

Fac me plagis vulnerari

Cruce hac inebriari

Ob amorem filii

Inflammatus et accensus

Per te virgo sim defensus

In die iudicii

Fac me cruce custodiri

Morte christi praemuniri

Confoveri gratia

Quando corpus morietur

Fac ut animae donetur

Paradisi gloria

Amen

 


 


 

26 - A MADRID DE MÁRCIO CATUNDA: UMA TRAVESSIA ENTRE A DIPLOMACIA E A ALMA ESPANHOLA

A noite desta quarta-feira, 29 de abril, reserva um encontro singular entre a memória afetiva e a erudição histórica no Ideal Clube, em Fortaleza. Às 19 horas, o diplomata e escritor cearense Márcio Catunda lança sua mais nova obra, "Autobiografia em Madrid e algumas reflexões sobre a literatura e a história da Espanha". Mais do que um relato cronológico, o livro é um mergulho profundo em trinta anos de uma relação simbiótica com a capital espanhola, onde o autor não apenas exerceu o ofício da diplomacia, mas permitiu-se ser moldado pela densa atmosfera cultural castelhana. 

A obra surge como um mosaico de experiências acumuladas ao longo de três décadas. Catunda, que transitou pelos corredores do poder e pelas ruelas de poetas e pintores, oferece ao leitor uma narrativa que equilibra o olhar observador do estrangeiro com a intimidade de quem fez de Madrid seu porto seguro. O texto transita com fluidez entre as reminiscências pessoais as conversas em cafés, os invernos na Meseta, as amizades literárias e ensaios robustos sobre a formação da identidade espanhola, revisitando episódios cruciais da história e os gigantes da literatura que definiram a língua de Cervantes.

Para Catunda, Madrid não é apenas um cenário; é uma personagem viva. Ao longo das páginas, o autor reflete sobre como a Espanha, com suas contradições e sua paixão visceral, dialoga com a própria alma brasileira e, especificamente, com a sensibilidade nordestina. É um percurso sensível que busca responder como o espaço geográfico influencia a criação literária e como a história de um povo se imprime na biografia de quem o observa com olhos de poeta. 

Natural de Fortaleza, Márcio Catunda personifica a tradição do "diplomata-escritor", linhagem nobre na história brasileira que remete a nomes como Guimarães Rosa, Vinicius de Moraes e João Cabral de Melo Neto. Formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e em Letras pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB), Catunda ingressou na carreira diplomática em 1985, pelo Instituto Rio Branco. Sua atuação internacional é vasta, com passagens por representações do Brasil em cidades como Lima, Genebra, Sófia, Lisboa, Acra, Argel e, claro, Madrid. Autor prolífico com cerca de 60 livros publicados, Catunda é um colaborador regular da imprensa e figura ativa em círculos literários de prestígio. Desde a juventude, destacou-se ao presidir o Clube dos Poetas Cearenses e participar do grupo "Sabadoyle" no Rio de Janeiro, onde conviveu com Carlos Drummond de Andrade. Sua trajetória é pontuada por prêmios e fundações de grupos literários, como o Siriará, em Fortaleza, e o REME, em Lima. A obra de Catunda reafirma o diálogo fecundo entre a poesia e a diplomacia. Seus livros "Escombros e Reconstruções" e "Nuvens e Sombras" foram laureados pela Academia Carioca de Letras e pela Associação Profissional de Poetas do Rio de Janeiro. Além disso, "Paris e seus poetas visionários" recebeu o prestigiado Prêmio Cecília Meireles. 

O lançamento no Ideal Clube não é apenas um evento social, mas um marco de retorno às raízes. Ao trazer para o Ceará os frutos de suas décadas no exterior, o autor fecha um ciclo de intercâmbio cultural. A narrativa é enriquecida por episódios de sua vivência em outros centros, mas é no "céu de Madrid" que Catunda encontra a luz necessária para iluminar suas memórias mais profundas. Estarão presentes no evento acadêmicos, membros da sociedade civil e entusiastas da literatura, que terão a oportunidade de ouvir o autor sobre o processo de criação desta obra que já nasce como um testamento de amor à cultura ibérica. A noite de autógrafos celebra a resistência da literatura em tempos de efemeridade, reafirmando que a memória, quando bem escrita, é a única forma de eternizar o tempo. 

SERVIÇO

Lançamento do livro Autobiografia em Madrid

Data: 29 de abril (quarta-feira)

Horário: 19h

Local: Ideal Clube

Endereço: Av. Monsenhor Tabosa, 1381, Fortaleza-CE 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




 

CÉLIO ERTHAL ROCHA É PRESTIGIADO POR LIDERANÇAS CULTURAIS NO MAC NITERÓI E A PRESIDENTE ELISTA MATILDE SLAIBI CONTI E A GOVERNADORA MARCIA PESSANHA MARCAM PRESENÇA


A tarde de 29 de abril de 2026 reservou um capítulo especial para a história da comunicação fluminense. O Auditório do Museu de Arte Contemporânea (MAC), debruçado sobre a Baía de Guanabara, foi o cenário escolhido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (SJPERJ) - Presidente Mário Sousa para realizar o Fórum da Memória do Jornalismo Fluminense, trazendo como personalidade central o ilustre jornalista, advogado e escritor Célio Erthal Rocha.

Célio Erthal não é apenas um nome na história da imprensa; ele é uma instituição viva. Com uma trajetória marcada pela ética e pelo profundo conhecimento jurídico e literário, sua palestra foi um mergulho nas décadas de evolução do jornalismo no estado. Erthal personifica o "fazer jornalístico" que une a precisão da informação à elegância do texto, algo raro e valioso nos tempos atuais. Sua presença no MAC reafirma a importância de se olhar para o passado para compreender os caminhos futuros da nossa profissão. 

O evento ganhou ainda mais brilho com a presença de presenças exponenciais da nossa cena acadêmica e cultural. A nossa presidente elista Matilde Carone Slaibi Conti e a nossa governadora Márcia Pessanha, sempre atentas aos movimentos que fortalecem a identidade de Niterói e do estado, marcaram presença, reforçando o compromisso institucional com a classe dos jornalistas e com a preservação histórica. 

Contudo, é impossível não destacar a atuação incansável da presidente Matilde Carone Slaibi Conti. Sua participação neste evento é mais um testemunho de sua dedicação absoluta à causa da cultura. Matilde não apenas ocupa cargos de liderança; ela os vivencia com uma onipresença admirável. Onde há um movimento artístico, um lançamento literário ou uma discussão relevante sobre o patrimônio intelectual fluminense, lá está ela, prestigiando e incentivando. 

A presidente Matilde Slaibi Conti tornou-se sinônimo de apoio incondicional à intelectualidade. Sua energia em transitar por diferentes esferas, da justiça às letras e sua capacidade de valorizar cada iniciativa cultural fazem dela uma guardiã das nossas tradições. Ao prestigiar Célio Erthal no evento de hoje, Matilde reitera que a cultura não é feita apenas de obras, mas de pessoas e do reconhecimento daqueles que dedicaram suas vidas ao saber.

Foi, sem dúvida, uma tarde de encontros memoráveis, onde a história do jornalismo encontrou a força do presente, sob os olhos atentos de quem faz da cultura sua maior bandeira. 

Apoio: Federação Nacional dos Jornalistas, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (SJPERJ).

Créditos das fotos: Compartilhadas pela presidente Matilde Carone Slaibi Conti 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional 










 

25 - PIAUÍ: ONDE O TEMPO DESCANSA E A CULTURA FLORESCE ENSAIO LITERÁRIO DE © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADO EM VÍDEO DO PODCASTNORDESTINO COMPARTILHADO POR BEATRIZ CHACON.

O Piauí não é apenas uma unidade federativa delimitada por fronteiras geográficas; é um estado de espírito, um território de encontros e, acima de tudo, um manuscrito vivo, testemunho silencioso onde o tempo escreveu suas camadas mais profundas. 

Como bem descreve a sensibilidade da poesia popular, o Piauí se estabelece como o único lugar no globo onde a rusticidade da Caatinga, a resiliência do Cerrado e a exuberância da Amazônia se abraçam sob a tutela das palmeiras de carnaúba e babaçu. 

No entanto, a verdadeira riqueza piauiense certamente ultrapassa a exuberância de sua biologia singular. Ela reside na "piauienidade", um conceito que amalgama uma história milenar, uma tradição literária refinada e uma natureza que não apenas se oferece ao olhar, mas desafia os sentidos e convoca à reflexão. 

Falar do Piauí é, necessariamente, realizar um exercício de retorno às origens da própria humanidade no continente americano. No sudeste do estado, o Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, ergue-se não apenas como um santuário ecológico de beleza árida, mas como o mais importante registro arqueológico das Américas. Sob a curadoria histórica e científica de Niéde Guidon, a região revelou ao mundo que a cronologia da chegada do homem ao continente poderia ser muito mais antiga do que se supunha. 

As pinturas rupestres, que adornam os paredões de quartzito, são o que podemos chamar de "escrituras vastas e raras". São registros que narram o cotidiano de civilizações perdidas no tempo: a caça, o sexo, o parto, a dança e o rito. Como diz o poeta, é ali que "o mundo virou gente". Ao caminhar por aquelas escarpas, a ancestralidade deixa de ser um conceito abstrato e torna-se palpável. O homem moderno, imerso na aceleração tecnológica, vê-se subitamente confrontado com o traço de seus parentes ancestrais, criando uma ponte de milênios que reafirma o Piauí como o útero histórico do Brasil. 

Não muito distante dali, o Parque Nacional de Sete Cidades em Piracuruca oferece um complemento místico a essa jornada. As formações rochosas, esculpidas pela erosão de milhões de anos, desenham silhuetas que o imaginário popular prontamente batizou como bibliotecas, mapas e castelos. As lendas sobre cidades petrificadas e as inscrições enigmáticas que desafiam arqueólogos e esoteristas tornam o Piauí um destino incontornável para quem busca compreender não apenas as raízes geológicas, mas as fundações mitológicas do território brasileiro. 

Se o sul do estado é o reino da pedra e do sol, o norte é o domínio da fluidez. O Rio Parnaíba, o "Velho Monge", serpenteia o estado para desaguar de forma majestosa no Atlântico, formando o Delta do Parnaíba. Este é o único delta em mar aberto das Américas, um santuário complexo composto por mais de 70 ilhas, onde a água doce e a salgada travam um duelo eterno de fertilidade. 

Neste ecossistema, a vida se manifesta em cores vibrantes. O fenômeno da revoada dos guarás é, talvez, a imagem mais emblemática da plasticidade piauiense. O contraste do vermelho escarlate das aves, cor adquirida pela dieta baseada em caranguejos, contra o azul profundo do céu e o verde impenetrável dos manguezais, cria uma pintura viva. É uma cena que define a força da natureza local: um poder de escultura que não utiliza o cinzel, mas a maré, o vento e o tempo. O Delta não é apenas um ponto turístico; é um organismo vivo que pulsa de acordo com o ritmo das águas, refletindo a adaptabilidade do povo que ali habita.

A "piauienidade" também se constrói no campo das ideias. O estado possui uma tradição intelectual que rivaliza com os grandes centros culturais do país. O epicentro desse vigor é a Academia Piauiense de Letras (APL), em Teresina. Fundada em 1917, a APL não é apenas um prédio histórico; é o bastião que guarda a memória e incentiva a produção contemporânea de pensadores que moldaram a identidade nacional. 

Neste cenário de mentes brilhantes, a presença de Francisco de Assis Almeida Brasil emerge como um monumento à exaustão criativa e ao rigor intelectual. Natural de Parnaíba, Assis Brasil não foi apenas um escritor, mas um operário das letras, cuja produção monumental ultrapassa as 100 obras. Sua trajetória como romancista, crítico literário e jornalista o consagrou como um dos maiores intérpretes da alma brasileira, sem nunca perder o cordão umbilical com suas raízes.

O ápice de sua contribuição reside na célebre Tetralogia Piauiense, onde ele transforma a história e a geografia do estado em matéria épica, fundindo o realismo com a densidade psicológica de seus personagens. Imortal da Academia Piauiense de Letras, Assis Brasil ocupou o mundo com sua prosa, mas seu olhar sempre esteve voltado para o Piauí, decifrando seus enigmas e elevando a experiência sertaneja ao patamar da literatura universal. Ele personifica a ideia de que o Piauí, antes de tudo, é uma terra que se escreve e se eterniza pela força do pensamento e do papel. 

Da Costa e Silva, o príncipe dos poetas piauienses, elevaram o simbolismo a patamares de rara beleza, cantando a saudade e o Rio Parnaíba com uma técnica que atravessa gerações. No contraponto da precisão e da modernidade, encontramos H. Dobal. Sua poesia, descrita muitas vezes como árida, é na verdade um reflexo da exatidão do sertão: nua, direta e profundamente humana, o autor conseguiu traduzir o silêncio da Caatinga em versos que reverberam a dureza e a dignidade da vida no interior. 

No entanto, nenhuma análise da cultura piauiense estaria completa sem mencionar Torquato Neto. O "Anjo Torto" de Teresina foi um dos arquitetos da Tropicália. Sua mente inquieta e rebelde levou o brilho piauiense para o centro da cena cultural brasileira nos anos 60 e 70, provando que a província, quando dotada de gênio, torna-se universal. A tradição literária do estado transborda para a fala do povo, nos termos "bem aí" ou "bem qui", expressões que carregam uma identidade linguística preservada com um orgulho quase aristocrático, fruto de uma consciência de si que só as culturas sólidas possuem. 

A cultura de um povo também se manifesta no paladar, e no Piauí, o comer é um ato político e poético. A cajuína, bebida límpida feita do suco de caju clarificado, é o néctar do estado. Imortalizada na voz de Caetano Veloso, ela é mais que um refresco; é patrimônio cultural do Brasil. O poema menciona a "força uterina" do caju, uma metáfora perfeita para a capacidade de regeneração e entrega da terra piauiense.

Porém, a verdadeira essência da resistência piauiense é encontrada nas mãos das Quebradeiras de Coco Babaçu. Essas mulheres representam a força do campesinato e a economia da sobrevivência. Entre um canto e outro, elas extraem da palmeira, chamada carinhosamente de "Mãe de Leite", o sustento de suas famílias. O óleo, a farinha do mesocarpo e o carvão do coco são frutos de um trabalho ancestral que respeita a floresta em pé. Elas são as guardiãs da biodiversidade, e sua voz é o eco da floresta que resiste. 

À mesa, a culinária piauiense é um banquete de texturas. O arroz de capote (galinha-d'angola), a carne de sol com pirão, a Maria Isabel, arroz com carne de sol picada e a tradicional panelada são mais que pratos; são sínteses de uma história de ocupação do território pelo gado e pela agricultura familiar. Cada tempero, o coentro, o pimentão, o corante natural, conta uma parte da jornada desse povo que aprendeu a extrair a máxima riqueza da aparente escassez da Caatinga. O umbu, o pequi e a pititinga completam esse mosaico de sabores que explicam a natureza através do paladar.

O Piauí é, em última análise, um estado que exige pausa. Em um mundo onde a pressa é a norma, o Piauí oferece o ritmo do crescimento das carnaúbas e o tempo geológico das pedras da Serra da Capivara. Da imensidão dos seus chapadões, onde o horizonte parece não ter fim, à delicadeza de um ipê amarelo que teima em florescer no auge da seca, tudo no estado convida à contemplação. 

A palavra no Piauí, seja ela escrita na pedra pelos ancestrais, versada pelos acadêmicos da APL ou cantada pelas quebradeiras de coco, torna-se mais pura porque está enraizada em um chão que não mente. É um território que guarda, simultaneamente, as pistas do início do tempo e as sementes do futuro de um povo que carrega sua história não como um fardo, mas como um estandarte. Ser piauiense é saber que se pertence a um lugar onde a beleza é fruto da luta, e onde a cultura, tal qual o Rio Parnaíba, nunca para de correr, alimentando a alma de quem sabe olhar, ouvir e sentir.


POEMA NO PODCASTNORDESTINO QUE SERVIU DE INSPIRAÇÃO 

Se a palavra pudesse atravessar o mistério do mundo do sentido, eu queria trazê-la para cá, onde tudo é melhor compreendido. É do lado de lá que acontece, mas a gente se inspira e aparece vez em quando uma forte inspiração. A centelha real do multiverso faz o fogo acender a luz do verso e a gente poder saber o chão. 

Foi assim que enxerguei o Piauí, quando olhei com o olhar do Pajeú, vendo o céu receber o buriti e o chão celebrar o babaçu. Os rebanhos de gado curraleiro, o semblante no povo catingueiro, o dourado na flor da apicultura, o guará revoando a cor do sangue e o Rio Parnaíba vendo o mangue dominar o poder da escultura. 

É bonito demais a cerimônia que acontece nas matas brasileiras: a Caatinga, o Cerrado e a Amazônia se encontrando no meio das palmeiras. Essa cena se vê no Piauí! Babaçu, carnaúba e buriti são as três responsáveis pela festa; aproximam veredas e baixios, chapadões, corredores, mangues, rios, pra fazer encontrar toda a floresta. 

Piauí é o lugar mais forte e belo que eu já tive o prazer de conhecer. O ipê branco, roxo ou amarelo não precisa arrancar pra ser buquê. Quem consegue explicar a cajuína a não ser com a força uterina que o caju guarda em seu interior? Fica até complicado de explicar, nesse mundo tem coisa, paladar, que apenas se explica no sabor. 

Escritura rupestre vasta e rara, bem no meio do mundo, bem no meio... quem não foi à Serra da Capivara não conhece o lugar de onde veio. Foi ali, a milênios para trás, que os nossos parentes ancestrais desenharam o amor naquela serra. Foi ali que o mundo virou gente. É difícil encontrar um concorrente pra o lugar mais bonito que há na terra. 

O saber de seu povo é um mundo à parte, natureza de ser evoluída. Essa cosmovisão e ter a arte mediando o encontro com a vida. Quebradeira de coco é cancioneira, faz um canto e oferece à palmeira, que é chamada também de Mãe de Leite. Quebra o coco cantando para ela, vai juntando as amêndoas na panela pra depois cozinhar o seu azeite.

Bolo frito, baião, sarapatel, o arroz de capote, a panelada, bode assado, Maria Isabel, sebereba, beiju e galinhada. A comida é o tempero da cultura, o produto maior da agricultura dessa terra de verve camponesa. O umbu retirado da Caatinga, a farofa, o pequi, a pititinga, o sabor de saber a natureza. 

Esse simples poema escrevi viajando à memória no estado, contemplando o lugar do Piauí quando olhava pra frente e para o lado. Poesia é um dizer que não se vence, e o povo do chão piauiense, se quiser achar bom, pode gostar. Bem aí ou ‘bem qui’ tá escrita a palavra mais pura e mais bonita que encontrei pra falar desse lugar.

Ensaio Literário de © Alberto Araújo 



Academia Piauiense de Letras 

Da Costa e Silva - Escritor e Poeta piauiense 

Delta do Parnaíba

Sete Cidades - Piracuruca - Piauí

Serra da Capivara - São Raimundo Nonato - Piauí

Assis Brasil - Escritor e poeta piauiense


Beatriz Chacon disse: Vai Homenagem a Alberto Araújo, certa da Saudade imensa que causará, mas ela já habita mesmo por lá...🥰🪄💖😍😘😘

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Alberto Araújo disse: 

Beatriz, boa tarde. Tudo bem? Nossa, ainda  emocionado, que coisa mais linda esse vídeo desse poeta. Não o conheço ainda. Amiga, as palavras dele sobre o meu Piauí entraram na alma e fizeram o coração transbordar. É uma lindeza que impacta, um sentir que emociona e uma saudade doce de tudo o que ele tão bem descreveu. Obrigado por compartilhar esse pedaço de poesia e de chão com a gente. Amei a contribuição. Vou fazer a transcrição.  Merece uma réplica. Muito OBRIGADO. Abraços do Alberto Araújo.


(Vídeo da inspiração - clicar na imagem para assistir)