sexta-feira, 24 de julho de 2026

O NORDESTE É UM HINO DE AMOR CRÔNICA CULTURAL DE © ALBERTO ARAÚJO

Dizem que o Brasil começou pelo mar, mas a alma brasileira, essa nasceu no sertão. Ela não brotou das caravelas com seus panos rasgados pelo vento do Atlântico; ela ganhou forma e fôlego na terra vermelha, no calhau esturricado, na poeira fina que sobe aos céus quando o vento passa assobiando. O Nordeste não é apenas uma região geográfica delimitada por paralelos, mapas e divisas políticas. O Nordeste é, antes de tudo, um sentimento. Um estado de espírito que transborda, uma liturgia diária de resistência, uma poesia sem métrica estrita, mas de compasso perfeito. O Nordeste é um hino de amor. 

Um hino cantado em tom maior e menor, na mesma toada. Começa logo cedo, antes mesmo de o sol rasgar o horizonte com suas lâminas de fogo. O dia no Nordeste não amanhece manso; ele desponta com uma urgência luminosa. O galo canta no terreiro e a vida já se põe de pé, saudando a claridade com a mesma reverência com que o devoto saúda o altar. 

A neblina matinal que teima em cobrir os campos de cana na Zona da Mata ou a caatinga cinzenta do sertão profundo logo se dissipa, dando lugar a um azul do céu que parece não ter fim. É o primeiro verso dessa canção diária: a certeza de que, apesar da lida dura, o dia traz consigo a promessa de reinvenção. 

Haverá quem olhe para a secura do chão nordestino e enxergue apenas a ausência. Erro crassíssimo de quem só sabe amar o que é fácil, o que vem pronto e regado a abundância. O sertanejo, esse poeta de enxada e calo na mão, sabe que o amor verdadeiro não é aquele que encontra tudo pronto, mas aquele que constrói a beleza a partir do nada. Quando a seca aperta, quando os açudes descem ao fundo e a terra racha como a pele de um ancião sábio, é que o hino ganha seus acordes mais profundos. Não é um hino de desespero; é um canto de obstinação. É a prece silenciosa que sobe da terra em direção a São José, pedindo a graça da primeira chuva. E quando a chuva finalmente desponta, ah, quando o primeiro trovão ronca lá no alto e o cheiro da terra molhada sobe como incenso sagrado, o Nordeste inteiro se ajoelha em gratidão. A lama vira festa, o riacho vira canto, e a caatinga, antes cinza e austera, veste-se de um verde esplendoroso, numa ressurreição que desafia a própria morte. Se isso não é amor à vida, o que mais seria? 

Mas o Nordeste tem muitas caras, muitas vozes, muitas cores que se fundem num caleidoscópio fascinante. O amor aqui se manifesta de maneiras infinitas, mudando de sotaque e de paisagem a cada légua percorrida. 

Vá ao litoral e sinta o abraço do mar. Não é um mar qualquer; é o mar de águas mornas, esverdeadas e transparentes que banham recifes de corais seculares. É o mar das jangadas que cortam as ondas como grandes gaivotas de pano branco, levando o pescador para o seu romance diário com as profundezas. Nas praias de Pernambuco, do Ceará, da Paraíba, do Rio Grande do Norte, de Alagoas, de Sergipe, do Piauí e da Bahia, o vento alísio sopra histórias de navegantes, de lendas de Iemanjá, de promessas cumpridas na areia. As mulheres dos pescadores ficam na beira da praia, fitando o horizonte com os olhos cheios de esperança, tecendo redes e guardando saudades. O amor, ali, tem o sal da maresia e o ritmo compassado das ondas que vêm e vão, num eterno ciclo de partida e regresso. 

Entre na mata, embrenhe-se pelos tabuleiros, sinta o cheiro doce da umidade e da jaqueira madura. A Zona da Mata é o lado verde e farto dessa história, onde os canaviais balançam ao vento como um mar de esmeraldas. É a terra dos engenhos antigos, das usinas que cospem fumaça no céu, mas também é o berço do maracatu, do coco de roda, das festas de terreiro que misturam o sagrado e o profano numa comunhão única. Ali, o hino ganha o batuque pesado do alfaiá, o som estridente da cuíca, o brilho das lantejoulas nos trajes reais. É a alegria que transborda, o grito de liberdade que ecoa desde os tempos em que a senzala resistia sonhando com a aurora. 

E vá ao sertão. Ah, o sertão... O coração pulsante e indomável do Nordeste. É no sertão que o hino de amor atinge o seu tom mais dramático e sublime. É a terra de Antônio Conselheiro e de Lampião, de Padre Cícero e de tantos anônimos que fizeram da coragem a sua segunda pele. No sertão, o tempo parece caminhar mais devagar, obedecendo ao ritmo do sol e da lua. As casas coloridas de caiadura nas vilas poeirentas parecem sorrir para quem passa. E a hospitalidade? Ah, a hospitalidade do sertanejo é um monumento à dignidade humana. Por mais pobre que seja a mesa, há sempre um lugar para o forasteiro. O café quente servido numa xícara esmaltada, o pedaço de queijo coalho tostado na chapa, a rapadura doce que desmancha na boca, tudo é oferecido com uma generosidade que desarma qualquer desconfiança. "Sente-se, puxe um banquinho, puxe uma prosa", diz o anfitrião, como se o visitante fosse da família desde sempre. 

O Nordeste é uma terra que pensa em versos. Seria impossível separar a identidade nordestina da sua literatura oral e escrita, da sua música que embala o Brasil inteiro. O cancioneiro nordestino é a partitura oficial desse hino de amor. 

Pense no fole de oito baixos de uma sanfona chorosa. Quando o sanfoneiro aperta o fole e tira dali os primeiros acordes de um xote, de um baião ou de um xaxado, o chão parece tremer de emoção. É a voz de Luiz Gonzaga, o eterno Lua, que continua ecoando nos terreiros, nas feiras livres, nos corações de quem ama a boa terra. "O gibão do vaqueiro", "A Volta do Asa Branca", "Xote das Meninas", não são apenas canções; são crônicas afetivas de um povo que aprendeu a transformar a dor em beleza. A sanfona chora, mas o povo dança. O fole ronca, mas o pé arrasta o chão com alegria. É a resiliência transformada em arte. 

E o que dizer dos repentistas e violeiros que duelam com versos de improviso sob a sombra de uma juazeiro? Duas violas afinadas, duas mentes brilhantes que criam rimas ricas e métricas perfeitas na velocidade do pensamento. Eles falam de amor, de política, de seca, de fé, de saudade. O desafio na viola é um ato de amor à palavra, um duelo onde o vencedor é sempre a poesia.

Nas feiras livres, verdadeiros corações pulsantes das cidades nordestinas, esse hino se materializa em cores e cheiros. Lá estão os cordéis pendurados em cordadores de barbante, com suas xilogravuras rústicas contando histórias de milagres, de assombrações, de valentões e de amores impossíveis. Ao lado, as barracas de ervas medicinais, de farinha d'água crocante, de carne de sol, de rapadura e de artesanato em barro feito pelas mãos mágicas do Alto do Moura ou de Juazeiro do Norte. Cada boneco de barro modelado por Mestre Vitalino e seus seguidores carrega um pedaço da alma do povo: o trabalhador na lida, a rendeira debruçada sobre o bilro, a mãe embalando o filho, o violeiro cantando ao luar. 

Amar o Nordeste exige coragem, porque a história desta região também foi escrita com sangue, suor e lágrimas. O Brasil deve ao Nordeste a sua fundação econômica, cultural e espiritual, mas muitas vezes pagou essa dívida com o esquecimento, com o preconceito, com a seca tratada com descaso político. 

Milhares de filhos desta terra tiveram que arrumar suas vidas em malas de papelão e pegar o pau-de-arara rumo ao Sul e ao Sudeste, empurrados pela fome e pela falta de oportunidades. Quantas "Asas Brancas" não voaram chorando, deixando para trás o terreiro, a mãe idosa, o amor da juventude? A saudade, essa palavra que só o português traduz com tanta precisão, mas que no Nordeste ganha um peso físico, virou companheira inseparável de milhões de retirantes. 

No entanto, mesmo na distância, o amor pelo Nordeste não esmaece; pelo contrário, agiganta-se. O nordestino na diáspora guarda o sotaque como um tesouro sagrado, cultiva a culinária na panela de barro improvisada na metrópole fria, e sonha com o dia do retorno. E quando volta, seja nas férias de fim de ano, seja na aposentadoria, beija o chão de sua terra natal com a mesma devoção de um peregrino que chega a Jerusalém. A terra natal o acolhe de volta, porque o Nordeste nunca esquece os seus filhos. Ele é uma mãe generosa que abre os braços largos e diz: "Ainda bem que você voltou, meu filho".

O Nordeste é um hino de amor porque ele nos ensina que a alegria não depende da fartura material, mas da intensidade com que se vive cada instante. Ensina que um prato de pirão com carne de sol partilhado entre amigos tem mais valor do que qualquer banquete solitário. Ensina que a música pode nascer do choro e que a esperança é uma planta que brota mesmo na pedra mais dura. 

Olhar para o Nordeste é olhar para o melhor de nós mesmos. É redescobrir a capacidade de se encantar com um pôr do sol dourado sobre o Rio São Francisco, de se emocionar com a procissão de velas na festa da padroeira, de gargalhar com as piadas contadas na calçada ao frescor da brisa da noite. 

Que este hino continue a ser entoado por gerações e gerações, nas vozes dos poetas, no toque das sanfonas, no pisar firme dos dançarinos de frevo, no silêncio contemplativo do sertanejo ao entardecer. Porque enquanto houver um coração que ame esta terra vermelha e azul, o Nordeste continuará a ser o que sempre foi e sempre será: a mais bela, vibrante e eterna declaração de amor escrita na história do Brasil.

© Alberto Araújo

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MEMÓRIAS DA FLIP 2026: ENCONTROS, LETRAS E AFETOS - PRESIDENTES LUIZA LOBO E MÁRCIA SCHWEIZER


A Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) suplanta o formato tradicional de um evento literário: ela se consolida, ano após ano, como o maior território de encontro, escuta e resistência da comunidade cultural brasileira. Entre os casarões coloniais, as ladeiras de pedra pé-de-moleque e o balé suave das marés, o tempo parece desacelerar para dar lugar à palavra viva e pulsante. Mais do que os debates acadêmicos nas mesas oficiais, a verdadeira magia de Paraty acontece nas esquinas, nos abraços apertados e nas trocas genuínas entre quem cria, edita, publica e vive a literatura em sua essência mais profunda.

Neste cenário de celebração das artes e das ideias, reunir em um mesmo registro a sensibilidade e a força literária de Luiza Lobo, Márcia Schweizer, Regina Guimmaraes, Edir Meirelles, Tchello d'Barros, Fernanda Lessa e Eduardo Lacerda, editor à frente da infatigável Editora Patuá, é coroar a vitalidade da nossa literatura contemporânea. Cada um desses nomes carrega, em suas trajetórias ímpares, um pedaço precioso da alma desta festa. Seja na poesia que transborda em versos livres, na prosa que desafia o cotidiano, na crítica arguta ou na coragem incansável de abrir espaço para novas vozes no cenário editorial independente, eles traduzem a multiplicidade do Brasil criativo.

Para a nossa comunidade cultural, a presença e a comunhão desses autores e editores em Paraty reafirmam que a literatura não é apenas um objeto de consumo, mas um pacto social de afeto e memória. Escrever pode até parecer um ato solitário no silêncio do gabinete, mas é nos encontros vibrantes como a FLIP que compreendemos a sua verdadeira dimensão: a literatura é, acima de tudo, um abraço coletivo que nos mantém vivos e unidos. 

© Alberto Araújo

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Fernanda Lessa, o editor da Patuá Eduardo Lacerda e a presidente da UBE RJ Luiza Lobo.
Dia 24 de julho de 2026.



 

TRANSFORME SUA PAIXÃO EM IMPACTO COM O RAISE FOR ROTARY!

Já pensou em usar aquela data especial ou um desafio pessoal para mudar vidas ao redor do planeta? Com o Raise for Rotary, a ferramenta oficial de captação de recursos entre pares da Fundação Rotária, isso é totalmente possível. 

Desde o seu lançamento, a comunidade rotária já mobilizou mais de 4.000 campanhas para celebrar aniversários, maratonas, conquistas e momentos marcantes. Juntos, esses esforços coletivos ultrapassaram a marca de US$ 3,5 milhões, fortalecendo frentes vitais como: 

O Fundo PolioPlus, na reta final para a erradicação da poliomielite. 

O Fundo Mundial e as Áreas de Enfoque, que financiam projetos sustentáveis de longo prazo. 

O Fundo de Assistência em Casos de Desastres, oferecendo socorro imediato a comunidades atingidas por tragédias. 

Quer saber como participar? 

Criar sua própria página de arrecadação é simples e rápido. Para tirar dúvidas ou conhecer o passo a passo, acesse a seção de perguntas frequentes da plataforma ou entre em contato diretamente com a equipe pelo e-mail raise@rotary.org 

O Raise for Rotary (Arrecade para o Rotary) é uma ferramenta oficial e legítima da Fundação Rotária.

Trata-se de uma plataforma oficial de captação de recursos entre pares (peer-to-peer), desenvolvida para que associados, clubes e apoiadores possam criar campanhas de arrecadação personalizadas para apoiar as iniciativas da organização em ocasiões especiais, como aniversários, conquistas pessoais, desafios esportivos ou homenagens. 

Gestão Institucional: A plataforma é mantida e monitorada diretamente pelo Rotary International, contando com páginas dedicadas no site oficial da organização e canais de atendimento próprios, como o e-mail institucional raise@rotary.org. 

Destino dos Recursos: Todo o montante arrecadado através das páginas criadas pelos usuários é direcionado integralmente para os fundos oficiais da Fundação, como o Fundo PolioPlus, o Fundo Mundial e o Fundo de Assistência em Casos de Desastres.

Uso Global: É amplamente utilizada por rotarianos ao redor do mundo para mobilizar suas redes de amigos e familiares em prol de causas humanitárias. 

Não importa a causa ou a ocasião que você escolha celebrar: cada contribuição captada é um passo a mais para ampliarmos o nosso legado de transformação global.




 

A LITERATURA BRASILEIRA BRILHA INTENSAMENTE NA FLIP 2026!

 

Nesta sexta-feira, 24 de julho, a Casa Gueto da Editora Patuá, localizada na Rua Benedito Telmo Coupê, 277 (Rua Fresca), em Paraty é o palco de um encontro literário imperdível promovido pela UBE-RJ.

 

A programação reúne autores de grande talento em sessões de autógrafos que celebram a diversidade da nossa cultura.

 

Às 14h, o público confere os lançamentos de Tchello d'Barros, Edir Meirelles e Fernanda Lessa Pereira.

 

Logo depois, às 15h, a festa literária continua com as obras de Luiza Lobo, Marcia Schweizer e Regina Guimmarães.

 

E as boas notícias não param por aí! Anote na agenda: no dia 27 de agosto, das 16h às 19h, teremos um instigante seminário na Casa Dirce da UERJ, abordando temas fascinantes como ficção científica, a obra de Jorge Luis Borges e a superação da teoria do Big Bang.

 

Venha prestigiar esses encontros que unem a força da palavra, a ciência e a arte. Sua presença é fundamental para celebrar a cultura brasileira em grande estilo!

 

© Alberto Araújo

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MENSAGEM DE AGRADECIMENTO DE ALBERTO ARAÚJO

Meus caros amigos e companheiros, esta mensagem é para os que ainda não viram o meu agradecimento. Retorno a este espaço mais uma vez, porque continuo recebendo inúmeras manifestações de carinho. 

Receber tantas demonstrações genuínas de afeto e amizade neste dia tem sido uma das maiores dádivas da minha vida. Diante de um volume tão comovente de mensagens, ligações e gestos de apreço, torna-se humanamente impossível responder a cada um individualmente com a devida e merecida atenção. No entanto, quero que sintam este abraço caloroso estendido a todos os corações que iluminaram a minha data e tornaram este momento inesquecível. 

"A gratidão não é só a maior das virtudes, mas a mãe de todas as outras." — Marco Túlio Cícero 

Quando o tempo ganha essa cor de afeto, percebemos que a nossa vivência dele não é medida apenas pelos anos que passam, mas pelas memórias que construímos e pelas presenças inestimáveis que cultivamos ao longo do caminho. Cada palavra dedicada, cada sorriso compartilhado e cada lembrança enviada foram como sementes de alegria plantadas no meu dia, gerando uma colheita abundante de paz e felicidade.

Saber que a nossa caminhada é compartilhada com pessoas tão especiais, que valorizam a poesia do bem e a união fraternal, torna a jornada infinitamente mais leve e luminosa. Muito obrigado, de todo o coração, por tornarem esta travessia tão rica, significativa e cheia de sentido. 

Que possamos continuar navegando juntos pelos mares da vida, celebrando as nossas conquistas, superando os desafios com esperança e fortalecendo cada vez mais os laços nobres que nos unem! 

Um abraço fraterno e cheio de gratidão, 

© Alberto Araújo

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23 de julho de 2026



REVISTA DE DIREITO DO TJRJ DEBATE A NATUREZA JURÍDICA DA POSSE

A Revista de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em sua edição nº 128, publicou o artigo “Reflexões acerca da posse como direito subjetivo real na Era Hipermoderna e seus consectários”, de autoria do desembargador aposentado do TJRJ e professor titular da Universidade Federal Fluminense (UFF), Sérvio Túlio Santos Vieira. No estudo, o autor propõe uma releitura da natureza jurídica da posse e sustenta que ela não constitui apenas um poder de fato sobre um bem, mas um verdadeiro direito subjetivo real.

Tema recorrente no Direito Civil, a natureza jurídica da posse continua a despertar debates na doutrina e na prática jurídica. A partir desse panorama, o autor examina a legislação brasileira, institutos do direito comparado e diferentes correntes doutrinárias, apresentando uma reflexão sobre o enquadramento da posse no âmbito dos direitos reais.

O artigo examina teorias clássicas que influenciam o estudo da posse e apresenta argumentos para sustentar que a evolução do ordenamento jurídico brasileiro aponta em direção diversa. Segundo o autor, a proteção conferida ao possuidor, a possibilidade de defesa judicial e extrajudicial da posse, a produção de efeitos patrimoniais relevantes e até mesmo sua conversão em propriedade por meio da usucapião são elementos que aproximam a posse dos direitos reais.

Além de apresentar uma reflexão teórica, o artigo reúne fundamentos doutrinários, legislativos e de direito comparado relacionados aos direitos reais, à regularização fundiária, à usucapião e aos conflitos possessórios.

Para acessar a íntegra do artigo e conhecer em detalhe os argumentos desenvolvidos pelo autor, basta visitar a página da Revista de Direito do TJRJ no Portal do Conhecimento, onde também estão disponíveis artigos doutrinários, jurisprudência, súmulas, precedentes e enunciados do CEDES.

Clicar no link: 

https://www3.tjrj.jus.br/ojs/RevistadeDireito/issue/view/24/23





 

A SINFONIA DA AMIZADE: QUANDO A NOITE SE FEZ POESIA NO ROTARY CLUB DE NITERÓI

A amizade, em sua essência mais profunda, não é apenas um laço que o tempo afaga, mas uma arquitetura invisível que edifica a nossa morada no mundo. É o refúgio onde a alma descansa e encontra eco para os seus sentimentos mais genuínos. E foi exatamente essa arquitetura do afeto que se materializou em uma noite que já nasceu eterna na memória do Rotary Club de Niterói. 

Envolvidos pela presença fiel dos corações rotarianos e amigos da instituição, celebramos os tesouros que dão sentido à nossa jornada: o Dia do Amigo, a reverência aos avós, fontes perenes de amor e sabedoria e a alegria contagiante dos aniversariantes do mês. Sob a batuta do bem-querer, a programação transbordou generosidade com um animado bingo em prol da Fundação Rotária, tecido com todo o esmero pela companheira Regina Pinho, transformando a descontração em sementes de solidariedade para causas maiores. 

Na mesma noite em que o presente se encheu de luz, plantamos também as sementes do amanhã. Realizamos a eleição que conduziu o estimado rotariano Gustavo Pinto Poeys à presidência para a gestão 2027-28, renovando o sagrado compromisso do clube com a perenidade de sua missão de servir e elevar o ideal rotário. 

Olhando as fotografias e o vídeo postados por Cidinha Amim e Vera Conhasca, que vieram iluminar o nosso grupo de WhatsApp como fagulhas de alegria, é impossível não ser tomado por uma onda de puro lirismo ao reviver a 3ª Reunião Festiva. Mais do que um marco no calendário, o que se revelou diante de nossos olhos foi uma verdadeira ode à fraternidade, embalada pela brisa mansa de nossa amada Niterói e realizada em 23 de junho de 2026. 

A alma dessa celebração encontrou seu compasso supremo nas cordas sensíveis do violão do companheiro Clerio Junior. Seus acordes foram convites irrecusáveis à felicidade, dando vida a uma calorosa roda de samba, daquelas que dissolvem qualquer sombra e nos lembram a beleza de caminhar lado a lado. Ali, entregues à magia da música, os companheiros deixaram que a arte varresse do peito qualquer vestígio de solidão. 

Em volta da harmonia sonora, as vozes se entrelaçaram em um abraço coletivo de pura cumplicidade. O presidente Paulo Corrêa Belchior uniu seu entusiasmo contagiante ao canto, acompanhado de perto pela cadência de Renato Lobato e Justiniano Conhasca, enquanto a doçura e a força vocal de Maria Panait e Cidinha coloriam o ar com os acordes sublimes da segunda voz. Cada verso entoado transformou-se em um brinde à existência, aos laços que escolhemos cultivar e aos sorrisos que iluminam a nossa estrada. 

Nenhuma imagem é capaz de capturar inteiramente o eco do riso solto ou o calor físico de um abraço sincero, mas os registros que circularam entre nós foram o espelho fiel de uma noite verdadeiramente maravilhosa. Ficou evidente que o verdadeiro "impacto duradouro" que buscamos floresce exatamente nesses instantes de partilha pura, onde o companheirismo se veste de poesia e a amizade se faz morada.

Parabéns aos homenageados, aos aniversariantes e ao querido presidente eleito! Que a amizade, o companheirismo e o irreprimível espírito de servir continuem guiando, como faróis, a nossa caminhada rotária. 

Créditos das fotos e vídeos: Cidinha Amim, Vera Conhasca. 

© Alberto Araújo

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(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)