domingo, 30 de agosto de 2026

O NAVIO DA AURORA - POEMA DE ALBERTO ARAÚJO INSPIRADO EM "O NAVIO NEGREIRO" DE CASTRO ALVES


O NAVIO DA AURORA

Poema de © Alberto Araújo

 

I

Estamos em pleno mar... No véu da aurora

Brinca o sol,  flamejante centelha;

E as ondas após ele correm... cantam,

Como coros de aves que se espelham.

 

Estamos em pleno mar... Do firmamento

Caem estrelas como pétalas vivas...

O mar em troca acende suas chamas,

— Constelações de águas fugitivas.

 

Estamos em pleno mar... Dois infinitos

Ali se abraçam num enlace puro,

Azuis, dourados, livres, luminosos...

Qual dos dois é o céu? qual é futuro?

 

II

Cantai, marujos! Cantai sem medo,

Que o vento é harpa, que o mar é verso!

O brigue avança como sonho aceso,

E cada vela é página do universo.

 

Do Português a saudade ecoa,

Do Índio a prece se levanta,

Do Africano a força ressoa,

E o mundo inteiro canta e canta!

 

III

Mas que vejo eu aí... Que quadro sublime!

Não há correntes, não há ferros, não há crime.

É canto de esperança! É dança de alegria!

Meu Deus! meu Deus! que doce poesia!

 

IV

Era um sonho radiante... o tombadilho

Que das lanternas reflete o brilho,

Em festa a se banhar.

Tinir de risos... estalar de palmas...

Legiões de homens livres como almas,

Felizes a dançar.

 

Homens e mulheres, erguendo seus filhos,

Mostram ao mundo futuros tranquilos,

E a vida que se refaz.

Outras moças, de olhos iluminados,

No turbilhão de abraços libertados,

Cantando a paz que jaz.

 

V

Senhor Deus dos libertados!

Dizei-me vós, Senhor Deus!

Se é loucura... se é verdade

Tanta esperança perante os céus?!

Ó mar, por que não guardas

Com a esponja de tuas vagas

Este canto em teu clarão?

Astros! noites! tempestades!

Rolai das imensidades!

Protegei o sonho, tufão!

 

VI

Existe um povo que a bandeira ergue

Para cobrir justiça e valentia!

E deixa-a transformar-se nesta festa,

Em manto puro de alegria!

Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,

Que radiante na gávea se anuncia?

Silêncio, Musa... canta, canta tanto,

Que o pavilhão se lave no teu canto!

 

Auriverde pendão de minha terra,

Que a brisa do Brasil beija e levanta,

Estandarte que a luz do sol encerra

E as promessas divinas da esperança...

Tu que, da liberdade após a guerra,

Foste hasteado dos heróis na lança,

Antes te houvessem roto na batalha,

Que servires ao mundo como mortalha!

 

Publicado em 1869, O Navio Negreiro de Castro Alves consolidou-se como um dos textos mais emblemáticos da literatura abolicionista brasileira. Sua força retórica e imagética transformou o poema em símbolo da denúncia contra a escravidão, inscrevendo o autor como “poeta dos escravos”.

A versão aqui apresentada não pretende substituir o clássico, mas sim propor uma releitura poética que dialoga com sua estrutura e grandiosidade formal. Se no texto original o mar é palco de horror e opressão, nesta recriação o oceano surge como metáfora de liberdade, esperança e união dos povos.

Trata-se, portanto, de um exercício de transposição temática: a mesma cadência épica, o mesmo ritmo de imagens grandiosas, mas em direção a um conteúdo que celebra a dignidade humana. Essa operação literária inscreve o poema como homenagem crítica, que reconhece a força histórica de Castro Alves e, ao mesmo tempo, abre espaço para novas interpretações do mar como símbolo universal.

Assim, a obra se configura como uma releitura poética e um diálogo literário, reafirmando que os clássicos não se esgotam em si mesmos, mas inspiram novas vozes, novos cantos e novas viagens.

 

 

Poema O Navio Negreiro – Castro Alves

I

'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço

Brinca o luar — dourada borboleta;

E as vagas após ele correm... cansam

Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar... Do firmamento

Os astros saltam como espumas de ouro...

O mar em troca acende as ardentias,

— Constelações do líquido tesouro...

'Stamos em pleno mar... Dois infinitos

Ali se estreitam num abraço insano,

Azuis, dourados, plácidos, sublimes...

Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...

'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas

Ao quente arfar das virações marinhas,

Veleiro brigue corre à flor dos mares,

Como roçam na vaga as andorinhas...

Donde vem? onde vai? Das naus errantes

Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?

Neste saara os corcéis o pó levantam,

Galopam, voam, mas não deixam traço.

Bem feliz quem ali pode nest'hora

Sentir deste painel a majestade!

Embaixo — o mar em cima — o firmamento...

E no mar e no céu — a imensidade!

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!

Que música suave ao longe soa!

Meu Deus! como é sublime um canto ardente

Pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! ó rudes marinheiros,

Tostados pelo sol dos quatro mundos!

Crianças que a procela acalentara

No berço destes pélagos profundos!

Esperai! esperai! deixai que eu beba

Esta selvagem, livre poesia

Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,

E o vento, que nas cordas assobia...

..........................................................

Por que foges assim, barco ligeiro?

Por que foges do pávido poeta?

Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira

Que semelha no mar — doudo cometa!

Albatroz! Albatroz! águia do oceano,

Tu que dormes das nuvens entre as gazas,

Sacode as penas, Leviathan do espaço,

Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.

II

 

Que importa do nauta o berço,

Donde é filho, qual seu lar?

Ama a cadência do verso

Que lhe ensina o velho mar!

Cantai! que a morte é divina!

Resvala o brigue à bolina

Como golfinho veloz.

Presa ao mastro da mezena

Saudosa bandeira acena

As vagas que deixa após.

Do Espanhol as cantilenas

Requebradas de langor,

Lembram as moças morenas,

As andaluzas em flor!

Da Itália o filho indolente

Canta Veneza dormente,

— Terra de amor e traição,

Ou do golfo no regaço

Relembra os versos de Tasso,

Junto às lavas do vulcão!

O Inglês — marinheiro frio,

Que ao nascer no mar se achou,

(Porque a Inglaterra é um navio,

Que Deus na Mancha ancorou),

Rijo entoa pátrias glórias,

Lembrando, orgulhoso, histórias

De Nelson e de Aboukir.. .

O Francês — predestinado —

Canta os louros do passado

E os loureiros do porvir!

Os marinheiros Helenos,

Que a vaga jônia criou,

Belos piratas morenos

Do mar que Ulisses cortou,

Homens que Fídias talhara,

Vão cantando em noite clara

Versos que Homero gemeu ...

Nautas de todas as plagas,

Vós sabeis achar nas vagas

As melodias do céu! ...

III

 

Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!

Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano

Como o teu mergulhar no brigue voador!

Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!

É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...

Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!

IV

 

Era um sonho dantesco... o tombadilho

Que das luzernas avermelha o brilho.

Em sangue a se banhar.

Tinir de ferros... estalar de açoite...

Legiões de homens negros como a noite,

Horrendos a dançar...

Negras mulheres, suspendendo às tetas

Magras crianças, cujas bocas pretas

Rega o sangue das mães:

Outras moças, mas nuas e espantadas,

No turbilhão de espectros arrastadas,

Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente...

E da ronda fantástica a serpente

Faz doudas espirais ...

Se o velho arqueja, se no chão resvala,

Ouvem-se gritos... o chicote estala.

E voam mais e mais...

Presa nos elos de uma só cadeia,

A multidão faminta cambaleia,

E chora e dança ali!

Um de raiva delira, outro enlouquece,

Outro, que martírios embrutece,

Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra,

E após fitando o céu que se desdobra,

Tão puro sobre o mar,

Diz do fumo entre os densos nevoeiros:

"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!

Fazei-os mais dançar!..."

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .

E da ronda fantástica a serpente

Faz doudas espirais...

Qual um sonho dantesco as sombras voam!...

Gritos, ais, maldições, preces ressoam!

E ri-se Satanás!...

V

 

Senhor Deus dos desgraçados!

Dizei-me vós, Senhor Deus!

Se é loucura... se é verdade

Tanto horror perante os céus?!

Ó mar, por que não apagas

Co'a esponja de tuas vagas

De teu manto este borrão?...

Astros! noites! tempestades!

Rolai das imensidades!

Varrei os mares, tufão!

Quem são estes desgraçados

Que não encontram em vós

Mais que o rir calmo da turba

Que excita a fúria do algoz?

Quem são? Se a estrela se cala,

Se a vaga à pressa resvala

Como um cúmplice fugaz,

Perante a noite confusa...

Dize-o tu, severa Musa,

Musa libérrima, audaz!...

São os filhos do deserto,

Onde a terra esposa a luz.

Onde vive em campo aberto

A tribo dos homens nus...

São os guerreiros ousados

Que com os tigres mosqueados

Combatem na solidão.

Ontem simples, fortes, bravos.

Hoje míseros escravos,

Sem luz, sem ar, sem razão. . .

São mulheres desgraçadas,

Como Agar o foi também.

Que sedentas, alquebradas,

De longe... bem longe vêm...

Trazendo com tíbios passos,

Filhos e algemas nos braços,

N'alma — lágrimas e fel...

Como Agar sofrendo tanto,

Que nem o leite de pranto

Têm que dar para Ismael.

Lá nas areias infindas,

Das palmeiras no país,

Nasceram crianças lindas,

Viveram moças gentis...

Passa um dia a caravana,

Quando a virgem na cabana

Cisma da noite nos véus ...

... Adeus, ó choça do monte,

... Adeus, palmeiras da fonte!...

... Adeus, amores... adeus!...

Depois, o areal extenso...

Depois, o oceano de pó.

Depois no horizonte imenso

Desertos... desertos só...

E a fome, o cansaço, a sede...

Ai! quanto infeliz que cede,

E cai p'ra não mais s'erguer!...

Vaga um lugar na cadeia,

Mas o chacal sobre a areia

Acha um corpo que roer.

Ontem a Serra Leoa,

A guerra, a caça ao leão,

O sono dormido à toa

Sob as tendas d'amplidão!

Hoje... o porão negro, fundo,

Infecto, apertado, imundo,

Tendo a peste por jaguar...

E o sono sempre cortado

Pelo arranco de um finado,

E o baque de um corpo ao mar...

Ontem plena liberdade,

A vontade por poder...

Hoje... cúm'lo de maldade,

Nem são livres p'ra morrer. .

Prende-os a mesma corrente

— Férrea, lúgubre serpente —

Nas roscas da escravidão.

E assim zombando da morte,

Dança a lúgubre coorte

Ao som do açoute... Irrisão!...

Senhor Deus dos desgraçados!

Dizei-me vós, Senhor Deus,

Se eu deliro... ou se é verdade

Tanto horror perante os céus?!...

Ó mar, por que não apagas

Co'a esponja de tuas vagas

Do teu manto este borrão?

Astros! noites! tempestades!

Rolai das imensidades!

Varrei os mares, tufão! ...

VI

 

Existe um povo que a bandeira empresta

P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...

E deixa-a transformar-se nessa festa

Em manto impuro de bacante fria!...

Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,

Que impudente na gávea tripudia?

Silêncio. Musa... chora, e chora tanto

Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...

Auriverde pendão de minha terra,

Que a brisa do Brasil beija e balança,

Estandarte que a luz do sol encerra

E as promessas divinas da esperança...

Tu que, da liberdade após a guerra,

Foste hasteado dos heróis na lança

Antes te houvessem roto na batalha,

Que servires a um povo de mortalha!...

Fatalidade atroz que a mente esmaga!

Extingue nesta hora o brigue imundo

O trilho que Colombo abriu nas vagas,

Como um íris no pélago profundo!

Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga

Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!

Andrada! arranca esse pendão dos ares!

Colombo! fecha a porta dos teus mares!

 

 

Créditos do vídeo: 

https://www.youtube.com/watch?v=3j8XoDSoA-E   

 



 

LIDERANÇAS MÉDICAS NACIONAIS REÚNEM-SE EM PORTO ALEGRE PARA DEFINIR SOLUÇÕES CONCRETAS FRENTE À CRISE DO ENSINO MÉDICO NO BRASIL

Dr. Antônio Braga, Pres. do CREMERJ, Dr. J. Camargo, Dr. Maurício Magalhães, Drª Ana Magalhães e a escritora Ana Maria Tourinho e Dr. Euderson Kang Tourinho.

Em um momento crucial para a saúde pública e a formação profissional no país, Porto Alegre transformou-se no epicentro dos debates sobre o futuro da prática médica brasileira. Nos dias 28 e 29 de agosto de 2026, o auditório do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (CREMERS) recebeu o Encontro das Academias de Medicina do Brasil. O evento reuniu expoentes da medicina nacional com uma meta clara e urgente: ultrapassar o mero debate teórico e converter as crescentes preocupações com a formação acadêmica em diretrizes práticas e mandatórias. 

Organizado pela Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina (ASRM) em cooperação com a Academia Nacional de Medicina (ANM), o simpósio demarcou uma postura propositiva. Diante do cenário de proliferação desordenada de faculdades de medicina pelo território nacional, movimento que hoje enfrenta complexas disputas judiciais e questionamentos técnicos quanto à qualidade do ensino, as instituições presentes focaram em estruturar mecanismos de proteção à sociedade e ao exercício da medicina. 

A conferência inaugural do encontro trouxe à tona um dos temas mais críticos da rotina médica. Ministrada pelo Presidente da Academia Nacional de Medicina, o acadêmico e psiquiatra Antonio Egídio Nardi, a palestra abordou o tema "Suicídio de médicos: Por que tantos médicos se matam?". 

Nardi apresentou estatísticas preocupantes sobre a incidência de distúrbios psíquicos entre acadêmicos e profissionais formados. O impacto da alta competitividade, somado à carga de exaustão extrema, privação de sono e isolamento social, foi apontado como um fator que compromete a integridade dos médicos desde o ingresso na faculdade. O alerta enfatizou a necessidade imediata de reestruturar o ambiente acadêmico, promovendo suporte psicológico e garantindo condições dignas de vida e trabalho durante e após a graduação. 

O tom de urgência do evento foi sintetizado nas palavras do Presidente da ASRM, Sérgio de Paula Ramos, médico psiquiatra e psicanalista, reeleito por unanimidade para a presidência da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina (ASRM) para a gestão de 2026 a 2027. 

"Nossa responsabilidade é transformar reflexão em proposta, conhecimento em compromisso e debate em ações concretas".

No segundo dia, as atividades se concentraram em torno do painel interativo “Face ao atual momento do ensino médico, o que a Academia propõe?”. Representantes acadêmicos de diversos estados, entre eles São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Bahia, Paraná e Santa Catarina, compartilharam panoramas regionais e discutiram os principais desafios enfrentados na formação médica. 

O encontro possibilitou alinhar propostas e estabelecer diretrizes voltadas para a criação de critérios de avaliação mais rigorosos, além de mecanismos de fiscalização que garantam qualidade e responsabilidade no ensino. A troca de experiências entre diferentes regiões reforçou a importância de uma atuação conjunta e integrada, capaz de responder às demandas atuais da educação médica e de projetar caminhos para o futuro da profissão. 

Esse momento destacou o papel da Academia como espaço de reflexão e construção coletiva, reafirmando seu compromisso com a excelência e a ética na formação de novos profissionais.

Como resultado dos debates, foi redigida e assinada a Carta de Porto Alegre, documento público que reúne as principais diretrizes das academias médicas. O texto será encaminhado diretamente aos órgãos governamentais e autoridades federais em Brasília, consolidando o posicionamento institucional diante dos desafios atuais do ensino médico.

A Carta se fundamenta em três eixos centrais de ação: Primeiramente, no âmbito do Exame Nacional Obrigatório, propõe-se a criação de uma avaliação nacional gerida diretamente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como pré-requisito para a concessão do registro profissional (CRM), garantindo um nível mínimo de competência técnica e prática antes que o graduado receba autorização para o atendimento de pacientes.

Em segundo lugar, no eixo de Regulação do Ensino, o documento exige critérios rigorosos para a abertura ou expansão de vagas de graduação, incluindo a presença de hospitais de ensino estruturados, leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) suficientes e um corpo docente altamente qualificado, visando conter a expansão irresponsável de cursos sem infraestrutura adequada.

Por fim, no pilar de Interiorização Humana, sugere-se a formulação de políticas públicas estruturadas para a fixação de médicos em regiões periféricas e do interior do país, contemplando carreiras de Estado e incentivos técnicos para distribuir os profissionais de forma equilibrada por todo o território nacional, sem comprometer a qualidade da assistência prestada à população. 

A relevância das deliberações em Porto Alegre foi reforçada pela presença de importantes entidades de classe e representações regionais. O evento contou com o suporte do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS). A Academia de Medicina do Rio de Janeiro esteve representada pelos acadêmicos Euderson Tourinho e Hilton Koch. 

A articulação entre a academia e as entidades sindicais e associativas reflete um posicionamento coeso da comunidade médica. O consenso firmado ao término do evento estabelece que a preservação da qualidade no ensino médico é a principal garantia para a segurança e a saúde da população brasileira nos próximos anos.

A noite foi marcada por elegância e cultura. A vice-presidente cultural mundial da Rede Sem Fronteiras, Ana Maria Tourinho, esteve presente acompanhada de seu esposo, o médico Dr. Euderson Kang Tourinho, representando a Academia de Medicina do Rio de Janeiro. A presença da elite da medicina brasileira deu ao encontro um caráter distinto e sofisticado, reforçando a relevância do evento. 

O ambiente foi enriquecido por música ao vivo: O talentoso baixista interpretava peças de música clássica e até trechos de óperas, criando uma atmosfera refinada que dialogava com o espírito da ocasião. Entre os convidados, destacou-se o Dr. Gilberto Schwartsmann, médico, escritor e colecionador de livros raros, cuja trajetória une ciência e literatura. Que autografou o seu livro: Gilberto Schwartsmann – Monólogo de um certo Fiódor Dostoiévski.

Foi, sem dúvida, uma noite memorável, em que medicina, arte e cultura se entrelaçaram, reafirmando o papel das academias e instituições em promover encontros que unem conhecimento, sensibilidade e tradição. 

Créditos das fotos: Compartilhadas gentilmente pela Ana Maria Tourinho 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural