segunda-feira, 28 de setembro de 2026
A SINCRONIA DA ALTA ARTE: ALICE FONTANELLA E A MAGIA DE JUAN DIEGO FLÓREZ E VINCENZO SCALERA
A contemplação estética é, como diria Schiller, o refúgio onde o espírito humano se eleva à sua mais alta liberdade. É essa intelectualidade viva que transparece neste belo retrato de Alice Fontanella. Sorridente, elegante e com um olhar que reflete a profundidade de quem cultiva o espírito pelas sendas da cultura, ela segura o livreto de programação que anuncia um dos momentos mais arrebatadores da temporada lírica: o recital do incomparável tenor Juan Diego Flórez ao lado do brilhante pianista Vincenzo Scalera no prestigiado Teatro Cultura Artística.
O
encarte em suas mãos, que traz nas capas as datas de quinta-feira, 24, e
domingo, 27 revela um programa primoroso, costurado com obras-primas de mestres
consagrados como Mozart, Rossini, Donizetti, Édouard Lalo e Verdi.
É
o tipo de repertório que exige técnica impecável e entrega absoluta, qualidades
que Flórez e Scalera entregam com maestria aos amantes da boa música.
Toda a composição da imagem parece em perfeita harmonia. A blusa preta com leves brilhos assemelha-se a um céu estrelado de gala, combinando perfeitamente com o fundo abstrato em tons de azul e com a atmosfera de sofisticação que a ópera evoca. A elegante bolsa preta com detalhes dourados arremata um visual que une sobriedade e charme.
Alice, com sua paixão contagiante pela música clássica e pelas grandes emoções do palco, personifica o espírito do verdadeiro apreciador da arte. Ela não apenas observa a cultura; ela a abraça, faz parte dela e nos convida a celebrar a beleza dessas noites inesquecíveis. Que Alice continue a nos inspirar com sua luz e seu refinado entusiasmo, sempre sintonizada com as mais belas melodias da vida!
© Alberto Araújo
Focus
Portal Cultural
Granada - Juan Diego Flórez
UBE-RJ PROMOVE BRILHANTE PALESTRA SOBRE A ODISSEIA COM TERESA CRISTINA MEIRELES DE OLIVEIRA
Com uma plateia concorridíssima, a União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro (UBE-RJ), sob a presidência de Luiza Lobo e a vice-presidência de Ana Maria Tourinho, realizou, em 28 de setembro de 2026, mais um importante encontro literário em sua sede, na Lapa, reunindo expressivo público e destacadas personalidades do universo cultural.
A palestra "Periplo: a Odisseia revisitada", ministrada por Teresa Cristina Meireles de Oliveira, foi recebida com grande entusiasmo pelos presentes. Demonstrando rara erudição, profundo domínio dos clássicos e notável capacidade de comunicação, a palestrante conduziu uma reflexão rica e envolvente sobre a obra atribuída a Homero. Com segurança, clareza e entusiasmo contagiante, Teresa Cristina apresentou novas perspectivas sobre a jornada de Odisseu, evidenciando a atualidade e a força simbólica de uma das mais importantes narrativas da tradição ocidental.
O evento destacou-se pelo elevado
nível intelectual dos debates e pela significativa presença de escritores, pesquisadores,
artistas e representantes de diversas instituições culturais. Além da
presidente Luiza Lobo, da vice-presidente Ana Maria Tourinho e da própria
palestrante, estiveram presentes inúmeras personalidades do meio cultural.
Entre os convidados ilustres, registrou-se a presença do acadêmico Acmeno
Bastos – membro da Academia Carioca de Letras;
Antonio Carlos Secchin, membro da Academia Brasileira de Letras, Ana
Cristina Campelo – CEO do Jornal DR1; escritores e acadêmicos: Zara Paim; Chaja Freida Finkelsztain, Tchello
d’Barros cujas participações conferiram ainda maior relevância ao encontro e
muitos outros.
Ao final, uma concorrida sessão de autógrafos proporcionou momentos de diálogo, confraternização e troca de experiências entre a palestrante e o público. A UBE-RJ reafirma, assim, sua missão de promover a literatura, a cultura e o intercâmbio de ideias, consolidando-se como um dos mais importantes espaços de reflexão intelectual e artística do Rio de Janeiro.
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural
MEMÓRIA, ARTE E OLHAR: O ENCONTRO COM TONINHO MACHADO NA SOCIEDADE FLUMINENSE DE FOTOGRAFIA - © ALBERTO ARAÚJO
Fotografar quem fotografa carrega sempre uma camada extra de significado. É um exercício de espelhamento, um reconhecimento mútuo entre quem observa o mundo através de lentes e quem decide registrar esse observador. Foi com essa sensibilidade que capturei a imagem de Antonio Machado, o querido e respeitado Toninho, presidente da octogenária Sociedade Fluminense de Fotografia (SFF), na aconchegante Galeria Jayme Moreira de Luna, fundador da SFF, situado no coração da instituição.
No dia 12 de outubro de 2026, a Sociedade Fluminense de Fotografia (SFF) celebra seus 82 anos de fundação, data originada em 12 de outubro de 1944. Ao longo de mais de oito décadas, a instituição tem sido o coração pulsante da cultura, da preservação visual e do ensino fotográfico em Niterói. Passado e futuro se encontram em seus espaços, onde a tradição de grandes mestres da imagem continua a inspirar novas gerações de fotógrafos e apaixonados pela arte.
O ambiente da SFF transborda história em cada canto, respirando a sétima arte e a fotografia em sua essência mais pura. No momento em que fiz o registro, Toninho estava posicionado ao lado de uma verdadeira relíquia visual: uma fotografia impressionante de Heitor Villa-Lobos, Stefan Rosenbauer foi um prestigiado fotógrafo alemão e medalhista olímpico de esgrima que imigrou para o Brasil, onde fez história nos anos 1940 e 1950. Seu estúdio no Centro do Rio de Janeiro era frequentado por grandes personalidades brasileiras, incluindo o compositor Heitor Villa-Lobos, de quem era vizinho e amigo próximo. O trabalho de Rosenbauer ficou muito conhecido pelo uso marcante de luz e sombra, sendo comparado a um "Rembrandt moderno" e pela expressividade que capturava nos olhos dos retratados.
Contemplar aquela obra ao lado de Toninho foi uma experiência magnética. Ele falava daquela imagem com um orgulho legítimo, daqueles que iluminam o rosto e entregam a paixão genuína pela cultura e pela memória artística do nosso país. A fotografia de Villa-Lobos, capturada em um clássico e atemporal preto e branco, impressiona pela força. Nela, o maestro brasileiro aparece segurando um cigarro entre os dedos, enquanto direciona um olhar profundamente fixo, penetrante e intenso diretamente para a câmera de Stefan Rosenbauer.
A peça é imponente, emoldurada em uma arte de proporções generosas, estimo que alcance cerca de 1 metro por 80 centímetros, dominando o espaço com uma presença quase viva, como se o próprio maestro estivesse ali, vigiando e inspirando todos os frequentadores daquele salão.
Esse encontro marcante aconteceu durante a realização do inspirador evento “Artistas da ANE”, um projeto cultural vibrante lindamente coordenado e apresentado com maestria por Leda Mendes Jorge.
O evento trouxe à tona a força da diversidade artística, transformando o espaço da SFF em um ponto de convergência para criadores, pensadores e admiradores da arte em suas múltiplas formas. A energia do encontro era palpável, unindo gerações e consolidando a fotografia e a cultura como pontes essenciais de diálogo humano.
A atmosfera de sensibilidade daquele dia foi potencializada por outra atração imperdível que movimenta os corredores da instituição: a exposição "Caminhos do Afeto", inaugurada no dia 29 de agosto de 2026, às 15h, na sede da Sociedade Fluminense de Fotografia na Rua Dr. Celestino, 115, Centro, Niterói.
A mostra exibe um conjunto tocante de fotografias que revelam a sensibilidade e o olhar único de seus talentosos artistas: Betina Longi da Silva, Bruno de Almeida Fonseca, Camila Caldas Coutinho, Clézio de Menezes, Davi Schiavoni Machado, Giselle Souza do Espirito Santo, Higor Pires de Sousa, Jacy Therezinha Caldas Coutinho, José Antonio de Souza Amador, Jullyana de Souza Oliveira, Laura de Araújo Ferreira Braz, Leticia dos Santos Coelho, Liana Sales Ferreira, Ligia Ferreira Rocha, Lucas Figueiras de Mendonça Valente, Luiz Alexandre Bragança dos Santos, Luiz Andre de Souza Amador, Marcia Abdalla Ramos, Maria das Graças Infante Pereira, Matheus Ribeiro Habib da Fonseca, Olivia Shiavoni Machado, Patricia Mendes da Silva, Phillipy Raphael Pereira dos Santos, Renato Moreira de Oliveira, Sophia do Nascimento Gomes e Wanilda do Socorro Lopes.
Ver esses trabalhos é um lembrete urgente e poético sobre o poder democratizante da fotografia. A câmara, nas mãos desses alunos e criadores, transforma-se em um canal autêntico de expressão, provando que a arte não conhece barreiras físicas ou sensoriais. Cada enquadramento exposto revela perspectivas únicas, mundos particulares que merecem ser vistos, aplaudidos e integrados ao debate cultural contemporâneo. A iniciativa reforça o papel da SFF não apenas como um reduto de preservação histórica, mas como um espaço vivo, inclusivo e voltado para o futuro.
Estar ali, registrando Toninho Machado diante da imponente imagem de Villa-Lobos, em meio a um evento tão pulsante e a uma exposição tão significativa, fez-me refletir sobre o papel da nossa própria memória. A fotografia é, antes de tudo, uma forma de resistir ao esquecimento.
Toninho, com sua dedicação incansável à SFF, é parte vital dessa resistência cultural em Niterói. Ao congelar aquele instante, quis guardar não apenas a sua figura sorridente e orgulhosa, mas toda a atmosfera de um dia em que a arte se fez presente em sua totalidade: na história contada por Stephen Rosembaum, na música eterna de Villa-Lobos, na curadoria afetiva de Leda Mendes Jorge e na pureza do olhar dos fotógrafos da exposição Caminhos do Afeto. Um verdadeiro mosaico de afetos, capturado para a posteridade.
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural
UM POUCO SOBRE STEFAN ROSENBAUER
Stefan Rosenbauer foi um dos mais importantes nomes da fotografia e da esgrima no Brasil do século XX. Nascido em 24 de março de 1896, na cidade de Biberach an der Riß, na Alemanha, construiu uma trajetória marcada pela excelência esportiva e artística, deixando um legado reconhecido tanto na Europa quanto no Brasil.
Antes de se destacar como fotógrafo, Rosenbauer alcançou projeção internacional na esgrima. Integrante do tradicional Fechtclub Hermannia Frankfurt, foi campeão alemão de espada em 1931 e 1932, além de conquistar o título nacional de florete em 1933. Sua habilidade o levou a representar a Alemanha em importantes competições internacionais, incluindo o Campeonato Mundial de 1934, em Varsóvia, onde conquistou a medalha de bronze por equipes. Dois anos depois, integrou a seleção alemã que obteve a medalha de bronze no florete por equipes nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936.
Em 1939, diante das transformações políticas da Europa, mudou-se para o Brasil, estabelecendo-se no Rio de Janeiro. Naturalizou-se brasileiro e passou a defender o Fluminense Football Club, tornando-se uma das figuras de destaque da esgrima nacional. Competiu nas três armas da modalidade, florete, espada e sabre, acumulando títulos individuais e por equipes até encerrar sua carreira competitiva em 1954.
Paralelamente à vida esportiva, Rosenbauer desenvolveu uma notável carreira na fotografia. Formado na Alemanha, recebeu o título de Mestre da Arte Fotográfica em 1921, distinção que o habilitava a formar novos profissionais. Reconhecido desde jovem por sua competência técnica, obteve premiações importantes ainda em seu país de origem, consolidando reputação como retratista de excelência.
Ao chegar ao Brasil, reabriu seu estúdio fotográfico no Rio de Janeiro e introduziu técnicas modernas de iluminação, composição e retrato artístico que contribuíram significativamente para a evolução da fotografia brasileira. Seu trabalho destacou-se especialmente pelo refinado domínio da luz e sombra e pela produção de retratos clássicos que influenciaram gerações de fotógrafos.
Rosenbauer participou ativamente do movimento fotográfico brasileiro. Foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Arte Fotográfica (ABAF), atuou como consultor técnico do Photo Club Brasileiro e desempenhou papel relevante na Sociedade Fluminense de Fotografia. Como mestre e orientador, formou diversos profissionais que mais tarde se tornariam referências na fotografia nacional, entre eles Chico Albuquerque e Heinz Förtmann.
Seu estúdio tornou-se ponto de referência para artistas, intelectuais e personalidades da época. Retratou figuras como Heitor Villa-Lobos, Marechal Rondon e integrantes da histórica companhia teatral Os Artistas Unidos, liderada por Henriette Morineau. Seus retratos foram publicados em livros, jornais e revistas, transformando-se em registros valiosos da vida cultural brasileira.
O reconhecimento internacional veio também por meio da Fédération Internationale de l'Art Photographique (FIAP), que lhe concedeu, em 1957, o título de Artiste FIAP (AFIAP), em homenagem à qualidade de sua produção e aos serviços prestados à fotografia mundial.
Stefan Rosenbauer faleceu em 18 de agosto
de 1967, no Rio de Janeiro. Seu legado permanece vivo tanto no esporte quanto
na fotografia. Considerado um dos grandes retratistas de sua geração, deixou
uma extensa galeria de imagens que documenta com sensibilidade, elegância e
rigor artístico importantes personagens da sociedade brasileira do século XX.
Dia 2 de setembro de 2006
Festividades em homenagem ao dia
mundial da fotografia com a inauguração da galeria Jayme Moreira de Luna e das
salas Cesar Salamonde, Chakib Jabor, Luis Antonio Pimentel, Nair Avellar Nunes
e Walter Fialho Bittencourt. A abertura aconteceu no salão Octávio do Prado.
Neste dia também foram inauguradas duas exposições coletivas: "A Alma do
Vidro" e "Nós estávamos aqui nos anos 70".
AS TECEDURAS DO TEMPO E DO AFETO: A TRAJETÓRIA DE SYLVIA MARIA FASCIOTTI - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL
Neste momento em que o Focus Portal Cultural celebra com
orgulho esta trajetória, a homenagem ganha voz e alma na presença inspiradora
de Sylvia Maria Fasciotti. Na tradição e na essência do seu nome, associado à
serenidade, à resiliência e à nobreza de Santa Sílvia, Sylvinha humaniza-se num
perfil bondoso, acolhedor e genuinamente feliz de quem transforma o zelo
institucional numa verdadeira arte de cuidar. A sua presença no Rotary Club de
Niterói é uma marca viva de honra e dedicação que ilumina e enriquece a todos.
Com maestria e elegância, é ela quem nos apresenta
habitualmente o Informativo da instituição ao lado da Ata da celebração,
enriquecendo o dinâmico informativo com uma precisão impecável. Nas suas
páginas, Sylvinha presenteia-nos com textos primorosos de incentivo e renovação
que tocam o coração da comunidade.
A
sua dedicação vai além do protocolo: expressa-se no abraço caloroso, no sorriso
largo ao receber os companheiros e no afeto traduzido nos seus famosos dotes
culinários, do arroz com brócolis ao requinte do camarão, passando pelo
strogonoff, pelo fricassê de frango e pela batata dourada. É a perfeita
representatividade da secretária dedicada: guardiã da memória, ponte de afeto e
símbolo de um servir que renova a esperança.
SYLVINHA:
UM NOME DE HONRA, AFETO E SABOR NO ROTARY
Sob a brisa suave de Niterói, onde a luz do contorno da
baía inspira o acolhimento e o civismo, desabrocha a história de Sylvia Maria
Fasciotti. Nascida a 29 de março de 1947, trouxe no olhar o dom da
sensibilidade e na alma o compromisso de fazer da própria vida um campo
fertilizado pelo conhecimento, pela elegância e pela vocação de servir.
Educadora por essência e vocação, Sylvia compreendeu
desde cedo que ensinar é, antes de tudo, um ato de profundo afeto e cidadania.
Essa visão generosa do mundo naturalmente a conduziu ao universo do
voluntariado, onde a solidariedade deixa de ser uma abstração para se tornar
gesto concreto, abraço fraterno e transformação social.
A sua história junto da família rotária começou a
desenhar capítulos de refinamento e liderança no Rio de Janeiro. Acompanhando
com entusiasmo o trabalho comunitário em Ramos, expressou a sua vocação
liderante ao assumir a presidência da Casa da Amizade da Família Rotária do Rio
de Janeiro na gestão 1981–1982. Com altivez e sensibilidade humana, conduziu a
instituição com a dignidade que lhe é própria, deixando uma marca inabalável de
realizações.
O tempo, contudo, guardava um marco histórico para quem
nasceu para protagonizar. Quando o Rotary Internacional abriu formalmente as
suas portas para reconhecer e integrar a força e a sabedoria femininas nos seus
quadros de associados, o destino de Sylvia encontrou o seu chamado definitivo.
Em 1991, acolhendo o honroso convite do Governador Omar Silva Araújo, ingressou
no Rotary Club de Niterói, dando início a uma jornada extraordinária que
ultrapassa três décadas e meia de dedicação ininterrupta.
Dentro do Distrito, a sua presença tornou-se sinônimo de
excelência e tato institucional. Com postura irretocável, desempenhou por
quatro períodos a função de Diretora de Protocolo, conduzindo solenidades com a
maestria de quem domina a arte do bem-receber. A sua vocação para a organização
e a sua memória viva da governadoria fizeram dela uma personalidade
fundamental: por 13 períodos esteve à frente da Primeira-Secretaria da
Governadoria, exercendo um trabalho silencioso, impecável e admirado por
sucessivas gerações de lideranças rotárias.
Com a leveza de quem transforma o servir em arte, a
presença de Sylvia Maria Fasciotti, carinhosamente chamada por todos de
Sylvinha, é um verdadeiro patrimônio de carinho, dedicação e liderança. O nome
Sylvinha carrega honra, história e um valor imensurável. A sua essência
luminosa é indispensável em cada encontro: recebe companheiros e convidados
sempre de braços abertos e com um sorriso largo, feliz e genuíno, tornando
qualquer recepção um momento de pura celebração e fraternidade.
Essa vocação singular para o acolhimento ganha vida e
sabor nas grandes festividades rotarianas. A assinatura inconfundível de
Sylvinha está presente na maioria dos jantares e momentos comemorativos do
distrito, onde o seu talento culinário encanta todos os paladares com sabor e
apuro impecáveis.
Paralelamente ao compromisso comunitário, Sylvia imprimiu
a sua vivacidade no cenário comercial. Durante 23 anos, a sua loja, a icônica
Bem Brasil, no Trade Center, foi muito mais do que um espaço empresarial; foi
um ponto de encontro de estética, bom gosto e valorização cultural, onde cada
cliente e amigo era recebido com a simpatia radiante que sempre caracterizou a
sua personalidade.
Entretanto, é no jardim mais íntimo do seu lar que
repousa a sua obra-prima. A caminhada construída ao longo dos anos, ao lado do
recordado Luiz Antonio Fasciotti, empresário de destaque e proprietário da tradicional
Sapataria Elite em Bonsucesso, frutificou na bênção da maternidade. Sylvia é a
matriz amorosa de dois filhos, Bruno e Sabrina, que herdaram dos seus gestos a
nobreza de caráter, o respeito ao próximo e o amor às tradições da família.
E como na composição de uma linda melodia o movimento
final é o que nos comove a alma, a vida presenteou Sylvia com a doçura suprema
de ver o tempo renovar-se. O olhar de mãe desdobrou-se na ternura de avó, e o
seu coração encontrou uma morada infinita nos sorrisos dos seus quatro netos:
Bernardo, Luiza, Thiago e Bruna. Neles, Sylvia contempla o futuro a florir, a
continuidade do seu legado e a certeza de uma trajetória pautada pela luz, pela
generosidade e pelo amor incondicional.
Sylvinha é, assim, a síntese do amor em servir: uma
mulher amada por todos, que nutre a comunidade rotária e a cultura fluminense
tanto pelo zelo e rigor da sua atuação institucional quanto pelo afeto que
coloca em cada registro, em cada prato e em cada sorriso.
Por tudo isto, e por tanto carinho a nós dispensado ao
longo de inúmeros encontros, festividades e jornadas comunitárias, temos a
imensa honra e a mais profunda gratidão de homenagear esta inestimável
companheira. Trazer o nome e a trajetória de Sylvia Maria Fasciotti ao centro
da nossa atenção é um ato de inteira justiça: a sua vida sintetiza o rigor, a
elegância e a doação que definem a nobre arte de organizar, acolher e
secretariar.
Sylvinha ensina-nos diariamente que secretariar é muito
mais do que registrar atas, organizar protocolos ou conduzir informativos com
precisão impecável; é a arte de cuidar, de pontuar o tempo com zelo, de guardar
a memória e de edificar pontes humanas de confiança e afeto. Em cada texto de
incentivo publicado, em cada recepção calorosa adornada pelo seu sorriso largo,
e na generosidade dos seus gestos, que confortam o espírito e alimentam a
amizade, ela eleva o servir à sua máxima dignidade expressiva.
A ela, que se tornou referência inabalável de nobreza
institucional e amor ao próximo, o Focus Portal Cultural estende este tributo
de admiração e reconhecimento. Que o seu exemplo continue a iluminar, inspirar
e representar dignamente todos aqueles que, com idêntica devoção, fazem do zelo
diário uma sublime vocação de servir.
© Alberto
Araújo
Focus
Portal Cultural
28 de setembro de 2026
ESPECIAIS MOMENTOS DA TRAJETÓRIA
DE SYLVIA FASCIOTTI


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