quinta-feira, 29 de outubro de 2026

UMA NOITE DE AMIZADE, UNIÃO E COMPANHEIRISMO NOS ROTARY CLUBS DE NITERÓI E A PRESIDENTE MATILDE SLAIBI CONTI E A PRESIDENTE JOCELIN NERY MARCAM PRESENÇA

29 de outubro de 2026. A presença de lideranças comprometidas com o serviço, a cultura, a amizade e o fortalecimento dos laços comunitários torna os grandes encontros ainda mais significativos. A Diretoria de Cultura do Elos Internacional informa aos elistas que a presidente do Elos Internacional, Matilde Carone Slaibi Conti, e a presidente do Elos Clube de Niterói, Jocelin Marry Nery, marcaram presença na tradicional Reunião Festiva Conjunta dos Rotary Clubs da Área I, promovida pelo Rotary Club de Niterói, sob a presidência de Paulo Corrêa Belchior, realizada na Casa da Amizade, em Niterói, no dia 29 de outubro. 

O encontro aconteceu em homenagem ao Casal Governador do Distrito 4751, Roney Corrêa Ribeiro e Ana Carla, por ocasião da Visita Oficial do casal ao Distrito, reunindo companheiros rotarianos, familiares, convidados e representantes de instituições parceiras em um momento de grande relevância para o fortalecimento dos ideais de serviço e companheirismo que norteiam o movimento rotário. 

Eventos dessa natureza representam muito mais do que uma simples reunião festiva. Eles simbolizam a força da união entre pessoas que compartilham valores voltados para o bem comum, promovendo o intercâmbio de experiências, o fortalecimento das amizades e a integração entre clubes e entidades que atuam em benefício da sociedade. O Rotary, reconhecido mundialmente por suas ações humanitárias e de desenvolvimento comunitário, encontra nesses encontros uma oportunidade especial para celebrar conquistas, renovar propósitos e estreitar relacionamentos. 

A presença das representantes do Elos Internacional reforçou os laços históricos de amizade e cooperação existentes entre as duas instituições, que compartilham objetivos semelhantes na valorização da cidadania, da cultura, do voluntariado e do serviço à comunidade. A participação de Matilde Carone Slaibi Conti e Jocelin Marry Nery evidenciou o compromisso do movimento elista com iniciativas que promovem a integração, o respeito mútuo e o desenvolvimento de ações voltadas ao bem-estar coletivo. 

Rotarianos de diversos clubes da Área I estiveram reunidos para celebrar esse momento especial, marcado pelo espírito de amizade, acolhimento e reconhecimento. Em cada conversa, em cada reencontro e em cada gesto de companheirismo, esteve presente a essência do Rotary: servir acima de si mesmo e construir pontes que unem pessoas em torno de causas nobres.

Foi, sem dúvida, uma ocasião memorável, repleta de alegria, reencontros e fortalecimento dos vínculos que fazem do voluntariado uma força transformadora na sociedade. A união de esforços, a troca de experiências e o entusiasmo dos participantes contribuíram para tornar a celebração ainda mais significativa. 

A Diretoria de Cultura do Elos Internacional registra seu reconhecimento pela realização desse importante evento e pelo êxito da festividade, certa de que momentos como esse fortalecem os valores da amizade, da solidariedade e do compromisso social que inspiram rotarianos e elistas em suas trajetórias de serviço.

A noite foi marcada pelo companheirismo, pela amizade e pela união, reafirmando os princípios que aproximam pessoas e instituições comprometidas com a construção de uma sociedade mais humana e solidária. 

Créditos das fotos: Presidente Jocelin Marry Nery. 

© Alberto Araújo

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Presidente Matilde Slaibi Conti e o Governador Roney Corrêa Ribeiro






Presidente Jocelin Nery e Presidente Matilde





ANITA ELBERSE, DE HARVARD, VOLTA AO BRASIL PARA MASTERCLASS SOBRE ESPORTE, MÍDIA E ENTRETENIMENTO


Anita Elberse, professora titular da Harvard Business School e uma das maiores autoridades mundiais no negócio do esporte, da mídia e do entretenimento, retorna ao Brasil para a 2ª edição do Masterclass organizado pelo Sport Insider. Serão dois dias de aula presencial, em 3 e 4 de dezembro de 2026, no Insper, em São Paulo.

A primeira edição, em dezembro de 2024, reuniu mais de 100 líderes do esporte, da mídia e do mercado financeiro. Estiveram na sala representantes de Roc Nation Sports, XP, WSL, Globo, ESPN, KondZilla, Allianz Parque, Flamengo, São Paulo e Fluminense. 

A nova edição volta a ser realizada em sala no formato anfiteatro, que coloca todos os participantes no centro do debate e aproxima professora e alunos. O público reúne executivos do esporte, da mídia, do entretenimento e de marcas, além de investidores, atletas e formadores de opinião. 

“Participei da primeira edição, em 2024, e saí do Insper impressionado. Nunca vi uma acadêmica com tanto acesso aos bastidores: a Anita é mais repórter do que a maioria dos jornalistas que conheci. Ela não ensina como um professor convencional, ela rege mais de 100 pessoas de alto nível rumo às conclusões. Aquela aula me tirou da inércia e acabou me trazendo para o Sport Insider. É uma honra poder anunciar que Anita voltará a São Paulo para uma nova masterclass, promovida pelo nosso time. Eu não perderia esta nova edição por nada”, afirma Rodrigo Capelo, sócio do Sport Insider. 

O método do estudo de caso

Economista de formação, Elberse aplica o método do estudo de caso, marca registrada de Harvard. Os participantes são colocados no centro de dilemas reais e debatem as decisões que executivos, atletas e empresas precisaram tomar. Os casos exigem leitura prévia, e as aulas são ministradas em inglês, com tradução. 

A própria acadêmica selecionou as histórias que guiarão a imersão: 

Take-Two — a indústria de games e entretenimento interativo

David Beckham — a construção de uma marca pessoal global a partir do esporte

Netflix — a transformação do consumo de mídia e do streaming

Kings League — o novo formato de competição nascido no digital

Fórmula 1 — a reinvenção de uma categoria esportiva como produto de entretenimento

A combinação abrange esporte, mídia e entretenimento, para que os participantes possam correlacionar as realidades das três indústrias e levar os aprendizados para seus próprios negócios. 

Networking e certificação 

Além das aulas, o programa inclui jantares e café da manhã em formato petit comité, com encontros exclusivos entre a professora e os participantes. Ao fim dos dois dias, cada aluno recebe um diploma de participação. 

Empresas também podem se associar ao evento como patrocinadoras, com vagas reservadas, encontros com a professora e exposição de marca. 

SERVIÇO

Masterclass com Anita Elberse (Harvard Business School) — 2ª edição

Data: 03 e 04 de dezembro de 2026

Local: Insper - Rua Quatá, 300, Vila Olímpia, São Paulo (SP)

Organização: Sport Insider

Inscrições: https://sportinsider.com.br/masterclass/anita-elberse/  — vagas limitadas

© Alberto Araújo

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67 ANOS DE ELOS: UMA MISSÃO DE AMIZADE E INTEGRAÇÃO CULTURAL

Os Elos Clubes representam uma das mais belas expressões de amizade, integração e serviço à comunidade, reunindo pessoas comprometidas com os valores da fraternidade e da compreensão entre os povos. Inspirado por ideais humanistas e pelo fortalecimento dos vínculos de amizade, o movimento elista consolidou uma trajetória de relevante contribuição social, cultural e comunitária, promovendo o intercâmbio entre diferentes realidades e aproximando pessoas em torno de objetivos comuns. 

Entre seus compromissos permanentes destaca-se a defesa, valorização e preservação da língua portuguesa, elemento fundamental da identidade cultural dos povos lusófonos. Mais do que um instrumento de comunicação, a língua portuguesa representa um patrimônio histórico, literário e civilizacional que une nações, aproxima culturas e fortalece os laços de amizade entre comunidades espalhadas pelos diversos continentes. 

O Elos tem orgulho de contribuir para a manutenção desse legado, incentivando o seu uso, difundindo sua riqueza cultural e reafirmando seu valor como elo de integração entre os povos.

Ao celebrar 67 anos de história, iniciada pelo Dr. Eduardo Dias Coelho e seus companheiros, o Elos renova sua missão de promover a amizade, o intercâmbio cultural e a solidariedade. Sob a liderança da atual Presidente Matilde Carone Slaibi Conti e com o dedicado trabalho da Diretoria do Elos Internacional, a instituição segue fortalecendo sua presença e sua relevância, sempre fiel aos princípios que inspiraram sua fundação e à defesa da língua portuguesa como patrimônio comum das gerações presentes e futuras.

Matilde Carone Slaibi Conti

Presidente do Elos Internacional


INSTITUTO PAULO GUSTAVO ABRE AS PORTAS NO RIO DE JANEIRO

 

Instituto Paulo Gustavo abre as portas no Rio de Janeiro para transformar memória em arte, acesso e acolhimento. 

Com oficinas gratuitas e programação cultural, espaço inicia sua primeira ocupação, aberta para o público partir de 31 de outubro, e amplia sua história para novas gerações. 

A arte como espaço de liberdade, encontro e transformação atravessou a vida de Paulo Gustavo. Agora, sua história ganha novos caminhos para continuar alcançando pessoas. O Instituto Paulo Gustavo abre suas portas no Rio de Janeiro com a missão de preservar e expandir o legado artístico, afetivo e sociocultural de um dos artistas mais queridos do Brasil, transformando sua memória em acesso à cultura, formação e acolhimento. 

O Instituto terá programação cultural, exposição com fotografias e itens do acervo de Paulo Gustavo e oficinas gratuitas de cinema e teatro voltadas a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. Entre seus projetos, também está o acolhimento de famílias homoafetivas, ampliando para além dos palcos e das telas valores que fizeram parte da trajetória e da vida do artista. 

Presidente do Instituto, o empresário Thales Bretas, conta que a iniciativa começou a tomar forma a partir da exposição dedicada à vida do ator realizada em 2025 e da resposta do público ao projeto. 

“A ideia começou com a exposição sobre a vida do Paulo que fizemos em 2025. Recebi muitas mensagens positivas e, a partir daí, senti uma responsabilidade social que cresceu com o tempo. Assim como na vida do Paulo, a arte pode ser um caminho de aceitação, identidade e liberdade para outras pessoas. É importante que se tenha o acolhimento para quem precisa deste espaço para se expressar”, comenta.

E é justamente em uma data carregada de significado que esse legado começa a ocupar novos espaços. A partir de 31 de outubro, o Instituto inicia sua primeira ocupação na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema. A programação se estende ao longo de novembro com o “Mês Paulo Gustavo”, reunindo exposição de fotografias, figurinos e objetos pessoais do ator, sessões de cinema, oficinas de teatro e pintura, atividades circenses e a apresentação de “Matilde”, produção idealizada por Paulo Gustavo e protagonizada por Malu Valle e Gil Coelho. Estudantes de instituições públicas também participarão de visitas guiadas exclusivas. 

Mais do que revisitar sua trajetória, a proposta é fazer com que aquilo que o ator construiu continue em movimento. A partir da arte e da cultura, o Instituto pretende abrir portas para novas histórias, novos artistas e pessoas que talvez encontrem nesses espaços a mesma possibilidade de expressão que acompanhou Paulo Gustavo ao longo de sua vida.


“O Instituto tem o objetivo de fomentar a cultura e as artes de forma democrática, especialmente no teatro e no cinema, e criar caminhos para que a história do Paulo continue inspirando novas gerações”, finaliza Thales. 

O Mês Paulo Gustavo é uma iniciativa do Instituto Paulo Gustavo (@institutopaulogustavo) patrocinada pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura, com o apoio da Casa de Cultura Laura Alvim, FUNARJ, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. O projeto também conta com patrocínio da Bradesco Seguros e da Prio, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet. Realização: Ministério da Cultura.

MÊS PAULO GUSTAVO 

Data: a partir de 31 de outubro e durante todo o mês de novembro

Local: Casa de Cultura Laura Alvim (Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema, Rio de Janeiro)

Site oficial: Link: https://institutopaulogustavo.org.br

 

PROGRAMAÇÃO:

EXPOSIÇÃO

De Terça a Domingo, das 13h às 19h

TEATRO

"Matilde"

Sexta e sábado, às 20h

Domingo, às 19h

FILMES

De Terça a Sexta: com sessões às 14h e às 16h

Sábado e Domingo: com sessões às 14h, 16h e 18h

Exibições de "Minha Mãe é Uma Peça - O Filme", "Minha Mãe É uma Peça 2", "Minha Mãe É Uma Peça 3", "Minha Vida Em Marte" e minidoc "Paulo Gustavo em 3 Atos".

 

INFANTIL

Domingo:

Oficina de Pintura: aulas às 13h30, 15h, 16h30 e 18h

Pintura de Rosto: das 14h às 18h

Atividades Circenses: das 14h às 17h

Sobre o Circuito Cultural Bradesco Seguros

Manter uma política de incentivo à cultura faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros considerando a cultura como ativo para o desenvolvimento dos capitais do conhecimento e do convívio social. Nesse sentido, o Circuito Cultural Bradesco Seguros se orgulha de ter patrocinado e apoiado, nos últimos anos, em diversas regiões do Brasil, projetos nas áreas de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas. Dentre as atrações incentivadas destacam-se os musicais “A Noviça Rebelde”, “Mamma Mia”, “Priscilla, a Rainha do Deserto”, “O Jovem Frankenstein”, “O Rei do Rock, O Musical”, “Bibi Uma Vida em Musical”, “Elis, a Musical”, “Wicked”, “Percy Jackson – O Ladrão de Raios: O Musical”, além dos espetáculos teatrais “O Que Só Sabemos Juntos”, “Eu de Você”, “Três Mulheres Altas”, a “Série Dellarte Concertos Internacionais”, a companhia de dança “Momix”, a exposição “Rir, um Ato de Resistência” e outros.




quarta-feira, 28 de outubro de 2026

140 ANOS DA ESTÁTUA DA LIBERDADE: UM ÍCONE CULTURAL QUE INSPIRA GERAÇÕES

 

Em 2026, a Estátua da Liberdade celebra 140 anos de existência, consolidando-se como uma das obras mais reconhecidas e admiradas da história da humanidade. Muito além de sua imponência arquitetônica, o monumento tornou-se um símbolo cultural universal, presente na arte, na literatura, no cinema, na fotografia e na imaginação de milhões de pessoas ao redor do mundo. 

Inaugurada em 28 de outubro de 1886, a estátua foi concebida pelo escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi e construída com a colaboração do engenheiro Gustave Eiffel, cujo talento estrutural garantiria a grandiosidade e a durabilidade da obra. Desde então, a figura monumental erguida na entrada do porto de Nova York passou a representar um dos mais importantes marcos culturais da era moderna. 

Ao longo de seus 140 anos, a Estátua da Liberdade transcendeu fronteiras geográficas e linguísticas. Sua imagem passou a integrar o imaginário coletivo global, aparecendo em pinturas, cartazes, exposições, produções audiovisuais e inúmeros registros fotográficos. Poucos monumentos alcançaram tamanho reconhecimento, tornando-se uma referência instantaneamente identificável em praticamente qualquer lugar do planeta. 

A relevância cultural da estátua também se manifesta em sua influência sobre artistas e criadores. Pintores, escultores, escritores e cineastas encontraram nela uma fonte permanente de inspiração. Em diferentes épocas e estilos, a obra foi reinterpretada por movimentos artísticos que enxergaram em sua forma uma oportunidade de refletir sobre o ser humano, a sociedade, os sonhos e as conquistas da civilização. 

No cinema, a Estátua da Liberdade tornou-se cenário emblemático de produções que marcaram gerações. Sua presença em filmes, documentários e séries reforçou seu status de símbolo cultural global. Na música, na literatura e até nos quadrinhos, a imagem da estátua ganhou novos significados, demonstrando sua capacidade de dialogar com diferentes públicos e manifestações criativas.

Do ponto de vista arquitetônico, a obra permanece como um exemplo extraordinário da união entre arte e engenharia. Seus detalhes, proporções e soluções estruturais continuam despertando o interesse de estudiosos, historiadores e admiradores da arquitetura monumental. A combinação entre beleza estética e inovação técnica transformou a estátua em uma referência permanente para projetos artísticos e urbanos. 

O monumento também desempenha um papel fundamental no patrimônio cultural mundial. Visitada anualmente por milhões de pessoas, a Estátua da Liberdade funciona como um espaço de encontro entre culturas, promovendo experiências que conectam história, arte e memória coletiva. Cada visitante leva consigo uma interpretação particular da obra, reforçando sua capacidade de gerar emoções e reflexões. 

Celebrar os 140 anos da Estátua da Liberdade é reconhecer a força da arte como linguagem universal. Em um mundo em constante transformação, poucos monumentos conseguiram manter tamanha relevância cultural por tanto tempo. Sua silhueta continua inspirando artistas, encantando visitantes e despertando a curiosidade das novas gerações. 

Mais do que uma escultura monumental, a Estátua da Liberdade permanece como um patrimônio cultural da humanidade, uma obra-prima que atravessa os séculos e reafirma o poder da criação artística de unir povos, histórias e sensibilidades através do tempo.

140 ANOS DA ESTÁTUA DA LIBERDADE: A OBRA QUE NASCEU DA ARTE E CONQUISTOU O MUNDO 

Poucos monumentos na história alcançaram a dimensão cultural da Estátua da Liberdade. Ao completar 140 anos, a célebre obra continua despertando fascínio não apenas por sua imponência, mas também pela riqueza artística presente em sua concepção. Mais do que um cartão-postal mundialmente conhecido, ela representa um encontro extraordinário entre escultura, arquitetura, engenharia e referências culturais que atravessam séculos. 

Quando observamos a monumental figura feminina erguendo uma tocha em direção ao céu, é fácil imaginar que sua criação tenha surgido de forma repentina. No entanto, a história da estátua revela um caminho muito mais rico e surpreendente. Seu criador, o escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi, foi um artista apaixonado pelas grandes obras da Antiguidade. Durante suas viagens pelo Egito, ficou profundamente impressionado com as esculturas colossais que testemunhavam o esplendor das antigas civilizações às margens do Nilo. 

A grandiosidade daqueles monumentos permaneceu viva em sua imaginação. Inspirado por essa experiência, Bartholdi concebeu inicialmente um projeto destinado ao Canal de Suez, recém-inaugurado no século XIX. A ideia era criar uma figura feminina gigantesca segurando uma luz, simbolizando conhecimento, progresso e a união entre povos e culturas. Embora esse projeto não tenha sido executado, seus conceitos artísticos jamais foram abandonados. 

Anos depois, o escultor retomou os esboços e os transformou em uma nova criação. A mulher inspirada nas tradições do Egito ganhou traços universais, vestes clássicas e uma composição que dialogava com a arte greco-romana. A luz passou a ser representada pela famosa tocha, enquanto a figura feminina tornou-se uma alegoria capaz de ser compreendida por diferentes culturas e gerações. 

Essa mistura de influências ajuda a explicar por que a Estátua da Liberdade se tornou muito mais do que uma simples escultura. Em sua estrutura convivem elementos da Antiguidade egípcia, da tradição artística europeia e das inovações técnicas do século XIX. O resultado foi uma obra que ultrapassou fronteiras geográficas para ingressar definitivamente no patrimônio cultural da humanidade. 

Ao longo de seus 140 anos, a estátua inspirou artistas, escritores, fotógrafos, cineastas e músicos. Sua silhueta aparece em pinturas, cartazes, filmes, capas de livros e exposições realizadas em diversos países. Assim como o Cristo Redentor, a Torre Eiffel ou as Pirâmides de Gizé, ela tornou-se uma imagem reconhecida instantaneamente em qualquer parte do mundo. 

Outro aspecto fascinante é que a obra continua despertando novas interpretações. Cada geração encontra nela significados relacionados à criatividade humana, à busca pelo conhecimento e à capacidade da arte de comunicar ideias universais sem necessidade de palavras. Talvez seja justamente essa força simbólica que mantenha sua relevância após mais de um século.

Celebrar os 140 anos da Estátua da Liberdade é celebrar também a trajetória da arte monumental. É reconhecer o legado de um escultor que soube transformar referências de civilizações antigas em uma criação atemporal. Entre a inspiração dos colossos egípcios e a consagração como um dos monumentos mais famosos do planeta, a estátua permanece como uma prova de que a arte é capaz de atravessar épocas, conectar culturas e perpetuar histórias que nunca deixam de inspirar a humanidade. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


Antiga fotografia de Frédéric Auguste Bartholdi e representação de como seria o Colosso de Rodes / Crédito; Domínio Público via Wikimedia Commons

Emma Lazarus foi a autora do poema que homenageia a Estátua da Liberdade. — Foto: Getty Images via BBC


EMMA LAZARUS E A VOZ QUE ETERNIZOU A ESTÁTUA DA LIBERDADE

Ao longo de seus 140 anos, a Estátua da Liberdade tornou-se uma das imagens mais reconhecidas do planeta. Sua imponência arquitetônica, sua beleza artística e sua presença marcante no horizonte de Nova York fizeram dela um verdadeiro patrimônio cultural da humanidade. Mas existe uma personagem pouco lembrada pelo grande público cuja contribuição ajudou a ampliar o significado cultural do monumento: a poeta Emma Lazarus. 

Quando a gigantesca escultura criada por Frédéric Auguste Bartholdi chegou aos Estados Unidos, na década de 1880, sua história estava longe de alcançar a dimensão simbólica que possui atualmente. A obra impressionava pela grandiosidade e pela inovação técnica, mas ainda buscava seu lugar no imaginário popular. 

Foi nesse contexto que surgiu Emma Lazarus, uma escritora nova-iorquina de grande sensibilidade artística. Nascida em 1849, ela se destacava pela produção poética refinada e pelo interesse em questões humanas e culturais de seu tempo. Reconhecida nos círculos literários, recebeu um convite para participar de uma campanha destinada a arrecadar recursos para a conclusão do pedestal que sustentaria a monumental escultura. 

Inicialmente, a poetisa não demonstrou entusiasmo pela proposta. Porém, ao refletir sobre o significado que uma obra daquela magnitude poderia adquirir ao longo dos anos, decidiu contribuir. Dessa decisão nasceu um poema que acabaria ultrapassando o objetivo original da campanha. 

A composição, intitulada The New Colossus ("O Novo Colosso"), apresentava uma visão profundamente humana da estátua. Em vez de enfatizar apenas sua escala monumental, Emma transformou a figura feminina em uma presença acolhedora e inspiradora. Sua escrita acrescentou uma dimensão emocional à obra, aproximando-a das pessoas e de suas histórias. 

Embora o poema tenha sido criado para um evento beneficente, seu valor literário logo chamou a atenção de admiradores da poesia. Os versos revelavam uma rara combinação de elegância, sensibilidade e imaginação, características que marcaram a trajetória artística de Emma Lazarus. Ainda assim, durante muitos anos, o texto permaneceu relativamente pouco conhecido. 

Após a morte prematura da autora, em 1887, amigos e admiradores trabalharam para preservar seu legado. Graças a esse esforço, o poema foi posteriormente associado de forma definitiva à Estátua da Liberdade. A união entre literatura e escultura criou uma das mais interessantes conexões culturais da história moderna.

O caso é um exemplo fascinante de como diferentes formas de arte podem dialogar entre si. De um lado, uma escultura monumental concebida para impressionar visualmente. Do outro, um poema capaz de oferecer profundidade emocional e interpretação artística. Juntas, essas duas expressões criativas construíram uma narrativa que atravessou gerações.

Hoje, ao celebrar os 140 anos da Estátua da Liberdade, também vale recordar a importância de Emma Lazarus. Sua contribuição demonstra que os grandes monumentos não são feitos apenas de metal, pedra ou engenharia. Eles também são construídos por palavras, ideias e sensibilidades capazes de ampliar seu significado ao longo do tempo.

Mais do que uma poetisa ligada a um episódio histórico, Emma Lazarus tornou-se parte da própria trajetória cultural da Estátua da Liberdade. Seu olhar artístico ajudou a transformar um monumento extraordinário em uma fonte permanente de inspiração para a literatura, para as artes e para a memória cultural mundial.


O poema gravado no pedestal da Estátua da Liberdade é "O Novo Colosso" (The New Colossus), escrito pela poetisa americana Emma Lazarus em 1883 e instalado em uma placa de bronze no local em 1903. 

O Novo Colosso

Emma Lazarus

Não como o gigante de bronze da fama grega,
De membros conquistadores abrangendo terras e mares;
Aqui, junto aos portões banhados pelo oceano e pelo pôr do sol,
Erguer-se-á uma mulher poderosa com uma tocha, cuja chama
É o relâmpago aprisionado, e cujo nome é
Mãe dos Exilados. De sua mão-farol
Brilha um acolhimento para o mundo inteiro; seus olhos serenos vigiam
O porto cercado pela cidade que se estende junto às águas.

"Guardem, terras antigas, o esplendor de suas histórias!",
Clama ela com lábios silenciosos.
"Dai-me os vossos cansados, os vossos pobres,
As multidões que anseiam respirar em liberdade,
Os desamparados de vossas praias superlotadas.
Enviem-me estes, os sem-lar, os castigados pelas tempestades.
Eu ergo minha luz junto à porta dourada!"

 



terça-feira, 27 de outubro de 2026

DIA MUNDIAL DO PATRIMÔNIO AUDIOVISUAL: O TRABALHO DE PRESERVAR O QUE O TEMPO INSISTE EM APAGAR

Toda sociedade é construída por memórias. Algumas são transmitidas pela tradição oral; outras permanecem registradas em documentos, fotografias, filmes, gravações sonoras e imagens que atravessam gerações. Preservar esse patrimônio é uma responsabilidade assumida diariamente por profissionais e instituições comprometidos em garantir que capítulos fundamentais da história, da cultura e da identidade dos povos permaneçam acessíveis ao público.

Em 27 de outubro, data em que se celebra o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual, o Focus Portal Cultural presta reconhecimento a todos aqueles que atuam na preservação, organização, restauração e difusão dos acervos audiovisuais. Trata-se de um trabalho nem sempre visível para a sociedade, mas indispensável para a compreensão do passado e para a construção do conhecimento. 

Cada fotografia recuperada, cada rolo de filme restaurado, cada registro sonoro digitalizado representa uma escolha em favor da permanência. Em um cenário marcado pela rápida transformação tecnológica e pela fragilidade dos suportes de armazenamento, preservar documentos audiovisuais tornou-se uma atividade que exige conhecimento técnico, planejamento e constante atualização. 

Mais do que conservar objetos, esses profissionais preservam contextos. Uma gravação sonora pode revelar hábitos e costumes de uma época. Um documentário registra transformações sociais. Uma fotografia guarda detalhes que ajudam a compreender acontecimentos históricos. Um programa de rádio ou televisão testemunha modos de comunicação, comportamentos e valores que marcaram diferentes períodos da vida cultural de uma sociedade. 

O patrimônio audiovisual possui uma característica singular: ele registra não apenas fatos, mas também vozes, gestos, ambientes e emoções. É por meio dessas imagens e sons que muitas pessoas entram em contato com acontecimentos que não viveram, personalidades que não conheceram e manifestações culturais que, de outra forma, poderiam permanecer restritas à lembrança de poucos. 

Por trás dessa preservação estão arquivistas, pesquisadores, restauradores, documentalistas, bibliotecários, museólogos, técnicos e especialistas que enfrentam diariamente os desafios impostos pelo envelhecimento dos materiais, pela obsolescência tecnológica e pela necessidade de ampliar o acesso público aos acervos. Seu trabalho combina rigor técnico, sensibilidade histórica e compromisso com a democratização da informação. 

Igualmente relevante é a atuação das instituições que acolhem e protegem esses conjuntos documentais. Arquivos públicos, cinematecas, museus, centros de memória, bibliotecas, universidades e fundações culturais desempenham papel fundamental na conservação e disponibilização desses registros, transformando acervos em fontes permanentes de pesquisa, educação e difusão cultural. 

A criação do Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual pela UNESCO reafirma a importância dessa tarefa em escala internacional. A data chama a atenção para a necessidade de proteger um patrimônio constantemente ameaçado pela deterioração física dos suportes e pelas mudanças tecnológicas que podem tornar conteúdos inacessíveis em poucas décadas.

Neste 27 de outubro, o Focus Portal Cultural manifesta seu respeito e sua admiração aos profissionais e instituições que dedicam seu trabalho à preservação audiovisual. Graças à competência e à perseverança desses especialistas, imagens, sons e registros documentais continuam disponíveis para estudo, reflexão e descoberta. 

Preservar o patrimônio audiovisual não é apenas conservar registros do passado. É assegurar que a experiência humana permaneça documentada em toda a sua diversidade, permitindo que cada geração encontre, nesses acervos, referências para compreender seu tempo e sua própria história. 

© Alberto Araújo

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A ARQUITETURA DA LEVEZA: A MATURIDADE COMO DESPERTAR PARA O ESSENCIAL

 


"A maturidade não chega como um fardo, mas como a libertadora arte de deixar ir o que é supérfluo para dar relevo ao que é essencial."

— Alberto Araújo 

Com o desdobrar dos anos, a existência humana passa por uma lapidação silenciosa e profundamente transformadora. Aquilo que outrora parecia vital, o ímpeto do confronto, a exigência exaustiva de dar explicações e o peso do drama cotidiano, dissolve-se gradualmente diante de uma nova e soberana prioridade: a paz de espírito. A maturidade chega não como um fardo ou um ocaso, mas como um refino estético e emocional, inaugurando uma espécie de seleção natural onde o supérfluo perde o encanto e a essência ganha relevo absoluto. 

Nesta fase madura da jornada, redescobrimos o valor inestimável da seletividade. Optamos por nos cercar de cada vez menos pessoas, preferindo a companhia daqueles que somam em silêncio e verdade. O silêncio deixa de ser um vazio a ser temido ou preenchido com conversas ocas; ele se transforma em um refúgio de clareza e contemplação. Mais do que isso, aprendemos a escolher a ausência de ambientes e diálogos ruinosos, dedicando nossa energia vital apenas ao que pulsa em harmonia e paz consigo mesmo. É o momento em que os olhos do espírito começam a enxergar as coisas exatamente como elas são, livres das ilusões e das máscaras que a juventude muitas vezes insiste em tolerar. 

Nesse território de clareza, compreende-se que preservar o melhor de si mesmo é um ato de generosidade reservado apenas a quem sabe ir fundo, a quem possui a maturidade emocional para mergulhar nas águas profundas do afeto recíproco e sincero. Aprendemos a arte sublime de calar diante de discussões estéreis e de abrir mão de controlar o incontrolável. Faz-se uma rigorosa filtragem entre o que é útil para a alma e o que é absolutamente fútil. E compreende-se, com uma serenidade reconfortante, que tudo o que é inútil simplesmente não nos serve mais, não nos define e não merece o nosso tempo. 

Desapegar-se se tornou, portanto, a mais bela das liberdades. Livramo-nos do peso de palavras mal empregadas, de presenças que drenam a alegria e de acúmulos que apenas ocupam espaço sem nutrir a memória. O segredo da leveza reside em reter estritamente tudo o que nos torna melhores, um gesto sincero, uma lembrança luminosa, um propósito que nos faça sorrir ao despertar. E quanto a tudo o que já cumpriu o seu ciclo, aprendemos a exercitar a sabedoria mais libertadora de todas: a arte de deixar ir.

Olhar para frente, sob essa ótica renovada, é um exercício contínuo de esperança e renovação. A vida após a curva da maturidade não se apequena; ela se expande em significado, ganhando a profundidade dos rios que finalmente encontraram o seu leito definitivo rumo ao mar. É a certeza luminosa de que cada amanhecer nos convida a ser mais inteiros, mais leves e, sobretudo, profundamente em paz com a nossa própria história. 

© Alberto Araújo

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