sexta-feira, 22 de maio de 2026

MARCELO MORAES CAETANO E A PALESTRA “LÍNGUA PORTUGUESA DO BRASIL: PASSADO E PRESENTE A EXPLICAR A NOSSA (MULTI)CULTURA”


Convite para decifrar o Brasil na Academia Brasileira de Letras 

Imagine cruzar a barreira do tempo, partindo do ano 218 antes de Cristo até desaguar no caótico e fascinante Brasil do século XXI, guiado por uma das mentes mais brilhantes da nossa época. É essa a experiência que está prestes a acontecer no coração cultural do país. 

No próximo dia 28 de maio, quinta-feira, às 17h30min, o Salão da Academia Brasileira de Letras (ABL) transforma-se no ponto de encontro para quem deseja compreender as vísceras da nossa identidade, através da palestra “Língua Portuguesa do Brasil: passado e presente a explicar a nossa (multi)cultura”. 

O evento, que integra a consagrada programação do “Quinta é Cultura” sob a prestigiada coordenação do Acadêmico Antonio Carlos Secchin, traz ao palco o escritor, filólogo e polímata Marcelo Moraes Caetano. Não se trata de uma mera formalidade acadêmica, mas de um chamado à reflexão sobre como a língua que falamos e escrevemos moldou a nossa formação antropológica multicultural. 

Além de testemunhar uma conferência que promete ser histórica, o público participará do lançamento oficial e da sessão de autógrafos do mais novo rebento literário de Marcelo: o livro “Língua Portuguesa: geo-história filológica do latim ao presente”. Será uma oportunidade singular de obter a assinatura do autor, dialogar com palestrantes e intelectuais presentes e vivenciar a efervescência da inteligência nacional dentro da própria ABL. 

Para compreender o peso desse acontecimento, é preciso descer às fundações do idioma que nos une e, muitas vezes, nos tensiona. A língua falada no Brasil está longe de ser um monumento estático herdado de além-mar; ela é um território de disputas, sincretismos, rasgos e costuras de múltiplos povos. 

Na obra que será lançada, um vigoroso volume de 222 páginas de texto fluído e rigor científico, Marcelo Moraes Caetano realiza uma verdadeira autópsia no tempo. Ele investiga a deriva da língua portuguesa desde o ano de 218 a.C. quando o latim vulgar fincou suas primeiras raízes na Península Ibérica com a expansão romana, caminhando passo a passo até as manifestações contemporâneas do nosso falar. É uma geo-história filológica que desvenda as engrenagens do sincretismo que transformou o português europeu em um idioma antropologicamente multicultural ao tocar o solo americano. 

O prestígio da publicação é referendado pela elite da filologia nacional. O livro traz em si as bênçãos das maiores autoridades vivas da língua: o prefácio é assinado pelo iminente Acadêmico Evanildo Bechara, enquanto o texto de orelha foi confiado ao também Acadêmico e filólogo Ricardo Cavaliere. Ambos os mestres, imortais da Academia Brasileira de Letras, dividem também com Marcelo o assento e a confraria na Academia Brasileira de Filologia, chancelando a envergadura científica e a importância histórica deste lançamento. 

A lente jornalística e filológica de Marcelo Moraes Caetano recusa o academicismo engessado e purista. Para o autor, a palavra escrita ou falada é a própria carne da história e das tensões sociais. Como o próprio escritor destaca: 

"Os pesquisadores de linguagem e língua se deparam com algumas das mais importantes questões que atravessam as sociedades in suas imensas e dinâmicas trilhas. Afinal, história, antropologia e geografia, para citar três ciências humanas, sociais e/ou políticas, são conduzidas intrinsecamente a partir de teias de vozes e de discursos que estão em constante luta de classes, criando a materialidade dialética multicultural."

Sob este prisma, o português do Brasil se revela como uma vibrante costura onde vozes indígenas, africanas e de tantas correntes migratórias guerrearam e se amalgamaram ao tronco latino, erguendo a arquitetura da nossa sociedade. 

MARCELO MORAES CAETANO, UM RENACOCENTISTA NO SÉCULO XXI 

Falar sobre o palestrante e autor da noite exige ir além dos títulos tradicionais. Marcelo Moraes Caetano evoca a presença dos grandes sábios da Renascença, personalidades qual a curiosidade intelectual e capacidade artística recusavam as amarras de uma única especialização, transitando com igual genialidade pelas letras, pelas ciências humanas e pela música universal. 

Doutor em Estudos de Linguagem pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Marcelo atua como professor associado de Língua Portuguesa e Filologia Românica na mesma universidade, onde também exerce a liderança à frente do tradicional e respeitado Centro Filológico Clóvis Monteiro. Sua inteligência, contudo, há muito tempo ganhou contornos globais.

Como tese de seu pós-doutorado em Cultura Brasileira pela renomada Universidade de Copenhague, na Dinamarca, onde atua orgulhosamente como professor convidado desde o ano de 2018, ele publicou a festejada obra “Platão e Aristóteles na terra do sol” (editada pela Caburé, em Buenos Aires), um instigante ensaio que costura a filosofia grega clássica às luzes e aos paradoxos do cenário brasileiro. 

Sua disciplina criativa impressiona: Marcelo é autor de mais de 60 livros publicados no Brasil e no exterior. Essa vasta produção literária e ensaística foi reconhecida com láureas de peso internacional, concedidas por organizações máximas como a ONU e a UNESCO. No front nacional, o escritor acumula distinções outorgadas pela própria Academia Brasileira de Letras, além dos cobiçados prêmios Paulo Henriques Brito e Claudio de Sousa, complementados pela condecoração europeia Médaille de Vermeil. 

Esse estofo intelectual o transformou em presença central de algumas das agremiações e arcádias mais importantes do país, sendo membro efetivo da Academia Fluminense de Letras, da Academia Brasileira de Filologia e do PEN Clube do Brasil, uma rede global de escritores dedicada à defesa da livre expressão e da literatura como ferramenta de união entre os povos.

Se a prosa de Marcelo possui uma cadência quase melódica, a explicação reside em suas mãos. Ele é um talentoso pianista clássico, tendo conquistado prêmios em exigentes concursos internacionais de piano em capitais de imensa tradição artística, como São Paulo, Córdoba, Paris e Viena. A mesma precisão exigida pelas partituras traduz-se em sua capacidade filológica. 

Para além disso, sua mente opera em uma frequência poliglota rara. Marcelo realiza traduções fluentes de idiomas como o inglês, o francês, o espanhol, o italiano e o alemão, além de dominar com maestria as complexas estruturas filológicas do russo, do mandarim e do sânscrito. É este oceano de referências que o público terá à disposição no dia 28 de maio.

A palestra de Marcelo Moraes Caetano insere-se em um esforço contínuo da ABL de oxigenar o debate público. Sob a batuta de Antonio Carlos Secchin, as tardes de quinta-feira convertem-se em um fanal de resistência cultural e de pensamento crítico na cidade do Rio de Janeiro. 

GUIA PRÁTICO DO ENCONTRO

Palestra “Língua Portuguesa do Brasil: passado e presente a explicar a nossa (multi)cultura” e sessão de autógrafos do livro “Língua Portuguesa: geo-história filológica do latim ao presente” (222 páginas, com prefácio de Evanildo Bechara e orelha de Ricardo Cavaliere).

Palestrante e autor Marcelo Moraes Caetano.

Coordenação do Ciclo: Antonio Carlos Secchin.

Data: 28 de maio de 2026, quinta-feira, pontualmente às 17h30min.

Local: Academia Brasileira de Letras (ABL), Rio de Janeiro.   







Nenhum comentário:

Postar um comentário