A Sinfonia n.º 5 é, talvez, a mais delicada de todas as sinfonias de Franz Schubert. Composta em 1816, revela um raro equilíbrio entre a juventude dos seus apenas dezanove anos e a surpreendente maturidade de um compositor destinado a ocupar um lugar central na história da música. Longe do dramatismo e da grandiosidade que marcam outras páginas sinfónicas do século XIX, esta obra distingue-se pela elegância, serenidade e transparência da escrita, assumindo sem reservas a herança dos mestres do Classicismo vienense. Essa afinidade torna-se especialmente evidente no terceiro andamento, cujo minueto evoca de forma clara o espírito e a graça da Sinfonia n.º 40 de Mozart.
É precisamente com Mozart que se inicia este concerto. Composto em Milão, em 1773, o moteto Exsultate, jubilate foi escrito para o célebre castrato Venanzio Rauzzini, um dos cantores mais virtuosos da sua época. A interpretação estará a cargo da jovem soprano Ana Rosa, vencedora do 13.º Concurso de Canto Lírico da Fundação Rotária Portuguesa, cuja voz dará vida a uma das obras mais luminosas do repertório mozartiano.
Entre Mozart e Schubert, o maestro Krišs Russman apresenta-se pela primeira vez à frente da Orquestra Metropolitana de Lisboa numa dupla condição: a de intérprete e criador. O programa inclui a estreia da sua mais recente composição, convidando o público a ouvir a tradição e a criação contemporânea em diálogo direto. Uma viagem musical entre três séculos, unida pela clareza, pela imaginação e pela expressividade.
Quinta de Schubert pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, com Ana Rosa, soprano, e direção musical de Krišs Russman.
Domingo, 8 de novembro de 2026, às 16h,
na AMAL, Lourinhã
Segunda-feira, 9 de novembro, às 21h,
no Teatro Tivoli BBVA, Lisboa – Portugal.


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