No dia 19 de março de 2026, a Da Vinci’s Cafeteria, em Icaraí, Niterói, foi palco de um encontro memorável. Entre escritores, professores e acadêmicos, três amigas lançaram o livro Quatro Estações: Haicais. Às 17h30m, Leda Mendes Jorge, Liane Arêas e Uyára Schiefer se reuniram diante de um público atento para apresentar uma obra que nasceu da amizade, da partilha e da paixão pela poesia breve. Atrás delas, um banner com a capa do livro anunciava o que viria: um convite à contemplação.
O
projeto surgiu de forma espontânea. Em encontros informais, regados a café e
conversas sobre literatura, as três perceberam que cada frase dita poderia se
transformar em um haicai. Dessa percepção nasceu a ideia de escrever um livro
que percorresse as quatro estações do ano, explorando os ciclos da natureza e
da vida. O resultado é uma coletânea que une tradição e contemporaneidade,
delicadeza e intensidade.
A
capa merece destaque. Criada por Will Martins, apresenta um círculo vermelho
que remete ao sol do Japão, símbolo de energia e renovação. Sobre ele repousam
os ideogramas 春 (primavera), 夏 (verão), 秋 (outono) e 冬 (inverno). Minimalista, a imagem traduz a essência
do haicai: brevidade, clareza e profundidade. Assim como o poema sugere mais do
que diz, a capa convida à contemplação, à leitura dos sinais invisíveis. É uma
síntese visual daquilo que os versos fazem em palavras: transformar o instante
em eternidade.
O
livro é enriquecido por textos que funcionam como camadas de leitura. A orelha,
assinada por Ricardo Ribeiro, convida o leitor a uma leitura lenta, como quem
observa o desabrochar de uma flor. Ele destaca a simplicidade e a profundidade
dos versos, lembrando que o haicai é pausa em meio ao excesso do cotidiano.
Na
apresentação, Uyára Schiefer explica a escolha do título, remetendo à tradição
japonesa que exige referência a fenômenos naturais. Já na contracapa, Liane
Arêas narra com delicadeza o encontro das amigas em torno de um café, momento
em que nasce a ideia do livro. Sua narrativa transforma a gênese em poesia,
humanizando o projeto e aproximando o leitor das autoras. A fotografia de Will
Martins, que registra o encontro, reforça a cumplicidade e dá rosto às
criadoras.
O
haicai, originado no Japão do século XVII com Bashô Matsuo, é considerado o
poema mais breve do mundo. Sua força reside na capacidade de capturar um
instante da natureza e transformá-lo em experiência estética. No Brasil, essa tradição
foi transmitida por mestres como Luís Antônio Pimentel, que viveu no Japão e
trouxe para Niterói a delicadeza dessa arte. A lembrança de Pimentel, presente
na contracapa, conecta passado e presente, tradição e inovação.
Um
exemplo espontâneo, surgido durante os encontros das autoras, já antecipa o tom
da obra:
Tarde luminosa!
Afinal, é Primavera!
Perfume no ar!
Esse haicai improvisado mostra como o cotidiano pode se transformar em poesia, como a simplicidade de um instante pode ganhar eternidade nos versos.
Encerrando
o livro, o posfácio de Alberto Araújo oferece uma leitura crítica e
jornalística, situando a obra no panorama da literatura brasileira
contemporânea. Ao destacar a importância cultural do haicai e sua permanência
como forma de contemplação, o posfácio reforça o caráter atemporal da obra. É
como se o livro fosse um ciclo completo: começa com o convite, passa pela
apresentação e pela narrativa da gênese, percorre os haicais e se encerra com a
reflexão crítica.
Quatro Estações: Haicais não é apenas uma coletânea de poemas. É um registro da amizade, da cumplicidade e da capacidade de transformar o cotidiano em arte. É uma celebração da poesia breve, que nos lembra que a vida é feita de instantes, e que cada instante pode ser eternizado em palavras. Ao unir tradição japonesa e sensibilidade brasileira, o livro reafirma o haicai como forma de contemplação e resistência ao excesso do mundo moderno. Mais do que um lançamento literário, é um convite à pausa, à escuta e ao olhar atento para o que muitas vezes passa despercebido.
UM POUCO SOBRE O EDITOR RICARDO RIBEIRO
Ricardo Ribeiro constrói sua trajetória na interseção entre estratégia, liderança e propósito. Escritor, produtor de conteúdo, empreendedor e pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana Betel, tem se destacado por desenvolver soluções que unem gestão de pessoas, performance organizacional e desenvolvimento espiritual de forma prática e aplicável.
À frente da Editora Opus, lidera projetos editoriais que transformam conhecimento em ativos reais para profissionais, líderes e empreendedores. Sua premissa é clara: pessoas bem direcionadas geram resultados sustentáveis. A partir dessa visão, cria métodos, frameworks e produtos voltados à formação de equipes mais eficientes, líderes mais conscientes e carreiras mais alinhadas.
Sua formação em Análise de Sistemas, somada à pós-graduação em Gestão de Pessoas e Liderança pela FGV e à especialização em Banco de Dados, sustenta uma abordagem que integra pensamento analítico, visão estratégica e compreensão profunda do comportamento humano. Essa base sólida permite que Ricardo atue com consistência tanto no ambiente corporativo quanto na formação espiritual e pastoral de pessoas.
Como autor, dedica-se a aproximar os princípios da fé cristã reformada dos desafios contemporâneos da vida profissional e pessoal. Sua atuação ministerial reforça essa proposta, conectando ensino bíblico sólido com aplicações práticas para o cotidiano. Seu conteúdo se destaca por unir profundidade, clareza e aplicabilidade, dialogando com um público que busca não apenas crescimento, mas direção.
Com uma comunicação direta e estruturada, Ricardo provoca reflexão, gera consciência e conduz à ação. Mais do que transmitir conhecimento, sua proposta é reposicionar pessoas para que alinhem identidade, propósito e desempenho de forma intencional e sustentável.
Créditos das fotos e vídeos
Reverendo Carlos Henrique F. Gomes
Uyara Schiefer
© Alberto Araújo
Focus Portal Cultural





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