segunda-feira, 29 de junho de 2026

ROTARY CLUB DE NITERÓI ICARAÍ E O ROTARY CLUB DE NITERÓI NORTE - RENOVAÇÃO E COMPROMISSO: TRANSMISSÃO DE CARGOS 2026-2027

O Rotary é uma engrenagem que nunca para. É um movimento movido pela força do voluntariado, pela ética e, acima de tudo, pela vontade inabalável de transformar vidas. Neste início de julho, viveremos um dos momentos mais simbólicos de nossa trajetória: a Cerimônia de Transmissão de Cargos dos Conselhos Diretores. 

Mais do que uma troca de liderança, este evento representa a continuidade de um legado e a renovação das energias que impulsionam o Rotary Club de Niterói Icaraí e o Rotary Club de Niterói Norte. É o momento de celebrar as conquistas da gestão que se encerra e de abraçar, com esperança e propósito, os desafios da jornada que se inicia no ano rotário 2026-2027. 

Ser rotariano é entender que somos parte de algo maior. Ao assumirem este compromisso, nossos novos líderes não apenas ocupam cargos; eles assumem a responsabilidade de conectar pessoas e fortalecer a rede de serviço que faz a diferença em nossa comunidade. Convidamos você a fazer parte deste marco, celebrando a amizade e o ideal de servir. 

Participe e compartilhe esta celebração de união e novos projetos. Sua presença é fundamental para fortalecer o elo que nos une em prol de uma sociedade mais justa e solidária. 

Data: 01 de julho de 2026, quarta-feira

Horário: 19h

Local: Casa da Amizade de Niterói (Rua Murilo Portugal, 1130 – Charitas)

Informações sobre o Coquetel

Após a solenidade, tem um coquetel especial para confraternização e celebração do início desta nova fase. 

Valor por adesão: R$ 80,00

Esperamos por você para iniciarmos juntos este novo ciclo!


 

O ELOS INTERNACIONAL E A EXPANSÃO DO HUMANISMO: RUMO A ANGOLA

O movimento Elos Internacional, conhecido por sua trajetória histórica de promover a amizade, a cultura e a integração entre os povos, vive um momento de profunda renovação e expansão. Guiado por uma liderança visionária, a instituição tem reafirmado sua missão de ser um fanal de cooperação internacional, levando seus ideais humanistas a novos horizontes. 

Em uma recente e histórica reunião administrativa on-line, realizada no dia 29 de junho, a pauta central destacou um objetivo audacioso e inspirador: a fundação de uma Célula Elista em Angola, dando início a uma nova era de intercâmbio cultural com os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). 

A força do Elos Internacional reside na dedicação de seus líderes, que imprimem um ritmo de gestão focado na governança e na expansão. Sob a presidência de Matilde Carone Slaibi Conti, a organização tem buscado fortalecer seus alicerces. Sua gestão é marcada pela busca constante pela preservação dos valores elistas, ao mesmo tempo em que promove a modernização das estruturas administrativas para garantir que o movimento chegue às novas gerações com relevância e pelo universo inteiro. 

Ao lado de Matilde, o Vice-presidente Sidney Cardoso da França atua como um pilar estratégico, essencial na articulação das metas internacionais. O trabalho em conjunto da dupla diretiva tem permitido que o Elos não apenas mantenha suas atividades tradicionais, mas que se projete com vigor em novos territórios.

A recente reestruturação do Elos Clube de Teresópolis serviu como um modelo de sucesso, funcionando como um laboratório de boas práticas que agora está sendo exportado para o cenário global. Com essa expertise acumulada, a Diretoria Internacional assumiu a missão de expandir as fronteiras do movimento, iniciando pelo continente africano. 

A escolha de Angola como o ponto de partida dessa jornada não é por acaso. A afinidade linguística e o desejo mútuo de fortalecimento de laços sociais e culturais criam o terreno fértil para a implementação de uma Célula Elista. A visão de longo prazo é clara: consolidar o Elos em Angola para que, a partir deste marco, seja possível alcançar outras nações africanas que compartilham o idioma português, criando uma rede sólida de cooperação transcontinental. 

O encontro administrativo realizado no dia 29 de junho foi um divisor de águas para este projeto. O evento reuniu nomes fundamentais para a estrutura organizacional e para o futuro da expansão africana: 

Matilde Carone Slaibi Conti, Presidente do Elos Internacional, conduziu as diretrizes da reunião, reafirmando o compromisso com a missão global do movimento.

Sidney Cardoso da França, Vice-presidente, detalhou os passos logísticos para a implantação da nova célula.

Márcia Pessanha, Governadora do Distrito D-8, trouxe a perspectiva prática da governança regional, essencial para integrar a nova célula ao corpo organizacional já existente. 

Maria Inês Botelho, Assessora Especial da Presidência, desempenhou um papel crucial no suporte técnico e na visão estratégica das ações. 

Márcia Maria Rodrigues, Presidente do Elos Clube Grande ABC e Membro do Conselho Fiscal Efetivo Internacional, garantiu a transparência e a conformidade necessárias para a expansão. 

Estevão Sanda, universitário de Direito em Angola e membro do Lions Clube, esteve presente como o elo vital dessa nova ponte internacional. Sua participação simboliza a conexão entre o movimento Elos e a realidade local angolana, unindo a juventude e o espírito acadêmico à experiência do associativismo internacional. 

Mais do que a fundação de um clube, o movimento busca promover um intercâmbio de saberes. A proposta é que a Célula Elista em Angola seja um espaço de desenvolvimento comunitário, valorização das identidades culturais e fortalecimento da solidariedade humana.

Estevão Sanda, ao compartilhar a visão angolana sobre o projeto, reafirmou a importância dessa parceria. Para o Elos Internacional, esse diálogo é uma oportunidade de aprender com a resiliência e a riqueza cultural de Angola, enquanto o país ganha um aliado estratégico em uma rede mundial dedicada a causas humanitárias. 

A iniciativa de levar o Elos Internacional a Angola representa a vitalidade de um movimento que, após décadas de história, recusa-se a ser apenas um registro do passado. Ao expandir sua atuação para o continente africano, o Elos demonstra que o ideal de "Elo", que conecta pessoas e propósitos, não conhece fronteiras geográficas.

Com uma governança sólida, uma liderança coesa e parceiros estratégicos entusiasmados em ambos os continentes, o futuro do movimento se apresenta promissor. O próximo passo, após a estruturação bem-sucedida da célula em Angola, será a continuidade desse trabalho expansivo, fortalecendo a voz de uma organização que acredita, acima de tudo, na força da união e na potência do diálogo entre os povos. 

©  Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional 








 

LUZ, MAR E PROPÓSITO: A PROMESSA DA NOVA SEMANA - PROSA POÉTICA © ALBERTO ARAÚJO


A semana que se inicia em Niterói traz consigo uma promessa luminosa. O sol, com seu brilho generoso, decide abraçar a orla de Icaraí, transformando a rotina urbana em um convite vibrante à renovação. O céu azul intenso, refletido nas águas da Baía de Guanabara, não é apenas um fenômeno meteorológico; é um lembrete de que novos ciclos merecem ser celebrados com a mesma intensidade com que a luz inunda nossas ruas.


Como bem disse Fernando Pessoa: "Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa." Que esta semana, sob este sol radiante, seja o cenário para que você se entregue por inteiro aos seus propósitos, sem reservas e com a clareza que apenas a luz do dia pode proporcionar.


Caminhar pelo calçadão de Icaraí nestes próximos dias será um exercício de gratidão. O contraste entre o verde das árvores e o azul do mar, tudo banhado por esse dourado que só o inverno niteroiense sabe oferecer, nos empurra para fora da zona de conforto. É hora de abrir as janelas da alma, deixar a energia circular e acreditar que os planos travados ganham, finalmente, o oxigênio necessário para florescer.


Não deixe que as sombras do passado nublem a clareza desta semana que começa. Lembre-se das palavras de Clarice Lispector: "Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro." Use o sol desta semana não para esconder suas fragilidades, mas para iluminá-las, entendê-las e transformá-las em parte da estrutura sólida que sustenta a sua evolução.


O convite está feito pelo próprio clima: olhe para o horizonte, sinta a brisa marítima e entenda que, assim como o sol retorna todos os dias, a sua capacidade de recomeçar é inesgotável. Cada hora sob esse céu de Icaraí é uma oportunidade de escrita, um momento em que a página em branco da sua semana ganha cores vivas.


Antoine de Saint-Exupéry nos deixou um legado importante: "A tarefa não é prever o futuro, mas torná-lo possível." Portanto, que este sol não seja apenas para contemplação, mas para ação. Saia, respire fundo, alinhe seus objetivos e caminhe com a certeza de quem sabe exatamente onde quer chegar. A semana é sua, e a luz está ao seu favor. Aproveite cada raio de sol e faça deste período um marco de produtividade, paz e, acima de tudo, muita luz própria.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 




 

domingo, 28 de junho de 2026

UYÁRA SCHIEFER - UM ELO DE FÉ E AFETO: A CELEBRAÇÃO DA CONFRARIA NA IGREJA BETEL DE ICARAÍ

Nas entrelinhas da rotina urbana de Niterói, onde o pulsar de Icaraí encontra um refúgio de serenidade, a Igreja Presbiteriana Betel reafirmou, em um momento de profunda sensibilidade, o seu papel como um santuário de acolhimento. Sob a direção espiritual do Reverendo Carlos Henrique Ferreira Gomes, a comunidade testemunhou a oficialização da entrada da confreira Uyára Schiefer em seu rol de membros, um evento que, mais do que uma formalidade institucional religiosa, selou o encontro de uma trajetória de vida com um porto de paz. 

É impossível dissociar o crescimento e o vigor da Igreja Betel da presença de seu condutor. O Reverendo Carlos Henrique Ferreira Gomes não exerce o ministério apenas através do dogma, mas sim por intermédio de uma presença que se traduz em empatia e simpatia. Em um mundo frequentemente acelerado, ele cultiva a arte da escuta e o dom de ser um guia que não apenas indica o caminho, mas caminha ao lado. 

É esse exercício constante de humanidade que transforma o recinto da igreja em uma extensão de um lar, arrebanhando corações que buscam, além da doutrina, o suporte de uma liderança que reconhece o valor do próximo. O Pastor Carlos Henrique personifica a ideia de que a fé, para ser autêntica, precisa ser exercida com leveza, acolhimento e uma compreensão profunda das fragilidades humanas.

O momento da recepção de Uyara Schiefer foi marcado por um discurso visceral, capturado em vídeo e repleto de uma verdade que transborda a tela. Em sua fala, Uyara desenha o mapa de sua caminhada espiritual, da experiência na Igreja Metodista em Vital Brasil até a passagem pela Betaninha, culminando no reencontro com a espiritualidade na Betel. 

Ao rememorar como a aproximação começou, motivada por um trabalho acadêmico de Teologia solicitado pela professora Matilde Carone Slaibi Conti, que a levou a entrevistar o então professor Carlos Henrique, Uyara descreve um desdobramento quase poético do destino. O que começou como uma tarefa intelectual transformou-se em um chamado existencial. 

Com a voz embargada pela emoção, Uyara compartilhou um trecho de sua intimidade: "Eu falei para o pastor, hoje não amanheci bem, e disse: meu Senhor Jesus, eu preciso desse momento glorioso para mim. E louvado seja Deus, que eu melhorei e estou aqui." 

Esse relato evoca a passagem bíblica de Efésios 3:17, que nos fala sobre o Cristo habitando em nossos corações pela fé, criando raízes e fundamentos em amor. É a beleza do filho de Deus agindo como bálsamo, embelezando o interior daqueles que, mesmo em dias de tempestade, buscam na comunidade a força para seguir. 

Em seu discurso, Uyara Schiefer também fez questão de estender o afeto que a envolve à nossa presidente Matilde Carone Slaibi Conti. A menção não é casual; ela sublinha a importância de presenças femininas fortes e inspiradoras que, em diferentes esferas da sociedade niteroiense, fomentam a cultura, o respeito e a integração. A presença simbólica de Matilde no pensamento de Uyara reforça a ideia de que a vida pública e a vida espiritual caminham juntas quando pautadas pela integridade e pelo reconhecimento do outro.

Ao concluir seu discurso com um beijo ao coração de cada irmão ali presente, Uyara não apenas se torna oficialmente parte da Betel; ela reafirma a importância de espaços que ainda permitem a vulnerabilidade. Em tempos de incertezas, o testemunho de uma mulher que encontra, na fé e no acolhimento de seu pastor, o alento necessário para superar as aflições do dia a dia, é um sopro de esperança.

A Igreja Betel de Icaraí, sob a batuta carinhosa do Reverendo Carlos Henrique, reafirma sua vocação: não ser apenas um prédio de pedra, mas um organismo vivo que transforma a "corrida" da vida em um caminhar compartilhado. Que a jornada de Uyara, agora enraizada nesta nova casa, continue a inspirar todos aqueles que, como ela, buscam diariamente os momentos gloriosos de paz e renovação que somente o afeto e a fé são capazes de proporcionar.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

(Clicar na imagem para assistir ao pequeno vídeo)




A ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS, CUSTÓDIA DA CULTURA E O DIÁLOGO COM O CONTEMPORÂNEO: 1ª SESSÃO DO CICLO DE CONFERÊNCIAS "PUBLICAR A GENTE BRASILEIRA".

Presidente Márcia Pessanha ladeada das acadêmicas expositores

No coração de Niterói, onde a história encontra a efervescência intelectual, ergue-se a centenária Academia Fluminense de Letras (AFL). Mais do que um edifício histórico, a instituição é um verdadeiro Patrimônio Imaterial de Niterói, funcionando como pilar fundamental na preservação da memória literária e na promoção do pensamento crítico no estado do Rio de Janeiro. 

Com uma trajetória marcada pela valorização das letras e das artes, a AFL reafirma, constantemente, seu compromisso com a sociedade, conectando o legado dos clássicos às discussões prementes do presente. 

A gestão da atual presidente, a acadêmica Márcia Pessanha, tem sido um marco de dinamismo para a instituição. Sob sua liderança, a Academia tem se aberto de forma vigorosa ao público, consolidando-se como um centro de referência cultural. A visão de Márcia é clara: tornar a Academia um espaço vivo, inclusivo e, acima de tudo, um fórum de diálogo interdisciplinar que transponha os muros da erudição acadêmica para alcançar as novas gerações. É nessa perspectiva de transformação que nasce o ciclo de debates que movimentou a cidade no último sábado. 

No dia 27 de junho de 2026, a AFL abriu suas portas para a 1ª Sessão do Ciclo de Conferências "Publicar a Gente Brasileira". O evento, realizado em parceria estratégica com a Fundação de Arte de Niterói (FAN) por meio do projeto Niterói Livros, teve como tema central a instigante questão: “Publicar Mulher”. 

A escolha do tema não poderia ser mais oportuna. A mesa-redonda, coordenada pelo acadêmico Jordão Pablo de Pão, diretor do Niterói Livros, promoveu uma análise profunda sobre a presença e a resistência das mulheres no mercado editorial e na história da literatura. 

A anfitriã, Márcia Pessanha, ao lado da acadêmica Eurídice Hespanhol e da convidada especial Michely Jabala Vogel (UFF), conduziu um mergulho fascinante nas trajetórias de três ícones da escrita mundial. Foram debatidas as lutas de Carolina Maria de Jesus, cuja obra é um documento histórico de denúncia social e pioneirismo na literatura periférica; Julia Lopes de Almeida, precursora da literatura brasileira, cuja personalidade independente e sensibilidade transformaram o panorama dos costumes nacionais; e Agatha Christie, a "Rainha do Crime", romancista mais vendida da história e condecorada com o título de Dama pela Rainha Elizabeth II. 

O evento foi também um palco de celebração para a produção literária local. As acadêmicas Lucia Romeu, Verônica Oliveira e Amanda Almeida compartilharam suas vivências, proporcionando um panorama da força da escrita feminina contemporânea. Destaque especial para o lançamento de “Polifonia do Canto dos Pássaros (Vira-Tempo)”, de Amanda Almeida, que enriqueceu o acervo fluminense. 

A presença de estudantes da UFF e do curso Pré-Vestibular Social "Gente Formando Gente" trouxe uma energia transformadora ao encontro. Esse intercâmbio entre a experiência dos acadêmicos e a curiosidade dos jovens é a maior conquista da gestão atual: a confirmação de que a literatura é uma ponte que deve ser atravessada por todos. 

O encerramento foi marcado pelo tradicional e requintado coquetel assinado pela Chef Valéria Gervásio, que garantiu uma experiência completa, unindo estímulo intelectual à excelência gastronômica. 

A Academia Fluminense de Letras, sob a batuta de Márcia Pessanha, prova que ser um patrimônio imaterial não significa estar contido no passado. Pelo contrário: é ser a raiz robusta de uma árvore que floresce a cada temporada, reafirmando que Niterói é, por excelência, uma cidade que escreve e publica a sua própria gente.

Agradecimentos

Registro minha gratidão especial a Aldo da Silva Pessanha e Christiane Victer pelos belos cliques que capturaram a essência deste encontro. Agradeço também à querida Valéria Gervásio pelo vídeo, que preserva com maestria a harmonia da ocasião. É um privilégio contar com olhares tão sensíveis e amigos generosos. Muito obrigado por eternizarem este encontro com tanto carinho.  Alberto Araújo 

Créditos das fotos: Aldo da Silva Pessanha e Christiane Victer

Vídeo: Valéria Gervásio

Editorial © Alberto Araújo | Focus Portal Cultural

Márcia Pessanha - Presidente da AFL

Acadêmicos da Academia Fluminense de Letras

Michely Jabala Vogel e Márcia Pessanha
Valéria Gervásio (blusa amarela) - Chef e seus auxiliares




Jordão Pablo de Pão, Diretor do Niterói Livros
Eurídice Hespanhol - acadêmica expositora 
Michely Jabala Vogel, da Universidade Federal Fluminense (UFF)






Amanda Almeida - acadêmica expositora 
Lançou a obra: Polifonia do Canto dos Pássaros (Vira-Tempo)
Verônica Oliveira - acadêmica expositora
Lucia Romeu - acadêmica expositora





Lucília Dowslley, Marcia Pessanha e Idalina Andrade Gonçalves



Alunos do pré-vestibular  social "Gente Formando Gente" 
Professora Amanda Almeida, acadêmica da AFL.
(Clicar na imagem para ver o pequeno vídeo)

Registro minha gratidão especial ao Aldo da Silva Pessanha e a Christiane Victer pelos belos cliques que capturaram a essência do encontro cultural. Agradeço também à querida Valéria Gervásio pelo pequeno vídeo, que captura alegria e a harmonia da ocasião. É um privilégio contar com olhares tão sensíveis e amigos tão generosos. Muito obrigado por eternizarem este encontro com tanto carinho. Alberto Araújo – Focus Portal Cultural.


MENSAGEM 

Presidente Márcia Pessanha disse: Nossos efusivos agradecimentos ao jornalista, escritor, diretor do Focus Portal Cultural, Alberto Araújo, pela importante e expressiva postagem sobre o evento da 1a Sessão do Ciclo "Publicar a gente brasileira", realizado na Academia Fluminense de Letras em parceria com a FAN/Niterói Livros em 27-06-26. Um agradecimento muito especial também à eficiente e incansável Christiane Victer, nossa colaboradora, nota mil, sempre presente  e registrando com fotos nossas atividades culturais.   Alberto, você contribui com mais essa postagem, para enriquecer o acervo histórico de nossa instituição e preservar sua memória. Um registro memorável. Márcia Pessanha.



sábado, 27 de junho de 2026

27 DE JUNHO DE 2026 – CELEBRAMOS OS 118 ANOS DO NASCIMENTO DE GUIMARÃES ROSA, A VOZ DO SERTÃO QUE ENCANTOU O MUNDO.

No quadro EFEMÉRIDES do Focus Portal Cultural, sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, celebramos hoje, 27 de junho, uma data que se funde com a própria identidade literária do Brasil. Há exatos 118 anos, na pacata Cordisburgo, nascia João Guimarães Rosa. Médico, diplomata e, acima de tudo, um artífice da palavra, Rosa não apenas registrou o Brasil em suas obras; ele alterou para sempre a arquitetura da língua portuguesa, transformando o "sertão mineiro" em um palco universal onde se debatem as questões mais profundas da condição humana. 

A trajetória de Guimarães Rosa é marcada por uma polifonia rara. Filho de comerciantes, cedo demonstrou uma inclinação voraz para o conhecimento, nutrindo uma biblioteca mental que abarcava quase duas dezenas de idiomas. Essa erudição, longe de distanciá-lo de suas raízes, serviu como lente para ampliar a riqueza do falar popular. Rosa coletava arcaísmos, inventava neologismos e tensionava a sintaxe com a audácia de quem entendia que a língua é um organismo vivo, capaz de ser recriado pela sensibilidade do artista. Ao ler Sagarana ou mergulhar na vastidão de Grande Sertão: Veredas, percebemos que o autor não transcrevia o dialeto sertanejo, ele o elevava à categoria de alta literatura. 

Sua vida pública foi um espelho de sua ética. Como médico, conheceu as dores do interior de Minas Gerais, vivências que sedimentaram o humanismo presente em seus contos. Como diplomata, exerceu uma função que beirava o heroísmo. Entre 1938 e 1942, em Hamburgo, na Alemanha, Rosa e sua esposa, Aracy de Carvalho, enfrentaram o horror do regime nazista. Em um gesto de coragem silenciada pela modéstia, Aracy emitiu vistos que salvaram centenas de judeus da perseguição, tornando-se, anos mais tarde, a única brasileira honrada no memorial Yad Vashem, em Jerusalém. Essa dimensão de Rosa, o homem que enfrentou a barbárie enquanto escrevia sobre o eterno combate entre o bem e o mal, é essencial para compreendermos a densidade de sua obra. 

A relação de Guimarães Rosa com a Academia Brasileira de Letras é, talvez, um dos capítulos mais singulares da cultura brasileira. Eleito por unanimidade em 1963, o escritor adiou sua posse por quatro anos, em um jogo de suspensão com o próprio destino. Quando finalmente assumiu a Cadeira 2, em 16 de novembro de 1967, entregou um discurso que soava como um testamento existencial. Foi ali que deixou a frase que hoje se imortalizou como o resumo de sua entrega ao mundo: "a gente morre é para provar que viveu". Três dias depois, como se a palavra tivesse dado o veredito final ao seu coração, o escritor partiu, deixando um vazio que é preenchido, até hoje, por cada leitor que se aventura por suas páginas. 

Ler Guimarães Rosa hoje, 118 anos após seu nascimento, é um exercício de resistência. Em tempos de comunicação imediata e descartável, ele nos convoca à lentidão da reflexão, ao "rever" das veredas. Sua escrita não é meramente uma sucessão de acontecimentos no sertão; é uma metafísica. Ao descrever a paisagem árida, Rosa descrevia a alma humana em seus embates mais viscerais. Ele nos provou que o regional é, na verdade, um caminho para o universal.

O Focus Portal Cultural, ao relembrar este gigante, não presta apenas uma homenagem ao passado. Propomos, através do olhar de Alberto Araújo, um convite ao reencontro com a obra de um homem que fez da vida um laboratório de significados. Guimarães Rosa não apenas viveu para escrever; ele escreveu para provar que a vida, apesar de perigosa, é o único caminho possível para quem busca a transcendência. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural