A poesia não nasce por simples cálculo
ou obrigação; ela emerge do íntimo de quem sente a vida em sua máxima
intensidade. Não escrevemos versos apenas para ornamentar papéis ou preencher o
silêncio com palavras bonitas, mas sim porque somos movidos por uma paixão
inevitável. Escrever poesia é um ato de entrega, uma forma visceral de traduzir
o invisível, de dar corpo às dores, aos afetos e às inquietações que nos tornam
verdadeiramente humanos.
Criamos arte
por amor à própria arte. É a necessidade urgente de transformar a experiência
do mundo em algo eterno e significativo. Enquanto tantas atividades garantem a
nossa subsistência diária e mantêm a engrenagem do cotidiano a funcionar, a
poesia alimenta aquilo que nos sustenta por dentro: a alma. É no ritmo de cada
verso e na escolha de cada palavra que encontramos refúgio e libertação.
A poesia é a
linguagem do sentimento puro. Escrevê-la é um gesto de generosidade e coragem,
uma ponte construída entre o coração do poeta e o universo de quem o lê. No
fim, fazemos arte porque não há outra forma de celebrar a beleza e o mistério
de estar vivo.
© Alberto Araújo
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"Nós
não lemos e escrevemos poesia porque é bonito. Lemos e escrevemos poesia porque
fazemos parte da raça humana. E a raça humana está impregnada de paixão. Medicina,
direito, administração, engenharia, são atividades nobres e necessárias à vida.
Mas poesia, beleza, romance, amor, são as coisas pelas quais vale a pena
viver."
Trecho retirado do vídeo com cenas do filme: "Sociedade dos Poetas Mortos" (Dead Poets Society, 1989). Na cena, o personagem John Keating (interpretado por Robin Williams) diz a famosa frase sobre a importância da poesia e das artes para a humanidade.

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