segunda-feira, 18 de maio de 2026

MUSEU DO JARDIM BOTÂNICO ESTREIA EXPOSIÇÃO DE FLAVIA DAUDT SOBRE CERRADO BRASILEIRO

Mostra Ser(tão): Imersão no Cerrado convida o público a percorrer poeticamente um dos biomas mais biodiversos  e ameaçados do país. 

Rio de Janeiro, maio de 2026. Um percurso sensorial e poético pelo Cerrado brasileiro por meio da arte contemporânea. É o que propõe a exposição “Ser(tão): Imersão no Cerrado", que o Museu do Jardim Botânico inaugura no próximo dia 23. Com obras inéditas da artista visual Flavia Daudt, a mostra ocupa diferentes espaços do museu e articula fotocolagem, instalação e arte sonora para refletir sobre a riqueza ecológica e a vulnerabilidade do segundo maior bioma do país. A entrada é gratuita. 

Ao receber a exposição, o Museu do Jardim Botânico reforça seu compromisso em aproximar arte, ciência e biodiversidade, promovendo experiências que convidam o público a refletir sobre o Cerrado e os desafios relacionados à sua conservação. Ocupando cerca de um quarto do território nacional e responsável por importantes nascentes hidrográficas, o Cerrado é um dos biomas mais ameaçados pelo avanço do desmatamento e da expansão agropecuária. 

A partir de pesquisas e viagens realizadas desde 2021, Flavia Daudt e Ana Paula Freitas Valle desenvolveram trabalhos inspirados nas paisagens, espécies e comunidades do Cerrado. Para a exposição no Museu do Jardim Botânico, foi concebido um percurso dividido em três ambientes, associados simbolicamente à terra, à água e ao ar. 

Logo na entrada, o público encontra a instalação “Um Cerrado Assim”, idealizada por Ana Paula Freitas Valle, composta por grandes fotocolagens de autoria de Flavia Daudt, impressas em seda e organza, em grandes dimensões de até quase três metros de altura. As obras recriam poeticamente as paisagens e belezas naturais do bioma. O espaço também apresenta esculturas inspiradas em cupinzeiros produzidas pelo artista convidado Willy Reuter, que ampliam a sensação de imersão na paisagem retratada. 

Outro destaque da mostra é “Terra que Guarda”, instalação de 8 metros de altura que ocupa a escada principal do museu com a imagem monumental de uma árvore e suas raízes bordadas pela artista convidada Mirele Volkart. A obra desce do pé-direito até o térreo do museu e é complementada por uma arte sonora com o barulho das águas, assinada por Joe Stevens. 

No primeiro pavimento, a exposição homenageia o joão-de-pau, ave presente no Cerrado brasileiro, com um grande ninho de madeira imersivo, produzido com galhos de poda sustentável das árvores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, pelo artista convidado Ricardo Siri. Na parede, além de uma fotocolagem de autoria de Flavia Daudt, um grande painel com aves do bioma, desenvolvido pelo ornitólogo Luciano Lima, apresenta o canto de diferentes espécies.

“A arte tem um papel fundamental na divulgação científica porque consegue criar conexões emocionais e sensoriais com temas que, muitas vezes, chegam ao público apenas por dados e estatísticas. No Museu do Jardim Botânico, acreditamos nessa aproximação entre conhecimento científico e experiência artística como uma forma de despertar interesse, sensibilizar os visitantes e ampliar o debate sobre a urgência da conservação da biodiversidade”, afirma Grazielle Giacomo, Gerente Técnica no Museu do Jardim Botânico. 

O Museu do Jardim Botânico conta com patrocínio master da Shell Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A gestão é do idg - Instituto de Desenvolvimento e Gestão. Inaugurado em março de 2024, o Museu apresenta ao público, por meio de exposições, conteúdos interativos e programação educativa e cultural, o trabalho pioneiro do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro na pesquisa e conservação da flora brasileira.

SER(TÃO): IMERSÃO NO CERRADO

Museu do Jardim Botânico

Abertura: 23 de maio de 2026,terça-feira.

Visitação: quinta a terça-feira, das 10h às 18h (última entrada às 17h)

Entrada gratuita

SOBRE O IDG 

Há 25 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. Une conhecimento, inovação, criatividade e ousadia para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam experiências. 

Guiado pelo propósito de esperançar futuros possíveis, implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo; o Paço do Frevo, no Recife; e o Museu das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




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