domingo, 28 de junho de 2026

A ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS, CUSTÓDIA DA CULTURA E O DIÁLOGO COM O CONTEMPORÂNEO: 1ª SESSÃO DO CICLO DE CONFERÊNCIAS "PUBLICAR A GENTE BRASILEIRA".

Presidente Márcia Pessanha ladeada das acadêmicas expositores

No coração de Niterói, onde a história encontra a efervescência intelectual, ergue-se a centenária Academia Fluminense de Letras (AFL). Mais do que um edifício histórico, a instituição é um verdadeiro Patrimônio Imaterial de Niterói, funcionando como pilar fundamental na preservação da memória literária e na promoção do pensamento crítico no estado do Rio de Janeiro. 

Com uma trajetória marcada pela valorização das letras e das artes, a AFL reafirma, constantemente, seu compromisso com a sociedade, conectando o legado dos clássicos às discussões prementes do presente. 

A gestão da atual presidente, a acadêmica Márcia Pessanha, tem sido um marco de dinamismo para a instituição. Sob sua liderança, a Academia tem se aberto de forma vigorosa ao público, consolidando-se como um centro de referência cultural. A visão de Márcia é clara: tornar a Academia um espaço vivo, inclusivo e, acima de tudo, um fórum de diálogo interdisciplinar que transponha os muros da erudição acadêmica para alcançar as novas gerações. É nessa perspectiva de transformação que nasce o ciclo de debates que movimentou a cidade no último sábado. 

No dia 27 de junho de 2026, a AFL abriu suas portas para a 1ª Sessão do Ciclo de Conferências "Publicar a Gente Brasileira". O evento, realizado em parceria estratégica com a Fundação de Arte de Niterói (FAN) por meio do projeto Niterói Livros, teve como tema central a instigante questão: “Publicar Mulher”. 

A escolha do tema não poderia ser mais oportuna. A mesa-redonda, coordenada pelo acadêmico Jordão Pablo de Pão, diretor do Niterói Livros, promoveu uma análise profunda sobre a presença e a resistência das mulheres no mercado editorial e na história da literatura. 

A anfitriã, Márcia Pessanha, ao lado da acadêmica Eurídice Hespanhol e da convidada especial Michely Jabala Vogel (UFF), conduziu um mergulho fascinante nas trajetórias de três ícones da escrita mundial. Foram debatidas as lutas de Carolina Maria de Jesus, cuja obra é um documento histórico de denúncia social e pioneirismo na literatura periférica; Julia Lopes de Almeida, precursora da literatura brasileira, cuja personalidade independente e sensibilidade transformaram o panorama dos costumes nacionais; e Agatha Christie, a "Rainha do Crime", romancista mais vendida da história e condecorada com o título de Dama pela Rainha Elizabeth II. 

O evento foi também um palco de celebração para a produção literária local. As acadêmicas Lucia Romeu, Verônica Oliveira e Amanda Almeida compartilharam suas vivências, proporcionando um panorama da força da escrita feminina contemporânea. Destaque especial para o lançamento de “Polifonia do Canto dos Pássaros (Vira-Tempo)”, de Amanda Almeida, que enriqueceu o acervo fluminense. 

A presença de estudantes da UFF e do curso Pré-Vestibular Social "Gente Formando Gente" trouxe uma energia transformadora ao encontro. Esse intercâmbio entre a experiência dos acadêmicos e a curiosidade dos jovens é a maior conquista da gestão atual: a confirmação de que a literatura é uma ponte que deve ser atravessada por todos. 

O encerramento foi marcado pelo tradicional e requintado coquetel assinado pela Chef Valéria Gervásio, que garantiu uma experiência completa, unindo estímulo intelectual à excelência gastronômica. 

A Academia Fluminense de Letras, sob a batuta de Márcia Pessanha, prova que ser um patrimônio imaterial não significa estar contido no passado. Pelo contrário: é ser a raiz robusta de uma árvore que floresce a cada temporada, reafirmando que Niterói é, por excelência, uma cidade que escreve e publica a sua própria gente.

Agradecimentos

Registro minha gratidão especial a Aldo da Silva Pessanha e Christiane Victer pelos belos cliques que capturaram a essência deste encontro. Agradeço também à querida Valéria Gervásio pelo vídeo, que preserva com maestria a harmonia da ocasião. É um privilégio contar com olhares tão sensíveis e amigos generosos. Muito obrigado por eternizarem este encontro com tanto carinho.  Alberto Araújo 

Créditos das fotos: Aldo da Silva Pessanha e Christiane Victer

Vídeo: Valéria Gervásio

Editorial © Alberto Araújo | Focus Portal Cultural

Márcia Pessanha - Presidente da AFL

Acadêmicos da Academia Fluminense de Letras

Michely Jabala Vogel e Márcia Pessanha
Valéria Gervásio (blusa amarela) - Chef e seus auxiliares




Jordão Pablo de Pão, Diretor do Niterói Livros
Eurídice Hespanhol - acadêmica expositora 
Michely Jabala Vogel, da Universidade Federal Fluminense (UFF)






Amanda Almeida - acadêmica expositora 
Lançou a obra: Polifonia do Canto dos Pássaros (Vira-Tempo)
Verônica Oliveira - acadêmica expositora
Lucia Romeu - acadêmica expositora





Lucília Dowslley, Marcia Pessanha e Idalina Andrade Gonçalves



Alunos do pré-vestibular  social "Gente Formando Gente" 
Professora Amanda Almeida, acadêmica da AFL.
(Clicar na imagem para ver o pequeno vídeo)

Registro minha gratidão especial ao Aldo da Silva Pessanha e a Christiane Victer pelos belos cliques que capturaram a essência do encontro cultural. Agradeço também à querida Valéria Gervásio pelo pequeno vídeo, que captura alegria e a harmonia da ocasião. É um privilégio contar com olhares tão sensíveis e amigos tão generosos. Muito obrigado por eternizarem este encontro com tanto carinho. Alberto Araújo – Focus Portal Cultural.


sábado, 27 de junho de 2026

27 DE JUNHO DE 2026 – CELEBRAMOS OS 118 ANOS DO NASCIMENTO DE GUIMARÃES ROSA, A VOZ DO SERTÃO QUE ENCANTOU O MUNDO.

No quadro EFEMÉRIDES do Focus Portal Cultural, sob a curadoria do jornalista Alberto Araújo, celebramos hoje, 27 de junho, uma data que se funde com a própria identidade literária do Brasil. Há exatos 118 anos, na pacata Cordisburgo, nascia João Guimarães Rosa. Médico, diplomata e, acima de tudo, um artífice da palavra, Rosa não apenas registrou o Brasil em suas obras; ele alterou para sempre a arquitetura da língua portuguesa, transformando o "sertão mineiro" em um palco universal onde se debatem as questões mais profundas da condição humana. 

A trajetória de Guimarães Rosa é marcada por uma polifonia rara. Filho de comerciantes, cedo demonstrou uma inclinação voraz para o conhecimento, nutrindo uma biblioteca mental que abarcava quase duas dezenas de idiomas. Essa erudição, longe de distanciá-lo de suas raízes, serviu como lente para ampliar a riqueza do falar popular. Rosa coletava arcaísmos, inventava neologismos e tensionava a sintaxe com a audácia de quem entendia que a língua é um organismo vivo, capaz de ser recriado pela sensibilidade do artista. Ao ler Sagarana ou mergulhar na vastidão de Grande Sertão: Veredas, percebemos que o autor não transcrevia o dialeto sertanejo, ele o elevava à categoria de alta literatura. 

Sua vida pública foi um espelho de sua ética. Como médico, conheceu as dores do interior de Minas Gerais, vivências que sedimentaram o humanismo presente em seus contos. Como diplomata, exerceu uma função que beirava o heroísmo. Entre 1938 e 1942, em Hamburgo, na Alemanha, Rosa e sua esposa, Aracy de Carvalho, enfrentaram o horror do regime nazista. Em um gesto de coragem silenciada pela modéstia, Aracy emitiu vistos que salvaram centenas de judeus da perseguição, tornando-se, anos mais tarde, a única brasileira honrada no memorial Yad Vashem, em Jerusalém. Essa dimensão de Rosa, o homem que enfrentou a barbárie enquanto escrevia sobre o eterno combate entre o bem e o mal, é essencial para compreendermos a densidade de sua obra. 

A relação de Guimarães Rosa com a Academia Brasileira de Letras é, talvez, um dos capítulos mais singulares da cultura brasileira. Eleito por unanimidade em 1963, o escritor adiou sua posse por quatro anos, em um jogo de suspensão com o próprio destino. Quando finalmente assumiu a Cadeira 2, em 16 de novembro de 1967, entregou um discurso que soava como um testamento existencial. Foi ali que deixou a frase que hoje se imortalizou como o resumo de sua entrega ao mundo: "a gente morre é para provar que viveu". Três dias depois, como se a palavra tivesse dado o veredito final ao seu coração, o escritor partiu, deixando um vazio que é preenchido, até hoje, por cada leitor que se aventura por suas páginas. 

Ler Guimarães Rosa hoje, 118 anos após seu nascimento, é um exercício de resistência. Em tempos de comunicação imediata e descartável, ele nos convoca à lentidão da reflexão, ao "rever" das veredas. Sua escrita não é meramente uma sucessão de acontecimentos no sertão; é uma metafísica. Ao descrever a paisagem árida, Rosa descrevia a alma humana em seus embates mais viscerais. Ele nos provou que o regional é, na verdade, um caminho para o universal.

O Focus Portal Cultural, ao relembrar este gigante, não presta apenas uma homenagem ao passado. Propomos, através do olhar de Alberto Araújo, um convite ao reencontro com a obra de um homem que fez da vida um laboratório de significados. Guimarães Rosa não apenas viveu para escrever; ele escreveu para provar que a vida, apesar de perigosa, é o único caminho possível para quem busca a transcendência. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

















FELIZ ANIVERSÁRIO, VERA CONHASCA!

Homenagem do Focus Portal Cultural 

Neste dia especial, 27 de junho que celebramos não apenas o seu aniversário, mas a essência de uma trajetória marcada pela elegância e pelo propósito. 

Olhar para o seu percurso é contemplar uma liderança que transita com naturalidade entre o serviço humanitário e a vida pública. Como primeira-dama, ao lado do Governador do Distrito 4751 - Justiniano Conhasca, carinhosamente, Tininho durante o ano rotário 1998/1999, você não apenas ocupou um papel; você imprimiu nele um selo de excelência, sensibilidade e rara inteligência diplomática. 

Costuma-se dizer que "atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher", mas a observação do seu caminhar nos sugere algo mais profundo e contemporâneo: ao lado de um grande homem, há uma mulher cujas asas, por si sós, já desbravam horizontes. 

Sua atuação foi o alicerce e a inspiração que permitiu que o mandato de Tininho fosse pleno, demonstrando que a verdadeira força altruísta nasce de uma parceria onde a sabedoria e o cuidado se encontram. 

Sua dedicação como rotariana segue esse mesmo norte. Você transforma o serviço em arte, a diplomacia em ponte e a intelectualidade em ferramenta para um mundo melhor. Inspirar é a sua forma mais sublime de agir, e nós somos os beneficiários dessa sua luz constante.

Que seu novo ciclo seja um reflexo da imensidão do seu espírito. Desejamos que este dia lhe traga a serenidade e a alegria que você, tão generosamente, cultiva em cada um de nós. 

Feliz aniversário!

Com admiração e respeito, 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural







 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

ABROL NACIONAL ELEGE NOVA PRESIDENTE EM SESSÃO HISTÓRICA

Na noite de 26 de junho de 2026, a Academia Brasileira Rotária de Letras – Nacional (ABROL) viveu um dos momentos mais marcantes de sua trajetória. Em sessão solene transmitida ao vivo, os acadêmicos votaram e elegeram a nova presidente da instituição: Anaci Bispo Paim, 1ª ocupante da Cadeira 33, educadora de renome que já exerceu a função de reitora e agora assume a liderança da ABROL Nacional e Internacional. 

A eleição encerra o ciclo de gestão do médico Geraldo Leite, que presidiu a Academia com dedicação e contribuiu para consolidar sua presença cultural e literária no Brasil e no exterior. A transição simboliza não apenas continuidade, mas também renovação, reforçando o compromisso da ABROL com a promoção da literatura, da arte e da paz. 

Fundada com inspiração nos ideais rotários, a ABROL organiza-se em cadeiras acadêmicas, cada uma dedicada a um patrono da cultura brasileira. Os acadêmicos titulares têm a missão de preservar a memória desses patronos, enquanto categorias como honorários, beneméritos e correspondentes ampliam a representatividade da instituição. 

A estrutura da Academia conta ainda com uma diretoria composta por presidente, vice-presidentes, secretários e tesoureiros, além da Comissão de Admissão, responsável por avaliar novos membros. O ingresso exige currículo, aprovação em assembleia e o compromisso de escrever sobre o patrono da cadeira ocupada. 

Os acadêmicos usam vestes azuis e medalhas com a insígnia da ABROL, símbolos que reforçam a ligação com o Rotary e a valorização da cultura. As seções estaduais, como a do Rio de Janeiro, promovem eventos literários e culturais, fortalecendo a presença da Academia em diferentes regiões do país. 

Na transmissão da eleição, nomes como Joper Padrão, Paulo Wolkmer, Astor de Castro Pessoa, Bemvindo Augusto Dias, Raymundo Albuquerque, Matilde Conti, Ricardo Teixeira e Ivone Sacchetto Moreira marcaram presença, demonstrando a união dos acadêmicos em torno desse novo capítulo. 

Com a eleição de Anaci, a ABROL reafirma sua missão de difundir valores literários e rotários, promover a paz e fortalecer o papel da cultura como instrumento de transformação social. 

ANACI BISPO PAIM – EDUCADORA, ACADÊMICA E LÍDER ROTÁRIA 

Natural de Alagoinhas, Bahia, nascida em 13 de março de 1955, Anaci Bispo Paim é filha de Roque Clemente Bispo e Josefina Alves Guimarães, comerciantes que marcaram sua formação moral e cívica. A disciplina herdada dos pais e a influência das religiosas de Alagoinhas conduziram sua vocação para o magistério, caminho que se tornaria sua marca de vida. 

Sua formação básica ocorreu em Alagoinhas, em especial no Colégio Santíssimo Sacramento, onde participou de trabalhos missionários. Na educação superior, iniciou estudos na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) e concluiu em 1982 a graduação em Estudos Sociais pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Logo ingressou como professora substituta de Geografia e, em 1986, após aprovação em primeiro lugar em concurso para Geografia Humana, iniciou carreira acadêmica na mesma instituição. 

Com especialização em Metodologia do Ensino Superior pela Fundação de Ensino Superior de Pernambuco (1990), Anaci consolidou sua trajetória como docente e pesquisadora. Recebeu o título de Professora Doutora Honoris Causa pela European University, Suíça (2003) e pela Universidade Norte do Paraná (2008), reconhecimentos que destacam sua atuação em gestão universitária. 

Além da vida acadêmica, Anaci construiu sólida carreira no Rotary International. Foi Governadora do Distrito 4550 (2018/2019), Vice-Governadora do Distrito 4391 (2019/2020), Chair do Programa de Intercâmbio de Jovens (2016/2017) e a primeira mulher presidente do Rotary Club Bahia (2015/2016). Também atuou como Governadora Assistente e coordenadora de unidades escolares ligadas ao Rotary.

Na Academia Brasileira Rotária de Letras (ABROL), é a primeira ocupante da Cadeira 33 e exerceu o cargo de vice-presidente tanto na seção nacional quanto na seção Bahia. Em 26 de junho de 2026, foi eleita presidente nacional da ABROL, sucedendo o médico Geraldo Leite e assumindo a missão de conduzir a instituição em âmbito nacional e internacional. 

Naturalizada cidadã de Feira de Santana, Cabaceiras do Paraguaçu, Santo Amaro e Cachoeira, Anaci é reconhecida não apenas por sua trajetória acadêmica e rotária, mas também por sua contribuição cultural e social. Sua biografia reflete o compromisso com a educação, a literatura e os valores rotários, consolidando-a como uma das grandes lideranças intelectuais e comunitárias do Brasil contemporâneo. 



ABROL: A GUARDIÃ DA MEMÓRIA E O IDEAL DE SERVIR 

A história da Academia Brasileira Rotária de Letras (ABROL Nacional) não é apenas a crônica de uma fundação institucional, mas o desdobramento de um ideal nobre: a preservação do legado daqueles que dedicaram suas vidas à filosofia rotária. Fundada oficialmente em 23 de fevereiro de 2011, com sua memorável instalação solene ocorrendo no Rio de Janeiro em 21 de novembro de 2012, a ABROL nasceu como um baluarte na cultura brasileira, destinada a congregar talentos e a zelar pela memória do Rotary no Brasil.

A semente que deu origem a esta casa foi plantada pelas ideias visionárias do Dr. Waldenir de Bragança. Mais do que um fundador, o Dr. Waldenir foi a alma intelectual por trás da estruturação da Academia. Sua trajetória é um testemunho de serviço público e intelectualismo: foi prefeito de Niterói, deputado estadual, um educador apaixonado, responsável pela criação da Universidade da Terceira Idade (UNIVERTI) e um rotariano exemplar, tendo governado o Distrito 4750. 

Além de sua vasta atuação política e administrativa, destacou-se como um fervoroso defensor da nossa língua, atuando como relator do Memorial para a Oficialização da Língua Portuguesa na ONU. Como secretário da diretoria inicial e, posteriormente, Presidente de Honra, sua presença foi o alicerce ético da ABROL. 

É notável recordar que, naquela fase inaugural, a atual presidente da ABROL do Estado do Rio de Janeiro, a acadêmica Matilde Carone Slaibi Conti, desempenhava a função de tesoureira ao lado do Dr. Waldenir, uma parceria que ajudou a consolidar os primeiros passos desta instituição.

Se as ideias de Waldenir de Bragança deram o norte, a condução executiva e o prestígio acadêmico encontraram eco na presença do Prof. Dr. Carlos Henrique de Carvalho Fróes. Primeiro presidente da ABROL (2011-2015), o Dr. Fróes foi um jurista de renome, professor universitário e um rotariano de profunda entrega. 

Sua gestão foi marcada por um dinamismo ímpar; ele não apenas comandou a Academia em seus anos críticos de formação, como também trouxe uma bagagem de liderança conquistada como Presidente do Rotary Club Rio de Janeiro, Governador do Distrito 4570 e presidente da Cooperativa Editora Brasil Rotário. Sob seu comando, a ABROL estabeleceu o rigor e a seriedade necessários para se tornar o que é hoje.

Com sede e foro no coração do Rio de Janeiro, na histórica Avenida Rio Branco, a ABROL é uma associação civil cultural sem fins lucrativos que transcende a burocracia institucional. Ela é, em essência, a "nau capitânia" que navega pelos mares da cultura rotária, guardiã da história daqueles que, ao longo de mais de 90 anos, edificaram o Monumento Rotário Brasileiro. 

A ACADEMIA ASSUME UMA MISSÃO SOLENE 

Congregar: Unir rotarianos e rotarianas em torno da produção literária e artística sobre os ideais de serviço.

Preservar: Construir e reconstruir a memória histórica da organização, organizando acervos biográficos, documentais e fotográficos.

Valorizar: Defender a língua portuguesa como instrumento de comunicação e unidade. 

Expandir: Incentivar a criação de Academias Rotárias de Letras em todo o território nacional, criando uma rede coletora de fatos e serviços que alcance todos os recantos do país.

As academias são, em última análise, o santuário daqueles que ofereceram sua inteligência, tempo e trabalho para fazer o bem. A ABROL cultua a memória dos vultos que fizeram história no Rotary no Brasil, servindo como modelo de compreensão, tolerância e paz. 

A ABROL do Estado do Rio de Janeiro. O somatório das experiências de cada acadêmico, incluindo o papel fundamental de liderança exercido hoje pela presidente Matilde Carone Slaibi Conti, dá vida a esta instituição. 

A chama que deu início a este projeto continua viva. A ABROL não deixa que as marcas daqueles que foram "luzes a clarear caminhos" se apaguem. É um compromisso assumido por todos os acadêmicos que, com amor e responsabilidade, mantêm esta casa como o reduto onde a história do servir é contada, celebrada e, acima de tudo, eternizada para as futuras gerações. É, verdadeiramente, a casa do amor ao Rotary, onde o passado ilumina o presente e inspira o futuro.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 


(Hino oficial da ABROL-NACIONAL)