quinta-feira, 8 de outubro de 2026

ANNE CARSON E O NOBEL 2026: QUANDO A LITERATURA REINVENTA A LINGUAGEM


O Prêmio Nobel de Literatura 2026 foi para a escritora canadense Anne Carson, 76. O anúncio aconteceu na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, pela Academia Sueca, encerrando um processo de seleção acompanhado com expectativa pelo mundo literário e colocando em destaque uma das vozes mais originais e influentes da literatura contemporânea. Segundo a instituição, a premiação reconhece uma obra "ousada e inventiva" que, em diálogo permanente com a tradição clássica, criou novas formas de expressão para a literatura do nosso tempo. 

Mais do que uma poeta, romancista ou ensaísta, Anne Carson construiu uma trajetória difícil de enquadrar em definições convencionais. Ao longo de décadas, transformou a escrita em um espaço de experimentação no qual poesia, tradução, crítica literária, teatro e reflexão filosófica convivem sem fronteiras rígidas. Seu trabalho desafia classificações e demonstra que a literatura pode ser, simultaneamente, conhecimento, arte e descoberta. 

Nascida em Toronto, no Canadá, Carson encontrou ainda na adolescência a paixão que acabaria moldando toda a sua carreira: a cultura grega antiga. O interesse surgiu quando um professor aceitou ensiná-la grego clássico durante o horário de almoço, experiência que abriu as portas para um universo de autores e ideias que permanecem presentes em sua produção até hoje. A partir dali, ela desenvolveu uma relação singular com os textos clássicos, não como relíquias do passado, mas como obras vivas, capazes de dialogar com os dilemas da sociedade contemporânea. 

Sua formação acadêmica em Estudos Clássicos contribuiu para consolidar uma característica central de sua escrita: a atenção obsessiva à linguagem. Para Carson, as palavras carregam histórias, transformações e significados ocultos que precisam ser investigados. Não por acaso, a própria autora costuma apontar a etimologia como ponto de partida de grande parte de suas criações. Em seus livros, cada palavra parece escolhida para revelar múltiplas camadas de sentido, aproximando o rigor do pesquisador da sensibilidade do poeta. 

Foi justamente essa combinação incomum que fez dela uma referência para leitores e estudiosos em diferentes partes do mundo. Em vez de apenas reinterpretar os clássicos, Carson reinventou a forma de apresentá-los, aproximando autores antigos de questões universais como amor, desejo, perda, memória, identidade e solidão. Sua literatura mostra que, apesar da distância de séculos, as emoções humanas permanecem surpreendentemente semelhantes. 

A obra que a projetou internacionalmente foi Eros, o doce amargo, publicada em 1986. Inspirado nos fragmentos da poeta grega Safo, o livro já revelava sua capacidade de unir reflexão acadêmica e criação literária em uma mesma estrutura narrativa. Desde então, Carson passou a ser reconhecida por desenvolver uma escrita inovadora, marcada pela liberdade formal e pela constante busca de novos caminhos para a linguagem.

A escolha da Academia Sueca também sinaliza uma valorização crescente de autores que ampliam os limites tradicionais dos gêneros literários. Se em 2025 o Nobel foi concedido ao húngaro László Krasznahorkai por uma obra associada a visões apocalípticas e à resistência da arte diante do caos, em 2026 a distinção recai sobre uma escritora que enxerga na linguagem um instrumento de transformação. Em seus livros, as palavras não apenas descrevem a realidade: elas a recriam, questionam e expandem. 

Ao receber o Nobel, prêmio que inclui uma quantia de US$ 1,2 milhão, Anne Carson consolida um legado construído ao longo de décadas de pesquisa, criação e inovação. Mais do que homenagear uma autora, a premiação reconhece uma visão de literatura que atravessa épocas, conecta culturas e prova que os grandes textos continuam capazes de renovar nossa maneira de compreender o mundo. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




IDALINA ANDRADE GONÇALVES: A FORÇA DA MEMÓRIA, DA CULTURA E DO PATRIOTISMO RECONHECIDA PELA MARINHA MERCANTE BRASILEIRA

 

A acadêmica Idalina Andrade Gonçalves exibe a Medalha do Mérito do Ex-Combatente da Marinha Mercante "Capitão de Longo Curso José Moreira Pequeno" ao lado do Comodoro Francisco Cesar Monteiro Gondar.

Em uma solenidade marcada pelo reconhecimento à memória histórica, ao civismo e à valorização daqueles que prestam relevantes serviços à sociedade brasileira, realizada em 02 de outubro de 2026, no Centro Cultural da Justiça Federal (CCJF), no Rio de Janeiro, a acadêmica Idalina Andrade Gonçalves recebeu a Medalha do Mérito do Ex-Combatente da Marinha Mercante "Capitão de Longo Curso José Moreira Pequeno", uma das mais significativas distinções concedidas pela Associação dos Ex-Combatentes do Brasil. 

A cerimônia reuniu autoridades civis e militares, acadêmicos, representantes do meio cultural e lideranças do setor marítimo nacional, celebrando personalidades cujas trajetórias contribuem para a preservação da memória nacional, para o fortalecimento dos valores patrióticos e para a valorização da história brasileira. 

A Medalha do Mérito do Ex-Combatente da Marinha Mercante "Capitão de Longo Curso José Moreira Pequeno" possui profundo significado histórico. Criada pela Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, a comenda homenageia personalidades civis e militares que se destacam na preservação da memória dos ex-combatentes da Marinha Mercante e na valorização da participação brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. 

A medalha recebe o nome do Capitão de Longo Curso José Moreira Pequeno, oficial da Marinha Mercante Brasileira que tombou em decorrência de ações inimigas durante o conflito mundial. Seu legado tornou-se símbolo de coragem, sacrifício e compromisso com a Pátria. Ao perpetuar sua memória, a honraria recorda também o heroísmo dos marinheiros mercantes brasileiros que, muitas vezes sob intenso risco, garantiram o abastecimento e a integração do país em um dos períodos mais desafiadores da história contemporânea. 

A honraria integra o conjunto de ações promovidas pela Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, Seção Rio de Janeiro, sob a liderança de Sylvio Ernesto Cocchiarella Filho, Subtenente do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro e presidente da instituição. 

É digno de reconhecimento o trabalho desenvolvido por Sylvio Ernesto Cocchiarella Filho à frente da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil. Com dedicação e elevado espírito cívico, tem conduzido uma importante missão de valorização da memória dos pracinhas brasileiros e dos veteranos das Forças Armadas que serviram à Nação em momentos decisivos de sua história. 

Sua atuação destaca-se não apenas pela preservação do legado dos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial, incluindo veteranos da Marinha de Guerra, da Marinha Mercante, do Exército e da Aeronáutica, mas também pela capacidade de aproximar da instituição personalidades de relevância nacional, fortalecendo sua representatividade, seu prestígio e sua atuação em defesa da memória histórica brasileira. 

Além disso, ao promover o reconhecimento de cidadãos que prestaram relevantes serviços ao Brasil por meio da concessão de honrarias e distinções, Sylvio Ernesto Cocchiarella Filho contribui para a valorização dos exemplos de dedicação, patriotismo e compromisso com a sociedade. Sua liderança é marcada pelo respeito à história, pela preservação da memória nacional e pelo incentivo aos valores que moldam a identidade brasileira. 

A acadêmica Idalina Andrade Gonçalves é uma dessas personalidades cuja trajetória se enlaça com o compromisso permanente com a cultura, a cidadania e os valores que engrandecem uma nação. Açoriana de nascimento e brasileira por escolha do coração, construiu ao longo dos anos uma vida pautada pela dedicação às letras, à preservação da memória histórica e ao fortalecimento dos laços culturais que unem Brasil e Portugal. 

Em suas ações diárias, revela profundo respeito pelas instituições, pelas tradições e pelos deveres cívicos, demonstrando um patriotismo sereno, porém aguerrido, que se traduz em trabalho, discrição e participação ativa na sociedade. Traz consigo sincero apreço pelos símbolos nacionais e pelos valores que moldam a identidade brasileira, defendendo, com elegância e convicção, o respeito à Pátria e à sua história. Por onde passa, deixa o testemunho de que o amor ao Brasil pode ser manifestado por meio da cultura, da educação, da cidadania e do compromisso permanente com o bem comum.

Mulher de cultura refinada e espírito público exemplar, Idalina destaca-se pelo constante incentivo às atividades literárias, históricas e institucionais. Seu trabalho ultrapassa as fronteiras do ambiente acadêmico, alcançando importantes organizações voltadas à promoção da língua portuguesa, da literatura e da herança cultural luso-brasileira. Em cada função que exerce, deixa registrada a marca da dedicação, da elegância e do compromisso com os valores que sustentam a identidade dos povos de língua portuguesa. 

Sua atuação institucional é extensa e admirável. Integra a diretoria do Real Gabinete Português de Leitura, uma das mais importantes instituições culturais da língua portuguesa no mundo, onde exerce a função de 2ª Secretária da Mesa da Assembleia Geral. É também membro titular da Academia Luso-Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Literatura, participando ativamente das iniciativas voltadas à valorização da produção intelectual e literária. 

Sua presença estende-se ainda à Sociedade Eça de Queiroz, à Associação das Jornalistas Escritoras do Rio de Janeiro, ao Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro, na condição de membro consultivo, além do Cenáculo Fluminense de História e Letras, onde ocupa a Cadeira nº 38, patronímica do dramaturgo Martins Pena. Em cada uma dessas instituições, sua atuação reflete conhecimento, sensibilidade e compromisso com a preservação do patrimônio histórico e cultural. 

A distinção recebida celebra personalidades que, por meio de suas ações e relevantes serviços prestados à sociedade, contribuem para a valorização da memória nacional e para a difusão dos feitos daqueles que escreveram páginas de heroísmo na história do Brasil.

A entrega da condecoração à acadêmica ocorreu por intermédio do Comodoro Francisco Cesar Monteiro Gondar, uma das personalidades mais respeitadas da Marinha Mercante Brasileira. Com mais de 45 anos dedicados ao setor marítimo, incluindo cerca de 30 anos no comando de navios de longo curso, Gondar tornou-se uma referência nacional no segmento. 

Sua atuação também alcança o cenário internacional. Francisco Cesar Monteiro Gondar é Embaixador da Organização Marítima Internacional (IMO), organismo vinculado às Nações Unidas, Juiz Suplente do Tribunal Marítimo do Brasil, Vice-Presidente do Centro dos Capitães da Marinha Mercante e dirigente da Sociedade Amigos da Marinha do Rio de Janeiro. 

Ao receber essa elevada distinção pelos relevantes trabalhos interinstitucionais desenvolvidos ao longo de sua trajetória, Idalina Andrade Gonçalves passa a integrar o seleto grupo de personalidades cujas ações contribuem para manter viva a memória dos brasileiros que serviram à Nação em tempos de guerra e de paz. Sua história demonstra que o patriotismo não se expressa apenas nos campos de batalha, mas também na cultura, na educação, na preservação da história e na valorização das gerações que construíram o país. 

A homenagem simboliza, portanto, muito mais do que uma condecoração. É o reconhecimento público de uma mulher que faz da cultura uma missão, da cidadania um compromisso e do amor ao Brasil uma permanente demonstração de gratidão e serviço.

Em suas veias convivem harmoniosamente o orgulho das origens açorianas e o profundo amor pelo Brasil, país que escolheu honrar diariamente por meio da cultura, da cidadania e do serviço à sociedade. Sua vida constitui um exemplo de que memória, cultura e patriotismo caminham juntos na construção de uma sociedade mais consciente de seu passado e mais comprometida com o seu futuro.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural







quarta-feira, 7 de outubro de 2026

ANA MARIA TOURINHO REVIVE EMOÇÕES E TRADIÇÕES DO CÍRIO DE NAZARÉ EM BELÉM

A escritora e acadêmica Ana Maria Tourinho está em Belém para viver mais uma edição do Círio de Nazaré, uma das maiores manifestações de fé do país. Chegando à capital paraense na madrugada de 7 de outubro, ela já encontrou a cidade envolvida pelo clima de devoção que marca os preparativos para o Círio de Nazaré 2026. 

No dia 6 de outubro, foi realizada a missa de abertura da programação oficial, dando início às celebrações. Nesta quarta-feira, ocorreu a primeira procissão, reunindo trabalhadores, voluntários e os tradicionais carros de promessas, que percorreram as ruas da cidade até o Porto Futuro. Os carros permanecerão expostos no local até a véspera do Círio, quando passarão a integrar a Trasladação. 

Entre os momentos mais marcantes do dia, Ana Maria destacou a emoção ao rever o Carro dos Anjos, símbolo carregado de memórias afetivas. Foi nele que, durante toda a infância, participou das festividades recebendo oferendas, uma tradição que permanece viva em suas lembranças. 

No sábado, durante a Trasladação, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré seguirá do Colégio Gentil Bittencourt até a Catedral da Sé. Nesse percurso, os carros integrarão a programação para receber as promessas que serão conduzidas no domingo do Círio. 

Para Ana Maria Tourinho, a celebração representa muito mais do que uma tradição religiosa. Segundo a escritora, trata-se de uma experiência que fortalece a fé, renova as energias e inspira todo o ano. Movida por essa devoção, ela produziu dois poemas em homenagem ao Círio 2026. O primeiro será publicado na coluna Versos & Diversos, do portal DR1. 

Além das homenagens, Ana Maria mantém em suas orações amigos e familiares, dedicando pedidos especiais à querida Dalma Nascimento. Ao encerrar seu relato, enviou um carinhoso abraço à amiga Shirley, acompanhando a mensagem com votos de fé e bênçãos para todos. 

A programação continua na quinta-feira, 8 de outubro, quando a Basílica de Nazaré receberá, às 18h, a tradicional apresentação do Manto do Círio 2026. Fiel devota e entusiasmada correspondente desta cobertura afetiva, Ana Maria garantiu presença na cerimônia e prometeu compartilhar registros fotográficos de mais esse momento especial da maior festa religiosa do povo paraense.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 









 

RAYMUNDO NERY STELLING JUNIOR: A ELEGÂNCIA DO PENSAMENTO, O COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO E A GRANDEZA DO HUMANISMO - ENTREVISTA EXCLUSIVA AO FOCUS PORTAL CULTURAL

Algumas conversas acontecem. Outras permanecem. O encontro do Focus Portal Cultural com o professor Dr. Raymundo Nery Stelling Junior pertence a esta segunda categoria. Não apenas pela extensão de sua trajetória ou pela relevância dos cargos que ocupou ao longo de décadas de dedicação à educação e à cultura, mas pela rara oportunidade de ouvir alguém que transformou conhecimento em serviço, convivência em aprendizado e experiência em sabedoria. 

Em uma época marcada pela velocidade das opiniões e pela efemeridade das referências, o professor Stelling surge como uma presença singular no cenário fluminense. Educador, gestor, historiador, jornalista, dirigente de instituições representativas, incentivador da cultura, defensor da inclusão e dos direitos humanos, ele reúne atributos que dificilmente se encontram em uma única personalidade pública. 

Sua trajetória é marcada pela competência intelectual, mas também por algo que os currículos não registram: a elegância do espírito. Há em sua forma de dialogar uma distinção natural, uma gentileza cultivada ao longo da vida e uma capacidade de ouvir que remetem à melhor tradição humanista. Trata-se de uma presença cuja formação acadêmica é vasta, mas cuja dimensão humana talvez seja ainda maior. 

Ao longo dos anos, o professor Raymundo Stelling consolidou-se como uma das vozes mais respeitadas da educação fluminense. Sua atuação atravessa instituições de ensino, conselhos, movimentos educacionais, entidades culturais e espaços de formulação de políticas públicas. Em todos eles deixou marcas de equilíbrio, responsabilidade, profundo senso ético e permanente disposição para construir pontes. 

Não por acaso, tornou-se referência para diferentes gerações de educadores. Seu pensamento dialoga simultaneamente com a tradição e com os desafios contemporâneos. Fala da valorização do magistério sem perder de vista a inovação. Defende a inclusão sem abrir mão da excelência. Reflete sobre inteligência artificial, tecnologia e futuro sem abandonar os valores humanos que considera indispensáveis para a construção da família e uma sociedade mais justa. 

Nesta entrevista exclusiva, os leitores encontrarão muito mais do que opiniões sobre educação. Encontrarão a visão de um intelectual que compreende a cultura como instrumento de transformação, a escola como espaço de construção da cidadania e o conhecimento como uma das mais nobres formas de serviço à coletividade. 

Receber o professor Raymundo Stelling foi, para o Focus Portal Cultural, uma experiência enriquecedora. Suas respostas revelam a maturidade de quem dedicou a vida ao ensino, a sensibilidade de quem compreende a importância da cultura e a serenidade de quem jamais perdeu a confiança no ser humano. 

Convidamos nossos leitores a conhecer, nas páginas a seguir, o pensamento de uma personalidade que honra a vida intelectual fluminense e que continua a exercer, com notável discrição, refinamento e grandeza, sua missão de educar, inspirar e servir. 

Com vocês, o professor Dr. Raymundo Nery Stelling Junior. 


ENTREVISTA

1 - Sua trajetória reúne formação em Educação, Administração, Gestão da Qualidade e Science Education. Como essas diferentes áreas dialogam em sua atuação profissional?

Resposta: Elas propiciam abrangência de avaliação e, consequentemente, maior pertinência para os devidos encaminhamentos necessários. 

2 - O que o motivou a dedicar sua vida à educação pública e às causas educacionais?

Resposta: Sou grato a Deus por, desde jovem, sentir esta vocação, reforçada pelo exemplo de minha mãe, professora Maria de Lourdes Calheiros Stelling, e pelos bons mestres que tive durante minha formação. 

3 - Ao longo de décadas de atuação, quais foram os momentos mais marcantes de sua carreira? 

Resposta: Aqueles nos quais pude efetivamente colaborar para que diversos alunos conseguissem superar dificuldades acadêmicas. 

4 - Quais mestres ou referências intelectuais mais influenciaram sua visão sobre educação e sociedade? 

Resposta: Minha mãe, professora Maria de Lourdes Calheiros Stelling, bons mestres e minha ligação com os valores católicos romanos. 

5 - Como o historiador, o jornalista e o educador convivem dentro de Raymundo Stelling?

Resposta: Complementam-se e somam-se para a definição de meus conceitos e metas de vida. 

6 – Como você avalia o atual cenário da educação pública brasileira?

Resposta: Extremamente desafiador, exigindo imensa responsabilidade de todos os agentes que nela atuam. 

7 - Quais são hoje os maiores desafios enfrentados pelos professores nas redes públicas de ensino? 

Resposta: Entre tantos, ressalto a falta de reconhecimento financeiro desta estratégica carreira, bem como a violência que envolve a sociedade. 

8 - O Brasil tem conseguido avançar na valorização do magistério? 

Resposta: Infelizmente não, embora haja a séria luta de diversas forças e representações, como a UPPES (União dos Professores Públicos - Sindicato), posto que muito se fala, muito se debate, mas os resultados presentes bem demonstram o quadro caótico existente.

9 - Que mudanças você considera urgentes para melhorar a qualidade da educação básica? 

Resposta: Prioritariamente, resgatar a dignidade da carreira do magistério. 

10 - Em sua avaliação, como a tecnologia pode contribuir para reduzir desigualdades educacionais? 

Resposta: Se utilizada com planejamento e seriedade, possibilita diversas vantagens, como o acesso muito maior a fontes de informação, por exemplo. Ressalto, porém, que deve ser aplicada com ética. 

11 - O que ainda falta para que a educação seja realmente tratada como prioridade nacional? 

Resposta: Que as autoridades, em todos os níveis, e a própria sociedade como um todo entendam que os recursos destinados à área educacional devem ser entendidos como investimentos, e não custos. 

12 - Como você vê os impactos da inteligência artificial no ambiente escolar? 

Resposta: Muito desafiadores, se tal temática não for encarada com a devida preparação, ética e entendimento por parte daqueles que irão utilizá-la.

13 - Como Presidente da Comissão de Inclusão e Diversidade do Conselho Estadual de Educação, quais têm sido suas principais bandeiras? 

Resposta: A inclusão e o respeito à diversidade. 

14 - O que significa, na prática, construir uma escola inclusiva? 

Resposta: Construir um ambiente real no qual todos se sintam incluídos, respeitando-se toda a diversidade de situações. 

15 - As redes de ensino estão preparadas para atender estudantes com necessidades específicas? 

Resposta: Encontram-se aquém dessa capacidade, infelizmente. 

16 - Como a tecnologia pode auxiliar os processos de inclusão educacional? 

Resposta: Colaborando para que o acesso aos saberes atenda às especificidades dos alunos, que possuem o pleno direito de se sentirem incluídos.

17 - Quais avanços você identifica nos últimos anos em relação à educação inclusiva? 

Resposta: Um maior movimento por parte da sociedade e de políticas norteadoras. 

18 - Que mensagem você deixaria para gestores públicos que ainda enxergam a inclusão apenas como obrigação legal? 

Resposta: Lidamos com seres humanos que merecem nossa absoluta atenção, sobretudo de nós, educadores. 

19 – Você está há mais de 35 anos atuando na UPPES. O que mudou no movimento sindical dos professores nesse período? 

Resposta: A compreensão de que a luta política, no sentido institucional, deve passar pelo acesso aos saberes, ao pleno diálogo e ao firme e qualitativo planejamento de ações em prol da carreira e da educação. 

20 - Qual é a importância de um sindicato para o fortalecimento da educação pública?

Resposta: Muito grande, posto os permanentes desafios pelos quais historicamente a carreira, que deveria ser a mais valorizada da sociedade, passa, sobretudo lembrando que a escola pública possui, em sua missão e alma, a universalidade de acesso. 

21 - Como avalia os desafios atuais enfrentados pelas entidades representativas dos trabalhadores da educação? 

Resposta: O empobrecimento da categoria, que obriga os docentes a uma pesada carga de trabalho e, portanto, por vezes os impede de uma participação mais ampla, bem como de perseguirem firmemente seus objetivos sem a intromissão de interesses externos, como os político-partidários, entre outros. 

22 - Qual é o legado que pretende construir à frente da UPPES durante a gestão 2024-2028?

Resposta: O de efetivo fortalecimento da nossa representação sindical, da maior cobertura assistencial aos nossos filiados e seus familiares e da promoção de qualificadas iniciativas educacionais. 

23 - A UPPES vem ampliando sua atuação para além da defesa corporativa. Como surgiu essa visão mais integrada? 

Resposta: Da compreensão plena da importância da entidade no universo educacional ao longo de mais de oito décadas de atuação compromissada com a defesa da categoria e a promoção de uma educação séria e contemporânea ao seu tempo.

24 - O que representa a criação do Centro Integrado de Educação e Cultura para a categoria? 

Resposta: Importantíssimo passo para a oferta, aberta à categoria e à sociedade em geral, de um espaço no qual, com produção própria de cursos, de parceiros ou mediante locação a terceiros, disponha de salas de aula modernas, bem localizadas e equipadas, constituindo-se como opção para iniciativas de formação, qualificação e capacitação. 

25 - Qual a importância de iniciativas como a Casa do Professor para o acolhimento dos educadores? 

Resposta: Significa ofertarmos um espaço múltiplo, com segurança, opções e ambiência de qualidade, colaborando para a qualidade de vida de nossos filiados e seus familiares, bem como de seus convidados, nossos parceiros e da sociedade em geral. 

26 - Como sua experiência em diferentes conselhos influenciou sua visão sobre políticas públicas educacionais? 

Resposta: O espaço dos coletivos nos permite debater, ouvir, expor, dialogar e aprender, objetivando os melhores resultados em prol da educação. 

27 – Quando integrante do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos da Presidência da República (onde representava a ABE - Associação Brasileira de Educação em Brasília por quatro anos), qual o papel da escola na formação cidadã? 

Resposta: Uma frase, creio, traduz a universalidade que a temática nos reporta: "Respeito igual para todos!"

28 - Como a educação pode combater a intolerância, a violência e a exclusão social?

Resposta: O conhecimento é transformador. Portanto, se for disponibilizado de forma igualitária para todos, esses atos de violência à vida não serão tolerados pelo conjunto da sociedade. 

29 - O que significa promover os direitos humanos dentro das salas de aula? 

Resposta: Significa propiciar a todos os alunos igualdade de oportunidades de acesso aos saberes e ao pleno diálogo na construção dos mesmos.

30 - O Brasil precisa de um novo pacto nacional pela educação? 

Resposta: Precisa que a educação seja entendida como investimento, e não como custo, por parte de todas as autoridades. 

31 – Você também construiu uma trajetória ligada à cultura, à literatura e às academias de letras. Como a cultura transforma a educação? 

Resposta: Durante oito anos fui Conselheiro Estadual de Cultura do Rio de Janeiro e, nesse coletivo, presidia a Comissão de Educação Cultural, percebendo cada vez mais a importância estratégica da cultura para o enriquecimento dos processos formais e informais dos alunos e da sociedade.

32 - Qual a importância da leitura na formação das novas gerações?

Resposta: Essencial, pois quem lê escreve e interpreta melhor e "viaja" por um rico universo de narrativas e conhecimentos. 

33 - O que o motivou a organizar a Antologia IFEC de Poesias? 

Resposta: A importância de colaborar, quando fui presidente dessa referencial instituição, com o registro da rica produção literária existente.

34 - Como você avalia o espaço destinado à produção cultural nas escolas brasileiras?

Resposta: Educação e cultura são indissociáveis; portanto, trata-se de espaço privilegiado no processo educacional. 

35 - A poesia ainda pode ser uma ferramenta de transformação social? 

Resposta: Sem dúvida, pois colabora efetivamente para que a dimensão do sentimento seja renovada e fortalecida constantemente na sociedade. 

36 - Como foi sua experiência à frente do IFEC e das homenagens concedidas a importantes intelectuais brasileiros? 

Resposta: Riquíssima, pois me senti honrado por poder, em mais de duas décadas, homenagear personalidades, incentivar valores e promover momentos de convivência cultural ímpares.

37 - Em recente palestra no Rotary de Icaraí, presidido por Felipe Carvalho, você falou sobre "O Resgate do Valor Humano". Por que esse tema é tão urgente nos dias atuais? 

Resposta: Não podemos permitir que a humanidade se esqueça de que a tecnologia, tão essencial e cada vez mais presente na atualidade, possa superar aquilo que temos de maior valor, dado por Deus: o valor humano, que nos torna dignos de nos identificarmos como humanidade. 

38 - Que valores você considera essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e solidária?

Resposta: Entre outros, ressalto: fraternidade, tolerância, amor, serviço ao próximo e espiritualidade.

39 - O que ainda sonha realizar em favor da educação e da cultura brasileiras? 

Resposta: Peço a Deus que possa continuar, enquanto Ele assim o permitir, a colaborar, ainda que modestamente, nessas duas áreas pelas quais agradeço a Ele ter me permitido nascer e atuar de forma tão apaixonada. 

40 - Se pudesse reunir em uma única sala Darcy Ribeiro, Antonieta de Barros, Paulo Freire, Anísio Teixeira, Maria Nilde Mascellani, Dermeval Saviani, José Carlos Libâneo, Fernando de Azevedo, Florestan Fernandes e os educadores do século XXI, qual seria a principal conversa que gostaria de promover entre eles sobre o futuro do Brasil?

Resposta: Como a escola pode, de fato, encontrar-se plenamente capacitada para nossa missão de bem educar, participando da construção de vidas.

41 - Durante sua presidência no IFEC, você participou da consolidação do Título de Intelectual do Ano e da Comenda IFEC de Cultura. Como nasceu essa iniciativa? 

Resposta: O Título de Intelectual do Ano, que herdamos, visava dar continuidade ao trabalho do Grupo Mônaco de Cultura, presidido pelo nosso tão querido livreiro Carlos Mônaco. Acrescentamos a Comenda Cultural para o fortalecimento e a justa e nobre homenagem a tão distintas personalidades. 

42 - Qual era a sua principal missão no IFEC ao promover homenagens a intelectuais, educadores, juristas, artistas e personalidades da cultura brasileira? 

Resposta: Colaborar para reforçar a importância do reconhecimento de valores que nos exaltam enquanto sociedade e que, sobretudo, servem como exemplos às novas gerações. 

43 - Em sua opinião, por que a sociedade precisa reconhecer e celebrar seus intelectuais em vida? 

Resposta: Para que assim estejamos demonstrando quantos exemplos altivos existem, permitindo à sociedade manter acesa a luz da esperança em dias melhores para todos. 

44 - O que representou para o senhor a última edição do prêmio, realizada no Museu da Justiça de Niterói, em dezembro de 2024?

Resposta: Representou a importância do reconhecimento do trabalho empreendido por essa e nessa instância pública. 

45 - O desembargador Nagib Slaibi Filho foi o último agraciado com o Título de Intelectual do Ano concedido pelo IFEC. Quais critérios levaram à sua escolha?

Resposta: O desembargador traz em sua história de vida três vertentes excepcionais: a jurídica, a educacional e a cultural, razão pela qual é digno de nosso reconhecimento. 

46 - Como você avalia a contribuição do desembargador Nagib Slaibi Filho para a vida intelectual, jurídica e acadêmica do Brasil? 

Resposta: Como salientei na resposta anterior, trata-se de um digno representante que merece ser referenciado e que muito nos honrou ao estar recentemente presente, juntamente com as igualmente reconhecidas presidentes Matilde Conti e Márcia Pessanha, na inauguração do CIEC - Centro Integrado de Educação e Cultura da UPPES. 

47 - A partir de agora, a honraria está sendo conduzida pela Academia Fluminense de Letras. Como você vê essa transição? 

Resposta: Mais que justa, posto ser uma centenária instituição devotada à cultura e muito bem presidida pela presidente Márcia Pessanha. 

48 - Você acredita que instituições culturais têm a responsabilidade de preservar a memória dos grandes pensadores brasileiros?

Resposta: Com toda certeza. São verdadeiros e valiosos "faróis" da preservação dessa memória rumo ao futuro. 

49 - Como você gostaria que o legado do IFEC fosse lembrado pelas futuras gerações? 

Resposta: Com o compromisso ético e humanitário que gerou sua fundação e o levou a ser oficialmente afiliado à ONU - Organização das Nações Unidas. 

50 - Você dedicou sua vida à educação, à cultura, à produção intelectual e à valorização do conhecimento. Quando olha para essa trajetória, qual legado espera deixar para os professores, estudantes, pesquisadores e intelectuais brasileiros? 

Resposta: O exemplo de um modesto professor que acredita em Deus, na humanidade e na educação. 

51 - Para encerrar, qual mensagem você gostaria de deixar aos professores, estudantes e gestores educacionais que acompanham o Focus Portal Cultural? 

Resposta: A importância de seguirmos nossos objetivos e sonhos de vida, pois, à margem de todas as naturais dificuldades que ocorrem em qualquer processo existencial, quando amamos o que fazemos, devemos sempre agradecer a Deus e a todos que nos ajudaram e/ou ajudam nesta caminhada.

 

AGRADECIMENTO DO FOCUS PORTAL CULTURAL

 

Ao concluir esta entrevista, permanece a sensação de que algumas trajetórias profissionais não podem ser medidas apenas pelos cargos ocupados, pelos títulos acadêmicos conquistados ou pelas funções públicas exercidas. Existem vidas que se transformam em testemunhos. Caminhadas que, pela coerência de seus princípios e pela permanência de seus compromissos, convertem-se em referências para toda uma geração. 

Ao longo desta conversa, o professor Raymundo Nery Stelling Junior nos permitiu percorrer diferentes dimensões de sua extensa atuação na educação, na cultura, nos movimentos representativos do magistério, nos espaços de formulação de políticas públicas e na defesa permanente dos valores humanos. Entretanto, por trás de cada resposta, de cada reflexão e de cada posicionamento apresentado, percebemos algo ainda mais significativo: a presença de um educador que nunca deixou de acreditar na capacidade transformadora da educação. 

Em um tempo marcado por incertezas, conflitos e profundas mudanças sociais e tecnológicas, ouvir alguém que continua defendendo o conhecimento, o diálogo, a ética, a valorização dos professores e o respeito à dignidade humana torna-se um exercício não apenas de reflexão, mas de esperança. 

As palavras do professor Stelling revelam uma compreensão ampla das necessidades do presente, sem perder de vista os ensinamentos do passado. Sua visão sobre educação, inclusão, cultura, cidadania e direitos humanos demonstra maturidade intelectual e, ao mesmo tempo, uma rara sensibilidade diante das questões que afetam a vida das pessoas. É a voz de quem conhece profundamente a realidade educacional brasileira, mas que se recusa a abandonar a crença de que é possível construir caminhos melhores. 

Talvez seja justamente essa combinação de experiência, serenidade e compromisso público que explique o respeito conquistado ao longo de sua trajetória. Não se trata apenas de reconhecimento institucional. Trata-se da admiração construída por décadas de convivência, de trabalho coletivo, de escuta, de acolhimento e de dedicação às causas que escolheu abraçar. 

Ao longo dos anos, o professor Raymundo Stelling ajudou a formar alunos, inspirar educadores, fortalecer instituições, incentivar iniciativas culturais, defender a valorização profissional do magistério e promover reflexões fundamentais para a sociedade. Sua atuação atravessa diferentes áreas do conhecimento, mas encontra unidade em um mesmo princípio: a convicção de que a educação é um instrumento de transformação humana e social. 

Em suas palavras, percebemos também a influência de valores que sustentam sua caminhada: a fé, a gratidão, o respeito ao próximo, a fraternidade, a valorização da cultura e a permanente disposição para servir. São elementos que ajudam a compreender por que sua presença se tornou tão significativa nos ambientes em que atua e por que sua voz continua encontrando escuta entre diferentes gerações. 

Para o Focus Portal Cultural, esta entrevista representa mais do que o registro de ideias e opiniões. Constitui a oportunidade de apresentar aos leitores uma personalidade que integra, de forma exemplar, inteligência, cultura, sensibilidade e compromisso público. Em uma sociedade frequentemente voltada para o imediato, conhecer a trajetória de alguém que dedicou sua vida à construção paciente do conhecimento é um convite à reflexão sobre aquilo que realmente possui valor duradouro. 

Nosso agradecimento ao professor Raymundo Nery Stelling Junior transcende a gentileza de ter aceitado este convite. Agradecemos pela generosidade de compartilhar suas experiências, suas convicções e sua visão de mundo. Agradecemos pela atenção dispensada ao nosso trabalho, pela cordialidade de sua acolhida e pela riqueza das reflexões que agora passam a integrar a memória editorial do Focus Portal Cultural. 

Agradecemos, igualmente, por sua contribuição permanente à educação fluminense e brasileira, à promoção da cultura, à valorização dos educadores e ao fortalecimento dos princípios humanistas que tanto necessitamos preservar. Em um cenário que frequentemente valoriza o ruído em detrimento do conteúdo, sua trajetória reafirma a importância do pensamento, do estudo, da ética e do diálogo. 

Que esta entrevista permaneça como um registro de seu tempo, de sua missão e de seu legado. E que as futuras gerações possam encontrar, em exemplos como o seu, inspiração para compreender que a verdadeira grandeza não está na visibilidade dos cargos ou das honrarias, mas na capacidade de servir, educar, construir pontes e deixar marcas positivas na vida das pessoas.

Em nome de toda a equipe do Focus Portal Cultural, registramos nossa admiração, nosso respeito e nossa gratidão ao professor Raymundo Nery Stelling Junior, uma das mais distintas expressões da vida educacional e cultural fluminense, cuja elegância intelectual, gentileza no trato humano e dedicação ao bem comum seguem inspirando aqueles que acreditam que a educação e a cultura continuam sendo os pilares indispensáveis para a construção de um Brasil melhor. 

Muito obrigado, Professor Stelling. Sua trajetória honra a educação, enriquece a cultura e dignifica a missão de ensinar. Que sua voz continue ecoando, inspirando e iluminando caminhos por muitos e muitos anos. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 



BIOGRAFIA PROFESSOR DOUTOR RAYMUNDO NERY STELLING JUNIOR 

O Professor Doutor Raymundo Nery Stelling Junior é uma das mais destacadas lideranças educacionais do Estado do Rio de Janeiro, reunindo sólida formação acadêmica, ampla experiência em gestão educacional e uma trajetória marcada pelo compromisso com a defesa da educação pública, da inclusão social e da cidadania. Ao longo de décadas de atuação profissional, consolidou-se como referência nacional nos campos da educação, das políticas públicas, da gestão institucional e da promoção dos direitos humanos. 

Sua formação acadêmica é multidisciplinar e orientada para a excelência. É PhD em Science Education, possui Master in Administration, com especialização em Total Quality Management, além de ser Mestre em Educação. Essa robusta qualificação permitiu-lhe desenvolver uma visão abrangente sobre os desafios contemporâneos da educação, integrando fundamentos científicos, gestão estratégica e inovação educacional em sua atuação profissional. 

Ao longo de sua carreira, tem dedicado esforços à construção de uma educação democrática, inclusiva e voltada para o desenvolvimento humano e social. Sua atuação é pautada pela valorização do magistério, pela defesa da escola pública de qualidade e pela promoção de políticas educacionais comprometidas com a equidade, a diversidade e o respeito aos direitos fundamentais. 

Na área sindical, possui uma trajetória de mais de 35 anos de dedicação à União dos Professores Públicos no Estado do Rio de Janeiro. Nesse período, exerceu importantes funções de liderança na UPPES, atuando como Diretor de Comunicação, Diretor da Subsede Casa do Professor e, atualmente, como Presidente da instituição. Sob sua liderança, a entidade tem fortalecido seu papel histórico na defesa dos interesses dos profissionais da educação e na promoção de iniciativas voltadas para a formação, valorização e proteção da categoria. 

Atualmente, exerce os cargos de Presidente da UPPES – União dos Professores Públicos no Estado, Sindicato; Presidente da SOBRAHSP – Sociedade Brasileira de Higiene e Saúde Pública; Conselheiro Estadual de Educação do Rio de Janeiro, onde preside a Comissão de Inclusão e Diversidade; e Conselheiro da Associação Brasileira de Educação (ABE). 

Sua experiência institucional também inclui relevantes funções exercidas em diferentes organismos educacionais e culturais. Foi Presidente do Instituto Interamericano de Fomento à Educação (IFEC), Conselheiro Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, Conselheiro Municipal de Educação de Niterói, membro do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos da Presidência da República e Diretor-Geral das Faculdades Integradas Maria Thereza (FAMATH). 

Ao longo de sua trajetória, o Professor Doutor Raymundo Nery Stelling Junior tem se destacado pela capacidade de articular conhecimento acadêmico, gestão eficiente e compromisso social. Sua atuação reúne educação, ciência, cultura, saúde pública e direitos humanos, contribuindo para a construção de políticas e projetos voltados ao desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira. 

Reconhecido por sua liderança, visão estratégica e dedicação às causas educacionais, continua atuando de forma ativa na promoção de iniciativas que ampliem o acesso à educação de qualidade, fortaleçam a inclusão e valorizem a diversidade, contribuindo para a formação de uma sociedade mais justa, democrática e comprometida com o desenvolvimento humano e social do Brasil.

Presidente Stelling participa do Fórum de Saúde Integral
 – Cultura e Cuidado no Mar.

No dia 24 de setembro de 2026, a UPPE-Sindicato 
inaugurou o Centro Integrado de Educação e Cultura (CIEC)

O presidente UPPE-Sindicato, prof. Dr. Stelling, participou, na tarde do dia 1º de outubro de gravação de entrevista para o programa Cultura em Movimento do jornal DR1. O educador foi entrevistado pela jornalista Ana Lu Freire.

Representantes do banco Bradesco visitaram a sede estadual da UPPE-Sindicato, em Niterói. Na ocasião, as representantes do banco foram recebidas pelo presidente da UPPES, prof. Dr. Stelling e pelo contador Dieudonné Câncio. Estiveram presentes na sede da entidade, a gerente de relacionamento de empresas, Mariana Vergett, a gerente assistente de empresas, Danielly Marques e a consultora de seguros, Fabiana Moraes. Além do Centro Integrado de Educação e Cultura (CIEC), foram visitados o Teatro Anaíta Custódio Cardoso e o Núcleo UPPES TV.

No dia 16 de setembro, o presidente da UPPES, prof . Dr. Stelling, proferiu, a convite, uma palestra na Casa da Amizade.presidente discorreu sobre o tema "O RESGATE DO VALOR HUMANO”

Com o maestro Miguel Torres, o presidente da UPPES, prof. Dr. Stelling, discutiu detalhes da tradicional programação de dezembro.

O presidente da UPPE-Sindicato, prof. Dr. Stelling, reuniu-se, no dia 25 de julho de 2026, com o presidente nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Antonio Neto, em São Paulo, reforçando a parceria entre as entidades. A UPPES é filiada à CSB.




Publicado no site do Governo do Panamá a inauguração do CIEC