quinta-feira, 5 de novembro de 2026

FOCUS PORTAL CULTURAL ESTENDE O TAPETE VERMELHO PARA CELEBRAR O DIA NACIONAL DA CULTURA

A cultura é o espelho mais fiel da alma de um povo. Ela se manifesta no talento de seus artistas, na sabedoria dos seus pensadores, nas tradições preservadas de geração em geração, nos saberes populares, na literatura, na música, no teatro, na dança, nas artes visuais, na ciência e em todas as formas de expressão que ajudam a construir a identidade de uma nação. É por meio dela que um país conta sua história, celebra suas conquistas e projeta seus sonhos para o futuro. 

Neste 05 de novembro, quando o Brasil celebra o Dia Nacional da Cultura, também conhecido como Dia da Cultura e da Ciência, o Focus Portal Cultural, sob o comando do jornalista Alberto Araújo, estende seu tapete vermelho para homenagear todos aqueles que dedicam suas vidas à criação, à preservação e à difusão do patrimônio cultural brasileiro. 

A data foi instituída pela Lei Federal nº 5.579, de 15 de maio de 1970, e coincide com o nascimento de Rui Barbosa, uma das personalidades mais brilhantes da história nacional. Jurista, escritor, jornalista, político, diplomata e fundador da Academia Brasileira de Letras, Rui Barbosa simboliza a união entre conhecimento, cidadania e desenvolvimento intelectual, valores que continuam inspirando gerações de brasileiros. 

Mais do que uma comemoração, o Dia Nacional da Cultura é um convite à reflexão sobre a importância da diversidade que caracteriza nosso país. O Brasil é uma nação plural, formada por diferentes povos, sotaques, crenças, costumes e manifestações artísticas que, juntos, compõem um mosaico cultural de rara riqueza. Cada canto do território brasileiro guarda histórias, expressões e tradições que merecem ser valorizadas, respeitadas e preservadas. 

Num tempo em que a velocidade das transformações tecnológicas desafia a memória coletiva, investir em cultura significa fortalecer a cidadania, estimular o pensamento crítico, promover inclusão social e ampliar horizontes. A cultura educa, emociona, aproxima pessoas e ajuda a construir uma sociedade mais humana, consciente e democrática. Da mesma forma, a ciência desempenha papel fundamental ao impulsionar o conhecimento, a inovação e o progresso, formando uma parceria indispensável para o crescimento de qualquer nação. 

Por isso, nesta data especial, o Focus Portal Cultural rende aplausos aos artistas, escritores, músicos, produtores culturais, pesquisadores, educadores, cientistas, jornalistas e agentes da cultura que, diariamente, mantêm viva a chama da criatividade e do conhecimento. São homens e mulheres que transformam ideias em legado, desafios em oportunidades e sonhos em realizações. 

O tapete vermelho está estendido para aqueles que acreditam que a cultura é uma força transformadora capaz de inspirar, unir e promover o desenvolvimento humano. Que este 5 de novembro seja celebrado como um momento de reconhecimento, gratidão e compromisso com a valorização da arte, da educação, da ciência e da memória cultural brasileira.

Parabéns a todos que fazem da cultura um instrumento de identidade, pertencimento e esperança. Viva o Dia Nacional da Cultura! Viva a pluralidade criativa do Brasil! E viva todos aqueles que, com talento e dedicação, enriquecem diariamente o patrimônio cultural da nossa nação. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 



JOCELIN MARRY NERY: UMA VIDA DEDICADA AO DIÁLOGO, À CULTURA E AO ELISMO

Neste 05 de novembro, o Focus Portal Cultural, por meio de seu curador, o jornalista Alberto Araújo, celebra com alegria o aniversário de sua estimada companheira Jocelin Marry Viana Nery da Silva, uma mulher cuja trajetória é marcada pela dedicação à família, ao serviço público, à advocacia, à cultura e, acima de tudo, ao cuidado com as pessoas. 

Nesta data especial, rendemos nossa sincera homenagem a quem, com elegância, sensibilidade, inteligência e firmeza de propósitos, tem construído pontes de diálogo, união e fraternidade por onde passa. Celebrar a vida de Jocelin é também celebrar os mais nobres valores humanos: a ética, a solidariedade, a generosidade e o compromisso com o bem comum. 

Falar de Jocelin é falar de uma história inspiradora, alicerçada em sólidos valores familiares. Nascida em 5 de novembro, no Estado do Rio de Janeiro, cresceu em uma família numerosa, sendo uma entre quatorze irmãos, aprendendo desde cedo a importância da convivência harmoniosa, da partilha e do respeito ao próximo. Filha de Worseley Lima Viana e Ivone de Azevedo Viana, herdou do pai o sentido de disciplina, patriotismo e dedicação ao conhecimento e, da mãe, a vocação para servir, educar e acolher. 

Professora e advogada, construiu uma carreira pautada pela ética, pela competência e pela busca constante da concórdia entre as pessoas. Sua reconhecida e permanente atuação na mediação e conciliação de conflitos traduz uma característica muito presente em sua personalidade: a rara capacidade de ouvir com empatia, compreender com sabedoria e conduzir caminhos de paz. Ao longo dos anos, destacou-se em diversas funções na OAB Niterói, tornando-se referência na defesa do diálogo como instrumento de justiça, cidadania e transformação social. 

Mas a grandeza de Jocelin não se mede apenas por seus títulos ou realizações profissionais. Ela se revela, sobretudo, na mulher generosa, amiga leal, companheira dedicada e líder acolhedora que conquistou o respeito, a admiração e o carinho de todos os que têm o privilégio de compartilhar sua caminhada. Seu olhar humano, sua serenidade diante dos desafios e sua capacidade de inspirar aqueles que a cercam fazem dela uma presença marcante e admirada na sociedade niteroiense. 

No âmbito familiar, construiu ao lado do saudoso Dr. Paulo Roberto Nery da Silva uma bela história de amor, trabalho e compromisso com a comunidade. O legado desse núcleo familiar permanece vivo por meio de seus filhos, profissionais que honram os valores recebidos e seguem contribuindo para a saúde e o bem-estar da população. É uma família que traduz, em sua essência, o compromisso com o cuidado, a responsabilidade social e a valorização da vida. 

É com esse mesmo espírito de dedicação e serviço que Jocelin exerce a Presidência do Elos Clube de Niterói. Em um momento histórico para a instituição, reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, sua liderança representa a continuidade de um legado construído ao longo de 45 anos de promoção da cultura, da Língua Portuguesa e da fraternidade entre os povos lusófonos. 

Sob a inspiração do lema "Unidos pela Língua, Fortalecidos pelo Elismo!", sua gestão tem fortalecido os laços que unem o Elos Clube de Niterói à Federação Elos Internacional da Comunidade Lusíada, atualmente presidida pela elista Matilde Carone Slaibi Conti, e ao Distrito 8, sob a governança de Márcia Pessanha. Com visão, entusiasmo e profundo compromisso com os ideais elistas, Jocelin conduz uma diretoria dedicada e comprometida, composta por mulheres e homens que compartilham o mesmo amor à causa, à cultura e à promoção da paz.

Sua atuação à frente do clube tem sido marcada pela promoção de encontros culturais, debates, homenagens, celebrações e iniciativas que reforçam a missão do Elos: cultivar a paz, valorizar a Língua Portuguesa e fortalecer os vínculos entre os países e comunidades que compartilham essa herança comum. Com sua liderança serena e inspiradora, o Elos Clube de Niterói segue honrando sua história e ampliando seu papel como referência cultural e social em nosso Estado. 

Mulher de pontes, de diálogo e de conciliação, Jocelin reúne em sua personalidade a firmeza da líder, a sensibilidade da educadora, a competência da advogada e a generosidade da amiga. Sua presença ilumina os ambientes que frequenta e sua atuação deixa marcas positivas em todos aqueles que têm a oportunidade de conhecê-la e trabalhar ao seu lado. 

Neste dia tão especial, o Focus Portal Cultural e admiradores unem-se para expressar gratidão por sua dedicação incansável e para desejar que esta nova etapa de vida seja repleta de saúde, alegrias, realizações e bênçãos. Que sua sabedoria continue iluminando caminhos, que sua força siga inspirando novas conquistas e que o carinho que semeia diariamente retorne multiplicado em forma de amor, reconhecimento e felicidade. 

Parabéns, Presidente Jocelin Marry Viana Nery da Silva! 

Que a chama da fraternidade, da cultura, da solidariedade e do amor ao próximo continue brilhando intensamente em sua vida, fortalecendo sua missão de unir pessoas, promover o diálogo e engrandecer cada vez mais o nome do Elos Clube de Niterói e de todas as instituições que têm a honra de contar com sua dedicação.

Receba nosso abraço afetuoso, nossa admiração e nossos votos sinceros de um aniversário repleto de paz, prosperidade, saúde e felicidade.

Feliz aniversário! 

“As grandes líderes não são aquelas que apenas ocupam posições de destaque, mas aquelas que deixam marcas de bondade, inspiração e exemplo nos corações das pessoas.” – Alberto Araújo. 

© Alberto Araújo

 Focus Portal Cultural



quarta-feira, 4 de novembro de 2026

MÁRCIA PESSANHA REPRESENTARÁ O RIO DE JANEIRO NO IV CONGRESSO BRASILEIRO DAS ACADEMIAS ESTADUAIS DE LETRAS

A literatura fluminense estará em destaque no cenário nacional com a participação da Márcia Pessanha no IV Congresso Brasileiro das Academias Estaduais de Letras, que será realizado em Curitiba, entre os dias 5 e 8 de novembro de 2026. O encontro reunirá representantes das academias estaduais de letras de todo o país para discutir projetos, intercâmbios culturais e os desafios da preservação e promoção da literatura brasileira. 

Presidente da Academia Fluminense de Letras (AFL) e da Federação das Academias de Letras do Estado do Rio de Janeiro (FALERJ), Márcia Pessanha participará do evento representando oficialmente o Estado do Rio de Janeiro, por intermédio da Academia Fluminense de Letras fortalecendo a presença da cultura fluminense em um dos mais relevantes fóruns literários do Brasil. 

Além de sua reconhecida atuação no movimento acadêmico-literário, Márcia Pessanha também exerce a função de Governadora do Distrito 8 do Elos Internacional, consolidando uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação, a cultura, o humanismo e o fortalecimento das instituições dedicadas à produção intelectual e à valorização da língua portuguesa. 

Promovido pela Academia Paranaense de Letras, o congresso contará com palestras, debates, apresentações culturais e momentos de integração entre acadêmicos de diversas regiões do país, criando um ambiente propício à troca de experiências e à construção de iniciativas voltadas ao desenvolvimento da literatura nacional. A programação prevê atividades entre os dias 5 e 8 de novembro, incluindo sessões solenes, conferências e encontros institucionais.

A presença de Márcia Pessanha reafirma o protagonismo da Academia Fluminense de Letras e da FALERJ no cenário cultural brasileiro, levando a Curitiba a tradição literária do Rio de Janeiro e contribuindo para o diálogo permanente entre as academias que mantêm viva a memória, a identidade e a produção intelectual do país. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 









OAB NITERÓI PROMOVEU PALESTRA SOBRE O ESTATUTO DE IGUALDADE RACIAL E A HETEROIDENTIFICAÇÃO

Em celebração ao Mês da Consciência Negra, a OAB Niterói, por meio de sua Comissão de Igualdade Racial, realizou a palestra "Estatuto de Igualdade Racial de Niterói e a Heteroidentificação", reunindo representantes da advocacia, do poder público e especialistas comprometidos com a promoção da igualdade racial e o fortalecimento das políticas de combate ao racismo. 

Entre os destaques do evento esteve a participação da presidente do Elos Internacional e vice-presidente da OAB Niterói, Matilde Carone Slaibi Conti, que integrou o grupo de expositores. Também marcou presença a presidente da Academia Fluminense de Letras, Márcia Pessanha, que atua como a nossa admirável Governadora do Distrito 8 do Elos Internacional. 

Realizado no Auditório da OAB Niterói, o encontro proporcionou um espaço de diálogo e reflexão sobre os avanços e desafios relacionados à implementação do Estatuto de Igualdade Racial no município, além de abordar a importância dos procedimentos de heteroidentificação como ferramenta fundamental para garantir a efetividade das ações afirmativas e a promoção da justiça social.

A abertura dos trabalhos contou com a presença de Pedro Gomes, presidente da OAB Niterói; Matilde Carone Slaibi Conti, vice-presidente da instituição; e Luiz Henrique Oliveira, presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB Niterói. Como expositores, participaram ainda Oto Bahia, subsecretário de Promoção da Igualdade Racial de Niterói; Tatiane Pereira e Daian Borges, procuradores do Município de Niterói; e Ricardo Rodrigues, assessor jurídico da Subsecretaria de Promoção da Igualdade Racial. 

Merece destaque, ainda, a participação de Márcia Pessanha, que realizou uma breve preleção na abertura do encontro, compartilhando sua experiência e atuação no combate à discriminação racial em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua contribuição enriqueceu o debate e reforçou a importância da articulação entre instituições acadêmicas, jurídicas e a sociedade civil na promoção da igualdade racial.

O evento reafirmou o compromisso da OAB Niterói com a defesa dos direitos humanos, a valorização da diversidade e o enfrentamento das desigualdades raciais, consolidando-se como um importante ambiente de construção coletiva e troca de experiências. 

A iniciativa contou com o apoio da ESA OAB Niterói, da Procuradoria-Geral do Município de Niterói (PGM), do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB Nacional) e da Subsecretaria de Promoção da Igualdade Racial de Niterói (SUPIR), instituições que colaboram para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à inclusão, à cidadania e à equidade racial. 

© Alberto Araújo

 Diretor de Cultura do Elos Internacional 








CENA DO FILME PERFUME DE MULHER (SCENT OF A WOMAN, DE 1992), REALIZADO POR MARTIN BREST.


A emblemática cena do tango no salão de um restaurante/hotel. Na cena, o tenente-coronel Frank Slade (interpretado por Al Pacino, num papel que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator), que é deficiente visual, convida a jovem Donna (interpretada por Gabrielle Anwar) para dançar o tango "Por una Cabeza" (de Carlos Gardel), sob a observação do jovem Charlie Simms (interpretado por Chris O'Donnell).


 

BORBOLETRANDO NAS ÁGUAS DA MEMÓRIA - ASAS QUE REFLETEM POESIA, O LEGADO DE MÁRCIA PESSANHA

O reflexo azul e cristalino da borboleta tocando as águas límpidas traz uma quietude que imediatamente desarma os dias corridos. Retorno com estas palavras ao deparar-me com este vídeo no Facebook, cuja beleza e leveza logo me reportaram à obra e à essência da nossa eterna borboletranda, Márcia Pessanha.

Em seu livro Borboletrando, com poesias memoriais, sociais e pessoal, Márcia realizou a proeza de transformar a própria existência em poesia, voando por entre memórias afetivas, reflexões sociais contundentes e confissões íntimas de uma alma que transborda sensibilidade. 

Ler Márcia é como assistir ao bater de asas retratado nessas imagens: um movimento suave, mas capaz de gerar ondas profundas de transformação ao nosso redor. Ela nos ensinou que poetizar é um ato de coragem e doação. Ao revisitar suas páginas, percebemos que sua arte não se encerrou; ela continua planando viva, tocando corações e lembrando-nos de que a verdadeira beleza habita nas coisas mais simples e verdadeiras da vida. Uma obra inesquecível, cuja sensibilidade permanecerá eternamente ecoando em nossos voos.

© Alberto Araújo



terça-feira, 3 de novembro de 2026

PROFESSOR MARCO ANTONIO MARTINS PEREIRA



Professor Marco Antônio Martins Pereira

Reconhecimento: Professor Laureado, Detentor da Cruz do Mérito Cultural e da Medalha Almeida Victor. Membro do Conseil Internacional de La Langue Française. No ano de 1998 é convidado pelo Ministro de Estado da Cultura Francisco Correia Welfort para a entrega do Prêmio Ministério da Cultura, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Destaque no IV Concurso Nacional de Crônicas (1995), Membro da Société Des Études Latines, Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Pós-Graduado em Latim pela Université De Nancy - França.




 

A PRESIDENTE DO ELOS INTERNACIONAL MATILDE CARONE SLAIBI CONTI MARCA PRESENÇA EM EVENTO NO CONSULADO DE ANGOLA, NO RIO DE JANEIRO

 

A Diretoria de Cultura do Elos Internacional informa a participação de nossa presidente, Matilde Carone Slaibi Conti, no evento promovido pelo Consulado-Geral da República de Angola no Rio de Janeiro em celebração ao Mês da Consciência Negra. 

Sempre ativa e comprometida com o fortalecimento dos laços culturais e institucionais, nossa presidente marca presença em iniciativas que valorizam a história, a diversidade e o intercâmbio entre os povos. Sua participação neste importante encontro reafirma o compromisso do Elos Internacional com a promoção da cultura, da memória e do diálogo entre diferentes nações e tradições. 

Realizado em 3 de novembro, no Espaço Cultural do Consulado-Geral de Angola, o evento reúne autoridades, pesquisadores, representantes da sociedade civil e convidados especiais em uma programação dedicada à reflexão sobre a herança africana e afro-brasileira. 

A programação inclui a abertura da exposição "Valongo: Justiça pela Memória do Cais", iniciativa que destaca a importância da preservação da memória histórica e da valorização das contribuições dos povos africanos e afrodescendentes, além da mesa de debates "Histórias e Vivências Afrodescendentes", com a participação de renomados estudiosos da temática.

Na postagem encontramos fotos: Presidente Matilde ao lado de Mateus de Sá Miranda Neto – Cônsul-Geral de Angola e Sabrina Campos da Cunha – Membro da Diretoria do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói e outras. 

A presença de Matilde Carone Slaibi Conti representa o constante empenho do Elos Internacional em apoiar ações que promovam o intercâmbio cultural, o respeito à diversidade e o fortalecimento das relações entre culturas, contribuindo para a construção de uma sociedade mais consciente, inclusiva e plural. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional











SÉRGIO DA COSTA E SILVA RECEBE MEDALHA DE OURO DA SOCIÉTÉ D’ENCOURAGEMENT AU PROGRÈS


Ao longo de quase três décadas, Sérgio da Costa e Silva transformou a música de concerto em uma experiência acessível, democrática e sem fronteiras. Criador do projeto Música no Museu, consolidou uma trajetória marcada pelo compromisso com a cultura, pela formação de plateias e pela valorização de artistas de diferentes nacionalidades, aproximando públicos diversos da riqueza da música clássica. 

Agora, esse trabalho exemplar recebe reconhecimento internacional com a Medalha de Ouro da Société d’Encouragement au Progrès, uma das mais tradicionais distinções francesas dedicadas a personalidades que contribuem para o avanço da cultura, da ciência e da sociedade. A honraria celebra não apenas a visão e a dedicação de Sérgio, mas também o impacto duradouro de uma iniciativa que fez da música um instrumento de encontro, conhecimento e cidadania.

Ao ingressar em uma galeria de homenageados que inclui nomes como Tom Jobim, Joãozinho Trinta e o médico Deusdeth Gomes do Nascimento, Sérgio da Costa e Silva reafirma o valor da perseverança e da paixão pela cultura. Sua Medalha de Ouro representa uma conquista pessoal, mas também um reconhecimento à importância da arte como patrimônio universal e força transformadora da sociedade. Parabéns por essa merecida distinção. 

#MúsicaNoMuseu

#MedalhaDeOuro

#SociétéDEncouragementAuProgrès














segunda-feira, 2 de novembro de 2026

MATILDE CARONE SLAIBI CONTI: ENTRE RAÍZES, LETRAS E O DIREITO

Natural de Visconde do Rio Branco, em Minas Gerais, Matilde Carone Slaibi Conti traz em sua trajetória uma rica combinação de valores, cultura e dedicação intelectual. Nascida na Zona da Mata Mineira, em um município de profunda relevância histórica, fundado como São João Batista do Presídio e elevado à condição de vila e cidade ao longo do século XIX, até adotar sua atual denominação em 1943, Matilde carrega em sua essência a serenidade, a sensibilidade e os valores característicos do povo mineiro. Sua história, contudo, projeta-se para além das montanhas de sua terra natal, alcançando horizontes culturais e intelectuais amplos e significativos.

Pelas linhagens paterna e materna, Matilde ostenta com orgulho suas raízes libanesas. Trata-se de uma herança marcada pelo afeto, pelo respeito e pela profunda admiração ao Líbano, país cuja memória, história e tradição ela cultiva e homenageia continuamente. Essa ligação com a cultura libanesa reflete-se em sua atuação literária e cultural, destacando-se sua participação na Coletânea da Amizade Brasil-Monte Líbano 2024. 

Entre suas publicações, destaca-se a obra Ode à Ancestralidade – A Escola de Direito de Beirute, lançada sob o selo da Editora Comunità, de Niterói.

Existem obras que transcendem a condição de simples livros e se transformam em testemunhos vivos da memória, da cultura e da história. Ode à Ancestralidade nasce desse espírito. A obra constitui um tributo às raízes familiares da autora e, simultaneamente, uma homenagem à grandiosa Escola de Direito de Beirute, instituição que, na Antiguidade, rivalizou em importância com Roma e recebeu a alcunha de “Relicário das Constituições”. 

Grandes juristas e líderes religiosos passaram por suas salas, entre eles São Gregório, que lecionou Direito e deixou como legado o célebre Código Gregoriano. Ao resgatar essa tradição, Matilde entrelaça sua própria ancestralidade à herança cultural libanesa, demonstrando que a memória é uma força capaz de sustentar o presente e inspirar o futuro.

A obra celebra a justiça, a identidade e a gratidão às gerações que antecederam a nossa. Mais do que um livro, representa um convite à valorização das origens e à compreensão de que o conhecimento constitui uma poderosa ponte entre povos, culturas e épocas. 

Apesar do forte vínculo com sua terra natal e com suas ancestralidades, Matilde tornou-se niteroiense de coração. Foi em Niterói e no Estado do Rio de Janeiro que consolidou uma trajetória de destaque, atuando de forma expressiva na advocacia, na literatura, na cultura e no meio acadêmico. 

Como jurista e escritora, publicou recentemente a obra A Lei das Sete Partidas. Nesse trabalho, desenvolve uma abrangente análise histórica acerca do Direito e das concepções sociais da legislação, reunindo importantes reflexões sobre a elaboração desse célebre código jurídico, cuja influência alcançou diversos sistemas legislativos ao longo dos séculos.

Sua presença institucional e cultural é ampla e marcante. Matilde preside a Federação Internacional Elos da Comunidade Lusíada, o Cenáculo Fluminense de História e Letras, a Academia Brasileira Rotária de Letras do Estado do Rio de Janeiro e o Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói.

No âmbito jurídico e associativo, exerce o cargo de vice-presidente da OAB-Niterói, onde também atua como Delegada de Assuntos Culturais. Além disso, desempenha relevantes funções de liderança como Diretora Jurídica da União Brasileira de Escritores (UBE-RJ) e Assessora da Presidência da Casa da Amizade. 

Sua paixão pelas letras, pela cultura e pelo serviço à comunidade é reforçada por sua participação em reconhecidas instituições, entre as quais se destacam a Academia Fluminense de Letras, a Academia Niteroiense de Letras, o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói, a Academia Rio-Branquense de Letras, o Instituto Histórico de Rio Branco, a Associação Niteroiense de Escritores e o Rotary Club de Niterói.

Matilde Carone Slaibi Conti consolida-se, assim, como uma das expressivas representantes da integração entre o Direito, a cultura, a literatura e a preservação da memória histórica. Sua trajetória exemplifica o diálogo harmonioso entre tradição e contemporaneidade, fortalecendo os laços entre diferentes povos, culturas e gerações. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

CENA DO FILME "CASABLANCA" DE 1942


Cena icônica do filme clássico Casablanca (1942) momento em que a personagem Ilsa Lund (interpretada por Ingrid Bergman) pede ao pianista Sam (interpretado por Dooley Wilson) para tocar a célebre canção "As Time Goes By" no Rick's Café Américain. Enquanto Sam toca e canta ao piano os versos iniciais da canção, a câmara foca-se no rosto expressivo e nostálgico de Ilsa, evocando o passado romântico que partilhou com Rick Blaine em Paris.

 


 

domingo, 1 de novembro de 2026

UM PEDAÇO DE GIZ PARA MARCAR O MUNDO - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

Antes de habitar livros, observatórios e satélites, muitas das ideias que mudaram nossa compreensão do cosmos surgiram como marcas brancas sobre um quadro escuro. Atrás delas estava Albert Einstein. À frente delas, um simples pedaço de giz. 

É curioso pensar nisso. A humanidade costuma imaginar os grandes gênios cercados de máquinas extraordinárias, instrumentos sofisticados e laboratórios futuristas. No entanto, boa parte das ideias que transformaram a ciência moderna nasceu do encontro entre uma mente inquieta e um objeto tão comum que qualquer professor poderia carregar no bolso. 

O quadro-negro era seu território. 

Ali, o mundo perdia suas aparências. O que para a maioria das pessoas era apenas rotina, para Einstein transformava-se em pergunta. Por que a luz se comportava daquela forma? O que era, afinal, a gravidade? O tempo corria igualmente para todos? O universo possuía limites? Entre uma questão e outra, o giz avançava. 

Traços rápidos. Equações. Setas. Correções. Linhas apagadas antes mesmo de serem concluídas. O quadro tornava-se uma espécie de mapa provisório de um território ainda desconhecido. Cada símbolo representava uma tentativa de enxergar além do horizonte das certezas. 

Quem entrasse numa sala depois de uma de suas aulas talvez encontrasse apenas um emaranhado de números e fórmulas. Nada particularmente impressionante aos olhos de um leigo. Mas a história costuma esconder seus momentos decisivos atrás de aparências modestas. Nem toda revolução veste uniforme. Nem toda descoberta anuncia a chegada com fanfarras. 

Algumas começam no silêncio. 

O giz que riscava o quadro era o mesmo utilizado por milhares de professores em escolas espalhadas pelo mundo. A diferença não estava no instrumento, mas na inquietação de quem o segurava. Einstein desconfiava das respostas definitivas. Quando uma ideia parecia encerrada, ele encontrava uma nova pergunta para abri-la novamente. 

Talvez por isso suas descobertas continuem fascinando tantas gerações. A ciência não avançou porque ele aceitava o mundo como era. Avançou porque ele insistia em perguntar se o mundo poderia ser diferente. 

Foi dessa desconfiança criativa que nasceram conclusões surpreendentes. O espaço deixou de ser uma espécie de palco imóvel. O tempo deixou de fluir como um rio igual para todos. Ambos tornaram-se partes de uma mesma realidade dinâmica, capaz de se deformar e influenciar tudo o que existe. 

Hoje essas ideias parecem familiares. Estão em documentários, livros didáticos e reportagens científicas. Mas, quando surgiram, desafiaram séculos de compreensão acumulada. O universo precisou ser redesenhado. 

E foi. 

Primeiro em traços de giz. 

Depois na mente dos cientistas. 

Por fim, na forma como a humanidade passou a olhar para o céu.

O mais interessante, porém, não é apenas o que Einstein descobriu. É a maneira como descobriu. Cada teoria carregava as marcas de inúmeras tentativas fracassadas. O pó branco espalhado sobre o quadro era também o vestígio dos erros. Equações abandonadas. Hipóteses corrigidas. Caminhos que não levavam a lugar algum. 

Costumamos admirar os resultados e ignorar os rascunhos. Fotografamos o momento da vitória, mas raramente prestamos atenção aos dias de dúvida que a antecederam. Admiramos a teoria pronta e esquecemos a folha amassada. Celebramos a conquista e ignoramos as horas de incerteza. 

O giz nos lembra justamente disso. 

Sua função não era escrever verdades eternas. Era permitir tentativas. Uma linha podia ser apagada. Outra poderia surgir logo ao lado. Nada era definitivo. Nada estava protegido da revisão. O conhecimento avançava porque alguém tinha coragem de admitir que talvez estivesse errado. 

Essa é uma das virtudes mais raras do ser humano. Reconhecer limites não reduz a inteligência. Ao contrário. Muitas vezes é o primeiro passo para ampliá-la. Einstein compreendia isso. Sua genialidade não estava apenas em formular respostas revolucionárias, mas em fazer perguntas que quase ninguém cogitava fazer. 

Num tempo em que tantas opiniões se apresentam como certezas absolutas, essa postura continua necessária. O progresso humano sempre dependeu de indivíduos capazes de olhar para aquilo que todos consideravam resolvido e perguntar, sem receio: "E se não for bem assim?" 

Einstein fez isso durante toda a vida.

Questionou o espaço.

Questionou o tempo.

Questionou as leis aparentemente imutáveis da natureza.

E cada novo questionamento deixava uma marca branca sobre o quadro-negro. 

No final do dia, o giz diminuía de tamanho. Tornava-se um fragmento cada vez menor entre os dedos. Bastava um movimento mais brusco para quebrá-lo. Sua existência era breve, quase insignificante. 

As ideias, porém, permaneciam. 

Continuavam viajando por laboratórios, universidades, observatórios e centros de pesquisa. Atravessavam fronteiras, idiomas e gerações. Inspiravam outros cientistas. Alimentavam novas descobertas. Produziam perguntas que conduziriam a outras respostas, e respostas que abririam espaço para novas perguntas. 

O pequeno pedaço de giz desaparecia.

A marca que deixava, não.

Talvez seja essa a beleza escondida nos objetos simples. Eles nos recordam que a grandeza raramente depende da grandiosidade dos meios. Uma ferramenta modesta pode participar de feitos extraordinários quando encontra uma mente capaz de enxergar além do óbvio. 

Nas mãos de Einstein, um pedaço de giz tornou-se muito mais que um instrumento de escrita. Transformou-se numa ponte entre a curiosidade humana e os mistérios do universo. 

E enquanto aquelas linhas brancas surgiam sobre o fundo escuro do quadro, algo muito maior estava sendo desenhado. 

Não eram apenas equações.

Era uma nova maneira de compreender o mundo. E talvez seja por isso que, mesmo depois de apagado o quadro, gasto o giz e encerrada a aula, aquelas marcas continuem visíveis. Não nos olhos, mas na história. Porque certas ideias deixam de pertencer ao seu tempo e passam a iluminar todos os tempos que vêm depois. E poucas foram tão luminosas quanto as que um dia nasceram de um simples pedaço de giz.

© Alberto Araújo




GUARDADOS NA MEMÓRIA DO TEMPO - TEXTO DE ALBERTO ARAÚJO

Crescer é um percurso inevitável, mas há um território no peito que a poeira dos anos não consegue cobrir: a infância. Aquela época luminosa trazia uma sabedoria límpida, em que os dias não eram medidos pelas horas do relógio, mas pela intensidade das descobertas. Tudo era vasto e pleno de sentido. O cheiro de terra molhada anunciando a chuva, a corrida descalça pelos caminhos de terra, o vento no rosto ao acompanhar o voo solto dos papagaios no horizonte e a risada franca ecoando pelo quintal desenhavam a arquitetura da nossa mais pura felicidade. 

Naquele tempo, os pequenos detalhes guardavam mistérios extraordinários. Uma pedra no chão virava tesouro, uma árvore antiga era fortaleza e o céu, ao entardecer, parecia pintado à mão só para nos fazer sonhar. Não existia a pressa de amanhã, apenas a urgência de viver o presente com o coração inteiro e a alma despida de qualquer peso. 

A infância tinha o dom raro de transformar o comum em extraordinário. Bastava um pedaço de madeira para se tornar espada, barco ou cavalo; uma caixa vazia podia ser castelo, nave espacial ou esconderijo secreto. A imaginação era a grande arquiteta daquele universo sem fronteiras, onde tudo era possível e os limites do mundo terminavam apenas onde a fantasia alcançava. Não precisávamos de muito para sermos felizes. A riqueza estava na capacidade de enxergar encanto onde os adultos viam apenas simplicidade. 

As tardes pareciam infinitas. O sol demorava a se despedir e cada minuto trazia uma nova aventura. Havia sempre um amigo chamando do outro lado do muro, uma brincadeira improvisada na rua, um desafio inventado na hora ou uma história fantasiada para preencher o tempo. O mundo era uma descoberta contínua. Cada canto escondia uma possibilidade e cada dia carregava a promessa de algo surpreendente.

Também eram preciosos os refúgios silenciosos. Sentar-se à sombra de uma árvore, observar as nuvens mudando de forma no céu ou ouvir o canto distante de um pássaro despertava sentimentos que ainda não sabíamos nomear. Existia uma conexão intuitiva com a natureza, uma proximidade espontânea com a beleza simples da vida. As estações do ano tinham personalidade própria, e cada uma delas deixava marcas afetivas guardadas para sempre na memória. 

As vozes daqueles que cuidavam de nós também permanecem vivas. O chamado carinhoso vindo da cozinha, as histórias contadas antes de dormir, os conselhos simples e os gestos de proteção foram construindo silenciosamente quem nos tornaríamos no futuro. Muitas vezes, só compreendemos a profundidade desses momentos quando o tempo passa e a saudade lhes confere um brilho ainda mais especial.

Com o avanço dos anos, aprendemos responsabilidades, enfrentamos desafios e acumulamos experiências. Ganhamos maturidade, mas também carregamos o risco de perder a capacidade de nos maravilhar. A rotina, os compromissos e as preocupações frequentemente erguem muros onde antes existiam horizontes. Sem perceber, deixamos de observar o pôr do sol, de contemplar a chuva caindo sobre os telhados ou de celebrar as pequenas alegrias que ainda visitam nossos dias. 

Entretanto, a criança que fomos nunca desaparece por completo. Ela permanece em algum lugar da memória, guardando os valores mais puros que possuímos. É ela quem nos lembra da importância da curiosidade, da espontaneidade e da esperança. É ela que nos convida a acreditar novamente quando a vida parece excessivamente dura, a sorrir sem motivo aparente e a encontrar beleza nas coisas mais simples. 

Revisitar essa essência não significa viver preso ao passado nem alimentar um saudosismo estéril. Significa reconhecer que, por trás das camadas de obrigações e experiências, existe um núcleo de autenticidade que continua pulsando. A infância não é apenas uma fase distante; é uma fonte permanente de sensibilidade, imaginação e verdade. Quando nos reconectamos com ela, recuperamos parte da nossa humanidade mais genuína. 

Talvez a grande lição guardada na memória do tempo seja justamente essa: a felicidade raramente mora nos grandes acontecimentos. Ela costuma habitar os instantes discretos, os encontros sinceros, os afetos compartilhados e as emoções simples que muitas vezes passam despercebidas. Aquilo que nos encantava quando crianças continua existindo ao nosso redor; o que muda é a forma como olhamos para o mundo.

Por isso, mesmo quando os compromissos nos exigem passos firmes e decisões sérias, vale a pena preservar o brilho daquela criança interior. Ela nos recorda que a vida ainda pede encantamento, simplicidade e a coragem de sonhar. E enquanto conservarmos essa chama acesa, nenhum tempo será capaz de apagar completamente a beleza dos dias que ficaram guardados para sempre na memória do coração. 

© Alberto Araújo