quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

EM 27 DE JANEIRO CELEBRAMOS OS 115 ANOS DE NASCIMENTO DO COMPOSITOR RADAMÉS GNATTALI NO REBOBINANDO A MEMÓRIA DO TEMPO. O FOCUS PORTAL CULTURAL.







https://youtu.be/hReS09Vhyi4





Radamés Gnattali (1906-1988) - compositor, arranjador, regente e pianista brasileiro. Nasceu em Porto Alegre, 27 de janeiro de 1906 e faleceu no Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 1988, foi um arranjador, compositor e pianista brasileiro.

 

Estudou com Guilherme Fontainha no Conservatório de Porto Alegre e violino com Olga Fossati; na Escola Nacional de Música, com Agnelo França. Terminou o curso de piano em 1924 e fez concertos em várias capitais brasileiras, viajando também como violista do Quarteto Oswald, desde então passou a estudar composição e orquestração.

 

Em 1939 substituiu Pixinguinha como arranjador da gravadora RCA Victor. Durante trinta anos trabalhou como arranjador na Rádio Nacional. Foi o autor da parte orquestral de gravações célebres como a do cantor Orlando Silva para a música Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro, ou ainda da famosa gravação original de Aquarela do Brasil (Ary Barroso) ou de Copacabana (João de Barro e Alberto Ribeiro) - esta última imortalizada na voz de Dick Farney. Na década de 1950 colaborou com o cineasta Nelson Pereira dos Santos e com o sambista Zé Ketti em filmes importantes como Rio Zona Norte (1957) e Rio 40 Graus (1955).

 

Em 1960 embarcou para Europa, apresentando-se num sexteto que incluía Acordeão, Guitarra, Bateria e Contrabaixo. Foi contemporâneo de compositores como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros e Pixinguinha. Na década de 70, Radamés teve influência na composição de choros, incentivando jovens instrumentistas como Raphael Rabello, Joel Nascimento e Mauricio Carrilho, e para a formação de grupos de choro como o Camerata Carioca. Também compôs obras importantes para o violão, Orquestra, concerto para piano e uma variedade de choros. Foi parceiro de Tom Jobim. No seu círculo de amizades Tom Jobim, Cartola, Heitor Villa-Lobos, Pixinguinha Donga, João da Baiana, Francisco Mignone, Lorenzo Fernandez e Camargo Guarnieri. É autor do hino do Estado de Mato Grosso do Sul, a peça foi escolhida em concurso público nacional.

 

DISCOGRAFIA

 

A saudade mata a gente/Copacabana-Fim de semana em Paquetá (1948) - Gravadora Continental

Barqueiro do São Francisco/Um cantinho e você (1949) - Gravadora Continental

Isso é Brasil/Carinhoso (1949) - Gravadora Continental

Bate papo/Caminho da saudade (1949) - Gravadora Continental

Tico-tico no fubá/Fim de tarde (Com o Quarteto Continental) (1949) - Gravadora Continental

Sempre esperei por você/Remexendo (Com o Quarteto Continental) (1949) - Gravadora Continental

Onde estás?/Tema (Vero e seu ritmo) (1950) - Gravadora Continental

Tocantins/Madrigal (Vero e seu ritmo) (1950) - Gravadora Continental

Mambolero/Improviso (1952) - Gravadora Continental

Fantasia brasileira/Rapsódia brasileira (Com sua orquestra) (1953) - Gravadora Continental

Radamés Gnattali: Três Concertos e uma Brasiliana, Orquestra Sinfônica Nacional, Radamés Gnattali: piano. Iberê Gomes Grosso: Violoncelo, Chiquinho do Acordeon: Acordeão (1968)

Tributo a Garoto (com Raphael Rabello) (1982)


Garoto, Radamés Gnatalli, Chiquinho e Billy Blanco, 1955. Arquivo Nacional.

Em janeiro de 1983, recebeu o Prêmio Shell na categoria de música erudita; na ocasião, foi homenageado com um concerto no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que contou com a participação da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, do Duo Assad e da Camerata Carioca. Em maio do mesmo ano, numa série de eventos em homenagem a Pixinguinha, Radamés e Elizeth Cardoso apresentaram o recital Uma Rosa para Pixinguinha e, em parceria com a Camerata Carioca, gravou o disco Vivaldi e Pixinguinha.

 

Radamés foi um dos mestres mais requisitados nesse período, demonstrando uma jovialidade que encantou novos chorões como Joel Nascimento, Raphael Rabello e Maurício Carrilho. Nasceu assim uma amizade que gerou muitos encontros e parcerias. Em 1979 surgiu, no cenário da música instrumental, o conjunto de choro Camerata Carioca, tendo Radamés como padrinho.

 

A saúde começou a fraquejar em 1986, quando Radamés sofreu um derrame que o deixou com o lado direito do corpo paralisado. Em 1988, em decorrência de problemas circulatórios, sofreu outro derrame, falecendo no dia 13 de fevereiro de 1988 na cidade do Rio de Janeiro.

 

Adicionalmente a todo este histórico artístico, Radamés dedicou-se também ao público infantil na sua maturidade profissional. Imortalizou sua arte musical em diversos volumes de história infantil para LP (coleção Disquinho), hoje traduzidas em versão digital disponível em lojas virtuais como o iTunes.











 

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