quinta-feira, 8 de março de 2018

FOCUS NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER PRESTA HOMENAGEM A HELLEY BATISTA, PROFESSORA E QUE TENTOU IMPEDIR QUE UM VIGILANTE DE UMA ESCOLA, NO BRASIL, ATEASSE FOGO SOBRE VÁRIAS CRIANÇAS.


 
 
 

Em 08 de março, o Focus Portal Cultural em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Claro, que sabemos de todas as mulheres famosas que deixaram a sua marca na história e de suas bravuras e determinações. Mas hoje, queremos prestar o singelo tributo a uma mulher, a qual não é famosa e tampouco divulgada pela mídia, queremos homenageá-la pela bravura e coragem por ela exposta. Nossa personagem é a professora Helley Abreu Silva Batista, de 43 anos, além da profissão de educadora, ela foi uma verdadeira heroína, ao tentar salvar seus alunos e lutar contra aquele maluco vigilante Damião Soares dos Santos, de 50, que ateou fogo na creche, onde ela ensinava.

Professora Helley foi uma das 11 vítimas da tragédia da creche Gente Inocente em Janaúba - Minas Gerais enfrentou o vigilante para que este não atirasse álcool para cima das crianças, antes de lhes pegar fogo. Na sequência do ataque morreram quatro crianças. Dias depois, o número de crianças mortas subiu para nove.

Segundo a imprensa brasileira, cerca de 40 pessoas, crianças e adultos, foram internados. Heley teve 90% do corpo queimado, internada no Hospital Regional de Janaúba em estado muito grave, sofreu duas paragens cardíacas e não resistiu aos ferimentos.

 

Ela sempre dizia que os alunos eram suas crianças. A professora deixou três filhos: Breno, de 15 anos, Lívia, de 13 anos, e um bebê de um ano e três meses, Olavo.

 

 

Assim que tiveram conhecimento do incêndio, familiares e moradores da cidade deslocaram-se ao local para tentar ajudar os bombeiros. Uma das funcionárias, Inês Ramos contou que Heley envolveu-se numa luta física com o homem. "Era uma ótima pessoa e deixa um bebe de um ano", lamenta. Por isso, nosso tributo de hoje, indiscutivelmente, será para Helley de Abreu Batista, que acima de tudo foi uma mulher corajosa.

 

 

 

Nascida em 12 de agosto de 1974, em Montes Claros, Heley mudou-se para Janaúba aos 10 anos, após o pai, o comerciante José Rodrigues da Silva, arrumar emprego em uma loja de móveis na cidade. Alfabetizada desde os 5, a professora estudou em escolas públicas e primeiro cursou Contabilidade para ajudar nos negócios da família. O sonho dela, no entanto, era ensinar as crianças da região a ler e escrever.


 
 
 
 
 
 
 


INSPIRAÇÃO

 

Professora aposentada, a tia Doralice de Abreu, de 65 anos, diz ter sido a maior inspiração de Helley. “Quando assumimos uma sala de aula, damos a vida pelos alunos, mas no sentido figurado. Ela deu, de fato”, afirmou. “A brincadeira de Helley, na infância, era ser professora. Ela calçava meus tamancos, vestia minha saia e saía catando lápis e caderno. As amiguinhas eram os alunos”, conta dona Valda sobre Heley, a mais velha dos três filhos. “Ela gostava tanto que até comprei um quadro de giz para a casa.”

Devota de Nossa Senhora de Aparecida, a família acendeu sete velas, uma por noite, em orações a Helley. Com cerca de 20 pessoas, os encontros ocorreram na casa de dona Valda, onde uma foto da professora decorava o terraço. “Veja quanto amor estava escondido, mas saiu para ajudar, irmão”, disse um dos presentes, antes de o grupo iniciar uma música do padre Fábio de Melo. “Incendeia minha alma! Incendeia minha alma, senhor!”

 



 
UMA HOMENAGEM ESPECIAL
 
 
 
 
 

 
 

 

 

 

 

WATUSI COMEMORA 50 ANOS DE CARREIRA NO TEATRO MUNICIPAL DE NITERÓI

 

 



WATUSI, CANTORA E EX-ESTRELA DO "MOULIN ROUGE" APRESENTA O SHOW “A NOVA ERA MUSICAL”, NO DIA 15 DE MARÇO, ÀS 19 HORAS, NO TEATRO MUNICIPAL DE NITERÓI.  
 

Com produção e direção geral dos jornalistas Rodrigo Zampronni e André Auler, o show faz parte das comemorações dos seus cinquenta anos de carreira.
 
 
 
 
 
Watusi começou sua carreira, aos 17 anos, se apresentando em um programa da TV Globo no final dos anos 60. Essa apresentação seria como caloura, mas gostaram tanto de sua voz que acabou entrando como convidada especial. Participou também de vários outros programas da casa até que, no início dos anos 70, foi para a Europa pela Companhia Brasiliana.
Na Europa se apresentou em várias cidades até chegar ao Teatro Vitória, em Barcelona, onde se apresentou por 2 anos. Depois foi convidada a ser a estrela principal da casa de shows de maior sucesso da Europa, o Moulin Rouge em Paris, onde passou 4 anos. Foi a artista mais bem paga da Europa nessa época e a única a ter seu nome em um letreiro na fachada da casa.
De volta ao Brasil, estrelou o show Golden Rio com Grande Otelo ficando 1.500 dias consecutivos se apresentando no Scala, no Rio de Janeiro.
Participou do show de abertura da TV Manchete em 1983, teve uma música na novela "Sonho Meu" de 1993 e fez uma participação na minissérie “A, E, I, O Urca” como Josephine Baker.
Depois de um tempo afastada dos palcos, Watusi decidiu retomar sua carreira. Em conversa com o produtor, diretor e empresário Rodrigo Zampronni, que tem um projeto de resgate de artistas (cantores, atores e músicos da época de ouro da música popular brasileira) e com o também produtor e diretor André Auler acertaram de fazer o show “Watusi - A Nova Era Musical”, em que Auler também assina o roteiro, em comemoração aos seus 50 anos de carreira.
 
Seu retorno aconteceu em grande estilo com duas apresentações: uma na sala Baden Powell em setembro de 2017 e outra no Theatro Net Rio no dia 15 de janeiro deste ano. Um show que comprovou o grande sucesso de público e crítica.
 
Com a casa lotada, ela foi aplaudida de pé em cena aberta e depois desse show as portas se abriram e começaram a surgir convites para outras apresentações. Estavam na plateia o cantor Agnaldo Timóteo, que desfiou um rosário de elogios a Watusi, a atriz e ex-frenética Dhu Moreas e o ex-Ministro da Cultura Marcelo Calero.
Sua próxima apresentação será no Teatro Municipal de Niterói, no dia 15 de março às 19 horas e já é um sucesso de bilheteria por ser um show há muito tempo esperado pelo público da cidade onde nasceu a estrela. No show, Watusi cantará grandes sucessos como Non, Je Ne Regrette Rien e My Way, entre outros relembrando sua trajetória musical e apresentará novidades dividindo o palco com convidados especiais.
A ideia é mostrar que Watusi, artista de carreira sólida e reconhecida no exterior, não parou no tempo. Ela é versátil e atual, tem domínio de palco como poucos e interpreta tanto sucessos consagrados como novas composições.
 
Este ano de comemorações será marcado por grandes novidades. O projeto com a produção e direção geral de Rodrigo Zampronni e André Auler se constitui na gravação de um CD / DVD reunindo novas parcerias com cantores da MPB atual, um documentário sobre a trajetória da cantora, um longa-metragem, um Musical de teatro sobre sua vida, um livro com fatos, fotos e curiosidades de sua história e uma turnê pelo Brasil em 2019 começando no Rio e São Paulo e finalizando em 2020 de volta nessas duas capitais.
Zampronni e Auler ainda estão em conversa com algumas escolas de samba do Grupo Especial para que Watusi seja enredo de uma das escolas em 2019.
Definitivamente, não vai faltar motivo para comemorar os 50 anos de carreira da estrela.
Rodrigo Zampronni
Ator formado pela UFF participou da Cia. Júnior de dança do Carlinhos de Jesus, atuou na área de investimentos em instituições financeiras e gestão comercial em multinacionais. Formado também em Jornalismo e pós-graduado em Marketing Estratégico escreveu artigos e matérias nos cadernos de cultura. Atualmente é diretor de produção e CEO da Casa de Artes da Urca e realiza captação de recursos para projetos de teatro, shows e TV.
André Auler
Formado em Comunicação Social pela FACHA com MBA em Gestão de Marketing pelo IBMEC. Iniciou sua carreira como produtor de comerciais e videoclipes (Fabio Jr, Julio Iglesias e Simone entre outros) dirigidos por Carlos Manga. Trabalhou também como produtor na TV Manchete e no canal Telecine. Trabalhou como gerente de programação do Universal Channel onde também criou e dirigiu o programa “What’s On” sobre filmes e séries. Para o programa entrevistou celebridades internacionais como Angelina Jolie, Harrison Ford, Tom Cruise, Will Smith, Dustin Hoffman e o elenco da franquia Harry Potter entre outros. Em 2016 roteirizou e dirigiu o documentário “Faces de um Conflito” vencedor de 7 prêmios internacionais, dentre eles: Melhor Documentário Estrangeiro e Melhor Diretor pelo Hollywood International Independent Documentary Awards e Melhor Filme eleito em duas categorias Público e Júri do Los Angeles CineFest.
 
 FICHA TÉCNICA:
 
Produção Executiva: Rodrigo Zampronni
Argumento: Rodrigo Zampronni
Roteiro: André Auler
Fotografia: Luís Teixeira Mendes
Assistentes de Produção: Ana Carneiro e Daniele Lopes
Figurino: Flávio Mothé
Cenografia: Keller Veiga
Iluminação: Nei Cardoso
Maneco Quinderé
 
Assessoria de Imprensa: Maria Fernanda Gurgel
Direção Artística: Roberto Fellows, Amaro Leandro
 
Direção Musical: Celso Santhana
Produção e Direção Geral: Rodrigo Zampronni, André Auler
Realização:                                                       
A Casa de Artes da Urca
Zampa Brasil
 
 
 
CLICAR NA SETA PARA OUVIR WATUSI
INTERPRETANDO "BREIGAS" DE ALTEMAR DUTRA
 
 
 
SERVIÇO
 
 

Watusi no Teatro Municipal de Niterói
 
Data: 15 de março de 2018 às 19 h
Duração: 90 min.
Classificação: Livre
Ingressos: R$ 60,00 (inteira)
e R$ 30,00 (meia)
– venda na bilheteria ou no site
Local: Teatro Municipal João Caetano
(Teatro Municipal de Niterói)
R. Quinze de Novembro, 35 – Centro –
Niterói – RJ
Telefone: (21) 2620-1624
 
 
Horário de funcionamento da bilheteria:
• Ingressos antecipados: terça a sexta, das 10h às 18h.
sábados, domingos e feriados, das 15h às 18h (se houver teatro Infantil, das 17h às 18h).
• Ingressos para o espetáculo do dia: das 10h até o início do mesmo.
• A bilheteria fecha para almoço das 13h às 14h. 
 
Vendas online pelo site Ingresso Rápido: 
 
 
 
 










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FONTE

Assessoria de Imprensa – TMN
ASCOM Secretaria de Cultura/ FAN

 



 

HOMENAGEM ÀS MULHERES DA UNIVERSIDADE ABERTA DA TERCEIRA IDADE.

 
 
 

As homenageadas Maria Augusta Figueiredo, Silvia Regina Ferreira, Marinete Sacramento, Denise Apolinário, Regina Coeli Silveira e Silva, Lisiane Erthal Rocha Moura e Márcia Pinheiro dos Santos, com Waldenir de Bragança e Moacyr Sacramento.
 

A Universidade Aberta da Terceira Idade promoveu em sua aula inaugural de 2018 solenidade comemorativa do Dia Internacional da Mulher (8 de março), homenageando personalidades femininas pelos serviços prestados à comunidade.
 

Foram agraciadas a presidente da Associação Fluminense de Reabilitação Maria Augusta Pontes de Figueiredo, as professoras Silvia Regina de Queiroz Ferreira e Regina Coeli Silveira e Silva, a artista plástica Marinete Chinelato Sacramento, a juíza Denise Apolinário, a promotora Lisiane Alcântara Erthal Rocha de Moura e a engenheira Márcia Pinheiro dos Santos.
A sessão, presidida por Waldenir de Bragança, contou ainda com palestra do poeta Moacyr Sacramento, exaltando o prodígio produzida pela água no universo e a sublimidade da mulher​.
 

 

 
FOTO (Divulgação - Deborah Eltz / Proex-UFF) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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domingo, 4 de março de 2018

TÔNIA CARRERO MAGNÂNIMA ATRIZ BRASILEIRA - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL.







A atriz Tônia Carrero morreu aos 95 anos no final da noite de sábado, 03 de março de 2018, na clínica São Vicente, na Gávea, no Rio de Janeiro. Ela havia sido internada para se submeter a uma cirurgia simples, mas houve complicações e a atriz sofreu uma parada cardíaca.
Uma das atrizes mais consagradas do Brasil, Tônia integrou o elenco de 54 peças, 19 filmes e 15 novelas. Ela teve uma parada cardíaca durante cirurgia, segundo a neta Luísa Thiré. Velório acontece no Theatro Municipal.
Luísa Thiré, neta da atriz, em entrevista à GloboNews disse que o desejo da avó era de ser cremada. A cerimônia deve ser realizada na segunda-feira, 05, aguardam a chegada de familiares que vivem no exterior.
 
 
UM POUCO SOBRE TÔNIA CARRERO
 
Tônia nasceu em 23 de agosto de 1922, no Rio de Janeiro, foi batizada Maria Antonieta Portocarrero Thedim e logo apelidada de Mariinha por seus pais, irmãos e amigos. Lutou para tornar-se Tonia Carrero. “Até bem pouco tempo era feio ser atriz. Era pobre, triste ter na família uma mulher se exibindo no palco, na tela de cinema ou de TV”, contou em seu livro de memória "O Monstro dos Olhos Azuis" (LPM). Seu pai era militar e alcançou a patente de general. Seus irmãos seguiram a mesma carreira. Só ela, contrariando toda a família, inclusive a mãe, optou pela arte.
 
 
 
 
Ainda bem jovem, aos 14 anos, conheceu o artista plástico Carlos Arthur Thiré com quem se casaria três anos depois e teria seu único filho, o ator Cecil Thiré. Ao completar 80 anos Tonia Carrero contou parte de sua vida no palco, no solo Amigas para Sempre, dirigido pelo gaúcho Luiz Arthur Nunes, autor do roteiro criado a partir de entrevistas .
No palco, revelou então nunca ter abandonado a ‘persona’ Mariinha – como continuou sendo chamada pelos íntimos – e relembrou com leveza e bom humor a festa que se tornara sua vida, já casada, na Ipanema da década de 40. Nessa época passou a conviver com intelectuais e artistas sobretudo na casa do escritor Aníbal Machado, pai da autora de Pluft, o Fantasminha, Maria Clara Machado. “Hoje não existe mais uma casa assim, ponto de encontro até para estrangeiros de passagem pelo Brasil”, relembrava em cena. Ali conhecera os poetas Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes, o maestro Tom Jobim, o músico Ronaldo Bôscoli e o cronista Rubem Braga. Muitos caíram de amores por aquela mulher de rara beleza, bronzeada pelo frescobol na praia.
 
No mesmo solo narrou, para delícia do público, a paixão do escritor de Rubem Braga por ela, ‘resolvida’ num namoro meteórico. E contou ainda que mesmo Drummond, o mineiro reservadíssimo, não resistiu ao galenteio ao conhecê-la na ‘casa do Aníbal’. Mas nem tudo era festa. Tonia tinha ambições. Formada em Educação Física, queria ser atriz, mas ninguém levava tal projeto a sério. Em uma época de raras escolas de teatro, deixou o filho pequeno com a babá e partiu para a França, onde fez um curso livre de iniciação teatral com Jean Louis Barrault.
 
 
Em 2005 volta a ser dirigida por Fauzi Arap, também autor, na peça "Chega de História!". na qual, curiosamente, retoma não só a parceria bem-sucedida em Navalha na Carne, mas também uma atitude. Como fizera para viver Neusa Suely, mais uma vez se despoja de sua natural vaidade para encarnar a professora Dona Filó, vestida de forma muito simples. “Ela não tem nada a ver comigo e isso foi o que me motivou”, disse em entrevista ao Estado.
 
 
 
A carreira no cinema foi menos intensa, mas só em 1988 participaria de três filmes: A Bela Palomera, de Ruy Guerra; Fogo e Paixão, de Isay Weinfeld e Marcio Kogan e Sonhos de Menina Moça, de Tereza Trautman. O papel de Dona Alice, em Chega de Saudade, de Laís Bodansky foi o mais recente nas telas do cinema. Já na telinha participou de 15 novelas, desde sucessos como Pigmaleão 70, Uma Rosa com Amor, Água Viva, Sassaricando e Senhora do Destino. Título, aliás, que bem poderia defini-la.
Depois de 60 anos de trajetória em palcos e telas, do cinema e da TV, Tônia Carrero tinha motivos para se orgulhar da atitude corajosa e da persistência de Mariinha. Só lamentava, em entrevistas, o inevitável envelhecimento. Saudade, só da beleza estonteante da juventude.
 
 
  
 
 
 
 
 
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