terça-feira, 31 de março de 2026

A PRESIDENTE MATILDE SLAIBI CONTI É HOMENAGEADA PELA CÂMARA MUNICIPAL DE TERESÓPOLIS E PLANETA AZUL EDITORA



A trajetória intelectual e cultural da nossa presidente Matilde Carone Slaibi Conti segue, mês após mês, colecionando merecidos reconhecimentos que consolidam sua posição como uma das personalidades mais influentes e atuantes do Estado do Rio de Janeiro. Recentemente, a trajetória desta intelectual multifacetada foi alvo de novas e merecidas honrarias que reafirmam seu papel como uma das principais mentes pensantes e incentivadoras das artes e do direito em solo brasileiro. 

No último dia 05 de março de 2026, a Câmara Municipal de Teresópolis, por iniciativa do Vereador Fabinho Filé, oficializou um Voto de Congratulações à Dra. Matilde. O documento não é apenas uma formalidade política, mas um resumo impressionante de uma vida dedicada à "labuta e ao desenvolvimento" institucional. 

O texto da honraria destaca a atuação de Matilde como Presidente Internacional do Elos Clube, mas vai além ao traçar o perfil de uma autêntica polímata. Com uma formação que abrange a Odontologia, o Direito (com Pós-doutorado pela UMSA), a Psicanálise, a História, a Teologia e as Letras, ela personifica o ideal renascentista de busca constante pelo conhecimento. 

A Câmara de Teresópolis sublinhou que sua dedicação "incansável" à promoção da educação e da Língua Portuguesa contribui diretamente para a formação cidadã. Como Vice-Presidente da OAB-Niterói e Presidente do Cenáculo Fluminense de História e Letras, Matilde não apenas ocupa cargos; ela constrói pontes entre o saber jurídico e a sensibilidade literária, fortalecendo a identidade nacional por meio da palavra.

A veia literária de Matilde Slaibi Conti também foi celebrada no final deste mês. Em 28 de março de 2026, a Planeta Azul Editora, sob a gestão da CEO Zélia Guerra, outorgou-lhe um Certificado de Reconhecimento por sua participação na coletânea “Cartas à Imperatriz Teresa Cristina – uma mulher à frente do seu tempo”. 

Nesta obra coletiva, o talento de Matilde é destacado por sua "sensibilidade e talento" ao dialogar com a história imperial brasileira. O certificado traz uma frase que resume bem a missão da homenageada: “Sua escrita semeará o mundo com histórias”. Participar de um projeto que resgata a memória de Teresa Cristina, a "Mãe dos Brasileiros", demonstra o compromisso de Matilde com a preservação do patrimônio imaterial e histórico do país. 

O que os documentos revelam é o que o público cultural já presencia cotidianamente: Matilde Slaibi Conti é um fenômeno de onipresença. Seja na Academia Brasileira Rotária de Letras (ABROL), onde atua com destaque, ou na presidência da Comunidade Lusíada do Elos Internacional, sua marca é o prestígio aos amigos e o suporte aos novos talentos. 

Para o cenário cultural, Matilde representa a resistência da elegância intelectual em tempos de efemeridade. Sua liderança é pautada pelo afeto e pelo rigor acadêmico, uma combinação que faz dela uma figura indispensável nos anais das instituições que preside e nos eventos que prestigia. 

Na última reunião da OAB-Niterói, o ambiente de sobriedade jurídica cedeu espaço a um instante de pura reverência. Em um testemunho vibrante, um de seus ilustres colegas sintetizou o sentimento que ecoa por todas as instituições que ela lidera: "Pelas maravilhas que realizou e pela incansável dedicação à nossa classe e à cultura, a presidente Matilde Slaibi Conti deixou de ser apenas uma referência para se tornar, em vida, uma verdadeira LENDA."

Mais do que um elogio, a declaração de seu companheiro de ordem reafirma o impacto de uma trajetória que une a força do Direito à sensibilidade das Letras. No Focus Portal Cultural, celebramos esse reconhecimento: lendas não apenas ocupam espaços, elas transformam a história. 

O Focus Portal Cultural celebra estas novas conquistas. O reconhecimento vindo de Teresópolis e do setor editorial apenas confirma o que já sabemos: a Dra. Matilde Slaibi Conti é um patrimônio vivo da nossa cultura, uma mulher que, entre códigos jurídicos e versos literários, escreve seu nome com tinta indelével na história do Rio de Janeiro. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural








 

MATILDE SLAIBI CONTI: A FORÇA INESGOTÁVEL DA NOSSA CULTURA

 

O cenário cultural fluminense possui diversos nomes de relevância, mas poucos personificam a dedicação e o dinamismo como a Dra. Matilde Slaibi Conti. Presidente atuante e figura central em nossas letras e artes, Matilde é, sem exagero, um verdadeiro fenômeno.

Sua trajetória transcende os cargos que ocupa; ela é o elo que une criadores e o público. O que mais impressiona em sua jornada é a onipresença: Matilde é incansável. De lançamentos de livros a vernissages, de solenidades acadêmicas a saraus populares, ela está lá. Mais do que marcar presença, ela prestigia, abraça e valida o trabalho de seus pares e amigos, demonstrando uma generosidade rara que fortalece o espírito da nossa comunidade.

Sua energia parece ignorar o tempo, movida por uma paixão genuína pelo saber e pela beleza. Matilde não apenas assiste à cultura acontecer, ela a fomenta, a protege e a celebra com o entusiasmo de quem sabe que a arte é a alma de um povo. 

O Focus Portal Cultural rende esta homenagem a essa mulher extraordinária, cuja marca é a excelência e cujo combustível é a amizade e o compromisso com o intelecto. Matilde Slaibi Conti é, hoje e sempre, um exemplo de vitalidade e amor à cultura brasileira.

Vida longa à nossa eterna Presidente!




ALINE DE BONA RUMO AO TOPO NO PRÊMIO "OS MELHORES DA SUÍÇA"!


O talento brasileiro e português além-fronteiras ganha um novo capítulo de celebração. Está chegando o Prêmio Melhores da Suíça, Prêmio do Outro Lado do Mundo, uma premiação de prestígio que visa homenagear os empresários e profissionais que elevam o nome da nossa cultura e competência em solo suíço. 

Nesta edição, o Focus Portal Cultural tem o orgulho de declarar sua torcida oficial para a talentosa Aline De Bona na categoria Melhor Autora. Sabemos que a literatura é uma ponte poderosa entre mundos, e o trabalho de Aline personifica a dedicação e a sensibilidade necessárias para conquistar leitores e representar nossa comunidade com excelência. 

COMO AJUDAR ALINE DE BONA A VENCER? 

A escolha dos vencedores está nas mãos do público! O processo é simples, mas exige a união de todos que admiram o trabalho da nossa candidata. Para participar: 

Onde votar: A votação acontece através de engajamento direto nos posts oficiais do prêmio. 

O que fazer: Você deve marcar o perfil da @Aline De Bona nos comentários do post da categoria "Melhor Autor(a)". 

A regra de ouro: Cada marcação vale como 1 voto. No entanto, atenção: não é permitido marcar a mesma pessoa várias vezes no mesmo comentário ou de forma repetitiva pelo mesmo perfil. Chame os amigos, a família e os entusiastas da cultura para cada um deixar o seu voto único! 

DATAS IMPORTANTES E GALA DE PREMIAÇÃO 

O tempo é curto e cada interação conta! Fique atento ao cronograma: 

Encerramento da Votação: 15 de abril de 2026. 

Noite de Gala: No dia 30 de maio de 2026, os vencedores das 15 categorias serão revelados em um evento inesquecível. 

A festa será realizada no prestigiado Novotel Zürich West, a partir das 18h. Será uma noite de celebração com jantar incluso e a presença das maiores personalidades da comunidade brasileira e portuguesa na Suíça. Os ingressos para presenciar esse momento histórico podem ser adquiridos através do link na bio oficial do prêmio (Investimento: CHF 200 por pessoa). 

"Quanto mais indicações, maiores as chances de erguer o troféu!"

O Focus Portal Cultural acredita que o reconhecimento é o combustível da arte. Vamos juntos fortalecer a trajetória de Aline De Bona e mostrar a força da nossa literatura na Europa. 

Vá agora mesmo ao post oficial e deixe seu voto para a Aline! 

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ALINE DE BONA: O DESPERTAR ENTRE ALPES E AFETOS 

Nascida sob o sol do Rio de Janeiro em 1976, Aline de Bona carregou consigo a força de uma linhagem numerosa. Sexta pétala de um jardim de sete irmãos da família Sá de Almeida, ela aprendeu cedo que a voz se faz no coro, mas a alma busca o seu próprio horizonte. 

Aos 19 anos, quando a juventude é um convite ao desconhecido, trocou a brisa carioca pelo ar altivo da Suíça. Em 1996, o destino a plantou em solo helvético, onde o amor floresceu em um casamento e se multiplicou em três filhos, raízes profundas que hoje já rendem os frutos doces de duas netinhas. 

Sua trajetória é um mosaico de serviço e liderança. Da delicadeza do cuidar como auxiliar de enfermagem à precisão da gestão em sua empresa de catering em Berna, Aline sempre soube que o tempero principal de qualquer negócio é o olhar humano. Entre o aroma dos restaurantes e o dinamismo do comércio, consolidou sua voz em um alemão fluente, culminando na gerência de vendas de uma grande rede de supermercados.

Mas a alma de Aline sempre foi permeada por fios invisíveis. Desde cedo, o místico e a religiosidade sussurravam em seu ouvido, guiando-a por caminhos de cura e autoconhecimento. Mergulhou nos mistérios do Reiki, na precisão da Numerologia e na imensidão dos Registros Akáshicos, transformando a curiosidade em ferramentas de transformação. 

Desde 2021, dedica seu talento à estética, entendendo que a beleza externa é o reflexo de um interior em harmonia. 

Com a mentoria de escrita curativa, suas palestras e o trabalho como Life Coach, ela agora transborda sua experiência para o mundo. Aline de Bona não apenas comunica; ela conecta. Ela não apenas orienta; ela cura através das palavras e do exemplo, provando que o maior projeto de uma vida é, enfim, o retorno para si mesma.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural











31 DE MARÇO DE 2026 CELEBRAMOS OS 294 ANOS DE NASCIMENTO DE JOSEPH HAYDN - EFEMÉRIDES DO FOCUS PORTAL CULTURAL

O quadro EFEMÉRIDES do Focus Portal Cultural dedica este espaço hoje a uma das figuras mais colossais da história da arte. No dia 31 de março de 1732, o mundo via nascer em Rohrau, na Áustria, Franz Joseph Haydn.

Ao celebrarmos seus 294 anos, não estamos apenas revisitando o passado, mas homenageando o homem que desenhou o mapa da música clássica como a conhecemos. Joseph Haydn foi o professor de Beethoven. Imagine o peso dessa responsabilidade! Que tal ouvir hoje um fragmento da Sinfonia nº 94 (A Surpresa) para celebrar este aniversário?

Haydn é a pedra angular do chamado "Classicismo Vienense". Ao lado de seus contemporâneos e amigos, Wolfgang Amadeus Mozart e Ludwig van Beethoven, ele forma o que a posteridade consagrou como a "Trindade Clássica Vienense". Sua carreira extraordinária foi uma ponte viva entre eras: ele começou a compor quando o Barroco de Bach ainda ecoava e terminou seus dias quando o Romantismo já começava a florescer no horizonte.

Para o Focus Portal Cultural, destacar Haydn é reconhecer um autor cuja influência é tão vasta que se torna quase invisível de tão onipresente. Ele é considerado o "Pai da Sinfonia" e o "Pai do Quarteto de Cordas", não por ter inventado esses gêneros do zero, mas por ter lhes dado a sofisticação, a estrutura e a alma que definiram o padrão de excelência da música ocidental.

Dentro da vasta cronologia do mestre, o quadro EFEMÉRIDES destaca o período entre 1768 e 1774 como o marco de sua plena maturidade. Foi nesta fase que Haydn provou que a música instrumental e sacra poderia atingir níveis inéditos de profundidade. Obras como o Stabat Mater (1767) e a Missa Sancti Nicolai (1772) são exemplos sublimes dessa época. Estas composições não foram apenas sucessos em seu tempo; elas foram as peças que o colocaram definitivamente entre os maiores gênios de sua geração, revelando uma capacidade técnica aliada a uma sensibilidade espiritual profunda.

A genialidade de Haydn não residia apenas na matemática das notas, mas em sua filosofia de vida. Sua capacidade de orquestração — admirada até hoje por maestros e acadêmicos — resultou fundamentalmente de uma visão otimista da vida. Haydn conseguia unir o rigor intelectual à pureza emocional com uma moderação raramente vista.

Diferente do drama tempestuoso de Beethoven ou da fluidez divina de Mozart, a música de Haydn é um monumento ao equilíbrio. Ela reflete a harmonia, o bom humor e a clareza de pensamento de um homem que via na arte um meio de elevar o espírito humano.

Quadro Comparativo: O Legado de Haydn

Aspecto

Contribuição de Haydn

Impacto na Música

Sinfonia

Estruturou o formato em 4 movimentos

Tornou-se o padrão para Mozart e Beethoven.

Quarteto de Cordas

Transformou em um "diálogo entre amigos"

Elevou a música de câmara ao ápice técnico.

Ponte de Estilos

Do Barroco Tardio ao início do Romantismo

Permitiu a evolução fluida dos estilos musicais.


Ao celebrarmos este nascimento no quadro EFEMÉRIDES, o Focus Portal Cultural convida seus leitores a redescobrirem a obra de Joseph Haydn. Em um mundo muitas vezes caótico, a música do mestre austríaco nos oferece um porto seguro de ordem, beleza e inteligência. Que os 294 anos deste gênio sirvam de lembrança de que a cultura é o fio condutor que une gerações através dos séculos.

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural 





segunda-feira, 30 de março de 2026

HAUSER INTERPRETANDO O ANDANTE DO CONCERTO PARA PIANO Nº 21 EM DÓ MAIOR, K. 467, DE WOLFGANG AMADEUS MOZART

HAUSER interpretando o Andante do Concerto para Piano nº 21 em Dó maior, K. 467, 

de Wolfgang Amadeus Mozart.


 

O AMOR COMO DESTINO: UMA HOMENAGEM AOS 52 ANOS DE VIDA COMPARTILHADA DE ANA MARIA E EUDERSON KANG TOURINHO

O amor não é um ponto de chegada, mas o próprio caminho que se escolhe trilhar, passo a passo, batida a batida. Falar de Ana Maria Tourinho e Euderson Kang Tourinho é, antes de tudo, pronunciar a palavra "amor" em sua acepção mais sagrada e resiliente. Hoje, 30 de março, o Focus Portal Cultural não apenas relata um fato, mas celebra um monumento vivo: o enlace matrimonial que alcança a magnífica marca de 52 anos. 

Cinquenta e dois anos de uma entrega que transita entre o lírico e o cotidiano, transformando cada amanhecer em uma renovada promessa de presença. Não se trata apenas da soma de dias, mas da multiplicação de afetos, da paciência que se tornou sabedoria e do carinho que, com o tempo, lapidou a alma de ambos até que se tornassem um espelho fiel do outro. 

Diz-se que os 52 anos de casados celebram as Bodas de Argila. Há uma metáfora profunda nessa escolha: a argila é o elemento que se molda, que aceita o toque das mãos, que se adapta e que, sob o fogo das experiências, torna-se eterna e resistente. Ana Maria e Euderson são os artesãos dessa obra. Ao longo de mais de meio século, eles não apenas viveram juntos; eles se moldaram mutuamente.

O amor deles é como um rio que corta a paisagem da vida. Começou como um riacho impetuoso, cheio de sonhos e promessas da juventude em um 30 de março que agora brilha com a luz dourada da memória. Com o passar das décadas, recebeu os afluentes da cumplicidade, do perdão e da admiração mútua. Hoje, é um rio largo, profundo e calmo, cujas águas refletem o céu e alimentam as margens de uma família que é o seu maior legado. Um rio que flui com a certeza de quem sabe exatamente para onde está indo, porque conhece a força da fonte de onde veio. 

Neste altar do tempo, as décadas não pesam; elas sustentam. Elas são as fundações de um templo onde o sagrado é o bem-estar do outro. Ana Maria, com sua luz própria e sensibilidade, e Euderson, com sua presença firme e cavalheirismo sereno, construíram um refúgio contra as intempéries do mundo. Ali, o amor é o ar que se respira, e a lealdade é a luz que ilumina cada detalhe dessa existência compartilhada.

Quando observamos a trajetória deste casal, a realidade se transfigura em pura poesia. O casamento de Ana Maria e Euderson é a prova viva de que o romance não é um clichê passageiro, mas uma construção diária. É a beleza de envelhecer juntos, descobrindo novas camadas de afeto em rostos que já se conhecem de cor, em silêncios que dizem tudo e em risos que ecoam a história de uma vida inteira.

Eles nos ensinam que o amor verdadeiro é a habilidade de caminhar sob o mesmo guarda-chuva durante as tempestades e de celebrar, com a mesma intensidade, as flores que surgem na primavera. É a arte de somar forças e dividir fardos. Nesses 52 anos, o "eu" de cada um não se apagou, mas expandiu-se, encontrando sua melhor expressão no abraço do outro. 

Para ilustrar a magnitude desse sentimento que desafia a brevidade das coisas, buscamos abrigo na voz de uma das maiores mentes da nossa literatura, alguém que compreendeu como poucos o mistério do sentir. Como bem afirmou Clarice Lispector: "O amor é quando não é dado o direito de escolher o que sentir."

Esta frase impactante define a jornada de Ana Maria e Euderson. O amor que os une é uma força irresistível, um imperativo do coração que não pediu licença para se instalar e que não dá o direito de sentir menos do que o infinito. Não é um amor de conveniência, mas um amor de essência. Eles se amam porque suas almas reconheceram, há mais de cinco décadas, que a vida só faria sentido se fosse escrita a quatro mãos.

O Focus Portal Cultural celebra este casal não apenas pelo tempo transcorrido, mas pela qualidade da luz que emanam. Alguns chamam esta data também de Bodas de Estrela, e essa definição parece perfeita. O amor de Ana Maria e Euderson é, de fato, uma estrela guia que serve  de inspiração para os nossos filhos, netos, amigos e para todos que conhecem o amor. Em um mundo que muitas vezes valoriza o efêmero, a história deles ergue-se como uma luz sagrada de esperança.

Ana Maria, com seu sorriso que acolhe; Euderson, com sua nobreza que conforta. Juntos, eles são a definição de completude. A passagem deste 30 de março é uma celebração da vitória do afeto sobre o tempo. É a prova de que o "para sempre" não é um mito, mas um destino que se alcança com respeito, dedicação e, acima de tudo, com muito amor.

Que a estrada à frente continue sendo pavimentada com a mesma ternura que os trouxe até aqui. Que a luz dessa união continue a brilhar intensamente, lembrando-nos a todos que o amor, quando cultivado com a alma, é a única coisa que realmente permanece. 

Felizes 52 anos de um amor eterno.

Com admiração e carinho, 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural































Gostaria de expressar minha profunda gratidão a todos que, através da postagem, uniram-se à nossa Ciranda de Afetos para celebrar as Bodas de Argila de Ana Maria e Euderson Tourinho.  Ver o carinho manifestado por tantos amigos e admiradores reafirma a admiração que este casal desperta em todos nós. Um agradecimento especial ao caro Sergio da Costa e Silva, criador e diretor do projeto Música no Museu. Sua presença e manifestação elevam o brilho desta homenagem, trazendo a chancela de quem dedica a vida a promover a cultura e a música clássica, hoje reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro em nosso convívio. Seguimos ainda contagiados pela alegria desta renovação de votos. Ao casal adorável os nossos sinceros cumprimentos. Ana Maria, muito obrigado pelo feedback tão expressivo. Parabéns, mais uma vez, aos queridos amigos Ana Maria e Euderson. Que o exemplo de união de vocês continue a nos inspirar! Alberto Araújo.









A VOZ QUE ATRAVESSA O TEMPO: A EMOÇÃO DE GISELA PEÇANHA NA ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS - CRÔNICA DE ALBERTO ARAÚJO

 

A atmosfera solene da Academia Fluminense de Letras (AFL) costuma ser palco de grandes discursos e posses memoráveis, mas, recentemente, foi o eco de uma harmonia secular que resgatou uma das memórias mais profundas da pianista, cantora, acadêmica Gisela Peçanha. Durante a apresentação do Coral Carpe Diem, regido pelo Maestro Joabe Ferreira, um anúncio específico no repertório funcionou como uma chave de ouro capaz de abrir as portas da infância: o Ave Verum Corpus, de Wolfgang Amadeus Mozart. 

Para quem observava Gisela na plateia, talvez não fosse possível mensurar a tempestade de emoções que aquela partitura evocava. No entanto, o brilho no olhar e a postura de quem conhece cada nota revelavam que ali não estava apenas uma espectadora, mas uma artista cuja trajetória profissional foi selada por aquela exata composição, há décadas, sob a batuta de outros tempos e mestres. 

A história de Gisela com o canto coral começou cedo, nos corredores do Centro Educacional de Niterói. Dos 8 aos 18 anos, ela integrou o corpo vocal da instituição, sob a regência do saudoso Maestro Ermano Soares de Sá. O que começou com a simplicidade lúdica dos cânones a três vozes e as canções do folclore brasileiro logo se transformou em um desafio que moldaria seu destino. 

Aos 12 anos, a maturidade vocal de Gisela já não passava despercebida. Foi quando o Maestro Ermano, reconhecendo um talento acima da média, tomou uma decisão audaciosa: transferiu a menina diretamente para o coro juvenil. O aviso do mestre foi claro: "Agora você irá cantar músicas muito mais difíceis, porque você já está preparada". 

Entre jovens de 15 a 17 anos, a pequena Gisela, com apenas 12, viu-se diante do deslumbramento e da complexidade da partitura de Mozart. Sem ainda dominar a leitura técnica de partituras, ela valeu-se da percepção auditiva e de uma dedicação rara, gravando a melodia e decorando cada nuance da obra em apenas dois dias. 

O divisor de águas na vida da cantora tem data, hora e local: uma apresentação às 18 horas na Igreja Porciúncula de Santana. Gisela recorda aquele momento como algo místico. A acústica perfeita do templo, o som dos sinos e a magnitude da composição de Mozart criaram o cenário ideal para uma revelação pessoal. 

Naquele dia, enquanto seu coração parecia pulsar no ritmo das vozes, a decisão foi tomada: ela seria cantora. O Ave Verum Corpus não era apenas uma música de repertório, era o seu batismo artístico. A partir dali, a voz que se destacava no coral infantil ganharia o mundo, levando-a aos bancos da Faculdade de Canto na Escola de Música da UFRJ e a uma carreira profissional sólida, onde a obra de Mozart a acompanharia como solista em inúmeras cerimônias e recitais. 

No último sábado, na Academia Fluminense de Letras, o ciclo parecia se fechar, ou melhor, se renovar. Ao ver o Coral Carpe Diem prestes a executar a peça que definiu sua vida, Gisela sentiu o impulso legítimo de quem deseja retornar às origens. De forma discreta, ela solicitou ao regente a oportunidade de se juntar ao grupo, no fundo do coral, apenas para rememorar a vivência da infância. 

Apesar do rigor do protocolo, que impediu a participação oficial, a essência artística de Gisela Peçanha não aceitou o silêncio. Sentada estrategicamente próxima às sopranos e ao lado do teclado do maestro, ela não se conteve. Se não pôde estar formalmente no palco, sua voz profissional e experiente uniu-se ao coro de forma orgânica. 

O Maestro Joabe Ferreira pôde ouvir, em alto e bom som, a performance de uma mulher que, embora tenha trilhado caminhos acadêmicos e palcos diversos, mantém intacta a pureza daquela menina de 12 anos que se encantou com Mozart. Muito feliz em está vivenciando tudo aquilo. Gisela não cantou, mas posou com o coral. Na ocasião, Gisela foi homenageada pela Academia Fluminense de Letras, onde recebeu pela sua apresentação pianística embelezando o evento em Homenagens às Mulheres, uma Moção de Reconhecimento das mãos da presidente Márcia Pessanha. O Focus registrou esses momentos. 

O Focus Portal Cultural homenageia Gisela Peçanha não apenas pelo seu currículo como bacharel em canto pela UFRJ, mas pela sua sensibilidade. Sua trajetória nos ensina que a técnica se aprimora, mas o dom é uma chama que, uma vez acesa pela beleza de uma obra de arte, jamais se apaga. Naquele salão da Academia, através de uma foto e de muitos tons, o que se viu foi a celebração da música como fio condutor da própria existência. 

© Alberto Araújo

Focus Portal Cultural

30 de março de 2026









Gisela Peçanha disse por intermédio de áudio: “Querido Alberto, tentei escrever diversas mensagens, mas a emoção não me permitiu digitar; por isso, prefiro enviar este áudio. Estou profundamente comovida com a homenagem que você me fez. É um texto impecável, sensível e belíssimo.

Posso dizer que você tocou o âmago do meu coração de menina. A profundidade da sua escrita é tamanha que parece que você viveu aquela situação comigo. Ao ler, pensei: 'Meu Deus, parece que fui eu quem escreveu', tamanha a perfeição com que você captou o que senti. 

Aquele dia na Porciúncula de Santana, aos meus 12 anos, ao cantar

o Ave Verum Corpus, de Wolfgang Amadeus Mozart , foi de fato o meu batismo na música. Sua colocação foi perfeita; eu me senti exatamente assim, sendo batizada. Naquele momento, decidi que seria cantora e que queria cantar aquilo, mesmo sem saber ainda o que era ser uma cantora lírica.

A Porciúncula, os sinos tocando... foi um momento mágico que você resgatou com uma sensibilidade extraordinária. Reitero: você escreveu como se a história fosse sua, tamanha a profundidade e perfeição do relato. Muito, muito obrigada.” Gisela.