segunda-feira, 15 de junho de 2026

O FORMATO DE ESTRELA DAS FORTALEZAS PORTUGUESAS, CONHECIDO COMO FORTIFICAÇÃO ABALUARTADA OU TRAÇADO ITALIANO.

 


No final da Idade Média e início da Era Moderna, entre os séculos XV e XVI, a guerra sofreu uma transformação radical. A invenção e difusão da artilharia com canhões tornaram obsoletos os antigos castelos medievais, com suas muralhas altas e torres circulares. Bastava algumas horas de bombardeio para abrir brechas em paredes que antes resistiam por meses a cercos. Foi nesse cenário que surgiu a fortificação abaluartada, também chamada de traçado italiano, uma inovação arquitetônica e militar que redefiniu a defesa urbana e territorial.

 

Essa técnica surgiu como resposta direta à introdução da artilharia pesada, especialmente dos canhões, que tornaram obsoletos os antigos castelos medievais com muralhas altas e torres circulares. A solução encontrada pelos engenheiros militares foi criar muralhas mais baixas, espessas e inclinadas, capazes de absorver impactos, e desenhar estruturas geométricas em formato de estrela, cujas pontas, chamadas baluartes, eliminavam pontos cegos e permitiam o fogo cruzado contra os inimigos.

 

Esses baluartes funcionavam como plataformas de defesa ativa, permitindo que os soldados disparassem contra os invasores sem se expor. A geometria era calculada com precisão matemática, garantindo que cada ângulo cobrisse outro e que não houvesse brechas na proteção. O traçado abaluartado não apenas revolucionou a arquitetura militar, mas também influenciou o urbanismo, já que muitas cidades foram planejadas em torno dessas muralhas defensivas.

 

Entre os exemplos mais emblemáticos está Elvas, no Alentejo, considerada a maior fortificação abaluartada do mundo. Suas muralhas simétricas e complexas foram declaradas Patrimônio Mundial da UNESCO e desempenharam papel crucial durante a Guerra da Restauração, quando Portugal lutava para recuperar sua independência da Espanha. Outro caso notável é Almeida, na Beira Interior, cuja fortaleza em formato de estrela de 12 pontas impressiona pela grandiosidade. Os fossos de 12 metros de profundidade reforçavam a defesa, tornando a vila praticamente inexpugnável até ser bombardeada durante a invasão napoleônica de 1810.

 

No Brasil, o traçado italiano também deixou marcas duradouras. O Forte dos Reis Magos, em Natal, construído em 1598, é um exemplo clássico da aplicação colonial desse modelo. Com cinco pontas em formato de estrela, o forte não apenas protegeu a região contra invasões estrangeiras, mas também marcou o início da cidade de Natal, tornando-se um símbolo histórico e cultural.


A difusão desse modelo foi global. Portugal exportou o traçado abaluartado para suas colônias na África, na Ásia e nas Américas, criando uma rede de fortalezas que garantiu o controle das rotas comerciais e a defesa contra rivais europeus. Essas construções eram verdadeiras máquinas de guerra, mas também símbolos da engenhosidade portuguesa e da era das descobertas.


Hoje, as fortalezas em formato de estrela são admiradas não apenas por sua eficácia militar, mas também por sua beleza geométrica e valor cultural. Elas representam a transição da guerra medieval para a guerra moderna, a aplicação da matemática e da geometria à arquitetura e a projeção global de Portugal como potência marítima. De Elvas a Almeida, passando pelo Forte dos Reis Magos, essas estruturas permanecem como testemunhos de uma época em que a arquitetura era também uma arma, e em que o traçado das muralhas definia o destino das nações.

 

FUNÇÃO DOS BALUARTES

 

Cada baluarte funcionava como uma plataforma de artilharia e observação. Sua disposição angular permitia:

Cobertura total das muralhas adjacentes.

Fogo cruzado, dificultando o avanço inimigo.

Defesa ativa, já que os soldados podiam atacar sem se expor.


Essa lógica militar foi tão eficaz que se espalhou pela Europa e pelas colônias ultramarinas, tornando-se um padrão defensivo global.

 

EXEMPLOS EMBLEMÁTICOS


ELVAS

 

Localizada no Alentejo, Elvas é considerada a maior fortificação abaluartada do mundo. Suas muralhas simétricas e complexas foram reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio Mundial. A cidade foi palco de batalhas decisivas durante a Guerra da Restauração (1640-1668), quando Portugal lutava para recuperar sua independência da Espanha.


 

ALMEIDA

 

Na Beira Interior, Almeida é uma vila cercada por uma fortaleza em formato de estrela de 12 pontas. Seus fossos chegam a 12 metros de profundidade, criando uma barreira quase intransponível. Durante a invasão napoleônica, em 1810, Almeida foi bombardeada e parcialmente destruída, mas sua estrutura ainda impressiona pela grandiosidade.



FORTE DOS REIS MAGOS

 

No Brasil, em Natal (Rio Grande do Norte), os portugueses construíram em 1598 o Forte dos Reis Magos, marco inicial da cidade. Seu formato de estrela de cinco pontas é um exemplo clássico da aplicação colonial do traçado italiano. Além de proteger contra invasões estrangeiras, o forte serviu como base para a expansão portuguesa na região.

 

O modelo português não ficou restrito à Península Ibérica. Ele foi exportado para:

 

África: fortalezas costeiras em Angola e Moçambique.

Ásia: Goa (Índia) e Macau (China).

Américas: além do Brasil, fortalezas no Caribe e em regiões estratégicas.

Essa rede de fortificações garantiu o controle das rotas comerciais e a defesa contra rivais europeus.

 

O traçado abaluartado exigia engenheiros militares especializados. A geometria era calculada para que cada ângulo cobrisse outro, criando uma defesa sem brechas. Muitas vezes, cidades inteiras eram planejadas em torno dessas muralhas, com ruas alinhadas ao traçado defensivo. Era a fusão entre urbanismo e militarismo.

 

Hoje, essas fortalezas são mais do que ruínas militares: são símbolos da engenhosidade portuguesa e da era das descobertas. Representam:

A transição da guerra medieval para a guerra moderna.

O domínio da matemática e da geometria aplicada à arquitetura.

A projeção global de Portugal como potência marítima.

 

O formato de estrela das fortalezas portuguesas não foi apenas uma solução técnica contra os canhões: foi uma revolução cultural e militar. De Elvas a Almeida, passando pelo Forte dos Reis Magos no Brasil, essas construções permanecem como testemunhos de uma época em que a arquitetura era também uma arma. Hoje, admiramos sua beleza geométrica e reconhecemos seu papel na história mundial.


 






15 DE JUNHO DE 2026 – CELEBRAMOS 183 ANOS DO NASCIMENTO DE EDVARD GRIEG – EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL

 

CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO) 


O Focus Portal Cultural apresenta uma emocionante homenagem aos 183 anos do nascimento de Edvard Grieg, conduzida pela incomparável pianista Licia Lucas, carinhosamente conhecida como A Dama do Piano.

Neste tributo, o público é convidado a mergulhar na essência poética e na força lírica do compositor norueguês, cuja obra transcende o tempo e as fronteiras. Grieg, celebrado por sua sensibilidade nacionalista e por transformar canções e danças da Noruega em joias sinfônicas, é revisitado por Licia Lucas com a maestria de quem domina não apenas o instrumento, mas também o espírito da música. 

O Concerto para Piano e Orquestra em Lá menor, Op. 16, que encantou Liszt e Rubinstein e inspirou Tchaikovsky, ganha nova vida sob o toque refinado da pianista, acompanhada pela Amazonas Filarmônica, sob regência de Claudia Feres, em apresentação memorável no Teatro Amazonas. Um reencontro entre o romantismo nórdico e a paixão brasileira, onde cada nota ecoa como um tributo à genialidade e à emoção poética de Grieg. 

A pianista Licia Lucas, reconhecida internacionalmente como A Dama do Piano, é uma das mais destacadas intérpretes brasileiras de música erudita. Com uma carreira marcada por apresentações em grandes palcos do mundo e por sua dedicação à divulgação da música clássica, Licia combina técnica refinada e profunda sensibilidade artística. Sua trajetória inclui recitais memoráveis e colaborações com importantes orquestras, sempre revelando uma conexão íntima com o repertório romântico europeu. 

Neste recital especial, Licia presta tributo ao compositor Edvard Grieg, cuja obra reflete o espírito da Noruega e o romantismo de sua época. O Concerto para Piano e Orquestra em Lá menor, Op. 16, composto em 1868 e estreado por Edmund Neupert, é uma das peças mais amadas do repertório pianístico. Grieg, influenciado por Liszt e admirado por Tchaikovsky, uniu virtuosismo e emoção poética, criando uma música que ecoa as paisagens e o folclore de seu país.

A apresentação realizada no Teatro Amazonas, com a Amazonas Filarmônica sob regência de Claudia Feres, celebra não apenas o legado de Grieg, mas também a força interpretativa de Licia Lucas, uma artista que transforma cada nota em expressão de alma e beleza. 

O Concerto para Piano em Lá menor, Op. 16, de Edvard Grieg é uma obra-prima do romantismo que une virtuosismo técnico e lirismo poético, e Licia Lucas, com sua sensibilidade e maestria, é capaz de revelar toda a profundidade dessa peça. Seu estilo pianístico, marcado pela precisão técnica e pela expressividade emocional, transforma cada execução em uma experiência única.

Composição e inspiração: Grieg compôs o concerto em 1868, aos 24 anos, inspirado pelo concerto de Schumann na mesma tonalidade. 

Estrutura: 

I. Allegro molto moderato – abre com a célebre cascata de acordes do piano, seguida por um tema lírico expansivo. 

II. Adagio – intimista e lírico, descrito como uma “canção da alma”. 

III. Allegro moderato molto e marcato – dançante e rítmico, com forte inspiração folclórica norueguesa. 

Características marcantes:

Virtuosismo pianístico aliado a momentos de delicadeza. 

Evocação da música popular norueguesa sem citações diretas, mas com ritmos e cores nacionais. 

Revisado sete vezes por Grieg, sendo a versão final de 1906 a mais executada hoje.

Recepção: Desde sua estreia em Copenhague em 1869, foi aclamado por críticos e pianistas como Liszt, que chegou a tocá-lo à primeira vista. 

Estilo Pianístico de Licia Lucas 

Virtuosismo e sensibilidade: Licia Lucas é comparada a Guiomar Novaes pela capacidade de transformar sons em expressões vivas e emocionais.

Conexão com o repertório nacional: Sua interpretação da Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro de Gottschalk demonstra como equilibra técnica impecável com lirismo e identidade cultural. 

Características interpretativas:

Precisão técnica em escalas, acordes e arpejos complexos. 

Expressividade que valoriza cada nota como parte de uma narrativa musical. 

Capacidade de unir respeito à partitura com liberdade interpretativa, criando performances únicas. 

Reconhecimento internacional: Aclamada em salas como a Tchaikovsky em Moscou e a Filarmônica de São Petersburgo, Licia é celebrada como uma intérprete que transmite tanto a tradição europeia quanto a alma brasileira. 

Síntese para o Recital 

O recital de Licia Lucas no Teatro Amazonas, acompanhado pela Amazonas Filarmônica sob regência de Claudia Feres, não é apenas uma homenagem aos 183 anos de Edvard Grieg, mas também uma celebração da arte pianística brasileira. A fusão entre o romantismo nórdico e a expressividade nacional torna este evento uma experiência singular, onde cada acorde ecoa como tributo à genialidade de Grieg e à maestria de Licia Lucas.

O Focus Portal Cultural anuncia com orgulho o recital da renomada pianista Licia Lucas, celebrado como A Dama do Piano, em homenagem aos 183 anos do nascimento de Edvard Grieg. O evento, realizado no majestoso Teatro Amazonas, contará com a participação da Amazonas Filarmônica, sob regência da maestrina Claudia Feres, e promete uma noite inesquecível de música e emoção.

No programa, destaca-se o célebre Concerto para Piano e Orquestra em Lá menor, Op. 16, obra-prima do romantismo que consagrou Grieg como um dos maiores compositores de sua época. Licia Lucas, com sua técnica impecável e sensibilidade artística, oferece ao público uma interpretação que une virtuosismo e lirismo, evocando tanto a força da tradição europeia quanto a paixão da alma brasileira. 

Este recital é mais do que uma apresentação: é um encontro entre culturas, um tributo à genialidade de Grieg e uma celebração da trajetória brilhante de Licia Lucas, que há décadas encanta plateias no Brasil e no mundo. 

O Focus Portal Cultural, em sua missão de valorizar e difundir a música erudita, apresenta o recital da pianista Licia Lucas, em homenagem ao compositor norueguês Edvard Grieg, por ocasião dos 183 anos de seu nascimento. 

Reconhecida internacionalmente como A Dama do Piano, Licia Lucas é uma das mais importantes intérpretes brasileiras, com carreira marcada por apresentações em grandes palcos e colaborações com renomadas orquestras. Sua interpretação do Concerto em Lá menor, Op. 16, de Grieg, é acompanhada pela Amazonas Filarmônica, sob regência de Claudia Feres, em um espetáculo que une excelência técnica e emoção artística. 

O evento reafirma o compromisso do Focus Portal Cultural em promover experiências musicais de alta qualidade, aproximando o público da riqueza do repertório clássico e celebrando artistas que são referência na cena cultural brasileira.


BIOGRAFIA DE EDVARD GRIEG

 

Edvard Hagerup Grieg nasceu em 15 de junho de 1843, em Bergen, Noruega, e faleceu em 4 de setembro de 1907. Foi um dos mais importantes compositores e pianistas da era romântica, amplamente reconhecido por sua habilidade em transformar elementos da música folclórica norueguesa em obras de alcance universal. Sua produção musical ajudou a consolidar uma identidade nacional para a Noruega, assim como Jean Sibelius fez na Finlândia e Bedřich Smetana na Boêmia.

 

Grieg é considerado o filho mais célebre de Bergen, cidade que preserva sua memória em diversos espaços culturais: o Grieghallen, principal sala de concertos; a Grieg Academy, escola de música avançada; e o Edvard Grieg Kor, coro profissional que leva seu nome. Sua antiga residência, Troldhaugen, abriga hoje o Museu Edvard Grieg, dedicado ao seu legado artístico e pessoal.

 

Entre suas obras mais conhecidas estão o Concerto para Piano em Lá menor, Op. 16, as Peças Líricas para piano e a música incidental para Peer Gynt, que inclui os célebres trechos Morning Mood e In the Hall of the Mountain King. Sua música, marcada por lirismo, nacionalismo e riqueza melódica, permanece como parte essencial do repertório clássico mundial.

 

A Amazonas Filarmônica é uma das mais importantes orquestras brasileiras, fundada em 1997 com o objetivo de consolidar a formação artística e musical no estado do Amazonas. Com cerca de 90 músicos de diferentes nacionalidades, tornou-se referência nacional pela versatilidade de seu repertório, que abrange desde o barroco até a música contemporânea. É a orquestra oficial do Festival Amazonas de Ópera, evento que a projetou internacionalmente, e realiza seus ensaios e apresentações no icônico Teatro Amazonas, em Manaus. Sua sonoridade vigorosa e a capacidade de dialogar com diferentes estilos musicais fazem dela um patrimônio cultural da região e um símbolo da força da música erudita no Brasil.

 

À frente dessa formação, a maestrina Claudia Feres imprime sua marca de excelência e sensibilidade. Nascida em São Paulo, graduou-se em composição e regência pela UNICAMP e obteve o título de mestre em música pela Northwestern University, em Chicago, sob orientação de Victor Yampolsky. Sua carreira inclui atuações com importantes orquestras brasileiras e internacionais, como a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a Orquestra Sinfônica Nacional da Ucrânia. Reconhecida por sua firmeza técnica e pela expressividade interpretativa, Claudia também se destacou em projetos inovadores, como a direção artística da Orquestra Filarmônica de Mulheres no AVON Women in Concert, ao lado de nomes como Milton Nascimento e Rita Lee. Premiada e respeitada, ela é hoje uma das regentes mais influentes do país, conduzindo a Amazonas Filarmônica em apresentações memoráveis que unem rigor técnico e emoção artística.


 

Esse encontro entre a tradição da Amazonas Filarmônica e a liderança inspiradora de Claudia Feres garante ao recital de Licia Lucas uma atmosfera única, onde cada nota se transforma em celebração da música e da cultura.











Estátua de Edvard Grieg fica localizada no Byparken (Parque da Cidade), em Bergen, na Noruega. A estátua de bronze fica em um pedestal de pedra em frente ao Pavilhão da Música. Existem também monumentos em outras cidades, como um memorial no Prospect Park em Nova York.






O REINO AGATEADO DE LEO - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

Na rua tranquila de Niterói onde mora Leonila Murinelly, o tempo parece se derramar em ondas suaves, como se o mar próximo emprestasse seu ritmo às casas alinhadas. As janelas se abrem para o canto dos pássaros, o cheiro de pão fresco vindo da padaria da esquina e o murmúrio distante das crianças indo para a escola. É um cenário comum, mas dentro de uma dessas casas pulsa um reino secreto, invisível aos olhos apressados: o reino agateado de Leo. 

Esse reino não tem muralhas nem bandeiras, mas é marcado por pequenos rituais que se repetem com a solenidade das grandes histórias. No centro dele está Leonila, escritora e professora, que encontra na rotina doméstica a inspiração para suas palavras. Ao seu redor, dois felinos reinam com graça e personalidade: Luigi, o fofoqueiro incansável, e Chiara, a dócil sentinela da paz. Irmãos inseparáveis de quatro anos, eles transformam cada canto da casa em território mágico. 

Mas o reino de Leo também é feito de memórias afetivas e de outras realezas que deixaram pegadas eternas em seu coração e em sua literatura. Antes de Luigi e Chiara, a vida de Leonila foi marcada por Baggio e Francesco, companheiros inesquecíveis que ganharam vida eterna nas páginas do livro O Quarteto Fora de Si, publicado por Leonila em parceria com Márcia Pessanha, Iran Pitthan e Mauro Nolasco. 

Baggio era um belíssimo Siamês que acompanhou Leonila por impressionantes 23 anos. Ele nasceu em 1994, em pleno ano de Copa do Mundo, batizado no exato momento histórico em que o jogador italiano Roberto Baggio isolou a icônica cobrança de pênalti no estádio Rose Bowl, na Califórnia, garantindo o empate de 0x0 nas penalidades e consagrando o tetracampeonato mundial do Brasil. O miniconto que Leonila escreveu em sua homenagem, é intitulado "O Campeão": 

"Nos olhos, a dor do gol desperdiçado. Chora uma “squadra azurra”. Em um campo distante, nasce um campeão - uma homenagem é concedida na espiral do tempo... Abraçados, na madrugada fria, dormem entre pelos, miados e patinhas aconchegantes o Baggio e a sua Dama." 

Havia também o doce Francesco, carinhosamente chamado de Fran, um Persa deslumbrante de pelagem longa, focinho achatado e um temperamento extremamente calmo e dócil. Fran levava uma vida digna de "realeza": profundamente apegado a sua tutora, ele reinava no silêncio, apreciando os momentos de tranquilidade, bem longe de grandes agitações ou escaladas. Sobre ele se destaca o sensível miniconto "Francesco", onde Leonila traduziu com perfeição a alma de seu companheiro de olhar amarelo: 

"É assim todos os dias... Sempre atrás da porta – à espera. De repente, o barulho de chaves... Olhos atenuados... A ausência é sempre justificada. Não houve abandono. Mais tarde, vem a recompensa. Quanta intimidade neste olhar amarelo. Há enigma em seus arranhões macios exigindo carícias. Ah, minha companhia diuturna... Parceiro de voos sobre abismos e de esperanças contidas entre pelos azuis!"

Essas lembranças de amor e escrita pavimentaram o caminho para os atuais guardiões do lar. Hoje, Luigi, com sua pelagem laranja e branca, é o vigia do bairro. Seus olhos verdes vigiam o mundo como quem coleciona segredos. Ele sabe quando o vizinho chega, quando o carteiro passa, quando um pássaro ousa jogar-se na janela. Nada escapa ao seu olhar curioso, e Leonila brinca dizendo que ele é o fofoqueiro oficial da rua. 

Chiara, ao contrário, prefere o silêncio. Sua pelagem rajadinha parece feita de nuvens, e seus olhos transmitem uma serenidade que acalma até os dias mais turbulentos. Ela é o custódio do sossego, a que traduz o silêncio em afeto. 

O reino agateado se revela nos detalhes: no rabinho que balança quando Leonila se prepara para sair, no miado que anuncia novidades, no ronronar que embala tardes de escrita. É um espaço onde a rotina se transforma em poesia, onde cada gesto dos gatos é metáfora viva. Luigi ensina que a curiosidade é uma forma de arte; Chiara mostra que a ternura é um caminho de paz. Juntos, eles compõem uma narrativa silenciosa que se renova a cada amanhecer. 

O relógio marca o início da manhã, e a casa desperta lentamente. Luigi e Chiara já estão de pé ou melhor, sentinelas lado a lado, atentos ao ritual diário da dona. Eles conhecem cada movimento: o barulho da xícara pós-pousando no pires, na mesa, o som das chaves tilintando, o leve toque do perfume antes de sair. É o prelúdio da partida, e os dois felinos se preparam para o momento que mais os comove. 

Luigi, o fofoqueiro, é o primeiro a se posicionar diante da porta. Seu rabo se move de um lado para o outro, como se marcasse o compasso de uma música invisível. Chiara se aproxima logo depois, silenciosa, mas com o mesmo gesto, o rabinho erguido, balançando suavemente, como um aceno discreto de quem entende a rotina e aceita o breve afastamento. É uma cena que se repete todos os dias, mas nunca perde o encanto.

Leonila sorri. Abaixa-se, acaricia os dois e fala com a voz doce que só os gatos parecem compreender. Luigi responde com um miado curto, quase uma reclamação, ele não gosta de ver a porta se fechar. Chiara, ao contrário, encosta o focinho na mão da dona e fecha os olhos, como se dissesse: “Vai tranquila, estaremos aqui.” E assim, entre gestos e silêncios, acontece o pequeno ritual da despedida. 

Durante o dia, Luigi ronda a casa, curioso, atento a qualquer som que possa anunciar a chegada de Leonila. Chiara prefere o descanso, mas de tempos em tempos levanta-se e vai até a porta, como se conferisse se tudo está em ordem. E quando o som das chaves volta a ecoar, os dois se transformam. Luigi corre, Chiara se ergue, e o rabinho de ambos começa novamente a balançar, agora em ritmo de festa. É o reencontro, o momento em que o tempo se dobra e tudo volta a ser como antes. 

Leonila entra, cercada por miados e carinhos. Luigi exige atenção imediata, Chiara oferece ternura. A casa se enche de vida, e o dia se encerra com o mesmo encanto com que começou. Para Leonila, não há dúvida: seus gatos são protetores do afeto, zeladores da rotina, poetas silenciosos que transformam cada saída e cada retorno em uma celebração do vínculo. 

Não é por acaso que tantos escritores e pensadores se deixaram seduzir pelos gatos. Guimarães Rosa via nos animais uma poesia silenciosa, capaz de revelar segredos da alma humana. Nise da Silveira, revolucionária da psiquiatria, reconhecia nos felinos uma força terapêutica, presença curadora que devolvia confiança aos pacientes. 

Mas os gatos não inspiraram apenas Guimarães Rosa, com sua poesia silenciosa, ou Nise da Silveira, que os reconhecia como presenças terapêuticas. Ao longo da história, muitos outros autores se deixaram seduzir por esses seres mistérios. 

Ernest Hemingway vivia cercado de gatos polidáctilos, tinha uma grande paixão por gatos com essa característica. Na década de 1930, ele ganhou de um capitão de navio um gato branco de seis dedos chamado Snowball, Branca de Neve. O escritor acolheu o animal, que gerou dezenas de filhotes em sua casa em Key West, hoje transformada em museu, onde ainda habitam dezenas de descendentes felinos. O escritor Julio Cortázar escreveu sobre seus gatos Flanelle e Theodor W. Adorno, transformando-os em personagens literários de contos e ensaios; Mark Twain chegou a conviver com dezenove gatos ao mesmo tempo, afirmando que eram melhores companheiros do que os humanos; Charles Bukowski via nos gatos uma forma de salvação, e dedicou-lhes poemas como My Cats; Patricia Highsmith reuniu em Os Gatos narrativas e reflexões sobre sua convivência com eles; Doris Lessing, Nobel de Literatura, escreveu Sobre Gatos, obra que celebra sua relação íntima com os felinos; Edgar Allan Poe deu ao gato preto um papel central em uma de suas narrativas mais sombrias e simbólicas; Neil Gaiman também se confessa apaixonado por gatos, que aparecem em várias de suas histórias, como em Coraline; Charles Baudelaire os cantou como símbolos de mistério e beleza; Jorge Luis Borges um dos maiores escritores, poetas, ensaístas da literatura universal olhava para eles como criaturas metafísicas, habitantes de um tempo paralelo; T.S. Eliot lhes dedicou versos que inspiraram até o teatro musical. 

No teatro musical, Andrew Lloyd Webber transformou os poemas de T.S. Eliot em Cats, peça que conquistou o mundo com seus felinos Jellicle e a canção ‘Memory’. Assim, Luigi e Chiara, em sua rotina agateada, parecem dialogar com essa tradição: personagens de uma peça íntima e cotidiana, onde cada gesto é cena e cada miado é verso. 

Leonila, ao observar Luigi e Chiara, sente-se parte dessa linhagem. Seus gatos não são apenas companhia: são musos inspiradores, sentinelas de uma literatura íntima e cotidiana. Cada miado de Luigi é uma crônica em potencial; cada ronronar de Chiara é um poema que se escreve no silêncio. 

Assim, o reino agateado de Leo se conecta a uma tradição maior, onde os gatos são não apenas animais, mas metáforas vivas da imaginação. 

Esta crônica nasceu, precisamente, da observação atenta desse convívio cotidiano com seus gatos; mais do que personagens, eles foram a própria inspiração, transformando a rotina de casa na matéria-prima desta narrativa. 

Na casa de Leonila Murinelly, cada dia é uma crônica viva. Luigi e Chiara são os protagonistas silenciosos de uma história que se renova a cada amanhecer. Eles ensinam que o amor pode ser simples, que a curiosidade é uma forma de poesia e que o silêncio, às vezes, diz mais do que mil palavras. E Leonila, com sua sensibilidade de escritora, transforma essas lições em literatura, porque sabe que, no fundo, toda vida compartilhada é uma narrativa. 

Assim, no pequeno reino agateado de Leonila, Luigi e Chiara continuam a espalhar encanto e alegria. O fofoqueiro e a dócil, o inquieto e a serena, o fogo e a brisa, dois gatos que, juntos, revelam o segredo mais bonito da convivência: o equilíbrio entre o olhar curioso e o coração tranquilo. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 



MENSAGENS 


Leonila Murinely disse: Alberto, seu texto é como um palco à espera de dois artistas... Digo dois porque Baggio e Francesco estão em outra dimensão... Luigi e Chiara rodopiam a minha volta e seus olhos são as "luzes da ribalta" e seus miados, um "feitiço" que entra nos nossos corpos e geram transformações... Que sua bela crônica possa "ronronar" e os "musos" possam despertar palavras, afetos, lembranças, saudades e inspirações... Leonila Murinely.



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Leonila, que comentário luminoso! Você traduziu exatamente a alma deste texto. É belíssimo pensar no Baggio e no Francesco como esses artistas que agora ocupam uma dimensão onde o tempo e o espaço se fundem, enquanto Luigi e Chiara fazem o papel da luz e do movimento aqui no nosso presente. Fico imensamente feliz por saber que a crônica tocou esse lugar de transformação em você. Que bom que, através das palavras, pudemos dar esse palco a eles, permitindo que a memória e a vida, o ronronar e a inspiração, continuem a nos guiar. Muito obrigado por compartilhar essa visão tão poética, ela dá ainda mais significado ao que foi escrito. Abraços do Alberto Araújo. 


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Matilde Carone Slaibi Conti disse: Que lindo e acolhedor esse reino agateado! 

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Verdade pura. Muito lindo o reino agateado da Leo. Obrigado presidente Matilde pela manifestação.  Abraços do Alberto Araújo


 












A UNIÃO DO ENGENHO E DA FORÇA: UM OFÍCIO COMPARTILHADO - AO PROFESSOR MARCO ANTÔNIO MARTINS PEREIRA


Fui marcado pelo Grifo. Receber uma provocação intelectual do professor Marco Antônio Martins Pereira é sempre um convite à reflexão, mas, desta vez, ele me marcou em sua página com algo que ressoa profundamente na trajetória que venho trilhando. Ao me apresentar a representação do Grifo, esse animal fabuloso que harmoniza a águia e o leão, ele não apenas compartilhou uma imagem, mas codificou uma leitura sobre o ofício que exerço e o caminho que escolhi ao lado de pessoas que tanto admiro.

​O Grifo, em sua natureza híbrida, é a metáfora perfeita do trabalho que desenvolvo no portal de cultura. A águia, que domina as alturas e representa a inteligência, espelha a nossa busca constante pelo refinamento do olhar, pela sensibilidade poética, que encontro tanto em Cecília Meireles quanto nas crônicas que escrevo e pela curadoria atenta ao que é universal e, ao mesmo tempo, tipicamente nosso.

O leão, por sua vez, é a força terrena, a persistência necessária para edificar projetos em um país onde a cultura exige, acima de tudo, coragem e tenacidade.

​O professor, com sua genialidade habitual, resgatou o aforismo "Vis ingenio iuncta". Compreendi perfeitamente a mensagem: a inteligência, por si só, pode se perder na abstração, e a força, se desprovida de norte, dispersa-se. É no "juntar-se ao companheiro" que a obra se concretiza.

​Ao longo destes anos em Niterói, aprendi que não se faz nada sozinho. Seja na construção de laços familiares, na dedicação à minha esposa Shirley, ou nas parcerias com mentes brilhantes como a da minha mestra Dalma Nascimento, como as presidentes Matilde Carone Slaibi Conti e Márcia Pessanha, e com o apoio e o carinho constante de Gilda Uzeda, Idalina Andrade Gonçalves, Alice Fontanella,  professor Rivo Giannini,  Maria Otília Camillo, Riva Costa entendi que o "engenho" só floresce quando encontra a "mão direita" que o auxilia a transformar o pensamento em realidade.

​O reconhecimento vindo do professor Marco Antônio não é apenas um elogio; é um espelho. Ele validou a convicção de que o nosso papel, como agentes da cultura, é o de ser esse híbrido: manter os olhos no céu das ideias, mas os pés firmes no solo da ação concreta.

Agradeço profundamente por essa distinção que, mais do que celebrar o passado, renova o meu compromisso com o futuro da nossa cultura. Como bem nos lembra a lição do Grifo, que sigamos sempre unidos pelo intelecto e fortalecidos pela colaboração, pois é assim que se conquistam os horizontes.

​E, para encerrar essa reflexão, não posso deixar de sorrir com a sincronicidade do destino. Nascido no dia 23 de julho, carrego a energia do signo de Leão como parte da minha própria essência. A imagem do Grifo, que porta a força desse felino majestoso em sua composição, torna-se, assim, um espelho ainda mais íntimo da minha trajetória.

É um lembrete de que a força que me rege não é apenas um arquétipo externo, mas algo que procuro honrar diariamente: unindo o ímpeto leonino à clareza mental, para que minha escrita e minha voz continuem a servir ao propósito maior da nossa cultura.

​Obra: Composição digital de Joaquín Huertas (2026).

​Texto: @ Alberto Araújo | Focus Portal Cultural





ENVELHECER JUNTOS - MENSAGEM REFLEXIVA @ ALBERTO ARAÚJO - FOCUS PORTAL CULTURAL



Envelhecer juntos é ver o pôr do sol da vida refletido nos olhos de quem nunca deixou de caminhar ao seu lado.”

© Alberto Araújo – Focus Portal Cultural

 


 

domingo, 14 de junho de 2026

DULCE ROCHA MATTOS — A RAINHA DOS OLHOS AZUIS

A história cultural de uma cidade não se constrói apenas com monumentos, livros ou instituições; ela se edifica sobretudo na presença viva de pessoas que, com delicadeza e força, tornam-se símbolos de convivência e memória. Entre essas presenças, Dulce Rocha Mattos ocupa um lugar singular. Sua trajetória é marcada por uma rara combinação de sensibilidade estética, altruísmo social e compromisso com a cultura, atributos que a transformam em referência incontornável para Niterói e além. 

Em nosso círculo de convivência, no grupo de WhatsApp, Dulce é carinhosamente chamada de “Rainha dos Olhos Azuis”. O título não é mero ornamento: traduz a intensidade de um olhar que acolhe, compreende e transmite serenidade. É um olhar que guarda histórias de alegria, arte e amizade, e que se tornou metáfora de sua própria essência, uma mulher que ilumina os espaços por onde passa. 

Sua atuação em instituições como a ANE (Associação Niteroiense de Escritores), a UBT - Niterói (União Brasileira de Trovadores), o Rotary Club, entre tantas outras, revela uma presença que não se limita à participação formal. Dulce é agente transformadora, capaz de imprimir humanidade em cada gesto. Sua delicadeza não é fragilidade, mas sim força revestida de ternura, uma forma de resistência cultural e afetiva. 

Foi casada com João Mattos, um verdadeiro “gentleman” cuja memória permanece viva. Juntos construíram uma história de parceria que se reflete na forma como Dulce vê o mundo. A ausência física de João não apagou sua influência; ao contrário, Dulce continua a honrar esse legado com gestos de carinho e generosidade, perpetuando uma narrativa de amor e respeito. 

Dulce foi atriz. O palco lhe ensinou a empatia, a escuta e a capacidade de se reinventar. Em uma de suas apresentações, caracterizou-se de palhaço, revelando que o riso e a leveza também fazem parte de sua essência. Essa experiência artística deixou marcas profundas, pois quem se entrega à cena aprende a olhar o outro com compaixão e Dulce leva essa lição para todos os espaços que ocupa, eternizando-a em sua trajetória. 

Além disso, por muitas vezes declamou poesias no palco do Centro Cultural Maria Sabina, sob a direção da saudosa Neide Barros Rego, e realizou performances em diversas instituições, inclusive em sarau da UBT - Niterói e na UPPES – Sindicato, sob a presidência do professor Stelling. Recentemente, foi agraciada pela Academia Fluminense de Letras, presidida por Márcia Pessanha, por sua “performance” poética durante a solenidade de posse da Diretoria da AFL. São tantos momentos que seria necessário reservar uma página inteira para descrever suas atuações.

Também recentemente, foi homenageada pelo Focus Portal Cultural com uma arte belíssima, em que aparece caracterizada como palhaço, homenagem que ela confessou ter amado. Consideramos essa parte merecida, pois sua contribuição à arte e à cultura é fenomenal. Antes disso, o Rotary Club sob a presidência de Riva Costa já havia celebrado seu trabalho de altruísmo e afetividade, duas palavras que definem com precisão sua atuação. Dulce não pratica o bem por obrigação, mas por vocação. Seu olhar atento às pessoas, sua escuta generosa e sua capacidade de perceber o que há de melhor em cada um são dons que distribui com naturalidade. 

Em reuniões, saraus e encontros literários, Dulce é aquela presença que suaviza o ambiente. Sua fala é sempre ponderada, seu sorriso acolhedor, sua postura transmite serenidade. É uma mulher que entende que cultura não é apenas conhecimento, mas convivência, partilha e afeto. 

A convivência com Dulce ensina que a verdadeira elegância está na simplicidade dos gestos: oferecer uma palavra de incentivo, lembrar o nome de cada colega, celebrar as conquistas dos outros como se fossem suas. É transformar cada encontro em um momento de amizade genuína. 

Dulce é também símbolo de continuidade. Em tempos em que tantas relações se tornam superficiais, ela preserva o valor da presença, da conversa, do abraço. Sua vida é uma coleção de histórias que se entrelaçam com as de tantos amigos e colegas, escritores, trovadores, rotarianos, artistas, todos tocados por sua generosidade.

É impossível falar de Dulce sem mencionar o impacto que ela causa. Impacto não pelo volume de suas ações, mas pela profundidade delas. Cada gesto seu tem significado. Cada palavra tem intenção. Cada sorriso tem verdade. 

Por isso, esta homenagem é mais do que reconhecimento: é agradecimento. Agradecimento por ser exemplo de humanidade, por manter viva a chama da cultura niteroiense, por mostrar que a delicadeza é uma forma poderosa de resistência. 

Dulce Rocha Mattos, nossa Rainha dos Olhos Azuis, é, em essência, uma artista da vida, alguém que transforma o cotidiano em poesia, o convívio em arte e a amizade em legado. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


MENSAGENS

Presidente Matilde Carone Slaibi Conti disse: Dulce muito amada, merecedora para todo o sempre de nosso carinho, pelo seu trabalho profícuo e muita gentileza. Muitos abraços.

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Riva Costa disse. Parabéns companheiro Alberto pela magnífica mensagem sobre nossa querida e estima da amiga/companheira Dulce traduzindo em palavras a vida da Rainha dos olhos azuis. Adoreiiiii.

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Maria Otilia Marques Camillo disse: Parabéns à Dulce, “Rainha dos olhos azuis”, pelo prazeroso, momento, de convívio, fraterno, enaltecido à LUZ que, espelha sentimento de Alegria, PAZ e Amor à Vida! 👏👏👏 à sua, “Vida, Feliz”, querida, Dulce!… 🥰😍😘💔️🌹💐🌷Maria Otilia