domingo, 9 de fevereiro de 2025

A MARCA DE UM PAI PARAFRASEANDO GERALDO BEZERRA DE MENEZES

 

 

Dr. Geraldo Bezerra de Menezes, advogado, 
jornalista e servidor público federal aposentado.


Após compartilhamento de um bilhete deixado pelo seu pai Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes 

EFEMÉRIDES: Há 23 anos, em 09 de fevereiro de 2002 faleceu Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes. 


A MARCA DE UM PAI 

“O bilhete amarelado pelo tempo, com a caligrafia firme de meu pai, ainda ecoa em minha memória. "O tempo malbaratado chora-se na vizinhança da sepultura." A frase de Camilo Castelo Branco, um alerta sobre a brevidade da vida e a importância de aproveitá-la, tornou-se uma luz em minha jornada.

Meu pai, Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes, era um homem de presença marcante. Sua voz, seu olhar, sua postura... tudo irradiava força e sabedoria. Sua partida, em 09 de fevereiro de 2002, deixou um vazio imenso, uma saudade que o tempo não aplacou.

Mas, para além da dor, restam as lembranças. Os ensinamentos, os exemplos, o amor incondicional. Meu pai me ensinou a importância da disciplina, da ética, da perseverança. Mostrou-me que a vida é um dom precioso, um presente a ser desfrutado com responsabilidade e gratidão.

O bilhete, um lembrete constante de que o tempo é implacável, me impulsiona a seguir em frente, a buscar meus sonhos, a amar intensamente. A frase de Camilo Castelo Branco, lapidada pela sabedoria de meu pai, transformou-se em um mantra, um guia para a vida.

Hoje, 23 anos após a partida de meu pai, a saudade se mistura à gratidão. Sou grato por ter tido a oportunidade de conviver com um homem íntegro, um pai amoroso, um exemplo a ser seguido. Sua memória permanece viva em meu coração, e seus ensinamentos continuam a iluminar meu caminho.

"Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes. Um homem que, com um bilhete e muito amor, ensinou a valorizar o tempo e a viver intensamente cada instante.

Alberto Araújo

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9/2/2025 - MEU PAI 

Certa feita, ainda jovem, ainda residente na casa paterna, ao chegar de madrugada, um bilhete escrito de próprio punho por meu pai me esperava no pé da cama, com a sentença de Camilo Castelo Branco (1825-1890):

“O tempo malbaratado chora-se na vizinhança da sepultura.” Guardo o bilhete comigo.

Há 23 anos, no chuvoso 9 de fevereiro de 2002, Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes, presença marcante, fez-se ausente, foi chamado por Deus.


MENSAGEM DE ALBERTO ARAÚJO 

Olá, Geraldo, é compreensível que a saudade de Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes seja forte, especialmente nestes 23 anos de sua ausência. A mensagem que você compartilhou é muito bonita e expressa com sensibilidade a dor da saudade, mas também a importância de manter vivas as lembranças e os ensinamentos de quem você amou.

Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes deixou um legado importante, não apenas para sua família, mas também para a sociedade. 

Sua ética e perseverança são exemplos a serem seguidos por todos nós. 

Que as lembranças de Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes continuem a inspirar e fortalecer você e sua família.

Alberto Araújo.

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Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes foi um jurista, professor e político brasileiro que se destacou por sua atuação na área do Direito do Trabalho e por sua participação na criação da Justiça do Trabalho no Brasil.

Vida e Trajetória

Nascido em Niterói, Rio de Janeiro, em 11 de julho de 1915, Geraldo Montedônio formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Niterói, onde também foi presidente do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga.

Iniciou sua carreira como advogado e professor, lecionando Direito do Trabalho na Faculdade de Direito de Niterói e na Universidade Federal Fluminense (UFF).

No ano de 1938, Getúlio Vargas o convidou para assumir um cargo na Justiça do Trabalho. Na época, as decisões das Juntas de Conciliação e Julgamento cabiam ao Ministro do Trabalho, e Geraldo Montedônio foi essencial para dar prosseguimento à implantação da Magistratura do Trabalho.

Contribuições

Geraldo Montedônio teve um papel fundamental na criação e estruturação da Justiça do Trabalho no Brasil. Foi um dos redatores do Decreto-lei nº 9.797, de 9 de setembro de 1946, que criou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs). Além disso, foi o primeiro presidente do TST, cargo que exerceu de 1946 a 1969.

Sua atuação como jurista e professor também foi de grande relevância para o desenvolvimento do Direito do Trabalho no país. Publicou diversos artigos e livros sobre o tema, contribuindo para a formação de gerações de juristas e para o aprimoramento da legislação trabalhista.

Legado

Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes é considerado um dos mais importantes juristas da história do Brasil. Sua atuação na criação da Justiça do Trabalho e sua produção intelectual sobre Direito do Trabalho deixaram um legado significativo para o país.

Em reconhecimento à sua trajetória e contribuições, Geraldo Montedônio recebeu diversas homenagens, como a Medalha do Mérito Judiciário do Trabalho e o título de Professor Emérito da UFF.

Além de sua atuação na área jurídica, Geraldo Montedônio também foi um intelectual engajado com as questões sociais e políticas de seu tempo. Participou de debates sobre a importância da Justiça do Trabalho para a proteção dos direitos dos trabalhadores e para a promoção da justiça social.

É importante ressaltar que Geraldo Montedônio era um católico praticante e integrou a Sociedade Brasileira de Filósofos Católicos e o Centro Dom Vital.

Geraldo Montedônio faleceu em 9 de fevereiro de 2002, na cidade de Niterói, deixando um legado de ética, competência e compromisso com a justiça social.

Para saber mais sobre Geraldo Montedônio Bezerra de Menezes, você pode consultar as seguintes fontes:

Tribunal Superior do Trabalho (TST): https://www.tst.jus.br    

Academia Brasileira de Direito do Trabalho: https://andt.org.br/ 

 




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