sexta-feira, 3 de abril de 2026

16 - O PESO DO REALISMO DE A PAIXÃO DE CRISTO E A ESTÉTICA DO SAGRADO - ENSAIO LITERÁRIO © ALBERTO ARAÚJO

Lançado em 2004, o filme A Paixão de Cristo. Este ano completa 22 anos dessa obra cinematográfica que encantou o mundo. 

A obra dirigida por Mel Gibson não se oferece ao olhar como mero entretenimento, mas como um monumento erguido sobre as fundações da memória coletiva do Ocidente. Permanece, na contemporaneidade, como um dos marcos mais singulares da sétima arte, não apenas pelo seu sucesso comercial avassalador, que desafia as lógicas contábeis de uma Hollywood sedenta por fórmulas mas, fundamentalmente, por sua escolha radical em termos de imersão linguística e visual. Ao optar por rodar o filme inteiramente em aramaico, latim e hebraico, a produção não apenas rompeu a barreira do convencionalismo; ela convocou os mortos para que voltassem a falar.

Ao resgatar essas fonéticas esquecidas pelo tempo, o filme prioriza uma sonoridade histórica que se impõe sobre a acessibilidade imediata e, por vezes, estéril do inglês. Há ali um pacto com o arcaico. O espectador é lançado a uma Jerusalém de pedra e pó, onde o verbo se faz carne de forma dolorosa, obrigando-nos a ler a tragédia não apenas nas legendas, mas no som gutural de línguas que guardam o peso de milênios. 

Diferente de tantas representações hagiográficas que a história nos legou, imagens de um Jesus etéreo, de olhar azul e pele imaculada, que parecia pairar sobre a condição humana, esta versão debruça-se, com uma volúpia quase mística, sobre o sacrifício físico. A representação de Cristo é construída através de uma lente de realismo extremo. É a estética do sangue, onde o sofrimento não é uma metáfora, mas uma substância palpável. A violência daquela era, despida de filtros adocicados, revela-se como o território onde a divindade escolheu habitar para compreender a finitude. 

O longa-metragem abraça as últimas doze horas da vida de Jesus de Nazaré com uma intensidade claustrofóbica. Desde a agonia no Jardim do Getsêmani, onde o suor de sangue se mistura à umidade da noite até a traição de Judas, o beijo que sela o destino do mundo, somos convidados a testemunhar a queda de um homem que carrega em seus ombros o peso insustentável da redenção. No meio daquela noite densa, o silêncio do Monte das Oliveiras é quebrado pelo tilintar das moedas e pelo aço das espadas, dando início a uma jornada de humilhação e glória.

Entregue a Pôncio Pilatos, o governador romano que lava as mãos em uma bacia de indiferença política, Jesus percorre o caminho do flagelo. O açoitamento no pilar, a coroação de espinhos e o carregamento da cruz sob o sol impiedoso da Judeia não são apenas cenas; são estações de uma via-sacra que busca, na dor excruciante, o sentido da ressurreição. A narrativa, entretanto, não se perde apenas no suplício. Com a maestria de quem conhece os labirintos da memória, o filme intercala o martírio com fragmentos de luz: a Última Ceia, o Sermão da Montanha, a doçura da vida inicial. São esses "flashbacks" que conferem humanidade ao mito, lembrando-nos de que sob as feridas bate um coração que pregou o amor. 

A produção, filmada nas texturas históricas da Itália, é um prodígio de valores técnicos. A fotografia, indicada ao Oscar, captura a luz de Caravaggio, enquanto a maquiagem transforma Jim Caviezel em um ícone de carne lacerada. Maia Morgenstern, como a Maria mãe, e Monica Bellucci, como Madalena, emprestam ao filme uma dignidade silenciosa, um sofrimento feminino que é, ao mesmo tempo, universal e particular. A base literária do filme é vasta: não se limita aos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, mas bebe das visões místicas de Anna Catarina Emmerich e da tradição da Sexta-feira das Dores, fundindo teologia e devoção popular em uma única torrente emocional. 

Mesmo sendo um filme de nicho, rotulado por muitos como uma obra de arte hermética devido ao seu ritmo denso e às suas línguas arcaicas, ele desafiou todas as previsões da indústria cinematográfica. Contra todas as probabilidades, alcançou a marca de 611 milhões de dólares, tornando-se o filme independente de maior bilheteria da história e o longa de classificação restrita mais bem-sucedido dos Estados Unidos por duas décadas. Tal fenômeno prova que a humanidade ainda está ávida por narrativas que tratem o sagrado com uma gravidade sem precedentes. O público não buscou o conforto, mas a catarse. 

Gerou controvérsias, é verdade. Polarizou críticos entre o êxtase religioso e o horror diante da violência gráfica. Houve quem visse antissemitismo onde outros enxergaram fidelidade histórica. Contudo, para além das polêmicas, resta o fato cinematográfico: o filme não busca apenas contar uma história, mas transportar o espectador para o epicentro de um evento que moldou as vigas mestras da civilização ocidental.

Utilizando a dor e a fé como as principais linguagens da tela, esta obra é um convite ao abismo e à ascensão. Enquanto aguardamos a sequência, "The Resurrection", voltamos a este filme para entender que, na visão de Gibson e na tradição que ele evoca, a redenção não é um conceito abstrato, mas um processo que passa inexoravelmente pelo corpo, pela língua e pelo sacrifício. É o triunfo da estética do sagrado sobre a banalidade do cotidiano. 

ELENCO 

Jim Caviezel como Jesus de Nazaré

Maia Morgenstern como Maria de Nazaré

Hristo Jivkov como João

Francesco De Vito como Pedro

Monica Bellucci como Maria Madalena

Mattia Sbragia como Caifás

Toni Bertorelli como Anás

Luca Lionello como Judas Iscariotes

Hristo Naumov Shopov como Pôncio Pilatos

Claudia Gerini como Cláudia Prócula

Fabio Sartor como Abenadar

Giacinto Ferro como José

Olek Mincer como Nicodemos

Roberto Bestazoni como Malco

Sergio Rubini como Dimas

Francesco Cabras como Gesmas

Giovanni Capalbo como Cassius

Rosalinda Celentano como Satanás

Jarreth Merz como Simão de Cirene

Luca De Dominicis como Herodes Antipas

Chokri Ben Zagden como Tiago

Sabrina Impacciatore como Verônica de Jerusalém

Pietro Sarubbi como Barrabás

Giuseppe Loconsole e Dario D'Ambrosi como soldados romanos que açoitam Jesus


Um texto crítico-expositivo de análise cinematográfica

© Alberto Araújo

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15 - PAIXÃO DE CRISTO - ARTE E REDENÇÃO ENSAIO DEVOCIONAL-CULTURAL DE © ALBERTO ARAÚJO

01 – Jesus prestes a ser flagelado 
Caravaggio - Pintor barroco italiano (1571-1610)

A Paixão de Cristo é mais do que um relato bíblico: é um acontecimento que atravessa séculos e culturas, inspirando artistas, fiéis e comunidades inteiras. Cada pincelada, cada traço e cada expressão artística se tornam testemunhos vivos da dor e da esperança que brotam do sacrifício de Jesus. A arte, nesse contexto, não é apenas estética, mas uma ponte entre fé e cultura, capaz de traduzir o mistério da redenção em imagens que falam diretamente ao coração humano. 

A Paixão de Cristo não é apenas um episódio da fé cristã: é um acontecimento que moldou culturas, tradições e sensibilidades ao longo dos séculos. Cada gesto de Jesus, do silêncio no Jardim das Oliveiras ao último suspiro no Gólgota, tornou-se símbolo universal de entrega e esperança. A arte, em sua força criadora, traduz esse mistério em imagens que falam ao coração humano, revelando a dor e a glória da redenção.

Nesta Sexta-Feira Santa de 2026, convidamos você a contemplar oito obras que traduzem em cores e formas o clamor da humanidade diante da Paixão. Elas não são apenas representações visuais, mas verdadeiros ícones que nos ajudam a meditar sobre o sofrimento e a vitória do amor. 

Jesus prestes a ser flagelado – Caravaggio (1571-1610)

A flagelação de Cristo – Peter Paul Rubens (1577-1640)

Jesus recebe a coroa de espinhos – Matthias Stom (c. 1615-1650)

Jesus carrega a Cruz – Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770)

O momento dos pregos – Gustave Doré (1832-1883)

Cristo e os espinhos – Matthias Grünewald (1470-1528)

Jesus é descido da Cruz – Peter Paul Rubens (1577-1640)

Ecce Homo – Anatoly Shumkin 

Das procissões populares no Brasil às encenações medievais na Europa, das liturgias africanas às meditações silenciosas na Ásia, a Paixão de Cristo é vivida como um rito que ultrapassa fronteiras. Cada cultura imprime sua marca, mas todas convergem no mesmo mistério: o Deus que se faz homem e assume a dor do mundo.

Na agonia de Cristo, reconhecemos as dores dos marginalizados, dos migrantes, dos famintos e dos injustiçados. Sua cruz é o abraço que acolhe toda a humanidade. Sua coroa de espinhos é o reflexo das divisões que ainda nos ferem. Seu perdão é a ponte que nos conduz à ressurreição coletiva. 

A arte, ao retratar a Paixão de Cristo, não apenas preserva a memória de um acontecimento central da fé, mas também nos convida a uma experiência espiritual e cultural profunda. Cada obra é um espelho que reflete tanto o sofrimento humano quanto a esperança divina. Ao contemplarmos essas imagens, somos chamados a unir devoção e cultura, oração e solidariedade, fé e humanidade. Que esta reflexão nos inspire a viver a Páscoa como um tempo de reconciliação, amor e renovação, onde a dor se transforma em esperança e a cruz se torna caminho de redenção.

 

02 -  A flagelação de Cristo 

Peter Paul Rubens - Pintor flamengo (1577-1640)


03 – Jesus recebe a coroa de espinhos 

Matthias Stom Pintor holandês (c. 1615-1650)

04 – Jesus carrega a Cruz 

Giovanni Battista Tiepolo - Pintor italiano barroco 

(1696-1770)

05 – O momento dos pregos - Gustave Dore - Pintor e ilustrador gravurista francês (1832-1883)


06 – Cristo e os espinhos - Matthias Grunewald - 

Pintor renascentista alemão (1470-1528)


07 – Jesus é descido da Cruz - Peter Paul Rubens

Pintor barroco flamengo (1577-1640)

08 - “Ecce Homo” de Anatoly Shumkin

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BROWN, Raymond E. A Morte do Messias: Do Getsêmani ao Sepulcro. São Paulo: Paulus, 1999.

GOMBRICH, Ernst. A História da Arte. Rio de Janeiro: LTC, 2013.

RODRIGUES, José Carlos. O Corpo da Paixão: A morte de Jesus na cultura ocidental. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2000.

SCHÖKEL, Luis Alonso. A Bíblia e sua interpretação. São Paulo: Loyola, 1990.

ZALUSKA, Anna. Cristo na Arte: Iconografia e Simbolismo. Lisboa: Editorial Estampa, 2005.

PELIKAN, Jaroslav. Jesus através dos séculos: Sua imagem e impacto na história. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

ROUAULT, Georges. Miserere. Paris: Éditions de l’Art Sacré, 1948.

RUBENS, Peter Paul. Obras Completas. Antuérpia: Koninklijk Museum voor Schone Kunsten, 1985.


© Alberto Araújo

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quinta-feira, 2 de abril de 2026

ELOS UNIVERSITÁRIO ITAIPU LEVA A GRACIOSIDADE DA PÁSCOA PARA UMEI OLGA BENÁRIO EM ITAIPU


A responsabilidade social ganhou um novo fôlego em Niterói sob a liderança do Elos Universitário Itaipu. Em uma mobilização que uniu o vigor acadêmico ao compromisso humanitário, o grupo, conduzido pelo presidente Everton Siqueira, transformou o início de abril em um marco de afeto e cidadania na creche UMEI Olga Benário Prestes em Itaipu. 

O que poderia ser apenas uma entrega formal de doações tornou-se um espetáculo de ludicidade. O ponto alto da celebração foi a visita surpresa de uma jovem caracterizada como Coelho da Páscoa. Ao cruzar o limiar das salas de aula, a personagem desfez qualquer barreira: o que se viu foi uma explosão de sorrisos, abraços calorosos e a pureza de crianças que, entre beijos e gargalhadas, redescobriram o encanto da data. 

Esta ação singular provou que o impacto real vai além do chocolate; reside na criação de memórias afetivas que os pequenos levarão para a vida toda. O gesto de entregar em mãos cada caixa de bombom humanizou o serviço voluntário e fortaleceu os laços entre a juventude universitária e a comunidade local. 

O evento reafirma o vigor do Elos Universitário Itaipu como uma célula elista essencial, um braço vibrante e renovador do Elos Internacional. Essa integração institucional é espelhada na atuação da Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, que com sua vasta experiência, une os propósitos do Elos Internacional, o qual preside, à vice-presidência do Rotary Club de Niterói. 

Sue Oliveira, que a sua filha se caracterizou de Coelho disse: Boa noite!!!  Tudo bem querida, estou passando aqui para compartilhar da ação do Elos Clube Universitário na Umei Olga Benário Prestes em Itaipu. Que emoção ver as crianças recebendo carinho, alegria e amor. Foi lindo demais!

Para Matilde, ver o florescer deste projeto é motivo de profunda emoção: 

"Sinto o coração a cantar ao ver que o Elos Universitário, fruto de um ideal que plantamos, está gerando resultados tão belos. Ver essa alegria brotar nas mãos da juventude e das crianças me traz uma felicidade que transborda", destacou a líder, celebrando a entrega de cerca de 140 caixas de bombons.

Mais do que o doce sabor da Páscoa, a iniciativa promoveu o acolhimento através de atividades ao ar livre, essenciais para que os alunos desenvolvam confiança e prazer no ambiente escolar. O encontro entre a experiência de líderes consolidados e o entusiasmo dos universitários de Itaipu demonstra que, quando o propósito é o bem comum, o futuro se constrói agora, um sorriso por vez.

 

© Alberto Araújo

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LICIA LUCAS INTERPRETA SERGEI RACHMANINOFF

 

O LÚDICO COMO PONTE: ROTARY NITERÓI TRANSFORMA A PÁSCOA EM MEMÓRIA AFETIVA

 

Em Niterói, a solidariedade e o encantamento infantil caminharam de mãos dadas no início de abril. Sob o lema “Unidos para fazer o Bem”, o Rotary Club de Niterói, sob a liderança da presidente Ana Paula Aguiar, reafirmou que a responsabilidade social atinge sua plenitude quando ultrapassa o assistencialismo e toca o campo do imaginário infantil. 

A ação, realizada no dia 1º de abril, não foi apenas sobre a entrega de chocolates. Nas comunidades de Ititioca e Jurujuba, o que se viu foi a celebração da cultura da paz e do cuidado. Em parceria com o Elos Club Universitário, a iniciativa transformou as creches locais em palcos de pura magia.

O diferencial do evento residiu no simbólico. Ao promover o encontro das crianças com a figura lúdica da Páscoa, os voluntários garantiram que o gesto se tornasse uma memória afetiva duradoura. Entre abraços e beijos, a entrega dos ovos de chocolate tornou-se um veículo para mensagens de esperança e pertencimento. 

"Não se tratava apenas de distribuir doces, mas de proporcionar um momento onde o lúdico serve como ferramenta de transformação social", destacou a organização. 

As visitas à Creche Comunitária de Jurujuba e à Creche de Ititioca reforçaram o compromisso das instituições envolvidas com o bem-estar coletivo de Niterói. Onde há um gesto de solidariedade, há também o fortalecimento dos laços comunitários. 

Ao final do dia, o balanço foi muito além dos números: foi medido em sorrisos, olhares de gratidão e na certeza de que, quando a sociedade civil se une, o futuro das próximas gerações ganha cores muito mais vivas. 

Rotary de Niterói: cultivando o presente, semeando o amanhã. 

© Alberto Araújo

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RÁDIOS CULTURA HOMENAGEIAM O ARRANJADOR, COMPOSITOR E PIANISTA LUIZ EÇA - DIA EM QUE O MÚSICO COMPLETARIA 90 ANOS

Na sexta-feira (3/4), as Rádios Cultura farão uma homenagem ao arranjador, compositor e pianista Luiz Eça, falecido em 1992, que completaria 90 anos neste dia. 

A partir das 7h, a Cultura FM leva ao ar em Desperte com os Clássicos, a composição “The Dolphin”. O Música e Notícia, das 8h às 10h, apresenta o arranjo e interpretação de Luiz Eça para “Travessia”, de Milton Nascimento e Fernando Brant. 

Entre 10h e 12h, o Estação Cultura traz Luiz Eça, ao piano, ao lado de Astor Silva e seu conjunto em “Nova Ilusão”, de Zé Menezes e Luiz Bittencourt. E o Tarde Cultura, no ar entre 14h e 17h, apresenta “Imagem”, composição do músico, com o próprio autor ao piano.

Já na Cultura Brasil, a partir das 18h, o programa De volta pra Casa - transmitido em rede com a Cultura FM - traz uma seleção musical dedicada inteiramente ao seu trabalho como compositor, arranjador e intérprete. 

Às 19h, será levado ao ar a única entrevista que o pianista concedeu à Rádio Cultura. Foi em 1989, quando ele esteve em São Paulo e participou do Estúdio 1.200, apresentado por Fausto Canova. No programa, Luiz Eça detalhou a sua carreira, falou dos primeiros toques ao piano, sobre suas professoras, sua primeira composição e, ainda, suas experiências em Viena, a bossa nova, sua composição preferida e seu derradeiro disco instrumental: “Luiz Eça e Jerzi Mileswski: Duas suítes instrumentais”. 

Sobre Luiz Eça 

Luiz Mainzi da Cunha Eça nasceu no Rio de Janeiro em 3 de abril de 1936. Descendente direto do escritor português Eça de Queiroz, foi um dos mais talentosos músicos de sua geração. Juntamente com Hélcio Milito e Bebeto Castilho criou no início dos anos 1960 o Tamba Trio, popularizando esse tipo de formação musical no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Em 1964 lançou o álbum “Luiz Eça e cordas”, considerado um marco pela crítica especializada, tornando-se referência obrigatória para os jovens músicos que surgiam, como Edu Lobo, Marcos Valle e Dori Caymmi. Sua importância para a história da música brasileira do século XX é inegável. Foram mais de 30 discos gravados, centenas de arranjos para intérpretes do primeiro time da MPB, shows, turnês e composições gravadas por músicos de jazz nos Estados Unidos. 

Serviço

Luiz Eça – 90 anos – Programação especial

Dia - Sexta-feira (3/4)

De volta pra casa (18h), com Gilson Monteiro

Estúdio 1200 (19h) (com a única entrevista concedida à emissora)

 

Rádio Cultura Brasil

FM – 77,9 MHz

AM – 1.200 kHz

TV aberta – Canal 2.5

www.culturabrasil.com.br


Serviço

Luiz Eça – 90 anos – Programação especial

Dia - Sexta-feira (3/4)

Durante a programação entre 7h e 19h

 

Rádio Cultura FM

103,3 MHz




quarta-feira, 1 de abril de 2026

A CELEBRAÇÃO DA IMORTALIDADE CULTURAL: REDE SEM FRONTEIRAS CONSOLIDA NOVO NÚCLEO NA PARAÍBA COM PRESENÇA DE ANA MARIA E EUDERSON TOURINHO

 

A cultura, quando desprovida de limites geográficos, torna-se um organismo vivo que respira através da colaboração e do reconhecimento mútuo. No epicentro dessa filosofia está a Rede Sem Fronteiras, uma instituição que se consolidou como um dos maiores baluartes da lusofonia e da integração cultural contemporânea. Sob a presidência visionária da jornalista e escritora Dyandreia Portugal, a Rede não apenas conecta artistas, acadêmicos e comunicadores, mas estabelece uma ponte sólida entre os países de língua portuguesa e suas diásporas. O trabalho de Dyandreia à frente da instituição é marcado por uma diplomacia cultural incansável, que busca elevar o nome da literatura e das artes brasileiras ao cenário internacional, transformando cada "nó" dessa rede em um ponto de luz e resistência intelectual. 

A expansão para o Nordeste brasileiro ganha mias um capítulo de ouro. A instalação do Núcleo Regional Cultural da Rede Sem Fronteiras na Paraíba representa mais do que uma simples formalidade administrativa; é a materialização de uma esperança renovada para o setor cultural do estado. Este novo núcleo nasce com a missão de ser um catalisador de talentos locais, permitindo que a riqueza histórica e literária paraibana ecoe além de suas divisas, alcançando os demais continentes onde a Rede mantém sua bandeira hasteada. É um espaço de acolhimento para a inteligência, para o debate ético e para a preservação da memória, garantindo que o legado dos nossos intelectuais não se perca na volatilidade dos tempos modernos.

No último dia 31 de março de 2026, a solenidade de posse da nova diretoria do Núcleo Paraíba foi honrada com a presença de um casal que personifica a elegância intelectual e o compromisso com as letras: a acadêmica Ana Maria Tourinho, Vice-presidente Cultural Mundial da Rede Sem Fronteiras, e seu "muso", o eminente acadêmico Dr. Euderson Kang Tourinho. 

O casal, que recentemente foi o grande destaque nacional ao receber o prestigiado Troféu FENACOM 2025, trouxe para o evento na Paraíba a aura de distinção que lhes é característica. Ana Maria, com sua oratória precisa e sua capacidade inata de transitar pelas mais altas esferas da diplomacia cultural, representa o elo vital entre as regiões brasileiras. Representou a Presidente Mundial da rede Sem Fronteiras, Dyandreia Portugal. 

Ao lado de Euderson, a presença de Ana Maria  não é apenas protocolar, mas sim um testemunho vivo de que a cultura e o direito caminham de mãos dadas na construção de uma sociedade mais justa e consciente.

Ana Maria, que dias antes dividira a mesa diretora com autoridades como o Governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, e o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Fred Coutinho, reafirmou seu papel como gestora social da comunicação. Sua generosidade intelectual manifestou-se mais uma vez ao ofertar a obra "Mulheres Extraordinárias" a confrades, reforçando o protagonismo feminino na história contemporânea.

Durante a cerimônia, presidida pela dedicada Rosenilda Carvalho Oliveira, ficou evidente que a participação dos Tourinhos eleva o patamar de qualquer evento.

A posse da nova diretoria, ocorrida no emblemático cenário da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal da Paraíba. Sob a liderança da Presidente Rosenilda Carvalho Oliveira, a equipe empossada reflete a diversidade e a competência necessárias para representar a Rede Sem Fronteiras em solo paraibano. 

A composição do Núcleo da Rede Sem Fronteiras – Paraíba para o biênio 2026-2028 apresenta a seguinte nominata: 

Presidente: Rosenilda Carvalho Oliveira

Vice-Presidente: Acacileide Camilo Diniz

Diretora-secretária – Vaneide Morais de Azevedo

Diretora-Tesoureira – Dorita Santiago Oliveira

Diretor Cultural – Vanderlei de Souza

O que se viu na Paraíba, com a chancela de nomes como Ana Maria e Euderson Tourinho, foi a reafirmação de que o jornalismo sério e a cultura imortal são os pilares que sustentam as instituições democráticas. Enquanto o mundo se perde em cliques e visualizações efêmeras, a Rede Sem Fronteiras, com o apoio de seus luminares, foca na perenidade da palavra escrita e na liturgia do reconhecimento acadêmico. 

A presença dos Tourinhos serviu como o lastro intelectual de uma noite onde a Paraíba abraçou Rondônia e, sob a batuta de Dyandreia Portugal, o Brasil mostrou-se unido em uma única rede: a rede do saber, do respeito e da imortalidade cultural. O sucesso do evento e a posse da nova diretoria são garantias de que a esperança depositada neste Núcleo frutificará em obras, diálogos e, acima de tudo, no fortalecimento da identidade luso-brasileira.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural