A literatura de Niterói chegou, mais uma vez, para abraçar a todos. Não apenas como arte, mas como gesto coletivo, como território de encontro e como celebração da diversidade. A FLIN 2026 mostrou que as palavras têm corpo, têm voz e têm casa: a cidade inteira se transformou em palco, e cada leitor, cada artista, cada visitante foi acolhido por esse abraço literário.
Foi nesse espírito que a Festa Literária Internacional de Niterói se consolidou como um dos maiores eventos culturais do Brasil, reunindo mais de 50 mil pessoas em quatro dias de intensa programação. O que vimos não foi apenas um festival, mas uma verdadeira ocupação poética da cidade, onde literatura, música, teatro, audiovisual e cultura popular se entrelaçaram para formar um mosaico deslumbrante.
E esse feito só foi possível graças ao trabalho incansável e visionário dos coordenadores e curadores que transformaram sonho em realidade.
Nossos primeiros cumprimentos se dirigem ao prefeito Rodrigo Neves, cuja visão estratégica e compromisso com a cultura foram determinantes para que a FLIN se consolidasse como um dos maiores eventos literários do país. Sua fala, reafirmando a cultura como motor socioeconômico, ecoou como um manifesto de futuro. Rodrigo não apenas apoiou o festival: ele o abraçou como parte de um projeto de cidade, onde desenvolvimento e arte caminham lado a lado.
Ao historiador e diretor da Niterói Livros, Jordão Pablo de Pão, cabe um tributo especial. Sua curadoria, sensível e ousada, soube traduzir o tema “Territórios das Palavras” em experiências concretas, que celebraram pertencimento, identidade e diversidade. Jordão foi mais do que coordenador: foi guardião de um território simbólico, onde vozes múltiplas se encontraram e se reconheceram. Sua fala sobre a humanidade como articuladora da narrativa resume o espírito da FLIN 2026.
À presidenta da FAN, Micaela Costa, e sua equipe, nosso aplauso caloroso. A Fundação de Arte de Niterói mostrou que é possível unir gestão pública eficiente com sensibilidade cultural. A resposta do público, mais de 50 mil pessoas, é prova inequívoca da potência de um evento construído a partir da diversidade e do acesso gratuito. Vocês transformaram a festa em território de encontros e pertencimento.
Não podemos deixar de destacar o trabalho dos curadores Vilma Piedade, Elisa Ventura, MC Marechal, Edu Krieger, Carla Portilho e Jackson Jacques. Cada um trouxe sua perspectiva, sua energia e sua arte para compor uma programação plural. Vocês souberam homenagear Lélia Gonzalez não apenas como referência, mas como eixo de reflexão sobre raça, gênero, ancestralidade e transformação social. A FLIN 2026 foi, nesse sentido, um ato político e poético.
Aos mais de 200 convidados, entre escritores, artistas, jornalistas e pesquisadores, nosso reconhecimento. Vocês deram corpo e voz ao festival, transformando mesas em diálogos vibrantes e palcos em celebrações da palavra. O crescimento no número de editoras e livrarias participantes mostra que a FLIN também fortalece a cadeia produtiva do livro, aproximando cultura e economia.
A FLIN 2026 não se limitou ao espetáculo. Trouxe iniciativas de formação de leitores, inclusão de estudantes da rede pública, tradução em Libras, audiodescrição e ações ambientais e solidárias. A parceria com o Instituto Léo Solidário e a campanha de arrecadação de alimentos mostraram que literatura e cidadania podem caminhar juntas. Vocês provaram que um festival pode ser, ao mesmo tempo, celebração e responsabilidade.
A cada edição, a FLIN se reinventa e se fortalece. Em 2026, ela se consolidou como patrimônio cultural da cidade. O apoio da Academia Brasileira de Letras, da Biblioteca Nacional, da UFF e de tantas instituições reforça a dimensão nacional e internacional do evento. Mas é em Niterói, em seus bairros, em suas praças e em sua gente, que a FLIN encontra sua alma. Vocês, coordenadores, foram os arquitetos dessa ponte entre local e global, entre tradição e inovação.
A FLIN 2026 foi deslumbrante porque vocês foram deslumbrantes. Cada detalhe, cada escolha, cada gesto refletiu compromisso, paixão e competência. O Focus, ao escrever esta Carta Aberta, deseja que este reconhecimento ecoe como aplauso coletivo. Vocês mostraram que a literatura não é apenas arte: é território de encontro, resistência e esperança.
Que a FLIN siga crescendo, inspirando e transformando. Que Niterói continue sendo palco de palavras e sonhos. E que vocês, coordenadores, recebam o merecido tributo por terem feito história.
Com gratidão e respeito,
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural















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