Convite para decifrar o Brasil na Academia Brasileira de Letras
Imagine cruzar a barreira do tempo, partindo do ano 218 antes de Cristo até desaguar no caótico e fascinante Brasil do século XXI, guiado por uma das mentes mais brilhantes da nossa época. É essa a experiência que está prestes a acontecer no coração cultural do país.
No próximo dia 28 de maio, quinta-feira, às 17h30min, o Salão da Academia Brasileira de Letras (ABL) transforma-se no ponto de encontro para quem deseja compreender as vísceras da nossa identidade, através da palestra “Língua Portuguesa do Brasil: passado e presente a explicar a nossa (multi)cultura”.
O evento, que integra a consagrada programação do “Quinta é Cultura” sob a prestigiada coordenação do Acadêmico Antonio Carlos Secchin, traz ao palco o escritor, filólogo e polímata Marcelo Moraes Caetano. Não se trata de uma mera formalidade acadêmica, mas de um chamado à reflexão sobre como a língua que falamos e escrevemos moldou a nossa formação antropológica multicultural.
Além de
testemunhar uma conferência que promete ser histórica, o público participará do
lançamento oficial e da sessão de autógrafos do mais novo rebento
literário de Marcelo: o livro “Língua Portuguesa: geo-história filológica do
latim ao presente”. Será uma oportunidade singular de obter a assinatura do
autor, dialogar com palestrantes e intelectuais presentes e vivenciar a
efervescência da inteligência nacional dentro da própria ABL.
Para compreender o peso desse acontecimento, é preciso descer às fundações do idioma que nos une e, muitas vezes, nos tensiona. A língua falada no Brasil está longe de ser um monumento estático herdado de além-mar; ela é um território de disputas, sincretismos, rasgos e costuras de múltiplos povos.
Na obra que será lançada, um vigoroso volume de 222 páginas de texto fluído e rigor científico, Marcelo Moraes Caetano realiza uma verdadeira autópsia no tempo. Ele investiga a deriva da língua portuguesa desde o ano de 218 a.C. quando o latim vulgar fincou suas primeiras raízes na Península Ibérica com a expansão romana, caminhando passo a passo até as manifestações contemporâneas do nosso falar. É uma geo-história filológica que desvenda as engrenagens do sincretismo que transformou o português europeu em um idioma antropologicamente multicultural ao tocar o solo americano.
O prestígio da publicação é referendado pela elite da filologia nacional. O livro traz em si as bênçãos das maiores autoridades vivas da língua: o prefácio é assinado pelo iminente Acadêmico Evanildo Bechara, enquanto o texto de orelha foi confiado ao também Acadêmico e filólogo Ricardo Cavaliere. Ambos os mestres, imortais da Academia Brasileira de Letras, dividem também com Marcelo o assento e a confraria na Academia Brasileira de Filologia, chancelando a envergadura científica e a importância histórica deste lançamento.
A lente jornalística e filológica de Marcelo Moraes Caetano recusa o academicismo engessado e purista. Para o autor, a palavra escrita ou falada é a própria carne da história e das tensões sociais. Como o próprio escritor destaca:
"Os pesquisadores de linguagem e língua se deparam com algumas das mais importantes questões que atravessam as sociedades in suas imensas e dinâmicas trilhas. Afinal, história, antropologia e geografia, para citar três ciências humanas, sociais e/ou políticas, são conduzidas intrinsecamente a partir de teias de vozes e de discursos que estão em constante luta de classes, criando a materialidade dialética multicultural."
Sob este prisma, o português do Brasil se revela como uma vibrante costura onde vozes indígenas, africanas e de tantas correntes migratórias guerrearam e se amalgamaram ao tronco latino, erguendo a arquitetura da nossa sociedade.
MARCELO MORAES CAETANO, UM RENACOCENTISTA NO SÉCULO
XXI
Falar
sobre o palestrante e autor da noite exige ir além dos títulos tradicionais.
Marcelo Moraes Caetano evoca a presença dos grandes sábios da Renascença,
personalidades qual a curiosidade intelectual e capacidade artística recusavam
as amarras de uma única especialização, transitando com igual genialidade pelas
letras, pelas ciências humanas e pela música universal.
Doutor em Estudos de Linguagem pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Marcelo atua como professor associado de Língua Portuguesa e Filologia Românica na mesma universidade, onde também exerce a liderança à frente do tradicional e respeitado Centro Filológico Clóvis Monteiro. Sua inteligência, contudo, há muito tempo ganhou contornos globais.
Como tese de seu pós-doutorado em Cultura Brasileira pela renomada Universidade de Copenhague, na Dinamarca, onde atua orgulhosamente como professor convidado desde o ano de 2018, ele publicou a festejada obra “Platão e Aristóteles na terra do sol” (editada pela Caburé, em Buenos Aires), um instigante ensaio que costura a filosofia grega clássica às luzes e aos paradoxos do cenário brasileiro.
Sua disciplina criativa impressiona: Marcelo é autor de mais de 60 livros publicados no Brasil e no exterior. Essa vasta produção literária e ensaística foi reconhecida com láureas de peso internacional, concedidas por organizações máximas como a ONU e a UNESCO. No front nacional, o escritor acumula distinções outorgadas pela própria Academia Brasileira de Letras, além dos cobiçados prêmios Paulo Henriques Brito e Claudio de Sousa, complementados pela condecoração europeia Médaille de Vermeil.
Esse estofo intelectual o transformou em presença central de algumas das agremiações e arcádias mais importantes do país, sendo membro efetivo da Academia Fluminense de Letras, da Academia Brasileira de Filologia e do PEN Clube do Brasil, uma rede global de escritores dedicada à defesa da livre expressão e da literatura como ferramenta de união entre os povos.
Se a prosa de Marcelo possui uma cadência quase melódica, a explicação reside em suas mãos. Ele é um talentoso pianista clássico, tendo conquistado prêmios em exigentes concursos internacionais de piano em capitais de imensa tradição artística, como São Paulo, Córdoba, Paris e Viena. A mesma precisão exigida pelas partituras traduz-se em sua capacidade filológica.
Para além disso, sua mente opera em uma frequência poliglota rara. Marcelo realiza traduções fluentes de idiomas como o inglês, o francês, o espanhol, o italiano e o alemão, além de dominar com maestria as complexas estruturas filológicas do russo, do mandarim e do sânscrito. É este oceano de referências que o público terá à disposição no dia 28 de maio.
A palestra de Marcelo Moraes Caetano insere-se em um esforço contínuo da ABL de oxigenar o debate público. Sob a batuta de Antonio Carlos Secchin, as tardes de quinta-feira convertem-se em um fanal de resistência cultural e de pensamento crítico na cidade do Rio de Janeiro.
GUIA PRÁTICO DO ENCONTRO
Palestra
“Língua Portuguesa do Brasil: passado e presente a explicar a nossa
(multi)cultura” e sessão de autógrafos do livro “Língua Portuguesa: geo-história
filológica do latim ao presente” (222 páginas, com prefácio de Evanildo Bechara
e orelha de Ricardo Cavaliere).
Palestrante
e autor Marcelo Moraes Caetano.
Coordenação
do Ciclo: Antonio
Carlos Secchin.
Data: 28 de maio de 2026, quinta-feira,
pontualmente às 17h30min.
Local: Academia
Brasileira de Letras (ABL), Rio de Janeiro.


.png)
.png)
.png)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.png)


.png)

.png)
.png)







.png)
.png)
.png)