domingo, 13 de setembro de 2026

ELOS CLUBE DE SANTOS CELEBRA 67 ANOS DE HISTÓRIA, FRATERNIDADE E PRESERVAÇÃO DA CULTURA LUSÓFONA

No dia 29 de agosto de 2026, o Elos Clube de Santos – Célula Matter vivenciou uma data de profunda significação histórica e institucional ao celebrar, sob a presidência de Melissa Figueira Caetano, o sexagésimo sétimo aniversário de fundação da entidade. A solenidade festiva reafirmou a vitalidade do movimento e contou com a ilustre presença de lideranças de clubes irmãos da região, consolidando os laços de cooperação e amizade que caracterizam a rede elista. 

Estiveram presentes o presidente do Elos Clube de São Vicente, Celestino Domingues, acompanhado de sua esposa Mara, e a presidente do Elos Clube de Praia Grande, Maria Goretti Rocha, junto ao seu esposo Claudio, José Roberto Frutuoso do Elos Clube de São Vicente e sua esposa Suzel Frutuoso cuja participação abrilhantou o encontro e simbolizou a união regional em torno de ideais comuns e muitos outros elistas importantes.

Mais do que um marco cronológico, a comemoração dos 67 anos representa um momento singular de orgulho coletivo e de renovação de votos com os princípios basilares que sustentam o elismo desde a sua gênese. Nascido da visão inspiradora de Eduardo Dias Coelho e originalmente idealizado sob a denominação de "Clube das Oliveiras", o Elos Clube consolidou-se ao longo das décadas como um guardião incansável da herança luso-brasileira. A instituição assumiu, desde o primeiro instante, a honrosa missão de defender e difundir a língua portuguesa, as tradições lusíadas, os valores humanistas e a integração fraternal entre todos os povos de fala portuguesa espalhados pelo mundo. 

Neste significativo jubileu, é imperativo volver o olhar com gratidão e reverência ao passado, prestando uma justa e eterna homenagem aos pioneiros que ousaram transformar esse ideal em realidade. Lembramos com honra de cada um dos fundadores que participaram da criação desta casa: Manoel Antonio Marçal, Hermes Barsotti, José de Souza, Mario de Almeida Nunes, Manuel Antonio Gomes, Joaquim da Rocha Brittes, Arimondi Falconi, Aires Pedro dos Santos, Adelino Migués Picado, Waldemar da Cruz, Luiz Espinha e Henrique Martins. O legado deixado por esses homens estende-se a todos os presidentes que, ao longo de sucessivas gestões, dedicaram tempo, talento e visão estratégica para impulsionar o desenvolvimento e a relevância do clube na sociedade.  

Igualmente fundamentais para esta trajetória de sucesso são os associados o coração pulsante da instituição, cuja dedicação diária e o entusiasmo constante fortalecem os laços de solidariedade e fraternidade. Que esta data festiva sirva de inspiração para renovarmos nossas energias. Que possamos seguir firmes, unidos e guiados pela sabedoria e pela união, honrando o passado e construindo, com o mesmo brilho nos olhos dos fundadores, um futuro próspero para o nosso amado Elos Clube. 

Ao longo de toda a sua trajetória, o Elos Clube de Santos tem se mantido permanentemente ativo, atuando de forma ininterrupta durante todos estes anos como um verdadeiro baluarte na preservação, valorização e difusão da Língua Portuguesa e dos valores lusófonos. Essa atuação perene é reflexo de uma rede sólida e organizada que ultrapassa fronteiras locais. O Elos de Santos orgulhosamente integra o Elos Internacional, uma estrutura que atualmente está sob a liderança inspiradora e dedicada da presidente Matilde Carone Slaibi Conti, contando sempre com o firme e constante apoio do vice-presidente da instituição, Sidney Cardoso da França, bem como de toda a diretoria. É com essa união entre passado, presente, clubes irmãos e liderança internacional que seguimos escrevendo esta bela história de fraternidade e cultura. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional
























 

sábado, 12 de setembro de 2026

A DIVINA IDADE DE LUZILÂNDIA O BRILHO DA SABEDORIA NAS RUAS - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

Luzilândia vestiu-se de gala e emoção no sete de setembro, quando as ruas da nossa terra natal foram pisadas não apenas pela marcha compassada da juventude, mas pela presença soberana, vibrante e luminosa dos grupos de idosos "Divina Idade" e "Melhor Idade". Ver a ala da "Divina Idade" desfilar é testemunhar a própria história em movimento, revestida de uma beleza que desafia o tempo e ressoa profundamente na alma de quem tem o privilégio de pertencer a este chão.

 

Chamar essa etapa da existência de "Divina Idade" é um ato de profunda justiça poética e espiritual. Durante muito tempo, os calendários tentaram reduzir a maturidade ao declínio, como se a vida fosse uma curva que apenas ascende para depois desabar no esquecimento. Mas o que vimos em Luzilândia desmentiu essa narrativa fria. A Divina Idade não é o ocaso; é o zênite. É o momento em que a existência humana alcança sua maturação mais rica, tal qual o vinho que guarda nos anos o segredo do seu melhor sabor, ou a árvore frondosa que, de tanto resistir aos ventos, oferece as sombras mais generosas e os frutos mais doces.

 

Nesse desfile cívico, a energia, a alegria e a disposição transbordantes de cada participante mostraram ao mundo que a vitalidade não tem data de validade. Cada passo dado na avenida era uma afirmação de pertença, um lembrete vivo de que não existe idade para fazer parte, participar e deixar a nossa marca na tapeçaria do mundo. Os rostos sulcados por rugas não exibiam o peso dos anos, mas sim os mapas de uma jornada repleta de lutas, superações, sorrisos e afetos. Cada linha na pele é um verso da biografia de quem aprendeu a arte de viver.

 

Refletir sobre a sabedoria dos idosos é compreender que eles guardam a memória viva da nossa comunidade. Luzilândia não seria o que é sem as raízes fincadas por essas mãos que hoje desfilam com tanto orgulho. Eles são os pilares invisíveis que sustentam a nossa identidade, os guardiões das tradições, dos causos, das dores superadas e das alegrias coletivas.

 

No grupo "Divina Idade", a convivência e a participação social ganham um contorno sagrado, transformando o envelhecimento em um ato coletivo de celebração à vida. Não se trata apenas de envelhecer no corpo, mas de expandir o espírito, de cultivar a alma com a leveza de quem já entendeu o que realmente importa.

 

Haverá algo mais belo do que essa permanência? Estar na Divina Idade é habitar o tempo com maestria. É o privilégio de olhar para trás e ver uma história construída com suor e amor, e olhar para o presente com a coragem de quem ainda quer ocupar o seu espaço na praça pública, na festa da pátria, no coração da cidade. Eles nos ensinam que a juventude é um estado de espírito, e que a maturidade é a liberdade de ser plenamente quem se é, sem as pressas da ânsia, mas com a urgência de quem sabe saborear cada instante.

 

Concluir essa celebração é render o mais profundo preito de reverência à imensurável resiliência e sabedoria que habitam a Divina Idade. Os nossos idosos são luzes de resistência, almas que atravessaram tempestades e, ainda assim, escolheram florescer, colorindo as ruas de Luzilândia com um entusiasmo contagiante. Eles carregam no peito o fogo sagrado da experiência e nos provam que cada ruga é um troféu conquistado na arena da vida. Que possamos sempre honrar essa herança viva, aprendendo com sua paciência, aplaudindo sua inesgotável alegria e compreendendo que a verdadeira grandeza de uma terra reside na dignidade com que ela acolhe, exalta e reverencia os seus mais sábios filhos.


Que Luzilândia continue a aplaudir de pé, não apenas no Sete de Setembro, mas em todos os dias do ano, essa força indomável que brota da Divina Idade. Que saibamos olhar para os nossos idosos não com a condescendência de quem vê o passado, mas com a reverência de quem enxerga o futuro. Porque envelhecer com dignidade, alegria e brilho nos olhos é a maior vitória que um ser humano pode alcançar. E os nossos queridos conterrâneos deram, na avenida, uma verdadeira aula magna de como se vive com divindade.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 











O LEGADO DA ESPERANÇA: O DIA EM QUE A MEDICINA SE TORNOU UM SONHO ACESSÍVEL - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

 

Existe uma linha tênue entre o impossível e a realidade, e algumas vezes ela é cruzada por um gesto de pura generosidade capaz de reescrever o destino de gerações. O auditório da Faculdade de Medicina Albert Einstein, no Bronx, em Nova York, guardava a atmosfera típica de uma rotina acadêmica comum. Estudantes focados, futuros médicos carregando o peso de mensalidades sufocantes, empréstimos estudantis impagáveis e a incerteza constante sobre o amanhã. No entanto, o que aconteceu naquele dia específico transformou o peso em alívio e as lágrimas de preocupação em prantos de pura euforia coletiva. 

A responsável por esse momento histórico foi a Dra. Ruth Gottesman, ex-professora e presidente do conselho da instituição. Com a serenidade de quem compreende profundamente o valor da educação e da cura, ela subiu ao pódio para dar um anúncio que parecia pertencer ao reino dos contos de fadas. Quando as palavras revelaram que a partir daquele momento a faculdade se tornaria permanentemente gratuita para todos os alunos, o auditório explodiu. Gritos, abraços desesperados, palmas ensurdecedoras e rostos cobertos pelas mãos em sinal de incredulidade tomaram conta do espaço. Não era apenas sobre o dinheiro poupado; era sobre barreiras invisíveis que desabavam, permitindo que qualquer jovem talentoso, independentemente de sua classe social, pudesse salvar vidas sem começar a própria carreira afogado em dívidas.

Por trás dessa revolução silenciosa está uma história de amor, parceria e visão de longo prazo. O montante colossal de um bilhão de dólares que viabilizou essa conquista veio de uma herança deixada por seu falecido marido, David "Sandy" Gottesman. Ele foi um investidor pioneiro, braço direito e amigo de longa data de Warren Buffett, construindo uma fortuna monumental ao longo de décadas. Mas a verdadeira grandeza do casal nunca esteve nos números acumulados nas contas bancárias, e sim no propósito que decidiram dar a eles. Sandy deixou os recursos para que a esposa pudesse decidir onde o impacto seria mais profundo e transformador. E Ruth, com sua vivência de décadas dentro daquela mesma faculdade, sabia exatamente onde a semente da mudança precisava ser plantada. 

A decisão de tornar o ensino médico gratuito ataca diretamente um dos maiores gargalos da saúde moderna: a escassez de profissionais dispostos ou capazes de assumir os custos astronômicos da formação. Ao eliminar a barreira financeira, abre-se espaço para a diversidade nas salas de aula, atraindo mentes brilhantes que antes precisavam desistir de seus chamados vocacionais por pura falta de recursos. É uma vitória da humanidade sobre a burocracia, um lembrete vívido de que a riqueza, quando canalizada para o bem comum, tem o poder de curar não apenas os enfermos, mas o próprio tecido da sociedade.

A imagem daqueles estudantes pulando e celebrando uns com os outros correu o mundo como um sopro de esperança em tempos muitas vezes cinzentos. Ela nos recorda que grandes transformações ainda acontecem e que o futuro da medicina está agora um pouco mais justo, acessível e brilhante. A generosidade da Dra. Ruth Gottesman não comprou apenas a gratidão de centenas de alunos; ela eternizou um pacto com a vida, garantindo que o juramento de Hipócrates possa ser assumido por quem realmente tem vocação para cuidar do próximo, sem que o dinheiro seja o preço da entrada.

O amor verdadeiro ultrapassa a própria vida e se perpetua naqueles que ficam. A decisão de Ruth Gottesman não foi apenas um ato de generosidade financeira, mas a concretização de um sonho compartilhado com David. Ao transformar uma herança bilionária em um passaporte para o futuro de centenas de jovens, eles provaram que a verdadeira riqueza reside no impacto que deixamos na humanidade. 

Essa história nos lembra de que a esperança muitas vezes veste feições simples, mas carrega a força necessária para mudar o mundo. Cada estudante que hoje pode se dedicar à medicina sem o peso do desespero financeiro é um testamento vivo desse legado. No fim das contas, o dinheiro cumpriu seu papel mais nobre: abriu portas, uniu propósitos e garantiu que a cura continue alcançando quem mais precisa, impulsionada pela pura força da empatia. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



FELIZ ANIVERSÁRIO, MARIA PANAIT

Neste 12 de setembro, celebramos a vida, a trajetória e o legado de uma mente brilhante e multifacetada: Maria da Conceição Cardoso Panait. Luso-brasileira de coração e alma, Maria é uma niteroiense ilustre que transita com elegância e profundidade por universos tão distintos quanto fascinantes, unindo com maestria as ciências exatas, as ciências jurídicas e a preservação da nossa história. 

Sua formação acadêmica é o reflexo de uma curiosidade intelectual insaciável e de uma versatilidade rara. Antes de mergulhar nos compêndios do direito e da história, Maria graduou-se em Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolvendo o rigor analítico que viria a marcar toda a sua carreira. Movida pelo desejo de compreender as engrenagens da sociedade e das instituições, expandiu seus horizontes para a área jurídica. Possui pós-graduações em Direito Empresarial e Direito Público, além de um mestrado em Justiça Administrativa pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e o doutorado em História Comparada, concluído na UFRJ em 2019. 

Além de sua consagrada jornada profissional, Maria construiu seu maior tesouro no âmbito pessoal: é mãe orgulhosa de dois filhos que trilharam o caminho da excelência, ambos juristas e mestres. Iani Panait atua como servidor público no Tribunal Regional Federal, enquanto Iago Panait é lotado na Secretaria de Fazenda Pública do Estado de Pernambuco. 

No cenário profissional, destacou-se como dedicada analista judiciária no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), instituição da qual se aposentou em 2021. No entanto, a aposentadoria serviu apenas para renovar o seu fôlego intelectual: Maria continua firme e ativa em suas pesquisas. No Centro de Memória Institucional da 2ª Região, marcou sua passagem e continua deixando sua marca, fomentando o uso de processos judiciais como fontes fundamentais para a pesquisa historiográfica. Ela se dedica incansavelmente à História do Direito e das instituições judiciárias brasileiras dos períodos Imperial e Republicano, com ênfase no resgate da memória institucional da Justiça Federal. 

Esse profundo mergulho historiográfico gerou frutos de inestimável valor para a cultura jurídica brasileira. É autora da aclamada obra Justiça Federal (1890-1937): O Processo de Unificação pela Estadualização, publicada pela Editora Appris. Baseado em sua dissertação de mestrado defendida na UFF, o livro aborda com precisão cirúrgica a criação da Justiça Federal na República Velha até a sua extinção durante o Estado Novo em 1937. A obra, que contou com apresentação do desembargador aposentado Paulo Barata e prefácio do professor Édson Alvisi, da Faculdade de Direito da UFF, propõe uma reflexão instigante: o que levaria um governo autoritário e centralizador a optar por uma Justiça Nacional estruturada na estadualização em vez da federalização? Ao destrinchar os jogos políticos e as controvérsias jurídicas entre forças centrais e locais, Maria preenche uma lacuna essencial na compreensão institucional do país. 

Além de sua brilhante carreira técnica e acadêmica, Maria Panait é uma forte presença comunitária e associativa em Niterói e transita com generosidade pelos círculos da sociedade civil organizada. Ao lado de seu esposo, o rotariano Clério Junior, forma o casal que integra a primeira diretoria de protocolo do Rotary de Niterói. Sua liderança também se estende à atuação como Membro do Conselho Fiscal do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói, cuja presidência é exercida por Matilde Carone Slaibi Conti e como presidente do Elos Club Icaraí.

Maria Panait é, sem dúvida, um exemplo vivo de que a ciência e as letras podem caminhar juntas, guiadas pela ética, pelo amor à verdade e pela dedicação à coisa pública. Que este novo ciclo seja repleto de novas conquistas, saúde e realizações, coroando a trajetória de uma mulher inspiradora que honra o nome de Niterói e do Brasil. 

Parabéns, Maria Panait! 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional

 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O ATOR OSMAR PRADO INTERPRETA O VELHO DO RIO

 


O ATOR OSMAR PRADO INTERPRETA O VELHO DO RIO. Novela: Pantanal, no remake exibido pela TV Globo em 2022.

O Velho do Rio é uma das entidades e figuras mais emblemáticas da teledramaturgia brasileira. Ele é o protetor da natureza, dos rios e dos animais no Pantanal, além de ser a forma mística que Joventino (o avô da família Leôncio) assumiu após desaparecer na mata anos antes.

O Velho do Rio fala no vídeo: "Eu posso não ter nada, mas eu sou livre. Liberdade é entender que se não tem vento, não cai semente; se não tem terra, ela não finca; se não tem água, ela não brota; e se não tem sol, ela não cresce. Sem ela... você não tava aqui. E mexer, você pode ter tanta certeza disso... porque o fruto não cai longe do pé. E se cair, não vingará." 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





CAROLINA – QUARTO DE DESPEJO: A FORÇA E A POESIA DE CAROLINA MARIA DE JESUS NAS TELAS

Dirigido por Jeferson De e roteirizado por Maíra Oliveira, o longa-metragem Carolina – Quarto de Despejo surge como uma homenagem vibrante e necessária a uma das maiores escritoras da literatura brasileira. Com produção de Clélia Bessa e Maria Gal, e produção associada de Cris Arenas, Rosane Svartman e Sara Silveira, o filme adapta a obra homônima de Carolina Maria de Jesus para ir além da imagem consagrada pelo diário, mergulhando fundo na humanidade plural de sua autora.

 

A narrativa rompe com reducionismos ao destacar aspectos menos conhecidos da trajetória de Carolina, como seus afetos, desejos, vaidade, a experiência da maternidade e sua aguda consciência política. Fundamentada em trechos de seus diários, a trama acompanha o período crucial transcorrido entre a escrita do livro e o impacto de sua publicação, revelando as dores e as belezas de uma mulher à frente de seu tempo. Lançamento ano 2027.

 

Elenco e Realização

 

Dando vida a essa história marcante, o filme reúne um elenco de peso liderado por Maria Gal, Raphael Logam, Clayton Nascimento, Liza Del Dala, Carla Cristina Cardoso, Ju Colombo, Fábio Assunção, Caio Manhente, Jack Berraquero e Alan Rocha, acompanhados por um grande elenco de apoio.

 

A realização da obra é fruto da parceria entre as produtoras Move Maria, Raccord Produções e Buda Filmes, com coprodução da Globo Filmes e distribuição assinada pela Elo Studios. Mais do que um registro biográfico, o filme promete eternizar a voz incisiva e sensível de Carolina Maria de Jesus para novas gerações.

 

Crédito do teaser: 

https://www.youtube.com/watch?v=MsZ9kuS6Zn0



 

O HORIZONTE FELIZ - © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL



 

O horizonte amanhece tingido de um azul profundo, onde a linha tênue do oceano se funde ao céu em um abraço silencioso. As ondas quebrando suavemente contra as rochas antigas entoam uma melodia constante, esculpindo a costa com a paciência inesgotável do tempo. Sobre a areia úmida, os primeiros raios de sol desenham reflexos dourados, despertando a vida que pulsa discretamente entre as conchas e a vegetação rasteira das dunas.

 

Ao fundo, a imponência das montanhas coroa a paisagem, guardando vales sombreados por brumas matinais que teimam em resistir ao calor do dia. Árvores seculares, de copas densas e raízes profundas, testemunham há gerações a dança das estações, abrigando o canto breve e melodioso dos pássaros que cruzam o espaço aéreo em bandos livres.

 

Cada elemento dessa imensidão parece perfeitamente colocado, numa harmonia que desafia a pressa do mundo moderno. É um convite tácito à contemplação, um lembrete de que a beleza do mundo muitas vezes reside apenas na capacidade de parar, respirar e observar a grandiosidade silenciosa do que sempre esteve aqui.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 


 

A POÉTICA DO INÉDITO - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

Existe uma beleza indescritível guardada nas esquinas que nunca dobramos, nos livros que continuam intocados na estante à espera de uma tarde chuvosa e nos abraços que ainda habitam o campo das intenções. Carlos Drummond de Andrade, com aquela precisão cirúrgica de quem entendia a alma humana como ninguém, sabia que o tempo não perdoa a inércia, mas também nos legou uma verdade consoladora: o futuro está repleto de vazios férteis, prontos para serem semeados. Sentir falta do que não vivemos não precisa ser um exercício de melancolia cinzenta; pode ser, antes de tudo, a mais pura celebração da esperança. 

Pense nisso como um mapa do tesouro que se expande a cada passo que você dá. Se a vida fosse apenas a repetição exata do que planejamos, perderíamos o encanto soberano do imprevisto. As melhores memórias da nossa existência são, muitas vezes, aquelas que nem sequer sabíamos que estábamos colecionando. Aquele café tomado numa cidade estranha porque o trem atrasou, a conversa despretensiosa com um desconhecido na fila da padaria que mudou o seu dia, ou a decisão impulsiva de mudar a rota para ver o pôr do sol do outro lado da baía. São fragmentos de um universo paralelo de possibilidades que escolhemos habitar. 

Mas o que dizer daquilo que ainda está por vir? O que dizer daquelas versões de nós mesmos que ainda não tiveram tempo de nascer? 

A nostalgia preventiva, longe de ser um peso, funciona como um convite à audácia. Ela nos lembra de que a nossa capacidade de amar, de nos espantar e de nos encantar é inesgotável. Cada amanhecer traz consigo uma nova safra de experiências que, se não forem vividas agora, permanecerão como promessas sussurradas pelo vento. É reconfortante saber que a nossa história não está pronta, engessada ou terminada. Há sempre uma página em branco nos esperando, exigindo apenas a coragem da nossa tinta. 

Portanto, em vez de lamentar as rotas alternativas que ficaram para trás, que tal olharmos para o horizonte com a curiosidade de uma criança? A vida não economiza espetáculos para quem se dispõe a prestar atenção. O mundo está cheio de músicas que ainda não ouvimos, de sabores que vão nos surpreender na primeira garfada e de sorrisos que ainda vão iluminar dias que hoje parecem cinzentos.

Sinta falta, sim. Sinta aquela coceira boa na alma que pede movimento, que deseja o mundo, que quer desbravar o desconhecido. Deixe que essa saudade antecipada seja o motor que te empurra para fora da zona de conforto, que te faz dizer "sim" para um convite inesperado ou que te encoraja a começar aquele projeto que você tanto adiou. O porvir é um oceano imenso e a sua embarcação é forte. Navegue sem medo do que ainda não viu, porque o melhor da sua história ainda está por ser escrito. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




 

ESTHER FERREIRA GOMES RECEBE A CARTEIRA DA OAB-NITERÓI

Em uma manhã marcada por emoção, renovação e esperança, a OAB Niterói realizou, na quinta-feira, dia 10 de setembro de 2026, a sua 15ª solenidade de entrega de carteiras do ano. Sob a liderança inspiradora de Pedro Gomes, o auditório da entidade pulsou com a energia daqueles que agora assumem o compromisso solene de defender a justiça, a cidadania e a Constituição. Mais do que um documento, cada carteira entregue simboliza um passaporte para a transformação social e um convite vibrante para ocupar os espaços da Ordem com coragem e entusiasmo. 

Realizada no auditório da entidade, a solenidade conduzida pelo Dr. Pedro Gomes teve a mesa composta pela vice-presidente Matilde Carone Slaibi Conti, o Reverendo Carlos Henrique Ferreira Gomes e outros membros essenciais da mesa diretora. A abertura da cerimônia ficou marcada pelas palavras vibrantes do presidente, que inspirou a todos ao destacar o verdadeiro sentido da nossa profissão: 

Esta carteira é o passaporte para o seu futuro profissional, e a OAB é o grande refúgio de relacionamentos, união e network. Precisamos de cada novo advogado e advogada caminhando junto conosco dentro da Ordem, trazendo gás novo, coragem e renovada energia para enfrentarmos unidos os desafios que nos aguardam.” 

A cerimônia ganhou um contorno de profunda ternura e significado histórico quando a nossa querida vice-presidente, Matilde, assumiu com imenso orgulho o papel de madrinha da nova estagiária Esther Gomes. Filha do estimado Reverendo Carlos Henrique Ferreira Gomes, líder da Igreja Presbiteriana Betel de Niterói e da artista plástica Angela Cavalcante, Esther recebeu das mãos de Matilde, entre sorrisos e abraços luminosos, o seu diploma e documento profissional. 

Que este novo ciclo traga a todos os recém-chegados a certeza de que a advocacia é um ato de coragem diária e escuta sensível. Sejam muito bem-vindos à nossa casa. Que a justiça seja a bússola de suas caminhadas e que vocês encontrem na OAB Niterói um porto seguro para crescer e transformar o mundo. Parabéns! 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional











(CLICAR NA IMAGEM PARA ASSISTIR AO VÍDEO)


MENSAGEM 


Esther ✨um sonho que se realiza✨🙏🤍

Hoje quero deixar uma homenagem muito especial a você, Esther.querida✨

Seu nome, tradicionalmente associado a “estrela”,💫 parece ainda mais bonito neste momento em que você inicia uma nova etapa da sua vida profissional.

Receber a carteira de estagiária é muito mais do que receber um documento. 🙏✨

É ver um sonho ganhar forma depois de anos de estudo, dedicação e perseverança.🤍✨

Na solenidade, ouvi seu pai, o Pastor, falar sobre guardar Deus no coração, inspirar-se em homens e mulheres que deixaram grandes legados e, sobretudo, sobre a responsabilidade de que, quando nosso nome for mencionado, sejamos reconhecidos como pessoas dignas dos nossos deveres.🙏✨

Essas palavras tocaram meu coração.💜

Pensei imediatamente no meu filho. ✨🩵

Como magistrado, ele também teve seu dia de sonho realizado. E dizia, com uma convicção que jamais esquecerei:

“Realizar o sonho é possível.”💫

Ele acreditou, perseverou e realizou.✨✨✨

Por isso, Esther, ao ver você vivendo hoje esse momento, pensei também nele.✨🩵🫶

 Talvez porque algumas conquistas nos lembrem que os sonhos continuam encontrando caminhos para se realizar.

Aristóteles falava em areté, a busca pela excelência, pela virtude, por tornar-se o melhor que se pode ser. 🌺💫

É isso que desejo para você: que seja uma excelente advogada, mas, sobretudo, uma mulher de valores, ética, coragem e humanidade.🌷✨

Que Deus guarde seu coração e ilumine cada escolha.🙏🤍

E que seu nome ✨Esther, estrela ✨seja sempre lembrado não apenas pelo brilho de suas conquistas, mas pela luz que você deixar na vida das pessoas.✨✨✨

Receba meu carinho, minha admiração e minha alegria por esse dia tão bonito.😘✨

Parabéns, Esther. ✨✨✨Que este seja apenas o começo de muitos sonhos realizados. ❤️🙏🏻

Carinhosamente Nohra💜

Regina Nohra
Pedagoga, psicóloga clínica e hipnoterapeuta.






A FOTOGRAFIA DO INSTANTE E A PERMANÊNCIA DA MEMÓRIA - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADA EM FOTOGRAFIA DE EUDERSON KANG TOURINHO

 

Uma fotografia pode ser muito mais do que um registro visual. Em determinadas ocasiões, ela se converte em testemunho histórico, documento afetivo e elo entre o presente e a memória. Foi exatamente essa vocação que o olhar sensível de Euderson Kang Tourinho revelou ao registrar o lançamento de Viagem ao Encantador Universo dos Haicais, da acadêmica, escritora e presidente da Academia Fluminense de Letras, Márcia Pessanha. 

Na manhã dourada de 09 de agosto de 2025, Niterói despertou sob a inspiração das letras. As ruas do centro da cidade, banhadas pela luz suave de um sábado luminoso, pareciam convidar à contemplação, como se a própria paisagem se harmonizasse com o espírito dos haicais, gênero literário que encontra grandeza justamente na delicadeza dos pequenos instantes. 

Naquele dia, a tradicional Sociedade Fluminense de Fotografia, presidida por Antônio Machado e situada na Rua Dr. Celestino, transformou-se em um vibrante espaço de encontro da inteligência, da sensibilidade e da cultura. Acadêmicos, escritores, professores, artistas, representantes de instituições culturais e admiradores da literatura reuniram-se para celebrar o lançamento de Viagem ao Encantador Universo dos Haicais, obra que reafirma a presença de Márcia Pessanha entre os mais importantes nomes da produção literária fluminense contemporânea. 

Mais do que um simples lançamento editorial, o evento assumiu a dimensão de uma verdadeira celebração da palavra. Cada presença, cada diálogo e cada gesto compartilhado contribuíam para compor um ambiente marcado pelo respeito à cultura e pelo reconhecimento de uma trajetória construída com dedicação, elegância intelectual e profundo compromisso com a difusão do conhecimento.

Os haicais, por sua natureza, ensinam a perceber o extraordinário oculto nas manifestações mais simples da existência. Em poucas palavras, são capazes de revelar paisagens inteiras, emoções profundas e reflexões duradouras. Não por acaso, a obra apresentada naquela manhã encontrou acolhida calorosa entre os presentes, que reconheceram em suas páginas não apenas a técnica refinada da autora, mas também sua capacidade singular de transformar observação em poesia. 

Foi nesse cenário que ocorreu um momento de especial significado. A fotografia compartilhada por Euderson Kang Tourinho registra a entrega de um documental produzido por mim, em homenagem à própria Márcia Pessanha. Mais do que a simples entrega de um trabalho, o gesto representou um encontro entre memória e reconhecimento. 

O documental, concebido como tributo à sua trajetória cultural e literária, reúne elementos destinados a preservar e divulgar aspectos importantes de sua contribuição para o universo das letras. Entre seus destaques encontra-se uma resenha especial sobre Viagem ao Encantador Universo dos Haicais, ampliando o alcance da obra e oferecendo um registro complementar de seu lançamento. 

Observando a imagem, compreendemos que determinados acontecimentos ultrapassam sua dimensão imediata. O que ali se vê não é apenas um momento protocolar ou uma troca simbólica de lembranças. O que a fotografia nos apresenta é o encontro de diferentes formas de expressão cultural. 

De um lado, a escritora que transforma palavras em pontes entre a realidade e o imaginário. De outro, o autor de um trabalho documental que busca preservar trajetórias e acontecimentos para as gerações futuras. 

E, entre ambos, a presença silenciosa da fotografia, convertendo aquele encontro em patrimônio visual. É justamente nesse ponto que se destaca o talento de Euderson Kang Tourinho. 

Os grandes fotógrafos distinguem-se não apenas pela técnica, mas pela capacidade de perceber a relevância de um instante antes mesmo que ele seja reconhecido pelos demais. Eles possuem a sensibilidade de compreender que certos acontecimentos merecem não apenas ser vistos, mas preservados. 

A fotografia compartilhada em 11 de setembro de 2026 por Euderson revela essa percepção. Seu olhar ultrapassa o registro meramente informativo e alcança uma dimensão documental. Ao enquadrar aquele momento, ele construiu um testemunho visual de um acontecimento que integra a história cultural contemporânea de Niterói.

Com o passar dos anos, muitos detalhes daquela manhã poderão se diluir naturalmente na memória daqueles que estiveram presentes. As conversas reaparecerão fragmentadas nas lembranças. Os reencontros ganharão contornos cada vez mais afetivos.

A fotografia, entretanto, permanecerá. Ela continuará testemunhando a celebração da literatura, o prestígio de Márcia Pessanha, a valorização da cultura fluminense e o espírito de fraternidade intelectual que marcou aquele encontro. 

Tal permanência possui valor inestimável. Afinal, a memória cultural de uma cidade não se constrói apenas por meio de livros, arquivos e instituições. Ela também se forma através das imagens que documentam seus acontecimentos, revelam seus protagonistas e preservam suas histórias. 

Nesse sentido, a fotografia de Euderson Kang Tourinho transcende o simples registro de um evento. Ela integra um conjunto de narrativas visuais que ajudam a contar a história cultural de Niterói, acompanhando a trajetória de pessoas que dedicam suas vidas à literatura, à educação, à arte e à construção de uma sociedade mais sensível ao conhecimento.

Ao mesmo tempo, a imagem reafirma a relevância do trabalho desenvolvido por Márcia Pessanha, cuja atuação à frente da Academia Fluminense de Letras e cuja produção intelectual continuam contribuindo para o fortalecimento da vida cultural em nosso estado. 

Assim, entre haicais, homenagens, reencontros e celebrações, aquela manhã de agosto deixou de pertencer apenas ao calendário para ocupar um espaço legítimo na memória afetiva e cultural da cidade. 

E se a literatura teve naquele dia a missão de encantar os presentes, coube à fotografia a responsabilidade igualmente nobre de preservar esse encantamento.

Por isso, esta crônica registra um agradecimento especial ao amigo Euderson Kang Tourinho, cuja sensibilidade e competência permitiram que esse momento permanecesse vivo para além do instante em que aconteceu. Sua imagem não apenas ilustra uma lembrança. Ela preserva uma página significativa da história cultural fluminense.

Nosso sincero agradecimento a Euderson Kang Tourinho pela generosa partilha desta bela fotografia, transformada em valioso testemunho de um encontro marcado pela literatura, pela amizade e pelo compromisso com a preservação da memória cultural.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


Márcia Pessanha e Alberto Araújo
Fotografia de Euderson Kang Tourinho