quinta-feira, 4 de junho de 2026

04 - A GEOMETRIA DA ALEGRIA - Nº 04 DA SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS: UMA JORNADA LITERÁRIA © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL



04 - A GEOMETRIA DA ALEGRIA

 

Ocupas todo o espaço das horas,

habitas o centro do que digo e do que celebro.

És a luz que o sol desenha no chão,

uma arquitetura radiante

erguida pelo brilho do nosso agora.

 

Aprendi que o amor não se mede em metros,

nem se confina em gramáticas de posse.

Ele é o ritmo entre duas respirações,

o momento exato em que o relógio sorri

e decide pausar, só para viver o presente.

 

Sempre que estás, o mundo se ilumina;

ele ganha uma intensidade nova,

como uma música que, ao ecoar,

vibra feliz nas paredes da casa,

nos móveis, na poeira que dança no sol,

numa geometria de harmonia

que é, plenamente, a forma mais pura

de estarmos juntos.

 

Nº 04 da SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS:

UMA JORNADA LITERÁRIA

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 




 

ANA MARIA TOURINHO LADEADA DE OUTRAS COMPANHEIRAS BRILHA NA EXPOSIÇÃO: "ELAS: DO OLHAR AO VERBO – UMA CELEBRAÇÃO DA ARTE E DO FEMININO"

 

No coração pulsante de Lisboa, o histórico Palácio Baldaya torna-se o cenário de um encontro memorável. A exposição coletiva "Elas: Do Olhar ao Verbo", que marca as celebrações dos 13 anos da Rede Sem Fronteiras (RSF), é um convite profundo à reflexão sobre a força, a sensibilidade e a pluralidade da expressão artística feminina contemporânea. 

Com curadoria assinada por Dani Remião, a mostra, que teve sua abertura no dia 3 de junho e segue em cartaz até 15 de junho de 2026, é um mosaico de vozes. Sob a égide da RSF e da Chat Noir .Art, a exposição reúne um coletivo de artistas notáveis que transformam o "olhar",  a percepção do mundo, em "verbo",  a ação, a poética, a transformação materializada em obra. 

Dentre este prestigiado grupo de expositoras, um destaque especial ilumina a mostra: Ana Maria Tourinho. Mais do que uma artista expositora, Ana Maria é uma presença central na Rede Sem Fronteiras. Como nossa companheira elista, cenaculista e atual Vice-presidente Cultural Mundial da RSF, ela personifica a filosofia da rede: a construção de pontes por meio da cultura e o fortalecimento de laços transcontinentais. 

Para Ana Maria, a arte não é apenas um exercício estético, é uma extensão de seu compromisso intelectual e humano. Sua presença em "Elas: Do Olhar ao Verbo" reforça sua trajetória como uma defensora incansável da valorização da mulher nas artes. Ela traz, em cada obra, a profundidade de quem entende que o papel da mulher na cultura é protagonista, capaz de ditar novos ritmos e novos significados para a contemporaneidade.

A exposição no Palácio Baldaya, Estrada de Benfica, 701A é um convite a lisboetas e visitantes para uma imersão completa. Além da visitação às obras, o dia 14 de junho reserva um momento de encontro especial: uma conversa exclusiva com as artistas e o lançamento do catálogo oficial da exposição, celebrando a permanência e a memória desse encontro singular. 

Convidamos a todos a percorrerem este caminho onde o olhar se faz verbo, prestigiando a obra de Ana Maria Tourinho e de todo este coletivo que, com maestria, continua a elevar o nome da Rede Sem Fronteiras no cenário artístico global. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural



TEXTO DE ANA MARIA TOURINHO 

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA "ELAS - DO OLHAR AO VERBO"

Há lugares de passagem que nos convidam a ficar. Num aeroporto em Florianópolis, o tempo parou, nos mostrou o momento e registramos. Na imagem, mãe e filho habitam um mundo só seu, um universo inteiro criado pela força serena do feminino. Ali, o amor é a única língua e o brincar, o mais puro diálogo. É uma cena que transcende a fotografia para tocar a alma, evocando o poder do afeto e a doce melodia da infância.

No centro da imagem, um balanço verde é mais do que um objeto: é a materialização do refúgio. É o colo materno que embala, a promessa do feminino de que, mesmo no movimento do mundo, existe um lugar seguro. Ao seu redor, as cores conversam. O verde da esperança e da brincadeira encontra o aconchego dos tons terrosos, pintando um quadro de ternura e cumplicidade. 

Esta fotografia é a nossa contribuição para a exposição “Elas - Do Olhar ao Verbo", pois representa a essência desse conceito. Tudo começa com o olhar feminino; o nosso, que viu a poesia na cena, e o dela, que nutre e protege. Esse olhar se materializa nos verbos essenciais da mulher: cuidar, guiar, amar. É um poema visual sobre os gestos que estabelecem nossas bases, a beleza escondida na rotina e a alegria que floresce nos instantes mais simples.

Por isso, pedimos que não apenas olhe, mas que sinta. Deixe que esta imagem o leve de volta a um tempo seu, a memórias que o tempo guardou. Permita-se parar, respirar e recordar o poder contido num momento de pura e simples conexão. 

Ana Maria Tourinho




Destacamos as expositoras: ALE RAMOS; ANA MARIA TOURINHO; ANDRÉA BRÄCHER; ANGELA GUERRA; ASCENSIÓN CHANQUÉS; BEBEL RITZMANN; CARMEN F. FONSECA; CYNTHIA JAPPUR; DANI REMIÃO; DEBORA PIO; DELISE RENCK; EDINA DE AZEVEDO; FRANCIÉLLEN BÚRIGO; HELOÍSA BIASUZ; ISABEL NECTOUX; JUSSARA MOREIRA; MADDI MATTOS; MARIA INÊS NECTOUX REMIÃO; MARITA VALVERDE PORTUGAL; MARTA VERÔNICA; REGINA CREMA; ROSE AGUIAR; SANDRA SILVA; SMV; TAFINIS SAID; ZORAVIA BETTIOL








NAS AREIAS DO EGITO - A JORNADA DE FÉ E MISSÃO DO PASTOR MAHATMA LOPES

Sob a égide de um horizonte onde a história da humanidade se entrelaça com as raízes mais profundas da fé cristã, o Pastor Mahatma Lopes, líder da Igreja Nova de Niterói, empreende atualmente uma jornada de imersão missionária no Egito. A viagem, que se estende até o próximo dia 05 de junho, não se configura apenas como um deslocamento geográfico, mas como uma verdadeira expedição espiritual e cultural, marcada pelo confronto com realidades que desafiam a resiliência humana e testificam a persistência da crença em contextos de adversidade.

O Egito, berço de civilizações que moldaram o pensamento ocidental, torna-se, para Mahatma Lopes, o cenário de um aprendizado inestimável. Acompanhado pela sensibilidade de quem compreende a missão como um chamado inadiável, o pastor tem percorrido regiões emblemáticas, com destaque para sua estadia em Alexandria, a cidade que já foi o epicentro do saber antigo e que hoje, no silêncio de seus becos e comunidades, guarda o testemunho de fiéis cuja identidade permanece envolta em um necessário manto de discrição por questões de segurança. 

A experiência de Mahatma não é a de um observador externo, mas a de um ouvinte atento. Em suas interlocuções, o pastor tem captado relatos que ecoam a profundidade do sacrifício pessoal. "Estou em uma base missionária, ouvindo histórias que têm me marcado profundamente", compartilha o líder. São relatos sobre missionários que atuam nas margens, pessoas alcançadas pela mensagem do Evangelho em cenários de extrema hostilidade e irmãos que, contra todas as estatísticas, mantêm a chama da fé acesa em meio à perseguição. 

À frente da Igreja Nova de Niterói, ao lado de sua esposa, a pastora senior, Cintia Lopes, Mahatma tem conduzido um ministério pautado pela sensibilidade social e pelo compromisso com o próximo. A gestão compartilhada do ministério não é apenas um arranjo eclesiástico, mas um exemplo de parceria que reflete, na prática, a complementariedade dos dons e a visão de uma igreja aberta às dores e às esperanças do mundo contemporâneo. 

Em Niterói, essa vocação se traduz no cotidiano, mas é no Egito que o pastor expande os horizontes dessa missão. A pergunta que, segundo ele, tem "queimado em seu coração": Como podemos responder ao grande amor de Deus pelo mundo? funciona como o fio condutor de seu itinerário. Ao refletir sobre as palavras do Apóstolo Paulo em Atos 20:24. "Em nada considero a minha vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus", Mahatma reitera seu propósito: a vida, em sua visão de mundo, encontra significado pleno quando colocada a serviço de algo maior, que transcende fronteiras e preconceitos.

O relato do pastor, mediado pelas redes sociais e pelo acompanhamento de sua congregação no Brasil, é permeado por dois sentimentos distintos que, na prática, se retroalimentam: a gratidão e a urgência. A gratidão é voltada para a soberania do que ele reconhece como a ação divina na história; a urgência surge da consciência de que a missão ainda está inacabada e que milhões de pessoas permanecem alheias a essa narrativa de esperança. 

Para os leitores do Focus Portal Cultural, o olhar de Mahatma Lopes sobre o Egito serve como um convite à reflexão: a fé não é apenas um dogma, mas uma disposição de escuta e de ação. Ele não busca apenas o registro turístico ou histórico, mas a conexão humana com aqueles que, muitas vezes, são invisibilizados pelos grandes relatos oficiais. 

Ao retornar ao Brasil, após o término desta etapa da missão em 5 de maio, o Pastor Mahatma Lopes trará na bagagem não apenas as impressões de uma terra antiga, mas o peso da responsabilidade de quem se tornou testemunha viva da resiliência dos cristãos perseguidos. Espera-se que, com o reatamento dos encontros religiosos em Niterói, essas vivências se convertam em combustível para um novo tempo no ministério que lidera com Cintia Lopes.

Mais do que uma simples viagem de retorno, o desembarque do Pastor Mahatma marcará a reativação de uma agenda de compromissos que visa, primordialmente, despertar a Igreja para sua responsabilidade social e espiritual. O questionamento deixado por ele: "Senhor, como posso ser parte de tudo o que Tu queres fazer na Terra?" ecoa como uma interrogação aberta a todos, convidando a uma postura mais ativa, empática e consciente diante do mundo.

Enquanto encerra sua estada nas terras do Nilo, Mahatma deixa uma mensagem que transcende a religião, tocando o âmago da condição humana: a urgência de se encurtar distâncias, de se sensibilizar com a alma do outro e de entender que o ministério, em última análise, é o ato de servir com a própria vida. 

Créditos da fotos: Mahatma Lopes compartilhadas  em seu Instagram. 

© Alberto Araújo

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BOLETRAS – BOLETIM DA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS – PRESIDENTE MÁRCIA PESSANHA EDIÇÃO 53 – MAIO DE 2026 - RESENHA CULTURAL © ALBERTO ARAÚJO

AS CORES E AS VOZES DE MAIO: UM OLHAR SOBRE O BOLETRAS Nº 53

O Boletras nº 53, referente ao mês de maio de 2026, apresenta-se não apenas como um registro documental das atividades da Academia Fluminense de Letras (AFL), mas como uma componente editorial que entrelaça a sensibilidade poética com o registro institucional. Sob a coordenação da Presidente Márcia Maria de Jesus Pessanha e com o primoroso trabalho de redação e diagramação de Christiane Victer, esta edição convida o leitor a uma jornada que começa na contemplação estética e se desdobra no engajamento cívico e cultural. 

O Editorial da presidente Márcia Pessanha 

O editorial, intitulado As Cores de Maio na Tela das Significações e nas Campanhas de Conscientização, estabelece o tom do número. Ao abrir com o "Soneto de Maio" de Vinícius de Moraes, o texto cria uma ponte entre a literatura clássica brasileira e a vivência contemporânea. A análise de maio não é estática; ela é filtrada pelo espectro das cores das campanhas sociais, o amarelo do trânsito, o cinza da prevenção ao câncer cerebral, o laranja da proteção à infância e o roxo das doenças inflamatórias intestinais. Esta articulação mostra uma Academia atenta ao tempo presente, capaz de enlaçar o lirismo de Castro Alves com a urgência das causas sociais que definem o mês. A reflexão poética da própria presidente, através de seus versos em "Tardes de maio", sintetiza esse espírito de acolhimento e beleza. 

As matérias internas refletem uma instituição pulsante. O Chá de Confraternização entre a AFL e a UPPES (União dos Professores Públicos no Estado - Sindicato) destaca a importância dos laços entre entidades congêneres. O depoimento do Acadêmico Erthal Rocha é particularmente rico, ao resgatar a memória histórica da contribuição de Alberto Francisco Torres para a consolidação da sede da UPPES, provando que a Academia é também guardiã da memória cívica niteroiense. 

A edição também dá voz à diversidade de produções dos acadêmicos. Desde a palestra de Marcelo Moraes Caetano na Academia Brasileira de Letras sobre a evolução da língua portuguesa, até a participação de Guto Mello na Academia de Letras da Bahia, percebe-se um trânsito intenso de saber que ultrapassa as divisas geográficas do Estado do Rio de Janeiro. A menção às atividades da Acadêmica Licia Lucas sobre a história do piano e da Acadêmica Amanda Almeida na educação social demonstra a pluralidade artística e filantrópica do corpo acadêmico. 

A diagramação de Christiane Victer merece destaque pela clareza e elegância. O projeto gráfico do BOLETRAS utiliza o suporte visual das fotografias não apenas como adorno, mas como extensão da narrativa. A cobertura fotográfica dos eventos, o Chá na Casa do Professor, as visitas estudantis na sede da AFL e os momentos solenes, confere um caráter humano e vibrante ao boletim. 

As frases inspiradoras como: “cor é um poder que influencia diretamente a alma” de Wassily Kandinsky” e “O propósito da Educação é substituir uma mente vazia por uma mente aberta” de Malcolm Forbes elevam a leitura, proporcionando pausas reflexivas que dialogam com os textos.

A coordenação de Márcia Pessanha imprime um ritmo consistente ao boletim, equilibrando a agenda institucional, como as datas significativas de junho e os aniversariantes do mês, com o conteúdo literário, como as trovas de Alba Helena Corrêa e os haicais de Uyára Schiefer. 

O BOLETRAS nº 53 é um reflexo do momento vivido pela Academia Fluminense de Letras. Ao conseguir integrar o rigor do registro histórico com a leveza do fazer poético, sob a condução técnica de Christiane Victer e a liderança de Márcia Pessanha, a publicação cumpre seu papel de ser a voz oficial da instituição. É um documento que celebra a tradição, ao homenagear patronos e precursores enquanto abraça a modernidade, seja através das campanhas de conscientização, da tecnologia das ilustrações, ou do intercâmbio contínuo com a sociedade fluminense. Em suma, esta edição é um convite a sentir o mês de maio sob a luz das letras, da ciência e da cidadania, consolidando a AFL como um baluarte cultural ininterrupto no Estado do Rio de Janeiro. 

© Alberto Araújo

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REVISTA ROTARY BRASIL, EDIÇÃO 1.248: ONDE A EXCELÊNCIA ENCONTRA A ESSÊNCIA DO SERVIR

A edição de junho de 2026 da Revista Rotary Brasil chega aos nossos lares não apenas como um veículo de comunicação, mas como um verdadeiro mosaico do impacto rotário. Ao folhearmos a revista, somos imediatamente capturados por um projeto gráfico impecável, onde a diagramação moderna harmoniza a força das imagens com a clareza do conteúdo. É uma experiência visual que honra a magnitude das histórias nela contadas. 

O coração desta edição bate forte logo na página 19. É lá que encontramos o fenomenal texto de Ricardo Franco Teixeira, intitulado "Isso é Rotary na sua essência!". Com a maestria de quem compreende a profundidade do nosso movimento, o autor nos conduz por uma reflexão necessária sobre o que realmente significa ser rotariano, destilando o ideal de servir e o companheirismo em sua forma mais pura e transformadora. 

Esta edição é um convite constante à inspiração: 

Descubra como os Grupos de Companheirismo transcendem o lazer, unindo pessoas por hobbies e interesses comuns para fortalecer a nossa organização e expandir nossa visão de mundo.

Emocione-se com o compromisso de clubes que abraçam causas vitais, desde a proteção aos idosos até projetos de saúde bucal infantil, mostrando que o Rotary está em constante movimento, onde o serviço encontra a paixão. 

A Revista Rotary Brasil continua sendo o nosso elo mais forte com a história e a ação rotária. Convidamos você a dedicar um tempo especial para a leitura desta edição, especialmente às palavras de Ricardo Franco Teixeira, que nos lembram, de forma brilhante, por que estamos aqui: para deixar um legado duradouro de ética, companheirismo e serviço. 

LEIA A REVISTA COMPLETA NO LINK:

https://issuu.com/revistarotarybrasil/docs/junho2026 

Boa leitura e que a essência do Rotary continue a iluminar nossas ações!

© Alberto Araújo

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O DIA DE CORPUS CHRISTI EM NITERÓI: RAÍZES DE FÉ, DO PASSADO AO PRESENTE

Hoje, 04 de junho de 2026, Dia de Corpus Christi em Niterói, o céu impôs um desafio inesperado. A chuva que caiu sobre a cidade pela manhã testou a permanência das obras de arte que, durante horas de dedicação e vigília, foram meticulosamente confeccionadas sobre o asfalto da Avenida Amaral Peixoto. A visibilidade dos tapetes de sal, antes vívida e precisa, talvez tenha se convertido em um novo desenho, sutilmente moldado pelas águas. Contudo, a essência deste rito permanece intacta; afinal, o que sobrepuja qualquer intempérie é a intenção daqueles que se dedicaram ao fazer. Diante da inevitabilidade da natureza, compreendemos que a beleza não reside apenas no objeto final, mas no gesto de entrega, na união comunitária e na fé que, assim como a chuva, se espalha, contorna obstáculos e continua sua trajetória. Os tapeceiros não desistiram; após a breve tempestade, o zelo prevaleceu, reafirmando que o compromisso com o sagrado é mais forte do que as variações do tempo.

Esta celebração transcende a esfera dogmática para se afirmar como um dos fenômenos mais vibrantes da cultura popular brasileira. Mais do que um rito, o feriado é uma manifestação estética e antropológica que transforma a paisagem urbana em uma galeria de arte efêmera. Ao analisar o contraste entre a aridez do concreto e o colorido vibrante dos tapetes, percebemos que o evento é uma celebração da potência humana em criar beleza coletivamente.

A origem da festa remonta ao século XIII, na Bélgica. Santa Juliana de Cornillon, uma freira mística, relatou visões onde o próprio Cristo pedia uma celebração dedicada à Eucaristia. Contudo, foi um evento dramático que catalisou a instituição oficial: o Milagre de Bolsena, em 1263, onde uma hóstia consagrada começou a sangrar sobre o corporal durante a missa. Diante do prodígio, o Papa Urbano IV, que residia em Orvieto, promulgou em 1264 a bula Transiturus de hoc mundo, estendendo a solenidade a toda a Igreja Católica. Ele confiou a São Tomás de Aquino a tarefa de compor os textos litúrgicos e hinos, como o sublime Lauda Sion Salvatorem, que até hoje ressoam nas catedrais, sustentando a teologia eucarística. 

O fervor em torno da presença real de Cristo é sustentado também pela memória de prodígios como o Milagre de Lanciano, na Itália. Relatado no século VIII, o evento narra a dúvida de um monge que, durante a consagração, viu o pão se transformar em carne viva e o vinho em sangue humano. O que torna Lanciano singular, além da tradição, é o rigor do olhar científico: em 1971, estudos confirmaram que a relíquia consiste em tecido muscular do miocárdio humano e sangue do tipo AB. É o paradoxo da fé: o alimento da alma submetido ao veredito da ciência, reafirmando que, na Eucaristia, o próprio Coração de Cristo se oferece. 

Ao aterrissarmos essa tradição em Niterói, a Avenida Amaral Peixoto deixa de ser, por algumas horas, um corredor de fluxo cotidiano. A confecção dos tapetes é o apogeu dessa cultura: é o momento em que o cidadão comum, ao misturar pigmentos, café e sal, transforma o asfalto em tela. Esse esforço conjunto não é meramente decorativo; é uma demonstração de pertencimento e uma assinatura da identidade niteroiense. Quando o bispo, em procissão, conduz o ostensório sobre as imagens sagradas, Niterói reafirma que a presença de Cristo não está confinada aos templos: ela caminha entre o povo, abençoa a cidade e santifica o dia. 

O tapete de sal é, portanto, a metáfora perfeita da nossa existência urbana. Ele é construído com paciência, admira-se por um breve instante durante a passagem do cortejo e, logo após, dissolve-se, entregando-se ao tempo. Essa efemeridade é o que lhe confere um valor cultural precioso: ensina-nos que a beleza, mesmo sendo passageira e suscetível aos caprichos do clima, possui o poder de transformar o espaço público em um lugar de encontro e humanidade. Assim, o Corpus Christi em Niterói firma-se como um patrimônio vivo, uma crônica desenhada no chão que, a cada ano, renova nossa capacidade de admirar o belo e de conviver em comunhão. 

Para aprofundar seu conhecimento sobre o evento milagroso mencionado, você pode assistir ao vídeo: "A ciência e o Milagre de Lanciano".

https://www.youtube.com/watch?v=MGzXii2QHjk  

© Alberto Araújo

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quarta-feira, 3 de junho de 2026

A POESIA QUE ECOA A HISTÓRIA: SABRINA CAMPOS CUNHA E O LEGADO DE "GUERRA E PAZ"

 

A literatura brasileira ganha uma nota de rara sensibilidade com a trajetória de Sabrina Campos Cunha. Sua vida é marcada pela profunda intersecção entre o rigor do pensamento jurídico e a sensibilidade da criação literária, uma jornada iniciada ainda na década de 1980 e que ressoa, com vigor, até os dias atuais. 

Sabrina vivenciou um momento de celebração especial com a publicação de seu poema "Guerra e Paz" na página 16 da edição 503, referente aos meses de janeiro, fevereiro e março de 2026 da revista do Clube Militar, em uma honrosa homenagem aos Ex-Combatentes da Segunda Guerra Mundial e veteranos da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Embora a publicação na revista represente um gesto contemporâneo de celebração e amizade, o poema "Guerra e Paz" carrega uma história vitoriosa anterior: a obra foi premiada com o Primeiro Lugar na categoria Poesia em um concurso promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no ano de 2003. 

Esta distinção de valor inestimável consolidou a caminhada que já fazia anos antes como pesquisadora, sentimento que ela cultiva com admiração perante as Forças Armadas brasileiras e instituições como o Instituto Geográfico e Histórico Militar do Brasil (IGHMB) e a ANVFEB. 

A literatura, para Sabrina, é um exercício de herança e missão. Neta do renomado poeta Álvaro da Cunha, expoente do modernismo da região Norte e autor de obras como "Amapacanto", ela traz em seu sangue a estirpe de uma linhagem dedicada à cultura. Esta vocação literária culminou recentemente em marcos significativos: seu livro intitulado "3", publicado pela editora Mágico de Oz em 2025, foi indicado ao Prêmio Jabuti no mesmo ano, na categoria Poesia. A obra traz, logo em suas páginas iniciais, uma homenagem aos pracinhas da FEB, refletindo o compromisso constante que ela mantém com a história e com os heróis nacionais, como o Tenente Osório, com quem Sabrina compartilha a honra de uma amizade longeva. 

A polifonia de talentos de Sabrina é vasta. Advogada (OAB/RJ - 128348), especialista em mediação e propriedade intelectual, ela equilibra o rigor do Direito com a liberdade da arte. Sua formação como aluna de escultura e pintura do mestre Sérgio Cezar, o célebre “arquiteto do papelão”, reflete sua visão estética apurada. 

Sua atuação institucional é igualmente relevante: é Diretora Institucional do Núcleo Cultural da Rede Sem Fronteiras em Niterói, sob a presidência de Matilde Carone Slaibi Conti, e integrante ativa da Rede Sem Fronteiras liderada por Dyandreia Portugal. 

O prestígio de Sabrina é corroborado por um currículo de distinções que atestam sua relevância pública, da Comenda do Mérito Jurídico à Cruz da Referência Nacional em Advocacia e Justiça, passando pela medalha “Mérito Presidente Juscelino Kubitschek”. Contudo, sua verdadeira essência reside no compromisso social como idealizadora do “Instituto Lutando Pela Vida” e voluntária em projetos de defesa dos direitos humanos, como o “Justiceiras” e o “Grupo MeToo Brasil”. Sabrina entende que a palavra, tal qual o Direito, é uma ferramenta de transformação.

Ao ver seu poema "Guerra e Paz" eternizado nas páginas do Clube Militar, Sabrina Campos Cunha não apenas brinda a uma amizade de longa data com os defensores da pátria, mas reafirma que a poesia, quando escrita com alma e propósito, é capaz de atravessar o tempo, curar feridas e eternizar o espírito humano. Em "Guerra e Paz", Sabrina entrega ao leitor o reflexo de quem vive a cultura como um chamado inadiável.

Leia a revista completa no link:

https://www.calameo.com/read/00181959866570a728134   

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

Dr. Gustavo Bastos, Tenente José Osório Filho e Sabrina Campos da Cunha na residência do Ex-Combatentes Veterano Submarinista da Marinha do Brasil

Capitão de Mar e Guerra João Baptista Torrents Gomes Pereira, também ex-combatente da Marinha do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Sabrina Campos da Cunha com Tenente José Osório Filho na Casa da FEB



03 - O ARQUIPÉLAGO DOS AFETOS (PROSA POÉTICA) - © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL

O amor não é um continente de terra firme, como nos ensinaram os mapas da infância; é, na verdade, um vasto arquipélago. Cada pessoa que amamos é uma ilha que descobrimos, com suas marés próprias, suas estações escondidas e seus ventos que sopram em direções que a nossa bússola ainda não conhece. 

Amar, portanto, é a arte da navegação constante. Não se pode possuir a ilha, nem aprisionar o mar que a rodeia. O que nos resta é o ato nobre de ancorar o barco, de descer à areia alheia com o respeito de quem visita um templo e a entrega de quem sabe que, naquele solo, o tempo passa a ter outra medida.

Há dias de tempestade, em que as ondas do cotidiano batem forte contra o cais, e há dias de calmaria absoluta, onde o silêncio entre dois olhares diz mais do que qualquer dicionário. E é nesse vai e vem, nesse constante horizonte que se expande, que descobrimos que, ao navegarmos em direção ao outro, é a nossa própria alma que estamos finalmente, e pela primeira vez, aprendendo a habitar. 

Nº 03 da SÉRIE: O AMOR EM DOZE ATOS:

UMA JORNADA LITERÁRIA

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




 

FELIZ ANIVERSÁRIO, CONFRADE SIDNEY CARDOSO DA FRANÇA

Neste 03 de junho, a vida celebra não apenas o giro do calendário, mas a colheita de uma trajetória que se entrelaça, fio a fio, com a história de Praia Grande e com a nobre missão de educar. Como editor, sei que grandes narrativas não se constroem apenas com palavras, mas com o peso das ações que deixam marcas perenes no solo da existência.

 

A sua vida é um poema épico que começa sob o céu de São Paulo e encontra o seu horizonte na brisa marítima da Baixada. Filho do exemplo de dedicação de seu pai Sr. Antônio e da chama de altruísmo da inesquecível Dona Rosinha, cuja memória floresce em cada gesto seu, você transformou a própria biografia em uma extensão do bem.

 

Ao olhar para a sua jornada, vejo a simetria perfeita entre o engenheiro que compreende as estruturas e o pedagogo que edifica o caráter. Já somam quatro décadas de caminhada ao lado de sua amada Selma, uma parceria que é, em si, um monumento à cumplicidade e à construção compartilhada de sonhos, manifestada no belo legado da família e na solidez pedagógica do Colégio França.

 

Sua atuação na Federação Internacional Elos da Comunidade Lusíada e de tantas outras instituições as quais você pertence e que juntos partilhamos da  missão cultural, essa consagração que o projeta como um cidadão do mundo. De Praia Grande a Genebra, sua voz ecoou na defesa das tradições lusófonas e no fortalecimento das pontes humanas. Mais do que títulos, comendas e o reconhecimento acadêmico, o que realmente reverbera é a sua essência de "agente transformador" de ser humano admirável e altruísta que nos orgulha sermos os seus pares em diversas academias.

 

Caro companheiro, que a sua escrita, que agora frutifica em novos florilégios, continue a ser o espelho de sua alma humanista. Que, tal qual um poema bem lapidado, este novo ano de vida lhe traga a serenidade de quem sabe ter edificado sobre a rocha sólida da ética, da fé e do amor ao próximo.

 

Receba, em nome de nossa causa comum e em meu nome pessoal, um abraço fraterno. Que a luz de sua missão continue a guiar as novas gerações rumo a um mundo mais humano, justo e pleno.

 

Feliz aniversário!

© Alberto Araújo

Diretor Cultural do Elos Internacional

 




 

HOMENAGEM POÉTICA (IN MEMORIAM) AO OTON SÃO PAIO

Partiu Oton São Paio, mas sua presença permanecerá como luz que não se apaga. 

Educador, poeta, teatrólogo, advogado, psicólogo, pedagogo, múltiplas faces de um mesmo espírito que sempre acreditou na força da palavra e da cultura. 

Em São Gonçalo, sua voz ecoou como canto de esperança, e sua obra se fez ponte entre gerações. Fundador da Academia Gonçalense de Gonçalense de Letras, Artes e Ciências (AGLAC), deixou sementes que florescem em cada verso, em cada gesto de quem acredita que a arte é capaz de transformar vidas.

Hoje, familiares, amigos e admiradores choram sua partida, mas celebram sua eternidade. Porque poetas não morrem: eles se tornam parte do vento, da memória e da alma de sua gente. 

Que Oton São Paio descanse em paz, e que sua poesia continue a guiar os caminhos da cultura fluminense. 

O Focus Portal Cultural manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Oton José São Paio de Meneses, personalidade de extraordinária importância no cenário cultural fluminense e presença emblemática da cidade de São Gonçalo e do Brasil. 

@ Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

03 de junho de 2026 




 

UMA NOVA JORNADA DE SERVIÇO: HONRA E PROPÓSITO NO ROTARY INTERNATIONAL

O Rotary International é, reconhecidamente, a maior e a mais respeitada instituição social do planeta. Sob a liderança inspiradora de seu atual presidente, Francesco Arezzo do Rotary Club de Ragusa, na Itália, esta organização fortalece diariamente os alicerces do companheirismo e do serviço humanitário global. 

Recentemente, recebi o selo de "Superfã" do Rotary Distrito 4563 – São Paulo, um reconhecimento que me abre as portas para uma interação mais dinâmica com esta comunidade global, permitindo-me enviar e receber mensagens, e trocar experiências vitais com rotarianos de todo o mundo. Este status é, para mim, o ponto de partida de uma imersão profunda em causas que transformam realidades. 

Este status digital é, para mim, o ponto de partida de uma imersão profunda nas ações transformadoras da instituição, desde o combate à pólio até o suporte a comunidades que necessitam de intervenções estratégicas. É um privilégio integrar este grupo seleto de líderes, assumindo o compromisso inabalável com o lema "Dar de si antes de pensar em si". 

Esse caminho de serviço, se tornou acessível desde que recebi a honra de ser empossado como Membro Honorário do Rotary Club de Niterói. A posse, celebrada em uma noite memorável e engalanada, marca o início de uma trajetória que assumo com total entusiasmo.

Nesse caminho, honra-me ser empossado como Membro Honorário do Rotary Club de Niterói. Minha gratidão é imensa às nossas gestoras: a presidente Ana Paula Aguiar e a vice-presidente Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, ambas geniais em suas administrações, conduzindo o clube com maestria e visão estratégica. Guardo também com emoção o momento em que recebi meu diploma das mãos da Secretaria “Aeterna” do nosso clube, a estimada Sylvinha Fasciotti. Sua dedicação é um exemplo para todos nós. Estando assim pronto para somar esforços a este time de elite, aprendendo e servindo com propósito.

Integrar este grupo de líderes dedicados ao bem comum é um privilégio. Entendo que o Rotary é uma escola de cidadania e um laboratório de soluções para os desafios mais complexos do nosso tempo. Estou pronto para aprender com a vasta experiência dos meus companheiros, para colaborar nos projetos de impacto e, sobretudo, para servir com propósito. 

Minha gratidão a todos que possibilitaram este momento. Sigo entusiasmado e com a energia renovada para contribuir. Que possamos, juntos, sob a liderança de Francesco Arezzo, atual presidente do Rotary International e em breve o nigeriano Olayinka Hakeem Babalola, para o ano rotário de 2026-27 construir um legado contínuo de esperança e transformação. 

Vamos em frente, porque o trabalho que salva vidas e muda realidades não pode esperar!

Na foto: Ana Paula Aguiar – Presidente do Rotary de Niterói; Mateus Sá: Excelentíssimo Cônsul Geral da República de Angola no Rio; Alberto Araújo – Homenageado; Sylvia Fasciotti – Secretária do RCN e Matilde Carone Slaibi Conti – Vice-presidente do Rotary Club de Niterói e Presidente de várias  instituições. 

© Alberto Araújo

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Membro Honorário do Rotary de Niterói – Rio de Janeiro – Brasil