quarta-feira, 8 de novembro de 2023

CENAS DE ...E O VENTO LEVOU FILME BASEADO NA OBRA DE MARGARET


Lançamento: 01 de janeiro de 1940 no cinema / 3h 58min / Drama, Romance

Direção: Victor Fleming, George Cukor, Sam Wood

Roteiro Ben Hecht, David O. Selznick

Elenco: Vivien Leigh, Clark Gable, Leslie Howard

Título original Gone with the Wind

 

SINOPSE

 

Uma reunião social acontece numa grande plantação na Georgia, Tara, cujo dono é Gerald O'Hara (Thomas Mitchell), um imigrante irlandês. Na mansão está Scarlett (Vivien Leigh), sua bela e teimosa filha adolescente. Os gêmeos Tarleton, Brent (Fred Crane) e Stuart, imploram para serem seus acompanhantes num churrasco, que haverá em Twelve Oaks, uma plantação vizinha. Scarlett flerta com eles enquanto tenta obter informações sobre o homem que ama obsessivamente, Ashley (Leslie Howard), o primogênito do patriarca de Twelve Oaks, John Wilkes (Howard C. Hickman). Ela ouve algo que a desagrada muito: Ashley está comprometido, o que depois é confirmado por seu pai. Scarlett acha a vida em Tara monótona, mas seu pai diz que Tara é uma herança inestimável, pois só a terra é um bem que dura para sempre.

Ela apenas só pensa em Ashley, assim usa seu mais belo vestido para ir ao churrasco, revelando um inapropriado comportamento para um compromisso diurno, apesar das objeções de Mammy (Hattie McDowell), sua protetora escrava. Em Twelve Oaks Scarlett é o centro das atenções, em razão dos vários pretendentes que pairam sobre ela, mas nenhum deles é Ashley. Mais tarde Scarlett ouve os cavalheiros discutindo acaloradamente sobre a guerra eminente que acontecerá entre o Norte e o Sul, crendo que derrotarão em meses os ianques. Só Rhett Buttler (Clarrk Gable), um aventureiro que tem o hábito de ser franco, não concorda com estas declarações movidas mais pelo orgulho do que pela lógica. Ele diz que não há nenhuma fábrica de canhões no sul e afirma que os ianques estão melhor equipados e têm fábricas, estaleiros, minas de carvão e podem matar os sulistas de fome, pois têm o domínio dos portos, enquanto os sulistas só têm algodão, escravos e arrogância. Um jovem, Charles Hamilton (Rand Brooks), sentindo-se insultado, tenta desafiar Rhett para um duelo, mas ele se esquiva, mesmo sabendo que o derrotaria facilmente, e se retira. 

Ashley tenta ir ao seu encontro para acompanhá-lo, pois Rhett é um convidado, mas é detido por Scarlett, que quer falar com ele. Os dois vão até a biblioteca e ela fala para Ashley que o ama profundamente. Isto só faz ele lhe dizer que está noivo da prima dela, Melanie Hamilton (Olivia de Havilland). Ashley diz que ama Melanie, entretanto admite que ama Scarlett fraternalmente. Ela fica ainda mais irritada e esbofeteia Ashley, que deixa a biblioteca. Ela então lança um vaso contra a lareira e descobre que atrás de um sofá havia uma outra pessoa, Rhett. Quando Scarlett lhe diz que não é um cavalheiro, Rhett retruca dizendo que ela não é uma dama. pesar deste confronto, é claro que Rhett ficou atraído pela beleza de Scarlett. Em Twelve Oaks chega um cavaleiro, para dizer que a guerra começou. Os homens exultam e Charles vai dizer a Scarlett que a guerra foi declarada, com todos os homens indo se alistar. Enquanto via Ashley se despedir de Melanie, Scarlett ouve Charles lhe pedir em casamento. Movida pela mágoa, ela aceita e diz que quer casar antes que ele parta. Assim Melanie e Ashley se casam em um dia e no seguinte Scarlett se casa com Charles, apesar de não sentir nenhuma atração ou amor por ele. O que Scarlett desconhecia é que o futuro lhe reservava dias muito mais amargos, pois durante a Guerra Civil Americana várias fortunas e famílias seriam destruídas.

 


















 

EFEMÉRIDES: HÁ 123 ANOS, EM 08 DE NOVEMBRO DE 1900 NASCEU MARGARET MITCHELL AUTORA NORTE-AMERICANA, ELA ESCREVEU O BEST-SELLER “...E O VENTO LEVOU”, ADAPTADO AO CINEMA.


Margaret Munnerlyn Mitchell nasceu em Atlanta, no dia 08 de novembro de 1900 e faleceu em 16 de agosto de 1949, foi uma escritora e jornalista norte-americana. 

Margaret escreveu apenas um livro, o romance situado na época da Guerra de Secessão, Gone with the Wind (...E o vento levou), pelo qual ela ganhou o National Book Award for Fiction de Romance de Destaque de 1936 e o Prêmio Pulitzer de Ficção em 1937.

Margaret nasceu em Atlanta, em 1900. Era filha do advogado Eugene Muse Mitchell, diretor da Sociedade de História de Atlanta, e de Mary Isabelle "Maybelle" Stephens, uma sufragista. (Movimento iniciado no século XIX, consistiu em uma luta de reivindicação pela participação ativa das mulheres na política). 

Margaret cresceu ouvindo histórias sobre a Guerra de Secessão contadas por seus parentes e por veteranos confederados. Obcecada por escrever, conta-se que ainda em criança costumava levantar-se no meio da noite para registrar ideias para histórias e peças teatrais. Todavia, Margaret nunca foi exatamente uma aluna brilhante.

No outono de 1918, ingressou no Smith College, de Northampton, Massachusetts, pouco antes da entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial. Durante o conflito, seu noivo, o tenente Clifford Henry, foi morto em combate na França e em janeiro de 1919, Maybelle Stephens faleceu durante a epidemia de Gripe Espanhola. Este último acontecimento obrigou Margaret a abandonar os estudos e voltar para casa, mas ela não possuía temperamento para dedicar-se apenas a cuidar do pai e do irmão mais velho. Logo, seu comportamento de melindrosa e seu trabalho em projetos sociais junto a população negra de Atlanta, começaram a escandalizar a sociedade conservadora da cidade.

Em setembro de 1922, Margaret casou-se com Berrien "Red" Upshaw, ex-jogador de futebol americano e (descobriu-se depois) contrabandista de bebidas. Como os rendimentos do marido não fossem suficientes para a manutenção do casal, mudaram-se para a casa dos Mitchell e ela arranjou um emprego como repórter do "The Atlanta Journal Sunday Magazine", onde um ex-namorado, John R. Marsh, trabalhava como editor. A aproximação profissional com Marsh e o comportamento violento de Upshaw, levaram Margaret a divorciar-se em Outubro de 1924. Em 4 de julho de 1925 (no dia da Independência, como ela é citada dizendo), casou-se com Marsh. O casal foi residir num apartamento térreo da Crescent Avenue, 979, local que Margaret chamava carinhosamente de "The Dump" ("O Depósito").

Poucos meses após o casamento, Margaret teve de afastar-se do jornal por problemas de saúde. Foi durante o período de convalescença que ela começou a escrever a história que a tornaria famosa, Gone with the Wind ("…E o Vento Levou" no Brasil, "E Tudo o Vento Levou" em Portugal). Em 1929, a maior parte do livro estava terminada e em 1935 a Editora Macmillan adquiriu os direitos de publicação. 

Lançada em 10 de junho de 1936, a obra tornou-se rapidamente um "best-seller". Em outubro deste mesmo ano, já havia vendido um milhão de exemplares e os direitos de filmagem foram comprados pelo produtor David O. Selznick pela (na época) elevada soma de 50.000 mil dólares. Em Maio de 1937, o livro Gone with the Wind foi premiado com o Pulitzer. 

O filme homônimo teve seu lançamento mundial em Atlanta, no dia 15 de dezembro de 1939 e contou com a participação da tímida autora na platéia. Curiosamente, esse seria o único livro que Margaret viria a escrever. Os direitos autorais recebidos pela obra e pela adaptação cinematográfica tornaram-na uma mulher rica, e ela, envolvida com suas atividades de filantropia, decidiu encerrar sua carreira literária.

 

Em 1991, Alexandra Ripley fez uma continuação para o romance, Scarlett, que não obteve o mesmo sucesso.

 

Ao atravessar uma rua próxima de sua residência, em 11 de agosto de 1949, Margaret foi atropelada por um táxi. Levada para um hospital, Margaret morreu cinco dias depois, sem nunca recobrar a consciência. John Marsh morreu em 1952 e foi enterrado ao lado da esposa, no Cemitério Oakland Em Atlanta.

 

OBRA

 

…E o Vento Levou, Gone with the wind, trad. de Francisca de Basto Cordeiro, Rio de Janeiro: Irmãos Ponguetti Editores, 1940.

 



















__trad. de Francisca de Basto Cordeiro, São Paulo: Hemus: 1973.

__ trad. de Francisca de Basto Cordeiro, São Paulo: Círculo do Livro: 1990.

__trad. de Francisca de Basto Cordeiro, Belo Horizonte: Itatiaia, 2000. ISBN 85-319-0222-3.

__trad. de Marilene Tombini, Rio de Janeiro: Record, 2012.

__ trad. de Adalgisa Campos da Silva e Regina Lyra, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2020.

__ trad. de Amanda Moura, Principis, 2021. SBN-13: 9786555522075; ISBN-10: 6555522070

A ilha perdida, Lost Laysen, trad. A. B. Pinheiro de Lemos. Rio de Janeiro: Record, 1996.

 

BIBLIOGRAFIA

 

Dicionário Biográfico da Enciclopédia Abril. São Paulo: Editora Abril, 1972. Vol. 2, p. 492.

ALLEN, Patrick (ed.).Margaret Mitchell, Reporter. Athens, Georgia: Hill Street Press, 2002. ISBN 1-892514-86-9.

ESKRIDGE, Jane (ed.).Before Scarlett: Girlhood Writings of Margaret Mitchell.Athens, Georgia: Hill Street Press, 2000. ISBN 1-892514-62-1.



 

terça-feira, 7 de novembro de 2023

DESTAQUE DO DIA: TRÊS LÍDERES DA COMUNIDADE ELISTA PARTICIPAM DE REUNIÃO ADMINISTRATIVA, NO CLUBE PORTUGUÊS DE NITERÓI | FOCUS PORTAL CULTURAL.


Com esse trio de mulheres inteligentes e elegantes: Matilde Slaibi, Márcia Pessanha e Sara Cabral a comunidade elista de nossa cidade está muito bem representada.

A tríade de companheiras elistas cada qual com o seu comprometimento, empenho e obrigação, em termo de liderança representa o Elos Internacional e o Elos Clube em Niterói, Dra. Matilde Carone Slaibi Conti é a Presidente do Elos Internacional; Dra. Márcia Pessanha é a Governadora do Distrito 8 do Elos Internacional e Dra. Sara de Lourdes Cabral Rodrigues é a Presidente do Elos Clube de Niterói.

As três elistas estiveram em uma reunião administrativa, em 07 de novembro de 2023, na qual foram receber das mãos do presidente do Clube Português de Niterói, Dr. Fernando Guedes as “chaves” de uma sala instalada nas dependências do Clube Português de Niterói, a mesma foi ofertada pelo presidente para realizar as eventuais reuniões administrativas do Elos Internacional e Elos Clube de Niterói. 

PALAVRAS DE AGRADECIMENTO DA PRESIDENTE MATILDE SLAIBI 

“Estamos no Clube Português de Niterói, onde gentilmente nos ofertaram uma sala para reuniões. Muito temos de agradecer”.

Crédito da foto: O registro fotográfico foi feito pelo Pierre Crapez professor da Faculdade de Arquitetura da UFF por intermédio do aparelho telefônico de Márcia Pessanha. A quem agradecemos o compartilhamento da foto.  OBRIGADO!  Essa revista cultural parabeniza a todas por essa importante e valiosa conquista no universo sociocultural do Elos Clube. 

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SOBRE ELISTAS E SUA CONTRIBUIÇÃO NA CULTURA LUSO-BRASILEIRA: São respeitáveis companheiros espalhados pelo mundo, que realizam um trabalho cultural em prol da Língua Portuguesa. Também praticam solidariedades, humanismos e, sobretudo conservam em seus corações a preservação das tradições lusíadas e da nossa Língua Mãe.  

Minuta Alberto Araújo – Focus Portal Cultural.

 


 

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

06 - UM VIOLONCELO EM TONS AZUIS POESIA DE ALBERTO ARAÚJO



UM VIOLONCELO EM TONS AZUIS


Um violoncelo que compõe poesias de amor. 

A beleza da Praia de Icaraí vestida de tons azuis.

 

Essa praia tem ossos e tornozelos esplêndidos.
Abriga visíveis tesouros arquitetônicos à luz da esfera.

Os dias de coros têm os tons azuis

e passam onde as conchas
espiam o princípio e o fim da Criatura.

Todo o universo praieiro é vasto e alegre
e se une das cabeças aos pés dos anjos.

Em torno da emérita estátua do herói-rei,
eu falei:
-“Há um poeta que ilustra poesia em Icaraí."
depois disso:
Sinto-me envolvido pelo braço

do mar da Guanabara

que lambe a Praia de Icaraí.

Terra e Céu: eu fiz saber que sou um violoncelo
e que componho melodiosas poesias.
Assim aconteceu:
a aurora desceu em busca da sonoridade
e procurou-me – procurou-me...
e encontrou-me desenhando poesia

em plena Praia de Icaraí.

A lâmpada celeste murmurou em letras sem fins.
O ar empurrou e o monumento do jardim de rosas,
acordou o pinheiro da Igreja São Judas Tadeu.
Fez a curva no final da Praia de Icaraí,
me encontrou nos braços de minha amada,
com o hálito de girassol, horizontes e clarins.

 

Sou um violoncelo em plena Praia de Icaraí

e o objetivo de minha vida é ser feliz e sorrir.
 

© Alberto Araújo

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REALIZADA EM 06 DE NOVEMBRO DE 2023 A CERIMÔNIA DE ENTREGA DE MOÇÕES DE LOUVOR E RECONHECIMENTO "MÉRITO CULTURAL 2023". NA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO.


Registramos no Focus Portal Cultural o contentamento e nossos efusivos aplausos à nossa admirável companheira jornalista e escritora Nina Fernandes que recebeu entre outras personalidades a moção de reconhecimento: “MÉRITO CULTURAL 2023”. A honraria é uma concepção do Vereador Professor Célio Lupparell e foi entregue às inúmeras personalidades que contribuem com seus préstimos e afazeres culturais no Estado do Rio de Janeiro.

"A homenagem ora prestada pela Câmera Municipal do Rio de Janeiro, é o reconhecimento da relevância do seu trabalho e êxito de sua identidade Cultural".

 

Crédito do vídeo de Nina Fernandes

Minuta Alberto Araújo.



 

EFEMÉRIDES: HÁ 110 ANOS, EM 07 DE NOVEMBRO DE 1913 NASCEU ALBERT CAMUS ESCRITOR, FILÓSOFO, ROMANCISTA, DRAMATURGO, JORNALISTA E ENSAÍSTA FRANCO-ARGELINO. RECEBEU O PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA EM 1957.

 


Albert Camus foi galardoado ainda novo com o Nobel da Literatura. Tinha apenas 44 anos quando foi distinguido. Com o futuro pela frente, menos de dois anos volvidos, o escritor francês morreu num acidente de viação, em França. Apesar de desaparecido precocemente, é hoje um dos maiores nomes da literatura francesa e mundial, pelo seu pensamento visionário e um caminho excepcional. Com oito milhões de cópias vendidas, "O Estrangeiro", primeiro livro publicado em 1942 e traduzido em 40 línguas, é o seu best-seller absoluto.

Teve um trabalho profícuo incluindo peças de teatro, novelas, notícias, filmes, poemas e ensaios, onde ele desenvolveu um humanismo baseado na consciência do absurdo da condição humana e na revolta como uma resposta a esse absurdo.

A sua dissertação de mestrado foi sobre neoplatonismo e a sua tese de doutoramento, assim como a de Hannah Arendt, foi sobre Santo Agostinho.

Em 1938, Camus ajudou a fundar o jornal Alger Républicain e durante a Segunda Guerra Mundial, até 1947, colaborou no jornal Combat, além de ter colaborado no jornal Paris-Soir.

Albert Camus nasceu em Mondovi, 07 de novembro de 1913 (Mondovì é uma comuna italiana da região do Piemonte, província de Cuneo) e faleceu em Villeblevin, 4 de janeiro de 1960 (Villeblevin é uma comuna francesa na região administrativa de Borgonha-Franco-Condado, no departamento de Yonne).

A curta carreira de Camus como jornalista do Combat foi ousada. Atuando como periodista, ele tomou posições incisivas em relação à Guerra de Independência Argelina e ao Partido Comunista Francês. Ao longo de sua carreira, Camus envolveu-se em diversas causas sociais, protestando veementemente contra as desigualdades que atingiam os muçulmanos no Norte de África, defendendo os exilados espanhóis antifascistas e as vítimas do stalinismo. Ele ainda foi um entusiasmado defensor da objeção de consciência.

À margem de outras correntes filosóficas, Camus foi, sobretudo uma testemunha de seu tempo. Intransigente, recusou qualquer filiação ideológica. Lutou energicamente contra todas as ideologias e abstrações que deturpavam a natureza humana. Dessa maneira, ele foi levado a opor-se ao existencialismo e ao marxismo, discordando de Jean-Paul Sartre e de seus antigos amigos. Camus incorporou uma das mais elevadas consciências morais do século XX. O humanismo de seus escritos foi fundamentado na experiência de alguns dos piores momentos da história. A sua crítica ao totalitarismo soviético rendeu-lhe diversas retaliações e culminou na desavença intelectual com seu antigo colega Sartre.

Albert Camus nasceu na costa da Argélia, numa localidade chamada Mondovi (hoje denominada Dréan), durante a ocupação francesa, numa família pied-noir. O seu pai, Lucien Auguste Camus (1885-1914), era francês nascido na Argélia e a sua mãe, Catherine Hélène Sintès (1882-1960), também nascida na Argélia, era de origem minorquina (Sant Lluís). Camus conheceu cedo o gosto amargo da morte: o seu pai morreu em 1914, na batalha do Marne, durante a Primeira Guerra Mundial. A sua mãe então foi obrigada a mudar-se para Argel, para a casa de sua avó materna, no famoso bairro operário de Belcourt onde, anos mais tarde, durante a guerra de descolonização da Argélia, houve um massacre de muçulmanos.

O período de sua infância, apesar de extremamente pobre, é marcado por uma felicidade ligada à natureza, que ele volta a narrar em O Avesso e o Direito, mas também em toda a sua obra. Na casa, moravam, além do próprio Camus, o seu irmão que era um pouco mais velho, a sua mãe, a sua avó e um tio um pouco surdo, que era tanoeiro, profissão que Camus teria seguido se não fosse pelo apoio de um professor da escola primária Louis Germain, que viu naquele pequeno pied-noir um futuro promissor. Ao princípio, a sua família não via com bons olhos o fato de Albert Camus seguir para a escola secundária, sendo pobre. O próprio Camus diz que tomar essa decisão foi difícil para ele, pois sabia que a família precisava da renda do seu trabalho. Portanto, ele deveria ter uma profissão que logo trouxesse frutos - como a profissão do seu tio. No fundo, Camus também gostava do ambiente da oficina, onde o tio trabalhava. Há um conto escrito por ele que tem como cenário a oficina e no qual a camaradagem entre os trabalhadores é exaltada.

A sua mãe trabalhava lavando roupa para fora, a fim de ajudar no sustento da casa. Durante o segundo grau, ele quase abandonou os estudos devido aos problemas financeiros da família. Neste ponto, outro professor foi fundamental para que o ganhador do Prêmio Nobel de 1957 seguisse estudando e se graduasse em filosofia: Jean Grenier. Tanto Grenier quanto o velho mestre Guerin serão lembrados, posteriormente, pelo escritor. O Homem Revoltado (1951) é dedicado a Grenier, e Discursos da Suécia (que inclui o discurso pronunciado por Camus, ao receber o Nobel), a Germain.

Camus deixou uma inegável contribuição para a literatura e o pensamento contemporâneo. Sua obra reflete profundamente sobre a condição humana, a liberdade e a responsabilidade individual, notável em romances como "O Estrangeiro" e "A Peste". Além disso, sua influência se estendeu à filosofia, política e arte, tornando-o uma figura fundamental cujo legado perdura.

 

A banda de heavy metal americana Avenged Sevenfold afirmou que seu álbum "Life Is But A Dream..." foi inspirado na obra de Camus.

Albert Camus também serviu de inspiração para o Cavaleiro de Ouro Aquarius Camus no anime e mangá clássico Cavaleiros do Zodíaco.

HOMENAGENS

Em Tipasa (Argélia), foi erigida em 1961 uma estela em homenagem a Albert Camus, dentro das ruínas romanas, de frente para o mar e para o monte Chenoua, com esta frase em francês extraída de sua obra Noces à Tipasa : “Entendo aqui o que se chama glória: o direito de amar desmedidamente" (« Je comprends ici ce qu'on appelle gloire : le droit d'aimer sans mesure. »).

O Correio francês publicou um selo com sua efígie em 26 de junho de 1967.


Obras

 

Révolte dans les Asturies (Revolta nas Astúrias), 1936, Ensaio de criação coletiva

•L'Envers et l'Endroit (O Avesso e o Direito), 1937, Ensaio

•Noces (Núpcias), 1939 antologia de ensaios e impressões

•Réflexions sur la Guillotine (Reflexões sobre a Guilhotina), 1947

•L'Étranger (O estrangeiro), 1942, romance

•Le Mythe de Sisyphe (O mito de Sísifo), 1942, ensaio sobre o absurdo

•Les justes (Os justos), Peça em 5 atos, Editor Gallimard, Folio teatro, 2008, ISBN 2-07-033731-6

•Le Malentendu (O malentendido), 1944, Peça em três atos.

•Lettres à un ami allemand (Cartas a um amigo alemão), publicadas com o pseudônimo de Louis Neuville, Editor Gallimard, collection folio ISBN 2-07-038326-1

•Caligula (Calígula) (primeira versão em 1941), Peça em 4 atos.

•La peste (A peste), Editor Gallimard, Coleção Folio, 1972, ISBN 2-07-036042-3

•L'État de siège (Estado de sítio), (1948), Espetáculo em três partes.

•L'Artiste en prison (O Artista na prisão), 1952 prefácio sobre Oscar Wilde.

•"Actuelles (Atuais) I, Crônicas, 1944-1948", 1950

•"Actuelles (Atuais) II, Crônicas, 1948-1953

•L’homme révolté (O homem revoltado)

•L'Été (O Verão), 1954, Ensaio.

•Requiem pour une nonne (Réquiem para uma freira)

•La chute (A queda), Editor Gallimard, Coleção Folio, 1972, ISBN 2-07-036010-5

•L'Exil et le Royaume (O exílio e o reino), Gallimard, 1957 contos (La Femme adultère (A mulher adúltera), Le Renégat (O Renegado), Les Muets (Os Mudos), L'Hôte (O Hóspede), Jonas.

•La Pierre qui pousse (A Pedra que brota).

•Os discursos da Suécia (publicado juntamente com O avesso e o direito)

•Carnets I (Cadernetas I), maio 1935-fevereiro 1942, 1962

•Carnets II (Cadernetas II), janeiro 1942-março 1951, 1964

•Carnets III (Cadernetas III), março 1951-dezembro 1959

•La Postérité du soleil, photographies de Henriette Grindat. Itinéraire par René Char (A posteridade do Sol, fotografias de Henriette Grindat. Itinerário por René Char, edições E. Engelberts, 1965, ASIN B0014Y17RG - nova edição Gallimard, 2009

•Les possédés (Os possessos), 1959, adaptação ao teatro do romance de Fiódor Dostoiévski

•Résistance, Rebellion, and Death (Resistência, Rebelião e Morte)

•Le Premier Homme (O primeiro homem), Gallimard, 1994, publicado por sua filha, romance inacabado

•La mort heureuse (A morte feliz)

•Albert Camus, Maria Casarès. Correspondance inédite (1944-1959). Avant-propos de Catherine Camus, Gallimard, Collection Blanche, 2017, ISBN 9782072746161

 

ALGUNS LIVROS























FONTE: https://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Camus