terça-feira, 13 de outubro de 2026

O PODER DA PALAVRA E A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS: HOMENAGEM AO DIA MUNDIAL DO ESCRITOR - FOCUS PORTAL CULTURAL

Hoje, 13 de outubro, no Dia Mundial do Escritor, voltamos o nosso olhar e o nosso coração para uma das expressões mais elevadas, nobres e transformadoras da experiência humana: a escrita. Celebrar o escritor não é apenas render homenagem àquele que domina as regras da gramática ou que ostenta títulos nas academias de letras; é, sobretudo, saudar o artesão do invisível, o arquiteto da memória e o corajoso navegador dos sentimentos humanos. 

Como jornalista e escritor, confesso com renovada emoção: escrever é ingressar em um mundo fantástico. É uma experiência quase mística em que o silêncio do papel em branco ou a tela virgem do computador ganha vida, cor, som e densidade. A escrita nos permite suplantar o tempo e o espaço, erguer pontes entre culturas distantes, consolar dores mudas e dar voz às inquietações que habitam o mais íntimo de cada um de nós. 

Neste dia tão significativo, o Focus Portal Cultural abre suas páginas digitais para abraçar e felicitar cada autora e cada autor que faz do idioma o seu abrigo, o seu instrumento de arte e a sua ferramenta de transformação social.

O ato de escrever é uma das formas mais puras de liberdade. Escreve-se para não sufocar, para registrar o tempo que passa célere, para imortalizar um olhar, uma ideia ou uma inquietação. O texto de um escritor é um espelho onde a humanidade se reflete, reconhecendo suas fragilidades, seus triunfos e suas utopias.

Através dos séculos, grandes mestres da literatura ensinaram-nos que a palavra escrita resiste à poeira dos anos. Os impérios ruíram, os monumentos de pedra se desfizeram em pó, mas os versos, as crônicas e os ensaios permanecem vivos, ecoando no coração de cada novo leitor. A literatura é a verdadeira guardiã do patrimônio imaterial da humanidade. 

Para nós, que vivemos o cotidiano do jornalismo e da criação literária, a palavra é compromisso com a verdade, com a beleza e com a sensibilidade. Ela tem o poder de despertar consciências, promover o diálogo intercultural, cultivar a empatia e acender a esperança mesmo nos cenários mais desafiadores. 

Aos novos talentos, poetas iniciantes que publicam poesias de forma ocasionalmente, sem fazer da escrita poética a sua ocupação principal, aos romancistas em formação e a todos os que sentem o pulsar urgente da criação no peito, deixo aqui uma mensagem de profundo incentivo: escrevam! Escrevam muito, sem medo e sem timidez. 

Muitos autores iniciantes alimentam o mito de que só se é escritor depois da publicação do primeiro livro impresso, chancelado por uma grande editora. Isso é uma ilusão que desencoraja vocações brilhantes. O livro físico é um suporte maravilhoso, mas o verdadeiro ser escritor reside no compromisso com a criação e no desejo sincero de se comunicar com o outro.

Se você ainda não tem um livro publicado, não deixe seus textos esquecidos nas sombras de uma gaveta ou em arquivos perdidos no seu computador. A palavra foi feita para voar; ela precisa do vento da leitura alheia para cumprir o seu destino. 

Aproveite as ferramentas do nosso tempo. Use suas redes sociais, seu Facebook, seu Instagram, seu blog pessoal, o LinkedIn, crie um perfil para divulgar suas poesias, suas crônicas e seus contos. Compartilhe um trecho, um pensamento, uma reflexão diária. 

Conheço pessoalmente e acompanho a trajetória de inúmeros autores talentosos que começaram exatamente assim: publicando um parágrafo por dia, uma poesia na legenda de uma foto, um ensaio em um blog modesto. Aos poucos, essas palavras digitais encontraram leitores sedentos, formaram comunidades, ganharam visibilidade e, mais tarde, transformaram-se em livros físicos encadernados, em convites para feiras literárias e em carreiras consolidadas. 

O segredo não está na grandiosidade do ponto de partida, mas na constância e na coragem de expor o seu sentir. Cada publicação em uma rede social é uma semente lançada ao vento. Você nunca sabe quem, do outro lado da tela, estará precisando ler exatamente aquilo que você escreveu hoje. 

Desde a sua fundação, o Focus Portal Cultural assume o compromisso de ser uma vitrine viva e democrática para as manifestações artísticas e literárias. Acreditamos na força da literatura contemporânea e no valor inestimável dos escritores de todas as gerações, desde os imortais consagrados até os jovens que postam seus primeiros versos nas redes digitais. 

Nossa missão é dar visibilidade à arte, cobrir a vida cultural com respeito e paixão, e apoiar o surgimento de novas vozes que enriquecem o nosso panorama literário. Entendemos que incentivar a leitura e a escrita é plantar as bases de um mundo mais humano, crítico e sensível.

PARABÉNS, ESCRITORES DO MUNDO! 

A todos os escritores espalhados pelos quatro cantos do planeta aos que narram a vida nas grandes metrópoles, aos que cantam as belezas e dores do interior, aos que versam sobre o amor, aos que denunciam as injustiças e aos que criam mundos fantásticos de ficção, o nosso mais afetuoso abraço e o nosso mais profundo reconhecimento. 

Que a inspiração nunca lhes falte. Que a disciplina seja sua fiel companheira. E que a coragem de publicar suas ideias supere sempre qualquer hesitação. 

Continue escrevendo. O mundo precisa da sua voz, do seu olhar e da sua palavra.

Feliz Dia Mundial do Escritor! 

Com o abraço fraterno de quem escreve com amor à arte,


© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural







segunda-feira, 12 de outubro de 2026

12 DE OUTUBRO DE 2026, CELEBRAMOS OS 91 ANOS DE LUCIANO PAVAROTTI, A VOZ QUE TORNOU O MUNDO MAIS HUMANO. EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL - © ALBERTO ARAÚJO

 

Luciano Pavarotti não foi apenas um dos maiores cantores líricos da história; ele foi a própria personificação da paixão e da generosidade na arte. Nascido em Modena, na Itália, em 12 de outubro de 1935, o lendário tenor completaria 91 anos de nascimento neste dia. Hoje, o Focus Portal Cultural celebra a trajetória e o legado desse mestre extraordinário que demoliu as barreiras entre a música erudita e o público popular, transformando a ópera em um patrimônio verdadeiramente universal.

A trajetória de Pavarotti carrega em si o dinamismo e o lirismo das melhores narrativas dramáticas. Filho de um padeiro apaixonado pelo canto tenoril e de uma operária de fábrica de tabacos, o jovem Luciano cresceu respirando a tradição italiana dos grandes intérpretes. Antes de entregar-se definitivamente à arte, trabalhou como professor primário e vendedor de seguros — experiências que, longe de afastá-lo da música, ajudaram a lapidar sua profunda empatia pelas dores e alegrias do cotidiano das pessoas comuns.

Sua estreia profissional, em 1961, como Rodolfo na ópera La Bohème, de Giacomo Puccini, no Teatro Municipale de Reggio Emilia, marcou o início de uma revolução. Dotado de um timbre de clareza cristalina, um alcance vocal impecável e um controle de respiração fenomenal, Pavarotti logo conquistou os maiores palcos do planeta, de La Scala de Milão ao Metropolitan Opera House de Nova York.

Ficou eternizado com o título de “King of the High C’s” (O Rei dos Dós de Peito) ao alcançar, com precisão matemática e leveza apaixonante, as nove notas dó seguidas na ária “Ah! mes amis”, da ópera A Filha do Regimento, de Gaetano Donizetti. Naquele momento, o mundo compreendeu que não estava diante de um cantor comum, mas de um fenômeno da natureza guiado por uma sensibilidade artística sem par.

Se a década de 1970 consolidou Pavarotti como o maior tenor dramático-ligeiro de sua era, os anos 1990 o transformaram em um ícone pop global. Ao lado dos destacados tenores espanhóis Plácido Domingo e José Carreras, Pavarotti integrou o célebre projeto Os Três Tenores.

A apresentação histórica nas Termas de Caracalla, em Roma, na véspera da final da Copa do Mundo de 1990, assistida por centenas de milhões de pessoas ao redor do globo, reescreveu a história do mercado musical. Pela primeira vez, a grandiosidade de Puccini, Verdi e Donizetti dividiu espaço com as melodias napolitanas nas rádios e nas paradas de sucesso internacionais. A interpretação de “Nessun Dorma”, da ópera Turandot, tornou-se o hino pessoal de Pavarotti e uma espécie de oração universal à esperança e à vitória do espírito humano sobre as sombras.

 

Pavarotti compreendeu muito cedo que a beleza da arte não deve permanecer encerrada nos gabinetes ou restrita às plateias aristocráticas. Seu lenço branco, a barba inconfundível, o sorriso caloroso e os braços abertos para a multidão tornaram-se símbolos de um lirismo humanizado, acessível e profundamente afetuoso.

O compromisso de Luciano Pavarotti com a vida transcendia a música clássica. Por meio do projeto beneficente Pavarotti & Friends, realizado anualmente em sua terra natal, Modena, o tenor reuniu lendas do pop, do rock e da música internacional de Bono Vox, Eric Clapton e Sting a Elton John e Celine Dion, além de grandes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso.

Esses encontros memoráveis não apenas quebraram o preconceito entre os gêneros musicais, mas também arrecadaram milhões de dólares para causas humanitárias da Organização das Nações Unidas (ONU), apoiando crianças e refugiados em zonas de conflito pelo mundo, da Bósnia à Libéria. Para Pavarotti, o canto era uma extensão do amor ao próximo; um dom que só fazia sentido quando colocado a serviço da paz e da dignidade humana.

Luciano Pavarotti nos deixou em setembro de 2007, mas o silêncio jamais conseguiu se impor sobre a sua memória. Sempre que a introdução de “O Sole Mio” ressoa em uma gravação, ou quando a nota final de “Nessun Dorma” atinge o seu ápice, sentimos o pulsar vibrante de uma alma que se doou por inteiro à expressão do belo.

Neste 12 de outubro, celebraremos não a ausência, mas a permanência viva do seu trabalho. Para a equipe do Focus Portal Cultural, prestar esta homenagem no marco dos seus 91 anos de nascimento é reafirmar nosso compromisso com a memória dos grandes mestres que transformaram o panorama cultural do nosso planeta.

Pavarotti nos ensinou que a grande arte é aquela que toca o coração sem pedir licença; aquela que nos faz chorar de emoção em um teatro de ópera ou cantarolar de braços abertos sob o céu aberto. A sua voz permanece viva, transcendendo as barreiras do tempo e ecoando como um hino permanente à paixão, ao talento e à beleza do canto humano.

Vincerò! a palavra que o eternizou nos palcos continua a ressoar como o seu maior e mais luminoso legado.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural















O PODER TRANSFORMADOR DA LEITURA: POR QUE NAVEGAR EM LIVROS, REVISTAS E BLOGS CULTURAIS RESTAURA NOSSA ALMA

Num mundo acelerado e hiperconectado, dominado por ruídos passageiros e informações efêmeras, o ato de ler se reafirma não apenas como um hábito refinado, mas como uma verdadeira ferramenta de resistência e expansão do espírito. Ler é a ponte que nos transporta da imediatez do cotidiano para a profundidade do pensamento, do sentir e da imaginação.

No Focus Portal Cultural, sob a liderança do jornalista e editor Alberto Araújo, acreditamos que a palavra escrita é viva, pulsante e capaz de ressignificar realidades. Cultivar a leitura diária seja através da imponência dos livros, do dinamismo das revistas ou da agilidade reflexiva dos blogs culturais é presentear a si mesmo com o bem mais precioso do ser humano: o repertório crítico, a sensibilidade artística e a empatia. 

Cada formato de leitura nos oferece uma perspectiva única e complementar sobre o mundo e sobre nós mesmos: 

Livros: Sejam clássicos imortais da literatura mundial ou produções contemporâneas, os livros são verdadeiras catedrais do saber. Eles nos convidam ao silêncio interior e à imersão profunda. Ao percorrer suas páginas, vivemos múltiplas vidas, conhecemos territórios distantes e desenvolvemos um olhar mais humano e generoso diante das complexidades da existência. 

Revistas: Com seu olhar atento e investigativo, as revistas culturais traduzem o espírito do seu tempo. Elas costuram ensaios, grandes entrevistas, críticas de arte e reportagens de fôlego, conectando o leitor às tendências, debates morais, sociais e estéticos que movimentam a nossa sociedade. 

Blogs Culturais: Na era digital, os blogs e portais culturais funcionam como faróis de curadoria. Em meio ao oceano de algoritmos repetitivos, eles oferecem crônicas afiadas, resenhas honestas e coberturas vibrantes. São espaços democráticos onde a arte conversa diretamente com a atualidade, propondo pausas reflexivas a um simples clique de distância. 

Ler expande os horizontes da nossa inteligência, aprimora nossa capacidade comunicativa e afina nossa percepção estética. Quando nos dedicamos à leitura de conteúdo cultural de qualidade, não estamos apenas consumindo palavras: estamos exercitando a liberdade de pensar com autonomia, questionando verdades prontas e descobrindo a beleza oculta nas nuances das artes, da poesia e da filosofia. 

Além disso, a leitura fortalece a saúde mental, reduz o estresse da rotina moderna e alimenta a nossa criatividade. Um povo que lê é um povo livre, crítico e consciente de sua história e do seu papel no mundo. 

A cultura não é um privilégio distante, mas um banquete diário que nos aguarda a cada página virada ou tela explorada. Convidamos você, leitor do Focus Portal Cultural, a renovar hoje o seu compromisso com a literatura e com o jornalismo cultural.

Reserve um momento do seu dia para abrir um bom livro, folhear uma revista marcante ou navegar pelos textos inspiradores do nosso portal. Deixe-se surpreender pela força das ideias, pelo encanto da palavra bem lapidada e pela descoberta do novo. 

Leia mais, pense criticamente, viva intensamente e celebre a arte! 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 




 

O QUE REALMENTE DEIXAMOS NO MUNDO?

 

​Muitas vezes, medimos o sucesso da nossa jornada por tudo aquilo que conseguimos juntar ao longo dos anos: conquistas profissionais, estabilidade financeira, conhecimento ou posição social. 

Não há dúvida de que essas realizações têm grande valor e importam muito na construção do nosso caminho.

Contudo, a verdadeira essência de quem somos não reside apenas naquilo que acumulamos, mas sim no impacto que causamos ao nosso redor.

​Duas pessoas podem alcançar exatamente as mesmas coisas e, ainda assim, gerar marcas completamente opostas no mundo.

Afinal, é possível acumular sabedoria e espalhar arrogância, assim como é possível usar a própria experiência para espalhar acolhimento e oportunidades. 

O que define a nossa trajetória não é o volume daquilo que chega até nós, mas a qualidade daquilo que deixamos fluir a partir de nós.

​Por isso, em vez de focar apenas no que estamos construindo para nós mesmos, vale a pena perguntar: o que estamos espalhando por onde passamos? No final, você não é apenas o que junta, você é aquilo que espalha.

@ Alberto Araújo

Focus Portal Cultural




A BUSCA HUMANA PELO SAGRADO: O SIGNIFICADO FILOSÓFICO DO 12 DE OUTUBRO

 

O dia 12 de outubro carrega no imaginário social e cultural brasileiro uma densa carga simbólica. Para além das fronteiras do dogma e da devoção estritamente católica vinculada a Nossa Senhora Aparecida, a data nos oferece uma oportunidade privilegiada para uma reflexão filosófica mais ampla sobre a própria condição humana: a incessante busca pelo sagrado, o papel dos símbolos coletivos e a imperiosa necessidade de reconciliação com as nossas vulnerabilidades. 

Afastar-se do proselitismo religioso, ou seja, da tentativa de converter, doutrinar ou impor verdades teológicas, não significa esvaziar a data de seu valor. Pelo contrário: ao despirmos o acontecimento de disputas sectárias, podemos contemplá-lo sob uma perspectiva laica, intelectual e humanista. O fenômeno do sagrado, como observou o historiador das religiões Mircea Eliade, é uma dimensão estrutural da consciência humana, e não apenas uma construção institucional. O ser humano é, por natureza, um criador de mitos e símbolos que visam dar sentido ao caos e ao sofrimento inerentes à existência. 

É sob este prisma que a história da imagem resgatada das águas do Rio Paraíba do Sul revela sua potência poética e filosófica. O relato de uma estátua partida ao meio, corpo e cabeça encontrados separadamente e posteriormente reunida por mãos simples funciona como uma extraordinária metáfora da experiência humana. Somos, essencialmente, seres marcados por fraturas existenciais. Vivenciamos ao longo da vida o despedaçamento de certezas, a dor da finitude, as desilusões e as cisões emocionais. A reconstituição do objeto fragmentado simboliza a aspiração universal do indivíduo pela restauração de sua totalidade perdidа. 

Além disso, a imagem evoca o arquétipo da essência maternal um conceito profundamente trabalhado pela psicologia analítica de Carl Jung. Presente em praticamente todas as culturas ao longo dos séculos, a representação do feminino acolhedor atende ao anseio humano fundamental por proteção, empatia e regeneração. Não se trata de defender uma fé específica, mas de reconhecer a força de um símbolo que oferece refúgio psíquico diante da rigidez e da hostilidade do mundo contemporâneo. 

Celebrar o 12 de outubro sob essa ótica reflexiva convida a uma postura de tolerância e empatia. Em uma sociedade frequentemente polarizada, a data pode ser compreendida como um lembrete da nossa fragilidade compartilhada. A imagem reconstruída nos recorda que a reconstrução do indivíduo e da própria coletividade depende da nossa capacidade de unir o que foi separado pela dor ou pela discórdia.

Em suma, o 12 de outubro ultrapassa o campo da fé para tocar no terreno da filosofia da existência. A data nos convida a pausar a aceleração pragmática do cotidiano para contemplar a beleza, o mistério e a dignidade de estarmos vivos reconhecendo que, independentemente de crenças ou convicções, todos buscamos, de alguma forma, juntar nossos próprios pedaços. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

 





MÃE DE AMOR E ESPERANÇA: A NOSSA PADROEIRA - © ALBERTO ARAÚJO

 

​Neste 12 de outubro, o Brasil se une em uma só prece para celebrar Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira de nossa nação. A história de sua aparição, nas águas do Rio Paraíba do Sul em 1717, é o maior testemunho do amor divino pelos simples e humildes. Das redes dos pescadores que nada encontravam, emergiu a pequena imagem que transformaria a fé e o destino de todo o país.

​A Ti, Mãe Santíssima, elevamos nossa gratidão por todas as bênçãos recebidas. Pelas graças alcançadas em cada lar, pelo pão de cada dia e pelo alívio nas horas de dor e incerteza. Em cada lágrima enxugada e em cada milagre silencioso, sentimos a Tua presença constante e consoladora ao nosso lado. 

​Diante dos desafios do caminho, depositamos em Teu Coração de Mãe as nossas maiores esperanças. Pedimos que olhes com compaixão para o povo brasileiro, trazendo paz aos nossos corações, união às nossas famílias e sabedoria aos nossos passos. 

​Cobre-nos, ó Virgem Aparecida, com Teu Manto Sagrado de amor e proteção divina. Guia-nos pela fé e guarda nossas vidas sob a Tua luz. 

​Muito obrigado, Nossa Senhora Aparecida, Mãe amada e eterna Padroeira do Brasil! Amém.

© Alberto Araújo


A LUZ INTERMINÁVEL DO OLHAR: UMA ODE À CRIANÇA E AO NOSSO MENINO INTERIOR

Antes que o tempo nos ensinasse a medir as horas, o mundo era feito de puro espanto, o deslumbramento de quem descobre o mundo pela primeira vez. O sobressalto bonito diante das coisas simples: a surpresa, o impacto do novo, a curiosidade sem filtros. Não havia distância entre o desejo e a imaginação: bastava fechar os olhos para voar, erguer as mãos para tocar as estrelas e inventar um universo inteiro no quintal de casa. Olhar para a vida com os olhos de uma criança é resgatar essa capacidade de se maravilhar com o invisível e de encontrar poesia onde o mundo adulto vê apenas pressa.

Guardamos no peito a memória de um tempo em que os dias pareciam infinitos e o abraço de quem amávamos era um abrigo inexpugnável contra qualquer tempestade. Um tempo de pés descalços na terra, gargalhadas sem motivo e sonhos tão altos que desafiavam a própria gravidade. Relembrar a infância não é olhar para o passado com nostalgia, mas reacender a chama do encanto no presente.

Neste Dia 12 de outubro, celebramos esse território sagrado chamado infância. Mais do que uma simples fase da vida registrada em fotografias amareladas pelo tempo, a infância é um estado de espírito, uma sabedoria límpida que o mundo, na sua afobação diária, muitas vezes nos faz esquecer. 

Ser criança é carregar na alma a nobreza da simplicidade. É ter os joelhos ralados como medalhas de coragem e o sorriso solto, sem a maquiagem da etiqueta. A criança não calcula o tempo pelo relógio, mas pelo tamanho do entusiasmo; não mede o valor das coisas pelo preço, mas pela alegria que elas despertam. Para ela, o vento não é sopro de ar, é mistério; uma joaninha na mão é um milagre vivo; e o abraço de quem ama é o refúgio mais seguro contra qualquer tempestade. As crianças nos ensinam, diariamente, que a vida não precisa ser complicada para ser extraordinária. 

Mas a magia não para quando crescemos. O maior segredo da existência, aquele que os poetas sussurram e os sábios buscam nos livros, é que a infância nunca realmente vai embora. Ela não morre com a chegada da maturidade; apenas adormece quietinha em um canto quentinho do nosso peito, esperando pelo momento certo de despertar. 

A criança que fomos continua viva dentro de cada um de nós. Ela está lá quando a gente ri até a barriga doer por uma bobagem qualquer; quando sentimos aquele arrepio gostoso de expectativa antes de uma surpresa; quando olhamos para as nuvens no céu e, por um breve segundo, voltamos a enxergar nelas dragões, castelos e passarinhos. É a nossa criança interior que nos devolve a capacidade de se indignar contra as injustiças, de amar com pureza desarmada e de recomeçar do zero sem carregar o peso do passado.

Quando abafamos a nossa criança interna, a vida fica cinzenta, pesada e mecânica. Viramos prisioneiros das certezas e esquecemos a beleza das perguntas. Por isso, neste dia tão especial, o convite não é apenas para presentear os pequenos que correm pela casa com seus risos cristalinos e pés descalços. O convite é também para estender a mão à sua própria criança interior. 

Abrace a sua história. Perdoe seus tropeços com a mesma leveza com que a criança se levanta após uma queda no parque, limpa a poeira da roupa e volta a correr. Permita-se ter momentos de puro encanto despretensioso. Corra na chuva sem medo de se molhar, coma o seu doce favorito sem culpa, olhe para as estrelas e faça um pedido de coração aberto, acreditando, nem que seja por um instante, que o impossível é apenas uma questão de imaginação.

Que hoje possamos proteger as crianças do nosso presente,  garantindo-lhes amor, segurança, brincadeiras e o direito sagrado de sonhar. E que, ao mesmo tempo, possamos libertar a criança do nosso passado, deixando que ela ilumine os nossos passos de adultos com a sua luz interminável, sua curiosidade bonita e sua fé inabalável no amanhã. 

Feliz Dia das Crianças a todas as infâncias: as que florescem lá fora e a que brilha eternamente do lado de dentro. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 

 

A HISTÓRIA POR TRÁS DO DIA DAS CRIANÇAS: DA CONSCIENTIZAÇÃO AO CALENDÁRIO AFETIVO 

A celebração da infância é um gesto universal, mas a forma de registrá-la no calendário revela particularidades históricas e culturais em cada canto do planeta. Enquanto no português europeu convencionou-se dizer “Dia da Criança” e no Brasil predomina o plural “Dia das Crianças”, a escolha das datas reflete caminhos que mesclam diplomacia internacional, políticas públicas e estratégias comerciais. 

O compromisso global com a proteção dos pequenos ganhou força em 1925, quando a Conferência Mundial para o Bem-Estar da Criança, realizada em Genebra, proclamou o Dia Internacional da Criança. Desde então, nações como Portugal, Angola e Moçambique adotaram o dia 1º de junho para marcar a ocasião.

Décadas mais tarde, as Nações Unidas (ONU) estabeleceram o 20 de novembro como o Dia Mundial da Criança. A escolha remete a marcos fundamentais dos direitos humanos: a aprovação da Declaração Universal dos Direitos da Criança, em 1959, e a promulgação da Convenção sobre os Direitos da Criança, em 1989. 

No Brasil, o 12 de outubro possui uma trajetória singular. A ideia original partiu do deputado federal Galdino do Valle Filho em 1924, sendo oficializada pelo presidente Arthur Bernardes por meio do Decreto nº 4.867. Contudo, durante décadas, a data permaneceu praticamente esquecida no cotidiano da população.

Em 1940, no Estado Novo, o presidente Getúlio Vargas tentou remanejar a celebração para 25 de março, vinculando-a às políticas estatais de assistência à maternidade, saúde e educação juvenil. Mais do que uma festa, a intenção era "trazer à memória" e avivar a consciência pública para o dever de proteção social à família. 

A virada definitiva do 12 de outubro como grande celebração popular só ocorreu a partir da década de 1950. Movidos pelo sucesso de campanhas publicitárias como a "Semana do Bebê Robusto", promovida em conjunto pela Fábrica de Brinquedos Estrela e pela Johnson & Johnson, os fabricantes do setor infantil decidiram resgatar o antigo decreto de 1924. A estratégia comercial unificou a data, transformando o dia das crianças em um dos momentos mais aguardados do ano.

 


CRISTO REDENTOR 95 ANOS DE BRAÇOS ABERTOS PARA O MUNDO - HOMENAGEM DO FOCUS PORTAL CULTURAL

​Hoje, 12 de outubro de 2026, o Focus Portal Cultural, sob a liderança do jornalista Alberto Araújo, presta uma sincera e emocionante homenagem ao maior símbolo do nosso país: o Cristo Redentor completa 95 anos de história, fé e acolhimento sobre a Baía de Guanabara! 

​Há quase um século, do alto do Corcovado, essa majestosa escultura abraça o Rio de Janeiro e o Brasil, tornando-se o coração pulsante da nossa cultura e identidade. 

Não celebramos apenas um monumento, mas 95 anos de memórias transformadas em arte, de orações silenciosas e de encontros que conectam pessoas de todas as partes do planeta em um só abraço fraterno. 

​O jornalismo cultural do Focus celebra esta data reafirmando a importância da preservação da nossa memória e das nossas tradições.

O Cristo Redentor é um símbolo de esperança, inspirando gerações e projetando o Brasil para o mundo com beleza e fraternidade. 

​O jornalista Alberto Araújo e toda a equipe do Focus Portal Cultural parabenizam o Rio de Janeiro e celebram estes 95 anos de vida, cultura e inspiração contínua. Viva o Cristo Redentor!

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural






domingo, 11 de outubro de 2026

ANA MARIA TOURINHO ACOMPANHA O CÍRIO FLUVIAL 2026 E COMPARTILHA MOMENTOS DE FÉ EM BELÉM

Nossa querida companheira Ana Maria Tourinho ainda se encontra em Belém do Pará, onde participa das celebrações do Círio de Nazaré ao lado de seu esposo, Dr. Euderson Kang Tourinho. A escritora compartilhou belas imagens da tradicional festividade, registrando momentos marcados pela fé, devoção e emoção que tomam conta da capital paraense nesta época do ano. 

Sábado, 10 de outubro de 2026, aconteceu o tradicional Círio Fluvial, uma das mais emocionantes romarias da programação do Círio de Nazaré. A celebração teve início por volta das 9 horas, após a Romaria Rodoviária e a saída da procissão náutica do Terminal Hidroviário de Icoaraci. 

O percurso reuniu milhares de fiéis e embarcações ao longo de aproximadamente 18,5 quilômetros pelas águas da Baía do Guajará. A Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, conduzida pelo navio Garnier Sampaio, seguiu cercada por demonstrações de fé e gratidão. A chegada ocorreu por volta das 11 horas, na Escadinha do Cais do Porto, nas proximidades da Estação das Docas, onde uma multidão aguardava para receber a Santa. 

As fotografias compartilhadas por Ana Maria revelam a grandiosidade da romaria fluvial e a forte religiosidade que transforma Belém em um grande cenário de fé, tradição e esperança, reafirmando a importância do Círio como uma das maiores manifestações religiosas do Brasil. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural