quinta-feira, 4 de setembro de 2025

MOSTRA DE CURTAS NO CAM GULBENKIAN APRESENTA FILMES DE JOVENS REALIZADORES FORMADOS EM CURSO AVANÇADO

 

Nos dias 6 e 7 de setembro de 2025, às 16h, o Estúdio do Centro de Arte Moderna Gulbenkian abre as portas para exibir oito curtas-metragens resultantes do Curso de Formação Avançada em Realização de Cinema e Televisão, promovido em 2022 pela Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. 

A entrada é gratuita, mediante levantamento de bilhetes no dia, a partir de duas horas antes de cada sessão (máximo de dois bilhetes por pessoa). Não há levantamento online para portadores do Cartão Gulbenkian. 

Formação de excelência e rede internacional 

O curso foi direcionado a oito profissionais e realizadores em início de carreira, que, ao longo de várias semanas, tiveram contato direto com nomes de destaque do cinema contemporâneo, como Céline Sciamma, Lucrecia Martel, Atom Egoyan, João Rui Guerra da Mata e Mariana Gaivão. 

Também participaram técnicos e criativos de referência nas áreas do cinema e da televisão, entre eles Pedro Lopes, Nuno Artur Silva, Luís Urbano, Rui Poças, Graça Castanheira e Teresa Paixão. A tutoria artística ficou a cargo de Marco Martins e João Canijo. 

O resultado nas telas 

As oito curtas produzidas no âmbito do curso já circularam por importantes festivais de cinema e agora chegam ao público lisboeta. A mostra é uma oportunidade de conhecer novas vozes do audiovisual, com narrativas que exploram diferentes linguagens e abordagens estéticas. 

Datas e horários

Sábado, 6 de setembro de 2025 – 16h

Domingo, 7 de setembro de 2025 – 16h

Local: Estúdio, Centro de Arte Moderna Gulbenkian – Lisboa

Entrada gratuita – retirada no dia, a partir de 2h antes

(máx. 2 bilhetes/pessoa)

MAM RIO ILUMINA SETEMBRO E OUTUBRO COM CICLO GRATUITO DE ENCONTROS SOBRE “LUZ” NA INSTALAÇÃO DE BIA LESSA

 

O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) abre suas portas, a partir deste sábado (6), para um mergulho sensorial e reflexivo sobre a “luz” em suas múltiplas dimensões. O projeto “Conversas Anos-Luz”, concebido e dirigido pela multiartista Bia Lessa, integra a programação da instalação homônima criada para celebrar os 120 anos da Light e promete transformar o espaço expositivo em um território de diálogo entre ciência, arte e filosofia. 

Realizados aos sábados, até outubro, os encontros reúnem duplas de convidados — entre músicos, escritores, poetas, cientistas e artistas visuais — para explorar as relações entre luz e sombra, espaço e tempo, a partir de diferentes áreas do conhecimento. A mediação é de Maria Borba. 

PRIMEIRAS PARADAS DA JORNADA LUMINOSA 

6/9 – 16h | Luz, primeiro animal visível do invisível Luisa Duarte (crítica de arte) e Luiz Alberto Oliveira (físico e cosmólogo) inauguram o ciclo com reflexões poético-filosóficas sobre a luz como “organizadora causal do mundo e do pensamento”. 

13/9 – 14h | És metade sombra ou todo sombra, tuas relações com a luz como se tecem? Flora Süssekind (ensaísta) e Nuno Ramos (artista e escritor) discutem as tensões entre claridade e escuridão na arte e na vida. 

20/9 – 16h | Belezas são coisas acesas por dentro A poeta Marília Garcia e o músico Moreno Veloso exploram a potência criativa da luz na poesia e na música.

27/9 – 16h | Histórias do Rio através da luz Joaquim Marçal Andrade (pesquisador da BN) e Lucas Pedretti (historiador) revelam narrativas da cidade a partir de registros luminosos. 

4/10 – 16h | Ler sem ver Carlito Azevedo (poeta) e Milton Machado (artista visual) encerram o ciclo com provocações sobre percepção e ausência de visão. 

A INSTALAÇÃO “ANOS-LUZ” 

Criada especialmente para o MAM Rio, a obra ocupa 1.845 m², conectando espaços imersivos por 65 mil metros de elástico branco que simulam fios de rede elétrica, vibrando como conexões invisíveis. São 42 projetores e uma obra inédita de Milton Machado, com 18 metros de comprimento, que também se expande para a área externa do museu. 

A exposição é uma realização do Rio Memórias, com patrocínio da Light, do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

MAM Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85 – Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro Até 16 de novembro de 2025

Entrada gratuita | Vagas limitadas para os encontros.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 



 

FIRJAN SESI INVESTE MAIS DE R$ 3 MILHÕES EM EDITAL QUE VAI SELECIONAR 90 PROJETOS ARTÍSTICO-CULTURAIS

A Firjan SESI abriu as inscrições para o Mosaico Rio, edital de cultura que vai contemplar 90 projetos inéditos e não inéditos em diversas linguagens artísticas. Com investimento total de R$ 3,298 milhões, a iniciativa busca fomentar a produção cultural no estado do Rio de Janeiro e promover a circulação de obras em teatros, escolas e espaços parceiros da instituição. 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 5 de outubro de 2025, exclusivamente pelo site: www.firjan.com.br/editaisculturais  .  

 

Categorias e valores

Projetos inéditos

Artes Cênicas (Teatro Adulto, Juvenil, Circo, Dança) – R$ 40 mil por projeto

Música (produção de videoclipe) – R$ 20 mil por projeto

Fotografia – R$ 8 mil por projeto

Multilinguagem – R$ 30 mil por projeto (prioridade para o norte e noroeste fluminense)

 

Projetos não inéditos

Literatura (apresentação + oficina) – R$ 10 mil por projeto

Circuito de Teatro para Crianças – R$ 75 mil por projeto (5 apresentações)

Circuito de Teatro Adulto – R$ 100 mil por projeto (5 apresentações)

 

Onde os projetos serão apresentados

Teatros Firjan SESI: Jacarepaguá, Duque de Caxias, Macaé, Campos e Itaperuna

Escolas Firjan SESI: 11 localidades no estado

Futuros – Arte e Tecnologia (capital)

 

Outros espaços definidos pela Firjan SESI

Diferenciais do edital

 

Mentoria on-line para os 24 projetos inéditos de teatro, circo e dança

Mostras especiais nos teatros da rede e no Futuros – Arte e Tecnologia

Maratona de Música Firjan SESI para exibição dos videoclipes selecionados

Exposição coletiva para os trabalhos de fotografia

Capacitação em gestão e produção cultural para projetos de multilinguagem

Critérios de acessibilidade como fator de pontuação, com exigência para não inéditos e bônus para inéditos que incluam recursos para PCDs

 

Cronograma

Inscrições: 05/09 a 05/10/2025

Resultado: 07/01/2026

Execução: até 30/06/2027

 

Segundo Antenor Oliveira, gerente de Cultura e Arte da Firjan SESI, a acessibilidade é um ponto central: “Prezamos muito por projetos alinhados aos nossos ideais de diversidade e inclusão. Para 2025, exigimos recursos de acessibilidade para os não inéditos e daremos pontuação extra aos inéditos que também incluírem esse atendimento.”

 

@Alberto Araújo





BOLETRAS – BOLETIM DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS EDIÇÃO Nº 45 – AGOSTO/2025 - RESENHA POR ALBERTO ARAÚJO

 



A edição nº 45 do Boletras, informativo mensal da Academia Fluminense de Letras (AFL), chegou em agosto de 2025 trazendo reflexões, memórias e a vitalidade de encontros culturais que reafirmam a missão da instituição, sob a presidência de Márcia Pessanha e com redação e diagramação de Christiane Victer.

O editorial, intitulado “Agosto se foi levantando ventos de saudades e de esperanças”, presta homenagem ao escritor Luís Fernando Veríssimo, falecido em 30 de agosto, destacando a dualidade entre saudade e legado — entre o vento que “geme” e o vento que “canta”. Ao mesmo tempo, reforça o papel da Academia como espaço de continuidade cultural e estímulo às novas gerações.

Um dos pontos altos da edição é o registro da visita de cerca de sessenta alunos do Instituto Gay Lussac à sede da AFL, no dia 28 de agosto. A atividade, parte do Projeto Visitas Escolares, teve como objetivo aproximar os jovens do ambiente acadêmico, incentivar a leitura e divulgar a literatura fluminense. Os estudantes participaram de um animado bate-papo sobre clássicos da literatura, como Lucíola, Dom Casmurro e O Cortiço, mediado pela presidente Márcia Pessanha.

O encontro contou ainda com contribuições dos acadêmicos Antônio Machado — que falou sobre a Sociedade Fluminense de Fotografia — e José Áttila Valente, que compartilhou sua experiência como autor de romances regionais, além da presença das acadêmicas Eneida Fortuna Barros e Gisela Peçanha, e do diretor da Biblioteca Pública de Niterói, Cícero Nascimento.

Acompanhando os estudantes, estiveram os professores Karla Faria, Tigran Magnelli, Amanda Braga, Camille Watanabe e Deborah Boechat, além do auxiliar Daniel Rufino, da estagiária Maria Eduarda Andrade e da acadêmica Luiza Sassi, diretora do colégio e integrante da AFL.

A visita foi encerrada com sorteios de livros da coleção Introdução aos Poetas Fluminenses (Editora Nitpress) e de obras ofertadas pelos acadêmicos. Todos os alunos receberam folhetos com a história da AFL e da pioneira Albertina Fortuna Barros, primeira mulher a ingressar e presidir a instituição. Em retribuição, os acadêmicos presentes foram presenteados com exemplares da coletânea Páginas da Quarentena, produzida por alunos do Gay Lussac durante a pandemia.

Esse momento de troca simbolizou a continuidade da missão acadêmica: valorizar o passado, observar o presente e inspirar o futuro — como lembra a epígrafe de Eleanor Roosevelt citada na edição: “O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.

Outro destaque é o registro da presença das acadêmicas Matilde Slaibi Conti e Uyára Schiefer na recém-lançada antologia Mulheres Extraordinárias – Volume 4, organizada por Dyandreia Valverde Portugal, presidente da Rede Sem Fronteiras, e coordenada por Ana Maria Tourinho, vice-presidente da instituição.

A coletânea reúne artigos que homenageiam grandes personalidades femininas do cenário cultural, e as representantes da AFL deram contribuições de profundo valor.

O artigo de Matilde Slaibi Conti enaltece o legado da educadora Marlene Salgado de Oliveira, fundadora do Colégio Dom Helder Câmara e da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), cuja trajetória foi marcada pela dedicação à educação e à formação humanista.

Já Uyára Schiefer homenageia a poetisa e declamadora Neide Barros Rêgo, integrante da Classe de Belas Artes da AFL. Neide, fundadora e dirigente por muitos anos do Centro Cultural Maria Sabina, deixou um legado de valorização da arte da palavra, do ensino da declamação e da promoção de importantes eventos socioculturais e literários.

Assim, a participação das duas acadêmicas reafirma a presença da AFL em projetos de amplitude internacional, valorizando o papel da mulher na cultura e perpetuando memórias que se tornam patrimônio da literatura e das artes.

A edição também registra a atuação de acadêmicos da AFL em diferentes cenários culturais:

Condecoração para Nagib Slaibi Filho – Em 30 de agosto, na Academia Rio-Branquense de Letras (MG), o acadêmico foi agraciado com a Comenda Oiliam José, distinção concedida a personalidades que se destacaram em sua área de conhecimento e contribuíram para o engrandecimento de sua cidade natal. A homenagem, feita pelo presidente da ARB, Cleber Lima da Silva, reconheceu a exemplar trajetória de Nagib no Direito e na Justiça.

Lançamento de Guto Mello – No dia 16 de agosto, o acadêmico lançou, na Biblioteca Pública de Niterói, o livro Carne Salgada (Editora Cajuína), em evento que incluiu bate-papo sobre “História e Ficção no Século XIX”. O encontro contou com a presença dos acadêmicos Railson Barboza (mediador), Márcia Pessanha e Gisela Peçanha.

Coletâneas de Amanda Almeida na FLIP – A acadêmica participou da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), onde apresentou duas coletâneas organizadas por ela e publicadas pela editora Vira-Tempo: Conta aí, Professor! — relatos do cotidiano de educadores brasileiros — e Elas Poetas, fruto de movimento pela visibilidade da escrita feminina.

Boletim Euclidiano – O acadêmico José Huguenin anunciou o lançamento do 4º número do Boletim Euclidiano (agosto/2025), da Academia Cantagalense de Letras. A edição traz como tema “O Estouro da Boiada”, impactante passagem de Os Sertões, de Euclides da Cunha, em que o autor transforma a cena do gado em metáfora da força descontrolada da natureza. O boletim já está disponível online na página da Academia Cantagalense.

Texto de Pablo Jordão de Pão – FLIP 2025 encerra com pluralidade e encontros marcantes: A Festa Literária Internacional de Paraty terminou celebrando a diversidade da literatura brasileira. Itamar e Conceição foram destaques, enquanto editoras independentes e artistas locais ocuparam ruas e palcos. Sotaques de todo o país substituíram o protagonismo estrangeiro de anos anteriores. Do outro lado da ponte, música e cultura paratiense fecharam a edição que já entrou para a história.

Matéria de Pinheiro Junior – Luís Fernando Veríssimo: humor, literatura e legado: Cronista, jornalista, músico, cartunista e autor de mais de 50 livros, Luís Fernando Veríssimo construiu carreira própria, sem se limitar à sombra do pai, Érico Veríssimo. Criador de personagens icônicos como o Analista de Bagé e a Velhinha de Taubaté, transitou entre a imprensa, a TV e a literatura com humor refinado e olhar crítico sobre o Brasil. Faleceu aos 88 anos, em Porto Alegre, vítima de complicações do Parkinson, deixando um legado marcado pela ironia, pela versatilidade e pela capacidade de rir de si mesmo.

Essas notícias reforçam o dinamismo e a presença ativa dos acadêmicos em diferentes espaços, reafirmando o compromisso da AFL com a literatura, a pesquisa e a memória cultural.

© Alberto Araújo














MARLENE SALGADO – MAGNÍFICA REITORA HOMENAGEM DE MATILDE CARONE SLAIBI CONTI NA OBRA MULHERES EXTRAORDINÁRIAS, VOLUME 4 RESENHA POR ALBERTO ARAÚJO

 

O jornalista e escritor Alberto Araújo, Diretor de Cultura do Elos Internacional, foi honrosamente presenteado pela presidente da instituição, Matilde Carone Slaibi Conti, com o Volume 4 da Coletânea Mulheres Extraordinárias – O resgate do legado histórico, pela palavra escrita. Mais do que um gesto de amizade, essa oferta representa um marco histórico e cultural, pois a obra reúne o esforço coletivo de preservar e enaltecer a memória de mulheres que transformaram a sociedade com coragem e protagonismo. 

Com 600 páginas, o livro leva o selo da Editora Rede Sem Fronteiras, em parceria com a Letras Graciosas, sob a organização geral de Dyandreia Valverde Portugal e a coordenação de Ana Maria Tourinho, além do primoroso trabalho de revisão, capa e projeto gráfico que lhe conferem excelência editorial. 


Marlene Salgado - Professora

Entre as 105 escritoras participantes, a presidente Matilde Carone Slaibi Conti assina um capítulo de grande relevância, no qual presta homenagem a Marlene Salgado, reitora de trajetória notável, cuja vida acadêmica e administrativa deixou marcas indeléveis no cenário educacional. A escolha de Matilde não é apenas um gesto pessoal: é um reconhecimento coletivo à força de uma mulher que exerceu cargos de grande responsabilidade com competência, firmeza e sensibilidade. 

Nas páginas 421 a 431, Matilde eterniza a memória da Magnífica Reitora, resgatando não apenas os feitos de sua gestão, mas também a essência de sua liderança, rigor acadêmico aliado a visão administrativa e humanidade no trato com todos. Essa homenagem reafirma a missão central da obra: iluminar trajetórias femininas que, muitas vezes, não receberam da história oficial o devido lugar de destaque.

Niterói, cidade das águas e das pontes, testemunhou o brilho de Marlene Salgado, educadora cuja vida foi um cântico de dedicação e inspiração. Sua história é um testemunho de compromisso inabalável com a educação e com a construção de uma sociedade mais justa, plural e humana. 

De liderança firme e profundamente humana, Marlene soube unir competência administrativa e sensibilidade. Sob sua gestão, a universidade avançou em estrutura e reconhecimento, mas também em espírito, tornando-se espaço fértil para o florescimento de ideias e para o fortalecimento do conhecimento como bem coletivo. Sua trajetória rompeu barreiras em ambientes historicamente masculinos, demonstrando que a presença feminina na gestão acadêmica é não apenas necessária, mas transformadora. 

Mais do que cargos ou títulos, seu legado vive em cada estudante que encontrou na educação uma chance de futuro, em cada professor valorizado e em cada comunidade alcançada por sua visão social. Marlene foi artífice de mentes e corações, mestra que via a sala de aula como terreno fértil para semear valores e despertar potenciais. Sua metodologia transcendia o didático: era convite ao pensamento crítico, à cidadania e à esperança. 

O impacto de sua obra estendeu-se muito além dos muros escolares. Marlene não apenas educou: transformou. Seu legado permanece vivo em novas práticas pedagógicas, na defesa de um ensino inclusivo e na luta por um futuro mais equitativo. 

É nesse cenário que Matilde Carone Slaibi Conti, com sensibilidade e rigor, resgata e eterniza a memória da Magnífica Reitora. Sua homenagem não é apenas registro biográfico, mas ato de justiça e de reverência. Ao dedicar páginas tão significativas à trajetória de Marlene, Matilde assegura que a chama desse legado siga iluminando gerações de educadores e estudantes.

Assim, ao oferecer a obra, Matilde compartilha mais do que um livro: oferece uma herança de memória e afeto. Marlene, com sua força e visão, permanece como farol que guia gerações; Matilde, com sua dedicação, garante que essa luz não se apague. 

Este tributo convida o leitor a participar de um movimento maior: preservar e celebrar o legado de mulheres extraordinárias que, como Marlene Salgado, transformaram o mundo ao seu redor e abriram caminhos que permanecem vivos na palavra, no exemplo e na esperança. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

 


SOBRE A COLETÂNEA

O volume 4 da Coletânea Mulheres Extraordinárias - O resgate do legado histórico, pela palavra escrita. Tem 600 páginas, tem o selo Editora Rede Sem Fronteiras e Letras Graciosas. Organizadora Geral: Dyandreia Valverde Portugal;  Coord. Grupo de Estudos: Ana Maria Tourinho; 1ª Revisão: Betty Silberstein; 2ª Revisão: Sonia Bittencourt; Capa: Fábio Valverde Portugal; Projeto Gráfico e Diagramação: Tarlei E. de Oliveira. 

Dando continuidade ao trabalho de valorização da voz feminina, enaltecendo o seu protagonismo em diversas esferas sociais, culturais, científicas e artísticas, a Rede Sem Fronteiras apresenta o Volume 4 da Coletânea Mulheres Extraordinárias - O resgate do legado histórico, pela palavra escrita. 

Este projeto vai além da publicação de um livro. É um movimento literário e social de preservação da memória feminina e de reconhecimento do papel essencial que tantas mulheres desempenharam - e continuam a desempenhar na construção das nossas sociedades. Nesta edição, reunimos 105 escritoras lusófonas, residentes em países como Brasil, Portugal, Bélgica, França, Grécia, Países Baixos, Suíça e, que, com sensibilidade e rigor, prestam homenagem a mulheres que foram verdadeiros marcos em suas áreas de atuação. 

As coautoras selecionaram figuras femininas de destaque, cujas trajetórias ecoam força, resiliência e conquistas em tempos e contextos muitas vezes adversos. Mulheres que abriram caminhos em espaços historicamente dominados por homens e que, por meio deste volume, têm suas vozes ampliadas, eternizadas e celebradas através da palavra escrita. 

Mais do que uma coletânea de perfis biográficos, este livro é também um espaço de reflexão e conscientização coletiva. Ele propõe o resgate de legados que, muitas vezes, foram esquecidos pela história oficial, bem como o incentivo à continuidade dessas trajetórias por meio de ações contemporâneas de valorização da mulher em todos os seus contextos. 

A força deste projeto se consolida ainda mais ao alcançar o seu quarto volume, reafirmando o compromisso da Rede Sem Fronteiras com a memória, com a literatura de língua portuguesa e com o protagonismo feminino. A coleção Mulheres Extraordinárias encontra-se presente em mais de 100 bibliotecas ao redor do mundo. Já foi apresentada em diversos eventos internacionais e está disponível em formato e-book e audiobook, contribuindo com a democratização do acesso ao conhecimento um dos pilares da entidade que a realiza.

©Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


 
















terça-feira, 2 de setembro de 2025

MATILDE CARONE SLAIBI CONTI E BERENICE DE PIANA - DUAS ESTRELAS QUE ILUMINAM A CULTURA E A INCLUSÃO

Matilde Slaibi Conti e Berenice de Piana

O Palácio Tiradentes, templo da memória política e cultural do Rio de Janeiro, testemunhou uma noite histórica de emoção, reconhecimento e grandeza. No dia 1º de setembro de 2025, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) abriu suas portas para uma cerimônia marcada por fortes símbolos de justiça e humanidade, com a iniciativa do estimado Deputado Estadual Danniel Librelon Dias de Castro, auxiliado pela doutora Ana Paula Aguiar e membros da Casa Legislativa. 

Incansável defensor da cultura e da memória histórica, o Deputado Danniel Librelon tem se destacado por seu compromisso em valorizar aqueles que, com paixão e trabalho, enriquecem a tessitura social de nosso estado e de nossa nação. Sua visão e sensibilidade foram fundamentais para que este justo tributo se concretizasse.

Foi nesse cenário de respeito e reverência que a presidente Matilde Slaibi Conti recebeu a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa. A condecoração simboliza o reconhecimento da sociedade fluminense a uma vida dedicada à cultura, à educação e à preservação de valores que sustentam nossa identidade coletiva. 

Na mesma ocasião, brilhou também a presença da Dra. Berenice Piana, cuja luta ultrapassou fronteiras e se transformou em lei: a Lei 12.764/2012, conhecida internacionalmente como Lei Berenice Piana, marco fundamental para o reconhecimento dos direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Sua trajetória é exemplo de amor transformado em política pública, referência no Brasil e no mundo pela força da inclusão e pela dignidade de sua causa.

Unidas pela grandeza de suas jornadas, Matilde e Berenice representam duas faces complementares da mesma missão: cultivar o humano. De um lado, a cultura e a memória preservadas com vigor e sensibilidade; de outro, a inclusão e a justiça social garantidas com coragem e determinação. 

A mesa diretora foi composta pelo Deputado Danniel Librelon; a professora Matilde Slaibi Conti; a professora Berenice Piana; o Dr. Pedro Gomes, presidente da OAB-Niterói; o Desembargador Nagib Slaibi Filho (irmão da homenageada Matilde); Shahlah Tahereh de Piana (filha da homenageada Berenice); e a vereadora Tania Bastos. A cerimônia foi aberta com a execução solene do Hino Nacional Brasileiro pelo Corpo de Fuzileiros Navais, dando início a uma noite inesquecível. 

Em seguida, o Deputado Danniel Librelon dirigiu emocionantes palavras às homenageadas. 

O Desembargador Nagib Slaibi Filho expressou breves, mas significativas palavras sobre sua irmã, Matilde. 

Shahlah Tahereh de Piana trouxe ao público uma fala carregada de afeto sobre sua mãe, Berenice. Já o Dr. Pedro Gomes, homenageado com Moção de Aplausos e Congratulações, fez um discurso de gratidão, seguido de breves manifestações da vereadora Tania Bastos. 

Foram igualmente reconhecidos com Moções de Aplausos personalidades que contribuem para o engrandecimento do Estado Fluminense: Marcio Remo Condeixa da Costa, assessor chefe de Gestão Processual da Subsecretaria de Comunicação Social da Secretaria de Estado da Casa Civil/RJ; Francisco Nazaré, diretor da ANACON; Pedro Gomes, presidente da OAB-Niterói; Fernando Pires de Melo, médico da Clínica Pires de Melo; e Ricardo Fonseca de Pinho, governador do Rotary Club de Niterói (2023-2024). 

O momento musical foi abrilhantado pelo tenor Saulo Laucas, que emocionou a plateia com interpretações de Sentimental Demais e My Way. O artista, que também foi agraciado com honraria, presenteou o público com mais uma apresentação especial: Lamento di Federico, ária de Francesco Cilea da ópera L’Arlesiana, inspirada na peça de Alphonse Daudet — um gesto de homenagem à própria Berenice Piana. 

O Focus Portal Cultural esteve presente para testemunhar e aplaudir esse encontro luminoso, que não foi apenas uma solenidade, mas uma celebração do que verdadeiramente engrandece uma nação: a valorização de mulheres que transformam suas lutas em legados e a exaltação de personalidades que, cada uma a seu modo, cultivam a chama da cultura, da justiça e da inclusão. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

(PRIMEIRA GELERIA DE FOTOS DO EVENTO)
(Aguardar as fotos rolarem)

(SEGUNDA GALERIA DE FOTOS DO EVENTO)

Aguardar as fotos rolarem)


 

(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR 

AO VÍDEO COMPLETO

DA SOLENIDADE - UMA PRODUÇÃO DA ALERJ)

(Este vídeo aqui é somente do momento da Entrega da Medalha Tiradentes

à Professora Matilde Carone Slaibi Conti 

Clicar na imagem)


AGRADECIMENTOS ESPECIAIS PARA AS FOTOS

DE NOSSOS CORRESPONDENTES:

CRÉDITOS ESPECIAIS – ENTREGA DA MEDALHA TIRADENTES 

Nosso sincero agradecimento aos talentosos fotógrafos que registraram com sensibilidade e profissionalismo os momentos marcantes da cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes às professoras Matilde Slaibi Conti e Berenice de Piana. 

Graças ao olhar atento e generoso de nossos correspondentes, pudemos eternizar esse evento tão significativo: 

Ana Maria Tourinho

Ana Paula Aguiar

Aldo da Silva Pessanha

Regina Dejean 

A contribuição de vocês é essencial para preservar a memória e a emoção desse dia histórico. Muito obrigado por compartilharem suas lentes com todos nós! 

Alberto Araújo

Focus Portal Cultural







O CASARÃO DA CONDESSA — ENTRE O TEMPO E O ENTARDECER Crônica de Alberto Araújo

 

01 de setembro. Hoje ao entardecer, em meio ao fluir de postagens no Facebook, deparei-me com uma imagem que não era apenas fotografia, mas memória e poesia. Publicada por Maurício Ferraz, assinada pela lente aérea de Paulo Lima, ela revelava um gigante adormecido: o Casarão da Condessa Marcondes Ferraz, em Niterói, guardado dentro do Estaleiro Mauá. 

Ali, entre o verde cerrado da mata e o brilho do mar que já o contemplou em dias de glória, o casarão ergue-se como um guardião cansado, mas altivo. Ao lado, as suas torres góticas, que lembram pequenos castelos, parecem ainda segredar histórias de bailes, visitas ilustres e passos elegantes que ecoaram por suas escadarias. Cada pedra carrega a memória de uma época em que a nobreza e o sonho caminhavam lado a lado.

Hoje, no entanto, é o tempo quem habita o casarão. O tempo, com sua paciência implacável, cobre as paredes de musgo, abre frestas nas janelas e pinta o telhado com marcas de ferrugem e ausência. Mas, paradoxalmente, é esse mesmo tempo que lhe concede beleza. Há algo de poético na ruína, como se ela guardasse em sua fragilidade uma verdade maior que o esplendor de outrora. 

A fotografia não apenas registra: ela convoca. Convoca-nos a olhar para o passado e reconhecer que ele ainda pulsa, mesmo que em silêncio. O Casarão da Condessa é mais que pedra e cal, é testemunho. Testemunho de uma cidade que respira história, de famílias que ali deixaram rastros, de trabalhadores que construíram com suor os alicerces de um sonho aristocrático. 

Ao contemplar essa imagem, percebo que o Casarão da Condessa não é apenas uma construção esquecida, mas um símbolo vivo da memória de Niterói. Entre musgos e rachaduras, entre silêncio e eternidade, ele nos recorda que as ruínas também falam, também ensinam, também brilham. E que, às vezes, basta um olhar atento, ou o voo de um drone ao entardecer, para que a história volte a nos tocar com sua força inquebrantável. 

© Alberto Araújo