quinta-feira, 2 de abril de 2026

PÁSCOA SOLIDÁRIA DO ELOS UNIVERSITÁRIO - A MAGIA QUE TRANSFORMA O DIA NAS CRECHES DE NITERÓI

 

Sob o lema “Universitários transformando o mundo juntos” a solidariedade e o encantamento infantil caminharam de mãos dadas em Niterói. No dia 01 de abril de 2026, uma mobilização do Elos Universitário de Niterói, liderado pelo presidente Everton Siqueira, provou que a responsabilidade social atinge sua plenitude quando toca o coração das crianças.

O evento, realizado nas creches de Ititioca e Jurujuba, ganhou contornos de pura magia com a presença do Coelho da Páscoa. A entrada da personagem nas salas de aula provocou um verdadeiro alvoroço de felicidade; uma "loucura" saudável onde o protocolo deu lugar ao afeto espontâneo. Entre gritos de alegria, abraços apertados e beijos, as crianças vivenciaram o lúdico em sua forma mais pura. 

Esse diferencial tornou o evento singular: não se tratava apenas de distribuir chocolates, mas de proporcionar uma memória afetiva inesquecível, onde o símbolo da Páscoa entregava em mãos o carinho de toda uma rede de voluntários. 

A ação reafirma o papel do Elos Universitário como uma célula elista, um braço jovem e vibrante do Elos Internacional. Essa energia é fortalecida por lideranças que unem as duas instituições, como a Dra. Matilde Carone Slaibi Conti, que acumula a Presidência do Elos Internacional e a Vice-Presidência do Rotary Club de Niterói. 

Ao saber do impacto da iniciativa, Matilde emocionou-se: "Eu fico com o coração a cantar quando vejo que o Elos Universitário, que nós criamos, está produzindo algo tão lindo. Que gracinha! Foram entregues cerca de 140 caixas de bombom hoje pela Ana, e o trabalho continua. Ver essa alegria faz meu coração dar pulos de felicidade." 

Além do doce sabor do chocolate, o acolhimento e as brincadeiras foram essenciais para estruturar uma rotina de leveza, permitindo que os alunos se apropriem do espaço escolar com confiança e prazer. Quando universitários e líderes experientes se unem, o resultado é este: um mundo transformado pelo sorriso de uma criança. 

Agradecemos à presidente Matilde Slaibi Conti

pelo gentil envios das fotos e vídeos. 

© Alberto Araújo

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O SEQUENCIAL SÃO PEQUENOS VÍDEOS
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RÁDIOS CULTURA HOMENAGEIAM O ARRANJADOR, COMPOSITOR E PIANISTA LUIZ EÇA - DIA EM QUE O MÚSICO COMPLETARIA 90 ANOS

Na sexta-feira (3/4), as Rádios Cultura farão uma homenagem ao arranjador, compositor e pianista Luiz Eça, falecido em 1992, que completaria 90 anos neste dia. 

A partir das 7h, a Cultura FM leva ao ar em Desperte com os Clássicos, a composição “The Dolphin”. O Música e Notícia, das 8h às 10h, apresenta o arranjo e interpretação de Luiz Eça para “Travessia”, de Milton Nascimento e Fernando Brant. 

Entre 10h e 12h, o Estação Cultura traz Luiz Eça, ao piano, ao lado de Astor Silva e seu conjunto em “Nova Ilusão”, de Zé Menezes e Luiz Bittencourt. E o Tarde Cultura, no ar entre 14h e 17h, apresenta “Imagem”, composição do músico, com o próprio autor ao piano.

Já na Cultura Brasil, a partir das 18h, o programa De volta pra Casa - transmitido em rede com a Cultura FM - traz uma seleção musical dedicada inteiramente ao seu trabalho como compositor, arranjador e intérprete. 

Às 19h, será levado ao ar a única entrevista que o pianista concedeu à Rádio Cultura. Foi em 1989, quando ele esteve em São Paulo e participou do Estúdio 1.200, apresentado por Fausto Canova. No programa, Luiz Eça detalhou a sua carreira, falou dos primeiros toques ao piano, sobre suas professoras, sua primeira composição e, ainda, suas experiências em Viena, a bossa nova, sua composição preferida e seu derradeiro disco instrumental: “Luiz Eça e Jerzi Mileswski: Duas suítes instrumentais”. 

Sobre Luiz Eça 

Luiz Mainzi da Cunha Eça nasceu no Rio de Janeiro em 3 de abril de 1936. Descendente direto do escritor português Eça de Queiroz, foi um dos mais talentosos músicos de sua geração. Juntamente com Hélcio Milito e Bebeto Castilho criou no início dos anos 1960 o Tamba Trio, popularizando esse tipo de formação musical no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Em 1964 lançou o álbum “Luiz Eça e cordas”, considerado um marco pela crítica especializada, tornando-se referência obrigatória para os jovens músicos que surgiam, como Edu Lobo, Marcos Valle e Dori Caymmi. Sua importância para a história da música brasileira do século XX é inegável. Foram mais de 30 discos gravados, centenas de arranjos para intérpretes do primeiro time da MPB, shows, turnês e composições gravadas por músicos de jazz nos Estados Unidos. 

Serviço

Luiz Eça – 90 anos – Programação especial

Dia - Sexta-feira (3/4)

De volta pra casa (18h), com Gilson Monteiro

Estúdio 1200 (19h) (com a única entrevista concedida à emissora)

 

Rádio Cultura Brasil

FM – 77,9 MHz

AM – 1.200 kHz

TV aberta – Canal 2.5

www.culturabrasil.com.br


Serviço

Luiz Eça – 90 anos – Programação especial

Dia - Sexta-feira (3/4)

Durante a programação entre 7h e 19h

 

Rádio Cultura FM

103,3 MHz




quarta-feira, 1 de abril de 2026

A CELEBRAÇÃO DA IMORTALIDADE CULTURAL: REDE SEM FRONTEIRAS CONSOLIDA NOVO NÚCLEO NA PARAÍBA COM PRESENÇA DE ANA MARIA E EUDERSON TOURINHO

 

A cultura, quando desprovida de limites geográficos, torna-se um organismo vivo que respira através da colaboração e do reconhecimento mútuo. No epicentro dessa filosofia está a Rede Sem Fronteiras, uma instituição que se consolidou como um dos maiores baluartes da lusofonia e da integração cultural contemporânea. Sob a presidência visionária da jornalista e escritora Dyandreia Portugal, a Rede não apenas conecta artistas, acadêmicos e comunicadores, mas estabelece uma ponte sólida entre os países de língua portuguesa e suas diásporas. O trabalho de Dyandreia à frente da instituição é marcado por uma diplomacia cultural incansável, que busca elevar o nome da literatura e das artes brasileiras ao cenário internacional, transformando cada "nó" dessa rede em um ponto de luz e resistência intelectual. 

A expansão para o Nordeste brasileiro ganha mias um capítulo de ouro. A instalação do Núcleo Regional Cultural da Rede Sem Fronteiras na Paraíba representa mais do que uma simples formalidade administrativa; é a materialização de uma esperança renovada para o setor cultural do estado. Este novo núcleo nasce com a missão de ser um catalisador de talentos locais, permitindo que a riqueza histórica e literária paraibana ecoe além de suas divisas, alcançando os demais continentes onde a Rede mantém sua bandeira hasteada. É um espaço de acolhimento para a inteligência, para o debate ético e para a preservação da memória, garantindo que o legado dos nossos intelectuais não se perca na volatilidade dos tempos modernos.

No último dia 31 de março de 2026, a solenidade de posse da nova diretoria do Núcleo Paraíba foi honrada com a presença de um casal que personifica a elegância intelectual e o compromisso com as letras: a acadêmica Ana Maria Tourinho, Vice-presidente Cultural Mundial da Rede Sem Fronteiras, e seu "muso", o eminente acadêmico Dr. Euderson Kang Tourinho. 

O casal, que recentemente foi o grande destaque nacional ao receber o prestigiado Troféu FENACOM 2025, trouxe para o evento na Paraíba a aura de distinção que lhes é característica. Ana Maria, com sua oratória precisa e sua capacidade inata de transitar pelas mais altas esferas da diplomacia cultural, representa o elo vital entre as regiões brasileiras. Representou a Presidente Mundial da rede Sem Fronteiras, Dyandreia Portugal. 

Ao lado de Euderson, a presença de Ana Maria  não é apenas protocolar, mas sim um testemunho vivo de que a cultura e o direito caminham de mãos dadas na construção de uma sociedade mais justa e consciente.

Ana Maria, que dias antes dividira a mesa diretora com autoridades como o Governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, e o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Fred Coutinho, reafirmou seu papel como gestora social da comunicação. Sua generosidade intelectual manifestou-se mais uma vez ao ofertar a obra "Mulheres Extraordinárias" a confrades, reforçando o protagonismo feminino na história contemporânea.

Durante a cerimônia, presidida pela dedicada Rosenilda Carvalho Oliveira, ficou evidente que a participação dos Tourinhos eleva o patamar de qualquer evento.

A posse da nova diretoria, ocorrida no emblemático cenário da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal da Paraíba. Sob a liderança da Presidente Rosenilda Carvalho Oliveira, a equipe empossada reflete a diversidade e a competência necessárias para representar a Rede Sem Fronteiras em solo paraibano. 

A composição do Núcleo da Rede Sem Fronteiras – Paraíba para o biênio 2026-2028 apresenta a seguinte nominata: 

Presidente: Rosenilda Carvalho Oliveira

Vice-Presidente: Acacileide Camilo Diniz

Diretora-secretária – Vaneide Morais de Azevedo

Diretora-Tesoureira – Dorita Santiago Oliveira

Diretor Cultural – Vanderlei de Souza

O que se viu na Paraíba, com a chancela de nomes como Ana Maria e Euderson Tourinho, foi a reafirmação de que o jornalismo sério e a cultura imortal são os pilares que sustentam as instituições democráticas. Enquanto o mundo se perde em cliques e visualizações efêmeras, a Rede Sem Fronteiras, com o apoio de seus luminares, foca na perenidade da palavra escrita e na liturgia do reconhecimento acadêmico. 

A presença dos Tourinhos serviu como o lastro intelectual de uma noite onde a Paraíba abraçou Rondônia e, sob a batuta de Dyandreia Portugal, o Brasil mostrou-se unido em uma única rede: a rede do saber, do respeito e da imortalidade cultural. O sucesso do evento e a posse da nova diretoria são garantias de que a esperança depositada neste Núcleo frutificará em obras, diálogos e, acima de tudo, no fortalecimento da identidade luso-brasileira.

© Alberto Araújo

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ILAN BRENMAN FALA SOBRE ESTREIA NA FICÇÃO ADULTA NO ENTRELINHAS

 

PROGRAMA DA TV CULTURA TAMBÉM ENTREVISTA PEDRO CARDOSO E AQUILES ARGOLO E VISITA A BIBLIOTECA DE ASTRID FONTENELLE 

O Entrelinhas recebe, nesta sexta-feira (3/4), o escritor Ilan Brenman, que conversa com Manuel da Costa Pinto sobre sua primeira obra de ficção voltada ao público adulto. Na mesma edição, Chris Maksud bate um papo com o ator Pedro Cardoso e o jornalista Aquiles Argolo, que falam sobre as crônicas de Dias Sem Glória. Daiane Amaral conversa com os criadores do Sarau do Binho e, no quadro Entre Livros, o programa visita a biblioteca pessoal da jornalista e apresentadora Astrid Fontenelle. A atração vai ao ar na TV Cultura, às 22h30min. 

Durante o programa, Ilan Brenman fala sobre a experiência de escrever seu primeiro livro de ficção para adultos, após a publicação de mais de 80 obras destinadas ao público infantojuvenil. O autor compartilha as inspirações por trás de suas histórias e revela como seu cotidiano influencia diretamente seu processo criativo. Brenman também lê trechos do livro que escreveu em homenagem às filhas e comenta: “É um livro que me emociona ao falar e ao relembrar o que escrevi para elas. São sentimentos profundos, verdadeiros e genuínos”.

O ator Pedro Cardoso e o jornalista Aquiles Argolo contam a Chris Maksud como surgiu a parceria entre os dois e explicam que, apesar de trajetórias distintas, se uniram na escrita das crônicas de Dias Sem Glória. “A gente conseguiu vencer a virtualidade e criar uma amizade presencial, do corpo, não só daquelas palavras eletrônicas registradas”, destaca Pedro. 

Na mesma edição, Daiane Amaral conversa com os criadores do Sarau do Binho, um dos movimentos mais relevantes da literatura periférica no Brasil. Já no quadro Entre Livros, o Entrelinhas visita a biblioteca pessoal da jornalista Astrid Fontenelle. 

 Fotos: Débora Mendonça

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BRUNO TOLENTINO - O HEREDITÁRIO E O PRECOCE - CRÔNICA DE © ALBERTO ARAÚJO


Diferente de quem busca a cultura, Bruno nasceu mergulhado nela. Em uma casa onde nomes como Bárbara Heliodora e Antonio Candido eram presenças familiares, a erudição era o vernáculo cotidiano. 

Aos três anos, enquanto outras crianças balbuciavam, ele já decifrava a heráldica das nações. 

Frequentando o MAM, o jovem Bruno não era apenas um espectador. Fez cursos no Museu de Arte Moderna. Lá conheceu João Cabral de Melo Neto, Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, Drummond, Nélida Piñon. Encantaram-se uns pelos outros e vez ou outra Bruno os reunia na casa dos pais. 

Os trinta anos vividos na Europa não foram um simples passeio acadêmico, mas uma odisseia de alta voltagem. Bruno não apenas leu os grandes; ele viveu com eles. Recebeu o aval de W.H. Auden e Saint-John Perse, consolidando-se como uma voz que transcendia fronteiras linguísticas.

Contudo, a vida cinematográfica exige o seu conflito. A prisão em Dartmoor, na Inglaterra, por tráfico de entorpecentes, poderia ter sido o fim de qualquer carreira. Para Tolentino, foi o claustro necessário. Na cela, o poliglota transformou-se em ponte para os outros detentos e, no silêncio da reclusão, teve os seus encontros místicos com a Virgem Maria. Foi ali, entre as grades e o absoluto, que nasceu "A Balada do Cárcere". 

Ao retornar ao Brasil em 1992, deportado mas carregando uma bagagem lírica monumental, Bruno encontrou um país literariamente fragmentado. Ele trouxe consigo o que Arnaldo Jabor chamou de "peste clássica", uma exigência técnica e espiritual que a poesia contemporânea parecia ter esquecido. 

Sua recepção foi um misto de espanto e reverência:

Ariano Suassuna o viu como um herdeiro da luta pela arte verdadeira.

Alcir Pécora o alçou ao posto de maior poeta pós-Cabral.

João Moura Jr. definiu-o na dualidade perfeita: a estrutura de Goethe com a alma marginal de Villon.

Bruno Tolentino partiu em 2007, deixando três Prêmios Jabuti e uma obra que ainda hoje atua como um fanal de rigor formal e profundidade metafísica. Ele provou que a poesia não é apenas um exercício de escrita, mas uma forma de habitar o mundo, com toda a dor, a beleza e a complexidade que isso exige. 

Comprar as obras, clicar no link:

https://pessoaeditora.com.br/obras-completas-2?src=a17123ef3a6f4ba894c5fc98a0fd42bf&   

 

© Alberto Araújo

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