segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

GRAÇA ARANHA 90 ANOS DO ENCANTAMENTO EM 26 DE JANEIRO.

 



GRAÇA ARANHA 90 ANOS DO ENCANTAMENTO EM 26 DE JANEIRO.

 

26 de janeiro - Graça Aranha (1868-1931) - escritor e diplomata brasileiro. Imortal da Academia Brasileira de Letras - ABL

José Pereira da Graça Aranha nasceu em 21 de junho de 1868 em São Luís, MA, filho de Temístocles da Silva Maciel Aranha e de Maria da Glória da Graça. Faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 26 de janeiro de 1931.

Formado em Direito exerceu a magistratura no interior do Estado do Espírito Santo, fato que lhe iria fornecer matéria para um de seus mais notáveis trabalhos - o romance Canaã, publicado com grande sucesso editorial em 1902.

Ao traçar-lhe o perfil o romancista Afrânio Peixoto se manifestara da seguinte forma: “Magistrado, diplomata, romancista, ensaísta, escritor brilhante, às vezes confuso, que escrevia pouco, com muito ruído.”

Na França publicou, em 1911, o drama Malazarte. De 1920, já no Brasil, é A estética da vida e, três anos mais tarde, A correspondência de Joaquim Nabuco e Machado de Assis.

Na famosa Semana da Arte Moderna, realizada no Teatro Municipal de São Paulo, Graça Aranha profere, em 13 de fevereiro de 1922, a conferência intitulada: “A emoção estética na arte moderna”.

Iniciou-se uma fase agitada nos círculos literários do país. Graça Aranha é considerado um dos chefes do movimento renovador de nossa literatura, fato que vai acentuar-se com a conferência “O Espírito Moderno”, lida na Academia Brasileira de Letras, em 19 de junho de 1924, na qual o orador declarou: “A fundação da Academia foi um equívoco e foi um erro”.

O romancista Coelho Neto deu pronta resposta a Graça Aranha: “O brasileirismo de Graça Aranha, sem uma única manifestação em qualquer das grandes campanhas libertadoras da nossa nacionalidade, é um brasileirismo europeu, copiado do que o conferente viu em sua carreira diplomática, apregoado como uma contradição à sua própria obra.”

Em 18 de outubro de 1924, Graça Aranha comunicou o seu desligamento da Academia por ter sido recusado o projeto de renovação que elaborara: “A Academia Brasileira morreu para mim, como também não existe para o pensamento e para a vida atual do Brasil. Se fui incoerente aí entrando e permanecendo, separo-me da Academia pela coerência.”

Diplomata aposentado, Graça Aranha regressara ao Brasil pouco depois do término da 1ª. Guerra Mundial.

O Acadêmico Afonso Celso tentou, em 19 de dezembro do referido ano, promover o retorno de Graça Aranha às lides acadêmicas. Este, contudo, três dias depois, agradeceu o convite, acrescentando: “A minha separação da Academia era definitiva”, e, mais: “De todos os nossos colegas me afastei sem o menor ressentimento pessoal e a todos sou muito grato pelas generosas manifestações em que exprimiram o pesar da nossa separação”.

Em 1930 surgia A viagem maravilhosa, derradeiro romance do autor de Canaã, obra em que a opinião dos críticos da época se dividiu em louvores e ataques.

Foi o único dos fundadores da Academia Brasileira de Letras a nela entrar sem nenhum livro publicado, contrariando o estatuto.

Recebeu o acadêmico Sousa Bandeira.

 

 









25 DE JANEIRO CELEBRAMOS A CONVERSÃO DO APÓSTOLO PAULO DE TRASO, SÃO PAULO. GRANDE MISSIONÁRIO DA FÉ CRISTÃ. TAMBÉM MARCA A FUNDAÇÃO DE SÃO PAULO A MAIOR CAPITAL DO BRASIL.

 



25 DE JANEIRO CELEBRAMOS A CONVERSÃO DO APÓSTOLO PAULO DE TRASO, SÃO PAULO. GRANDE MISSIONÁRIO DA FÉ CRISTÃ. 



A pessoa de Paulo é tão importante para a Igreja, por causa de seu apostolado, que celebramos o dia de sua conversão. Para nós brasileiros, esta data também marca a fundação da maior cidade do país, São Paulo, em 1554.

 

O Senhor DEUS fez de Paulo seu grande apóstolo, o apóstolo dos gentios, isto é, o evangelizador dos pagãos. Ele escreveu 14 cartas expondo a mensagem de Jesus, que se transformaram numa verdadeira "Teologia do Novo Testamento". É sem dúvida o grande missionário da fé cristã.

 

 

Saulo, nome do apóstolo antes da conversão, nasceu na cidade de Tarso. Esta cidade era um polo de desenvolvimento financeiro e comercial, um centro cultural da antiguidade. Seu pai era fariseu e judeu descendente da tribo de Benjamim. Por causa da fidelidade ao imperador, a família de Saulo tinha recebido a cidadania romana.

 

Portanto, Saulo era um cidadão romano, fariseu de linhagem nobre, bem situado financeiramente, religioso, inteligente, estudioso e culto. Aos quinze anos foi para Jerusalém dar continuidade aos estudos de latim, grego e hebraico, na conhecida Escola de Gamaliel. Seus pais sonhavam que o filho seria um famoso Rabi.

 

Saulo era um perseguidor dos cristãos. Tinha raiva dos seguidores de Cristo. Mas Deus tinha reservado para ele um outro caminho. A Escritura nos conta que Saulo foi surpreendido por Jesus, que em forma de luz, fez o jovem fariseu mudar completamente de vida. De perseguidor Saulo tornou-se o maior propagador da fé. Era agora chamado de Paulo.

 

O jovem foi batizado por Ananias, um cristão de Damasco. Desta cidade saiu a pregar a palavra de Deus, como lhe ordenara Jesus, tornando-se seu grande apóstolo. Paulo passou a viajar pelo mundo, evangelizando e realizando centenas de conversões. Perseguido incansavelmente foi preso várias vezes e sofreu muito, sendo martirizado no ano 67, em Roma.

 

 

Oração

 

Ó grande apóstolo São Paulo, mestre dos gentios, corajoso, seguidor de Cristo, destemido evangelizador, fundador de comunidades; dai-nos este espírito de apóstolo de vosso Mestre Jesus, a fim de que possamos dizer a todos - "Já não sou eu quem vivo, mas é o Cristo que vive em mim". Amém!




 

 

SAIBA MAIS UM POUCO SOBRE SÃO PAULO, O APÓSTOLO

PAULO DE TARSO, também chamado de Apóstolo Paulo, Saulo de Tarso, São Paulo Apóstolo, Apóstolo dos gentios e São Paulo, nasceu em Tarso, Cilícia, c. 5 e faleceu em Roma, no ano de 67, foi um dos mais influentes escritores, teólogos e pregadores do cristianismo cujas obras compõem parte significativa do Novo Testamento. A influência que exerceu no pensamento cristão, chamada de "paulinismo", foi fundamental por causa do seu papel como preeminente apóstolo do Cristianismo durante a propagação inicial do Evangelho pelo Império Romano.

 

Conhecido também como Saulo, se dedicava à perseguição dos primeiros discípulos de Jesus na região de Jerusalém. De acordo com o relato na Bíblia, durante uma viagem entre Jerusalém e Damasco, numa missão para que, encontrando fiéis por lá, "os levasse presos a Jerusalém", Saulo teve uma visão de Jesus envolto numa grande luz, ficou cego, mas teve a visão recuperada após três dias por Ananias, que também o batizou. Começou então a pregar o Cristianismo. Juntamente, com Simão Pedro e Tiago, o Justo, ele foi um dos mais proeminentes líderes do nascente cristianismo. Era também cidadão romano, o que lhe conferia uma situação legal privilegiada. A questão de sua cidadania romana gera certa curiosidade. Paulo afirma em Atos 22, 28 ser romano "de nascimento". Tal declaração parece indicar que o apóstolo herdou essa posição de seu pai.

 

Treze epístolas no Novo Testamento são atribuídas a Paulo, mas a sua autoria em sete delas é contestada por estudiosos modernos. Agostinho desenvolveu a ideia de Paulo que a salvação é baseada na fé e não nas "obras da Lei".[6] A interpretação de Martinho Lutero das obras de Paulo influenciou fortemente sua doutrina de sola fide.

 

A conversão de Paulo mudou radicalmente o curso de sua vida. Com suas atividades missionárias e obras, Paulo acabou transformando as crenças religiosas e a filosofia de toda a região da bacia do Mediterrâneo. Sua liderança, influência e legado levaram à formação de comunidades dominadas por grupos gentios que adoravam o Deus de Israel, aderiam ao código moral judaico, mas que abandonaram o ritual e as obrigações alimentares da Lei Mosaica por causa dos ensinamentos de Paulo sobre a vida e obra de Jesus e seu "Novo Testamento", fundamentados na morte de Jesus e na sua ressurreição.







domingo, 24 de janeiro de 2021

NANA CAYMMI CANTORA E COMPOSITORA BRASILEIRA






Nana Caymmi Cantora. Compositora.

 

Filha de Dorival Caymmi (compositor, instrumentista e cantor) e de Stella Maris (cantora). Irmã de Dori Caymmi (instrumentista, arranjador, cantor e compositor) e de Danilo Caymmi (instrumentista, cantor e compositor).

Filha de Dorival Caymmi (compositor, instrumentista e cantor) e de Stella Maris (cantora). Irmã de Dori Caymmi (instrumentista, arranjador, cantor e compositor) e de Danilo Caymmi (instrumentista, cantor e compositor).

Dados Artísticos

Em 1960, registrou sua primeira atuação em estúdio, participando da faixa "Acalanto" (Dorival Caymmi), no LP de seu pai, que compôs a canção em sua homenagem, quando a cantora era ainda criança. Lançou, também, seu primeiro disco solo, um 78 rpm, contendo as músicas "Adeus" (Dorival Caymmi).

Obras

Bom-dia (c/ Gilberto Gil)

[Saiba Mais]

Discografia

(2019) Nana Caymmi canta Tito Madi • Biscoito Fino • CD

(2014) Caymmi centenário • Biscoito Fino • CD

(2013) Caymmi (Nana Caymmi, Danilo Caymmi e Dori Caymmi) – Som Livre - CD

(2012) Nana Caymmi - A Dama da Canção (Nana Caymmi) – EMI – caixa com 18 CDs

(2011) Insensato Coração – nacional (vários artistas) – participação – Som Livre - CD

(2009) Sem poupar coração (Nana Caymmi) • Som Livre • CD

[Saiba Mais]

Shows

As canções de Nana – Vivo Rio, Rio de Janeiro (2012)

Nana Caymmi – Miranda, Rio de Janeiro (2012)

Nana Caymmi. Barroco, RJ.

Nana Caymmi e Dori Caymmi. Punta del Este, Uruguai.

Mustang Cor de Sangue. Marcos Valle, Nana Caymmi, Paulo Sérgio Valle e Apolo 3. Teatro Castro Alves, Salvador, BA, e Teatro de Bolso, RJ.

Nana Caymmi. Punta del Este, Uruguai.







sábado, 23 de janeiro de 2021

ACHUAP ORGANIZA ALMOÇO BENEFICENTE NO BISTRÔ MAC EM NITERÓI




 

VALE A PENA REVER: ACHUAP ORGANIZA ALMOÇO BENEFICENTE NO BISTRÔ MAC EM NITERÓI. UM REGISTRO ESPECIAL DO FOCUS PORTAL CULTURAL. CLICAR NO LINK: https://youtu.be/5fQ0KXeYDdY

 

 

 

O Focus Portal Cultural por meio de seu editor-jornalista Alberto Araújo, registrou o Almoço Solidário realizado pela Associação de Colaboradores do Hospital Universitário Antônio Pedro - ACHUAP, em prol do Hospital Universitário Antônio Pedro.

 

A entidade realizou o seu já clássico almoço filantrópico, o encontro aconteceu no dia 12 de setembro de 2016, no Bistrô do MAC em Niterói.

 

Logo após, foi servido o delicioso almoço sob a responsabilidade do Bistrô MAC. E no final foi realizado o habitual sorteio entre os convidados, a tarefa foi executada pela colaboradora Izaura Sousa e Silva, com diversificados prêmios, os quais foram todos doados pelos colaboradores e amigos da ACHUAP.

 

Seguindo a programação, primeiro ouviu-se as palavras da atual presidente da ACHUAP educadora Rita Rivello, em seguida o Diretor Geral do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) Professor Tarcísio Rivello proferiu algumas palavras.

 

 A Associação interage com todos os setores do Hospital, em estrita colaboração com a política de gestão atribuída pela Diretoria do HUAP e tem como missão ser reconhecida como fiel cumpridora de sua missão é ser respeitada pela sociedade como modelo de instituição de apoio ao Hospital Universitário.

A Associação dos Colaboradores do Hospital Universitário Antonio Pedro (ACHUAP) completou 65 anos de fundação em maio.  A entidade tem a finalidade de prestar amparo aos pacientes e suprir as necessidades mínimas para o atendimento hospitalar visando atender o paciente internado e colaborar com a administração do Hospital Universitário Antônio Pedro.

 

MARIA MARLIE MATTOS DA CRUZ

 

Para ser associado à ACHUAP, o interessado pode colaborar mensalmente com um valor mínimo de R$ 15,00 e essa arrecadação é investida em prol do hospital. A associação também aceita doações de roupas, fraldas descartáveis, fraldas geriátricas e alimentos não perecíveis. Informações pelo telefone (21) 2629-9391.

 

DIRETORIA DA ACHUAP

 

Presidente

RITA DE CÁSSIA BARROS RIVELLO DE AZEVEDO

 

Vice-Presidente

IVANY HENRIQUE DA SILVA

 

1ª Secretária

VALÉRIA NEMER DE PAULA FREITAS OLIVEIRA

 

2ª Secretário

FRANCISCO JOSÉ DA COSTA

 

1ª Tesoureiro

SUELLI COSTA AGUIAR

 

2º Tesoureira

 






FOTOGRAFIA - FILMAGEM - EDIÇÃO

ALBERTO ARAÚJO

FOCUS PORTAL CULTURAL

 

 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

BETO TRAVASSOS - SESSÃO NOVOS TALENTOS DO FOCUS PORTAL CULTURAL





SESSÃO NOVOS TALENTOS DO FOCUS PORTAL CULTURAL APRESENTA O ESCRITOR, POETA E INSTRUMENTISTA BETO TRAVASSOS. 

CLICAR NO LINK. https://youtu.be/lNjkhzZN4Uw

 

 

Beto Travassos é um grande artista. Ganhador de vários festivais de música, além de escritor e poeta, é instrumentista, compositor e arranjador.

 

No livro Alma & Poesia, Beto Travassos aborda temas que dizem respeito aos sentimentos vividos pelo cidadão comum, sua cultura, paixões, crenças, origens e sonhos, a partir de sua visão de mundo.

 

 





Livro Alma & Poesia de Beto Travassos
(1ª edição_)

Livro Alma & Poesia de Beto Travassos
(2ª Edição)


















UMA HOMENAGEM DO 
FOCUS PORTAL CULTURAL





BETO TRAVASSOS é um artista multifacetado. Talentoso e muito querido por todos os amigos e companheiros de jornada literária e cultural. Devido ao seu carisma tem adquirido inúmeras amizades verdadeiras. Através do seu talento tem sido premiado em todo o país. Parabéns, Beto Travassos, Sucesso, meu amigo e companheiro. Abraços do ALBERTO ARAÚJO.


 




terça-feira, 19 de janeiro de 2021

FOTOS MEMÓRIAS DO FOCUS PORTAL CULTURAL. ACADÊMICO DOMÍCIO PROENÇA FILHO TOMA POSSE NA PRESIDÊNCIA DA ABL E AFIRMA O VALOR DA LITERATURA NA FORMAÇÃO DA NACIONALIDADE E DA CIDADANIA.


Domício Proença Filho - Presidente da ABL


O Acadêmico, professor e escritor Domício Proença Filho, tomou posse na quinta-feira, dia 17 de dezembro de 2015, na Presidência da Academia Brasileira de Letras, para o exercício de 2016, em solenidade no Salão Nobre do Petit Trianon. Ele substituiu o Acadêmico, poeta, ensaísta, tradutor e crítico literário Geraldo Holanda Cavalcanti, que dirigiu a ABL nas duas últimas gestões.

 

Domício Proença Filho afirmou sua preocupação com a identidade cultural da etnia de origem negra: “Nessa direção, indicia a assunção pela Academia, da tomada de posição para além dos estereótipos e preconceitos étnico ou epidérmico, nesse espaço ainda vigente no comportamento de muitos, veladamente; explicitamente; agressivamente; envergonhadamente; vergonhosamente. Entendo, a propósito, que, na realidade brasileira, respeitadas as opiniões em contrário, o núcleo de preocupação deve ser o combate contínuo e vigoroso ao racismo”.

 

Sobre as dificuldades vividas pelo país, disse: “Estamos cientes e conscientes da grave crise econômica literal e etimologicamente vivida pelo país. Somos a Diretoria da crise. Árduo será o percurso. No traçado do rumo, buscaremos manter a atitude rotineira e a velocidade de cruzeiro alertas ao aviso de apertar o cinto aos primeiros sinais de turbulência”.

 

“A língua e a literatura exigem, mais do que nunca, o bom combate. Em especial a arte literária. A tal ponto que se faz oportuno e pertinente reafirmar a sua importância. Entre outros aspectos, lembrar que o convício com o texto literário ajuda as pessoas a organizar o seu universo cultural. Possibilita-nos conhecer melhor a nós mesmos, ao mundo que nos cerca, à nossa relação com o mundo e com o outro. E mais: que o escritor é testemunha do seu tempo e que a literatura interpreta o presente, restaura emocionalmente o passado, possibilita projeção do futuro”, afirmou Domício Proença Filho em seu discurso de posse.

 



A ÍNTEGRA DO DISCURSO DE POSSE DOMÍCIO PROENÇA FILHO, NA PRESIDÊNCIA DA ABL - 2016

 

É prática ritual e salutar que, no momento da assunção do mandato de cada nova Diretoria, o presidente eleito perpasse instâncias inerentes à Academia e se situe diante delas. Passo a fazê-lo, no cumprimento do rito.

 

Asseguro-lhes que, atento ao antigo preceito latino, garantia de boa acolhida da opinião, serei breve.

 

A Academia Brasileira de Letras sedimentou e segue sedimentando, há algum tempo, no espaço da ação que se propõe, o cultivo de quatro procedimentos basilares. Privilegia o conhecimento. Assume a coragem de abrir-se para o novo. Orienta-se pelo que é justo. Não descura da prudência, do equilíbrio e da harmonia.

 

A eles, alia a atuação desinteressada e a atualização. Pensa a Cultura. Celebra a memória. Promove e estimula as práticas estéticas. É o que a reabastece. É o que a singulariza.

 

A Diretoria que ora assume o mandato estará atenta à continuidade do percurso histórico pavimentado, ao longo de seus gloriosos 118 anos, pelas que nos antecederam.

 

Sabemos camonianamente que “as coisas árduas e lustrosas se conseguem com trabalho e com fadiga”. Na compensação, o prazer de fazer e fazer bem feito.

 

Na melhor tradição da Casa, o Secretário-Geral ascende à presidência. Não por mera rotina. A sábia orientação privilegia a experiência adquirida, a intimidade com a realidade do agir e do administrar. Fundamenta-se na avaliação silenciosa do empenho e do desempenho. No presente caso, seguramente matizada pela generosidade.

 

Peço vênia para externar a minha gratidão pessoal ao Presidente Geraldo Holanda Cavalcanti pela corajosa confiança com que me distinguiu, ao convidar-me para integrar a sua Diretoria. Saibam todos que, do trabalho comum que nos reuniu ao longo do mandato, resultou a sedimentação de uma sólida e fraterna amizade que muito me desvanece.

 

E seja-me permitido fraturar a modéstia, para um registro extremamente honroso e tranquilizador: a presença na Diretoria, pela primeira vez na história da Casa de Machado de Assis, de duas ex- presidentes: Ana Maria Machado e Nélida Piñon, e de dois ex-secretários: Marco Lucchesi e Merval Pereira, que, para meu privilégio, me distinguiram com a aceitação do convite para dela participar.

 

Não bastasse a comprovada alta competência e o convívio fraterno, outros poderosos fatores asseguram a harmonia no trabalho a ser levado a termo: a amizade solidária, a total confiança mútua, a dedicação plena à Academia, a prevalência da Instituição sobre os interesses pessoais, preceito pétreo que cultuamos os diretores que ora assumimos.

 

Aos quatro companheiros de percurso, expresso o mais fundo agradecimento por terem concordado, e com entusiasmo, em coparticipar da missão. Em nome de todos, agradeço fundamente o alto privilégio da inédita votação por unanimidade com que fomos privilegiados. A distinção superlativa a nossa responsabilidade. Em contrapartida, oxigena o estímulo.

 

Estou consciente do que representa a investidura na presidência. Como ser individual, como ser social. As evidências, literalmente, me eximiriam de qualquer explicitação. A circunstância histórica, entretanto, ainda a recomenda.

 

Individualmente, gratifica em grande o voto de confiança. Significa também a culminância de um gradativo aprendizado de Academia, exercido ao longo de um cursus honorum que se estendeu pelos últimos nove anos, seis deles como integrante da Diretoria, talvez, por força de alguma ponta de masoquismo, prazerosamente.

 

No âmbito comunitário, a presidência reveste-se de representatividade, em função dos espaços ainda necessários, na realidade brasileira, da afirmação da identidade cultural da etnia de origem negra. Mesmo diante da privilegiada condição mesclada e miscigenada própria da comunidade nacional que integramos.

 

Nessa direção, indicia a assunção pela Academia, da tomada de posição para além dos estereótipos e do preconceito étnico ou epidérmico, nesse espaço ainda vigente no comportamento de muitos, veladamente; explicitamente; agressivamente; envergonhadamente; vergonhosamente.

 

Nesse sentido, a Casa de Machado de Assis, uma vez mais, situa claramente o seu posicionamento, em termos de nossa contingência comunitária. Não nos esqueçam os tempos fundadores de Joaquim Nabuco e de Machado de Assis, a ação pioneira de Afonso Arinos.

 

Entendo, a propósito, que, na realidade brasileira, respeitadas as opiniões em contrário, o núcleo de preocupação deve ser o combate contínuo e vigoroso ao racismo.

 

Os tempos são ásperos, sabemos todos.

 

Estamos cientes e conscientes da grave crise econômica literal e etimologicamente vivida pelo país. Somos a Diretoria da crise. Árduo será o percurso.

 

Estamos preparados para o desafio. Graças, sobretudo, aos que nos precederam e construíram progressivamente o caminho, ao longo do passado mediato e imediato.

 

Recebemos a Casa bem aparelhada e bem arrumada. Mas, sabemos, nem por isso invulnerável.

 

No traçado do rumo, buscaremos manter a altitude rotineira e a velocidade de cruzeiro, alertas ao aviso de apertar o cinto aos primeiros sinais de turbulência. Esperamos que não se faça necessário. Caso sejamos agraciados pelas benesses dos bons ventos, não hesitaremos em aproveitá-los para subir mais alto e acelerar, sem que seja preciso despender mais combustível.

 

A Academia nos imanta com a sua aura. Cada Acadêmica, cada Acadêmico, no passado, no presente e, ouso afirmar, no futuro assegura e assegurará, com a biografia de cada um e com a continuidade de sua produção e de sua ação, a permanência do brilho, a sua consistência, a respeitabilidade que a identifica junto à sociedade brasileira.

 

Somos os eventualmente agraciados, quarenta entre tantos que têm todas as condições de integrar seus quadros. Entretanto, como assinala com pertinência Alberto da Costa e Silva, a Casa não tem a pretensão de reunir todos os melhores da inteligência brasileira, mas os que a integram têm plena consciência de sua responsabilidade histórica. Desde o momento em que em menos de dez anos de sua fundação, a Academia passou a representar para os brasileiros, a excelência no plano da cultura, simbolização que persiste na atualidade.

 

Essa qualificação e esse reconhecimento nos honram e nos transcendem.

 

A missão de cada nova Diretoria implica continuidade e acrescentamento. Tem sido assim. Assim seguirá sendo.

 

Permaneceremos fiéis à cláusula pétrea do Estatuto e aos princípios que fundamentam a atuação da Casa.

 

A Academia é uma sociedade civil sem fins lucrativos.

 

Congrega cultores de ação e pensamento prioritariamente reunidos em torno da causa da língua que falamos, da literatura que nos identifica e que alimenta o imaginário brasileiro. E atua com independência.

 

Alerta à dinâmica dos registros idiomáticos, permanece atenta ao percurso e à mutabilidade do idioma oficial, imune a qualquer perspectiva radicalizante. Sabe do potencial político e econômico da língua portuguesa, mais que nunca evidenciado nos albores do século atual. Está ciente de que a sociedade brasileira, há muito, atribui a ela a condição de guardiã do nosso principal meio de comunicação. E seguirá fiel a essa confiança.

 

A língua e a literatura exigem de todos nós, mais do que nunca, o bom combate. Em especial a arte literária.

 

É consenso, a propósito, entre os que a ela se dedicam, que, impressa ou digitalizada, luta, há algum tempo, para assegurar o seu lugar de centro como produto cultural e seu prestígio no espaço educacional e pedagógico.

 

A tal ponto, que se faz oportuno e pertinente reafirmar a sua importância. Entre outros aspectos, lembrar que o convívio com o texto literário ajuda as pessoas a organizar o seu universo cultural. Possibilita-nos conhecer melhor a nós mesmos, ao mundo que nos cerca, à nossa relação com o mundo e com o outro. E mais: que o escritor é testemunha do seu tempo e que a literatura interpreta o presente, restaura emocionalmente o passado, possibilita projeção do futuro.

 

Cumpre reiterar que o texto literário contribui para a estruturação do imaginário nacional e para a formação da nacionalidade, leva o leitor ou ouvinte a questionar a realidade social que o cerca, propicia abertura para a transformação enriquecedora e mesmo para a afirmação de identidades, contribui para a formação da cidadania.

 

Sabemos todos os que navegamos nesses espaços. Sabe-o a Academia.

 

De par com o culto da língua e da literatura nacional, a Casa de Machado de Assis, numa visão aberta e moderna, dirige também a sua atuação para outras manifestações da cultura. De início, no âmbito da cultura feita, há algum tempo, no constante processo de atualização que a caracteriza, e logo da cultura fazendo-se no cotidiano brasileiro e planetário.

 

Assim direcionada, assegura a sua permanência significativa e a sua atualidade. É mais um de suas marcas singularizadoras, relevante, na contemporaneidade, em termos de cultura de consumo e de cybercultura. Parodiando e ampliando Machado de Assis, nem tudo tinham os antigos, nem tudo têm os modernos e os pós-modernos: com os haveres de uns e de outros é que se constrói o patrimônio cultural do país.

 

Situo-me entre os que entendem que, forjada sob a égide da tradição, só assegurará a sua permanência e sua imagem comunitária, se aberta às exigências da dinâmica do processo cultural e consciente de sua função social. Respeitado o pensamento divergente.

 

A Diretoria que ora toma posse dará seguimento ao trabalho desenvolvido pelas que nos antecederam no processo de contínua construção. Para tanto, aberta ao diálogo, espera contar com a colaboração e a participação de todos os seus integrantes, para além de eventuais desencontros e divergências. Não nos esqueçamos de que a Academia são os acadêmicos e as acadêmicas e de que a Casa é para o Brasil. E, sobretudo, nos ultrapassa.

 

Não temos dúvidas de que o corpo de funcionários, que nos garante a imprescindível infraestrutura operacional seguirá fiel à dedicação e ao entusiasmo que é a marca da atuação de todos. E disso dou testemunho.

 

Na melhor tradição da Casa de Machado de Assis, posso assegurar-lhes, os diretores que ora assumimos, procuraremos agir com sabedoria, decidir com justiça, atuar corajosamente, e, mais que nunca no tempo brasileiro hoje, cultivar a temperança.

 

Muito obrigado.

Domício Proença Filho







Acadêmica Nélida Piñon e o editor dessa revista cultural
escritor e jornalista Alberto Araújo.



sábado, 16 de janeiro de 2021

MAESTRO JOSÉ BERNARDO DE SOUZA É HOMENAGEADO PELO FOCUS PORTAL CULTURAL



 

O FOCUS PORTAL CULTURAL HOMENAGEIA O MAESTRO JOSÉ BERNARDO DE SOUZA QUE NOS DEIXA E PARTE RUMO AO PARNASO. O LUGAR DE ADMIRÁVEIS ARTISTAS. CLICAR NO LINK:

https://youtu.be/spj2UiJ3vUo

 

 

José Bernardo de Souza - Acadêmico da Cadeira nº 02 da Classe de Belas-Artes da Academia Fluminense de Letras. Coordenador da Banda Musical Henrique Lage, do centro Educacional Tecnológico Profissionalizante - CETEP - Barreto-Niterói-RJ. Maestro fundador da Banda de Música da Fundação Técnico-Educacional Souza Marques. Nascido em 02 de janeiro de 1935 e falecido em 16 de janeiro de 2021.

 

O Regente representou muito para a arte musical. O seu legado e ensinamentos farão parte da vida de milhares de músicos de bandas espalhados por todo o país. Obrigado maestro José Bernardo!

Retirou-se... Abandonou as orquestras da vida.

E já não vê a plateia, apenas a escuta...

Hoje, 16 de janeiro de 2021 e sempre,

a alma dos amigos estará enlutada.

 







HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL