quinta-feira, 6 de agosto de 2026
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LANÇAMENTO DA OBRA: MARIA IZABEL DE BRAGANÇA: A INFANTA PORTUGUESA QUE MOROU NO BRASIL E FOI RAINHA DA ESPANHA, DE JULIANA BEZERRA DE MENEZES PINTO
Na tarde-noite de 05 de agosto de 2026, em que a memória se fez presente e a cultura encontrou abrigo, a OAB Niterói abriu suas portas para celebrar não apenas um livro, mas uma travessia histórica. O lançamento da obra: “Maria Izabel de Bragança: A Infanta portuguesa que morou no Brasil e foi Rainha da Espanha” escrita por Juliana Bezerra de Menezes Pinto, tornou-se um marco de encontro entre passado e presente, entre a tradição das letras e a vitalidade da pesquisa histórica.
A obra convida o leitor a percorrer os caminhos de uma personagem que, embora muitas vezes esquecida pelas narrativas oficiais, foi ponte viva entre três mundos: Portugal, Brasil e Espanha. Maria Izabel, filha da Casa de Bragança, traz em sua trajetória os deslocamentos de uma época em que as monarquias se entrelaçavam e os destinos individuais se tornavam símbolos de alianças políticas e culturais. Ao narrar sua vida, Juliana Bezerra resgata uma presença feminina de relevância e ilumina as sutilezas das relações luso-brasileiras, revelando como o Brasil esteve presente na tessitura das dinastias europeias.
O Auditório da OAB Niterói, na Av. Ernani do Amaral Peixoto, 507, Centro, foi marcado por emoção, cultura e confraternização transformou-se em palco de solenidade e emoção. A mesa diretora, composta por Dr. Pedro Gomes, Presidente da OAB Niterói; Matilde Carone Slaibi Conti, Vice-presidente; Geraldo Bezerra de Menezes, advogado e jornalista; Heliane Abicalil, presidente da Casa da Amizade; Idalina Andrade Gonçalves, membro do Real Gabinete Português de Leitura; e a autora Juliana Bezerra, deu à cerimônia o tom de respeito e reconhecimento.
O evento iniciou-se com a execução técnica do Hino Nacional Brasileiro, momento em que todos se levantaram em reverência. Logo após, Dr. Pedro Gomes tomou a palavra e deixou transparecer sua emoção: saudou a advocacia, os presentes e, com especial carinho, a família Bezerra de Menezes, destacando o orgulho de acolher sua prima Juliana. Confessou que, embora já tenha discursado em diversos lugares, nunca se sentiu tão nervoso quanto naquele momento, pois falava diante da própria família. Ressaltou ainda a relevância da Infanta Maria Izabel de Bragança, lembrando que se tratava de uma princesa que se tornou rainha, uma mulher à frente de seu tempo, que inaugurou o Museu do Prado e deixou marcas profundas na cultura.
Em seguida, ouvimos as palavras da Vice-presidente Matilde Carone Slaibi Conti. Com voz carregada de emoção, evocou a beleza da noite invernal que, apesar do frio, estava aquecida pela alegria do encontro. Em tom poético, lembrou que Maria Izabel “viu e venceu” ao chegar à Espanha, sendo responsável por idealizar o Museu do Prado, gesto que revela sua força e pioneirismo em tempos em que poucas mulheres tinham espaço para iniciativas culturais. Ao final, dirigiu-se à autora com gratidão e reconhecimento, afirmando que a noite era marcada não apenas por um lançamento literário, mas por uma celebração da memória e da identidade.
Após as falas institucionais, Juliana Bezerra foi convidada a compartilhar um “spoiler” de sua obra. Com entusiasmo e rigor histórico, apresentou ao público informações sobre a vida de Maria Izabel de Bragança, ilustrando sua fala com imagens projetadas em slides no DataShow. Cada fotografia e documento revelava fragmentos de uma trajetória que une Portugal, Brasil e Espanha, permitindo que os presentes visualizassem a dimensão cultural e política dessa infanta que se tornou rainha.
Juliana destacou episódios marcantes da vida de Maria Izabel, mostrando como sua presença no Brasil deixou marcas sutis, mas significativas, e como sua atuação na Espanha foi decisiva para a criação do Museu do Prado e para iniciativas pioneiras, como o ensino de desenho para meninas carentes. A plateia acompanhava com atenção, absorvendo a riqueza de detalhes que a autora trouxe à tona.
Ao final da apresentação, o professor Henrique Vianna brindou os presentes com uma interpretação ao violão da canção Garota de Ipanema. O momento musical trouxe leveza e poesia, criando um elo entre a história e a cultura brasileira contemporânea. Em seguida, todos foram convidados ao Salão Nobre Waldemar Zveiter, onde a autora recebeu os convidados para autógrafos. O ambiente se transformou em espaço de confraternização, com um delicioso coquetel que selou a noite de celebração.
O livro Maria Izabel de Bragança: A Infanta portuguesa que morou no Brasil e foi Rainha da Espanha, publicado pela Editora Paco, reúne 292 páginas de pesquisa minuciosa e narrativa envolvente. Ao revelar sua contribuição para a fundação do Museu Nacional do Prado e sua dedicação ao ensino artístico para meninas desfavorecidas, Juliana Bezerra resgata não apenas uma figura feminina de liderança, mas também um elo cultural que conecta o Brasil às grandes dinastias europeias.
Mais do que uma biografia, a obra é um convite à reflexão sobre o papel das mulheres na História, sobre os vínculos entre culturas e sobre a importância de preservar memórias que, muitas vezes, permanecem invisíveis. É um gesto de reconhecimento e de valorização da identidade luso-brasileira, que ganha nova luz através da pesquisa e da escrita.
Maria Izabel de Bragança (1797–1818) permanece, até hoje, uma presença desconhecida para a maioria dos brasileiros, apesar de ter vivido no Rio de Janeiro por oito anos e de ter sido rainha da Espanha. Filha da infanta espanhola D. Carlota Joaquina e do príncipe português D. João, cresceu em Portugal ao lado dos irmãos, entre eles o futuro imperador do Brasil, D. Pedro I.
Aos dez anos, viu-se obrigada, pela força das invasões napoleônicas, a atravessar o Atlântico e instalar-se no Brasil, onde completaria sua formação, enfrentando ao mesmo tempo as crises de epilepsia que marcaram sua existência.
Com a queda de Napoleão em 1814, os países ibéricos buscavam reconstruir-se após os anos de ocupação francesa. Nesse contexto, Fernando VII da Espanha encontrava-se viúvo, e sua irmã, D. Carlota Joaquina, ofereceu uma de suas filhas em casamento. Escolhida pelo tio, em 1816, Maria Izabel partiu para a Espanha, onde se dedicou a projetos educacionais e artísticos, tornando-se protagonista na criação do Museu Nacional do Prado e na promoção do ensino de desenho para meninas carentes, iniciativas visionárias para uma mulher de sua época.
O momento literário ganhou contornos ainda mais afetivos pela presença de seus familiares. A mãe, o esposo e o filho da autora acompanharam cada instante com carinho, desde as apresentações até o momento dos autógrafos, tornando o evento não apenas uma celebração literária, mas também um encontro de afetos e raízes. No salão nobre, entre abraços e dedicatórias, muitos leitores tiveram seus exemplares autografados, guardando consigo não apenas um livro, mas a memória viva de uma noite cultural.
A solenidade reuniu nomes de destaque da cena cultural e acadêmica: Márcia Pessanha, presidente da Academia Fluminense de Letras; Jocelin Marry Nery, presidente do Elos de Niterói; Nagela Bouvier, presidente do Elos de São Gonçalo, representando também os Elos Universitário e Itaipu; além da presença marcante da Dra. Zezé Gomes, Regina Coeli V. Silveira e Silva representando o Rotary Niterói-Norte, Maria Otilia Camillo representando a ANE, Regina Tauil da Casa da Amizade e tantos outros que abrilhantaram o encontro.
Entre discursos, música e confraternização, o lançamento se transformou em um mosaico de cultura e memória. A autora, ao lado de sua família, irradiava gratidão e orgulho, enquanto os convidados celebravam não apenas a biografia de uma infanta esquecida, mas também o gesto de resgate histórico que conecta Brasil, Portugal e Espanha. A noite encerrou-se com o sabor do coquetel, o calor dos diálogos e a certeza de que a literatura, quando se alia à história e ao afeto, é capaz de criar pontes que atravessam o tempo e permanecem na alma.
O lançamento foi registrado com sensibilidade pelo Focus Portal Cultural, sob o olhar atento do jornalista e escritor Alberto Araújo e a fotógrafa Lilian da Costa que eternizou em palavras e imagens a atmosfera de emoção que tomou conta da OAB Niterói.
Uma tarde-noite memorável, em que literatura e história se entrelaçaram para dar vida a uma personagem que merece ser lembrada e celebrada.
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural
UMA NOITE DE HISTÓRIA, CULTURA E RECONHECIMENTO: OAB NITERÓI CELEBRA OS 199 ANOS DOS CURSOS JURÍDICOS NO BRASIL
A Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Niterói, sob a presidência do Dr. Pedro Gomes, realizou uma celebração que ficará marcada na memória da advocacia fluminense. O evento, que comemorou os 199 anos da criação dos Cursos Jurídicos no Brasil, foi muito além de uma solenidade: tornou-se um espetáculo de cultura, emoção e reconhecimento, reunindo medalhas, música, teatro e poesia em uma noite memorável.
O presidente da OAB Niterói, Dr. Pedro Gomes, conduziu a cerimônia com firmeza e sensibilidade. Em seu discurso, destacou a importância de valorizar os profissionais que dedicaram décadas à advocacia, ressaltando que a história da instituição é construída por homens e mulheres que honram diariamente o compromisso com a Justiça. Sua fala reforçou o papel da OAB como guardiã da ética e da democracia, além de espaço de valorização da cultura e da memória da profissão.
Um dos pontos altos da noite foi a entrega da Medalha Sobral Pinto, destinada a advogados e advogadas com mais de 50 anos de exercício profissional. A honraria carrega o nome de um dos maiores ícones da advocacia brasileira, conhecido por sua coragem e defesa intransigente dos direitos humanos. Ao receberem a medalha, os homenageados simbolizaram a resistência e a dedicação que sustentam a profissão ao longo das décadas.
Além das medalhas, foram concedidas Moções de Reconhecimento a profissionais que se destacam pela atuação em Niterói. Entre os homenageados, nomes de grande relevância na advocacia local e estadual, como a presidente da OAB/RJ, Ana Tereza Basilio, que também foi celebrada pela sua liderança e contribuição à classe. A diversidade dos homenageados mostrou a pluralidade da advocacia e a força coletiva que sustenta a instituição.
A celebração não se limitou às homenagens formais. A Comissão Artística e Cultural, presidida por Ana Cristina Cardoso e com direção artística do maestro Joabe Ferreira, preparou uma programação que emocionou o público. A esquete teatral “Sua Arte, Doutor!”, o recital de poesia com Beatriz Azambuja Carvalho e as apresentações musicais de pianistas e cantoras locais transformaram a noite em um verdadeiro festival cultural. O encerramento, com a interpretação de “All I Ask of You”, do musical O Fantasma da Ópera, coroou a atmosfera de inspiração.
A solenidade contou com a presença de
autoridades e lideranças da advocacia, como: Ana Tereza Basilio, presidente da
OAB/RJ; Ricardo Menezes, assessor especial da Presidência da OAB/RJ; Matilde
Carone Slaibi Slaibi, vice-presidente da OAB Niterói; Antonio Marconi,
secretário-geral; Daniella Lago, secretária-adjunta; Júnior Rodrigues,
diretor-tesoureiro; Fernando Guedes, ex-presidente da OAB Niterói e muitos
outros.
O cerimonial foi conduzido pela conselheira e ouvidora-geral Maria Auxiliadora Espíndola, em parceria com Júnior Rodrigues, garantindo a solenidade e o brilho da noite.
Ao longo da cerimônia, Pedro Gomes fez questão de destacar o legado de Heráclito Sobral Pinto, advogado que se tornou símbolo da defesa dos direitos humanos e da democracia no Brasil. A medalha que leva seu nome é mais do que uma homenagem: é um chamado às novas gerações para que exerçam a advocacia com coragem, ética e espírito público.
A noite na Sala Nelson Pereira dos Santos não foi apenas uma comemoração histórica. Foi também um gesto de afirmação da advocacia como força cultural e social. Ao unir homenagens, arte e reflexão, a OAB Niterói mostrou que a profissão não se limita ao exercício técnico do direito, mas também à construção de uma sociedade mais justa e humana.
Sob a liderança de Pedro Gomes, a OAB Niterói reafirmou seu papel como espaço de valorização da advocacia e da cultura. A celebração dos 199 anos dos Cursos Jurídicos no Brasil foi um marco que uniu tradição e inovação, memória e futuro, reconhecimento e inspiração. Uma noite que ficará registrada como exemplo de como a advocacia pode ser celebrada em sua plenitude: com ética, arte e emoção.
ENTRE OS AGRACIADOS COM A MEDALHA SOBRAL PINTO, DESTACAM-SE: Cléber de Mendonça, Célio Erthal Rocha, Décio Luiz Gomes, Fernando Cartaxo, Getúlio Arruda, Idovan Ferreira, Paulo Ferreira Rodrigues, João Peralta, Luiz Paulino Moreira Leite, Paulo Fernandes Torres Costa, Salomão Nasser e o sempre atuante Dr. Sílvio Lessa, cuja trajetória de 67 anos na advocacia trabalhista é exemplo de perseverança e amor à profissão.
Já as MOÇÕES DE RECONHECIMENTO foram entregues a profissionais que continuam a engrandecer a advocacia com sua atuação: Paulo Ramalho, João Luiz Peralta, Bruna Silva Corrêa, Dulce Angélica Prado, Manoel Felipe Monteiro, Cláudio Vianna, Ralf Andrade e Andréa Souza.
A trajetória de Pedro Gomes merece destaque. Pós-graduado em Direito e Processo Civil e também em Direito e Processo do Trabalho, ele construiu sua carreira com forte atuação em entidades como a Associação Fluminense de Advogados Trabalhistas e a Associação Brasileira de Advogados. Fundador da Confraria dos Advogados, Pedro Gomes foi eleito presidente da OAB Niterói em 2021 e reeleito em 2024, consolidando sua liderança marcada pela defesa das prerrogativas da advocacia e pela valorização cultural da instituição. Sua gestão é reconhecida por iniciativas que aproximam a OAB da sociedade e fortalecem a identidade da advocacia.
A história dos Cursos Jurídicos no Brasil remonta a 11 de agosto de 1827, quando Dom Pedro I sancionou a lei que criou as primeiras faculdades de Direito em São Paulo e Olinda. Esses cursos foram fundamentais para formar a elite política e administrativa do país após a Independência, tornando-se centros de debates sobre abolicionismo, republicanismo e positivismo. Ao longo dos séculos, evoluíram e se consolidaram como referência internacional, formando juristas que marcaram a história política e cultural do Brasil.
Já a OAB Niterói, fundada em 17 de março de 1975, é hoje uma das maiores subseções do país, com cerca de 70 comissões temáticas e uma estrutura moderna que inclui escritórios compartilhados, salas de audiência virtual e apoio logístico para advogados. A subseção tem raízes históricas profundas: Niterói foi berço de Levy Carneiro, primeiro presidente nacional da OAB, e sediou a primeira Casa dos Advogados do Brasil. Em 2025, celebrou seu Jubileu de Ouro, reafirmando sua relevância como a maior subseção do estado e a segunda maior do país. Sob a liderança de Pedro Gomes, a OAB Niterói reafirma seu compromisso com a valorização da advocacia e com a defesa da cidadania, unindo tradição e inovação.
Assim, a celebração dos 199 anos dos Cursos Jurídicos no Brasil em Niterói não foi apenas uma homenagem ao passado, mas também uma afirmação do futuro da advocacia. A noite de medalhas, música, teatro e poesia mostrou que a OAB Niterói, guiada por Pedro Gomes, é mais do que uma instituição: é um espaço de memória, cultura e inspiração, capaz de unir gerações e reafirmar o papel transformador da advocacia na sociedade brasileira.
O Focus Portal Cultural, sob direção do jornalista Alberto Araújo, felicita todos os homenageados, ressaltando que cada nome representa uma história de luta e dedicação à justiça. A Medalha Sobral Pinto, símbolo de coragem e ética, ganha ainda mais significado ao ser entregue a profissionais que, como Sílvio Lessa, transformam o exercício da advocacia em missão de vida.
Uma noite que reafirma que servir à população e defender direitos é a mais nobre forma de fazer política e justiça.
Créditos das fotos: Lilian da Costa
Texto © Alberto Araújo
Focus Portal Cultural







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