No dia 24 de março de 1889, nascia em Recife o poeta, político e diplomata Olegário Mariano Carneiro da Cunha, figura de destaque na literatura e na vida pública brasileira. Primo do poeta Manuel Bandeira, Mariano construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade lírica e pelo compromisso com a cultura nacional.
Conhecido como o “poeta das cigarras”, foi eleito em 1938, em concurso promovido pela revista Fon-Fon, como Príncipe dos Poetas Brasileiros, sucedendo Alberto de Oliveira. Sua obra poética, iniciada em 1911 com Angelus, percorreu temas de amor, saudade e contemplação da vida, reunida mais tarde nos dois volumes de Toda uma vida de poesia (1957). Além da poesia, destacou-se como cronista mundano sob o pseudônimo João da Avenida, publicando versos humorísticos em revistas como Careta e Para Todos, posteriormente reunidos em livros como Bataclan e Vida, Caixa de brinquedos.
Na vida pública, Olegário Mariano foi deputado constituinte em 1934, embaixador do Brasil em Portugal (1953-1954) e delegado da Academia Brasileira de Letras na Conferência Interacadêmica de Lisboa para o Acordo Ortográfico de 1945.
Eleito para a Cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras em 1926, consolidou sua presença entre os grandes nomes da literatura nacional.
Filho de José Mariano Carneiro da Cunha e Olegária da Costa Gama, ambos heróis da Abolição e da República, Olegário Mariano herdou o espírito de luta e dedicação à pátria. Sua obra e sua atuação diplomática permanecem como testemunho de uma vida dedicada à poesia, à língua portuguesa e ao Brasil.
OBRAS
Gabinete de Olegário Mariano.
Angelus (1911)
Sonetos (1921)
Evangelho da sombra e do silêncio
(1913)
Água corrente, com uma carta prefácio
de Olavo Bilac (1917)
Últimas Cigarras (1915)
Castelos na areia (1922)
Cidade Maravilhosa (1922)
Bataclan, crônicas em verso (1927)
Canto da minha terra (1931)
Destino (1931)
Poemas de amor e de saudade (1932)
Teatro (1932)
Antologia de tradutores (1932)
Poesias escolhidas (1932)
O amor na poesia brasileira (1933)
Vida Caixa de brinquedos, crônicas em
verso (1933)
O enamorado da vida, com prefácio de
Júlio Dantas (1937)
Abolição da escravatura e os homens do
norte, conferência (1939)
Em louvor da língua portuguesa (1940)
A vida que já vivi, memórias (1945)
Quando vem baixando o crepúsculo
(1945)
Cantigas de encurtar caminho (1949)
Tangará conta histórias, poesia
infantil (1953)
Toda uma vida de poesia, 2 vols.
(1957)
© Alberto Araújo
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