domingo, 1 de fevereiro de 2026

MENSAGEM DE ANIVERSÁRIO PARA IDALINA ANDRADE GONÇALVES


O mês de fevereiro começa com uma dádiva especial: o nascimento de Idalina Andrade Gonçalves. No dia 01, quando o calendário se abre para novas esperanças e promessas, somos presenteados com a alegria de celebrar sua vida. É como se o coração do mês pulsasse em sintonia com sua sensibilidade, trazendo luz, poesia e inspiração para todos que têm o privilégio de partilhar sua caminhada. Fevereiro inicia-se, assim, com o brilho da sua arte, com a força da sua palavra e com a ternura da sua presença, transformando o tempo em festa e a memória em gratidão. 

Hoje celebramos não apenas o dia em que nasceu, mas também a riqueza de toda a trajetória que tem construído com tanto brilho, dedicação e sensibilidade. O seu aniversário é ocasião para reconhecer a grandeza de uma vida que une ciência e arte, razão e poesia, tradição e contemporaneidade. É portuguesa dos Açores, mas também cidadã do mundo, e sua voz ecoa como ponte viva entre Brasil e Portugal, entre memória e futuro, entre o humano e o universal. 

A sua caminhada é marcada por uma rara harmonia: a formação acadêmica sólida em Psicomotricidade e Biomedicina encontra na sua vocação artística e literária o espaço para florescer em ensaios, poemas e obras que revelam a delicadeza do olhar e a profundidade da reflexão. Cada palavra sua carrega lirismo e clareza, cada gesto seu reafirma o compromisso com a cultura e com a preservação das raízes que unem os povos luso-brasileiros. 

Celebrar você é celebrar também a sua coragem de assumir, com entusiasmo e dignidade, missões acadêmicas e culturais que engrandecem instituições como a Academia Luso-Brasileira de Letras, o Real Gabinete Português de Leitura e a Sociedade Eça de Queiroz. É reconhecer o valor de uma intelectual que não se limita a guardar a tradição, mas que a renova, a ilumina e a entrega às novas gerações com generosidade.

É autora de páginas que unem crítica, memória e poesia, como em O Caminho Une o Tempo, obra que nos recorda que a literatura é sempre diálogo entre passado e presente, entre o que fomos e o que podemos ser. É também presença ativa em conferências e seminários, onde sua palavra lúcida se torna farol para quem busca compreender a importância da herança açoriana e da cultura luso-brasileira.

Neste dia especial, desejamos que a vida continue a lhe oferecer inspiração, saúde e alegria. Que cada amanhecer seja convite para novas descobertas, que cada encontro seja oportunidade de semear poesia, e que cada conquista seja celebrada com o mesmo entusiasmo que dedica às suas missões culturais. 

Idalina, sua existência é um presente para todos nós. Que este aniversário seja marcado por afeto, reconhecimento e esperança, e que o tempo siga sendo seu aliado na construção de pontes entre mundos, saberes e corações. 

Parabéns, com admiração e carinho! 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

 

BIOGRAFIA DE IDALINA ANDRADE GONÇALVES

Idalina Andrade Gonçalves nasceu no coração do Atlântico, nos Açores, onde o mar se enlaça com o céu e a brisa carrega memórias ancestrais. É desse território insular, marcado pela força da natureza e pela delicadeza das tradições, que surge uma mulher cuja vida se tornou ponte entre mundos, saberes e sensibilidades. Portuguesa de origem, mas com raízes que se estendem até o Brasil, Idalina é artista plástica, ensaísta, poeta e pesquisadora. Sua trajetória é um mosaico de ciência e arte, razão e lirismo, memória e criação. 

Licenciada em Psicomotricidade e Biomedicina, Idalina soube transformar o rigor acadêmico em diálogo fecundo com a poesia e a cultura. Sua formação científica não a afastou da arte; ao contrário, ofereceu-lhe ferramentas para compreender o corpo, a mente e a alma em sua plenitude. Cada obra, cada ensaio, cada poema é testemunho dessa fusão: o olhar clínico que observa, o coração que sente, a mão que cria. 

Filha de uma família com raízes profundas na tradição luso-brasileira, Idalina cresceu entre histórias que atravessavam oceanos. Desde cedo, compreendeu que Portugal e Brasil não são apenas países irmãos, mas universos que se entrelaçam em memórias, afetos e símbolos. Essa consciência moldou sua vocação: estudar, preservar e valorizar as relações culturais entre os dois povos, tornando-se guardiã de uma herança que não pode ser esquecida.

Seu ingresso na Academia Luso-Brasileira de Letras, em sessão solene no Palácio de São Clemente, no Rio de Janeiro, foi mais do que um reconhecimento institucional: foi a consagração de uma vida dedicada às letras e à cultura. Ao assumir a Cadeira nº 13, cujo Patrono é Ferreira de Castro, Idalina sucedeu Antonio Rodrigues e inscreveu seu nome na história da academia. Seu discurso de posse, marcado por rigor intelectual e profundo lirismo, destacou não apenas o legado de Ferreira de Castro, mas também os vínculos indissolúveis entre as tradições literárias de Portugal e do Brasil. 

Autora de obras que unem crítica, memória e poesia, Idalina oferece ao leitor páginas que são ao mesmo tempo reflexão e canto. Em O Caminho Une o Tempo (2021), sua escrita revela a consciência de que a literatura é ponte entre épocas, que o passado dialoga com o presente e que o futuro se constrói na tessitura das palavras. Ao evocar nomes como Ferreira de Castro, Joaquim Nabuco, Antero de Quental, Camões e Fernando Pessoa, Idalina não apenas homenageia grandes autores, mas também reafirma a relevância de suas vozes na formação cultural luso-brasileira. 

Sua atuação em conferências e seminários, como no Real Gabinete Português de Leitura, confirma sua posição como voz lúcida e respeitada no cenário intelectual. Ao abordar a importância da presença açoriana no Brasil, Idalina ilumina aspectos da história que muitas vezes permanecem à sombra, trazendo à tona a contribuição de um povo que ajudou a moldar a identidade brasileira. 

Mas Idalina não é apenas pesquisadora da tradição: é também guardiã da herança simbólica que une os dois povos. Sua escrita, permeada por lirismo e clareza, revela uma sensibilidade rara, capaz de transformar memória em poesia e história em arte. Ao lado de sua produção ensaística e poética, dedica-se ao fortalecimento das relações culturais entre Brasil e Portugal, assumindo com entusiasmo e dignidade sua missão acadêmica.

Em 08 de maio de 2025 tomou posse no PEN Clube do Brasil, o Prof. Paulo César Martinez Y Alonso que fez a saudação em nome da Instituição.

É membro titular de instituições de prestígio, como o PEN Clube do Brasil, a Academia Luso-Brasileira de Letras, a Academia Brasileira de Literatura, a Sociedade Eça de Queiroz, o Real Gabinete Português de Leitura e a Academia Brasileira de Medalhística Militar. No âmbito institucional, exerce cargos de relevância: Secretária Executiva da Sociedade Eça de Queiroz, Membro Consultivo do Consulado Português no Rio de Janeiro, Secretária-Adjunta do Real Gabinete Português de Leitura e da Academia Luso-Brasileira de Letras, além de integrar a Diretoria da AJEB – Associação das Jornalistas e Escritoras do Brasil. 

Sua atuação não se limita às academias e instituições: Idalina participa ativamente de iniciativas culturais e educativas, mantendo vivo o Projeto Associação dos Ilustres Poetas da Escola. Nesse projeto, leva poesia às escolas públicas, despertando em jovens leitores e escritores o encantamento da palavra e o poder da imaginação. É nesse gesto que se revela sua verdadeira vocação: semear futuro através da literatura, cultivar esperança através da arte. 

Idalina Andrade Gonçalves é, portanto, mais do que uma intelectual: é uma ponte viva entre tradição e contemporaneidade, entre Portugal e Brasil, entre ciência e poesia. Sua vida é testemunho de que o conhecimento não se limita às fronteiras da razão, mas floresce quando se abre ao lirismo, à memória e ao diálogo cultural.

Ao contemplar sua trajetória, vemos não apenas uma mulher que escreve, pesquisa e cria, mas uma alma que se dedica a unir mundos. Idalina é artista que pinta com palavras, poeta que escreve com cores, pesquisadora que ilumina com sensibilidade. Sua obra é convite à reflexão e ao encantamento, sua presença é celebração da cultura, sua vida é exemplo de dedicação e amor às letras. 

Assim, falar de Idalina Andrade Gonçalves é falar de um oceano que une continentes, de uma voz que ecoa entre gerações, de uma mulher que transforma tempo em caminho e caminho em poesia. Sua biografia é feita de ciência e arte, mas, sobretudo de humanidade. E é nesse encontro entre saber e sentir que Idalina se torna eterna: guardiã da memória, semeadora de futuro, ponte luminosa entre Portugal e Brasil. 

© Alberto Araújo














SONETO PARA IDALINA ANDRADE GONÇALVES

Nos verdes mares nasce a tua estrela.

Idalina, dos Açores és fulgor.

Em ti se unem ciência e terno amor

E a poesia em tua voz se revela.

 

Na pena clara o tempo se eterniza

E o passado renasce em teu labor.

Portugal e Brasil, num só calor,

São pontes vivas que tua mão precisa.

 

Guardas em versos memória e verdade

E semeias futuro em cada dia,

Com fé, cultura e doce claridade.

 

Farol que guia em mar de poesia.

Idalina, és eterna na saudade

E no presente brilhas em harmonia.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


01 de fevereiro de 2026, ocasião do aniversário natalício de Idalina Andrade Gonçalves.





sábado, 31 de janeiro de 2026

A JORNADA DE NELLIE CASHMAN - O ANJO DO CASSIAR

 

O inverno de 1874 não foi apenas rigoroso nas montanhas do norte da Colúmbia Britânica, foi implacável. A neve parecia não ter fim, cobrindo vales e trilhas, apagando qualquer vestígio de passagem humana. Os rios congelaram até o fundo, e o vento soprava como se quisesse expulsar qualquer intruso que ousasse desafiar aquele território selvagem. Foi nesse cenário que dezenas de garimpeiros, homens endurecidos pela busca do ouro, se viram aprisionados em um acampamento isolado nas Montanhas Cassiar. Sem comida, sem suprimentos, sem esperança. 

A fome chegou primeiro, corroendo as forças e a dignidade. Depois veio o escorbuto, silencioso e cruel, enfraquecendo corpos já debilitados. Os dias se tornaram indistintos, apenas uma sucessão de frio e escuridão. Nenhuma expedição de resgate ousava partir: o caminho era considerado suicida. As autoridades, consultadas, aconselhavam paciência, ou resignação. Para muitos, aqueles homens estavam condenados. Mas alguém ouviu falar deles. Uma mulher.

Nellie Cashman não era uma figura comum na fronteira. Imigrante irlandesa, de baixa estatura, vivia entre viajantes e mineiros, administrando uma pequena hospedaria e uma loja de suprimentos. Não tinha fortuna, não tinha poder político, mas possuía algo raro: uma coragem que não se deixava intimidar por convenções. Quando soube que setenta e cinco homens estavam morrendo lentamente nas montanhas, não hesitou. 

As autoridades tentaram dissuadi-la. Disseram que as passagens estavam bloqueadas, que a neve era profunda demais, que a viagem quase certamente terminaria em tragédia. Nellie ouviu, mas não se deixou convencer. Para ela, a prudência que abandona vidas não era prudência, mas covardia. 

Reuniu seis homens dispostos a acompanhá-la. Juntos, prepararam trenós carregados com mais de seiscentos quilos de comida, medicamentos e suprimentos básicos. Não havia máquinas, não havia apoio oficial. Apenas cordas, raquetes de neve, coragem e determinação. 

A travessia foi brutal. A neve engolia as pernas até os joelhos, o vento cortava como lâminas, e cada passo parecia uma batalha contra a própria natureza. As noites eram passadas em tremores, sem saber se o amanhecer chegaria. Mais de uma vez os companheiros quiseram voltar. Mais de uma vez o caminho desapareceu por completo. Mas Nellie não recuava. Não gritava, não ameaçava. Apenas lembrava por que estavam ali: homens famintos, esperando na escuridão. 

Dias depois, finalmente alcançaram o acampamento. Quando Nellie surgiu diante dos garimpeiros, muitos pensaram estar vendo uma visão. Uma mulher, vinda do nada, trazendo comida e remédios. Ela não pediu agradecimentos, não fez discursos. Começou a trabalhar imediatamente. Alimentou-os em pequenas porções, cuidou dos mais fracos, organizou o grupo até que cada homem estivesse forte o suficiente para deixar as montanhas por conta própria. 

Setenta e cinco vidas foram salvas. O feito correu pelas regiões de mineração como fogo em palha seca. Nellie passou a ser chamada de Anjo do Cassiar, título que a acompanharia pelo resto da vida. Mas ela não buscava fama. Para Nellie, o resgate não era um ato heroico, mas simplesmente o que precisava ser feito. 

A vida de Nellie Cashman não se resumiu àquele episódio. Ela se tornou uma figura lendária em várias fronteiras da América do Norte. Viveu no Arizona, no Alasca, no Yukon. Onde havia mineração, havia Nellie, não apenas como comerciante, mas como presença solidária. 

Era conhecida por levantar fundos para hospitais, ajudar órfãos, apoiar comunidades indígenas e organizar campanhas de caridade. Em Tombstone, no Arizona, administrou restaurantes e hospedarias, mas também se envolveu em causas sociais. No Yukon, durante a corrida do ouro de Klondike, enfrentou novamente condições extremas para ajudar os mineiros. 

Apesar de sua vida nômade, marcada por deslocamentos constantes, Nellie mantinha uma reputação de integridade e generosidade. Nunca se casou, nunca buscou estabilidade convencional. Sua família era a comunidade que encontrava em cada acampamento. 

O que torna a história de Nellie Cashman tão poderosa não é apenas o resgate em Cassiar, mas o que ele simboliza. Em uma época em que mulheres eram frequentemente relegadas a papéis secundários, Nellie desafiou expectativas e mostrou que liderança não depende de títulos ou de força física, mas de coragem moral.

Ela não esperou permissão. Não buscou reconhecimento. Viu o sofrimento e caminhou em sua direção.

O apelido “Anjo do Cassiar” não foi apenas uma homenagem. Foi o reconhecimento de que, em meio à brutalidade da fronteira, havia espaço para compaixão. 

Hoje, olhando para trás, a história de Nellie Cashman nos lembra que há momentos em que a coragem é mais importante do que a prudência. Que esperar aprovação pode significar perder vidas. Que liderança verdadeira não se mede por poder, mas pela disposição de agir quando todos os outros recuam.

Nellie não foi enviada oficialmente. Não foi nomeada salvadora. Ela simplesmente foi. E, ao fazê-lo, deixou uma marca indelével na história da fronteira norte-americana.


BIOGRAFIA DE NELLIE CASHMAN

Nellie nasceu em 1845, em Midleton, no Condado de Cork, Irlanda, em meio à sombra da Grande Fome. As ruas estreitas da vila eram marcadas por filas de pessoas famintas, esperando por um pedaço de pão. O cheiro de turfa queimada misturava-se ao silêncio pesado das casas abandonadas. Sua mãe, viúva, sabia que não havia futuro ali. Como milhares de irlandeses, decidiu embarcar para os Estados Unidos. 

A travessia do Atlântico foi longa e dura. Os navios de emigrantes eram conhecidos como coffin ships  “navios-caixão”  pela quantidade de vidas que se perdiam no caminho. Mas Nellie e sua família chegaram a Boston, onde se instalaram em meio a uma comunidade irlandesa vibrante, mas discriminada. Ali, Nellie aprendeu cedo que sobrevivência exigia trabalho árduo e coragem. 

Durante a Guerra Civil Americana, ainda jovem, teria servido como enfermeira voluntária. Os hospitais improvisados cheiravam a desinfetante e sangue, e os gemidos dos soldados feridos ecoavam noite adentro. Essa experiência a ensinou a lidar com dor e desesperança sem perder a firmeza. 

Nos anos seguintes, Nellie foi atraída pelo oeste. A fronteira era um lugar de extremos: saloons barulhentos, ruas de terra, homens armados e mulheres tentando encontrar espaço em um mundo que raramente lhes dava voz. Ela não buscava apenas ouro ou prata; buscava independência. 

Foi nesse espírito que, em 1874, seu nome entrou para a história. Nas Montanhas Cassiar, no norte da Colúmbia Britânica, o inverno daquele ano foi implacável. A neve caía sem cessar, cobrindo trilhas e vales. Os rios congelaram até o fundo, e os garimpeiros ficaram presos em um acampamento isolado. A fome corroía suas forças, e o escorbuto os enfraquecia silenciosamente.

As autoridades consideravam impossível qualquer resgate. Mas Nellie não se deixou convencer. Reuniu seis voluntários, carregou trenós com suprimentos e partiu. A travessia foi brutal: neve até os joelhos, ventos cortantes, noites de tremores. Mais de uma vez seus companheiros quiseram desistir, mas Nellie os lembrava dos homens que esperavam na escuridão.

Quando finalmente alcançaram o acampamento, os garimpeiros mal acreditaram na visão de uma mulher surgindo da tempestade com comida e remédios. Nellie não pediu agradecimentos. Alimentou-os em pequenas porções, cuidou dos mais fracos e permaneceu até que todos estivessem fortes o suficiente para sair por conta própria. 

Setenta e cinco vidas foram salvas. O feito correu pelas regiões de mineração, e Nellie passou a ser chamada de Anjo do Cassiar. 

Nos anos seguintes, Nellie estabeleceu-se em Tombstone, Arizona, uma cidade que parecia saída de um faroeste. As ruas eram de terra batida, os saloons fervilhavam de jogadores e pistoleiros, e a mineração de prata atraía aventureiros de todos os cantos.

Nellie abriu restaurantes e hospedarias, mas sua presença ia além dos negócios. Organizou campanhas para hospitais, ajudou órfãos e apoiou comunidades indígenas. Enquanto muitos buscavam apenas riqueza, ela se tornava referência de solidariedade.

Era comum vê-la circulando pelas ruas com passos firmes, conversando com mineiros e comerciantes, sempre pronta a ajudar. Em uma cidade marcada por tiroteios e disputas de poder, Nellie representava estabilidade e compaixão. 

No final do século XIX, a corrida do ouro do Klondike transformou o Yukon em um turbilhão humano. Multidões atravessavam trilhas perigosas, carregando sacos pesados de suprimentos, enfrentando avalanches e rios congelados. O som de picaretas e martelos misturava-se ao grito de comerciantes e ao ranger de trenós. 

Nellie estava lá. Mais uma vez enfrentou condições extremas, atravessando montanhas e vales para chegar às áreas de mineração. Não buscava apenas riqueza: sua presença era marcada pela disposição de ajudar os necessitados, organizar apoio para mineiros e manter viva a chama da solidariedade em meio à brutalidade da fronteira. 

Apesar de sua vida nômade, marcada por deslocamentos constantes entre Arizona, Alasca e Yukon, Nellie construiu uma reputação sólida. Nunca se casou, nunca buscou estabilidade convencional. Sua família era a comunidade que encontrava em cada acampamento. Sua casa era onde houvesse trabalho, sofrimento e a necessidade de alguém disposto a agir. 

Nos últimos anos de vida, já idosa, continuava ativa, ainda envolvida em negócios e causas sociais. Em 1925, faleceu em Victoria, na Colúmbia Britânica, aos 80 anos. Foi enterrada em Tombstone, Arizona, cidade que marcou parte importante de sua trajetória.

Nellie Cashman é lembrada como pioneira, filantropa e aventureira. Sua vida simboliza a coragem feminina em ambientes dominados por homens. O resgate no Cassiar permanece como seu feito mais célebre, mas sua trajetória mostra que esse ato foi apenas uma expressão de uma vida inteira dedicada a ajudar os outros. 

Ela não esperava permissão. Não buscava reconhecimento. Viu o sofrimento e caminhou em sua direção. 

O apelido “Anjo do Cassiar” não foi apenas uma homenagem. Foi o reconhecimento de que, em meio à brutalidade da fronteira, havia espaço para compaixão.

 

Texto e pesquisa

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural







ESTREITANDO OS LAÇOS DO ELOS COM A REDE SEM FRONTEIRAS


A Diretoria de Cultura do Elos Internacional anuncia, com satisfação, um importante passo na consolidação de vínculos culturais e institucionais. Nossa presidente, Matilde Slaibi Conti, acompanhada de seu irmão Nagib Slaibi Conti, Diretor Jurídico do Elos Internacional, esteve em encontro cultural com a Vice-presidente Cultural Mundial da Rede Sem Fronteiras, Ana Maria Tourinho, e com o Membro Oficial da Rede Sem Fronteiras, Euderson Kang Tourinho. 

O encontro, realizado a pedido da presidente da Rede Sem Fronteiras, Dyandreia Portugal, teve como pauta os últimos acertos para a instalação do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói, iniciativa que simboliza a união de duas instituições comprometidas com a valorização da cultura, da literatura e da integração comunitária.

A reunião ocorreu em clima de fraternidade e cooperação, reforçando o espírito de parceria que norteia tanto o Elos Internacional quanto a Rede Sem Fronteiras. O almoço foi realizado no tradicional Restaurante Vovó Celeste, localizado na Praça Presidente Castelo Branco, nº 32, em Areal, RJ. Além das tratativas institucionais, os presentes puderam apreciar os sabores gastronômicos da região, fortalecendo ainda mais os laços de convivência e amizade. 

Este momento representa mais do que uma reunião administrativa: é a materialização de um esforço conjunto para ampliar horizontes culturais e educacionais. O Elos Internacional, sob a liderança de Matilde Slaibi Conti, tem se destacado por sua atuação voltada à promoção da literatura, da educação e da cidadania na comunidade lusófona. A Rede Sem Fronteiras, presidida por Dyandreia Portugal, é reconhecida mundialmente por sua capacidade de conectar escritores, artistas e instituições em diferentes países, criando uma verdadeira rede de intercâmbio cultural. 

A instalação de um núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói, cidade que abriga uma rica tradição cultural e histórica, abre novas perspectivas para projetos conjuntos. A iniciativa permitirá que escritores, educadores e artistas locais tenham acesso a uma plataforma internacional de divulgação e cooperação, ao mesmo tempo em que fortalece o movimento Elista e seus princípios de integração comunitária. 

Matilde Slaibi Conti do Elos Internacional - reconhecida por sua trajetória literária e por sua dedicação incansável à cultura, Matilde tem promovido encontros, palestras e projetos que incentivam a leitura e a reflexão crítica. Sua liderança no Elos Internacional reafirma o compromisso com a transformação social por meio da cultura.

Dyandreia Portugal da Rede Sem Fronteiras - escritora e gestora cultural, Dyandreia é responsável por expandir a Rede Sem Fronteiras em diversos países, criando oportunidades para que autores e instituições possam dialogar e compartilhar experiências em escala global.

A presença de Ana Maria Tourinho, vice-presidente cultural mundial da Rede Sem Fronteiras, e de Euderson Kang Tourinho, membro oficial da instituição, reforça a seriedade e a relevância das tratativas. O encontro simboliza a união de lideranças que acreditam na força da cultura como instrumento de aproximação entre povos e comunidades. 

Com a instalação do núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói, abre-se um novo capítulo para o intercâmbio cultural na região. 

PROJETOS CONJUNTOS ENTRE O ELOS INTERNACIONAL E A REDE SEM FRONTEIRAS DEVERÃO CONTEMPLAR 

Eventos literários e culturais voltados à comunidade local e internacional; Programas educacionais que incentivem jovens e adultos à leitura e à produção literária; Parcerias institucionais com escolas, universidades e centros culturais; Publicações conjuntas que ampliem a visibilidade de autores e pesquisadores. 

O encontro no Restaurante Vovó Celeste, além de marcar simbolicamente este momento, reafirma que a cultura se constrói também nos espaços de convivência, onde o diálogo e a partilha se tornam sementes de futuros projetos. 

O Elos Internacional e a Rede Sem Fronteiras estreitam laços em um movimento que transcende fronteiras geográficas e culturais. A união das duas instituições fortalece o compromisso com a educação, a literatura e a cidadania, abrindo caminhos para novas iniciativas em Niterói e além.

Este anúncio institucional reafirma que a cultura é ponte, é elo e é rede. E que, juntos, Elos Internacional e Rede Sem Fronteiras seguirão promovendo encontros que transformam, inspiram e aproximam comunidades em torno de um ideal comum. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional





ORGULHO DE NORDESTINO


O presente vídeo diz: o poeta Antônio Mesquita diz que o sotaque é o rebolado da voz. E já que o cordel é a expressão viva da cultura nordestina, vamos expressar o nosso orgulho de ser nordestino através de um cordel de Bráulio Bessa que diz assim:

Sou gibão do vaqueiro, sou cuscuz, sou rapadura.

Sou vida difícil e dura, sou nordeste brasileiro.

Sou cantador violeiro, sou alegria onde chover.

Sou doutor sem saber ler. Sou rico sem ser granfino.

Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser.

 

Da minha cabeça chata, do meu sotaque arrastado,

do nosso solo rachado, dessa gente maltratada,

quase sempre injustiada, acostumada a sofrer.

Mas mesmo nesse padecer, eu sou feliz desde menino.

Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser.

 

Terra de cultura viva, Chico Anysio, Gonzagão,

de Renato Aragão, Ariano e Patativa.

Gente boa, criativa. Isso só me dá prazer.

E hoje, mais uma vez, eu quero dizer muito obrigada ao destino.

Quanto mais sou nordestino, mais tenho orgulho de ser.

 

E aí a gente encerra com uma frase célebre do grande Ariano Suassuna que diz: "Eu não troco o meu oxente pelo ok de ninguém, né?" Então, viva a expressão nordestina, viva o rebolar da nossa identidade cultural, viva o nosso sotaque, viva o nosso nordeste!

 

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No rebolado da voz, como disse o poeta Antônio Mesquita, pulsa o coração do Nordeste – terra de gibão vaqueiro, cuscuz quente e rapadura doce, onde a vida é dura como o solo rachado, mas fértil em alegrias que chovem mesmo na seca. Bráulio Bessa nos embala nesse cordel vivo: sou cantador de viola, doutor do saber popular, cabeça chata e sotaque arrastado que não troco pelo "ok" de ninguém, ecoando Ariano Suassuna em seu oxente eterno. 

Aqui, entre Patativa do Assaré e Gonzagão, Renato e Chico, floresce uma gente criativa, injustiçada mas resiliente, feliz no padecer, obrigada ao destino por esse orgulho que cresce quanto mais se é nordestino. É o cordel da alma, o rebolar da identidade, viva o nosso sotaque que dança no peito de quem carrega o Brasil no sangue!

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




 

A MULHER DA RIA – A SALINEIRA, SÍMBOLO DA IDENTIDADE AVEIRENSE


Na cidade de Aveiro, situada na costa oeste de Portugal, entre os canais da Ria e as fachadas coloridas dos edifícios históricos, ergue-se uma figura silenciosa, mas eloquente: a estátua da “Mulher da Ria”. Esta escultura em bronze, de traços firmes e postura determinada, representa muito mais do que uma mulher com um cesto. Ela é a personificação da força feminina, da tradição marítima e da memória coletiva de uma comunidade moldada pelas águas da Ria de Aveiro. Para historiadores, antropólogos e estudiosos da cultura portuguesa, esta obra é um ponto de partida essencial para compreender o papel das mulheres na economia e na vida social da região. 

Aveiro é conhecida como a “Veneza Portuguesa” devido aos seus canais navegáveis e aos barcos moliceiros que cruzam suas águas. Mas além da beleza turística, a cidade tem uma história profundamente ligada à Ria de Aveiro, um sistema lagunar que se estende por dezenas de quilômetros e que, por séculos, foi fonte de sustento para milhares de famílias. A pesca, a apanha de moluscos e a extração de sal foram atividades centrais na economia local, e as mulheres desempenharam um papel vital nesse contexto. 

As “mulheres da ria” eram mariscadoras, peixeiras e trabalhadoras do sal. Enfrentavam o frio, a lama e as marés para colher berbigões, amêijoas e outros frutos do mar. Muitas vezes, essas mulheres também eram responsáveis por vender os produtos nos mercados locais, carregando cestos pesados pelas ruas da cidade. A estátua homenageia essas figuras resilientes, que sustentaram suas famílias com trabalho árduo e coragem.

A escultura foi criada pelo artista português José Moreira Rato, conhecido por retratar figuras populares e cenas do cotidiano com grande sensibilidade. A mulher representada está vestida com trajes tradicionais: uma saia longa, blusa de mangas arregaçadas e um lenço na cabeça, vestimenta típica das trabalhadoras da ria. Ela segura um grande cesto sob o braço esquerdo, enquanto a mão direita repousa na cintura, em uma pose que transmite firmeza e dignidade. 

A escolha do bronze como material reforça a ideia de permanência e resistência. A estátua está posicionada ao lado do Canal Central, próximo ao Mercado do Peixe e à Ponte dos Carcavelos, locais emblemáticos da vida comercial e marítima de Aveiro. Sua localização não é aleatória: ela ocupa um espaço de memória, onde o passado e o presente se encontram. 

A “Mulher da Ria” não é apenas uma homenagem individual, mas um símbolo coletivo. Ela representa todas as mulheres anônimas que moldaram a história da cidade com suas mãos calejadas e seus passos firmes. Em um país onde a memória popular muitas vezes é eclipsada por narrativas oficiais, esta estátua devolve visibilidade às protagonistas esquecidas da história. 

Para os habitantes de Aveiro, a escultura é motivo de orgulho. Ela aparece em roteiros turísticos, cartões-postais e fotografias de visitantes. Mas seu valor vai além da estética: ela é um monumento à dignidade do trabalho, à igualdade de gênero e à valorização das raízes culturais. 

Historicamente, as mulheres da região desempenharam funções que exigiam força física, resistência e conhecimento profundo do ambiente natural. A apanha de moluscos, por exemplo, exigia que elas entrassem na água gelada da ria, muitas vezes em horários de maré baixa, para recolher os frutos do mar com as mãos. O sal, outro produto essencial, era extraído das salinas em um processo que envolvia trabalho manual intenso. 

Essas atividades não apenas contribuíam para a economia familiar, mas também para o comércio regional. As peixeiras, com seus cestos cheios, percorriam longas distâncias para vender os produtos em feiras e mercados. Eram figuras conhecidas e respeitadas, cuja presença marcava o ritmo da vida urbana. 

Para os historiadores, a estátua da “Mulher da Ria” funciona como um documento tridimensional. Ela materializa uma narrativa que, muitas vezes, não está registrada em livros ou arquivos. A escultura permite uma leitura visual da história, revelando aspectos da cultura material, das relações de gênero e da economia popular. 

Além disso, ela serve como ponto de partida para investigações mais amplas sobre o papel das mulheres na história portuguesa. Em um país marcado por profundas desigualdades sociais e regionais, obras como essa ajudam a construir uma memória mais inclusiva e plural.

Nos últimos anos, Aveiro tem investido na valorização de seu patrimônio cultural. A estátua da “Mulher da Ria” é parte desse esforço. Ela integra roteiros turísticos que incluem o Museu de Aveiro, a Catedral, os edifícios em estilo Arte Nova e os tradicionais barcos moliceiros. Muitos visitantes param diante da escultura para tirar fotos, mas poucos conhecem sua história completa. 

Por isso, iniciativas educativas e culturais têm buscado ampliar o conhecimento sobre a obra. Guias turísticos, folhetos informativos e projetos escolares têm incluído a estátua como elemento central na narrativa sobre a cidade. A valorização da figura feminina na história local é também uma forma de promover o turismo consciente e o respeito pelas tradições. 

A “Mulher da Ria” é mais do que uma escultura, ela é um arquétipo. Representa a mulher trabalhadora, resiliente, enraizada em sua terra e conectada com a natureza. É símbolo da luta diária, da sabedoria popular e da dignidade que transcende o tempo. Para os historiadores, ela é uma fonte de pesquisa viva, que desafia os limites da historiografia tradicional e convida à reflexão sobre os silêncios da história. 

Em tempos de transformação social e busca por justiça histórica, a estátua da “Mulher da Ria” permanece como testemunha silenciosa de um passado que ainda pulsa nas águas da Ria de Aveiro. Seu olhar firme e sua postura determinada continuam a inspirar gerações, lembrando que a história é feita não apenas por reis e generais, mas também e, sobretudo por mulheres com cestos nos braços e coragem no coração.


Texto e pesquisa © Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



A MULHER DA RIA - RESISTÊNCIA ENTRE TEMPESTADES E SÓIS

Em Aveiro, às margens da Ria, ergue-se a estátua da “Mulher da Ria”, uma figura de bronze que carrega em si séculos de história, trabalho e resiliência. Mais do que uma representação artística, ela é um testemunho vivo da coragem das mulheres que, ao longo das gerações, enfrentaram as águas geladas, os ventos fortes e o sol inclemente para garantir o sustento de suas famílias.

Hoje, em tempos de ciclones e tempestades que assolam Portugal, esta escultura ganha uma nova dimensão: torna-se metáfora da resistência coletiva diante das forças da natureza e das adversidades que marcam o presente. As mulheres da ria, mariscadoras e peixeiras, sempre viveram em íntima relação com o ambiente natural. O seu trabalho dependia das marés, das condições climáticas e da força dos ventos. Enfrentavam tempestades sem proteção, com os pés enterrados na lama e as mãos calejadas recolhendo moluscos. A estátua, com seu cesto firme e sua postura determinada, cristaliza essa experiência de luta diária contra os elementos. 

Hoje, Portugal enfrenta novos desafios climáticos: ciclones, chuvas torrenciais e ventos que testam a resistência das cidades e das comunidades. Nesse contexto, a “Mulher da Ria” deixa de ser apenas memória do passado e passa a ser símbolo do presente. Ela nos lembra de que a identidade aveirense, e portuguesa, foi forjada na convivência com a instabilidade da natureza, e que a resiliência é parte essencial da cultura local. 

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PRESIDENTE DO ELOS INTERNACIONAL MATILDE SLAIBI CONTI DE VOLTA A NITERÓI


DIRETORIA DE CULTURA DO ELOS INTERNACIONAL

A Diretoria de Cultura do Elos Internacional compartilha com seus membros e amigos uma notícia que ressoa como símbolo de continuidade e esperança: nossa presidente, Matilde Slaibi Conti, está retornando a Niterói após dias intensos de encontros culturais na comunidade mineira. Sua presença em Minas Gerais não foi apenas uma visita, mas um marco histórico para o movimento Elista, que segue expandindo suas raízes e fortalecendo seus ideais. 

No dia 29 de janeiro, Matilde, acompanhada de seu irmão Nagib Slaibi Filho, participou de um jantar memorável no bistrô de Marco Antonio Capobiango, em Guiricema. O espaço, carinhosamente conhecido como Don Marcos, tornou-se palco da primeira reunião oficial relativa à célula Elista na região. Mais do que um encontro, foi um momento de celebração da cultura e da união comunitária. O bistrô, agora reconhecido como ponto de apoio para futuras reuniões, guarda em sua estante obras literárias da própria presidente, simbolizando a fusão entre arte, convivência e identidade coletiva. 

Durante o evento, foi anunciada uma iniciativa que já nasce como marco: a criação da primeira célula Elista rural, voltada ao público infantojuvenil. O projeto funcionará em um colégio local, em um espaço especialmente denominado Sementeira, nome que traduz a essência do movimento, semear valores, conhecimento e cidadania. A célula rural representa a expansão do Elista para além dos centros urbanos, alcançando comunidades que carregam consigo a força da tradição e o frescor da juventude. 

A responsabilidade de conduzir esta célula foi confiada à professora de português Tatiana Souza, cuja experiência e sensibilidade a tornam a escolha ideal. Sua missão será organizar as atividades iniciais, garantindo que os jovens tenham acesso a um ambiente de aprendizado e convivência pautado nos princípios do movimento. A expectativa é que a Sementeira floresça como espaço de incentivo à leitura, ao pensamento crítico e à participação comunitária, preparando novas gerações para o protagonismo cultural e social.

A trajetória de Matilde Slaibi Conti é marcada por uma dedicação incansável à cultura. Autora de diversos livros, sua produção literária já está disponível no bistrô Don Marcos, reforçando o elo entre sua obra e a comunidade que a acolhe. Ao longo dos anos, Matilde tem promovido encontros, palestras e projetos que incentivam a reflexão e a valorização da literatura como ferramenta de transformação social. Sua liderança no movimento Elista é um testemunho vivo de que a cultura pode aproximar gerações e construir pontes entre diferentes realidades. 

O retorno de Matilde a Niterói não significa um encerramento, mas sim a continuidade de um ciclo que se renova. A criação da célula rural em Guiricema é apenas o primeiro passo de uma jornada que promete expandir os horizontes do movimento Elista, levando seus valores a novas comunidades e inspirando jovens a se tornarem agentes de mudança.

A escolha de Tatiana Souza como presidente da célula rural traz consigo uma mensagem clara: o futuro do movimento está nas mãos daqueles que acreditam na força da educação e da cultura como pilares de uma sociedade mais justa e consciente. Sua atuação será fundamental para que o ideal Elista floresça em Guiricema, transformando o espaço escolar em um verdadeiro laboratório de cidadania. 

Em suas palavras, Matilde nos deixou uma mensagem carregada de afeto e significado:

Diga ao meu povo tão querido, que eu estou voltando. Vou almoçar, na viagem de volta, com a Ana Maria Tourinho. Na casa dela em Areal.” 

Essa frase, simples e poderosa, traduz o espírito de proximidade e pertencimento que guia sua liderança. Matilde não é apenas presidente de um movimento; é uma voz que ecoa entre amigos, comunidades e gerações, reafirmando que o Elista é, acima de tudo, um projeto humano, feito de encontros, partilhas e sonhos coletivos. 

Assim, celebramos o retorno de Matilde Slaibi Conti a Niterói com a certeza de que sua passagem por Minas Gerais deixou sementes férteis, prontas para germinar em novas iniciativas culturais e educacionais. O movimento Elista segue firme, expandindo suas fronteiras e reafirmando seu compromisso com a transformação social por meio da cultura. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional