quarta-feira, 13 de maio de 2026

TOP GUN - ASAS INDOMÁVEIS - RETORNA ÀS TELAS E CELEBRA LEGADO CULTURAL

Quarenta anos após sua estreia, o clássico “Top Gun: Ases Indomáveis” volta a ser exibido nos cinemas em uma programação especial que inclui também a sequência “Top Gun: Maverick”. A iniciativa da Paramount Pictures não é apenas uma celebração de aniversário, mas um reconhecimento do papel que o filme desempenhou na cultura pop desde 1986. 

Com cenas aéreas que revolucionaram o gênero de ação, estética marcante e uma trilha sonora premiada com o Oscar, Top Gun se tornou símbolo de uma geração. Mais do que um sucesso de bilheteria, o longa ajudou a moldar a imagem de Tom Cruise como astro de Hollywood e consolidou o fascínio do público por histórias de coragem e rivalidade nos céus. 

O relançamento chega em um momento de renovação da franquia: além da exibição dupla, a Paramount confirmou a produção de um terceiro capítulo, anunciado na CinemaCon em Las Vegas. O roteiro ficará a cargo de Ehren Kruger, que já participou da escrita de Top Gun: Maverick, filme que conquistou crítica e público em 2022. 

O impacto de Top Gun vai além das telas. O filme influenciou moda, música e até o imaginário militar, tornando-se referência cultural nos anos 80 e permanecendo relevante até hoje. A volta aos cinemas reforça esse elo entre passado e presente, permitindo que novas gerações conheçam a obra em sua forma original, enquanto os fãs veteranos revivem a emoção de ver Maverick e Goose nos céus. 

Em Belo Horizonte, as sessões acontecem nos principais shoppings da cidade, como Pátio Savassi, BH Shopping, Boulevard, Del Rey e Ponteio Lar Shopping.

No Rio de Janeiro, as sessões de “Top Gun: Ases Indomáveis – 40º Aniversário” acontecem em cinemas da rede Cinemark e Kinoplex, enquanto em Niterói o filme está em cartaz no Plaza Shopping Niterói. Assim, tanto cariocas quanto niteroienses podem assistir ao clássico em salas modernas e com diferentes formatos de exibição. 

SESSÕES NO RIO DE JANEIRO 

Cinemark Downtown – Barra da Tijuca

Cinemark Botafogo Praia Shopping – Botafogo

Kinoplex Leblon – Shopping Leblon

Kinoplex Tijuca – Shopping Tijuca

UCI New York City Center – Barra da Tijuca 

Essas redes oferecem sessões em formatos variados como IMAX, VIP, Legendado e Dublado, garantindo opções para diferentes públicos.

Sessões em Niterói

Plaza Shopping Niterói – Rua XV de Novembro, 8, Centro 

O Plaza Shopping concentra as exibições na cidade, com salas modernas e programação especial para o relançamento do clássico.

Dicas para os fãs 

Ingressos podem ser adquiridos pelo site da Ingresso.com ou diretamente nos aplicativos dos cinemas. 

Vale conferir os horários de sessões em IMAX para uma experiência mais imersiva, especialmente nas cenas aéreas icônicas. 

Para quem deseja reviver a nostalgia completa, muitas salas estão exibindo “Top Gun: Maverick” junto ao clássico de 1986.


© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


 



MUSEU DO AMANHÃ ABRE INSCRIÇÕES PARA RESIDÊNCIA ARTÍSTICA 2026


Edital de chamamento para artistas de todo o país já está no ar; edição deste ano apresenta o tema “inteligências na era do calor” 

Artistas visuais de todo o Brasil estão convocados a se inscreverem no novo edital de chamamento à Residência Artística do Museu do Amanhã, equipamento cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro sob gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão. A proposta conceitual nasce a partir do elemento fogo, pensando seu aspecto ambivalente, e articula reflexões sobre debates contemporâneos com temáticas como fluxos de dados e as múltiplas camadas em torno da inteligência artificial. As inscrições estão abertas até o dia 15 de maio de 2026 no site oficial da instituição. O programa, uma iniciativa do Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA,) é apresentado pelo Itaú. 

Com o curador Lucas Albuquerque, o tema “Inteligências na era do calor” centra-se no aspecto incendiário e irrefreável das novas tecnologias. O programa tem o intuito de investigar como as imposições algorítmicas, os novos modelos de linguagem e os parentescos entre o humano e o não-humano produzem novas sensibilidades estéticas diante de uma urgência tecnológica e climática. A residência promove o desenvolvimento de projetos, visitas a galerias e plataformas independentes, além de sessões regulares de discussão e networking. 

"O programa de residência é um espaço aberto, onde a reflexão, experimentação e materialidades se entrelaçam de maneira dinâmica. A ideia do Laboratório do Museu do Amanhã é fomentar pesquisas e projetos que provoquem uma reflexão holística sobre como a arte pode caminhar e refletir sobre o calor propiciado pelo consumo voraz de informação e o aquecimento do ecossistema tecnológico", afirma Milena Godolphim, coordenadora do Laboratório de Atividades do Amanhã.

O júri de 2026 é composto por Froiid, Cleyton Santanna e Ariana Nuala. Ao lado da curadoria, eles serão responsáveis por selecionar seis artistas, contemplando de forma plural o território nacional: 1 do Rio de Janeiro, 1 do Sudeste, 1 do Norte, 1 do Nordeste, 1 do Centro-Oeste e 1 do Sul. O requisito básico para a candidatura é ter a partir de 18 anos de idade e no mínimo três anos de produção artística comprovada. A residência presencial ocorre em cinco semanas, a partir de 17 de agosto, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. 

Uma das grandes novidades desta edição é o projeto Arquivo Piroceno, criado com o objetivo de tornar públicas as discussões acerca do programa. O Museu produzirá uma série de vídeos voltada ao debate sobre algoritmos e as novas inteligências na arte contemporânea, trazendo mentores convidados como Gabriel Massan, Luiza Crossman e Roberta Carvalho, que compartilharão seus processos e pesquisas nos canais oficiais do Museu no YouTube.

"Acredito que esta residência dentro do Museu do Amanhã é uma oportunidade ímpar para pensar mundos em que o orgânico e o inorgânico se cruzem. Esperamos que o programa sirva como uma plataforma para que os artistas investiguem onde reside a invenção no artificial, bem como o papel e a singularidade da arte quando esta é colocada em xeque pelas novas dinâmicas da dadosfera", ressalta Lucas Albuquerque, curador convidado da edição 2026 do projeto. 

Residência Artística do Museu do Amanhã 2026: 

CRONOGRAMA:

Encerramento das inscrições: 15 de maio

Residência online: 27 de julho a 7 de agosto

Residência presencial: a partir de 17 de agosto, no Museu do Amanhã, RJ

Inscrições e mais informações via link.

https://museudoamanha.org.br/projetos/2196/inteligencias-na-era-do-calor 

Sobre o Museu do Amanhã 

O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão — idg. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, conta com o Itaú como patrocinador estratégico, Shell, Vale e Motiva como mantenedores e patrocinadores que inclui IBM e TAG. Tem a Globo como parceiro estratégico, copatrocínio da Águas do Rio, Heineken e Saint-Gobain, apoio da Bloomberg, Engie, B3, White Martins, Caterpillar, Granado, Mattos Filho, EMS e Porto. Através da Lei de Incentivo Municipal tem o apoio da Accenture e Fitch Ratings e conta com a parceria de mídia da Rádio Mix, NovaParadiso, JB FM, Revista Piauí, Folha de S.Paulo e Canal Curta ON. 

Sobre o idg

Há 25 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. Une conhecimento, inovação, criatividade e ousadia para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam experiências. 

Guiado pelo propósito de esperançar futuros possíveis, implementou e gere o Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o programa CultSP PRO, em São Paulo; o Paço do Frevo, no Recife; e o Museu das Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro. 

Crédito da foto: Albert Andrade

Fonte: Assessoria de Imprensa - Museu do Amanhã 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




CONVITE DA ADABL - ASSOCIAÇÃO DOS DIPLOMADOS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS


A ADABL - ASSOCIAÇÃO DOS DIPLOMADOS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS convida seus associados, parentes e amigos, para sua Reunião do mês de maio de 2026, a realizar-se no dia 27 de maio de 2026-quarta-feira, das 10 às 12h, na SALA JOSÉ DE ALENCAR DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, CASA DE MACHADO DE ASSIS, PALÁCIO AUSTREGÉSILO DE ATHAYDE, localizada à AV. Presidente Wilson, 203/Castelo. 

Posse Acadêmica INFANTO-JUVENIL. Homenagens a Pessoas que contribuíram para a Cultura de nosso país; Mérito Cultural Austregésilo de Athayde a Jornalista CLAUDIA CATALDI e a Psicóloga NANCI GARRIDO, que nos blindará com a palestra: “TRAVESSIA DE ANTEPASSADOS AOS DESCENDENTES” – O papel da trajetória da Mulher como Mãe, trabalhadora e transmissora de valores. O ACADÊMICO IMORTAL DA ABL, GODOFREDO DE OLIVEIRA NETO nos apresenta a palestra do seu último livro, “Ana e a margem do rio: confronto linguístico e de civilizações.” 

 

Homenagem às MÃES participe tomando  UM CAFÉ DA MANHÃ com os presentes.    



NITERÓI LIVROS BRILHA EM SÃO PAULO

No dia 09 de maio de 2026, sábado, o projeto editorial Niterói Livros foi reconhecido em São Paulo com a Comenda Sociedade, Paz e Educação, concedida pela Universidade Guarulhos. A honraria celebra mais de três décadas de dedicação à literatura, às artes e à cultura, consolidando Niterói como referência nacional no incentivo à leitura e na valorização da memória local.

O diretor Jordão Pablo de Pão recebeu a distinção e compartilhou, durante o 4º Festival Literário da UNG, a trajetória e a metodologia que transformaram o projeto em um verdadeiro elo entre escritores, leitores e a cidade.

Nos últimos anos, Niterói Livros tem promovido iniciativas que aproximam o público da literatura: da Festa Literária Internacional de Niterói, que reuniu mais de 20 mil pessoas, aos circuitos de escrita e saraus que ocupam os espaços culturais da cidade.

Mais do que um prêmio, essa conquista é um reconhecimento de que o livro continua sendo uma poderosa ferramenta de transformação social. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 











36 - JOSÉ DE ANCHIETA E O CANTO DA COMPAIXÃO – UMA HERANÇA E CULTURAL POÉTICA NAS AREIAS DE UBATUBA - ENSAIO CULTURAL E LITERÁRIO © ALBERTO ARAÚJO

Hoje, 13 de maio, o Focus Portal Cultural celebra a força da palavra e da memória com uma homenagem ao poema A Compaixão e o Pranto da Virgem na Morte do Filho, escrito por José de Anchieta nas areias de Ubatuba. Mais do que um texto devocional, esta obra é um marco da sensibilidade literária que moldou os primeiros passos da cultura brasileira. 

Anchieta, poeta, educador e humanista, transformou o sofrimento e a ternura em linguagem universal. Seu poema, composto em latim e traduzido para o português, é um retrato da dor e da esperança humanas, uma meditação sobre o amor, a perda e a transcendência. Nele, o autor une o rigor clássico à emoção profunda, criando uma ponte entre o mundo espiritual e o sentimento humano. 

A data de hoje, tradicionalmente associada à Nossa Senhora de Fátima, inspira uma reflexão sobre o poder simbólico da compaixão. No contexto cultural, ela nos convida a olhar para Anchieta não apenas como missionário, mas como artista da palavra, capaz de transformar fé em arte e dor em beleza. 

O poema é também um testemunho da fusão entre culturas: o latim europeu e o solo americano, o pensamento renascentista e o coração indígena. Escrito à beira-mar, ele ecoa como um cântico que atravessa séculos, lembrando que a arte nasce do encontro entre o humano e o eterno. 

Hoje, revisitamos Anchieta como símbolo de diálogo e criação, um homem que fez da poesia um gesto de união e da compaixão um idioma universal.

Nas ondas de Ubatuba, sua voz ainda ressoa, não como prece, mas como cultura viva, que continua a inspirar quem busca beleza e sentido nas palavras.


São José de Anchieta, considerado o apóstolo do Brasil, canonizado pelo Papa Francisco em 03 de abril 2014. Enviado em missão para o Brasil antes de completar 20 anos, padre Anchieta é o maior expoente do grupo de jesuítas que deram a vida pela catequização dos índios e pela evangelização primordial do país. Entre muitos episódios da vida dele, tornou-se conhecida sua prisão por cinco meses, quando esteve refém dos índios tamoios, em 1563. Durante esse período, escreveu nas areias da praia de Iperoig, hoje praia do Cruzeiro em Ubatuba, um poema dedicado a Maria, com quase 5 mil versos. 

O poema de José de Anchieta, De Compassione et Planctu Virginis in Morte Filii (“A Compaixão e o Pranto da Virgem na Morte do Filho”), é uma obra escrita originalmente em latim e depois vertida para o português. Ele descreve, em tom profundamente lírico e devocional, a dor da Virgem Maria diante da Paixão e morte de Cristo. 

A COMPAIXÃO E O PRANTO DA VIRGEM NA MORTE DO FILHO - (São José de Anchieta) 

Minha alma, por que dormes em tão pesado sono?

Não te move o pranto da Mãe aflita,

Que chora a morte cruel do Filho amado? 

Ela se consome ao ver suas chagas,

E por onde olha, vê Jesus ensanguentado.

 

Olha-O prostrado diante do Pai eterno,

Suando sangue por todo o corpo.

Olha a turba que O trata como ladrão,

Pisando-O, amarrando mãos e pescoço. 

Diante de Anás, cruel soldado O esbofeteia;

Diante de Caifás, suporta escárnios e socos.

Não desvia o rosto, nem resiste ao golpe,

Deixa arrancarem sua barba com violência.

 

Olha o carrasco dilacerando sua carne,

Olha os espinhos rasgando sua fronte,

O sangue correndo pela face pura e bela.

Vê-O carregando o peso da cruz,

Com o corpo já ferido e exausto.

 

Vê as mãos inocentes pregadas no lenho,

Vê os pés atravessados por cravos cruéis.

Eis o Senhor suspenso no madeiro,

Pagando com sangue o crime antigo.

Do peito aberto corre sangue e água.

 

Mas todas essas chagas são também da Mãe,

Pois quanto sofreu o Filho inocente,

Tanto suportou o coração compassivo da Virgem.

 

Procura, alma, o Coração da Mãe de Deus,

Que regou o solo com lágrimas,

Enquanto o Filho tingia o caminho com sangue.

 

Se tanta dor não admite consolo,

É porque a morte levou a vida da sua vida.

Ao menos chora tuas culpas,

Pois foram elas a causa da morte cruel.

 

Ó Mãe, tua vida se foi com o Filho,

Teu coração foi rasgado pela lança,

E todas as dores que Ele sofreu na cruz

Tu também carregaste em silêncio.


Mas por que vives ainda, se Deus morreu?

Porque o amor divino te sustentou,

Para que pudesses suportar mais dores.


Eis que a lança cruel rasga o peito do Filho,

E também o teu coração compassivo.

Era a última dor que faltava,

A ferida que guardarias para sempre.

 

Ó chaga sagrada, feita não só pelo ferro,

Mas pelo excesso do amor divino!

Ó fonte que jorra do Paraíso,

Ó porta do Céu, torre de refúgio!


Ó rosa perfumada da virtude divina,

Ó joia que dá ao pobre um trono no Céu!

Ó doce ninho das pombas castas,

Ó ferida que inflama os corações com amor!

 

Por ti, Mãe, o pecador encontra esperança,

Por ti caminha ao lar da bem-aventurança.

Ó morada de paz, ó fonte eterna de vida!

 

Esta ferida é só tua, ó Mãe,

Somente tu sofres, somente tu a podes dar.

Permite-me entrar nesse peito aberto,

Para viver no Coração do meu Senhor.


Ali encontrarei repouso e morada,

Ali lavarei minhas culpas no sangue,

Ali purificarei minha alma na água.

Ali viverei dias doces,

Ali morrerei com alegria.


ESTRUTURA E TEMAS PRINCIPAIS

Invocação inicial: O poeta chama sua própria alma a despertar e contemplar o sofrimento da Mãe diante da morte cruel do Filho.

Paixão de Cristo: Anchieta descreve cada etapa da Paixão, suor de sangue, prisão, escárnios, flagelação, coroação de espinhos, crucifixão e a lança que transpassa o peito de Jesus.

Dor da Virgem: Maria sofre em seu coração todas as chagas do Filho, partilhando espiritualmente cada golpe e cada ferida.

União inseparável: O poema insiste que a vida de Cristo e a vida de Maria eram uma só; por isso, a morte do Filho é também a morte interior da Mãe.

Ferida do coração: A lança que abre o peito de Jesus é também a ferida mística no coração de Maria, transformada em fonte de consolo e esperança para os fiéis.

Símbolos místicos: Anchieta compara a ferida ao “rio do Paraíso”, à “porta do Céu”, à “rosa divina”, ao “porto seguro”, imagens que elevam o sofrimento à dimensão da salvação.

Conclusão devocional: O poeta pede para entrar nesse Coração aberto, viver e morrer nele, encontrando repouso, purificação e vida eterna. 

**********************

ESTROFE POR ESTROFE COMENTADA

Invocação inicial

“Minha alma, por que dormes em tão pesado sono?”

Anchieta começa chamando sua própria alma a despertar. É um convite à meditação: não se pode ficar indiferente diante da dor da Mãe e da Paixão do Filho. 

Paixão de Cristo 

O poeta descreve cada etapa da Paixão: suor de sangue, prisão, escárnios, flagelação, espinhos, cruz, cravos e lança.

Aqui vemos a tradição medieval da meditatio passionis, que convida o fiel a contemplar cada detalhe do sofrimento de Cristo. 

Dor da Virgem 

“Pois quanto sofreu aquele corpo inocente, tanto suporta o coração compassivo da Mãe.”

Maria participa misticamente de todas as dores do Filho. Anchieta mostra a união inseparável entre os dois corações. 

UNIÃO INSEPARÁVEL 

A vida de Cristo e a vida de Maria eram uma só. Por isso, a morte do Filho é também a morte interior da Mãe.

Esse é o núcleo da espiritualidade mariana: Maria não é apenas espectadora, mas co-sofredora. 

FERIDA DO CORAÇÃO 

A lança que abre o peito de Jesus é também a ferida mística no coração de Maria. 

Anchieta transforma essa dor em símbolo de salvação: a ferida é fonte de consolo, esperança e acesso ao Coração de Cristo. 

Símbolos místicos 

Anchieta usa imagens poéticas: 

“Rio do Paraíso” → a água que jorra do peito aberto.

“Porta do Céu” → a ferida como caminho para a eternidade.

“Rosa divina” → Maria como flor da virtude.

“Porto seguro” → refúgio contra os perigos da vida. 

São metáforas que elevam o sofrimento à dimensão da redenção. 

CONCLUSÃO DEVOCIONAL 

“Dá-me acalentar neste peito aberto pela lança, para que possa viver no Coração do meu Senhor.”

O poeta termina pedindo para entrar nesse Coração aberto, viver e morrer nele. É uma oração de entrega total. 

SENTIDO ESPIRITUAL

O poema é uma verdadeira meditação mística: Anchieta convida o fiel a unir-se à dor de Maria para encontrar acesso ao Coração de Cristo.

A ferida da lança, que parece derrota, torna-se porta de salvação.

Maria é apresentada como Mãe Dolorosa, mas também como refúgio e esperança para todos os que buscam consolo.


SOBRE A PINTURA - Poema à Virgem Maria. Pintura de Benedicto Calixto, 1901.

O quadro retrata José de Anchieta escrevendo Poema à Virgem na praia de Iperoig em Ubatuba, enquanto estava prisioneiro dos Tamoios. O poema, com mais de 6 mil estrofes, é considerado o maior poema mariano já escrito.  O poema foi escrito em latim por volta de 1563, durante um período de negociação de paz entre os portugueses e os indígenas. O poema foi posteriormente transcrito em 4.172 versos.

 

*****************************


Rivo Giannini disse: Parabéns Alberto, Anchieta foi uma grande expressão do humanismo. Junto com Manoel da Nóbrega, Frei Vicente do Salvador e Aspicuelta Navarro foram os Pioneiros da educacao no Brasil um ciclo que durou 350 anos. Texto excelente e oportuno para os dias cinzentos que vivemos. Rivo.

 

*******************

 

Olá, amigo Rivo, Muito obrigado pelas palavras generosas. É realmente inspirador perceber como presenças como Anchieta, Manoel da Nóbrega, Frei Vicente do Salvador e João Aspicuelta Navarro, padre da Companhia de Jesus, aliás, todos foram os primeiros a serem catequistas no Brasil, no século XVI, pois, lançaram as bases de um projeto educacional que atravessou séculos e moldou nossa história. O humanismo que eles representaram continua sendo uma luz que alimenta a alma, especialmente nestes tempos desafiadores. Fico feliz que o texto tenha dialogado com essa tradição e que tenha sido oportuno. Sua leitura e comentário enriquecem ainda mais a reflexão. Abraços do Alberto Araújo.

 

 

(Áudio relacionado para esta postagem 

- clicar na imagem)



 

O SAL E A PALAVRA: UMA ODISSEIA ENTRE O ATLÂNTICO E O CORAÇÃO DE IDALINA ANDRADE GONÇALVES HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL © ALBERTO ARAÚJO

A história da humanidade é feita de travessias, mas poucas são tão bonitas quanto aquelas que carregam o arquipélago na alma e a poesia no horizonte. No vasto azul do Oceano Atlântico, a cerca de 1400 km a oeste do território continental português, emergem as nove sentinelas vulcânicas que compõem a Região Autônoma dos Açores. É desse solo fértil, onde o fogo da terra encontrou a paciência do mar, que brota a essência de Idalina Andrade Gonçalves, uma mulher cuja trajetória é, em si mesma, um arquipélago de saberes e sensibilidades. 

Nossa homenagem começa com uma dádiva especial a Idalina Andrade Gonçalves: o reconhecimento do brilho da sua arte, da força da sua palavra e da ternura da sua presença, transformando o tempo em festa e a memória em gratidão. 

Falar de Idalina é, inevitavelmente, evocar a geografia mística dos Açores. O arquipélago, dividido em três grupos: o Ocidental  com Flores e Corvo, o Central com Graciosa, Terceira, São Jorge, Pico e Faial e o Oriental com São Miguel e Santa Maria é um lugar onde a natureza dita o ritmo da existência. Todas as ilhas têm origem vulcânica, e o Monte Pico, com seus 2351 metros, ergue-se como o ponto mais alto de Portugal, uma metáfora perfeita para a estatura intelectual de Idalina.

Se medirmos a altitude dos Açores desde a sua base no fundo do oceano, elas estão entre as montanhas mais altas do planeta. Da mesma forma, a trajetória de Idalina possui raízes profundas, alicerçadas em uma formação acadêmica sólida que une a Psicomotricidade e a Biomedicina. Hoje a homenageamos pela riqueza de toda a trajetória que tem construído com tanto brilho, dedicação e sensibilidade. Esta é a ocasião para reconhecer a grandeza de uma vida que une ciência e arte, razão e poesia, tradição e contemporaneidade. 

Politicamente, os Açores são um território especial da União Europeia, possuindo um estatuto de autonomia desde 1976. É uma terra de autonomia e de identidade forte, simbolizada pelo seu lema: "Antes de morrer livres, que em paz, sujeitos". Essa mesma sede de liberdade e de afirmação cultural reflete-se na obra de Idalina. Ela é portuguesa dos Açores, mas também cidadã do mundo, e sua voz ecoa como ponte viva entre Brasil e Portugal, entre memória e futuro, entre o humano e o universal. 

A sua caminhada é marcada por uma rara harmonia. Enquanto os Açores se situam na zona de fronteira de três placas tectônicas, Norte-Americana, Eurasiática e Núbia, criando um dinamismo geológico constante, Idalina vive na intersecção de mundos. Sua vocação artística e literária encontra espaço para florescer em ensaios, poemas e obras que revelam a delicadeza do olhar e a profundidade da reflexão. Cada palavra sua carrega lirismo e clareza, cada gesto seu reafirma o compromisso com a cultura e com a preservação das raízes que unem os povos luso-brasileiros. 

O clima açoriano é conhecido por ser ameno, influenciado pela Corrente do Golfo, mantendo temperaturas equilibradas durante todo o ano. Essa mesma amenidade e equilíbrio parecem habitar o espírito de Idalina. Celebrar sua vida é celebrar também a sua coragem de assumir, com entusiasmo e dignidade, missões acadêmicas e culturais que engrandecem instituições de prestígio, como a Academia Luso-Brasileira de Letras, o Real Gabinete Português de Leitura e a Sociedade Eça de Queiroz. 

Ela é o exemplo da intelectual que não se limita a guardar a tradição sob chaves, mas que a renova, a ilumina e a entrega às novas gerações com generosidade. Tal como Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta dividem as funções de capitais executiva, judicial e legislativa da região, a vida de Idalina é um equilíbrio de funções: a pesquisadora, a poeta e a defensora da lusofonia. 

Os Açores foram povoados a partir de 1432 e, desde então, o arquipélago serviu como ponto de reabastecimento para quem cruzava o oceano. Idalina é, para muitos, esse ponto de reabastecimento espiritual e intelectual. Autora de páginas que unem crítica, memória e poesia, sua obra "O Caminho Une o Tempo" nos recorda que a literatura é sempre um diálogo entre passado e presente, entre o que fomos e o que podemos ser.

Sua presença ativa em conferências e seminários é onde sua palavra lúcida se torna luz como as luzes que guiam os navegantes nas costas escarpadas de São Jorge ou da Terceira, para quem busca compreender a importância da herança açoriana e da cultura luso-brasileira. Ela compreende que a economia de um povo, tal como nos Açores, baseada na agricultura, na pesca e no turismo, é fundamental, mas que a "economia da alma" se faz com o intercâmbio de saberes. 

Idalina Andrade Gonçalves carrega em si a mesma inspiração que as paisagens verdes e as lagoas azuis de São Miguel oferecem aos seus visitantes. Que cada amanhecer seja um convite para novas descobertas, que cada encontro seja oportunidade de semear poesia, e que cada conquista seja celebrada com o mesmo entusiasmo que dedica às suas missões culturais.

Idalina, sua existência é um presente para todos nós. Assim como os Açores representam o ponto mais ocidental de Portugal, você é o ponto mais avançado de nossa cultura luso-brasileira, sempre desbravando novos horizontes com ternura e inteligência. Que sua vida seja sempre marcada por afeto, reconhecimento e esperança, e que o tempo siga sendo seu aliado na construção de pontes entre mundos, saberes e corações. 

Companheira Idalina: que o mar dos Açores e o calor do Brasil continuem a dançar em sua poesia.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural










 

SEMANA DO DIREITO 2026: CONSTRUINDO O FUTURO DA CARREIRA JURÍDICA E NOSSA PRESIDENTE MATILDE CARONE SLAIBI CONTI MARCOU PRESENÇA

 

A Universidade Universo Niterói, Campus Itaipu registra para a comunidade educacional, jurídica e cultural a realização da Semana do Direito 2026, evento que reafirma o compromisso institucional com a excelência acadêmica e a formação de profissionais preparados para os desafios contemporâneos.

A abertura foi marcada pela presença da nossa presidente do Elos Internacional da Comunidade Lusíada, Dra. Matilde Slaibi Conti, cuja participação enriqueceu o debate e simbolizou a integração entre cultura, sociedade e prática jurídica. 

Realizado no dia 12 de maio, na Unidade Itaipu, o encontro teve como tema central Empregabilidade no Direito: Horizontes e Oportunidades na Carreira Jurídica. Em um cenário de constantes transformações sociais e tecnológicas, a discussão sobre os rumos da advocacia e da atuação jurídica tornou-se essencial para orientar estudantes e profissionais em busca de destaque e relevância no mercado. 

O presidente da OAB Niterói, Dr. Pedro Gomes de Oliveira, conduziu a abertura com uma fala institucional que destacou a importância da inovação e da adaptação como pilares da “empregabilidade”. Sua trajetória sólida e atuação em defesa da classe conferiram credibilidade e inspiração ao público presente. 

Na sequência, a vice-presidente da OAB Niterói, Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, reforçou a relevância da interdisciplinaridade e da valorização da cultura na formação jurídica. Com sua experiência acadêmica e institucional, trouxe reflexões que conectam “O futuro do Direito” às dimensões sociais e humanas, ampliando a visão dos participantes sobre o papel da profissão na construção de uma sociedade mais justa. 

O evento contou com o apoio da professora Claudia, cuja dedicação foi fundamental para a organização e integração entre palestrantes e público, garantindo a qualidade e o êxito da iniciativa. Também marcou presença a presidente do Elos de Niterói, Jocelin Marry Nery, além de alunos da Universo e membros elistas como Suellen Oliveira, integrante da Diretoria do Elos Universitário. É relevante destacar que Dr. Pedro Gomes, professora Claudia e Jocelin foram alunos da própria Dra. Matilde Slaibi Conti, o que reforça o legado acadêmico e institucional da palestrante. A presidente Matilde ressaltou, em sua fala, a forma calorosa com que todos foram recebidos, destacando a elegância e a afetividade da recepção, marcada por uma mesa posta com fartas guloseimas, que simbolizou não apenas hospitalidade, mas também o cuidado da Universidade em valorizar seus convidados. Esse gesto reforçou o espírito de integração e acolhimento que permeia toda a Semana do Direito 2026, tornando o encontro ainda mais memorável para a comunidade acadêmica e jurídica. 

A Semana do Direito 2026 consolida-se como um espaço de reflexão e aprendizado, reafirmando o papel da Universidade Universo Niterói como protagonista na formação de profissionais críticos, éticos e preparados para os desafios do século XXI. Para a comunidade jurídica, o evento representa união, valorização da classe e esperança em um futuro promissor. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional








(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)