quinta-feira, 9 de julho de 2026

NEUROCIÊNCIA, DIREITO E O FUTURO DA JUSTIÇA DA EMERJ. MELHORES MOMENTOS DA PARTICIPAÇÃO DA DRA. KARIN RANGEL

Está no ar o compilado com os melhores momentos da brilhante participação da Dra. Karin Ferreira Dias Rangel no debate promovido pela EMERJ (Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro). Sob o tema "Novos Paradigmas da Justiça na Era Digital", a Dra. Karin trouxe reflexões profundas sobre como a ciência da mente está transformando a aplicação do Direito. 

Dê o play para conferir os insights mais marcantes desse evento memorável!


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O BRILHO DE ANA MARIA TOURINHO E O PROTAGONISMO DA AJEB-PARÁ NA 29ª FEIRA PAN-AMAZÔNICA DO LIVRO

A literatura feita na Amazônia possui uma força ancestral que ecoa muito além de suas fronteiras geográficas. É sob a vibração dessa potência cultural que a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – Coordenadoria Pará (AJEB-Pa), cuja presidente é a Profª e historiadora Izabel Gadelha, se prepara para um marco histórico na 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, no dia 29 de agosto de 2026. Quando estará lançando a Antologia MEnina Mulher: Cheiro e Sabor do Pará e livros solos de suas associadas. Entre os grandes nomes que dão vida e prestígio a este movimento, como coautora destaca-se a nossa adorável companheira Ana Maria Tourinho.

Diretora da AJEB nacional; Presidente de Honra da AJEB-PA; Membro da AJEB-RJ e participante de várias instituições literárias do Rio de Janeiro. Ana Maria é uma das vozes mais respeitadas da nossa intelectualidade. Sua atuação não se limita ao território fluminense: ela leva a essência da nossa terra para o mundo como Vice-presidente Cultural Mundial da Rede Sem Fronteiras, sob a égide e liderança da jornalista e escritora Dyandreia Portugal. Essa ponte cultural entre o Rio e o circuito internacional ganha corpo e alma na antologia "Menina, Mulher: Cheiro e Sabor do Pará", obra que traz a participação brilhante de Ana Maria Tourinho e celebra a essência feminina e amazônica. 

O evento ocorrerá das 19h às 21h no Hangar, no Estande dos Escritores e Escritoras Paraenses, será uma verdadeira ode à democratização da escrita. Ao todo, serão lançadas 29 obras literárias. Em um comovente ato de incentivo à educação, a noite também celebrará 23 livros produzidos por estudantes da Escola Municipal Professora Lydia Lima, fruto do projeto capitaneado pela professora e historiadora Izabel Gadelha. 

Sob a inspiração e o legado vivo de lideranças como Ana Maria Tourinho, a AJEB-Pará reafirma seu papel na valorização da memória e no protagonismo feminino. Convidamos a todos para celebrar a nossa identidade cultural e abraçar a riqueza da nossa literatura regional. A entrada é gratuita. Venha participar! 

SERVIÇO 

Evento: Lançamentos da AJEB-Pará – 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes

Data: 29 de agosto de 2026-sábado.

Horário: Das 19h às 21h

Local: Estande dos Escritores e Escritoras Paraenses

Endereço: Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia – Av. Dr. Freitas, s/n, bairro Marco – Belém–PA

Realização: AJEB-Pará – Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – Coordenadoria Pará.

Entrada é gratuita.

 


ANÁLISE DO POEMA “LEGADO” DE MARIA OTÍLIA CAMILLO POR ALBERTO ARAÚJO


LEGADO 

A ingênua menina “Natureza”, gerada pela “DIVINA LUZ”, fascina e, brilhantemente, encanta o mundo por ser “festiva”, além de bela, primorosa, esplendorosa!… 

Consequentemente, em seu aconchegante “Lar” amoroso, aprende a engatinhar: cai, mas, sozinha, se levanta sob a “Proteção” dos pais, amigos, irmãos; consegue andar e a tudo supera. Apesar do sentimento de “Gratidão”, escondido e adormecido pela tenra ingenuidade, ele vem a florir, profissionalizando-se em uma alegre e feliz “Filósofa”!… 

Agora, sua deslumbrante vida, à “LUZ do Espírito Santo” que rega toda a “semente” da Terra em fraterno “Amor”, justo é o seu “Legado” de render “Honra e Glória” ao eterno Deus, Criador “JESUS”, LUZ do Mundo!… 

Autora: Maria Otilia Camillo


A POÉTICA DA LUZ: O LEGADO DE MARIA OTÍLIA 

O poema "Legado", de Maria Otília, é um espelho lírico de uma alma que encontrou na simplicidade o seu lugar mais sagrado de expressão. Ler Maria Otília é adentrar um terreno onde a escrita não se curva a arroubos de vaidade intelectual ou ao rigor de termos rebuscados, mas se oferece como um testemunho terno e amoroso de uma vida pautada pela fé. Em sua obra, Deus não habita o campo da abstração filosófica; Ele é o centro gravitacional, a "Divina Luz" que irradia sobre cada verso, cada vírgula e cada silêncio. 

A essência do fazer literário de Maria Otília reside na sua capacidade de transformar o cotidiano em oração. Ela não busca enfeitar seus textos com artifícios gramaticais complexos, pois compreende que o amor ao Divino não exige vocabulário rigoroso; ele precisa, acima de tudo, ser escrito com o coração, e isso ela sabe fazer como poucos. Ela escreve com a candura de quem observa o mundo através de um filtro de esperança, onde o caminhar da menina "Natureza" é um exercício constante de superação sob a égide do Sagrado. Há, em sua estrutura, uma respiração peculiar: o uso deliberado de vírgulas, aspas e reticências não é um desvio, mas a marca de sua sensibilidade, sinalizando cada pausa necessária para o coração, o compasso de uma prece feita em voz alta. 

Neste "Legado", a autora nos convida a observar a evolução do ser: a fragilidade do engatinhar, a resiliência do levantar-se e a maturidade de tornar-se "filósofa" da própria existência. O vocabulário, permeado por termos como "Espírito Santo", "JESUS" e "Honra e Glória", prefere a transparência absoluta à complexidade das metáforas herméticas. Ela acredita que a beleza mais sublime é aquela que pode ser sentida por qualquer pessoa que também carregue um pouco de luz no peito. 

Ao eleger a gratidão como pilar de sua narrativa, a poetisa entrega algo que supera a tinta no papel. Sua poesia é singela, sim, mas essa singeleza é uma conquista: é o fruto de uma vida inteira dedicada a alinhar o pensamento ao coração e a palavra ao Criador. Quem lê Maria Otília decifra, de imediato, a pulsação de um coração generoso. 

Com sua escrita afetuosa e despojada de artifícios, a autora nos lembra de que a literatura pode ser, antes de tudo, um ato de amor. Ela nos ensina que, quando colocamos o Eterno no centro, tudo o que vivemos, a dor, o aprendizado, a jornada, ganha um novo contorno, transmutando-se em um hino de louvor. Este poema não é apenas um texto; é uma chama acesa em meio à pressa dos dias, um convite para que, também nós, aprendamos a render honra ao que realmente permanece.

 

© Alberto Araújo

Jornalista e escritor

09 de julho de 2026



 

 



 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

DRA. KARIN FERREIRA DIAS RANGEL BRILHA NO DEBATE DE NEUROCIÊNCIA E DIREITO, QUE A EMERJ PROMOVEU SOBRE OS NOVOS PARADIGMAS DA JUSTIÇA NA ERA DIGITAL

 

O Direito contemporâneo atravessa uma transformação profunda, impulsionada pela convergência entre tecnologia, neurociência e o estudo do comportamento humano. No dia 08 de julho de 2026, a Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ) sediou a 38ª Reunião do Fórum Permanente da Justiça na Era Digital, com o tema central: “Neurociência Aplicada ao Direito: Cognição e Tecnologia no Sistema de Justiça”.  

O encontro, realizado no Auditório Desembargador Paulo Roberto Leite Ventura, no Centro do Rio de Janeiro, reuniu especialistas para analisar como os processos cognitivos moldam a tomada de decisão judicial e a prática advocatícia moderna. 

A mesa diretora do evento foi composta pelas palestrantes:  Karin Ferreira Dias Rangel, Walter Capanema, Emília Garcez, Daniel Gigante, Mateus Martins, Willian Rocha, Tayná Carneiro, Graziela Bonfim, Daniel Marques e José Roberto Melo Porto.

A abertura do evento contou com a presença de profissionais influentes. É com imenso orgulho que destacamos a participação da Dra. Karin Ferreira Dias Rangel, que brilhou intensamente na sua fala encantatória. Além de sua atuação técnica brilhante, a Dra. Karin é motivo de honra para nossa comunidade, ocupando o cargo de Vice-presidente do Elos Clube de Niterói, sob a presidência de Jocelin Nery. Sua trajetória de excelência se estende à Rede Sem Fronteiras, onde atua como 2ª Vice-presidente do Núcleo de Niterói, sob a presidência da Dra. Matilde Carone Slaibi Conti. Dra Karin assumiu recentemente uma Cadeira no Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). 

PROGRAMAÇÃO E CONTEÚDO 

O cronograma foi estruturado para aprofundar temas vitais ao sistema de justiça: 

Cognição e Decisão: O painel sobre “Cognição, Persuasão e Tomada de Decisão” trouxe a expertise de Valéria Melo de Andrade e Rita de Cássia da Silva. 

Inteligência Artificial: As discussões sobre a intersecção entre Direito e IA focaram nos desafios éticos e práticos da inovação tecnológica. 

Gestão da Informação: Conduzido por William Rocha e Matheus Martins, o painel destacou a importância da estruturação e qualificação da informação jurídica baseada em dados. 

Encerramento: A conferência final, ministrada por José Roberto Mello Porto, abordou os impactos dos estudos cognitivos na fundamentação das decisões judiciais.

O evento, que contou com transmissão via Zoom e tradução em Libras, ofereceu horas de estágio validadas pela OAB/RJ aos estudantes e capacitação aos servidores do Judiciário. O registro visual, que capturou cada momento desse debate de alto nível, foi gentilmente compartilhado pela Dra. Karin Dias.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


MENSAGEM 


A presidente Matilde Carone Slaibi Conti disse:

​"Realmente, é um orgulho imenso poder contar, em nossas fileiras acadêmicas, com a força de trabalho e de cultura da nossa muito querida Karin Rangel. Com este Simpósio sobre Neurociência, desenvolvido pela Escola da Magistratura (EMERJ), ela soube demonstrar todo o seu valor, seus conhecimentos e os caminhos trilhados pela visão de um novo Direito, cada vez mais comprometido com a dignidade humana e com os direitos fundamentais, como em sua transdisciplinaridade, cujo estudo alcança até o cosmos.

​Aleluia, Karin. Aleluia com toda a sua sapiência." Matilde
































(Clicar na imagem para assistir ao encontro completo)

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O Focus Portal Cultural e toda a família do Elos Clube de Niterói celebram, com imenso orgulho, a atuação brilhante da Dra. Karin Ferreira Dias Rangel na 38ª Reunião do Fórum Permanente da Justiça na Era Digital, realizada hoje na EMERJ. Debater um tema tão complexo e urgente: “Neurociência Aplicada ao Direito: Cognição e Tecnologia no Sistema de Justiça”, exige não apenas profundo conhecimento técnico, mas uma visão humanista que a Dra. Karin demonstra com maestria em cada passo de sua trajetória. É uma honra ver nossa Vice-presidente do Elos Clube e 2ª Vice-presidente do Núcleo da Rede Sem Fronteiras de Niterói brilhando no cenário jurídico nacional e elevando o nome de nossa cidade com tanta competência e elegância. Dra. Karin, parabéns por sua performance impecável e por ser uma fonte contínua de inspiração para todos nós, elistas e admiradores da cultura jurídica. O sucesso é fruto de sua dedicação incansável! Alberto Araújo 



O SILÊNCIO ELOQUENTE DAS ESTANTES - CRÔNICA © ALBERTO ARAÚJO

Existe certo tipo de magia que acontece quando atravessamos o umbral da porta de alguém pela primeira vez. Não falo da mobília, da iluminação ou do cheiro de café fresco, embora estes elementos componham o cenário. Falo da alma daquela casa, da sua verdadeira arquitetura. Como bem pontuou o arquiteto Chicô Gouvea, em uma reflexão que ressoa como uma verdade universal: “O livro é o objeto de decoração mais honesto que existe”. 

Muitos de nós passamos a vida buscando a casa ideal, caçando em revistas de design ou no feed de redes sociais por aquela composição que transmita sofisticação. Buscamos peças de design assinado, tapetes que conversem com as cortinas e cores que tragam harmonia. Não há nada de errado nisso. Contudo, há um paradoxo moderno que insiste em isolar a intelectualidade do convívio. Frequentemente, escondemos nossas bibliotecas no quarto, em corredores estreitos ou atrás de portas esquecidas, como se o saber fosse um segredo íntimo demais para ser compartilhado com a visita. 

O livro, diferentemente de uma escultura decorativa comprada por catálogo, não mente. Ele não está ali apenas para preencher um vazio na parede ou para combinar com a paleta de cores do ambiente. Ele está ali porque foi escolhido, porque foi lido, porque tocou uma fibra sensível na alma de quem habita aquele espaço. 

Uma estante cheia de livros é um inventário do que nos formou. Ali, entre as lombadas de Dostoievski, os clássicos brasileiros de Machado de Assis ou as histórias de fantasia que nos fizeram viajar sem sair de casa, reside o mapa da nossa identidade. Quando entramos em uma casa e nos deparamos com esses guardiões de papel, já sabemos muito sobre quem ali vive, sem que uma única palavra precise ser dita. 

Não é uma questão de erudição, mas de honestidade. Uma estante, por mais caótica ou organizada que seja, revela a curiosidade, as angústias, os gostos musicais que se traduzem em biografias, as crenças que nos movem e os mundos que desejamos habitar. Enquanto um objeto decorativo impessoal nos diz apenas quem gostaríamos de parecer para o mundo exterior, o livro nos diz quem somos quando estamos a sós. 

O Meu Mundo Particular. Digo isto com a convicção de quem encontra, na convivência com os livros, uma forma de paz que poucas coisas no mundo podem oferecer. Tenho, na minha própria casa, a alegria de possuir um escritório que é, na verdade, uma biblioteca. É ali que o tempo ganha uma elasticidade diferente.

Quando entro naquele cômodo, fecho a porta para o ruído do mundo lá fora e abro a página de um exemplar qualquer, sinto que voltei para casa. É o meu mundo. Ali, o brilho da tela do computador ou o conforto do sofá perdem a importância diante da promessa de uma nova ideia. Cada livro naquelas prateleiras é um marco no meu próprio crescimento, um lembrete de fases superadas, de descobertas que me mudaram ou de contos aos quais sempre volto, como quem visita um velho amigo. 

As casas mais interessantes que já visitei não tinham lustres caros, acabamentos de luxo ou tecnologia de ponta. Elas tinham, invariavelmente, paredes ocupadas pelo saber. Eram lares que nos convidavam a ficar, a sentar, a discutir ideias, a deixar a hora passar. Eram casas com "vida".

Talvez o convite aqui seja para quebrarmos esse tabu de reservar o conhecimento apenas aos espaços privados. Que tal trazer aquele livro que você mais ama para a sala? Que tal permitir que a nossa estante seja a protagonista da nossa decoração, e não um acessório escondido? 

Ao colocar nossas leituras onde as visitas podem ver, não estamos apenas exibindo nossos gostos; estamos abrindo as janelas da nossa mente. Estamos dizendo, de forma silenciosa, que nossa casa é um lugar de troca, de pensamento e de humanidade. Afinal, uma casa sem livros é apenas uma estrutura; uma casa com livros é um convite ao eterno. 

E vocês? Também têm seus tesouros de papel espalhados pela casa, esperando para contar sua história a quem quiser ouvir?

Baseada nas reflexões de Chicô Gouvea (Consultor de Arquitetura) publicadas na página “Página de Mistérios” do Facebook. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 


segunda-feira, 6 de julho de 2026

GRUPO DE ESTUDOS LITERÁRIOS - MULHERES EXTRAORDINÁRIAS

PROGRAMA: CHÁ DAS 5 COM 5. Nesta edição especial do Chá das 5 com 5, dentro do Grupo de Estudos Literários do Livro, terá uma conversa dedicada à obra “Mulheres Extraordinárias – Volume 4”, projeto que valoriza histórias, trajetórias e memórias femininas por meio da palavra escrita.

Com apresentação de Ana Maria Tourinho, Vice-Presidente Cultural Mundial da Rede Sem Fronteiras, o encontro reunirá coautoras da obra para um momento de partilha literária, reflexão e valorização do legado feminino na literatura e na cultura lusófona. 

Participam desta edição as coautoras:

Yasmine Figueiredo

Marta Verônica

Graça Neves

Amélia Luz 

O programa propõe um diálogo sobre a força das mulheres que escrevem, inspiram, preservam memórias e contribuem para a construção de uma literatura mais plural, sensível e representativa. 

A Rede Sem Fronteiras é uma Organização Cultural Internacional, sediada em Lisboa, Portugal, presente em dezenas de países, dedicada ao fortalecimento, promoção e intercâmbio da língua portuguesa e da cultura lusófona. 

Este canal é mais do que um espaço de transmissão. É um ponto de encontro entre povos que compartilham a mesma língua, mas carregam diferentes histórias, sotaques, experiências e riquezas culturais. 

07 de julho de 2026, terça-feira.

Programa: Chá das 5 com 5

Tema: Mulheres Extraordinárias – Volume 4

Apresentação: Ana Maria Tourinho

 

Transmissão Oficial:

Canal da Rede Sem Fronteiras no YouTube

/@redesemfronteiras. Clicar no link:

 https://www.youtube.com/watch?v=xsbj1uxImLw




 

O ESPETÁCULO “O LIVRO DOS PRAZERES”. UMA JORNADA EM BUSCA DE SI MESMA E DO PRAZER SEM CULPA.




 

A Academia Brasileira de Letras recebe, nesta quinta-feira, 09 de julho, o espetáculo “O Livro dos Prazeres”, baseado na obra imortal de Clarice Lispector.

Acompanhe a história de Lóri e seu encontro transformador com Ulisses. Uma narrativa sobre amor, autodescoberta e a coragem de ser livre, em um espetáculo que une a sensibilidade de Clarice com a música de Edu Lobo.

 

Elenco: Rafael Queiroz e Melise Maia

Direção Artística: Ernesto Piccolo

Trilha Sonora: Edu Lobo

 Apresentação: Acadêmico Antônio Torres

Local: Academia Brasileira de Letras (Av. Pres. Wilson, 203 - RJ)

Data: 09/07/2026 | 17h30min

Entrada Franca (Vagas limitadas)

 

Inscreva-se aqui: 

https://www.even3.com.br/o-livro-dos-prazeres-755974/

 

Viva essa experiência cultural inesquecível!


#ClariceLispector #OLivroDosPrazeres 

#ABL #QuintaECultura #TeatroRJ #CulturaRio



domingo, 5 de julho de 2026

A TINTA E A TERRA: O ECO DE UMA CIDADE MORENA CRÔNICA CULTURAL DE © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADA EM LEMBRANÇA DE MATILDE CARONE SLAIBI CONTI

 

O jornalismo, em sua essência mais pura, não é apenas o registro do factual. Ele é, antes de tudo, uma tentativa desesperada de capturar o efêmero, de transformar o instante que foge em algo que possa ser guardado na memória coletiva. Quando publiquei a entrevista com Raquel Naveira, essa voz que é o próprio estuário da lírica e da erudição, eu sabia que estava entregando ao público um fragmento de algo maior. Mas não imaginei que a repercussão ganharia contornos de poesia. 

Entre as mensagens que chegaram, uma luz se destacou com uma força telúrica. Era a voz de Matilde Carone Slaibi Conti, presidente do Elos Internacional, Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói, Cenáculo Fluminense de História e Letras e outras instituições brasileiras. Mineira da gema, nascida em Visconde do Rio Branco, ela carrega no DNA a sensibilidade de quem conhece o peso e o valor da terra. Para quem traz o chão de Minas, aquele solo que guarda a história do Brasil em cada minério e cada montanha, reconhecer a alma de outra região é um gesto de quem entende que a pátria é feita de pó, pedra e memória. 

Ao ler suas palavras, senti o chão de Campo Grande, cidade natal de nossa entrevistada, vibrar sob meus pés. Ela não apenas elogiou; ela transmutou a entrevista em uma metáfora viva. Ao lembrar-nos que Mato Grosso do Sul é apelidado de “Cidade Morena”, Matilde não estava apenas usando uma licença poética; ela estava rebatizando o espírito do estado com a ancestralidade do solo que nos sustenta. 

O apelido “Cidade Morena” carrega consigo uma crônica própria. Não é um título comercial ou forjado em gabinetes; é um batismo da terra. Nascido da cor avermelhada, rica em ferro, que tinge o chão de Campo Grande e parece incendiar o horizonte quando o sol se põe, esse epíteto diz muito sobre nós. É uma terra que não se deixa esconder. Ela mancha, ela marca, ela colore as botas dos tropeiros que fundaram nossas raízes em 1877 e permanece firme sob o asfalto cosmopolita de hoje. 

Quando Matilde associou a Academia a essa “Cidade Morena”, ela nos lembra de que a literatura, em Mato Grosso do Sul, não é um exercício estéril, feito em torres de marfim. Ela é telúrica. Ela tem a cor do chão. É uma escrita que, como o nosso solo, carrega a força dos minerais, a resiliência das raízes e o calor que, ao entardecer, abraça o Pantanal ali perto. A Academia, sob essa perspectiva, torna-se o jardim onde essa terra floresce em forma de verso, crônica e memória. 

A comparação de Matilde, esse “golaço” literário, ressoa com uma verdade profunda. Vivemos tempos de velocidade, de informações descartáveis que deslizam pela tela como água em vidro embaçado. Parar para ler Raquel Naveira, para mergulhar em sua profundidade, é um ato de resistência. Quando a presidente de inúmeras Academias convoca o público a “ler, reler e, quem sabe, até decorar” esse diálogo, ela está defendendo a permanência da palavra. 

O “bate-bola” entre mim e Raquel, que ela gentilmente rotulou como uma preciosidade, ganha agora uma nova camada de significado. Ele deixa de ser apenas um registro jornalístico para se tornar parte do patrimônio imaterial daquela "Cidade Morena" das letras. Há algo de muito terno em saber que, em uma época onde o futebol mobiliza multidões, uma conversa sobre literatura pode ser celebrada com o mesmo fervor de um gol no último minuto. É o reconhecimento de que a cultura também é um esporte de alto rendimento: exige preparo, fôlego e, acima de tudo, o amor pelo jogo. 

Campo Grande é um organismo vivo. Caminhar pelas suas avenidas largas, sob a sombra generosa de suas árvores, que fazem da capital uma das mais arborizadas do Brasil, é sentir a pulsação de um lugar que se reinventou. Do Parque das Nações Indígenas, onde a natureza observa a metrópole com olhos de capivara e o canto das aves, ao movimento incessante do Centro, a cidade é um mosaico de origens. 

Somos, como bem define nossa história, o encontro do mundo. O árabe que trouxe o aroma das especiarias, o japonês que nos presenteou com o conforto do sobá, o migrante que trouxe a coragem de outros estados e o paraguaio que nos ensinou a partilhar a sopa e o tereré. O tereré, aliás, é o nosso grande mediador. Em torno da cuia, as hierarquias desaparecem. O silêncio é permitido, a conversa é lenta e a amizade é constante. 

A Academia de Letras, portanto, não é um prédio; é uma roda de tereré eterna. É o lugar onde a nossa diversidade cultural se transforma em um idioma comum. Ao chamar de “Cidade Morena”, Matilde capturou a alma de um lugar que não se isola. Ele respira o ar da rua, ele tem o pó do chão, a capital de Mato Grosso do Sul, está sempre aberto a quem chega para compartilhar uma história.

O que fica de tudo isso? O que resta quando a notícia perde o brilho de sua estreia? Resta a marca. Assim como a terra vermelha de Campo Grande marca a roupa de quem nela pisa, as grandes conversas marcam a alma de quem as realiza. A entrevista com Raquel Naveira, que foi intercedida pela bênção da Presidente Matilde, provou que o jornalismo, quando feito com reverência, vira história.

Estar na “Cidade Morena”, seja a geográfica, seja a literária, é entender que não somos apenas habitantes de um território. Somos os guardiões de um solo que, se bem cultivado, produz os frutos mais perenes do espírito humano: o saber, a arte e a memória. 

Que venham outros “golaços”. Que continuemos, com o calor do sol do entardecer e a paciência de quem toma um tereré, a escrever a história dessa terra que, de tão viva e fecunda, não aceita ser apenas o cenário, mas exige ser a própria protagonista das nossas crônicas. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 




BOLETRAS – INFORMATIVO DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS – PRESIDENTE MÁRCIA PESSANHA - EDIÇÃO Nº 54 – JUNHO DE 2026


O Boletras nº 54, correspondente ao mês de junho de 2026, apresenta-se como um documento vibrante e multifacetado, espelhando a intensa produtividade cultural que marcou o mês na Academia Fluminense de Letras (AFL). Sob a coordenação e editorial da presidente Márcia Pessanha, e com a redação e diagramação impecáveis de Christiane Victer, esta edição consolida o papel da AFL como um polo dinâmico de intercâmbio, conhecimento e celebração das artes e letras fluminenses, sob o olhar atento de sua Diretoria. 

Em seu editorial, intitulado "Lembranças Lúdicas do Mês de Junho", a presidente Márcia Pessanha reflete sobre a atmosfera festiva característica do mês, mesclando tradição religiosa, herança cultural e memórias afetivas. A presidente associa o mês às celebrações de Santo Antônio, São João (padroeiro de Niterói) e São Pedro, evocando o calor humano dos arraiais e a poética das fogueiras juninas. Mais do que uma saudade nostálgica, o texto de Márcia Pessanha transporta o leitor para a realidade institucional. No sentido equivalente, cita o poema de Augusta Schimidt, que bem traduz a atmosfera lúdica do mês de junho, no varal de nossas recordações. 

Lua cheia iluminando o céu.

Fogueira ardendo na terra.

Corações entrelaçados,

abraços apertados,

no arrasta pé da paixão.

Era noite de São João.

Damas vestidas de chita,

cavalheiros com chapéu na mão.

A quadrilha marcava a festa,

como manda a tradição.

E ao som da velha sanfona

que não parava de tocar,

trocavam juras de amor

esperando o sol raiar. 

Ao relatar que, embora sem fogueiras reais, a Academia viveu um junho "muito produtivo", a presidente traça um paralelo metafórico inspirador: a AFL "pulou fogueiras" e ativou as chamas do conhecimento, entrecruzando saberes nos passos da "dança institucional". O editorial fecha no rodapé do informativo com uma citação de Emily Dickinson, “Eu não conheço nada no mundo que tenha tanto poder quanto uma palavra.” O pensamento reforça o compromisso da gestão com o poder transformador da palavra. 

PRINCIPAIS AÇÕES E EVENTOS DO MÊS 

Intercâmbio Cultural: O Projeto "A Academia Visita" 

Destaque para o projeto "A Academia Visita", coordenado pelo acadêmico Jordão Pablo de Pão, que promoveu, no dia 12 de junho, uma delegação aos Museus Antônio Parreiras e Janete Costa, no bairro Ingá, em Niterói. A visita, que contou com a presença da presidente Márcia Pessanha e diversos acadêmicos, buscou o diálogo com instituições fundamentais na preservação da cultura fluminense.

Nos museus, os acadêmicos foram recebidos por suas equipes educativas, participando de exposições como "Zumbi, Reinado sobre a História" (Museu Antônio Parreiras) e "Ô de dentro, ô de fora" (Museu Janete Costa), esta última explorando a arte popular do bordado e a Folia de Reis. 

CICLO DE CONFERÊNCIAS: "PUBLICAR A GENTE BRASILEIRA" 

O mês de junho consolidou a realização da 1ª edição do Ciclo de Conferências "Publicar a Gente Brasileira", fruto de parceria entre a AFL e a Fundação de Arte de Niterói (projeto Niterói Livros). O evento, que contou com a mesa "Publicar Mulher", debateu as trajetórias de escritoras como Carolina de Jesus e Julia Lopes de Almeida com Márcia Pessanha e Eurídice Hespanhol. Acadêmicas da AFL, como Lucia Romeu, Verônica Oliveira e Amanda Almeida, também tiveram espaço para apresentar suas obras e experiências editoriais, em um encontro que reforçou o compromisso da academia com a cena literária contemporânea.

SOLENIDADES E HOMENAGENS 

A AFL foi palco, no dia 20 de junho, de uma importante solenidade do Cenáculo Fluminense de História e Letras, presidido pela acadêmica Matilde Carone Slaibi Conti. O evento incluiu a posse da escritora portuguesa Idalina da Purificação Andrade Gonçalves e a outorga da Comenda Waldenir de Bragança, premiação que reconhece jovens talentos na produção literária, científica e artística fluminense. 

NOTAS E REGISTROS DA AFL 

A edição traz, ainda, uma série de registros importantes da movimentação dos acadêmicos: 

UPPES: O acadêmico Erthal Rocha participou do projeto "Vozes da UPPES", gravando um depoimento histórico para os 80 anos da instituição. 

Poesia: A acadêmica Eurídice Hespanhol celebrou o 29º aniversário do grupo "Simplesmente Poesia", enquanto a acadêmica Licia Lucas foi homenageada em evento comemorativo do Movimento Mundial Dariano, em Miami. 

Educação: José Huguenin anunciou lançamentos focados em estudantes do Ensino Fundamental e Médio, dialogando literatura com conteúdos de ciência. 

FLIN: Foi confirmado que a AFL marcará presença na Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN), que ocorrerá em agosto.

O boletim encerra-se com o calendário de aniversariantes de julho, datas comemorativas e as informações da Diretoria da AFL, reafirmando seu compromisso com a memória, o registro histórico e a difusão cultural no Estado do Rio de Janeiro.

O "Boletras" nº 54 é, em suma, um espelho fiel da vitalidade institucional da Academia Fluminense de Letras em junho de 2026, reafirmando que, entre seus muros ou em visita pela cidade, a AFL mantém acesas as chamas da literatura e da cultura fluminense. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural