O CENTRO CULTURAL MARIA SABINA, um dos mais importantes espaços culturais de Niterói e referência na arte da declamação em 24 de junho de 2021 celebrará 60 anos de atividades ininterruptas. Fundado e dirigido pela poetisa, declamadora, escritora, intelectual do Ano 2010, a acadêmica Neide Barros Rego, que também capitaneia o curso de Arte de Dizer, o CCMS durante esse tempo já aproximou dezenas de pessoas afins, amigos apaixonados pelos versos de muitos dos poetas brasileiros, já celebrados em suas festividades, especialmente os poetas e escritores fluminenses.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
FOCUS PORTAL CULTURAL INICIA A CELEBRAÇÃO DOS 60 ANOS DO CENTRO CULTURAL MARIA SABINA
DAS CINZAS VOLTAR… HISTÓRIA DA UNIDOS DO VIRADOURO É CONTADA, POR MEIO DE EXPOSIÇÃO, NO MAC NITERÓI
Exposição no Museu de Arte Contemporânea de Niterói celebra
a resiliência do Carnaval, da cultura e da vida, por meio da história de
superação da Unidos do Viradouro. Assim como a Fênix, a escola de samba
renasceu e, em apenas 3 anos, saiu do grupo de acesso para ser campeã do
Carnaval do Rio em 2020, o ano da pandemia.
Abertura: 21 de janeiro de 2021, das 8h às 18h, com entrada
gratuita.
Apresentação Viradouro, às 17h.
Temporada: Até 28 de fevereiro de 2021
O público vai poder visitar, a partir do dia 21 de janeiro,
às 8h, a exposição “Das Cinzas Voltar, Nas Cinzas Vencer, Viradouro de Alma
Lavada”, no pátio do MAC Niterói. Trata-se de uma intervenção ao ar livre, a
partir de uma grande estrutura circular, que representa o ciclo da vida e do
Carnaval.
O projeto, idealizado pelos fotógrafos Renata Xavier e
Leandro Lucas, não deixa passar em branco uma época tão simbólica para o povo
fluminense e brasileiro: o Carnaval. As mais de 400 fotos presentes na mostra
começaram a ser produzidas pela dupla de fotógrafos em 2017, quando a
agremiação de Niterói, ainda no Grupo de Acesso, se preparava para o espetáculo
de 2018. A Viradouro conquistou o título que garantiu o retorno ao Grupo
Especial. No ano seguinte, já na disputa com as principais escolas, com um desfile
arrebatador, foi vice-campeã, feito inédito na história dos espetáculos na
Marquês de Sapucaí, já que nunca uma agremiação havia conseguido esta colocação
no retorno ao grupo de elite. O verso forte do samba para o enredo de 2019 que
abordava a superação ‘Das cinzas voltar, nas cinzas vencer’ dá título à
exposição.
No último Carnaval, mais uma quebra de paradigma: sendo a
segunda escola a desfilar na noite de domingo, posição considerada ingrata no
universo carnavalesco, a vermelho e branco saiu aclamada da pista e o
favoritismo se confirmou na Quarta-Feira de Cinzas, quando foi consagrada a
grande campeã.
Na exposição, os visitantes vão poder viajar nas imagens dos
preparativos do barracão, quadra, ensaios de rua e dos espetáculos apresentados
pela Viradouro no Sambódromo – em seus marcantes últimos três desfiles – bem
como conferir os registros da festa de comemoração do título, o segundo
conquistado no chamado grupo de elite.
Diversos painéis com até sete metros de comprimento cada
estarão dispostos em círculos, por onde o público poderá, literalmente,
caminhar entre eles, descobrindo os bastidores dessa história de resistência e
luta da Viradouro, além de acompanhar, através de uma contagem regressiva, como
é feita a construção do Carnaval de uma grande escola de samba. O que está por
trás? As pessoas, os profissionais, a comunidade, um trabalho feito por
milhares de mãos com muita criatividade, embalado pela fantasia e,
principalmente, pela esperança. O formato circular da exposição é uma alegoria
ao Carnaval, à vida e ao eterno recomeçar. A mostra terá como pano de fundo a
paisagem deslumbrante do Rio de Janeiro e a obra icônica de Oscar Niemeyer.
A escolha do MAC para o lançamento dessa exposição, segundo
Renata e Leandro, se dá por inúmeros motivos: o fato de ser um local de
interseção, um ponto de encontro cultural de Niterói. Pelo espaço, passa um
público heterogêneo que inclui a população de alta e baixa renda da cidade, bem
como turistas de todo o mundo devido à importância nacional e internacional que
o museu possui. A localização privilegiada com paisagem cinematográfica do Rio
de Janeiro e a arquitetura circular em forma de obra de arte de Niemeyer.
Estabelece-se aí um elo fundamental para a exposição: Niemeyer era apaixonado pelo
samba e é o mesmo arquiteto que projetou o Sambódromo do Rio de Janeiro, palco
maior do Carnaval no mundo.
“2020 foi um ano muito atípico. Logo após a vitória, o
barracão da Viradouro foi atingido por um incêndio de grandes proporções que
deixou em cinzas boa parte da sua infraestrutura. Uma pandemia global afetou
todas as pessoas e países provocando muito sofrimento. O mundo do samba foi
atingido em cheio por essa situação sem precedentes. Pela primeira vez desde
que foram oficialmente criados, em 1932, não haverá desfiles em fevereiro. No
meio dessas cinzas, buscar sobreviver, renascer. A esperança é o que move a
Viradouro, o Carnaval e todos nós”, explica Renata.
Os registros fotográficos dos últimos anos da Viradouro não
estarão disponíveis somente no MAC. O público terá ainda um acervo iconográfico
com as milhares de imagens produzidas para esse projeto, que poderá ser
acessado através de QR codes impressos na exposição para que os integrantes da
escola, da comunidade e a população possam procurar e compartilhar suas imagens
nos desfiles, ensaios e em todos os eventos fotografados por Renata Xavier e
Leandro Lucas. O virtual e o real poderão interagir através das mídias sociais,
hashtags e instagram. A conta oficial da exposição no instagram é @dascinzasvoltar
e o site: http://www.dascinzasvoltar.com.br .
Os Autores Renata Xavier e Leandro Lucas
Ela é fotojornalista, nascida em Niterói, cursou Cinema e
Publicidade na UFF, trabalhou no jornal O Globo e para as revistas das Editoras
Abril e Globo. É uma das mais premiadas fotógrafas brasileiras da atualidade,
com diversos prêmios nacionais e internacionais, palestrante em congressos e
universidades, e influencer da multinacional japonesa Nikon para a América
Latina e partner da européia DreambooksPro.
Ele nasceu na capital fluminense e há anos mora em Niterói.
Estudou engenharia civil na UERJ e fotografa há 20 anos. Palestrou em
congressos de fotografia e suas imagens foram premiadas no Brasil e no
exterior. Algumas imagens da Viradouro incluídas na exposição foram premiadas
pelo Prix de la Photographie Paris.
Os dois são um casal há 27 anos e, juntos, fotografam
pequenos e grandes eventos pelo Brasil e pelo mundo.
O Carnaval é a maior festa da Terra, por isso os dois
fotógrafos resolveram encarar o desafio de fotografá-lo através da escola de
samba da cidade em que vivem: Niterói. Os registros do cotidiano da Viradouro,
escola do coração deles, teve início quando a agremiação ainda integrava o
grupo de acesso. Os dois foram surpreendidos pela garra, força, paixão e
determinação de todos os integrantes, o famoso “chão” da escola. O que começou
como projeto pessoal de ambos tornou-se um registro histórico do Carnaval, já
que a escola quebrou paradigmas, emplacando uma sequência inédita de vitórias.
Num exemplo de resiliência, nunca se abateu com problemas, desafios, tensões,
transformações e adversidades. A escola e sua comunidade sempre foram
conscientes que a dor faz parte da trajetória cíclica da vida. Caíram,
levantaram, caíram novamente e perseveraram, se reergueram e seguiram adiante
olhando para frente e repetindo o lema que é quase um mantra dentro da escola:
Avante Viradouro!
Curadoria: Marcelo Velloso, Renata Xavier e Leandro Lucas
Exposição contemplada pelo edital de fomento às artes Nº
007/2019 da Secretaria Municipal das Culturas | Fundação de Arte de Niterói.
O Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC
O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) foi projetado
pelo arquiteto Oscar Niemeyer e é considerado uma das maravilhas arquitetônicas
do mundo, inaugurado em 2 de setembro de 1996. Eleito, em 2020, pelo Instituto
de Gerenciamento de Projetos (PMI), organização americana sediada na
Pensilvânia, uma das 10 construções mais influentes dos últimos 50 anos. O MAC
está ao lado do Opera House de Sidney, na Austrália, do Burj Khalifa, o prédio
mais alto do mundo em Dubai, e do Museu Guggenheim em Bilbao, na Espanha. A
lista internacional elencou os mais impactantes e inspiradores projetos de
arquitetura ao redor do mundo. Essa ousadia em sua forma e conceito transformou
o MAC num dos principais pontos turísticos da cidade de Niterói, do estado do
Rio de Janeiro e do Brasil. Construído sobre o Mirante da Boa Viagem, na orla
de Niterói, o museu, com sua fachada futurista, integra arte e natureza.
Apresenta exposições também na parte interna, no salão principal, no mezanino e
na varanda, onde há um conjunto de janelas em formato de anel, que possibilita
que o visitante desfrute de vistas panorâmicas também no interior.
O museu possui um acervo de aproximadamente 1.300 obras da
Coleção João Sattamini e cerca de 500 da coleção MAC-Niterói, com obras doadas
por diversos artistas.
Segundo a visão de Niemeyer, o museu, ao celebrar o encontro
entre a liberdade da criação artística e a sociedade como partes da
paisagem-mundo, promove a sensação de pertencimento e acolhimento público, um
lugar de partilhar afetos nas relações humanas propondo a experiência da beleza
acessível para ricos e pobres. Utopia e futurismo presentes em suas linhas
arquitetônicas circulares e cheias de sinuosidade.
SERVIÇO:
Das Cinzas Voltar, nas Cinzas Vencer, Viradouro de Alma
Lavada
Local: MAC - Museu de Arte Contemporânea de Niterói - Pátio
Abertura da Exposição: 21 de janeiro de 2021, quinta-feira,
das 8h às 18h
Visitação: domingo a domingo, das 8h às 18h.
Entrada Gratuita, seguindo os protocolos sanitários, como a
obrigatoriedade do uso de máscaras, controle de acesso e aferição de
temperatura.
FONTE
Departamento de Imprensa SMC/FAN
Secretaria Municipal de Cultura - Niterói
Fundação de Arte de Niterói - FAN
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
SOLENIDADE DE POSSE DE ALBERTO ARAÚJO NA ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS.
Na festiva celebração acadêmica de 17 de junho de 2015, o
poeta e jornalista Alberto Araújo, diretor da revista eletrônica Focus Portal
Cultural, tornou-se Membro Titular da Academia Niteroiense de Letras (ANL).
Numa cerimônia bastante concorrida pela intelectualidade local, sob a
presidência da acadêmica Márcia Maria de Jesus Pessanha, o antigo menino de
Luzilândia das terras do Piauí – seu ônfalo encantado, mas que agora fez
morada no coração de Niterói – assumiu a Cadeira nº 22 daquela memorável
instituição literário-cultural.
Com o aparato simbólico do ritual, o novel membro da Casa de
Horário Pacheco foi introduzido pelos acadêmicos Franci Machado Darigo e Sávio
Soares de Sousa no salão nobre do Istituto Italiano di Cultura, sediado em São
Francisco (Niterói), onde se realizou o evento da posse.
Apresentado à Academia e saudado com o eloquente discurso do poeta e publicitário Paulo Roberto Cecchetti, Alberto Araújo foi analisado em dois horizontes que, no entanto, se entrelaçam: no da sua lírica poesia (com dois livros publicados: Caminhos percorridos - Eu e a Poesia e Identidade do Sol); e no de ativo divulgador dos movimentos intelectuais de Niterói em seu já internacional Focus Portal Cultural.
Em resposta, agradecendo e firmando seu compromisso de honrar os propósitos da ANL, a fala de Alberto Araújo foi expressiva e muito aplaudida.
CLICAR NO LINK PARA ASSISTIR A SOLENIDADE COMPLETA.
EFEMÉRIDE DO FOCUS PORTAL CULTURAL SOLENIDADE DE POSSE DA ACADÊMICA CLAUDIA CATALDI, NA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS
POSSE DA JORNALISTA E ACADÊMICA CLAUDIA CATALDI
Sob a presidência do acadêmico e escritor Waldenir de
Bragança e cerca de 100 pessoas entre políticos, empresários, autoridades e
amigos, a jornalista Claudia Cataldi, que assina a coluna Informe do jornal O
FLUMINENSE, tomou posse dia 11 de junho de
2015, como membro titular da Classe de Letras da Academia Fluminense de Letras
(AFL).
A solenidade aconteceu na sede da entidade, na Biblioteca
Pública de Niterói, no Centro. A nova “imortal” ocupará a cadeira de número 17,
que tem como patrono o jornalista Ezequiel Freire.
Ela escolheu para saudá-la e apresentá-la à academia a colega Eneida Fortuna de Barros, que iniciou seu discurso falando sobre a trajetória de vida da jornalista. Eneida disse que desde que a conheceu Cláudia Cataldi ficou encantada com o perfil biográfico dela.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021
HOMENAGEM ATRAVÉS DA MÚSICA "LISBOA, MENINA E MOÇA" AO CANTOR PORTUGUÊS CARLOS DO CARMO QUE NOS DEIXOU RECENTEMENTE E SUBIU AO PARNASO.
CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO FILME
OU CLICAR NO LINK DO CANAL YOU TUBE
DO FOCUS PORTAL CULTURAL
HOMENAGEM ATRAVÉS DA MÚSICA "LISBOA, MENINA E MOÇA" AO CANTOR PORTUGUÊS CARLOS DO CARMO QUE NOS DEIXOU RECENTEMENTE E SUBIU AO PARNASO, LUGAR DE PESSOAS DE BEM.
LISBOA, MENINA E MOÇA
No Castelo, ponho um cotovelo
Em Alfama, descanso o olhar
E assim desfaço o novelo de azul e mar
À Ribeira encosto a cabeça
A almofada, da cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressa
Na cambraia de um beijo
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que meus olhos veem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
No Terreiro eu passo por ti
Mas da Graça eu vejo-te nua
Quando um pombo te olha, sorri
És mulher da rua
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que soube inventar
Aguardente de vida e medronho
Que me faz cantar
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que os meus olhos vêem tão pura
Teus seios são as colinas, varina
Pregão que me traz à porta, ternura
Cidade a ponto luz bordada
Toalha à beira mar estendida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
Lisboa no meu amor, deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça, amada
Cidade mulher da minha vida
Compositores: Manuel Paulo De Carvalho Costa / Joaquim Maria Pessoa / Fernando Travassos Tordo / Jose Carlos Pereira Ary Dos Santos
UM POUCO SOBRE CARLOS DO CARMO
Carlos do Carmo, nome artístico de Carlos do Carmo de Ascensão Almeida, nasceu em Lisboa, 21 de dezembro de 1939 e faleceu em Lisboa, 1 de janeiro de 2021, foi um cantor e intérprete de fado português.
INFÂNCIA E JUVENTUDE
Filho de Alfredo de Almeida, comerciante de livros e, posteriormente, proprietário da casa de fados O Faia, e de sua mulher, a fadista Lucília do Carmo, Carlos do Carmo nasceu na Maternidade Magalhães Coutinho, e passou a infância no bairro da Bica.
Estudou no Liceu Passos Manuel, antes de partir, com 15 anos de idade, para a Suíça. Neste país frequentou o Institut auf dem Rosenberg, um colégio alemão situado em São Galo, durante três anos, tendo oportunidade de estudar línguas estrangeiras, tornando-se fluente em francês, inglês, alemão, italiano e espanhol. Depois, já em Genebra, obteve um diploma em Gestão Hoteleira.
ANOS 60 — A CARREIRA ARTÍSTICA
Empregado na Companhia Nacional de Navegação, a morte do pai, em 1962, levou Carlos do Carmo a assumir a gerência d'O Faia, que, com o passar dos anos, se tornara numa concorrida casa de Fados da capital. N' O Faia começou a atuar para os amigos e clientes mais frequentes da casa, até que em 1964 abraçou, definitivamente, a carreira artística.
O surgimento de Carlos do Carmo como fadista dá-se após gravar com Mário Simões uma versão de Loucura, fado de Júlio de Sousa, interpretado também por Lucília do Carmo. O fadista afirma que escolheu o Loucura porque era o único fado de que sabia a letra. Se bem que habituado a ouvir o Fado desde criança, quer na voz de sua mãe, quer na voz de outros intérpretes, como os fadistas populares que ouvia nas verbenas de Lisboa ou dos artistas que passavam pel'O Faia — Alfredo Marceneiro, Maria Teresa de Noronha ou Carlos Ramos, para citar os que mais admirava — o fadista viria a confessar que, nessa época, andava afastado da canção tradicional de Lisboa. Ganhara gosto, no limiar da adolescência, pela música de Luiz Gonzaga e Dorival Caymmi, até se deixar fascinar, pouco mais tarde, por Frank Sinatra e Jacques Brel. De resto, também o fato de passar vários anos no estrangeiro, contribuíra para que Carlos do Carmo se afastasse do Fado.
A interpretação gravada com o quarteto de Mário Simões é um desafio à forma tradicional de interpretação do Fado. Carlos do Carmo canta este tema acompanhado de piano, baixo, guitarra elétrica e um coro de vozes femininas. A faixa começou a passar regularmente na rádio e, em consequência do sucesso que tem, o fadista estreante lança, logo no ano seguinte, um EP em nome próprio: Carlos do Carmo com Orquestra de Joaquim Luiz Gomes.
Em 1967, a Casa da Imprensa distinguiu-o com o premio Melhor Intérprete e, em 1970, atribuiu-lhe o premio Pozal Domingues de Melhor Disco do Ano, para o seu primeiro álbum, intitulado O Fado de Carlos do Carmo, editado pela Alvorada em 1969.
Seria o início de uma das mais exemplares carreiras do panorama musical português, em geral, e do Fado, em particular.
Ainda em 1964, casou com Maria Judite de Sousa Leal, com quem teve três filhos, Cila do Carmo, Becas do Carmo e Gil do Carmo.
PRÊMIOS E DISTINÇÕES
Foi, por duas vezes, agraciado pela Presidência da República com graus honoríficos no final da década de 1990, mais precisamente, a 4 de setembro de 1997, o Presidente Jorge Sampaio atribuiu-lhe o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Posteriormente, a 28 de novembro de 2016, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa fê-lo Grande-Oficial da Ordem do Mérito, distinção que lhe foi entregue em cerimônia realizada a 3 de dezembro de 2016.
Recebeu diversos outros prêmios, atribuídos pelos seus álbuns ou pela sua carreira, em 1991, a Casa da Imprensa, entregou-lhe o prémio Prestígio, no âmbito da Grande Noite do Fado. Em 1998, a SIC e a revista Caras atribui-lhe o Globo de Ouro de Excelência e Mérito; uma distinção que antes tinha sido atribuída a Mário Soares, David Mourão-Ferreira ou Ruy de Carvalho. Já em 2002, o álbum Nove Fados e Uma Canção de Amor, valeu-lhe um Globo na categoria de Melhor Disco do Ano.
Em 2003, recebeu o Prêmio José Afonso, atribuído pela Câmara Municipal da Amadora, na sequência do qual foi publicado o livro Carlos do Carmo, do Fado e do Mundo, uma entrevista biográfica realizada por Viriato Teles.
Em 2004, o então Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Municipal, de grau ouro, o mais elevado.
PRÊMIO GOYA
Em 2008, recebeu em Espanha, em conjunto com o poeta Fernando Pinto do Amaral, o prestigiado Prêmio Goya, na categoria de Melhor Canção Original, com o Fado da Saudade. A canção faz parte da banda sonora do filme Fados, que concorria à edição de 2008 daqueles que são considerados os oscares espanhóis. No entanto, foram levantadas dúvidas sobre a verdadeira autoria deste fado.
GRAMMY LATINO
Em 2014, tornou-se, a par da soprano Elisabete Matos, no segundo artista português a ganhar um Grammy, obtido na categoria Lifetime Achievement, entregue apenas aos artistas pelo conjunto da obra que produziram ao longo da sua carreira e não devido ao êxito que lograram com determinada canção ou álbum. No mesmo ano, a 19 de novembro, o fadista recebe o Grammy Latino de Carreira, no Hollywood MGM de Las Vegas.
Na sequência do premio volta a ser homenageado pela Câmara Municipal de Lisboa, que lhe outorgou, pela mão de António Costa, uma nova Medalha de Mérito Municipal.
Também a Rádio Comercial lhe prestou uma singular homenagem, ao produzir um vídeo onde 35 cantores portugueses de diferentes gerações cantam Lisboa Menina e Moça, entre eles Paulo de Carvalho, Jorge Palma, Rui Reininho, Camané, Mariza, Aurea, Ana Moura, Tiago Bettencourt ou David Fonseca.
Em 2007, Carlos do Carmo apresentou, no Museu do Fado, um álbum intitulado À Noite, que reuniu textos inéditos de Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral, Maria do Rosário Pedreira, Júlio Pomar, Luís Represas, José Luís Tinoco e José Manuel Mendes, para as músicas de fados tradicionais da autoria de Armandinho, Joaquim Campos e Alfredo Marceneiro.
Em 2010, juntou-se ao pianista e compositor Bernardo Sassetti para fazer o álbum Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti, onde recriou canções marcantes de outros intérpretes, entre elas Cantigas do Maio (Zeca Afonso), Lisboa que amanhece (Sérgio Godinho), Porto sentido (Rui Veloso), Foi por ela (Fausto Bordalo Dias), Quand On N'a Que L'Amour (Jacques Brel) ou Gracias a la vida (Violeta Parra).
Desde o início da década de 2000, numa relação próxima com as novas gerações do Fado, promoveu atuações conjuntas com novos fadistas. Foi o caso de Mariza; Gala de Fado do Casino Estoril, a 8 de junho de 2004, por exemplo ou Camané; concerto de encerramento das Festas de Lisboa, nos jardins da Torre de Belém, em 2006, por exemplo.
Essas ligações seriam reforçadas com a edição, em 2014, do álbum Fado é amor, apresentado nesse ano no Coliseu dos Recreios, onde o fadista apresentou temas gravados com Camané, Mariza, Ana Moura, Aldina Duarte, Cristina Branco, Mafalda Arnauth, Ricardo Ribeiro, Marco Rodrigues, Raquel Tavares e Carminho.
Anunciou em 7 de fevereiro de 2019 o fim de atuação em palcos. Os seus últimos concertos foram a 12 de outubro no Theatro Circo, a 2 de novembro no Coliseu do Porto e a 9 de novembro no Coliseu dos Recreios.
Morreu em 01 de janeiro de 2021 no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, devido a um aneurisma.
PRÊMIOS
Foi, por duas vezes, agraciado pela Presidência da República com graus honoríficos no final da década de 1990, mais precisamente, a 4 de setembro de 1997, o Presidente Jorge Sampaio atribuiu-lhe o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Posteriormente, a 28 de novembro de 2016, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa fê-lo Grande-Oficial da Ordem do Mérito, distinção que lhe foi entregue em cerimônia realizada a 3 de dezembro de 2016.
Discografia
• Mário Simões e o seu Quarteto apresentando Carlos do Carmo (1963, Alvorada)
o Loucura (com Carlos do Carmo) / Cinderela / Só Dor / Twist Desconjuntado
• Carlos do Carmo com Orquestra de Joaquim Luiz Gomes (1964, Alvorada)
o Loucura / Estranha Forma de Vida / Lisboa Casta Princesa / Viela
• Mais Fados por Carlos do Carmo (1965, Alvorada)
o O Resto da Minha Esperança / O Trem Desmantelado / A Rua do Silêncio / Romance das Horas Paradas
• Fados do Meu Coração - Carlos do Carmo com a Orquestra de Joaquim Luís Gomes (1965, Decca)
o Rainha Santa / Fica Comigo Saudade / O Fado
• Fado Razão da Minha Vida - Carlos do Carmo e a Guitarra de Jaime Santos (1965, Decca)
o Agora Choro à Vontade / Quadras Dispersas / Saudade Mal do Fado / As Três Normas
• Carlos do Carmo (1967, Philips)
o A Rua do Desencanto / Fica-te Mesmo a Matar / Quadras Soltas / Dá Tempo ao Tempo
• Carlos do Carmo em Paris (1967, Decca)
o Há Festa na Mouraria / Quadras de Amor / Um Dia / Vestida de Madrugada
• Carlos do Carmo canta Fado (1970, Philips)
o Por Morrer uma Andorinha / Padre Nosso / Júlia Florista / Aquela Feia
• Carlos do Carmo no Curto Circuito [ao vivo] (1970, Tecla)
o Pedra Filosofal / A Voz que eu Tenho / Menino d’Oiro
• Carlos do Carmo (1972, Tecla)
o Duas Lágrimas de Orvalho / Sou para vós Donde Venho / Canto para não chorar / O Fruto Dá a Vida
• Por Morrer Uma Andorinha (1973, Philips)
o Por Morrer Uma Andorinha / Padre Nosso / A Júlia Florista / Aquela Feia
• Carlos do Carmo (1973, Tecla)
o Ferro Velho / Aurora Boreal / Amor Total / Dizer que Sim à Vida
• Partir é Morrer um Pouco (1973, Tecla)
o Partir é Morrer um Pouco / Fado dos Sonhos / Canção de Madrugar / Soneto XIV
• Carlos do Carmo (1973, Tecla)
o Canoas do Tejo / Não digam ao Fado / Canção Grata / O Fruto dá a Vida
• Gaivota (1973, Tecla)
o Gaivota / Guardei na minha Saudade / Fado da Noite / Rodam as 4 Estações
• Não se Morre de Saudade (1973, Tecla)
o Não se Morre de Saudade / A Voz que eu Tenho / A Saudade Aconteceu / Mãos Vazias
• Vim Para o Fado (1973)
o Vim Para o Fado / Será Triste mas é Fado / Bairro Alto / Já me Deixou
• Something / Love Story (1973, Tecla)
o Something / Love Story.
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O FOCUS PORTAL CULTURAL AGRADECE
OS DIÁLOGOS ENTRE LIANE ARÊAS E ALBERTO ARAÚJO QUE CATEGORICAMENTE SERVIRAM DE INFORMAÇÕES PARA A NOSSA SINGULAR HOMENAGEM.
LIANE ARÊAS: Estamos bem, querido amigo Alberto, apesar do frio intenso... Obrigada pelo aconchego amigo, pela lembrança carinhosa de nós. Fiquem todos muito bem!🌟💫 “Deus está no comando”. 🙏 Abraços pra você e pra querida amiga Shirley. 💕💐
[17:40, 03/01/2021] Liane Arêas: Alberto, na sexta-feira passada faleceu aqui um grande fadista, Carlos do Carmo. Tinha 81 anos e 58 de carreira... Como Amália Rodrigues, era considerado um patrimônio cultural lisboeta... O Governo Federal decretou luto oficial em Portugal, amanhã, segunda-feira...
Como colaboração para o seu noticiário Portal FOCUS Cultural.
[17:50, 03/01/2021] Liane Arêas: Que maravilhosa sintonia!!! Desde a sexta-feira à noite quando ouvi a notícia, lembrei logo da minha amiga saudosa e a seguir lembrei-me de você...
[18:54, 03/01/2021] Alberto Araújo: Já estou preparando uma homenagem Especial do Focus ao Carlos do Carmo. Encontrei muita coisa sobre ele.
[17:47, 03/01/2021] Liane Arêas: Conheci Carlos do Carmo em 2004, através da nossa saudosa Yara Vidal Fonseca, confreira Cenaculista que me pediu para comprar um CD do cantor fadista a quem ela muito admirava... Muitas saudades da Yara 💓😔
[17:48, 03/01/2021] Alberto Araújo: Que legal. Eu que ocupo a Cadeira 22 que era de Yara Vidal Fonseca na ANL, você sabia?
[17:48, 03/01/2021] Alberto Araújo: Eu conheço as músicas de Carlos do Carmo. Vou fazer sim uma homenagem.
[17:48, 03/01/2021] Liane Arêas: Não, não me lembrava...
22h48min Está havendo uma sintonia boa em torno do nome da
nossa querida e saudosa amiga Yara Vidal... Passei para o Alberto noticiar no
FOCUS CULTURAL, o falecimento do Fadista Carlos do Carmo que está recebendo
homenagens aqui pois, como Amália, é considerado patrimônio cultural da música
de Portugal. Yara Vidal gostava do fadista e em 2004 pediu-me que levasse pra
ela o CD Canoas do Tejo do Carlos do Carmo. Alberto então me lembrou de que
Yara foi quem o antecedeu na ANL e que ele também, como Yara conhecia e
admirava o cantor. Vem coisa boa aí... ☺️😊
22h57min Olá, prezada Liane, boa noite, sim. Estou preparando uma linda homenagem ao admirável Carlos do Carmo. Vai ter vídeo com ele cantando, e outras homenagens de importantes cantores de Portugal que fizeram ano passado. Já era uma profecia. Obrigado pelos seus olhos de lince. É isso, mesmo, você também está atenta em tudo que é cultural. Amanhã o FOCUS fará uma viagem ao planeta e fará uma linda homenagem ao já inesquecível Carlos do Carmo. Ele merece, sim. Tenha uma feliz noite ao lado de seus caros. ALBERTO ARAÚJO.
domingo, 3 de janeiro de 2021
CENTRO OLGA CADAVAL RECEBE ESPETÁCULO DE HOMENAGEM A AMÁLIA RODRIGUES
CENTRO OLGA CADAVAL RECEBE ESPETÁCULO DE HOMENAGEM A AMÁLIA RODRIGUES
O Centro Cultural Olga Cadaval recebe o espetáculo de
homenagem a Amália Rodrigues. “Saudade! Viver Amália” trazido a palco pela
Companhia de Dança Contemporânea de Sintra, no dia 8 de janeiro, às 21h.
Esta é a segunda grande produção pós-covid, num palco que
contará com a presença de fadistas, músicos, bailarinos e coreógrafos, num
encontro singular que pretende homenagear a fadista portuguesa e que segundo
palavras dos artistas reunidos neste evento “Foi por ti Amália e por este Amor
à cultura portuguesa que se chama Fado”.
O espetáculo de música e dança “Saudade! Viver Amália”
promete revisitar o espólio musical da obra de Amália, usando a dança e as
artes performativas que se revestem de um caráter onírico e cinematográfico. Um
espetáculo que certamente transportará os espectadores para uma inesperada
viagem ao passado da saudosa artista e trará à memória de todos a vida e os
temas de Amália que inegavelmente fazem parte da cultura e imaginário
português.
Pode adquirir o bilhete AQUI.
sábado, 2 de janeiro de 2021
FRÉDÉRIC CHOPIN - WALTZ IN A FLAT MAJOR, OP. 34, NO. 1
A TRILHA MUSICAL DA POESIA "ICARAÍ" DE ALBERTO ARAÚJO é do compositor Frédéric Chopin - Waltz in A flat Major, Op. 34, No. 1.
Clicar no link: https://youtu.be/Td51WEuIOWc
Frédéric François Chopin, também chamado Fryderyk Franciszek Chopin nasceu em Żelazowa Wola, 22 de Fevereiro ou 1 de Março de 1810 e faleceu em Paris, 17 de Outubro de 1849, foi um pianista polonês radicado na França e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Sua técnica refinada e sua elaboração harmônica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros grandes compositores, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.



























