sábado, 13 de fevereiro de 2016

A TRÉGUA DE MARIO BENEDETTI SERÁ A OBRA EM DEBATE PARA O MÊS DE MARÇO DE 2016 NO CLIC - CLUBE DE LEITURA DE ICARAÍ - NITERÓI - CONFIRA.

 
Capa do livro 
A TRÉGUA de Mario Benedetti.



 
LA TREGUA -  MARIO BENEDETTI
- Tradução de Pedro Gonzaga
Publicado em 1960, A trégua é a mais importante narrativa do escritor uruguaio Mario Benedetti é uma das obras-primas da literatura latino-americana do século XX. Escrito no formato de diário pessoal e repleto de uma finíssima ironia, retrata de maneira pungente a vida inócua e sem perspectivas dos grandes centros urbanos, bem como a luta perdida contra a solidão e a inexorável passagem do tempo. Um livro atual e definitivo.
SINOPSE
É um livro em forma de diário onde lemos as pequenas e profundas anotações de Martín Santomé que, às vésperas dos cinquenta anos e consequentemente de sua aposentadoria, passa a compartilhar seus anseios com o papel.
Martín Santomé é um viúvo com três filhos adultos com os quais tem uma relação acidentada. Está prestes a se aposentar, após anos exercendo um trabalho burocrático e rotineiro em uma firma comercial – um de seus poucos orgulhos como funcionário é a caligrafia cuidadosa com que faz anotações nos livros da empresa. Letargizado em uma vida comezinha, cinzenta e sem alegria, Santomé pergunta-se o que fará quando se aposentar. Aprender a tocar um instrumento, talvez? A sua existência é alterada quando ele conhece Laura Avellaneda, uma bela e encantadora jovem que parece prometer toda a vitalidade que falta a Santomé. Será Avellaneda realmente uma redenção, ou apenas uma trégua?
 
Mario Benedetti - escritor, poeta e ensaísta.
 
VIDA E OBRA

 
Mario Benedetti foi um poeta, escritor e ensaísta uruguaio. Integrante da Geração de 45, a qual pertencem também Idea Vilariño e Juan Carlos Onetti, entre outros. Considerado um dos principais autores uruguaios, ele iniciou a carreira literária em 1949 e ficou famoso em 1956, ao publicar "Poemas de Oficina", uma de suas obras mais conhecidas. Benedetti escreveu mais de 80 livros de poesia, romances, contos e ensaios, assim como roteiros para cinema.
Nasceu em Paso de los Toros, a 200 quilômetros ao norte de Montevidéu, em 14 de setembro de 1920. Sua família mudou-se para Montevidéu em busca de uma vida melhor. O pai, farmacêutico, perdera tudo o que possuía.
Aos 8 anos Benedetti ingressa no Colégio Alemán – uma instituição reconhecida pela sua qualidade – até o início do nazismo, quando seu pai, contrário a esse regime, o transfere para outro colégio. Essa experiência pode ser conferida no livro Gracias por el fuego (1965), no qual o personagem Ramón Budiño relata os castigos que recebeu quando estudava no mesmo Colegio Alemán.
Entre 1938 e 1941, Benedetti reside a maior parte do tempo em Buenos Aires e, em 1945 passa a integrar a redação do celebre semanário Marcha – sua grande escola de jornalismo –, onde permanece até seu fechamento, em 1974. Também em 1945 publica o primeiro livro de poemas, La víspera indelible, que nunca foi reeditado.
Em 1946, após alguns anos de noivado, se casa com Luz López Alegre, sua companheira durante toda a vida. E, nos anos seguintes, se alterna na direção das revistas literárias Marginalia e Número. Em 1948 publica o volume de ensaios Peripecia y novella e, um ano depois, seu primeiro livro de contos, Esta mañana.
Seu primeiro envolvimento político ocorre no ano de 1952, quando participa ativamente do movimento contra o Tratado Militar com os Estados Unidos. No ano seguinte publica Quién de nosotros, seu primeiro romance. A primeira viagem à Europa ocorre em 1957 – Benedetti visita então nove países como correspondente de Marcha e El Diário. Em 1959 aparece o volume de contos Montevideanos, peça chave de sua narrativa de concepção urbana e local. Um ano depois publica La trégua, seu romance mais conhecido, e El país de la cola de paja, um ensaio sobre a crise pela qual seu país atravessava.
Em 1965, mesmo ano de Gracias por el fuego, começa a escrever críticas cinematográficas para o jornal La tribuna popular. Logo depois vai a Paris, onde fica por um ano. Em 1967 publica Letras del continente mestizo, no qual reúne ensaios e artigos sobre literatura latino-americana. Em 1971 funda o Movimiento de Independientes 26 de Marzo, um grupo que passou a formar para da coalizão de esquerda Frente Amplio.
O golpe militar no Uruguai em 1973 o obriga a abandonar sua pátria. Parte para o exílio e passa por diversos países (Argentina, Peru, Cuba) até chegar na Espanha. Após longos dez anos, retorna a Montevidéu, e passa a fazer parte da diretoria da nova revista Brecha – continuação do projeto da revista Marcha.
As publicações se sucedem: Con y sin nostalgia, (contos) e La casa y el ladrillo (poemas), de 1977; Pedro y el Capitán (teatro), de 1979; y Cotidianas (poesia); Viento del exílio (poesia), de 1981; Primavera con una esquina rota e Cuentos, de 1982; Yesterday y mañana (poemas), de 1988; Despistes y franquezas (contos), de 1989; Las soledades de Babel (poemas), de 1991; La borra del café (romance), de 1993; Canciones del más acá, de 2000; Insomnios y duermevelas, de 2002. Neste ano recebe o título de cidadão honorário de Montevidéu. Faleceu em 17 de maio de 2009, aos 88 anos.

OBRAS

Contos

  • Esta Manhã e Outros Contos, 1949.
  • Montevideanos, 1959.
  • Datos para el viudo, 1967.
  • A Morte e Outras Surpresas, 1968.
  • Con y sin nostalgia, 1977.
  • Geografías, 1984.
  • Recuerdos olvidados, 1988.
  • Despistes y franquezas, 1989.
  • Buzón de tiempo, 1999.
  • El porvenir de mi pasado, 2003.
  • El otro yo
  • Triângulo Isósceles

Dramas

  • El reportaje, 1958.
  • Ida y vuelta, 1963.
  • Pedro y el Capitán, 1979.

Novelas

  • Quem De Nós, 1953.
  • A Trégua, 1960.
  • Gracias Por El fuego, 1965.
  • El cumpleaños de Juan Ángel, 1971.
  • Primavera con una esquina rota, 1982.
  • A Borra do Café, 1992.
  • Andamios 1996.

Poesia

  • La víspera indeleble, 1945.
  • Sólo mientras tanto, 1950.
  • Te quiero, 1956.
  • Poemas de la oficina, 1956.
  • Poemas del hoyporhoy, 1961.
  • Inventario uno, 1963.
  • Noción de patria, 1963.
  • Próximo prójimo, 1965.
  • Contra los puentes levadizos, 1966.
  • A ras de sueño, 1967.
  • Quemar las naves, 1969.
  • Letras de emergencia, 1973.
  • Poemas de otros, 1974.
  • La casa y el ladrillo, 1977.
  • Cotidianas, 1979.
  • Viento del exilio, 1981.
  • Síndrome, 1983.
  • Preguntas al azar, 1986.
  • Yesterday y mañana, 1987.
  • Canciones del más acá, 1988.
  • Las soledades de Babel, 1991.
  • Inventario dos, 1994.
  • El amor, las mujeres y la vida, 1995.
  • El olvido está lleno de memoria, 1995.
  • La vida ese paréntesis, 1998.
  • Rincón de Haikus, 1999.
  • El mundo que respiro, 2001.
  • Insomnios y duermevelas, 2002.
  • Inventario tres, 2003.
  • Existir todavía, 2003.
  • Defensa propia. 2004.
  • Memoria y esperanza, 2004.
  • Adioses y bienvenidas, 2005.
  • Canciones del que no canta, 2006.
  • Testigo de uno mismo , 2008.

Ensaios

  • Peripecia y novela, 1946.
  • Marcel Proust y otros ensayos, 1951.
  • El país de la cola de paja, 1960.
  • Literatura uruguaya del siglo XX. 1963.
  • Letras del continente mestizo, 1967.
  • El escritor latinoamericano y la revolución posible, 1974.
  • Notas sobre algunas formas subsidiarias de la penetración cultural, 1979.
  • El desexilio y otras conjeturas, 1984.
  • Cultura entre dos fuegos, 1986.
  • Subdesarrollo y letras de osadía, 1987.
  • La cultura, ese blanco móvil, 1989.
  • La realidad y la palabra, 1991.
  • Perplejidades de fin de siglo, 1993.
  • El ejercicio del criterio, 1995.
 
 
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a voz de Mário Benedetti.
 

 
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SOLEDADES - MARIO BENEDETTI

Ellos tienen razón
esa felicidad
al menos con mayúscula
no existe
ah pero si existiera con minúscula
seria semejante a nuestra breve
presoledad

después de la alegría viene la soledad
después de la plenitud viene la soledad
después del amor viene la soledad

ya se que es una pobre deformación
pero lo cierto es que en ese durable minuto
uno se siente
solo en el mundo

sin asideros
sin pretextos
sin abrazos
sin rencores
sin las cosas que unen o separan
y en es sola manera de estar solo
ni siquiera uno se apiada de uno mismo

los datos objetivos son como sigue

hay diez centímetros de silencio
entre tus manos y mis manos
una frontera de palabras no dichas
entre tus labios y mis labios
y algo que brilla así de triste
entre tus ojos y mis ojos

claro que la soledad no viene sola

si se mira por sobre el hombro mustio
de nuestras soledades
se vera un largo y compacto imposible
un sencillo respeto por terceros o cuartos
ese percance de ser buenagente

después de la alegría
después de la plenitud
después del amor
viene la soledad

conforme
pero
que vendrá después
de la soledad

a veces no me siento
tan solo
si imagino
mejor dicho si se
que mas allá de mi soledad
y de la tuya
otra vez estas vos
aunque sea preguntándote a solas
que vendrá después
de la soledad.


Mario Benedetti - escritor.


 



 
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

TEMPORADA DO ESPETÁCULO TEATRAL "NORDESTINOS" DO DIRETOR TUCA ANDRADA. CONFIRA.

       "NORDESTINOS"
 
                                        TEMPORADA:
DE 11 DE FEVEREIRO A 02 DE ABRIL
- TEATRO EVA HERZ -
CENTRO - RIO DE JANEIRO - RJ - BRASIL
NO PRÉDIO DA LIVRARIA CULTURA
 RUA SENADOR DANTAS, 45
Quinta a Sábado às 19h30min
 
 
 
 
NORDESTINOS é um projeto transmídia que engloba um espetáculo teatral inédito, um livro com os depoimentos e um documentário que homenageia o povo nordestino que migrou de suas cidade natal para o Rio de Janeiro ou São Paulo.
 
 
 
SINOPSE DO ESPETÁCULO NORDESTINOS:
 
Quatro atores, dois homens e duas mulheres, quatro diferentes histórias que se ligam pela origem geográfica e afetiva em comum, o Nordeste brasileiro. Os depoimentos reais são a matéria prima, o manancial de onde emergirão vários personagens e suas trajetórias de migrantes de suas terras para as “cidades dos sonhos”.
Histórias de nordestinos do Rio ganham projeto transmídia, cujo destaque é a comédia “Nordestinos”, direção de Tuca Andrada, dramaturgia de Walter Daguerre a partir do argumento de Alexandre Lino, que pré-estreia dia 8 de outubro, Dia Nacional do Nordestino.
 
Vencedor do PITCHING do 2º Encontro Artes Cênicas e Negócios do Tempo Festival de 2014, defendido por seu idealizador, Alexandre Lino, “Nordestinos” é um projeto transmídia que engloba um espetáculo teatral inédito, um livro e um documentário que homenageia o povo nordestino que migrou para o sudeste.
O espetáculo “Nordestinos” conta histórias reais de vários nordestinos, recebidas através de cartas, emails e entrevistas, que deixaram sua cidade natal em busca da realização de seus sonhos no Rio de Janeiro. O elenco é composto exclusivamente atores nordestinos que vivem e trabalham no Rio: o pernambucano Alexandre Lino (“O Pastor”), a pernambucana Erlene Melo (“Totalmente Demai” – novela”), o cearense Paulo Roque (“Entreturnos – o filme”) e a paraibana Rose Germano (“Frida Kahlo, a Deusa Tehuana”), que, com um humor típico, compartilham várias histórias, com um dinamismo particular de quem conta “causos” num jogo teatral onde os papeis se misturam. A direção é do também pernambucano Tuca Andrada.
 

 
 
– Quando Alexandre Lino me convidou para dirigir “Nordestinos” aceitei na hora – diz Tuca Andrada. – Me veio à certeza de que essa é minha história também. Como muitos, mudei para o Rio de Janeiro há 30 anos com o intuito de seguir a carreira de ator. Conto com aliados poderosos que são meu coração, minhas lembranças, enfim minha vida. Não sei onde tudo isso vai dar, mas sei que está sendo uma viagem incrível estar com essas pessoas contando não só minha história, mas a história de milhões. Uma história de vitória, de luta. Uma história de contribuição cultural, que enriquece mais ainda a formação de um povo. A dor e o sofrimento faz parte de qualquer história verdadeira e ela estará presente na peça, mas quero falar de um Brasil que junta muitos povos. Parto da pergunta: por que um povo tão rico culturalmente como o nordestino muitas vezes é chamado de atrasado? É um momento propício para falarmos disso tudo, já que tanto ódio, antes camuflado, vem à tona num país que passa por um momento crítico e fundamental para sua história.
 
Na semana da estreia será lançado, pela Giostri Editora, o livro “Nordestinos”, um compêndio das histórias reais na íntegra. Um documentário com direção de Alexandre Lino, em parceria com a Cavídeo, será filmado ao longo de 3 apresentações com entradas gratuitas da peça, destinada ao público nordestino, e que serão convidados a darem seus depoimentos no palco do teatro. O filme será exibido (primeiro corte) até o final da temporada em terminais no hall do teatro.
 
Com dramaturgia de Walter Daguerre, direção musical de Alexandre Elias, iluminação de Renato Machado, cenário e figurinos de Karlla De Luca, preparação corporal e movimento de Paula Feitosa e apoio cultural do Sesi RJ, a comédia “Nordestinos” faz temporada de estreia no Teatro Sesi, Av. Graça Aranha nº 1, Centro do Rio, de 8 de outubro (Dia Nacional do Nordestino) até 28 de novembro, com apresentações de quinta a sábado, às 19:30min.
 
 
Argumento para a comédia “Nordestinos”
 
– Toda a família de minha mãe é do norte do Brasil e toda a família do meu pai é do Uruguai – diz o dramaturgo Walter Daguerre. – Eu e meus irmãos somos cariocas de primeira geração e crescemos ouvindo histórias de dificuldades, migrações e recomeços. Tive, portanto, uma identificação imediata com as cartas e depoimentos que são a matéria prima da dramaturgia de "Nordestinos”. O texto final do espetáculo é como um tapete artesanal feito da costura de estampas lindas e variadas, e com a contribuição de muitas mãos na sua confecção.
 
Quatro atores, quatro diferentes histórias que se ligam pela origem geográfica e afetiva em comum, o nordeste brasileiro. As semelhanças desses quatro personagens começam por seus nomes de batismos – originais e muitas vezes constrangedores – passam pelo sonho da migração para a região sudeste e culminam com a dor e a delícia de se afirmar como identidade num país de tantos e tão belos matizes antropológicos e culturais. Costurando as quatro histórias está o próprio teatro, literalmente um palco onde o sonho de superação das dificuldades e a busca por poesia.
 
Os depoimentos colhidos pelas cartas recebidas são a matéria prima da dramaturgia, o manancial de onde emergirão os quatro personagens. De diferentes relatos surgirão cenas, imagens, paisagens, nomes, cores, sons e sabores que comporão as quatro histórias que, de muitas formas, irão se cruzar.
 
 
– Esses fragmentos também vão compor histórias paralelas de parentes, companheiros, amigos e figuras folclóricas, parte integrante do imaginário dos nossos personagens. Essas evocações ampliarão o espaço/tempo da cena, criando dimensões de passados saudosos, realidades paralelas e idealizações de futuro – comenta Alexandre Lino, idealizador e também ator do espetáculo. – Há liberdade por diferentes técnicas de encenação, do depoimento documental, teatro de sombras ao teatro de mamulengos. Porque no espaço lúdico do palco, tudo é permitido! Não há amarras à imaginação e nem às diferentes formas de expressão. Tal liberdade está totalmente em comunhão com o universo, ainda reinante, dos quintais, das feiras, dos jogos de rua, das festas folclóricas e dos brinquedos artesanais típicos do nordeste brasileiro. E também o universo musical nordestino com seus ritmos, melodias e letras repletos de luas, zabumbas e triângulo.
 
O Nordeste é a região brasileira que possui o maior número de Estados. E devido à enorme desigualdade de renda até hoje, chegam e partem diariamente pessoas que decidiram trocar sua cidade e região para viver sudeste em busca de realização. Nessas novas terras plantam suas expectativas e histórias de vidas. Segundo pesquisas do IBGE só no Rio de Janeiro são mais de 2,5 milhões de imigrantes sendo mais de 50% nordestinos. O Rio, assim como São Paulo, torna-se uma das cidades mais nordestinas do Brasil. Isso reflete em benefícios para a economia, cultura e bem estar. Mas nem sempre é visto dessa forma. “Nordestinos” presta homenagem a esse povo ao ouvi-los contar suas histórias sem acréscimos.
 
– Assim como em “Domésticas”, “O Pastor” e “Acabou o Pó” a vida é matéria prima dos trabalhos que escolho fazer. Entendo que nos enganamos quando acreditamos que algum dispositivo pode superar a perspectiva do real. Podemos sim, brincar e provocar da maneira que o Teatro nos indicar e isso é que torna essa arte tão genial. “Nordestinos” conta a minha história, dos meus colegas de elenco e de tantas outras pessoas que buscaram uma cidade do tamanho dos seus sonhos. E nessa atitude migratória encontramos um entrelaçar de realidade e ficção onde não sabermos onde uma começa e o outro termina – conclui Alexandre Lino.
 
 
 
Um pouco sobre o diretor
 
 
 
 
 
 
 
Tuca Andrada – Diretor (Pernambucano) – No currículo, mais de 30 espetáculos, 20 novelas e 15 filmes. Como diretor Tuca Andrada estreou em 2013 com a peça “Por que será que as amamos tanto?”, uma comédia do argentino Daniel Datola e recebeu boas críticas. Nordestinos é sua segunda peça na função. No último ano atou nos espetáculos ELIAS, A MUSICAL com direção de Denis Carvalho e O OLHO AZUL DA FALECIDA com direção de Ulisses Cruz. Em TV fez participação especial na novela BABILÔNIA e está gravando a série OS HOMENS SÃO DE MARTE para o canal GNT.Foi premiado no Festival de Cinema de Cartagena/Colômbia como melhor ator coadjuvante pelo filme "Quem Matou Pixote". Em 1995, foi vencedor Prêmio Cultura Inglesa de Teatro como melhor ator pelo espetáculo "Rocky Horror Show". Em 1991, recebeu o Prêmio SATED/RJ como ator revelação em televisão pela novela "O Dono do Mundo". Em 1987, indicado como melhor ator em espetáculo infantil pela peça "O Pequenino Grão de Areia".
 
 
 
 
VENCEDOR do PITCHING
do 2º Encontro Artes Cênicas
e Negócios do Tempo Festival de 2014.
Direção: TUCA ANDRADA
Argumento e Idealização: ALEXANDRE LINO
Dramaturgia: WALTER DAGUERRE
ELENCO:
 
ALEXANDRE LINO
ERLENE MELO
PAULO ROQUE
 
ROSE GERMANO
Stan-in:
NATÁLIA RÉGIA
Assistente de dramaturgia: FABRÍCIO BRANCO
Direção Musical: ALEXANDRE ELIAS
Iluminação: RENATO MACHADO
Cenário e Figurinos: KARLLA DE LUCA
Preparação Corporal e Movimento: PAULA FEITOSA
Direção de Produção: ALEXANDRE LINO
Produção Executiva: EQUIPE CINETEATRO
Design Gráfico: GUILHERME LOPES MOURA
Site: MARIANA MARTINS -
PEQUENA MARI PRODUÇÕES
Fotógrafo: JANDERSON PIRES
Assessoria de Imprensa: Gabriela Mota
Assessória Jurídica: ANDRÉ SIQUEIRA
Realização: CINETEATRO PRODUÇÕES
 
 
 
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA É A CAMPEÃ DO CARNAVAL 2016 DO RIO DE JANEIRO. CONFIRA.

 
 
(CLICAR NO LINK PARA ASSISTIR AO VÍDEO)
 

Desfile Oficial 2016 
Estação Primeira de Mangueira.
 
OU CLICAR NO LINK DO CANAL YOU TUBE DO
 
 
 
 

 

A Estação Primeira de Mangueira se consagrou campeã do Carnaval 2016 no Rio de Janeiro, com 269,8 pontos, conquistando seu 18º título após apuração das notas realizada nesta quarta-feira (10), na praça da Apoteose.
 
Com o enredo "Maria Bethânia, a menina dos olhos de oyá", ganhou seu 19º campeonato, com 269.8 pontos. A escola, que levou para a avenida os 50 anos de carreira da cantora Maria Bethânia, brigou pelo título até o último quesito. Numa disputa muito acirrada, decidida apenas no último quesito - alegorias e adereços -, a Mangueira foi eleita a grande campeã do Grupo Especial do Carnaval 2016 do Rio de Janeiro-Brasil.
 
Maria Bethânia é a grande homenageada pela escola de samba
(Foto: Alexandre Durão/G1)
 
 
Em segundo lugar ficou a Unidos da Tijuca (269,7) e, em terceiro, a Portela (269.7). Além das três escolas, Salgueiro (269.5), Beija-Flor (269.3) e Imperatriz (269.2) voltarão à Sapucaí no Sábado, a partir das 21h30min. A Estácio, com 265 pontos, não conseguiu se manter no Grupo Especial e, ano que vem, voltará à Série A.
 
 
Porta-bandeira chamou a atenção no desfile da Mangueira
(Foto: Fabio Tito/G1)


Muitos artistas, amigos e parentes de Bethânia, participaram do desfile - além da própria cantora. Um dos carros alegóricos veio estrelado, cheio de cantores e atores.

Entre eles estavam Caetano Veloso, irmão de Bethânia, e o filho dele Tom, Mart'nália, Adriana Calcanhoto, Chico César, Zélia Duncan, Lúcia Veríssimo, Regina Casé, Vanessa da Mata, Renata Sorah e Ana Carolina.

No chão e à frente do carro, foram Alcione, grande amiga de Bethânia, e Rosemary. No carro que representou a Bethânia católica, um dos destaques foi a sambista Beth Carvalho, mangueirense ilustre, que há dois anos não saía na escola. Também no chão, foram os atores Cauã Raymond e Aílton Graça – no segundo desfile da noite.

A apuração do desfile do Grupo Especial começou às 17 horas no Sambódromo, mobilizando torcedores que foram à Marquês de Sapucaí e às quadras. A do Salgueiro - que até quase o fim da leitura das notas tinha a maior pontuação, mas terminou a disputa em quarto lugar -, ficou tomada por torcedores desde o início da tarde, vestidos de vermelho e branco. Eles acompanharam os resultados por meio de um telão.
 
 
 
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VÍDEO COM MARIA BETHÂNIA
A HOMENAGEADA DE 2016.

 
HISTÓRIA DA ESTAÇÃO PRIMEIRA
DE MANGUEIRA
 
A Mangueira mantinha as tradições e crenças de seus ancestrais, seus batuques e seus cantos, agora abrasileirados, numa fusão de tradições de várias nações africanas, com influências indígenas e também dos brancos: afro-brasileiras. O candomblé e a umbanda tinham muitos adeptos na comunidade e alguns casebres serviam de templos. Neles eram realizadas cerimônias religiosas e outras comemorações. Os terreiros de Tia Fé, Chiquinho Crioulo, de Minan e Maria Rainha, entre outros, serviam ao sagrado e ao profano, ao som dos atabaques.
Nos Carnavais, como não podiam participar dos elegantes desfiles dos brancos, tinham seus blocos para se divertirem. Familiares, tudo com muito respeito. Mas justamente os melhores sambistas – e Mangueira já era um conhecido reduto do samba – não eram bem vindos. Eles bebiam, falavam palavrão, se metiam em brigas e por conta disso estavam barrados nos blocos carnavalescos das famílias do morro. Para resolver o problema, criaram um bloco só de homens, o Bloco dos Arengueiros, que significa fazer arengaria, algazarra, farra, bagunça. Segundo contam, saíram pela primeira vez em 1923, vestidos de mulher, arrumando briga com todos os outros blocos que encontravam. Depois de apanharem, baterem e serem presos por cinco anos, no dia 28 de abril de 1928, decidiram unir todos os blocos de Mangueira, para desfilar na Praça Onze. Reuniram-se Angenor de Oliveira (Cartola), Saturnino Gonçalves (Seu Saturnino), Abelardo da Bolinha, Carlos Moreira de Castro (Carlos Cachaça), José Gomes da Costa (Zé Espinguela), Euclides Roberto dos Santos (Seu Euclides), Marcelino José Claudino (Seu Maçu) e Pedro Paquetá e fundaram o Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. Como seu primeiro presidente, elegeram o Sr. Saturnino Gonçalves.
Por sugestão de Cartola, adotaram as cores verde e rosa, do Rancho do Arrepiado, de Laranjeiras, lembrança dos carnavais de sua infância. Recebeu o nome de Estação Primeira porque a primeira parada do trem, que saia da Estação de Dom Pedro para o subúrbio, onde havia samba, era Mangueira. Esses oito jovens que fundaram o G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, jamais pensaram que, oitenta anos depois, a Escola que fundaram não seria apenas uma Escola de Samba. Não podiam imaginar que o morro em que moravam teria uma população de quarenta e cinco mil habitantes.
Que as ações sociais desenvolvidas pela Estação Primeira de Mangueira atenderiam diariamente dez mil moradores do morro. Que uma mulher nascida ali receberia atendimento para seu filho nascer, crescer, estudar e se formar numa faculdade. Tudo gratuitamente, graças às parcerias estabelecidas com os governos federal, estadual, municipal e empresas privadas. Ou que naquela comunidade o índice de crianças analfabetas seria de 0%, pois todas as crianças em idade escolar estariam nas salas de aula e que o índice de mortalidade infantil no seu morro, nos dias atuais seria zero. Porque a Escola de Samba que eles fundaram hoje é também, UMA ESCOLA DE VIDA.


COMENTÁRIOS
 
 

ALBERTO,

OBRIGADA PELA  MENSAGEM !!!!!!!!!!  ESTOU   MUITO  FELIZ  COM A  VITÓRIA  DA  MINHA ESCOLA  PRIMEIRA   A  MANGUEIRA  !!!!!!

MEUS   PARABÉNS  A TODA A EQUIPE   CARNAVALESCA...............  E A TODOS OS  COMPONENTES DA ESCOLA !!!!!!!!!!!!!!!!

FOI UM  ESPETÁCULO BELÍSSIMO  E UMA HOMENAGEM  MARAVILHOSA  A UMA ARTISTA  QUE  ADORO  ....   DESDE  OS ANOS DOURADOS... MARIA  BETHÂNIA!!!

ABRAÇOSSSSS,

VERA  FIGUEREDO

Artista Plástico.




 
 
FONTE: