quinta-feira, 13 de agosto de 2026

O TOM DE AZUL QUE NINGUÉM MAIS VIU - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

Hoje, a quarta-feira amanheceu com um peso de meio de semana, aquela urgência de quem precisa dar conta de tudo antes que o relógio decida encerrar o expediente. O café, no entanto, veio diferente. Ou talvez tenha sido o reflexo da luz na janela. 

Lembrei-me dos versos de Florbela, daquela capacidade quase alquímica que o amor tem de reescrever a paisagem. Dizem que o céu não era, em outros tempos, desse azul oceânico que vemos agora. Dizem que, antes de um certo olhar cruzar o caminho de outro, o firmamento era branco como um lírio, desprovido de cor, talvez um pouco desprovido de sentido. 

A crônica da vida, se olharmos bem de perto, é feita dessas pequenas transformações cromáticas. O amor é o pincel que, quando toca o cotidiano, não altera apenas o que está lá fora, mas o que pulsa aqui dentro. É a descoberta de que o céu só ganhou cor porque, lá no alto, alguém também quis ser visto. 

Há uma doçura, um primor, como diz a poetisa, em notar que o mundo não é uma constante. Ele flutua de acordo com a nossa capacidade de enxergar o outro. O "ciúme" do céu, que se tornou da mesma cor, não é uma mácula, é um convite: a natureza tenta imitar a beleza de quem amamos para não se sentir tão pequena diante da intensidade daquele instante. 

Nesta quarta-feira, entre e-mails, boletos e a pressa de chegar ao fim de semana, convido você a parar. Não para respirar fundo, isso é básico, mas para olhar para o lado. Para o detalhe. Para o céu, que talvez estivesse esperando apenas o seu olhar de hoje para decidir que tonalidade ele teria.

Às vezes, a gente só precisa de um verso ou de um encontro para entender que, no fim das contas, a cor do dia é sempre aquela que a gente escolhe enxergar nos olhos de quem amamos. 

© Alberto Araújo

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

DRA. POLIANA CONTI CONQUISTA PATENTE INTERNACIONAL PARA FRAMEWORK DE LIDERANÇA


A Dra. Poliana Conti acaba de conquistar um marco relevante no campo da liderança organizacional. O modelo P.A.R.T.N.E.R.S., criado por ela para avaliar e fortalecer a maturidade das parcerias corporativas, foi oficialmente registrado pelo United States Patent and Trademark Office (USPTO), sob o número 8,358,252, em 21 de julho de 2026. 

O framework, estruturado em oito pilares: Propósito, Alinhamento, Relacionamentos, Confiança, Cuidado, Engajamento, Resultados e Sustentabilidade,  diferencia-se por não ser apenas um conjunto de valores, mas uma progressão lógica em que cada etapa depende da solidez da anterior. Refinado em colaboração com executivos e equipes de mais de 40 países, o modelo nasceu da necessidade de ir além das conversas superficiais e enfrentar os desafios reais da gestão. 

Com a patente, Dra. Poliana lança a versão 2.0 da Organizational Partnership Maturity Assessment, ferramenta que permite identificar quais pilares sustentam de fato uma organização e quais podem estar comprometendo silenciosamente seu desempenho. O registro simboliza não apenas reconhecimento institucional, mas também a consolidação de um método que já impacta líderes e empresas em escala global.

Fundadora da Partners 4 Growth® | Consultora e Palestrante em Liderança Executiva | Apoia Executivos C-level e Líderes de RH na construção de parcerias internas para crescimento sustentável | Mais de 30 anos de experiência global em Recursos Humanos. 

Esse avanço reforça o papel da Dra. Poliana Conti como referência internacional em desenvolvimento de lideranças e parcerias organizacionais.

 

POSTAGEM ORIGINAL: CLICAR NO LINK:

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© Alberto Araújo

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DIA NACIONAL DAS ARTES – 12 DE AGOSTO - UMA CELEBRAÇÃO DA CRIATIVIDADE E DA ALMA BRASILEIRA

No dia 12 de agosto, o Brasil celebra oficialmente o Dia Nacional das Artes no Brasil, uma data que ultrapassa a memória do calendário e se transforma em um convite à reflexão sobre o papel da arte em nossa sociedade. 

Instituído há 48 anos, em 1978, o marco homenageia os 210 anos da criação da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, fundada em 1816, no Rio de Janeiro, e simboliza o início da formação artística estruturada no país. Mais do que uma efeméride, é um tributo àqueles que, com talento e dedicação, constroem diariamente a identidade cultural brasileira. 

A arte, em suas múltiplas linguagens, pintura, escultura, literatura, música, dança, teatro, cinema, circo e tantas outras, é a expressão mais genuína da alma de um povo. Ela traduz sentimentos, denuncia injustiças, celebra conquistas e preserva memórias. No Brasil, país de diversidade infinita, a arte é também resistência: dos cantos indígenas que ecoam ancestralidade às batidas do samba que nasceram nos morros cariocas, das cores vibrantes do modernismo às performances contemporâneas que questionam paradigmas sociais. 

Celebrar o Dia Nacional das Artes é reconhecer que os artistas são trabalhadores da cultura, profissionais que enfrentam desafios cotidianos para manter viva a chama da criatividade. É lembrar que, por trás de cada espetáculo, exposição ou livro, existe uma cadeia de dedicação que envolve técnicos, produtores, cenógrafos, músicos, escritores, atores e tantos outros. A arte não é apenas inspiração: é também suor, disciplina e coragem. 

O Brasil possui nomes que se tornaram universais como: Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral, Oscar Niemeyer, Cecília Meireles, Ariano Suassuna e Cartola, mas também abriga milhares de artistas anônimos que, em escolas, praças, palcos improvisados e ateliês, mantêm viva a essência criativa da nação. Cada um deles contribui para que a arte seja acessível, plural e transformadora. 

Neste dia 12 de agosto, é fundamental refletir sobre a necessidade de políticas públicas que garantam financiamento, acesso e valorização da cultura. A arte não pode ser vista como luxo ou entretenimento secundário: ela é direito constitucional e elemento essencial para a formação cidadã. Investir em arte é investir em educação, em memória e em futuro. 

O Focus Portal Cultural, sob a direção do jornalista Alberto Araújo, soma-se a esta celebração, reafirmando seu compromisso com a divulgação e valorização da produção artística brasileira. Ao longo dos anos, o portal tem sido espaço de encontro entre criadores e público, promovendo debates, exposições e reflexões que ampliam o alcance da arte e fortalecem sua presença no cotidiano.

Que este Dia Nacional das Artes seja, portanto, mais do que uma homenagem: que seja um chamado à ação. Que possamos apoiar nossos artistas, prestigiar suas obras, visitar museus, assistir a espetáculos, ler autores nacionais e participar ativamente da vida cultural. Afinal, a arte é o que nos humaniza, nos conecta e nos inspira a construir um país mais justo e sensível.

Hoje, celebramos não apenas a arte, mas todos os artistas do Brasil, aqueles que, com coragem e paixão, transformam o mundo em poesia, música, imagem e movimento. Que suas vozes ecoem e que sua criatividade continue a iluminar os caminhos da nossa história.

© Alberto Araújo

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terça-feira, 11 de agosto de 2026

MUSEU DO INGÁ RECEBE EXPOSIÇÃO DE ARTISTA URUGUAIO DURANTE A SEMANA DO URUGUAI

“A paisagem que somos”, de Andrés Boero Madrid, reúne fotografias e gravuras e integra programação dedicada à cultura uruguaia no Rio de Janeiro

O Museu do Ingá recebe, a partir do dia 11 de agosto de 2026, a exposição “A paisagem que somos”, do artista visual uruguaio Andrés Boero Madrid, como parte da programação da Semana do Uruguai, que acontece entre os dias 10 e 16 de agosto no estado do Rio de Janeiro. Com curadoria de Victoria Ismach, a mostra reúne fotografias e gravuras que tratam de relações entre corpo, território e herança e permanece em cartaz até 10 de novembro. 

A exposição parte da ideia de que os seres são expressão da paisagem que habitam, explorando relações que transitam de território a memória e vínculos. As obras apresentam diferentes visões de corpos e paisagem, incluindo fotografias e gravuras relacionadas ao artista, seus filhos e seus ancestrais. 

Parte da mostra será construída durante o período de visitação com a participação do público. Uma atividade aberta, realizada em conjunto com o ateliê de gravura do Museu do Ingá, dará origem a uma obra coletiva formada por marcas de mãos de participantes do Brasil e do Uruguai, compondo um território compartilhado. A data da atividade será divulgada posteriormente.

A Semana do Uruguai reúne, ao longo de sua programação, atividades voltadas à cultura, turismo, negócios e intercâmbio entre os dois países sul-americanos. A exposição de Andrés Boero Madrid integra a programação cultural da iniciativa sediada na capital fluminense e em Niterói. 

Corpo, território e memória 

O percurso expositivo começa com uma fotografia de árvores e segue por imagens que relacionam corpo e paisagem, além de gravuras da família do artista. Ao final, uma fotografia da mão do artista com barro sobre a superfície da imagem retoma a relação entre corpo e terra. A proposta é que a exposição se transforme ao longo do período em cartaz por meio da participação dos visitantes.

SERVIÇO

Exposição: “A paisagem que somos”

Abertura: 11 de agosto de 2026

Período: 11 de agosto a 10 de novembro de 2026

Local: Museu do Ingá – Niterói/RJ

 

© Alberto Araújo

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MISSA DE 207 ANOS DA CÂMARA MUNICIPAL DE NITERÓI

A Câmara Municipal de Niterói celebrou em 11 de agosto de 2026 seus 207 anos de instalação com uma Missa em Ação de Graças, presidida pelo Padre José Marcelo Martins Gomes, conhecido como Padre Marcelo, capelão da Arquiconfraria Nossa Senhora da Conceição. A cerimônia ocorreu na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, reunindo autoridades e vereadores como Alan Lyra, Emanuel Rocha, Romero Duarte e o líder do governo Paulo Nogueira, sob a presidência de Milton Carlos da Silva Lopes, o Milton Cal (União Brasil), atual presidente da Mesa Diretora. 

Fundada em 1819, por determinação de Dom João VI através do Alvará Régio de 10 de maio, a então Câmara Legislativa da Vila Real da Praia Grande marcou o início da autonomia política da região. No mesmo ano, em 11 de agosto, foi erguido o Pelourinho e tomaram posse o primeiro juiz-de-fora e presidente da Câmara, José Clemente Pereira, além dos vereadores Pedro Henrique da Cunha, João Moura Brito, Quintiliano Ribeiro de Magalhães e o procurador Francisco Faria Homem. As primeiras reuniões ocorreram no Palacete Dom João VI e, posteriormente, no local onde hoje funciona o Hospital Santa Cruz. 

O prédio atual da Câmara, projetado por Heitor de Melo e construído por Pedro Campofiorito, integra o conjunto arquitetônico da Praça da República, no Centro de Niterói, antiga capital do estado do Rio de Janeiro. Entre 1917 e 1975, abrigou a Assembleia Legislativa do Estado e hoje preserva não apenas a memória política da cidade, mas também exposições e o arquivo público. Em 1835, a Vila Real da Praia Grande foi elevada à condição de cidade com o nome de Nichteroy, tornando-se capital da província fluminense.

A celebração dos 207 anos reforça a importância histórica e cultural da Câmara Municipal de Niterói, que continua a exercer seu papel legislativo com 21 vereadores, mantendo viva a tradição iniciada há mais de dois séculos.

Créditos das Fotos: Sergio Gomes/ASCOM/CMN  

© Alberto Araújo

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CÂMARA MUNICIPAL DE NITERÓI - SOLENIDADE OFICIAL EM COMEMORAÇÃO AOS SEUS 207 ANOS DE HISTÓRIA

No dia 11 de agosto de 2026, terça-feira, a Câmara Municipal de Niterói realizou a Solenidade Oficial em comemoração aos seus 207 anos de história, tradição e compromisso com a cidadania. O evento ocorreu no Plenário Brígido Tinoco, na sede da Casa Legislativa, localizada na Avenida Amaral Peixoto, 625, no Centro da cidade. A cerimônia reafirmou o papel fundamental da Câmara na construção e fortalecimento do município ao longo de mais de dois séculos de atuação legislativa. 

Sob a condução do presidente Milton Carlos da Silva Lopes, o Milton Cal (União Brasil), a sessão solene destacou a importância da transparência, da proximidade com a população e da valorização do debate democrático. A liderança do presidente tem marcado um período de grande relevância para o parlamento municipal, consolidando a Câmara como espaço de diálogo e representação. 

Estiveram presentes na solenidade autoridades e convidados especiais, entre eles o vereador Renato Cariell, o secretário Paulo Bagueira, os vereadores Fabiano Gonçalves, Romero Duarte e Moret, além do Padre José Marcelo Martins Gomes, capelão da Arquiconfraria Nossa Senhora da Conceição. O momento foi enriquecido pela apresentação do Coral da Companhia de Limpeza de Niterói (CLIN), acompanhado pela cantora gospel Michele, que trouxe emoção e espiritualidade à celebração.

A solenidade de 207 anos reforça a memória e a relevância da Câmara Municipal de Niterói como guardiã da democracia e da cidadania, mantendo viva a tradição iniciada em 1819 e projetando o futuro da cidade com responsabilidade e compromisso. 

Créditos das fotos: Sérgio Gomes – Fotografo oficial da CMN

Texto © Alberto Araújo

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CONFERÊNCIA “MANUEL SAID ALI”, POR RICARDO CAVALIERE

No dia 18 de agosto de 2026, às 16 horas, a Academia Brasileira de Letras, em parceria com o Ministério da Cultura, abre as portas para mais um encontro do ciclo Cadeira 41, coordenado pelos acadêmicos Antonio Carlos Secchin e Ana Maria Machado. Nesta edição, o linguista e acadêmico Ricardo Cavaliere conduzirá uma conferência dedicada a uma das presenças mais luminosas da tradição filológica brasileira: Manuel Said Ali. 

Manuel Said Ali foi um dos grandes arquitetos da reflexão sobre a língua portuguesa no Brasil, um estudioso que uniu rigor científico e sensibilidade literária. Sua obra, marcada por uma busca incessante pela clareza e pela precisão, ajudou a consolidar o estudo da gramática como campo de pensamento e não apenas de norma. Em tempos em que o idioma se transforma e se reinventa, revisitar Said Ali é reencontrar o espírito de uma língua viva, pulsante, que se faz e se refaz na voz do povo e na pena dos escritores. 

Manuel Said Ali nascido no final do século XIX, ele foi um dos primeiros intelectuais brasileiros a tratar a língua portuguesa não apenas como instrumento de comunicação, mas como organismo vivo, sujeito às pulsações do tempo e da história. Seu olhar sobre a gramática era o de um humanista: enxergava na estrutura da linguagem o reflexo da alma nacional, o modo como o Brasil pensa, sente e se expressa. 

Autor de obras fundamentais como Gramática Secundária da Língua Portuguesa e Dificuldades da Língua Portuguesa, Said Ali foi um pioneiro na busca por uma gramática científica, livre das amarras do purismo e aberta à observação real do uso. Sua escrita, precisa e elegante, conciliava o rigor do filólogo com a sensibilidade do escritor. Ele compreendia que a língua não é um monumento estático, mas um rio que se renova e que o papel do estudioso é acompanhar esse fluxo com inteligência e respeito. 

Ricardo Cavaliere, profundo conhecedor da história da linguística e da tradição gramatical brasileira, propõe nesta conferência uma leitura renovada do legado de Manuel Said Ali,  não apenas como gramático, mas como pensador da linguagem e da cultura. O encontro promete ser uma celebração da inteligência e da palavra, um convite à reflexão sobre o papel da língua como espelho da identidade nacional. 

Ao revisitar Said Ali, Ricardo Cavaliere nos convida a refletir sobre o valor da palavra como patrimônio cultural. Em tempos de comunicação instantânea e efêmera, o pensamento de Manuel Said Ali ressurge como um baluarte de lucidez: lembra-nos que dominar a língua é dominar o próprio pensamento, e que o estudo da gramática é, em última instância, um exercício de cidadania.

A entrada é franca, com inscrições pelo site www.academia.org.br, e transmissão ao vivo pelo canal https://www.youtube.com/@abletrasabl   

Uma oportunidade rara de mergulhar na história da língua portuguesa e na obra de um mestre que fez da gramática um gesto de amor à cultura.

 

© Alberto Araújo

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