quinta-feira, 15 de outubro de 2026

MENSAGEM DA ESCRITORA RUTH ROCHA AOS PROFESSORES

"Meu amigo professor, eu sempre que falo dos professores, eu falo que a profissão mais importante do mundo é a profissão que leva a humanidade pra frente. Professor é, amplia os horizontes. O professor ensina o que é a sociedade, como é que as pessoas devem se comportar, o que devem saber. Eu, eu sou fã dos professores. Então, eu quero mandar meus agradecimentos pra todos os professores do Brasil. Meu grande abraço." Ruth Rocha 

Ruth Machado Lousada Rocha nasceu em São Paulo, 02 de março de 1931 tem 95 anos, escritora brasileira de livros infantis. 

Formou-se em Ciências Políticas e Sociais na Escola de Sociologia e Política de São Paulo e depois de graduada começou a trabalhar como orientadora educacional no Colégio Rio Branco. É membro da Academia Paulista de Letras desde 25 de outubro de 2007, ocupando a Cadeira 38.

A autora tem mais de 180 livros publicados, vendeu mais de 40 milhões de livros no Brasil e no exterior, e teve sua obra traduzida para 25 idiomas nos mais de 50 anos de carreira. 

Em 2024, aos 93 anos de idade, Ruth Rocha renovou seu contrato de exclusividade com a Editora Salamandra até 2039.




 

A ARTE DE CELEBRAR A VIDA: A NOITE MEMORÁVEL DE KARIN RANGEL

 

Na acolhedora e charmosa noite de sábado, 10 de outubro, o Restaurante Buonasera de Icaraí vestiu-se de gala e poesia para celebrar com grande entusiasmo o aniversário de Karin Ferreira Dias Rangel. Cercada pelo calor afetuoso de familiares e amigos queridos, a ocasião transformou-se em um verdadeiro tributo à arte do bom convívio, onde cada detalhe exalava harmonia e alegria compartilhada.

Radiante e deslumbrante num elegante vestido Marsala Bordô, Karin irradiava aquela rara e inconfundível elegância que transcende a estética visual: é um traço nobre da alma, que se revela em sua educação primorosa, em seus gestos sempre polidos e, sobretudo, em sua imensa empatia pelo próximo. Ela possui o dom natural de acolher a todos com um sorriso sincero e um olhar atencioso, transformando cada amizade em um laço profundo, cultivado com leveza e generosidade. 

No ar, sentia-se a efervescência de uma celebração viva e vibrante. No vídeo da festa, é impossível não notar a alegria estampada no rosto de cada familiar e amigos presentes. Entre brindes com champanhe que coroavam os votos de felicidades, conversas que aqueciam o coração e momentos de pura descontração, a noite ganhou um toque ainda mais especial com o delicioso bolo de cobertura de morango, que coroou a comemoração com doçura e sabor.

A noite festiva contou com a ilustre presença de membros elistas e do Núcleo da Rede Sem Fronteiras de Niterói. A aniversariante: Karin Dias que é Vice-presidente do Elos Clube de Niterói e Vice-presidente do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói estava ladeada pelo seu “Love” o Diretor Jurídico do Elos, Desembargador Nagib Slaibi Filho, que também atua como Vice-presidente do Núcleo da RSF, a querida Presidente do Elos Internacional, Matilde Carone Slaibi Conti, que também atua como Presidente do Núcleo da RSF de Niterói. Estiveram presentes também Jocelyn Marry Nery, presidente do Elos de Niterói e Membro da Diretoria do Núcleo da RSF; e Maria Otília Camillo, do Conselho do Núcleo da RSF. A celebração foi duplamente abençoada com a presença afetuosa de seus queridos filhos, Enzo Dias Rangel, Theo Dias Rangel e Mariah Dias Rangel, além de sua estimada irmã, Michele Ferreira Dias, e dos convidados Márcio Aleluia e Tayla Aleluia e outros adoráveis amigos que  enriqueceram ainda mais a roda de amigos e entes queridos. 

A noite consagrou-se como um momento inesquecível de comunhão e afeto. Parabéns, Karin! Que a sua trajetória continue a iluminar a todos ao redor com tanta graça, bondade e sofisticação. 

© Alberto Araújo





































MENSAGEM DA PROFESSORA MATILDE CARONE SLAIBI CONTI PELO DIA DO PROFESSOR

Neste Dia do Professor, a Professora Matilde Carone Slaibi Conti presta sua homenagem e parabeniza, com profundo respeito e admiração, todos os seus colegas da Universidade Universo, bem como todos os professores que integram as instituições que tem a honra de presidir e, de modo especial, todos os amigos que escolheram a nobre missão de educar. 

Ser professor é muito mais do que transmitir conhecimentos. É inspirar sonhos, despertar vocações, formar cidadãos e contribuir para a construção de uma sociedade mais justa, consciente e solidária. A cada aula ministrada, a cada orientação oferecida e a cada exemplo de dedicação, os educadores deixam marcas permanentes na vida de seus alunos e na história de nossa comunidade.

Que este dia seja de reconhecimento, gratidão e celebração. Que nunca faltem entusiasmo, sabedoria e esperança para continuar transformando vidas por meio da educação.

Parabéns a todos os professores pelo seu dia. Recebam o carinho, o respeito e os sinceros cumprimentos da Professora Matilde Carone Slaibi Conti. Vocês são essenciais para o presente e indispensáveis para o futuro.

Feliz Dia do Professor! 

Matilde Carone Slaibi Conti



 

MENSAGEM DO PROFESSOR RAYMUNDO NERY STELLING JUNIOR NO DIA DO PROFESSOR

15 de outubro de 2026. 

Aqui, da sede estadual da UPPES Sindicato, na qualidade de presidente, representando toda a nossa diretoria, as nossas diretorias, os nossos conselhos, queremos abraçar todos os professores. 

Nessa data magna onde nos referenciam enquanto verdadeiros representantes, todos nós, professores, da cultura, da civilização, de tudo aquilo que, ao ser herdado pela sociedade, passa a ser transmitido. 

O professor tem um valor profundo na centralidade do trabalho que realiza a favor de uma sociedade que se torne cada vez mais democrática, cada vez mais ampliada na sua forma de observar os desafios de cada época.

Sabemos que grandes ainda são os desafios para a nossa categoria. No entanto, a UPPES Sindicato, na altura dos seus 81 anos, representando os professores públicos estaduais do Rio de Janeiro, cumpre de forma digna essa missão.

Então, as nossas palavras para todos os professores, mas em especial para os professores públicos da rede estadual do Rio de Janeiro e, em especial, os nossos queridos filiados, um grande abraço e os nossos parabéns! Porque o magistério se transformou, sobretudo, numa profissão de resistência. Mas uma resistência orgulhosa, porque sabemos o escopo que temos, a responsabilidade que temos e a segurança que temos de trilhar um futuro cada vez melhor nesta permanente luta pela nossa categoria profissional e por uma educação de qualidade. 

A todos os nossos companheiros, o nosso fraterno e carinhoso abraço.



 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

SOCIEDADE FLUMINENSE DE FOTOGRAFIA: 82 ANOS DE HISTÓRIA, ARTE E PRESERVAÇÃO CULTURAL - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL © ALBERTO ARAÚJO

Ao completar 82 anos de existência no dia 12 de outubro de 2026, a Sociedade Fluminense de Fotografia consolida-se como uma das mais importantes instituições dedicadas à fotografia no Brasil. Segunda sociedade fotográfica mais antiga em atividade contínua no país, sua trajetória se enlaça com a própria história da fotografia brasileira, constituindo um legado de formação, pesquisa, produção artística, preservação da memória e democratização do acesso à cultura. 

Localizada no coração de Niterói, na Rua Doutor Celestino, 115, a Sociedade Fluminense de Fotografia atravessou décadas acompanhando as transformações tecnológicas, estéticas e sociais da arte fotográfica sem jamais perder sua vocação principal: formar fotógrafos, estimular a criação artística e promover a fotografia como linguagem cultural e instrumento de reflexão sobre o mundo. 

Reconhecendo a relevância histórica e cultural desempenhada pela instituição ao longo de mais de oito décadas, a Sociedade Fluminense de Fotografia recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial de Niterói. A homenagem representa o reconhecimento oficial de um trabalho construído coletivamente por gerações de fotógrafos, professores, pesquisadores, artistas e amantes da fotografia que encontraram na entidade um espaço de encontro, aprendizado e desenvolvimento criativo. 

Desde sua fundação, em 12 de outubro de 1944 a instituição assumiu um papel pioneiro na difusão da cultura fotográfica. Em uma época na qual a fotografia ainda buscava reconhecimento como linguagem artística, a Sociedade tornou-se um espaço fundamental para a experimentação, o estudo e a valorização da imagem fotográfica. Ao longo dos anos, acompanhou as mudanças que levaram a fotografia do filme analógico às plataformas digitais, sempre mantendo o compromisso com a excelência técnica e a reflexão crítica. 

Sob a presidência do fotógrafo, Antonio Machado desde 1995, há exatamente 31 anos a instituição fortaleceu sua atuação como centro de formação, preservação da memória fotográfica e produção cultural. Nesse período, ampliou suas atividades educacionais, consolidou projetos voltados para a democratização do acesso ao conhecimento e aprofundou sua inserção na vida cultural de Niterói e do estado do Rio de Janeiro. 

A vocação educativa da Sociedade Fluminense de Fotografia é um dos pilares de sua identidade institucional. Ao longo de sua história, milhares de estudantes passaram por seus cursos, oficinas e atividades de formação. Atualmente, a entidade oferece cursos regulares, workshops especializados, encontros de estudo, palestras e atividades práticas voltadas tanto para iniciantes quanto para fotógrafos experientes.

O ensino promovido pela instituição vai além da técnica fotográfica. Seu objetivo é estimular o pensamento crítico, a construção de narrativas visuais e o desenvolvimento de uma consciência artística capaz de dialogar com as questões contemporâneas. Nesse contexto, destaca-se o Núcleo de Estudos em Fotografia Contemporânea, iniciativa voltada para a formação de autores e pesquisadores interessados em explorar as múltiplas possibilidades da fotografia contemporânea. 

O núcleo incentiva a criação de projetos autorais, debates sobre estética, memória, território, identidade e processos criativos, formando artistas alinhados às discussões mais relevantes da atualidade. Os trabalhos desenvolvidos pelos participantes frequentemente integram exposições e projetos culturais promovidos pela própria instituição, fortalecendo a produção fotográfica local e ampliando seu alcance. 

A preservação da memória fotográfica constitui outra dimensão fundamental da atuação da Sociedade Fluminense de Fotografia. Seu acervo bibliográfico especializado reúne mais de 1.500 títulos dedicados à fotografia, história da arte, comunicação visual, técnicas fotográficas e áreas correlatas. Trata-se de uma das mais significativas bibliotecas especializadas do estado, colocada à disposição de estudantes, pesquisadores, artistas e do público em geral.

A instituição também preserva um importante conjunto de equipamentos históricos, composto por cerca de duzentas câmeras fotográficas produzidas entre as décadas de 1940, 1950, 1960 e 1970. Esse patrimônio material testemunha a evolução tecnológica da fotografia e constitui a base para a construção de um futuro museu dedicado à memória fotográfica, ampliando ainda mais a contribuição da entidade para a preservação da cultura visual brasileira.

A infraestrutura da Sociedade Fluminense de Fotografia demonstra seu compromisso permanente com a formação e a prática artística. Sua sede abriga três salas de aula, laboratório químico para revelação e ampliação de fotografias em preto e branco, laboratório digital, amplo estúdio fotográfico profissional, biblioteca especializada, sala de acervo histórico, sala de professores, secretaria, espaços administrativos e áreas destinadas ao desenvolvimento de projetos culturais.

Entre seus espaços mais emblemáticos destacam-se a Galeria Jayme Moreira de Luna e a Galeria Octávio do Prado. Esta última possui um significado especial para a história cultural brasileira por ter sido concebida como a primeira galeria construída especificamente para exposições fotográficas no país. Ambas permanecem como importantes espaços de difusão artística, recebendo exposições individuais e coletivas de fotógrafos brasileiros e estrangeiros. 

A programação cultural da entidade é intensa e diversificada. Ao longo do ano são realizadas exposições, projeções fotográficas abertas ao público, visitas guiadas, encontros para apresentação de portfólios, saídas fotográficas orientadas, debates, lançamentos de livros e palestras ministradas por importantes nomes da fotografia nacional e internacional. Essas atividades ampliam o diálogo entre artistas, estudantes e comunidade, transformando a instituição em um verdadeiro centro de cultura visual.

Outro aspecto que merece destaque é o compromisso da Sociedade Fluminense de Fotografia com a inclusão e a democratização do acesso à cultura. A diversidade sempre esteve presente em suas ações e projetos. Por meio do programa Ponto de Cultura Fotografia para Todos, a instituição oferece cursos gratuitos de fotografia para pessoas idosas, pessoas com deficiência e moradores de comunidades do entorno, contribuindo para a formação cidadã e para o fortalecimento da participação cultural desses grupos. 

Mais do que ensinar técnicas, esses projetos promovem oportunidades de expressão, autoestima e protagonismo social. A fotografia torna-se, assim, uma ferramenta de transformação, permitindo que diferentes indivíduos e comunidades registrem suas histórias, documentem seus territórios e construam novas formas de representação. 

Ao longo de seus 82 anos, a Sociedade Fluminense de Fotografia manteve viva uma missão que continua profundamente atual: preservar o passado, compreender o presente e inspirar o futuro através da imagem. Em um mundo marcado pela produção incessante de fotografias, a instituição reafirma a importância da reflexão, da formação qualificada e da valorização da fotografia como patrimônio cultural e linguagem artística. 

Sua história é também a história de milhares de fotógrafos que encontraram em suas salas, galerias, laboratórios e encontros o ambiente necessário para desenvolver seus talentos e ampliar seus horizontes criativos. É a história de uma instituição que resistiu ao tempo, acompanhou as mudanças tecnológicas e permaneceu fiel ao compromisso com a cultura, a educação e a arte.

Contemplada duas vezes com o Prêmio Nicette Bruno. Mais do que um reconhecimento, o Prêmio Nicette Bruno reafirma a importância do trabalho desenvolvido pela Sociedade Fluminense de Fotografia ao longo de sua trajetória. A premiação fortalece a missão da SFF de promover a formação cultural, a inclusão social e o acesso democrático à fotografia, valorizando iniciativas como o projeto Fotografia para Todos, que amplia oportunidades de aprendizado e expressão artística para diferentes públicos. Estes reconhecimentos reforçam o papel da Sociedade como referência na difusão da cultura fotográfica em Niterói e no Brasil. 

Celebrar os 82 anos da Sociedade Fluminense de Fotografia é reconhecer uma trajetória exemplar de dedicação à cultura brasileira. É homenagear uma entidade que transformou gerações de fotógrafos, preservou acervos inestimáveis, promoveu a inclusão social através da arte e consolidou Niterói como uma referência nacional no campo da fotografia.

Mais do que uma instituição, a Sociedade Fluminense de Fotografia é um patrimônio vivo, guardiã da memória visual e protagonista na construção do futuro da fotografia brasileira. Sua permanência e vitalidade demonstram que a cultura se fortalece quando encontra espaços de acolhimento, conhecimento, liberdade criativa e compromisso com a sociedade. Afinal, há 82 anos, a Sociedade Fluminense de Fotografia não apenas registra a história: ela faz parte dela. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




TANIA ZAGURY E A ARTE DE EDUCAR SEM FERIR

Quando uma obra alcança sua 103ª edição, deixa de ser apenas um livro para se tornar um fenômeno cultural. Passa a integrar a memória coletiva de um povo, a dialogar com diferentes épocas e a permanecer atual mesmo quando o mundo muda à sua volta. É exatamente nesse seleto lugar que se encontra Limites Sem Trauma, Construindo Cidadãos, da professora, acadêmica e escritora Tania Zagury. 

A notícia de sua 103ª edição não representa apenas um sucesso editorial. Representa, sobretudo, o reconhecimento de uma ideia que resistiu ao tempo porque nasceu da observação da vida real. Em um mundo cada vez mais acelerado, onde pais e educadores enfrentam desafios inéditos, a obra de Tania continua oferecendo um dos bens mais preciosos da educação: o equilíbrio.

Por muitos anos, falar de limites pareceu um tema cercado por equívocos. Alguns confundiram autoridade com autoritarismo. Outros imaginaram que amor e disciplina fossem conceitos inconciliáveis. Tania Zagury ajudou a desfazer essa falsa oposição. Com linguagem clara, sensibilidade humana e sólida experiência educacional, demonstrou que estabelecer limites não é restringir a liberdade, mas prepará-la. Não é diminuir a criança, mas ajudá-la a crescer. 

Talvez esteja aí um dos segredos do extraordinário alcance de sua obra. Ela não fala apenas de regras. Fala de valores. Não trata apenas da educação dos filhos. Trata da construção de cidadãos. E essa é uma diferença fundamental.

Tenho o privilégio de possuir esse livro em minha biblioteca. Ao revisitá-lo, sempre encontro reflexões atuais e ensinamentos que ultrapassam as fronteiras da escola e da família. Considero-o uma contribuição valiosa para a cultura educacional de nosso tempo, uma obra que ajudou milhares de pais, professores e educadores a compreenderem melhor sua missão. 

Mas seria injusto falar apenas do livro sem falar da autora. Escritora respeitada, acadêmica de reconhecido mérito e referência nacional em educação, Tania Zagury reúne uma qualidade cada vez mais rara: a capacidade de transformar conhecimento em orientação prática, sem perder a dimensão humana. Por trás das páginas que alcançaram tantas edições, existe uma mulher sensível, inteligente, generosa e comprometida com o futuro das novas gerações. 

Por isso, celebrar a 103ª edição de Limites Sem Trauma, Construindo Cidadãos é também celebrar a trajetória de sua autora. É reconhecer décadas de dedicação ao estudo, à reflexão e ao aprimoramento da educação brasileira. 

Professora Tania, seus leitores, admiradores e amigos recebem esta notícia com orgulho e alegria. Sua obra continua iluminando caminhos, inspirando famílias e fortalecendo educadores. Poucos escritores conseguem alcançar tantas pessoas; menos ainda conseguem transformar tantas vidas. 

Parabéns por este patamar histórico. Que novas edições venham, não apenas como números em uma capa, mas como testemunhos do valor permanente de um trabalho que já pertence ao patrimônio intelectual e afetivo de incontáveis leitores. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

TANIA ZAGURY é uma das mais reconhecidas intelectuais brasileiras no campo da Educação, destacando-se por sua atuação como filósofa, educadora, professora universitária, pesquisadora, escritora e conferencista. Ao longo de mais de cinco décadas de dedicação ao ensino, à formação docente e à pesquisa educacional, consolidou uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação pública, a valorização da família como agente formador e a discussão de temas fundamentais para o desenvolvimento humano, ético e social. 

Nascida no Rio de Janeiro, em 15 de janeiro de 1949, Tania Zagury demonstrou desde a infância uma vocação precoce para o magistério. Aos onze anos, elaborou uma cartilha destinada à alfabetização de sua irmã mais nova, experiência que antecipava a sólida carreira que viria a construir no campo educacional. Sua identificação com a docência e com os processos de aprendizagem acompanhou toda a sua formação acadêmica e profissional. 

Formou-se professora pela Escola Normal Carmela Dutra e iniciou sua atividade docente aos dezessete anos. Em 1968, ingressou na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), sendo aprovada em terceiro lugar no vestibular para o curso de Filosofia. Graduou-se com habilitação para lecionar Filosofia, Psicologia e Sociologia, áreas que posteriormente influenciariam profundamente sua produção intelectual e suas análises sobre educação, comportamento humano e formação ética. 

Sua atuação profissional teve início na rede pública municipal do Rio de Janeiro, onde trabalhou na alfabetização e em diferentes etapas da educação básica. A experiência direta em sala de aula constituiu a base de seu pensamento pedagógico, caracterizado pela valorização da prática docente, da observação empírica e da pesquisa aplicada. Em 1971, foi convidada a integrar a equipe de Supervisão Educacional do então Terceiro Distrito de Educação e Cultura do Município do Rio de Janeiro, função que exerceu até 1981. 

Paralelamente à atuação na educação básica, aprofundou sua formação acadêmica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde concluiu o Mestrado em Educação e cursou disciplinas em nível de Doutorado. Em 1976, ingressou na Faculdade de Educação da UFRJ como professora substituta. Ao longo dos anos, desenvolveu uma sólida carreira universitária, alcançando o cargo de Professora Adjunta IV e atuando nos Departamentos de Didática e Psicologia. Entre suas contribuições institucionais de destaque está a criação da Central de Estágios para estudantes de Licenciatura e Pedagogia, iniciativa que aproximou a formação acadêmica da realidade escolar, proporcionando aos futuros professores experiências concretas de prática educacional. 

A produção intelectual de Tania Zagury distingue-se pela articulação entre pesquisa científica, experiência profissional e linguagem acessível. Seus estudos, frequentemente fundamentados em extensos trabalhos de campo, abordam temas relacionados à educação familiar, desenvolvimento infantil, adolescência, formação ética, autoridade docente, relações entre escola e família e desafios contemporâneos da educação.

Autora de 34 livros publicados no Brasil e no exterior, teve obras traduzidas e editadas em diversos países, entre eles França, Espanha, Itália, Canadá, México, Argentina, Cuba e República Dominicana. Sua produção alcançou ampla repercussão junto a educadores, famílias, gestores educacionais e pesquisadores, tornando-se referência em temas relacionados à educação de crianças e adolescentes. 

Entre suas obras mais conhecidas destaca-se Sem Padecer no Paraíso, publicada originalmente em 1991. Resultado de pesquisa de campo com famílias brasileiras, a obra tornou-se um marco no debate sobre limites, autoridade parental e formação moral das novas gerações. Outro título de grande relevância é Educar sem Culpa, no qual discute a formação ética como elemento central da educação contemporânea. Já Limites sem Trauma consolidou-se como uma das obras brasileiras mais influentes sobre educação familiar, alcançando inúmeras edições e sendo publicada em diversos países.

No campo da educação escolar, livros como Escola sem Conflito: Parceria com os Pais e O Professor Refém examinam os desafios da instituição escolar diante das transformações sociais, culturais e familiares das últimas décadas. Em suas análises, a autora busca compreender as mudanças no papel da escola, as demandas dirigidas aos professores e as complexas relações entre família, educadores e estudantes. 

Destaca-se também por estudos de grande alcance nacional, como o que originou o livro O Adolescente por Ele Mesmo, desenvolvido a partir da participação de quase mil jovens brasileiros de diferentes contextos sociais e culturais. Nessa obra, a autora oferece uma leitura abrangente da adolescência contemporânea, explorando questões relacionadas à escola, relações familiares, escolhas profissionais, valores, felicidade, política, religião e perspectivas de futuro. 

Além das obras voltadas para pais e educadores, Tania Zagury produziu literatura infantil e juvenil, incluindo a chamada Coleção Ecológica, criada com o propósito de estimular a leitura, promover a educação ambiental e despertar a consciência ecológica entre crianças. As narrativas combinam entretenimento, informação científica e reflexão sobre a preservação do meio ambiente.

A credibilidade de sua produção acadêmica e intelectual é reforçada pelo rigor metodológico adotado em suas pesquisas. Grande parte de seus livros resulta de estudos de campo conduzidos com professores, pais, estudantes e gestores educacionais, baseando-se em coleta sistemática de dados e análise de experiências concretas. Essa característica contribuiu para aproximar a pesquisa educacional do cotidiano das famílias e das escolas brasileiras. 

Ao longo de sua carreira, Tania Zagury também se destacou como conferencista. Realizou palestras, seminários e cursos em instituições de ensino, universidades, congressos e eventos educacionais em todo o território nacional. Sua atuação pública contribuiu para ampliar o debate sobre temas como autoridade parental, ética, cidadania, limites, formação docente, convivência escolar e uso das tecnologias digitais na educação.

Sua presença nos meios de comunicação desempenhou papel relevante na difusão do conhecimento educacional. Ao longo dos anos, concedeu milhares de entrevistas para jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão, participando de programas de grande audiência e tornando-se uma das vozes mais reconhecidas do debate educacional brasileiro. Também atuou como articulista e integrou conselhos editoriais de importantes publicações especializadas na área da educação. 

O reconhecimento de sua contribuição intelectual e social manifestou-se em diversas homenagens e distinções. Dez de seus livros foram indicados ao Prêmio Jabuti, um dos mais importantes da literatura brasileira. Em 2014, foi escolhida Personalidade Educacional do Ano pela Associação Brasileira de Imprensa em parceria com a Folha Dirigida. No mesmo ano, recebeu a Comenda da Ordem da Educação pelo conjunto de sua obra e pelos serviços prestados à educação brasileira. 

É membro eleito do PEN Clube do Brasil e da Associação Brasileira de Educação. Em 2016, foi eleita para a Academia Carioca de Letras, passando a ocupar a Cadeira nº 30, reconhecimento que reafirma sua contribuição não apenas ao campo educacional, mas também à produção intelectual e cultural do país. 

Sua influência ultrapassa os ambientes acadêmicos e editoriais. Em reconhecimento ao impacto de sua trajetória na formação de educadores e estudantes, salas de leitura em diferentes municípios brasileiros receberam seu nome, simbolizando o alcance social de sua atuação e o legado construído ao longo de décadas.

A trajetória de Tania Zagury representa a convergência entre reflexão filosófica, pesquisa científica, prática docente e compromisso social. Sua obra permanece como referência fundamental para educadores, pais, gestores e pesquisadores interessados na compreensão dos desafios da educação contemporânea. Ao unir conhecimento acadêmico, experiência profissional e diálogo permanente com a sociedade, consolidou-se como uma das mais importantes pensadoras brasileiras da educação, contribuindo de forma decisiva para o debate sobre formação humana, cidadania, ética e desenvolvimento das novas gerações.

ALGUNS LIVROS PUBLICADOS

 

SAÚDE

Diabetes sem medo (coautoria), Ed. Best Seller, 1986, 16ª edição, revista e ampliada.

Educação em diabetes, in Tratamento Atual em Diabetes Mellitus (coautoria), Ed. Guanabara Coogan, 2009.

 

ROMANCE

Rampa, romance, Ed. Record, 1997, 6ª edição.

 

EDUCAÇÃO

Escola em Cuba, impressões de uma educadora brasileira, Ed. Brasiliense, 1988, esgotado.

Sem padecer no paraíso, em defesa dos pais ou sobre a tirania dos filhos, Ed. Record, 1991, 24ª edição.

Educar sem culpa, a gênese da ética, Ed. Record, 1994, 29ª edição.

O adolescente por ele mesmo, Ed. Record, 1996, 18ª edição.

Encurtando a adolescência, Ed. Record, 1998, 12ª edição.

O saber e o pensar, orientação sexual para educadores e profissionais de saúde (coautoria), Ed. Gente, 1999, esgotado.

Limites sem trauma, construindo cidadãos, Editora Record, 2000, 95ª edição. Traduzido e publicado na Franca, Itália, Canadá, Espanha, México, Argentina, Uruguai, Cuba, Republica Dominicana.

Escola sem conflito: parceria com os pais, Ed. Record, 2002, 10ª edição.

O desafio da TV Pública – Uma reflexão sobre sustentabilidade e qualidade (coautoria), Acerp-TVE Rede Brasil, 2003, esgotado.

Os direitos dos pais: Construindo cidadãos em tempos de crise, Ed. Record, 2004, 11ª edição. Esgotado.

O professor refém: Porque fracassa o ensino no Brasil, Ed. Record, 2006, 10ª edição.

Encontros com Educadores, Ed. Direcional, 2010, esgotado

Filhos, manual de instruções: Para pais das gerações X e Y, Ed. Record, 2011.

Ah, se eu fosse presidente… (coautoria), Ed. Alta Books, 2015.

Filhos adultos mimados, pais negligenciados, Ed. Record, 2015

Os novos perigos que rondam nossos filhos, Ed. Rocco, 2017.

Pensando educação – Com os pés no chão, Ed. Rocco, 2018.

INFANTIS

O desmaio do beija-flor, volume 1, Coleção Ecológica, Galerinha Record, Rio de Janeiro/Brasil, 2ª edição, 2008.

O mistério da lixeira barulhenta, volume 2, Coleção Ecológica, Galerinha Record, Rio de Janeiro/Brasil, 2ª edição, 2008.

''A visita da cigarra, volume 3, Coleção Ecológica, Galerinha Record, Rio de Janeiro/Brasil, 2ª. edição, 2009.

O macaquinho da perna quebrada, volume 4, Coleção Ecológica, Galerinha Record, Rio de Janeiro/Brasil, 2ª edição, 2009.

''O estranho sumiço do morcego, volume 5, Coleção Ecológica, Galerinha Record, Rio de Janeiro/Brasil, 2ª edição 2010.

A espetacular fuga de Mini, volume 6, Coleção Ecológica, Galerinha Record, Rio de Janeiro/Brasil, 1ª edição 2012.

O jacaré que comeu a noite, Editora Mar de Ideias, Rio de Janeiro/Brasil, 1ª edição, 2013.

O menino e o macaco Caco, Editora Mar de Ideias, Rio de Janeiro/Brasil, 1ª edição, 2013.

 

Texto e pesquisa de © Alberto Araújo




ENTREVISTA “TEM LIMITE PARA O BRINCAR?” COM TANIA ZAGURY | PODBRINCAR #2

 

Tania Zagury, Mestre em Educação, Filósofa, pesquisadora, escritora, mantém em seus livros uma linha de trabalho que se caracteriza pela pesquisa científica fundamentada no estudo de fatos colhidos na realidade social. Sua produção literária é extensa, totaliza hoje 34 livros, muitos dos quais traduzidos para o exterior.

https://www.youtube.com/watch?v=T2RKzCpBDc8&t=1383s





O RECOMEÇO DA QUARTA-FEIRA – © ALBERTO ARAÚJO

​A quarta-feira chega como o meio da semana, um convite para desacelerar o passo e olhar para o céu, sentindo o vento trazer novos ares. É aquele momento em que podemos pausar a correria para cultivar pequenas felicidades e apreciar a beleza das coisas simples, assim como a delicadeza de um amor verdadeiro e eterno. 

​Na voz de Gigliola Cinquetti em Dio, come ti amo, somos lembrados da intensidade dos sentimentos puros e das lembranças que marcam para sempre:

​"Dio, come ti amo...

Non è possibile

avere fra le braccia

tanta felicità"

(Gigliola Cinquetti) 

​Que a sua quarta-feira seja preenchida por esse mesmo carinho, transformando o cotidiano em poesia. 

© Alberto Araújo