quarta-feira, 22 de março de 2017

ESCRITORES LUMINARES DA CONSTELAÇÃO LITERÁRIA BRASILEIRA. SELEÇÃO ESPECIAL DO FOCUS PORTAL CULTURAL PARA VOCÊ APRECIAR.

 

 

 
 
Para compreendermos o enriquecimento de nossa literatura, é imprescindível recordar alguns signos literários luzeiros que compuseram e ainda compõem o mosaico luminoso dos escritores brasileiros. Nossa seleção inclui diversos gêneros – seja na poesia, na crônica, no conto e romance –, uma vez que as letras nacionais contam com escritores de grande representatividade em todos os patamares.  Cada um deles, em sua época, possui seu brilho original e fornece um pontinho de luz para configurar a constelação de valores nativos, desde o Barroco, com Gregório de Matos, até a atualidade com tantos outros que deixaram seu nome plasmado em nossa memória cultural.
Para que você conheça um pouco mais detalhes sobre os principais escritores brasileiros, o Focus Portal Cultural preparou uma seleção na qual encontrará informação e conhecimento sobre a vida dos que construíram e constroem nossa identidade literária.
Os autores, que se estendem dos primeiros séculos à desconstrução do tempo presente, foram selecionados pelo conjunto de obras e valor literário que possuem.
Portanto, a lista é apenas um reflexo da paixão do editor desta revista cultural. A triagem representa exclusivamente uma forma de mencionar escritores que fizeram algo revolucionário na área literária. A escolha, bastante aleatória, não obedece a uma sequência temporal, nem ordem alfabética e tampouco classificação pelo fato de ser o melhor.
Todos são marcos relevantes de um momento cultural na história das letras nacionais. Apenas Machado de Assis é o imortal mestre. E nesta lista de vários estilos das diversas épocas literárias, misturando cronologias, estão Castro Alves, Jorge Amado, Drummond, Guimarães Rosa, João Cabral, Vinicius de Moraes, Mário de Andrade, Monteiro. Lobato, Lima Barreto, Cecília Meireles,  Oswald de Andrade,  Graciliano Ramos, Murilo Mendes, Mário Quintana, Euclides da Cunha, José Cândido de Carvalho, Antônio Callado, Adélia Prado, Clarice Lispector, Érico Veríssimo, José Lins do Rêgo, José de Alencar  e, sobretudo, aquelas mulheres que entraram pelo século XXI, fazendo a História do feminino na Literatura Brasileira nos dias presentes: Lygia Fagundes Telles, Nélida Piñon, Helena Parente Cunha  e outras mais.
Assim, foram selecionados apenas os autores que nós identificamos como importantes no mundo literário. A especial relação contém nomes dignos de reverência. Desejo-lhe, então, boa leitura!
 

 


Machado de Assis nascido no morro Livramento, no Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 1839,  foi o primeiro presidente e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Para muitos, o maior escritor brasileiro de todos os tempos.

Foi contador e escritor,  amplamente considerado como o maior nome da literatura brasileira. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.

Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881).

Sua obra foi de fundamental importância para as escolas literárias brasileiras do século XIX e do século XX e surge nos dias de hoje como de grande interesse acadêmico e público.

A sua extensa obra constitui-se de nove romances e peças teatrais, duzentos contos, cinco coletâneas de poemas e sonetos, e mais de seiscentas crônicas.

Em seu tempo de vida, alcançou relativa fama e prestígio pelo Brasil,  contudo não desfrutou de popularidade exterior na época. Hoje em dia, por sua inovação e audácia em temas precoces, é frequentemente visto como o escritor brasileiro de produção sem precedentes, de modo que, recentemente, seu nome e sua obra têm alcançado diversos críticos, estudiosos e admiradores do mundo inteiro. Machado de Assis é considerado um dos grandes gênios da história da literatura, ao lado de autores como Dante, Shakespeare e Camões. Faleceu em 29 de setembro de 1908, no Rio de Janeiro.

ALGUMAS OBRAS:
 
Ressurreição, (1872); A mão e a luva, (1874); Helena, (1876); Iaiá Garcia, (1878); Memórias Póstumas de Brás Cubas, (1881); Casa Velha, (1885); Quincas Borba, (1891); Dom Casmurro, (1899); Esaú e Jacó, (1904); Memorial de Aires, (1908).


 
 
Jorge Amado nascido em Itabuna em 10 de agosto de 1912, foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos. É o autor mais adaptado do cinema, do teatro e da televisão.

Escreveu 49 livros, dentre tantos: Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra.  

A obra literária de Jorge Amado também já foi tema de escolas de samba por todo o país. Seus livros foram traduzidos em 80 países, em 49 idiomas, bem como em braille e em fitas gravadas para cegos. Integrou os quadros da intelectualidade comunista brasileira desde o final da primeira metade do século XX,  ideologia presente em várias obras, como a retratação dos moradores do trapiche baiano em Capitães da Areia, de 1937.  Em 1994, a sua obra foi reconhecida com o Prémio Camões. Faleceu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001.
 
 
Guimarães Rosa nasceu em 27 de junho de 1908, Cordisburgo, Minas Gerais, foi  médico e diplomata. É considerado também um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos.

Os contos e romances escritos por Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. A sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais que, somados à erudição do autor, permitiu a criação de inúmeros vocábulos a partir de arcaísmos e palavras populares, invenções e intervenções semânticas e sintáticas.

Em Grande sertão: veredas, de 1956, revela minucioso conhecimento de plantas, bichos e até da cartografia da paisagem sertaneja. O idioma peculiar dos personagens é recriado até virar uma prosa quase experimental, próxima à poesia.  Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 19 de novembro de 1967.
 
 
Monteiro Lobato é paulista de Taubaté nasceu no dia 18 de abril de 1882, foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, livros sobre a importância do ferro (Ferro, 1931) e do petróleo (O Escândalo do Petróleo, 1936).

Escreveu um único romance, O Presidente Negro, que não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).

Seu nome está ligado também ao personagem Jeca Tatu (arquétipo do homem puro do interior, marginalizado e empobrecido) e a campanhas como a de busca de petróleo em território nacional. Faleceu em São Paulo, no dia 04 de julho de 1948.
 
 
Carlos Drummond de Andrade é mineiro de Itabira  nasceu no dia 31 de outubro de 1902, viveu a infância numa fazenda e formou-se em Farmácia. Em Belo Horizonte, fundou A revista, em 1925, apoiando o Modernismo. Em 1933, mudou-se para o Rio, onde virou funcionário público do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Em A rosa do povo (1945), engajou-se ao lado dos que lutam por um mundo justo e belo. Em Claro enigma (1951), flagrou o vazio da vida, sem abandonar o humor. Faleceu  no dia 17 de agosto de 1987, no Rio de Janeiro.
 
 
Mário Quintana  nasceu em Alegrete - Rio Grande do Sul, no dia 30 de julho de 1906, foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust, Mrs Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.

Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil.

Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano.

Em 1976, ao completar setenta anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do Rio Grande do Sul. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra.  Faleceu em Porto Alegre no dia 5 de maio de 1994, em Porto Alegre - Rio Grande do Sul.
 
 
Murilo Mendes é mineiro de Juiz de Fora  nasceu em 13 de maio de 1901, em Juiz de Fora - Minas Gerais, foi um escritor integrado ao movimento Modernista, compôs desde sátiras e poemas-piadas até versos de inspiração religiosa. Iniciou-se na literatura escrevendo nas revistas modernistas Terra Roxa, Outras Terras e Antropofagia Em 1970, Murilo Mendes publica Convergência, um livro de poemas vanguardistas com influência do concretismo. Murilo Mendes também publicou livros de prosa, como O Discípulo de Emaús (1944), A Idade do Serrote (1968), Livro de memórias e Poliedro (1972). Ao morrer, em Lisboa, deixou inéditas várias obras.
Os seus livros Poemas (1930), História do Brasil (1932) e Bumba-Meu-Poeta, escrito em 1930, mas só publicado em 1959, na edição da obra completa intitulada Poesias (1925–1955), são claramente modernistas, revelando uma visão humorística da realidade brasileira. Tempo e Eternidade (1935) marca a conversão de Murilo Mendes ao catolicismo. Nos volumes da fase seguinte, Poesia em Pânico (1938), O Visionário (1941), As Metamorfoses (1944) e Mundo Enigma (1945), o poeta apresenta influência cubista, sobrepondo imagens e fazendo o plástico predominar sobre o discursivo. Poesia Liberdade (1947), como alguns outros livros do poeta, foi escrito sob o impacto da guerra, refletindo a inquietação do autor diante da situação do mundo.  Faleceu em 13 de agosto de 1975, Lisboa, Portugal.
 

Adélia Prado  nasceu em Divinópolis - Minas Gerais, em 13 de dezembro de 1935, é uma poetisa, professora, filósofa e contista brasileira ligada ao Modernismo. Seus textos literários retratam o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico, uma das características de seu estilo único. Ainda vive entre nós e em dezembro de 2017, completa 82 anos.
 
 
Antônio Calado nascido em Niterói - Rio de Janeiro, em 26 de janeiro de 1917, começou a escrever em jornais, desde a sua juventude. Foi jornalista, teatrólogo e ficcionista. Sua obra mais conhecida é Quarup (1967), romance sobre as mazelas políticas do País cujo desfecho se dá numa das mais importantes festas de nossos índios.  Apesar de formado em Direito (1939), nunca exerceu atividade na área jurídica. Militou na imprensa diária no período entre 1937 a 1941, nos jornais cariocas O Globo e Correio da Manhã. Em 1941, em plena Segunda Guerra Mundial, transfere-se para Londres onde trabalhou para a BBC até 1947. Depois da libertação de Paris, trabalhou no serviço brasileiro da Radiodiffusion française. Na Europa descobre "sua tremenda fome de Brasil". Lê incansavelmente literatura brasileira e alimenta o desejo de, ao voltar, conhecer o interior do país.

Na volta, satisfaz esse desejo ao fazer grandes reportagens pelo Nordeste, pelo Xingu, sobre Francisco Julião, Miguel Arraes e outras.

Atuou como redator-chefe do Correio da Manhã de 1954 a 1960, quando foi contratado pela Enciclopédia Britânica para chefiar a equipe que elaborou a primeira edição da Enciclopédia Barsa, publicada em 1963.

Redator do Jornal do Brasil, cobriu, em 1968, a Guerra do Vietnã. Em 1974, dá aulas nas universidades de Cambridge, na Grã-Bretanha, e Columbia, nos Estados Unidos. Em 1975, quando trabalhava no Jornal do Brasil, deixa a rotina das redações para dedicar-se profissionalmente à literatura. Callado estreou na literatura em 1951, mas sua produção na década de 1950 consiste basicamente em peças teatrais, todas encenadas com enorme sucesso de crítica e público.

Mas a mais bem sucedida foi Pedro Mico, dirigida por Paulo Francis, com o arquiteto Oscar Niemeyer em inusitada incursão pela cenografia, e Milton Moraes criando o papel-título. Foi transformada em filme estrelado por Pelé. Faleceu no dia 28 de janeiro de 1997, no Rio de Janeiro.
 
 
Graciliano Ramos autor de Vidas secas e São Bernardo, é alagoano de Quebrangulo- Alagoas, nasceu no dia 27 de outubro de 1892, foi prefeito de Palmeira dos Índios - Alagoas), em 1927.

Lançou-se escritor, aos 40 anos, em Caetés. Em 1936, acusado de comunista pelo governo de Getúlio Vargas, foi preso em Maceió.

A experiência foi relatada em Memórias do cárcere (1953).  Faleceu no dia 20 de março de 1953, no Rio de Janeiro.
 
 
Érico Veríssimo durante décadas, era um dos raros escritores brasileiros que conseguia viver do ofício.

Nasceu em 17 de dezembro de 1905, Cruz Alta, Rio Grande do Sul, influenciado por Adous Huxley e Somerset Maugham, na primeira fase de sua obra adotou técnicas do romance moderno (como a narrativa de diversas histórias paralelas).

A obra-prima, no entanto, é O tempo e o vento, romance épico sobre a colonização do Rio Grande do Sul.  Faleceu em 28 de novembro de 1975, Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
 
 
Manuel Bandeira Um dos principais poetas do Modernismo, nascido em 19 de abril de 1886, Recife-PE, peregrinou por casas de saúde para tratar de graves problemas pulmonares, que se transformaram em poemas como Pneumotórax. Vou-me embora para Pasárgada é um de seus poemas mais conhecidos.  Falecimento: 13 de outubro de 1968, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
 
 
 
José Cândido de Carvalho nasceu em Campos dos Goytacazes, 5 de agosto de 1914,  foi um advogado, jornalista e escritor brasileiro, mais conhecido como o autor da obra O coronel e o lobisomem.

Iniciou suas atividades de jornalista como revisor no jornal “O Liberal”, durante a Revolução de 1930. Foi posteriormente redator, tendo colaborado em vários jornais, entre eles “O Dia”, “Gazeta do Povo” e “Monitor Campista”, todos estabelecidos em Campos.

Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, em 1937, mas abandonou a profissão no primeiro caso.

Seu primeiro romance foi Olha para o céu, Frederico!, publicado em 1939 pela Editora Vecchi.

 Mudando-se para a cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Santa Teresa, passou a trabalhar no jornal “A Noite”.
Foi redator no Departamento Nacional do Café, onde ficou até 1942, quando a convite de Amaral Peixoto (interventor no Estado do Rio) foi dirigir o jornal “O Estado” e passou a residir em Niterói.


A partir de 1957 foi trabalhar em “O Cruzeiro”, por cuja editora publicou em 1964 seu segundo romance, O coronel e o lobisomem, verdadeiro best seller com mais de cinquenta e cinco edições até hoje. Considerado um dos grandes romances da literatura brasileira, foi posteriormente publicado em Portugal e traduzido para inglês, espanhol, francês e alemão. O livro obteve ainda o Prêmio Jabuti, o Prêmio Coelho Neto e o Prêmio Luísa Cláudio de Sousa.

Em 1970 assumiu como diretor da Rádio Roquette-Pinto, tendo passado em 1974 a diretor do Serviço de Radiodifusão Educativa do MEC. Entre 1976 a 1981 foi presidente da Funarte.

 Também escreveu obras infanto-juvenis, sendo a mais famosa delas Gil no Cosmos.


Continuou colaborando em diversos jornais até poucos dias antes de sua morte, quatro dias antes de completar 75 anos. Quando morreu trabalhava em seu terceiro romance, O Rei Baltazar, que deixou inconcluso. Faleceu em Niterói, em 1 de agosto de 1989.
 
 
 
Mário de Andrade um dos principais nomes do Modernismo, nasceu em São Paulo, no dia 9 de outubro de 1893 foi um poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista, ensaísta brasileiro. Ele foi um dos pioneiros da poesia moderna brasileira com a publicação de seu livro Pauliceia Desvairada em 1922. Andrade exerceu uma grande influência na literatura moderna brasileira e, como ensaísta e estudioso.

o paulistano Mário de Andrade adotou a narrativa fragmentada e abrasileirou a prosa com expressões de cunho popular. Foi contista e poeta, além de pesquisador de música e folclore. Escreveu Macunaíma (1928), romance em que utiliza um mito indígena para sintetizar a essência do caráter do homem brasileiro.

Andrade foi a figura central do movimento de vanguarda de São Paulo por vinte anos. Músico treinado e mais conhecido como poeta e romancista, Andrade esteve pessoalmente envolvido em praticamente todas as disciplinas que estiveram relacionadas com o modernismo em São Paulo, tornando-se o polímata nacional do Brasil.

Suas fotografias e seus ensaios, que cobriam uma ampla variedade de assuntos, da história à literatura e à música, foram amplamente divulgados na imprensa da época. Andrade foi a força motriz por trás da Semana de Arte Moderna, evento ocorrido em 1922 que reformulou a literatura e as artes visuais no Brasil, tendo sido um dos integrantes do "Grupo dos Cinco". As ideias por trás da Semana seriam melhor delineadas no prefácio de seu livro de poesia Pauliceia Desvairada e nos próprios poemas.

Depois de trabalhar como professor de música e colunista de jornal ele publicou seu maior romance, Macunaíma, em 1928. Andrade continuou a publicar obras sobre música popular brasileira poesia e outros temas de forma desigual, sendo interrompido várias vezes devido a seu relacionamento instável com o governo brasileiro. No fim de sua vida, tornou-se o diretor-fundador do Departamento Municipal de Cultura de São Paulo formalizando o papel que ele havia desempenhado durante muito tempo como catalisador da modernidade artística na cidade e no país. Faleceu em São Paulo, no dia 25 de fevereiro de 1945.

 

Clarice Lispector de estilo marcadamente pessoal, assim era Clarice Lispector tinha só dois meses de vida quando veio da Ucrânia para o Brasil.

Em sua obra, o esmagamento fortuito de uma barata pode conduzir a uma reflexão angustiada sobre a existência de Deus, assim como o enterro de um cão força o dono a meditar a respeito do sentimento de culpa.

Nasceu em Chechelnyk,  no dia 10 de dezembro de 1920  Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977 foi uma escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira e declarava, quanto a sua brasilidade, ser pernambucana, autora de romances, contos e ensaios, sendo considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka. Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicológicas, sendo considerada uma de suas principais características a epifania de personagens comuns em momentos do cotidiano.

Nasceu em uma família judaica da Rússia que perdeu suas rendas com a Guerra Civil Russa e se viu obrigada a emigrar em decorrência da perseguição a judeus que estava sendo pregada então, resultando em diversos extermínios em massa. Clarice chegou ao Brasil , ainda pequena, em 1922, com seus pais e duas irmãs. Estudou direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, conhecida como Universidade do Brasil, apesar de, na época, ter demonstrado mais interesse pelo meio literário, no qual ingressou precocemente como tradutora, logo se consagrando como escritora, jornalista, contista e ensaísta, tornando-se uma das figuras mais influentes da literatura brasileira.

Suas principais obras marcam cada período de sua carreira. Perto do coração selvagem foi seu livro de estreia; Laços de família, A paixão segundo G.H., A hora da estrela e Um sopro de vida são seus últimos livros publicados. Faleceu em 09 de dezembro de 1977, um dia antes de completar 57 anos, em decorrência de um câncer de ovário. Deixou dois filhos e uma vasta obra literária composta de romances, novelas, contos e crônicas.
 

João Cabral de Melo Neto  nascido em Recife no dia 9 de janeiro de 1920 e falecido no Rio de Janeiro em 9 de outubro de 1999 foi um poeta e diplomata brasileiro. Sua obra poética, que vai de uma tendência surrealista até a poesia popular, porém caracterizada pelo rigor estético, com poemas avessos a confessionalismos e marcados pelo uso de rimas toantes, inaugurou uma nova forma de fazer poesia no Brasil. Faz poesia de crítica social, com destaque para Morte e vida severina, que virou peça de teatro musicada por Chico Buarque nos anos 60. Foi agraciado com vários prêmios literários, entre eles o Prêmio Neustadt, tido como o "Nobel Americano", sendo o único brasileiro galardoado com tal distinção. O escritor foi membro da Academia Pernambucana de Letras e da Academia Brasileira de Letras.

 
 
Cecília Meireles nascida no Rio de Janeiro em 1901 e falecida em 1964, É considerada uma das vozes líricas mais importantes das literaturas de língua portuguesa. Sua obra reflete atmosfera de sonho e fantasia. Embora tenha sido influenciada no início pelo simbolismo, é apontada como a poetisa moderna, de estilo pessoal e inovador.

 
 
Lygia Fagundes Telles Paulistana, nasceu em 19 de abril de 1923, começou como contista aos 15 anos, gênero em que se destacaria depois com Histórias do desencontro (1958) e O jardim selvagem (1965). Escreveu também romances como Ciranda de pedra (1955) e As meninas (1973). Em 13 de maio de 2005 recebeu o Prêmio Camões pelo conjunto da obra, distinguida pelo júri composto por Antônio Carlos Sussekind (Brasil), Ivan Junqueira (Brasil), Agustina Bessa-Luís (Portugal), Vasco Graça Moura (Portugal), Germano de Almeida (Cabo Verde) e José Eduardo Agualusa (Angola).
 
 
Oswald de Andrade Poeta, romancista e ensaísta que encarnou o espírito rebelde do Modernismo (1890-1954), era antes de tudo um agitador cultural. Inventou a Antropofagia – em vez de imitar, o melhor é devorar criticamente a cultura das metrópoles.
 
 

Vinícius de Moraes mais popular como letrista de canções da bossa nova, advogado e diplomata carioca destacou-se antes como poeta. nascido Marcus Vinicius de Moraes Rio de Janeiro, 19 de outubro de 191,  foi um poeta, dramaturgo, jornalista, diplomata, cantor e compositor brasileiro.

Poeta essencialmente lírico, o que lhe renderia a alcunha "poetinha", que lhe teria atribuído Tom Jobim, notabilizou-se pelos seus sonetos.

Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. Ainda assim, sempre considerou que a poesia foi sua primeira e maior vocação, e que toda sua atividade artística deriva do fato de ser poeta.

No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra. Faleceu em 9 de julho de 1980.



 
Euclides da Cunha como repórter, acompanhou a fase derradeira da revolta de Canudos, nasceu em Cantagalo, no dia 20 de janeiro de 1866, estudou na Escola Politécnica e na Escola Militar da Praia Vermelha, tornando-se brevemente um militar. Ingressou no jornal A Província de S. Paulo — hoje O Estado de S. Paulo — enquanto recebia título de bacharel e primeiro-tenente.

Em 1897, tornou-se jornalista correspondente de guerra e cobriu alguns dos principais acontecimentos da Guerra de Canudos, conflito dos sertanejos da Bahia liderados pelo religioso Antônio Conselheiro contra o Exercito Brasileiro. Os escritos de sua experiência em Canudos renderam-lhe a publicação de Os Sertões, considerado uma obra notável do movimento pré-modernista que, além de narrar a guerra, relata a vida e sociedade de um povo negligenciado e esquecido pela metrópole.

Reconhecido por seu trabalho, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1903. Viajou para a região norte do Brasil em uma campanha de demarcação de suas fronteiras, a qual chefiou. Lá, escreveu obras de denúncia e, ao voltar para o Rio de Janeiro, trabalhou no gabinete do Barão de Rio Branco.

Sua obra continua relevante no âmbito nacional e é estudada no mundo acadêmico. Cidades fortemente ligadas a sua vida comemoram a Semana Euclidiana, em razão de Os Sertões.

A obra é reconhecida por seu regionalismo e neologismo, típicos do período pré-modernista e influentes nas origens do modernismo. No centenário de sua morte foi realizado em sua cidade natal uma série de exposições do Projeto 100 Anos Sem Euclides.

Suas reportagens foram reunidas em livro, após sua morte, em Os sertões (publicado em 1902), obra fundamental de denúncia das reais condições de vida no Nordeste. Faleceu em 15 de agosto de 1909, Piedade, Rio de Janeiro.
 

José Lins do Rego As lembranças de infância constituem a matéria-prima da ficção do paraibano José Lins do Rego (1901-1957), que fez uma série de romances sobre o ciclo da decadência da cana-de-açúcar, na Zona da Mata nordestina. O principal título é Menino de engenho (1932).

 
José de Alencar nasceu em Messejana, em 1 de maio de 1829, foi um escritor e político brasileiro. É notado como escritor, sendo fundador do romance de temática nacional e patrono da Academia Brasileira de Letras, como político, tendo sido ministro da Justiça durante o segundo reinado, e por sua tenaz defesa da escravidão no Brasil. Filho ilegítimo do padre e mais tarde senador José Martiniano Pereira de Alencar e de sua prima D. Ana Josefina de Alencar, era irmão do barão de Alencar, sobrinho de Tristão Gonçalves, neto de Bárbara de Alencar e primo em segundo grau do barão de Exu. Formou-se em Direito, iniciando-se na atividade literária no Correio Mercantil e no Diário do Rio de Janeiro. Casou-se com Georgiana Augusta Cochrane (1946-2001), sendo pai do embaixador Augusto Cochrane de Alencar. Faleceu no Rio de Janeiro, 12 de dezembro de 1877.
 
 

Gregório de Matos nasceu em Salvador, em 23 de dezembro de 1636, alcunhado de Boca do Inferno ou Boca de Brasa, foi um advogado e poeta do Brasil colônia. É considerado um dos maiores poetas do barroco em Portugal e no Brasil e o mais importante poeta satírico da literatura em língua portuguesa, no período colonial. 

Em 1650 continuou os seus estudos em Lisboa e, em 1652, na Universidade de Coimbra, onde se formou em cânones, em 1661. Em 1663 foi nomeado juiz de fora de Alcácer do Sal, não sem antes atestar que é "puro de sangue", como determinavam as normas jurídicas da época.


Em 27 de janeiro de 1668 representou a Bahia nas Cortes de Lisboa. Em 1672 o Senado da Câmara da Bahia outorgou-lhe o cargo de procurador. A 20 de janeiro de 1674 foi novamente representante da Bahia nas cortes. Foi, contudo, destituído do cargo de procurador. Em 1679 voltou ao Brasil, nomeado pelo arcebispo Gaspar Barata de Mendonça desembargador da Relação Eclesiástica da Bahia. D. Pedro II, rei de Portugal, nomeou-o em 1682 tesoureiro-mor da Sé, um ano depois de ter tomado ordens menores. Em Portugal já ganhara a reputação de poeta satírico e improvisador.
 
Começou então a satirizar os costumes do povo de todas as classes sociais baianas (a que chamará "canalha infernal") ou aos nobres (apelidados de "caramurus". Desenvolve uma poesia corrosiva, erótica (quase ou mesmo pornográfica), apesar de também ter andado por caminhos mais líricos e, mesmo, sagrados. Faleceu em Recife, em 26 de novembro de 1696.

 





Lima Barreto Carioca (1881-1922), o pai era zelador de um manicômio. Ele próprio foi internado, dependente da bebida. Não foi reconhecido em vida, mas é admirado hoje como escritor de dramas humildes, ao qual não faltou sarcasmo para retratar os meios políticos de sua época.

 
 
Bernardo Guimarães nasceu em Ouro Preto, em 15 de agosto de 1825, foi um romancista e poeta brasileiro, conhecido pelo romance A Escrava Isaura, sendo o patrono da Cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Letras. Filho de João Joaquim da Silva Guimarães, também poeta, e de Constança Beatriz de Oliveira Guimarães. Casou-se com Teresa Maria Gomes de Lima Guimarães, e tiveram oito filhos: João Nabor (1868-1873), Horácio (1870-1959), Constança (1871-1888), Isabel (1873-1915), Affonso (1876-1955), também escritor, autor de Os Borrachos e Ossa Mea, sob o nome de Silva Guimarães, José (1882-1919), Bernardo (1832-1955) e Pedro (1884-1948).
Formou-se na 20ª turma da Faculdade de Direito de São Paulo, em 1851, colando grau em 15 de março de 1852[2], e nesta cidade tornou-se amigo dos poetas Álvares de Azevedo (1831-1852) e Aureliano Lessa (1828-1861). Os três e outros estudantes fundaram a Sociedade Epicureia. Faleceu em Ouro Preto, 10 de março de 1884.
 
 

Rachel de Queiroz descendente de José de Alencar (uma das avós era prima do escritor), foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras (1977).

Rachel de Queiroz  nasceu em  Fortaleza, 17 de novembro de 1910  foi uma tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira.

Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões. Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 15 de agosto de 1994, na ocasião do centenário da instituição. Faleceu no  Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003.
 

 
Rubem Fonseca  nasceu em Juiz de Fora,  no dia 11 de maio de 1925, é um contista, romancista, ensaísta e roteirista brasileiro.

Ele precisou publicar dois ou três livros para ser consagrado como um dos mais originais prosadores brasileiros contemporâneos. Com suas narrativas velozes e sofisticadamente cosmopolitas, cheias de violência, erotismo, irreverência e construídas em estilo contido, elíptico, cinematográfico, reinventou entre nós uma literatura noir, ao mesmo tempo clássica e pop, brutalista e sutil.

É formado em Direito, tendo exercido várias atividades antes de dedicar-se inteiramente à literatura. Em 2003, venceu o Prémio Camões, o mais prestigiado galardão literário para a língua portuguesa.
Obras publicadas
Feliz ano novo (1975). O Caso Morel (1973); A Grande Arte (1983); Bufo & Spallanzani (1986); Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos (1988); Agosto (1990); O Selvagem da Ópera (1994); E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto (1997); O Doente Molière (2000); Diário de um Fescenino (2003); Mandrake, a Bíblia e a Bengala (2005);O Seminarista (2009); José (2011).

 
Ariano Suassuna foi um dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta brasileiro e formado em Direito. Nasceu em 16 de junho de 1927, João Pessoa, Paraíba, sua obra é marcada pela fé no catolicismo. Idealizador do Movimento Armorial e autor das obras: Auto da Compadecida e O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, foi um preeminente defensor da cultura do Nordeste do Brasil. Faleceu em 23 de julho de 2014, Recife, Pernambuco.



 

Gilberto Freyre nasceu em Recife em 15 de março de 1900, foi um polímata brasileiro, sociólogo e escritor, é autor de Casa-Grande & senzala, principal obra sobre as raízes étnicas do País. Como escritor, dedicou-se à ensaística da interpretação do Brasil sob ângulos da sociologia, antropologia e história. Foi também autor de ficção, jornalista, poeta e pintor. É considerado um dos mais importantes sociólogos do século XX. Faleceu em Recife, no dia 18 de julho de 1987.



 
 

Nélida Piñon nasceu no Rio de Janeiro, 3 de maio de 1937 é uma escritora brasileira, e imortal da Academia Brasileira de Letras, a qual já presidiu. Filha de Lino Piñón Muíños e Olivia Carmen Cuíñas Piñón, de origem galega do concelho de Cotobade, seu nome é um anagrama do nome do avô, Daniel.
Formou-se em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e foi editora e membro do conselho editorial de várias revistas no Brasil e exterior. Também ocupou cargos no conselho consultivo de diversas entidades culturais em sua cidade natal.
Estreou na literatura com o romance Guia-mapa de Gabriel Arcanjo, publicado em 1961, que tem como temas o pecado, o perdão e a relação dos mortais com Deus.
 
Nélida Piñon é, também, acadêmica correspondente da Academia das Ciências de Lisboa como também, em outubro de 2014, entra na Real Academia Galega.



Sua obra já foi traduzida em inúmeros países, tendo recebido vários prêmios ao longo de mais de 35 anos de atividade literária. O mais recente foi o Prêmio Príncipe de Asturias das Letras de 2005, conferido na cidade espanhola de Oviedo.


Algumas Obras
 

Guia-mapa de Gabriel Arcanjo (1961); Madeira feita de cruz (1963); Fundador (1969); A casa da paixão (1977); Tebas do meu coração (1974); A força do destino (1977); A república dos sonhos (1984); A doce canção de Caetana (1987); Cortejo do Divino e outros contos escolhidos (2001);  Vozes do deserto (2004); Coração Andarilho (2009); O Livro das Horas (2012); Tempo das frutas (1966); Sala de armas (1973); O calor das coisas (1980); O pão de cada dia e outras importantes obras.
  
 
Darcy Ribeiro nasceu  em Montes Claros, no dia 26 de outubro de 1922, foi Antropólogo, educador e escritor, é um dos políticos mais importantes do final do século. Projetou a Universidade de Brasília e escreveu O povo brasileiro. Suas ideias de identidade latino-americana influenciaram vários estudiosos latino-americanos posteriores. Como Ministro da Educação do Brasil realizou profundas reformas que o levou a ser convidado a participar de reformas universitárias no Chile, Peru, Venezuela, México e Uruguai. Faleceu em 17 de fevereiro de 1997, Brasília.

 

Ferreira Gullar nascido em São Luís no Maranhão em 10 de setembro de 1930,  foi um escritor, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo.
Foi o postulante da Cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras, na vaga deixada por Ivan Junqueira, da qual tomou posse em 5 de dezembro de 2014. Faleceu em  4 de dezembro de 2016, Rio de Janeiro.
 
 
Helena Parente Cunha é autora premiada com diversos livros publicados no Brasil e exterior. Sua obra mais marcante, Mulher no Espelho, foi publicado no Brasil e no exterior. Livro este,que teve traduções para o inglês e o alemão. Sua obra é vasta e ocupa todo o escopo da literatura contemporânea, buscando sempre o traço simples, contudo direto ao sentimento do leitor. Sua obra busca sempre a percepção e sentimento do leitor com seu modo envolvente de escrever e ambientar suas histórias. Helena Parente Cunha possui 26 livros publicados no Brasil, sendo 6 de poemas, 5 de contos, 9 de ensaio.
Formou-se em Letras pela Universidade Federal da Bahia em 1952. Dois anos depois, foi para Perúgia, para estudar língua, literatura e cultura italiana na Università Italiana Per Stranieri. Em 1956 começou a trabalhar como tradutora.
Nasceu em Salvador, no ano de 1930 e mudou-se em 1958 para o Rio de Janeiro, onde fez o mestrado na UFRJ. Prosseguiu a carreira acadêmica com o doutorado na UFSC e o pós-doutorado na UFRJ. Foi professora adjunta e depois na UFRJ.
Seu primeiro livro, Corpo do gozo, foi premiado no Concurso de Poesia da Secretaria de Educação e Cultura da Guanabara, em 1965.
 
Obras
Poesia:
1968 - Corpo no Cerco; 1980 - Maramar; 2000 - Além de Estar; 1995 - O Outro Lado do Dia: Poemas de uma Viagem ao Japão;  2005 - Cantos e Cantares.

Conto:
1980 - Os Provisórios;  1985 - Cem Mentiras de Verdade; 1996 - A Casa e as Casas ;  1998 - Vento, Ventania, Vendaval
Romance:
1982 - Mulher no Espelho; 1989 - As Doze Cores do Vermelho; 2002 - Claras Manhãs de Barra Clara.
Infantil:
2003 - Marcelo e Seus Amigos Invisíveis.

 

 

 
 
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Um comentário:

Luiz Carlos Lemme disse...

Prezadíssimo Irmão das Artes!
Com especial cuidado, estamos copiando (e acondicionando) os verbetes desta publicação - Luminares da Literatura Brasileira - cuja qualidade e completude tornam digna de uma Enciclopédia Cultural e, em consequência, do acervo de um bom curso de formação literária para instituições educacionais do contexto acadêmico.
Muito elegante (e honesta) a definição que o próprio autor faz desta coletânea ao mencionar que "a triagem representa exclusivamente uma forma de mencionar escritores que fizeram algo revolucionário na área literária", não obedecendo, portanto, a uma sequência temporal, nem ordem alfabética e tampouco a uma ordenação qualitativa.
Temos assim um serviço de fôlego e magnitude que certamente enriquecerá a documentação histórica disponibilizada para os fiéis seguidores do Blog Focus Portal Cultural.
Não cabem aqui, amigo Alberto, tão somente, agradecimentos formais, mas também um cumprimento entusiasmado - formidável! - que faço questão de registrar.
Toca pra frente, parceiro, que a História da Arte, no Brasil, te deve mais uma!