sexta-feira, 3 de julho de 2020

AS ARTES LIBERAIS DA ANTIGUIDADE CLÁSSICA


 

Na antiguidade clássica, as artes liberais, eram os temas considerados essenciais para uma pessoa livre, (distinguia uma pessoa livre de um escravo).

 

TRIVUM

 

No Império Romano, ensinava-se a dominar sete artes que compunham o Trivium e o Quadrivium. Na idade média, foram as disciplinas essenciais para quem pretendesse o sacerdócio ou qualquer lugar na hierarquia eclesiástica.

 

O trivium que significa “o cruzamento e articulação de três ramos ou caminhos”, é composto por três artes que proveem disciplina à mente, para encontrar expressão na linguagem:

 

1. Lógica (ou dialética): discussão perspicaz e solidamente, argumentada por meio da qual o verdadeiro se separa do falso;

2. Gramática: conhecimento de como falar sem cometer erro;

3. Retórica: disciplina da persuasão para toda e qualquer coisa apropriada e conveniente.

4. Aritmética: a teoria do número;

5. Música: a aplicação da teoria do número;

6. Geometria: a teoria do espaço;

7. Astronomia: a aplicação da teoria do espaço.

 

 

ARTES LIBERAIS

 

 

Artes liberais é o termo que define uma metodologia de ensino, organizada na Idade Média, cujo conceito foi herdado da antiguidade clássica. Contemporaneamente, o conceito de artes liberais denotam a formação multidisciplinar visando a formação plena, sem necessariamente, ser profissionalizante.

 

Referem-se aos ofícios, disciplinas acadêmicas ou profissões ("artes") desempenhadas pelos homens livres. São compostas do Trivium (lógica, gramática, retórica) e do Quadrivium (aritmética, música, geometria, astronomia). Tal conceito foi posto em oposição às Artes Mechanicae (artes mecânicas), consideradas próprias aos servos ou escravos.

 

A personificação das Sete Artes Liberais (Trivium et Quadrivium) foi um tema iconográfico muito comum nas artes medieval e moderna.

 

 

ARTES LIBERAIS CLÁSSICAS

 

O conceito de arte dado por Aristóteles, "a capacidade de produzir com raciocínio reto", ou ainda, "uma disposição suscetível de criação acompanhada de razão verdadeira", é capaz de fornecer alguns elementos acerca do conceito de artes liberais que os homens da Antiguidade e da Idade Média tinham.

 

Entre os romanos, Cícero e Sêneca, idealizaram a educação liberal que, para os latinos era fundada principalmente na retórica. As artes liberais eram consideradas as disciplinas próprias para a formação de um homem livre, desligadas de toda preocupação profissional, mundana ou utilitária. Contrapõem-se às artes mecânicas  ou seja, às disciplinas não diretamente relacionadas a interesses imateriais, metafísicos e filosóficos, mas estritamente técnicos (voltados à produção de utilidades que sirvam às necessidade cotidianas do homem). Mediante o domínio das artes liberais, o homem seria capaz de produzir obras e ideias com poder de elevar o espírito humano para além dos interesses puramente materiais, rumo a um entendimento racional e livre da verdade.

 

Quanto ao conteúdo, as artes liberais clássicas não possuíam um número fechado de disciplinas. Por vezes, a dança, a poesia, a ginástica, a medicina e a arquitetura eram contadas como artes liberais.



 

ARTES LIBERAIS NA IDADE MEDIEVAL

 

Embora a expressão e o conceito de artes liberais tenha se originado na Antiguidade, foi nas Universidades da Idade Média que adquiriu seu alcance e significado de Studium Generale. A partir de Martianus Capella no século VI d.C. convencionou-se enumerá-las em sete artes liberais.

 

No início da Idade Média, a educação liberal servia para preparar o clero e para a educação cortesã. Foi assim na reforma proposta pro Alcuíno na Renascença Carolíngia.

 

Com o advento das universidades a partir do século XII, as artes liberais ganharam um aspecto propedêutico, servindo de iniciação aos graus superiores.

 

AS SETE ARTES LIBERAIS

 

Tradicionalmente, as sete artes liberais englobam, desde a Idade Média, dois grupos de disciplinas: o trivium, com as artes retórica, lógica (dialética) e gramática; o quadrivium, com música, aritmética, geometria e astronomia. O trivium concentra o estudo do texto literário por meio de três ferramentas de linguagem pertinentes à mente. O quadrivium engloba o ensino por meio de quatro ferramentas relacionadas à matéria e à quantidade.

 

O TRIVIUM

 

Etimologicamente, trivium significa "o cruzamento e articulação de três ramos ou caminhos" Esse grupo de disciplinas incluía a lógica (ou dialética), a gramática e a retórica. As artes do trivium teriam como objetivo desenvolver a expressão da linguagem.

 

 

O QUADRIVIUM

 

O quadrivium, etimologicamente o cruzamento de quatro ramos ou caminhos. Está voltado para o estudo da matéria, por meio do domínio das seguintes disciplinas: aritmética (a teoria dos números); em música (a aplicação da teoria do número), em geometria (a teoria do espaço) e em astronomia (a aplicação da teoria do espaço). De acordo com a definição de Irmã Miriam Joseph, a matéria teria como característica essencial o número e a extensão, temas analisados respectivamente pela aritmética e pela música, bem como pela geometria e astronomia.

 

No âmbito do quadrivium, a música é entendida como o estudo dos princípios musicais (educação musical), tais como harmonia, não podendo ser confundida com a música instrumental aplicada (uma das sete belas-artes). O objetivo destas artes ditas "da quantidade" era prover meios e métodos para o estudo da matéria, sujeitos a aprimoramento no âmbito das disciplinas ditas superiores.

 

ESTUDOS SUPERIORES

 

Santo Tomás de Aquino e Aristóteles, na ocasião em que (ao primeiro) foi dito: "Bene scripsisti de me, Thoma".

 

As disciplinas ditas superiores (de acordo com a definição dada pelos conceitos clássicos e medievais) formavam a parte central e preparatória do currículo das universidades medievais, preparando o aluno para entrar em contato com as três principais formações de tais centros de saber: a medicina, o direito e a teologia.

 

Como outras artes normativas, que ajustam ou regulam segundo um padrão ou norma, as artes da linguagem consistem em estudos práticos que ajustam a linguagem segundo uma norma, como por exemplo:

 

o pensamento segundo a verdade,

as palavras faladas e escritas segundo a correção ou

a comunicação segundo a eficácia.

É por isso que, no âmbito das artes liberais e dos princípios da educação superior, diz-se que "a verdade é a norma ou a meta da lógica", "a correção é a norma da gramática" ou "a eficácia é a norma da retórica".

 

RENASCIMENTO

 

Segundo os propugnadores de tal método educacional clássico, como Raimundo Lúlio, para que se possa penetrar em níveis de conhecimento superior das ciências, da metafísica ou da teologia, o indivíduo deve ser capaz de pensar de forma retilínea e coerente, fazendo uso correto e eficaz das palavras, nos mais variados níveis de discurso.

 

A partir do século XVI as artes liberais passaram por várias transformações que refletiam as mudanças daquela época. Com as descobertas científicas, as grandes navegações, a difusão da imprensa, o Renascimento e a Reforma, tornou-se necessário adaptar as artes liberais às demandas de seu tempo.

 

O Humanismo italiano renascentista continuou a tradição de ensino das artes liberais da Idade Média (ver: Renascença italiana e Humanismo renascentista). Mas enfatizou e renomeou os estudos iniciais, o trivium, aumentando a sua abrangência, conteúdo e significado no currículo de escolas e universidades, sob o ambicioso nome de Studia humanitatis. Precursores das actuais humanidades, os Studia humanitatis mantinham o estudo da gramática e da retórica mas excluíam a lógica, e acrescentavam o estudo do grego, da filosofia moral e da poesia, tornada a matéria mais importante do grupo.

 

 

UNIVERSITY COLLEGE UTRECHT (UNIVERSIDADE DE UTRECHT, HOLANDA).

 

Nesse contexto, o educador Comenius separou a educação superior da educação pré-universitária de jovens e crianças. Segundo seu currículo, haveria o estudo disciplinas das artes liberais embutidas no nível equivalente ao ensino médio: a gramática, a física, a matemática, a ética, a dialética e retórica, além das línguas clássicas e modernas.

 

Na Conferência "What does liberal education offer the civil society?”, realizada em Budapeste em 1996, Roger Martin, presidente do Moravian College (uma faculdade de artes liberais nos Estados Unidos), relembrou do papel de Comênius para desenvolver as artes liberais contemporâneas. Essa conferência marcou a reintrodução das artes liberais como programa de ensino superior na Europa.

 


As Artes Liberais não sobreviveriam ao iluminismo europeu, sendo substituídas pela educação superior profissional ou científica.

 

A educação liberal deu lugar à formação profissional a partir das reformas universitárias na Prússia, lideradas por Wilhelm von Humboldt e na educação universitária francesa após a revolução. A Escola Normal Superior e a Escola Politécnica visava a formação profissional e considerava a formação liberal como resquício da aristocracia. Gradualmente, a maior parte das universidades da Europa e do mundo, abandonaram a educação liberal. As primeiras faculdades do Brasil visavam a formação profissional e não a formação liberal e assim foi quando instituíram as universidades no país no século XX (ver: História da educação no Brasil). O conceito de educação superior liberal continuou a existir nos Estados Unidos.

 

Nos EUA e Canadá

 

Nos Estados Unidos e Canadá a educação interdisciplinar segue um esquema contemporâneo das artes liberais.

 

Tipicamente um Bacharelado em Artes ou um Bacharelado em Ciências, em inglês Bachelor of Arts, sigla B.A. e Bachelor of Science abreviado B.S., leva quatro anos, estudando matérias obrigatórias e optativas dentro de chaves de disciplinas como:

 

Comunicação: redação acadêmica, redação criativa, oratória, leitura, pensamento crítico, metodologia científica.

 

Quantificação: cálculo, estatística, lógica simbólica.

 

Ciências Naturais: biologia geral e humana, química, física, astronomia

Ciências Sociais: sociologia, antropologia, economia, ciências políticas, geografia, psicologia.

História: história mundial, história americana, história não-ocidental

Humanidades: filosofia, religião comparada, literatura, história da arte, apreciação musical.

Língua Estrangeira: no mínimo dois anos de estudos.

Diversidade Cultural: estudos sobre minorias, estudos de gênero e sexualidade, língua de sinais.

Além das disciplinas tradicionais acima, há a possibilidade de estudar conjuntamente cursos técnicos, artísticos e profissionalizantes como Tecnologia da Informação, fotografia, design gráfico, administração.

 

O aluno pode declarar uma major (área de concentração de seus estudos) e uma minor (uma segunda área de concentração de estudos), com uma titulação específica (a exemplo: Bachelor of Arts, Major in Mathematics, Minor in Economics).

 

Além de programas vinculados à universidades há os chamados Liberal Arts Colleges que são pequenas faculdades, geralmente com maior investimento por aluno, com turmas e salas de aulas pequenas, forte ênfase em composição de ensaios, e demandam uma grande interação com os professores.

 

Após concluir o bacharelado em artes liberais o estudante pode seguir carreiras profissionais, como medicina, direito, teologia; ou acadêmicas como o Master of Arts e o Doctor of Philosophy.[9]

 

No Brasil e em Portugal

 

Os impedimentos coloniais no Brasil dificultaram o estabelecimento de educação superior antes da independência do país. Já no século XVIII, houve o curso de artes liberais no Colégio Jesuítico da Bahia, sendo banido seus diplomas superiores. Um certo João da Cointa é notado pelo Pe.Anchieta de ter ensinado essas artes no litoral paulista. Assim, com a independência surgiram os cursos superiores de engenharia, direito e medicina, não voltados para uma educação liberal, mas uma educação tecnicista nos moldes das faculdades alemãs e francesas.

 

Apesar disso, há instâncias de brasileiros, como Gilberto Freyre, tendo se graduado nas Artes Liberais. Entretanto, somente no século XIX que se firmariam uma educação multidisciplinar humanística e científica com os bacharelados interdisciplinares.

 

Chamados de Bacharelados Interdisciplinares no Brasil ou de Licenciatura em Estudos Gerais em Portugal, as Artes Liberais voltaram ser cursos de graduação na Europa e Brasil, inspirados no modelo americano.

 

As artes liberais contemporâneas não se limitam ao trivium e quatrivium, nem na formação clássica dos Liberal Arts colleges americanos do século XIX. Antes, essa educação busca conhecer as ciências, humanidades e tecnologias além de proficiência em análise quantativa e comunicação eficiente.

 

Esses cursos permitem uma mobilidade do estudante através de departamentos e disciplinas, além de cobrar uma área de concentração, formando assim estudantes com conhecimentos amplos e habilidades profundas em uma área do saber. Com esse conhecimento, há a possibilidade de uma posterior formação profissional em um segundo ciclo ou pós-graduação.

 

O estudante sai preparado a adaptar às mudanças da sociedade, tecnologias e do mercado, além de estar pronto para avaliar e utilizar criticamente as informações.

 

No Brasil há cursos interdisciplinares em várias universidades federais, como a UFBA, UFSB, UFJF, UFVJM, UFABC, UFRGS, UFERSA, UNILAB, UNIPAMPA, UNIFESP. Em Portugal, há o novo curso na Universidade de Lisboa.

 


quarta-feira, 1 de julho de 2020

MINISTÉRIO DO TURISMO, FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO E ITAÚ APRESENTAM A 34ª BIENAL DE SÃO PAULO.





Fundação Bienal estende a programação da 34ª Bienal de São Paulo até o final de 2021, quando acontecerá a exposição coletiva.

 

Com a mudança, as próximas bienais de São Paulo passam a ser realizadas em anos ímpares, com a 35ª edição prevista para 2023. Mandato da Diretoria Executiva da Fundação será estendido por mais um ano

 

Diante dos desafios que o mundo enfrenta devido à pandemia de Covid-19, a Fundação Bienal de São Paulo anuncia que a mostra coletiva da 34ª Bienal de São Paulo - Faz escuro mas eu canto será transferida para o período de 4 de setembro e 5 dezembro de 2021, no Pavilhão da Bienal. Com isso, a presente edição, que iniciou suas atividades públicas em fevereiro de 2020, se estenderá até o final do ano que vem.

 

Ao modificar o formato desta edição, expandindo-a ainda mais no tempo, a Fundação Bienal e a equipe curatorial reconhecem o profundo impacto da pandemia e das crises sanitária, econômica, política e social que ela acentua, e, ao mesmo tempo, entendem que o encontro com a arte e a cultura é fundamental para uma sociedade processar coletivamente seus lutos, ansiedades, medos e traumas.

 

A mudança foi proposta pela Diretoria Executiva, após cuidadosa deliberação com a curadoria desta edição e membros do Conselho de Administração e do Conselho Consultivo Internacional, e aprovada pelo Conselho de Administração em reunião de 30 de junho de 2020. Na mesma ocasião, também se deliberou sobre a alteração permanente da realização das Bienais para anos ímpares, de forma que a 35ª edição da mostra acontecerá em 2023.

 

De acordo com o estatuto da instituição, com a extensão do calendário expositivo da 34ª Bienal, o mandato do presidente da Fundação Bienal de São Paulo, José Olympio da Veiga Pereira, e de sua Diretoria Executiva, são automaticamente prorrogados até dezembro de 2021. A eleição para presidência da Fundação inicialmente prevista para dezembro deste ano fica assim adiada para o final do próximo. Por estar em seu primeiro mandato, o atual presidente ainda poderá concorrer à reeleição.

 

Adaptações no projeto

 

Com a alteração do calendário desta edição, a 34ª Bienal, que já se ampliava no tempo e no espaço, se estenderá por mais um ano. Uma programação intermediária está sendo elaborada, envolvendo ações educativas, digitais e de programação pública, e será anunciada oportunamente. Como parte das ações realizadas desde o início do período de isolamento social, a Fundação Bienal lançou, em maio, o site da 34ª Bienal e, em junho, a publicação educativa desta edição, Primeiros ensaios, com três dias de encontros on-line, os quais atingiram mais de 3 mil visualizações.

 

Além disso, a rede de instituições parceiras permanece como um dos eixos curatoriais centrais à 34ª Bienal. Assim como, inicialmente, a parceria com esses espaços foi negociada individualmente, de acordo com as potencialidades e necessidades de cada instituição, as eventuais adaptações partirão de um novo diálogo curatorial entre a Bienal e cada um desses equipamentos. Nesse âmbito, também em junho, foi aberta a exposição individual da fotógrafa estadunidense Deana Lawson, Centropy, no Kunsthalle Basel (Basileia, Suíça), uma das colaborações internacionais da 34ª Bienal de São Paulo.

 

Com Jacopo Crivelli Visconti como curador geral, Paulo Miyada como curador adjunto e Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez como curadores convidados, a 34ª Bienal foi concebida como uma exposição em processo, que além de apresentar e problematizar obras, artistas e questões centrais à produção artística e à sociedade contemporâneas, também reflete sobre o próprio processo de concepção e organização de um evento desse porte. Coerentemente com a metodologia de uma exposição que se constrói e se adensa em etapas, a necessidade de repensar ritmos e modelos é agora incorporada ao processo curatorial, que será detalhado ao público em breve.

 

34ª Bienal de São Paulo - Faz escuro mas eu canto

 

exposição coletiva

 

4 de setembro a 5 de dezembro de 2021

 

Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera

 

Entrada gratuita

 

Equipe curatorial

 

Curador geral: Jacopo Crivelli Visconti

 

Curador adjunto: Paulo Miyada

 

Curadores convidados: Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Estévez

 

Editora convidada: Elvira Dyangani Ose, em colaboração com The Showroom, London

 

Informações à imprensa - Conteúdo Comunicação

 

Marina Franco 19 9 9874 5101

 

Isadora Bertolini 11 9 9107 5651

 

Roberta Montanari 11 9 9967 3292

 

E-mail: atendimentobienal@conteudonet.com

 

http://www.bienal.org.br/press




 









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RESENHA DA TENDA MÊS DE JULHO DE 2020. INFORMATIVO DO ESCRITORES AO AR LIVRO, COORDENAÇÃO PAULO ROBERTO CECCHETTI.




EDITORIAL



ROBERT PREIS FAZ ENTREGA NA PRAÇA DA ‘MOEDA DE BARRO’.

 

 

O Jornalista Célio Erthal recebeu a ‘moeda de barro’ do artista plástico Robert Preis. Aconteceu num domingo ensolarado, daqueles que os poetas apreciam para confraternizar na praça dos escritores. O registro está lá no livro de presença, sempre em torno de 30 a 40 participantes, numa confraternização amigável e permanente.

 

É assim nossos domingos com o movimento literocultural “Escritores ao ar Livro”, na Praça Getúlio Vargas, em Icaraí, Niterói, terra de Araribóia, tão bem decantada pelo saudoso jornalista, pesquisador e poeta Luís Antônio Pimentel. Axé, amigo Pimenta! Em tempo de isolamento e solidão, só nos resta recordar, fotograficamente, nossos encontros culturais tão informais: poesias, fatos e sorrisos!

 

A pandemia do COVID-19 só fez afastar os amigos, sem abraços efusivos, ou mesmo um simples aperto de mão... Tudo agora é virtual! Vemo-nos em lives, seja na tela do celular, seja na voz distante, mas de corações tão pertos! E o que fazer nessa solidão? Poemas, bolos, trovas, quitutes, haicais, fotos, crônicas, desenhos, quadros, e tantas outras opções que possamos manter ativas nossas habilidades culturais. Afinal, somos ou não criativos? E por entender o sentido da palavra poética, vamos superando esse vazio do confinamento indesejado.

 

O mês de julho é mais um que entra no calendário da indignação de toda uma população vilipendiada pelo abandono social dos órgãos desestruturados para atender o anseio daqueles menos favorecidos. Vida que segue na fé de que dias melhores virão.

 

 

Paulo Roberto Cecchetti

Coordenador do Escritores Ao Ar Livro










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AGRADECIMENTO DO FOCUS PORTAL CULTURAL

PO FOTOS PUBLICADAS

 

Sempre um prazer e honra divulgar o informativo RESENHA DA TENDA - ESCRITORES AO AR LIVRO. O periódico sempre nos traz informação literocultural do movimento que há 12 anos resiste a memória do tempo. Sim, são 12 anos que o jornal divulga os trabalhos de seus componentes e assíduos amigos que frequentam o tão aprazível ambiente. Estamos saudosos de nossos encontros. A incerteza nos corrói categoricamente. Porém, temos muita Fé, e logo que passar esse dilema do Vírus Chinês voltaremos com as atividades. O sorriso e a amizade fortalecerão os nossos corações. E no patamar da alegria estaremos com os nossos corações. E o sucesso será a nossa benquerença. Agradecemos ao nosso coordenador Paulo Roberto Cecchetti pela publicação das fotos em que aparecemos. Estão ótimas, MUITO OBRIGADO! 

Abraços do ALBERTO ARAÚJO.

01-07-20


terça-feira, 30 de junho de 2020

REUNIÃO VIRTUAL DA AJEB - HOMENAGEM A POETISA HELOISA IGREJA. EM 27 DE JUNHO DE 2020.





Comunicado 015/2020

Rio de Janeiro, 30 de junho de 2020.

Ref. Reuniões Virtuais da AJEB-RJ - Junho

  

COMUNICADO OFICIAL

 

Caras Ajebianas e Membros de Honra,

 

Agradeço, penhoradamente, a todas aquelas que puderam participar de nossa primeira reunião virtual mensal, que, devido ao seu apoio, foi um verdadeiro sucesso. Pudemos contar com a presença virtual de 30 Ajebianas. Todas se manifestaram e tiveram voz.

 

Faço um agradecimento especial à nossa palestrante da vez: Cecy, Barbosa Campos, que, com tanta propriedade, nos falou sobre a escritora Conceição Evaristo, e respondeu inúmeras perguntas.

 

Abaixo, segue o link da gravação da reunião, para aquelas que não tiveram a oportunidade de participar, possam conferir. Aproveitem e compartilhem o link com outras colegas que possam se interessar pela literatura feminina, e por nossa entidade. Outra coisa muito importante é se inscrever no canal. Desta forma, a informação pode ser propagada com mais força. Observem que o canal hospeda, praticamente, todos os vídeos das ações de nossa Coordenadoria, portanto, quanto mais Ajebianas se inscreverem, mas força teremos. Quem não souber como fazer isso, peça ajuda a um filho ou neto (eles sabem tudo!!!).

 

Clique para ver a Reunião Virtual - Palestra da Cecy Campos:

https://www.youtube.com/watch?v=dUnHtr1-kMw&feature=youtu.be

 

Como era a primeira reunião, fizemos um encontro on-line fechado apenas para membros, para que pudéssemos nos adaptar a essa nova realidade imposta pela pandemia. Contudo, a partir do próximo mês, as reuniões acontecerão em lives via Zoom, abertas ao público.

 

Ainda em junho, tivemos uma reunião extra, no dia 27, em memória e homenagem à Ajebiana Heloisa Igreja, que nesta data completava um mês de falecimento.

Não posso deixar de agradecer também a participação das 30 pessoas que se fizeram presentes para homenagear e ressaltar a memória da saudosa colega Heloísa Igreja. Foi uma reunião muito emocionante.

 

Um agradecimento especial para o nosso Membro de Honra Luiz Poeta, que colaborou com a abertura da reunião, com momento musical, e as sobrinhas de nossa homenageada, que representaram a família.

 

Durante a reunião, foram passados dois vídeos, mas como alguns participantes estavam com a internet ruim, não conseguiram assistir na íntegra. Desta forma, juntamos os dois vídeos em um e colocamos aqui à disposição, juntamente com o link da Reunião para que possam ver.

 

Apresentação da Homenagem a Heloisa Igreja, na Reunião:

https://www.youtube.com/watch?v=VsN_bR2BB5g&t=99s

Reunião em Memória e Homenagem a Heloisa Igreja:

https://www.youtube.com/watch?v=07Nu9aK8E-I&t=123s

 

Não se esqueçam de se inscrever no canal e de curtir os vídeos!

 



Após o encerramento da reunião, houve um Happy Hour com direito a um delicioso bate-papo informal, quando ouvimos também Bossa Nova tocada por nossos Membros de Honra Euderson Tourinho (gaita) e Luiz Poeta (violão).

 

No próximo mês – dia 17 de julho, às 15h - teremos a palestra de nossa colega Diretora Karla Júlia, que falará sobre Jane Austen, essa maravilhosa escritora britânica. Portanto, aquelas que desejarem, já podem ir se preparando para o melhor aproveitamento da palestra. Alguns dias antes, será enviado o link e a senha de acesso.

 

ALGUMAS IMAGENS

















Até lá! Com carinho fraterno,

 

Dyandreia Portugal

Presidente Coord. AJEB-RJ

Diretora de Gestão AJEB







sábado, 27 de junho de 2020

INAUGURAÇÃO DO BUSTO DA ESCRITORA MARIA SABINA. EM 06 DE DEZEMBRO DE 1992.



(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)




OU CLICAR NO LINK DO CANAL YOU TUBE 

DO FOCUS PORTAL CULTURAL






Inauguração do Busto da escritora  Maria Sabina de Albuquerque, na instituição que consagra o seu nome para todo o panorama cultural fluminense. Em 06 de dezembro de 1992.  Apresentação Neide Barros Rêgo.








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O PIANISTA FELIPE NAIM - ELIMINATÓRIA DA CATEGORIA E - 2º CONCURSO DE PIANO DE OEIRAS-PT



CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO





O PIANISTA FELIPE NAIM - ELIMINATÓRIA DA CATEGORIA E - 2º CONCURSO DE PIANO DE OEIRAS - PORTUGAL que decorreu durante o turno da tarde do dia 26 de junho de 2020. O ouviremos, novamente, na Final, na tarde de Domingo, dia 28 de junho de 2020.

Felipe Naim (Participante N. ° 2)
Músicas executadas ao piano pelo Felipe Naim
J. Haydn  - Sonata Hob,XVI:34(1º And)
Sergey Prokofiev - Suggestion Diabolique



Também postado no Canal You Tube do Focus Portal Cultural: LINK: https://youtu.be/mGrWRfpt_pQ



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