RITA RIVELLO E O LEGADO DE TARCÍSIO RIVELLO
O Focus Portal Cultural apresenta seus cumprimentos e felicitações à Dra. Rita Rivello. A homenagem que lhe é conferida, em especial a Medalha Calixto Khalil, transcende a figura individual e se torna também um símbolo da memória de seu esposo, o Dr. Tarcísio Rivello, personalidade de moral ilibada e sabedoria exemplar, cuja trajetória de dedicação ao Hospital Universitário Antônio Pedro e às causas sociais inspira gerações e engrandece a cultura de Niterói.
O Livro Sagrado nos ensina que “o homem se une à mulher e ambos se tornam uma só carne”. Assim, ao celebrar Rita Rivello, celebramos também o legado de Tarcísio Rivello, que hoje não está mais entre nós, mas permanece vivo na presença de sua companheira, representante fiel de sua história e de seus valores.
No dia 15 de janeiro de 2026, o Auditório Aloysio de Paula recebeu uma celebração que ficará marcada na memória da cidade: o Jubileu de Diamante do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP). Foram 75 anos de história, dedicação e excelência em saúde pública e ensino superior. Entre discursos e aplausos, um nome se destacou com brilho especial: o de Rita Rivello, homenageada com o Prêmio Destaque Profissional e a Medalha Calixto Khalil.
Fundado em 15 de janeiro de 1951, o então Hospital Antônio Pedro nasceu em homenagem ao médico clínico-geral Antônio Pedro Pimentel, um dos fundadores da Faculdade Fluminense de Medicina. Nos primeiros anos, sua manutenção dependia de verbas municipais e da cobrança de serviços médicos. Em dezembro de 1961, o hospital foi cenário de solidariedade ao socorrer centenas de vítimas do incêndio no Gran Circus Americano, tragédia que deixou cerca de 400 feridos.
Apesar da dedicação de médicos e estudantes, a falta de equipamentos levou ao fechamento temporário. Foi somente em 1964, após intensa mobilização dos alunos da recém-criada Universidade Federal Fluminense (UFF), que o prédio foi oficialmente cedido à instituição, transformando-se no Hospital Universitário Antônio Pedro. A partir daí, consolidou-se como referência em ensino, pesquisa e assistência dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Hoje, o HUAP é reconhecido como um dos principais centros de atendimento de alta complexidade do país. Sua atuação junto ao SUS garante acesso a serviços especializados, ao mesmo tempo em que forma gerações de profissionais comprometidos com a saúde pública. Para milhares de famílias da Região Metropolitana II do Rio de Janeiro, o hospital é mais do que uma instituição: é parte da vida cotidiana, um espaço de confiança e esperança.
Celebrar o Jubileu de Diamante é reconhecer não apenas a longevidade da instituição, mas também sua capacidade de se reinventar e superar desafios. Nesse contexto, a homenagem a Rita Rivello ganha ainda mais significado.
A Medalha Calixto Khalil, concedida a personalidades que se destacam pela dedicação incansável, simboliza o legado de quem ajuda a construir a história do HUAP. Receber essa honraria é inscrever-se na memória viva da instituição, como alguém que transforma vidas e inspira colegas.
A escolha de Rita Rivello como homenageada é um testemunho eloquente de sua trajetória exemplar. Intelectual formada em Letras e Direito, voluntária dedicada e líder comunitária, Rita construiu uma vida marcada por sensibilidade humana e compromisso social. Reconhecida por sua escuta atenta e olhar acolhedor, é descrita por colegas como referência ética e por instituições como presença constante na defesa da infância, da mulher e da dignidade humana.
Ao longo dos anos, Rita participou de projetos sociais e culturais, presidiu associações, coordenou conselhos e esteve na linha de frente em momentos decisivos para o Hospital Universitário Antônio Pedro. Sua presença no HUAP tornou-se sinônimo de confiança, respeito e inspiração.
A cerimônia de entrega da Medalha Calixto Khalil foi marcada por emoção. Em meio aos aplausos, Rita recebeu a honraria com humildade e gratidão, reafirmando seu compromisso com a missão do HUAP. Sua homenagem é também um convite à reflexão sobre o papel da sociedade civil na construção de um país mais justo e humano.
Celebrar Rita Rivello é celebrar Tarcísio Rivello, o presidente que dedicou sua vida ao Hospital Universitário Antônio Pedro, e todos aqueles que fazem da solidariedade uma vocação de cuidado e transformação. Em tempos de desafios complexos para a saúde pública, sua trajetória ilumina caminhos e renova esperanças. O Jubileu de Diamante do HUAP, ao reconhecer Rita, reafirma o compromisso da instituição com a formação de cidadãos que honram o passado, enfrentam o presente e constroem o futuro.
A HISTÓRIA DA ACHUAP
Fundada em 1951 pelo médico cirurgião Mário Duarte Monteiro, da antiga Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (atual UFF), a ACHUAP nasceu do desejo de prestar assistência aos pacientes internados. Inicialmente composta por esposas de médicos, a associação acompanhou as transformações sociais e, com a entrada da mulher no mercado de trabalho, ampliou seu perfil de colaboradoras.
Apesar das mudanças, sua missão permanece: promover a melhoria e a reabilitação dos pacientes, apoiando o HUAP dentro de suas possibilidades. Hoje, a associação reúne senhoras da ASPI-UFF e de instituições como o BNDES e o Exército Brasileiro, que semanalmente se organizam para arrecadar doações: itens de higiene pessoal, roupas, sapatos, mantas para recém-nascidos, mobílias, eletrodomésticos e outros bens oferecidos por contribuintes, amigos e familiares solidários.
A
sede da ACHUAP localiza-se na Rua Marquês de Paraná, 303, 4º andar, Prédio
Anexo, Centro, Niterói, um espaço que simboliza a união de esforços em prol da
dignidade humana.
PERFIL BIOGRÁFICO DE RITA RIVELLO
Nascida em Muriaé, Minas Gerais, Rita Rivello construiu sua trajetória como quem borda delicadamente um tecido de cultura, dedicação e serviço. Desde cedo, revelou vocação para o saber e para o cuidado com o outro. Formou-se em Letras e prosseguiu seus estudos na Universidade Federal Fluminense, onde concluiu a pós-graduação. A paixão pelas línguas levou-a também à Cultura Inglesa de Niterói, e sua inquietude intelectual a conduziu ao Direito, pela Universidade Cândido Mendes.
A vida de Rita Rivello é marcada por uma constante entrega às causas sociais e comunitárias. Em 1990, presidiu a Casa da Amizade das Esposas dos Rotarianos e das Rotarianas de Niterói, e no mesmo ano assumiu a presidência executiva do Lar da Criança Padre Franz Neumair, função que exerceu até 1993. Sua atuação foi decisiva para fortalecer o acolhimento e a proteção da infância, missão que se prolongou quando foi eleita para o 1º Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente de Niterói, representando a área da Primeira Infância.
Com sensibilidade e firmeza, coordenou o Polo de Articulação Regional Leste-Fluminense da Fundação para Infância e Adolescência, organismo do governo estadual. Sua voz também se fez ouvir na defesa das mulheres: presidiu a Comissão de Direitos da Mulher da 15ª Subseção da OAB/RJ e foi membro eleito do Conselho Municipal de Direito da Mulher (CODIM).
Entre 2007 e 2022, Rita esteve à frente da Associação dos Colaboradores do Hospital Universitário Antônio Pedro, da Universidade Federal Fluminense, onde sua presença se tornou símbolo de solidariedade e compromisso. Atualmente, integra o Rotary Clube Niterói Icaraí, na classificação Magistério Superior, participando das comissões de Desenvolvimento e de Projetos Humanitários.
Seu percurso foi reconhecido em diversas ocasiões: recebeu o Título de Cidadã Niteroiense, conferido pela Câmara Municipal de Niterói, e o Título de Cidadã do Estado do Rio de Janeiro, concedido pelo deputado Lauro Monteiro. Em 15 de janeiro de 2026, foi agraciada com a Medalha Calixto Khalil, honraria que, além de celebrar sua dedicação, reverencia também o nome de um homem que marcou profundamente sua vida e sua história: o Dr. Tarcísio Rivello.
Ao lado dele, Rita viveu momentos de intensa entrega ao Hospital Universitário Antônio Pedro, onde ambos se tornaram presença constante, seja como voluntários, seja como líderes de iniciativas que engrandeceram a instituição. Foram décadas de parceria, 47 anos de casamento, precedidos por três anos de convivência, em que vida e trabalho se entrelaçaram como fios de uma mesma tapeçaria.
Tarcísio Rivello, homem de caráter firme, coragem e devoção ao bem comum, foi incansável na defesa e na valorização do Hospital Universitário Antônio Pedro. Sua trajetória é lembrada com respeito e gratidão por todos que testemunharam sua luta e sua dedicação. Merecedor de inúmeras honrarias, já havia sido distinguido com a Medalha Calixto Khalil, símbolo de reconhecimento por sua incansável atuação.
Rita Rivello guarda em sua memória e em seu coração o legado desse companheiro de vida e de missão. Mas, ao narrar sua biografia, é necessário falar de Tarcísio em terceira pessoa, como figura pública que transcende o âmbito privado: ele foi um guerreiro incansável, cuja presença dignificou a Universidade Federal Fluminense e o Hospital Universitário Antônio Pedro. Sua história permanece como inspiração para todos que acreditam na força da dedicação e na nobreza do serviço ao próximo.
Assim,
a biografia de Rita Rivello não se encerra apenas em suas conquistas pessoais,
mas se expande na memória coletiva que guarda o nome de Tarcísio Rivello.
Juntos, formaram um elo de cultura, solidariedade e coragem, cuja marca se
perpetua nos corredores da UFF e nos corações daqueles que tiveram o privilégio
de conhecê-los.
Texto
e pesquisa por
©
Alberto Araújo
Focus
Portal Cultural
PALAVRAS
DA DRA RITA RIVELLO
Dia
15/01/2026
Grata ao receber a Medalha Calixto Khalil, não posso deixar de citar o nome de Tarcísio Rivello, um homem dotado de caráter, força e coragem, disposto a defender e elevar o nome do Hospital Universitário Antonio Pedro, HUAP, da Universidade Federal Fluminense, UFF. Falo acerca de um homem determinado e forte, que se dedicou ao trabalho árduo, que lhe fora confiado, certo de seus objetivos e de seus ideais.
Falo sobre um renomado e bem sucedido profissional da Medicina, que se posicionou corajosamente, um dia e decidiu-se sem hesitar, a abdicar de sua carreira para colocar o seu nome e a sua força de trabalho a serviço do HUAP e seus pacientes.
Tarcísio Rivello fez história e transformou o HUAP, sem temer nada, nem ninguém, enfrentando opositores de dentro e de fora da UFF.
Ele
vivenciou dias e noites de intenso stress para mudar um hospital sucateado e
decadente e transformá-lo no que hoje vemos.
O nome Tarcísio Rivello deve ser lembrado como o de um professor que soube honrar a “res publica”, um diretor (e depois, superintendente) que pensava na “Dona Maria e no Sr. João”, como cidadãos de direitos, como indivíduos e não pessoas, sujeitos dignos e merecedores de um atendimento de qualidade.
A
trajetória do Tarcísio foi feita de lutas e conquistas, fé e esperança. Manhãs,
tardes, noites e dias seguidos, obsessivamente visando cumprir dignamente a
missão a que lhe fora confiada primeiramente, pelo ex-reitor , Roberto Salles.
A trajetória do diretor Tarcísio Rivello, Mestre e Doutor, inclui fatos e momentos de tensão, sofrimento, pedradas e traição ao final, mas tem momentos de satisfação, face aos resultados e conquistas.
Neste hospital, vivi como voluntária e eleita, momentos valiosos ao lado do meu marido Tarcísio.
Guardo em minha memória, com muito orgulho, fatos ocorridos com o predestinado homem Tarcísio.
Sempre penso nos esforços por ele empreendidos e no quanto fomos parceiros na vida (47 anos precedidos de mais 3 anos) e no trabalho, cujo resultado deixa-nos felizes até hoje, ao andar pelos corredores do HUAP.
Tarcísio é merecedor de muitas outras honrarias e guardo a Medalha Calixto Khalil a ele conferida, anos atrás.
Tal
como ele, sinto-me honrada e tenho a feliz sensação do dever cumprido. Meu marido foi um incansável guerreiro e eu
fui privilegiada por desfrutar de sua companhia, ver seu empenho e coragem para
transformar e mudar um hospital totalmente sucateado em um complexo hospitalar
de atendimentos terciário e quaternário, afastando para longe o destino que
lhes havia (talvez) traçado nos bastidores da política. Assim sendo, resta-me
agradecer a Deus e à UFF pela oportunidade de fazer parte da história do HUAP.
***********
Maravilha. Verdade. Você é a esposa a
outra parte dele. Como está escrito no Livro Sagrado. Eram unidos em uma só
carne. A honraria é dele, sua e de todos da sociedade. Você o representará por
toda eternidade. Parabéns. Alberto Araújo.
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