Quarenta anos após sua estreia, o
clássico “Top Gun: Ases Indomáveis” volta a ser exibido nos cinemas em uma
programação especial que inclui também a sequência “Top Gun: Maverick”. A
iniciativa da Paramount Pictures não é apenas uma celebração de aniversário,
mas um reconhecimento do papel que o filme desempenhou na cultura pop desde
1986.
Com cenas aéreas que revolucionaram o
gênero de ação, estética marcante e uma trilha sonora premiada com o Oscar, Top
Gun se tornou símbolo de uma geração. Mais do que um sucesso de bilheteria, o
longa ajudou a moldar a imagem de Tom Cruise como astro de Hollywood e
consolidou o fascínio do público por histórias de coragem e rivalidade nos
céus.
O relançamento chega em um momento de
renovação da franquia: além da exibição dupla, a Paramount confirmou a produção
de um terceiro capítulo, anunciado na CinemaCon em Las Vegas. O roteiro ficará
a cargo de Ehren Kruger, que já participou da escrita de Top Gun: Maverick,
filme que conquistou crítica e público em 2022.
O impacto de Top Gun vai além das
telas. O filme influenciou moda, música e até o imaginário militar, tornando-se
referência cultural nos anos 80 e permanecendo relevante até hoje. A volta aos
cinemas reforça esse elo entre passado e presente, permitindo que novas
gerações conheçam a obra em sua forma original, enquanto os fãs veteranos
revivem a emoção de ver Maverick e Goose nos céus.
Em Belo Horizonte, as sessões
acontecem nos principais shoppings da cidade, como Pátio Savassi, BH Shopping,
Boulevard, Del Rey e Ponteio Lar Shopping.
No Rio de Janeiro, as sessões de “Top
Gun: Ases Indomáveis – 40º Aniversário” acontecem em cinemas da rede Cinemark e
Kinoplex, enquanto em Niterói o filme está em cartaz no Plaza Shopping Niterói.
Assim, tanto cariocas quanto niteroienses podem assistir ao clássico em salas
modernas e com diferentes formatos de exibição.
SESSÕES NO RIO DE JANEIRO
Cinemark Downtown – Barra da Tijuca
Cinemark Botafogo Praia Shopping –
Botafogo
Kinoplex Leblon – Shopping Leblon
Kinoplex Tijuca – Shopping Tijuca
UCI New York City Center – Barra da
Tijuca
Essas redes oferecem sessões em
formatos variados como IMAX, VIP, Legendado e Dublado, garantindo opções para
diferentes públicos.
Sessões em Niterói
Plaza Shopping Niterói – Rua XV de
Novembro, 8, Centro
O Plaza Shopping concentra as
exibições na cidade, com salas modernas e programação especial para o
relançamento do clássico.
Dicas para os fãs
Ingressos podem ser adquiridos pelo
site da Ingresso.com ou diretamente nos aplicativos dos cinemas.
Vale conferir os horários de sessões
em IMAX para uma experiência mais imersiva, especialmente nas cenas aéreas
icônicas.
Para quem deseja reviver a nostalgia
completa, muitas salas estão exibindo “Top Gun: Maverick” junto ao clássico de
1986.
Edital
de chamamento para artistas de todo o país já está no ar; edição deste ano
apresenta o tema “inteligências na era do calor”
Artistas
visuais de todo o Brasil estão convocados a se inscreverem no novo edital de
chamamento à Residência Artística do Museu do Amanhã, equipamento cultural da
Prefeitura do Rio de Janeiro sob gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e
Gestão. A proposta conceitual nasce a partir do elemento fogo, pensando seu
aspecto ambivalente, e articula reflexões sobre debates contemporâneos com
temáticas como fluxos de dados e as múltiplas camadas em torno da inteligência
artificial. As inscrições estão abertas até o dia 15 de maio de 2026 no site
oficial da instituição. O programa, uma iniciativa do Laboratório de Atividades
do Amanhã (LAA,) é apresentado pelo Itaú.
Com
o curador Lucas Albuquerque, o tema “Inteligências na era do calor” centra-se
no aspecto incendiário e irrefreável das novas tecnologias. O programa tem o
intuito de investigar como as imposições algorítmicas, os novos modelos de
linguagem e os parentescos entre o humano e o não-humano produzem novas
sensibilidades estéticas diante de uma urgência tecnológica e climática. A
residência promove o desenvolvimento de projetos, visitas a galerias e
plataformas independentes, além de sessões regulares de discussão e networking.
"O
programa de residência é um espaço aberto, onde a reflexão, experimentação e
materialidades se entrelaçam de maneira dinâmica. A ideia do Laboratório do
Museu do Amanhã é fomentar pesquisas e projetos que provoquem uma reflexão
holística sobre como a arte pode caminhar e refletir sobre o calor propiciado
pelo consumo voraz de informação e o aquecimento do ecossistema
tecnológico", afirma Milena Godolphim, coordenadora do Laboratório de
Atividades do Amanhã.
O
júri de 2026 é composto por Froiid, Cleyton Santanna e Ariana Nuala. Ao lado da
curadoria, eles serão responsáveis por selecionar seis artistas, contemplando
de forma plural o território nacional: 1 do Rio de Janeiro, 1 do Sudeste, 1 do
Norte, 1 do Nordeste, 1 do Centro-Oeste e 1 do Sul. O requisito básico para a
candidatura é ter a partir de 18 anos de idade e no mínimo três anos de
produção artística comprovada. A residência presencial ocorre em cinco semanas,
a partir de 17 de agosto, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
Uma
das grandes novidades desta edição é o projeto Arquivo Piroceno, criado com o
objetivo de tornar públicas as discussões acerca do programa. O Museu produzirá
uma série de vídeos voltada ao debate sobre algoritmos e as novas inteligências
na arte contemporânea, trazendo mentores convidados como Gabriel Massan, Luiza
Crossman e Roberta Carvalho, que compartilharão seus processos e pesquisas nos
canais oficiais do Museu no YouTube.
"Acredito
que esta residência dentro do Museu do Amanhã é uma oportunidade ímpar para
pensar mundos em que o orgânico e o inorgânico se cruzem. Esperamos que o
programa sirva como uma plataforma para que os artistas investiguem onde reside
a invenção no artificial, bem como o papel e a singularidade da arte quando
esta é colocada em xeque pelas novas dinâmicas da dadosfera", ressalta Lucas
Albuquerque, curador convidado da edição 2026 do projeto.
Residência
Artística do Museu do Amanhã 2026:
CRONOGRAMA:
Encerramento
das inscrições: 15 de maio
Residência
online: 27 de julho a 7 de agosto
Residência
presencial: a partir de 17 de agosto, no Museu do Amanhã, RJ
O
Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão — idg. O
projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto
com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo
bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, por meio
da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, conta com o Itaú como
patrocinador estratégico, Shell, Vale e Motiva como mantenedores e
patrocinadores que inclui IBM e TAG. Tem a Globo como parceiro estratégico,
copatrocínio da Águas do Rio, Heineken e Saint-Gobain, apoio da Bloomberg,
Engie, B3, White Martins, Caterpillar, Granado, Mattos Filho, EMS e Porto.
Através da Lei de Incentivo Municipal tem o apoio da Accenture e Fitch Ratings
e conta com a parceria de mídia da Rádio Mix, NovaParadiso, JB FM, Revista
Piauí, Folha de S.Paulo e Canal Curta ON.
Sobre
o idg
Há
25 anos, o idg atua na gestão e desenvolvimento de projetos culturais,
ambientais e educacionais. Une conhecimento, inovação, criatividade e ousadia
para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam
experiências.
Guiado
pelo propósito de esperançar futuros possíveis, implementou e gere o Museu do
Amanhã e o Museu do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro; o Museu das Favelas e o
programa CultSP PRO, em São Paulo; o Paço do Frevo, no Recife; e o Museu das
Amazônias, em Belém. Também é gestor operacional do Fundo da Mata Atlântica, no
Rio de Janeiro.
A ADABL - ASSOCIAÇÃO DOS
DIPLOMADOS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS convida seus associados,
parentes e amigos, para sua Reunião do mês de maio de 2026, a realizar-se no
dia 27 de maio de 2026-quarta-feira, das 10 às 12h, na SALA JOSÉ DE ALENCAR DA
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, CASA DE MACHADO DE ASSIS, PALÁCIO AUSTREGÉSILO
DE ATHAYDE, localizada à AV. Presidente Wilson, 203/Castelo.
Posse Acadêmica INFANTO-JUVENIL.
Homenagens a Pessoas que contribuíram para a Cultura de nosso país; Mérito
Cultural Austregésilo de Athayde a Jornalista CLAUDIA CATALDI e a Psicóloga
NANCI GARRIDO, que nos blindará com a palestra: “TRAVESSIA DE ANTEPASSADOS AOS
DESCENDENTES” – O papel da trajetória da Mulher como Mãe, trabalhadora e
transmissora de valores. O ACADÊMICO IMORTAL DA ABL, GODOFREDO DE OLIVEIRA NETO
nos apresenta a palestra do seu último livro, “Ana e a margem do rio: confronto
linguístico e de civilizações.”
Homenagem às MÃES participe tomando UM CAFÉ DA MANHÃ com os presentes.
No dia 09 de maio de 2026, sábado, o projeto
editorial Niterói Livros foi reconhecido em São Paulo com a Comenda Sociedade,
Paz e Educação, concedida pela Universidade Guarulhos. A honraria celebra mais
de três décadas de dedicação à literatura, às artes e à cultura, consolidando
Niterói como referência nacional no incentivo à leitura e na valorização da
memória local.
O diretor Jordão Pablo de Pão recebeu a distinção e
compartilhou, durante o 4º Festival Literário da UNG, a trajetória e a
metodologia que transformaram o projeto em um verdadeiro elo entre escritores,
leitores e a cidade.
Nos últimos anos, Niterói Livros tem promovido
iniciativas que aproximam o público da literatura: da Festa Literária
Internacional de Niterói, que reuniu mais de 20 mil pessoas, aos circuitos de
escrita e saraus que ocupam os espaços culturais da cidade.
Mais do que um prêmio, essa conquista é um
reconhecimento de que o livro continua sendo uma poderosa ferramenta de
transformação social.
Hoje,
13 de maio, o Focus Portal Cultural celebra a força da palavra e da memória com
uma homenagem ao poema A Compaixão e o Pranto da Virgem na Morte do Filho,
escrito por José de Anchieta nas areias de Ubatuba. Mais do que um texto
devocional, esta obra é um marco da sensibilidade literária que moldou os
primeiros passos da cultura brasileira.
Anchieta,
poeta, educador e humanista, transformou o sofrimento e a ternura em linguagem
universal. Seu poema, composto em latim e traduzido para o português, é um
retrato da dor e da esperança humanas, uma meditação sobre o amor, a perda e a
transcendência. Nele, o autor une o rigor clássico à emoção profunda, criando
uma ponte entre o mundo espiritual e o sentimento humano.
A
data de hoje, tradicionalmente associada à Nossa Senhora de Fátima,
inspira uma reflexão sobre o poder simbólico da compaixão. No contexto
cultural, ela nos convida a olhar para Anchieta não apenas como missionário,
mas como artista da palavra, capaz de transformar fé em arte e dor em beleza.
O
poema é também um testemunho da fusão entre culturas: o latim europeu e o solo
americano, o pensamento renascentista e o coração indígena. Escrito à
beira-mar, ele ecoa como um cântico que atravessa séculos, lembrando que a arte
nasce do encontro entre o humano e o eterno.
Hoje,
revisitamos Anchieta como símbolo de diálogo e criação, um homem que fez da
poesia um gesto de união e da compaixão um idioma universal.
Nas
ondas de Ubatuba, sua voz ainda ressoa, não como prece, mas como cultura viva,
que continua a inspirar quem busca beleza e sentido nas palavras.
São
José de Anchieta, considerado o apóstolo do Brasil, canonizado pelo Papa Francisco
em 03 de abril 2014. Enviado em missão para o Brasil antes de completar 20
anos, padre Anchieta é o maior expoente do grupo de jesuítas que deram a vida
pela catequização dos índios e pela evangelização primordial do país. Entre
muitos episódios da vida dele, tornou-se conhecida sua prisão por cinco meses,
quando esteve refém dos índios tamoios, em 1563. Durante esse período, escreveu
nas areias da praia de Iperoig, hoje praia do Cruzeiro em Ubatuba, um poema
dedicado a Maria, com quase 5 mil versos.
O
poema de José de Anchieta, De Compassione et Planctu Virginis in Morte Filii
(“A Compaixão e o Pranto da Virgem na Morte do Filho”), é uma obra escrita
originalmente em latim e depois vertida para o português. Ele descreve, em tom
profundamente lírico e devocional, a dor da Virgem Maria diante da Paixão e
morte de Cristo.
A
COMPAIXÃO E O PRANTO DA VIRGEM NA MORTE DO FILHO - (São
José de Anchieta)
Minha
alma, por que dormes em tão pesado sono?
Não
te move o pranto da Mãe aflita,
Que
chora a morte cruel do Filho amado?
Ela
se consome ao ver suas chagas,
E
por onde olha, vê Jesus ensanguentado.
Olha-O
prostrado diante do Pai eterno,
Suando
sangue por todo o corpo.
Olha
a turba que O trata como ladrão,
Pisando-O,
amarrando mãos e pescoço.
Diante
de Anás, cruel soldado O esbofeteia;
Diante
de Caifás, suporta escárnios e socos.
Não
desvia o rosto, nem resiste ao golpe,
Deixa
arrancarem sua barba com violência.
Olha
o carrasco dilacerando sua carne,
Olha
os espinhos rasgando sua fronte,
O
sangue correndo pela face pura e bela.
Vê-O
carregando o peso da cruz,
Com
o corpo já ferido e exausto.
Vê
as mãos inocentes pregadas no lenho,
Vê
os pés atravessados por cravos cruéis.
Eis
o Senhor suspenso no madeiro,
Pagando
com sangue o crime antigo.
Do
peito aberto corre sangue e água.
Mas
todas essas chagas são também da Mãe,
Pois
quanto sofreu o Filho inocente,
Tanto
suportou o coração compassivo da Virgem.
Procura,
alma, o Coração da Mãe de Deus,
Que
regou o solo com lágrimas,
Enquanto
o Filho tingia o caminho com sangue.
Se
tanta dor não admite consolo,
É
porque a morte levou a vida da sua vida.
Ao
menos chora tuas culpas,
Pois
foram elas a causa da morte cruel.
Ó
Mãe, tua vida se foi com o Filho,
Teu
coração foi rasgado pela lança,
E
todas as dores que Ele sofreu na cruz
Tu
também carregaste em silêncio.
Mas
por que vives ainda, se Deus morreu?
Porque
o amor divino te sustentou,
Para
que pudesses suportar mais dores.
Eis
que a lança cruel rasga o peito do Filho,
E
também o teu coração compassivo.
Era
a última dor que faltava,
A
ferida que guardarias para sempre.
Ó
chaga sagrada, feita não só pelo ferro,
Mas
pelo excesso do amor divino!
Ó
fonte que jorra do Paraíso,
Ó
porta do Céu, torre de refúgio!
Ó
rosa perfumada da virtude divina,
Ó
joia que dá ao pobre um trono no Céu!
Ó
doce ninho das pombas castas,
Ó
ferida que inflama os corações com amor!
Por
ti, Mãe, o pecador encontra esperança,
Por
ti caminha ao lar da bem-aventurança.
Ó
morada de paz, ó fonte eterna de vida!
Esta
ferida é só tua, ó Mãe,
Somente
tu sofres, somente tu a podes dar.
Permite-me
entrar nesse peito aberto,
Para
viver no Coração do meu Senhor.
Ali
encontrarei repouso e morada,
Ali
lavarei minhas culpas no sangue,
Ali
purificarei minha alma na água.
Ali
viverei dias doces,
Ali
morrerei com alegria.
ESTRUTURA E TEMAS PRINCIPAIS
Invocação
inicial: O poeta
chama sua própria alma a despertar e contemplar o sofrimento da Mãe diante da morte
cruel do Filho.
Paixão de
Cristo:
Anchieta descreve cada etapa da Paixão, suor de sangue, prisão, escárnios,
flagelação, coroação de espinhos, crucifixão e a lança que transpassa o peito
de Jesus.
Dor da
Virgem: Maria
sofre em seu coração todas as chagas do Filho, partilhando espiritualmente cada
golpe e cada ferida.
União
inseparável: O poema
insiste que a vida de Cristo e a vida de Maria eram uma só; por isso, a morte
do Filho é também a morte interior da Mãe.
Ferida do
coração: A lança
que abre o peito de Jesus é também a ferida mística no coração de Maria,
transformada em fonte de consolo e esperança para os fiéis.
Símbolos
místicos:
Anchieta compara a ferida ao “rio do Paraíso”, à “porta do Céu”, à “rosa
divina”, ao “porto seguro”, imagens que elevam o sofrimento à dimensão da
salvação.
Conclusão
devocional: O poeta
pede para entrar nesse Coração aberto, viver e morrer nele, encontrando
repouso, purificação e vida eterna.
**********************
ESTROFE
POR ESTROFE COMENTADA
Invocação
inicial
“Minha
alma, por que dormes em tão pesado sono?”
Anchieta
começa chamando sua própria alma a despertar. É um convite à meditação: não se
pode ficar indiferente diante da dor da Mãe e da Paixão do Filho.
Paixão
de Cristo
O
poeta descreve cada etapa da Paixão: suor de sangue, prisão, escárnios,
flagelação, espinhos, cruz, cravos e lança.
Aqui
vemos a tradição medieval da meditatio passionis, que convida o fiel a
contemplar cada detalhe do sofrimento de Cristo.
Dor
da Virgem
“Pois
quanto sofreu aquele corpo inocente, tanto suporta o coração compassivo da
Mãe.”
Maria
participa misticamente de todas as dores do Filho. Anchieta mostra a união
inseparável entre os dois corações.
UNIÃO
INSEPARÁVEL
A
vida de Cristo e a vida de Maria eram uma só. Por isso, a morte do Filho é
também a morte interior da Mãe.
Esse
é o núcleo da espiritualidade mariana: Maria não é apenas espectadora, mas co-sofredora.
FERIDA
DO CORAÇÃO
A
lança que abre o peito de Jesus é também a ferida mística no coração de Maria.
Anchieta
transforma essa dor em símbolo de salvação: a ferida é fonte de consolo,
esperança e acesso ao Coração de Cristo.
Símbolos
místicos
Anchieta
usa imagens poéticas:
“Rio
do Paraíso” → a água que jorra do peito aberto.
“Porta
do Céu” → a ferida como caminho para a eternidade.
“Rosa
divina” → Maria como flor da virtude.
“Porto
seguro” → refúgio contra os perigos da vida.
São
metáforas que elevam o sofrimento à dimensão da redenção.
CONCLUSÃO
DEVOCIONAL
“Dá-me
acalentar neste peito aberto pela lança, para que possa viver no Coração do meu
Senhor.”
O
poeta termina pedindo para entrar nesse Coração aberto, viver e morrer nele. É
uma oração de entrega total.
SENTIDO
ESPIRITUAL
O
poema é uma verdadeira meditação mística: Anchieta convida o fiel a unir-se à
dor de Maria para encontrar acesso ao Coração de Cristo.
A
ferida da lança, que parece derrota, torna-se porta de salvação.
Maria
é apresentada como Mãe Dolorosa, mas também como refúgio e esperança para todos
os que buscam consolo.
SOBRE
A PINTURA - Poema à Virgem Maria. Pintura de Benedicto Calixto, 1901.
O
quadro retrata José de Anchieta escrevendo Poema à Virgem na praia de Iperoig
em Ubatuba, enquanto estava prisioneiro dos Tamoios. O poema, com mais de 6 mil
estrofes, é considerado o maior poema mariano já escrito.O poema foi escrito em latim por volta de
1563, durante um período de negociação de paz entre os portugueses e os
indígenas. O poema foi posteriormente transcrito em 4.172 versos.
*****************************
Rivo Giannini disse: Parabéns Alberto,
Anchieta foi uma grande expressão do humanismo. Junto com Manoel da Nóbrega,
Frei Vicente do Salvador e Aspicuelta Navarro foram os Pioneiros da educacao no
Brasil um ciclo que durou 350 anos. Texto excelente e oportuno para os dias
cinzentos que vivemos. Rivo.
*******************
Olá, amigo Rivo, Muito
obrigado pelas palavras generosas. É realmente inspirador perceber como
presenças como Anchieta, Manoel da Nóbrega, Frei Vicente do Salvador e João Aspicuelta
Navarro, padre da Companhia de Jesus, aliás, todos foram os primeiros a serem
catequistas no Brasil, no século XVI, pois, lançaram as bases de um projeto
educacional que atravessou séculos e moldou nossa história. O humanismo que
eles representaram continua sendo uma luz que alimenta a alma, especialmente
nestes tempos desafiadores. Fico feliz que o texto tenha dialogado com essa
tradição e que tenha sido oportuno. Sua leitura e comentário enriquecem ainda
mais a reflexão. Abraços do Alberto Araújo.
A história da humanidade é feita de
travessias, mas poucas são tão bonitas quanto aquelas que carregam o
arquipélago na alma e a poesia no horizonte. No vasto azul do Oceano Atlântico,
a cerca de 1400 km a oeste do território continental português, emergem as nove
sentinelas vulcânicas que compõem a Região Autônoma dos Açores. É desse solo
fértil, onde o fogo da terra encontrou a paciência do mar, que brota a essência
de Idalina Andrade Gonçalves, uma mulher cuja trajetória é, em si mesma, um
arquipélago de saberes e sensibilidades.
Nossa homenagem começa com uma dádiva
especial a Idalina Andrade Gonçalves: o reconhecimento do brilho da sua arte,
da força da sua palavra e da ternura da sua presença, transformando o tempo em
festa e a memória em gratidão.
Falar de Idalina é, inevitavelmente,
evocar a geografia mística dos Açores. O arquipélago, dividido em três grupos:
o Ocidental com Flores e Corvo, o
Central com Graciosa, Terceira, São Jorge, Pico e Faial e o Oriental com São
Miguel e Santa Maria é um lugar onde a natureza dita o ritmo da existência.
Todas as ilhas têm origem vulcânica, e o Monte Pico, com seus 2351 metros,
ergue-se como o ponto mais alto de Portugal, uma metáfora perfeita para a
estatura intelectual de Idalina.
Se medirmos a altitude dos Açores
desde a sua base no fundo do oceano, elas estão entre as montanhas mais altas
do planeta. Da mesma forma, a trajetória de Idalina possui raízes profundas,
alicerçadas em uma formação acadêmica sólida que une a Psicomotricidade e a
Biomedicina. Hoje a homenageamos pela riqueza de toda a trajetória que tem
construído com tanto brilho, dedicação e sensibilidade. Esta é a ocasião para
reconhecer a grandeza de uma vida que une ciência e arte, razão e poesia,
tradição e contemporaneidade.
Politicamente, os Açores são um
território especial da União Europeia, possuindo um estatuto de autonomia desde
1976. É uma terra de autonomia e de identidade forte, simbolizada pelo seu
lema: "Antes de morrer livres, que em paz, sujeitos". Essa mesma sede
de liberdade e de afirmação cultural reflete-se na obra de Idalina. Ela é
portuguesa dos Açores, mas também cidadã do mundo, e sua voz ecoa como ponte
viva entre Brasil e Portugal, entre memória e futuro, entre o humano e o
universal.
A sua caminhada é marcada por uma rara
harmonia. Enquanto os Açores se situam na zona de fronteira de três placas
tectônicas, Norte-Americana, Eurasiática e Núbia, criando um dinamismo
geológico constante, Idalina vive na intersecção de mundos. Sua vocação
artística e literária encontra espaço para florescer em ensaios, poemas e obras
que revelam a delicadeza do olhar e a profundidade da reflexão. Cada palavra
sua carrega lirismo e clareza, cada gesto seu reafirma o compromisso com a
cultura e com a preservação das raízes que unem os povos luso-brasileiros.
O clima açoriano é conhecido por ser
ameno, influenciado pela Corrente do Golfo, mantendo temperaturas equilibradas
durante todo o ano. Essa mesma amenidade e equilíbrio parecem habitar o
espírito de Idalina. Celebrar sua vida é celebrar também a sua coragem de
assumir, com entusiasmo e dignidade, missões acadêmicas e culturais que
engrandecem instituições de prestígio, como a Academia Luso-Brasileira de
Letras, o Real Gabinete Português de Leitura e a Sociedade Eça de Queiroz.
Ela é o exemplo da intelectual que não
se limita a guardar a tradição sob chaves, mas que a renova, a ilumina e a
entrega às novas gerações com generosidade. Tal como Ponta Delgada, Angra do
Heroísmo e Horta dividem as funções de capitais executiva, judicial e
legislativa da região, a vida de Idalina é um equilíbrio de funções: a
pesquisadora, a poeta e a defensora da lusofonia.
Os Açores foram povoados a partir de
1432 e, desde então, o arquipélago serviu como ponto de reabastecimento para
quem cruzava o oceano. Idalina é, para muitos, esse ponto de reabastecimento
espiritual e intelectual. Autora de páginas que unem crítica, memória e poesia,
sua obra "O Caminho Une o Tempo" nos recorda que a literatura é
sempre um diálogo entre passado e presente, entre o que fomos e o que podemos
ser.
Sua presença ativa em conferências e
seminários é onde sua palavra lúcida se torna luz como as luzes que guiam os
navegantes nas costas escarpadas de São Jorge ou da Terceira, para quem busca
compreender a importância da herança açoriana e da cultura luso-brasileira. Ela
compreende que a economia de um povo, tal como nos Açores, baseada na agricultura,
na pesca e no turismo, é fundamental, mas que a "economia da alma" se
faz com o intercâmbio de saberes.
Idalina Andrade Gonçalves carrega em
si a mesma inspiração que as paisagens verdes e as lagoas azuis de São Miguel
oferecem aos seus visitantes. Que cada amanhecer seja um convite para novas
descobertas, que cada encontro seja oportunidade de semear poesia, e que cada
conquista seja celebrada com o mesmo entusiasmo que dedica às suas missões
culturais.
Idalina, sua existência é um presente
para todos nós. Assim como os Açores representam o ponto mais ocidental de
Portugal, você é o ponto mais avançado de nossa cultura luso-brasileira, sempre
desbravando novos horizontes com ternura e inteligência. Que sua vida seja
sempre marcada por afeto, reconhecimento e esperança, e que o tempo siga sendo
seu aliado na construção de pontes entre mundos, saberes e corações.
Companheira Idalina: que o mar dos
Açores e o calor do Brasil continuem a dançar em sua poesia.
A Universidade Universo Niterói,
Campus Itaipu registra para a comunidade educacional, jurídica e cultural a realização
da Semana do Direito 2026, evento que reafirma o compromisso institucional com
a excelência acadêmica e a formação de profissionais preparados para os
desafios contemporâneos.
A abertura foi marcada pela presença
da nossa presidente do Elos Internacional da Comunidade Lusíada, Dra. Matilde
Slaibi Conti, cuja participação enriqueceu o debate e simbolizou a integração
entre cultura, sociedade e prática jurídica.
Realizado no dia 12 de maio, na
Unidade Itaipu, o encontro teve como tema central Empregabilidade no Direito:
Horizontes e Oportunidades na Carreira Jurídica. Em um cenário de constantes
transformações sociais e tecnológicas, a discussão sobre os rumos da advocacia
e da atuação jurídica tornou-se essencial para orientar estudantes e
profissionais em busca de destaque e relevância no mercado.
O presidente da OAB Niterói, Dr. Pedro
Gomes de Oliveira, conduziu a abertura com uma fala institucional que destacou
a importância da inovação e da adaptação como pilares da “empregabilidade”. Sua
trajetória sólida e atuação em defesa da classe conferiram credibilidade e
inspiração ao público presente.
Na sequência, a vice-presidente da OAB
Niterói, Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, reforçou a relevância da
interdisciplinaridade e da valorização da cultura na formação jurídica. Com sua
experiência acadêmica e institucional, trouxe reflexões que conectam “O futuro
do Direito” às dimensões sociais e humanas, ampliando a visão dos participantes
sobre o papel da profissão na construção de uma sociedade mais justa.
O evento contou com o apoio da
professora Claudia, cuja dedicação foi fundamental para a organização e
integração entre palestrantes e público, garantindo a qualidade e o êxito da
iniciativa. Também marcou presença a presidente do Elos de Niterói, Jocelin
Marry Nery, além de alunos da Universo e membros elistas como Suellen Oliveira,
integrante da Diretoria do Elos Universitário. É relevante destacar que Dr.
Pedro Gomes, professora Claudia e Jocelin foram alunos da própria Dra. Matilde
Slaibi Conti, o que reforça o legado acadêmico e institucional da palestrante.
A presidente Matilde ressaltou, em sua fala, a forma calorosa com que todos
foram recebidos, destacando a elegância e a afetividade da recepção, marcada
por uma mesa posta com fartas guloseimas, que simbolizou não apenas
hospitalidade, mas também o cuidado da Universidade em valorizar seus
convidados. Esse gesto reforçou o espírito de integração e acolhimento que
permeia toda a Semana do Direito 2026, tornando o encontro ainda mais memorável
para a comunidade acadêmica e jurídica.
A Semana do Direito 2026 consolida-se
como um espaço de reflexão e aprendizado, reafirmando o papel da Universidade
Universo Niterói como protagonista na formação de profissionais críticos,
éticos e preparados para os desafios do século XXI. Para a comunidade jurídica,
o evento representa união, valorização da classe e esperança em um futuro
promissor.