segunda-feira, 21 de novembro de 2016

A HOMENAGEM EM 20 DE NOVEMBRO, DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA SERÁ PARA RUBY BRIDGES ATIVISTA AMERICANA.


 
RUBY BRIDGES - Ativista americana
 discursando em fevereiro de 2015.



 
A HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL, EM 20 DE NOVEMBRO, DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA SERÁ PARA RUBY BRIDGES ATIVISTA AMERICANA.
 

RUBY BRIDGES foi a primeira criança negra a ir para a escola, com o fim da política de segregação racial nos EUA, em Nova Orleans, em 1960.


Seu primeiro dia de aula foi marcado por xingamentos, medo, racismo. Acreditas que a escola estava vazia, pois os pais não deixaram seus filhos frequentarem o ano escolar com a presença da menina Ruby. Também não havia professores, apenas um educador quis dar aula para a criança. Seus pais foram severamente ameaçados. E, durante meses, ela teve que ir e voltar da escola acompanhada por quatro policiais.

E mesmo quando objetos e xingamentos eram jogados contra seu corpo, quando tinha apenas seis anos de idade, Ruby não desistiu, não chorou, sequer fraquejou. "Era uma pequena soldada" - falou Charles Burks, um dos quatro policiais que a escoltavam.

No ano seguinte, Ruby não estava mais sozinha na escola. Inspirados por sua coragem e pela de sua família outras crianças negras foram matriculadas.
 
RUBY BRIDGES - Ativista americana
 
 

SOBRE RUBY BRIDGES

 

RUBY NELL BRIDGES HALL nasceu em Tylertown no Mississipi, em 08 de setembro de 1954 é uma ativista americana conhecida por ser a primeira criança negra a estudar em uma escola primária caucasiana em Louisiana durante o século XX. Ela frequentou a Escola Elementar William Frantz. Seus pais se chamavam Abon e Lucille Bridges. Quando ela tinha quatro anos, a família mudou-se para Nova Orleans Louisiana. Em 1960, seus pais responderam a um pedido da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP) e ofereceu-a para participar na integração do sistema escolar de Nova Orleans, mesmo que seu pai estava hesitante.
 
 
Bridges escoltada pelos delegados federais até a
Escola Elementar William Frantz.
 
 

Na primavera de 1960, Bridges foi uma das seis crianças negras em Nova Orleans a passar no teste que determinaria se elas poderiam ir para uma escola toda branca. Dois dos seis decidiram ficar em sua antiga escola, três foram transferidos para McDonogh, e Bridges foi para uma escola por si mesma.

RUBY foi a única a ingressar na WILLIAM FRANTZ. Seu pai estava inicialmente relutante, mas sua mãe sentia que era necessária a mudança não só para dar sua própria filha uma educação melhor, mas para "dar este passo a frente... para todas as crianças afro-americanas." Sua mãe finalmente convenceu o pai a deixá-la ir para a escola.
 
 
A Escola Elementar William Frantz
no ano de 2010.
 
 

O primeiro dia judicial das escolas integradas em Nova Orleans, 14 de novembro de 1960, foi retratado por Norman Rockwell na pintura The Problem We All Live With (publicado na revista Look em 14 de janeiro de 1964).
 




Como Bridges a descreve, "Enquanto eles dirigiam eu podia ver a multidão, mas vivendo em Nova Orleans, eu realmente pensei que era Mardi Gras. Havia uma grande multidão de pessoas fora da escola. Eles estavam jogando coisas e gritando, e esse tipo de coisas de Mardi Gras em Nova Orleans".
 

Multidão fazendo protestos
em frente à escola onde Ruby estudava.



O ex-vice-diretor dos U.S. Marhals, Charles Burks, recordou mais tarde: "Ela mostrou muita coragem. Ela nunca chorou. Ela não choramingou. Ela só marchava como um pequeno soldado, e nós estamos todos muito, muito orgulhosos dela."

Assim que Bridges entrou na escola, os pais brancos tiraram seus filhos de lá. Todos os professores se recusaram a ensinar enquanto ela estivesse matriculada. Apenas Barbara Henry, de Boston, Massachusetts, concordou em ensinar Ruby e por mais de um ano Henry a ensinou sozinha, como se estivesse dando aula para classe inteira.

Naquele primeiro dia, BRIDGES passou o dia inteiro no escritório do diretor; o caos da escola impediu seu movimento à sala de aula até o segundo dia. No segundo dia, no entanto, um estudante branco quebrou o boicote e entrou na escola quando um ministro metodista de 34 anos, Lloyd Anderson Foreman, levou sua filha de cinco através da multidão irritada, dizendo: "Eu simplesmente quero o privilégio de levar a minha filha para a escola... Poucos dias depois, outros pais brancos começaram a trazer seus filhos, e os protestos começaram a diminuir".
 
 
Multidão faz protestos em frente à escola.
 
 

Todas as manhãs, enquanto BRIDGES caminhava para a escola, uma mulher a ameaçava envenená-la. Por causa disso, quatro delegados dos US MARSHALS foram enviados pelo presidente Eisenhower, que estava supervisionando a segurança dela, permitindo que Ruby comesse apenas alimentos de sua casa.

A família de Bridges sofreu perseguições por sua decisão de mandá-la para William Frantz. Seu pai perdeu o emprego, a mercearia onde a família comprava não deixaram mais eles irem lá, e seus avós, que eram meeiros em Mississipi, foram tirados de sua terra. Ela observou que muitos outros na comunidade, tanto brancos como negros, mostravam apoio de várias maneiras. Algumas famílias brancas continuaram a mandar seus filhos para Frantz apesar dos protestos, um vizinho arrumou um novo emprego para seu pai, e as pessoas locais vigiavam sua casa, e andavam atrás do carro dos policiais federais durante suas viagens para a escola.

Bridges, atualmente Ruby Bridges Hall, ainda vive em Nova Orleans com o marido, Malcolm Hall, e seus quatro filhos. Durante quinze anos trabalhou como uma agente de viagens, que ela deixou para ser mãe. Ela agora é presidente da Fundação Ruby Bridges, que ela fundou em 1999 para promover "os valores da tolerância, do respeito e valorização de todas as diferenças." Descrevendo a missão do grupo, ela diz, "o racismo é uma doença e temos de parar de usar nossos filhos para espalhá-la."
 
Capa do livro
Bridges Hall, Ruby. Through My Eyes,
Scholastic Press, 1999.
 
 
 

Em 15 de julho de 2011, Bridges encontrou-se com o presidente Barack Obama na Casa Branca, e durante a exibição do quadro de Norman Rockwell, ele lhe disse: "Eu acho que é justo dizer que, se não fosse por vocês, eu poderia não estar aqui e nós não estaríamos olhando para isso juntos."
 
 
 
 

Em 2014, uma estátua de RUBY BRIDGES foi erguida no pátio da Escola Elementar William Frantz.

 

PARABÉNS RUBY POR SUA LUTA INCANSÁVEL!




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ASSISTA AO FILME DA VIDA DE RUBY BRIDGES



(FILME COMPLETO VERSÃO ORIGINAL)

 



 

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Sem dúvida, homenagear Ruby Bridges, significa internacionalizar o clamor dos povos negros e das demais etnias discriminadas. Na África, na Ásia, nas Américas, na Velha Europa, em suma, em todos os quadrantes da Terra, a injustiça institucionalizada contra estes humanos, tem que ser combatida e execrada.

Aproveito a excelente oportunidade e volto-me, especificamente, para nosso Brasil. Neste momento crítico, quando se acirra luta pela equidade racial, sugiro estender esta homenagem, amigo Alberto, a Lélia Gonzalez, resgatando com isso a ancestralidade das mulheres negras brasileiras que, historicamente resistem contra o subjugo, a opressão e a violência.

Recomendo aos leitores o livro Lélia Gonzalez - o Feminismo Negro no Palco da História - editado sob a responsabilidade da Fundação Banco do Brasil e da Rede de Desenvolvimento Humano (REDEH), como importante contribuição para a superação do racismo e para a equidade de gênero em nosso país.

Estamos juntos, caro poeta! Faremos coro com a voz de Ruby, e saudaremos, vibrantemente, "os valores da tolerância, do respeito e valorização de todas as diferenças."
 
Luiz Lemme.


 



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FONTE:
 
 
 

Um comentário:

Luiz Carlos Lemme disse...

Sem dúvida, homenagear Ruby Bridges, significa internacionalizar o clamor dos povos negros e das demais etnias discriminadas. Na África, na Ásia, nas Américas, na velha Europa,em suma, em todos os quadrantes da Terra, a injustiça institucionalizada contra estes humanos, tem que ser combatida e execrada.
Aproveito a excelente oportunidade e volto-me, especificamente, para nosso Brasil. Neste momento crítico, quando se acirra luta pela equidade racial, sugiro estender esta homenagem, amigo Alberto, a Lélia Gonzalez, resgatando com isso a ancestralidade das mulheres negras brasileiras que, historicamente resistem contra o subjugo, a opressão e a violência.
Recomendo aos leitores o livro "Lélia Gonzalez - o Feminismo Negro no Palco da História" - editado sob a responsabilidade da Fundação Banco do Brasil e da Rede de Desenvolvimento Humano (REDEH), como importante contribuição para a superação do racismo e para a equidade de gênero em nosso país.
Estamos juntos, caro poeta! Faremos coro com a voz de Ruby, e saudaremos, vibrantemente, "os valores da tolerância, do respeito e valorização de todas as diferenças."