sexta-feira, 22 de maio de 2026

CASA DO PROFESSOR RECEBE A ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS EM EVENTO DE CELEBRAÇÃO CULTURAL

 

No cenário cultural de Niterói, poucos encontros são tão potentes quanto aquele que une o rigor das letras à prática transformadora da educação. Foi sob essa tônica que a Casa do Professor, em Pendotiba, tornou-se palco de uma tarde de efervescência intelectual ao receber, no último encontro do projeto "Chá da Tarde", uma comitiva da Academia Fluminense de Letras (AFL). O evento, mais do que uma agenda social, consolidou-se como um momento de diálogo entre duas instituições que, ao longo das décadas, têm servido como resguardadoras da memória e do desenvolvimento social fluminense. 

A recepção foi conduzida pelo professor Raimundo Nery Stelling Júnior, presidente da UPPES (União dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro-Sindicato). Em um gesto que alia a sofisticação da fidalguia à sobriedade que exige a condução de uma instituição octogenária, Stelling transformou a solenidade em um ambiente de hospitalidade rara. Ao celebrar 80 anos de uma trajetória marcada por lutas sindicais e conquistas pedagógicas, a UPPES demonstrou, sob a batuta de seu presidente, que a gestão educacional também se nutre da sensibilidade artística e do intercâmbio com o pensamento acadêmico. 

A abertura do encontro foi marcada por um gesto de gratidão e reconhecimento. A professora Márcia Pessanha, representando a Academia Fluminense de Letras, procedeu à entrega de uma Moção ao presidente da UPPES. O documento, mais do que uma formalidade, ecoa o respeito da classe acadêmica pela trajetória de vida do professor Stelling, qual a carreira é indissociável da defesa intransigente da educação pública e de qualidade. 

O ambiente, impregnado de história, serviu de palco para que memórias fossem resgatadas. O acadêmico Erthal Rocha, com a precisão de quem conhece a genealogia das instituições, relembrou a contribuição histórica de Alberto Francisco Torres, seu antecessor na Cadeira da AFL, para a edificação da sede oficial da UPPES, um elo de geração e tijolos que une as duas casas. Em um momento de profunda delicadeza, a acadêmica Regina Coeli Silveira e Silva rendeu tributo aos professores na pessoa da colega Eneida Fortuna Barros, símbolo da resiliência e da vocação docente. 

Se as palavras guiaram a primeira parte do encontro, a música foi a encarregada de elevar o espírito. O ápice do evento ocorreu com a apresentação de um grupo de gaita de fole, vinculado a um projeto educacional de inclusão que atende jovens em São Gonçalo. 

O som ancestral das gaitas, reverberando entre as paredes da Casa do Professor, transportou os presentes para as charnecas da Escócia e da Irlanda. Os músicos, trajando os tradicionais kilts com elegância e orgulho, ofereceram uma performance que uniu impacto estético e precisão técnica.

É importante notar que Niterói detém uma tradição notável no ensino desse instrumento, sendo a Brazilian Piper (Associação de Músicos Brasil-Escócia) a maior referência local. Nascida sob a égide do Instituto Vieira Brum e idealizada pelo maestro J. Paulo, a associação elevou a gaita de fole a um patamar de projeção internacional a partir de solo niteroiense, demonstrando que a cultura, quando bem semeada, rompe qualquer fronteira geográfica. 

Ao tomar a palavra para agradecer a Moção e a visita da AFL, o professor Stelling traçou uma ponte entre o passado glorioso da UPPES e a sua atuação contemporânea. Ele detalhou os novos desdobramentos da entidade, que hoje se ramifica em projetos educacionais de vanguarda, reafirmando que o sindicato é, acima de tudo, um organismo vivo e em constante evolução. 

O sucesso da tarde também se deve à cautelosa coordenação da Casa do Professor, capitaneada pela coordenadora Adriana Moreno e sua equipe, que garantiram que cada detalhada da hospitalidade ao acolhimento dos convidados transcorresse com a harmonia que a ocasião exigia. 

A importância do evento foi confirmada por uma lista de convidados que representam a elite cultural de Niterói e do estado. Estiveram presentes, entre outros, Matilde Carone Slaibi Conti, presidente do Elos Internacional, do Cenáculo Fluminense de História e Letras, da Academia Brasileira Rotária de Letras (Estado do Rio) e do Núcleo da Rede Sem Fronteiras de Niterói; Leda Mendes Jorge, presidente da ANE; Antônio Machado, presidente da Sociedade Fluminense de Fotografia; e Jordão Pablo Pão, coordenador da Niterói Livros. 

O encontro encerrou-se sob a promessa de continuidade desta parceria. Quando a educação e as letras se encontram em um clima de confraternização e respeito mútuo, a sociedade fluminense ganha um reforço inestimável: o da memória, da arte e da esperança, elementos fundamentais para o fortalecimento da nossa identidade. 

Este encontro reafirma a UPPES e a AFL não como torres de marfim isoladas, mas como instituições pulsantes, fundamentais para a coesão social e a preservação do legado intelectual que define o povo fluminense.


Créditos das Fotos:  © Christiane Victer 

Editorial

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

21 de maio de 2026.





















FELIZ ANIVERSÁRIO, LÚCIA MOTTA!

O tempo, esse mestre invisível que esculpe as nossas existências, tem uma maneira muito própria de consagrar os encontros verdadeiros. Há vidas que se cruzam de forma geométrica e fria, mas há outras que se enlaçam através da própria matéria de que é feita a arte. A sua presença em nossas vidas, Lúcia, pertence a essa segunda categoria, uma tessitura de sensibilidade, intelecto e luz que o tempo só faz refinar. Hoje, ao celebrarmos o seu aniversário, não fazemos apenas uma pausa no calendário; fazemos um brinde à permanência da beleza e do afeto em um mundo que tanto precisa deles. 

Nossa memória afetiva guarda com precisão o cenário onde essa história começou: o palco vibrante do Centro Cultural Maria Sabina, sob a condução eterna e generosa da nossa saudosa Neide Barros Rego. Ali, entre o magnetismo das apresentações e o pulsar da criação artística, fomos arrebatados pela sua energia. Ver você em cena era compreender, na prática, que a arte não é um adorno, mas uma forma de traduzir a alma. Desde aqueles dias inaugurais no palco do Centro Cultural, os laços que nos uniram estreitaram-se de forma irreversível. O que nasceu sob a égide da admiração mútua transformou-se em uma amizade profunda, dessas que se alimentam do respeito intelectual e do carinho mais sincero.

Sua digníssima ocupação na Classe de Belas Artes é a moldura perfeita para quem você é. Afinal, as Belas Artes em você não são um título acadêmico ou um conceito estático; são a sua própria assinatura cotidiana. Você personifica uma intelectualidade rara, daquelas que não se isolam em torres de marfim, mas que se comunicam através de uma alegria contagiante e de uma doçura que desarma qualquer rigidez. É fascinante notar como a sua erudição caminha de mãos dadas com o seu sorriso largo, provando que a profundidade do pensamento pode e deve ser acompanhada pela leveza do espírito. Você é, genuinamente, uma pessoa adorável. 

Essa sua vibração luminosa e alegre estende-se para além dos salões físicos e alcança a nossa convivência diária apesar da distância de territórios. No microcosmo do nosso grupo de WhatsApp, a sua presença é uma luz de calor humano. Em meio ao fluxo rápido de informações da vida moderna, ver as suas manifestações e o seu constante apoio às nossas publicações, sempre que o tempo lhe permite, é um lembrete constante de sua generosidade. Você humaniza as telas frias com o seu olhar atento e as suas palavras de incentivo, demonstrando que a verdadeira cumplicidade intelectual ignora distâncias. 

Por tudo isso, este texto recusa o papel de uma felicitação comum. Ele é um manifesto de gratidão e carinho. Obrigado, Lúcia, por sua fidelidade aos nossos laços, por sua dedicação à cultura e por nos dar o privilégio de partilhar da sua caminhada. Sua amizade é uma herança viva daquele Centro Cultural que nos uniu e que continua a frutificar no presente.

Que este novo ciclo que hoje se descortina traga saúde plena, inspiração inabalável e a continuidade dessa alegria que nos contagia. Que a sua "Cadeira 04" da Academia Fluminense de Letras e os seus dias continuem sendo iluminados pela poesia e pelas cores das Belas Artes. 

Com profunda admiração, respeito e todo o carinho do mundo, 

Feliz Aniversário! 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


Carla Camuratti, Lucia Motta, Alberto Araújo


quinta-feira, 21 de maio de 2026

ORQUESTRA DA GROTA APRESENTA ‘GRANDES COMPOSITORES’ EM NITERÓI

Espetáculo reúne Telemann, Grieg, Mendelssohn, Mozart e Nepomuceno, com obras ligadas ao universo lúdico e à tradição sinfônica. 

A Orquestra da Grota realiza, no dia 26 de maio, às 19h, um concerto da série “Grandes Compositores”, na Sala Nelson Pereira dos Santos, em Niterói. A apresentação reúne obras de diferentes períodos e estilos, transitando entre o repertório clássico europeu e composições que dialogam com o imaginário e a formação musical. 

O programa inclui a Suite Dom Quixote, de Georg Philipp Telemann, que retrata em música episódios da obra literária de Miguel de Cervantes; as Two Elegiac Melodies, de Edvard Grieg, marcadas por lirismo e atmosfera introspectiva; e a Sinfonia nº 10 em si menor, de Felix Mendelssohn, escrita ainda na juventude do autor.

O repertório também contempla a Sinfonia dos Brinquedos, tradicionalmente atribuída a Leopold Mozart, que incorpora efeitos sonoros inspirados no universo infantil, e a Serenata para Cordas, de Alberto Nepomuceno, uma das referências da música de concerto no Brasil. 

A proposta do espetáculo é aproximar o público de diferentes narrativas musicais, explorando contrastes entre fantasia, memória e elementos lúdicos, ao mesmo tempo em que valoriza a formação de jovens músicos em repertório orquestral. 

A Sala Nelson Pereira dos Santos fica na Av. Visconde do Rio Branco, 800 – São Domingos – Niterói. 

Mantida pelo Espaço Cultural da Grota, a Orquestra da Grota integra um projeto social com mais de três décadas de atuação em Niterói. A iniciativa atende cerca de mil alunos por ano, oferecendo formação gratuita em música e outras atividades educacionais, com impacto direto na inclusão social e no acesso à cultura.

 

SERVIÇO

Orquestra da Grota – Grandes Compositores

Data: 26 de maio de 2026, terça-feira

Horário: 19h

Local: Sala Nelson Pereira dos Santos

Duração: 60 minutos

Classificação: Livre

Ingressos: Site feverup - R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia)

Assessoria de imprensa

Paulo Marcio Vaz / Papel Cultural Comunicação




 

CONFRATERNIZAÇÃO E RESGATE HISTÓRICO NO CHÁ DA TARDE DA CASA DO PROFESSOR – PRESIDENTE MATILDE SLAIBI CONTI E A GOVERNADORA MÁRCIA PESSANHA MARCAM PRESENÇA

No dia 21 de maio, o Elos Internacional reafirmou seu compromisso com a valorização cultural e a integração comunitária ao registrar uma presença de destaque em um dos eventos mais prestigiados do calendário institucional de Niterói. A nossa Presidente do Elos Internacional, Dra. Matilde Slaibi Conti, ladeada pela dinâmica Governadora do Distrito 8, Márcia Pessanha, marcaram presença marcante durante o requintado Chá da Tarde realizado na Casa do Professor, situada na Estrada Caetano Monteiro, no 4550, no acolhedor bairro de Pendotiba, em Niterói. 

Na ocasião, o requintado Chá da Tarde ganhou um contorno solene e prestigioso ao ser oficialmente oferecido aos membros da Academia Fluminense de Letras (AFL). A ilustre escritora Márcia Pessanha marcou uma presença de altíssimo significado institucional ao representar oficialmente a Academia, da qual é a digníssima Presidente, tendo sido recentemente reeleita com grande aclamação para o seu segundo mandato consecutivo. Com a sua elocução encantatória e singular de sempre, fez um brilhante discurso de agradecimento em nome de todos os presentes.

Essa feliz convergência de lideranças intelectuais reforçou os profundos laços culturais que unem a UPPES, o Elos Internacional e a Academia Fluminense de Letras no cenário fluminense.

O encontro, caracterizado por uma atmosfera de profundo respeito intelectual e celebração, reuniu expressivas lideranças, escritoras e educadoras de renome, consolidando os laços entre a centenária tradição elista e as grandes forças da educação fluminense. 

A solenidade e a recepção foram calorosamente presididas pelo Dr. Stelling, Presidente da UPPES (União dos Profissionais da Educação do Estado do Rio de Janeiro-Sindicato), uma instituição de magnitude incontestável que já celebra uma trajetória de 80 anos de lutas, conquistas e dedicação integral à categoria em todo o território estadual. Presença de proeminência no cenário educacional e cultural, o Dr. Stelling revelou-se, mais uma vez, um excelente anfitrião, um verdadeiro gentleman cuja fidalguia e delicadeza no trato sempre encantam a todos. Com uma cortesia rara e um olhar atencioso a cada detalhe, ele conduziu o encontro com a maestria de quem sabe aliar a seriedade institucional à mais calorosa hospitalidade. 

Sob sua liderança firme e humanizada, a UPPES atua de forma capilarizada, possuindo diversas subsedes distribuídas estrategicamente pelo Estado do Rio de Janeiro para amparar e promover o bem-estar dos educadores. Entre essas unidades, destaca-se de forma muito especial a subsede da Casa do Professor em Pendotiba, um verdadeiro refúgio de hospedagem, cultura, lazer e saúde, cuja eficiente administração e gerência estão sob a responsabilidade de Adriana Moreno, que espelha em sua gestão o mesmo padrão de excelência e acolhimento preconizado pelo presidente.

Durante o evento, a Presidente Matilde Slaibi Conti fez questão de posar ao lado da administradora Adriana Moreno, registrando em imagens a mútua admiração e o espírito de cooperação entre as entidades. Ao produzir essa matéria e captar informações, o Dr. Stelling aproveitou a oportunidade para descortinar a grandiosa estrutura que a UPPES mantém no município. Além da aprazível Casa do Professor em Pendotiba, a instituição conta com uma segunda e imponente unidade em Niterói: um edifício de quatro andares localizado no coração do Centro da cidade. É nesse complexo central que se situam o Gabinete da Presidência, a moderna estrutura da TV UPPES e um esplêndido Teatro em estilo clássico, com capacidade para 110 espectadores, além de abrigar diversos outros departamentos técnicos e núcleos de múltiplos segmentos voltados ao suporte dos filiados. 

A presença da comitiva do Elos Internacional nesse cenário ressalta a importância de conectar a diplomacia cultural elista com os centros difusores de educação e arte locais. 

Um dos momentos mais enriquecedores e aplaudidos da tarde literária e social adveio da brilhante intervenção do intelectual Erthal Rocha. Ao pedir a palavra, o renomado jornalista e acadêmico participante surpreendeu e encantou a todos os presentes ao compartilhar os frutos de uma profunda e minuciosa pesquisa histórica dedicada à gênese da UPPES, às origens do movimento sindical docente e à evolução conceitual da própria Casa do Professor. Munido de um arsenal substancial de dados cronológicos, marcos legais e memórias resgatadas, Erthal Rocha proferiu uma verdadeira aula magna, costurando fatos ano a ano. Em sua narrativa histórica de fôlego, trouxe à luz a emblemática presença do saudoso pensador, jornalista e estadista Alberto Torres, relembrando seu legado e sua influência fundamental nas bases da educação e do desenvolvimento regional. A profundidade dos dados apresentados por Erthal, que compareceu ao evento acompanhado de sua esposa, a estimada Mânia, conferiu ao encontro um alto teor acadêmico, transformando o chá em um fórum de resgate da memória social de Niterói. 

Os debates e conversas foram enriquecidos ainda pela presença de outras personalidades exponenciais da cultura e do magistério, como a eminente escritora e professora Lucia Romeu, Verônica Martins de Oliveira e outros. 

O Chá da Tarde, classificado pelos presentes como uma reunião de extrema fineza e bom gosto, reservou momentos de pura magia e superação. Inicialmente, um inesperado apagão deixou as dependências temporariamente sem energia elétrica. Longe de ofuscar o brilho da tarde, o contratempo foi contornado com imensa elegância pela organização, que dispôs velas acesas pelas mesas. Essa iluminação improvisada acabou dando um charme intimista, poético e quase cenográfico ao espaço, realçando a beleza arquitetônica da Casa do Professor. Posteriormente, com o restabelecimento da luz, o ambiente revelou em plenitude o seu esplendor, com mesas fartas e meticulosamente decoradas com uma enorme variedade de guloseimas, pães, bolos artesanais e doces finos, oferecendo um deleite visual e gastronômico que emoldurou o bate-papo fraterno das lideranças elistas e dos membros da UPPES.

A tarde cultural atingiu seu ápice artístico com um momento musical inesquecível, marcado pelas notas poderosas e ancestrais das gaitas de fole. A apresentação evocou as ricas tradições musicais de terras celtas, remetendo os ouvintes às paisagens da Escócia e da Irlanda. Os músicos, portando com orgulho e garbo os tradicionais saiotes (kilts), trouxeram para o coração de Pendotiba uma performance de forte impacto estético e sonoro. Vale destacar que a cena das gaitas de fole é fortemente consolidada em Niterói. O grupo é célebre e premiado do município, a Brazilian Piper, legalmente constituída como Associação de Músicos Brasil-Escócia, uma iniciativa de projeção internacional que nasceu sob a égide do saudoso Instituto Vieira Brum e foi idealizada e fundada pelo genial Maestro J. Paulo. 

Paralelamente, o município se orgulha de abrigar a Banda de Gaitas de Fole Vieira Brum, outro projeto local de sólida reputação, que perpetua o ensino desse instrumento singular e garante a manutenção dessa ponte cultural transatlântica, encantando a plateia presente com um repertório vibrante. 

Além do congraçamento e do resgate histórico, os participantes puderam conhecer de perto as modernas e completas instalações oferecidas pela Casa do Professor em sua ampla sede campestre. Conforme detalhado nos informativos da instituição, o espaço funciona como um centro integrado de hospedagem, cultura, lazer e bem-estar. A estrutura dispõe de café da manhã em estilo americano, serviço de hotelaria de alta qualidade voltado para o atendimento individual ou de grupos familiares, e conexão wi-fi de alta velocidade em todos os seus ambientes.

No quesito lazer, saúde e eventos, o complexo é dotado de uma generosa piscina, sauna a vapor, espaço de spa, churrasqueiras estruturadas, salão nobre para eventos de grande porte, área kids para recreação infantil, campo de futebol gramado e amplo estacionamento privativo. Adicionalmente, a unidade promove ativamente a saúde preventiva por meio do seu renomado Curso de Longevidade Saudável e de espaços planejados para a prática esportiva ao ar livre. A Casa do Professor também se consolida no mercado de eventos corporativos e sociais, disponibilizando a locação de seus espaços diferenciados para a realização de formaturas e convenções empresariais. O compromisso com o cuidado integral aos associados expande-se de forma notável através do projeto "Cuide do seu Sorriso com a UPPES". O Núcleo de Odontologia da instituição oferece uma infraestrutura de ponta composta por dois consultórios odontológicos perfeitamente equipados para prestar serviços de excelência. O atendimento é destinado não apenas aos professores filiados e seus respectivos familiares, mas também se estende de forma altruísta aos moradores de Niterói e municípios vizinhos. Entre as especialidades cobertas pelo núcleo clínico, destacam-se os procedimentos de profilaxia e limpeza profunda, confecção e ajuste de próteses dentárias, tratamentos de endodontia (canal) e acompanhamento em periodontia básica. Para maior comodidade da comunidade local, os agendamentos e consultas de informações podem ser realizados diretamente pelos canais telefônicos oficiais (21) 2717-6025 e (21) 97878-6004. 

Dessa forma, o encontro entre o Elos Internacional e a UPPES celebrou muito mais do que um momento social: testemunhou o vigor de uma instituição octogenária que une memória, assistência, arte e dedicação à sociedade fluminense.

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional

Editor do Focus Portal Cultural 











A FORÇA DA PALAVRA: UMA HOMENAGEM AO DIA DO PROFISSIONAL DE LETRAS


Homenagem do Focus Portal Cultural 

ao Profissional de Letras no Brasil 

Há sentimentos que as estatísticas não explicam e que a pressa do cotidiano teima em tentar apagar, mas que encontram abrigo seguro na solidez de uma página escrita. Hoje, 21 de maio, o Brasil interrompe o ruído mecânico de seus dias para celebrar uma das funções mais nobres, antigas e vitais da civilização: o Dia do Profissional de Letras. Como jornalista, escritor e alguém que traz na alma a essência nordestina, onde a palavra é simultaneamente compromisso, melodia e sobrevivência, sinto um orgulho profundo e inabalável de pertencer a esta linhagem de resguardador da linguagem. 

Celebrar esta data nas páginas do Focus Portal Cultural não é apenas cumprir um calendário formal; é realizar um ato de fé na capacidade humana de se reinventar através do verbo. O letrólogo, o professor, o revisor, o tradutor, o crítico e o escritor não lidam apenas com regras gramaticais ou estruturas sintáticas. O que fazemos, na verdade, é moldar a argila do pensamento humano, transformando o silêncio do mundo em pontes de comunicação, beleza e reflexão. 

"A palavra escrita é o fio que une o passado ao futuro, o cinzel que esculpe a identidade de um povo. Alberto Araújo" 

Para compreender a magnitude desta profissão, basta olhar para a história do Brasil através do prisma de suas letras. Nossa identidade nacional não foi construída apenas por tratados políticos ou delimitações geográficas, mas sim pela ponta da pena de homens e mulheres que ousaram traduzir o sentimento de ser brasileiro. 

Muitas vezes, o senso comum reduz o profissional de letras à figura do professor em sala de aula. Embora a docência seja uma das missões mais sagradas e urgentes do nosso país, a atuação daquele que se forma em Letras explode em múltiplos e ricos horizontes. 

O Professor é aquele que abre as cortinas do mundo para o estudante, ensinando-o não apenas a decodificar símbolos, mas a interpretar a realidade, a questionar as entrelinhas e a se expressar com clareza e autonomia. 

O Revisor e o Editor, são os artesãos invisíveis. Aqueles que limpam as arestas do texto, garantindo que o brilho da ideia original não se perca na escuridão do erro ou da ambiguidade. Eles lapidam o diamante bruto entregue pelo autor. 

O Tradutor, é o verdadeiro construtor de pontes universais. Sem o tradutor, as fronteiras geográficas seriam também barreiras mentais intransponíveis. É ele quem permite que Homero, Shakespeare, Cervantes ou Virgínia Woolf falem fluentemente o português de nossos dias. 

O Escritor e o Cronista, ah! Aqueles que capturam o efêmero, transformando o cotidiano banal em patrimônio eterno da humanidade.

Pertencer a esse universo é compreender que a língua portuguesa é um território vasto, dinâmico e generoso. Um idioma que acolhe desde o lirismo mais erudito até a riqueza das expressões populares e das variantes regionais que tornam o Brasil esse mosaico cultural inigualável. 

Quando celebramos os profissionais de letras, estamos homenageando a espinha dorsal da nossa cultura. São eles que mantêm viva a chama da nossa memória coletiva. Pensar nas letras brasileiras é evocar as estruturas monumentais que sustentam nossa sensibilidade. É impossível caminhar por essa estrada sem reverenciar as instituições e os líderes que guiam nossos passos intelectuais. 

A Academia Brasileira de Letras (ABL) surge como o fanal maior dessa salvaguarda. Ao olharmos para a Casa de Machado de Assis, nosso bruxo do Cosme Velho, que com sua ironia fina e domínio cirúrgico do idioma fundou os alicerces da nossa literatura, enxergamos a própria consagração do profissional de letras. Ao longo de mais de um século, a ABL tem sido o espaço onde a tradição e a inovação dialogam, abrigando mentes brilhantes que moldaram o nosso modo de ver o mundo. 

Olhamos também para a força descentralizada que ecoa em cada estado, como a aguerrida e centenária Academia Fluminense de Letras (AFL). Sediada com orgulho em nossa Niterói. A AFL cumpre no Rio de Janeiro o papel fundamental de interiorizar, defender e oxigenar a produção literária regional, provando que a literatura é um organismo vivo, pulsante e acessível a todas as franjas da sociedade. 

Mais do que um baluarte das tradições, a AFL teve sua relevância eternizada ao receber o justo título de Patrimônio Cultural Imaterial de Niterói. Essa honraria máxima chancela o valor de cada palestra, de cada posse, de cada debate e de cada moção de reconhecimento que emana de seus salões, mostrando que a história niteroiense e a literatura fluminense caminham de mãos dadas.

No vasto mosaico cultural que define a nossa "Cidade Sorriso", poucas instituições traduzem tão bem o espírito de união e preservação identitária quanto o Elos Clube de Niterói. Parte de uma comunidade internacional que cruza oceanos para conectar os povos de língua portuguesa, o Elos ultrapassa o papel de um clube de convivência: ele é uma verdadeira fortaleza de fomento às artes, à literatura e à cidadania.

O reconhecimento máximo dessa trajetória veio de forma meritória, ao ser agraciado com o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. Essa chancela oficial não é apenas uma homenagem ao passado glorioso da instituição, mas o reconhecimento vivo de sua relevância no presente. Significa que os encontros literários, as celebrações e as pontes afetivas construídas pelo clube são essenciais para a própria alma fluminense.

Mas este texto, além de um abraço fraterno de parabéns aos meus pares, deseja ser um manifesto, um clamor direcionado a você, leitor. Quero usar o espaço desta curadoria para fazer um convite urgente: escreva.

Vivemos em uma era marcada pela velocidade avassaladora das telas, pela efemeridade das mensagens que se apagam em vinte e quatro horas e pela superficialidade das interações digitais. Nesse cenário de pressa e dispersão, o ato de sentar e escrever torna-se uma revolução silenciosa.

Por que você deve escrever? 

Porque a escrita tem o poder mágico de organizar o caos que carregamos dentro de nós. Quando colocamos uma ideia no papel, nós a tiramos do plano abstrato da angústia ou do desejo e a transformamos em realidade concreta. Escrever é um exercício de autoconhecimento, de coragem e, acima de tudo, de generosidade. 

Não se intimide pela busca de uma perfeição inexistente. A literatura não pertence apenas aos imortais das academias; ela nasce no peito de qualquer um que sinta a necessidade de registrar sua própria verdade. Escreva uma crônica sobre o entardecer que você observa da sua janela, um poema de amor para quem ilumina seus dias, um diário com suas memórias de infância, ou um manifesto sobre as injustiças que machucam seus olhos. 

Ao escrever, você deixa de ser uma mera testemunha passiva da história para se tornar narrador do seu próprio tempo. Suas palavras podem ser o consolo, a inspiração ou o estalo de lucidez que alguém do outro lado do mundo, ou do outro lado do tempo precisava encontrar. 

Neste dia de festa, é fundamental evocarmos os nomes daqueles que transformaram as letras brasileiras em uma luz de sensibilidade e técnica. Beber na fonte dos grandes mestres é o que nos mantém firmes no propósito de continuar produzindo cultura. 

Como esquecer a profundidade de Cecília Meireles, que com seu lirismo melancólico e preciso nos ensinou sobre a impermanência das coisas? Ler Cecília é compreender que a poesia é a música que a alma faz sem precisar de instrumentos. Como esquecer a mineiridade universal de Carlos Drummond de Andrade, que de sua pedra no caminho construiu um monumento de questionamento existencial e social? 

Devemos saudar a ousadia mística de Clarice Lispector, que levou a língua portuguesa a lugares psicológicos nunca antes visitados, e a grandiosidade de João Guimarães Rosa, que reinventou o próprio idioma para dar voz à imensidão do sertão e à alma humana.

Olhando para a nossa história literária, percebemos que o profissional de letras é, antes de tudo, um apaixonado pela humanidade. E essa paixão precisa ser alimentada diariamente por novas vozes que se somem a esse coro monumental.

No Focus Portal Cultural, renovamos diariamente o compromisso de ser uma vitrine democrática e vigorosa para a cultura brasileira e universal. Entendemos que apoiar o profissional de letras é apoiar a própria educação e o senso crítico do nosso povo. Um país que não valoriza seus escritores, seus professores de literatura e seus linguistas é um país condenado a falar a língua da ignorância e do esquecimento.

Neste 21 de maio, meu peito se enche de gratidão por cada colega de profissão que, em escritórios silenciosos, em salas de aula barulhentas, nas redações de jornais ou nas editoras independentes, continua acreditando no poder transformador da palavra. Nós somos os tecelões da realidade. Enquanto houver uma mente disposta a pensar e uma mão disposta a escrever, a barbárie não vencerá. 

Aos meus irmãos de ofício, aos mestres que me guiaram e continuam guiando, aos acadêmicos que sustentam nossas instituições com dignidade e a cada novo escritor que digita timidamente suas primeiras linhas: os meus mais sinceros e calorosos parabéns. 

Que continuemos espalhando asas através das palavras, fincando nossas raízes na rica herança que recebemos e mirando os horizontes infinitos que a literatura sempre nos proporciona. Viva o Profissional de Letras! Viva a Língua Portuguesa!

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural    




CONVITE ESPECIAL – 19ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO ROTARY NITERÓI




 

O Rotary Niterói, presidido por Ana Paula Aguiar, convida todos os associados e amigos para a sua 19ª Reunião Ordinária, que será realizada no dia 21 de maio de 2026 (quinta-feira), às 20h. O encontro promete ser um momento de trabalho produtivo, reflexões inspiradoras e companheirismo, fortalecendo ainda mais os laços que unem o clube.

 

Neste mês de maio, dedicado aos Serviços à Juventude, a pauta da noite trará reflexões sobre o papel do Rotary junto às novas gerações, além de um balanço especial da 7ª Conferência do Distrito 4751, realizada recentemente em Raposo. Será uma oportunidade de compartilhar aprendizados e experiências que reforçam o compromisso do clube com o desenvolvimento comunitário e o espírito de serviço.

Pauta da reunião: 

Comunicação da presidência

Posse do associado representativo José Alberto Soares

Assembleia para Avaliação da 7ª Conferência do Distrito 4751

Relato da conferência pela companheira Maria Painat e demais participantes

Momento de Companheirismo 

A participação de cada associado é essencial para fortalecer os projetos e planejar as próximas ações. Unidos, o Rotary Niterói segue mais forte em sua missão de servir e transformar vidas.

 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

CONVITE ESPECIAL: LANÇAMENTO DE “PARALELAS, ENTRE LETRAS E TELAS” DA ESCRITORA MARLI MARINHO

No dia 24 de maio de 2026, domingo, às 19 horas, o cenário cultural de Niterói será palco de um encontro memorável. A escritora e artista Marli Marinho convida o público para celebrar o lançamento físico de seu livro “Paralelas, Entre Letras e Telas”, seguido de uma sessão de dedicatória.

O evento acontecerá na Igreja Nova sob a curadoria do Pastor Mahatma Lopes, na Estrada Francisco da Cruz Nunes, 14 - Piratininga, Niterói, RJ, reunindo amantes da literatura, da arte e da sensibilidade humana em uma noite que promete ser um marco para o jornalismo cultural e para a literatura contemporânea brasileira. 

“Paralelas” é mais do que um livro, é um espelho da alma de sua autora. A obra, publicada pelo Clube de Autores, nasceu do entrelaçamento entre palavra e imagem, entre o olhar poético e o gesto artístico. Cada página é um convite à contemplação, à reflexão e à celebração da vida em suas múltiplas cores e texturas. 

Marli Marinho: a mulher que escreve com o coração e pinta com a alma

O jornalismo cultural, em sua essência mais nobre, tem o dever de registrar não apenas o fato, mas a alma da notícia. E é justamente essa alma que pulsa na trajetória de Marli Marinho, uma mulher cuja vida é um mosaico de arte, fé e conhecimento. 

No último Dia Internacional da Mulher, 8 de março, o universo literário testemunhou o nascimento de “Paralelas, Entre Letras e Telas” em seu lançamento virtual, um gesto simbólico e poderoso. A escolha da data não foi casual: foi uma afirmação da força feminina, da voz que se recusa a ser silenciada. Marli ergue sua pena como quem ergue uma bandeira, oferecendo ao mundo sua contribuição poética e espiritual.

“Paralelas” é fruto de uma jornada que começou aos 14 anos, quando a autora começou a desenhar seus primeiros poemas, contos e crônicas. Décadas depois, essas palavras amadurecidas ganham forma e se revelam como testemunhos de uma vida dedicada à observação sensível do mundo. 

O título da obra é uma metáfora perfeita para sua trajetória: linhas que correm lado a lado, sem se cruzar, mas que se complementam. Marli é escritora e artista plástica, e sua criação vive nesse espaço de convergência, onde o verbo encontra a cor, e o pensamento se transforma em imagem. 

A capa do livro, assinada por seu filho Mikael Marinho, é um símbolo de amor e continuidade. Criada a partir de uma arte do acervo pessoal da autora, ela traduz visualmente o conceito de “Paralelas”: o encontro entre gerações, entre o olhar materno e o olhar artístico. A diagramação, realizada por Di Virtuoso, é outro gesto de sensibilidade e parceria feminina, fruto de meses de trocas afetivas e intelectuais. 

Uma intelectualidade plural e inspiradora

Marli Marinho é Doutora Honoris Causa em Literatura e pela Academia Brasileira de Belas Artes (ABBA), teóloga com pós-graduação em Neurociências e Inteligência Socioemocional. Essa formação multifacetada reflete-se em sua escrita, que une rigor científico e profundidade espiritual. Seus textos tocam dimensões da alma humana raramente exploradas pela literatura convencional. 

Como Embaixadora da Paz pela OMDDH e diretora financeira do Núcleo Cultural da Rede Sem Fronteiras de Niterói, sob a liderança de Matilde Carone Slaibi Conti, Marli reafirma seu compromisso com a cultura e a promoção social. Sua presença em mais de 30 antologias, muitas delas best-sellers, confirma sua relevância na historiografia literária contemporânea. 

Em suas palavras, Marli expressa gratidão aos que pavimentaram seu caminho, seus pais, sua família e seus filhos, Mikael e Ellen Rose, esta última sua primeira leitora. “Paralelas” é, acima de tudo, um hino de gratidão a Deus, fonte primordial de sua inspiração e força. 

Um marco de superação e beleza 

O lançamento físico de “Paralelas, Entre Letras e Telas” será o momento do encontro tátil entre autora e leitor , o instante em que o autógrafo sela a conexão entre duas almas que se reconhecem pela palavra.

Até lá, a obra já se firma como um símbolo de superação, fé e beleza, reverberando no Focus Portal Cultural e em todos os espaços onde a arte e a literatura se encontram. 

Celebre a arte, a palavra e a mulher que transforma o cotidiano em poesia.

Dia 24 de maio, às 19h, na Igreja Nova, na Est. Francisco da Cruz Nunes, 14 – Piratininga, Niterói. 

Marli Marinho e o Clube de Autores convidam você para viver esta noite inesquecível. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural