sexta-feira, 2 de outubro de 2026

A TRAMA DA DURAÇÃO: O PODER SUBVERSIVO E FORMATIVO DA LEITURA DOS CLÁSSICOS © ALBERTO ARAÚJO FOCUS PORTAL CULTURAL

 

Vivemos sob a égide inegociável da aceleração. A modernidade líquida, para usar a célebre acepção de Zygmunt Bauman, impõe uma temporalidade efêmera onde a informação se consome na exata velocidade em que se desfaz. Nossas telas pulsam com estímulos fugazes, fragmentos de notícias que nascem e morrem no espaço de um scroll, narrativas descartáveis que mimetizam o ritmo frenético e vertiginoso do cotidiano urbano. É precisamente nesse cenário de ruído perpétuo e saturação sensorial que a figura do clássico literário ergue-se não como um monumento empoeirado de um passado obsoleto, mas como um fanal radical de resistência espiritual e estética. Ler os clássicos não é um mero exercício de erudição acadêmica, um passatempo nostálgico ou uma obrigação escolar; é um ato político, ético e existencial de soberania interior.

 

Para compreender a magnitude desse poder, é preciso primeiro desarmar a falsa premissa de que o clássico é aquilo que pertence ao cânone por mero elitismo histórico ou imposição acadêmica. Como de maneira irretocável definiu Italo Calvino em seu ensaio seminal Por que Ler os Clássicos?, o clássico é aquele livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer. Ele possui uma densidade semântica e polifônica inesgotável, resistindo estoicamente ao desgaste corrosivo do tempo. Enquanto a literatura utilitária ou de consumo responde às urgências efêmeras de uma época, o clássico debruça-se sobre a permanência da condição humana. Ele decifra os abismos da psique, as engrenagens implacáveis do poder, a tragédia do amor e a angústia da finitude com uma precisão cirúrgica que parece ignorar os séculos que nos separam de sua gênese.

 

É nesse diálogo trans-histórico que nomes basilares da civilização assumem o papel de verdadeiros arquitetos da nossa consciência. Quando abrimos as páginas da Ilíada e da Odisseia de Homero, somos imediatamente lançados ao solo primordial do heroísmo, da fúria e da errância humana; o mar Egeu e as muralhas de Troia tornam-se o espelho de nossas próprias batalhas cotidianas contra o destino e a fragilidade.

 

Essa imensidão épica encontra eco e contraponto na dramaturgia monumental de William Shakespeare, cujos dramas psicológicos sondam os recônditos mais escuros e complexos da alma. Em Hamlet, Macbeth ou Rei Lear, o bardo inglês mapeou com precisão insuperável a ânsia pelo poder, a traição, a culpa e a loucura, criando personagens cuja densidade é tão viva que parecem respirar fora das páginas.

 

Para completar essa tríade de pilares universais, a prosa monumental de Dostoiévsk,  culminando em obras como Crime e Castigo e Os Irmãos Karamazov, mergulha nos porões do espírito moderno, tensionando a liberdade, a moral e a redenção diante do silêncio de Deus. O leitor contemporâneo que se aventura por esses universos descobre, com um sobressalto de espanto, que as suas próprias dores, dúvidas, contradições e epifanias já foram cartografadas séculos atrás por esses gênios. Esse reconhecimento mútuo opera uma cura sutil, porém profunda, contra a solidão ontológica que caracteriza o homem moderno. Percebemos que nunca estivemos isolados no labirinto da existência: há uma comunidade invisível de espíritos que, através da perenidade da palavra escrita, estende-nos a mão por entre as fendas do tempo.

 

Além disso, a imersão nos clássicos exerce um papel insubstituível de contrapeso cognitivo na era da dispersão: a restauração da profundidade. O cérebro contemporâneo, moldado pela fragmentação das redes sociais, corre o risco de atrofiar-se no micro-foco, incapacitado de sustentar a atenção prolongada, a contemplação ou o pensamento abstrato. Os exigentes clássicos possuem um ritmo próprio, irredutível ao imediatismo digital. Eles exigem que o leitor desacelere, decifre construções sintáticas complexas, deguste metáforas densas e mergulhe em monólogos interiores intrincados. Esse esforço não constitui uma punição pedagógica; é o equivalente estético ao cultivo da alma. Ele expande o nosso vocabulário emocional, refina o senso crítico e nos imuniza contra a retórica rasa, o maniqueísmo reducionista e o dogmatismo estéril que grassam no debate público atual.

 

Há, ademais, um caráter profundamente subversivo no hábito solitário da leitura clássica. Numa sociedade industrializada que mercantiliza a utilidade imediata, onde tudo deve obrigatoriamente render lucro, engajamento, aplauso ou produtividade, o clássico é radicalmente inútil no sentido econômico, mas absolutamente imprescindível no sentido formativo. Ele nos obriga a encarar a complexidade irredutível do real, estilhaçando certezas fáceis e fanatismos. Um espírito habituado à ambiguidade moral de um príncipe dinamarquês ou às agonias existenciais dos heróis trágicos torna-se impermeável aos discursos salvacionistas de líderes demagógicos e às falácias do pensamento único. Quem lê os clássicos desenvolve uma imunidade natural contra a manipulação, porque compreende, em sua carne, que a condição humana é um tecido delicado de luz e sombra, avesso a slogans políticos ou rótulos simplistas.

 

Em última instância, os clássicos configuram a nossa herança comum mais preciosa e o passaporte intransferível para a verdadeira liberdade. Eles nos permitem viver milhares de vidas num só fôlego, habitar eras remotas, contemplar o mundo através de lentes que a nossa biografia limitada jamais nos permitiria alcançar por conta própria. Como nos lembrava com tanta clareza Antonio Candido, a literatura é um direito humano inalienável, uma força organizadora do caos interno que nos humaniza em plenitude.

 

Retornar aos clássicos, portanto, nunca foi olhar para trás com a melancolia dos derrotados; é, ao contrário, armar-se para o futuro com a máxima lucidez. É recusar a desolação e a superficialidade do presente em troca da solidez luminosa da eternidade. É, em suma, o gesto mais urgente que um espírito livre pode realizar para resgatar a posse de si mesmo em um mundo que tenta, a cada instante, dispersá-lo.

 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


















quinta-feira, 1 de outubro de 2026

ACADEMIA CARIOCA DE LETRAS CELEBRA SEU CENTENÁRIO COM MEMORÁVEL PALESTRA SOBRE CLARICE LISPECTOR PROFERIDA PELA ACADÊMICA LUIZA LOBO

 

A Academia Carioca de Letras vive um de seus momentos mais significativos ao celebrar o recentemente o centenário de sua fundação, período que marca cem anos de dedicação à literatura, à cultura e ao pensamento humanista no Rio de Janeiro. Guardiã das tradições intelectuais da cidade e promotora permanente do diálogo entre escritores, pesquisadores e amantes das letras, a instituição reafirma, em cada iniciativa, seu compromisso com a preservação da memória cultural brasileira e com o fortalecimento da produção literária contemporânea. 

Foi nesse ambiente de elevado espírito acadêmico que ocorreu, em 30 de setembro de 2026, no histórico prédio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), a palestra "Clarice Lispector de Mil Faces", ministrada pela acadêmica Luiza Lobo. O evento integrou a programação comemorativa dos cem anos da Academia Carioca de Letras e reuniu importantes nomes da intelectualidade, da literatura e da vida cultural fluminense. 

A mesa de honra foi composta pelo presidente da Academia Carioca de Letras, Adriano Espínola; pela palestrante Luiza Lobo; pelo secretário Paulo Roberto Pereira; e pelo professor e acadêmico Alcmeno Bastos. A presença dessas destacadas personalidades conferiu ao encontro uma atmosfera de refinamento intelectual e profundo apreço pelas letras. 

Sob a presidência de Adriano Espínola, a Academia Carioca de Letras prossegue desempenhando papel fundamental no cenário cultural brasileiro. Poeta de reconhecido talento, ensaísta e intelectual respeitado, Espínola tem conduzido a instituição com sensibilidade, dinamismo e visão cultural abrangente, fortalecendo a presença da Academia na vida literária do país. Sua atuação tem contribuído para aproximar a entidade da sociedade, estimulando reflexões sobre a literatura e promovendo encontros que valorizam o conhecimento, a arte e a livre circulação das ideias. 

Coube ao professor Alcmeno Bastos a nobre missão de apresentar a palestrante da tarde. Com sua habitual elegância intelectual, ampla erudição e reconhecida competência crítica, Alcmeno traçou um brilhante perfil de Luiza Lobo, destacando sua trajetória acadêmica, sua sólida contribuição aos estudos literários e sua importância como pesquisadora da obra clariceana. Sua apresentação foi muito além de uma simples introdução protocolar; transformou-se em um verdadeiro exercício de reconhecimento intelectual, ressaltando os méritos e a relevância da conferencista para os estudos da literatura brasileira. 

Profundo conhecedor das letras nacionais, Alcmeno Bastos soube contextualizar a dimensão da obra crítica de Luiza Lobo, preparando o público para um encontro singular com uma das maiores intérpretes da literatura de Clarice Lispector. Sua fala foi recebida com atenção e admiração pelos presentes, enriquecendo ainda mais a programação do evento. 

Quando tomou a palavra, Luiza Lobo conduziu a plateia por uma verdadeira viagem ao universo multifacetado de Clarice Lispector. Com domínio absoluto do tema, a acadêmica apresentou uma conferência marcada pela profundidade analítica, pela sensibilidade interpretativa e pela riqueza de referências literárias e filosóficas. Sua exposição revelou as múltiplas dimensões da escritora que revolucionou a literatura brasileira com sua linguagem singular, introspectiva e inovadora. 

Ao abordar as inúmeras faces de Clarice Lispector, Luiza Lobo utilizou uma linguagem elegante, erudita e ao mesmo tempo acessível, conduzindo os ouvintes por caminhos que revelavam as complexidades psicológicas, existenciais e estéticas da autora. Sua leitura crítica permitiu compreender não apenas a escritora, mas também o ser humano por trás da obra, suas inquietações, seus silêncios e suas incessantes buscas pelo sentido da existência. 

A palestra destacou-se pela impressionante densidade intelectual e pela capacidade da conferencista de articular conhecimento acadêmico rigoroso com uma comunicação envolvente e inspiradora. Cada reflexão suscitava novas perspectivas de interpretação, confirmando a relevância permanente da obra clariceana e demonstrando a extraordinária competência de Luiza Lobo como estudiosa da literatura brasileira.

O auditório reuniu expressiva representação da comunidade cultural, contando com a presença de Edir Meireles, Eduardo Coutinho, Eduardo Santana, Zara Paim, Lucia Regina de Lucena, Ricardo Cavaliere, José Vicente, Maria Esther Rodrigues, além de inúmeros escritores, pesquisadores, acadêmicos e admiradores da literatura. A presença desse público seleto evidenciou o prestígio da Academia Carioca de Letras e a importância do evento no calendário cultural da cidade.

Mais do que uma conferência literária, a tarde representou um encontro entre tradição e conhecimento, um momento de celebração da inteligência, da arte e do pensamento crítico. A Academia Carioca de Letras demonstrou, mais uma vez, sua capacidade de reunir vozes relevantes da cultura nacional e de promover atividades que engrandecem o patrimônio intelectual brasileiro. 

Ao completar cem anos de existência, a Academia Carioca de Letras reafirma sua vocação histórica como um dos mais importantes espaços de reflexão, preservação e difusão da cultura literária. A palestra "Clarice Lispector de Mil Faces", brilhantemente conduzida por Luiza Lobo e apresentada por Alcmeno Bastos, tornou-se um marco dessas comemorações, homenageando uma das maiores escritoras da língua portuguesa e celebrando, simultaneamente, a vitalidade da literatura como instrumento de conhecimento, sensibilidade e transformação humana.

A força da literatura permanece viva em cada página, em cada palavra e em cada encontro promovido pela Academia Carioca de Letras, instituição que há um século honra o passado, ilumina o presente e inspira o futuro das letras brasileiras. 

Créditos das fotos: Nina Fernandes, compartilhadas para nossa revista por Luiza Lobo. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


ALGUNS IMAGENS DA PALESTRA






























Palestra completa - clicar na imagem para assistir



RESENHA DO BOLETIM SEMANAL Nº 06 DO ROTARY CLUB DE NITERÓI-NORTE - PRESIDENTE MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO VASCONCELOS CARDOSO


O Boletim Semanal nº 06, de 29 de setembro de 2026, apresenta-se como muito mais do que um simples instrumento de comunicação interna. Trata-se de um documento que reafirma os valores do Rotary, preserva a memória institucional e evidencia a qualidade da liderança que conduz o Rotary Club de Niterói-Norte neste ano rotário. A publicação revela uma organização sólida, comprometida com seus princípios, guiada por uma diretoria experiente e composta por rotarianos de reconhecida trajetória, que colocam suas competências a serviço do ideal rotário. 

Sob a presidência de Maria do Perpetuo Socorro Vasconcelos Cardoso, o clube demonstra segurança administrativa, espírito de companheirismo e visão de futuro. Sua liderança é marcada pelo respeito às tradições do Rotary e pela capacidade de manter viva a chama do servir. Ao lado dela atua uma diretoria formada por nomes de grande expressão no movimento rotário, reunindo governadores distritais, dirigentes experientes e companheiros que há anos contribuem para o fortalecimento do Rotary em Niterói e no Distrito 4751. 

A capa do boletim já demonstra a qualidade editorial da publicação, destacando a gestão da Presidente Maria do Perpetuo Socorro Vasconcelos Cardoso e o lema rotário "Crie Impacto Duradouro". 

A principal matéria da edição é uma emocionante homenagem ao Paulo Corrêa Belchior, presidente do Rotary Club de Niterói, e à presidente da Casa da Amizade de Niterói, Heliane de Azevedo Abicalil, destacando a importância histórica dessas instituições para a cidade e para o Rotary brasileiro. O texto relembra que o Rotary Club de Niterói, fundado em 1928, figura entre os clubes pioneiros do país, mantendo uma trajetória de quase um século dedicada ao companheirismo e ao serviço. A narrativa ressalta ainda a profunda ligação entre o Rotary Club de Niterói-Norte e seu clube padrinho, construída sobre amizade, respeito e gratidão. 

Outro aspecto muito bem desenvolvido é a valorização da Casa da Amizade de Niterói, que celebra 78 anos de existência. O boletim destaca o papel transformador da instituição, especialmente por meio da Obra do Berço, trabalho social que leva acolhimento, esperança e dignidade às famílias atendidas. A homenagem estende-se às ex-presidentes e a todas as mulheres que construíram essa história de solidariedade e dedicação ao próximo. 

A segunda página apresenta as comemorações dos aniversariantes do mês de setembro e registra as datas de admissão de associadas no Rotary, fortalecendo o espírito de companheirismo que caracteriza a organização. Mais do que uma simples relação de nomes, a seção valoriza as pessoas que constituem o maior patrimônio do clube: seus associados e suas famílias. 

O boletim também destaca toda a estrutura diretiva do clube. A composição apresentada demonstra a experiência e a respeitabilidade dos dirigentes que auxiliam a Presidente Maria do Perpetuo Socorro V. Cardoso. A presença de nomes históricos do Rotary, incluindo governadores distritais e dirigentes com longa atuação, confere credibilidade e robustez à administração da entidade. 

Merece especial reconhecimento o trabalho da Secretária Executiva, Sylvia Maria Fasciotti, cuja competência, organização e dedicação ficam evidentes na condução administrativa e na elaboração dos registros que preservam a história da instituição, nesse processo, contribuindo para a coordenação e continuidade dos trabalhos do clube. 

Entre os destaques doutrinários da edição encontra-se o artigo "Boa Vontade – O Verdadeiro Rotariano Possui o Desejo de Servir". O texto recupera valores essenciais do Rotary ao enfatizar que a boa vontade vai muito além da participação em reuniões. Ela representa uma atitude permanente de colaboração, responsabilidade e disposição para ajudar. A mensagem é inspiradora, especialmente ao mostrar que grandes rotarianos se formam justamente pela disposição de aprender, assumir responsabilidades e servir. 

Na mesma página, ganha relevância a convocação para o Dia Mundial de Combate à Pólio. A matéria reforça a importância de uma das maiores bandeiras do Rotary Internacional e lembra aos associados o compromisso histórico da organização com a erradicação da doença. O chamado à mobilização demonstra que o clube permanece conectado às grandes causas humanitárias globais. 

A terceira página registra os momentos da quinta reunião ordinária do clube. A reportagem destaca o ambiente de companheirismo e aprendizagem que marcou o encontro, especialmente pela palestra ministrada pelo Governador Distrital Roberto Carlos Monteiro sobre os Símbolos Nacionais Brasileiros. O tema permitiu uma reflexão sobre patriotismo, cidadania e preservação da identidade nacional, agregando conteúdo cultural e formativo à agenda rotária. 

Outro excelente artigo aborda a importância do distintivo rotário. Com linguagem simples e objetiva, a matéria relembra que o distintivo não é apenas um símbolo institucional, mas uma ferramenta de identificação e divulgação do Rotary perante a sociedade. O texto reforça o orgulho de pertencer à organização e incentiva os rotarianos a utilizarem a insígnia como instrumento de aproximação com a comunidade. 

A campanha relativa ao Dia Mundial de Combate à Poliomielite complementa essa mesma página, enfatizando a necessidade de divulgação e conscientização da população. A publicação mostra que as ações do Rotary ultrapassam as fronteiras dos clubes e alcançam toda a sociedade, reafirmando seu compromisso com a saúde pública mundial. 

Por fim, a edição publica integralmente a Ata da 5ª Reunião Ordinária, documento que demonstra a seriedade administrativa da gestão. A ata registra discussões importantes, homenagens ao Rotary Club de Niterói e à Casa da Amizade, planejamento de eventos comemorativos, ações de companheirismo e a palestra do Governador Roberto Carlos Monteiro. O texto evidencia uma administração organizada, transparente e participativa, características fundamentais para o fortalecimento institucional do clube. A redação e formalização do documento pela Secretária Executiva Sylvia Maria Fasciotti reforçam a qualidade do trabalho administrativo realizado.

Em síntese, o Boletim Semanal nº 06 cumpre com excelência sua missão de informar, motivar e preservar a memória do Rotary Club de Niterói-Norte. A publicação revela uma instituição madura, respeitada e comprometida com os ideais rotários. Sob a liderança segura da Presidente Maria do Perpetuo Socorro V. Cardoso, com a competente atuação da Secretária Executiva Sylvia Maria Fasciotti e apoiada por uma diretoria formada por rotarianos de reconhecida experiência e relevância, o clube demonstra que continua construindo uma trajetória marcada pelo companheirismo, pela ética, pelo serviço e pela busca permanente de impacto duradouro na comunidade. Mais do que relatar fatos, este boletim transmite valores, inspira seus associados e reafirma a grandeza de uma instituição que honra a história do Rotary e projeta com confiança o seu futuro. 

PRESIDENTE DO ROTARY INTERNACIONAL

Olayinka Hakeem Babalola

RC de Trans Amadi - Nigéria.

 

Governador do Distrito 4751

Roney Corrêa Ribeiro

RC de Bom Jesus do Itabapoana

 

GOVERNADORA DISTRITAL - ÁREA I

Selma Mª Lima A. da Cruz Coelho

Rotary Club de Niterói

 

CONSELHO DIRETOR

PRESIDENTE

 

Mª do Perpetuo Socorro V. Cardoso

1º VICE – PRESIDENTE

Riva Maria Leite Costa

2º VICE – PRESIDENTE

Regina Coeli V. da Silveira e Silva

3º VICE – PRESIDENTE

Zeneida Apolônio Seixas

 

SECRETÁRIAS

1ª Riva Maria Leite Costa

2ª Beatriz Cunha de Vasconcelos

TESOUREIRA

1ª Silvana Maria Costa Barreto

 

DIRETORES DE PROTOCOLO

1ª Zeneida Apolônio Seixas

2ª Marne Serrano Caldera

 

CONSELHO CONSULTIVO

DIRETORES SEM PASTA

DRI Themistocles A. Caldas Pinho

GD Waldenir de Bragança

GD Gilson M. de B. Menezes

 

CONSELHO FISCAL

Marne Serrano Caldera

Tereza Cristina Sabra Cheim

 

PRESIDENTE ANTERIOR 2025-2026

Mª do Perpetuo Socorro V. Cardoso


SECRETARIA EXECUTIVA

Sylvia Maria Fasciotti


Uma Resenha de © Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 







INFORMATIVO DA DIRETORIA DE CULTURA DO ELOS INTERNACIONAL - DRA. KARIN FERREIRA DIAS RANGEL E DR. NAGIB SLAIBI FILHO MARCAM PRESENÇA NO II TECHJUR SUMMIT 2026

 

A Diretoria de Cultura do Elos Internacional tem a satisfação de informar aos elistas e amigos a expressiva participação da Dra. Karin Ferreira Dias Rangel, Vice-Presidente do Elos Clube de Niterói e Vice-Presidente do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói, presidido por Matilde Carone Slaibi Conti, bem como do Desembargador Nagib Slaibi Filho, Diretor Jurídico do Elos Internacional, Vice-Presidente do Núcleo da Rede Sem Fronteiras em Niterói e Presidente da Academia Brasileira de Letras da Magistratura, no II TECHJUR SUMMIT 2026, realizado na sede da OAB/RJ, no dia 30 de setembro de 2026.

Reconhecido como um dos mais relevantes encontros voltados à tecnologia, inovação e transformação digital da advocacia, o evento reuniu magistrados, juristas, advogados, pesquisadores e especialistas em tecnologia para discutir os desafios e as oportunidades que a Inteligência Artificial tem proporcionado ao universo jurídico. 

A participação da Dra. Karin e do Desembargador Nagib reafirma o compromisso permanente de ambos com a atualização acadêmica, a reflexão crítica e o aprimoramento das práticas jurídicas diante das profundas transformações provocadas pela evolução tecnológica. Em um cenário cada vez mais marcado pela digitalização de processos, pela automação de procedimentos e pelo uso crescente de ferramentas baseadas em Inteligência Artificial, torna-se essencial que o Direito acompanhe tais mudanças com responsabilidade, conhecimento e visão humanística. 

Nos últimos anos, a Dra. Karin Ferreira Dias Rangel vem aprofundando seus estudos e pesquisas no campo do Direito Digital, área que se tornou indispensável para uma advocacia moderna, estratégica e preparada para lidar com as novas demandas sociais e jurídicas decorrentes da inovação tecnológica. Sua presença no evento representou mais uma oportunidade de intercâmbio de experiências e construção conjunta de conhecimentos voltados ao fortalecimento da advocacia contemporânea.

No dia 30 de setembro, a Dra. Karin participou como mediadora do painel “Prompt Injection: Quando o Documento Passa a Atacar a Tecnologia”, tema de grande atualidade e relevância no contexto da Inteligência Artificial aplicada ao Direito. O debate teve como objetivo demonstrar como documentos aparentemente comuns podem conter instruções maliciosas capazes de interferir no funcionamento de sistemas inteligentes, levantando importantes questões relacionadas à segurança da informação, à confiabilidade dos dados e à responsabilidade jurídica. 

O painel contou ainda com a participação de importantes nomes do cenário jurídico e tecnológico nacional, entre eles a advogada Tayná Carneiro, profissional de destacada atuação institucional e acadêmica, reconhecida por sua contribuição ao desenvolvimento da advocacia brasileira; Pedro Colombini, representante do Jusbrasil, que trouxe relevantes reflexões sobre os impactos técnicos desses ataques em sistemas de análise de grandes volumes de dados jurídicos; e especial o Desembargador Nagib Slaibi Filho, que abordou os aspectos relacionados à integridade dos fluxos processuais, à confiabilidade das ferramentas tecnológicas e à responsabilização decorrente do uso inadequado desses recursos. 

Como sempre, a Dra. Karin Ferreira Dias Rangel e o Desembargador Nagib Slaibi Filho enriqueceram os debates com suas falas eruditas, consistentes e profundamente fundamentadas, oferecendo ao público presentes valiosas reflexões sobre os desafios éticos, jurídicos e institucionais impostos pela rápida evolução da tecnologia. Suas intervenções evidenciaram não apenas a sólida formação acadêmica de ambos, mas também a capacidade de estabelecer pontes entre tradição jurídica e inovação, contribuindo significativamente para a qualidade do encontro. 

O TECHJUR SUMMIT 2026 proporcionou um ambiente privilegiado de diálogo entre profissionais de diferentes gerações e áreas de atuação, reforçando a importância da capacitação contínua e da construção de uma advocacia preparada para responder às exigências do presente e às perspectivas do futuro. 

Ao final do encontro, a Dra. Karin registrou agradecimento especial à Dra. Tayná Carneiro pelo honroso convite para integrar o painel e participar de um debate de tão elevada importância para a comunidade jurídica. Destacou, ainda, a excelência da organização do evento e a relevância das discussões desenvolvidas ao longo da programação.

A presença de representantes do Elos Internacional em eventos dessa natureza fortalece o compromisso da instituição com a difusão do conhecimento, a valorização da cultura jurídica e o incentivo ao permanente aperfeiçoamento de seus integrantes, princípios que historicamente norteiam a atuação do movimento elista.

Local: OAB/RJ, Sala 09, Avenida Marechal Câmara, 150, Centro, Rio de Janeiro/RJ.

Data: 30 de setembro de 2026.

 

© Alberto Araújo

Diretor de Cultura do Elos Internacional

 





















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