quarta-feira, 6 de maio de 2026

CONVITE ESPECIAL – 19ª REUNIÃO FESTIVA DO ROTARY CLUB DE NITERÓI

 

O Rotary Club de Niterói tem a honra de convidar seus associados, familiares e amigos para a 19ª Reunião Festiva, que acontecerá no dia 7 de maio de 2026-quinta-feira, às 20h, em celebração ao Mês dos Serviços à Juventude e em especial homenagem ao Dia das Mães. 

A sessão na ocasião será presidida pela estimada Vice-presidente Matilde Carone Slaibi Conti, que com sua dedicação e liderança tem contribuído de forma exemplar para o fortalecimento da instituição. 

Ao lado da atual presidente, Ana Paula Aguiar, que conduz o clube com firmeza e sensibilidade, esta diretoria vem realizando um trabalho esplendoroso, pautado na união, na solidariedade e no compromisso de servir à comunidade. 

Nesta noite festiva, teremos momentos de emoção e reconhecimento:

Sorteio da Mãe do Ano, celebrando o carinho e a dedicação das mães que inspiram nossas vidas; Homenagem às mães realizada pelos companheiros Valmira Cristofori, Maria Panait e Clério, reforçando o espírito de fraternidade e gratidão; Comemoração dos aniversariantes do mês, em clima de alegria e confraternização.

O Rotary Club de Niterói, ao longo de sua trajetória, tem se destacado pelo impacto positivo em nossa cidade, promovendo projetos sociais, culturais e educacionais que transformam vidas. Esta diretoria, liderada por Ana Paula Aguiar e apoiada por Matilde Carone Slaibi Conti, reafirma o compromisso de manter viva a missão rotária: “Unidos para fazer o bem”. 

Será uma noite inesquecível, marcada pela celebração da vida, da família e do espírito de servir. Contamos com sua presença para juntos fortalecermos os laços de amizade e solidariedade que caracterizam o Rotary. 

Ana Paula Aguiar

Presidente - 2025-2026





CONVITE DA ACADEMIA NACIONAL DE LETRAS E ARTES – ANLA

A Academia Nacional de Letras e Artes – ANLA tem a honra de convidar V. Sa. e família para a Comemoração do Dia das Mães, ocasião em que a Acadêmica Vera Gonzalez será homenageada como “Mãe do Ano de 2026” da ANLA. 

O evento contará com o tema “Literatura Infantojuvenil”, com apresentações das escritoras Angela Guerra e Lydia Simonato, além da participação especial do escritor João Miguel Miyaki Correia Gomes. O evento também marcará o lançamento do Hino Oficial da ANLA, de autoria do poeta Abílio Kac, interpretado por Nina Fernandes.

Haverá também a tradicional Hora de Arte e o Lanche dos Aniversariantes do mês. 

Data: segunda-feira, 11 de maio de 2026

Horário: 16 horas

Local: Praia de Botafogo, 430 – 2º andar

Traje: passeio 

Acadêmicos: passeio e medalha acadêmica

“Prestigie a cultura com sua honrosa presença” 

Lucia Regina de Lucena

Presidente









 

06 DE MAIO DE 2026 CELEBRAMOS OS 131 ANOS DO NASCIMENTO DE MALBA TAHAN, NO QUADRO “EFEMÉRIDES” DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Dia Nacional da Matemática – Uma Celebração à Ciência que nos ensina a pensar 

No dia 6 de maio, o Brasil celebra oficialmente o Dia Nacional da Matemática, instituído pela Lei nº 12.835/2013 em homenagem ao nascimento de Júlio César de Mello e Souza, mais conhecido pelo pseudônimo Malba Tahan. 

Escritor, educador e apaixonado pela arte de ensinar, Malba Tahan transformou a matemática em narrativa, em aventura, em desafio intelectual. Sua obra mais célebre, O Homem que Calculava, continua a encantar gerações ao mostrar que números e equações podem ser tão fascinantes quanto histórias de reis, sábios e viajantes. 

A escolha desta data não é apenas uma lembrança biográfica. É um convite para refletirmos sobre o papel da matemática em nossas vidas. Ela está presente em cada gesto cotidiano: no cálculo do tempo, na organização das finanças, na arquitetura das cidades, na música que nos emociona, na tecnologia que nos conecta. A matemática é, ao mesmo tempo, linguagem universal e ferramenta de criação. Sem ela, não haveria ciência moderna, não haveria avanços tecnológicos, não haveria sequer a possibilidade de compreender o cosmos. 

Muitas vezes, a matemática é vista como uma disciplina árida, difícil, inacessível. Mas essa visão é injusta. A matemática é também cultura, arte e imaginação. Malba Tahan compreendeu isso ao criar personagens árabes que resolviam problemas com engenho e poesia. Ele mostrou que aprender matemática pode ser uma experiência estética, uma jornada de descobertas. Ao transformar cálculos em histórias, ele aproximou a ciência das pessoas e revelou sua dimensão humana. 

Celebrar o Dia Nacional da Matemática é reconhecer que essa ciência não pertence apenas às salas de aula ou aos laboratórios. Ela faz parte da nossa identidade cultural. Está nos mosaicos das igrejas coloniais, na cadência das escolas de samba, na precisão dos engenheiros que constroem pontes e edifícios. Está na lógica dos programadores que desenvolvem softwares e na criatividade dos artistas que exploram simetrias e proporções. 

Nenhuma ciência se sustenta sem aqueles que a ensinam e a aplicam. Professores, pesquisadores, contadores, engenheiros, estatísticos, programadores, físicos e tantos outros profissionais carregam a matemática em suas rotinas. São eles que traduzem números em soluções, que transformam abstrações em práticas concretas. O Dia Nacional da Matemática é também um tributo a esses homens e mulheres que dedicam suas vidas a multiplicar conhecimento. 

Cada equação resolvida em sala de aula, cada gráfico interpretado em uma empresa, cada algoritmo desenvolvido em um laboratório é parte de uma grande construção coletiva. A matemática é uma obra humana, feita de esforço, paciência e criatividade. E cada profissional que a utiliza contribui para que essa obra continue crescendo. 

Vivemos em um mundo cada vez mais orientado por dados e tecnologia. Inteligência artificial, big data, criptografia, estatística avançada, tudo isso depende da matemática. Mais do que nunca, precisamos valorizar essa ciência, pois dela depende nossa capacidade de compreender e transformar a realidade. A matemática nos ensina a pensar de forma lógica, a buscar soluções criativas, a enfrentar problemas complexos com rigor e imaginação. 

Ao mesmo tempo, ela nos lembra da humildade. Cada teorema é fruto de séculos de esforço coletivo. Cada descoberta abre novas perguntas. A matemática é infinita, e por isso nos desafia a nunca parar de aprender. 

UMA HOMENAGEM PESSOAL 

Neste 6 de maio, o Focus Portal Cultural, sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, parabeniza todos os que trabalham e trabalharam com a matemática. Professores que dedicaram suas vidas ao ensino, pesquisadores que avançaram fronteiras do conhecimento, profissionais que aplicaram a ciência em diferentes áreas da sociedade. A todos, nossa gratidão e reconhecimento. 

E aqui cabe uma nota pessoal: eu, Alberto Araújo, também trilhei esse caminho. Trabalhei por mais de 20 anos com essa singular ciência, tendo formação técnica em Contabilidade. Sei, pela experiência, que a matemática é mais do que números, é disciplina, é raciocínio, é clareza de pensamento. É uma companheira que nos ensina a organizar o mundo e a compreender sua lógica. Hoje, ao celebrar o Dia Nacional da Matemática, sinto orgulho de ter feito parte dessa história e de poder homenagear todos aqueles que, como eu, encontraram na matemática uma forma de vida e de trabalho.

Que este 6 de maio seja um dia de celebração, reflexão e inspiração. A matemática é nossa herança e nosso futuro. Que possamos continuar a valorizá-la, ensiná-la e aplicá-la, para que siga iluminando caminhos e construindo pontes entre o conhecimento e a vida. 

BIOGRAFIA DE MALBA TAHAN

Júlio César de Mello e Souza nasceu no Rio de Janeiro, 6 de maio de 1895 e faleceu no Recife, 18 de junho de 1974, mais conhecido pelo pseudônimo Malba Tahan, foi professor, pedagogo, conferencista, matemático e escritor do modernismo brasileiro. Através de seus romances infantojuvenis, tornou-se um dos maiores divulgadores da matemática no Brasil e no exterior. Viveu quase toda a infância em Queluz (SP). Filho de João de Deus de Mello e Souza e Carolina de Mello e Souza, ambos professores, cresceu em uma família numerosa e de recursos modestos. Desde criança demonstrava imaginação criativa, escrevendo histórias com personagens de nomes absurdos e sem função no contexto. Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro (1906–1909) e depois no Colégio Pedro II, onde começou a vender redações aos colegas por 400 réis, iniciando sua trajetória como escritor. 

Em 1912, iniciou sua vida profissional como auxiliar da Biblioteca Nacional. Concluiu o curso normal na Escola Normal do Distrito Federal (atual ISERJ). Diplomou-se em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da UFRJ em 1913. Lecionou em diversas instituições e se destacou como educador inovador, defendendo métodos criativos para o ensino da matemática. 

O pseudônimo Malba Tahan

Criou o personagem Ali Iezid Izz-Edim ibn Salim Hank Malba Tahan, ou simplesmente Malba Tahan, como heterônimo literário. 

Para dar verossimilhança às histórias, estudou cultura e língua árabes por sete anos (1918–1925). Inventou também um “tradutor” fictício, o Professor Breno Alencar Bianco, reforçando a ilusão de que os contos eram árabes autênticos. O nome “Malba Tahan” significa “O Moleiro de Malba”: Malba era o nome de uma aldeia árabe e Tahan veio do sobrenome de uma aluna sua. 

OBRAS 

Publicou mais de 120 livros, sendo cerca de 50 dedicados à matemática. Seu livro mais famoso, O Homem que Calculava (1938), apresenta problemas e curiosidades matemáticas em forma de narrativa, ao estilo das Mil e Uma Noites. Suas obras buscavam ensinar matemática de forma divertida e diferente, com desafios que estimulavam a criatividade e a descoberta. Foi pioneiro em métodos didáticos que uniam literatura, recreação matemática e pedagogia.

RECONHECIMENTO 

Ocupou a Cadeira nº 8 da Academia Pernambucana de Letras. Tornou-se referência internacional em recreação matemática e literatura infantojuvenil. Faleceu em 1974, aos 79 anos, vítima de ataque cardíaco, deixando um legado duradouro para a educação e cultura brasileiras. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 













terça-feira, 5 de maio de 2026

UM MERGULHO NA CULTURA PORTUGUESA: 5ª FESTA DE PORTUGAL AGITA PETRÓPOLIS EM MAIO

O evento terá entrada franca, gastronomia típica, apresentações folclóricas, shows musicais e programação para toda a família. 

A Casa de Portugal de Petrópolis, no Quitandinha, abre suas portas para celebrar as raízes lusitanas com muita música, dança e o melhor da gastronomia típica. 

Em sua quinta edição, o evento já se consolidou como parada obrigatória no calendário imperial, unindo moradores e turistas em uma celebração que exalta a tradição dos antepassados com um toque de modernidade. 

O evento já entrou no calendário cultural da cidade e reúne gastronomia típica, bebidas portuguesas, artesanato, apresentações folclóricas e shows musicais. 

A festa acontece nas dependências da instituição e terá entrada franca. A abertura será na quinta-feira, 14, às 17h, com coquetel para convidados. A partir das 18h, o evento será aberto ao público, seguindo até 22h. De sexta a domingo, a programação acontece das 12h às 22h. 

Entre os destaques estão as barracas de alimentação, com batatas rústicas, sardinhas, bolinho de bacalhau, pastéis de nata, queijadinhas, embutidos, pães e outros petiscos. Também haverá bebidas como vinhos portugueses e chopp de vinho, além de produtos artesanais. 

A programação artística é um espetáculo à parte. Grupos folclóricos de Niterói, Juiz de Fora e Rio de Janeiro trarão o colorido e a energia das danças tradicionais ao Salão Nobre. Além disso, shows de música ao vivo garantirão que ninguém fique parado, com destaque para a sanfona de Claudio dos Santos e a voz de Roberto Gomes. 

Segundo ele, a proposta da diretoria é oferecer uma atração para moradores e turistas, com gastronomia, música e atividades voltadas para toda a família. 

PROGRAMAÇÃO TERÁ FOLCLORE PORTUGUÊS E SHOWS 

A programação musical começa na sexta-feira (15), com apresentação de Claudio dos Santos e Amigos, às 18h. No sábado (16), o grupo volta ao palco em diferentes horários, intercalando com apresentações folclóricas no Salão Nobre. 

Entre as atrações de sábado estão o Rancho Folclórico Luis de Camões do Clube Português de Niterói e o Grupo Folclórico Luiz de Camões da Associação Portuguesa, de Juiz de Fora. 

No domingo (17), a festa terá apresentações de Fernando Santos da Concertina Nota Dez, do Grupo Folclórico Fausto Neves da Casa de Espinho e show de Roberto Gomes, às 19h. 

Programação

Quinta-feira — 14/05

17h — Abertura do evento com coquetel para convidados

18h — Início da festa com funcionamento das barracas

 

Sexta-feira — 15/05

12h — Início da festa

18h — Música ao vivo para dançar com Claudio dos Santos e Amigos

22h — Encerramento

 

Sábado — 16/05

12h — Início da festa

13h — Música ao vivo para dançar com Claudio dos Santos e Amigos

16h — Rancho Folclórico Luis de Camões do Clube Português de Niterói, no Salão Nobre

17h — Música ao vivo para dançar com Claudio dos Santos e Amigos

19h — Rancho Folclórico Luis de Camões do Clube Português de Niterói, no Salão Nobre

20h — Música ao vivo para dançar com Claudio dos Santos e Amigos

21h — Grupo Folclórico Luiz de Camões da Associação Portuguesa — Juiz de Fora, no Salão Nobre

22h — Encerramento

 

Domingo — 17/05

12h — Início da festa

13h — Música ao vivo para dançar com Fernando Santos da Concertina Nota Dez

15h — Grupo Folclórico Fausto Neves da Casa de Espinho, no Salão Nobre

16h — Música ao vivo para dançar com Fernando Santos da Concertina Nota Dez

18h — Grupo Folclórico Fausto Neves da Casa de Espinho, no Salão Nobre

19h — Show com Roberto Gomes.

 

SERVIÇO

 

5ª Festa de Portugal de Petrópolis

Data: 14 a 17 de maio

Casa de Portugal de Petrópolis (Rua General Rondon, 715 — Quitandinha).

Entrada: Gratuita.

Estacionamento: Disponível no local (Valet por R$ 20).

Informações:

www.festadeportugalpetropolis.com.br  

https://www.instagram.com/casadeportugaldepetropolis/  


Celebre a cultura, o sabor e a alegria de Portugal no coração da Cidade Imperial! 

Editorial © Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

 


NAVEGAR É PRECISO: UMA CELEBRAÇÃO À LÍNGUA PORTUGUESA E À MEMÓRIA DE MARIA ALCINA NO RIO DE JANEIRO


No coração histórico do Rio de Janeiro, onde o asfalto da Avenida Rio Branco respira a memória da Belle Époque carioca, a cultura lusófona encontrou um porto seguro na terça-feira, 05 de maio de 2026. Em uma noite marcada pela emoção e pelo intercâmbio diplomático, o Teatro do Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) abriu suas cortinas para a 3ª edição do recital “Navegar é Preciso”, uma homenagem vibrante ao Dia Mundial da Língua Portuguesa. 

O evento, realizado pelo Instituto Cultural Marinha Mercante (ICMM), reafirmou que o idioma que nos une, falado em quatro continentes é, acima de tudo, um organismo vivo que pulsa através da arte, da poesia e da solidariedade.

A noite ganhou um brilho institucional de peso com a presença de nossa presidente Elos Internacional Matilde Carone Slaibi Conti, que também preside: Cenáculo Fluminense de História e Letras; Academia Brasileira Rotária de Letras do Estado do Rio e o prestigiado Núcleo Sem Fronteiras em Niterói. Conhecida por sua atuação incansável na promoção das artes e das letras em Niterói e além-mar, Matilde esteve ladeada por membros centrais da diretoria do Núcleo da RSF: Sabrina Campos e Marli Marinho. 

O encontro proporcionou registros históricos de união entre instituições. Matilde Carone Slaibi Conti foi fotografada ao lado do protagonista da noite, o ator Tony Correia, e da anfitriã do evento, a Comandante Andrea de Fátima da Paz Pereira Barcala, Presidente do Instituto Cultural Marinha Mercante. A relevância internacional da celebração foi chancelada pela presença ilustre do Cônsul-Geral de Angola no Rio de Janeiro, Mateus de Sá Miranda Neto, simbolizando o laço indissolúvel entre as nações que compartilham a "Última Flor do Lácio". 

O recital “Navegar é Preciso”, concebido e apresentado por Tony Correia, ultrapassa a mera leitura dramática. Em sua terceira edição, o espetáculo propôs uma viagem sensorial pelas nuances da língua portuguesa, utilizando a metáfora do mar para conectar o passado colonial à modernidade cosmopolita. 

Nesta edição, o tom foi de profunda saudade e reverência. O espetáculo dedicou uma homenagem especial à saudosa fadista Maria Alcina. A voz que outrora ecoou o fado com a alma brasileira foi recordada como um símbolo da ponte cultural que Tony Correia tão bem representa. Entre versos e prosas, o ator conduziu a plateia por um itinerário de identidade e pertencimento. 

"Mais do que um espetáculo, trata-se de um encontro com a nossa identidade, cultura e história", destacou a Comandante Andrea de Fátima durante o protocolo de abertura. 

À frente desta iniciativa está a Comandante Andrea de Fátima da Paz Pereira Barcala. Com uma trajetória de mais de três décadas dedicada à Marinha Mercante, Andrea é o exemplo da "visão estratégica de integração". Sua gestão no Instituto Cultural Marinha Mercante tem sido pautada pela preservação da memória marítima, mas com um olhar atento ao poder transformador da cultura. 

O evento não teve apenas um caráter celebrativo. Seguindo o compromisso social do Instituto, todos os valores arrecadados foram integralmente revertidos para o fortalecimento dos projetos culturais do ICMM. É a Marinha Mercante atuando como um baluarte, cintilando o desenvolvimento do setor através do fomento às artes. 

APOIO E ESTRUTURA

O sucesso da noite contou com pilares institucionais fundamentais:

Apoio Institucional: Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF) e Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE).

A cobertura fotográfica, que imortalizou os encontros entre a presidência do Núcleo Sem Fronteiras em Niterói e o corpo consular, leva a assinatura de Sabrina Campos. 

A celebração do Dia Mundial da Língua Portuguesa em 2026 deixa um legado claro: a língua é o nosso maior patrimônio imaterial. Quando instituições como o Núcleo Sem Fronteiras e o Instituto Cultural Marinha Mercante se unem sob o comando de lideranças como Matilde Carone Slaibi Conti e Andrea Barcala, o resultado é uma rede de apoio que sustenta a nossa soberania cultural. 

Navegar, de fato, é preciso. E, se o mar separa as terras, a língua portuguesa  e a arte de Tony Correia encarrega-se de unir os corações.

 

Editorial

© 2026 Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional

Editor do Focus Portal Cultural
















06 DE MAIO DE 2026 CELEBRAMOS OS 170 ANOS SIGMUND FREUD: O ARQUITETO DO INCONSCIENTE - © ALBERTO ARAÚJO - FOCUS PORTAL CULTURAL

Neste 6 de maio de 2026, o mundo celebra os cento e setenta anos do nascimento de uma das mentes mais revolucionárias da história moderna. Sigmund Freud, nascido Sigismund Schlomo Freud em 1856, não foi apenas um médico neurologista austríaco; ele foi o cartógrafo de um território até então inexplorado: a psique humana. Ao completar 170 anos de seu legado, sua influência não se restringe aos consultórios de psicanálise, mas permeia a literatura, o cinema, a educação e a própria forma como o homem contemporâneo compreende a si mesmo. 

A trajetória de Freud começou na pequena Freiberg in Mähren, no Império Austríaco (hoje Příbor, na República Tcheca). Filho de Jacob Freud, um comerciante de lã de raízes hassídicas, e Amalia Nathansohn, Freud cresceu em um ambiente de transição cultural. A mudança para Viena em 1860, motivada por dificuldades financeiras da família, colocou o jovem Sigmund no epicentro intelectual da Europa.

Embora tenha nutrido inicialmente o desejo de cursar Direito, foi o impacto das teorias de Darwin e o fascínio pelas ciências naturais que o conduziram à medicina. Sua formação acadêmica foi rigorosa. Sob a orientação de figuras como Ernst Brücke, Freud dedicou-se à biologia e à fisiologia. É notável, e muitas vezes esquecido pela história popular, seu trabalho seminal na dissecação de gônadas de enguias e na biologia do tecido nervoso. Essas pesquisas foram fundamentais para a descoberta do neurônio na década de 1890, revelando que o "Pai da Psicanálise" possuía uma base científica materialista extremamente sólida antes de mergulhar nas abstrações do inconsciente. 

A transição de Freud da neurologia orgânica para a psicanálise foi marcada por uma insatisfação com as limitações da medicina de sua época no tratamento das chamadas "neuroses". Em Paris, ao estudar com Jean-Martin Charcot no Hospital Salpêtrière, Freud testemunhou o poder da sugestão e da hipnose no tratamento da histeria. Charcot demonstrou que sintomas físicos, como paralisias e cegueiras, podiam ter origens não orgânicas, mas psíquicas. 

No entanto, foi a parceria com Josef Breuer e o famoso caso de "Anna O." que acendeu a faísca definitiva. Breuer descobriu que, ao permitir que a paciente falasse livremente sobre suas alucinações e memórias, os sintomas desapareciam. Freud, com sua capacidade analítica ímpar, deu um passo além. Ao abandonar a hipnose, técnica que considerava limitada e impositiva e descartar o uso de substâncias como a cocaína, após a trágica experiência com seu colega Ernst von Fleischl-Marxow, ele estabeleceu os pilares da Livre Associação. 

Para Freud, o silêncio do analista e a fala desimpedida do paciente eram as chaves para abrir o porão da mente: o Inconsciente. 

Em 1900, com a publicação de A Interpretação dos Sonhos, Freud apresentou ao mundo sua tese mais audaciosa: o sonho não é um subproduto biológico sem sentido, mas a "estrada real" para o inconsciente. Ali, ele introduziu a ideia de que nossos desejos reprimidos encontram formas simbólicas de se manifestar enquanto dormimos. 

Sua visão do ser humano era profundamente biopsicossocial. Ele teorizou que a psique é dividida em instâncias dinâmicas:

O Id: O reservatório das pulsões, operando pelo princípio do prazer.

O Ego: A instância mediadora, que lida com a realidade.

O Superego: O censor interno, construído pela moralidade e pela vida em sociedade. 

Freud postulou que o ser humano é um animal de "razão imperfeita", constantemente em conflito entre seus impulsos instintivos, a libido e as exigências da civilização. O Complexo de Édipo, uma de suas teorias mais controversas e centrais, descreveu a dinâmica de desejo e identificação na infância, fundamentando a base de nossa estrutura emocional adulta. 

O reconhecimento de Freud não veio sem um preço alto. Na Viena puritana do fim do século XIX, falar abertamente sobre sexualidade infantil e impulsos inconscientes era considerado escandaloso, quando não herético. Ele foi alvo de críticas ferrenhas de todos os espectros: religiosos o acusavam de pansexualismo; cientistas positivistas questionavam a falta de verificabilidade empírica de suas teses; e regimes políticos, como o nazismo, perseguiram sua obra, seus livros foram queimados em praça pública em 1933. 

Mesmo no campo científico moderno, Freud é frequentemente confrontado pela neurociência e pela psicologia cognitiva. Contudo, a força de seu pensamento reside na sua capacidade de sobrevivência. A psicanálise não parou em Freud; ela floresceu através de sucessores como Melanie Klein, Lacan, Winnicott e Jung (este último, seu discípulo dissidente mais famoso). 

A verdadeira medida do sucesso de Freud está no fato de que não precisamos ter lido uma única linha de seus livros para sermos influenciados por ele. A psicanálise "vazou" dos consultórios para o dicionário comum. Quando falamos de "repressão", "projeção", "neurose", "sublimação" ou de um "ato falho", estamos citando Freud. 

Na arte, o surrealismo de Salvador Dalí e o cinema de Alfred Hitchcock ou Woody Allen seriam impensáveis sem a lente freudiana. Ele nos ensinou que existe um subtexto em cada gesto, uma história por trás de cada esquecimento e um significado em cada sintoma. 

Aos 170 anos, Sigmund Freud permanece atual porque a dor humana e a busca pelo autoconhecimento são atemporais. Ele nos legou a coragem de olhar para o escuro de nossa própria mente e a compreensão de que a civilização tem um preço psíquico, o mal-estar que todos carregamos.

O Focus Portal Cultural celebra esta data lembrando que, acima de tudo, Freud foi um humanista que acreditava no poder da palavra. Em um mundo cada vez mais medicamentoso e imediato, a "cura pela fala" proposta por este médico austríaco há mais de um século continua sendo um dos atos mais revolucionários de resistência da subjetividade humana. 

Sigmund Freud não apenas fundou uma escola de psicologia; ele deu à humanidade um novo par de olhos para enxergar o invisível. Que seu legado continue a nos provocar, a nos incomodar e, acima de tudo, a nos ajudar a entender o que significa, de fato, ser humano. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

Celebrando o Pensamento e a Memória.


Casa onde nasceu Freud em Příbor, República Tcheca.


Sigmund Freud e Amalia Freud, em 1872.

Casa de Freud na Berggasse 19, Viena.

Na Universidade Clark, 1909. Primeira fila: Freud, G. Stanley Hall, Carl Jung; fila de trás: Abraham Brill, Ernest Jones, Sándor Ferenczi.

O Comitê em 1922 (da esquerda para a direita): Otto Rank, Sigmund Freud, Karl Abraham, Max Eitingon, Sándor Ferenczi, Ernest Jones e Hanns Sachs.

Última residência de Freud, agora Museu Freud, em Hampstead, norte de Londres.


As cinzas de Freud no "Canto Freud" no Golders Green Crematorium, Londres

OBRAS

 

A Interpretação dos Sonhos, 1900

Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana, 1901

Um caso de histeria, 1901

Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, 1905

Os chistes e sua relação com o inconsciente, 1905

Cinco lições de psicanálise, 1910

Leonardo da Vinci, 1910

O caso Schereber, 1911

Totem e tabu, alguns Pontos de Concordância Entre a Vida mental dos Selvagens e dos Neuróticos, 1913

Além do princípio do prazer, 1920

O ego e o ID, 1923

O Futuro de uma Ilusão, 1927

O Mal-estar na Civilização, 1930

Moisés e o monoteísmo, 1939

Esboço de Psicanálise, 1940