segunda-feira, 20 de julho de 2026

A IMORTALIDADE COMO EXERCÍCIO DE MEMÓRIA - 129 ANOS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS



O Focus Portal Cultural, Sob a Curadoria do jornalista Alberto Araújo, Celebra com distinção aos 129 anos da Academia Brasileira De Letras.

 

20 de julho de 2026. Mais do que uma efeméride no calendário, este aniversário marca a solidez de uma instituição que, há mais de um século, atua como guardiã da nossa identidade linguística e literária. Ao longo desta trajetória, a ABL tem se consolidado como um ponto de convergência fundamental para o pensamento brasileiro, promovendo o diálogo entre o passado que nos fundou e o futuro que, constantemente, tentamos decifrar.

 

É com respeito à memória e à produção intelectual que move esta Casa, que o Focus Portal Cultural estende suas congratulações a cada um de seus integrantes. Convidamos nossos leitores a uma reflexão sobre a importância da preservação das letras como um exercício de cidadania e um ato de resistência cultural.

 

A IMORTALIDADE COMO EXERCÍCIO DE MEMÓRIA

129 ANOS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS 

A existência de uma instituição como a Academia Brasileira de Letras (ABL) ao longo de 129 anos não se mede pelo calendário linear, mas pela capacidade de tecer, através dos séculos, o fio que conecta o efêmero à perenidade. Quando Machado de Assis e seus pares idealizaram o Petit Trianon carioca como morada das letras, não buscavam erguer uma fortaleza inabalável contra o tempo, mas sim criar um organismo vivo, capaz de metabolizar as transformações da língua e as metamorfoses da alma brasileira. 

Vivemos em uma era de obsolescência programada, onde a informação se esgota no momento em que é consumida. Diante desse turbilhão, a Academia, com quase um século e três décadas de existência, impõe-se não como um monumento estático, mas como um campo de tensão. Ela é o espaço onde a palavra, essa entidade caprichosa e mutável, encontra um porto de guarda. 

A filosofia da imortalidade, conferida aos seus membros, não deve ser entendida como uma apoteose da vaidade individual, mas como um compromisso com a continuidade do pensamento. A "imortalidade" aqui é um conceito dialético: o acadêmico passa, mas o exercício da reflexão permanece. É a tentativa humana, talvez a mais nobre e desesperada, de deixar marcas na areia do tempo que não sejam imediatamente tragadas pela maré do esquecimento. 

A ABL, ao celebrar seus 129 anos, reafirma um axioma fundamental: a língua portuguesa não é apenas um instrumento de comunicação, mas o próprio alicerce de nossa identidade. Ela é o lugar onde o brasileiro se reconhece, se nomeia e se projeta. 

No seio da Academia, a língua é tratada com um rigor que não deve ser confundido com rigidez. Pelo contrário, trata-se de um respeito visceral pela nossa matéria-prima. Filósofos e escritores que por ali passaram compreenderam que o idioma é uma entidade orgânica; ele cresce, adoece, se cura e se renova. A missão da ABL, nestes quase 130 anos, tem sido a de ser o fiel da balança entre a necessária preservação da estrutura que nos dá inteligibilidade e a abertura urgente às inovações que a vida cotidiana impõe à sintaxe. 

Não há cultura sem arquivo, e não há memória sem o cultivo da palavra. Ao preservar a norma culta, a Academia oferece uma referência, um ponto de ancoragem para que a língua não se disperse em ruído. É um ato de resistência contra a fragmentação do pensamento. 

Completar 129 anos é, acima de tudo, um exercício de humildade perante o fluxo da história. A Academia Brasileira de Letras atravessou regimes políticos, revoluções tecnológicas, mudanças profundas nos costumes e as dores de um país que se refaz constantemente.

O que a mantém relevante? A resposta reside na sua natureza de ser um espaço de mediação. A ABL não é um santuário isolado da realidade, mas um lugar onde a erudição deve, necessariamente, dialogar com o agora. A cultura brasileira é plural, barroca, sincrética e contraditória. O desafio da Academia tem sido, e continua sendo, o de abraçar essa pluralidade sem perder a essência do rigor intelectual. 

O ato de escrever, o foco central da casa é, na sua essência, um ato de solidão. Contudo, ao institucionalizar esse gesto, a ABL transforma a solidão do escritor em um projeto coletivo. É um paradoxo belíssimo: o indivíduo que cria, em diálogo com o coletivo que preserva. 

Ao olharmos para esses 129 anos, não celebramos apenas o acúmulo de obras, mas a persistência de um ideal. Num mundo que valoriza o imediatismo, a ABL representa a "demora", o tempo necessário para pensar, para lapidar o texto, para refletir sobre a condição humana.

A memória não é apenas olhar para trás; é a matéria de que é feito o futuro. Uma nação que não cultiva sua literatura, que não honra seus pensadores, é uma nação que caminha às cegas. A Academia, em sua maturidade centenária, convida-nos a essa lucidez. Ela nos recorda que somos herdeiros de uma vasta biblioteca e que, em cada frase que escrevemos, carregamos a responsabilidade de honrar esse legado. 

A celebração de 129 anos de uma instituição que coloca a palavra como o centro gravitacional de suas preocupações é, fundamentalmente, uma celebração da inteligência humana. É a afirmação de que, apesar da finitude que nos é imposta pela natureza, podemos, através da arte e do pensamento, habitar o tempo de modo mais denso, mais crítico e, finalmente, mais humano. 

A Academia Brasileira de Letras segue o seu curso, navegando não em águas calmas, mas nas correntes agitadas da cultura. Ela não é o ponto final de uma trajetória, mas um eterno devir. 

Ao celebrarmos esta data, não olhamos para a ABL como uma relíquia, mas como um laboratório contínuo de nossa própria identidade. A verdadeira homenagem que podemos prestar a esses 129 anos não é a reverência distanciada, mas a participação ativa no debate sobre o que significa, hoje, ser brasileiro e usar a língua para construir sentido em um mundo que parece, a cada dia, ter perdido o seu.

Que a Academia continue a ser esse espaço de inquietação, de diálogo e, sobretudo, de permanência na mudança. Pois, como nos ensina a própria literatura, a imortalidade é apenas o nome que damos à capacidade das ideias de sobreviverem ao corpo que as concebeu. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 



domingo, 19 de julho de 2026

CHÁ DAS 5 COM 5 - GRUPO DE ESTUDOS LITERÁRIOS - MULHERES EXTRAORDINÁRIAS NO DIA 21 DE JULHO DE 2026

Nesta edição especial do Chá das 5 com 5, dentro do Grupo de Estudos Literários, receberemos uma conversa dedicada à obra “Mulheres Extraordinárias – Volume 4”, projeto que valoriza histórias, trajetórias e memórias femininas por meio da palavra escrita. 

Com apresentação de Ana Maria Tourinho, Vice-Presidente Cultural Mundial da Rede Sem Fronteiras, o encontro reunirá coautoras da obra para um momento de compartilhamento literário, reflexão e valorização do legado feminino na literatura e cultura lusófona.

Participam desta edição as coautoras:

Aline De Bona

Almerinda Garibaldi

Ofélia G. de Matos

Manuela Bailão 

O programa propõe um diálogo sobre a força das mulheres que escrevem, inspiram, preservam memórias e contribuem para a construção de uma literatura mais plural, sensível e representativa. 

A Rede Sem Fronteiras é uma Organização Cultural Internacional, sediada em Lisboa, Portugal, presente em dezenas de países, dedicada ao fortalecimento, promoção e intercâmbio da língua portuguesa e da cultura lusófona.

Este canal é mais do que um espaço de transmissão. É um ponto de encontro entre povos que compartilham a mesma língua, mas carregam diferentes histórias, sotaques, experiências e riquezas culturais. 

Data: 21 de julho de 2026, terça-feira

Programa: Chá das 5 com 5

Tema: Mulheres Extraordinárias – Volume 4

Apresentação: Ana Maria Tourinho

Transmissão Oficial:

Canal da Rede Sem Fronteiras no YouTube:

https://www.youtube.com/@redesemfronteiras

 

🕓 Horários por país lusófono:

🇧🇷 Brasil – 17h

🇨🇻 Cabo Verde – 19h

🇬🇼 Guiné-Bissau – 20h

🇸🇹 São Tomé e Príncipe – 20h

🇵🇹 Portugal – 21h

🇦🇴 Angola – 21h

🇬🇶 Guiné Equatorial – 21h

🇲🇿 Moçambique – 22h

🇹🇱 Timor-Leste – 06h (+1)









O POENTE DE NITERÓI: UMA CRÔNICA DE AFETO, BRISA E MAR - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO - INSPIRADA EM FOTOGRAFIA POSTADA POR JUNIOR RODRIGUES EM SUA PÁGINA NO INSTAGRAM

 

A fotografia postada pelo advogado, professor e Diretor da ESA-Niterói, Junior Rodrigues, não é apenas um registro visual; é um portal para a alma de Niterói. Capturada em Charitas, sob a luz dourada do fim de tarde, ela ressoa profundamente com quem, como ele e eu, tem o privilégio de chamar esta cidade de "lar". A imagem, com seus barcos silhuetados contra o sol poente que se aninha atrás dos morros, e o mar refletindo o fogo do céu, é um clichê na melhor aceitação da palavra: uma verdade universal e bela que se repete dia após dia, mas que nunca cansa de nos maravilhar. 

Quando Junior escreve: "Nascido e criado em Niterói, tenho o privilégio de viver e trabalhar na cidade que amo. E, quando o dia termina com um pôr do sol como esse em Charitas, sentindo a brisa e o cheiro do mar, tenho ainda mais certeza: não há lugar como o nosso", ele sintetiza um sentimento coletivo. É uma declaração de amor que ecoa nas calçadas de Icaraí, nas areias de Piratininga, nas ladeiras do Barreto e nas praças do Fonseca. Mas há algo de visceralmente especial em observar esse espetáculo da Baía de Guanabara.

Eu, daqui da minha janela em Icaraí, testemunho esse ritual vespertino com a mesma reverência. A praia de Icaraí, com sua orla curva e elegante, emoldura o pôr do sol de forma majestosa. O sol desce majestoso, tingindo as nuvens de tons que variam do rosa suave ao laranja vibrante, incendiando o céu e a água. As silhuetas do MAC, o ícone futurista de Niemeyer, e da Ilha da Boa Viagem, com sua igrejinha histórica, pontuam o horizonte, criando um contraste entre a arquitetura moderna e a paisagem natural, entre o efêmero do céu e o perene do mar. É nesse momento que o caos urbano do dia se dissolve na serenidade da luz. O barulho do trânsito da Rua Ator Paulo Gustavo, antiga Rua Moreira César parece diminuir, abafado pelo som das ondas e pela grandiosidade do espetáculo celeste. A brisa do mar, fresca e salgada, entra pela janela, trazendo consigo o cheiro da Guanabara, um perfume complexo, ancestral, misto de maresia, vida e história. 

Niterói, muitas vezes ofuscada pela grandiosidade da metrópole vizinha, o Rio de Janeiro, guarda uma identidade própria, uma essência mais acolhedora, mais "de bairro", mesmo com seus 516.787 habitantes. E essa identidade está profundamente ligada ao seu litoral. A relação com o mar não é apenas visual; é visceral, cultural, definidora do nosso caráter. O mar de Niterói não é um mero elemento decorativo; é um personagem ativo na nossa história. Ele foi via de transporte para os primeiros habitantes, fonte de sustento para as comunidades pesqueiras que ainda resistem em locais como Jurujuba, e é hoje o palco de lazer, esporte e, acima de tudo, de contemplação. 

A crônica cultural de Niterói se escreve em seus pores do sol. Eles não são apenas um fenômeno atmosférico; são um evento social. Em Charitas, as pessoas se reúnem no calçadão, nas muretas, nos quiosques, não apenas para ver o sol se pôr, mas para compartilhar o momento. É uma celebração silenciosa do fim de um ciclo e da promessa de um novo começo. Em Icaraí, a orla se transforma em um anfiteatro natural. Famílias inteiras, casais, idosos, jovens, todos se voltam para o mar, em um momento de comunhão coletiva. A diversidade da cidade se dissolve na admiração unânime da beleza. 

Essa conexão profunda com a natureza, com a paisagem costeira, molda o espírito niteroiense. Há certa altivez tranquila em quem vive aqui. Amamos nossa cidade não por sua grandiosidade, mas por sua escala humana, por sua beleza acessível, por esse cotidiano que se permite ser pontuado por momentos de pura poesia, como o pôr do sol. 

A fala de Junior Rodrigues ressoa porque é autêntica. Ela vem de alguém que conhece as nuances da cidade, que viveu suas transformações, que compreende o valor de ter a Baía de Guanabara como cenário diário. E, ao mesmo tempo, é uma fala que fala por todos nós. Seja em Charitas, em Icaraí, ou em qualquer outro ponto da nossa costa, a experiência é a mesma: a sensação de estar em casa, em um lugar único, privilegiado pela natureza.

Portanto, a fotografia de Junior não é apenas um registro de um momento. É um espelho da nossa alma niteroiense. Ela reflete nosso amor pela cidade, nossa conexão com o mar, nossa capacidade de encontrar beleza e serenidade na simplicidade do cotidiano. E, acima de tudo, reafirma a certeza que todos nós, que temos o privilégio de viver em Niterói, carregamos no peito: que não há lugar como o nosso. Que a brisa e o cheiro do mar de Niterói nos acompanhem sempre, e que seus pores do sol continuem a nos inspirar e a nos unir. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 




PARA ODILZA VITAL FILL: UMA ODISSEIA DE CIÊNCIA E HUMANIDADE

Neste 19 de julho, celebramos não apenas a data que marca a existência de Odilza Vital Fill, mas a magnitude de uma trajetória que desafia as fronteiras do mapa e as limitações do tempo. 

Odilza é, por essência, uma cidadã do mundo. Sua vida é um mosaico costurado por fios de saber e de paixão. Das salas de aula e consultórios do Rio de Janeiro e Niterói, onde começou sua missão de cuidar do outro, ela alçou voo para além dos horizontes. Em Nova York, Paris e nos mais diversos centros de excelência, ela não apenas estudou: ela traduziu a ciência em arte, o rigor da medicina em um constante diálogo com a estética, a saúde e a longevidade. 

Onde quer que pouse, Odilza leva o Brasil no nome e na alma. Seja desenvolvendo fórmulas que carregam a essência da nossa floresta, seja escrevendo livros que cruzam oceanos em inglês e espanhol, ela atua como uma embaixadora do bem-estar. Poliglota na língua e no coração, ela transita com a mesma elegância entre a precisão técnica de uma endocrinologista e a sensibilidade de uma mente que busca no antienvelhecimento não a negação dos anos, mas a celebração da vida plena. 

Dra. Odilza, sua jornada é um convite para enxergarmos a medicina como um gesto de beleza e o turismo como uma ponte entre culturas. Você é a prova de que, para quem possui a curiosidade como bússola e o amor ao próximo como norte, o mundo não é um lugar distante, mas um lar vasto, pronto para ser transformado por suas mãos.

Neste dia, que o seu "projeto de vida" continue a ser o mais inspirador de todos: aquele que ancora no presente a promessa de um futuro sempre mais radiante, saudável e vibrante. 

Feliz aniversário, cidadã do mundo! 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

UM POUCO SOBRE A HOMENAGEADA 

Odilza Greenhald de Paula Barreto de Oliveira Coelho dos Santos Vital, nasceu no Rio de Janeiro, Brasil. Formou-se em Medicina na Universidade Federal Fluminense. Pós Graduou-se em Endocrinologia pela Universidade Pontifícia Católica do Rio de Janeiro, PUC-Rio, e no IEDE (Instituto Estatal de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione).

Permaneceu nessa instituição como médica concursada da SUSEME – Rio de Janeiro e como auxiliar de ensino e assistente do mesmo curso de pós-graduação por 10 anos sendo responsável pelos departamentos de Tiroides, Gônadas, Hipotálamo e Hipófise. 

Em 1971 recebeu o titulo de Especialista em Endocrinologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. 

Foi a segunda colocação no concurso público para auxiliar de professor no Hospital Universitário Antônio Pedro – Niterói – Rio de Janeiro, mas renunciou ao seu posto. 

Passou em terceiro lugar no concurso de provas e títulos para ser endocrinologista do INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Medica da Previdência Social) aonde exerceu suas funções durante 15 anos.

Cursou também "Problemas Brasileiros" na Escola Superior de Guerra, e o curso de Estética Facial e Corporal no SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) de Niterói.

Mudou-se para Nova York, Estados Unidos em 1990 aonde fez o curso de matérias medicas básicas na Rush Presbyterian Medical Center para o teste USMLE (United States Medical Licecing Examination). 

E no Learning Institute for Beauty Sciences, também em Nova York, titulou-se de Cosmetologista em 1992. 

Na Trinity School of Natural Health terminou o curso de Medicina Natural e Homeopática em 1993. 

Regressou ao Brasil em 1995 e foi aprovado no curso de especialização Lato Senso de Geriatria e Gerontologia Interdisciplinares da Universidade Federal Fluminense. 

Em 1998 aprovada na prova escrita da American Board of Chelation Terapy e em 1999 na International Bio-Oxidative Medical Association. 

Em 2001, fez o curso de Mesoterapia em Paris ministrado pelo professor Jacques Le Coz. 

Em 2004 passou a ser consultora da Continental Beverage, situada em Nova York. 

Fez pós-graduação em Medicina Estética na Sociedade Internacional de Medicina Estética em 2006. 

Exerce suas atividades profissionais no Brasil – Rio de Janeiro – Ipanema e Niterói – Icaraí. 

Sócia da Vital Health Products INC. e da Vital Import Export Corporation, ambos localizados em Nova York.

Desenvolveu vários produtos nos Estados Unidos como por exemplo: Maxi-Lean, Anti-Aging Formula, Imaxideen, Women´s Extra Formula, Men´s Extra Formula, Immune System Formula, PY & DRY, Slin Water, Rio-Slim e a Lavender Health Plus (Pílula do Perfume) e o seu ultimo lançamento, Maximo Slim – Amazon Rain Forest Diet Formula, comercializados nos Estados Unidos.

Tem vários trabalhos publicados e proferido inúmeras conferencias em congressos nacionais e internacionais para públicos multidisciplinares. 

Escreveu vários artigos para publicações nacionais e internacionais sobre a prevenção de assuntos relacionados com a saúde.

Lê e fala espanhol e italiano. Fala, lê e escreve inglês e francês fluentemente.

A convite do autor Dr. Robert Atkins escreveu a apresentação do seu livro, em versão na língua portuguesa, "A Revolucionaria Dieta Antienvelhecimento" da Editora Campus. 

Autora dos livros "De mulheres para mulheres" Editora PUC-Rio e Edições Loyola disponível também em inglês com o titulo "Lose Weight Foverver – The Brazilian Way" e em espanhol "Adelgace para siempre" comercializados nos Estados Unidos e Europa. 

Apresentou um programa na televisão brasileira chamado "Odilza Vital Entrevista".

Desenvolveu projeto antiestresse para familiares de eventos tais como núpcias, debutantes e Bar Mitzváh.

Seu novo projeto: a sociedade Brazil Beauty Tourism com sede em Nova York, com o objetivo de promover o turismo da saúde, beleza e bem-estar no Brasil.

Em projeto o novo livro enfocando antienvelhecimento. 

Dra. Odilza Vital é membro de: 

North American Menopause Society;

American Academy of Anti-aging Medicine;

American College for Advancement in Medicine;

New York Academy of science;

Associação Medica Brasileira;

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo;

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia;

Endocrine Society;

Associação Comercial do Rio de Janeiro;

American Diabetes Association;

American Association of Clinical Endocrinologists.

Associação Brasileira de Medicina Estética;

Sociedade Internacional de Medicina Estética;

Sociedad Española de Medicina Antienvejecimiento y Longevidad;

Associação Brasileira de Nutrição;

Rotary Clube de Niterói

Academia Brasileira Rotária de Letras do Estado do Rio e muitas outras instituições.




 

sábado, 18 de julho de 2026

O ECO DAS LETRAS: 109 ANOS DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS


Niterói, 18 de julho de 2026. O sol de um inverno ameno emoldurava a sede da Academia Fluminense de Letras (AFL), mas dentro daquelas paredes, o clima era de primavera perene, a primavera das ideias. Ali, onde o tempo parece adquirir uma densidade própria, celebrou-se com júbilo e solenidade o centésimo nono aniversário de uma instituição que não apenas guarda a memória de um povo, mas forja a própria identidade intelectual do Rio de Janeiro. 

A cerimônia, conduzida com a maestria pela cerimonialista Patrícia Telles, não foi meros protocolos. Foi uma coreografia de afetos e intelecto. Ao convidar os membros para a Mesa Presidencial, Patrícia traçou um arco de instituições que, juntas, compõem a espinha dorsal da cultura fluminense: Márcia Pessanha, presidente da casa anfitriã; Matilde Carone Slaibi Conti, do Cenáculo Fluminense de História e Letras e Elos Internacional; Luiz Augusto de Freitas Pinheiro, da Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro; o palestrante Marcelo Rollemberg; Erthal Rocha, Primeiro Tesoureiro da AFL, representando a Diretoria; e Idalina Andrade Gonçalves, em nome do Real Gabinete Português de Leitura. 

Quando os acordes do Hino Nacional ecoaram pelo sistema eletrônico, o silêncio respeitoso que se seguiu não foi de ausência, mas de presença plena.

Assumindo a palavra, a presidente Márcia Pessanha não apenas falou; ela encantou. Sua oratória, permeada por uma sensibilidade rara, transportou os presentes de volta a 22 de julho de 1917, o instante exato em que o sonho visionário daqueles acadêmicos pioneiros rompeu a barreira do efêmero para ganhar forma e eternidade em solo fluminense. 

Com a sofisticação de quem compreende a espessura histórica da palavra, Márcia rememorou a longa e gloriosa travessia das 18 presidências que alicerçaram a Academia Fluminense de Letras ao longo de mais de um século. Ao posicionar-se com orgulho como a segunda mulher a ocupar a cadeira máxima da instituição, prestou uma reverência comovente à memorável Albertina Fortuna Barros, evidenciando que a liderança feminina na cultura atua como uma força simultaneamente geradora e guardiã. Naquele altar do pensamento, reafirmou a missão sagrada da Casa: proteger o vasto oceano da Língua Portuguesa e cultivar, com devoção cívica e poética, a memória luminosa daqueles que já ascenderam ao Parnaso.

Muito além das fronteiras de uma mera administradora, Márcia Pessanha revelou-se uma autêntica curadora de destinos e heranças intangíveis. Em um movimento intelectual impecável, que alinhavou o passado ancestral ao nosso presente vibrante, ela evocou a poesia cristalina e metafísica de Sophia de Mello Breyner. Entregou, assim, um recado transcendental que abraçou, em igual medida, as presenças físicas e as ausências imortais: “porque não há nada que possa separar aqueles que estão unidos por uma fé e por uma esperança”. Consagrava-se, naquele fervor da sua fala, o pilar invisível e indestrutível da Academia: a fé absoluta no poder redentor da literatura e a esperança inabalável na continuidade da nossa identidade cultural.

A programação ganhou contornos de arte sublime quando a acadêmica Lucia Romeu primeira secretária da instituição ocupou o púlpito. Conhecida por uma elocução que parece esculpir o ar, ela falou a sua poesia em homenagem aos 109 anos da AFL com uma maestria que suspendeu o tempo. Cada verso, vertido com a precisão de quem conhece o peso da palavra, despertou um encantamento coletivo, transformando o silêncio da plateia em uma reverência sagrada. Foi um momento de rara beleza lírica, em que a voz de Lucia não apenas celebrou a efeméride, mas serviu de ponte etérea, conduzindo os presentes por uma travessia poética que preparou o espírito da audiência para a exposição central da manhã.

A manhã, inicialmente, reservava a todos a promessa de um diálogo singular com o acadêmico Marco Lucchesi, cuja presença era aguardada com profunda expectativa. No entanto, por contingências institucionais de última hora, o palestrante viu-se impossibilitado de comparecer. 

Na sequência, Marcelo Rollemberg conduziu a plateia em uma imersão profunda pelo universo multifacetado de Antônio Cândido. Com uma erudição que se funde à sensibilidade, ele dissecou a “trajetória ao redor da palavra” do mestre com a precisão rigorosa de um cirurgião do espírito e a pulsação inconfundível de um poeta. Rollemberg não apenas analisou a obra; ele desvelou as camadas ocultas do pensamento candidiano, fazendo com que cada conceito ganhasse vida no recinto. Foi um exercício de arquitetura intelectual: ele construiu pontes entre o rigor analítico e a beleza estética, revelando como a palavra, nas mãos de Cândido, não é apenas um instrumento de registro, mas uma ferramenta viva capaz de alargar as fronteiras da nossa própria existência. 

Houve também espaço para a justiça histórica, um momento em que a memória e a emoção se fundiram na oratória inconfundível de Erthal Rocha. Conhecido pela maestria com que conduz seus discursos, Erthal, mais uma vez, cativou a todos os presentes com a sua elocução envolvente e calorosa; não é incomum ver a plateia completamente encantada diante da sua capacidade de transmitir sentimentos através das palavras. Com a elegância que lhe é peculiar, ele prestou uma homenagem profundamente comovente ao Presidente de Honra da AFL, Dr. Waldenir de Bragança. Em suas palavras, Erthal não apenas traçou um perfil biográfico, mas celebrou a trajetória de um homem que se tornou um pilar indestrutível da instituição. Com sensibilidade e rigor histórico, destacou o Dr. Waldenir como uma presença fundamental na preservação da dignidade da Academia, reafirmando que o respeito ao passado é o alicerce mais sólido sobre o qual se constrói o futuro de uma casa de cultura. 

A cultura niteroiense encontra na AFL um de seus pilares mais robustos. Recentemente, a instituição foi elevada ao título de Patrimônio Imaterial Cultural de Niterói. Esta conquista, articulada pela visão sensível de Leonardo Giordano e o respaldo da Câmara Municipal, é um marco. A AFL, agora, não é apenas o prédio histórico; é o sopro, a tradição oral, o debate público, é a alma da cidade. 

Sob a gestão de Márcia Pessanha, essa alma tem sido dinamizada. Em sua segunda gestão, a presidente equilibra o respeito à tradição com uma audácia renovadora. A Academia hoje abre portas, atrai públicos diversos e fortalece laços com a produção contemporânea, mostrando que, aos 109 anos, ela é um organismo vivo que respira história e aspira ao futuro. 

O momento FALERJ trouxe à luz a Coletânea “Poetas Fluminenses”, apresentada pelo acadêmico José Huguenin, presidente da Comissão Editorial. Representantes das academias de Petrópolis, Volta Redonda, Piraí, Macaé, Maricá, Mangaratiba e Niterói tomaram a palavra, criando um mosaico da produção intelectual estadual. 

A celebração culminou na musicalidade do grupo Tom Brasileiro, cantaram: Aquarela do Brasil canção escrita pelo compositor mineiro Ary Barroso; Doce de Coco Canção de Jacob do Bandolim; Lamento Canção de Pixinguinha e Benedito Lacerda e outras. 

O coquetel assinado pela chef Valéria Gervásio. Entre taças e brindes, o bolo personalizado, um detalhe que selou a doçura da manhã, refletia a harmonia de uma casa que aos 109 anos prova que a literatura, quando cuidada com amor, é o único caminho para a eternidade.

Para encerrar este registro com a devida gratidão, é fundamental reconhecer o olhar sensível que eternizou a nossa celebração. A beleza visual deste evento, que agora habita a memória coletiva da Academia, ganha vida através das lentes e da generosidade de Nina Fernandes e Aldo Pessanha. Agradecemos profundamente a ambos pelo carinho e pelo pronto compartilhamento das fotografias, que não são apenas registros técnicos, mas verdadeiras crônicas visuais. Graças à dedicação deles, conseguimos preservar a luz, os sorrisos e a solenidade deste momento, permitindo que a essência dos 109 anos da AFL continue a ecoar para além do tempo e das paredes da Academia. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural







































MENSAGENS

A presidente do Elos Internacional, Matilde Carone Slaibi Conti, disse: “Como diria em tempos passados, dos anos dourados, os outrora cantantes da chamada Velha Guarda, Wanderléa e Erasmo Carlos, o conhecido “Tremendão”, ao fazer uma paródia de suas músicas tão conhecidas, 'naquelas tardes de domingo', foi uma 'festa de arromba, arromba, arromba... que eu nem nunca ouvi falar'. Os ecos ainda ressoam, não só por esta Velha Província, Cidade Imperial de Niterói, mas por toda a planície fluminense, em 'brados tão retumbantes', que a ovação foi feita de pé pelos 109 anos da nossa Academia Fluminense de Letras, Portal Dourado da Inteligência de toda a Região Leste. Salve! Salve a nossa presidente Márcia Pessanha, que muito brilho tem trazido à literatura e à nossa AFL, que é a oficial Academia do Estado do Rio, por Decreto Oficial. Salve!” - Matilde Carone Slaibi Conti

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Presidente do Elos Internacional, Matilde Carone Slaibi Conti, suas palavras sobre a celebração dos 109 anos da centenária Academia Fluminense de Letras são um privilégio que suplanta a cortesia acadêmica. Mais do que uma mensagem, suas linhas constituem um verdadeiro tratado cultural, em que a memória afetiva da nossa música, o brilho da Jovem Guarda que marcou gerações, encontra o vigor intelectual que define a nossa "Velha Província". É notável como você entrelaça o popular ao erudito, transformando a essência da festa de 109 anos em um acontecimento poético. Como bem pontuou, a ovação de pé foi o reflexo de uma instituição viva, que segue sendo o Portal Dourado da Inteligência para toda a nossa unidade federativa fluminense.

 

Que honra inenarrável dialogar com quem, da Cadeira nº 5 da Classe de Ciências Sociais, observa o mundo com tanta sensibilidade e rigor intelectual. Sua presença na Academia Fluminense de Letras não apenas honra a tradição que nos foi legada, mas oxigena o pensamento fluminense, provando que a literatura é, de fato, a alma que sustenta os "brados retumbantes" de nossa história.

 

Faço minhas as suas saudações à Presidente Márcia Pessanha e celebro, ao seu lado, a grandeza desta egrégia instituição que, sob o decreto da oficialidade, cumpre o desígnio maior de guardar o saber e o espírito do nosso povo. Suas palavras são um verdadeiro presente à Academia Fluminense de Letras nestes 109 anos. Maravilhosas! Abraços, Alberto Araújo

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Presidente Matilde Carone Slaibi Conti disse outra vez: Caríssimo amigo Alberto. Nesta manhã radiosa, até mesmo efervescente, estou em estado de encantamento, aspergida por este sol inebriante, com suas palavras tão enternecedoras. “Carpe Diem”. Matilde.