O cantor e compositor Byafra apresenta o show “Voo de Ícaro’, no dia 03 de outubro, às 19 horas, no Teato Municipal de Niterói. O espetáculo traz no repertório grandes sucessos do artista em novelas da TV Globo como “Helena" (Marrom Glacê), "Vinho Antigo" (Jogo da Vida), "Seu Nome" (A Gata Comeu), "Te amo" (Salomé) e "Fantasia Real" (Mulheres de Areia), sem deixar de fora os mega hits "Leão Ferido" e "Sonho de Ícaro”, além de fazer uma homenagem a compositores que brilham com ele desde os primeiros sucessos, como Guilherme Arantes, Dalto, Lulu Santos, Ritchie, entre outros.
Com quase 40 anos de caminhada por microfones, estúdios, rádios, TVs e palcos nacionais, Byafra lançou 16 álbuns que fizeram o Brasil cantar, varando fronteiras e empolgando até públicos estrangeiros. Byafra lançou ainda cinco coletâneas, vendeu mais de três milhões de CDs, emplacou 10 temas de novelas na TV Globo e uma no SBT. Como compositor, Byafra teve sua obra gravada nas vozes de Roberto Carlos, Ney Matogrosso, Simone, Chitãozinho e Xororó, KLB, Xuxa, Angélica, Jerry Adriani e outros. "Não é sempre que se chega a quase 40 anos de estrada. Acredito que isso se deve à perenidade da música chamada romântica, que pertence aquele lado íntimo que todo mundo tem, mas muitas vezes não quer exibir para não demonstrar fragilidade. As pessoas em geral gostam de sorrir em público, mas se escondem para chorar uma paixão perdida. Gosto de comover quando canto. E esse show é uma comemoração ao meu namoro com o meu público", destaca o cantor.
Byafra alça agora também o mundo das letras, com o livro “Voo de Ícaro” (editora Kimera). Escrito a quatro mãos, com o jornalista e escritor Pinheiro Junior, o livro “é uma sátira política, realismo fantástico e atual”.
Pinheiro Júnior explica que “durante a produção do “Voo de Ícaro” a preocupação foi deixar que o lirismo moldasse o texto para que a lenda do homem pássaro brasileiro soasse como um canto de liberdade, à semelhança do voar-voar de Byafra”.
A música “Sonho de Ícaro” foi emblemática em minha vida – lembra Byafra. E detalha: “Resolvi transformar o “Ícaro” da canção em um personagem. Um homem pássaro mitológico, fantástico, que cairia sem explicação na terra e sofreria todos os tipos de preconceitos. Ao mesmo tempo em que seria idolatrado e viraria um superstar por suas diferenças”, conta Byafra, nome artístico de Maurício Reis.
Para o cantor, as pessoas diferentes são amadas e odiadas pelo simples fato de serem diferentes. “Ao mesmo tempo em que a sociedade admira, ela também destrói”, reflete o artista sobre a inspiração que o levou a buscar mais esse caminho, desta vez na literatura.
Byafra será acompanhado por um quarteto de instrumentistas: Carlão Fernandes (baixo), Denis Almeida (teclados), Bem-ti-vi (Guitarra) e Pepe (bateria).
SERVIÇO
SHOW BYAFRA – “VÔO DE ÍCARO”
DATA: 03/10/2018
HORÁRIO: 19 horas
DURAÇÃO: 80 minutos
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Livre
INGRESSOS: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)
LOCAL: Teatro Municipal João Caetano
ENDEREÇO: Rua Quinze de Novembro, 35 – Centro
TELEFONE: (21) 2620-1624
Horário de funcionamento da bilheteria:
• Ingressos antecipados: terça a sexta, das 10h às 18h.
sábados, domingos e feriados, das 15h às 18h (se houver teatro Infantil, das 17h às 18h).
• Ingressos para o espetáculo do dia: das 10h até o início do mesmo.
Lançamento da A CASA Discos, “EXPERIÊNCIA” reúne peças de compositores nacionais e internacionais.
Apostando no lema “O ABSTRAI ensemble faz música do século XXI para quem vive no século XXI!”, o grupo carioca de música de câmara de renome lança seu primeiro CD, “Experiência”, com direção do saxofonista, professor e pesquisador Pedro Bittencourt. Gravado entre julho de 2017 e junho de 2018 n’A Casa Estudio (Rio de Janeiro), o CD traz com exclusividade obras recentes dos compositores brasileiros Roberto Victorio, Rodrigo Lima, Michelle Agnes, Pauxy Gentil-Nunes, além do português João Pedro Oliveira, do grego Phivos Angelos-Kollias e do francês Didier Marc Garin. Dedicadas ao ABSTRAI ensemble, as peças foram gravadas pela primeira vez pelo grupo. O CD é uma produção independente do ABSTRAI ensemble, disponibilizada em CD físico e nas principais plataformas digitais pelo selo A Casa Estúdio.
O grupo é conhecido por se dedicar ao repertório dos séculos XX e XXI, principalmente em colaborações com compositores vivos (brasileiros e estrangeiros). Além de peças musicais instrumentais e vocais, o grupo utiliza regularmente nos seus concertos e diversas atividades as últimas tecnologias digitais (eletroacústica e música mista). O grupo se dedica também a atividades pedagógicas como oficinas, master-classes, encontros de interpretação musical/composição, além de concertos comentados, contribuindo pela formação de público de música de concerto no Brasil.
O ABSTRAI ensemble tem se apresentado nos principais festivais e salas de concerto brasileiras, além de uma turnê pelo México. Participou do 55° Festival Villa Lobos (RJ) em 2017, da VI Semana Internacional de Música de Câmara em 2017 na Cidade das Artes (RJ), das Bienais de Música Contemporânea Brasileira em 2013 e 2015 (RJ), do Festival Música Estranha na histórica Sala do Conservatório (SP), da série Partituras do Sesc Pompéia (SP), do Festival de Inverno de Ouro Preto (MG), do Festival de Música de Londrina (PN), do Panorama da Música Contemporânea Brasileira (RJ), do Festival Internacional de Música de Câmara (RJ) das temporadas do CCBB (RJ), da Sala Cecília Meirelles (RJ), do Espaço Guiomar Novaes (RJ), da Cidade das Artes (RJ), do Parque Lage (RJ) e do Instituto Cervantes (RJ). Realizou concertos e participou de programas de rádio no México em 2014 com apoio do Ibermúsicas.
Também apresentou o seu repertório e suas propostas musicais em programas nacionais de TV, como o programa “Partituras” e o “Estúdio Móvel”, ambos da TV Brasil (EBC). O ABSTRAI ensemble pode ser visto como um instrumento não só de difusão de cultura, mas também da sua produção, contribuindo pela diversidade musical.
SERVIÇO
28/09/2018 - Sexta -
ABSTRAI ensemble lança o CD “Experiência” Horário: 20h Local: Sala Cecília Meirelles Endereço: Rua da Lapa, 47 - Lapa, Rio de Janeiro Ingressos: R$40,00 (inteira) / R$20,00 (meia-entrada) Faixa etária: Livre Telefone: (21) 2332-9223
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PARA ASSISTIR AO VÍDEO
PROGRAMA
ABSTRAI ensemble Experiência
1. Experiência (2011 rev. 2018) 12:49 Phivos-Angelos Kollias (Grécia, 1982) voz, flauta (ut, baixo), sax (soprano, barítono), piano, percussão, sons eletrônicos e a percepção ativa
O Centro Cultural Abrigo de Bondes recebe até o dia 29 de setembro, a exposição “Sentidos”, do escultor e artista Rodrigo Saramago, onde ele comemora 25 anos de carreira. A mostra é composta por esculturas em terracota, que remetem ao universo transcendente que simbolizam a fé, a paz, a esperança, deuses, anjos e santos em todas as suas formas. Alguns alunos convidados também mostram suas criações seguindo a mesma linha temática e técnica.
Sobre Rodrigo Saramago
Seu primeiro contato com a arte aconteceu através do desenho, ainda criança. Foi a sua primeira paixão.
Cursou a Escola de Belas Artes no
Rio de Janeiro de 1985 a 1987, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio
de Janeiro. Expôs na Affordable Art Fair em Bruxelas, Bélgica, em 2010, na Art
Fair Europe na Alemanha em 2009, na Art Expo New York em 2008 e na Art &
Frame Apeldoorn, em 207 na Holanda, na Abraham Art Center, em 2006 na Holanda e
na Artexpo, em New York, em 1996.
A escultura lhe foi apresentada no colégio, nas aulas de artes, mas foram nas universidades e cursos paralelos junto à grandes artistas, como Cláudio Aun, onde ele ampliou todo seu conhecimento. O ferro, o bronze e o barro se tornaram seus melhores amigos. Estes materiais lhe permitiram contar estórias, materializar sonhos, falar de si e suas vivências.
A exposição "SENTIDOS" fala de imagens que nos remetem o equilíbrio, a paz espiritual e a fé. O Artista convidou então, alguns alunos que possuem trabalhos bem interessantes para também mostrar suas criações.
O curso ministrado por Saramago não é um curso tradicional, mas uma "materialização de idéias". Ele procura dar ao aluno total liberdade criativa, em todos os "SENTIDOS".
Sendo assim, Rodrigo convida os visitantes a apreciar o trabalho de sonho, de vida, de realidade e de fantasia, que somente a arte pode nos proporcionar.
Rodrigo Saramago iniciou sua trajetória profissional em 1993. Este ano completou 25 anos de carreira. Ele possui um vasto currículo de exposições no Brasil e no exterior. Atualmente Saramago vive e trabalha no seu ateliê em Pendotiba, Niterói.
SERVIÇO
EXPOSIÇÃO SENTIDOS –
RODRIGO SARAMAGO Visitação: até 29 de setembro Horário: Segunda a Sexta,
das 8h às 18h e sábados de 8h às 12h ENTRADA GRATUITA
Local: Centro Cultural Abrigo de Bondes Endereço: Rua Marquês do Paraná, 100,
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS RETOMA PROGRAMA "MÚSICA DE CÂMARA NA ABL", COM A PRESENTAÇÃO DO GRUPO "MÚSICA ANTIGA DA UFF" COM OS ARTISTAS: LENORA PINTO MENDES, LEANDRO MENDES, MÁRCIO PAES SELLES, MÁRIO ORLANDO E VIRGINIA VAN DER LINDEN. DIA 25 DE SETEMBRO DE 2018, ÀS 12H30MIN. IMPERDÍVEL!
A Academia Brasileira de Letras reinicia seu programa “Música de Câmara na ABL” apresentando o grupo “Música Antiga da UFF”, composto pelos instrumentistas Lenora Pinto Mendes, Leandro Mendes, Márcio Paes Selles, Mário Orlando e Virginia Van der Linden. O evento está programado para o dia 25 de setembro, terça-feira, às 12h30min, no Teatro R. Magalhães Jr. (Avenida Presidente Wilson, 203, 1º andar, Castelo, Rio de Janeiro). Entrada franca.
O Presidente da Academia, Professor Marco Lucchesi, fará a abertura do espetáculo, que marca o retorno dessa atividade oferecida pela ABL ao público, mediante um protocolo a ser firmado com a Universidade Federal Fluminense (UFF).
De acordo com seus integrantes, o conjunto apresenta músicas para cantar e dançar escritas por trovadores medievais, e os instrumentos tocados pelos integrantes do conjunto são todos da Idade Média e do Renascimento: viele de roda, rabeca, viele de arco, flautas, buzuk e percussão).
Atuante há três décadas, seus músicos são todos também pesquisadores. Em 2017, o Música Antiga da UFF lançou seu primeiro longa-metragem, o documentário Música do Tempo – Do Sonho do Império ao Império do Sonho, que conta a trajetória artística do grupo durante os mais de 30 anos de pesquisa e difusão da música.
PROGRAMA
Courant Michael Praetorius (1571-1621) Insbruck, ich muß Heinrich Isaac (1445-1517) Ich weiß nit, was er ihr verhieß Ludwig Senfl (1492-1555) Es taget vor dem Walde Ballet Michael Praetorius (1571-1621)Bourrés Im Maien Ludwig Senfl (1492-1555) Wann ich des Morgens früeh aufsteh Ach Elslein, liebes Elselein Ludwig Senfl (1492-1555) Ach Elslein – Es taget Es het ein bider man
Maximiliano I do Sacro Império Romano-Germânico
Maximiliano I nasceu
em Wiener Neustadt, (cidade no estado austríaco da Baixa Áustria. Está situada a
50 quilômetros ao sul de Viena), em 22 de março de 1459 foi o
Imperador Romano-Germânico de 1508 até sua morte, além de Arquiduque da Áustria
a partir de 1493 e Rei da Germânia começando em 1493. Era filho do imperador
Frederico III e sua esposa Leonor de Portugal.
Casou-se em 1477 com sua prima materna a duquesa Maria de
Borgonha filha de Carlos, Duque da Borgonha. Enviuvando, Maximiliano lutou
contra a França que queria anexar o território borgonhês (o que de fato
conseguiu). Reuniu um conselho de príncipes alemães, para obter ajuda e se
coroar rei da Itália, o que não veio a ocorrer.
Em 1508, após reinar sobre o Sacro Império Romano-Germânico
por quinze anos sem o título, e com o consentimento do papa Júlio II, ele
acabou com a necessidade de se cumprir a tradição do imperador ser coroado pelo
papa para receber o título, bastando assim, somente a sua eleição como tal. Foi
sucedido no império por seu neto Carlos V.
Maximiliano comprometeu-se em 1490 com Ana, Duquesa da
Bretanha (1476-1514), mas o casamento foi anulado em 1491 e Ana casou com o rei
Carlos VIII de França, o Afável. Casou-se ainda uma terceira vez em 1494 com
Branca Maria Sforza (1472-1510), filha do Duque de Milão João Galeácio Sforza.
Filhos:
•Margarida de Habsburgo, de Áustria ou de Saboia (n. 1480),
que casou com:
•Carlos VIII de França (anulado);
•João, Príncipe das Astúrias (1478-1497)
•Felisberto II, Duque de Saboia (1480-1504)
•Francisco (n. e m. 1481)
•Filipe I de Castela (1478-1506), Rei de Espanha pelo
casamento com a rainha Joana de Castela; foi o pai de Carlos I de Espanha.
•Ilegítimos:
•Cornélio de Áustria (n.1507), filho de uma senhora de
Salzburgo.
•Jorge da Áustria (m. 1557).
•Leopoldo de Áustria (1515-1557).
O imperador Maximiliano I faleceu em Wels - Austria, em 12
de janeiro de 1519.
BIOGRAFIA COMPLETA
Maximiliano
nasceu, no dia 22 de Março de 1459, em Wiener Neustadt na Áustria, fruto do
casamento do sacro imperador romano-germânico, Frederico III, da Casa de
Habsburgo, com a princesa portuguesa, D. Leonor, irmã de D. Afonso V e de D.
Fernando, duque de Beja e Viseu.
Maximiliano
era, portanto, primo direito dos futuros reis de Portugal, D. João II e D.
Manuel I. Em 1486, Maximiliano foi eleito “rei dos romanos” em Frankfurt,
ascendendo ao trono após a morte de Frederico III, em 1493. Apenas em 1508, com
o consentimento do papa Júlio II, foi-lhe atribuído oficialmente o título
imperial.
Com
D. João II, Maximiliano I criou laços amigáveis, particularmente devido ao
apoio do rei português na pacificação de Bruges e de outras cidades flamengas.
Estas se tinham revoltado nos anos 80 de Quatrocentos contra Maximiliano, que
se tornara o novo soberano da Borgonha depois do falecimento da sua primeira
esposa, Maria de Borgonha, em 1482.
O
desencadeamento da guerra entre França e a Casa de Habsburgo, em 1492, e a aliança
entre o rei francês, Carlos VIII, e os Reis Católicos, em Janeiro do ano
seguinte, conduziu a uma intensificação das ligações entre Maximiliano e D.
João II. A aproximação dos dois monarcas foi favorecida devido às rivalidades
luso-castelhanas na questão dos direitos das possessões no ultramar.
Esta
disputa tinha entrado, precisamente nestes anos, na sua fase mais acesa, em
consequência da primeira viagem de Colombo às Índias Ocidentais e à polémica
divisão do Atlântico pelo papa Alexandre VI, contestada veementemente pelo
Príncipe Perfeito. Maximiliano concordou com a posição portuguesa e ofereceu a
D. João II o seu apoio, propondo uma viagem de descoberta por via ocidental. O
imperador tencionava também subsidiar este projecto. Graças à recomendação do
habsburgo, Diogo Fernandes Correia negociou neste contexto, ainda em 1493, com
as casas comerciais dos Fugger e dos Gossembrot de Augsburgo. O reforço das
relações diplomáticas entre Portugal e o Sacro Império ganhou os seus contornos
mais evidentes em 1494. Em Junho deste ano, ou seja, pouco antes da celebração
do Tratado de Tordesilhas, Maximiliano e D. João II prometeram mutuamente
eterna amizade e aliança em caso de guerra nos denominados “Capitolos de Pazes”
(Colónia, 23.6.1494).
Este
contrato perdeu, no entanto, a sua validade já no ano seguinte devido à morte
do rei português e não foi renovado após a subida de D. Manuel I ao trono de
Portugal. Aparentemente, as boas relações até aí existentes entre as Casas de
Habsburgo e de Avis esfriaram, pois Maximiliano havia reclamado também a
herança da coroa portuguesa. Além disso, a orientação diplomática e os planos
dinásticos do imperador mudaram drasticamente dada a nova constelação das
alianças em consequência da invasão francesa em Itália em 1494. O ataque da
França ameaçou os interesses de Aragão e da Casa da Áustria na Península do
Apenino, o que levou a uma aproximação político-dinástica entre Maximiliano e
Fernando de Aragão que culminou nos célebres casamentos dos filhos do imperador
(Filipe o Belo e Margarete) com os filhos dos Reis Católicos (Joana a Louca e
Juan) em meados dos anos 90 de Quatrocentos.
A
morte do príncipe Juan, em 1497, abriu perspectivas prometedoras à herança das
coroas de Castela e Aragão, tanto para a Casa de Avis como para a Casa de
Habsburgo. Ao que parece, por causa da delicada situação dinástica na Península
Ibérica, Maximiliano e D. Manuel evitaram, no início do reinado deste último,
estabelecer relações diplomáticas. Apenas no ano de 1499 se encontra um sinal
inequívoco que comprova um contacto directo entre os dois monarcas. A
iniciativa partiu do rei português que em Agosto desse ano dirigiu uma carta ao
“vitoriosíssimo e potentíssimo príncipe Maximiliano, da graça de Deus imperador
romano e Augustus”. D. Manuel utilizou aqui pela primeira vez o título de “rei
de Portugal e dos Algarves, daquém e dalém mar em África e senhor da Guiné e da
conquista, da navegação e comércio de Etiópia, Arabia, Pérsia e Índia”. Nesta
carta, o Venturoso informou orgulhosamente o seu primo acerca dos resultados da
primeira viagem de Vasco da Gama à Índia, das especiarias, pedras preciosas e
pérolas que os Portugueses aí encontraram e prometeu a Maximiliano acesso a
estas riquezas. Existem várias fontes que documentam o especial interesse de Maximiliano
na Expansão Portuguesa, cujo desenvolvimento seguiu atentamente, em primeiro
lugar, pelo seu conselheiro Conrad Peutinger. O afamado humanista de Augsburgo
era sócio da célebre companhia comercial de Anton Welser, seu sogro. Esta
companhia tinha fundado, em 1503, uma feitoria em Lisboa, tendo participado,
desde 1505, directamente em duas viagens portuguesas à Índia. Os projectos
ultramarinos dos Welser e de outras casas comerciais alemãs foram apoiados por
Maximiliano, a quem foram solicitadas cartas de recomendação destinadas à coroa
portuguesa. Paralelamente conseguiram, através do imperador, uma licença
especial que permitia a exportação de prata para Lisboa via Países Baixos. Em
1505 tinha chegado às mãos do imperador uma genealogia de todos os reis e
príncipes da Península Ibérica, enviada por Valentim Fernandes, famoso
tipógrafo e principal mediador dos alemães em Portugal. Este documento
corrobora a ideia de que Maximiliano nunca perdeu de vista a sua ambição em
relação ao trono português. Desta forma, explicam-se também as inúmeras
referências que faz nas suas obras históricas e autobiográficas ao império
português. Numa destas, D. Manuel I é designado como “o rei da nova rota”.
Notícias
sobre a Expansão Portuguesa e a nova imagem do mundo circularam entre os
eruditos e artistas ligados à corte imperial. Paralelamente ao crescente
interesse de Maximiliano nos Descobrimentos Portugueses intensificaram-se, a
partir da primeira década de Quinhentos, as relações político-diplomático entre
o imperador e a coroa portuguesa. Em 1506 faleceu, inesperadamente, Filipe o
Belo. A morte do único filho de Maximiliano pôs em risco a “herança espanhola”
dos Habsburgos, enquanto Fernando de Aragão assumiu a regência em Castela
contra as ambições de D. Manuel. O rei português, por sua vez, tentou reforçar
os laços dinásticos com a Casa de Habsburgo, preparando a longo prazo o
casamento da sua filha, D. Isabel, com o neto de Maximiliano, o futuro imperador
Carlos V. Desde 1509 falou-se também sobre o enlace da arquiduquesa D. Leonor
com um dos filhos de D. Manuel.
Como
intermediário deslocou-se Tomé Lopes por várias vezes à corte imperial. Já
antes tinha ali aparecido na pessoa de Duarte Galvão um outro embaixador do rei
português para convidar Maximiliano a empreender uma acção militar contra os
“inimigos da fé” para a reconquista da Terra Santa. Embora este plano não tenha
sido levado a cabo, é de constatar que o espírito de cruzada sempre constituiu
um elemento de ligação entre os dois monarcas, que se entenderam como
protectores da cristandade e viram no zelo cristão de missionação e na guerra
contra os “infiéis” a sua mais nobre tarefa de vida. Em 1510, Maximiliano, após
ter recebido notícias sobre algumas das vitórias alcançadas pelos Portugueses
no Oceano Índico, dirigiu uma carta pessoal a D. Manuel felicitando-o pelos
triunfos contra os inimigos da cristandade e pedindo-lhe informações detalhadas
sobre navegação, descobrimentos e comércio portugueses no Ultramar.
O
Venturoso foi incluído, em 1516, na ilustre Ordem do Tosão de Ouro,
desempenhando, nos anos seguintes, um papel central nos planos cruzadísticos do
imperador. No entanto, este amplo projecto foi impedido devido à morte de
Maximiliano em Wels no dia 12 de Janeiro de 1519. Ainda em vida de Maximiliano
realizou-se o casamento da sua neta, Eleonore (D. Leonor), com D. Manuel. Este
enlace marcou o início de uma série de matrimónios dinásticos entre as Casas de
Habsburgo e de Avis que se concretizaram nas décadas seguintes e que
influenciaram fortemente a história política da Europa no século XVI.