quarta-feira, 10 de junho de 2026

HOMENAGEM DO ELOS CLUBE DE SÃO VICENTE – DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

Entre as palmeiras que se inclinam diante do vento marítimo e sob o olhar atento da pedra que sustenta o verso imortal de Camões: “Entre gente remota edificaram novo reino que tanto sublimaram”,  ergue-se hoje, neste 10 de junho, o espírito da lusofonia, da amizade e da cultura que unem povos e gerações. 

Neste cenário de beleza e significado, o Elos Clube de São Vicente, presidido por Celestino Domingues, escolheu o mais simbólico dos lugares para celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas: o Monumento Lusíadas, marco da presença portuguesa e da herança literária que moldou nossa identidade. 

A escolha deste local não poderia ser mais perfeita. Aqui, onde o Atlântico murmura histórias de descobertas e coragem, onde São Vicente, primeira vila fundada no Brasil, testemunhou o início de uma nova civilização, o verso de Camões ecoa como um chamado à memória e à gratidão. 

É neste solo que se entrelaçam as raízes do passado e os ramos do futuro, e onde o Elos Clube reafirma sua missão de promover a união entre os povos lusófonos, celebrando a língua, a cultura e os valores que nos aproximam. 

Entre os presentes, destaca-se a presença ilustre do Vice-Presidente Internacional da Federação Internacional Elos da Comunidade Lusíada, Sidney Cardoso da França, que neste dia representa não apenas o Elos Internacional, mas todos os Elos Clubes espalhados pelo planeta. Sua presença confere ao evento uma dimensão universal, lembrando que o ideal elista transcende fronteiras e oceanos, unindo corações em torno da fraternidade e da cultura. Sidney Cardoso da França é, por excelência, um embaixador da causa elista. Seu empenho ímpar em divulgar a instituição, sua dedicação incansável em fortalecer os laços entre os clubes e sua visão humanista fazem dele um exemplo de liderança e compromisso. Em cada palavra e gesto, ele reafirma o propósito maior do movimento: promover o entendimento entre os povos, o respeito às diferenças e o amor à língua portuguesa como instrumento de união. 

Celebrar o Dia de Portugal é celebrar a história de um povo que ousou navegar além do horizonte, movido pela fé, pela curiosidade e pela coragem. É recordar Luís de Camões, qual sua pena transformou feitos em eternidade, e é também homenagear as comunidades portuguesas que, espalhadas pelo mundo, mantêm viva a chama da cultura lusitana. 

Neste dia, o Elos Clube de São Vicente reafirma seu compromisso com esses valores. A instituição, fundada sobre os pilares da amizade, da cultura e da solidariedade, é um elo vivo entre as nações que compartilham o idioma e o espírito português. 

Cada encontro, cada homenagem, cada palavra pronunciada neste evento é um tributo àquilo que nos une, a língua que canta, o mar que aproxima, a história que inspira.

O brilho deste evento se amplia pela presença de notáveis representantes da cultura, da educação e da sociedade civil: Sidney Cardoso da França, Vice-Presidente Internacional da Federação Internacional Elos da Comunidade Lusíada; Maria Goretti Rocha, Presidente do Elos Clube de Praia Grande; Celestino Domingues, Presidente do Elos Clube de São Vicente; Melissa Caetano, Presidente do Elos Clube de Santos; Sonia Delsin e Norminha, do Soroptimist Internacional; Carlos Alberto Indalécio, da Academia Vicentina de Letras Madre de Deus; José do Rosário, Gestor do Consulado de Portugal em Santos; Marcos Henrique, Governador DE 1; Selma França, Diretora do Colégio França e Tesoureira Internacional; Matheus Miranda, Diretor Internacional; Suzel Frutuoso, Diretora CDME; Representantes do Executivo e Legislativo de São Vicente; Centro Cultural Português de Santos; Presidente da Associação Comercial de São Vicente; Elos Jovem de Praia Grande e o Núcleo Jovem Acadêmico da Academia de Letras de Praia Grande, composto por estudantes do Colégio França. 

Cada nome aqui citado representa uma voz que se soma ao coro da lusofonia, uma presença que reforça o compromisso coletivo com a cultura e a amizade entre os povos. 

O Monumento Lusíadas, diante do qual se realiza esta cerimônia, é mais do que pedra e metal, é um símbolo de eternidade. A forma que lembra uma vela de navio evoca as caravelas que cruzaram mares desconhecidos, e o verso de Camões gravado em sua superfície é um lembrete de que a grandeza de um povo se mede não apenas por suas conquistas, mas por sua capacidade de sublimar o espírito humano. 

No local o Elos Clube de São Vicente encontra o cenário ideal para reafirmar sua missão: edificar pontes de entendimento e amizade entre as comunidades lusófonas, perpetuando o legado de Camões e de todos os que acreditam na força da palavra e da cultura. Sob a presidência de Celestino Domingues, o Elos Clube de São Vicente tem se destacado pela promoção de eventos culturais e pela valorização da história luso-brasileira. Seu trabalho é marcado pela serenidade, pela sabedoria e pela dedicação à causa elista. Celestino é um construtor de pontes, entre gerações, entre instituições, entre culturas. Sua liderança inspira e orienta, e sua presença neste evento é um testemunho vivo do compromisso com os ideais que movem o Elos: amizade, cultura e serviço.

Neste 10 de junho, sob o sol que ilumina São Vicente e o mar que reflete o azul de Portugal, o Elos Clube celebra não apenas uma data, mas um ideal. O ideal de que a língua portuguesa é mais do que um idioma, é um patrimônio espiritual que une milhões de pessoas em todos os continentes. O ideal de que a amizade e a cultura são forças capazes de transformar o mundo. E o ideal de que cada elo, por menor que pareça, é essencial para formar a corrente da fraternidade universal. 

Que este dia seja lembrado como um marco de união, de reconhecimento e de esperança. Que o verso de Camões continue a ecoar entre nós, lembrando que, entre gente remota, edificamos não apenas reinos, mas laços eternos de amizade e cultura. 

Créditos das fotos: Compartilhadas pelo Vice-presidente Sidney França

Editorial © Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional 





















 

A LENTE QUE GUARDAVA A NOSSA HISTÓRIA: O LEGADO DE MARLENE FONSECA

Hoje, 09 de junho de 2026, o ambiente das nossas academias, eventos e encontros culturais ficou com uma luz diferente. Uma luz que, embora mais suave, ainda guarda o brilho inconfundível de quem, por décadas, foi a responsável por transformar o efêmero em eterno. Marlene Fonseca, a nossa querida fotógrafa, aquela que via o mundo através de uma lente sempre atenta e um sorriso sempre pronto, Deus a convidou para encerrar seu ciclo terreno. Como bem disse a Angela Guerra, ela acaba de virar estrelinha. Mas, para quem a conhecia, ela sempre foi, na verdade, uma das estrelas mais brilhantes que circulavam entre nós, armada com seu equipamento e uma energia que desarmava qualquer formalidade. 

Não é um dia de tristeza profunda, dessas que silenciam a alma. É um dia de celebração, agridoce, é verdade, de uma vida que se dedicou a colecionar sorrisos, olhares, discursos e abraços. Marlene não apenas tirava fotos; ela documentava a alma das nossas instituições. Cada acadêmico, cada poeta, cada confrade que teve a honra de ser registrado por ela, carrega hoje um pedaço de sua história imortalizado em um clique. 

É impossível dissociar a história das nossas academias do trabalho de Marlene. Como observou, com muita sensibilidade, o nosso Luiz Poeta, Marlene não foi apenas uma profissional que acompanhava o enredo das nossas entidades; ela foi uma célula viva desse tecido anímico chamado fraternidade. Ela compreendia, como poucos, o valor de um momento. Sabia que a foto de um evento não era apenas o registro de quem estava lá, mas a prova física de que aquele instante de cultura, de troca, de amizade, realmente existiu e deixou uma marca indelével na nossa jornada coletiva. 

Quem nunca se sentiu, por um segundo, uma celebridade diante da Marlene? Ela tinha o dom de nos fazer sentir importantes. Seja em um grande evento ou em uma pequena reunião, ela chegava com sua câmera, aquela ferramenta que, nas mãos dela, parecia uma extensão do seu próprio coração e capturava o que havia de melhor em nós. 

E como esquecer da sua humanidade? A Marlene era feita de gente, de riso, de provocação saudável.  Trago uma lembrança que traduz perfeitamente quem ela era: alguém que, mesmo exercendo uma profissão que exige seriedade e técnica, não perdia a chance de uma brincadeira. O comentário sobre a minha câmera ser pequena perto da “poderosa” câmera dela é um retrato fiel da sua personalidade solar. Ela tinha esse jeito de nos aproximar, de quebrar o gelo, de tornar o ambiente acadêmico, muitas vezes sisudo, em um espaço de descontração e calor humano. 

Marlene Fonseca não se foi por completo. Ela está presente em cada porta-retratos sobre nossas mesas de cabeceira. Está nas pastas digitais que guardamos como tesouros. Está nos álbuns que folhearemos daqui a dez, vinte ou cinquenta anos, e onde veremos, através dos seus olhos, que fomos jovens, que fomos poetas, que fomos, acima de tudo, amigos. 

Hoje, prestamos a ela todas as honras, como pediu a Angela. Pedimos que a paz envolva seus familiares, que dividem conosco a dor da partida, mas também o privilégio de ter compartilhado a vida com uma mulher tão especial.

Marlene, admirável companheira, o seu “clique” agora ressoa em outra dimensão, onde a luz é eterna e não precisa de ajustes de ISO ou foco. Você cumpriu sua missão com mestria. Você deu rosto, nome e eternidade aos nossos melhores momentos. O seu legado não está apenas nas fotos, mas na gratidão que cada um de nós, que foi tocado pela sua lente, carrega no peito. 

Descanse em paz, nossa eterna fotógrafa. Obrigado por ter nos mostrado, tantas vezes, que o nosso melhor ângulo sempre foi aquele que revelava a nossa humanidade. Você faz parte da nossa história, e a sua história, a partir de agora, é um livro de memórias que nunca deixaremos de reler. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 




 

terça-feira, 9 de junho de 2026

A BORBOLETRANDA DA RAZÃO: O VOO DE MÁRCIA PESSANHA - ENSAIO LITERÁRIO © ALBERTO ARAÚJO

Ao observarmos a delicadeza iconográfica presente na imagem, somos confrontados com uma coreografia que supera o biológico: o voo das borboletas que ornam o vestido desta jovem não é apenas um adorno, é uma linguagem. É nessa dimensão, onde a erudição encontra a leveza, que situamos Márcia Pessanha, nossa "borboletranda" da intelectualidade. 

A metáfora da borboleta, frequentemente reduzida ao lugar-comum da metamorfose, exige, sob a lente da análise, uma revisão. A borboleta não muda apenas de forma; ela altera sua relação ontológica com o mundo. O processo de "borboletar" de Márcia, este neologismo que cunhamos para descrever seu trânsito fluido entre ideias, campos do saber e profundidades reflexivas, guarda uma semelhança intrínseca com o cromatismo vibrante e a diversidade das asas que compõem sua veste intelectual. 

Márcia Pessanha não habita o pensamento como quem ocupa um território estático; ela o habita como quem voa. Assim como as criaturas que habitam o vestido da jovem na imagem, cuja luminescência irradia um encanto absoluto, a produção intelectual de Márcia atua como um feixe de luz em meio à névoa das certezas dogmáticas. Ela pratica uma intelectualidade que se recusa a ser pesada. Ela é, em essência, uma "borboletranda": aquela em cujo processo de aprendizagem e construção de saber vive um constante estado de emergência, um eterno tornar-se. 

Assim como cada asa de borboleta é estruturada por uma geometria invisível que garante o sustento do voo, o discurso de Márcia é sustentado por uma rigorosa arquitetura lógica, ainda que apresentada com a fluidez de uma intuição poética. O colorido intenso que emana de seu pensamento, como uma trilha de pó luminoso, espelha o legado que Márcia deixa em cada debate. É uma marca que não pressiona o intelecto com o peso da autoridade, mas que o ilumina de dentro para fora, transformando a audiência. 

A figura na imagem, envolta em sua própria miríade de vida alada, não tenta aprisionar o voo; ela o contempla em sua totalidade. Esta é a postura de Márcia perante o conhecimento. Ela compreende que, para ser uma pensadora livre, é preciso oferecer ao pensamento o espaço necessário para a sua manifestação. O seu "borboletar" intelectual é, na verdade, uma forma de hospitalidade: ela acolhe as ideias, permite que orbitem o seu centro e, eventualmente, as libera para que transformem o ambiente ao redor. 

A intelectualidade, quando exercida com a profundidade de Márcia, torna-se uma arte da transição. Ela transita entre o rigor acadêmico e a sensibilidade lírica com a mesma naturalidade com que as cores transbordam da imagem, desafiando as fronteiras físicas e os limites impostos pelo senso comum. Ao compararmos Márcia Pessanha a esta miríade de cores, não buscamos apenas um elogio estético, mas uma definição de sua práxis. Ela é a prova viva de que a inteligência não precisa ser um fardo de pedra; ela pode ser um fenômeno aéreo, uma força da natureza que eleva a todos que a rodeiam. 

Ao celebrarmos a trajetória de Márcia Pessanha, é impossível não evocar a figura de Vladimir Nabokov. O autor de Lolita e Pálido Fogo, que dedicou grande parte de sua vida ao estudo rigoroso das borboletas, afirmava que a curiosidade intelectual é, em última instância, uma forma de arte. Para Nabokov, observar uma borboleta exigia a precisão de um cientista e a alma de um poeta, exatamente o que observamos na práxis de Márcia. Assim como Nabokov via na diversidade das asas a própria complexidade da experiência humana, Márcia compreende que o saber não é uma coleção de fatos fixos em alfinetes, mas um organismo vivo que precisa de espaço para alçar voo. Ela nos lembra de que, como diria o mestre da escrita e da lepidopterologia, o maior prazer do intelecto reside na "deliciosa surpresa" do próximo movimento. 

Márcia é, portanto, a nossa borboletranda nabokoviana: alguém que, entre a ciência do rigor e a arte da intuição, entende que o pensamento, para ser verdadeiramente livre, deve ser, acima de tudo, uma celebração da luz. Ela jamais se sente completa no casulo das definições prontas; está sempre pronta para o próximo voo, disposta a transformar a quietude da estagnação em um espetáculo de luz intelectual. Que seu voo continue sendo essa nota vibrante no horizonte, um lembrete constante de que, no pensamento, como na natureza, o mais belo é o movimento que nos liberta. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural















9 - A ANATOMIA DO INVISÍVEL - Nº 09 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS: UMA JORNADA LITERÁRIA © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL

 

 

9 - A ANATOMIA DO INVISÍVEL


O amor não se escreve com tinta,

nem se explica em manuais de lógica.

Ele é o que sobra quando o dia se despede

e a urgência do mundo perde a voz.

 

É uma anatomia sutil,

um segundo sistema circulatório

que corre paralelo ao sangue,

levando o teu nome para cada extremo

do meu corpo.

 

Não me pediste permissão para habitar,

entraste como a luz que não pede licença

para dourar as paredes ao entardecer.

E agora, cada gesto meu é um reflexo teu,

cada pensamento, um diálogo silencioso

que travamos no escuro,

entre o pulsar das estrelas

e a cadência do nosso repouso.

 

Somos, enfim, o que não pode ser nomeado,

o intervalo perfeito entre o que fomos

e a eternidade que ainda nos espera.

 

Nº 09 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS:

UMA JORNADA LITERÁRIA

 

© Alberto Araújo

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8 - O ELO INFINITO - Nº 08 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS: UMA JORNADA LITERÁRIA © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL



8 - O ELO INFINITO

 

Não é o tempo quem dita o fim da estrada,

Nem o relógio quem marca o que sentimos,

Pois somos, nesta vida em que partimos,

A chama viva que a alma tem guardada.

 

O amor é voz na noite silenciada,

O norte eterno por onde nos guiamos,

É o porto onde, em paz, sempre ancoramos,

Em cada curva, em cada caminhada.

 

Se o mundo mudar de cor e de feição,

Se o sol perder o brilho no horizonte,

O nosso laço segue em prontidão;

 

Bebendo a vida nesta mesma fonte,

Que faz pulsar, em plena pulsação,

O amor que nasce, firme, em cada monte.

 

Nº 08 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS:

UMA JORNADA LITERÁRIA


© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

08 de junho de 2026

 


 



 

10 DE JUNHO - O ELO PERMANENTE QUE UNE A ALMA LUSÓFONA - HOMENAGEM DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL ELOS DA COMUNIDADE LUSÍADA

O dia 10 de junho não é apenas uma efeméride no calendário; é o batimento cardíaco de uma civilização que ultrapassou fronteiras geográficas para se tornar um estado de espírito: a Lusofonia. Ao celebrarmos hoje o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o Elos Internacional, em nome de todos os seus Elos Clubes espalhados pelos cinco continentes, curva-se diante da magnitude de uma herança que nos define, nos orienta e nos irmana. 

Nesta data, evocamos a memória de Luís Vaz de Camões, o épico poeta que, em Os Lusíadas, não apenas narrou a aventura marítima de um povo, mas esculpiu a própria essência da língua portuguesa. Camões é a bússola que orienta a nossa identidade; ao eternizar a "língua de Camões", ele ofereceu ao mundo um veículo de pensamento, de poesia e de humanismo que hoje é partilhado por milhões de pessoas, de diferentes latitudes e culturas. 

A nossa identidade, iniciada na coragem dos navegadores e na pena imortal do nosso maior poeta, é um patrimônio que se renova a cada geração. O legado de Camões é, em essência, o legado da própria Língua Portuguesa: um idioma que se tornou pátria de todos os que o falam e que nos confere um sentido de pertença, independentemente do lugar onde estejamos no mapa. Ser parte da Comunidade Lusíada é carregar esse patrimônio como um facho que ilumina o presente e projeta o futuro.

Para o Elos Internacional, esta data é o símbolo máximo da nossa missão. Somos uma rede que acredita no poder do "Elo", o elo que nos liga aos nossos antepassados, o elo que nos une aos nossos contemporâneos e o elo que deixaremos às gerações futuras. As nossas Comunidades Portuguesas, espalhadas pelo planeta, são o exemplo vivo de como a cultura portuguesa se adaptou, integrou e enriqueceu as nações que as acolheram, sem nunca perder a chama da sua origem. 

Celebrar o 10 de junho sob a égide do Elos é reafirmar que a cultura é o nosso ativo mais precioso. Num mundo por vezes fragmentado, a nossa voz lusófona deve ser um instrumento de diálogo, de ética e de construção de pontes. Como presidente desta instituição, orgulho-me de ver os nossos Elos Clubes empenhados em manter viva a literatura, a música, o pensamento e, acima de tudo, o afeto que caracteriza o povo português e todos os que com ele comungam. 

Viva Portugal. Viva a nossa língua. Viva a fraternidade que nos une em cada Elos Clube pelo mundo afora.  Matilde Carone Slaibi Conti  - Presidente



UM TRIBUTO À IDENTIDADE E AO LEGADO - ELOS CLUBE PRAIA GRANDE E AMIGOS E A CELEBRAÇÃO DO DIA DE PORTUGAL EM PRAIA GRANDE

 

No dia 09 de junho de 2026, a Praça Elos, em Praia Grande, foi palco de um encontro memorável que ultrapassou a simples comemoração de uma data. O "Dia de Portugal e Tributo a Luís de Camões e Fernando Pessoa" não foi apenas uma reverência ao passado, mas uma vibrante afirmação da nossa herança cultural comum, reunindo vozes, gerações e instituições em torno dos pilares que sustentam a identidade lusófona. 

Sob o brilho da bandeira portuguesa, o evento reafirmou a importância da poesia e da história na construção dos povos. Ao celebrar Camões, o épico da nossa língua e Fernando Pessoa, o mestre da multiplicidade da alma, o evento lembrou a todos os presentes que ser lusófono é carregar consigo uma bagagem imensa de sabedoria, sensibilidade e resiliência. 

A perfeição desta solenidade teve a assinatura visionária do Vice-presidente do Elos Internacional, Sidney Cardoso da França representando toda a diretoria da instituição e todos os demais Elos Clubes do planeta. Com uma dedicação incansável, Sidney orquestrou cada detalhe para que o evento fosse um tributo à altura da nossa história. Sob seu comando, o cenário foi impecável: as bandeiras do Brasil, de São Paulo, de Praia Grande e de Portugal tremulavam majestosas, emoldurando a histórica Placa de Camões do Elos Internacional. A cena tornou-se ainda mais viva e vibrante com a participação dos alunos do Colégio França, que, com suas bandeiras em punho, deram o tom de juventude e esperança à celebração. 

Ao lado de Sidney, sua esposa Selma França, Diretora do Colégio e Tesoureira Internacional, foi a força motriz que uniu inteligência, zelo e paixão em cada etapa da organização. Juntos, eles transformaram o ato solene em um momento de profunda emoção, permeado por cantos, poemas inspiradores e homenagens que ecoaram o orgulho de nossa herança lusófona. 

A força da comunidade foi representada pelas lideranças dos Elos Clubes: Maria Goretti Rocha (Praia Grande), Celestino Domingues (São Vicente) e Melissa Caetano (Santos), pilares que mantêm acesa a chama da lusofonia em nossa região. 

A diversidade institucional foi brilhantemente representada por Celso Correa (Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande), Sonia Delsin (Soroptimist Internacional e Academia Vicentina de Letras Madre de Deus), Fátima Jaguanharo (Academia de Letras e Artes de Praia Grande), além de Lita Moniz, Rosa Simão e Terezinha de Souza e a Soroptimista Maria Norma da Silva mulheres e homens que constroem a história cultural da comunidade. 

Um dos pontos mais emocionantes foi a presença vibrante da juventude e do corpo educacional. O Elos Jovem de Praia Grande, o Núcleo Jovem Acadêmico da ALAPG, o Governador DE 1, Marcos Henrique, o Vice-Presidente do Elos de Praia Grande, Alex Peixoto, e o Diretor João Morgado demonstraram que o legado de Camões e Pessoa está em boas mãos. A participação da diretora do Colégio França e Tesoureira Internacional, Selma França, ao lado de sua dedicada equipe de professores, estudantes e os pequenos do França Kids, foi a prova viva de que a educação é a ferramenta essencial para o futuro dessa herança. 

Este encontro, que contou com o essencial apoio da Guarda Municipal de Praia Grande para garantir a segurança e a organização, foi mais do que um evento formal. Foi um momento de comunhão, onde a poesia se fez presente em cada detalhe, lembrando-nos da força da língua portuguesa como elo inquebrável entre continentes e gerações. 

Agradecemos a todos que, com sua presença e dedicação, transformaram este dia 9 de junho em um marco indelével na memória de Praia Grande. Que o espírito de Camões continue a nos guiar pelos mares do conhecimento e que a sensibilidade de Pessoa siga nos permitindo sentir, criar e ser, sempre, parte desta grande e inesquecível Comunidade Lusíada. 

Vida longa à nossa cultura, à nossa língua e ao eterno vínculo que nos une. 

Créditos e vídeo compartilhados por Selma França

Editorial © Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional

Focus Portal Cultural


























Presidente Matilde Carone Slaibi Conti disse: “Foi muito emocionante ver a todos, brindando essa data, tão especial. Meu coração encheu-se de orgulho e muito amor diante da exuberância do momento. Felicitações aos nobres elistas que souberam mostrar o que guardam de mais bonito no coração, o amor à Língua Portuguesa. Para o meu vice-presidente, Sydney França,  o meu carinho e eterna admiração.” Matilde.