domingo, 5 de janeiro de 2014

O ROMANCE "OBLÓMOV" DO ESCRITOR RUSSO IVAN ALEXANDROVICH GONCHAROV É O LIVRO ESCOLHIDO PARA DEBATE NO MÊS DE FEVEREIRO NO CLUBE DE LEITURA DE ICARAÍ. CONFIRA

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Também é uma forma de manterem o contato e debaterem tópicos de interesse comum, que eventualmente não são totalmente abordados nas reuniões por falta de tempo.
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O ROMANCE "OBLÓMOV" DO ESCRITOR RUSSO IVAN ALEXANDROVICH GONCHAROV  É O LIVRO ESCOLHIDO PARA DEBATE  NO MÊS DE FEVEREIRO DE 2014 - NO CLUBE DE LEITURA DE ICARAÍ - NITERÓI - RJ.
 
 

Oblomov é o mais conhecido romance do escritor russo Ivan Goncharov, publicado pela primeira vez em 1859. Oblomov é também o nome dado ao herói do romance, muitas vezes visto como a última encarnação do homem supérfluo, uma característica simbólica na literatura russa do século 19. Este romance foi comparado a Hamlet de Shakespeare por responder "Não!" à questão "Ser ou não ser?".


Sinopse


Oblomov é um jovem e generoso nobre incapaz de tomar decisões importantes ou empreender quaisquer ações significativas. Ao longo da história ele passa a maior parte do tempo na cama ou no sofá - durante as primeiras 150 páginas do romance, Oblomov não consegue sair de sua cama. O livro foi considerado uma sátira à nobreza russa cuja função econômica e social era cada vez mais posta em cheque na Rússia em meados do século XIX.


Repercussão


O romance foi muito popular quando saiu na Rússia e alguns de suas personagens e ações tiveram influência sobre a cultura e a linguagem russa. Oblomovshchina (russo: Обломовщина), ou Oblomovismo, tornou-se uma palavra russa usada para descrever alguém que exibe os traços de personalidade de preguiça ou inércia semelhantes aos da personagem principal do romance.

Em 1992, Maurizio Cattelan, fez uma instalação com o nome de Oblomov Foundation (fundação Oblomov), na qual promovia o mesmo tipo de comportamento do herói do romance de Goncharov. Para isto foram coletados fundos e um prêmio em dinheiro, dado a artistas na condição de que estes não produzissem nenhum trabalho em um período de um ano.

 
 
 

Traduções

 

No Brasil a primeira edição portuguesa da obra foi publicada em 1966, pela Edições O Cruzeiro do Rio de Janeiro, em sua coleção "Romances Eternos", com tradução do escritor e industrial mineiro Francisco Inácio Peixoto.

Em 2001, a obra foi republicada, desta vez pela Germinal Editora, de São Paulo, numa coleção também intitulada "Romances Eternos", com tradução de Juliana Borges. Tendo sido inicialmente comemorada pela crítica especializada, nem por isso deixou-se de notar a abundância de erros tipográficos desta nova edição, e o uso de vários arcaísmos intrigou a alguns críticos como o jornalista Arthur Danton, que escreveu a respeito.


Alertado pelo professor Anselmo Pessoa, da Universidade Federal de Goiás, o jornalista Euler de França Belém resolveu investigar o assunto e a 28 de novembro de 2004, em artigo no Jornal Opção, denunciou a editora por plágio: como se verificou, tratava-se exatamente da mesma tradução de Francisco Inácio Peixoto, apenas atualizada no aspecto ortográfico. De acordo com outra reportagem publicada na semana seguinte na Folha de São Paulo, os filhos de Peixoto iriam procurar "reparação na Justiça". A despeito da denúncia, a nova edição continua a ser vendida normalmente.
 
 
 
 
Ivan Alexandrovich Goncharov - nasceu em 18 de Junho de 1812  e faleceu em 27 de setembro 1891 - foi um romancista russo, mais conhecido como o autor de Oblomov em 1859.

 

Biografia

Ele nasceu em Simbirsk (atualmente Ulyanovsk), seu pai era um abastado comerciante de grãos. Após graduar-se na Universidade de Moscou em 1834 Goncharov serviu por trinta anos como um pequeno funcionário de governo.

Obras

Em 1847 foi publicado seu primeiro romance, Obyknovennaia istoriia (História Comum), que retrata os conflitos entre o excessivo romantismo de um nobre jovem russo, recém-chegado em São Petersburgo vindo das províncias, e da emergente classe comercial da capital imperial com seu sóbrio pragmatismo. Foi seguido por Ivan Savvich Podzhabrin (1848), um esboço psico-naturalista. Entre 1852 e 1855 Goncharov viajou para a Inglaterra, África, Japão, e de volta para a Rússia através da Sibéria como secretário do Almirante Yevfimy Putyatin. Suas anotações, uma crônica da viagem, "A Fragata Palas", foi publicado em 1858. Seu romance de maior sucesso Oblomov foi publicado o ano seguinte, no qual a personagem principal foi comparado ao Hamlet de Shakespeare que responde "Não!" à questão "Ser ou não ser?". Fyodor Dostoyevsky, entre outros, considerava Goncharov um grande e notável autor.

Sendo um conservador moderado no coração, Goncharov cumprimentou as reformas de 1861, abraçou a bem divulgada a ideia de que "o próprio governo chegou agora para liderar o progresso", e encontrou-se em oposição aos democratas revolucionária do acampamento. No verão de 1862 ele se tornou um editor do Severnaya potchta newaspaper, e um funcionário do ministério do Interior.

Foi descoberto mais tarde que no início dos anos 1840 Goncharov estava trabalhando em uma novela chamada As pessoas adultas; manuscritos que foram perdidos.

Em 1867, Goncharov aposentou-se de seu posto como censor do governo e, em seguida, publicou seu último romance - Obryv (O Precipício) (1869), que é a história de uma rivalidade romântica entre três homens e prevê uma condenação ao niilismo em defesa dos valores religiosos e morais da velha Rússia. Goncharov também escreveu contos, críticas, artigos (incluindo um famoso ensaio de 1871 sobre Griboyedov - As Desgraças de Wit), e algumas memórias que só foram publicados postumamente, em 1919.
 

 
 

Ele passou o resto de seus dias solitário devido a críticas negativas a alguns de seus trabalhos. Goncharov nunca se casou e morreu em St. Petersb.
 
 
 



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