quinta-feira, 20 de agosto de 2026

EVENTO PROMOVIDO PELA ESA/OABRJ DEBATE DIREITO REGULATÓRIO, SEGURANÇA HÍDRICA E DESAFIOS DO SANEAMENTO COM A PRESENÇA DO CREA-RJ NO RIO DE JANEIRO

O Direito Regulatório tem ganhado cada vez mais relevância em setores estratégicos para o desenvolvimento econômico e para a qualidade de vida da população. Saneamento, gestão dos recursos hídricos, infraestrutura e prestação de serviços públicos envolvem decisões que articulam aspectos jurídicos, técnicos e institucionais e exigem profissionais preparados para atuar em ambientes regulatórios complexos. Nesse contexto, a Escola Superior de Advocacia da OAB do Rio de Janeiro (ESA/OABRJ) promove, no dia 21 de agosto, sexta-feira, a Jornada Direito Regulatório em Prática, com a presença do presidente do CREA-RJ, engenheiro civil Miguel Fernández. 

O encontro faz parte da programação especial do Mês da Advocacia e será dedicado ao Direito Regulatório relacionado à “Segurança hídrica, regulação e segurança jurídica: os desafios do saneamento e da gestão da água no Brasil”.

O painel reunirá, além do presidente Miguel Fernández, os seguintes especialistas: Dr. João Quinelato, diretor geral da ESA/OABRJ; Dr. Lucas Laupman, coordenador de Direito Regulatório da ESA/OABRJ; e Dr Rafael Rolim, diretor-presidente da Cedae. 

A proposta é ampliar o debate sobre o funcionamento do Direito Regulatório e estimular uma visão multidisciplinar sobre uma área estratégica, que envolve diferentes setores profissionais e tem conquistado espaço diante dos desafios relacionados à infraestrutura, ao saneamento e à gestão dos recursos naturais. 

SERVIÇO 

Jornada Direito Regulatório em Prática

Data: 21 de agosto de 2026 (sexta-feira)

Horário: das 10h às 13h

Local: ESA/OABRJ – Plenário do 6º andar

Endereço: Avenida Marechal Câmara, 210, Centro, Rio de Janeiro.

Modalidade: presencial 

O evento terá vagas limitadas e contará com Certificado Oficial da ESA/OABRJ. As inscrições devem ser realizadas pelo site da ESA/OABRJ: 

clique aqui: 

https://esa.oabrj.org.br/adicionar/jornada-direito-regulatorio






20 DE AGOSTO, CELEBRANDO A VIDA DE IRISLENE MORATO

A atual presidente da AJEB Nacional - Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, Irislene Castelo Branco Morato é mulher de verbo luminoso e alma montanhosa, que faz da palavra um espelho da vida e da cultura. 

Entre as serras de Belo Horizonte, onde nasceu e permanece, Irislene é como o vento que sopra sabedoria entre as pedras antigas. Filha dos escritores e educadores Eugênio Morato e Iris Castelo Branco Morato, cresceu em um lar onde o diálogo era arte e o livro, companheiro. Aprendeu desde cedo que comunicar é criar pontes e que o amor pela palavra é herança que se multiplica. 

Cirurgiã-dentista, especialista e mestre em Endodontia e Patologia Oral pelas PUC e UFMG, ela fez da ciência um exercício de sensibilidade. Por 35 anos, olhou o ser humano com o olhar de quem entende que cada sorriso é um poema restaurado. Professora dedicada, ensinou com paixão, acreditando que o conhecimento floresce quando compartilhado. 

Mas é na literatura que Irislene se revela por inteiro. Escritora, poetisa, cronista sua pena é um rio que corre entre o real e o sonho. Em obras como Liberdade & Encantamento, Devaneios da Alma e O Bicho da Floresta, ela nos convida a enxergar o mundo com olhos de quem se encanta pela vida. Seus textos são espelhos de uma alma que se emociona, reflete e se reinventa. 

Presidente e fundadora da AJEB-MG, Irislene transformou a palavra em instrumento de união entre mulheres que escrevem, pensam e transformam. Sob sua liderança, floresceram coletâneas, concursos e encontros que celebram o feminino em sua força criadora. Sua atuação cultural ultrapassa fronteiras da Suíça a Portugal, do Rio Grande do Sul a São Paulo, levando consigo o brilho de Minas e o perfume das montanhas. 

Hoje, ao celebrar seu aniversário, é impossível não contemplar a trajetória que se desenha como um mosaico de conquistas. A pesquisadora que apresentou trabalhos em San Francisco e Vancouver é a mesma que emociona leitores com crônicas sobre maternidade e amor. A gestora que dirigiu clínicas e sindicatos é também a poeta que acredita que “a beleza está no encantamento pela vida”. 

Rodeada pelo carinho do filho Tárik, da nora Viviane e dos netinhos Luísa, Arthur e Samir, Irislene é o exemplo vivo de que o tempo não apaga o brilho de quem vive com propósito. Cada ruga é um verso, cada lembrança, um capítulo. E cada novo dia, uma página em branco pronta para ser preenchida com sonhos.

Neste 20 de agosto, as montanhas de Belo Horizonte parecem sussurrar seu nome, como se a própria natureza homenageia a mulher que fez da cultura sua bandeira e da sensibilidade sua marca. Que o novo ciclo lhe traga ainda mais inspiração, saúde e encantamento porque o mundo precisa das suas palavras, dos seus gestos e da sua luz. 

Parabéns, Irislene Morato, por ser essa síntese rara de ciência e poesia, razão e emoção, firmeza e ternura. Que sua jornada continue sendo escrita com o mesmo amor que você dedica à vida e que cada amanhecer lhe lembre de que o verdadeiro dom é transformar o cotidiano em arte. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




SÔNIA MARIA SÁ FREIRE: UM LEGADO DE INCLUSÃO E AFETO

 

Homenagem do Focus Portal Cultural

No dia 20 de agosto, celebramos não apenas o aniversário de uma presença extraordinária, mas também a trajetória de uma vida dedicada à Educação Inclusiva, à Gestão Pública e aos Direitos Humanos. A Pedagoga Sônia Maria Sá Freire é daquelas pessoas que superam os limites institucionais e transformam conhecimento em acolhimento, legislação em cidadania e amizade em legado. 

Sua caminhada é marcada pela defesa incansável da inclusão e da acessibilidade, que se materializaram em projetos, publicações internacionais, pesquisas e até inspiração para a literatura infantil. Mais do que uma educadora, Sônia é uma semeadora de esperança. 

Entre tantas histórias, destaca-se a amizade com a Dra. Flávia Pascoal, presidente iminente do Elos Clube Cidade Maravilhosa. Juntas, realizaram o sonho de conhecer a Suíça, onde puderam visitar a Educação Infantil conduzida por Carol, filha de Sônia, e testemunhar práticas pedagógicas que reforçam a importância da primeira infância como base de toda a formação. A viagem também as levou à Itália e à França, mas foi em Lumiar, pequena cidade serrana do Rio de Janeiro, que nasceram conversas profundas sobre educação, espiritualidade e propósito. 

Ali, entre montanhas e cafés, celebraram a conquista de quase uma década de luta para garantir o direito de Sônia em um novo concurso público. Foi nesse cenário simples que se reafirmou a certeza de que grandes ideias podem nascer em lugares pequenos, quando duas amigas sonham juntas com um mundo mais acessível. 

Ao longo dos anos, a convivência com sua família, Cristiano, Carla, Carol, sobrinhos e tantos outros, mostrou que a inclusão também se constrói dentro de casa, no respeito às diferenças e no fortalecimento dos vínculos afetivos. A infância de Sônia e suas irmãs, marcada pela deficiência auditiva e pela oralização como estratégia, é testemunho de perseverança e superação. 

Mesmo após enfrentar cem dias de internação, Sônia voltou a escrever. Porque quem escreve nunca deixa de semear esperança. 

Em 2026, durante a Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha, foi lançada a obra Sônia e a Boneca FLALIBRAS. Mais do que um livro infantil, trata-se de um testemunho de amizade, inclusão e respeito às diferenças. A boneca que ensina Libras descobre que também aprender é uma das mais belas formas de amar, exatamente como Sônia sempre fez. 

Da amizade compartilhada com Flávia nasceu o Centro de Inclusão Social e Profissional de Rio das Ostras (CISPRO). Em 2013, o projeto foi acolhido oficialmente pela Prefeitura, transformando-se em política pública que articulava administração, cultura, dança e empregabilidade. A apresentação no Fórum Mundial de Direitos Humanos foi um marco: pessoas com e sem deficiência aplaudiram de pé a trajetória de Sônia, provando que algumas histórias falam por si mesmas. 

O CISPRO foi posteriormente registrado junto ao ITS Brasil, em parceria com o CNPq e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ampliando ainda mais sua relevância científica e social. Selecionado entre os cem melhores projetos do país, foi publicado em livro, consolidando-se como referência nacional. 

A caminhada também levou Sônia e Flávia ao Congresso Interdisciplinar de Direitos Humanos (INTERDH), realizado pelo CAED-Jus em 2020, e ao lançamento da obra Direitos Sociais e Políticas Públicas, publicada pela Pembroke Collins Publishers, nos Estados Unidos. Em 2026, novas conquistas se somaram, com lançamentos no Congresso Internacional do INES/RJ e no Congresso Nacional de Educação (CONEDU) em Campina Grande, na Paraíba.

Na Coluna Inclusive Managers e no Focus Portal Cultural, o abraço fraterno vai para Sônia, essa mulher extraordinária que transforma conhecimento em acolhimento, legislação em cidadania e amizade em legado. 

Feliz aniversário, professora Sônia. Que Deus continue iluminando seus passos e permitindo que sua história siga inspirando muitas outras vidas. Algumas pessoas passam pela nossa vida. Outras permanecem para sempre na nossa memória. Sônia é uma dessas presenças eternas. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural









quarta-feira, 19 de agosto de 2026

HOMENAGEM AOS FOTÓGRAFOS

Hoje, 19 de agosto, celebramos aqueles que transformam instantes em eternidade. A fotografia é poesia feita de luz, memória que atravessa gerações e olhar que revela o invisível.

Nossa homenagem vai a todos os fotógrafos, profissionais e apaixonados  que dedicam sua arte a registrar o mundo com sensibilidade e coragem. Vocês são guardiões da beleza, da verdade e da história. 

Que cada clique continue sendo um ato de amor, resistência e celebração da vida. 

©Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 



RESENHA DO BOLETIM SEMANAL ROTARY CLUB DE NITERÓI NÚMERO 06 – 20/08/2026

O boletim semanal do Rotary Club de Niterói, edição nº 06, é um verdadeiro mosaico de companheirismo, celebrações e reflexões sobre os valores que sustentam a vida rotária. Cada seção traz uma mensagem que reforça o lema do ano rotário – “Criar Impacto Duradouro” – e mostra como o clube se mantém ativo, vibrante e conectado à comunidade. 

O destaque inicial é a homenagem ao governador do Distrito 4750, Justiniano Conhasca, carinhosamente chamado de Tininho. O texto ressalta sua trajetória marcada pela generosidade e disposição em ajudar, seja nas atividades do Rotary, na Casa da Amizade ou até em questões pessoais de companheiros. A presença de sua esposa, Verinha, é lembrada como parte essencial dessa caminhada. A homenagem é calorosa e afetuosa, mostrando o quanto Tininho é admirado e querido. 

Trecho marcante: “Esse companheiro que, quando aparece um problema, a gente olha e pensa: ‘O Tininho vai dar um jeito!’” – uma síntese perfeita de sua reputação de solucionador e amigo. 

O boletim também apresenta a composição do Conselho Diretor e demais cargos do clube, reforçando a organização interna e a diversidade de funções. São listados presidentes, vice-presidentes, secretárias, tesoureiros e diretoras de protocolo, além dos presidentes eleitos para os próximos anos. Essa seção mostra a continuidade e o planejamento do clube, garantindo que os valores rotários sejam preservados e renovados. 

A tradição de celebrar a vida dos associados e familiares aparece na lista de aniversariantes do mês. Entre eles, novamente se destaca o governador Justiniano Conhasca, no dia 27. Essa prática reforça o espírito de família e companheirismo que caracteriza o Rotary. 

Um dos textos mais inspiradores do boletim é a reflexão sobre a Prova Quádrupla, criada em 1932 por Herbert J. Taylor. As quatro perguntas – É a verdade? É justo? Criará boa vontade e melhores amizades? Será benéfico para todos os interessados? – são apresentadas como guia ético para decisões pessoais e coletivas. O artigo lembra que o desafio não é apenas conhecer a Prova Quádrupla, mas vivê-la diariamente. 

Essa seção conecta valores universais de honestidade, justiça e amizade ao cotidiano dos rotarianos, mostrando como princípios simples podem transformar relações e comunidades. 

O boletim presta homenagem aos soldados brasileiros, destacando coragem, disciplina e dedicação. A mensagem reforça que servir ao próximo exige responsabilidade e espírito de entrega, valores que dialogam diretamente com o ideal rotário. É uma lembrança de que o serviço, seja militar ou comunitário, é sempre um ato de compromisso com algo maior. 

Outro ponto relevante é a reflexão sobre como identificar novos associados. O texto explica que não se trata apenas de aumentar números, mas de encontrar pessoas comprometidas com os valores do Rotary. São citados profissionais, líderes comunitários e ex-participantes de programas da Fundação Rotária como potenciais candidatos. 

O artigo enfatiza que cada novo associado representa uma oportunidade de amizade e serviço, fortalecendo o clube e garantindo sua continuidade. Essa visão estratégica mostra a preocupação em manter o Rotary vivo e atuante. 

A Janela Acesa – Reflexão. Uma bela parábola é apresentada: uma senhora que mantém sua janela iluminada todas as noites, sem saber quem pode precisar daquela luz. Aos poucos, outras pessoas seguem seu exemplo e a rua inteira se ilumina. 

A mensagem é clara: pequenos gestos podem gerar grandes transformações. O texto convida os leitores a perceberem que não é necessário mudar o mundo inteiro, mas sim manter acesa a luz que pode iluminar o caminho de quem está próximo. É uma metáfora poderosa sobre solidariedade e companheirismo. 

O boletim registra o encontro conjunto com a ABROL, ELOS Clube e Rede Sem Fronteira, destacando a união e a força do Rotary. As fotos e relatos reforçam que o convívio entre instituições fortalece laços e multiplica o impacto das ações. 

Complementando a seção anterior, o texto ressalta que encontros não são apenas eventos sociais, mas oportunidades de fortalecer amizades e ampliar o alcance do Rotary. O companheirismo é apresentado como essência da vida rotária, capaz de transformar o ato de servir em uma experiência especial. 

A ata detalha a reunião de 13 de agosto de 2026, presidida por Paulo Corrêa Belchior, e realizada em conjunto com ABROL, ELOS Clube e Rede Sem Fronteira. O ponto alto foi a admissão da nova associada Rita de Cassia Nery Mendes, apadrinhada por Marcelo Guedes Turbae Miguel. 

A solenidade contou com reflexões, homenagens e sorteios, além da posse de novos associados do ELOS Clube. O registro mostra a riqueza de atividades e a diversidade de participantes foram 83 presentes, incluindo companheiros, convidados e visitantes. A ata reforça a importância da integração entre instituições e da valorização da cultura, da amizade e do serviço.

O boletim nº 06 do Rotary Club de Niterói é mais do que um informativo: é um retrato vivo do espírito rotário. Ele celebra pessoas, valores e momentos que constroem impacto duradouro. Da homenagem ao governador Justiniano Conhasca à reflexão da “Janela Acesa”, passando pela Prova Quádrupla e pela admissão de novos associados, cada artigo reforça que o Rotary é feito de serviço, amizade e luz compartilhada.

Essa edição mostra que o clube não apenas mantém tradições, mas também se renova constantemente, fortalecendo laços e multiplicando esperanças. É um boletim que inspira e emociona, lembrando que o verdadeiro impacto nasce de gestos simples, mas carregados de significado. 

© Alberto Araújo

Jornalista, escritor e acadêmico   










 


 

DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA – A ARTE DE ETERNIZAR O INSTANTE - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL © ALBERTO ARAÚJO

 

No dia 19 de agosto, o mundo celebra o Dia Mundial da Fotografia, data que marca a apresentação oficial do daguerreótipo em 1839, na França, considerado o marco inicial da fotografia moderna. Desde então, a fotografia deixou de ser apenas um processo técnico para se tornar uma linguagem universal, capaz de documentar, emocionar e transformar sociedades. 

A fotografia é, ao mesmo tempo, arte e testemunho. Ela registra guerras, revoluções, manifestações culturais e momentos íntimos de famílias. É memória coletiva e também expressão individual. No Brasil, desde o século XIX, fotógrafos acompanham as transformações sociais e políticas, criando um acervo visual que ajuda a compreender a história do país. 

O poder da fotografia está em sua dupla função: informar e emocionar. No campo jornalístico, ela é prova, evidência, denúncia. No campo artístico, é poesia, metáfora, experimentação estética. Essa versatilidade explica por que a fotografia se tornou uma das formas de expressão mais importantes da contemporaneidade. 

Com a popularização das câmeras digitais e dos smartphones, fotografar tornou-se prática cotidiana. No entanto, o olhar do fotógrafo profissional continua sendo insubstituível. É ele quem domina a técnica, compreende a luz, interpreta o cenário e transforma o instante em narrativa visual.

Neste Dia Mundial da Fotografia, o Focus Portal Cultural presta homenagem a todos os profissionais que dedicam suas vidas a essa arte. São repórteres fotográficos que enfrentam riscos para documentar conflitos, artistas que exploram novas linguagens visuais, fotógrafos de estúdio que eternizam momentos familiares, e tantos outros que fazem da fotografia sua missão.

Cada clique é resultado de sensibilidade e técnica. Cada imagem é uma construção que exige atenção ao detalhe, domínio da composição e capacidade de traduzir emoções em luz e sombra. 

Entre esses nomes está Alberto Araújo, editor do Focus Portal Cultural. Sua trajetória é marcada pela paixão pelo fotojornalismo, que se tornou não apenas arte, mas também forma de vida. Alberto compreende que fotografar é interpretar o mundo, dar voz às imagens e transformar o instante em eternidade. 

Como editor, conduz o portal com a mesma sensibilidade que guia seu olhar fotográfico. Entende que a fotografia é cultura, é arte, é resistência. Sua contribuição para o universo cultural brasileiro é imensa, pois une a prática fotográfica à reflexão crítica, oferecendo ao público não apenas imagens, mas também contextos e significados.

Celebrar o Dia Mundial da Fotografia é celebrar a vida. É reconhecer que cada imagem é uma janela para o mundo, uma oportunidade de ver além do óbvio. É agradecer aos fotógrafos que, com dedicação e talento, nos permitem revisitar o passado, compreender o presente e imaginar o futuro. 

A fotografia é arte que não envelhece. Mesmo diante das transformações tecnológicas, ela continua sendo a mesma: luz, tempo e olhar. O que muda são os instrumentos; o que permanece é a essência.

Neste 19 de agosto, o Focus Portal Cultural reafirma sua missão de valorizar a arte e a cultura, homenageando todos os fotógrafos que fazem da imagem um ato de resistência e beleza. A fotografia é, afinal, a poesia da luz.

E entre os que se dedicam a essa poesia, destacamos o jornalista, escritor Alberto Araújo, cuja vida e obra jornalística são testemunhos da força transformadora da fotografia. Que este dia seja não apenas uma celebração, mas também um convite para que todos nós olhemos o mundo com mais sensibilidade, mais atenção e mais amor, como fazem os fotógrafos. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 



O OFÍCIO DE GUARDAR O TEMPO E CONSTRUIR O FUTURO: VIVA O DIA DO HISTORIADOR!

Comemorar o 19 de agosto, o Dia do Historiador é, antes de tudo, um ato de profunda inteireza com aqueles que assumiram a nobre e silenciosa missão de custodiar a memória da humanidade. A data não foi escolhida ao acaso: ela marca o nascimento de Joaquim Nabuco, um dos mais brilhantes intelectuais da história brasileira. Diplomata, abolicionista, político e, acima de tudo, um intérprete agudo das contradições do Brasil, Nabuco personifica a vocação do historiador: aquele que observa o seu tempo com profundidade, que se indigna diante das injustiças e que compreende que o presente é um desdobramento constante das lutas do passado. 

Ao homenagear Nabuco, o Focus Portal Cultural abre espaço para celebrar, com entusiasmo e admiração, todas as historiadoras e todos os historiadores. São profissionais que muitas vezes trabalham nos bastidores, entre poeirentos arquivos, bibliotecas silenciosas, sítios arqueológicos, salas de aula vibrantes ou em imersões digitais para dar voz a quem o tempo tentou calar, iluminar zonas de sombra e resgatar a complexidade da nossa trajetória coletiva. 

Joaquim Nabuco, em obras fundamentais como O Abolicionismo e Minha Formação, não apenas narrou eventos; ele questionou a alma da nação. Ele entendeu que a história não é um compêndio estático de datas, mas uma força viva que molda nossa cidadania. Quando nos lembramos de Nabuco, lembramo-nos de alguém que compreendeu a necessidade de transformar a indignação diante da escravidão e do atraso em uma agenda de progresso e humanidade.

O verdadeiro historiador, seguindo o exemplo desse grande pensador, é um investigador incansável. Ele interroga os vestígios deixados pelos que vieram antes de nós documentos oficiais, cartas íntimas, fotografias, monumentos, canções popularizadas ou memórias orais em busca de respostas para os dilemas do nosso próprio tempo.

Em uma época marcada pela velocidade avassaladora das redes sociais, pela superficialidade das informações e pelo perigo constante das chamadas fake-news e do revisionismo histórico desonesto, o papel do historiador torna-se ainda mais urgente e revolucionário. Ele é o guardião do rigor científico, o antídoto contra a amnésia social e o farol que nos ajuda a separar o mito ideológico do fato documentado. 

Ser historiador exige uma combinação rara de sensibilidade artística e rigor científico. É preciso ter a paciência do artesão para garimpar o detalhe esquecido e a audácia do filósofo para articular esse detalhe com os grandes movimentos sociais, econômicos e culturais. 

Pensemos na grandeza dessa tarefa. Quando um historiador reconstrói o cotidiano de uma comunidade marginalizada, ele devolve a dignidade e o protagonismo a sujeitos que a história oficial, por séculos, tratou como meras notas de rodapé. Quando ele analisa as causas de uma crise política, econômica ou sanitária, ele nos fornece as ferramentas intelectuais para que não repitamos os erros trágicos de ontem. 

No Brasil, fazer história é, por si só, um exercício de resistência e paixão. O nosso país é um mosaico riquíssimo, plural, marcado por contradições profundas e lutas sociais heroicas. Dar conta dessa vastidão exige dos nossos historiadores e pesquisadores um fôlego admirável, muitas vezes exercido em condições desafiadoras, mas sempre movido pela crença inabalável de que conhecer a própria história é o primeiro passo para a emancipação de um povo. 

Em nome do Focus Portal Cultural, deixamos aqui o nosso abraço fraterno e o nosso reconhecimento público a todos os historiadores do Brasil e, em especial, aos profissionais maranhenses e nordestinos que enriquecem o cenário cultural com suas pesquisas, livros, aulas e intervenções públicas. 

Aos professores de história, verdadeiros agentes de transformação nas salas de aula de escolas e universidades, que cultivam na juventude o pensamento crítico e a curiosidade intelectual, honrando o espírito pedagógico de Nabuco. Aos pesquisadores de arquivos públicos e privados, que preservam documentos raros garantindo que nossa identidade não se perca. Aos intelectuais, cronistas, memorialistas e acadêmicos que dedicam suas vidas a decifrar as marcas que o tempo deixou em nossas cidades, em nossas artes e em nossas tradições.

Que possamos continuar valorizando e apoiando esses profissionais, compreendendo que investir na pesquisa histórica e na preservação do patrimônio é investir na própria soberania cultural da nossa gente. 

Parabéns, historiadores e historiadoras! O seu trabalho é o alicerce sobre o qual construímos a nossa consciência de cidadãos. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



terça-feira, 18 de agosto de 2026

CARTA ABERTA DO FOCUS PORTAL CULTURAL AOS COORDENADORES DA FLIN 2026

A literatura de Niterói chegou, mais uma vez, para abraçar a todos. Não apenas como arte, mas como gesto coletivo, como território de encontro e como celebração da diversidade. A FLIN 2026 mostrou que as palavras têm corpo, têm voz e têm casa: a cidade inteira se transformou em palco, e cada leitor, cada artista, cada visitante foi acolhido por esse abraço literário. 

Foi nesse espírito que a Festa Literária Internacional de Niterói se consolidou como um dos maiores eventos culturais do Brasil, reunindo mais de 50 mil pessoas em quatro dias de intensa programação. O que vimos não foi apenas um festival, mas uma verdadeira ocupação poética da cidade, onde literatura, música, teatro, audiovisual e cultura popular se entrelaçaram para formar um mosaico deslumbrante. 

E esse feito só foi possível graças ao trabalho incansável e visionário dos coordenadores e curadores que transformaram sonho em realidade. 

Nossos primeiros cumprimentos se dirigem ao prefeito Rodrigo Neves, cuja visão estratégica e compromisso com a cultura foram determinantes para que a FLIN se consolidasse como um dos maiores eventos literários do país. Sua fala, reafirmando a cultura como motor socioeconômico, ecoou como um manifesto de futuro. Rodrigo não apenas apoiou o festival: ele o abraçou como parte de um projeto de cidade, onde desenvolvimento e arte caminham lado a lado. 

Ao historiador e diretor da Niterói Livros, Jordão Pablo de Pão, cabe um tributo especial. Sua curadoria, sensível e ousada, soube traduzir o tema “Territórios das Palavras” em experiências concretas, que celebraram pertencimento, identidade e diversidade. Jordão foi mais do que coordenador: foi guardião de um território simbólico, onde vozes múltiplas se encontraram e se reconheceram. Sua fala sobre a humanidade como articuladora da narrativa resume o espírito da FLIN 2026. 

À presidenta da FAN, Micaela Costa, e sua equipe, nosso aplauso caloroso. A Fundação de Arte de Niterói mostrou que é possível unir gestão pública eficiente com sensibilidade cultural. A resposta do público, mais de 50 mil pessoas, é prova inequívoca da potência de um evento construído a partir da diversidade e do acesso gratuito. Vocês transformaram a festa em território de encontros e pertencimento. 

Não podemos deixar de destacar o trabalho dos curadores Vilma Piedade, Elisa Ventura, MC Marechal, Edu Krieger, Carla Portilho e Jackson Jacques. Cada um trouxe sua perspectiva, sua energia e sua arte para compor uma programação plural. Vocês souberam homenagear Lélia Gonzalez não apenas como referência, mas como eixo de reflexão sobre raça, gênero, ancestralidade e transformação social. A FLIN 2026 foi, nesse sentido, um ato político e poético. 

Aos mais de 200 convidados, entre escritores, artistas, jornalistas e pesquisadores, nosso reconhecimento. Vocês deram corpo e voz ao festival, transformando mesas em diálogos vibrantes e palcos em celebrações da palavra. O crescimento no número de editoras e livrarias participantes mostra que a FLIN também fortalece a cadeia produtiva do livro, aproximando cultura e economia. 

A FLIN 2026 não se limitou ao espetáculo. Trouxe iniciativas de formação de leitores, inclusão de estudantes da rede pública, tradução em Libras, audiodescrição e ações ambientais e solidárias. A parceria com o Instituto Léo Solidário e a campanha de arrecadação de alimentos mostraram que literatura e cidadania podem caminhar juntas. Vocês provaram que um festival pode ser, ao mesmo tempo, celebração e responsabilidade. 

A cada edição, a FLIN se reinventa e se fortalece. Em 2026, ela se consolidou como patrimônio cultural da cidade. O apoio da Academia Brasileira de Letras, da Biblioteca Nacional, da UFF e de tantas instituições reforça a dimensão nacional e internacional do evento. Mas é em Niterói, em seus bairros, em suas praças e em sua gente, que a FLIN encontra sua alma. Vocês, coordenadores, foram os arquitetos dessa ponte entre local e global, entre tradição e inovação. 

A FLIN 2026 foi deslumbrante porque vocês foram deslumbrantes. Cada detalhe, cada escolha, cada gesto refletiu compromisso, paixão e competência. O Focus, ao escrever esta Carta Aberta, deseja que este reconhecimento ecoe como aplauso coletivo. Vocês mostraram que a literatura não é apenas arte: é território de encontro, resistência e esperança. 

Que a FLIN siga crescendo, inspirando e transformando. Que Niterói continue sendo palco de palavras e sonhos. E que vocês, coordenadores, recebam o merecido tributo por terem feito história.

Com gratidão e respeito, 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

MENSAGENS

Jordão Pablo de Pão Diretor da Niterói Livros disse: Querido Alberto Araújo,

Existem palavras que são mais do que reconhecimento, são celebração. Agradeço muito pela generosa forma de passear pela FLIN 2026, uma edição que - concordamos - entra para a História. 

É bonito demais perceber que esse bordado humano que é produzir uma festa de quatro dias com quatro palcos simultâneos e tantos espaços culturais adjacentes não passou despercebido. A Niterói Livros impulsiona essa exibição, que extrapola o nível comercial. Niterói se vê em nossas atividades. 

Talvez seja esse mesmo o segredo de nosso sucesso: ao propor diálogo, não usamos os fatos artísticos niteroienses, mas tematizamos, construimos, partimos deles para erguer um espaço de diversidade. Niterói é lente de criação. Com cada arte. Com cada artista. Comigo. Com você. 

Um abraço gigante.

Que venha 2027!

Jordão Pablo de Pão

 

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Amigo e confrade Jordão, fico muito feliz com suas palavras. A FLIN 2026 foi, de fato, um marco histórico, e é impossível falar desse sucesso sem reconhecer a maestria da sua coordenação à frente da Niterói Livros.

Sua visão transformou o que poderia ser apenas uma feira em um verdadeiro caldeirão cultural, onde a identidade da nossa cidade brilhou com força total. É inspirador ver como você conduz esse 'bordado humano' com tanta sensibilidade, integrando artistas, espaços e o público de forma tão orgânica. Parabéns por elevar o nível e por fazer de Niterói, de fato, essa lente criativa tão potente.

Foi uma honra acompanhar de perto essa entrega impecável. Que venha 2027 com ainda mais força! Um abraço gigante a você também, Alberto Araújo.

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Presidente Matilde Carone Slaibi Conti disse: Deslumbrante fiquei eu com a profundidade desse texto sobre a FLIN. Quanto esforço e pesquisa! Verdadeiramente inacreditável. Nem trabalho acadêmico feito por pós-doutores teria tal perfeição. Que deslumbramento ter um amigo com essa visão tão precisa na informação de fatos. Viva. Viva. Aleluia meu piauiense! Ó filho de mãe Maria, que aqui chegou nessa antiga Vila Real da Praia Grande, numa grande onda, que nos foi ofertado pelo Rio Parnaíba. Sucessos mil. Matilde.

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Presidente Matilde, você consegue aquecer o coração de qualquer um com essas palavras! Muito obrigado por um carinho tão generoso e por enxergar com tanta sensibilidade o que procurei traduzir sobre a FLIN. É uma alegria imensa cumprimentar e celebrar os companheiros. Que possamos continuar celebrando a cultura e a amizade por muito tempo. Abraços do Alberto Araújo.




 

OS 44 ANOS DA ASSOCIAÇÃO NITEROIENSE DE ESCRITORES (ANE) – A GUARDIÃ DA PALAVRA E DO TEMPO


Há quarenta e quatro anos, Niterói não era apenas uma cidade contornada pelo mar e abraçada pela silhueta imponente da Baía de Guanabara; era, e continua sendo, um vasto território de beleza lírica e poética.

Em 14 de agosto de 1982, o auditório da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF) transformou-se no epicentro de uma revolução silenciosa, porém indomável. Ali, no coração acadêmico da cidade, reuniram-se sonhadores empunhando não armas, mas versos, crônicas, romances, teses e o inegável anseio de dar guarida institucional à literatura produzida na terra de Arariboia. 

O que começou como um desdobramento espontâneo e audacioso, com o intuito inicial de estruturar uma seção fluminense do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, rapidamente ganhou asas próprias, soberanas e definitivas. A fundação da Associação Niteroiense de Escritores (ANE) não nasceu de gabinetes burocráticos, mas do entrosamento visceral entre mentes brilhantes que compreendiam a urgência de congregar talentos, divulgar obras e projetar os autores locais muito além de suas fronteiras geográficas. 

A lista de pioneiros que assinaram esse pacto com a posteridade é um verdadeiro panteão da cultura fluminense. Nomes como o inesquecível Luis Antônio Pimentel, que testemunhou e eternizou o nascimento da casa, Wanderlino Teixeira Leite Netto, Maria Regina Moura, Neusa Peçanha, Marilena Ribeiro Gomes, Sérgio Cid, Roberto dos Santos Almeida, Angelo Longo, Alaôr Eduardo Scisinio, Ricardo Fonseca de Pinho, Rui Marcenes, Gerson Vasconcelos, Maria Júlia de Aquino, Lucy Proença, Marly Guerra, Wandercy de Carvalho, Jacy Pacheco, Mário Sousa, Salvador Mata e Silva, Antônio Lopes dos Santos, Plínio Muylaert e Divaldo Gomes Ribeiro, o querido Zé Gamela, entre tantos outros, costuraram a rede que sustentaria o futuro literário do município.

Nos primeiros passos, a recém-nascida ANE demonstrou a resiliência típica dos grandes empreendimentos humanos. Sob o comando de diretorias provisórias e, posteriormente, da primeira gestão oficial eleita em 1983, encabeçada por Sérgio Cid, Rui Marcenes, Almanir Grego, Luís Antônio Pimentel e Luis Puccú, a instituição estruturou-se administrativamente, enfrentando os desafios de não ter sede própria com a nobreza de quem ocupa qualquer espaço transformando-o em templo.

Auditórios emprestados, recitais intimistas, exposições de arte e estandes de livros espalhados estrategicamente por pontos da cidade tornaram-se as trincheiras culturais da ANE. Era a literatura fazendo-se carne nas ruas, aproximando o autor do leitor comum, quebrando a falsa barreira de que a alta cultura pertence apenas a torres de marfim. 

Ao longo de quatro décadas e meia, a associação ramificou sua atuação em projetos antológicos que marcaram épocas. Quem não se recorda das icônicas Quintas Literárias e Quintas Requintadas, brilhantemente concebidas pela saudosa presidente Maria Regina Moura entre 1989 e 1993? Ou dos cobiçados concursos literários que revelaram e consagraram talentos através do Prêmio Silvestre Mônaco, do Concurso de Contos José Cândido de Carvalho e do Concurso de Poesias Jacy Pacheco?

A memória da ANE também se materializa nas páginas de suas concorridas Antologias, verdadeiros testamentos impressos que eternizam a poesia, a crônica e a prosa dos associados, com destaque especial para as edições comemorativas dos Jubileus de Pérola, Coral e Esmeralda. A isso se somam a inestimável Agenda Poética ANE (fruto da liderança de Heitor Carvalho Cruz), os tradicionais almoços de aniversário de 14 de agosto, o aconchegante Chá da Primavera em outubro e a solidariedade festiva do Natal do Poeta. 

Uma das maiores belezas da trajetória da ANE é o seu profundo espírito de comunhão. A instituição nunca caminhou isolada; pelo contrário, sempre estendeu as mãos para formar uma verdadeira federação do pensamento em Niterói. Ao longo de sua jornada, caminhou lado a lado com irmãs de cátedra e ofício, como a Academia Fluminense de Letras, a Academia Niteroiense de Letras, o Cenáculo Fluminense de História e Letras, o Instituto Histórico e Geográfico de Niterói, além de espaços fundamentais como o Centro Cultural Maria Sabina, fundado pela inesquecível poetisa e a sua diretora cultural Neide Barros Rêgo e o Parthenon Centro de Arte e Cultura, criação da expressiva artista plástica Veronica Debellian Accetta. 

As Antologias da ANE, concebidas com esmero pelo designer Mauro Carreiro Nolasco, transcendem o papel: são palcos de vivacidade e encontros onde a alma da literatura niteroiense ganha brilho próprio. Cada edição é um mosaico de vozes que celebram nossa identidade. Nesse ecossistema de resistência e beleza, dois pilares históricos merecem ser reverenciados com letras douradas ao celebrarmos estes 44 anos de uma trajetória que, graças a talentos assim, permanece sempre eterna e renovada.

Wanderlino Teixeira Leite Netto ergue-se como um verdadeiro minerador cultural de Niterói. Poeta, romancista e biógrafo de erudição ímpar, ele consagrou os dias a vasculhar e resgatar os tesouros submersos da nossa memória fluminense. Seus livros, como Passeio das Letras na Taba de Arariboia e Dança das Cadeiras, funcionam como enciclopédias sagradas que perpetuam a nossa ancestralidade artística, concedendo-lhe uma honraria imorredoura na ANE. 

E, brilha Leda Mendes Jorge: a alma, o compasso e a doçura que harmonizam o presente e conduzem o futuro da associação. Com sua sensibilidade de artista e líder inigualável, ela transforma cada encontro em poesia viva, mantendo acesa a chama da nossa literatura. 

Falar da ANE contemporânea é, inevitavelmente, curvar-se diante da presença luminosa de sua presidente, a acadêmica Leda Mendes Jorge. Poetisa de sensibilidade rara e musicista de talento consumado, Leda tem sido o baluarte que mantém a instituição viva, vibrante e profundamente acolhedora.

Em sua posse na Academia Fluminense de Letras, o ilustre acadêmico Marcos Almir Madeira sintetizou com precisão cirúrgica a essência da arte de Leda: “Em todas as suas criações, a poesia não traduz apenas estados d'alma porque é poesia de ideias, poesia suavemente marcada pela transparência do pensamento, leve como vestido de gaze. (...) Seus haicais são frações de ideias, ideais e vibrações de um coração rico. (...) Mas a colega é duas vezes artista: põe alma no papel quando espiritualiza as palavras em sua poesia e nas teclas do seu piano, quando o domina aos nossos olhos e nos conquista o coração. Arte sem igual: a alma nas mãos.

É essa mesma "alma nas mãos" que Leda transborda na presidência da ANE. Com uma elegância ímpar, simpatia agregadora e uma capacidade rara de congregar diferentes gerações de escritores, ela conduz a casa literária com o rigor de quem respeita a tradição e a leveza de quem sabe que a poesia precisa respirar livremente. Sob sua liderança, a instituição não apenas sobreviveu às intempéries dos tempos modernos, mas floresceu, abrigando hoje mais de 84 associados que encontram na associação um porto seguro para suas inquietações criativas. 

Chegar aos 44 anos em pleno agosto de 2026 é um triunfo da palavra sobre o esquecimento. Numa época em que o mundo acelera em direção à efemeridade digital, a Associação Niteroiense de Escritores permanece como um oásis onde o tempo desacelera para dar lugar à reflexão, ao debate estético e ao abraço fraterno entre autores veteranos e novos talentos.

Celebramos a ANE. Celebramos os fundadores que ousaram sonhar no auditório da UFF em 1982. Celebramos os poetas que já partiram, mas cujos versos continuam ecoando nas paredes invisíveis da nossa cultura. Celebramos cada associado que hoje empunha sua caneta para defender o valor do livro e da leitura. E celebramos, com profunda reverência e carinho, a presidente Leda Mendes Jorge, cujo sorriso e dedicação incansável continuam a engalanar a nossa história.

Que venham muitos outros capítulos. Que a taba de Arariboia siga renhida de versos, e que a Associação Niteroiense de Escritores continue a ser, por excelência, a guardiã eterna da nossa identidade, da nossa memória e do nosso sonho. Parabéns à ANE! Parabéns a Niterói, berço altaneiro de poetas e eternos criadores de mundos! 

© Alberto Araújo

Jornalista, escritor e Poeta