sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

FOCUS PORTAL CULTURAL INICIA A CELEBRAÇÃO DOS 60 ANOS DO CENTRO CULTURAL MARIA SABINA


Nilde Barros Diuana e Neide Barros Rêgo
Palco do Centro Cultural Maria Sabina,
ao lado do Busto de Maria Sabina.


A Inauguração do Busto da escritora Maria Sabina de Albuquerque, na instituição que consagra o seu nome para todo o panorama cultural fluminense. Deu-se em 06 de dezembro de 1992. 



O CENTRO CULTURAL MARIA SABINA, um dos mais importantes espaços culturais de Niterói e referência na arte da declamação em 24 de junho de 2021 celebrará 60 anos de atividades ininterruptas. Fundado e dirigido pela poetisa, declamadora, escritora, intelectual do Ano 2010, a acadêmica Neide Barros Rego, que também capitaneia o curso de Arte de Dizer, o CCMS durante esse tempo já aproximou dezenas de pessoas afins, amigos apaixonados pelos versos de muitos dos poetas brasileiros, já celebrados em suas festividades, especialmente os poetas e escritores fluminenses.


 O Publisher e acadêmico Luiz Augusto Erthal; Escritor, poeta, jornalista Alberto Araújo e o livreiro Carlos Mônaco, ocasião em que foram homenageados como "AMIGOS DO CENTRO CULTURAL MARIA SABINA" e a coordenadora do CCMS, poetisa, declamadora e acadêmica Neide Barros Rêgo.

 



Gracinha Rego, Neide Barros Rêgo e Alberto Araújo exibem
 o Diploma de AMIGO DO CCMS de ALBERTO ARAÚJO-

 

DAS CINZAS VOLTAR… HISTÓRIA DA UNIDOS DO VIRADOURO É CONTADA, POR MEIO DE EXPOSIÇÃO, NO MAC NITERÓI

 




Exposição no Museu de Arte Contemporânea de Niterói celebra a resiliência do Carnaval, da cultura e da vida, por meio da história de superação da Unidos do Viradouro. Assim como a Fênix, a escola de samba renasceu e, em apenas 3 anos, saiu do grupo de acesso para ser campeã do Carnaval do Rio em 2020, o ano da pandemia.

 

 

Abertura: 21 de janeiro de 2021, das 8h às 18h, com entrada gratuita.

Apresentação Viradouro, às 17h.

Temporada: Até 28 de fevereiro de 2021

 

O público vai poder visitar, a partir do dia 21 de janeiro, às 8h, a exposição “Das Cinzas Voltar, Nas Cinzas Vencer, Viradouro de Alma Lavada”, no pátio do MAC Niterói. Trata-se de uma intervenção ao ar livre, a partir de uma grande estrutura circular, que representa o ciclo da vida e do Carnaval.

 

O projeto, idealizado pelos fotógrafos Renata Xavier e Leandro Lucas, não deixa passar em branco uma época tão simbólica para o povo fluminense e brasileiro: o Carnaval. As mais de 400 fotos presentes na mostra começaram a ser produzidas pela dupla de fotógrafos em 2017, quando a agremiação de Niterói, ainda no Grupo de Acesso, se preparava para o espetáculo de 2018. A Viradouro conquistou o título que garantiu o retorno ao Grupo Especial. No ano seguinte, já na disputa com as principais escolas, com um desfile arrebatador, foi vice-campeã, feito inédito na história dos espetáculos na Marquês de Sapucaí, já que nunca uma agremiação havia conseguido esta colocação no retorno ao grupo de elite. O verso forte do samba para o enredo de 2019 que abordava a superação ‘Das cinzas voltar, nas cinzas vencer’ dá título à exposição.

 

No último Carnaval, mais uma quebra de paradigma: sendo a segunda escola a desfilar na noite de domingo, posição considerada ingrata no universo carnavalesco, a vermelho e branco saiu aclamada da pista e o favoritismo se confirmou na Quarta-Feira de Cinzas, quando foi consagrada a grande campeã.

 

Na exposição, os visitantes vão poder viajar nas imagens dos preparativos do barracão, quadra, ensaios de rua e dos espetáculos apresentados pela Viradouro no Sambódromo – em seus marcantes últimos três desfiles – bem como conferir os registros da festa de comemoração do título, o segundo conquistado no chamado grupo de elite.

 

Diversos painéis com até sete metros de comprimento cada estarão dispostos em círculos, por onde o público poderá, literalmente, caminhar entre eles, descobrindo os bastidores dessa história de resistência e luta da Viradouro, além de acompanhar, através de uma contagem regressiva, como é feita a construção do Carnaval de uma grande escola de samba. O que está por trás? As pessoas, os profissionais, a comunidade, um trabalho feito por milhares de mãos com muita criatividade, embalado pela fantasia e, principalmente, pela esperança. O formato circular da exposição é uma alegoria ao Carnaval, à vida e ao eterno recomeçar. A mostra terá como pano de fundo a paisagem deslumbrante do Rio de Janeiro e a obra icônica de Oscar Niemeyer.

 

A escolha do MAC para o lançamento dessa exposição, segundo Renata e Leandro, se dá por inúmeros motivos: o fato de ser um local de interseção, um ponto de encontro cultural de Niterói. Pelo espaço, passa um público heterogêneo que inclui a população de alta e baixa renda da cidade, bem como turistas de todo o mundo devido à importância nacional e internacional que o museu possui. A localização privilegiada com paisagem cinematográfica do Rio de Janeiro e a arquitetura circular em forma de obra de arte de Niemeyer. Estabelece-se aí um elo fundamental para a exposição: Niemeyer era apaixonado pelo samba e é o mesmo arquiteto que projetou o Sambódromo do Rio de Janeiro, palco maior do Carnaval no mundo.

 

“2020 foi um ano muito atípico. Logo após a vitória, o barracão da Viradouro foi atingido por um incêndio de grandes proporções que deixou em cinzas boa parte da sua infraestrutura. Uma pandemia global afetou todas as pessoas e países provocando muito sofrimento. O mundo do samba foi atingido em cheio por essa situação sem precedentes. Pela primeira vez desde que foram oficialmente criados, em 1932, não haverá desfiles em fevereiro. No meio dessas cinzas, buscar sobreviver, renascer. A esperança é o que move a Viradouro, o Carnaval e todos nós”, explica Renata.

 

Os registros fotográficos dos últimos anos da Viradouro não estarão disponíveis somente no MAC. O público terá ainda um acervo iconográfico com as milhares de imagens produzidas para esse projeto, que poderá ser acessado através de QR codes impressos na exposição para que os integrantes da escola, da comunidade e a população possam procurar e compartilhar suas imagens nos desfiles, ensaios e em todos os eventos fotografados por Renata Xavier e Leandro Lucas. O virtual e o real poderão interagir através das mídias sociais, hashtags e instagram. A conta oficial da exposição no instagram é @dascinzasvoltar e o site: http://www.dascinzasvoltar.com.br .

 

 

 

Os Autores Renata Xavier e Leandro Lucas

 

 

 

Ela é fotojornalista, nascida em Niterói, cursou Cinema e Publicidade na UFF, trabalhou no jornal O Globo e para as revistas das Editoras Abril e Globo. É uma das mais premiadas fotógrafas brasileiras da atualidade, com diversos prêmios nacionais e internacionais, palestrante em congressos e universidades, e influencer da multinacional japonesa Nikon para a América Latina e partner da européia DreambooksPro.

 

 

 

Ele nasceu na capital fluminense e há anos mora em Niterói. Estudou engenharia civil na UERJ e fotografa há 20 anos. Palestrou em congressos de fotografia e suas imagens foram premiadas no Brasil e no exterior. Algumas imagens da Viradouro incluídas na exposição foram premiadas pelo Prix de la Photographie Paris.

 

Os dois são um casal há 27 anos e, juntos, fotografam pequenos e grandes eventos pelo Brasil e pelo mundo.

 

O Carnaval é a maior festa da Terra, por isso os dois fotógrafos resolveram encarar o desafio de fotografá-lo através da escola de samba da cidade em que vivem: Niterói. Os registros do cotidiano da Viradouro, escola do coração deles, teve início quando a agremiação ainda integrava o grupo de acesso. Os dois foram surpreendidos pela garra, força, paixão e determinação de todos os integrantes, o famoso “chão” da escola. O que começou como projeto pessoal de ambos tornou-se um registro histórico do Carnaval, já que a escola quebrou paradigmas, emplacando uma sequência inédita de vitórias. Num exemplo de resiliência, nunca se abateu com problemas, desafios, tensões, transformações e adversidades. A escola e sua comunidade sempre foram conscientes que a dor faz parte da trajetória cíclica da vida. Caíram, levantaram, caíram novamente e perseveraram, se reergueram e seguiram adiante olhando para frente e repetindo o lema que é quase um mantra dentro da escola: Avante Viradouro!

 

Curadoria: Marcelo Velloso, Renata Xavier e Leandro Lucas

 

Exposição contemplada pelo edital de fomento às artes Nº 007/2019 da Secretaria Municipal das Culturas | Fundação de Arte de Niterói.

 

 

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC

 

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e é considerado uma das maravilhas arquitetônicas do mundo, inaugurado em 2 de setembro de 1996. Eleito, em 2020, pelo Instituto de Gerenciamento de Projetos (PMI), organização americana sediada na Pensilvânia, uma das 10 construções mais influentes dos últimos 50 anos. O MAC está ao lado do Opera House de Sidney, na Austrália, do Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo em Dubai, e do Museu Guggenheim em Bilbao, na Espanha. A lista internacional elencou os mais impactantes e inspiradores projetos de arquitetura ao redor do mundo. Essa ousadia em sua forma e conceito transformou o MAC num dos principais pontos turísticos da cidade de Niterói, do estado do Rio de Janeiro e do Brasil. Construído sobre o Mirante da Boa Viagem, na orla de Niterói, o museu, com sua fachada futurista, integra arte e natureza. Apresenta exposições também na parte interna, no salão principal, no mezanino e na varanda, onde há um conjunto de janelas em formato de anel, que possibilita que o visitante desfrute de vistas panorâmicas também no interior.

 

 

 

O museu possui um acervo de aproximadamente 1.300 obras da Coleção João Sattamini e cerca de 500 da coleção MAC-Niterói, com obras doadas por diversos artistas.

 

Segundo a visão de Niemeyer, o museu, ao celebrar o encontro entre a liberdade da criação artística e a sociedade como partes da paisagem-mundo, promove a sensação de pertencimento e acolhimento público, um lugar de partilhar afetos nas relações humanas propondo a experiência da beleza acessível para ricos e pobres. Utopia e futurismo presentes em suas linhas arquitetônicas circulares e cheias de sinuosidade.

 

 

 

SERVIÇO:

 

Das Cinzas Voltar, nas Cinzas Vencer, Viradouro de Alma Lavada

Local: MAC - Museu de Arte Contemporânea de Niterói - Pátio

Abertura da Exposição: 21 de janeiro de 2021, quinta-feira, das 8h às 18h

Visitação: domingo a domingo, das 8h às 18h.

 

Entrada Gratuita, seguindo os protocolos sanitários, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, controle de acesso e aferição de temperatura.

 






 

FONTE

Departamento de Imprensa SMC/FAN

Secretaria Municipal de Cultura - Niterói

Fundação de Arte de Niterói - FAN

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

SOLENIDADE DE POSSE DE ALBERTO ARAÚJO NA ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS.





Na festiva celebração acadêmica de 17 de junho de 2015, o poeta e jornalista Alberto Araújo, diretor da revista eletrônica Focus Portal Cultural, tornou-se Membro Titular da Academia Niteroiense de Letras (ANL). Numa cerimônia bastante concorrida pela intelectualidade local, sob a presidência da acadêmica Márcia Maria de Jesus Pessanha, o antigo menino de Luzilândia das terras do Piauí  –  seu ônfalo encantado, mas que agora fez morada no coração de Niterói  –  assumiu a Cadeira nº 22 daquela memorável instituição literário-cultural.

 

Com o aparato simbólico do ritual, o novel membro da Casa de Horário Pacheco foi introduzido pelos acadêmicos Franci Machado Darigo e Sávio Soares de Sousa no salão nobre do Istituto Italiano di Cultura, sediado em São Francisco (Niterói), onde se realizou o evento da posse.

 

Apresentado à Academia e saudado com o eloquente discurso do poeta e publicitário Paulo Roberto Cecchetti, Alberto Araújo foi analisado em dois horizontes que, no entanto, se entrelaçam: no da sua lírica poesia (com dois livros publicados: Caminhos percorridos - Eu e a Poesia e Identidade do Sol); e no de ativo divulgador dos movimentos intelectuais de Niterói em seu já internacional Focus Portal Cultural.

 

Em resposta, agradecendo e firmando seu compromisso de honrar os propósitos da ANL, a fala de Alberto Araújo foi expressiva e muito aplaudida.

 

CLICAR NO LINK PARA ASSISTIR A SOLENIDADE COMPLETA.

https://youtu.be/ZcWntjs-Qm4







 

EFEMÉRIDE DO FOCUS PORTAL CULTURAL SOLENIDADE DE POSSE DA ACADÊMICA CLAUDIA CATALDI, NA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS




POSSE DA JORNALISTA E ACADÊMICA CLAUDIA CATALDI

 

 

Sob a presidência do acadêmico e escritor Waldenir de Bragança e cerca de 100 pessoas entre políticos, empresários, autoridades e amigos, a jornalista Claudia Cataldi, que assina a coluna Informe do jornal O FLUMINENSE, tomou posse  dia 11 de junho de 2015, como membro titular da Classe de Letras da Academia Fluminense de Letras (AFL).

 

A solenidade aconteceu na sede da entidade, na Biblioteca Pública de Niterói, no Centro. A nova “imortal” ocupará a cadeira de número 17, que tem como patrono o jornalista Ezequiel Freire.

 

Ela escolheu para saudá-la e apresentá-la à academia a colega Eneida Fortuna de Barros, que iniciou seu discurso falando sobre a trajetória de vida da jornalista. Eneida disse que desde que a conheceu Cláudia Cataldi ficou encantada com o perfil biográfico dela. 


Clicar no link:

https://youtu.be/hFVHCqkW3Ig



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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

HOMENAGEM ATRAVÉS DA MÚSICA "LISBOA, MENINA E MOÇA" AO CANTOR PORTUGUÊS CARLOS DO CARMO QUE NOS DEIXOU RECENTEMENTE E SUBIU AO PARNASO.

 

CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO FILME

OU CLICAR NO LINK DO CANAL YOU TUBE

DO FOCUS PORTAL CULTURAL

https://youtu.be/UGmzLug54gY


HOMENAGEM ATRAVÉS DA MÚSICA "LISBOA, MENINA E MOÇA" AO CANTOR PORTUGUÊS CARLOS DO CARMO QUE NOS DEIXOU RECENTEMENTE E SUBIU AO PARNASO, LUGAR DE PESSOAS DE BEM.

 

LISBOA, MENINA E MOÇA

 

No Castelo, ponho um cotovelo

Em Alfama, descanso o olhar

E assim desfaço o novelo de azul e mar

À Ribeira encosto a cabeça

A almofada, da cama do Tejo

Com lençóis bordados à pressa

Na cambraia de um beijo

Lisboa menina e moça, menina

Da luz que meus olhos veem tão pura

Teus seios são as colinas, varina

Pregão que me traz à porta, ternura

Cidade a ponto luz bordada

Toalha à beira mar estendida

Lisboa menina e moça, amada

Cidade mulher da minha vida

No Terreiro eu passo por ti

Mas da Graça eu vejo-te nua

Quando um pombo te olha, sorri

És mulher da rua

E no bairro mais alto do sonho

Ponho o fado que soube inventar

Aguardente de vida e medronho

Que me faz cantar

Lisboa menina e moça, menina

Da luz que os meus olhos vêem tão pura

Teus seios são as colinas, varina

Pregão que me traz à porta, ternura

Cidade a ponto luz bordada

Toalha à beira mar estendida

Lisboa menina e moça, amada

Cidade mulher da minha vida

Lisboa no meu amor, deitada

Cidade por minhas mãos despida

Lisboa menina e moça, amada

Cidade mulher da minha vida

 

Compositores: Manuel Paulo De Carvalho Costa / Joaquim Maria Pessoa / Fernando Travassos Tordo / Jose Carlos Pereira Ary Dos Santos

 

 

 

 

 

UM POUCO SOBRE CARLOS DO CARMO

 

Carlos do Carmo, nome artístico de Carlos do Carmo de Ascensão Almeida, nasceu em Lisboa, 21 de dezembro de 1939 e faleceu em Lisboa, 1 de janeiro de 2021, foi um cantor e intérprete de fado português.

 

 

INFÂNCIA E JUVENTUDE

 

 

Filho de Alfredo de Almeida, comerciante de livros e, posteriormente, proprietário da casa de fados O Faia, e de sua mulher, a fadista Lucília do Carmo, Carlos do Carmo nasceu na Maternidade Magalhães Coutinho, e passou a infância no bairro da Bica.

 

Estudou no Liceu Passos Manuel, antes de partir, com 15 anos de idade, para a Suíça. Neste país frequentou o Institut auf dem Rosenberg, um colégio alemão situado em São Galo, durante três anos, tendo oportunidade de estudar línguas estrangeiras, tornando-se fluente em francês, inglês, alemão, italiano e espanhol. Depois, já em Genebra, obteve um diploma em Gestão Hoteleira.

 

ANOS 60 — A CARREIRA ARTÍSTICA

 

Empregado na Companhia Nacional de Navegação, a morte do pai, em 1962, levou Carlos do Carmo a assumir a gerência d'O Faia, que, com o passar dos anos, se tornara numa concorrida casa de Fados da capital. N' O Faia começou a atuar para os amigos e clientes mais frequentes da casa, até que em 1964 abraçou, definitivamente, a carreira artística.

 

O surgimento de Carlos do Carmo como fadista dá-se após gravar com Mário Simões uma versão de Loucura, fado de Júlio de Sousa, interpretado também por Lucília do Carmo. O fadista afirma que escolheu o Loucura porque era o único fado de que sabia a letra. Se bem que habituado a ouvir o Fado desde criança, quer na voz de sua mãe, quer na voz de outros intérpretes, como os fadistas populares que ouvia nas verbenas de Lisboa ou dos artistas que passavam pel'O Faia — Alfredo Marceneiro, Maria Teresa de Noronha ou Carlos Ramos, para citar os que mais admirava — o fadista viria a confessar que, nessa época, andava afastado da canção tradicional de Lisboa. Ganhara gosto, no limiar da adolescência, pela música de Luiz Gonzaga e Dorival Caymmi, até se deixar fascinar, pouco mais tarde, por Frank Sinatra e Jacques Brel. De resto, também o fato de passar vários anos no estrangeiro, contribuíra para que Carlos do Carmo se afastasse do Fado.

 

A interpretação gravada com o quarteto de Mário Simões é um desafio à forma tradicional de interpretação do Fado. Carlos do Carmo canta este tema acompanhado de piano, baixo, guitarra elétrica e um coro de vozes femininas. A faixa começou a passar regularmente na rádio e, em consequência do sucesso que tem, o fadista estreante lança, logo no ano seguinte, um EP em nome próprio: Carlos do Carmo com Orquestra de Joaquim Luiz Gomes.

 

Em 1967, a Casa da Imprensa distinguiu-o com o premio Melhor Intérprete e, em 1970, atribuiu-lhe o premio Pozal Domingues de Melhor Disco do Ano, para o seu primeiro álbum, intitulado O Fado de Carlos do Carmo, editado pela Alvorada em 1969.

 

Seria o início de uma das mais exemplares carreiras do panorama musical português, em geral, e do Fado, em particular.

 

Ainda em 1964, casou com Maria Judite de Sousa Leal, com quem teve três filhos, Cila do Carmo, Becas do Carmo e Gil do Carmo.

 

 

PRÊMIOS E DISTINÇÕES

 

 

Foi, por duas vezes, agraciado pela Presidência da República com graus honoríficos no final da década de 1990, mais precisamente, a 4 de setembro de 1997, o Presidente Jorge Sampaio atribuiu-lhe o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Posteriormente, a 28 de novembro de 2016, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa fê-lo Grande-Oficial da Ordem do Mérito, distinção que lhe foi entregue em cerimônia realizada a 3 de dezembro de 2016.

 

Recebeu diversos outros prêmios, atribuídos pelos seus álbuns ou pela sua carreira, em 1991, a Casa da Imprensa, entregou-lhe o prémio Prestígio, no âmbito da Grande Noite do Fado. Em 1998, a SIC e a revista Caras atribui-lhe o Globo de Ouro de Excelência e Mérito; uma distinção que antes tinha sido atribuída a Mário Soares, David Mourão-Ferreira ou Ruy de Carvalho. Já em 2002, o álbum Nove Fados e Uma Canção de Amor, valeu-lhe um Globo na categoria de Melhor Disco do Ano.

 

Em 2003, recebeu o Prêmio José Afonso, atribuído pela Câmara Municipal da Amadora, na sequência do qual foi publicado o livro Carlos do Carmo, do Fado e do Mundo, uma entrevista biográfica realizada por Viriato Teles.

 

Em 2004, o então Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Municipal, de grau ouro, o mais elevado.

 

PRÊMIO GOYA

 

Em 2008, recebeu em Espanha, em conjunto com o poeta Fernando Pinto do Amaral, o prestigiado Prêmio Goya, na categoria de Melhor Canção Original, com o Fado da Saudade. A canção faz parte da banda sonora do filme Fados, que concorria à edição de 2008 daqueles que são considerados os oscares espanhóis. No entanto, foram levantadas dúvidas sobre a verdadeira autoria deste fado.

 

GRAMMY LATINO

 

Em 2014, tornou-se, a par da soprano Elisabete Matos, no segundo artista português a ganhar um Grammy, obtido na categoria Lifetime Achievement, entregue apenas aos artistas pelo conjunto da obra que produziram ao longo da sua carreira e não devido ao êxito que lograram com determinada canção ou álbum. No mesmo ano, a 19 de novembro, o fadista recebe o Grammy Latino de Carreira, no Hollywood MGM de Las Vegas.

 

Na sequência do premio volta a ser homenageado pela Câmara Municipal de Lisboa, que lhe outorgou, pela mão de António Costa, uma nova Medalha de Mérito Municipal.

 

Também a Rádio Comercial lhe prestou uma singular homenagem, ao produzir um vídeo onde 35 cantores portugueses de diferentes gerações cantam Lisboa Menina e Moça, entre eles Paulo de Carvalho, Jorge Palma, Rui Reininho, Camané, Mariza, Aurea, Ana Moura, Tiago Bettencourt ou David Fonseca.

 

Em 2007, Carlos do Carmo apresentou, no Museu do Fado, um álbum intitulado À Noite, que reuniu textos inéditos de Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral, Maria do Rosário Pedreira, Júlio Pomar, Luís Represas, José Luís Tinoco e José Manuel Mendes, para as músicas de fados tradicionais da autoria de Armandinho, Joaquim Campos e Alfredo Marceneiro.

 

Em 2010, juntou-se ao pianista e compositor Bernardo Sassetti para fazer o álbum Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti, onde recriou canções marcantes de outros intérpretes, entre elas Cantigas do Maio (Zeca Afonso), Lisboa que amanhece (Sérgio Godinho), Porto sentido (Rui Veloso), Foi por ela (Fausto Bordalo Dias), Quand On N'a Que L'Amour (Jacques Brel) ou Gracias a la vida (Violeta Parra).

 

Desde o início da década de 2000, numa relação próxima com as novas gerações do Fado, promoveu atuações conjuntas com novos fadistas. Foi o caso de Mariza; Gala de Fado do Casino Estoril, a 8 de junho de 2004, por exemplo ou Camané; concerto de encerramento das Festas de Lisboa, nos jardins da Torre de Belém, em 2006, por exemplo.

 

Essas ligações seriam reforçadas com a edição, em 2014, do álbum Fado é amor, apresentado nesse ano no Coliseu dos Recreios, onde o fadista apresentou temas gravados com Camané, Mariza, Ana Moura, Aldina Duarte, Cristina Branco, Mafalda Arnauth, Ricardo Ribeiro, Marco Rodrigues, Raquel Tavares e Carminho.

 

Anunciou em 7 de fevereiro de 2019 o fim de atuação em palcos. Os seus últimos concertos foram a 12 de outubro no Theatro Circo, a 2 de novembro no Coliseu do Porto e a 9 de novembro no Coliseu dos Recreios.

 

Morreu em 01 de janeiro de 2021 no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, devido a um aneurisma.

 

 

PRÊMIOS

 

Foi, por duas vezes, agraciado pela Presidência da República com graus honoríficos no final da década de 1990, mais precisamente, a 4 de setembro de 1997, o Presidente Jorge Sampaio atribuiu-lhe o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Posteriormente, a 28 de novembro de 2016, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa fê-lo Grande-Oficial da Ordem do Mérito, distinção que lhe foi entregue em cerimônia realizada a 3 de dezembro de 2016.

 

 

 

Discografia

 

 

•          Mário Simões e o seu Quarteto apresentando Carlos do Carmo (1963, Alvorada)

o          Loucura (com Carlos do Carmo) / Cinderela / Só Dor / Twist Desconjuntado

•          Carlos do Carmo com Orquestra de Joaquim Luiz Gomes (1964, Alvorada)

o          Loucura / Estranha Forma de Vida / Lisboa Casta Princesa / Viela

•          Mais Fados por Carlos do Carmo (1965, Alvorada)

o          O Resto da Minha Esperança / O Trem Desmantelado / A Rua do Silêncio / Romance das Horas Paradas

•          Fados do Meu Coração - Carlos do Carmo com a Orquestra de Joaquim Luís Gomes (1965, Decca)

o          Rainha Santa / Fica Comigo Saudade / O Fado

•          Fado Razão da Minha Vida - Carlos do Carmo e a Guitarra de Jaime Santos (1965, Decca)

o          Agora Choro à Vontade / Quadras Dispersas / Saudade Mal do Fado / As Três Normas

•          Carlos do Carmo (1967, Philips)

o          A Rua do Desencanto / Fica-te Mesmo a Matar / Quadras Soltas / Dá Tempo ao Tempo

•          Carlos do Carmo em Paris (1967, Decca)

o          Há Festa na Mouraria / Quadras de Amor / Um Dia / Vestida de Madrugada

•          Carlos do Carmo canta Fado (1970, Philips)

o          Por Morrer uma Andorinha / Padre Nosso / Júlia Florista / Aquela Feia

•          Carlos do Carmo no Curto Circuito [ao vivo] (1970, Tecla)

o          Pedra Filosofal / A Voz que eu Tenho / Menino d’Oiro

•          Carlos do Carmo (1972, Tecla)

o          Duas Lágrimas de Orvalho / Sou para vós Donde Venho / Canto para não chorar / O Fruto Dá a Vida

•          Por Morrer Uma Andorinha (1973, Philips)

o          Por Morrer Uma Andorinha / Padre Nosso / A Júlia Florista / Aquela Feia

•          Carlos do Carmo (1973, Tecla)

o          Ferro Velho / Aurora Boreal / Amor Total / Dizer que Sim à Vida

•          Partir é Morrer um Pouco (1973, Tecla)

o          Partir é Morrer um Pouco / Fado dos Sonhos / Canção de Madrugar / Soneto XIV

•          Carlos do Carmo (1973, Tecla)

o          Canoas do Tejo / Não digam ao Fado / Canção Grata / O Fruto dá a Vida

•          Gaivota (1973, Tecla)

o          Gaivota / Guardei na minha Saudade / Fado da Noite / Rodam as 4 Estações

•          Não se Morre de Saudade (1973, Tecla)

o          Não se Morre de Saudade / A Voz que eu Tenho / A Saudade Aconteceu / Mãos Vazias

•          Vim Para o Fado (1973)

o          Vim Para o Fado / Será Triste mas é Fado / Bairro Alto / Já me Deixou

•          Something / Love Story (1973, Tecla)

o          Something / Love Story.

 

 

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O FOCUS PORTAL CULTURAL AGRADECE

 

 

OS DIÁLOGOS ENTRE LIANE ARÊAS E ALBERTO ARAÚJO QUE CATEGORICAMENTE SERVIRAM DE INFORMAÇÕES PARA A NOSSA SINGULAR HOMENAGEM.

 

LIANE ARÊAS: Estamos bem, querido amigo Alberto, apesar do frio intenso... Obrigada pelo aconchego amigo, pela lembrança carinhosa de nós. Fiquem todos muito bem!🌟💫 “Deus está no comando”. 🙏 Abraços pra você e pra querida amiga Shirley. 💕💐

 

[17:40, 03/01/2021] Liane Arêas: Alberto, na sexta-feira passada faleceu aqui um grande fadista, Carlos do Carmo. Tinha 81 anos e 58 de carreira... Como Amália Rodrigues, era considerado um patrimônio cultural lisboeta... O Governo Federal decretou luto oficial em Portugal, amanhã, segunda-feira...

Como colaboração para o seu noticiário Portal FOCUS Cultural.

 

[17:50, 03/01/2021] Liane Arêas: Que maravilhosa sintonia!!! Desde a sexta-feira à noite quando ouvi a notícia, lembrei logo da minha amiga saudosa e a seguir lembrei-me de você...

 

[18:54, 03/01/2021] Alberto Araújo: Já estou preparando uma homenagem Especial do Focus ao Carlos do Carmo. Encontrei muita coisa sobre ele.

 

[17:47, 03/01/2021] Liane Arêas: Conheci Carlos do Carmo em 2004, através da nossa saudosa Yara Vidal Fonseca, confreira Cenaculista que me pediu para comprar um CD do cantor fadista a quem ela muito admirava... Muitas saudades da Yara 💓😔

 

 [17:48, 03/01/2021] Alberto Araújo: Que legal. Eu que ocupo a Cadeira 22 que era de Yara Vidal Fonseca na ANL, você sabia?

 

[17:48, 03/01/2021] Alberto Araújo: Eu conheço as músicas de Carlos do Carmo. Vou fazer sim uma homenagem.

[17:48, 03/01/2021] Liane Arêas: Não, não me lembrava...


22h48min Está havendo uma sintonia boa em torno do nome da nossa querida e saudosa amiga Yara Vidal... Passei para o Alberto noticiar no FOCUS CULTURAL, o falecimento do Fadista Carlos do Carmo que está recebendo homenagens aqui pois, como Amália, é considerado patrimônio cultural da música de Portugal. Yara Vidal gostava do fadista e em 2004 pediu-me que levasse pra ela o CD Canoas do Tejo do Carlos do Carmo. Alberto então me lembrou de que Yara foi quem o antecedeu na ANL e que ele também, como Yara conhecia e admirava o cantor. Vem coisa boa aí... ☺️😊


22h57min Olá, prezada Liane, boa noite, sim. Estou preparando uma linda homenagem ao admirável Carlos do Carmo. Vai ter vídeo com ele cantando, e outras homenagens de importantes cantores de Portugal que fizeram ano passado. Já era uma profecia. Obrigado pelos seus olhos de lince. É isso, mesmo, você também está atenta em tudo que é cultural. Amanhã o FOCUS fará uma viagem ao planeta e fará uma linda homenagem ao já inesquecível Carlos do Carmo. Ele merece, sim. Tenha uma feliz noite ao lado de seus caros. ALBERTO ARAÚJO.

 

 





















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domingo, 3 de janeiro de 2021

CENTRO OLGA CADAVAL RECEBE ESPETÁCULO DE HOMENAGEM A AMÁLIA RODRIGUES

 




CENTRO OLGA CADAVAL RECEBE ESPETÁCULO DE HOMENAGEM A AMÁLIA RODRIGUES

 

 

O Centro Cultural Olga Cadaval recebe o espetáculo de homenagem a Amália Rodrigues. “Saudade! Viver Amália” trazido a palco pela Companhia de Dança Contemporânea de Sintra, no dia 8 de janeiro, às 21h.

 

Esta é a segunda grande produção pós-covid, num palco que contará com a presença de fadistas, músicos, bailarinos e coreógrafos, num encontro singular que pretende homenagear a fadista portuguesa e que segundo palavras dos artistas reunidos neste evento “Foi por ti Amália e por este Amor à cultura portuguesa que se chama Fado”.

 

O espetáculo de música e dança “Saudade! Viver Amália” promete revisitar o espólio musical da obra de Amália, usando a dança e as artes performativas que se revestem de um caráter onírico e cinematográfico. Um espetáculo que certamente transportará os espectadores para uma inesperada viagem ao passado da saudosa artista e trará à memória de todos a vida e os temas de Amália que inegavelmente fazem parte da cultura e imaginário português.

 

Pode adquirir o bilhete AQUI.

 

https://ticketline.sapo.pt/evento/saudade-viver-amalia-53289?fbclid=IwAR18BhKj313tuzCrnxIHvryX3apWuUfJP_S-7JTvQB4ZdQ10wYq_3EJTpCI




sábado, 2 de janeiro de 2021

FRÉDÉRIC CHOPIN - WALTZ IN A FLAT MAJOR, OP. 34, NO. 1





 

A TRILHA MUSICAL DA POESIA "ICARAÍ" DE ALBERTO ARAÚJO é do compositor Frédéric Chopin - Waltz in A flat Major, Op. 34, No. 1. 


Clicar no link: https://youtu.be/Td51WEuIOWc 






Frédéric François Chopin, também chamado Fryderyk Franciszek Chopin  nasceu em Żelazowa Wola, 22 de Fevereiro ou 1 de Março de 1810 e faleceu em Paris, 17 de Outubro de 1849, foi um pianista polonês radicado na França e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Sua técnica refinada e sua elaboração harmônica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros grandes compositores, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.