terça-feira, 18 de agosto de 2026

HOMENAGEM A RUBENS CARRILHO FERNANDES




 

Em uma cerimônia marcada pela tradição e pelo reconhecimento cultural, o pesquisador Rubens Carrilho Fernandes, responsável pelo Arquivo Legislativo da Câmara Municipal de Niterói, será agraciado com o título de Conde da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente. A honraria, de caráter nobre e simbólico, destaca sua relevante contribuição para a preservação da memória institucional, da história e do patrimônio documental pilares fundamentais para a valorização da identidade histórica e cultural de Niterói.

 

A Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, instituição de natureza eminentemente cultural e memorial, dedica-se à preservação das tradições e do legado dos povos godos, atuando na salvaguarda do patrimônio material e imaterial. Sua missão transcende o tempo, reunindo práticas, saberes e expressões que fortalecem o elo entre passado e presente, e que encontram em Rubens Carrilho um guardião comprometido com a continuidade dessa herança.

 

A solenidade de outorga e investidura ocorrerá no dia 21 de agosto, sexta-feira, às 15h, no Plenário da Câmara Municipal de Niterói, ocasião em que o homenageado receberá oficialmente as insígnias e o diploma correspondentes ao título nobiliárquico honorífico. O evento, de caráter cultural e comemorativo, simboliza não apenas o reconhecimento individual, mas também o apreço coletivo pela dedicação à história e à memória, valores que sustentam a identidade de uma sociedade.

 

Rubens Carrilho Fernandes, agora Conde, inscreve seu nome entre aqueles que fazem da preservação histórica uma forma de eternizar o conhecimento e a cultura.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 






O DESCERRAR DA CORTINA: A ETERNA GLÓRIA DOS PALCOS E DA VIDA

A cena final não traz o som estridente de um choro, mas o silêncio reverente de quem sabe que assistiu à passagem de uma constelação. Há partidas que pesam como uma âncora no peito coletivo, e há aquelas que chegam com a suavidade de um libreto bem encenado, cumprindo o seu destino com a exatidão dos grandes clássicos. Nesta terça-feira, 18 de agosto, a teledramaturgia brasileira recolheu suas vestes mais nobres para aplaudir de pé. Descerra-se a cortina de veludo pesado e, no palco que a consagrou, a luz se concentra em um único ponto, eternizando a figura de Glória Menezes. Não há espaço para o luto definitivo onde houve tanta vida vibrante; o que fica é a herança de uma arte que desafiou o tempo. 

Seis décadas. Pense bem no que cabem em sessenta anos de ofício. Mudanças de épocas, transições da televisão em preto e branco para a alta definição vibrante, a metamorfose do teatro de resistência e a reinvenção constante do cinema nacional. Glória não apenas testemunhou essa travessia: ela foi uma das suas principais arquitetas. Com uma elegância que parecia brotar de sua essência e uma versatilidade capaz de transitar do drama mais visceral à comédia mais sutil com a naturalidade de quem respira, ela emprestou seu rosto, sua voz e sua alma a mulheres que se tornaram parte da biografia de todos nós. 

Impossível falar de Glória Menezes sem revisitar a galeria de retratos inesquecíveis que ela nos presenteou. Como não se lembrar da inesquecível e altiva socialite Laurinha Figueroa em Rainha da Sucata (1990)? Com um olhar que cortava o ar e uma postura impecável, ela deu vida a uma das antagonistas mais fascinantes da nossa história televisiva, unindo fragilidade e soberba em doses cirúrgicas. Laurinha era intensa, complexa, magnética, uma verdadeira aula de atuação entregue com a generosidade de quem dominava a arte do silêncio tanto quanto a força do texto. 

Décadas mais tarde, a mesma entrega apaixonada se fez presente em Totalmente Demais (2015), quando vestiu a pele de Stelinha, a sofisticada e espirituosa mãe do protagonista Arthur. Ali, já dona de uma maturidade artística incomparável, Glória provou que a jovialidade de um artista não reside na idade do corpo, mas na vivacidade do espírito. Stelinha arrancava sorrisos, impunha respeito e esbanjava o charme irrecusável de quem entendia perfeitamente o tom da comédia sofisticada. Entre o drama denso e o humor elegante, foram cerca de 40 trabalhos na televisão que ajudaram a pavimentar o próprio conceito de identidade cultural brasileira. 

E como falar de Glória sem mencionar o outro lado dessa moeda mágica? A sua trajetória confunde-se, de maneira sublime, com a de Tarcísio Meira. Juntos, formaram não apenas um casal na acepção comum da palavra, mas uma verdadeira instituição do afeto e da arte. Dentro e fora das telas, na ficção e na vida real, eles construíram uma parceria que desafiou a efemeridade do mundo moderno. 

Ver os dois em cena era testemunhar uma cumplicidade rara, daquelas em que os olhares diziam mais do que qualquer rubrica de roteiro. Compartilharam palcos, estúdios, aplausos e a intimidade de uma vida inteira dedicada a encantar o público. Quando Tarcísio partiu, parte do Brasil sentiu o eco daquele silêncio. Agora, a reunião se faz completa. Em alguma dimensão onde os textos nunca acabam e os aplausos jamais cessam, o casal mais célebre da nossa cultura volta a contracenar, agora livres das limitações do tempo terreno. É uma imagem reconfortante: o reencontro de duas legendas que escreveram sua história a tinta indelével. 

O Focus Portal Cultural despede-se hoje de um dos maiores pilares da nossa identidade artística, mas o faz com o coração aquecido pela certeza de que a arte de Glória Menezes é imune ao esquecimento. Ela não nos deixa; ela se integra à paisagem afetiva do país. 

Quando ligarmos a televisão e virmos as reapresentações de suas novelas, quando ouvirmos histórias sobre os bastidores dourados da nossa teledramaturgia, ou quando olharmos para novas gerações de atrizes que buscam nela um norte de dignidade profissional, saberemos que Glória continua aqui.

A cortina desce lentamente, o facho de luz do teatro diminui, mas a ovação do público ecoa para sempre. Boa viagem, Glória. Sua cena foi, e sempre será, magistral.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

18 de agosto de 2026, dia do falecimento da atriz Glória Meneses 




 

6ª REUNIÃO FESTIVA – NOITE DE COMPANHEIRISMO NO ROTARY DE NITERÓI


Que alegria celebrar mais um momento de companheirismo! O Rotary Club de Niterói convida todos para a 6ª Reunião Festiva – Noite de Companheirismo, um encontro que traduz o verdadeiro espírito rotário: amizade, solidariedade e propósito. No dia 20 de agosto, às 20h, na Casa da Amizade de Niterói, Rua Murilo Portugal, 1130 - Charitas teremos uma noite especial dedicada à comemoração dos aniversariantes do mês, repleta de boas conversas, risadas e união.

Além da celebração, será um momento de organização e orientação para o McDia Feliz, que acontecerá em 22 de agosto, reforçando o compromisso do Rotary com causas sociais e o impacto positivo na comunidade. Cada reunião festiva é uma oportunidade de fortalecer laços e renovar o entusiasmo por servir porque, no Rotary, cada gesto de companheirismo é também um passo rumo a um mundo melhor. 

O jantar tem o valor simbólico de R$30,00 por convidado, e promete uma atmosfera acolhedora, iluminada por boas histórias e o calor humano que define o clube. Sob a liderança de Paulo Corrêa Belchior, Presidente 2026-27, seguimos inspirados pelo lema “Crie Impacto Duradouro”, transformando encontros em experiências que marcam o coração. 

Você vem celebrar conosco?




AS INSCRIÇÕES PARA A CONVENÇÃO DE BARCELONA 2027 ABREM EM 17 DE SETEMBRO DE 2026.




 

E há um motivo extra para não perder de vista o calendário: quem reservar durante esses primeiros cinco dias, até 21 de setembro incluído, terá acesso a um desconto especial no preço da inscrição.


Marca a data, vale mesmo a pena!

Informações principais

Datas do evento: 26 a 30 de junho de 2027

 

Local: Fira de Barcelona Gran Via (Fira 2), em L’Hospitalet de Llobregat

Inscrições: abertura em 17 de setembro de 2026; desconto válido até 21 de setembro de 2026

 

Todas as informações e taxas estão disponíveis

Site oficial: https://convention.rotary.org/pt-br/  

 

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

SOLAR DO JAMBEIRO: UM TESOURO DE NITERÓI NO DIA NACIONAL DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO

No dia 17 de agosto, o Brasil celebra o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, data criada em homenagem a Rodrigo Melo Franco de Andrade, primeiro presidente do IPHAN e figura central na consolidação das políticas de preservação cultural no país. É um momento de reflexão sobre a importância de proteger os bens que contam nossa história, sejam eles materiais, como casarões, igrejas e sítios arqueológicos, ou imateriais, como festas populares, saberes tradicionais e manifestações artísticas. 

Entre os inúmeros exemplos que ilustram a riqueza do patrimônio brasileiro, o Solar do Jambeiro, em Niterói, desponta como um ícone da memória e da resistência cultural. Mais do que um edifício histórico, o Solar é um espaço vivo, que conecta passado e presente, tradição e contemporaneidade, memória e criação. 

O Dia Nacional do Patrimônio Histórico é celebrado em 17 de agosto em homenagem ao nascimento de Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898–1969). Advogado, jornalista e escritor, Rodrigo foi o primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), cargo que ocupou por três décadas. 

Sua atuação foi decisiva para a criação de políticas públicas voltadas à preservação cultural no Brasil. Sob sua liderança, o IPHAN consolidou o tombamento de cidades históricas como Ouro Preto, Olinda e São Luís, além de igrejas, casarões e monumentos que hoje são símbolos da identidade nacional. Rodrigo defendia que o patrimônio não deveria ser visto apenas como relíquia do passado, mas como elemento vivo da cultura e da cidadania. 

Assim, cada 17 de agosto é também um tributo à sua visão pioneira, que transformou a preservação em política de Estado e garantiu que o Brasil pudesse contar sua história por meio de seus bens culturais. 

O Solar do Jambeiro foi construído em 1872 pelo comerciante português Bento Joaquim Alves Pereira. Sua imponência logo chamou atenção na paisagem da cidade, tornando-se residência de famílias influentes. Posteriormente, foi adquirido pelo diplomata dinamarquês Georg Christian Bartholdy, cuja família desempenhou papel fundamental na preservação do imóvel. 

Em 1974, atendendo a um pedido da família Bartholdy, o Solar foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), garantindo sua proteção oficial. Após cuidadosa restauração, o espaço foi reaberto ao público em 2001, sob administração da Fundação de Arte de Niterói (FAN). 

A arquitetura do Solar do Jambeiro é um espetáculo à parte. Sua fachada é adornada por azulejos portugueses azuis, com mais de 150 anos de história, formando um dos conjuntos mais importantes do século XIX no Brasil. 

No interior, o visitante encontra telhas pintadas à mão, vitrais coloridos, pisos em cerejeira e painéis de madeira entalhada que revelam o requinte da época. O jardim, por sua vez, abriga o jambeiro centenário que dá nome ao solar, símbolo da ligação entre natureza e cultura 

Mais do que um monumento preservado, o Solar do Jambeiro é hoje um centro cultural dinâmico, que abriga exposições de artes plásticas, seminários, cursos de preservação, peças de teatro, saraus e concertos musicais.

O espaço já recebeu óperas, encontros internacionais, feiras culturais e eventos literários, consolidando-se como um polo de efervescência artística em Niterói. Cada atividade realizada ali reforça a ideia de que o patrimônio histórico não é apenas memória congelada, mas sim motor de cultura e cidadania. 

Se o Solar do Jambeiro representa o patrimônio material, o Brasil também se orgulha de um vasto conjunto de patrimônios imateriais, reconhecidos pelo IPHAN e pela UNESCO. São tradições, saberes e celebrações que revelam a diversidade cultural do país: Samba de Roda: manifestação musical e coreográfica da Bahia, raiz do samba urbano; Círio de Nazaré: maior procissão católica do Brasil, realizada em Belém do Pará; Frevo: ritmo e dança vibrante de Pernambuco, símbolo do carnaval nordestino; Roda de Capoeira: expressão que une luta, dança e música, reconhecida como patrimônio da humanidade; Ofício das Paneleiras de Goiabeiras: tradição artesanal do Espírito Santo, que mantém viva a produção de panelas de barro. 

Essas manifestações mostram que o patrimônio histórico não se limita a pedras e paredes: ele pulsa nas festas, nas músicas, nos rituais e nos saberes transmitidos de geração em geração. 

Celebrar o Dia Nacional do Patrimônio Histórico é reconhecer que preservar é resistir. É garantir que futuras gerações possam vivenciar a história em espaços autênticos, como o Solar do Jambeiro. É também valorizar a diversidade cultural que compõe o Brasil, desde os casarões coloniais de Minas Gerais até os centros históricos do Maranhão e do Rio Grande do Sul. 

O Solar do Jambeiro nos lembra que cada cidade tem seus tesouros e que o engajamento da comunidade é essencial para mantê-los vivos. Preservar não é apenas conservar paredes e objetos, mas manter viva a memória coletiva que nos define como povo.

Neste 17 de agosto, o Solar do Jambeiro se ergue como símbolo da resistência da cultura contra o esquecimento. Ele nos ensina que patrimônio histórico é mais do que herança: é presente, é futuro, é identidade. 

Que o Dia Nacional do Patrimônio Histórico seja celebrado com consciência e orgulho, e que cada visita ao Solar do Jambeiro seja um convite à reflexão sobre a importância de proteger o que nos torna únicos. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





















FLIN 2026 REÚNE MAIS DE 50 MIL PESSOAS EM QUATRO DIAS E CONSOLIDA NITERÓI COMO TERRITÓRIO DE LITERATURA E PENSAMENTO

Festa Literária Internacional de Niterói gratuita supera em mais de 65% a expectativa de público e encerra edição marcada por espaços lotados, grandes nomes da cultura brasileira e homenagem a Lélia Gonzalez. 

A literatura ocupou Niterói e levou mais de 50 mil pessoas ao Reserva Cultural ao longo dos quatro dias da Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) 2026, de 13 a 16 de agosto. O público superou em mais de 65% a expectativa inicial de 30 mil visitantes e acompanhou uma programação gratuita que reuniu escritores, artistas, pesquisadores, comunicadores, estudantes e leitores em torno do tema “Territórios das Palavras”, inspirado no pensamento de Lélia Gonzalez. 

Realizada pela Prefeitura de Niterói, por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN) e da Niterói Livros, a edição foi marcada por espaços lotados, encontros aclamados pelo público e uma programação que aproximou literatura, música, teatro, audiovisual, jornalismo e cultura popular. 

Ao longo dos quatro dias, a FLIN reuniu mais de 200 convidados e 62 horas de programação, distribuídas em quatro palcos simultâneos. O número de escritores e autores inscritos mais que dobrou em relação à edição anterior: foram 257 participantes em 2026, e 103 em 2025, reunindo nomes de Niterói, Rio de Janeiro, Maricá, Itaboraí e São Gonçalo. 

Entre os convidados estiveram Ana Maria Gonçalves, Jeferson Tenório, Conceição Evaristo, Valter Hugo Mãe, Eliana Alves Cruz, Ruy Castro, Jout Jout, Fabrício Carpinejar, Ana Maria Machado, Ondjaki, Cidinha da Silva, Luiz Antonio Simas, Lilia Schwarcz, Marcelo Quintanilha, Tatiana Salem Levy, Jessé Souza,  Marcelo Adnet, Ana Paula Araújo, Stefano Volp, Mariana Salomão Carrara, Otávio Junior, Teresa Cristina, Déia Freitas, Geni Núñez, Tati Bernardi, além de pesquisadores, jornalistas, escritores, roteiristas, artistas, influenciadores e criadores de diferentes áreas. 

O crescimento da festa também se refletiu na cadeia do livro. O número de editoras participantes passou de 10, em 2025, para 13 em 2026 (Pictos Editora, Garota FM Books, Bloco Narrativo, Dowslley Editora, Se Liga Editorial, Editora Pé de Palavra, Risco Editora, Editora Itapuca, Vira-Tempo Editora, MoMa Editora, Editora Comunitá, Editora Violeta, DB Editora). 

Ao todo, três livrarias (Livraria Leitura, Blooks e Livraria Ponte) venderam 4 mil livros, enquanto o cadastro de editoras e livrarias para o recebimento do Cartão Araribóia, moeda social de Niterói, aproximou a política cultural da economia do livro. A FLIN 2026 também ampliou sua articulação institucional: a Academia Brasileira de Letras (ABL) que doou 1.500 livros durante a festa, e a Biblioteca Nacional apoiaram a realização do festival, com a presença de acadêmicos da ABL distribuídos em diferentes mesas e um encontro especial dedicado à Academia. 

O prefeito Rodrigo Neves destacou o crescimento expressivo do evento e reafirmou o compromisso do município em investir continuamente na cultura como motor socioeconômico. “A Flin envolveu editoras e autores locais, além de grandes nomes da literatura brasileira e internacional. A festa se consolida como um dos grandes eventos literários do Brasil. Vamos seguir planejando e investindo nesse projeto porque ele tem tudo a ver com a cidade que queremos construir, que compreende a cultura como um elemento indissociável do seu desenvolvimento. A festa foi abraçada pelos niteroienses e, por isso, veio para permanecer". 

Na avaliação de Micaela Costa, presidenta da Fundação de Arte de Niterói (FAN), a resposta do público confirma a potência de um evento construído a partir da diversidade de vozes e do acesso gratuito à cultura. “Ver mais de 50 mil pessoas ocupando a Flin, participando das mesas, encontrando seus autores e descobrindo novos livros mostra que existe um enorme desejo de acesso à literatura, ao pensamento e à cultura. Esta edição também nos mostrou a força de Niterói como território de encontros. Homenagear Lélia Gonzalez significava justamente abrir espaço para diferentes vozes, histórias e perspectivas, e foi isso que vimos acontecer ao longo desses quatro dias.”

A homenagem a Lélia Gonzalez esteve no centro da edição, não apenas como referência conceitual, mas como eixo de uma programação que discutiu raça, gênero, ancestralidade, memória, território, educação, oralidade, diversidade e transformação social. A partir de seu legado, “Territórios das Palavras” propôs pensar a literatura como espaço de pertencimento, resistência e construção de novas narrativas sobre o Brasil. A curadoria foi assinada por Vilma Piedade, Elisa Ventura, MC Marechal, Edu Krieger, Carla Portilho, Jordão Pablo de Pão e Jackson Jacques. 

Diretor da Niterói Livros, Jordão Pablo de Pão destacou a potência do tema e seus desdobramentos. “Falamos, a partir dos territórios, sobre questões de pertencimento e de identidade dentro e fora de Niterói. A FLIN 2026 festejou diversos públicos, diversas origens e as múltiplas formas de a arte celebrar o que o povo vem fazendo, colocando a humanidade como grande articuladora da narrativa”, afirma o escritor e historiador. Os artistas da cidade celebraram a presença de Niterói como rico dos encontros na programação. 

A edição também ampliou as ações de formação e responsabilidade social e ambiental. A FLIN recebeu estudantes da rede pública de ensino, promoveu ações de formação de leitores e contou com uma iniciativa do Instituto Léo Solidário, que propôs a troca de livros por resíduos, além da arrecadação de alimentos para a campanha 1 Kg de Alimentos Solidários, destinados ao Banco de Alimentos de Niterói. 

Com programação gratuita, tradução em Libras e audiodescrição em diversas atividades, a festa encerra sua edição de 2026 reforçando a literatura como instrumento de acesso, encontro e transformação, e Niterói como um território cada vez mais aberto às palavras. A Flin 2026 teve patrocínio da Águas de Niterói e apoio da Universidade Federal Fluminense (UFF), Academia Brasileira de Letras (ABL), Biblioteca Nacional e Ecovias Ponte.

Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) 2026

De 13 a 16 de agosto de 2026

Reserva Cultural Niterói

Av. Visconde do Rio Branco 880, São Domingos.

Entrada: Gratuita

Créditos de fotos: Fernando Cascado 

Assessoria de comunicação Purpurina

Julia Casotti; Monica Ramalho; Beatriz Caillaux


Assessoria de comunicação Prefeitura de Niterói

Simone Gondim.























A IRMANDADE APRESENTA JAZZ COM ALMA BRASILEIRA NO O NOVO SEMPRE

Episódio inédito Vai ao ar às 23h30min na TV Cultura, sob apresentação de João Marcello Bôscoli 

A TV Cultura exibe nesta terça-feira (18/8), às 23h30min, um novo episódio de O Novo Sempre Vem, série musical apresentada por João Marcello Bôscoli. Com uma sonoridade que combina o jazz à música brasileira, A Irmandade aproxima a música instrumental da canção e valoriza a interação entre os integrantes. A formação varia de acordo com cada apresentação, mantendo como característica a liberdade para solos, improvisações e contribuições individuais dos músicos. 

O projeto foi criado pelo baterista Daniel de Paula, um dos músicos mais requisitados do país, com trabalhos ao lado de artistas como Caetano Veloso, Ivete Sangalo, Criolo e Cláudio Zoli. A iniciativa surgiu como espaço para suas composições autorais e para reunir músicos em torno de sua pesquisa musical. 

Na performance exclusiva para O Novo Sempre Vem, Daniel de Paula (bateria) é acompanhado por Taisi Cunha (voz), Robson Tavares (contrabaixo), Guiza Ribeiro (guitarra) e Gabriel Gaiardo (teclados). O quinteto apresenta quatro músicas em versões abertas à improvisação. 

Para João Marcello Bôscoli, Daniel de Paula se destaca por uma assinatura própria não apenas como instrumentista, mas também nas composições e nos arranjos desenvolvidos para A Irmandade. “Daniel de Paula tem uma assinatura própria tanto na forma de tocar quanto nas composições e nos arranjos que escreve para A Irmandade”, comenta. 

Serviço

O Novo Sempre Vem - Primeira Temporada

Apresentação: João Marcello Bôscoli

Exibição: terça-feira, 18 de agosto, às 23h30

Horário alternativo: domingo, 23 de agosto, às 22h

Transmissão: TV Cultura

Disponibilidade: após a exibição, no aplicativo Cultura Play e no canal da Trama no YouTube.

 

Repertório:

1 – Aquele Axé (Daniel de Paula);

2 – A Irmandade (Daniel de Paula);

3 – Elegia (Daniel de Paula e Cintia Yamanaka);

4 – No Entreluz (Daniel de Paula e Cintia Yamanaka). 

©  Alberto Araújo