segunda-feira, 2 de março de 2026

UM NOVO CAPÍTULO PARA A CULTURA LUSÓFONA NO CEARÁ COMEÇA A SER ESCRITO


(Clicar na imagem para assistir ao vídeo)

No dia 26 de fevereiro de 2026, uma quinta-feira memorável, realizou-se a Cerimônia Solene de Homologação da Fundação e Posse da Diretoria do Núcleo Cultural Regional Ceará da Rede Sem Fronteiras, presidida por Evan Bessa. O evento contou com a presença ilustre da Vice-presidente Mundial Cultural da Rede Sem Fronteiras, Ana Maria Tourinho, que representou oficialmente a instituição internacional sediada em Lisboa, Portugal. A solenidade marcou a integração definitiva do núcleo cearense à estrutura global da Rede, consolidando o compromisso com a promoção da língua portuguesa e das culturas lusófonas, fortalecendo pontes entre nações por meio da arte, da literatura e da educação.

A ocasião foi celebrada como um marco histórico, reafirmando o protagonismo do Ceará no cenário cultural internacional. Entre os convidados, destacaram-se nomes de peso da literatura e da gestão cultural, como Dr. Fernando Alves (ACEMES), Suzete Nunes (Biblioteca Pública Estadual do Ceará), Ana Maria Nascimento (IAL e AIAL), Regina Fiúza (Clube de Amassadoras), Jacqueline Teles (Academia Antônio Bezerra de Letras e Artes), Maria Linda Lemos (Aljug), Luciano Dídimo (Academia Fortalezense de Letras), Maura Isidório (Secretaria de Cultura do Ceará), além de representantes da AFELCE e diversas academias femininas e regionais. Também estiveram presentes lideranças como Adriana Torquato Pedrosa, Secretária Executiva da Mulher de Fortaleza, e Rita Andrade, presidente da AFLAAC. 

O evento foi enriquecido pelo lançamento do volume 4 da coletânea Mulheres Extraordinárias, reunindo coautoras que celebraram a força da literatura feminina em um momento de reconhecimento e partilha. O coquetel que se seguiu proporcionou um ambiente de confraternização, fortalecendo laços entre escritores, acadêmicos e convidados. 

Este encontro não apenas simbolizou a união de propósitos, mas também abriu caminho para uma jornada transformadora, em que o Ceará se afirma como protagonista na difusão da cultura lusófona, reafirmando sua vocação de terra fértil para a arte, a literatura e o diálogo entre povos.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


O FOCUS PORTAL CULTURAL tem a honra de registrar seus cumprimentos e parabenizar o Núcleo da Rede Sem Fronteiras no Ceará, presidido por Evan Bessa, pela condução exemplar da Cerimônia Solene de Homologação da Fundação e Posse da Diretoria do Núcleo Cultural Regional Ceará. A instituição representa a Rede Sem Fronteiras, presidida mundialmente pela eminente jornalista Dyandreia Portugal.

O ato, realizado com grande maestria, simbolizou um marco histórico para a cultura lusófona, reafirmando o compromisso com a valorização da língua portuguesa e com o fortalecimento das artes e da literatura em âmbito internacional. A liderança firme e inspiradora de Evan Bessa, somada à presença de representantes de diversas academias e instituições culturais, evidenciou o protagonismo do Ceará no cenário global. 

O Focus Portal Cultural expressa seu reconhecimento pela excelência do evento e deseja que este seja apenas o início de uma trajetória fecunda, marcada por conquistas, união e difusão da cultura, consolidando ainda mais o papel da Rede Sem Fronteiras como elo entre povos e saberes. Agradecemos à Presidente Mundial da RSF, Dyandreia Portugal; Vice-presidente Mundial Cultural da RSF, Ana Maria Tourinho e ao Núcleo da RSF do Ceará pelos compartilhamentos das fotos e vídeo para nossa editoria. OBRIGADO! 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





domingo, 1 de março de 2026

05 MEDITAÇÃO DO PEQUENO PRÍNCIPE - SÉRIE DE POEMAS INSPIRADOS EM O PEQUENO PRÍNCIPE DE ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY © ALBERTO ARAÚJO

 

“O essencial é invisível aos olhos.”

Eu aprendi isso quando olhei para minha rosa. Ela parecia frágil, parecia igual a tantas outras. Mas não era. O que a tornava única não estava em suas pétalas, nem no brilho de sua cor, mas no vínculo que nasceu entre nós. 

O essencial não se vê. Está no tempo que dedicamos, na responsabilidade que aceitamos, na ternura que oferecemos sem esperar nada em troca. 

O essencial é invisível, porque só o coração pode enxergar. E quando o coração vê, descobre que o universo inteiro cabe em um gesto simples: um cuidado, um silêncio, uma presença. 

Por isso digo: não olhem apenas com os olhos. Olhem com o coração. É nele que mora o infinito.


05 da Série de Poemas inspirados em

O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry

© Alberto Araújo 


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Dalma Nascimento disse: “Querido amigo Alberto, que papel importante você está fazendo à Cultura em quaisquer horizontes em que ela se manifeste. Vai do mundo erudito ao popular. Parabéns pelo seu grandioso trajeto.” Dalma.

A ACADEMIA BRASILEIRA ROTÁRIA DE LETRAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SEIS ANOS DE CULTURA E QUATRO EDIÇÕES DA REVISTA ABROLENSE

A Academia Brasileira Rotária de Letras do Estado do Rio de Janeiro é hoje um dos braços mais ativos e criativos da cultura rotária nacional. Criada em 16 de junho de 2020, em meio às incertezas de um mundo em isolamento, a seccional fluminense nasceu com a convicção de que a palavra escrita e o pensamento intelectual são pontes capazes de resistir a qualquer adversidade. Seis anos depois, em 2026, a ABROL-RJ se afirma como referência de produção acadêmica e de serviço cultural, irradiando conhecimento e solidariedade. 

À frente dessa trajetória está a liderança firme e inspiradora da presidente Matilde Carone Slaibi Conti. Jurista de carreira e intelectual reconhecida, Matilde imprimiu à instituição uma marca de dinamismo e elegância, transformando a ABROL- Estado do Rio em um espaço vivo de encontro entre Direito, Literatura e o ideal de servir que norteia o Rotary. Sua gestão é marcada pela interiorização da cultura rotária pelo estado, pela realização de eventos e publicações que mantêm o pensamento em constante movimento e pelo reconhecimento dos talentos locais, que encontram na Academia um verdadeiro espaço de pertencimento. 

A relevância conquistada pela ABROL do Estado do Rio não é fruto do acaso, mas de uma base sólida construída desde sua fundação e de um cuidado cotidiano com a liturgia acadêmica. A seccional fluminense tornou-se modelo organizacional e intelectual para outras unidades, além de ser um apoio fundamental à CONMAR - Confederação Mundial das Academias Rotárias. A presença feminina na presidência, personificada em Matilde, acrescenta sensibilidade e visão estratégica, ampliando o alcance social da Academia e reafirmando que a “Letra” só cumpre sua missão quando educa, liberta e une. 

Além de sua atuação acadêmica e institucional, a ABROL-RJ tem se afirmado como protagonista editorial. A publicação da revista Abrolense é um marco nesse percurso: trata-se de uma coleção volumosa, composta por quatro edições, que reúne conteúdos de imenso valor cultural e intelectual. Cada número reflete o compromisso da Academia com a preservação da memória, a valorização dos talentos e a difusão da cultura rotária. 

Essas revistas não apenas registram o pensamento e a produção dos acadêmicos, mas também se tornam instrumentos de diálogo com a sociedade. Todas as edições estão disponibilizadas em um novo site da ABROL-RJ, atualmente em processo de reestruturação, pensado para melhor servir ao acadêmico e ampliar o alcance das publicações. 

A seguir, destacamos a primeira dessas edições, que inaugura a série e simboliza o início de uma jornada editorial marcada pela qualidade e pela relevância cultural.


 

REVISTA 1 

A primeira edição da Revista Abrolense, lançada em dezembro de 2021, marca o início de uma jornada editorial que se tornaria referência dentro da ABROL-RJ. Volumosa e rica em conteúdo, essa publicação inaugura um espaço plural, onde diferentes expressões artísticas e intelectuais se cruzam em diversidade de textos. 

Na capa, a figura de Paul Harris, fundador do Rotary International, simboliza o elo entre tradição e inovação que a Academia busca preservar. A edição contou com a direção de redação de Daniella Vita Carbutti Gomes, o trabalho da comissão formada por Matilde Carone Slaibi Conti e Waldenir de Bragança, a revisão de Christiane Braga Victer e o projeto gráfico e arte de Cleide Villela Abib. 

Em suas palavras de apresentação, a presidente Matilde Slaibi Conti destacou que a revista nasce como um espaço dinâmico e aberto, reunindo temas variados, saúde, bem-estar, fatos históricos, notícias do Rotary e dos rotarianos, sempre com a intenção de espalhar cultura e divulgar conhecimento. A edição foi lançada em clima natalino, reforçando o espírito de alegria, religiosidade e compromisso social que permeia a missão da ABROL-RJ.

Todas as edições da Revista Abrolense, incluindo essa primeira, estão disponibilizadas em um novo site da Academia, atualmente em processo de reestruturação, pensado para melhor servir ao acadêmico e ampliar o alcance cultural da instituição.

REVISTA 2 

A segunda edição da Revista Abrolense, publicada em agosto de 2022, reafirma o caráter volumoso e culturalmente valioso das produções da ABROL-RJ. Na capa, a figura de Ernesto Imbassahy de Mello homenageia um dos grandes nomes da história rotária brasileira. Imbassahy de Mello presidiu o Rotary Club de Niterói em 1942-1943, foi Governador do Distrito 27 em 1943-1944 e, mais tarde, presidente mundial do Rotary International no período de 1975-1976, sendo o segundo brasileiro a ocupar esse cargo. Seu lema, “Dignificar o ser Humano”, ecoa até hoje como inspiração para o movimento rotário. 

Essa edição digital, concebida como publicação eletrônica, amplia o alcance da Academia ao divulgar artigos, ensaios, entrevistas e resenhas de seus associados e convidados, tanto do universo rotário quanto do meio acadêmico em geral. Em sua mensagem de abertura, a presidente Matilde Carone Slaibi Conti ressalta que este é um tempo de cultura, resistência e reinvenção, e que a revista cumpre o papel de guardiã da memória e da história, valorizando a criatividade e a reflexão em um mundo em constante transformação.

Com textos de autores consagrados e ideias multifacetadas, a edição convida a sociedade a refletir sobre as demandas contemporâneas e reafirma o compromisso da ABROL-RJ em se manter firme como guardiã das instituições democráticas. Assim como as demais edições, está disponível no novo site da Academia, em processo de reestruturação para melhor servir ao acadêmico e ampliar o alcance cultural da instituição.

 

REVISTA 3 

A terceira edição da Revista Abrolense, lançada em junho de 2023, reafirma o caráter volumoso e culturalmente valioso das publicações da ABROL-RJ. A capa homenageia Acácia Brazil de Mello, renomada harpista brasileira que presidiu por três vezes a seção brasileira da American Harp Society e se destacou internacionalmente como camerista e recitalista. Sua presença na capa simboliza a valorização da arte e da música como expressões universais de cultura e sensibilidade. 

Em sua mensagem de abertura, a presidente Matilde Carone Slaibi Conti celebra o lançamento de mais um número da revista digital com palavras de alegria e reverência à instituição, tratada como um verdadeiro santuário de conhecimento e brasilidade. A edição destaca o papel da ABROL em semear cultura e escrever a história do Rotary, comparando esse trabalho a flores que perfumam o caminho do saber. 

Inspirada por reflexões filosóficas, como as de Friedrich Nietzsche, e pela poesia imortal de Camões, a edição de junho de 2023 dialoga com o mês dos namorados, trazendo fragmentos de um dos mais belos sonetos de amor da literatura portuguesa. Assim, une literatura, filosofia e afetividade em uma publicação que reafirma o compromisso da Academia com a cultura e com todos os tipos de saberes. 

Assim como as demais edições, este número está disponível no novo site da ABROL-RJ, em processo de reestruturação para melhor servir ao acadêmico e ampliar o alcance cultural da instituição. 

REVISTA 4 

A quarta edição da Revista Abrolense traz como destaque de capa Levi Fernandes Carneiro, um dos maiores nomes da advocacia brasileira. Fundador e primeiro presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também presidiu o Instituto dos Advogados do Brasil, consolidando-se como figura essencial na história jurídica nacional. Sua presença na capa simboliza a valorização da ética e da justiça como pilares da sociedade. 

O editorial desta edição aborda de forma contundente o tema da Ética, ressaltando sua urgência diante das condutas antiéticas que se multiplicam e da crescente intolerância da sociedade em relação a tais práticas. A reflexão proposta pela presidente Matilde Carone Slaibi Conti enfatiza que os jovens precisam de esperança e que a virtude deve ser reafirmada como alternativa à barbárie. O texto convida à coragem de resgatar valores tradicionais, ao contato com a natureza e à religação com a divindade como caminhos para o equilíbrio individual e coletivo. 

Inspirada por pensadores como José Saramago, a edição reforça que não há verdadeiro progresso sem progresso moral, e que a crise da humanidade é, antes de tudo, uma crise ética. Assim, a revista se coloca como espaço de resistência cultural e de estímulo à reflexão crítica, reafirmando o compromisso da ABROL-RJ com a construção de uma sociedade mais justa e consciente.

Tal como as demais edições, este número está disponível no novo site da Academia, em processo de reestruturação para melhor servir ao acadêmico e ampliar o alcance cultural da instituição. 

Com quatro edições já publicadas, a Revista Abrolense consolida-se como instrumento de memória, reflexão e difusão cultural. Cada número reafirma o papel da ABROL-RJ como resguardadora da cultura rotária e da intelectualidade fluminense, sempre sob a liderança inspiradora de Matilde Carone Slaibi Conti.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 

01 DE MARÇO DE 2026 – CELEBRAMOS OS 461 ANOS DO RIO DE JANEIRO. DA FORTALEZA COLONIAL AO CORAÇÃO CULTURAL DO BRASIL – EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL

No dia 1º de março de 1565, às margens da baía de Guanabara, o jovem fidalgo português Estácio de Sá fincava o marco inicial da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. A fundação não foi um ato pacífico: tratava-se de uma estratégia militar para consolidar o domínio português sobre o território, em meio às disputas com os franceses e seus aliados indígenas. O Rio nasceu, portanto, como fortaleza, como trincheira, como palco de embates que definiriam os rumos da colonização. 

Hoje, 461 anos depois, o Rio de Janeiro é muito mais do que uma cidade: é um mito, um imaginário coletivo, uma síntese de contrastes que fascina o mundo. É a capital simbólica da brasilidade, mesmo tendo perdido o título político em 1960. É a paisagem que se tornou cartão-postal universal, mas também o espaço onde se revelam as tensões sociais mais profundas do país. 

A presença francesa na região, com a chamada França Antártica, ameaçava o domínio português. Estácio de Sá, sobrinho do governador-geral Mem de Sá, foi encarregado de expulsar os invasores. Em 1565, ergueu o núcleo inicial da cidade, dedicado a São Sebastião, santo protetor escolhido por Dom Sebastião, rei de Portugal. Dois anos depois, em 1567, após intensas batalhas, os franceses foram derrotados e o Rio consolidou-se como posto estratégico da Coroa.

A cidade cresceu lentamente, mas sua posição geográfica privilegiada, entre o mar e a montanha, com porto natural e acesso ao interior, logo a transformaria em centro vital da colônia. 

Capital do Brasil colonial, 1763: O Rio substituiu Salvador como sede administrativa, tornando-se o coração político e econômico do país. 

Chegada da Corte portuguesa, 1808: Com a fuga da família real diante das tropas de Napoleão, o Rio se tornou capital do Império português. Foi um salto civilizatório: surgiram bibliotecas, teatros, instituições científicas. 

Independência e Império: A cidade foi palco de episódios decisivos, como a aclamação de D. Pedro I e a vida cultural efervescente do século XIX. 

República e modernização: O Rio manteve-se como capital até 1960, quando Brasília assumiu o posto. Ainda assim, permaneceu como centro cultural e turístico de projeção internacional.

Poucas cidades no mundo possuem uma geografia tão espetacular. O encontro do mar com a montanha, a baía de Guanabara, o Pão de Açúcar, o Corcovado, as praias de Copacabana e Ipanema, tudo compõe um cenário que inspirou artistas, poetas e músicos. O Rio é, ao mesmo tempo, natureza e cultura.

O samba, nascido nos morros e quintais, tornou-se linguagem universal. O carnaval, com seus desfiles monumentais, é espetáculo que mistura tradição popular e arte contemporânea. O futebol, com o Maracanã como templo, reforça a identidade carioca como paixão coletiva. 

Mas o Rio também é marcado por contrastes. A cidade que encanta turistas com sua beleza é a mesma que enfrenta graves problemas sociais: desigualdade, violência urbana, crises políticas. O Rio é espelho do Brasil em suas contradições, riqueza e pobreza lado a lado, modernidade e precariedade convivendo no mesmo espaço. 

Esses desafios, porém, não diminuem sua força simbólica. Ao contrário, fazem do Rio um território de resistência cultural, onde a criatividade popular floresce mesmo diante das adversidades. 

Desde o século XIX, viajantes estrangeiros descrevem o Rio como uma das cidades mais belas do planeta. A imagem consolidou-se com a difusão da música brasileira, da bossa nova à MPB, e com a projeção internacional do carnaval. O Cristo Redentor, inaugurado em 1931, tornou-se ícone global, eleito uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo. 

O Rio é, portanto, mais do que uma cidade: é uma ideia. É a representação da alegria, da sensualidade, da hospitalidade. É também símbolo de luta e de esperança. 

Neste 1º de março de 2026, ao completar 461 anos, o Rio de Janeiro reafirma sua condição de cidade única. Não é apenas a história que se celebra, mas a vitalidade de um povo que construiu, ao longo dos séculos, uma identidade própria. O Rio é palco de encontros, de diversidade, de cultura viva.

Celebrar o aniversário do Rio é celebrar o Brasil. É reconhecer que, apesar das dificuldades, a cidade continua sendo fonte de inspiração. É lembrar que sua fundação, em meio a batalhas, deu origem a um espaço que hoje é patrimônio da humanidade.

Rio de Janeiro é uma cidade que nasceu da guerra, cresceu como capital, reinventou-se como mito e permanece como coração cultural do Brasil. Aos 461 anos, continua desafiando o tempo, os problemas e as crises, mantendo-se como símbolo de beleza, criatividade e resistência. 

Mais do que efeméride, o aniversário do Rio é convite à reflexão: sobre nossa história, nossas contradições e nosso futuro. Porque, afinal, como disse o poeta, “o Rio é mais do que cidade, é estado de espírito”. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural














 

LANÇAMENTO DO LIVRO: QUATRO ESTAÇÕES – HAICAIS


 

A Opus Editora e as autoras Leda Mendes Jorge, Liane Arêas e Uyára Schiefer convidam você para uma celebração da poesia breve e intensa dos haicais.

Cada autora traz sua sensibilidade única: Explorando a delicadeza dos instantes das estações, revelando beleza no simples. Mergulham na natureza e nos ciclos da vida, traduzindo emoções em versos mínimos. Imprimindo lirismo e frescor, transformando o efêmero em eternidade poética.

Vale conferir: O livro Quatro Estações é um passeio pelas transformações da natureza e da alma humana, em haicais que capturam o silêncio, o movimento e a essência de cada estação do ano.

Lançamento: Quatro Estações – Haicais

Data: 19 de março de 2026 (quinta-feira), das 17h às 19h30min.

Local: Da Vinci's Cafeteria Gourmet

Endereço: Rua Pereira da Silva, 76 – Loja 2 – Icaraí, Niterói, RJ

Um encontro para celebrar a poesia breve, mas infinita, que cabe em três versos e abre mundos inteiros.




sábado, 28 de fevereiro de 2026

LITERATURA SEM FRONTEIRAS - A POSSE DA DIRETORIA DO NÚCLEO CEARENSE DA REDE SEM FRONTEIRAS

Esta é uma nova postagem dedicada a registrar outros momentos e presenças da posse da Diretoria do Núcleo da Rede Sem Fronteiras no Ceará. 

No dia 26 de fevereiro de 2026, Fortaleza testemunhou um marco cultural e literário: a posse da Diretoria do Núcleo da Rede Sem Fronteiras do Ceará, realizada na sede da Academia Cearense de Letras. O evento, que reuniu autoridades literárias, escritores, acadêmicos e convidados, foi celebrado com música, poesia e discursos que ressaltaram a força da literatura como elo entre povos e culturas. 

A cerimônia teve início com a execução do Hino Nacional Brasileiro pelo saxofonista Cláudio Roberto Pereira, que emocionou os presentes e deu o tom solene à ocasião. A condução ficou a cargo das cerimonialistas Antonieta Madeiro e Valeska Capistrano, que guiaram o roteiro com precisão e elegância. Representando a Rede Sem Fronteiras em âmbito internacional, esteve presente Ana Maria Tourinho, Vice-Presidente Mundial Cultural, reforçando o caráter global da iniciativa. 

Um dos momentos mais marcantes da programação foi a apresentação da Academia Maria Ester de Leitura e Escrita, composta por alunos do Colégio Marista. O recital percorreu a literatura dos países lusófonos, iniciando com a célebre Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, e passando por obras de autores de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O ápice veio com o soneto de Paula Ney, dedicado a Fortaleza, reafirmando que, na poesia, as fronteiras não existem. Essa celebração literária destacou a universalidade da língua portuguesa e sua capacidade de unir culturas diversas. 

Após o recital, foi exibido um vídeo institucional da RSF e lida a Ata de Fundação do Núcleo Cearense. A pedagoga Evan Bessa foi oficialmente empossada como presidente, assinando o livro de posse, realizando o juramento e recebendo o diploma. Em seu discurso, ela deu posse à diretoria, reforçando o compromisso de promover a literatura e a cultura no estado. Ana Maria Tourinho entregou o Certificado de Membro Oficial à escritora Célia Oliveira, enquanto o discurso da Presidente Mundial da RSF, Dyandreia Portugal, jornalista e escritora, foi transmitido em vídeo e recebido com atenção e entusiasmo. 

A cerimônia também reservou espaço para homenagens. Uma placa foi entregue em reconhecimento a contribuições relevantes, gesto que emocionou a homenageada e reforçou o espírito de gratidão e valorização presente no encontro. Entre os convidados, destacaram-se nomes importantes da literatura cearense e representantes de diversas academias e instituições culturais, como: Dr. Fernando Alves representando a ACEMES - Academia Cearense de Médicos Escritores; Suzete Nunes – Superintendente da Biblioteca Pública Estadual do Ceará; Ana Maria Nascimento – Presidente da IAL (Integração de Academia de Letras); Regina Fiúza – Presidente do Clube de Amassadoras; Jacqueline Teles – Presidente da Academia Antônio Bezerra de Letras e Artes; Maria Linda Lemos – Presidente Emérita da Aljug (Academia Letras Juvenal Galeno); Luciano Dídimo – Representante da Academia Fortalezense de Letras (Presidente: Fernanda Quinderé); Maura Isidório – Representante da Secretaria de Cultura do Ceará e Coordenadora da Célula do Livro, Leitura e Literatura (CELIV); Ana Maria Nascimento – AIAL (Associação de Integração das Academias de Letras); Fátima Lemos – Presidente da ALA Feminina e da Academia Maria Ester de Leitura e Escrita; Adriana Torquato Pedrosa – Secretária Executiva da Mulher de Fortaleza; Diretoria e acadêmicas da AFELCE (Academia Feminina de Letras do Ceará): Inácia Girão; Eugênia Carra’h; Ana Nascimento; Ivonete Damasceno; Rosa Firmo; Rosa Virgínia; Célia Oliveira; Silvio Cayan; Vilma Matos; Cláudia Melo; Rita Guedes; Fátima Lemos; Lilian Gondim; Maria José Rolim; Elinalva Oliveira; Evan Bessa; Conceição Seabra – Sócia honorária da AJEB-Ceará 

Grupo de amigos de Evan Bessa; Rita Andrade – Presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Acaraú (AFLAAC); Patrícia Cacau – Mulherio das Letras Ceará; Marta Pinheiro – Produtora Cultural da Biblioteca Pública Estadual do Ceará (BECE); Representantes da Secretaria da Cultura do Ceará – Maura Isidório e outros. 

O evento foi também palco para o lançamento do volume 4 da coletânea Mulheres Extraordinárias, reunindo coautoras que celebraram a literatura feminina em um momento de troca e reconhecimento. O coquetel que se seguiu proporcionou um ambiente de confraternização, fortalecendo laços entre escritores, acadêmicos e convidados.

O repertório apresentado pela Academia Maria Ester foi cuidadosamente selecionado para homenagear a literatura lusófona. Entre os textos declamados, estiveram Amor é fogo que arde sem se ver, de Luís de Camões; Poema de Despedida, de Mia Couto; Adeus na Hora da Largada, de Agostinho Neto; O dilema da língua, de Maria Odete Semedo; Soneto à Liberdade, de Manuel Lopes; Ilha Nua, de Alda do Espírito Santo; Infância, de Fernando Sylvan; e o já mencionado soneto de Paula Ney. Cada obra foi interpretada por jovens estudantes, que deram vida às palavras com entusiasmo e sensibilidade, reafirmando o papel da juventude na preservação e difusão da cultura. 

Fotógrafos como Ivonete Damasceno, Ana Cecília e Alcindo Oliveira registraram os momentos mais significativos da celebração, eternizando em imagens a atmosfera de emoção e beleza que permeou a noite. A presença de representantes de diversas academias femininas, como a AFELCE e a AFLAAC, reforçou a importância da participação das mulheres na cena literária cearense e nacional.

A implantação do Núcleo Cultural Regional da Rede Sem Fronteiras no Ceará foi recebida como um acontecimento histórico, destinado a figurar nos anais da literatura local. Mais do que uma cerimônia de posse, o evento simbolizou a união de esforços em prol da cultura, da literatura e da integração entre povos e línguas. A frase que ecoou ao final da celebração sintetizou o espírito da noite: “O dia feito é melhor do que o perfeito.” Uma lição de sabedoria que reforça a importância da ação concreta e da construção coletiva. 

Assim, Fortaleza ganhou mais um espaço de valorização da literatura e da cultura, reafirmando seu papel como Terra da Luz e berço de grandes nomes das letras. A Rede Sem Fronteiras, ao estabelecer seu núcleo cearense, ampliou ainda mais sua missão de conectar escritores, leitores e instituições, mostrando que, na arte e na literatura, não há barreiras que resistam à força da palavra.


Créditos das fotos: Ivonete Damasceno, Ana Cecília e Alcindo Oliveira

Compartilhadas por Ana Maria Tourinho

 

© Alberto Araújo

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