O mês de fevereiro começa com uma dádiva especial: o nascimento de Idalina Andrade Gonçalves. No dia 01, quando o calendário se abre para novas esperanças e promessas, somos presenteados com a alegria de celebrar sua vida. É como se o coração do mês pulsasse em sintonia com sua sensibilidade, trazendo luz, poesia e inspiração para todos que têm o privilégio de partilhar sua caminhada. Fevereiro inicia-se, assim, com o brilho da sua arte, com a força da sua palavra e com a ternura da sua presença, transformando o tempo em festa e a memória em gratidão.
Hoje celebramos não apenas o dia em que nasceu, mas também a riqueza de toda a trajetória que tem construído com tanto brilho, dedicação e sensibilidade. O seu aniversário é ocasião para reconhecer a grandeza de uma vida que une ciência e arte, razão e poesia, tradição e contemporaneidade. É portuguesa dos Açores, mas também cidadã do mundo, e sua voz ecoa como ponte viva entre Brasil e Portugal, entre memória e futuro, entre o humano e o universal.
A sua caminhada é marcada por uma rara harmonia: a formação acadêmica sólida em Psicomotricidade e Biomedicina encontra na sua vocação artística e literária o espaço para florescer em ensaios, poemas e obras que revelam a delicadeza do olhar e a profundidade da reflexão. Cada palavra sua carrega lirismo e clareza, cada gesto seu reafirma o compromisso com a cultura e com a preservação das raízes que unem os povos luso-brasileiros.
Celebrar você é celebrar também a sua coragem de assumir, com entusiasmo e dignidade, missões acadêmicas e culturais que engrandecem instituições como a Academia Luso-Brasileira de Letras, o Real Gabinete Português de Leitura e a Sociedade Eça de Queiroz. É reconhecer o valor de uma intelectual que não se limita a guardar a tradição, mas que a renova, a ilumina e a entrega às novas gerações com generosidade.
É autora de páginas que unem crítica, memória e poesia, como em O Caminho Une o Tempo, obra que nos recorda que a literatura é sempre diálogo entre passado e presente, entre o que fomos e o que podemos ser. É também presença ativa em conferências e seminários, onde sua palavra lúcida se torna farol para quem busca compreender a importância da herança açoriana e da cultura luso-brasileira.
Neste dia especial, desejamos que a vida continue a lhe oferecer inspiração, saúde e alegria. Que cada amanhecer seja convite para novas descobertas, que cada encontro seja oportunidade de semear poesia, e que cada conquista seja celebrada com o mesmo entusiasmo que dedica às suas missões culturais.
Idalina, sua existência é um presente para todos nós. Que este aniversário seja marcado por afeto, reconhecimento e esperança, e que o tempo siga sendo seu aliado na construção de pontes entre mundos, saberes e corações.
Parabéns, com admiração e carinho!
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural
BIOGRAFIA DE IDALINA ANDRADE GONÇALVES
Idalina Andrade Gonçalves nasceu no coração do Atlântico, nos Açores, onde o mar se enlaça com o céu e a brisa carrega memórias ancestrais. É desse território insular, marcado pela força da natureza e pela delicadeza das tradições, que surge uma mulher cuja vida se tornou ponte entre mundos, saberes e sensibilidades. Portuguesa de origem, mas com raízes que se estendem até o Brasil, Idalina é artista plástica, ensaísta, poeta e pesquisadora. Sua trajetória é um mosaico de ciência e arte, razão e lirismo, memória e criação.
Licenciada em Psicomotricidade e Biomedicina, Idalina soube transformar o rigor acadêmico em diálogo fecundo com a poesia e a cultura. Sua formação científica não a afastou da arte; ao contrário, ofereceu-lhe ferramentas para compreender o corpo, a mente e a alma em sua plenitude. Cada obra, cada ensaio, cada poema é testemunho dessa fusão: o olhar clínico que observa, o coração que sente, a mão que cria.
Filha de uma família com raízes profundas na tradição luso-brasileira, Idalina cresceu entre histórias que atravessavam oceanos. Desde cedo, compreendeu que Portugal e Brasil não são apenas países irmãos, mas universos que se entrelaçam em memórias, afetos e símbolos. Essa consciência moldou sua vocação: estudar, preservar e valorizar as relações culturais entre os dois povos, tornando-se guardiã de uma herança que não pode ser esquecida.
Seu ingresso na Academia Luso-Brasileira de Letras, em sessão solene no Palácio de São Clemente, no Rio de Janeiro, foi mais do que um reconhecimento institucional: foi a consagração de uma vida dedicada às letras e à cultura. Ao assumir a Cadeira nº 13, cujo Patrono é Ferreira de Castro, Idalina sucedeu Antonio Rodrigues e inscreveu seu nome na história da academia. Seu discurso de posse, marcado por rigor intelectual e profundo lirismo, destacou não apenas o legado de Ferreira de Castro, mas também os vínculos indissolúveis entre as tradições literárias de Portugal e do Brasil.
Autora de obras que unem crítica, memória e poesia, Idalina oferece ao leitor páginas que são ao mesmo tempo reflexão e canto. Em O Caminho Une o Tempo (2021), sua escrita revela a consciência de que a literatura é ponte entre épocas, que o passado dialoga com o presente e que o futuro se constrói na tessitura das palavras. Ao evocar nomes como Ferreira de Castro, Joaquim Nabuco, Antero de Quental, Camões e Fernando Pessoa, Idalina não apenas homenageia grandes autores, mas também reafirma a relevância de suas vozes na formação cultural luso-brasileira.
Sua atuação em conferências e seminários, como no Real Gabinete Português de Leitura, confirma sua posição como voz lúcida e respeitada no cenário intelectual. Ao abordar a importância da presença açoriana no Brasil, Idalina ilumina aspectos da história que muitas vezes permanecem à sombra, trazendo à tona a contribuição de um povo que ajudou a moldar a identidade brasileira.
Mas Idalina não é apenas pesquisadora da tradição: é também guardiã da herança simbólica que une os dois povos. Sua escrita, permeada por lirismo e clareza, revela uma sensibilidade rara, capaz de transformar memória em poesia e história em arte. Ao lado de sua produção ensaística e poética, dedica-se ao fortalecimento das relações culturais entre Brasil e Portugal, assumindo com entusiasmo e dignidade sua missão acadêmica.
Em 08 de maio de 2025 tomou posse no PEN Clube do Brasil, o Prof. Paulo César Martinez Y Alonso que fez a saudação em nome da Instituição.
É membro titular de instituições de prestígio, como o PEN Clube do Brasil, a Academia Luso-Brasileira de Letras, a Academia Brasileira de Literatura, a Sociedade Eça de Queiroz, o Real Gabinete Português de Leitura e a Academia Brasileira de Medalhística Militar. No âmbito institucional, exerce cargos de relevância: Secretária Executiva da Sociedade Eça de Queiroz, Membro Consultivo do Consulado Português no Rio de Janeiro, Secretária-Adjunta do Real Gabinete Português de Leitura e da Academia Luso-Brasileira de Letras, além de integrar a Diretoria da AJEB – Associação das Jornalistas e Escritoras do Brasil.
Sua atuação não se limita às academias e instituições: Idalina participa ativamente de iniciativas culturais e educativas, mantendo vivo o Projeto Associação dos Ilustres Poetas da Escola. Nesse projeto, leva poesia às escolas públicas, despertando em jovens leitores e escritores o encantamento da palavra e o poder da imaginação. É nesse gesto que se revela sua verdadeira vocação: semear futuro através da literatura, cultivar esperança através da arte.
Idalina Andrade Gonçalves é, portanto, mais do que uma intelectual: é uma ponte viva entre tradição e contemporaneidade, entre Portugal e Brasil, entre ciência e poesia. Sua vida é testemunho de que o conhecimento não se limita às fronteiras da razão, mas floresce quando se abre ao lirismo, à memória e ao diálogo cultural.
Ao contemplar sua trajetória, vemos não apenas uma mulher que escreve, pesquisa e cria, mas uma alma que se dedica a unir mundos. Idalina é artista que pinta com palavras, poeta que escreve com cores, pesquisadora que ilumina com sensibilidade. Sua obra é convite à reflexão e ao encantamento, sua presença é celebração da cultura, sua vida é exemplo de dedicação e amor às letras.
Assim, falar de Idalina Andrade Gonçalves é falar de um oceano que une continentes, de uma voz que ecoa entre gerações, de uma mulher que transforma tempo em caminho e caminho em poesia. Sua biografia é feita de ciência e arte, mas, sobretudo de humanidade. E é nesse encontro entre saber e sentir que Idalina se torna eterna: guardiã da memória, semeadora de futuro, ponte luminosa entre Portugal e Brasil.
© Alberto Araújo
SONETO PARA IDALINA ANDRADE GONÇALVES
Nos verdes mares nasce a tua estrela.
Idalina, dos Açores és fulgor.
Em ti se unem ciência e terno amor
E a poesia em tua voz se revela.
Na pena clara o tempo se eterniza
E o passado renasce em teu labor.
Portugal e Brasil, num só calor,
São pontes vivas que tua mão precisa.
Guardas em versos memória e verdade
E semeias futuro em cada dia,
Com fé, cultura e doce claridade.
Farol que guia em mar de poesia.
Idalina, és eterna na saudade
E no presente brilhas em harmonia.
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural
01 de fevereiro de 2026, ocasião do
aniversário natalício de Idalina Andrade Gonçalves.
















.png)

.png)
.jpeg)

.png)
.png)

.png)





.png)