sexta-feira, 16 de outubro de 2026

PELO AMOR À ARTE: O VERDADEIRO SENTIDO DE ESCREVER - TEXTO INSPIRADO EM CENA DO FILME "SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS"



 

A poesia não nasce por simples cálculo ou obrigação; ela emerge do íntimo de quem sente a vida em sua máxima intensidade. Não escrevemos versos apenas para ornamentar papéis ou preencher o silêncio com palavras bonitas, mas sim porque somos movidos por uma paixão inevitável. Escrever poesia é um ato de entrega, uma forma visceral de traduzir o invisível, de dar corpo às dores, aos afetos e às inquietações que nos tornam verdadeiramente humanos.

 

Criamos arte por amor à própria arte. É a necessidade urgente de transformar a experiência do mundo em algo eterno e significativo. Enquanto tantas atividades garantem a nossa subsistência diária e mantêm a engrenagem do cotidiano a funcionar, a poesia alimenta aquilo que nos sustenta por dentro: a alma. É no ritmo de cada verso e na escolha de cada palavra que encontramos refúgio e libertação.

 

A poesia é a linguagem do sentimento puro. Escrevê-la é um gesto de generosidade e coragem, uma ponte construída entre o coração do poeta e o universo de quem o lê. No fim, fazemos arte porque não há outra forma de celebrar a beleza e o mistério de estar vivo.

 

© Alberto Araújo

 

 

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"Nós não lemos e escrevemos poesia porque é bonito. Lemos e escrevemos poesia porque fazemos parte da raça humana. E a raça humana está impregnada de paixão. Medicina, direito, administração, engenharia, são atividades nobres e necessárias à vida. Mas poesia, beleza, romance, amor, são as coisas pelas quais vale a pena viver."

Trecho retirado  do vídeo com cenas do filme: "Sociedade dos Poetas Mortos" (Dead Poets Society, 1989). Na cena, o personagem John Keating (interpretado por Robin Williams) diz a famosa frase sobre a importância da poesia e das artes para a humanidade.



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