quinta-feira, 23 de julho de 2026

RECEBI DOS COMPANHEIROS ROTARIANOS

 




RECEBI DOS ROTARIANOS

 

Receba nossos parabéns, estimado   companheiro Alberto por esta data especial! Que seu novo ano seja repleto de paz, saúde, realizações e momentos felizes. Feliz aniversário, com votos de muitas alegrias e sucesso sempre! 👏👏🎂🎉🎉

 

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MENSAGEM DE AGRADECIMENTO

 

Meus caros amigos e companheiros do Rotary Club de Niterói, recebi com imensa emoção e alegria a linda mensagem e o cartão carinhosamente preparados por vocês para celebrar o meu aniversário no dia de hoje.

 

"Os dias podem ser iguais para um relógio, mas não para um homem."Marcel Proust

 

Quando o relógio marca o início de um novo ciclo, percebemos que a nossa vivência do tempo é profundamente subjetiva e cheia de significado emocional, moldada pelas memórias e pelos afetos que cultivamos.

 

Receber o cartão e a mensagem de parabéns dos queridos companheiros neste 23 de julho é a certeza de que "o verdadeiro valor de um momento não está no que ele dura, mas na intensidade com que ressoa. O que é profundo nunca se perde; transforma-se em permanência."

 

Viver e tecer a minha história nesta Niterói que abraçara meu coração ganhou o mais belo dos matizes quando encontrei abrigo nesta comunidade de almas generosas. Há muito tempo o meu olhar já se encantava com a poesia e a nobreza dos ideais rotários, embalado pelos convites gentis de queridos presidentes que deixaram marcas inesquecíveis na minha trajetória. Se a semente desse fascínio foi plantada anos atrás, foi no calor desta acolhida que ela encontrou solo fértil para florescer. Fazer parte desta família é, hoje, a luz que engrandece e abraça o meu caminhar.

 

Agradeço de todo o coração por este gesto repleto de afeto e amor, que torna este dia inesquecível. Que possamos continuar navegando juntos por este vasto oceano dos dias com a alma desperta, unidos pelo ideal de servir, celebrando a dádiva de caminhar lado a lado e transformando cada instante em uma verdadeira obra de união e solidariedade. Muito Obrigado!

 

Um abraço fraterno e extensivo a todos!

 

© Alberto Araújo

 



quarta-feira, 22 de julho de 2026

A TRAVESSIA DAS ÁGUAS E DAS LETRAS: SOB O OLHAR DO VELHO MONGE

Começando um novo ciclo celebrando a beleza da vida, 
do amor próprio e da gentileza. Que venha mais um ano incrível! 

Tudo flui, e no grande jardim da Criação, o homem é um transeunte que busca na origem o sentido do destino. Há geografias que não apenas nos contêm, mas nos inventam; elas nos marcam antes mesmo de sabermos articular a primeira palavra, habitando-nos com o som das correntes e o ritmo ancestral da terra. Luzilândia, Piauí. O próprio nome já evoca a claridade, o fulgor de uma aurora que recusa a efemeridade e decide ser permanência. Foi ali, sob os cuidados insones de minha mãe Maria, cujo nome carrega a doçura e a fortaleza dos pilares do mundo, que meus olhos se abriram para o milagre da existência. 

Minha infância foi abençoada por uma dupla tutela: o olhar vigilante e terno de Santa Luzia, guardiã da visão e da luz que afasta as sombras, e o murmúrio perpétuo do Velho Monge. O rio Parnaíba, esse colosso líquido que serpenteia de norte a sul, não é apenas um acidente geográfico; é o próprio tempo em estado fluido. Ele nasce longe, na imensidão altaneira da Serra da Chapada das Mangabeiras, na tríplice divisa onde o Piauí, a Bahia e o Tocantins se abracejam no extremo sul piauiense, numa região sacralizada e protegida pelo Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba. É dali que ele irrompe, da fusão secreta e generosa de três veias d’água primordiais: o rio Água Quente, o rio Curriola e o rio das Lontras. 

Crescer banhado por essas águas foi ser batizado não apenas pelas mãos humanas, mas pela própria correnteza da história. Lembro-me do Padre Jonas, cuja presença solene e bondosa celebrou meu batismo, selando minha alma aquilo que é perene. As águas do Velho Monge embalaram meus passos de guri, ensinaram-me a escutar o silêncio das margens e a compreender que a vida é um fluxo contínuo, onde nada estaciona, mas tudo se transforma. Cresci ouvindo o segredo do rio: ele vai, mas nunca se vai de todo; ele leva, mas também traz. E foi assim, entre a bênção materna, a proteção celeste e a sinfonia fluvial, que comecei a desenhar os contornos do meu destino. 

A vida, contudo, é uma vocação para a travessia. O homem que se prende à margem desconhece a vastidão do oceano para onde o rio inexoravelmente caminha. Chegou o tempo em que precisei desatar os botes e navegar para além do horizonte conhecido. Desloquei-me para outro território, rumei em direção a novas paisagens geográficas e existenciais. 

Nessa nova terra, finquei raízes sem esquecer as sementes. Vim para constituir família com minha Shirley, o porto mais seguro que um navegador pode encontrar em meio às borrascas do mundo. Construí um lar, abracei afetos cotidianos, descobri a felicidade genuína nos detalhes simples do dia a dia, no riso compartilhado, na respiração mansa dos que amamos. Compreendi, então, que a pátria de um homem não é apenas o lugar onde nasce, mas o espaço onde o seu coração decide fincar âncora e fazer morada. 

A distância física de Luzilândia jamais significou exílio; foi, antes de tudo, uma expansão. O rio Parnaíba continuou a correr dentro de mim, mas agora desaguando em um delta mais largo, onde couberam novos sonhos, novas lutas e a consolidação de uma trajetória intelectual que vinha se gestando desde os primeiros anos de contemplação e leitura. 

O menino banhado pelo Velho Monge descobriu cedo que a palavra escrita é a única ferramenta capaz de vencer a efemeridade do tempo. Se o rio molda a terra, a literatura esculpe a alma humana. Nesse caminhar, a poesia e a reflexão filosófica tornaram-se minhas companheiras inseparáveis. Escrever deixou de ser um ato solitário para se transformar em um diálogo universal. 

Com honra e reverência ao ofício da escrita, alcancei assento em inúmeras Academias de Letras, tanto em âmbito nacional quanto internacional. Cada cadeira acadêmica que ocupo não é um troféu de vaidade, mas um altar de responsabilidade. Representar a voz da cultura, debater os rumos do pensamento e preservar a dignidade da língua é manter acesa a lamparina que Santa Luzia abençoou na minha infância. 

Os livros publicados são marcos dessa jornada, marcos de tinta e papel que revelam as dores, os amores, os espantos e as epifanias de uma vida dedicada à arte. Neles, o leitor atento consegue ouvir o eco do rio Parnaíba, o perfume da terra piauiense e a pulsação de um coração que nunca deixou de ser o do menino ribeirinho. Publicar um livro é lançar uma garrafa ao mar do tempo, na esperança de que alguém, em algum lugar, resgate aquela mensagem e se reconheça nela.

Nessa teia de expansão cultural, nasceu o Focus Portal Cultural, um projeto que coroa minha missão no mundo. O portal não surgiu por acaso; ele foi concebido como um holofote, um ponto de convergência para divulgar todas as atividades das Academias de Letras, dar visibilidade aos criadores, e, acima de tudo, difundir a arte, a filosofia e a cultura mundial em sua mais pura essência. 

Numa época em que o mundo muitas vezes se perde na pressa, na superficialidade e no ruído digital, o Focus Portal Cultural ergue-se como um oásis de profundidade. É o espaço onde o pensamento crítico encontra guarida, onde a filosofia dialoga com o cotidiano e onde a literatura ganha asas para voar além das fronteiras físicas. Através dele, faço ecoar a voz de poetas, pensadores e artistas, cumprindo o sagrado dever de perpetuar a beleza. O portal é a extensão da minha própria alma: um lugar de acolhimento para tudo o que enobrece o espírito humano. 

Venho de um chão abençoado, banhado pela fartura e esculpido pela natureza em tons de verde intenso: a terra dos carnaubais altaneiros e dos extensos coqueirais. Sob o sol soberano do Nordeste, a carnaúba balança altiva, ensinando a resiliência a quem a observa, enquanto os rios e lagoas transbordam a fartura de peixes que sustentaram a vida e a infância do meu povo. Crescer nesse cenário de abundância natural foi a minha primeira escola; aprendi com a generosidade da terra que a vida se sustenta na partilha e na harmonia com os elementos. 

A curiosidade pelo mundo e a sede de compreender as engrenagens da sociedade me impulsionaram por estradas acadêmicas e técnicas diversas. Formei-me em Licenciatura Plena em Letras-Português pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI), templo onde aprendi a honrar a nossa língua materna e a decifrar a arquitetura dos textos. Mas a busca não parou nas margens das letras: especializei-me na exatidão e na organização da Contabilidade, estudei Zootecnia para compreender os ciclos da terra e dos animais, busquei o Normal Superior para me aprofundar na arte sagrada da pedagogia, além de dezenas de cursos de aperfeiçoamento técnico, inclusive em Computação. 

Ao longo dessa jornada, recebi inúmeros troféus, comendas e o reconhecimento público que pontuam meu trabalho cultural. Contudo, se pudesse colocar todas essas graduações, diplomas e prêmios em uma balança, eu reconheceria sem hesitar: tudo isso é mera formação. Ferramentas de trabalho, chaves institucionais e adornos de prateleira que perdem o sentido se não servirem a um propósito maior. Para mim, o que busco, verdadeiramente, em cada amanhecer, é o amor das pessoas para poder entregar, sem reservas, o meu coração.

E é justamente na partilha desse coração que encontro o sentido supremo da caminhada. Tenho a graça inestimável de caminhar de mãos dadas com Shirley, a minha musa, artista e poetisa, companheira de todas as horas. É ela quem empresta ainda mais cor e poesia aos meus dias, sendo a inspiração silenciosa que habita os meus melhores versos e a presença terna que acolhe as minhas retinas. Viver ao lado de Shirley é compreender que o amor cotidiano é a mais alta forma de literatura, a morada definitiva onde a alma descansa e celebra o milagre de existir. 

Hoje, ao celebrar meu aniversário natalício neste 23 de julho, o espelho do tempo me devolve a imagem de um homem que compreendeu o verdadeiro sentido da travessia. Fazer anos não é apenas somar calendários; é renovar o pacto com a vida, é perceber que cada ciclo que se fecha é apenas a curva que o rio faz para abraçar uma nova paisagem. 

Filosoficamente, a existência humana é um eterno vir a ser. Heráclito dizia que não nos banhamos duas vezes no mesmo rio, pois nem as águas são as mesmas, nem nós somos os mesmos. Contudo, há uma essência que permanece, a nascente inesgotável da infância, o olhar de minha mãe Maria, a proteção luminosa de Santa Luzia, a bênção do Padre Jonas e a força primordial do Velho Monge que continua correndo em minhas veias.

Brindo a este 23 de julho com a serenidade de quem sabe que construiu uma história sólida, baseada no amor à família, na paixão pelas letras e no compromisso irrevogável com a cultura. 

Que as águas do Parnaíba continuem a me guiar, que as Academias continuem a ser templos de diálogo, que os livros continuem a encontrar leitores, e que o Focus Portal Cultural com a sua pluralidade de ideias siga iluminando consciências.

A travessia continua, soberba e infinita. E eu sou, em cada gota deste rio e em cada verso escrito, eternamente grato pelo milagre de existir, criar e amar. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


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RESENHA DO INFORMATIVO DO ROTARY CLUB DE NITERÓI EDIÇÃO Nº 03 | 23 DE JULHO DE 2026 | GESTÃO DO PRESIDENTE PAULO CORRÊA BELCHIOR

O Rotary Club de Niterói, sexto clube fundado no Brasil em 04 de setembro de 1928, reafirma constantemente sua relevância histórica, cultural e humanitária na Cidade Sorriso. Sob a liderança inspiradora do presidente Paulo Corrêa Belchior para o ano rotário 2026-2027, sob o lema "Crie Impacto Duradouro", a instituição mantém viva a chama do serviço voluntário e da solidariedade. E um dos pilares fundamentais dessa engrenagem de comunicação, afeto e transparência é o seu Boletim Semanal, um verdadeiro documento de preservação da memória coletiva do clube. 

Mais do que um mero informativo, o boletim semanal do RC de Niterói funciona como um elo indissolúvel entre os associados, registrando reuniões, palestras, posses, aniversários e reflexões filosóficas que nutrem o espírito rotário. 

É impossível percorrer as páginas do informativo sem render uma justa, sincera e calorosa homenagem à 1ª Secretária do clube, Sylvia Maria Fasciotti, carinhosamente conhecida por todos como Sylvinha Fasciotti. Há anos, Sylvinha dedica seu tempo, seu talento e uma imensa generosidade à tarefa minuciosa de preparar, com primor e carinho incomparáveis, cada detalhe da vida administrativa e documental do Rotary Club de Niterói. Com uma fidelidade inabalável aos ideais rotários, ela não apenas redige as atas com perfeição impecável, como a minuciosa ata das Reuniões Ordinárias, mas também assegura que cada momento marcante da instituição seja eternizado e compartilhado para o mundo. O carinho que ela emprega em cada linha demonstra que sua atuação vai muito além de uma função burocrática: é um verdadeiro ato de amor à comunidade, à amizade e à cultura da paz. Graças ao seu empenho diário, o Rotary de Niterói projeta suas realizações além fronteiras, inspirando novos voluntários e mostrando que a dedicação sincera transforma realidades. 

A edição no 03, datada de 23 de julho de 2026, traz uma seleção primorosa de textos, reflexões e registros visuais coordenados pela Comissão do Boletim. A abertura traz uma provocação profunda e universal: "O que é o Rotary para você?". A matéria explora a pluralidade de visões dos associados, para uns, companheirismo e amizade; para outros, ação comunitária organizada ou força mobilizadora da sociedade. A mensagem central é clara: no Rotary há espaço para todos os talentos, seja na organização de eventos, na escrita, na liderança ou no acolhimento. Não basta esperar um convite; é preciso apresentar-se para servir. 

Outro destaque de grande utilidade prática é o esclarecedor artigo sobre os Subsídios Distritais. O texto explica com clareza didática como funcionam esses recursos da Fundação Rotária, alimentados pelo Fundo Distrital de Utilização Controlada (FDUC), destinados a financiar projetos humanitários de pequeno porte alinhados às áreas de foco global (saúde, educação e desenvolvimento comunitário). A matéria reforça a seriedade da prestação de contas e o impacto transformador que esses recursos geram para as populações em vulnerabilidade. 

O informativo também aborda com propriedade a estrutura dos Distritos do Rotary no Brasil, detalhando os 31 distritos existentes, os critérios geográficos de divisão e os processos regulamentados de remanejamento para assegurar eficiência administrativa e integração contínua entre os clubes. 

Em consonância com a celebração do Dia do Amigo (20 de julho), data inspirada na união global proporcionada pela chegada do homem à Lua em 1969, o boletim exalta a amizade como o alicerce fundamental de toda ação rotária. Como bem sintetiza o informativo: "A amizade multiplica as alegrias, divide as dificuldades e fortalece o compromisso de servir."

A seção de flashes e a ata detalhada da 2a Reunião Ordinária, realizada em 9 de julho de 2026, celebram momentos de intensa alegria institucional. Destacam-se a calorosa readmissão do associado representativo Gustavo Pinto Poeys, saudado com emoção por seu padrinho Hildebrando Afonso Filho e pelo presidente do RC de Miracema, João Carlos de Carvalho e a inesquecível apresentação da Associação Fluminense de Amparo aos Cegos (AFAC), conduzida pelo Sr. Omar Luís Rocha da Silva. A exposição resgatou a trajetória histórica da instituição filantrópica fundada em 1931, referência nacional em reabilitação visual, produção de próteses e apoio a pessoas com deficiência intelectual e autismo, além de relembrar a marcante doação histórica de uma impressora Braille pelo Rotary Club de Niterói na gestão de 1998-1999. 

O mês de julho é duplamente especial para a família rotária, pois celebra a vida e a união de companheiros, cônjuges e familiares são aniversariantes especiais do mês que dedicam seu tempo e talentos ao ideal de servir. Cada data festiva registrada em nosso calendário semanal reflete a alegria do companheirismo sincero, fortalecendo os laços de afeto e a harmonia que tornam o nosso clube um verdadeiro espaço de acolhimento e transformação

Esta edição do informativo consolida-se como um verdadeiro manifesto de vitalidade, união e compromisso humanitário. Sob a batuta dinâmica do presidente Paulo Belchior e o zelo incomparável de secretárias devotadas como Sylvinha Fasciotti, o Rotary Club de Niterói continua a construir um legado inestimável, provando que a união de talentos e corações é a chave definitiva para criar um impacto duradouro na sociedade. 

Resenha elaborada em homenagem à dedicação institucional do Rotary Club de Niterói e à excelência cultural de sua secretaria.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


 






A GALERIA DE ARTE LA SALLE CONVIDA PARA A EXPOSIÇÃO: DO BARRO AO MOVIMENTO

A exposição celebra a cerâmica como uma linguagem ancestral e uma expressão da memória, da cultura e da criatividade humana. Cada obra revela histórias, identidades e saberes que mantêm viva uma prática milenar, conectando tradição e contemporaneidade. 

De Paraty à Galeria de Arte La Salle, as peças estabelecem um diálogo entre passado e presente, em um movimento contínuo de criação, preservação e reinvenção.

Abertura: 03/08, das 18h às 21h

Galeria de Arte La Salle – UniLaSalle-RJ

R. Gastão Gonçalves, 79 – Santa Rosa – Niterói-RJ

Período da exposição: 03/08 a 15/09/2026

Visitação: segunda a sexta-feira, das 9h às 19h 

Será um prazer contar com a sua presença!



CARTA ABERTA DO FOCUS PORTAL CULTURAL À CENTENÁRIA: A POÉTICA DA PERENIDADE E O OFÍCIO DA PALAVRA NA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS POR © ALBERTO ARAÚJO

Niterói respira literatura. Niterói é, em sua tessitura mais íntima e irredutível, um vasto e sagrado santuário de palavras. E no coração pulsante desse santuário, ergue-se com altivez secular a Academia Fluminense de Letras (AFL). Celebrar 109 anos de existência, marco solene festejado em sua sede oficial no dia 18 de julho de 2026, suplanta largamente a fleuma de uma contagem cronológica. Trata-se de um ato supremo de resistência espiritual e civilizatória. É a afirmação categórica e intransigente de que, em eras onde o utilitarismo cego, a pressa tecnológica e a superficialidade tentam atrofiar o pensamento crítico, existem baluartes seculares capazes de manter acesa, com furor e beleza, a tocha milenar do humanismo. Sob a liderança inspiradora, arguta e profundamente dinâmica da presidente Márcia Pessanha, a AFL reafirma a cada aurora que o passado histórico não é um museu estático de cinzas, mas um braseiro vivo, crepitante, destinado a aquecer as urgências do presente e a iluminar, com lucidez, os horizontes do porvir. 

Voltemos os olhos para os recantos do tempo, despindo-nos da nostalgia estéril para vestir a armadura da reverência devida aos demiurgos que ousaram sonhar em 22 de julho de 1917. Em meio às convulsões de um mundo em transição dolorosa, aqueles pioneiros visionários já compreendiam uma verdade fundante: nenhuma nação, nenhum estado e nenhuma cidade se sustentam unicamente sobre o pragmatismo da economia ou a rigidez das leis materiais. Os povos fenecem sem o lirismo que os salve da desinformação; eles necessitam desesperadamente de um eixo ético e estético. Precisam da poesia como quem necessita do pão e do oxigênio para conter o caos inerente à condição humana. 

Ao longo de sua imponente trajetória centenária, a Academia Fluminense de Letras testemunhou o suceder de 18 presidências. Cada gestor, cada espírito iluminado que ocupou suas cadeiras imortais, depositou um tijolo invisível e precioso nessa catedral do pensamento livre. É profundamente simbólico, e carrega consigo uma justiça poética de rara beleza, que esta instituição secular seja conduzida hoje pelas mãos firmes, acolhedoras e visionárias de uma mulher: Márcia Pessanha, apenas a segunda a ocupar a presidência em toda a cronologia da casa, sucedendo com honra a memória indelével de Albertina Fortuna Barros. Sob a batuta de Márcia, o cargo presidencial transborda o rigor burocrático para se converter em um exercício sublime de curadoria de destinos. Ela entende, com admirável clareza intelectual, que a tradição e a inovação não são forças em colisão, mas sim os dois remos harmônicos que permitem ao barco da cultura sulcar os mares revoltos da modernidade com estabilidade, coragem e audácia. 

A consagração oficial recente veio coroar de forma definitiva essa caminhada de luz: a AFL foi erigida ao honroso título de Patrimônio Imaterial Cultural de Niterói. Esta conquista, lapidada pela sensibilidade política e cultural de personalidades como Leonardo Giordano e amparada pelo respaldo indispensável da Câmara Municipal, traduz em linguagem jurídica o que os intelectuais, jornalistas e poetas já sabiam de cor e salteado. A Academia é essencialmente imaterial porque a sua matéria-prima é o pensamento puro, a sonoridade da oratória, o ritmo milenar do verso e o peso transformador do ensaio. Ela é, sem favor algum, a coluna vertebral e o batimento cardíaco da nossa identidade niteroiense e fluminense. 

Naquela manhã memorável de 18 de julho de 2026, a sede oficial da AFL converteu-se no epicentro magnético desse cruzamento plural de saberes. Desde a abertura impecável conduzida pela cerimonialista Patrícia Telles, que reuniu na Mesa Presidencial nomes de proeminência incontestável como Márcia Pessanha, Matilde Carone Slaibi Conti (Cenáculo Fluminense de História e Letras), Luiz Henrique Pinheiro (Academia de Medicina do Estado do Rio de Janeiro), o brilhante palestrante Marcelo Rollemberg, Erthal Rocha (representando com galhardia a Diretoria da AFL) e Idalina Andrade Gonçalves (Real Gabinete Português de Leitura), tornou-se evidente que a cultura verdadeira jamais germina no isolamento estéril, mas sim na comunhão fraterna e altiva de inteligências associadas. 

Como não se deixar arrebatar pelo desdobrar dessa tapeçaria de fina estilha literária? A programação desdobrou-se em patamares de sublime elevação estética. A poesia, essa força telúrica e indomável que nos resgata salvificamente da banalidade cotidiana, encontrou na voz da acadêmica Lucia Romeu a sua tradução mais cristalina. Conhecida por uma elocução que parece esculpir fisicamente o ar, Lucia declamou sua ode aos 109 anos da AFL com uma maestria que suspendeu literalmente o relógio do mundo. Cada verso ecoou nos silêncios da plateia como um lembrete categórico de que a palavra poética é a forma mais alta de verdade de que dispomos. 

Na sequência, a erudição mais refinada encontrou guarida na sensibilidade analítica de Marcelo Rollemberg, que mergulhou com profundidade cirúrgica e o peito aberto de um poeta no vasto universo de Antônio Cândido, dissecando com maestria a sua “trajetória ao redor da palavra”. Rollemberg nos devolveu a certeza de que a grande literatura não constitui mero passatempo burguês, mas sim um direito humano inalienável à nossa plena humanização.

E o que dizer daquele momento de rigor e altíssima justiça histórica protagonizado pelo jornalista Erthal Rocha? Munido daquela oratória magnética e magnânima que arrebata e comove os auditórios, Erthal prestou uma homenagem de indizível beleza ao Presidente de Honra da AFL, Dr. Waldenir de Bragança, personalidade insubstituível na preservação irrevogável da dignidade e da integridade daquela casa. 

A celebração expandiu suas fronteiras estaduais através do vibrante momento FALERJ, coroado pela apresentação da Coletânea “Poetas Fluminenses” conduzida pelo acadêmico José Huguenin, presidente da Comissão Editorial. Ali, as vozes consagradas das academias de Petrópolis, Volta Redonda, Piraí, Macaé, Maricá, Mangaratiba e Niterói fundiram-se em um coro federativo e imponente da lírica fluminense. A música delicada do grupo Tom Brasileiro e a sofisticação acolhedora do coquetel assinado pela chef Valéria Gervásio  pontuado por um bolo artisticamente personalizado, selaram com perfeição a aliança inquebrantável entre o banquete refinado do espírito e a alegria calorosa do convívio humano. 

Para bem tocar os corações, com brilho a presidente Márcia Pessanha evocou a sabedoria cristalina de Sophia de Mello Breyner em seu pronunciamento, abraçando em espírito os amigos presentes e ausentes: “porque não há nada que possa separar aqueles que estão unidos por uma fé e por uma esperança.” 

Esta, decerto, é a argamassa invisível e indestrutível que sustenta a Academia Fluminense de Letras altiva após 109 primaveras: a fé inabalável no poder redentor da literatura escrita e falada; e a esperança irredutível na perenidade de nossa herança civilizatória. 

Do alto de nosso observatório no Focus Portal Cultural, acompanhando os desígnios da cultura com lentes atentas, rigor crítico e o coração devoto, eternizado com vídeo publicado no Youtube e o primor pelas lentes sensíveis de Alberto Araújo; Christiane Victer; Nina Fernandes e Aldo Pessanha, cujos registros visuais convertem instantes em relíquias, nós reverenciamos este marco histórico de alma lavada.

Que a Academia Fluminense de Letras prossiga sendo o baluarte inextinguível que orienta Niterói através das tormentas dos tempos. Longa vida à centenária AFL! Que suas portas se mantenham sempre escancaradas para o futuro, abraçando firmemente as nossas mais profundas raízes e infundindo asas definitivas aos nossos mais altos horizontes. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 




 

CATORZE ANOS DE HARMONIA: A SAGA DA CIA. CANTATE DIEM E A SUA APRESENTAÇÃO NA SALA NELSON PEREIRA SANTOS


Criada e dirigida pelo Maestro Joabe de Figueiredo Ferreira, a Cia. Artística Cantate Diem celebra 14 anos de uma trajetória dedicada a desenvolver a arte musical e encantar o público de Niterói e outros municípios. Composta por voluntários dedicados ao estudo de obras clássicas, óperas, musicais e sinfônicos, a Companhia vai muito além dos palcos: mantém um importante Projeto Social voltado à formação musical de crianças e jovens, à melhoria da qualidade de vida de idosos por meio da música e à formação de plateias. 

Com passagens por palcos de destaque e espetáculos memoráveis como Carmina Burana, Ópera em Cena e Festivais de Inverno, a Cia. Cantate Diem escreve uma história marcante na cultura.

À frente de tudo isso está o Maestro Joabe de Figueiredo Ferreira, formado em Regência pelo Conservatório Brasileiro de Música, com passagens por instituições internacionais na Alemanha, França e Polônia, e reconhecido por sua intensa atuação como educador e regente.

 

Para celebrar este marco histórico de 14 anos de dedicação à cultura, temos a honra de convidar o público para o espetáculo "Cordis et Anima" – Música para o Coração e a Alma. Um programa grandioso, concebido para tocar as profundezas do ser.

 

SERVIÇO

 

Data: 22 de julho (Quarta-feira)

Horário: 20h

Local: Sala Nelson Pereira Santos (Av. Visconde do Rio Branco, 880, São Domingos, Niterói - RJ) 

Ingressos: R$ 50 (Inteira) | R$ 25 (Meia) os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria na hora do espetáculo ou pelo link:

https://feverup.com/m/658559?utm_source=fever_app_share&utm_medium=plan_detail&utm_campaign=658559_qnt&ref=MAESTROJ46176

Classificação: Livre

Venha viver essa grande emoção!





ESTELA PRESTES: A ELEGÂNCIA QUE DEU VOZ E AUTOESTIMA A NITERÓI - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

Neste 22 de julho, celebramos o aniversário de uma verdadeira lenda viva do colunismo social e da cultura fluminense: Estela Prestes. 

Haverá sempre uma Niterói que só existe porque ela decidiu amá-la primeiro. Campista de berço e niteroiense por inteireza,  chegou à cidade aos 10 anos e adotou a terra com a força de um destino, afirmando com orgulho: “Tenho orgulho de ser niteroiense porque eu me fiz niteroiense”, Estela fez das ruas, dos salões e das páginas dos jornais o espelho de uma cidade que recusou ser sombra. Num tempo em que o outro lado da baía olhava com o canto dos olhos e desdém, foi a elegância firme, o faro cultural e o trânsito impecável de Estela que devolveram a Niterói o brilho de sua própria imagem. 

Formada pela FACHA na mesma e ilustre turma de redação que gerou Ancelmo Góis e Ricardo Boechat, ela soube unir o jornalismo rigoroso à sofisticação. Em um período em que Niterói sofria com a marginalização e o preconceito, o seu trabalho de contato, visibilidade e elegância ajudou a resgatar a autoestima da cidade, que finalmente se viu representada com glamour e prestígio. 

Sua trajetória desdobra-se em marcos inconfundíveis: Do semanário Sete Dias, dirigido ao lado de Milton Rocha e Mauro Costa ao prestígio no caderno de sociedade de O Fluminense, Estela levou muito mais do que crônicas: levou pertencimento. Costurou laços profundos com a grande imprensa, cultivando amizades fraternas com nomes como Jourdan Amora, Edgard Fonseca e Aldírio Carvalho. 

Ela não apenas cobria os acontecimentos, mas os criava. Suas festas, a inesquecível Festa de Outono, marcada pela sofisticação das orquídeas da Florália, ou o pulso fashion do pioneiro Prêmio de Moda do Estado do Rio de Janeiro, que reuniu mais de 3 mil pessoas no lendário Kool Ibiza, eram rituais de uma aristocracia do espírito. 

Como chefe de cerimonial durante os mandatos do prefeito Jorge Roberto Silveira, ao lado de nomes como Haroldo Enéas e Tetê Suzuki, criou o evento anual “Niterói Aplaude”, celebrando as forças vivas do município. 

Condecorada com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria do Estado do Rio de Janeiro, Estela sempre primou pela apuração rigorosa dos fatos, unindo o rigor da apuração à leveza do bom humor e ao charme de sua pena através do espirituoso personagem ‘Dimas’.

Neste dia especial, celebramos a mulher que olhou para a sua cidade e lhe disse: você é grande, você é bela, você merece ser vista. 

Parabéns, Estela Prestes! Que o seu dia seja tão brilhante e inspirador quanto a marca definitiva que você está deixando na história e no coração de Niterói. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural





terça-feira, 21 de julho de 2026

A CELEBRAÇÃO DOS 109 ANOS DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS JÁ ESTÁ NO AR!

 


Reviva cada momento emocionante da solenidade realizada em nossa sede oficial, marcada por discursos inesquecíveis, poesia, erudição e a força viva da cultura fluminense sob a presidência de Márcia Pessanha.

 

Da abertura solene e o legado da nossa centenária instituição até as homenagens históricas, as apresentações literárias e musicais que encantaram a todos.

 

Assista agora mesmo ao vídeo completo em nosso canal no YouTube e sinta a energia de uma noite feita de arte, memória e futuro!

 

Clicar no link: https://www.youtube.com/watch?v=b-IFtFc9DpQ

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


MATILDE CARONE SLAIBI CONTI. UM DIA DE INTENSA DEDICAÇÃO E LIDERANÇA!

A Diretoria de Cultura do Elos Internacional compartilha a agenda inspiradora da nossa querida presidente, Matilde Carone Slaibi Conti, que demonstra incansavelmente seu compromisso com a sociedade niteroiense em múltiplas frentes. 

Nesta manhã, Matilde cumpriu com maestria seus compromissos institucionais no gabinete da OAB-Niterói, onde atua com excelência como Vice-presidente, garantindo o andamento de pautas essenciais para a advocacia e a cidadania. 

Logo em seguida, marcou presença na importante Reunião Administrativa da Casa da Amizade de Niterói, liderada pela presidente Heliane Abicalil. Na ocasião, Matilde atua de forma brilhante como Assessora Especial da Presidência, somando forças em prol de causas nobres, da união e do desenvolvimento comunitário.

É uma honra para o Elos Internacional caminhar ao lado de uma liderança tão dedicada, cuja trajetória é sinônimo de trabalho sério, representatividade e amor por Niterói. Parabéns, Matilde, por inspirar a todos nós com sua energia e competência! 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 









 

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A FLOR E A MEMÓRIA: SALVE, LIANE ARÊAS! - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL © ALBERTO ARAÚJO

O sol de Icaraí desdobrou-se em festa e luz para abraçar este 21 de julho, dia em que o mar e a poesia se conjugam para celebrar o aniversário de Liane Arêas, nossa querida confreira, acadêmica incansável e guardiã altiva da memória literária. 

Liane é, por essência, uma força da natureza artística. Nascida no Rio de Janeiro e enraizada na alma fluminense, ela carrega múltiplos ofícios que se fundem na mais pura arte de educar e encantar. Professora, alfabetizadora, pedagoga, poetisa, escritora e fotógrafa com olhar sensível eternizado na Sociedade Fluminense de Fotografia, ela transita com maestria pelos saberes. 

Do rigor humanista de sua passagem pela Universidade de Salamanca à profundidade da Psicopedagogia e da Filosofia da Educação, Liane sempre compreendeu que ensinar é, antes de tudo, um ato de amor profundo. 

Mas é no convívio fraterno e acadêmico que sua alma de eleita se revela por inteiro. Nos recintos das letras, onde o saber acadêmico muitas vezes se veste de rigores distantes, Liane irrompe como uma presença acolhedora e solar. Seu trânsito pelas instituições literárias é marcado pelo respeito profundo à tradição e, ao mesmo tempo, pela jovialidade de quem compreende que a cultura é um organismo vivo, feito de abraços e trocas genuínas. Ela sabe valorizar cada confrade, enxergar o talento alheio com generosidade e transformar reuniões solenes em verdadeiras celebrações da amizade e do pensamento livre.

Dotada de um coração imenso e de uma simpatia contagiante, Liane acolhe a todos com a nobreza dos grandes espíritos. Sua inteligência é viva, perspicaz e, ao mesmo tempo, afetuosa. Quem já teve o privilégio de ouvi-la em palestras e encontros acadêmicos conhece o encanto único de seus apartes: intervenções sempre surpreendentes, lapidadas com a precisão de quem domina as letras e a sensibilidade de quem sente o mundo. Ela consegue, em poucas palavras, iluminar o debate, acrescentar camadas de beleza e arrancar suspiros de admiração.

Especialista renomada na obra do inesquecível B. Lopes e zelosa guardiã do legado de mestres como Pimentel, Liane escreve seu próprio nome na história da cultura com traços de ouro. Ela é a voz da emoção, a flor que enobrece e embeleza a nossa literatura. 

Que este novo ciclo traga a transbordar toda a alegria, a inspiração e o carinho que ela generosamente espalha por onde passa. Parabéns, Liane! Que a sua poesia continue a ser holofote e abraço para todos nós.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural


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Liane Arêas disse: Alberto, você tem o carisma da boa e profícua amizade!!!
Obrigada Obrigada… meu bom amigo!!!🌻🌻💝🌻🌻
Hoje, amanheci agradecendo ao Pai do Céu por mais um ano de vida, por todos nós…✨✨🙏✨✨
E, a você, Alberto, por sua generosa alma cristã, por sua índole amorosa e fraterna, que arrebanha todos a sua volta numa corrente de bem-querer… Você é um Ser especial que chegou pra nossa comunidade para unir, e para nos dizer sobre nós próprios o que não sabíamos!
Que o Pai supremo abençoe plenamente a sua vida, junto à querida Shirley, valorosa companheira!🙌🙌💖🙌🙌

Gratidão… Sempre!!!🤗🤗🤗


segunda-feira, 20 de julho de 2026

O RETORNO DO CAMPEÃO: A EPOPEIA DE RAFAEL LEMES SABINO CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO

 

No teatro da vida, onde as cortinas se abrem apenas para os heróis de alma vasta, houve um dia em que a luz de Niterói brilhou com intensidade superior. Em 20 de junho de 2026, Rafael Lemes Sabino, esse ser de luz que desafia os horizontes, não apenas caminhou, mas triunfou ao ser laureado com a prestigiosa Comenda Waldenir de Bragança, outorgada pelo Cenáculo Fluminense de História e Letras. Sob o olhar atento da presidente Matilde Carone Slaibi Conti e a chancela do cenaculista Levy de Castro Filho, o jovem escritor teve seu nome gravado, com letras de ouro, na história da cultura fluminense. 

Mas o destino, esse tecelão de enredos inesperados e caprichosos, reservava um desafio à altura de sua coragem indômita. Logo após o brilho da glória, o caminho de Rafael tornou-se um labirinto de corredores hospitalares, onde o tempo parecia suspenso entre o temor e a esperança. Por três longas semanas, a vida conteve a respiração, observando cada batida do coração deste jovem guerreiro. 

No entanto, Rafael, nome de anjo, que ressoa como um hino de força e resiliência nunca esteve só. Como sentinelas da esperança, guardiões de uma chama que nunca vacilou, seus pais, Daniela e Fernando, foram o porto seguro em meio à tormenta. Eles não apenas acompanharam; eles habitaram cada segundo ao seu lado, sendo o alicerce inabalável, a própria definição de um amor que não descansa, não desiste e, acima de tudo, não se ausenta. Em cada olhar trocado e cada cuidado dedicado, reafirmaram o compromisso sagrado de quem protege o maior tesouro do mundo. 

Hoje, 20 de julho, Dia do Amigo, a notícia que ecoa como um cântico de celebração em todos os corações que o amam: o nosso campeão está em casa. A casa, agora, recupera o seu verdadeiro sentido; ela é novamente preenchida pelo riso, pela luz e pela presença magnética de quem transformou o sofrimento em lição de vida. 

Rafael é a antítese absoluta de qualquer limitação. Ele, que transita com desenvoltura entre as batidas envolventes de Blackpink e BTS, que devora livros como quem busca segredos universais e que, com a vivacidade de quem domina mundos digitais, provou que o termo 'Pessoa com Deficiência' é apenas uma moldura terrena, estreita e insuficiente para a vastidão de seu ser.

Ele é o autor do livro: “Era uma vez... 4º ano!” com suas próprias crônicas, o estudante bilíngue de Cambridge, o ilustrador de mundos que ainda não vimos igual. Para Rafael, cada barreira física nunca foi um muro, mas um convite, um degrau, e cada desafio, um combustível puro para sua imaginação indomável. 

Sua história não é apenas uma biografia; é um holofote que ilumina o oceano da existência, mostrando que o impossível é apenas uma opinião de quem não conhece a força de uma alma sonhadora. Rafael não apenas vive; ele ensina a arte de florescer em meio aos solos mais áridos, sob as tempestades mais densas. O retorno ao lar é, portanto, mais do que uma simples alta hospitalar; é a vitória da vida sobre a efemeridade, a confirmação absoluta de que o amor dos seus pais é a cura mais potente e que o espírito de um verdadeiro guerreiro, mesmo aquele que ainda está descobrindo a altura de seu voo, nunca, jamais, se dobra. 

Bem-vindo ao seu reino, Rafael. O mundo é, de fato, pequeno demais para a imensidão do seu coração e a vastidão da sua jornada. Que a sua luz continue a guiar, a inspirar e a transformar. O campeão está em casa, e o dia, hoje, é todo dele, e a vida, por causa dele, é muito mais bonita. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural