Novembro nos recorda a esperança da vida eterna e a memória dos que partiram. Somos convidados a lembrar de que não somos apenas corpo que abriga uma alma, mas uma alma que se reveste de corpo. O corpo se desgasta, mas a alma, alimentada pela fé e pelo amor, floresce em alegria e esperança. Na comunhão entre corpo e alma, abençoados por Deus, encontramos a verdadeira harmonia da existência.
Somos chamados a recordar que nossa essência não é apenas um corpo que abriga uma alma, mas sim uma alma que se reveste de corpo. Essa consciência muda a forma como entendemos a vida: coloca em primeiro lugar aquilo que realmente nos dá sentido e eternidade.
O corpo, limitado, perde gestos e hábitos com o tempo. Mas a alma, quando alimentada pela fé e pelo amor, floresce em segurança, respirando esperança e alegria.
As ausências que a vida nos impõe tornam-se menos dolorosas quando a memória afetiva nos consola, permitindo que o corpo abrace a alma e que a alma, por sua vez, dê vida e sentido ao corpo.
Assim se revela a perfeita harmonia: corpo e alma em comunhão, unidos e abençoados por Deus, que nos chama a viver não apenas a matéria, mas, sobretudo o espírito.
Assim como a alma dá vida ao corpo, também a cultura dá identidade ao povo. Nossas tradições, nossas festas, nossos cantos e nossas memórias são expressões vivas dessa comunhão entre corpo e alma. No mês de novembro, quando recordamos nossos entes queridos e celebramos a esperança da vida eterna, somos convidados a perceber que a fé se manifesta não apenas na oração, mas também na arte, na música, na poesia e nos gestos comunitários que nos unem.
TEXTO ORIGINAL – LÚCIA ROMEU
Abraço perfeito É urgente lembrar que não somos um corpo com Uma Alma, e sim Uma Alma com Um corpo. Isso faz toda a diferença da importância a se considerar com o que vem em primeiro lugar na existência. O corpo desaprende quando os gestos se despedem da sequência de um hábito contínuo... A alma floresce em segurança com o oxigênio ininterrupto como reflexo de uma colheita de vivências felizes... Certas ausências só doem menos enquanto a memória afetiva respira duplamente, por isso o corpo protege e abraça a alma, enquanto ela dá vida e alento ao seu invólucro. Perfeita harmonia em acordo, criada e abençoadas por Deus!
Lucia Romeu

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