quinta-feira, 28 de março de 2013

LUÍS ANTÔNIO PIMENTEL - O BALUARTE DA CULTURA FLUMINENSE COMEMORA 101 ANOS DE VIDA. PARABÉNS...


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EM HOMENAGEM AO ESCRITOR
LUÍS ANTÔNIO PIMENTEL

CONFIRA...

 
 
 
 
MENSAGENS DOS AMIGOS
 



Luís Antônio Pimentel, sem dúvidas é um ícone que ressoa atos febris na cultura fluminense, um cidadão do bem, um verdadeiro baluarte com dons primaveris e gentis. Tenho orgulho de ser parceiro dele na arte literária, e está atento sempre aos seus ensinamentos, Parabéns Pimentel, que você permaneça conosco por mais uns grandiosos anos.  Abraços fraternos.   ALBERTO ARAÚJO

 
Parabéns Alberto! Bela homenagem. Abc. P.R. Cecchetti
 
 
 
Alberto, meu amigo, homenagem de tamanha riqueza de imagens e palavras ao nosso Pimentel só podiam partir de você. O nosso querido mestre Luís Antônio Pimentel merece tudo quanto você fez e disse, e muito mais. Olhe, você é o nosso Pimentel do futuro, com toda essa bagagem cultural que conhecemos. Pena que não estarei mais aqui para abraçá-lo, na ocasião! Agora, vou passar o meu e-mail ao Pimentel. Receba o abraço do  Manuel José de Souza.

           
 
 
 
Parabéns, mais uma vez, Alberto Araújo. O filme está muito bom. Pimentel merece! Que Deus o conserve por alguns anos mais junto de nós! Um abraço Neide Barros Rêgo

 
 
Alberto.
Vi sua matéria sobre o aniversário do Pimentel, por sinal muito ilustrativa. Quanto ao homenageado, Luís Antônio Pimentel, penso ser ele merecedor de todas essas honrarias. São 101 anos de uma humanista, um intelectual na acepção da palavra.
Abc.. Gilson








Que emoção ! Obrigada, Mestre! Alberto, um abraço por mais esse trabalho maravilhoso. Belvedere

 

Que mais dizer sobre o emérito Luís Antônio Pimentel? Hoje, 29 de Março de 2013, fará 101 anos. Através dos anos, seus conterrâneos, amigos,  membros de fundações culturais e não só, prestaram-lhe as devidas homenagens. Queria eu dizer algo mais, porém, não tenho bagagem para tal. Tudo já foi dito.  Lembro, no dia do seu centenário, elaborei a poesia-soneto -  que exponho.   Abraços do José Pais.


 
LUÍS ANTÔNIO PIMENTEL
-- seu centenário -
 
O vento passa, passou, tanto destruiu,
não o Papa da literatura, fotografia...
Anos tão idos onde nasceu, de lá saiu.
Niterói - aqui estudou - inda sua moradia.
 
De passagem alguns anos no longínquo Japão,
com afinco aprendeu haicais, do seu labor.
Sempre benévolo, modesto, seu abraço de união,
e expondo suas fotos, dos versos... Professor!...
 
A memória que realça inda ativada,
tão humano, simplicidade enraizada.
O Papa que referi aqui presente!
 
É, Pimentel baluarte, relicário...
Ao ídolo, salve, salve o centenário.
Orgulho: Miracema, Niterói... Será lembrado eternamente!...
29/março/1912 nascimento
29/março/2012 centenário

 
José Pais de Moura Simões


 
 
 
 
Luís Antônio Pimentel (Miracema, 29 de março de 1912) é um poeta, professor, jornalista e memorialista brasileiro. É membro da Academia Fluminense de Letras - AFL; Academia Niteroiense de Letras - ANL e presidente de honra no Grupo Mônaco de Cultura.
 
Sobrinho por parte de pai do literato Figueiredo Pimentel, de quem reconhece a influência da obra sobre os primeiros trabalhos literários. Tendo sido aluno bolsista em intercâmbio no Japão, residiu lá entre os anos de 1937-1942, familiarizando-se com o haicai ao ter contato com autoridades como Hagiwara Sakutarô e Takamura Kôtarô. Pimentel tem sua poesia traduzida para o inglês, o alemão, o francês, o espanhol e o sueco.
 
 
Pimentel é um dos precursores do haicai no Brasil, responsável pela divulgação deste estilo de poesia ao lado de Olga Savary e Helena Kolody. Tem parte na cunhagem definitiva do termo “haicai” em língua portuguesa quando, estudante da faculdade de filosofia da Universidade do Brasil, encaminhou a Aurélio Buarque de Holanda, por intermédio do gramático Celso Cunha, o pedido de dicionarização, evitando que o termo se dispersasse em outras transliterações como hai-cai, hai-kai, haikai, haiku, hai-ku e hokku. Com seu livro Namida no Kito, obra escrita em português no japão e traduzida para o japonês no ano de 1940, Pimentel se tornou o primeiro autor brasileiro traduzido para o japonês que se tem notícia.
 
 
 
 
O autor reconhece ter se permitido inovar o haicai ao tratar de temas tropicais, criando também o haicai erótico, o engajado politicamente e o étnico. Contudo, estas pequenas transgressões não corrompem o cânon estético inaugurado por Matsuô Bashô como a rigorosa métrica e a exigência da indicação da estação do ano (Kigo) e dos fenômenos da natureza.
 
Sua vasta obra literária, conta com livros como: Contos do velho Nipon (1940), Tankas e haicais (1953), Cem haicais eróticos e um soneto de amor nipônico (2004). E se encontra reunida em três volumes publicados pela editora Niterói Livros, que contém o texto integral de Tankas e haicais, tal como coordenada pelo professor Nelson Eckhardt em 1953.
 
A obra reunida, em acurada edição crítica de três volumes, conta também com poesias compiladas inéditas até 2004, data desta edição e versões para diversas línguas, entre elas o japonês, na tradução de Yonekura Teruo.
 
 
 
Além da primeira biografia, assinada por Alaôr Eduardo Scisínio, a obra do poeta recebeu diversos estudos, como o escrito pelo filósofo brasileiro R.S. Kahlmeyer-Mertens, que nos últimos anos vem dedicando trabalhos sobre a produção de haicais do poeta, destacando o relevo do pensamento de Pimentel para a contemporaneidade.

 
 
LEIA HAICAIS DE LUÍS ANTÔNIO PIMENTEL
 
 
Luar na neblina.
Dentro da cabana escura,
Um ranger de redes
 
O vento levanta
a névoa fina do vale,
despertando a aurora.
Chove: chia a chuva
E, de chofre, o chão enxuto.
Encharca-se e se enxágua.
A onda, na bruma,
côncava, redonda, estronda.
Explodindo espuma
Predador perene,
pula o sapo-pipa e parte
o espelho do poço.
Que é um haicai?
É o cintilar das estrelas
num pingo de orvalho.
O cego pergunta:
como é o luar? E a jovem
beija-o na fronte.
Completa a ternura:
tira os espinhos da rosa,
antes de ofertá-la.
A jovem romântica
tirou todos os espinhos
do balcão florido.
Lagarta, hoje verme,
amanhã, em altos voos,
vai sugar as flores.
 

 
 
OBRAS DE LUÍS ANTÔNIO PIMENTEL
 
 
PIMENTEL, Luís Antônio. Obras Reunidas. Aníbal Bragança (org.). 3.vol.
Niterói: Niterói Livros, 2004.
 
Haicais Onomásticos. Niterói: Nitpress, 2007
 
Contos do Velho Nipon. Niterói: Nitpress, 2009.
 
Na Beira da baia Maria embala seu filho Sem berço
 
Deus enviou seu filho A Terra Foi um Deus nos acuda!
 
 
 
 
 
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COM DOIS CLIQUES TELA INTEIRA
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: WIKIPÉDIA.COM 

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