terça-feira, 30 de agosto de 2016

MAC ABRE EXPOSIÇÕES PARA CELEBRAR SEUS 20 ANOS, PARA ILUSTRAR A SUA GALERIA CONTARÁ COM A PRESENÇA DO ARTISTA INGLÊS ISAAC JULIEN.


MAC - MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA
20 ANOS
 
 
 
 
 
Patrimônio Nacional tombado pelo IPHAN e considerado uma das maravilhas arquitetônicas do mundo, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC-Niterói) completa 20 anos e para celebrar vai inaugurar três exposições, no dia 3 de setembro, sábado, às 15h, com direito a conversa com o cineasta, fotógrafo e pintor inglês, Isaac Julien.




Isaac Julien, Ten Thousand Waves,
Fondation Louis Vuitton, 2016 -
Foto do Artista e Fondation Louis Vuitton.   





Seguindo o programa ‘MAC + 20’, as exposições tem como objetivo ressaltar a importância e potência histórica da Coleção MAC-Sattamini; explorar a relação MAC e paisagem; e, simultaneamente, celebrar novas perspectivas curatoriais, através de colaborações nacionais e internacionais.

 
Assim, a Coleção MAC-Sattami é apresentada na mostra “Ephemera: Diálogos Entre-Vistas”;  enquanto a relação do MAC com a paisagem fica evidenciada nas obras da mostra “Baía de Guanabara: Águas e Vidas Escondidas”.  E para reforçar a o processo de colaborações internacionais, o MAC recebe a famosa videoinstalação “Ten Thousand Waves”, do inglês Isaac Julien. As três mostras possuem curadoria de Luiz Guilherme Vergara.


Isaac Julien, Better Life,
Ten Thousand Waves, 2010 -
Foto do artista e galeria Nara Roesler.


 

No dia de lançamento das exposições (3/09), a partir das 10h, haverá também várias atividades comemorativas na Praça do museu, inclusive com a artista plástica Suzana Queiroga, que vai apresentar a obra inflável “Água”.

 

O MAC Niterói, inaugurado em 1996 para abrigar a importante coleção MAC João Sattamini, é um museu especialmente inspirado pela paisagem e arquitetura visionária de Oscar Niemeyer e, como tal, se assume como estrutura viva de processos e metas em contínua transformação. Assim, os estudos curatoriais sobre a coleção são geradores de exposições temporárias sempre renovando leituras e sentidos da história do mundo hoje pelo encontro com a sociedade.

 

SOBRE AS EXPOSIÇÕES:

 

- Ten Thousand Waves (2010), de Isaac Julien – Salão Principal - Curadoria de Luiz Guilherme Vergara.

 

Na instalação, o artista dialoga com a arquitetura de Niemeyer, criando uma visualização fluída desde o interior do museu. Por ser no Salão Principal, faz parte do núcleo central do “Programa Baía de Guanabara: águas e vidas escondidas”. A obra – uma vídeo-instalação composta por nove telas de exibição de ‘Ten Thousand Waves’ – foi inspirada na tragédia da Baía de Morecambe, na Inglaterra, onde mais de 20 catadores de mariscos ilegalmente vindos da China morreram afogados. No filme, Julien resgata a memória da deusa chinesa Mazu, antiga protetora dos pescadores e mares.

“Esta contundente instalação transborda o MAC como ilha, utopia e viagem, ao mesmo tempo em que o transforma em abrigo e barca para conectar diferentes esferas de ação. As múltiplas telas e narrativas atravessam o espectador móvel, tornando-o viajante, navegante de imagens e coreografias que permeiam diferentes realidades: distantes e ao mesmo tempo próximas da Boa Viagem”, explica Vergara.




Pollockiana - Victor Arruda -
Crédito Paulinho Muniz.




“Ten Thousand Waves” é uma das obras mais icônicas de Julien e foi exibida no Museum of Modern Art (MoMA – NY), no SESC Pompéia, por meio da Associação Cultural Videobrasil (São Paulo), e, recentemente, na Fondation Louis Vuitton (Paris).


Isaac Julien foi um dos primeiros artistas a utilizar o formato de instalação com várias telas, em obras como Western Union: Small Boats (2007), Ten Thousand Waves (2010) e Playtime (2014). Um dos pontos centrais da sua obra é a transdisciplinaridade, inspirada como filme, dança, fotografia, música, teatro, pintura e escultura, unindo-os em vídeo instalações dramáticas, trabalhos fotográficos e documentários. O artista foi indicado para o Turner Prize em 2001.

 
 
Baía e Guanabara - Mortalha Mutua
 - crédito: Rodrigo Braga.
 
 
 
 

“O visitante parte das paisagens pitorescas desta exposição, no salão principal, e navega até o exterior do museu, sendo levado à paisagem da Baia de Guanabara. Assim, neste pequeno museu redondo, cabem as dez mil ondas de Isaac Julien e, com elas, o oceano de tantas incertezas do contemporâneo”, ressalta o curador.

- Baía de Guanabara: Águas e Vidas Escondidas - Varanda e Mezanino - Curadoria de Luiz Guilherme Vergara.
 

OBJETOS, VÍDEO, FOTOGRAFIAS, INTERVENÇÕES E INSTALAÇÕES.

 

Em agosto, foi aberta a parte I desta exposição, na varanda, com obras de Katie Van Scerpenberg; Gabriela Bandeira e Rodrigo Freitas; Nuno Sacramento; Ignês Albuquerque e Priscila Grimberg; Fernando Moraes; Lia do Rio e Enrique Banfi; Coletivo Re Aphrodite; além de obras de Nelson Leirner e das artistas francesas Aurelien Gamboni e Sandrine Teixido.

Agora, no dia 3 de setembro, será aberta a parte II desta mesma mostra, com obras de Mercedes Lachmann; Lívia Moura; Rodrigo Braga; Ronald Duarte; Regina de Paula; Paulo Paes e Adriana Varejão.


O MAC, desta forma, assume a vocação intuitiva da arquitetura aberta de Niemeyer para experiências de processos artísticos e ambientais, que atravessam a apreciação da paisagem para assumirem o compromisso com o meio ambiente.


“A varanda, além de ser uma janela aberta para a Baía de Guanabara, é também a borda de um cálice experimental para as tendências contemporâneas de engajamentos mútuos de arte e vida. Reúnem-se aqui obras de diferentes gerações de artistas brasileiros a um conjunto de projetos experimentais colaborativos que unem artistas, cientistas e comunidades, incluindo também parcerias internacionais. A abertura desta mostra, no Mezanino, culmina com novos mergulhos em imaginários que atravessam o espelho líquido do real – aqui arte é ação ambiental e espiritual. Cada um desses artistas provoca um trânsito entre mundos, entre alertas ambientais e dimensões do sagrado em seus simbolismos universais, entre um ecossistema ameaçado e as reinvenções existenciais e espirituais pela arte”, explica Vergara.
 

- “Ephemera: Diálogos Entre-Vistas” - Coleção MAC-João Sattamini - Curadoria de Luiz Guilherme Vergara.


PINTURAS, OBJETOS E INSTALAÇÕES


Artistas: Angela Freiberger, Anna Bella Geiger, Antonio Manuel, Artur Barrio, Cildo Meireles, Cristina Salgado, Cybele Varela, Eliane Duarte, Emmanuel Nassar, Farnese de Andrade, Franz Weissman, Iole de Freitas, Ivens Machado, Jorge Duarte, Jorge Fonseca, José Rufino, Katie Van Scherpenberg, Luiz Ernesto, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Nelson Leirner, Ricardo Basbaum, Rubens Gerchman, Tunga, Victor Arruda, Waltercio Caldas e Wanda Pimentel.


Uma exposição de longa duração, que busca o diálogo permanente com as demais mostras em cartaz. Aborda a Coleção MAC Sattamini com o sentido da constante atualização de significados e leituras de cada obra quando exposta aos atravessamentos dos olhares de cada um, seu contexto, época e geração. Assim, é proposto a cada visitante para entre-ver a arte não em objetos isolados, mas a partir de si próprio no caminhar como leitor móvel, personagem e passageiro desta nave de ressonâncias e espelhos da vida e mundo contemporâneo.


“Ephemera é um convite a todos para serem protagonistas vivos, narradores do acontecimento fugaz da história aberta entre arte e vida, eu-nós, Brasil e mundo, no aqui-agora dos últimos 60 anos. Invoca-se ainda mais o sentido de diálogo circular deste museu, não como lugar apenas de objetos e memórias fixas do passado, mas das relações – entre-vistas – por encontros de múltiplos imaginários da aventura humana”, finaliza Luiz Guilherme Vergara.

 
SERVIÇO:
 
 
Exposições:
“Ten Thousand Waves”, do inglês Isaac Julien.
Em cartaz até 23 de outubro.
 
“Baía de Guanabara: Águas e Vidas Escondidas”, de artistas nacionais e estrangeiros e artistas-pesquisadores em trabalhos colaborativos, sempre com a Baía de Guanabara como tema. Em cartaz até 23 de outubro de 2016.
 
“Ephemera: Diálogos Entre-Vistas”,
obras da Coleção MAC-Niterói e João Sattamini.
Exposição em cartaz durante o ano todo.
 
Data de abertura: 3 de setembro, às 15h,
com conversa com o artista Isaac Julien.
 
 
 
Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h.
A bilheteria fecha 15 minutos antes do término
 do horário de visitação. Até 23 de outubro.
Curadoria: Luiz Guilherme Vergara.
Ingresso: R$ 10,00
Estudantes, professores e pessoas
acima de 60 anos pagam meia.

 

Entrada gratuita para estudantes da rede pública (ensino médio), crianças de até 7 anos, portadores de necessidades especiais e moradores ou nascidos em Niterói (com apresentação do comprovante de residência).



Entrada gratuita também às quartas-feiras.



Local: MAC Niterói
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº,
Boa Viagem – Niterói - RJ - Brasil.
Informações: (21) 2620-2481
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
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FONTE:
 
Assessoria de Imprensa do MAC.
Assessoria de Imprensa da Secretaria de Cultura
Fundação de Arte de Niterói (FAN).
 
 

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