No universo das letras e da sensibilidade, poucos momentos são tão gratificantes quanto o reconhecimento de uma obra que toca a alma. Foi com imensa honra e emoção que a escritora e poetisa Ana Maria Tourinho que é elista pertence junto com o seu esposo Euderson Tourinho ao Elos Clube Cidade Maravilhosa – presidente Ana Paula Aguiar, Cenáculo Fluminense de História e Letras - Presidente Matilde Carone Slaibi Conti, Vice-presidente da UBE do Rio de Janeiro – Presidente Luiza Lobo e faz parte da AJEB - Rio – presidente Márcia Schweiser e Vice-presidente cultural mundial da Rede Sem Fronteiras celebrou, recentemente, uma conquista memorável: o primeiro lugar no Concurso Literário promovido pelos Artilheiros da Cultura do Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana.
A trajetória até este prêmio começou com a convocação para o concurso, que propôs o tema inspirador “A Poesia da Minha Vida”. Com um olhar introspectivo e a delicadeza de quem domina as palavras, Ana Tourinho compôs a obra homônima ao tema, um poema que não apenas descreve vivências, mas traduz a essência de sua própria jornada pessoal. A qualidade lírica e a profundidade de seu texto conquistaram a banca avaliadora, destacando-se entre os diversos talentos que compõem o grupo. Também na época receberam homenagens: Matilde Carone Slaibi Conti, Sabrina Campos, Marli Marinho e outras personalidades.
Embora a reunião do dia 30 de abril, onde o tema foi lançado e discutido, tenha sido um marco para os integrantes dos Artilheiros da Cultura, o destino reservou uma surpresa ainda mais especial para a poetisa.
Ana Maria Tourinho viveu, no dia 28 de maio de 2026, o apogeu dessa celebração. Em uma Reunião Comemorativa realizada no prestigiado Clube Monte Líbano, em meio às festividades dos aniversários do mês de maio, a autora foi formalmente consagrada. A entrega do diploma de primeiro lugar foi um momento de grande celebração cívica e cultural. O reconhecimento, conferido pelo Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, sob a liderança do Cel Artilheiro João Felippe Alves Ribeiro Galvão, Comandante do Forte, reafirma o lema da instituição: “Canhões que atiram civismo e cultura para a sociedade”. A dedicação incansável dos idealizadores do Centro de Literatura, Mara Joaquim e Antônio Pereira, foi fundamental para que este concurso pudesse florescer e proporcionar um palco de destaque para talentos como o de Ana.
Receber o
primeiro lugar neste concurso é um testemunho da capacidade criativa de Ana
Maria Tourinho. Sua vitória não é apenas um troféu de um concurso, mas o
reconhecimento de uma vida dedicada à arte da escrita e à preservação da
cultura. Ao compartilhar a sua visão de mundo em versos, Ana nos convida a
todos a refletir sobre a beleza que existe na simplicidade dos dias e na força
inabalável da poesia.
Que esta premiação sirva de inspiração para que a escritora continue a traçar, com sua pena precisa e seu coração aberto, os caminhos que unem a história à literatura, fortalecendo os laços que fazem do grupo dos Artilheiros da Cultura um verdadeiro celeiro de luz e conhecimento.
© Alberto
Araújo
Focus Portal Cultural
A POESIA DA MINHA VIDA
Terra dos avós, tempo de labor
a horta ensinava seu primeiro valor
Menina-mulher, de passo apressado
Quanto no futuro de letras ali traçado
Uma "escolinha", um sonho plantado
gosto do ensino ai encontrado
Dinheiro era fruto, a semente era o giz
deixando no tempo uma tenra raiz
Vieram livros, universidade
Farmácia, bioquímica, nova cidade.
Segundo ano, novo universo
dança dos genes, em cada verso
Mestra, ciência, jaleco e saber
a vida então me fez renascer
Ao lado de um médico, em congressos, viagens
descobri nas palavras novas paisagens
Uma médica escritora, um encontro, um sinal
Troquei ciência por mundo imortal.
A poeta nasceu, a escritora floriu
Para os "miúdos" e grandes, a alma se abriu
Livros na estante, sonho real
da genética à rima, um salto genial
Vieram as honras, de perto e de além
Academias me abriram seu harém
"Magnífica" em Lisboa, sem fronteiras, audaz
Vice-presidente de um sonho que a cultura traz
E brilha uma estrela, não só no meu peito
na calçada do Rio Madeira, por feito e direito
Sigo encantada, no ofício da escrita
memórias, rimas benditas
De tudo que fui, o verso é o que resta
A poesia da vida, em constante festa
Autora: Ana Maria Tourinho



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