quinta-feira, 6 de junho de 2024

UMA ODISSEIA PELA AMÉRICA DO SUL ANCESTRAL "Crônicas de Ruamu", Giuliano Andreoli

 


UMA ODISSEIA PELA AMÉRICA DO SUL ANCESTRAL 

Em "Crônicas de Ruamu", Giuliano Andreoli compõe um universo épico com raízes latinas para dialogar sobre violência, racismo, dogmatismo religioso e outras mazelas das civilizações. 

Quais histórias guardam as antigas civilizações que habitaram as terras sul-americanas há dezenas de milênios? Em Crônicas de Ruamu – O destino de Eneim, o escritor e professor universitário Giuliano Andreoli estimula a imaginação do leitor ao combinar ficção batalhas épicas e mistérios ancestrais, com geografia, cultura e espiritualidade típicos da América Meridional. Temáticas como violência e outros problemas sociais complementam o enredo para aproximar um passado aparentemente distante da contemporaneidade.

 

A trama se desenrola com a destemida vidente Lagnicté, uma mulher destinada a governar, que tem a vida entrelaçada à de Narsciti, um corajoso capitão da Guarda Prateada de Eneim. Juntos, eles enfrentam a ameaça de invasão ao continente de Ruamu, e precisam contar com a ajuda de aliados improváveis para impedir que seu povo seja escravizado pelo opressor e segregador império de Schwertha. À medida que desvendam segredos milenares sobre a história da humanidade, os protagonistas terão crenças, ideologias e valores abalados. 

Alguns relatos diziam que a nação de Schwertha era governada por entidades sobre-humanas ou que seu povo era governado por uma poderosa bruxaria. Outros diziam que ela o era apenas por reis cruéis, sádicos e decadentes. Mas todos, sem exceção, diziam que, há cerca de trinta anos ou mais, os huiracochas, um dos povos que habitam o continente de Mu, passaram a adorar uma nova religião. E que esse novo culto radical pregava uma forma extremada de racismo. Assim, a busca por um tipo de “purificação”, tanto dentro quanto fora do seu continente, os levara a adotar uma política. (Crônicas de Ruamu – O destino de Eneim, p. 72) 

Dividido em quatro partes, 63 capítulos e um epílogo compõem esta trama de alta fantasia que transcende e desconstrói as referências de literatura eurocêntricas. Os castelos e dragões dão vez a pirâmides, construções de pedra, fortes guerreiros, deuses poderosos. Mapas com a disposição de países e do continente de Ruamu, logo nas primeiras páginas, conectam o leitor com a ambientação antiga, muito antes dos povos pré-colombianos. 

Com influências que vão desde a cosmovisão da Teosofia até mitos das cidades perdidas da Amazônia, Giuliano Andreoli espalha alegorias nas entrelinhas. A exemplo dos invasores de Ruamu que pregam a superioridade de raça – em referência ao nazismo –, e do nome desta nação opressora, “Schwertha”: uma alusão à obra “Crônicas de Akakor”, parte do imaginário colonial que divulgou a ideia de povos de raça branca construindo civilizações avançadas no passado remoto da América do Sul.

Desta forma, o autor vai além do entretenimento para lançar luz sobre questões como a luta contra o dogmatismo religioso, combate à violência feminina e ao racismo, o resgate da sabedoria ancestral e a importância de conhecer a própria história e não repetir erros do passado. “O livro é, sobretudo, uma representação dos problemas que trazemos no interior da nossa civilização e com os quais nós temos de lidar”, explica o autor.

 

FICHA TÉCNICA

 

Título: Crônicas de Ruamu

Subtítulo: O Destino de Eneim

Autor: Giuliano Andreoli

Editora: Viseu

Formato: 16 x 23 cm

Páginas: 705

 

Sobre o autor: Giuliano Andreoli é professor universitário, mestre em Educação e doutorando em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialista em Pedagogias do Corpo, tem uma formação multiartística nas áreas da dança, teatro, circo e artes marciais. É também pesquisador dessas artes em intersecção com a Educação, e possui diversas publicações de artigos em periódicos científicos na área dos estudos socioculturais. 

Na literatura assina o livro “Dança, gênero e sexualidade: Narrativas e Performances” (2019), pela editora Apris. Na área de ficção, publicou os contos “Os Espíritos do Deserto”, na Antologia “Guardião das Areias” (2023), e “Wendigo”, na Antologia “Sangue e Prata” (2024), ambos pela editora Medusa. Publicou ainda “Horror Noturno”, na Antologia “Chamado das Sombras” (2024), pela editora Dark Books. 

Instagram do autor: @giuliano.andreoli.9 





EXPOSIÇÃO SOBRE LEONARDO DA VINCI CHEGA NA ZONA LESTE DE SÃO PAULO

 

Mostra é realizada no Shopping Metrô Itaquera e traz réplicas das invenções e da arte do criador da Mona Lisa. Entrada é gratuita

O Shopping Metrô Itaquera apresenta a exposição "O Extraordinário Universo de Leonardo da Vinci", que conta a vida e a obra do maior gênio do Renascimento. A mostra tem entrada gratuita e aborda as diferentes áreas de interesse de Leonardo da Vinci, como a física, botânica, geometria, anatomia e, claro, a arte, obras que evidenciam como o artista foi um verdadeiro visionário. É possível visitar a exibição até o dia 30 de junho de 2024.

Em um passeio pelas invenções, experimentos e criações artísticas de Da Vinci, os visitantes conhecem o legado e o processo criativo do artista italiano, por meio de objetos recriados a partir dos desenhos do artista, painéis, conteúdo audiovisual e podem conhecer os segredos da sua mais famosa obra, Mona Lisa. Em alguns ambientes, o público pode interagir com obras para entender como elas funcionam. A experiência dialoga com a linguagem atual de crianças e jovens. 

Nascido em Florença em 1452, Leonardo da Vinci já trazia o espírito genuíno da inovação, tema tão presente na vida contemporânea. Nesta exposição, o público tem a oportunidade de conhecer o vasto e diverso repertório em vários campos da arte e do conhecimento desse gênio do período da Renascença. Da Vinci viveu numa época em que ocorriam intensas transformações que conduziam o mundo à modernidade e foi uma das figuras mais significativas do seu tempo.

Onde Leonardo viveu, com quem se relacionou, como construiu a sua carreira, quais são os mistérios e as histórias em torno de suas obras, como Mona Lisa e A Última Ceia. Tudo isso o público é convidado a compreender ao vivenciar a experiência e conhecer um pouco mais a mente inquieta do homem que lançou as bases para algumas das invenções mais notáveis da sociedade moderna, como o automóvel e o submarino, e que pintou uma das obras de arte mais valiosas e visitadas do mundo, a Mona Lisa.

“Essa é mais uma exposição que nossos clientes podem aproveitar gratuitamente em nosso shopping. Um passeio pela história do Leonardo Da Vinci e suas principais obras históricas. Uma mostra com muito conteúdo educativo para crianças e adultos”, explica Wagner Patrocinio, gerente de marketing do Shopping Metrô Itaquera.

A exposição tem concepção e produção da Manaka Cultural e da EKO.ag, agência de comunicação e entretenimento. "Nesta exposição, apresentamos ao público, de forma leve, divertida e educativa, como Leonardo da Vinci foi um homem revolucionário. Suas invenções se mantêm relevantes até hoje, mais de 500 anos depois de sua morte", destaca Thiago O Carvalho, curador da exposição. 

Serviço: O Extraordinário Universo de Leonardo da Vinci

Data: 30/05 a 30/06

Local: Shopping Metrô Itaquera

Endereço: Av. José Pinheiro Borges, s/n - Itaquera, São Paulo – SP.

Entrada: Gratuita – Resgate do ingresso no app do shopping

Horários de funcionamento do Shopping Metrô Itaquera 

Lojas: Segunda a sábado, das 10h às 22h / Domingos e feriados, das 14h às 20h*. *Opcional a abertura das lojas às 11h e fechamento opcional às 22h. Praça de Alimentação e Restaurantes: das 10h às 22h (segunda a sábado) / das 11h às 22h (aos domingos)

Endereço: Av. José Pinheiro Borges, s/n - Itaquera, São Paulo - SP, 08220-900 

Acesse nosso Site, Facebook e Instagram

WhatsApp: (11) 2040-3635

Sobre o Shopping Metrô Itaquera

Inaugurado em 2007, o Shopping Metrô Itaquera, administrado pela Ancar Ivanhoe, é uma das principais referências comerciais na Zona Leste de São Paulo. Com localização privilegiada, está instalado em um bairro com aproximadamente 520 mil habitantes e possui seus acessos interligados à estação do Metrô Corinthians-Itaquera, CPTM, Terminal Urbano e Arena Corinthians. Com 180 quiosques, 250 lojas, sendo onze âncoras, o shopping abriga as principais marcas do varejo: Mercado Extra, Casas Bahia, C&A, Riachuelo, Renner, Nike Store, Centauro, Lojas Marisa, Torra, Marabraz, Soneda, Preçolândia, Besni, Pernambucanas, além de uma moderna operação de cinema (Cinépolis) com nove salas, uma academia Smart Fit e os restaurantes Gigante Nordestino e Outback. O empreendimento também é conhecido por sediar o maior Poupa Tempo da capital paulista.

Sobre a Ancar Ivanhoe

Com 50 anos de atuação no mercado, é a maior empresa de capital privado em shopping center do país. Pioneira no setor, começou sua trajetória na década de 70, quando ingressou na indústria como uma das responsáveis pelo desenvolvimento do segundo shopping construído no Brasil: o Conjunto Nacional Brasília. Em 2006, associou-se à canadense Ivanhoe Cambridge, líder global de serviços imobiliários, e continua em constante expansão. Após 10 anos dessa parceria de sucesso, a Ancar Ivanhoe tornou-se uma das cinco maiores empreendedoras e administradoras de shopping center do Brasil, presente nas cinco regiões do país, com 25 empreendimentos em seu portfólio, entre shoppings em operação e em desenvolvimento.  Para mais informações, acesse www.ancarivanhoe.com.br.

FONTE

Néctar Comunicação Corporativa 

ancar@nectarc.com.br    





REVELANDO SP. MAIOR FESTIVAL DA VALORIZAÇÃO DAS CULTURAS TRADICIONAIS PAULISTAS, DE VOLTA A IGUAPE APÓS SETE ANOS, ACONTECE DE 14 A 16 DE JUNHO DE 2024, COM ENTRADA GRATUITA.

 

O Revelando SP, maior festival da valorização da cultura tradicional paulista, de volta a Iguape após sete anos, divulga sua programação completa para essa próxima edição no município, que acontece entre 14 e 16 de junho, com entrada gratuita. A iniciativa é do Governo do Estado de São Paulo, por meio de sua Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, com gestão e produção da Associação Paulista dos Amigos da Arte. Na cidade, o Revelando SP é correalizado pela Prefeitura Municipal. 

O festival conta com 65 participantes, representando 42 municípios de oito regiões paulistas. São 25 stands de artesanato e 26 de culinária. Além disso, 15 representantes das mais diversas manifestações culturais paulistas se apresentam ao longo do Revelando SP, com música, dança e muito mais.

“Temos uma indústria criativa robusta no estado de São Paulo, e o Revelando SP é um exemplo disso. Iguape é um tesouro cultural que preserva tradições, identidades e patrimônios, contribuindo para a riqueza cultural do estado. Além disso, possui o maior contínuo de vegetação nativa do estado, sítios arqueológicos, manifestações culturais ligadas à caiçaras, quilombolas e imigração japonesa. Tudo isso torna a região um personagem fundamental para contar a história da cultura paulista”, pontua a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Marília Marton 

O Revelando SP em Iguape ainda traz shows de Oswaldo Montenegro, cantor e compositor que está comemorando 50 anos de trajetória em 2024, e Lara Cantador do Vale & Trio no 14 de junho, Fernanda Costa, cantora apadrinhada pela dupla Bruno & Marrone e que é hoje um dos maiores expoentes da “sofrência”, e Trio Caiçaras do Ribeira no dia 15 e Gabriel Sater, trazendo em seu show composições próprias e releituras de músicas que fizeram parte do remake da novela “Pantanal” (2022), na qual o cantor e ator interpretou o personagem Trindade, bem como canções que serviram como trilha de outras novelas e filmes, no dia 16.

 

ARTESANATO

 

Américo Brasiliense – Brinquedos de Madeira

Apiaí – Grupo Arte nas Mãos - artesanato em argila

Apiaí – Artesanato em Palha

Bom Sucesso de Itararé – Mãos Que Produzem - artesanato de barro

Cajati – Entalhes em Madeira

Cananéia – Artesanato Guarani da Tekoa Takuari-ty

Cananéia – Artesanato Tradicional de Cananéia

Caraguatatuba – Entalhes em Madeira - Mestre Jupyra

Caraguatatuba – Artesanato com Escamas de Peixe

Eldorado – Artesanato Tradicional Quilombola

Guapiara – Associação Mulheres Artesãs de Guapiara

 

Guapiara – Grupo Geração de Renda

Guararema – Tapeçaria Tradicional

Iguape – Artesanato Caiçara em Caxeta

Iguape – Arte Sustentável com Resíduos Florestais

Iguape – Panelas Pretas do Jairê

Iguape – Vassouras de Cipó Timbopeva

Iporanga – Arte em Cipó

Itaóca – Ateliê Oleiras Mendes

Itapeva – Arte em Crochê

Miracatu – Artesanato Indígena da Aldeia Djaiko-aty 

Mongaguá – Artesanato Aldeia Cerro Korá

Peruíbe – Art’s Tupi

 

CULINÁRIA COM PREPARO

 

Bragança Paulista – Linguiça Bragantina com Polenta Crocante

Cajati – Suã com Arroz e Caldo de Mocotó

Iguape – Pastel e Casquinha de Siri

Iguape – Baipan - culinária caiçara

Iguape – Comidas Típicas da Colônia Katsura

Jacupiranga – Gastro Cultural

Joanópolis – Comida do Lobisomem

Juquiá – Risoto de Pupunha e Purê de Banana da Terra

Registro – Moqueca Caiçara

Ribeirão Grande – Delícias do Roteiro do Milho  

Ribeirão Grande – Rojão do Balaio

São João da Boa Vista – Doces Caseiros

Sarapuí – Bolinho de Frango

 

CULINÁRIA SEM PREPARO

 

Barra do Chapéu – Cachaçaria Seu Xandoca

Biritiba Mirim – Biscoitos Vô Joel

Cananéia – Defumado Caiçara

Guararema – Alambique do Décio

Jambeiro – Divina Cachaça - cachaça artesanal

Praia Grande – Doces Caseiros

Registro – Geleias, Licores, Doces e Conservas Orgânicas

Socorro – Produtos Derivados da Cana  

 

RANCHOS

 

Guararema – Rancho Galinhada São Longuinho

Guarulhos – Tachos do Olímpio

Jambeiro – Culinária Tropeira

Redenção da Serra – Vaca Atolada

 

MANIFESTAÇÕES CULTURAIS

 

Atibaia – Congada Vermelha de Atibaia

Cananéia – Cantos e Danças Guarani M’bya

Cananéia – Grupo Violas de Ouro - Fandango Caiçara

Iguape – Bloco Boi Tatá

Iguape – Grupo Cultural de Fandango do Rocio

Ilhabela – Congada de São Benedito

Itanhaém – Ciganos

Itaóca – Ivan da Viola

Itaóca – Trança Fitas de Itaóca

Pariquera-Açu – Fanfarra Municipal de Pariquera-Açu

Pedra Bela – Dupla Paco & Thiago

Piquete – Exposição Tropeira

Sarapuí – Banda Marcial Municipal de Sarapuí Benedito Cleto

Taboão da Serra – Orquestra de Violeiros de Taboão da Serra

 

SHOWS

 

14 de junho

19h30min – Lara Cantador & Trio

21h – Oswaldo Montenegro

 

15 de junho

18h30min Trio Caiçaras do Ribeira

21h – Fernanda Costa

 

16 de junho

18h – Gabriel Sater

 

 

REVELANDO SP EM IGUAPE TERÁ ENCONTRO DE FANDANGOS

 

Como uma forma de homenagear o fandango, manifestação tradicional de grande importância para a região do Vale do Ribeira, onde está localizado o município de Iguape, essa edição do Revelando SP promoverá um encontro de fandangos. Participam dessa celebração, que acontece a partir das 15h15 do domingo, os grupos

 

Geração Fandangueira do Prelado, AJJ – Associação Jovens da Juréia, Raízes do Mangue, Grupo de Fandango do Prelado, Grupo de Fandango Morro Seco e Grupo Cultural de Fandango do Rocio – Reiada.

 

Sobre o Revelando SP

 

O Revelando SP, que já teve mais de 55 edições ao longo de quase três décadas, oferece ao público uma viagem pelas tradições do estado de São Paulo. O festival promove uma amostra de produções artesanais, culinária típica e manifestações culturais, como moda de viola, expressões da cultura tropeira, catira, congada, música e dança de povos originários. São saberes passados de geração em geração e que representam a riqueza e diversidade cultural paulista. Além disso, o Revelando SP é      palco para a apresentação de grandes nomes da música brasileira.

 

Na culinária, o Revelando SP sempre oferece uma infinidade de quitutes, com muitos preparos à base de milho, banana e amendoim, compotas, doces cristalizados, bolinhos, pastéis, queijos, sanduíches, galinhada, feijão tropeiro e pratos com nomes e histórias curiosas – que fazem valer uma prosa com os expositores para ter contato com as origens dessas tradições.

 

Os artesãos, por sua vez, levam ao festival esculturas produzidas nos mais diversos materiais, entre arte sacra, tapetes, bolsas, entalhes, bordados, tecelagem, artes variadas em fibras, cipós, papel e palha, entre outros, levando ao público a arte produzida em todo o estado      pelos sertanejos, caiçaras, povos originários e quilombolas.

 

As expressões artísticas, por fim, se fazem presentes por meio de modas de viola, congada, catira, folia de reis, jongo, fandango, cururu, moçambique, dança cigana, samba de bumbo, coral indígena, violeiros, música caipira, bonecões e muito mais.

 

CINCO EDIÇÕES EM 2024

 

Em 2024, o Revelando SP foi expandido e terá, ao todo, cinco edições, levando a cultura tradicional paulista a mais regiões do estado:

 

Barretos – 17 a 19 de maio

Iguape – 14 a 16 de junho

São José dos Campos – 4 a 7 de julho

Presidente Prudente – 9 a 11 de agosto

São Paulo – 12 a 15 de setembro

 

SOBRE A ASSOCIAÇÃO PAULISTA DOS AMIGOS DA ARTE

 

A Associação Paulista dos Amigos da Arte é uma Organização Social de Cultura que trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus 20 anos de atuação, a Organização desenvolveu mais de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas.

 

FONTE

Assessoria de Imprensa – Pevi 56

quarta-feira, 5 de junho de 2024

DE MILHÕES A VALORES INESTIMÁVEIS, CONHEÇA AS OBRAS RARAS E CARAS DO MUSEU DO LOUVRE.

 

Helena Ribeiro, historiadora da arte e guia na França, listou quatro obras incríveis expostas em um dos mais importantes museus do mundo.

O Museu do Louvre, em Paris, é um dos pontos históricos mais conhecidos no mundo todo. Por lá, diversas obras estão distribuídas em um 160 mil metros quadrados e 17 km de galerias e corredores. Tanto espaço e tantas histórias não à toa, já que possivelmente esse é um dos museus mais seguros do mundo já que guarda obras antigas e raras.

A historiadora da arte Helena Ribeiro, que mora em Paris há mais de uma década, listou quatro obras surpreendentes que, além de antigas e raras, custam milhões ou até mesmo tem seus valores inestimáveis, de acordo com especialistas.


01 - MONA LISA - LEONARDO DA VINCI

A obra que não pode faltar nesta lista é a Mona Lisa, quadro bastante conhecido que foi produzido pelo artista Leonardo da Vinci. O pintor foi um dos grandes nomes do Renascimento e sua obra é uma das mais famosas do mundo. O sorriso enigmático no retrato icônico de Lisa Gherardini custa cerca de U$ 870 milhões de dólares.




02 - A LIBERDADE GUIANDO O POVO, LA LIBERTÉ GUIDANT LE PEUPLE - EUGÈNE DELACROIX

A obra de Eugène Delacroix mostra um dos momentos mais importantes para a França na Revolução de 1830. Nomeado como "A liberdade guiando o povo", o quadro foi feito pelo artista no mesmo ano e marcava a história do país deixando um legado de luta por liberdade.

De acordo com especialistas, a obra tem um valor inestimável devido ao seu tempo e a importância relacionada à história do país. "As obras com valores inestimáveis são aquelas com muita importância histórica, cultural e artística. Várias obras estão nesta lista justamente por serem peças únicas com um contexto cultural rico", explica Helena.


03 - AS BODAS DE CANÁ, LES NOCES DE CANA DE PAOLO VERONESE

Uma das obras mais importantes de Paolo Veronese que retrata o famoso milagre bíblico em que Jesus transforma água em vinho. O Casamento em Caná é uma enorme pintura em óleo do pintor italiano maneirista e renascentista. Está exposta no Museu do Louvre, em Paris, e é a maior pintura na coleção do museu, com 6,77m por 9,94m. Feita em 1562. A obra também tem um valor inestimável.

 


04 - A VÊNUS DE MILO, VÉNUS DE MILO

Datada entre 130 e 100 a.C. a obra é uma estátua grega antiga que representa a deusa Afrodite e tem mais de dois metros de altura, sendo composta basicamente de dois grandes segmentos de mármore de Paros, com várias outras partes menores trabalhadas em separado e ligadas entre si por grampos de ferro, uma técnica comum que os gregos antigos usavam. A arte também tem seu valor inestimável. Dezenas de outras obras também não possuem um valor específico. “As obras raras e antigas, que trazem a história da humanidade, não estão à venda e pela sua importância fica difícil calcular o valor que elas têm, por isso muitas sequer são avaliadas”.

As obras citadas fazem parte do acervo do Museu do Louvre, que fica em Paris, na França.

Sobre Helena Ribeiro: Saiu do Brasil em 2011 para fazer um mestrado em Estudos Teatrais em Paris, mas no meio do caminho se apaixonou pela história da Arte e resolveu deixar os palcos para trás. Formou-se em História da Arte pela Universidade Paris Sorbonne e trabalha como guia para brasileiros em Paris! Fundou a empresa Viva Paris e compartilha com os turistas todo seu amor e entusiasmo pela cidade luz. Propõe visitas guiadas nos principais museus de Paris: Museu do Louvre, Museu d’Orsay, Museu Rodin e outros lugares incríveis que você não pode deixar de conhecer. Além disso, trabalha como consultora de viagem para quem está organizando sua viagem para a cidade do amor.

 

Informações à imprensa: alexandre@exclame.cc

 

200 ANOS DA NONA SINFONIA DE LUDWIG VON BEETHOVEN

 




(CLICAR NA IMAGEM PARA OUVIR A COMPOSIÇÃO COMPLETA)

Este ano de 2024, celebram-se os 200 anos da primeira apresentação da sinfonia n.º 9 em ré menor foi a última sinfonia completa de Beethoven, finalizada em 1824. 

A sinfonia coral mais conhecida como Nona Sinfonia ou ainda, A Nona, é uma das obras mais conhecidas do repertório ocidental, considerada tanto ícone quanto predecessora da música romântica e uma das grandes obras-primas de Beethoven.

A Nona foi apresentada pela primeira vez, em 07 de maio de 1824, no Kärntnertortheater, em Viena, na Áustria. O regente foi Michael Umlauf, diretor musical do teatro e o compositor Beethoven sentou num local próximo ao palco, no entanto, dissuadido da regência pelo estágio avançado de sua surdez teve direito a um lugar especial no palco, junto ao maestro, mas não ouviu nada. 

A nona sinfonia de Beethoven incorpora parte do poema "An die Freude" "À Alegria", uma ode escrita por Friedrich Schiller.  Obra-prima do gênio da música Ludwig van Beethoven foi composta entre 1822 e 1824. O quarto movimento, a "Ode à Alegria", tornou-se o hino oficial da União Europeia em 1985. Desde 2003 sua partitura original integra, oficialmente, a lista de Memória da Humanidade. 

A Sinfonia n.° 9 tem um papel cultural de extrema relevância no mundo atual. Em especial, a música do último movimento, chamado informalmente de "Ode à Alegria", foi rearranjada por Herbert von Karajan para se tornar o hino da União Europeia. 

Outra prova de sua importância na cultura atual foi o valor de 3,3 milhões de dólares atingido pela venda de um dos seus manuscritos originais, feita em 2003 pela Sotheby's, de Londres. 

Segundo o chefe do departamento de manuscritos da Sotheby's à época, Stephen Roe, a sinfonia "é um dos maiores feitos do homem, ao lado do Hamlet e do Rei Lear de Shakespeare".

HISTÓRIA

A Philharmonic Society of London "Sociedade Filarmônica de Londres", atual Royal Philharmonic Society, Sociedade Filarmônica Real, comissionou originalmente a obra, em 1817. Beethoven começou a trabalhar nela no ano seguinte, e a terminou no início de 1824, doze anos depois de sua sinfonia anterior. Seu interesse pela Ode à Alegria, no entanto, se iniciou com suas inúmeras tentativas de musicar o poema, ocorridas desde 1793. 

A melodia principal e comumente conhecida desta sinfonia aparece em destaque no quarto andamento no compasso 92, tocada, na dinâmica em piano, unicamente pelos violoncelos e contrabaixos na agógica de «Allegro assai». Não deixa de ser curioso que, se ouvirmos com muita atenção, a peça religiosa de Wolfgang Amadeus Mozart intitulada «Ofertório ‘Misericordias Domini’», em ré menor, K.222, datada de 1775, verificamos, para espanto, que existem na Nona Sinfonia de Beethoven algumas ressonâncias desta peça musical, tanto na melodia como até na tonalidade. 

A introdução para a parte vocal da sinfonia causou diversas dificuldades para Beethoven. Foi a primeira vez que se tentava utilizar uma componente vocal numa sinfonia. Anton Schindler, célebre amigo de Beethoven, disse posteriormente: "quando ele começou a trabalhar no quarto movimento, a batalha recomeçou, mais intensa do que nunca. Sua meta era a de encontrar uma maneira apropriada de introduzir a ode de Schiller. Um dia ele Beethoven entrou na sala gritando: 'Consegui, consegui!' E então me mostrou um caderno com as palavras 'cantemos a ode do imortal Schiller'". 

No entanto, esta introdução acabou nunca chegando à obra final, e Beethoven ainda passou muito tempo reescrevendo aquela parte até que ela atingisse a forma conhecida atualmente. 

Letra da 9ª Sinfonia de Beethoven em português numa tradução menos literal, mantendo a métrica e a rima do poema original.

 

Baixo

 

Ó, amigos, não nesse tom!

Em vez disso, cantemos algo mais delicioso

cantar e sons alegres

Alegre! Alegre!

 

Baixo. Quarteto e coro

 

Oh Alegria, sois Divina

filha de Elísio

tornais ébria a Poesia

inspirais Dionísio

Nem costumes ou tradição

vos reduzem o Encanto

criais-nos um mundo irmão

insuflais o nosso Canto

Feliz de quem alcançou

ser-se amigo de um amigo

Quem doce dama ganhou

jubile-se comigo

Quem um só ente conquistou

seja citado no mundo

mas se na Alegria falhou

ficai só moribundo!

Alegria bebem todos os seres

No seio da Natureza;

Todos os bons, todos os maus,

Seguem seu rastro de rosas.

Ela nos deu beijos e vinho e

Um amigo leal até a morte;

Deu força para a vida aos mais humildes

E ao querubim que se ergue diante de Deus!

 

Tenor e coro

 

Alegremente, como seus sóis voem

Através do esplêndido espaço celeste

Se expressem, irmãos, em seus caminhos,

Alegremente, como o herói diante da vitória.

 

Coro

 

Abracem-se milhões!

Enviem este beijo para todo o mundo!

Irmãos, além do céu estrelado.

Mora um Pai Amado.

Milhões, vocês estão ajoelhados diante Dele?

Mundo, você percebe seu Criador?

Procure-o mais acima do Céu estrelado!

Sobre as estrelas onde Ele mora!

  

CRÉDITO TRILHA SONORA

Symphony No. 9 in D Minor, Op. 125 "Choral": II. Molto vivace · London Symphony Orchestra · Ludwig van Beethoven · Josef Krips, 1960.

 




 


terça-feira, 4 de junho de 2024

MAPAS E FICÇÕES: SÉCULOS XVI A XVIII ROGER CHARTIER MERGULHA NO UNIVERSO DOS MAPAS FICCIONAIS

 


Caminhando por diversas obras clássicas e pela cartografia ficcional, historiador oferece uma nova abordagem sobre a mobilidade das ficções e suas interpretações. 

Obras como O Hobbit, As crônicas de Nárnia e O Senhor dos Anéis familiarizaram o público moderno com a inclusão de mapas em livros de fantasia, guiando os leitores por terras imaginárias. No entanto, essa prática não é recente. Já nos primórdios da era moderna, entre os séculos XVI e XVIII, mapas começaram a ilustrar narrativas ficcionais, apesar dos desafios que isso representava. Afinal, a impressão de mapas encarecia a produção dos livros. 

Além disso, a capacidade das palavras de evocar imagens mentais parecia torná-los desnecessários. Para mergulhar nesse universo da cartografia ficcional, o historiador francês Roger Chartier traz a lume Mapas e ficções, lançamento da Editora UNESP. 

“Como diz Franco Moretti, a geografia literária pode ter dois objetos diferentes: o estudo da literatura no espaço ou o estudo do espaço na literatura. A primeira perspectiva permite a elaboração de mapas das edições das obras e de suas traduções; a segunda, o registro dos lugares das ações e deslocamentos dos personagens, diz respeito à geografia interna dos textos, não ao espaço de circulação dos livros”, escreve, na introdução, Chartier. “Em ambos os casos, uma cartografia é possível, mas, em ambos, é feita no presente. Assim como os espaços do comércio livreiro, os escolhidos e descritos pelas ficções ganham tradução visual. Produzidos por palavras, tornam-se mapas, itinerários ou atlas. Essa operação deixa escapar uma realidade, ínfima, mas nem por isso menos verdadeira: a presença dos mapas em edições de obras quando de sua primeira publicação.”

Neste percurso escrito, a jornada começa com os mapas das aventuras de Dom Quixote e se estende até as edições venezianas de obras de Ariosto e Petrarca. Duas linhagens principais emergem: a inglesa, que retrata as viagens de aventureiros fictícios como se fossem reais, como em As viagens de Gulliver e Utopia; e a francesa, de caráter alegórico, que tem como marco o Mapa do reino de Ternura, da obra Clélia, de Mademoiselle de Scudéry, e seus sucessores, repletos de simbolismo e crítica social. 

Ao longo da história, os mapas literários assumiram múltiplos papéis: representaram mundos invertidos, satíricos, utópicos ou distópicos; borraram as fronteiras entre a realidade e a ficção; alimentaram a razão e os sonhos, transcendendo as limitações do texto escrito. Ao explorar essas diversas obras clássicas, Roger Chartier oferece uma nova perspectiva sobre a mobilidade das ficções e suas interpretações, revelando como os mapas literários enriquecem a experiência do leitor e ampliam os horizontes da imaginação. 

SOBRE O AUTOR

O historiador Roger Chartier é especialista em história do livro, da edição e da leitura. Professor emérito no Collège de France, foi titular, entre 2007 e 2016, da cátedra Écrit et cultures dans l’Europe moderne. Dirigiu com Henri Jean Martin a Histoire de l’édition française, em quatro volumes, Fayard, 1989-1991. Pela Editora UNESP, publicou A aventura do livro do leitor ao navegador, 1998, Os desafios da escrita, 2002, Leituras e leitores na França do Antigo Regime, 2004, Inscrever & apagar, 2007, Origens culturais da Revolução Francesa, 2009, A mão do autor e a mente do editor, 2014 e Editar e traduzir, 2022.

 

Título: Mapas e ficções: Séculos XVI a XVIII

Autor: Roger Chartier

Tradução: Pedro Paulo Pimenta

Número de páginas: 200

Preço: Sessenta e nove reais.

 

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Assessoria de Imprensa da Fundação Editora da UNESP