quinta-feira, 19 de março de 2026

A AMPULHETA DA VIDA - SONETO I - @ ALBERTO ARAÚJO

A vida escorre, grão por grão, na areia,
E o tempo, implacável, não espera;
A mocidade, sonho que incendeia,
Se esvai, deixando a alma mais severa.

Não deixe a dor, em vã e tola teia,
Prender seus dias, em cruel quimera;
Pois cada instante, em rútila centeia,
É um dom divino, que a alma venera.

Aproveite o sol, a brisa e o mar,
O amor, o riso, a doce companhia;
Pois a ampulheta, em seu constante andar,

Lembra-nos que a vida, em melodia,
É breve canção, que devemos amar,
Enquanto a chama, em nós, ainda irradia.

© Alberto Araújo


 

Nenhum comentário:

Postar um comentário