quarta-feira, 21 de outubro de 2026

DOIS OLHARES, DOIS CAMINHOS, UM MESMO ENCONTRO COM A SENSIBILIDADE: FLÔR ESSÊNCIA E In'NATURA NA SOCIEDADE FLUMINENSE DE FOTOGRAFIA

 

No dia 24 de outubro de 2026, sábado, às 15h, a Sociedade Fluminense de Fotografia, presidida por Antonio Machado, abre suas portas para uma tarde dedicada ao encontro entre arte, natureza e contemplação. A abertura simultânea das exposições “Flor Essência”, de Fátima Marchi, e “In Natura – Poemas em Preto e Branco”, de André Rocha e Eurídice Hespanhol, integra as comemorações pelos 82 anos da Sociedade Fluminense de Fotografia, fundada em 12 de outubro de 1944, uma das mais tradicionais instituições fotográficas do país.

Na histórica Galeria Octávio do Prado, reconhecida como a primeira galeria construída especialmente para fotografia no Brasil, será inaugurada a exposição “Flor Essência”, de Fátima Marchi. A mostra propõe um mergulho delicado na poética das formas naturais, celebrando a força silenciosa das flores e sua capacidade de traduzir sentimentos, afetos e permanências. Em cada imagem, a artista transforma a observação da natureza em experiência sensível, revelando aquilo que muitas vezes passa despercebido ao olhar cotidiano. 

Ao mesmo tempo, na Galeria Jayme Moreira de Luna, o público será recebido por “In Natura – Poemas em Preto e Branco”, exposição de André Rocha que estabelece um diálogo profundo entre fotografia e literatura por meio dos poemas de Eurídice Hespanhol. Em preto, branco e infinitos matizes de cinza, imagens e palavras percorrem paisagens exteriores e interiores, compondo uma reflexão sobre a beleza do mundo natural, seus mistérios e as marcas deixadas pela presença humana. 

Mais do que uma relação ilustrativa, a obra de André Rocha e a poesia de Eurídice Hespanhol constroem uma conversa viva. Fotografia e verso se encontram, se completam e se transformam mutuamente, criando uma narrativa que convida à contemplação e à reflexão sobre a existência, o tempo e nossa ligação com a Terra. O resultado é uma experiência artística capaz de despertar tanto a emoção quanto a consciência, fazendo do olhar um gesto de descoberta. 

Como observa o poeta Tanussi Cardoso, “In Natura: poemas em preto e branco é, sobretudo, um ato de amor ao Universo e à Existência, sempre com a esperança de enxergar novos horizontes, pois de um amorfo estado de pó poderá servir-se toda vida nova.” A definição sintetiza o espírito da exposição: uma celebração da permanência da vida, de sua capacidade de renovação e da beleza que resiste mesmo diante das transformações do mundo. 

A abertura simultânea dessas duas exposições reafirma a vocação da Sociedade Fluminense de Fotografia como espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas e diferentes maneiras de sentir. De um lado, a delicadeza cromática e simbólica das flores; de outro, a força expressiva do preto e branco dialogando com a poesia. Em comum, a mesma busca por aquilo que permanece essencial: a emoção revelada pela arte. 

A Sociedade Fluminense de Fotografia convida o público a percorrer esses dois caminhos visuais e poéticos, descobrindo o que nasce quando imagens e sentimentos encontram abrigo no mesmo instante. 

Abertura: 24 de outubro de 2026 (sábado), às 15h

 Local: Sociedade Fluminense de Fotografia

 Endereço: Rua Dr. Celestino, 115, Centro, Niterói/RJ

 

Exposição “Flor Essência”, de Fátima Marchi

Galeria Octávio do Prado

Exposição “In Natura – Poemas em Preto e Branco”, de André Rocha e Eurídice Hespanhol

Galeria Jayme Moreira de Luna 

Visitação: de 26 de outubro de 2026 a 15 de fevereiro de 2027, das 9h às 18h. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural






(Clicar na imagem para ver o vídeo)







21 ANOS DE ALEGRIA E CONQUISTAS: FELIZ ANIVERSÁRIO, ARTUR!

Hoje o dia acorda mais vivo e luminoso para celebrar uma marca inesquecível: os 21 anos do nosso querido Artur Fabrisio! Neste 21 de outubro, nossos corações se enchem de orgulho e gratidão ao ver o homem incrível, maduro e exemplar em quem você se tornou. 

Sendo o segundo filho da nossa amada irmã Conceição Araújo e irmão parceiro da Sthephany Lilian, você sempre trouxe uma energia contagiante para a nossa família. Em Brasília, onde estuda e trabalha com tanta dedicação na área administrativa, você demonstra a cada dia a força da sua determinação. Sua inteligência, foco e garra para construir o próprio caminho são inspirações para todos nós. 

Mas além do seu empenho e postura dedicada, o que mais nos encanta é o seu brilho interior. Você é um jovem alegre, feliz e dono de um sorriso sincero que transforma qualquer ambiente e contagia todos ao seu redor. 

Desejamos que este novo ciclo venha recheado de grandes conquistas, saúde, paz e sonhos realizados. Continue sendo esse rapaz iluminado e cheio de vida!

Com todo o nosso amor, orgulho e carinho,

Seus tios, 

© Shirley e Alberto Araújo

21 de outubro de 2026 


 

terça-feira, 20 de outubro de 2026

REGINA COELI: UMA VIDA DEDICADA AO CONHECIMENTO, À CULTURA E AO BEM COMUM

Entre as páginas que escrevem a história cultural e educacional de Niterói, o nome de Regina Coeli Vieira da Silveira e Silva inscreve-se com distinção. Professora, pesquisadora, escritora, líder rotária e acadêmica, ela edificou uma trajetória marcada pela excelência intelectual e pelo compromisso humano, unindo conhecimento, sensibilidade e espírito público em uma obra de vida que honra a educação, a cultura e a cidadania.

Neste dia especial, em que celebra mais um ano de vida, o Focus Portal Cultural rende sua homenagem a uma mulher cuja caminhada se tornou referência de dedicação ao saber, à pesquisa, à formação de pessoas e à construção de uma sociedade mais consciente e solidária. 

Graduada em Letras pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Relações Internacionais pela Ohio University e doutora em Comunicação pela mesma instituição, Regina Coeli construiu uma carreira acadêmica de reconhecido prestígio. Professora titular da Universidade Salgado de Oliveira, editora de periódicos científicos, pesquisadora e participante ativa de organismos nacionais e internacionais voltados à educação e à comunicação, tornou-se uma voz respeitada nos estudos sobre metodologia da pesquisa, mídia e sociedade, direitos humanos, inclusão, estudos de gênero e novas tecnologias da comunicação. 

Mas sua história suplanta os limites da produção acadêmica. Há, em sua trajetória, uma permanente disposição para transformar conhecimento em serviço, reflexão em ação e aprendizado em benefício coletivo. Essa vocação encontrou uma de suas mais belas expressões no Rotary Club de Niterói-Norte, onde exerceu uma liderança inspiradora, marcada pelo diálogo, pela capacidade de articulação e pela sensibilidade diante das demandas do nosso tempo. 

Durante sua gestão como presidente da instituição, Regina Coeli reafirmou o compromisso rotário com a sustentabilidade e a educação ambiental. Sob sua liderança, foram estabelecidas importantes parcerias com entidades de reconhecido valor cultural e educativo, entre elas a Academia Fluminense de Letras e a Sociedade Fluminense de Fotografia. Dessa união de esforços nasceu o fortalecimento de iniciativas voltadas para a conscientização ambiental, especialmente o projeto “Mudas que Educam: Pela Sobrevivência do Planeta”, que transformou o plantio de árvores em símbolo de esperança, responsabilidade e cidadania planetária. 

Seu legado permanece vivo porque foi construído sobre valores duradouros. Valores que inspiram novas lideranças e continuam florescendo nas ações que se sucedem, como sementes lançadas ao solo fértil do compromisso social.

Na esfera cultural, Regina Coeli alcançou mais uma consagração ao tomar posse na Academia Fluminense de Letras, assumindo a Cadeira nº 34. Sua chegada à instituição centenária representou o reconhecimento de uma vida dedicada às letras, à pesquisa e ao pensamento crítico, enriquecida por trabalhos apresentados em congressos nacionais e internacionais, publicações acadêmicas e literárias, além de importantes homenagens recebidas ao longo de sua trajetória. 

Entretanto, por trás das conquistas e distinções, encontra-se uma mulher de rara humanidade. Filha de Lázaro Cavalcanti Vieira e Maria José Cavalcanti Vieira, Regina jamais deixou de reverenciar os valores familiares que moldaram sua formação. Com emoção e gratidão, sempre reconheceu o papel de seus pais na construção de seus princípios e de sua visão de mundo. 

Da mesma forma, sua história está profundamente entrelaçada à do acadêmico Wainer da Silveira e Silva, companheiro de vida, de ideias e de realizações. Juntos construíram uma caminhada marcada pelo respeito mútuo, pela admiração recíproca e pelo compartilhamento de ideais voltados à cultura, à educação e ao serviço à comunidade. 

Neste aniversário, celebramos não apenas a passagem de uma data, mas a força de uma trajetória que continua inspirando gerações. Celebramos a educadora que ensina, a pesquisadora que investiga, a escritora que registra, a líder que mobiliza, a acadêmica que honra as letras e a cidadã que faz da solidariedade um exercício permanente. 

Que os anos vindouros lhe tragam saúde, serenidade, alegrias renovadas e novas oportunidades para continuar espalhando luz, conhecimento e esperança pelos caminhos que escolheu trilhar. 

Com profundo respeito, admiração e carinho, o Focus Portal Cultural sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo parabeniza Regina Coeli Vieira da Silveira e Silva, desejando-lhe um feliz aniversário e uma vida cada vez mais plena de realizações, afeto e reconhecimento. 

Parabéns, Regina Coeli. Que sua história continue inspirando pessoas, cultivando valores e iluminando horizontes. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural.


O METEORO DE CHARLEVILLE E A REVOLUÇÃO DE ARTHUR RIMBAUD

20 de outubro de 2026 - Focus Portal Cultural celebra os 172 anos do nascimento de Arthur Rimbaud 

Um clarão breve, um estrondo incômodo e um silêncio definitivo. Poucas passagens pela arte foram tão devastadoras quanto a de Arthur Rimbaud. 

Neste 20 de outubro, data em que se celebra o nascimento do poeta francês no nordeste da França, o Focus Portal Cultural revisita a trajetória do adolescente que incendiou as estruturas da literatura ocidental antes mesmo de completar vinte anos,  e que, depois de transformar a linguagem para sempre, simplesmente virou as costas para as palavras. 

Nascido em Charleville, no dia 20 de outubro de 1854 com o nome de Jean-Nicolas-Arthur Rimbaud revelou desde cedo uma inteligência feroz e indomável. Aluno brilhante, laureado em concursos escolares e mestre da versificação clássica ainda na adolescência, o jovem carregava dentro de si um fogo que não cabia nas paredes sufocantes de sua cidade natal ou nas convenções burguesas da sociedade de sua época. 

Aos 16 anos, tomado por uma inquietude irrefreável, Rimbaud começou a fugir repetidamente de casa em direção a Paris. Não buscava apenas escapar da rotina provinciana; buscava uma ruptura estética e espiritual profunda. Foi nesse cadinho de revolta que ele formulou um dos conceitos mais revolucionários da história da arte: a ideia do poeta como “vidente”. 

Para Rimbaud, a poesia não era mero ornamento ou confissão sentimental, mas um instrumento radical de exploração do desconhecido. Em suas célebres cartas sobre o tema, defendeu que o artista deve alcançar o desconhecido por meio de um "longo, imenso e refletido desregramento de todos os sentidos". Trata-se da alteração deliberada da percepção para ultrapassar os limites do visível e extrair dali uma linguagem virgem. 

"Eu é um outro." — A máxima rimbaudiana que desmantelou o ego lírico tradicional e pavimentou a estrada para todas as vanguardas do século XX. 

Em 1871, o jovem poeta enviou seus versos a Paul Verlaine. Fascinado pelo talento estarrecedor do rapaz, Verlaine o convocou para Paris com a célebre exortação: "Venha, cara alma grande, nós o chamamos, nós o esperamos!".

A chegada de Rimbaud à capital francesa foi uma tempestade. A relação entre os dois transformou-se em uma convivência tão intensa quanto destrutiva. Entre cafés, noites de absinto, perambulações por Paris, Londres e Bruxelas, e choques constantes com o moralismo da época, eles viveram no limite absoluto da vertigem. 

O clímax desse abismo ocorreu em 1873, durante uma separação dramática em Bruxelas, quando Verlaine, tomado pelo desespero e pela embriaguez, atirou em Rimbaud, ferindo-o no pulso. De volta à fazenda da família em Roche, exausto e dilacerado, Rimbaud deu forma definitiva a Uma Estação no Inferno (Une Saison en Enfer). Publicada no mesmo ano, a obra é seu único livro impresso pessoalmente em vida: um ajuste de contas visceral com os delírios da mente, a religião e os limites da criação artística. 

Logo após Uma Estação no Inferno e a criação das visões fulgurantes de Iluminações (Illuminations), algo assombroso aconteceu: o poeta calou-se para sempre.

Por volta dos 20 anos, tendo já reescrito os rumos da literatura universal, Rimbaud abandonou a poesia de forma absoluta. Aquele que havia sido o prodígio mais brilhante da França virou as costas à glória literária. As duas décadas seguintes foram consumidas por uma sede inesgotável de errância. Virou mercador, explorador e andarilho, cruzando o Mar Vermelho e estabelecendo-se na África Oriental, sobretudo em Aden e na remota região de Harar, na Etiópia. Longe da Europa e da intelectualidade que começava a cultuá-lo como mito, viveu negociando café e peles sob o sol do deserto, sem jamais voltar a escrever um verso.

Em 1891, debilitado por um tumor no joelho, retornou à França. Teve a perna direita amputada em Marselha e faleceu na mesma cidade em 10 de novembro de 1931 em Marselha - França aos 37 anos, ignorando por completo a imortalidade que seu nome alcançaria. 

O impacto de Rimbaud é incalculável. Sem sua centelha, o surrealismo, a poesia moderna e até mesmo ícones da contracultura e da música, de Bob Dylan a Patti Smith, seriam impossíveis.

Para os leitores brasileiros que desejam mergulhar nessa obra vulcânica, o Clube de Literatura Clássica publicou as Obras Completas de Arthur Rimbaud. Em uma primorosa edição bilíngue francês-português, o volume traz uma tradução inédita e vigorosa assinada por Guilherme Gontijo Flores, capturando com precisão o ritmo e a eletricidade do original.

Neste 20 de outubro, o Focus Portal Cultural convida você a redescobrir o rebelde eterno que provou que a poesia, mais do que escrita, é um estado de risco e liberdade absoluta. 

Celebrando a memória, a arte e os grandes nomes da literatura universal. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




 

20 DE OUTUBRO | DIA DO POETA - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Neste Dia do Poeta, o Focus Portal Cultural rende sua homenagem àqueles que transformam palavras em emoção, memória e permanência. Para celebrar a data, trazemos a voz eterna de Cecília Meireles, uma das maiores expressões da literatura brasileira, como símbolo e homenagem a todos os poetas do país.

Poetas são artesãos do invisível. Com a delicadeza dos que escutam o silêncio e a coragem dos que traduzem o indizível, eles dão voz aos sonhos, às inquietações, aos amores e às esperanças que habitam a alma humana. 

Em cada verso pulsa um tempo, uma história, uma visão de mundo. A poesia atravessa gerações, preserva identidades, ilumina culturas e nos convida a enxergar a realidade com mais sensibilidade. É por meio dela que a linguagem alcança sua expressão mais livre, mais profunda e mais humana. 

Dos grandes nomes consagrados aos novos talentos que surgem em saraus, escolas, coletivos literários e plataformas digitais, todos contribuem para manter viva a chama da criação poética, patrimônio imaterial que enriquece a cultura brasileira e fortalece nossa capacidade de sentir, refletir e sonhar. 

Ao evocar Cecília Meireles, saudamos também cada poeta que faz da palavra um encontro entre a beleza e a verdade, entre a memória e a esperança. Neste 20 de outubro, o Focus Portal Cultural cumprimenta e felicita todos os poetas brasileiros. Que seus versos continuem semeando luz, despertando consciências e construindo pontes entre corações. Afinal, enquanto houver poesia, haverá sempre um caminho aberto para a imaginação, para a liberdade e para a celebração da vida.

"Aprendi com as primaveras a me deixar cortar e voltar sempre inteira." – Cecília Meireles.

Celebremos os poetas. Celebremos a poesia.

© Alberto Araújo

 



 

 




 

MOTIVO - CECÍLIA MEIRELLES


Eu canto porque o instante existe

e a minha vida está completa.

Não sou alegre nem sou triste:

sou poeta.

 

Irmão das coisas fugidias,

não sinto gozo nem tormento.

Atravesso noites e dias

no vento.

 

Se desmorono ou se edifico,

se permaneço ou me desfaço,

- não sei, não sei. Não sei se fico

ou passo.

 

Sei que canto. E a canção é tudo.

Tem sangue eterno a asa ritmada.

E um dia sei que estarei mudo: mais nada.

 

Cecília Meireles foi uma das mais importantes poetisas da língua portuguesa, com uma obra marcada pela musicalidade, pela delicadeza lírica e pela exploração de temas como o tempo, a efemeridade, a infância e a busca pela transcendência. A sua poesia, influenciada pelo simbolismo e pelo modernismo, caracteriza-se pela sua aparente simplicidade, mas com profunda complexidade filosófica e existencial. Com uma vasta produção literária que inclui poesia, contos, crônicas e literatura infantil, Cecília Meireles deixou um legado poético inigualável, celebrando a beleza do mundo e a fragilidade da existência com uma linguagem cristalina e imaginativa.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 


 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

O INTELECTUAL DO ANO 2026: RECONHECIMENTO À TRAJETÓRIA CULTURAL DE ENEIDA FORTUNA BARROS

Entre as mais tradicionais homenagens concedidas ao universo das letras, da história e da cultura fluminense, o título de Intelectual do Ano ocupa lugar de destaque por reconhecer personalidades cuja atuação contribui de forma significativa para o desenvolvimento intelectual, artístico e cultural de Niterói e do Estado do Rio de Janeiro. 

Trata-se de uma distinção reservada a presenças que, ao longo de suas trajetórias, dedicam suas vidas à preservação da memória, à produção de conhecimento e à valorização do patrimônio cultural. 

Em 2026, a escolha da homenageada recaiu sobre a acadêmica Eneida Fortuna Barros do Valle, nome amplamente respeitado nos meios literário, histórico e acadêmico fluminense. A decisão foi tomada no dia 01 de outubro de 2026 por uma comissão colegiada formada pelas renomadas instituições culturais da cidade, reunidas em sessão especial para a indicação da personalidade que receberá a honraria. 

Participam do processo de escolha a Academia Fluminense de Letras, a Academia Niteroiense de Letras, a Associação Niteroiense de Escritores (ANE), a União Brasileira de Trovadores (UBT), o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói, o Cenáculo Fluminense de História e Letras e o Elos Clube de Niterói. Juntas, essas entidades representam diferentes segmentos da produção intelectual e cultural do município, conferindo ao processo de seleção legitimidade e reconhecimento entre os pares. 

A cerimônia de entrega do título está programada para o dia 5 de dezembro de 2026, no Salão Nobre da Academia Fluminense de Letras, em Niterói, local que simboliza a tradição das letras fluminenses e que receberá intelectuais, acadêmicos, escritores, historiadores e convidados para celebrar a nova homenageada.

O título de Intelectual do Ano possui uma história igualmente relevante. A iniciativa foi idealizada pelo Grupo Mônaco de Cultura, sob a liderança de Carlos Silvestre Mônaco, que durante muitos anos conduziu a organização e a entrega da distinção. Posteriormente, a responsabilidade passou para o IFEC – Instituto Interamericano de Fomento à Educação, Cultura e Ciência, presidido por Raymundo Nery Stelling Junior. Naquele período, além do título de Intelectual do Ano, era concedida também a tradicional Comenda IFEC de Cultura, ampliando o reconhecimento aos protagonistas da vida cultural fluminense.

Atualmente, a guarda e a coordenação da homenagem pertencem à Academia Fluminense de Letras, sob a presidência da acadêmica Márcia Pessanha, que vem fortalecendo o papel da instituição como referência na promoção da cultura, da literatura e da reflexão intelectual. Sob sua liderança, a Academia mantém viva uma tradição centenária de valorização dos que dedicam suas vidas ao saber, à pesquisa e à preservação da memória fluminense. 

A escolha de Eneida Fortuna Barros para receber o título em 2026 representa, ao mesmo tempo, o reconhecimento de uma destacada trajetória individual e a valorização de uma linhagem intelectual que ajudou a construir parte importante da história cultural do Estado do Rio de Janeiro. 

Atual ocupante da Cadeira nº 19 da Classe de Letras da Academia Fluminense de Letras, Eneida sucede uma linhagem de personalidades ilustres. A cadeira teve como fundador José Quaresma Júnior, poeta, jornalista e um dos fundadores da Academia Fluminense de Letras, criada em 22 de julho de 1917. Entre seus ocupantes estiveram também Agenor Lafayette de Roure, jornalista, historiador, escritor e homem público brasileiro, e Luiz Frederico Sauerbronn Carpenter, jurista, professor e advogado de reconhecida atuação. 

Entretanto, um dos nomes mais emblemáticos ligados à Cadeira é o de Albertina Fortuna de Barros, mãe de Eneida. Albertina deixou uma marca indelével na história da cultura fluminense ao tornar-se a primeira mulher a ingressar na Academia Fluminense de Letras e, posteriormente, a primeira mulher a presidir a instituição. Professora, escritora e pioneira em diversos campos da educação e da cultura, Albertina abriu caminhos para a participação feminina nos espaços de representação intelectual do estado. 

Hoje, Eneida Fortuna Barros dá continuidade a esse legado. Filha de uma referência da educação e da literatura, construiu uma identidade própria como ensaísta, pesquisadora, palestrante e intelectual comprometida com a preservação da memória cultural fluminense. 

Além de integrar a Academia Fluminense de Letras, Eneida é membro do Instituto Histórico e Geográfico de Niterói, destacando-se pela intensa participação em eventos culturais, seminários, debates acadêmicos e projetos voltados para a valorização da história e da literatura regional. 

Sua atuação na Academia ultrapassa a ocupação formal de uma cadeira. Frequentemente, participa de mesas de debates, seminários e encontros dedicados à reflexão sobre os desafios contemporâneos da cultura. Entre os temas abordados em sua atividade acadêmica destacam-se os impactos das novas tecnologias na editoração, as transformações da produção literária na era digital e a importância da preservação da memória cultural diante das mudanças sociais. 

Eneida também tem se destacado como uma das mais atuantes vozes na valorização da presença feminina nos espaços de produção intelectual. Ao longo dos anos, coordenou e participou de inúmeros eventos dedicados ao Dia Internacional da Mulher, homenagens às mulheres acadêmicas, reforçando a importância da representatividade e da construção de oportunidades para novas gerações de escritoras, pesquisadoras e estudiosas. 

Como pesquisadora, suas contribuições concentram-se principalmente nos campos da história cultural, da crítica literária e da memória fluminense. É autora de ensaios e estudos dedicados a temas como o impressionismo na literatura brasileira, as origens culturais do estado do Rio de Janeiro e personagens fundamentais para a formação da identidade nacional. 

Entre seus trabalhos destaca-se o ensaio “Niterói na Vanguarda do Impressionismo na Literatura Brasileira”, publicado nos cadernos de memória da Academia Fluminense de Letras. Sua produção também inclui pesquisas sobre a presença jesuítica e a contribuição de personalidades históricas para a formação cultural brasileira. 

Outro importante registro de sua produção intelectual encontra-se na Revista nº 3 da Academia Fluminense de Letras, publicada em março de 2022, onde assina o estudo “De Vila a Capital Antes de Ser Cidade”, demonstrando seu compromisso com a investigação histórica e a valorização da memória de Niterói.

Nas celebrações de aniversários da Academia Fluminense de Letras, Eneida participou ativamente de conferências e palestras sobre o legado cultural de José de Anchieta e sobre as origens do teatro brasileiro, reafirmando sua vocação para o diálogo entre história, literatura e educação. 

Ao longo de sua trajetória, tornou-se uma presença constante nos principais fóruns culturais da cidade, contribuindo para a formação de novos leitores, pesquisadores e estudiosos. Seu trabalho evidencia que a cultura não se limita à produção de obras, mas se amplia na preservação da memória coletiva, na promoção do conhecimento e na construção de pontes entre passado e futuro. 

A escolha de Eneida Fortuna Barros do Valle como Intelectual do Ano 2026 representa, portanto, uma justa homenagem a uma mulher que dedicou sua vida ao estudo, à reflexão e ao fortalecimento das instituições culturais fluminenses. Mais do que reconhecer uma carreira individual, a distinção celebra uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação, a literatura, a pesquisa histórica e a valorização da cultura. 

Ao receber o título, Eneida passa a integrar o seleto grupo de personalidades homenageadas por sua contribuição ao pensamento e à identidade cultural de nossa cidade, reafirmando a importância da palavra, da memória e do conhecimento como instrumentos fundamentais para o desenvolvimento da sociedade.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




PRESIDENTE DO ELOS INTERNACIONAL, MATILDE CARONE SLAIBI CONTI PRESTIGIA CELEBRAÇÃO DOS 51 ANOS DA ANLA

 

A Diretoria de Cultura do Elos Internacional informa aos elistas que a presidente do Elos Internacional, a elista Matilde Carone Slaibi Conti  marcou presença na Sessão Solene comemorativa ao 51º aniversário de fundação da Academia Nacional de Letras e Artes (ANLA), realizada em clima de celebração à cultura, à literatura e às artes brasileiras na  Rua Teixeira de Freitas, nº 5 – 3º andar - sala 303, Edifício Pedro Calmon, na Lapa, Rio de Janeiro. 

O evento reuniu acadêmicos, convidados e personalidades do meio cultural em uma programação especialmente dedicada à valorização da trajetória da instituição. A Mesa Diretora foi composta pela presidente da ANLA, Lucia Regina de Lucena, pelo orador oficial e palestrante Thiago de Menezes e por Estefânia Sotto, uma das fundadoras da Academia e  Vera Gonzales titular da Cadeira 49 da ANLA e presidente da Academia Brasileira de Belas Artes (ABBA). 

Em sua palestra, Thiago de Menezes abordou o tema “ANLA: 51 anos de empreendedorismo cultural, das pioneiras fundadoras aos novos tempos”, destacando a importância histórica da entidade e o papel desempenhado por suas idealizadoras na construção de um legado voltado à promoção das letras e das artes no Brasil. 

Um dos momentos mais marcantes da solenidade foi a emocionante homenagem à compositora Chiquinha Gonzaga, apresentada por Nina Fernandes. Caracterizada como a célebre artista, Nina encantou o público em uma performance repleta de sensibilidade e talento, reverenciando a trajetória de uma das maiores precursoras da cultura nacional. A apresentação contou ainda com o acompanhamento musical do violonista Antonio Moreira e Valentim Fernandes interpretou poemas de acadêmicos sobre a ANLA.

Ao final da sessão, foi servido um delicioso coquetel em celebração aos 51 anos da ANLA. 

A participação da presidente do Elos Internacional reafirma o compromisso da instituição com o incentivo à cultura, ao intercâmbio de ideias e ao fortalecimento dos laços com entidades dedicadas ao desenvolvimento artístico e intelectual do país. 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional










CONVITE DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS PARA PALESTRA GRATUITA COM IVO DO ROSÁRIO LINGUAGEM, IDENTIDADE E PRECONCEITO LINGUÍSTICO SÃO TEMA DA TERCEIRA CONFERÊNCIA DO CICLO DE OUTUBRO

Os diferentes usos da língua para interagir, construir identidades e participar de distintos grupos sociais serão abordadas pelo professor da UERJ Ivo do Rosário na conferência “Linguagem e sociedade: as várias faces da língua no cotidiano da vida”, terceira do ciclo de outubro, que se propõe a debater os temas linguísticos contemporâneos. A conferência será realizada na terça-feira, 20 de outubro às 16h, com entrada franca e as inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.even3.com.br/linguagem-e-sociedade-as-varias-faces-da-lingua-no-cotidiano-da-vida-788376/

 

A diversidade linguística brasileira será abordada com foco nas relações entre língua, escolarização, prestígio social e poder. Também será discutida as relações entre linguagem, sociedade e vida cotidiana serão avaliadas partir da compreensão da língua como prática social e cultural.

Ainda serão problematizadas as noções de “certo” e “errado”, assim como os efeitos do preconceito linguístico na vida dos falantes. A coordenação é do Acadêmico Ricardo Cavaliere.

 

A conferência também dará ênfase aos aspectos gramaticais do português brasileiro e às inovações observadas em seu funcionamento.

 

“Entre elas, destaca-se a emergência de novos conectivos e de novas formas de articulação entre orações e porções textuais”, destacou Ivo.

 

O professor dará ainda exemplos extraídos da língua em uso que permitem observar a língua em seus usos concretos de funcionamento. O objetivo é compreender como as escolhas linguísticas revelam pertencimentos, valores, intenções e visões de mundo.

 

Na quinta, dia 22, será realizada a mesa-redonda "Essa terra - edição comemorativa dos 50 anos”, de Antônio Torres, com lançamento e sessão de autógrafos após a mesa, com a participação do professor e escritor Italo Moriconi e mediação do Acadêmico Edmar Bacha.

 

Já na terça, dia 27, Dante Lucchesi encerra o ciclo com a conferência "Língua e textualidade: as estratégias do texto no ato de comunicação". É graduado em Letras (Português, Inglês e respectivas literaturas) pela Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP-UERJ) e graduado em Pedagogia, pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

 

Sobre Ivo do Rosário

 

É mestre em Letras Vernáculas (Língua Portuguesa) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em Letras pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

 

É doutor em Letras pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e doutor em Letras Vernáculas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Concluiu pós-doutorado em Estudos de Linguagem (UFRN).

 

Atualmente é professor associado de língua portuguesa do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas. É o atual coordenador do Programa de Pós-graduação em Estudos de Linguagem da UFF (2022-2026), docente permanente e orientador no mestrado e doutorado.

 

Foi coordenador do GT Descrição do Português, da ANPOLL (Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Letras e Literatura), no biênio 2019-2021. É líder do CCO (Grupo de Pesquisa Conectivos e Conexão de Orações) e membro do grupo D & G (Grupo de Estudos Discurso e Gramática), ambos na UFF.




ESSA TERRA - EDIÇÃO COMEMORATIVA DOS 50 ANOS


O Acadêmico Antônio Torres se junta ao escritor e professor Italo Moriconida para uma mesa-redonda sobre a edição comemorativa dos 50 anos do seu livro “Essa Terra” na quinta-feira, 22 de outubro, às 17h30. A entrada é franca e a mediação será do Acadêmico Edmar Bacha. Após a mesa, haverá venda de livros e sessão de autógrafos com Antônio Torres. 

Sobre a obra Essa Terra 

Com o tema da migração, o romance Essa Terra revela as contradições entre os sonhos de esperança nas metrópoles e os pesadelos das dificuldades nos sertões. A jornada migratória de Nelo é exemplar, a partir de sua chegada a uma grande cidade, carregando novos afetos e desafetos, além da imagem orgulhosa de seu nome, que vai sendo acompanhada pela família com um misto de inveja e esperança.

A figura idolatrada de Nelo é construída e desconstruída de forma ambígua pelo narrador, seu irmão caçula Totonhim. Sua trajetória acompanha os espaços emotivos dessa terra, que chama, enxota, enlouquece, mas que no final das contas ama. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




 

QUANDO UMA VOZ DO PASSADO ENCONTRA UMA LEITORA DO FUTURO - DEDICATÓRIA ESPECIAL À ACADÊMICA UYÁRA SCHIEFER

O retorno de Farrapos de Ideias ao cenário editorial brasileiro representa muito mais do que a republicação de uma obra histórica. Representa a restituição de uma voz fundamental da inteligência nacional, cuja atualidade continua a iluminar os caminhos da educação, da cultura e da cidadania. 

Entre os mais significativos resgates da literatura brasileira contemporânea, Farrapos de Ideias retorna às mãos dos leitores como quem regressa de uma longa travessia. Publicada originalmente em 1937 por Antonieta de Barros, sob o pseudônimo Maria da Ilha, a obra reaparece trazendo consigo a força de uma mulher que transformou a palavra em instrumento de educação, consciência e liberdade. 

Mais do que um livro recuperado para o presente, Farrapos de Ideias é uma voz que atravessa décadas, resgatada do silêncio do tempo para reencontrar leitores dispostos a dialogar com a história, a memória e os valores que ajudaram a construir o Brasil. Ao chegar à biblioteca da professora e acadêmica Uyara Schiefer, a obra encontra mais do que uma leitora atenta: encontra uma guardiã de seu legado intelectual e humano. 

Educadora dedicada, pesquisadora sensível e permanente defensora da cultura e do conhecimento, Uyara Schiefer acolhe em seu acervo uma obra que transcende os limites da literatura para tornar-se testemunho vivo de luta, inteligência e resistência. Ao abrir espaço para as palavras de Antonieta de Barros, reafirma a importância de manter presente a memória de uma das personalidades mais extraordinárias da educação brasileira. 

Escrito sob o pseudônimo Maria da Ilha, Farrapos de Ideias constitui uma obra singular. Muito além da crônica cotidiana, seus textos revelam uma escrita híbrida na qual a observação jornalística se entrelaça à memória, à reflexão íntima e à experiência coletiva. Antonieta constrói uma narrativa delicada e, ao mesmo tempo, vigorosa, em que os acontecimentos do dia a dia tornam-se matéria para reflexões humanas, sociais, culturais e educacionais de profunda atualidade. Como observam estudiosas de sua produção, seus silêncios e lacunas também falam, revelando as tensões, os desafios e os limites impostos a uma mulher negra intelectual na sociedade brasileira de seu tempo. 

Primeira mulher negra a exercer um mandato parlamentar no Brasil, Antonieta de Barros fez da educação sua maior ferramenta de transformação social. Professora, jornalista, escritora e pioneira, acreditava que o conhecimento era capaz de abrir caminhos para uma sociedade mais justa, consciente e inclusiva. Sua trajetória permanece como um dos mais luminosos exemplos de coragem intelectual e compromisso com a emancipação humana. 

A nova edição de Farrapos de Ideias amplia ainda mais o valor histórico da obra. Além dos textos originais de 1937, reúne escritos incorporados à edição póstuma organizada por sua irmã e conta com importantes contribuições críticas de pesquisadoras que se dedicaram ao estudo de sua vida e legado, entre elas Jeruse Romão, Eliane Debus, Raquel Terezinha Rodrigues e Carla Alexandra Ferreira. A publicação é enriquecida ainda pela sensível criação artística de Crica Monteiro para a capa desta edição.

Por tudo isso, esta homenagem celebra não apenas a autora que retorna às estantes brasileiras, mas também a leitora que ajuda a mantê-la viva. Ao escolher esta obra, Uyara Schiefer integra uma corrente silenciosa e poderosa de preservação da memória nacional, fortalecendo a circulação de ideias fundamentais para a compreensão da identidade brasileira e para a valorização de vozes que jamais deveriam ter sido esquecidas. 

Que o exemplo de Antonieta de Barros continue inspirando educadores, estudantes, pesquisadores e leitores. E que gestos como o de Uyara Schiefer nos recordem que cada livro preservado, lido e compartilhado é uma semente lançada ao futuro, capaz de perpetuar conhecimento, despertar consciências e ampliar horizontes. 

Com admiração, respeito e reconhecimento, o Focus Portal Cultural rende sua sincera homenagem à professora Uyara Schiefer, cuja trajetória intelectual e compromisso com a educação e a cultura reafirmam, a cada página lida, o poder transformador da leitura e a importância de conservar viva a herança dos grandes nomes da história brasileira.

© Alberto Araújo

Jornalista - Focus Portal Cultural